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Estudo Trata Brasil: Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População 2008-2011

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Neste estudo, o Instituto Trata Brasil apresenta uma atualização do diagnóstico da situação do esgotamento sanitário inadequado e os consequentes impactos na saúde da população das 100 maiores cidades brasileiras. Publicado em 2013.

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Estudo Trata Brasil: Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População 2008-2011

  1. 1. Impactos na Saúde e no Sistema Único de Saúde Decorrentes de Agravos Relacionados a um Esgotamento Sanitário Inadequado dos 100 Maiores Municípios Brasileiros no Período 2008-2011 Esgotamento sanitário inadequado e impactos na saúde da população Atualização do diagnóstico da situação nas 100 maiores cidades brasileiras INTRODUÇÃO OBJETIVO - METODOLOGIA RETRATO DO SANEAMENTO NO BRASIL E NO MUNDO DESTAQUES SITUAÇÃO DAS 100 MAIORES CIDADES DO PAÍS OS DESAFIOS DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL UMA CARÊNCIA QUE AFETARÁ O FUTURO DO PAÍS GASTOS DO SUS COM INTERNAÇÕES POR DIARREIAS CONCLUSÃO 2 3 14 á á Índice 4 6 8 10 12 16 18 á á á á á á á á Este material traz um resumo executivo com os principais pontos levantados no estudo original, que está à disposição no website do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br). A íntegra do estudo traz outras informações que por questões de espaço não foram incluídas neste resumo. Recomenda-se, portanto, consultar o estudo original, caso sejam necessárias outras informações. FALTA DE SANEAMENTO E DOENÇAS:UMA RELAÇÃO PERVERSA AOS MAIS NECESSITADOS
  2. 2. Apresentação 02 | Apresentação Objetivo - Metodologia | 03 ste novo estudo do InstitutoTrata Brasil,feito pela pesquisadora Dra.Denise Kronemberg- er, tem como objetivo analisar a possível relação entre o saneamento básico inadequado e as doenças,sobretudo as diarreias. Visa também medir a participação das crianças menores de 5 anos e os impactos no Sistema Úni- co de Saúde, resultantes do esgotamento sanitário inadequado nos 100 maiores municípios brasileiros em população. estudo contemplou os 100 maiores municípios brasileiros em população no período de 2008 a 2011. A pesquisa refere-se a dois aspectos importantes do impacto dos agravos relacionados ao esgotamento sanitário inadequado: perfil de morbi-mortalidade por diarreias e quadro de gastos hospitalares com internações por diarreias. As doenças diarreicas consideradas no estudo foram: ‘cólera’,‘shiguelose’,‘amebíase’, ‘infecções por salmonella’, ‘infecções intestinais bacte- rianas’, ‘doenças intestinais por protozoários’, ‘infecções intestinais virais’,‘diarreia e gastroen- terite de origem infecciosa presumível’. O relação entre o saneamento básico inadequado e as E Objetivo do estudo Metodologia *ArturTimerman Instituto Trata Brasil tem como objetivo contribuir pra a melhoria da qualidade de vida da população e para a redução da mortalidade infantil através da mobilização da sociedade para a implementação de serviços de coleta e tratamento de esgoto.Neste estudo que se segue,o Instituto Trata Brasil apresenta uma atualiza- ção do diagnóstico da situação do esgotamento sanitário inadequado e os consequentes impactos na saúde da população das 100 maiores cidades brasileiras. Nas páginas a seguir,o InstitutoTrata Brasil apresen- ta importantes dados que mostram que, apesar de o País estar comemorando o fato de mais brasileiros saírem da miséria e passarem a classe média,no que diz respeito ao saneamento ainda continuamos na miséria. Este estudo é um retrato de que ainda estamos longe de fazer parte de uma sociedade desenvolvida, que fornece aos seus cidadãos os seus direitos mais básicos. É um absurdo que o Brasil,que se quer incluir como uma sociedade em desenvolvimento, partícipe das grandes decisões mundiais, ainda apresente um índice de quase 40% de internações hospitalares por diarreias, uma doença claramente relacionada ao saneamento ambiental inadequado. Esperamos que este estudo sirva de alerta e de incentivo para que as autoridades públicas de nosso País passem a olhar o saneamento básico como agenda prioritária; e que sirva também como incentivo para a sociedade civil, para que esta demande do poder público ações efetivas para uma mudança neste triste cenário. ArturTimerman é Infectologista e Embaixador do InstitutoTrata Brasil O T . . 0 Dr.Artur
