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Veículo: Home Computerworld
Título: IoT será mera tempestade se comparada ao tsunami da Realidade Virtual
Data: 20/09/2016
Link:http://computerworld.com.br/iot-sera-mera-tempestade-se-comparada-ao-
tsunami-da-realidade-virtual
Veículo: Computerworld
Título: IoT será mera tempestade se comparada ao tsunami da Realidade Virtual
Data: 20/09/2016
Link:http://computerworld.com.br/iot-sera-mera-tempestade-se-comparada-ao-
tsunami-da-realidade-virtual
20/09/2016
IoT será mera tempestade se comparada ao tsunami da Realidade Virtual
*Tiago Khouri
para medição instantânea de níveis de colesterol.
A Internet das Coisas
(IoT) é uma tendência
tecnológica com
tremendo potencial de
geração de valor.
Algumas de suas
aplicações já mostram
resultados promissores,
como por exemplo, a
utilização de sensores
Invisible Tracck para
identificar e combater o
desmatamento da
floresta Amazônica.
Vale destacar, também,
a aplicação
desenvolvida pela
universidade de Cornell
(NY- EUA), que permite
o uso de smartphones
Esse quadro aplica-se também à América Latina aonde segundo o IDC, o
mercado de IoT movimentará US$ 41 bilhões em 2016. A primeira onda da IoT na
América Latina deve se focar em dispositivos mais simples, fonte de geração de
dados numéricos que demandam pouca banda, como por exemplo, aplicações
para gestão de frotas. Apesar da IoT multiplicar os pontos de coletas de dados,
ainda assim o volume gerado será relativamente pequeno quando comparado
com outras aplicações.
Isso não significa que a Internet das Coisas não traga seus próprios desafios.
Com a multiplicação dos sensores inteligentes, crescem também as portas de
entrada para ataques cibernéticos. O risco de hackers controlarem dispositivos
industriais, veículos e artigos pessoais é real. Além disso, no caso da América
Latina, temos o desafio de manter a integridade física dos dispositivos
inteligentes, que muitas vezes são instalados em áreas urbanas e sujeitos a
vandalismo. Estes riscos terão de ser neutralizados em parte com medidas
preventivas e ações conjuntas das equipes de TI e de infraestrutura.
Uma investigação fria do relatório Cisco VNI 2016 revela que, apesar de toda a
euforia sobre a Internet das Coisas, o consumo de vídeo via internet gera 63% do
trafego de dados global. A expectativa é que essa marca chegará a 79% até
2020 e o tráfego de dados gerado por vídeos em Ultra HD subirá de 1.6% para
20.7% do total em 2020.
Uma aplicação de Realidade Virtual propicia para a pessoa que está usando, por
exemplo, o Oculus, do Facebook, uma visão de 360 graus de uma paisagem
virtual. Este cenário nada mais é do que um vídeo de altíssima densidade (HD ou
4K) que, mesmo durando poucos minutos, facilmente atinge o tamanho de um
filme de longa metragem em baixa resolução.
Um simples vídeo de 15 segundos em formato HD é muito mais pesado do que
toda a massa de dados coletadas em uma semana de rastreamento de um
caminhão inserido em uma aplicação IoT de monitoramento de frotas.
O levantamento Cisco VNI Mobile 2016 mostra que os dispositivos IoT mais
simples geram uma quantidade de dados equivalente a 7 vezes o que é
produzido por um celular comum (não um smartphone). Demandando pouco das
redes de Telecom, os dispositivos IoT entry level não representarão um grande
peso para os provedores de infraestrutura na América Latina.
Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde os consumidores latino-
americanos consumam vídeos 4K e adotem tecnologias de realidade virtual em
larga escala. Isso acontece, em parte, por causa das disparidades econômicas da
nossa região, que tornam este tipo de tecnologia inacessível para a maioria das
pessoas. Outro fator importante é que a transmissão dos arquivos de vídeo via
Internet exige muito da infraestrutura de TI e de Telecomunicações.
Segundo o relatório The State of Internet 2016, da Akamai, está acontecendo
uma corrida entre os países latino-americanos em relação a uma oferta mais
generosa de banda de rede. O país melhor colocado na faixa de redes com
banda igual ou maior a 15 Mb/s é o Chile – 4,4% de seus serviços de Internet
atingem essa marca.
Mas, para chegar a essa posição, o Chile investiu pesadamente entre 2014 e
2015, conseguindo crescer 150% de um ano para o outro. O Uruguai fica logo
abaixo, com 4,1% de sua Internet na faixa dos 15 Mb/s, e é seguido pelo México,
com 4%, e pela Argentina, com 1,7% de sua Internet atuando na faixa dos 15
Mb/s. No Brasil, somente 1,1% dos serviços de Internet atingem essa marca.
As empresas que estão liderando o desenvolvimento de aplicações de Realidade
Virtual – caso do Facebook, Google e Microsoft – sabem que o sucesso de suas
ofertas depende da existência, inclusive na América Latina, de uma infraestrutura
capaz de dar vazão ao tsunami de dados provocado por aplicações de vídeo 4K
e de realidade virtual e, por isso, têm investido muito em seus data centers
locais.
Ainda assim, está claro que, no futuro, viveremos imersos num mundo marcado
pela proliferação de vídeos em HD e 4K e pela adoção de tecnologias de
Realidade Virtual e Aumentada (vide a febre do game Pokémon-Go). Esse novo
modo de viver gerará uma quantidade de dados sem precedentes, e esta onda
sim colocará os centros de dados e redes de telecomunicação em teste.
Os data centers do futuro serão instalados cada vez mais próximos da borda da
rede e utilizarão gestão remota e soluções integradas com Rapid Deployment.
Podemos esperar, também, sites híbridos com centrais telefônicas e pequenos
centros de dados integrados.
A demanda gerada pela transmissão de vídeo levará os principais players do
setor a avaliar novos paradigmas. Veremos mais data centers de borda. Tratam-
se de data centers menores, espalhados geograficamente e voltados para as
fases iniciais de processamento dos dados. Os dados processados inicialmente
no data center de borda serão eventualmente transferidos para um data center
maior que hospeda a camada de aplicações analíticas na nuvem. Afinal de
contas, a riqueza da IoT não está no dispositivo em si e sim nos dados gerados e
na refinada análise do Personal Data (os dados sobre a pessoa monitorada pelo
dispositivo IoT).
Esta realidade está levando os principais analistas do mercado a valorizar as
soluções DCIM (Data Center Infrastructure Management), que facilitam a gestão
de recursos no site ou em uma central remota. Outra tendência ganhando
popularidade é o Rapid Deployment de data centers integrados em módulos,
abrigados dentro de contêineres. Este tipo de implementação elimina tempo de
construção e permite ao cliente plugar os módulos imediatamente após a
chegada ao seu destino.
Como consumidores, teremos de esperar mais alguns anos antes de ver estas
tecnologias realmente deslancharem na América Latina. Como gestores na área
de tecnologia, porém, devemos desde já preparar a Infraestrutura de TI dos
nossos negócios para esta nova realidade.
