Historia de Portugal (recontada)

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Historia de Portugal (recontada)

  1. 2. Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe E acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo.
  2. 3.   Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu.
  3. 4. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.
  4. 5. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João… Este, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão… E ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos.
  5. 6. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Lourenço Marques, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.  
  6. 7. Quando a coisa deu para o torto, ficou-se nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e o Sebastião resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo.
  7. 8. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé… … até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.
  8. 9. Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez
  9. 10. … graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas.
  10. 11. Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se podia ficar com isto. Levou com os pés com a ajuda dos ingleses que queriam o mesmo.
  11. 12. Outro João tinha dois filhos e queria pôr o Pedro a brincar com o irmão mais novo, o Miguel, mas este teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.
  12. 13. A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa. E foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho, escondeu-se num buraco
  13. 14. E vieram os republicanos que meteram isto numa guerra onde ninguém nos queria. Na Flandres levámos tiros que fartou  disparados por alemães. Ao intervalo, já perdíamos por muitos mas o desafio não chegou ao fim …
  14. 15. … porque uma imagem vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa, mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo .
  15. 16. E houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar uma seca da Grécia na final do futebol. 
  16. 17. E agora? Agora? Depois de querer-mos passar por ricos vendendo uns patos do Jardim do Campo Grande, ficámos no Euro. Andámos a gastar mais do que tínhamos e chamámos uma tal de Troika. Essa dita troika, empresta mas com condições. E nós a Passos de Coelho lá vamos comendo Sopa em vez de Camarão. Vamos a ver se as sopas não se transformam em Sopas de Cavalo Cansado. “ pobres, bêbados mas felizes”
  17. 18. E o Cavaco ? O Cavaco foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo...
  18. 19. Autor do texto: desconhecido. Formatado a partir de um mail recebido por: MAP/Q. Lisboa, Portugal 5 Outubro 2010

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