  3. 3. Retrato do saneamento | 0504 | Retrato do saneamento Retrato do saneamento A 0 o Brasil, as doenças de trans- missão feco-oral, especialmente as di- arreias, representam em média mais de 80% das doenças relacionadas ao sanea- mento ambiental inadequado (IBGE, 2012). Ter ou não acesso a uma água de qualidade e um bom sistema de coleta e tratamento de esgotos faz toda a diferença para afastar estas doenças que sobrecarregam o sistema de saúde, ocupam milhares de leitos hospitalares, afetam as crianças e as cidades como um todo. Organização Mundial de Saúde (OMS) menciona o saneamento bási- co precário como uma grave ameaça à saúde humana. Apesar de disseminada no mundo, a falta de saneamento básico ainda é muito associada à pobreza afetando princi- palmente a população de baixa renda;mais vulnerável devido à subnutrição e muitas vezes pela higiene inadequada. Doen- ças relacionadas a sistemas de água e esgoto inadequados e as deficiências com a higiene causam a morte de mil- hões de pessoas todos os anos,com prevalên- cia nos países de baixa renda (PIB per capita inferior a US$825,00). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS 2009), 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Destas mortes, aproximada- mente 84% são de crianças. O Unicef (2009) indica que é a segunda maior causa de mortes em crianças menores de 5 anos de idade. Estima-se que 1,5 milhão de crian- ças nesta idade morram a cada ano vítimas de doenças diarreicas, sobretudo em países em desenvolvimento. Nos países de clima quente as diarreias ocorrem mais durante a estação chuvo- sa, e tanto as inundações quanto as secas aumentam o risco de ocorrência dessas doenças,tais como a cólera,giardíase,infecção por shiguella,febre tifóide,infecção por E.coli, entre outras. N Retrato do saneamento Saúde ) menciona o saneamento bási- co precário como uma grave ameaça pesar de disseminada no mundo, a falta de saneamento básico ainda é muito associada à pobreza afetando princi- palmente a população de baixa renda;mais vulnerável devido à subnutrição e muitas oen- esgoto inadequados e as deficiências com a higiene causam a morte de mil- hões de pessoas todos os anos,com prevalên- (PIB per capita Saúde 2009), 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento estas mortes, aproximada- Unicef (2009) indica que é a segunda maior causa de mortes em crianças menores de 5 anos de milhão de crian- nesta idade morram a cada ano vítimas de doenças diarreicas, sobretudo em países em os países de clima quente as diarreias ocorrem mais durante a estação chuvo- sa, e tanto as inundações quanto as secas aumentam o risco de ocorrência dessas doenças,tais como a cólera,giardíase,infecção por shiguella,febre tifóide,infecção por E.coli, SP MG RJ BA GO ES MS PR DF SC RS MA RO AC PI CE RR AP RN PB PE AL SE Belo Horizonte Curitiba Manaus Macapá Belém São Luís Ananindeua Teresina Fortaleza Natal João Pessoa Maceió Aracaju Rio Branco Porto Velho Cuiabá Brasília Salvador Goiânia Vitória Rio de Janeiro São Paulo Florianópolis Porto Alegre Recife Palmas Duque de Caxias SP Guarujá Santos São Vicente Praia Grande Mauá Santo André São Bernardo do Campo Diadema Guarulhos Itaquaquecetuba Mogi das Cruzes Suzano São José dos Campos São José do Rio Preto Ribeirão Preto Bauru Campinas Sorocaba Piracicaba Jundiaí Carapicuíba Osasco Campos dos Goytacazes Petrópolis Nova Iguaçu Belford Roxo PE Jabotão dos Guararapes Olinda Paulista Recife O Brasil ainda está longe de alcançar a tão sonhada universalização dos serviços de esgotamento sanitário. TO MT PAAM Campo Grande Pelotas Anápolis Niterói Maringá Londrina Uberlândia Franca Limeira Uberaba Montes Claros Ponta Grossa Contagem Taubaté Gravataí Várzea Grande Blumenau Santarém Jaboatão dos Guararapes Betim Volta Redonda Campina Grande Vitória da Conquista Caxias do Sul Cidades analisadas neste estudo RJ
  4. 4. Destaques. 06 | Destaques Destaques | 07 396.048 Em 2011,no Brasil, pessoas foram internadas por diarreia; destas, 138.447 foram crianças menores de 5 anos (35% do total). Nas100 maiores cidades do País, 54.339pessoas foram internadas por diarreias; 28.594delas foram crianças entre 0 e 5 anos de idade.Significa que as crianças menores de 5 anos representaram das internações por diarreia nas maiores cidades. 53% Analisando os índices de atendimento em coleta de esgoto em 2010 (dado mais recente do SNIS), o estudo apontou que em 60 das 100 cidades os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias. Se pegarmos os dados de 2011, a Taxa média de Internação por Diarreias nas 20 melhores cidades foi de 14,6 casos contra 363 casos nas 10 piores cidades. Significa que a média de internações nas piores cidades foi 25 vezes maior. menores de 5 anos (35% do total). Em 2011,os gastos do SUS com internações por diarreia no país foi de R$ 140 milhões Nas 100 maiores cidades este gasto foi de R$ 23 milhões, ou seja,16,4% do total. Em 45%dos 100 municípios analisados mais de 50%das internações foi de crianças de 0a 5 anos Das 54.339 pessoas internadas por diarreia nas 100 cidades em 2011, cerca de 20 mil ocorreram nos 10 municípios com as piores taxas de internação por diarreia. Significa que 5% das internações do país se concentraram em apenas 10 cidades. Já nas 10 melhores cidades em 2011 foram internadas 1.100 pessoas (2% das 100 cidades e 0,27% no país) (37%) maiores cidades. pessoas Entre 2008 e 2011, as melhores cidades em coleta de esgoto tiveram uma taxa média de 39,1 Internações por Diarreia / 100 mil habitantes. Se expandirmos isso para o conjunto das 100 maiores cidades teríamos, em 2011, 30.403internações,ao invés das 54.339 ocorridas. Significa que bons serviços de coleta de esgotos poderiam ter poupado 23.936 internações (44%) somente nestas cidades.
