Ricardo Voltonili 2º dossiê de certificados e rótulos

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Ricardo Voltonili 2º dossiê de certificados e rótulos

  1. 1. Rótulos e selos verdes Ferramentas para o consumo consciente Ricardo Voltolini 23 de junho de 2010
  2. 2. Quem já atendemos
  3. 3. O que você vai ler 1- Introdução sobre dados de consumo consciente e perfil de informação do consumidor brasileiro em relação aos atributos socioambientais. 2- Histórico dos selos verdes no Brasil e no mundo. 3- A situação brasileira : ABNT 4- Desafios para mercados, empresas e consumidores. 5- Mapeamento de tendências
  4. 4. Dados MRSC- 2009 e 2010 15,2% recompensaram 10,2% só pensaram mas não praticaram 8,2% retaliaram 7,1% premiaram e puniram MRSC-2009 Fonte: Market Analysis
  5. 5. Dados MRSC-2010
  6. 6. Alto índice de desinformação : cenário pessimista para expansão do conceito (1) Quanto decorre de baixo valor de importância atribuído ao tema (desafio de natureza valorativa). (2) Quanto decorre de escassez , dificuldade de identificar e decodificar i nformação. Meio copo vazio
  7. 7. <ul><li>Estresse de informação geral </li></ul>Alto índice de desinformação Falta de indicadores socioambientais específicos, rótulos explicativos e campanhas de comunicação de empresas baseadas nos atributos sociais e ambientais de seus produtos.
  8. 8. <ul><li>Diferença entre fator Preço e fator Comportamento Socioambiental de empresa cai de 26 pontos percentuais para 17 entre os Informados </li></ul><ul><li>Diferença entre fator Preço e fator Comportamento Socioambiental de empresa cai de 26 pontos percentuais para 15 entre os Debatedores </li></ul>Informação faz diferença
  9. 9. A inércia cognitiva <ul><li>Na hora de juntar informações para uma tomada de decisão a mente humana busca o mínimo esforço. </li></ul><ul><li>Pistas ajudam! </li></ul>
  10. 10. Selos e rótulos Selos verdes são pistas fundamentais de informação para orientar consumidores na prática do consumo consciente. Pro isso crescem em todo o mundo!
  11. 11. Breve Histórico <ul><li>Anos 40 : primeiros rótulos de advertência para destacar a presença de substâncias químicas danosas ao organismo. </li></ul><ul><li>1977 : primeiro selo alemão, Blue Angel , como resposta ao movimento ambientalista. </li></ul><ul><li>No Brasil , programa de rotulagem ambiental nasceu em 1993 . Ficou desativado. Foi retomado no final de 2008. Em 2009, teve aumento de procura. Nenhum certificado pela ABNT. </li></ul><ul><li>No Japão , há mais de 3 mil produtos rotulados pelo Ecomark </li></ul>
  12. 12. O que diz o MRSC Etiqueta 36% Ação junto a ONGs 25% Certificação de governo 20% Publicação de Relatório 7% Qual a melhor forma de uma empresa comunicar suas práticas socioambientais? Pesquisa Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010 Market Analysis Em 2007, eram 27%
  13. 13. O que diz o MRSC O impacto da etiqueta verde na embalagem de um produto tende a ser mais elevado entre os consumidores menos informados 42% valorizam o selo verde contra 36% da população geral Fonte: MRSC/Market Analysis
  14. 14. A terceira parte <ul><li>“ A certificação é a base a partir da qual se pode saltar do estágio de responsabilidade social corporativa para o que eu chamo de accountability socioambiental . </li></ul><ul><li>A verificação de uma terceira parte , independente, faz com que a companhia se comprometa com padrões negociados por vários stakeholders” </li></ul>Michale Conroy, autor de Branded- How Certification is Transforming Global Corporations
  15. 15. Os 9 princípios gerais da ISO 14020 1- Devem ser precisos, verificáveis, relevantes e não enganosos 2- Procedimentos e requisitos não devem ser elaborados, adotados ou aplicados com intenção de, ou efeito de. criar obstáculos ao comércio internacional. 3- Devem se basear em metodologia científica para dar suporte ás afirmações e que produza resultados precisos e verificáveis. 4- As informações referentes aos procedimentos, metodologias e quaisquer critérios usados devem estar disponíveis e ser fornecidas a todas as partes interessadas . Sobre rótulos e certificações
