SlideShare uma empresa Scribd logo

Experiência da CSN na implementação da cultura de gestão de riscos de projetos

Artigo publicado no ABRISCO, 2012

Experiência da CSN na implementação da cultura de gestão de riscos de projetos

1 de 5
Baixar para ler offline
Congresso ABRISCO 2013
Resumo Estendido S_GRP_57.doc
Experiência da CSN na implementação da cultura e práticas de análise e gestão de riscos
em seus projetos
Tito Livio Medeiros Cardoso
Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, São Paulo
André Luiz Cintra Leal de Souza
Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, São Paulo
1. INTRODUÇÃO
Em 2010 a Companhia Siderúrgica Nacional, CSN, estruturou uma diretoria de projetos com o
objetivo de gerir sua carteira de 1080 projetos industriais e de infra-estrutura, os quais traduzem uma
projeção de +R$ 20 bilhões nos próximos cinco anos em todos os segmentos de negócios em que atua
através de suas áreas e empresas controladas: Siderurgia de Planos e Longos, Mineração, Cimentos,
Logística e Energia [1].
A diretoria de projetos da CSN deve garantir a entrega dos projetos no prazo, custo e escopo
aprovados pela diretoria executiva e conselho de administração da empresa.
Para atingir esta missão, diversas ações foram implementadas a partir de um diagnóstico inicial que
permitiu identificar os principais vetores de desenvolvimento necessários à gestão dos projetos. Entre
outros, o diagnóstico de 2010 identificou que a análise e gestão de riscos não eram uma prática
estabelecida nos projetos da empresa.
Pesquisas recentes quanto ao desempenho de projetos de capital na indústria de metais e mineração
[2] demonstram que consistência na entrega dos projetos é um problema maior: menos de um terço da
amostra entrega projetos dentro de 25% de variação em relação ao investimento aprovado e menos de um
quinto dentro de 10% de variação em relação ao investimento aprovado. Mais de dois terços dos
respondentes afirmam que os projetos têm aumentado em escala e 81% prevêem que os projetos irão
gradativamente tornar-se cada vez mais complexos.
Figura 1 - Alcance dos objetivos na entrega dos projetos da indústria de metais e mineração [2]
Congresso ABRISCO 2013
Resumo Estendido S_GRP_57.doc
O trabalho estabelece cinco recomendações para entregas efetivas dos projetos da indústria de metais e
mineração. A primeira delas é: “Estabeleça forte governança de projetos e técnicas de gerenciamento dos
riscos”. Várias pesquisas constatam que a gestão proativa de riscos reduz o número de problemas, pleitos
e mudanças de escopo nos projetos de capital [3].
A seguir descrevemos a experiência da CSN para implementação de uma cultura de gestão
proativa de riscos nos seus projetos.
2. ESTRATÉGIA E AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DA CULTURA E
PRÁTICAS DE GESTÃO DE RISCOS NOS PROJETOS
Com o objetivo de estabelecer uma cultura de gestão de riscos nos projetos da CSN, a partir do
diagnóstico em 2010, a equipe de especialistas em planejamento custo e riscos da gerência geral de
controle de projetos foram mobilizados, estabelecendo a seguinte estratégia para esta implementação:
2011 e 2012: Métodos e procedimentos de análise de riscos / Cases nos projetos maiores da
empresa / Sensibilização de stakeholders;
2011 a 2013: Capacitação das áreas de negócios para execução das análises e gestão de riscos
dos projetos;
2014: Processos de reporte e controle de qualidade das análises e gestão de riscos executadas
pelas áreas de negócios
2.1 Métodos e procedimentos de análise de riscos
Para fomentar a participação de todos os envolvidos, um “Comitê de Planejamento, Controle,
Custo e Riscos de Projetos” (PCCR) foi criado, consistindo em encontros periódicos das pessoas de todas
as unidades que trabalham com estas disciplinas, sob coordenação dos especialistas da gerência geral de
controle de projetos, para discutir métodos e elaborar os procedimentos da CSN para análise e gestão de
riscos dos projetos. As reuniões ocorrem sempre nos sites operacionais da empresa.
Até 2013, o grupo produziu três procedimentos, formalmente autorizados pelo diretor executivo de
projetos e divulgados na intranet da empresa:
PR1002.25 Análise Quantitativa de Riscos do Projeto
PR1002.35 Tratamento e Monitoramento dos Riscos do Projeto
PR1002.13 Análise de Segurança e Operabilidade de Instalações Industriais - HazOp
2.2 Cases
Um conjunto inicial de análises de riscos foi realizado pela gerência geral de controle de projetos
em projetos maiores, ou mais relevantes, de cada unidade de negócios.
Ao todo, foram realizadas nove análises completas, sendo três análises quantitativas de riscos,
cinco HazOps e uma análise de riscos locacionais, envolvendo projetos na Usina Presidente Vargas
(UPV), Mineração Casa de Pedra (CdP), NAMISA, Transnordestina Logística S.A. (TLSA), Porto
TECAR em Itaguaí/RJ e Unidade de Cimentos em Arcos/MG, abrangendo assim todas as unidades de
negócios e principais controladas da CSN.
Os objetivos dos Cases foram: (1) Criar um primeiro contato das equipes de projeto com as práticas
de análise de riscos; (2) Sensibilizar as gerências gerais das unidades quanto ao valor da gestão de riscos;
(3) Demonstrar, na prática, a aplicabilidade dos procedimentos adotados para a CSN.
Congresso ABRISCO 2013
Resumo Estendido S_GRP_57.doc