*Tiago Khouri é Diretor de Marketing e de Planejamento da Emerson
Network Power América Latina
Veículo: Home CIO
Título: Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual?
Data: 20/09/2016
Link:http://cio.com.br/opiniao/2016/09/20/viveremos-em-um-mundo-imerso-na-
realidade-virtual/
Veículo: CIO
Título: Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual?
Data: 20/09/2016
Link:http://cio.com.br/opiniao/2016/09/20/viveremos-em-um-mundo-imerso-na-
realidade-virtual/
20/09/2016
Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual?
Tiago Khouri
A Internet das Coisas
(IoT) é uma tendência
tecnológica com
tremendo potencial de
geração de valor.
Algumas de suas
aplicações já mostram
resultados
promissores, como
por exemplo, a
utilização de sensores
Invisible Tracck para
identificar e combater
o desmatamento da
floresta Amazônica.
Vale destacar,
também, a aplicação
desenvolvida pela
universidade de Cornell (NY- EUA), que permite o uso de smartphones para
medição instantânea de níveis de colesterol.
Esse quadro aplica-se também à América Latina aonde segundo o IDC, o
mercado de IoT movimentará US$ 41 bilhões em 2016. A primeira onda da IoT na
América Latina deve se focar em dispositivos mais simples, fonte de geração de
dados numéricos que demandam pouca banda, como por exemplo, aplicações
para gestão de frotas. Apesar da IoT multiplicar os pontos de coletas de dados,
ainda assim o volume gerado será relativamente pequeno quando comparado
com outras aplicações.
Isso não significa que a Internet das Coisas não traga seus próprios desafios.
Com a multiplicação dos sensores inteligentes, crescem também as portas de
entrada para ataques cibernéticos. O risco de hackers controlarem dispositivos
industriais, veículos e artigos pessoais é real. Além disso, no caso da América
Latina, temos o desafio de manter a integridade física dos dispositivos
inteligentes, que muitas vezes são instalados em áreas urbanas e sujeitos a
vandalismo. Estes riscos terão de ser neutralizados em parte com medidas
preventivas e ações conjuntas das equipes de TI e de infraestrutura.
Uma investigação fria do relatório Cisco VNI 2016 revela que, apesar de toda a
euforia sobre a Internet das Coisas, o consumo de vídeo via internet gera 63% do
trafego de dados global. A expectativa é que essa marca chegará a 79% até
2020 e o tráfego de dados gerado por vídeos em Ultra HD subirá de 1.6% para
20.7% do total em 2020.
Uma aplicação de Realidade Virtual propicia para a pessoa que está usando, por
exemplo, o Oculus, do Facebook, uma visão de 360 graus de uma paisagem
virtual. Este cenário nada mais é do que um vídeo de altíssima densidade (HD ou
4K) que, mesmo durando poucos minutos, facilmente atinge o tamanho de um
filme de longa metragem em baixa resolução.
Um simples vídeo de 15 segundos em formato HD é muito mais pesado do que
toda a massa de dados coletadas em uma semana de rastreamento de um
caminhão inserido em uma aplicação IoT de monitoramento de frotas.
O levantamento Cisco VNI Mobile 2016 mostra que os dispositivos IoT mais
simples geram uma quantidade de dados equivalente a 7 vezes o que é
produzido por um celular comum (não um smartphone). Demandando pouco das
redes de Telecom, os dispositivos IoT entry level não representarão um grande
peso para os provedores de infraestrutura na América Latina.
Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde os consumidores latino-
americanos consumam vídeos 4K e adotem tecnologias de realidade virtual em
larga escala. Isso acontece, em parte, por causa das disparidades econômicas da
nossa região, que tornam este tipo de tecnologia inacessível para a maioria das
pessoas. Outro fator importante é que a transmissão dos arquivos de vídeo via
Internet exige muito da infraestrutura de TI e de Telecomunicações.
Segundo o relatório The State of Internet 2016, da Akamai, está acontecendo
uma corrida entre os países latino-americanos em relação a uma oferta mais
generosa de banda de rede. O país melhor colocado na faixa de redes com
banda igual ou maior a 15 Mb/s é o Chile – 4,4% de seus serviços de Internet
atingem essa marca.
Mas, para chegar a essa posição, o Chile investiu pesadamente entre 2014 e
2015, conseguindo crescer 150% de um ano para o outro. O Uruguai fica logo
abaixo, com 4,1% de sua Internet na faixa dos 15 Mb/s, e é seguido pelo México,
com 4%, e pela Argentina, com 1,7% de sua Internet atuando na faixa dos 15
Mb/s. No Brasil, somente 1,1% dos serviços de Internet atingem essa marca.
As empresas que estão liderando o desenvolvimento de aplicações de Realidade
Virtual – caso do Facebook, Google e Microsoft – sabem que o sucesso de suas
ofertas depende da existência, inclusive na América Latina, de uma infraestrutura
capaz de dar vazão ao tsunami de dados provocado por aplicações de vídeo 4K
e de realidade virtual e, por isso, têm investido muito em seus data centers
locais.
Ainda assim, está claro que, no futuro, viveremos imersos num mundo marcado
pela proliferação de vídeos em HD e 4K e pela adoção de tecnologias de
Realidade Virtual e Aumentada (vide a febre do game Pokémon-Go). Esse novo
modo de viver gerará uma quantidade de dados sem precedentes, e esta onda
sim colocará os centros de dados e redes de telecomunicação em teste.
Os data centers do futuro serão instalados cada vez mais próximos da borda da
rede e utilizarão gestão remota e soluções integradas com Rapid Deployment.
Podemos esperar, também, sites híbridos com centrais telefônicas e pequenos
centros de dados integrados.
A demanda gerada pela transmissão de vídeo levará os principais players do
setor a avaliar novos paradigmas. Veremos mais data centers de borda. Tratam-
se de data centers menores, espalhados geograficamente e voltados para as
fases iniciais de processamento dos dados. Os dados processados inicialmente
no data center de borda serão eventualmente transferidos para um data center
maior que hospeda a camada de aplicações analíticas na nuvem. Afinal de
contas, a riqueza da IoT não está no dispositivo em si e sim nos dados gerados e
na refinada análise do Personal Data (os dados sobre a pessoa monitorada pelo
dispositivo IoT).
Esta realidade está levando os principais analistas do mercado a valorizar as
soluções DCIM (Data Center Infrastructure Management), que facilitam a gestão
de recursos no site ou em uma central remota. Outra tendência ganhando
popularidade é o Rapid Deployment de data centers integrados em módulos,
abrigados dentro de contêineres. Este tipo de implementação elimina tempo de
construção e permite ao cliente plugar os módulos imediatamente após a
chegada ao seu destino.
Como consumidores, teremos de esperar mais alguns anos antes de ver estas
tecnologias realmente deslancharem na América Latina. Como gestores na área
de tecnologia, porém, devemos desde já preparar a Infraestrutura de TI dos
nossos negócios para esta nova realidade.