  5. 5. 721.0 3,009 3,566 5,062 4,944 6,268 5,218 7,139 8,385 10,463 8,058 7,037 8,238 8,451 7,430 8,175 31,338 8,465 8,843 7,976 8,295 13,360 13,321 12,805 19,789 14,618 14,501 12,283 9,342 13,613 10,413 16,978 21,818 16,319 20,449 18,044 9,807 16,242 16,374 9,964 18,666 13,088 14,536 11,055 12,062 12,147 21,161 15,853 23,167 14,368 721.0 3,009 3,566 5,062 4,944 6,268 5,218 7,139 8,385 10,463 8,058 7,037 8,238 8,451 7,430 8,175 31,338 8,465 8,843 7,976 8,295 13,360 13,321 12,805 19,789 14,618 14,501 12,283 9,342 13,613 10,413 16,978 21,818 16,319 20,449 18,044 9,807 16,242 16,374 9,964 18,666 13,088 14,536 11,055 12,062 12,147 21,161 15,853 23,167 14,368 721.0 3,009 3,566 5,062 4,944 6,268 5,218 7,139 8,385 10,463 8,058 7,037 8,238 8,451 7,430 8,175 31,338 8,465 8,843 7,976 8,295 13,360 13,321 12,805 19,789 14,618 14,501 12,283 9,342 13,613 10,413 16,978 21,818 16,319 20,449 18,044 9,807 16,242 16,374 9,964 18,666 13,088 14,536 11,055 12,062 12,147 21,161 15,853 23,167 14,368 721.0 3,009 3,566 5,062 4,944 6,268 5,218 7,139 8,385 10,463 8,058 7,037 8,238 8,451 7,430 8,175 31,338 8,465 8,843 7,976 8,295 13,360 13,321 12,805 19,789 14,618 14,501 12,283 9,342 13,613 10,413 16,978 21,818 16,319 20,449 18,044 9,807 16,242 16,374 9,964 18,666 13,088 14,536 11,055 12,062 12,147 21,161 15,853 23,167 14,368 08 | Situação das 100 Maiores Cidades do País Situação das 100 Maiores Cidades do País | 09 2.5 5.3 5.5 5.7 15.2 19.8 17.4 16.3 23.8 27.0 16.6 22.4 20.3 37.8 44.3 11.9 21.8 20.6 25.8 27.1 27.3 29.2 28.1 27.1 37.1 34.1 38.2 42.3 37.8 38.8 32.5 26.6 28.3 39.9 26.5 55.5 41.4 28.6 47.7 47.2 38.1 31.2 39.5 47.3 56.4 37.7 58.7 39.1 35.4 37.2 Custo Internações hospitalares por diarreia (em R$) por 100 mil hab. 2011 Indicador de população com coleta de esgoto (%) - SNIS 2010 Taxa Internação Diarreia x 100 mil hab. 2011 Indicador de esgoto tratado por água consumida (%) - SNIS 2010 14.3 35.7 40.5 60.0 61.3 41.2 32.9 36.9 44.2 54.9 43.4 19.3 66.1 60.5 48.9 34.0 46.7 34.0 55.4 58.4 56.4 63.6 53.6 41.4 36.6 57.5 44.6 61.8 49.5 55.7 43.5 77.1 43.8 60.2 52.7 73.5 69.8 34.9 39.5 68.6 65.3 39.8 43.0 72.1 72.0 31.4 63.1 54.1 59.5 53.7 1,346 2,802 3,205 6,147 6,477 9,978 7,280 8,096 21,808 21,614 10,135 8,576 7,573 17,349 19,769 6,751 13,601 6,782 11,496 9,022 10,357 14,617 11,852 14,058 23,848 15,259 19,892 17,145 12,549 24,596 12,165 12,300 14,784 23,950 14,006 19,568 14,083 14,320 18,232 13,333 20,925 12,350 17,521 20,118 21,796 13,721 28,914 16,961 24,072 12,639 94.8 58.4 88.0 81.4 70.1 97.0 77.8 83.0 95.2 86.9 100.0 100.0 63.7 55.6 74.3 100.0 53.9 94.8 63.4 86.8 92.7 95.4 79.0 74.6 16.5 76.0 97.8 32.8 97.5 73.6 71.6 46.3 93.9 97.0 20.6 33.6 41.6 35.3 32.4 64.6 60.3 96.0 17.2 98.1 37.4 83.8 100.0 96.1 60.4 20.9 57.7 42.1 17.0 51.1 53.2 0.0 10.1 47.4 78.1 17.0 76.3 88.9 52.5 18.2 74.3 76.8 40.3 22.2 3.6 5.0 92.7 51.4 3.0 16.6 16.0 76.0 80.1 16.9 93.6 4.8 57.3 19.7 44.8 7.5 20.6 33.6 4.4 35.3 32.4 64.6 54.2 34.0 13.3 53.9 37.4 79.9 33.5 54.2 40.8 20.9 1.4 6.4 7.5 7.9 11.5 11.8 12.2 12.6 12.8 14.1 15 15.5 18.1 18.2 20.2 20.5 21.1 21.2 21.8 21.8 21.8 22.2 23.2 23.7 24 24.1 24.3 24.7 24.8 25 26.3 27.2 27.5 28 28.6 28.8 28.9 29 29.2 29.7 29.9 29.9 30.8 31.1 31.3 32.1 32.1 32.1 32.1 33.4 25 64.7 24.1 42.9 58.6 36.6 18.5 32.1 53.2 48.1 31.3 15.5 60.4 51.7 50 45.3 24.4 25.5 53.5 54.3 51.4 59.3 50 45.6 33.6 48.1 32.9 60 42.9 58.7 46.6 45.1 41.7 58.2 46.7 58.1 77.1 40.9 15.6 42.1 62.2 34.5 43 66.7 73.3 29.3 52.5 52 58.5 41.9 Taubaté PraiaGrande SãoBernardodoCampo Suzano RiodeJaneiro Bauru CaxiasdoSul Campinas MontesClaros Betim Franca Jundiaí Guarujá Pelotas Petrópolis Santos Florianópolis VoltaRedonda Itaquaquecetuba Mauá Niterói Contagem Guarulhos Osasco Joinville Salvador RibeirãoPreto Natal Sorocaba RibeirãodasNeves SãoVicente Serra SãoJosédosCampos JuizdeFora VilaVelha Aracaju DuquedeCaxias Paulista Mossoró FozdoIguaçu CampoGrande SantoAndré Canoas Uberaba FeiradeSantana Londrina Piracicaba SãoPaulo Vitória Gravataí Taxa Internação Diarreia x 100 mil hab. 2010 Taxa Internação