Figura 2 - Workshop de identificação de riscos realizado na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta
Redonda. Duas projeções são utilizadas: uma com desenhos de engenharia do projeto, outra com a
planilha de identificação de riscos
2.3 Capacitação das áreas de negócios para análise e gestão de riscos dos
projetos
No diagnóstico de 2010, foi identificado que não havia áreas responsáveis, nem capacitadas
fisicamente, para gestão de riscos dos projetos. Os itens 2.3.1 a 2.3.4 descrevem as ações de capacitação
das áreas da CSN para aplicação da análise e gestão de riscos nos projetos
2.3.1 PMOs nas áreas de negócios
Na definição das estruturas de projetos das unidades, em 2010, a gerência geral de controle de
projetos introduziu gerências de PMO em cada unidade, estabelecendo nestas áreas, entre outras funções,
a responsabilidade pelas análises de riscos rotineiras e pelo controle da gestão dos riscos dos projetos da
unidade.
2.3.2 Treinamentos
Os treinamentos são internos, ministrados pela equipe de especialistas da gerência geral de controle
de projetos e ocorrem em dois formatos: (1) um módulo de 8,0 horas para introdução geral ao assunto
para todas as pessoas das equipes de projetos das unidades; e (2) programa específico de capacitação de
especialistas nos PMOs das unidades. Este programa envolve um treinamento teórico de 16,0 horas e
treinamento prático “on-the-job” em duas etapas, na primeira os treinandos acompanham uma análise
completa conduzida pelos especialistas corporativos e, na segunda etapa, os treinandos conduzem uma
análise completa sob supervisão dos especialistas corporativos.
2.3.3 Ferramentas
Os procedimentos definidos em 2011/2012 incluem anexos que permitem o desenvolvimento do
trabalho com base em planilhas, mas, para aumento de produtividade e com vistas ao futuro
monitoramente corporativo de todas as análises e dos planos de gestão de riscos realizados na CSN, um
sistema para análise quantitativa está sendo padronizado em um dos grupos de trabalho do Comitê PCCR
Congresso ABRISCO 2013
Resumo Estendido S_GRP_57.doc
em 2013 e, na seqüência, a padronização do sistema de controle e planejamento dos projetos permitirá
também a padronização do uso desta ferramenta para cadastro e controle dos planos de gestão dos riscos.
2.3.4 Serviços de suporte especializado
Também em 2013, está sendo contratada pela gerência geral de controle de projetos uma empresa
especializada em serviços de análise de riscos de projetos. Através deste serviço corporativo, cada PMO
das unidades poderá realizar rapidamente e com suporte do PMO corporativo, as análises dos projetos de
sua unidade. Os objetivos são: (1) agilidade na mobilização e execução das análises pelos PMOs das
unidades; (2) padronização e garantia de qualidade nas análises; (3) gestão corporativa das análises
realizadas nos projetos da CSN.
2.4 Monitoramento e controle de aplicação dos procedimentos de análise e gestão
de riscos
A partir de 2014, controles específicos para análise e gestão de riscos dos projetos serão
introduzidos. Neste ínterim, desde setembro/2010, foi introduzida na CSN a prática da Análise Crítica de
Projetos (ACP) a qual consiste num gate review, pré-aprovação do projeto. A equipe de especialistas em
planejamento, custo e riscos do PMO corporativo atua nestes eventos avaliando, entre outros, se o projeto
estabeleceu a prática de análises de riscos, se a prática atende aos procedimentos corporativos como
requisito mínimo, se o plano de gestão de riscos foi elaborado, se as ações de tratamento dos riscos estão
em andamento, se existe controle formal sobre o avanço do plano, etc.
3. PRINCIPAIS RESULTADOS
Procedimentos corporativos formalmente autorizados pelo Diretor Executivo de Projetos e
divulgados às Áreas de Negócios
Primeiras Análises Quantitativas de Riscos em Projetos da CSN: Planta completa de Clinquer e
Cimento de Arcos, Expansão TECAR Fases 45 e 60 MTPA e trecho MVP da TLSA
Primeiras 5 Análises formais de Segurança e Operabilidade (HazOp) de projetos
2 gerências PMOs capacitadas para análise e gestão de riscos: PMO TLSA e PMO Cimentos
158 profissionais de projetos da CSN treinados no módulo de 8,0 h de introdução à disciplina
4. CONCLUSÕES
O processo de introduzir uma cultura de gestão de riscos em projetos na CSN está em
desenvolvimento. Em uma empresa deste tamanho, com dispersão geográfica dos projetos e com algumas
unidades operando há +70 anos, o processo de mudança de cultura é lento e requer forte patrocínio da
Alta Administração. De fato, a condição de que a mudança para uma cultura de gestão proativa dos riscos
em projetos inicie-se pela Alta Administração é não apenas um acelerador, mas também um fator crítico
de sucesso para uma iniciativa deste tipo.
5. REFERÊNCIAS
[1] CARDOSO, T. L. M., “Organização do PMO da CSN para controle da sua carteira plurianual de
projetos”, proceedings da conferência “Gerenciamento de Projetos no Setor de Infraestrutura”, IQPC,
março 2011.
Congresso ABRISCO 2013
Resumo Estendido S_GRP_57.doc
[2] SUÁREZ, J. J., CALLAHAN, A. M., LICHTENSTEIN, J. E., Achieving Superior Delivery of
Capital Projects - Accenture global survey of the metals and mining industries, Accenture, USA (2012)
[3] GIGUERE, C. & MERROW, E., “The Effectiveness of Project Risk Analysis and Mitigation
Techniques”, IBC 2007 Proceedings, october 2007
Anúncio