(*) Tiago Khouri é Diretor de Marketing e de Planejamento da Emerson
Network Power América Latina
Veículo: Jornal Empresas & Negócios
Título: Internet das Coisas será mera tempestade comparada ao tsunami de
dados provocado pela Realidade Virtual
Data: 28/09/2016
Coluna: Ciência e Tecnologia Pág.: 07
Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/images/edicoes/3232/pagina_0
7_ed_3232.pdf
Veículo: Jornal Empresas & Negócios
Título: Internet das Coisas será mera tempestade comparada ao tsunami de
dados provocado pela Realidade Virtual
Data: 28/09/2016
Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/tecnologia/7126-
tecnologia-28-09-2016
28/09/2016
Internet das Coisas será mera tempestade comparada ao tsunami de dados
provocado pela Realidade Virtual
Tiago Khouri*
A Internet das Coisas (IoT) é uma tendência tecnológica com tremendo potencial
de geração de valor. Algumas de suas aplicações já mostram resultados
promissores, como por exemplo, a utilização de sensores Invisible Tracck para
identificar e combater o desmatamento da floresta Amazônica. Vale destacar,
também, a aplicação desenvolvida pela universidade de Cornell (NY- EUA), que
permite o uso de smartphones para medição instantânea de níveis de colesterol.
Esse quadro aplica-se também à América Latina aonde segundo o IDC, o
mercado de IoT movimentará US$ 41 bilhões em 2016. A primeira onda da IoT na
América Latina deve se focar em dispositivos mais simples, fonte de geração de
dados numéricos que demandam pouca banda, como por exemplo, aplicações
para gestão de frotas. Apesar da IoT multiplicar os pontos de coletas de dados,
ainda assim o volume gerado será relativamente pequeno quando comparado
com outras aplicações.
Isso não significa que a Internet das Coisas não traga seus próprios desafios.
Com a multiplicação dos sensores inteligentes, crescem também as portas de
entrada para ataques cibernéticos. O risco de hackers controlarem dispositivos
industriais, veículos e artigos pessoais é real. Além disso, no caso da América
Latina, temos o desafio de manter a integridade física dos dispositivos
inteligentes, que muitas vezes são instalados em áreas urbanas e sujeitos a
vandalismo. Estes riscos terão de ser neutralizados em parte com medidas
preventivas e ações conjuntas das equipes de TI e de infraestrutura. Para
detalhes de como reduzir downtime causado por ataques cibernéticos, leiam
nosso estudo, construído em parceria com o Ponemon Institute.
O mundo digital é repleto de dispositivos
Uma investigação fria do relatório Cisco VNI 2016 revela que, apesar de toda a
euforia sobre a Internet das Coisas, o consumo de vídeo via internet gera 63% do
trafego de dados global. A expectativa é que essa marca chegará a 79% até
2020 e o tráfego de dados gerado por vídeos em Ultra HD subirá de 1.6% para
20.7% do total em 2020.
A maior parte do tráfego de dados global é gerado pelo consumo de vídeos
Uma aplicação de Realidade Virtual propicia para a pessoa que está usando, por
exemplo, o Oculus, do Facebook, uma visão de 360 graus de uma paisagem
virtual. Este cenário nada mais é do que um vídeo de altíssima densidade (HD ou
4K) que, mesmo durando poucos minutos, facilmente atinge o tamanho de um
filme de longa metragem em baixa resolução.
Um simples vídeo de 15 segundos em formato HD é muito mais pesado do que
toda a massa de dados coletadas em uma semana de rastreamento de um
caminhão inserido em uma aplicação IoT de monitoramento de frotas. O
levantamento Cisco VNI Mobile 2016 mostra que os dispositivos IoT mais simples
geram uma quantidade de dados equivalente a 7 vezes o que é produzido por um
celular comum (não um smartphone). Demandando pouco das redes de Telecom,
os dispositivos IoT entry level não representarão um grande peso para os
provedores de infraestrutura na América Latina.
Os dispositivos Machine-to-Machine Communications (M2M) que suportam
a Internet das Coisas geram, na media, dados de menor densidade
Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde os consumidores latino-
americanos consumam vídeos 4K e adotem tecnologias de realidade virtual em
larga escala. Isso acontece, em parte, por causa das disparidades econômicas da
nossa região, que tornam este tipo de tecnologia inacessível para a maioria das
pessoas. Outro fator importante é que a transmissão dos arquivos de vídeo via
Internet exige muito da infraestrutura de TI e de Telecomunicações.
Segundo o relatório The State of Internet 2016, da Akamai, está acontecendo
uma corrida entre os países latino-americanos em relação a uma oferta mais
generosa de banda de rede. O país melhor colocado na faixa de redes com
banda igual ou maior a 15 Mb/s é o Chile – 4,4% de seus serviços de Internet
atingem essa marca. Mas, para chegar a essa posição, o Chile investiu
pesadamente entre 2014 e 2015, conseguindo crescer 150% de um ano para o
outro. O Uruguai fica logo abaixo, com 4,1% de sua Internet na faixa dos 15 Mb/s,
e é seguido pelo México, com 4%, e pela Argentina, com 1,7% de sua Internet
atuando na faixa dos 15 Mb/s. No Brasil, somente 1,1% dos serviços de Internet
atingem essa marca.
Desigualdades socioeconômicas e a falta de acesso a internet de alta velocidade
atrasarão a adoção destas tecnologias na América Latina.
As empresas que estão liderando o desenvolvimento de aplicações de Realidade
Virtual – caso do Facebook, Google e Microsoft – sabem que o sucesso de suas
ofertas depende da existência, inclusive na América Latina, de uma infraestrutura
capaz de dar vazão ao tsunami de dados provocado por aplicações de vídeo 4K
e de realidade virtual e, por isso, têm investido muito em seus data centers
locais.
Ainda assim, está claro que, no futuro, viveremos imersos num mundo marcado
pela proliferação de vídeos em HD e 4K e pela adoção de tecnologias de
Realidade Virtual e Aumentada (vide a febre do game Pokémon-Go). Esse novo
modo de viver gerará uma quantidade de dados sem precedentes, e esta onda
sim colocará os centros de dados e redes de telecomunicação em teste.
Os data centers do futuro serão instalados cada vez mais próximos da borda da
rede e utilizarão gestão remota e soluções integradas com Rapid Deployment.
Podemos esperar, também, sites híbridos com centrais telefônicas e pequenos
centros de dados integrados.
A demanda gerada pela transmissão de vídeo levará os principais players do
setor a avaliar novos paradigmas. Veremos mais data centers de borda. Tratam-
se de data centers menores, espalhados geograficamente e voltados para as
fases iniciais de processamento dos dados. Os dados processados inicialmente
no data center de borda serão eventualmente transferidos para um data center
maior que hospeda a camada de aplicações analíticas na nuvem. Afinal de
contas, a riqueza da IoT não está no dispositivo em si e sim nos dados gerados e
na refinada análise do Personal Data (os dados sobre a pessoa monitorada pelo
dispositivo IoT).
Esta realidade está levando os principais analistas do mercado a valorizar as
soluções DCIM (Data Center Infrastructure Management), que facilitam a gestão
de recursos no site ou em uma central remota. Outra tendência ganhando
popularidade é o Rapid Deployment de data centers integrados em módulos,
abrigados dentro de contêineres. Este tipo de implementação elimina tempo de
construção e permite ao cliente plugar os módulos imediatamente após a
chegada ao seu destino.
