PROGRAMAS CORPORATIVOS DE CONTROLE DOS PROBLEMAS
RELACIONADOS COM ÁLCOOL E DROGAS
FERNANDO MOREIRA
Perfil do Consumo de Álcool
Uso, Abuso, Dependência
10%
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Abuso
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Uso
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Lima, JMB 2007
LEI 13.103
Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista
 ALTERAÇÕES NA CLT
“Art. 168
§ 6º Serão exigidos exames tox...
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Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista
 ALTERAÇÕES NA CLT
“Art. 168
§ 7º Para os fins do disposto ...
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Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista
 ALTERAÇÕES NO CTB
“Art. 148-A. Os condutores das categoria...
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Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista
 § 4o É garantido o direito de contraprova e de recurso adm...
LEI 13.103
Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista
§ 7o O exame será realizado, em regime de livre concorrência...
LEI 13.103
Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista
 Art. 13. O exame toxicológico com janela de detecção mínim...
CLT SEÇÃO V - DAS MEDIDAS PREVENTIVAS DE
MEDICINA DO TRABALHO
 Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do emp...
 § 1º - O Ministério do Trabalho baixará instruções relativas aos casos em
que serão exigíveis exames:
 a) por ocasião d...
 § 4º - O empregador manterá, no estabelecimento, o material necessário à
prestação de primeiros socorros médicos, de aco...
CLT – Art. 235
 Art. 235-A. Os preceitos especiais desta Seção aplicam-se ao motorista profissional
empregado: (Redação d...
CLT – Art. 235
 VII - submeter-se a exames toxicológicos com janela de detecção
mínima de 90 (noventa) dias e a programa ...
RESOLUÇÃO 425 Contran (modificada pela Res. 517) -
ANEXO XXII - DO EXAME TOXICOLÓGICO.
 1. Exames
 1.1. Os exames toxico...
ABUSO DE SUBSTÂNCIAS – DSM-IV
 Características
 A característica essencial do Abuso de Substância é um padrão mal-adapta...
Critérios para Abuso de Substância
A. Um padrão mal-adaptativo de uso de substância levando a prejuízo ou
sofrimento clini...
Critérios para Abuso de Substância
 uso recorrente da substância em situações nas quais isto representa perigo
físico (po...
Critérios para Abuso de Substância
 B. Os sintomas jamais satisfizeram os critérios para Dependência de
Substância para e...
DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS – DSM-IV
 Características
 A característica essencial da Dependência de Substância é a presen...
DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS – DSM-IV
 Após o desenvolvimento dos sintomas desagradáveis de abstinência, a
pessoa tende a c...
Critérios para Dependência de Substância
 Um padrão mal-adaptativo de uso de substância, levando a prejuízo ou
sofrimento...
Critérios para Dependência de Substância
 3 – consumo da substância, frequentemente, em maiores quantidades ou
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SESSÃO INTERNET
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substâncias
(CID 10)
• .0 Intoxicação aguda
• .1 Uso nocivo para a...
Etapas da elaboração de um Programa de controle de
Álcool e Drogas (PRAD)
 Programas desta natureza não podem ser encarad...
Efeitos comportamentais e físicos das
principais substâncias psicoativas
Álcool Etílico
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Efeitos comportamentais e físicos das
principais substâncias psicoativas
Anfetaminas e outros simpaticomiméticos,
inclusiv...
Efeitos comportamentais e físicos das
principais substâncias psicoativas
Depressores do SNC – barbitúricos,
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Efeitos comportamentais e físicos das
principais substâncias psicoativas
Alucinógenos – LSD (dietilamida do ácido
lisérgic...
Efeitos comportamentais e físicos das
principais substâncias psicoativas
Cannabis
Efeitos comportamentais:
Comprometimento...
Efeitos comportamentais e físicos das
principais substâncias psicoativas
Opioides – ópio, morfina, heroína,
meperidina, me...
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Etapas da elaboração de um Programa de controle de Álcool e
Drogas (PRAD)
 O comprometimento da direção superior da empre...
O Programa dever contemplar itens importantes, tais como:
 a importância do programa para a promoção da saúde e para a pr...
Programas de Controle de PRAD
• Normas escritas sobre local de trabalho sem drogas
• Treinamento dos Supervisores
• Inform...
Momentos dos Testes
• suspeita razoável e fundamentada;
• aleatoriamente;
• antes da admissão;
• pós-incidente;
• retorno ...
Consequências da ausência ou precariedade
dos programas
• Maior número de acidentes
• Aumento do absenteísmo
• Piora do cl...