Crianças (0 a 5 anos) xTotal Internações por diarreia 2011 Município Taxa Internação Crianças (0 a 5 anos) xTotal Internações por diarreia 2010 Custo Internações hospitalares por diarreia (em R$) por 100 mil hab. 2010 721.0 3,009 3,566 5,062 4,944 6,268 5,218 7,139 8,385 10,463 8,058 7,037 8,238 8,451 7,430 8,175 31,338 8,465 8,843 7,976 8,295 13,360 13,321 12,805 19,789 14,618 14,501 12,283 9,342 13,613 10,413 16,978 21,818 16,319 20,449 18,044 9,807 16,242 16,374 9,964 18,666 13,088 14,536 11,055 12,062 12,147 21,161 15,853 23,167 14,368 Custo Internações hospitalares por diarreia (em R$) por 100 mil hab. 2011 Indicador de população com coleta de esgoto (%) - SNIS 2010 Taxa Internação Diarreia x 100 mil hab. 2011 Indicador de esgoto tratado por água consumida (%) - SNIS 2010 Situação das 100 Maiores Cidades do País Taxa Internação Diarreia x 100 mil hab. 2010 Taxa Internação Crianças (0 a 5 anos) xTotal Internações por diarreia 2011 Município Taxa Internação Crianças (0 a 5 anos) xTotal Internações por diarreia 2010 Custo Internações hospitalares por diarreia (em R$) por 100 mil hab. 2010 SantaMaria Cariacica Olinda BeloHorizonte Cascavel Curitiba Uberlândia Limeira Caruaru SãoJosédoRioPreto Recife MogidasCruzes RioBranco Diadema Maringá Cuiabá GovernadorValadares Brasília Petrolina Carapicuíba SãoJosédosPinhais Blumenau PortoAlegre SãoJoãodeMeriti PontaGrossa CamposdosGoytacazes SãoGonçalo Macapá PortoVelho JaboatãodosGuararapes AparecidadeGoiânia Goiânia SãoLuís NovaIguaçu Manaus JuazeirodoNorte Caucaia BoaVista Fortaleza Teresina Maceió JoãoPessoa Santarém CampinaGrande VitóriadaConquista VárzeaGrande Belém Anápolis BelfordRoxo Ananindeua 34.7 35.7 36.7 37.2 37.3 38.8 40 42.4 42.6 43.2 44.9 45.9 46.7 49.7 49.7 54.5 55.1 60.8 61.1 61.6 70.7 74.5 80 84.5 87.4 91.6 93.7 95.3 98.2 98.5 101.3 103.3 103.5 114.6 128.9 131.3 143.6 151.3 166.4 180.6 211.1 213.1 241.4 263.9 312.1 354.7 354.8 373.1 399.4 904 42.5 40.7 38.9 44.1 40.9 46.9 67.4 51.8 70.2 40.2 69.3 62.9 55.9 77.7 64.1 89.6 59.5 78.2 75.2 68.5 99.5 89.0 91.0 116.2 172.3 110.8 118.0 88.4 113.9 162.0 161.7 206.5 137.2 170.8 108.3 242.9 165.9 150.9 186.1 293.2 230.5 246.4 265.8 341.1 386.2 439.0 505.4 520.3 359.9 1802.8 63.7 48 48.2 46.6 43.5 33.5 49 41.5 48.5 41 49.3 53.3 36.9 49.2 37.2 31.4 57.5 50.5 62.8 53.3 45.8 17.6 27.6 66.8 44.4 60.1 56.1 73.5 72.4 38.9 60.9 60.4 53.3 68.1 71.1 74.1 44.6 64.8 53.7 38 62.4 64.5 36.3 24.7 62.9 17.7 72.7 54 66.6 33 64.9 54.9 42.2 55.7 25.6 34.8 63.4 58.7 67.4 44.5 51.1 58.2 53.7 60.3 39.3 39.9 72.6 56.8 63.8 50.6 60.5 25.8 37.3 68.1 55.1 58.2 55.3 77.8 77.9 38.2 61.6 65.5 65.1 67.8 75.0 73.5 50.2 73.2 57.5 43.5 68.7 65.0 48.0 40.8 69.0 28.6 76.0 50.7 66.2 37.8 13,808 28,215 18,691 27,848 15,384 18,335 16,419 19,605 21,878 18,859 21,437 21,046 18,073 16,606 14,597 25,155 33,908 24,785 24,417 32,526 32,263 31,969 31,854 28,287 33,331 38,330 32,221 34,455 33,821 36,618 36,732 42,736 42,574 40,438 51,651 53,159 50,163 65,849 62,861 64,314 80,001 79,105 82,397 95,668 106,414 123,960 131,089 135,477 138,375 314,459 15,286 25,904 23,807 28,114 16,442 19,664 28,402 24,555 29,998 18,848 33,155 26,212 20,964 24,615 19,799 34,277 38,877 29,648 29,251 22,427 50,026 40,606 36,008 40,153 60,588 42,078 40,408 32,229 39,882 60,252 64,076 74,812 51,269 59,467 43,364 87,697 56,812 67,479 66,022 100,745 85,899 88,508 91,676 121,708 133,248 155,873 185,796 193,702 124,676 612,532 45.6 20.2 32.3 100.0 56.1 93.0 97.3 97.0 38.2 89.2 35.2 81.1 20.2 96.2 85.3 39.9 97.3 93.7 49.7 68.5 50.0 3.3 87.7 48.7 79.0 41.1 36.8 5.6 1.5 6.8 19.5 76.6 45.7 42.0 21.3 22.5 29.7 18.7 48.3 15.2 34.4 45.1 ND 69.1 52.1 13.1 7.7 47.0 39.3 ND 45.6 14.8 32.3 55.1 56.1 86.3 78.5 69.4 38.2 89.2 35.2 21.2 20.2 12.3 85.3 21.9 0.0 64.4 49.7 20.7 50.0 3.3 16.4 0.0 72.2 34.2 8.5 ND 0.0 6.8 19.5 64.3 11.3 0.5 21.3 22.5 29.7 18.7 48.3 13.9 34.4 45.1 ND 69.1 52.1 13.1 1.8 47.0 2.2 ND Situação das 100 Maiores Cidades do País