Recomendados

Organização do PMO da CSN para controle da sua carteira plurianual de projetos
Organização do PMO da CSN para controle da sua carteira plurianual de projetosOrganização do PMO da CSN para controle da sua carteira plurianual de projetos
Organização do PMO da CSN para controle da sua carteira plurianual de projetosTito Livio M. Cardoso
 
Planejamento e Gerenciamento da Construção Civil
Planejamento e Gerenciamento da Construção CivilPlanejamento e Gerenciamento da Construção Civil
Planejamento e Gerenciamento da Construção CivilTania Barboza
 
METRÔ CURITIBANO
METRÔ CURITIBANOMETRÔ CURITIBANO
METRÔ CURITIBANOMarco Coghi
 
Construção de um Alojamento Residencial
Construção de um Alojamento ResidencialConstrução de um Alojamento Residencial
Construção de um Alojamento ResidencialMarco Coghi
 
Construtora Papini Faria Vaz (PRJ Terminal Rod e Vest)
Construtora Papini Faria Vaz (PRJ Terminal Rod e Vest)Construtora Papini Faria Vaz (PRJ Terminal Rod e Vest)
Construtora Papini Faria Vaz (PRJ Terminal Rod e Vest)Marco Coghi
 
Tcc marcelo schumacher_implantação_software_er_vertical_saúde_erp_backoffice
Tcc marcelo schumacher_implantação_software_er_vertical_saúde_erp_backofficeTcc marcelo schumacher_implantação_software_er_vertical_saúde_erp_backoffice
Tcc marcelo schumacher_implantação_software_er_vertical_saúde_erp_backofficeMarcelo Schumacher
 
Estudo de Caso PMBOK - Manaus
Estudo de Caso PMBOK - ManausEstudo de Caso PMBOK - Manaus
Estudo de Caso PMBOK - ManausUrique Hoffmann
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
06 relatorio-da-comissao-de-avaliacaoredeminastv
 
CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016
CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016
CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016Leonardo Muniz
 
07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
07 relatorio-da-comissao-de-avaliacaoredeminastv
 
Plano gerenciamento de projeto
Plano gerenciamento de projetoPlano gerenciamento de projeto
Plano gerenciamento de projetoMarjorie
 
Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3
Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3
Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3Manoel Santhos
 
Fsm plano de projetos 2012
Fsm   plano de projetos 2012Fsm   plano de projetos 2012
Fsm plano de projetos 2012Tiago Odorico
 
Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)
Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)
Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)CompanyWeb
 
Planejamento controle-obras-verticais-estudar
Planejamento controle-obras-verticais-estudarPlanejamento controle-obras-verticais-estudar
Planejamento controle-obras-verticais-estudarRita De Cássia Costa
 
Projeto Iemanjá
Projeto IemanjáProjeto Iemanjá
Projeto IemanjáMarco Coghi
 
LEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
LEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVILLEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
LEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVILAnna Eduarda Amorim
 
Solução de energia solar para o Shopping Anália Franco e Carrefour
Solução de energia solar para o Shopping Anália Franco e CarrefourSolução de energia solar para o Shopping Anália Franco e Carrefour
Solução de energia solar para o Shopping Anália Franco e CarrefourMarco Coghi
 
FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...
FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...
FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...nvenanzoni
 
Projeto e Construção da Nova Sede do Escritório de Engenharia
Projeto e Construção da Nova Sede do Escritório de EngenhariaProjeto e Construção da Nova Sede do Escritório de Engenharia
Projeto e Construção da Nova Sede do Escritório de EngenhariaMarco Coghi
 
Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...
Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...
Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...Fernando Dantas
 
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RH
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RHFundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RH
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RHRicardo Albuquerque
 
Implantação Software Contas a Receber
Implantação Software Contas a ReceberImplantação Software Contas a Receber
Implantação Software Contas a ReceberMarco Coghi
 

Mais procurados (20)

06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
06 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
 
CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016
CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016
CV -Português LTMuniz -Ger, CQ_ 11_ Sep 2016
 
07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
07 relatorio-da-comissao-de-avaliacao
 