Ciclo de Palestras: Nova Lei do Motorista e o controle de álcool e drogas
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Ciclo de Palestras: Nova Lei do Motorista e o controle de álcool e drogas

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Conteúdo apresentado pelo Dr. Fernando Moreira, advogado e médico, e também consultor da Fetranspor, no "Ciclo de Palestras: Nova Lei do Motorista e o controle de álcool e drogas", realizado no dia 29/10/2015, na Universidade Corporativa do Transporte.

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Ciclo de Palestras: Nova Lei do Motorista e o controle de álcool e drogas

  1. 1. PROGRAMAS CORPORATIVOS DE CONTROLE DOS PROBLEMAS RELACIONADOS COM ÁLCOOL E DROGAS FERNANDO MOREIRA
  2. 2. Perfil do Consumo de Álcool Uso, Abuso, Dependência 10% (12,3) 20% 60% 10% Abuso Dependência Uso Não-uso Lima, JMB 2007
  3. 3. LEI 13.103 Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista  ALTERAÇÕES NA CLT “Art. 168 § 6º Serão exigidos exames toxicológicos, previamente à admissão e por ocasião do desligamento, quando se tratar de motorista profissional, assegurados o direito à contraprova em caso de resultado positivo e a confidencialidade dos resultados dos respectivos exames.
  4. 4. LEI 13.103 Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista  ALTERAÇÕES NA CLT “Art. 168 § 7º Para os fins do disposto no § 6º, será obrigatório exame toxicológico com janela de detecção mínima de 90 (noventa) dias, específico para substâncias psicoativas que causem dependência ou, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção, podendo ser utilizado para essa finalidade o exame toxicológico previsto na Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, desde que realizado nos últimos 60 (sessenta) dias.” (NR)
  5. 5. LEI 13.103 Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista  ALTERAÇÕES NO CTB “Art. 148-A. Os condutores das categorias C, D e E deverão submeter-se a exames toxicológicos para a habilitação e renovação da Carteira Nacional de Habilitação. § 1º O exame de que trata este artigo buscará aferir o consumo de substâncias psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção e deverá ter janela de detecção mínima de 90 (noventa) dias, nos termos das normas do Contran. § 2º Os condutores das categorias C, D e E com Carteira Nacional de Habilitação com validade de 5 (cinco) anos deverão fazer o exame previsto no § 1º no prazo de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses a contar da realização do disposto no caput. § 3º Os condutores das categorias C, D e E com Carteira Nacional de Habilitação com validade de 3 (três) anos deverão fazer o exame previsto no § 1º no prazo de 1 (um) ano e 6 (seis) meses a contar da realização do disposto no caput.
  6. 6. LEI 13.103 Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista  § 4o É garantido o direito de contraprova e de recurso administrativo no caso de resultado positivo para o exame de que trata o caput, nos termos das normas do Contran.  § 5o A reprovação no exame previsto neste artigo terá como consequência a suspensão do direito de dirigir pelo período de 3 (três) meses, condicionado o levantamento da suspensão ao resultado negativo em novo exame, e vedada a aplicação de outras penalidades, ainda que acessórias.  § 6o O resultado do exame somente será divulgado para o interessado e não poderá ser utilizado para fins estranhos ao disposto neste artigo ou no § 6o do art. 168 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.
  7. 7. LEI 13.103 Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista § 7o O exame será realizado, em regime de livre concorrência, pelos laboratórios credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN, nos termos das normas do Contran, vedado aos entes públicos: I - fixar preços para os exames; II - limitar o número de empresas ou o número de locais em que a atividade pode ser exercida; e III - estabelecer regras de exclusividade territorial.”
  8. 8. LEI 13.103 Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista  Art. 13. O exame toxicológico com janela de detecção mínima de 90 (noventa) dias de que tratam o art. 148-A da Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, os §§ 6º e 7º do art. 168 e o inciso VII do art. 235-B da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, será exigido:  I - em 90 (noventa) dias da publicação desta Lei, para a renovação e habilitação das categorias C, D e E;  II - em 1 (um) ano a partir da entrada em vigor desta Lei, para a admissão e a demissão de motorista profissional;  III - em 3 (três) anos e 6 (seis) meses a partir da entrada em vigor desta Lei, para o disposto no § 2o do art. 148-A da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997;  IV - em 2 (dois) anos e 6 (seis) meses a partir da entrada em vigor desta Lei, para o disposto no § 3º do art. 148-A da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997.  Parágrafo único. Caberá ao Contran estabelecer adequações necessárias ao cronograma de realização dos exames.