  6. 6. Em 2010,apenas 23 cidades apresentavam índice de coleta de esgoto superior a 90%. s indicadores que compõem os índices de coleta de esgoto nos 100 municípios analisados colocam em foco uma realidade tão conhecida quanto constrange- dora: o Brasil ainda está longe de alcançar a tão sonhada universalização dos serviços de esgota- mento sanitário. Em 2010, segundo a pesquisa, a média de coleta de esgoto nas cidades analisadas não ultrapas- sava 60%. Quando se extrapola a aferição para o país, os números disponíveis são ainda mais alarmantes – 46,2% da população não têm suas residências conectadas a redes de esgoto. Do esgoto gerado no Brasil apenas cerca de 1/3 é tratado. Bauru São Paulo Em 2010,7 dos 10 piores municípios em coleta de esgotos eram das regiões Norte e Nordeste. Já dos 20 melhores, 19eram da região Sudeste e 1da região Sul. Os desafios do saneamento básico no Brasil Ainda que o país tenha pela frente o desafio de aprimorar sua base de dados sobre o saneamen- to básico, os números da pesquisa oferecem um retrato bem consistente da situação vivida nas maiores cidades brasileiras, que, juntas, soma- vam no ano de 2010 cerca de 77 milhões,ou seja, 40% da população. É certo que os casos de diarreia não podem ser associados totalmente aos baixos índices de sa- neamento.Há municípios com baixos índices de coleta de esgoto,mas também com baixas taxas de internação, e o inverso; municípios com altos índices de coleta de esgoto, mas com relativa- mente altas taxas de diarreia. Significa que há queseestudarcaso-a-casoestassituações.Oque o estudo mostra, no entanto, é que na grande maioria das cidades há mesmo uma forte rela- ção entre falta de coleta de esgotos e altas taxas Atabelacompletacomas100cidadesestánoestudooriginalàdisposiçãonositedoInstitutoTrataBrasil(www.tratabrasil.org.br) 10 | Os desafios do saneamento Os desafios do Saneamento | 11 Rio Branco - AC Gravataí - RS Várzea Grande - MT Blumenau - SC Belém - PA 1º 2º 3º 4º 5º Avaliaçãodosserviçosnas 100maiorescidadesbrasileiras 10 piores em Saneamento Básico Santarém - PA Ananindeua - PA Jaboatão dos Guararapes - PE PortoVelho - RO Macapá - AP 6º 7º 8º 9º 10º Várzea Grande - MT Santos - SP Maringá - PR Franca - SP Uberlândia - MG Jundiaí - SP Sorocaba - SP Limeira - SP Uberaba - MG Niterói - RJ Londrina - PR 20 melhores em Saneamento Básico Avaliaçãodosserviçosnas 100maiorescidadesbrasileiras 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Brasília - DF Curitiba - PR Ribeirão Preto - SP Montes Claros - MG Ponta Grossa - PR Belo Horizonte - MG Contagem - MG São Paulo - SP Taubaté - SP São Paulo - SP de internação por diarreias, altos gastos no SUS e grande presença de crianças entre 0 e 5 anos nas internações por diarreias. Em 2010, em 60 das 100 cidades analisadas os baixos índices de atendimento em coleta de esgoto foram acompanhados por altas taxas de internação por diarreias. realidade tão conhecida quanto constrange O 0
  7. 7. E 12 | Falta de saneamento e doenças m 2010, em 60 das 100 cidades analisadas os baixos índices de atendimento em coleta de esgo- to foram acompanhados por altas taxas de internação por diarreias. O Norte e o Nordeste apareceram entre 2009 e 2011 como as áreas com as taxas mais elevadas de internações por diarreias – 7 das 10 cidades com pior desempenho eram dessas regiões. As outras estavam no Centro-Oeste e no Sudeste (Baixada Fluminense). Isso indica que as regiões mais pobres do país e asperiferiasdegrandescidadessãoasáreasmais críticas em termos de internações por diarreias. Em 2011,as 10 piores cidades em taxas de internação por diarreia O município de Ananindeua (PA) pode ser considerado um caso crítico, uma vez que ocupou o primeiro lugar com a pior taxa de internação em todos os anos analisados, com valores acima de 900 internações por 100 mil habitantes. As cidades de Taubaté (SP), Praia Grande (SP), São Bernardo do Campo (SP), Suzano (SP), Bauru (SP) e Campinas (SP) estiveram entre os 10 melhores em taxas de internação por diarreia em todos os anos analisados. Nas 10 cidades com menores taxas de internação por diarreias, foram internadas 1.100 pessoas,o que representa apenas 2% do universo das 100 maiores cidades. Taubaté Praia Grande São Bernardo do Campo Suzano Rio de Janeiro Bauru Caxias do Sul Campinas Montes Claros Betim Franca Jundiaí Guarujá Pelotas Petrópolis Santos Florianópolis Volta Redonda Itaquaquecetuba Mauá Maceió João Pessoa Santarém Campina Grande Vitória da Conquista Várzea Grande Belém Anápolis Belford Roxo Ananindeua 1.4 6.4 7.5 7.9 11.5 11.8 12.2 12.6 12.8 14.1 15 15.5 18.1 18.2 20.2 20.5 21.1 21.2 21.8 21.8 211.1 213.1 241.4 263.9 312.1 354.7 354.8 373.1 399.4 904 Taxa internaçãoDiarreia x100milhab. 