Projeto +Cana
Projeto +CanaProjeto +Cana
Projeto +Cana
 
Estudo de caso obra
Estudo de caso   obraEstudo de caso   obra
Estudo de caso obra
 
Plano gerenciamento de projeto
Plano gerenciamento de projetoPlano gerenciamento de projeto
Plano gerenciamento de projeto
 
Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3
Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3
Apresentação Gestão de Projetos - PA20__v3
 
Fsm plano de projetos 2012
Fsm   plano de projetos 2012Fsm   plano de projetos 2012
Fsm plano de projetos 2012
 
Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)
Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)
Roteiro para implementar PMO (Escritório de Projetos)
 
Planejamento controle-obras-verticais-estudar
Planejamento controle-obras-verticais-estudarPlanejamento controle-obras-verticais-estudar
Planejamento controle-obras-verticais-estudar
 
Salve Água
Salve ÁguaSalve Água
Salve Água
 
Projeto Iemanjá
Projeto IemanjáProjeto Iemanjá
Projeto Iemanjá
 
LEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
LEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVILLEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
LEAN CONSTRUCTION: BENEFÍCIOS DO USO DO ALUMÍNIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
 
Solução de energia solar para o Shopping Anália Franco e Carrefour
Solução de energia solar para o Shopping Anália Franco e CarrefourSolução de energia solar para o Shopping Anália Franco e Carrefour
Solução de energia solar para o Shopping Anália Franco e Carrefour
 
FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...
FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...
FGV Bauru GPJ7 - Plano de Gerenciamento de Escopo v2 - Disciplina Concorrênci...
 
Projeto e Construção da Nova Sede do Escritório de Engenharia
Projeto e Construção da Nova Sede do Escritório de EngenhariaProjeto e Construção da Nova Sede do Escritório de Engenharia
Projeto e Construção da Nova Sede do Escritório de Engenharia
 
Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...
Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...
Situação das organizações Brasileiras quanto ao uso da gestão de portfólio de...
 
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RH
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RHFundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RH
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos - Qualidade e Gestão de RH
 
Implantação Software Contas a Receber
Implantação Software Contas a ReceberImplantação Software Contas a Receber
Implantação Software Contas a Receber
 
EcoTelhado
EcoTelhadoEcoTelhado
EcoTelhado
 

Destaque

ABB optimised solutions electrification by Jonathan Maher
ABB optimised solutions electrification by Jonathan MaherABB optimised solutions electrification by Jonathan Maher
ABB optimised solutions electrification by Jonathan MaherKeren Meers
 
THE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKS
THE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKSTHE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKS
THE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKSTito Livio M. Cardoso
 
Hazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRD
Hazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRDHazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRD
Hazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRDTito Livio M. Cardoso
 
Misra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOP
Misra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOPMisra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOP
Misra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOPKiyoshi Ogawa
 
Mining and innovation: a fresh approach
Mining and innovation: a fresh approachMining and innovation: a fresh approach
Mining and innovation: a fresh approachAnglo American
 
ABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn Best
ABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn BestABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn Best
ABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn BestKeren Meers
 
IOT Mine Of The Future - Rio Tinto
IOT Mine Of The Future - Rio TintoIOT Mine Of The Future - Rio Tinto
IOT Mine Of The Future - Rio TintoSYGroup
 
Intelligent Mine - Future of Mining
Intelligent Mine - Future of MiningIntelligent Mine - Future of Mining
Intelligent Mine - Future of MiningDmitry Klebanov
 

Destaque (10)

ABB optimised solutions electrification by Jonathan Maher
ABB optimised solutions electrification by Jonathan MaherABB optimised solutions electrification by Jonathan Maher
ABB optimised solutions electrification by Jonathan Maher
 
THE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKS
THE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKSTHE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKS
THE INFLUENCE OF MICROSTRUCTURE IN THE HOMOGENEITY OF HARDNESS STANDARD BLOCKS
 
Hazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRD
Hazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRDHazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRD
Hazop - Mudanca de prática nos projetos da CVRD
 
Misra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOP
Misra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOPMisra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOP
Misra cpp, cert cpp 2016 and RTL design style guide with HAZOP
 
The Future of Mining
The Future of MiningThe Future of Mining
The Future of Mining
 
Mining and innovation: a fresh approach
Mining and innovation: a fresh approachMining and innovation: a fresh approach
Mining and innovation: a fresh approach
 
ABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn Best
ABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn BestABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn Best
ABB Future of mining; automating mining processes by Llewellyn Best
 
IOT Mine Of The Future - Rio Tinto
IOT Mine Of The Future - Rio TintoIOT Mine Of The Future - Rio Tinto
IOT Mine Of The Future - Rio Tinto
 
Intelligent Mine - Future of Mining
Intelligent Mine - Future of MiningIntelligent Mine - Future of Mining
Intelligent Mine - Future of Mining
 
Build Features, Not Apps
Build Features, Not AppsBuild Features, Not Apps
Build Features, Not Apps
 

Semelhante a Experiência da CSN na implementação da cultura de gestão de riscos de projetos

Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...
Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...
Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...Carlos Alberto Alves
 
ARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOS
ARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOSARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOS
ARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOSCarolina Rivoir
 
Implantação do SEI no Ministério do Planejamento
Implantação do SEI no Ministério do Planejamento Implantação do SEI no Ministério do Planejamento
Implantação do SEI no Ministério do Planejamento Colaborativismo
 
Projetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon Salvador
Projetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon SalvadorProjetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon Salvador
Projetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon SalvadorAragon Vieira
 
TCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMI
TCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMITCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMI
TCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMIEduardo Paiossin
 
Pmbok
PmbokPmbok
Pmboklcbj
 
Apostila ms-project
Apostila ms-projectApostila ms-project
Apostila ms-projectFranco Silva
 
Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...
Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...
Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...Macrosolutions SA
 
Trabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos Nicolau
Trabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos NicolauTrabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos Nicolau
Trabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos NicolauDiego de Arvelos Nicolau
 
[EBOOK] Plano de Projeto
[EBOOK] Plano de Projeto[EBOOK] Plano de Projeto
[EBOOK] Plano de ProjetoLeonardo Souza
 
Pmi Global 2008 Portfolio
Pmi Global 2008 PortfolioPmi Global 2008 Portfolio
Pmi Global 2008 PortfolioPeter Mello
 
Apresentacao pmbok e pmi
Apresentacao pmbok e pmiApresentacao pmbok e pmi
Apresentacao pmbok e pmiLeo Paixão
 
Gerenciamento de riscos
Gerenciamento de riscosGerenciamento de riscos
Gerenciamento de riscosPaulo Junior
 

Semelhante a Experiência da CSN na implementação da cultura de gestão de riscos de projetos (20)

Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...
Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...
Método de Monte Carlo – elaboração de um modelo em Excel para planejamento fí...
 
ARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOS
ARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOSARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOS
ARTIGO - UNG - RIVOIR - RISCOS
 
Gestão de Projetos
Gestão de ProjetosGestão de Projetos
Gestão de Projetos
 
Implantação do SEI no Ministério do Planejamento
Implantação do SEI no Ministério do Planejamento Implantação do SEI no Ministério do Planejamento
Implantação do SEI no Ministério do Planejamento
 
Projetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon Salvador
Projetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon SalvadorProjetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon Salvador
Projetos de Engenharia - Conceitos Básicos - Aragon Salvador
 
TCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMI
TCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMITCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMI
TCC - Pós Graduação - Gerencia de Projetos - PMI
 
Pmbok
PmbokPmbok
Pmbok
 
129316131 ms-project-pdf
129316131 ms-project-pdf129316131 ms-project-pdf
129316131 ms-project-pdf
 
Ms project
Ms projectMs project
Ms project
 
Apostila ms-project
Apostila ms-projectApostila ms-project
Apostila ms-project
 
Apostila ms-project
Apostila ms-projectApostila ms-project
Apostila ms-project
 
Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...
Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...
Macrosolutions Consultoria: Implantação de Métodos Quantitativos e Simuladore...
 
Trabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos Nicolau
Trabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos NicolauTrabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos Nicolau
Trabalho de Conclusão de Curso FDC - Diego de Arvelos Nicolau
 
[EBOOK] Plano de Projeto
[EBOOK] Plano de Projeto[EBOOK] Plano de Projeto
[EBOOK] Plano de Projeto
 
Artigo sobre práticas de gerenciamento de projetos
Artigo sobre práticas de gerenciamento de projetosArtigo sobre práticas de gerenciamento de projetos
Artigo sobre práticas de gerenciamento de projetos
 
Artigo gp
Artigo gpArtigo gp
Artigo gp
 
Pmi Global 2008 Portfolio
Pmi Global 2008 PortfolioPmi Global 2008 Portfolio
Pmi Global 2008 Portfolio
 
Pm bok x prince2
Pm bok x prince2Pm bok x prince2
Pm bok x prince2
 
Apresentacao pmbok e pmi
Apresentacao pmbok e pmiApresentacao pmbok e pmi
Apresentacao pmbok e pmi
 
Gerenciamento de riscos
Gerenciamento de riscosGerenciamento de riscos
Gerenciamento de riscos
 

Mais de Tito Livio M. Cardoso

Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023Tito Livio M. Cardoso
 
Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023Tito Livio M. Cardoso
 
Probable Maximum Loss (PML) Evaluation
Probable Maximum Loss (PML) EvaluationProbable Maximum Loss (PML) Evaluation
Probable Maximum Loss (PML) EvaluationTito Livio M. Cardoso
 
Estimativa Parametrica de Custo de Transportador de Correia
Estimativa Parametrica de Custo de Transportador de CorreiaEstimativa Parametrica de Custo de Transportador de Correia
Estimativa Parametrica de Custo de Transportador de CorreiaTito Livio M. Cardoso
 
Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...
Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...
Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...Tito Livio M. Cardoso
 
Certificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdf
Certificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdfCertificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdf
Certificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdfTito Livio M. Cardoso
 
Certificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdf
Certificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdfCertificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdf
Certificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdfTito Livio M. Cardoso
 
Certificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdf
Certificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdfCertificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdf
Certificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdfTito Livio M. Cardoso
 
Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...
Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...
Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...Tito Livio M. Cardoso
 
DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...
DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...
DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...Tito Livio M. Cardoso
 
Desenvolvimento de projetos em baixa das commodities
Desenvolvimento de projetos em baixa das commoditiesDesenvolvimento de projetos em baixa das commodities
Desenvolvimento de projetos em baixa das commoditiesTito Livio M. Cardoso
 
Riscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risks
Riscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risksRiscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risks
Riscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risksTito Livio M. Cardoso
 
Otimização da configuração do banco de baterias para navio híbrido
Otimização da configuração do banco de baterias para navio híbridoOtimização da configuração do banco de baterias para navio híbrido
Otimização da configuração do banco de baterias para navio híbridoTito Livio M. Cardoso
 
Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018
Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018
Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018Tito Livio M. Cardoso
 
Estratégia de Autofinanciamento de Projetos
Estratégia de Autofinanciamento de ProjetosEstratégia de Autofinanciamento de Projetos
Estratégia de Autofinanciamento de ProjetosTito Livio M. Cardoso
 
Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...
Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...
Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...Tito Livio M. Cardoso
 
Decision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projects
Decision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projectsDecision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projects
Decision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projectsTito Livio M. Cardoso
 
Analise de riscos da aplicação de novas tecnologias
Analise de riscos da aplicação de novas tecnologiasAnalise de riscos da aplicação de novas tecnologias
Analise de riscos da aplicação de novas tecnologiasTito Livio M. Cardoso
 

Mais de Tito Livio M. Cardoso (20)

Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - EN Junho-2023
 
Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023
Tito Cardoso - Resumo - PT Junho-2023
 
Probable Maximum Loss (PML) Evaluation
Probable Maximum Loss (PML) EvaluationProbable Maximum Loss (PML) Evaluation
Probable Maximum Loss (PML) Evaluation
 
Estimativa Parametrica de Custo de Transportador de Correia
Estimativa Parametrica de Custo de Transportador de CorreiaEstimativa Parametrica de Custo de Transportador de Correia
Estimativa Parametrica de Custo de Transportador de Correia
 
Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...
Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...
Use of the Bowtie Tool to Develop Regulatory Standards Focusing on Process Sa...
 
Analise de riscos das alternativas
Analise de riscos das alternativasAnalise de riscos das alternativas
Analise de riscos das alternativas
 
Certificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdf
Certificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdfCertificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdf
Certificado DIO Especialaista Inovação Digital AD0B801B.pdf
 
Certificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdf
Certificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdfCertificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdf
Certificado DIO Front-End Angular 1E8E60C7.pdf
 
Certificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdf
Certificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdfCertificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdf
Certificado DIO Fullstack developer - Banco carrefour 7B553D75.pdf
 
Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...
Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...
Dinâmica das contratações governamentais: Propostas para eficiência e satisfa...
 
DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...
DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...
DYNAMICS OF GOVERNMENT CONTRACTING: PROPOSALS FOR EFFICIENCY AND SATISFACTION...
 
Desenvolvimento de projetos em baixa das commodities
Desenvolvimento de projetos em baixa das commoditiesDesenvolvimento de projetos em baixa das commodities
Desenvolvimento de projetos em baixa das commodities
 
Riscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risks
Riscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risksRiscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risks
Riscos relacionadas a extensao de cronogramas - Schedule extension related risks
 
Leasing de equipamentos industriais
Leasing de equipamentos industriaisLeasing de equipamentos industriais
Leasing de equipamentos industriais
 
Otimização da configuração do banco de baterias para navio híbrido
Otimização da configuração do banco de baterias para navio híbridoOtimização da configuração do banco de baterias para navio híbrido
Otimização da configuração do banco de baterias para navio híbrido
 
Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018
Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018
Utilizing a Self-Financing Strategy for Projects - BRG Review 7-1-2018
 
Estratégia de Autofinanciamento de Projetos
Estratégia de Autofinanciamento de ProjetosEstratégia de Autofinanciamento de Projetos
Estratégia de Autofinanciamento de Projetos
 
Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...
Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...
Critério de decisão para implantação da infraestrutura em projetos implantado...
 
Decision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projects
Decision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projectsDecision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projects
Decision criterion for anticipation of the infrastructure in staged projects
 
Analise de riscos da aplicação de novas tecnologias
Analise de riscos da aplicação de novas tecnologiasAnalise de riscos da aplicação de novas tecnologias
Analise de riscos da aplicação de novas tecnologias
 