Como consumidores, teremos de esperar mais alguns anos antes de ver estas
tecnologias realmente deslancharem na América Latina. Como gestores na área
de tecnologia, porém, devemos desde já preparar a Infraestrutura de TI dos
nossos negócios para esta nova realidade.
*Tiago Khouri é Diretor de Marketing e de Planejamento da Emerson
Network Power América Latina
Veículo: Jornal Empresas & Negócios
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da
América Latina
Data: 02/09/2016
Coluna: Ciência e Tecnologia Pág.: 07
Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/images/edicoes/3215/pagina_0
7_ed_3215.pdf
Veículo: Jornal Empresas & Negócios
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da
América Latina
Data: 02/09/2016
Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/tecnologia/6767-
tecnologia-02-09-2016
02/09/2016
Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América
Latina
Tiago Khouri
Apesar da crise, os investimentos em data centers e em telecomunicações
continuam a crescer na América Latina. Este crescimento resulta da demanda
por tráfego de dados e da migração de aplicações para a nuvem. Neste contexto,
a adoção de energias renováveis ajuda as empresas a minimizar seu impacto
ambiental e otimizar suas operações, reduzindo seu consumo energético, seus
custos operacionais e protegendo suas utilidades em um momento de volatilidade
nas vendas.
Globalmente, 2015 foi um ano no qual os investimentos em energia sustentável
alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, um recorde de
U$ 329 bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas
implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um dos casos
mais representativos é da gigante mundial Google, que foi pioneira em realizar
investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes.
Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com
água do mar e água reciclada.
A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no
oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 Km de distância da costa da
Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o
superaquecimento dos equipamentos. A agua refrigera o data center e aumenta e
produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de
energia.
A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua
capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de
capacidade de produção de energia eólica, a região contabiliza um aumento de
4,5GW ou 42%.
A América Latina apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis
para o desenvolvimento de energias renováveis – isso se explica devido à
proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz
com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de
investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo
Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2014, 6 países da região ficaram
entre 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para
investimentos em energias renováveis.
O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar.
Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de
Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para
entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América
Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para
abastecer 240.000 residências. A Costa Rica, por outro lado, produz 98% de sua
energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo,
converter-se na capital de data centers verdes do continente.
Se o clima da América Latina é tão favorável, porque vemos tão poucos data
centers e redes de telecomunicações que usam energia renovável?
Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento
e exploração de uma matriz energética renovável.
Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática
está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo
aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. No
Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de micro-geração, que permite
que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede
elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia
gerada, serão dados créditos futuros, porém as entidades que usam este
benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na
Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de
energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e
espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em
fontes renováveis. Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem
dúvida os governos tem o poder de potencializar a adoção de energias
renováveis ao resolver estes problemas.
Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações
estão investindo na renovação de suas fontes de energia.
Este é o caso da Algar Tech, uma empresa brasileira que ganhou um prêmio do
Data Center Dynamics por instalar um centro de computação em Minas Gerais
com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano. Outro
empreendimento significativo foi o da Equinix, que projetou seu novo data center
SP3 em São Paulo com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo da
Liebert e painéis solares, as quais lhe permitem atingir uma PUE inferior a 1,35.
A Telefônica levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando
energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o Google
fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia
renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data
Center Consultores, quedesenvolveu em seu data center na Costa Rica uma
nova unidade de negócios especializada na otimização energética e
infraestrutura com soluções de auto geração.
Em termos económicos, o uso de energias limpas nos data centers tem um
impacto considerável.
De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Energy Observatory, um data
center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo
representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de
CO2 ao redor de 2.190 toneladas. A implementação de estruturas que façam uso
de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total (cerca
de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente 328,5
toneladas de CO2.
Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram
em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também
estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm
tecnologias complementares e o retorno dos investimentos serão mais rápidos na
região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento
de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes
desafios, e os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo
de amadurecimento na América Latina. A maioria dos países, porém, está indo
na direção certa. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os
ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética
de infraestrutura de TI e de telecomunicações.
(*) Tiago Khouri é Diretor de Marketing e Planejamento da Emerson Network
Power América Latina
Veículo: Home Computerworld
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da AL
Data: 24/08/2016
Link:http://computerworld.com.br/sol-vento-e-agua-renovam-matriz-energetica-
dos-data-centers-da-al
Globalmente, 2015 foi
um ano no qual os
Veículo: Computerworld
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da AL
Data: 24/08/2016
Link:http://computerworld.com.br/sol-vento-e-agua-renovam-matriz-energetica-
dos-data-centers-da-al
24/08/2016
Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da AL
*Tiago Khouri
Apesar da crise, os investimentos em data centers e em telecomunicações
continuam a crescer na América Latina. Este crescimento resulta da demanda por
tráfego de dados e da
migração de aplicações
para a nuvem. Neste
contexto, a adoção de
energias renováveis
ajuda as empresas a
minimizar seu impacto
ambiental e otimizar
suas operações,
reduzindo seu consumo
energético, seus custos
operacionais e
protegendo suas
utilidades em um
momento de volatilidade
nas vendas.
investimentos em
energia sustentável
alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, um recorde de
U$ 329 bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas
implementaram fontes de energia renovável em suas operações.
Um dos casos mais representativos é da gigante mundial Google, que foi pioneira
em realizar investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e
eficientes. Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de
refrigeração com água do mar e água reciclada, um método de armazenagem de
energia térmica de data centers.
A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no
oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 Km de distância da costa da
Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o
superaquecimento dos equipamentos. A água refrigera o data center e aumenta e
produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de
energia.
A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua
capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de
capacidade de produção de energia eólica, a região cresceu significativamente,
com um aumento de 4,5GW ou 42%.
A região apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis para o
desenvolvimento de energias renováveis – isso se explica devido à proximidade
com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz com que
alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de investimento
muito atrativos.
Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo Banco Interamericano de
Desenvolvimento em 2014, 6 países da região ficaram entre 12 primeiros
colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para investimentos em
energias renováveis.
É interessante observar que, algumas, vezes países “pequenos” podem assumir
a liderança em determinadas tecnologias. O Chile, por exemplo, recebe
investimentos massivos na área de energia solar. Atualmente, está sendo
construída uma planta fotovoltaica no Deserto de Atacama, chamada “El
Romero”.
Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para entrar em operação em 2017 e
que, quando pronto, será o maior da América Latina, com uma capacidade de
geração de 493 GWh, o suficiente para abastecer 240.000 residências. A Costa
Rita, por outro lado, produz 98% de sua energia através de fontes renováveis e
pretende, em médio ou longo prazo, converter-se na capital de data centers
verdes do continente.
Se o clima da América Latina é tão favorável, por que vemos tão poucos data
centers e redes de telecomunicações que usam energia renovável?
Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento
e exploração de uma matriz energética renovável.
Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática
está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo
aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. Entre
as medidas, destaca-se a isenção de tributos aduaneiros e a isenção de impostos
sobre valor agregado dos bens associados à instalação.
No Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de microgeração, que permite
que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede
elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia
gerada, serão dados créditos futuros, porém as entidades que usam este
benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na
Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de
energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e
espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em
fontes renováveis.
Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem dúvida os
governos tem o poder de potencializar a adoção de energias renováveis ao
resolver estes problemas. Apesar dos desafios, algumas operadoras de data
centers e de telecomunicações estão investindo na renovação de suas fontes de
energia.
Este é o caso da Algar Tech, uma empresa brasileira que ganhou um prêmio do
Data Center Dynamics por instalar um centro de computação em Minas Gerais
com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano. Outro
empreendimento significativo foi o da Equinix, que projetou seu novo data center
SP3 em São Paulo com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo da
Liebert e painéis solares, as quais lhe permitem atingir uma PUE inferior a 1,35.
A Telefônica levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando
energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o Google
fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia
renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data
Center Consultores, que desenvolveu em seu data center na Costa Rica uma
nova unidade de negócios especializada na otimização energética e
infraestrutura com soluções de auto geração.
Que percentual de energia em um data center pode vir de fontes renováveis?
Em termos práticos, um data center pode ter 100% de sua energia originária de
fontes renováveis. Um exemplo é a Apple, que opera com toda a sua matriz
energética renovável. Infelizmente, nem todas as empresas do mundo tem a
flexibilidade financeira da Apple para investir em energia limpa.
Muitas vezes os data centers estão localizados em áreas urbanas onde não há
espaço suficiente para captar a energia renovável necessária. Estima-se que, em
média, sejam necessários 9.300 metros quadrados de painéis solares para gerar
1MW de energia, o que representa um espaço grande e caro nos centros
urbanos. Uma tecnologia muito interessante que está em processo de
desenvolvimento é a captação de energia solar através de membranas solares
fotovoltaicas PV.
Estas lâminas cobertas de células solares são películas finas que ficam em cima
de materiais de construção sem acabamento, nas fachadas ou até em cima das
janelas de vidro. As membranas solares fotovoltaicas PV destacam-se por sua
flexibilidade, adaptabilidade e variedade de tamanhos. Dentre estas novas fontes
de energia solar, existem diferentes tipos de formatos como as telhas
fotovoltaicas planas (BIPV), os painéis de revestimento, as membranas
impermeabilizantes fotovoltaicas (TEPV) e os PV flexíveis.
Outra forma eficiente de aumentar o percentual do data center energizado por
fontes renováveis é obviamente diminuir o consumo de energia internamente.
Neste sentido, a adoção de tecnologias de climatização do tipo “free-cooling”
indireto é uma modalidade que está em processo de ampla difusão na América
Latina.
O artigo técnico Energy Logic 2.0 da Network Power informa uma série de
medidas que as empresas podem adotar para reduzir o consumo energético de
seus data centers em até 70%.
Em termos econômicos, o uso de energias limpas nos data centers também tem
um impacto considerável.
De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Energy Observatory, um data
center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo
representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de
CO2 ao redor de 2.190 toneladas. Por outro lado, a implementação de estruturas
que façam uso de energias renováveis geraria uma economia de 15% no
consumo total (cerca de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de
aproximadamente 328,5 toneladas de CO2.
Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram
em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também
estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm
tecnologias complementares e o retorno dos investimentos serão mais rápidos na
região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento
de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes
desafios, e os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo
de amadurecimento na América Latina.
A maioria dos países, porém, está indo na direção certa. Apesar de todos os
desafios, a América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar
uma região líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de
telecomunicações.
*Tiago Khouri é diretor de marketing e planejamento da Emerson Network
Power América Latina.
Veículo: Home CIO
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers
Data: 29/08/2016
Link:http://cio.com.br/tecnologia/2016/08/29/sol-vento-e-agua-renovam-a-matriz-
energetica-dos-data-centers/
Veículo: CIO
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers
Data: 29/08/2016
Link:http://cio.com.br/tecnologia/2016/08/29/sol-vento-e-agua-renovam-a-matriz-
energetica-dos-data-centers/
29/08/2016
Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers
Tiago Khouri
nas vendas.
Apesar da crise, os investimentos em data
centers e em telecomunicações
continuam a crescer na América Latina.
Este crescimento resulta da demanda por
tráfego de dados e da migração de
aplicações para a nuvem. Neste contexto,
a adoção de energias renováveis ajuda as
empresas a minimizar seu impacto
ambiental e otimizar suas operações,
reduzindo seu consumo energético, seus
custos operacionais e protegendo suas
utilidades em um momento de volatilidade
Globalmente, 2015 foi um ano no qual os investimentos em energia sustentável
alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, um recorde de
U$ 329 bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas
implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um dos casos
mais representativos é da gigante mundial Google, que foi pioneira em realizar
investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes.
Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com
água do mar e água reciclada.
A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no
oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 Km de distância da costa da
Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o
superaquecimento dos equipamentos. A agua refrigera o data center e aumenta e
produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de
energia.
A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua
capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de
capacidade de produção de energia eólica, a região contabiliza um aumento de
4,5GW ou 42%.
A América Latina
apresenta muito
potencial e condições
climáticas favoráveis
para o
desenvolvimento de
energias renováveis
– isso se explica
devido à proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o
que faz com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos
de investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo
Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2014, 6 países da região ficaram
entre 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para
investimentos em energias renováveis.
O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar.
Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de
Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para
entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América
Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para
abastecer 240.000 residências. A Costa Rica, por outro lado, produz 98% de sua
energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo,
converter-se na capital de data centers verdes do continente.
Se o clima da América Latina é tão favorável, porque vemos tão poucos data
centers e redes de telecomunicações que usam energia renovável?
Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento
e exploração de uma matriz energética renovável.
Na América Latina, o
debate sobre a
integração da política
energética e climática
está em processo de
consolidação. Na
Colômbia, por
exemplo, estão sendo
aprovados incentivos
tributários para o uso
deste tipo de fontes de energia. No Brasil, em 2015 foi aprovada a
regulamentação de micro-geração, que permite que a energia solar excedente
que não tenha sido utilizada vá para a rede elétrica para poder ser usada por
outros consumidores. Em troca desta economia gerada, serão dados créditos
futuros, porém as entidades que usam este benefício pagam impostos
duplicados, na compra e na venda de energia. Na Argentina, o governo de
Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de energia limpa: o país
conta com um estado que usa 100% de energia solar e espera, em médio prazo,
que 8% da matriz energética nacional seja baseada em fontes renováveis. Estes
desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem dúvida os governos tem
o poder de potencializar a adoção de energias renováveis ao resolver estes
problemas.
Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações
estão investindo na renovação de suas fontes de energia.
Este é o caso da
Algar Tech, uma
empresa brasileira
que ganhou um
prêmio do Data
Center Dynamics por
instalar um centro de
computação em
Minas Gerais com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano.
Outro empreendimento significativo foi o da Equinix, que projetou seu novo data
center SP3 em São Paulo com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo
da Liebert e painéis solares, as quais lhe permitem atingir uma PUE inferior a
1,35. A Telefônica levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas,
utilizando energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o
Google fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia
renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data
Center Consultores, quedesenvolveu em seu data center na Costa Rica uma
nova unidade de negócios especializada na otimização energética e
infraestrutura com soluções de auto geração.
