Gil Vicente - Humanismo Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
Gil Vicente e sua época <ul><li>Costuma-se enquadrar Gil Vicente na segunda época da literatura medieval portuguesa, uma é...
HUMANISMO <ul><li>Teve o seu início na Itália, entre o fim do século XIII e o início do século XIV. </li></ul><ul><li>Os h...
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Gil Vicente e a influência humanista <ul><li>Influência das encarnações litúrgicas  – caráter moralizante – as peças tem c...
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Auto da barca do inferno <ul><li>Definição de auto:  designação genérica para peças cuja finalidade é tanto divertir quant...
Auto da barca do Inferno <ul><li>Auto da Barca do Inferno  é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à marg...
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Auto da barca do inferno <ul><li>       Cada um dos personagens focalizados adentram a morte com seus instrumentos terreno...
<ul><li>O destaque deve ser feito à figura do Diabo, personagem vigorosa que conhece a arte de persuadir, é ágil no ataque...
Auto da compadecida – Ariano Suassuna <ul><li>Ariano Vilar Suassuna ( João Pessoa ,  16 de junho   de  1927 ) é um  dramat...
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Auto da compadecida – Ariano Suassuna <ul><li>A - Personagens. A peça apresenta quinze personagens de cena e uma personage...
Roteiro de análise <ul><li>Introdução: falar sobre os autores e suas épocas.  </li></ul><ul><li>Desenvolvimento: Análise c...
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  1. 1. Gil Vicente - Humanismo Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
  2. 2. Gil Vicente e sua época <ul><li>Costuma-se enquadrar Gil Vicente na segunda época da literatura medieval portuguesa, uma época de transição da Idade média para o Renascimento, denominada de Humanismo. </li></ul>
  3. 3. HUMANISMO <ul><li>Teve o seu início na Itália, entre o fim do século XIII e o início do século XIV. </li></ul><ul><li>Os humanistas acreditavam que a natureza agia como testemunho da grandeza e da bondade de Deus, como elemento digno de ser valorizado e estudado racionalmente. </li></ul><ul><li>Aprenderam também a reconhecer no homem qualidades superiores: a razão, a iniciativa, a capacidade de transformar a história e a natureza, o seu poder de influência na construção de seu próprio destino. </li></ul>
  4. 4. HUMANISMO <ul><li>Esta visão de mundo otimista, assimilada de grandes clássicos da Antiguidade, foi o germe do antropocentrismo, que viria a caracterizar o Renascimento </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Acreditavam também na busca de retorno ao cristianismo original, daí advém a crítica ao comportamento da Igreja Romana. Os humanistas repugnavam o autoritarismo e os desvios em relação às fontes da doutrina cristã (os Evangelhos) que a igreja medieval praticava. </li></ul><ul><li>A difusão dos estudos clássicos (a língua, a literatura, a filosofia, a religião e a história da antiguidade greco-romana) despertou o interesse pela investigação da natureza e o gosto pela investigação racional ( racionalismo ). </li></ul><ul><li>Os humanistas trouxeram de novo uma atitude de liberdade intelectual de que a escolástica não dispunha. Essa independência levou a conquistas que abalaram o teocentrismo. </li></ul><ul><li>Valorização do homem e da natureza. </li></ul><ul><li>A mentalidade humanista impregnou todas as artes de novos valores e formas de expressão, preparando o terreno para a virada estética do Classicismo renascentista. </li></ul>
  6. 6. Gil Vicente e a influência humanista <ul><li>Influência das encarnações litúrgicas – caráter moralizante – as peças tem como objetivo reformar os comportamentos </li></ul><ul><li>Temas que exploram os costumes humanos em fatos que buscam a conscientização da degeneração moral – o homem tomando consciência de seus defeitos morais. </li></ul><ul><li>Humor e Ironia / crítica e ridicularização – uso do lema clássico: ridendo castigat mores – rindo mudamos os maus hábitos. </li></ul><ul><li>Teatro popular : feito para agradar aos populares, daí a musicalidade e o Humor, serem elementos importantes. </li></ul><ul><li>Tipos Sociais: personagens que revelam tipos muito comuns da sociedade. </li></ul><ul><li>Linguagem híbrida: Mistura do idioma lusitano, à época o português arcaico, com uma modalidade do castelhano, também arcaico. </li></ul>
  7. 7. Análise comparativa entre Auto da barca do inferno, de Gil Vicente e o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna Atividade avaliativa