Experiência da CSN na implementação da cultura de gestão de riscos de projetos

  • 1. Congresso ABRISCO 2013 Resumo Estendido S_GRP_57.doc Experiência da CSN na implementação da cultura e práticas de análise e gestão de riscos em seus projetos Tito Livio Medeiros Cardoso Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, São Paulo André Luiz Cintra Leal de Souza Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, São Paulo 1. INTRODUÇÃO Em 2010 a Companhia Siderúrgica Nacional, CSN, estruturou uma diretoria de projetos com o objetivo de gerir sua carteira de 1080 projetos industriais e de infra-estrutura, os quais traduzem uma projeção de +R$ 20 bilhões nos próximos cinco anos em todos os segmentos de negócios em que atua através de suas áreas e empresas controladas: Siderurgia de Planos e Longos, Mineração, Cimentos, Logística e Energia [1]. A diretoria de projetos da CSN deve garantir a entrega dos projetos no prazo, custo e escopo aprovados pela diretoria executiva e conselho de administração da empresa. Para atingir esta missão, diversas ações foram implementadas a partir de um diagnóstico inicial que permitiu identificar os principais vetores de desenvolvimento necessários à gestão dos projetos. Entre outros, o diagnóstico de 2010 identificou que a análise e gestão de riscos não eram uma prática estabelecida nos projetos da empresa. Pesquisas recentes quanto ao desempenho de projetos de capital na indústria de metais e mineração [2] demonstram que consistência na entrega dos projetos é um problema maior: menos de um terço da amostra entrega projetos dentro de 25% de variação em relação ao investimento aprovado e menos de um quinto dentro de 10% de variação em relação ao investimento aprovado. Mais de dois terços dos respondentes afirmam que os projetos têm aumentado em escala e 81% prevêem que os projetos irão gradativamente tornar-se cada vez mais complexos. Figura 1 - Alcance dos objetivos na entrega dos projetos da indústria de metais e mineração [2]
  • 2. Congresso ABRISCO 2013 Resumo Estendido S_GRP_57.doc O trabalho estabelece cinco recomendações para entregas efetivas dos projetos da indústria de metais e mineração. A primeira delas é: “Estabeleça forte governança de projetos e técnicas de gerenciamento dos riscos”. Várias pesquisas constatam que a gestão proativa de riscos reduz o número de problemas, pleitos e mudanças de escopo nos projetos de capital [3]. A seguir descrevemos a experiência da CSN para implementação de uma cultura de gestão proativa de riscos nos seus projetos. 2. ESTRATÉGIA E AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DA CULTURA E PRÁTICAS DE GESTÃO DE RISCOS NOS PROJETOS Com o objetivo de estabelecer uma cultura de gestão de riscos nos projetos da CSN, a partir do diagnóstico em 2010, a equipe de especialistas em planejamento custo e riscos da gerência geral de controle de projetos foram mobilizados, estabelecendo a seguinte estratégia para esta implementação: 2011 e 2012: Métodos e procedimentos de análise de riscos / Cases nos projetos maiores da empresa / Sensibilização de stakeholders; 2011 a 2013: Capacitação das áreas de negócios para execução das análises e gestão de riscos dos projetos; 2014: Processos de reporte e controle de qualidade das análises e gestão de riscos executadas pelas áreas de negócios 2.1 Métodos e procedimentos de análise de riscos Para fomentar a participação de todos os envolvidos, um “Comitê de Planejamento, Controle, Custo e Riscos de Projetos” (PCCR) foi criado, consistindo em encontros periódicos das pessoas de todas as unidades que trabalham com estas disciplinas, sob coordenação dos especialistas da gerência geral de controle de projetos, para discutir métodos e elaborar os procedimentos da CSN para análise e gestão de riscos dos projetos. As reuniões ocorrem sempre nos sites operacionais da empresa. Até 2013, o grupo produziu três procedimentos, formalmente autorizados pelo diretor executivo de projetos e divulgados na intranet da empresa: PR1002.25 Análise Quantitativa de Riscos do Projeto PR1002.35 Tratamento e Monitoramento dos Riscos do Projeto PR1002.13 Análise de Segurança e Operabilidade de Instalações Industriais - HazOp 2.2 Cases Um conjunto inicial de análises de riscos foi realizado pela gerência geral de controle de projetos em projetos maiores, ou mais relevantes, de cada unidade de negócios. Ao todo, foram realizadas nove análises completas, sendo três análises quantitativas de riscos, cinco HazOps e uma análise de riscos locacionais, envolvendo projetos na Usina Presidente Vargas (UPV), Mineração Casa de Pedra (CdP), NAMISA, Transnordestina Logística S.A. (TLSA), Porto TECAR em Itaguaí/RJ e Unidade de Cimentos em Arcos/MG, abrangendo assim todas as unidades de negócios e principais controladas da CSN. Os objetivos dos Cases foram: (1) Criar um primeiro contato das equipes de projeto com as práticas de análise de riscos; (2) Sensibilizar as gerências gerais das unidades quanto ao valor da gestão de riscos; (3) Demonstrar, na prática, a aplicabilidade dos procedimentos adotados para a CSN.