Em termos económicos, o uso de energias limpas nos data centers tem um
impacto considerável.
De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Energy Observatory, um data
center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo
representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de
CO2 ao redor de 2.190 toneladas. A implementação de estruturas que façam uso
de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total (cerca
de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente 328,5
toneladas de CO2.
Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram
em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também
estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm
tecnologias complementares e o retorno dos investimentos serão mais rápidos na
região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento
de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes
desafios, e os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo
de amadurecimento na América Latina. A maioria dos países, porém, está indo
na direção certa. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os
ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética
de infraestrutura de TI e de telecomunicações.
(*) Tiago Khouri é Diretor de Marketing e Planejamento da Emerson Network
Power América Latina
Veículo: Home Portal Datacenter Dynamics
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da
América Latina
Data: 29/08/2016
Link:http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2016/08/sol-vento-e-
%C3%A1gua-renovam-matriz-energ%C3%A9tica-dos-data-centers-da-
am%C3%A9rica-latina
Veículo: Portal Datacenter Dynamics
Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da
América Latina
Data: 29/08/2016
Link:http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2016/08/sol-vento-e-
%C3%A1gua-renovam-matriz-energ%C3%A9tica-dos-data-centers-da-
am%C3%A9rica-latina
29/08/2016
Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América
Latina
*Tiago Khouri
Apesar da crise, os investimentos em data centers e
em telecomunicações continuam a crescer na América
Latina. Este crescimento resulta da demanda por
tráfego de dados e da migração de aplicações para a
nuvem. Neste contexto, a adoção de energias
renováveis ajuda as empresas a minimizar seu
impacto ambiental e otimizar suas operações,
reduzindo seu consumo energético, custos
operacionais e a proteger suas utilidades, em um
momento de volatilidade nas vendas.
Globalmente, 2015 foi um ano no qual os
investimentos em energia sustentável alcançaram,
segundo dados da Bloomberg New Energy Finance,um
recorde de U$ 329 Bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas
renomadas implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um
dos casos mais representativos é da gigante mundial Google, pioneira em realizar
investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes.
Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com
água do mar e reuso de água.
A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no
oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 km de distância da costa da
Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o
superaquecimento dos equipamentos. A água refrigera o data center e aumenta e
produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de
energia.
A América
Latina
também teve
um ano
brilhante: em
2015,
aumentou
sua
capacidade
de geração
de energia
solar em
1,4GW, ou
166%. Em termos de capacidade de produção de energia eólica, a região
contabiliza um aumento de 4,5GW ou 42%.
A América Latina apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis
para o desenvolvimento de energias renováveis, isso se explica devido à
proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz
com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de
investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo
Banco Interamericano de de Desenvolvimento em 2014, 6 países da
6 países da região ficaram entre 12 primeiros colocados das 55 nações
emergentes mais atrativas para investimentos em energias renováveis.
O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar.
Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de
Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para
entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América
Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para
abastecer 240.000 residências. A Costa Rita, por outro lado, produz 98% de sua
energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo,
converter-se na capital de data centers verdes do continente.
Se o clima da
América
Latina é tão
favorável,
porque
vemos tão
poucos data
centers e
redes de
telecomunica
ções que
usam energia
renovável?
Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento
e exploração de uma matriz energética renovável.
Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática
está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo
aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. No
Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de micro-geração, que permite
que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede
elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia
gerada, serão dados créditos futuros, porém as entidades que usam este
benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na
Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de
energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e
espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em
fontes renováveis. Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem
dúvida os governos tem o poder de potencializar a adoção de energias
renováveis ao resolver estes problemas.
Brasil
Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações
estão investindo na renovação de suas fontes de energia.
Este é o caso da Algar Tech, empresa brasileira, que obteve o reconhecimento
da DatacenterDynamics pela instalação de um centro de computação em Minas
Gerais, com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano.
Outro empreendimento significativo, é o da Equinix, que projetou seu novo data
center SP3, em São Paulo, com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo
da Liebert e painéis solares, o que possibilitou atingir uma PUE inferior a 1,35.
Já a Telefônica, levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando
energia solar para energizar suas estações de rádio base.
No Chile, o
Google fechou
um acordo
para começar
a abastecer
seu data center
com energia
renovável a
partir de 2017.
Outro caso
importante em
nível regional é
o da Data Center Consultores, que desenvolveu em seu data center na Costa
Rica uma nova unidade de negócios,
especializada na otimização energética e infraestrutura com soluções de auto
geração.
Em termos econômicos, o uso de energias limpas nos data centers tem um
impacto considerável.
De acordo com pesquisas realizadas pelo "Global Energy Observatory", um data
center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo
representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de
CO2 ao redor de 2.190 toneladas. A implementação de estruturas, que façam
uso de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total
(cerca de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente
328,5 toneladas de CO2.
Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram
em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também
estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm
tecnologias complementares e o retorno dos investimentos, serão mais rápidos
na região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o
desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética vem
acompanhado de importantes desafios, os avanços na regulamentação e
incentivos ainda estão em processo de amadurecimento na América Latina. Mas
a maioria dos países está indo na direção certa. Apesar de todos os desafios, a
América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar uma região
líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de telecomunicações.
*Tiago Khouri é diretor de Marketing e Planejamento da Emerson Network
Power América Latina.
JULIO
 Medio: Energía & Negocio
 Fecha: 25/07/2016
 Tema: Eficiencia
Operacional
1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT
Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos
en TI
Posted By Mario Augusto Beroes Ríos - 7 octubre, 2016 723 Comentarios desactivadosen
Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI
El IoT es una tendencia tecnológica con un
inmenso potencial para generar valor.
Por: Tiago Khouri, Director, Marketing y Planning de Emerson Network Power Latin America
1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT
Sus aplicaciones demostraron resultados alentadores como la utilización de sensores Invisible
Tracck para identificar y combatir la deforestación del bosque amazónico. Es importante destacar,
también, la aplicación desarrollada por la Universidad de Cornell, que permite el uso de teléfonos
inteligentes para realizar la medición instantánea de niveles de colesterol.
Ese panorama se aplica también a América Latina donde según el IDC, el mercado de IoT va a
mover $ 41.000 millones en 2016. La primera ola del IoT en América Latina debe enfocarse en
dispositivos más sencillos, los cuales serán fuente de generación de datos numéricos que
demandan poca banda como, por ejemplo, aplicaciones para gestión de flotas. A pesar de que el
IoT multiplica los puntos de recolecta de datos, el volumen generado va a ser relativamente
pequeño comparado con otras aplicaciones.
Eso no significa que el Internet de las cosas no traiga sus propios desafíos. Con la multiplicación de
los sensores inteligentes, crecen también las puertas de entrada para ataques cibernéticos. El
riesgo de que los hackers puedan controlar dispositivos industriales, vehículos y artículos
personales es real.