  9. 9. CLT SEÇÃO V - DAS MEDIDAS PREVENTIVAS DE MEDICINA DO TRABALHO  Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho: (Redação dada pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989)  I - a admissão; (Incluído pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989)  II - na demissão; (Incluído pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989)  III - periodicamente. (Incluído pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989)
  10. 10.  § 1º - O Ministério do Trabalho baixará instruções relativas aos casos em que serão exigíveis exames:  a) por ocasião da demissão;  b) complementares.  § 2º - Outros exames complementares poderão ser exigidos, a critério médico, para apuração da capacidade ou aptidão física e mental do empregado para a função que deva exercer.  § 3º - O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da atividade e o tempo de exposição, a periodicidade dos exames médicos. (Incluído pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989)
  11. 11.  § 4º - O empregador manterá, no estabelecimento, o material necessário à prestação de primeiros socorros médicos, de acordo com o risco da atividade.  § 5º - O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica.  § 6º - Serão exigidos exames toxicológicos, previamente à admissão e por ocasião do desligamento, quando se tratar de motorista profissional, assegurados o direito à contraprova em caso de resultado positivo e a confidencialidade dos resultados dos respectivos exames. (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)  § 7º - Para os fins do disposto no § 6º, será obrigatório exame toxicológico com janela de detecção mínima de 90 (noventa) dias, específico para substâncias psicoativas que causem dependência ou, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção, podendo ser utilizado para essa finalidade o exame toxicológico previsto na Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, desde que realizado nos últimos 60 (sessenta) dias. (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)
  12. 12. CLT – Art. 235  Art. 235-A. Os preceitos especiais desta Seção aplicam-se ao motorista profissional empregado: (Redação dada pela Lei nº 13.103, de 2015)  I - de transporte rodoviário coletivo de passageiros; (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)  II - de transporte rodoviário de cargas. (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)  Art. 235-B. São deveres do motorista profissional empregado: (Redação dada pela Lei nº 13.103, de 2015)  I - estar atento às condições de segurança do veículo; (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012)  II - conduzir o veículo com perícia, prudência, zelo e com observância aos princípios de direção defensiva; (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012)  III - respeitar a legislação de trânsito e, em especial, as normas relativas ao tempo de direção e de descanso controlado e registrado na forma do previsto no art. 67-E da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro; (Redação dada pela Lei nº 13.103, de 2015)  IV - zelar pela carga transportada e pelo veículo; (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012)  V - colocar-se à disposição dos órgãos públicos de fiscalização na via pública; (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012)  VI - (VETADO); (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012)
  13. 13. CLT – Art. 235  VII - submeter-se a exames toxicológicos com janela de detecção mínima de 90 (noventa) dias e a programa de controle de uso de droga e de bebida alcoólica, instituído pelo empregador, com sua ampla ciência, pelo menos uma vez a cada 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, podendo ser utilizado para esse fim o exame obrigatório previsto na Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, desde que realizado nos últimos 60 (sessenta) dias.  Parágrafo único. A recusa do empregado em submeter-se ao teste ou ao programa de controle de uso de droga e de bebida alcoólica previstos no inciso VII será considerada infração disciplinar, passível de penalização nos termos da lei. (Redação dada pela Lei nº 13.103, de 2015)
  14. 14. RESOLUÇÃO 425 Contran (modificada pela Res. 517) - ANEXO XXII - DO EXAME TOXICOLÓGICO.  1. Exames  1.1. Os exames toxicológicos deverão ser do tipo de "larga janela de detecção", os quais acusam o uso de substâncias psicoativas ilícitas ou licitas.  1.2. Os exames deverão testar, no mínimo, a presença das seguintes substâncias: maconha e derivados, cocaína e derivados incluindo crack e merla, opiáceos incluindo codeína, morfina e heroína; "ecstasy" (MDMA e MDA), anfetamina e metanfetamina.  1.3. Os exames deverão apresentar resultados negativos para um período mínimo de 90 (noventa) dias, retroativos à data da coleta.  1.4. O material biológico a ser coletado poderá - a critério do coletor - ser cabelos ou pelos; na ausência destes, unhas.
  15. 15. ABUSO DE SUBSTÂNCIAS – DSM-IV  Características  A característica essencial do Abuso de Substância é um padrão mal-adaptativo de uso de substância, manifestado por consequências adversas recorrentes e significativas relacionadas ao uso repetido da mesma. Pode haver fracasso repetido em cumprir obrigações importantes relativas ao seu papel, uso repetido em situações nas quais isto apresenta perigo físico, múltiplos problemas legais, sociais e interpessoais recorrentes.  Esses problemas devem acontecer de maneira recorrente, durante o mesmo período de 12 meses. Diferentemente dos critérios para Dependência de Substância, os critérios para Abuso de Substância não incluem tolerância, abstinência ou padrão de uso compulsivo, incluindo, ao invés disso, apenas as consequências prejudiciais do uso repetido.
