Prometeu acorrentado A vitória do homem contra os deuses.
1 Ésquilo: o autor da obra. <ul><li>Ésquilo nasceu na cidade grega de Elêusis em 525 a.C e morreu na cidade de Gela em 456...
2 O enredo: a luta dos deuses. <ul><li>A tragédia “Prometeu Acorrentado” inicia-se com o transporte do herói ao monte isol...
3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>Segundo Lesky (1970), os gregos criaram o gênero trágico, mas não desenv...
3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>Nesse ponto podemos identificar a tragédia como um acontecimento restrit...
3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>Lesky identifica três níveis do trágico que se contrapõem a tese geral q...
3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>O terceiro nível é  situação trágica  que decorre da falha do herói, mas...
4 Características Específicas: hybris,  hamartia. <ul><li>Na tragédia grega há dois mecanismos que acompanham o personagem...
4 Características Específicas: hybris,  hamartia. <ul><li>A hamartia é o erro trágico que acarretará a sucessão de sofrime...
5 A Catarse: purificação. <ul><li>A catarse é um processo que deve necessariamente ocorrer dentro da tragédia pois faz par...
5 A Catarse: purificação. <ul><li>Na tragédia “Prometeu Acorrentado” há o processo de catarse. </li></ul><ul><li>Não podem...
5 A Catarse: purificação. <ul><li>Prometeu demonstra que os homens podem escapar da vicissitudes dos deuses. Zeus não é to...
6 Bibliografia <ul><li>CARLSON,Marvin.  Aristóteles e os gregos.  In:______.  Teorias do Teatro: estudo histórico-crítico,...
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Prometeu acorrentado 6