Además de eso, como es el caso de América Latina, tenemos el desafío de mantener la integridad
física de los dispositivos inteligentes que muchas veces son instalados en áreas urbanas y están
sujetos al vandalismo. Estos riesgos tendrán que ser neutralizados en parte con medidas
preventivas y acciones conjuntas de los equipos de TI y de infraestructura. Para obtener detalles
sobre cómo reducir la caídas causadas por ataques cibernéticos puede acceder a nuestro estudio,
generado en alianza con el Ponemon
Institute.
1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT
Una investigación fría del informe Cisco VNI 2016 revela que, a pesar de toda la euforia sobre el
Internet de las cosas, el consumo de vídeo vía internet genera el 63% del tráfico de datos global. La
expectativa es que esa marca llegará al 79% en 2020 y el tráfico de datos generado por videos en
Ultra HD subirá del 1,6% al 20,7% del total en 2020.
Una aplicación de realidad virtual proporciona a la persona que la está usando un paisaje virtual,
por ejemplo, el Oculus de Facebook que brinda visión de 360 grados. Este escenario es un video de
altísima densidad (HD ó 4K) que, aun con solo una extensión de pocos minutos, logra fácilmente el
tamaño de una película de largometraje en baja resolución.
Un simple video de 15 segundos en formato HD es mucho más pesado que toda la masa de datos
recolectados en una semana de rastreo de un camión en una aplicación IoT de monitoreo de flotas.
El levantamiento Cisco VNI Mobile 2016 muestra que los dispositivos IoT más sencillos generan
una cantidad de datos equivalente a 7 veces lo que produce un celular común (no un teléfono
inteligente).
Al exigir poco de las redes de telecomunicaciones, los dispositivos IoT de nivel inicial no van a
representar un gran peso para los proveedores de infraestructura en América Latina. Los
dispositivos de comunicaciones máquina a máquina (M2M) que respaldan el Internet de las cosas
generan, en promedio, datos de menor densidad
Aún estamos muy lejos de una realidad en la cual los consumidores latinoamericanos
consuman videos 4K y adopten tecnologías de realidad virtual a larga escala. Eso sucede, en
parte, por causa de las disparidades económicas de nuestra región, las cuales hacen que este tipo
de tecnología sea inaccesible para la gran mayoría de las personas. Otro factor importante es que
la transmisión de los archivos de video vía Internet exige mucho de la infraestructura de TI y de
telecomunicaciones.
Según el informe The State of Internet 2016, de Akamai, en los países latinoamericanos existe una
competencia para ofrecer bandas de red rápidas. El país mejor colocado en el rango de redes con
banda igual o mayor a 15 Mb/s es Chile, en el cual un 4,4% de sus servicios de Internet logran esa
marca.
Pero, para llegar a esa posición, Chile invirtió mucho entre 2014 y 2015, y por consiguiente logró
crecer un 150% de un año a otro. Uruguay tiene el siguiente lugar con un 4,1% de su Internet en el
rango de los 15 Mb/s; lo sigue México, con un 4%; después, Argentina, con un 1,7% de su Internet
en el rango de los 15 Mb/s. En Brasil, solamente 1,1% de los servicios de Internet logran esa marca.
Las desigualdades socioeconómicas y la falta de
acceso a Internet de alta velocidad van a atrasar la
adopción de estas tecnologías en América Latina.
Las empresas que están liderando el desarrollo de aplicaciones de Realidad Virtual, como es el
caso de Facebook, Google y Microsoft, saben que el éxito de sus ofertas depende de la existencia,
incluso en América Latina, de una infraestructura capaz de dar salida al tsunami de datos
provocado por aplicaciones de vídeo 4K y de realidad virtual. Por eso, han invertido mucho en sus
centros de datos locales.
Aun así está claro que en el futuro vamos a vivir inmersos en un mundo marcado por la proliferación
de vídeos en HD y 4K y por la adopción de tecnologías de Realidad Virtual y Aumentada (véase la
fiebre del juego Pokémon-Go). Ese nuevo modo de vivir generará una cantidad de datos sin
precedentes y esta ola pondrá los centros de datos y redes de telecomunicación a prueba.
1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT
Los centros de datos del futuro van a instalarse cada
vez más cerca del borde de la red y utilizarán gestión
remota y soluciones integradas con instalaciones
rápidas. Podemos esperar también sitios híbridos con
centrales telefónicas y pequeños centros de datos
integrados.
La demanda generada por la transmisión de video llevará a los principales participantes del sector a
evaluar nuevos paradigmas. Vamos a ver más centros de datos al extremo de la red. Se trata de
centros de datos más pequeños, esparcidos geográficamente y centrados en las fases iniciales del
procesamiento de datos. Los datos procesados al principio en el centro de datos en el extremo de la
red van a ser eventualmente transferidos a un centro de datos más grande que hospeda la camada
de aplicaciones analíticas en la nube. A fin de cuentas, la riqueza del IoT no está en el dispositivo
mismo sino en los datos generados y en el refinado análisis de los datos personales (los datos
sobre la persona monitoreada por el dispositivo IoT).
Esta realidad, está llevando a los principales analistas del mercado a valorar las soluciones de la
gestión de infraestructura del centro de datos (DCIM) que facilitan la gestión de recursos en el sitio
o en una central remota. Otra tendencia que ha ganado popularidad es la implementación rápida de
centros de datos integrados en módulos, albergados en contenedores Este tipo de implementación
elimina el tiempo de construcción y permite al cliente conectar los módulos inmediatamente
después de la llegada a su destino.
Como consumidores, tendremos que esperar algunos años más antes de ver estas tecnologías
desencadenarse realmente en América Latina. Como gestores en el área de tecnología, sin
embargo, debemos desde ya preparar la Infraestructura de TI de nuestros negocios para esta
nueva realidad.