  16. 16. Critérios para Abuso de Substância A. Um padrão mal-adaptativo de uso de substância levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por um (ou mais) dos seguintes aspectos, ocorrendo dentro de um período de 12 meses:  uso recorrente da substância, resultando em um fracasso em cumprir obrigações importantes relativas ao seu papel no trabalho, na escola ou em casa (por exemplo, repetidas ausências ou fraco desempenho ocupacional relacionados ao uso de substância, ausências, suspensões ou expulsões da escola relacionadas à substância, negligência dos filhos ou dos afazeres domésticos);
  17. 17. Critérios para Abuso de Substância  uso recorrente da substância em situações nas quais isto representa perigo físico (por exemplo, dirigir um veículo ou operar uma máquina quando prejudicado pelo uso da substância);  problemas legais recorrentes relacionados à substância (por exemplo, detenções por conduta desordeira relacionada à substância);  uso continuado da substância, apesar de problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos da mesma (por exemplo, discussões com o cônjuge acerca das consequências da intoxicação, lutas corporais).
  18. 18. Critérios para Abuso de Substância  B. Os sintomas jamais satisfizeram os critérios para Dependência de Substância para esta classe de substância.
  19. 19. DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS – DSM-IV  Características  A característica essencial da Dependência de Substância é a presença de um agrupamento de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos que indica que o indivíduo continua utilizando uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a ela. Existe padrão de autoadministração repetida que geralmente resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga.  Tolerância é a necessidade de crescentes quantidades da substância para atingir a intoxicação (ou o efeito) desejada ou um efeito acentuadamente diminuído com o uso continuado da mesma quantidade da substância. O grau em que a tolerância se desenvolve varia imensamente entre as substâncias.  A abstinência é uma alteração comportamental mal-adaptativa, com elementos fisiológicos e cognitivos, que ocorre quando as concentrações de uma substância no sangue e tecidos declinam em um indivíduo que manteve uso pesado e prolongado da substância.
  20. 20. DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS – DSM-IV  Após o desenvolvimento dos sintomas desagradáveis de abstinência, a pessoa tende a consumir a substância para aliviar ou evitar estes sintomas, tipicamente, através do uso da mesma durante o dia inteiro, começando logo após o despertar. Os sintomas de abstinência variam imensamente entre as classes de substâncias.  Sinais acentuados e, com frequência, facilmente mensuráveis de abstinência são comuns com álcool, opioides e sedativos, hipnóticos e ansiolíticos. Os sinais e sintomas de abstinência geralmente estão presentes, mas podem ser menos visíveis, no caso de estimulantes, tais como anfetaminas, cocaína e nicotina.
  21. 21. Critérios para Dependência de Substância  Um padrão mal-adaptativo de uso de substância, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses:  1 – tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:  (a) necessidade de quantidades progressivamente maiores da substância para adquirir a intoxicação ou o efeito desejado;  (b) acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade de substância.  2 – abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos:  (a) síndrome de abstinência característica da substância;  (b) a mesma substância (ou uma substância estreitamente relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência.
  22. 22. Critérios para Dependência de Substância  3 – consumo da substância, frequentemente, em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido.  4 – presença de desejo persistente ou esforços mal sucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso da substância.  5 – muito tempo gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância, na utilização da substância ou na recuperação de seus efeitos.  6 – importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância.  7 – o uso da substância continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pela substância.
  23. 23. SESSÃO INTERNET
  24. 24. Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substâncias (CID 10) • .0 Intoxicação aguda • .1 Uso nocivo para a saúde • .2 Síndrome de dependência • .3 Síndrome (estado) de abstinência • .4 Síndrome de abstinência com delírio • .5 Transtorno psicótico • .6 Síndrome amnésica • 7 Transtorno psicótico residual ou de instalação tardia • .8 Outros transtornos mentais ou comportamentais • .9 Transtorno mental ou comportamental não especificado
  25. 25. Etapas da elaboração de um Programa de controle de Álcool e Drogas (PRAD)  Programas desta natureza não podem ser encarados como ações direcionadas apenas para a identificação de eventual consumo de quaisquer substâncias, ou de padrões de abuso ou dependência, desvinculadas de uma abordagem preventiva e curativa, quando necessário.