2011 Menores taxas - internação Município Taxa internaçãoDiarreia x100milhab. 2011 Município Maiores taxas - internação Falta de saneamento e doenças | 13 responderam por 37%das internações nas 100 maiores cidades. Assim, analisando as 20 melhores cidades em termos de Taxa de internação por diarreias, vemos que, nestas, em média 78% da população é atendida por coleta de esgotos. Já a taxa média de internação nestas 20 melhores cidades foi de 17,9 casos para cada 100 mil habitantes. Em contrapartida, ao analisarmos as 10 piores cidades por Taxa de Internação por Diarreia, temos, em média, apenas 29% da população atendida por coleta de esgotos. Já a taxa de internação média nessas cidades é de 516 casos para cada 100 mil habitantes. Assim sendo, é possível concluir que em 2010, nas 10 piores cidades por Taxa de Internação por Diarreia,temos 2,7 vezes menos pessoas atendidas com coleta de esgotos e 29 vezes mais casos de internaçãodoquenas10melhorescidades. Já para o ano de 2011, se considerar- mos os dados de Taxa de Internação por Diarreias nas 100 maiores cidades, temos que a média nas 20 melhores cidades foi de 14,6 casos contra uma média de 363 casos nas 10 piores. Significa que a média de internações nas piores cidades foi 25vezes maior. .Falta de saneamento e doenças: uma relação perversa aos mais necessitados Falta de saneamento e doenças
  8. 8. Uma carência que afetará o futuro do país m 2011, nas 100 maiores cidades, 54.339 pessoas foram internadas por diarreias, sendo 28.594 delas crianças entre 0 e 5 anos de idade. Estas crianças representaram, portanto, 53% das internações por diarreia nas maiores cidades e 21% destas internações no Brasil. Em 45% das 100 cidades analisadas, mais da metade das internações foi representada por crianças. As 10 cidades com as maiores taxas de internação de crianças em função do total das internações por diarreias foram Duque de Caixas (77,1%), Juazeiro do Norte (74,1%), Macapá (73,5%), Feira de Santana (73,3%), Belém (72,7%), Porto Velho (72,4%), Manaus (71,1%), Nova Iguaçu (68,1%), São João de Meriti (66,8%) e Uberaba (66,7%). As crianças dessa faixa etária são o grupo mais vulnerável às diarreias e, por extensão, suas maiores vítimas, na comparação com o conjunto da população. Isso reforça que as doenças associadas a falta de saneamento adequado atingem não somente a população atual, como também deixamsequelasparaofuturodenossasociedade. entre 0 e 5 anos de idade. E 14 | Uma carência que afetará o futuro do país Uma carência que afetará o futuro do país | 15 0 396.048pessoas foram internadas por diarreia; destas, 138.447foram crianças menores de 5 anos (35% do total). Em 2011,no Brasil, Em 2011,só nas 100 maiores cidades, 54.339pessoas foram internadas por diarreias,sendo 28.594delas crianças entre 0 e 5 anos de idade. Estas crianças representaram,portanto, 53% destas internações por diarreia. stas crianças representaram,portanto, 53% destas internações por diarreia.53% destas internações por diarreia. foram crianças menores de 5 anos (35% do total). Édison Carlos,presidente executivo do Trata Brasil,comenta os resultados: Embora seja do conhecimento geral que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, os resultados do estudo mostram que há uma forte relação entre a abrangência do serviço de coleta e tratamento dos esgotos com o número de internações por diarreia.Infelizmente,o aten- dimento em saneamento básico ainda divide o Brasil onde cidades bem atendidas em água e esgotos economizam recursos com saúde e tem cidadãos mais saudáveis,sobretudo as crianças. Enquanto isso, cidades sem saneamento gastam muito em internações e conde- nam seus cidadãos a conviver com doenças. É uma irresponsabilidade ver as autoridades, sobretudo os prefeitos,assistirem passivamente, pois são eleitos para levar qualidade de vida às pessoas. ” “