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Prometeu acorrentado 6

  1. 1. Prometeu acorrentado A vitória do homem contra os deuses.
  2. 2. 1 Ésquilo: o autor da obra. <ul><li>Ésquilo nasceu na cidade grega de Elêusis em 525 a.C e morreu na cidade de Gela em 456 a. C. </li></ul><ul><li>Ésquilo foi soldado, tendo participado das batalhas de Salimina, Maratona e Pletéias. </li></ul><ul><li>Escreveu mais de 90 peças sendo que apenas 7 chegaram completas à atualidade. </li></ul><ul><li>Ésquilo é considerado o “pai da tragédia” por ter introduzido mais uma personagem na peça. Antes o personagem principal interagia apenas com o coro. Agora havia um conflito que é a essência do trágico. </li></ul>
  3. 3. 2 O enredo: a luta dos deuses. <ul><li>A tragédia “Prometeu Acorrentado” inicia-se com o transporte do herói ao monte isolado pelos personagem “Poder”, “Vigor” e “Hefesto”. </li></ul><ul><li>“ Poder” e “Vigor” são enfáticos quanto a punição de Prometeu perpetrada por Zeus enquanto Hefesto se mostra entristecido quanto à tal situação. </li></ul><ul><li>Após ser deixado só pelos três personagens, “Prometeu” entabula um diálogo com o “Coro” explicando a injustiça de sofrimento dele. </li></ul><ul><li>Também há o diálogo entre “Oceano” e o herói. </li></ul><ul><li>Mais enfático e importante é o diálogo de “Io” a “Prometeu” onde este faz uma série de profecia relacionada à aquela, antevendo o fim Próximo de “Zeus”. </li></ul><ul><li>A chegada de “Hermes” para inquirir sobre o futuro próximo de “Zeus” marca o final da peça. </li></ul>
  4. 4. 3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>Segundo Lesky (1970), os gregos criaram o gênero trágico, mas não desenvolveram uma teoria acerca do mesmo. Daí decorre que não há entre os teóricos um consenso sobre o quê é o trágico. </li></ul><ul><li>Mas pode-se inferir sobre alguns aspectos gerais. </li></ul><ul><li>A tragédia pode ser compreendida como a queda do herói de sua posição privilegiada rumo à desgraça. Não há meio para um retorno a situação original anterior, mas pode haver uma compensação . </li></ul>
  5. 5. 3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>Nesse ponto podemos identificar a tragédia como um acontecimento restrito ao âmbito individual, o sofrimento é intransferível. </li></ul><ul><li>O personagem, o herói é dotado de caracteres que estão um pouco acima do homem médio. Ele não é leviano e, tão pouco, um ser perfeito. Por ter essa faceta, ele é facilmente identificável pelo público, podendo, então, provocar o efeito da catarse, que será explicado adiante. Nesse ponto, o personagem não deve ser nobre, mas ter atitudes nobres. </li></ul>
  6. 6. 3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>Lesky identifica três níveis do trágico que se contrapõem a tese geral que a tragédia pressupõem a destruição física do herói. </li></ul><ul><li>O primeiro nível do trágico é a visão cerradamente trágica do mundo que é o conflito sem solução, a tanto em nível terrestre quanto celeste. </li></ul><ul><li>O segundo nível o conflito trágico cerrado onde o sentido de todo o sofrimento do herói encontra-se em nível transcendente. </li></ul>
  7. 7. 3 Caracteres Gerais do Trágico: a teoria. <ul><li>O terceiro nível é situação trágica que decorre da falha do herói, mas não implica na destruição física do mesmo. Há nessa situação um final conciliatório. </li></ul><ul><li>Nos dois níveis anteriores o término da situação é a morte do herói. Ele é destruído fisicamente. </li></ul><ul><li>A partir desse três aspectos, não podemos fala em tragédia como ação que termina inevitavelmente em morte, mas que pode haver um final onde o personagem sofre uma espécie de reconfiguração. </li></ul>
  8. 8. 4 Características Específicas: hybris, hamartia. <ul><li>Na tragédia grega há dois mecanismos que acompanham o personagem em toda a trama: a hybris e a hamartia. </li></ul><ul><li>A hybris é a fúria desmedida do personagem que levará ao erro trágico, a hamartia. No caso de Prometeu podemos ver essa hybris na posição subalterna que esse se encontrava mesmo sendo o fator principal da vitória de Zeus na guerra contra os antigos deuses. Quando Zeus se propõe a destruir a humanidade, isso infunde em Prometeu a ação de rouba o fogo sagrado. </li></ul>
  9. 9. 4 Características Específicas: hybris, hamartia. <ul><li>A hamartia é o erro trágico que acarretará a sucessão de sofrimento na vida do herói. No caso de Prometeu Acorrentado o erro foi: </li></ul><ul><li>“ Eis o que te rendeu o vezo de querer bem à Humanidade. Tu, um deus, não te encolheste de medo à cólera dos deuses e entregaste, com violação de justiça, as suas prerrogativas aos mortais; em paga, montarás guarda a este penhasco desprezível, de pé, sem dormir, sem dobrar os joelhos.” </li></ul>
  10. 10. 5 A Catarse: purificação. <ul><li>A catarse é um processo que deve necessariamente ocorrer dentro da tragédia pois faz parte da própria linguagem do mesmo. Tragédia sem catarse não é tragédia. </li></ul><ul><li>A catarse pode ser entendida como um processo de reconhecimento do público ante ao sofrimento do herói. A tragédia deve fazer que espectador sinta alívio ao ver a obra e se reconheça dentro dela. Ademais, o público deve reconhecer que o herói é inocente, ou ignorante em relação a sua falha. </li></ul>
  11. 11. 5 A Catarse: purificação. <ul><li>Na tragédia “Prometeu Acorrentado” há o processo de catarse. </li></ul><ul><li>Não podemos considerar Prometeu como um ser que cometeu um ato crassamente reprovável. Há erro em amar a sua própria criação? Há erro em reivindicar maior participação numa obra em que ele foi a peça fundamental da vitória de Zeus? </li></ul><ul><li>Mas há aspectos, elementos de catarse que vão além disso: a vitória do homem sobre os deuses. </li></ul>
  12. 12. 5 A Catarse: purificação. <ul><li>Prometeu demonstra que os homens podem escapar da vicissitudes dos deuses. Zeus não é todo-poderoso; é apenas tirano. </li></ul><ul><li>Zeus é sujeito as pulsões mais baixas, daí que futuramente incorrerá em uma falha que levará ao seu fim. </li></ul><ul><li>Prometeu usa da razão, que é também um atributo dos homens que possuem a visão de tempo histórico que os deuses não possuem. É essa visão de tempo que permite a Prometeu a afirmar que Zeus será destronado de seu poder régio. Disso resulta que é melhor ser humano que um deus, pois os homens tem ciência que o tempo é uma sucessão e não um ser fechado e cíclico. Prometeu afirma enfaticamente que seu libertador será um humano. Que os homens no uso de sua razão podem transpor os deuses. </li></ul><ul><li>Por fim, a vitória de Prometeu sobre Zeus é que esse se torna humano e impenetrável ao poder do deus do Olimpo. </li></ul><ul><li>Então, os homens são mais poderosos que os deuses. </li></ul>
  13. 13. 6 Bibliografia <ul><li>CARLSON,Marvin. Aristóteles e os gregos. In:______. Teorias do Teatro: estudo histórico-crítico, dos gregos a atualidade. Trad. Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Unesp, 1997. pp.13-19. </li></ul><ul><li>LESKY, Albin. A Tragédia Grega . São Paulo: Perspectiva, 1976. </li></ul>

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