  • 3. Congresso ABRISCO 2013 Resumo Estendido S_GRP_57.doc Figura 2 - Workshop de identificação de riscos realizado na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda. Duas projeções são utilizadas: uma com desenhos de engenharia do projeto, outra com a planilha de identificação de riscos 2.3 Capacitação das áreas de negócios para análise e gestão de riscos dos projetos No diagnóstico de 2010, foi identificado que não havia áreas responsáveis, nem capacitadas fisicamente, para gestão de riscos dos projetos. Os itens 2.3.1 a 2.3.4 descrevem as ações de capacitação das áreas da CSN para aplicação da análise e gestão de riscos nos projetos 2.3.1 PMOs nas áreas de negócios Na definição das estruturas de projetos das unidades, em 2010, a gerência geral de controle de projetos introduziu gerências de PMO em cada unidade, estabelecendo nestas áreas, entre outras funções, a responsabilidade pelas análises de riscos rotineiras e pelo controle da gestão dos riscos dos projetos da unidade. 2.3.2 Treinamentos Os treinamentos são internos, ministrados pela equipe de especialistas da gerência geral de controle de projetos e ocorrem em dois formatos: (1) um módulo de 8,0 horas para introdução geral ao assunto para todas as pessoas das equipes de projetos das unidades; e (2) programa específico de capacitação de especialistas nos PMOs das unidades. Este programa envolve um treinamento teórico de 16,0 horas e treinamento prático “on-the-job” em duas etapas, na primeira os treinandos acompanham uma análise completa conduzida pelos especialistas corporativos e, na segunda etapa, os treinandos conduzem uma análise completa sob supervisão dos especialistas corporativos. 2.3.3 Ferramentas Os procedimentos definidos em 2011/2012 incluem anexos que permitem o desenvolvimento do trabalho com base em planilhas, mas, para aumento de produtividade e com vistas ao futuro monitoramente corporativo de todas as análises e dos planos de gestão de riscos realizados na CSN, um sistema para análise quantitativa está sendo padronizado em um dos grupos de trabalho do Comitê PCCR
  • 4. Congresso ABRISCO 2013 Resumo Estendido S_GRP_57.doc em 2013 e, na seqüência, a padronização do sistema de controle e planejamento dos projetos permitirá também a padronização do uso desta ferramenta para cadastro e controle dos planos de gestão dos riscos. 2.3.4 Serviços de suporte especializado Também em 2013, está sendo contratada pela gerência geral de controle de projetos uma empresa especializada em serviços de análise de riscos de projetos. Através deste serviço corporativo, cada PMO das unidades poderá realizar rapidamente e com suporte do PMO corporativo, as análises dos projetos de sua unidade. Os objetivos são: (1) agilidade na mobilização e execução das análises pelos PMOs das unidades; (2) padronização e garantia de qualidade nas análises; (3) gestão corporativa das análises realizadas nos projetos da CSN. 2.4 Monitoramento e controle de aplicação dos procedimentos de análise e gestão de riscos A partir de 2014, controles específicos para análise e gestão de riscos dos projetos serão introduzidos. Neste ínterim, desde setembro/2010, foi introduzida na CSN a prática da Análise Crítica de Projetos (ACP) a qual consiste num gate review, pré-aprovação do projeto. A equipe de especialistas em planejamento, custo e riscos do PMO corporativo atua nestes eventos avaliando, entre outros, se o projeto estabeleceu a prática de análises de riscos, se a prática atende aos procedimentos corporativos como requisito mínimo, se o plano de gestão de riscos foi elaborado, se as ações de tratamento dos riscos estão em andamento, se existe controle formal sobre o avanço do plano, etc. 3. PRINCIPAIS RESULTADOS Procedimentos corporativos formalmente autorizados pelo Diretor Executivo de Projetos e divulgados às Áreas de Negócios Primeiras Análises Quantitativas de Riscos em Projetos da CSN: Planta completa de Clinquer e Cimento de Arcos, Expansão TECAR Fases 45 e 60 MTPA e trecho MVP da TLSA Primeiras 5 Análises formais de Segurança e Operabilidade (HazOp) de projetos 2 gerências PMOs capacitadas para análise e gestão de riscos: PMO TLSA e PMO Cimentos 158 profissionais de projetos da CSN treinados no módulo de 8,0 h de introdução à disciplina 4. CONCLUSÕES O processo de introduzir uma cultura de gestão de riscos em projetos na CSN está em desenvolvimento. Em uma empresa deste tamanho, com dispersão geográfica dos projetos e com algumas unidades operando há +70 anos, o processo de mudança de cultura é lento e requer forte patrocínio da Alta Administração. De fato, a condição de que a mudança para uma cultura de gestão proativa dos riscos em projetos inicie-se pela Alta Administração é não apenas um acelerador, mas também um fator crítico de sucesso para uma iniciativa deste tipo. 5. REFERÊNCIAS [1] CARDOSO, T. L. M., “Organização do PMO da CSN para controle da sua carteira plurianual de projetos”, proceedings da conferência “Gerenciamento de Projetos no Setor de Infraestrutura”, IQPC, março 2011.
  • 5. Congresso ABRISCO 2013 Resumo Estendido S_GRP_57.doc [2] SUÁREZ, J. J., CALLAHAN, A. M., LICHTENSTEIN, J. E., Achieving Superior Delivery of Capital Projects - Accenture global survey of the metals and mining industries, Accenture, USA (2012) [3] GIGUERE, C. & MERROW, E., “The Effectiveness of Project Risk Analysis and Mitigation Techniques”, IBC 2007 Proceedings, october 2007