  9. 9. m 2011, no Brasil, os gastos do SUS com internações por diarreia foram de R$ 140 milhões. Nas 100 cidades analisadas neste estudo, este gasto foi de R$ 23 milhões, ou seja, 16,4% do total. Os municípios que mais gastaram com doenças diarreicas foram Ananindeua (CE), Belford Roxo (RJ), Anápolis (GO), Belém (PA), Gastos do SUS com internações por diarreias Taubaté Praia Grande São Bernardo do Campo Suzano Rio de Janeiro Bauru Caxias do Sul Campinas Montes Claros Betim Franca Jundiaí Guarujá Pelotas Petrópolis Santos Florianópolis Volta Redonda Itaquaquecetuba Mauá Maceió João Pessoa Santarém Campina Grande Vitória da Conquista Várzea Grande Belém Anápolis Belford Roxo Ananindeua 721,0 3.009 3.566 5.062 4.944 6.268 5.218 7.139 8.385 10.463 8.058 7.037 8.238 8.451 7.430 8.175 31.338 8.465 8.843 7.976 1.346 2.802 3.205 6.147 6.477 9.978 7.280 8.096 21.808 21.614 10.135 8.576 7.573 17.349 19.769 6.751 13.601 6.782 11.496 9.022 80.001 79.105 82.397 95.668 106.414 123.960 131.089 135.477 138.375 314.459 85.899 88.508 91.676 121.708 133.248 155.873 185.796 193.702 124.676 612.532 Custointernações hospitalarespordiarreia (emR$)por100milhab. 2010 Custointernações hospitalarespordiarreia (emR$)por100milhab. 2011 E . Várzea Grande (MT), Vitória da Conquista (BA), Campina Grande (PB), Santarém (PA), Maceió (AL) e João Pessoa (PB). Os municípios de Santarém (PA), Teresina (PI) e Várzea Grande (MT), aparecem como os municípios com maiores gastos em três dos quatro anos analisados (2008-2011). Na outra ponta, com os menores gastos, encontram-se os municípios de Taubaté (SP), Praia Grande (SP), São Bernardo do Campo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Suzano (SP), Caxias do Sul (RS), Bauru (SP), Jundiaí (SP), Campinas (SP) e Petrópolis (RJ). Em números absolutos, Ananindeua (CE), o município que apresentou os maiores gastos por internação por diarreias, gastou em 2011 um total de R$ 314.459,00 por 100 mil habitantes,enquanto que em Taubaté,o município com o menor gasto, o gasto total foi de R$ 721,00. 20 melhores Município hospitalarespordiarreia (emR$)por100milhab. Custointernações hospitalarespordiarreia (emR$)por100milhab. 2010 Custointernações hospitalarespordiarreia (emR$)por100milhab. 2011 10 piores Município hospitalarespordiarreia (emR$)por100milhab. 16 | Gastos do SUS com internações por diarreias Gastos do SUS com internações por diarreias | 17
  10. 10. Conclusão0 18 | Conclusão Conclusão | 19 *Dr.Milton Hênio Netto de Gouveia – pediatra Instituto Trata Brasil, uma das maio- res Entidades brasileiras a estudar com dinamismo e interesse o grave problema da ausência de saneamento e esgoto sanitário no país, solicitou à pesquisa- dora Dra. Denise Kronemberger que fizesse uma apreciação dos dados do Ministério da Saúde e IBGE en- tre 2008 – 2011 em relação às internações hospitalares nos 100 municípios brasileiros rela- cionados com a diarreia e os custos que isso ocasionou para o Ministério da Saúde. Também que relacionasse esses números ao atendimento do país em saneamento básico. Essa pesquisa, muito bem feita, reforça o que diz a Organização Mundial de Saúde - OMS,ou seja,que o saneamento básico precário é uma ameaça à saúde humana. E as crianças mais afetadas são aquelas que têm entre 0 e 5 anos de idade,e que estão em plena fase de seu desenvolvimento. A UNICEF e a OMS apontam a diarreia como sendo a segunda maior causa de morte em menores de 5 anos de idade. Acredita-se que 1,5 milhões de crianças nessa idade morrem a cada ano vitimas de diarreia, sobretudo nos países em desenvolvimento. O objetivo do estudo foi analisar