  16. 16. Os 9 princípios gerais da ISO 14020 5- Considerar todos os aspectos relevantes do ciclo de vida do produto. 6- Não devem inibir inovações que melhorem o desempenho ambiental. 7- Requisitos administrativos ou demandas de informações devem se limitar aos necessários para estabelecer a conformidade com os critérios e normas . 8- O processo deve incluir uma consulta participatória , aberta às partes interessadas, tentando chegar a um consenso. 9- As informações sobre aspectos ambientais devem ser disponibilizadas aos compradores junto à parte que faz o rótulo ou declaração ambiental .
  17. 17. A educação do consumidor “ Não adianta respondermos aqui no Brasil às exigências colocadas nos protocolos de comércio internacional feitas pelos países do Hemisfério Norte, se o mercado interno não começara valorizar rótulos verdes. Não havendo interesse em engajamento, poderemos chegar a um ponto de estagnação.” Guy Ladvocat Gerente técnico de certificação Da ABNT Comunicação e educação: apagão/2001/2002
  18. 18. Desafios para os Mercados <ul><li>Inserir novos critérios específicos relacionados com temas cada vez mais caros aos consumidores sintonizados com uma economia de baixo carbono, como por exemplo, o footprint do carbono e da água </li></ul>
  19. 19. Desafios para os Mercados <ul><li>Regular para que diferenças nos processos de certificação, especialmente de custos, não criem desigualdades, prejudicando as empresas com menor potencial de investimento </li></ul>
  20. 20. Desafios para os Mercados <ul><li>Estimular que as empresas busquem a certificação, destacando o valor econômico e a adição de valor á marca gerados por esse processo e pela disseminação da informação para o consumidor </li></ul>
  21. 21. Desafios para os Mercados <ul><li>Estabelecer uma convivência boa entre as diferentes entidades certificadoras e os diferentes selos, para que se somem em vez de se anularem </li></ul>
  22. 22. Desafios para os Mercados <ul><li>Incentivar os selos do Tipo I (checados por terceira parte) e III , hoje menos comuns, que funcionam como uma espécie de estudo de ciclo de vida dos produtos , apoiando os gestores de empresas na melhoria contínua de processos. </li></ul>
  23. 23. Desafios para os Mercados <ul><li>Criar mecanismos de autorregulamentação eficazes para evitar o uso dos selos como forma de greenwashing , isto é, propaganda verde enganosa </li></ul>
  24. 24. Desafios para os consumidores Identificar, decodificar e valorizar os selos e rótulos verdes, dando preferência à compra de produtos que os contêm. O consumo consciente é um instrumento fundamental para produzir mudanças no modo como as empresas encaram aspectos socioambientais em seus processos e produtos
  25. 25. Desafios para os governos <ul><li>Usar mecanismos de incentivo fiscal para premiar empresas segundo seu comportamento de adotar certificações e rotulagens ambientais . </li></ul>
  26. 26. Desafios para os governos <ul><li>Inserir o consumo consciente na grade de conteúdos do currículo escolar , ressaltando a importância dos selos e rótulos verdes como indutores relevantes </li></ul>
  27. 27. Desafios para os governos <ul><li>Realizar campanhas de comunicação que estimulem cidadãos a valorizarem os selos verdes na hora de comprar um produto </li></ul>
  28. 28. Desafios para os governos <ul><li>Criar uma política pública de compras sustentáveis , estimulando a formação de um grupo de fornecedores compromissados com programas de certificação ambientais </li></ul>

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