Produção de escritos

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Produção de escritos

  1. 1. Profª Tânia Márcia Tomaszewski Blog: alfaletrandotaniamarcia.blogspot.com
  2. 2. <ul><li>Quando e com que frequência produzimos textos em turmas de alfabetização? </li></ul><ul><li>Que tipos de textos são produzidos? </li></ul><ul><li>Qual a maior dificuldade para o trabalho com produção de textos na alfabetização? </li></ul>
  3. 3. <ul><li>“ Partimos do fato de que nossos alunos, ao chegarem à escola, já são falantes competentes em sua língua materna, ou seja, já têm uma competência comunicativa bem desenvolvida, uma vez que já são capazes de se comunicar bem, no âmbito da família, em conversas com amigos, colegas, professores, etc. Podemos assim entender por que esses alunos, quando começam a ter contato com a língua escrita, ao aprenderem a ler e escrever, vão-se valer dos conhecimentos da oralidade que já detém, para construírem suas produções escritas. Torna-se crucial entender as relações que se estabelecem entre os modos de falar e de escrever, bem como contextualizá-los no ambiente de sala de aula, mostrando os processos interacionais que ocorrem nesse ambiente, em eventos que aí se estruturam.” </li></ul>
  4. 4. <ul><li>“ Sabemos que as crianças ainda não dominam a mecânica da escrita. Mas a professora já as está introduzindo à cultura de letramento, na medida em que as vai familiarizando com a estrutura de um texto escrito.” </li></ul><ul><li>“ Sem uma prática escolar de produção de textos frequente e situada , pouco ou nada se poderá avançar e aprender, como, aliás, é o que tem predominantemente acontecido.” </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Podem ser de diferentes linguagens, como escrita e desenhos, ilustrações, fotos, obras de arte... Podem ser escritos em diferentes suportes ou podem ser orais. Podem ser visuais ou sonoros. Nas novas mídias tudo isso aparece misturado. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Pelas práticas orais letradas, com leitura em voz alta, recontagem de histórias, desenhos animados... Também por histórias inventadas pelas crianças e ditadas para o professor que auxiliará na organização do texto, para depois serem desenhadas, quadrinizadas, teatralizadas, cantadas, reproduzidas em massinha de modelar. Dessa forma a criança começa a se apropriar dos conhecimentos e práticas necessárias para a compreensão e produção dos seus escritos. Podem também ser histórias escritas por eles como souberem, individualmente ou em grupos, coletivamente em papel, no quadro ou no computador... </li></ul>
  7. 7. A produção textual com crianças no processo de alfabetização: Texto oral espontâneo <ul><ul><li>texto escrito (coletivo) </li></ul></ul>Interação dos saberes da oralidade na produção escrita dos estudantes
  8. 8. “ ... a linguagem é uma produção social e é socialmente adquirida., portanto não pode ser ensinada de “a” a “z”. Quando a criança vem para a escola, para alfabetizar-se, já tem uma competência lingüística crescente. Ela tem o comando da oralidade. Então, o que ela vai aprender são as técnicas de escrever e ler, simultaneamente à oralidade. Isso é o que a gente ensina, a gente não ensina a linguagem. A linguagem a gente apreende e aprende socialmente.” (Paulo Freire à Nilcéa Pelandré( 2001 )
  9. 9. <ul><li>O contexto em que é produzido; </li></ul><ul><li>Com que finalidade (para quê); </li></ul><ul><li>Quem será o leitor. </li></ul><ul><li>(EX.: carta) </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A criança escreverá conforme for estimulada. Se o contato dela com textos for apenas com os “cartilhescos” ou pseudotextos (sem contexto, sem estrutura, sem coerência ou significação) será levada a produzir textos desse tipo. </li></ul><ul><li>Cuidar para não escolarizar demais a escrita! </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Proporcionar a produção escrita em situações comunicativas reais através de diversos gêneros textuais, que são as formas de “dizer” que fazem parte de um contexto/esfera social. Quando seleciono um gênero, opto por um formato, temas e elementos lingüísticos que fazem parte do mesmo. </li></ul><ul><li>(EX.: não posso começar uma notícia com ERA UMA VEZ...) </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Professora faz o papel de “escriba”, chamando atenção para enriquecer ou limpar o texto; </li></ul><ul><li>Pensar na visualização dos alunos no momento (tipo de letra); </li></ul><ul><li>Nome do texto: título; </li></ul><ul><li>Chamar a atenção para a cronologia dos fatos que serão escritos; </li></ul><ul><li>Reescrita durante o processo se acharmos um jeito melhor para se expressar (reler o texto várias vezes durante a escrita); </li></ul><ul><li>Chamar alunos individualmente para participar; </li></ul><ul><li>Chamar atenção para diferenças entre o que se diz e o que se escreve, pois várias informações precisam ser detalhadas para que quem leia o texto possa compreender; </li></ul><ul><li>Acatar as contribuições dos alunos, adequando-as para o que é mais apropriado num texto escrito; </li></ul><ul><li>Incentivar o fechamento do texto. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Enquanto o aluno não for “leitor”, nos primeiros anos, o importante é a intervenção durante o processo! </li></ul><ul><li>Após, selecionar aspectos para serem trabalhados em conjunto com os alunos. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Sistematizar = Planejar! </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Uma proposta de produção de textos tem que partir do interesse e do repertório cultural dos alunos, para que os interesse e os motive; </li></ul><ul><li>Um texto pode ser produzido em muitas linguagens diversas e por meio de ferramentas diversas e que na nossa sociedade multimídia todas essas modalidades de linguagem têm o seu valor e não só o texto impresso; </li></ul><ul><li>Um projeto de produção ganha em aprendizado quando envolve mais de um aluno e quando a avaliação e interferência do professor se dá durante o processo e não sobre um produto individual; </li></ul><ul><li>Para se produzir textos tem que haver uma razão para fazê-lo que não seja apenas para mostrar para o professor e deve haver leitores interessados. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Brincando com poemas orais (pps) </li></ul><ul><li>Reescrita de música conhecida das crianças (EX.: Atirei o pau no gato) </li></ul><ul><li>Livro de rimas (“O que tem nessa venda” – Elias José) </li></ul><ul><li>Texto coletivo e em grupos partindo de elementos “mágicos”: personagens, locais, objetos </li></ul><ul><li>Produção de frases no laboratório de informática </li></ul><ul><li>Bilhetes Dia do Amigo </li></ul><ul><li>Construção de versos com definições de palavras (Pequeno Dicionário Póetico-Humorístico Ilustrado – Elias José) </li></ul><ul><li>Criação de personagens (Chapeuzinhos Coloridos – José R. Torero e Marcus A. Pimenta) </li></ul><ul><li>Texto coletivo no computador (Iberê Camargo) </li></ul><ul><li>Conto de fadas brasileiro </li></ul><ul><li>A fantástica fábrica de histórias </li></ul><ul><li>O Carteiro/Felpo Filva </li></ul><ul><li>A menina que tinha um céu na boca </li></ul>
  17. 17. Vídeos no YouTube: ceelufpe
  18. 20. O que nós, professores, lemos e escrevemos?

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