os impactos na saúde e no Sistema Único de Saúde, SUS, resultantes do esgotamento sanitário inade- quado nos 100 maiores municípios brasileiros em população. As diarreias são infecções gastrointesti- nais causadas por agentes patógenos como bactérias,vírus e protozoários. As shiguellas,as salmonelas e as E. Coli foram as maiores responsáveis por essas agressões. Dentre as conclusões do estudo, vemos, por exemplo,que entre os 100 maiores municípios brasileiros estudados (2008 - 2011), o número de crianças de 0 a 5 anos internadas por diar- reia oscilou - 37.485 crianças em 2009, 40.439 em 2010 e uma diminuição em 2011 com redução para 28.594 crianças. Estes resultados referem-se as crianças que vivem em ambientes negativos, e referem-se ao caos em que vive nossa criança brasileira, principalmente a nordestina. Temos ainda que muito caminhar. Com os dados do IBGE de 2008 - 2011 ficamos tristes e alegres. Tristes pelo volumoso número de brasileiros, principalmente de crianças distan- ciadas da educação, saúde e bem estar social, e alegres, porque notamos que o Brasil evolu- iu, melhorando a distribuição de saneamento pelo território nacional,apesar de lenta. A coleta e o tratamento de esgotos na verdade têm sido abandonados, deixados de lado pe- los nossos governantes que não acolhem com amor a súplica dos seus governados. Vejam que apenas 50,65% das populações urbanas em 2013 terão acesso a rede de esgoto. Nossa caminhada promete ainda ser muito longa para o bem estar da população. Para um Brasil que quer ser uma das grandes potencias do mundo,temos que sonhar ainda bastante com a realização plena dos nossos projetos em relação ao saneamento bási- co. A verdadeira liberdade se conquista em conjunto (políticos e povo).É uma tarefa difícil e delicada que só alcançaremos através de um conjunto de entendimentos. Só assim seremos uma grande nação. O contraste no Brasil é gritante porque o povo em sua maioria, não participa dos acontecimentos políticos, escolhendo os melhores candidatos para que possam administrar bem suas cidades. O povo não sabe que o preço do feijão, da farinha, da saúde e do bem estar de sua cidade, depende de decisões políticas de boa vontade. O Brasil tem urgência. É só esperar. Até quando não sei. Segundo Adam Smith, “nenhuma sociedade pode florescer e ser feliz enquanto a maio- ria dos seus membros forem constituídos de pobres e miseráveis, doentes e aflitos”. Vamos esperar que o próximo Censo nos dê dados animadores do nosso querido Brasil. Sem duvida o Brasil deve superar grandes desafios para conseguir a felicidade de sua população e o bem estar de suas crianças. Não podemos alimentar ilusões sobre a nossa real situação em termos de saneamento e coletas de esgoto; basta sair um pouco do esplendor das grandes cidades e mergulhar no imenso interior para ver o quanto temos que fazer,e o mais urgente possível. Todos são iguais perante nós e perante Deus. Esforcemo-nos como faz o Instituto Trata Brasil, até cobrir com nossa assistência e carinho, aqueles lares humildes e des- feitos, onde a criança vive e vegeta em plena orfandade física e espiritual. Quando iremos, políticos e povo, resgatar nossas culpas? Eis a grande mensagem de alerta que proferiu Elisabeth Lesseur:“Na vida, somos culpados não só do mal que fazemos, como do bem que deixamos de fazer”. É preciso, portanto, que nasçam mais brasileiros em famílias mais protegidas, onde mãe e filho possam se beneficiar da segurança, da higiene, do meio ambiente seguro, de uma política social e econômica que cuide de toda a população em todas as regiões do Brasil, e assim, que sejamos um povo feliz e realizado, com saúde e paz de espirito. Vamos esperar por dias melhores.Esperar é viver. * Dr. Milton Hênio Netto de Gouveia – renomado pediatradeAlagoasedaregiãoNordeste,membroefetivo da Academia Brasileira de Pediatria e embaixador do Instituto Trata Brasil Dr.Milton problema da ausência de saneamento e O
  11. 11. www.tratabrasil.org.br

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