  8. 8. Auto da barca do inferno <ul><li>Definição de auto: designação genérica para peças cuja finalidade é tanto divertir quanto instruir; seus temas, podendo ser religiosos ou profanos, ‘sérios ou cômicos, devem, no entanto, guardar um profundo sentido moralizador. </li></ul>
  9. 9. Auto da barca do Inferno <ul><li>Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, mas apenas o Anjo absolve. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>O primeiro a chegar é um Fidalgo, em seguida um agiota, um Parvo (bobo), um sapateiro, um frade, uma cafetina, um judeu, um juiz, um promotor, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Aproximam-se então do Anjo que os condena ao inferno por seus pecados. </li></ul>
  11. 11. Auto da barca do inferno <ul><li>      Cada um dos personagens focalizados adentram a morte com seus instrumentos terrenos, são venais, inconscientes e por causa de seus pecados não atingem a Glória, a salvação eterna: </li></ul><ul><li>“ Vem um sapateiro com seu avantal , e carregado de foras, chega ao batel infernal, e diz: </li></ul><ul><li>Hou da barca!” </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O destaque deve ser feito à figura do Diabo, personagem vigorosa que conhece a arte de persuadir, é ágil no ataque, zomba, retruca, argumenta e penetra nas consciências humanas. Ao Diabo cabe denunciar os vícios e as fraquezas, sendo o personagem mais importante na crítica que Gil Vicente tece de sua época: </li></ul><ul><li>“ Santo sapateiro honrado! Como vens tão carregado?” (evidente ironia do Diabo, que ridiculariza o fato de o personagem trazer objetos de trabalho e carregar consigo o peso dos pecados) </li></ul>
  13. 13. Auto da compadecida – Ariano Suassuna <ul><li>Ariano Vilar Suassuna ( João Pessoa , 16 de junho de 1927 ) é um dramaturgo , romancista e poeta brasileiro ; </li></ul><ul><li>Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino , é um defensor militante da cultura do Nordeste ; </li></ul><ul><li>Foi o idealizador do Movimento Armorial. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Os autos tinham a função de levar ao público as exemplares vidas dos santos; </li></ul><ul><li>Tinham função didática catequizante – pelo ensinamento teológico do evangelho, moralizante através do exemplo de vida cristã dos santos; </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Encenam-se nos autos enredos populares e no caso brasileiro renovado pelo painel de elementos indígenas e africanos (lapinhas, pastoris, congadas etc) e personagens folclóricos retirados do próprio povo; </li></ul>
  16. 16. <ul><li>O auto da compadecida recebe essa denominação em homenagem a Nossa Senhora Aparecida (personagem na trama); </li></ul><ul><li>A Santa é Compadecida, pois se compadece dos sofrimentos humanos; </li></ul><ul><li>Daí a segunda chance de João Grilo, pois a Santa intercede em seu favor; </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A peça reproduz o modelo de textos religiosos encenados em procissões e átrios de igrejas; </li></ul><ul><li>Mantém uma tradição medieval e renascentista advinda de Portugal e da Espanha; </li></ul><ul><li>Por isso a comparação possível com obras de Lope da Vega, Calderon de La Barca e Gil Vicente; </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Além da semelhança com obras medievais, é possível observar uma semelhança entre João Grilo e outro representante ibérico, Pedro Malasartes, contador de causos mentirosos e que vivia de expedientes, figura extremamente popular; </li></ul><ul><li>Germe (origem) do malandro; </li></ul><ul><li>Sátira social evidenciada no malogro de personagens vilãs. </li></ul>
  19. 19. Auto da compadecida – Ariano Suassuna <ul><li>A - Personagens. A peça apresenta quinze personagens de cena e uma personagem de ligação e comando do espetáculo. </li></ul><ul><li>PRINCIPAL: João Grilo </li></ul><ul><li>OUTRAS: Chicó, Padre João, Sacristão, Padeiro, Mulher do Padeiro, Bispo, Cangaceiro, o Encourado, Manuel, A Compadecida, Antônio Morais, Frade, Severino do Aracaju, Demônio. </li></ul><ul><li>LIGAÇÃO: Palhaço </li></ul>
  20. 20. Roteiro de análise <ul><li>Introdução: falar sobre os autores e suas épocas. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento: Análise comparativa entre as situações, cenários semelhantes e personagens existentes nas duas obras; </li></ul><ul><li>Além da comparação entre as obras, pode-se fazer um recorte sociológico, uma vez que se trata de obras que falam de classes sociais e das condições em que vivem. </li></ul><ul><li>Conclusão: retomar esses aspectos e concluir se, de fato, as obras possuem semelhanças, sobretudo, no conteúdo moralizante e satírico sobre a sociedade. </li></ul>

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