Literatura de informação versus
literatura indianista –
ATIVIDADE AVALIATIVA

      Profa. Maria Eneida Matos da
      Rosa
Segundo Regina Zilberman,

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    européia antes de ser descoberta. Não
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A invenção da imprensa
   Com o advento da
    imprensa a imagem
    edênica e fantasiosa
    acerca do novo mundo foi
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mais fértil, temperada, plana e boa que tem no mundo”.
(Cristóv...
Propaganda do Novo Mundo
   É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e
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Visão do nativo – puramente
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    destros, e ...
Terra lucrativa e generosa

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    (2000),

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Identidade nacional – em
construção

   A literatura nesse sentido, tentou
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Identidade nacional – em construção
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   “A fase culminante da nossa afirmação –
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Literatura de informação versus
     literatura indianista - ATIVIDADE

   Partindo das palavras de José de Alencar sobre...
Referências

   CANDIDO, Antonio. Literatura e
    sociedade. São Paulo: T.A. Queiroz,
    2000.
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  1. 1. Literatura de informação versus literatura indianista – ATIVIDADE AVALIATIVA Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
  2. 2. Segundo Regina Zilberman,  “[a] América já existia na imaginação européia antes de ser descoberta. Não tinha esse nome, mas já correspondia a uma imagem em que se combinavam de um lado, informações tidas como objetivas, encontradas em obras de cientistas e filósofos, de outro, fantasias estimuladas pela literatura clássica” (p. 09).
  3. 3. A invenção da imprensa  Com o advento da imprensa a imagem edênica e fantasiosa acerca do novo mundo foi multiplicada: “Gravuras e descrições publicadas em livros asseguravam simultaneamente o cunho científico e a verossimilhança da imagem”(ZILBERMAN, 1994: 10)
  4. 4. “Creiam-me, Vossas Majestades, que essa terra é a melhor e mais fértil, temperada, plana e boa que tem no mundo”. (Cristóvão Colombo)
  5. 5. Propaganda do Novo Mundo  É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e menos trabalhosos que os de Espanha. Dão-se nela muitas carnes, assim naturais dela, como das de Portugal, e maravilhosos pescados;onde se dão melhores algodões que em outra parte sabida, e muitos açúcares tão bons como na ilha da Madeira. (...) Em algumas partes dela se dá trigo, cevada e vinho muito bom, e em todas todos os frutos e sementes de Espanha, do que haverá muita qualidade, se Sua Majestade mandar prover nisso com muita instância e no descobrimento dos metais que nesta terra há, porque lhe não falta ferro, aço, cobre, ouro, esmeralda, cristal e muito salitre; e em cuja costa sai do mar todos os anos muito bom âmbar; e de todas estas e outras podiam vir todos os anos a estes reinos em tanta abastança, que se escusem os que vêm a eles dos estrangeiros, o que se pode facilitar sem Sua Majestade meter mais cabedal neste Estado que o rendimento dele nos primeiros anos; com o que pode mandar fortificar e prover do necessário à sua defesa, o qual está hoje em tamanho perigo,que se nisso caírem os corsários, com mui pequena armada. (Gabriel Soares de Sousa. Tratado descritivo do Brasil)
  6. 6. Visão do nativo – puramente descritiva  Pelejam estes índios com arcos e flechas, no que são muito destros, e grandes caçadores e pescadores de linha, e grandes mergulhadores, e à flecha matam também muito peixe, de que se aproveitavam quando não tinham anzóis. As suas casas são mais fortes que as dos tupinambás e do outro gentio, e têm as suas aldeias mui fortificadas com grandes cercas de madeira. São havidos estes tamoios por grandes músicos e bailadores entre todo o gentio, os quais são grandes componedores de cantigas de improviso, pelo que são mui estimados do gentio, por onde quer que vão. Trazem os beiços furados e neles umas pontas de osso compridas com uma cabeça como prego, em que metem esta ponta, e para que não caia a tal cabeça lhe fica de dentro do beiço por onde a metem.Costumam mais em suas festas enfeitarem-se com capas e carapuças de penas de cores de pássaros (Gabriel Soares de Sousa. Tratado descritivo do Brasil).
  7. 7. Terra lucrativa e generosa  “A manifestação de deslumbramento perante a região, avaliada conforme parâmetros herdados da tradição bíblica e medieval, não é, contudo, o objetivo principal das obras”  Mas assevera Zilberman,
  8. 8.  “O rol detalhado e rigoroso tem propósito definido: salienta o valor mercantil dos produtos existentes. Enquanto assinala as propriedades edênicas e medicinais da natureza, o cronista enfatiza a lucratividade de seus componentes e os ganhos a serem auferidos, com sua exploração, por colonizadores e a Coroa portuguesa” (ZILBERMAN, 1994: 20).
  9. 9. Segundo Antonio Candido (2000),  “Os primeiros estudiosos da nossa literatura, no Romantismo, se preocuparam em determinar como ela surgiu aqui (...). E como era época de exigente nacionalismo, consideravam que lutara dois séculos para se formar, a partir do nada, como expressão de uma realidade local própria, descobrindo aos poucos o verdadeiro caminho” (p.89), qual seja, a descrição da natureza e do índio.
  10. 10. Identidade nacional – em construção  A literatura nesse sentido, tentou seguir um processo retilíneo de abrasileiramento, por descoberta da realidade da terra ou recuperação de uma posição idealmente pré- portuguesa, quando não anti- portuguesa (CANDIDO, 2001: 89);
  11. 11. Identidade nacional – em construção Romantismo  “A fase culminante da nossa afirmação – Independência política e o nacionalismo literário do Romantismo – se processou por meio de verdadeira negação dos valores portugueses...” (CANDIDO, 2000: 111)
  12. 12. Literatura de informação versus literatura indianista - ATIVIDADE  Partindo das palavras de José de Alencar sobre a sua obra: “A primitiva (fase literária), que se pode chamar aborígene, são as lendas e os mitos da terra selvagem conquistada; são as tradições que embalaram a infância do povo, ele escutava como o filho a quem a mãe acalenta no berço com as canções da pátria, que abandonou”, fazer uma análise comparatista entre a literatura de informação e a literatura indianista (Romantismo).
  13. 13. Referências  CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo: T.A. Queiroz, 2000.  ZILBERMAN, Regina. A terra em que nasceste. Porto Alegre: Editora da Universidade, UFRGS, 1994.

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