  26. 26. Efeitos comportamentais e físicos das principais substâncias psicoativas Álcool Etílico Efeitos comportamentais: Fraco julgamento, loquacidade, alteração do humor, agressividade, comprometimento da atenção, amnésia. Efeitos físicos: Nistagmo, rubor facial, ataxia, fala arrastada.
  27. 27. SESSÃO INTERNET
  28. 28. Efeitos comportamentais e físicos das principais substâncias psicoativas Anfetaminas e outros simpaticomiméticos, inclusive cocaína Efeitos comportamentais: Alerta, loquacidade, euforia, hiperatividade, irritabilidade, agressividade, agitação, tendências paranoides, impotência, alucinações visuais e táteis. Efeitos físicos: Midríase, tremores, halitose, boca seca, taquicardia, hipertensão, perda de peso, arritmias, febre, convulsões,
  29. 29. Efeitos comportamentais e físicos das principais substâncias psicoativas Depressores do SNC – barbitúricos, benzodiazepínicos Efeitos comportamentais: Sonolência, confusão, falta de atenção. Efeitos físicos: Diaforese, ataxia, hipotensão, convulsões, delirium, miose.
  30. 30. SESSÃO INTERNET
  31. 31. Efeitos comportamentais e físicos das principais substâncias psicoativas Alucinógenos – LSD (dietilamida do ácido lisérgico), psilocibina (cogumelos), mescalina (peiote), Efeitos comportamentais: Duração de 8-12 horas com flashbacks após abstinência, alucinações visuais, ideação paranoide, falso senso de realizações e força, tendências suicidas ou homicidas, despersonalização, desrealização. Efeitos físicos: Midríase, ataxia, conjuntiva hiperêmica, taquicardia, hipertensão.
  32. 32. Efeitos comportamentais e físicos das principais substâncias psicoativas Cannabis Efeitos comportamentais: Comprometimento na coordenação, euforia, ansiedade, sensação de lentificação do tempo, comprometimento no julgamento, retraimento social. Efeitos físicos: Conjuntivas injetadas, apetite aumentado, boca seca, taquicardia.
  33. 33. Efeitos comportamentais e físicos das principais substâncias psicoativas Opioides – ópio, morfina, heroína, meperidina, metadona, codeína. Efeitos comportamentais: Euforia, sonolência, anorexia, impulso sexual diminuído, hipoatividade, alterações da personalidade. Efeitos físicos: Miose, prurido, náusea, bradicardia, constipação
  34. 34. SESSÃO INTERNET
  35. 35. Etapas da elaboração de um Programa de controle de Álcool e Drogas (PRAD)  O comprometimento da direção superior da empresa com o programa.  Diagnóstico situacional  Política formal sobre abuso de substâncias
  36. 36. O Programa dever contemplar itens importantes, tais como:  a importância do programa para a promoção da saúde e para a prevenção de acidentes, inserindo esta perspectiva nos valores e na cultura da organização;  as motivações gerais do programa, tais como estatísticas de acidentes, prevalência da dependência de álcool e drogas, repercussões na saúde pessoal, na família e no trabalho;  as rotinas internas que o programa estabelecerá, quando do seu início e durante sua execução;  as rotinas de controle que, em geral, ocorrem através da atuação dos supervisores e gerentes e que também podem contemplar a realização de testes para detecção de álcool e outras drogas;  os documentos internos gerados pelo programa, a sua confidencialidade, rotina de tramitação e arquivo na organização;  as medidas que devem ser tomadas frente aos diferentes eventos possíveis;  as consequências do desrespeito às normas do programa.
  37. 37. Programas de Controle de PRAD • Normas escritas sobre local de trabalho sem drogas • Treinamento dos Supervisores • Informação ao Empregado • Assistência ao Empregado (encaminhamento para tratamento) • Testes de Drogas • Implantação deve ser planejada e gradual, preferencialmente com apoio de consultor.
  38. 38. Momentos dos Testes • suspeita razoável e fundamentada; • aleatoriamente; • antes da admissão; • pós-incidente; • retorno ao trabalho após licença médica; • periodicamente; • retorno de férias; • acompanhamento (pós-tratamento); • durante exame médico periódico; • antes de uma promoção; • desligamento
  39. 39. Consequências da ausência ou precariedade dos programas • Maior número de acidentes • Aumento do absenteísmo • Piora do clima organizacional • Perdas econômicas • Clientes insatisfeitos • Danos à imagem da empresa

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