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Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual

  • 1. Veículo: Home Computerworld Título: IoT será mera tempestade se comparada ao tsunami da Realidade Virtual Data: 20/09/2016 Link:http://computerworld.com.br/iot-sera-mera-tempestade-se-comparada-ao- tsunami-da-realidade-virtual
  • 2. Veículo: Computerworld Título: IoT será mera tempestade se comparada ao tsunami da Realidade Virtual Data: 20/09/2016 Link:http://computerworld.com.br/iot-sera-mera-tempestade-se-comparada-ao- tsunami-da-realidade-virtual 20/09/2016 IoT será mera tempestade se comparada ao tsunami da Realidade Virtual *Tiago Khouri para medição instantânea de níveis de colesterol. A Internet das Coisas (IoT) é uma tendência tecnológica com tremendo potencial de geração de valor. Algumas de suas aplicações já mostram resultados promissores, como por exemplo, a utilização de sensores Invisible Tracck para identificar e combater o desmatamento da floresta Amazônica. Vale destacar, também, a aplicação desenvolvida pela universidade de Cornell (NY- EUA), que permite o uso de smartphones Esse quadro aplica-se também à América Latina aonde segundo o IDC, o mercado de IoT movimentará US$ 41 bilhões em 2016. A primeira onda da IoT na América Latina deve se focar em dispositivos mais simples, fonte de geração de dados numéricos que demandam pouca banda, como por exemplo, aplicações para gestão de frotas. Apesar da IoT multiplicar os pontos de coletas de dados, ainda assim o volume gerado será relativamente pequeno quando comparado com outras aplicações. Isso não significa que a Internet das Coisas não traga seus próprios desafios. Com a multiplicação dos sensores inteligentes, crescem também as portas de
  • 3. entrada para ataques cibernéticos. O risco de hackers controlarem dispositivos industriais, veículos e artigos pessoais é real. Além disso, no caso da América Latina, temos o desafio de manter a integridade física dos dispositivos inteligentes, que muitas vezes são instalados em áreas urbanas e sujeitos a vandalismo. Estes riscos terão de ser neutralizados em parte com medidas preventivas e ações conjuntas das equipes de TI e de infraestrutura. Uma investigação fria do relatório Cisco VNI 2016 revela que, apesar de toda a euforia sobre a Internet das Coisas, o consumo de vídeo via internet gera 63% do trafego de dados global. A expectativa é que essa marca chegará a 79% até 2020 e o tráfego de dados gerado por vídeos em Ultra HD subirá de 1.6% para 20.7% do total em 2020. Uma aplicação de Realidade Virtual propicia para a pessoa que está usando, por exemplo, o Oculus, do Facebook, uma visão de 360 graus de uma paisagem virtual. Este cenário nada mais é do que um vídeo de altíssima densidade (HD ou 4K) que, mesmo durando poucos minutos, facilmente atinge o tamanho de um filme de longa metragem em baixa resolução. Um simples vídeo de 15 segundos em formato HD é muito mais pesado do que toda a massa de dados coletadas em uma semana de rastreamento de um caminhão inserido em uma aplicação IoT de monitoramento de frotas. O levantamento Cisco VNI Mobile 2016 mostra que os dispositivos IoT mais simples geram uma quantidade de dados equivalente a 7 vezes o que é produzido por um celular comum (não um smartphone). Demandando pouco das redes de Telecom, os dispositivos IoT entry level não representarão um grande peso para os provedores de infraestrutura na América Latina. Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde os consumidores latino- americanos consumam vídeos 4K e adotem tecnologias de realidade virtual em larga escala. Isso acontece, em parte, por causa das disparidades econômicas da nossa região, que tornam este tipo de tecnologia inacessível para a maioria das pessoas. Outro fator importante é que a transmissão dos arquivos de vídeo via Internet exige muito da infraestrutura de TI e de Telecomunicações. Segundo o relatório The State of Internet 2016, da Akamai, está acontecendo uma corrida entre os países latino-americanos em relação a uma oferta mais generosa de banda de rede. O país melhor colocado na faixa de redes com banda igual ou maior a 15 Mb/s é o Chile – 4,4% de seus serviços de Internet atingem essa marca. Mas, para chegar a essa posição, o Chile investiu pesadamente entre 2014 e 2015, conseguindo crescer 150% de um ano para o outro. O Uruguai fica logo abaixo, com 4,1% de sua Internet na faixa dos 15 Mb/s, e é seguido pelo México, com 4%, e pela Argentina, com 1,7% de sua Internet atuando na faixa dos 15 Mb/s. No Brasil, somente 1,1% dos serviços de Internet atingem essa marca.
  • 4. As empresas que estão liderando o desenvolvimento de aplicações de Realidade Virtual – caso do Facebook, Google e Microsoft – sabem que o sucesso de suas ofertas depende da existência, inclusive na América Latina, de uma infraestrutura capaz de dar vazão ao tsunami de dados provocado por aplicações de vídeo 4K e de realidade virtual e, por isso, têm investido muito em seus data centers locais. Ainda assim, está claro que, no futuro, viveremos imersos num mundo marcado pela proliferação de vídeos em HD e 4K e pela adoção de tecnologias de Realidade Virtual e Aumentada (vide a febre do game Pokémon-Go). Esse novo modo de viver gerará uma quantidade de dados sem precedentes, e esta onda sim colocará os centros de dados e redes de telecomunicação em teste. Os data centers do futuro serão instalados cada vez mais próximos da borda da rede e utilizarão gestão remota e soluções integradas com Rapid Deployment. Podemos esperar, também, sites híbridos com centrais telefônicas e pequenos centros de dados integrados. A demanda gerada pela transmissão de vídeo levará os principais players do setor a avaliar novos paradigmas. Veremos mais data centers de borda. Tratam- se de data centers menores, espalhados geograficamente e voltados para as fases iniciais de processamento dos dados. Os dados processados inicialmente no data center de borda serão eventualmente transferidos para um data center maior que hospeda a camada de aplicações analíticas na nuvem. Afinal de contas, a riqueza da IoT não está no dispositivo em si e sim nos dados gerados e na refinada análise do Personal Data (os dados sobre a pessoa monitorada pelo dispositivo IoT). Esta realidade está levando os principais analistas do mercado a valorizar as soluções DCIM (Data Center Infrastructure Management), que facilitam a gestão de recursos no site ou em uma central remota. Outra tendência ganhando popularidade é o Rapid Deployment de data centers integrados em módulos, abrigados dentro de contêineres. Este tipo de implementação elimina tempo de construção e permite ao cliente plugar os módulos imediatamente após a chegada ao seu destino. Como consumidores, teremos de esperar mais alguns anos antes de ver estas tecnologias realmente deslancharem na América Latina. Como gestores na área de tecnologia, porém, devemos desde já preparar a Infraestrutura de TI dos nossos negócios para esta nova realidade. *Tiago Khouri é Diretor de Marketing e de Planejamento da Emerson Network Power América Latina
  • 5. Veículo: Home CIO Título: Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual? Data: 20/09/2016 Link:http://cio.com.br/opiniao/2016/09/20/viveremos-em-um-mundo-imerso-na- realidade-virtual/
  • 6. Veículo: CIO Título: Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual? Data: 20/09/2016 Link:http://cio.com.br/opiniao/2016/09/20/viveremos-em-um-mundo-imerso-na- realidade-virtual/ 20/09/2016 Viveremos em um mundo imerso na Realidade Virtual? Tiago Khouri A Internet das Coisas (IoT) é uma tendência tecnológica com tremendo potencial de geração de valor. Algumas de suas aplicações já mostram resultados promissores, como por exemplo, a utilização de sensores Invisible Tracck para identificar e combater o desmatamento da floresta Amazônica. Vale destacar, também, a aplicação desenvolvida pela universidade de Cornell (NY- EUA), que permite o uso de smartphones para medição instantânea de níveis de colesterol. Esse quadro aplica-se também à América Latina aonde segundo o IDC, o mercado de IoT movimentará US$ 41 bilhões em 2016. A primeira onda da IoT na América Latina deve se focar em dispositivos mais simples, fonte de geração de dados numéricos que demandam pouca banda, como por exemplo, aplicações para gestão de frotas. Apesar da IoT multiplicar os pontos de coletas de dados, ainda assim o volume gerado será relativamente pequeno quando comparado com outras aplicações. Isso não significa que a Internet das Coisas não traga seus próprios desafios. Com a multiplicação dos sensores inteligentes, crescem também as portas de
  • 7. entrada para ataques cibernéticos. O risco de hackers controlarem dispositivos industriais, veículos e artigos pessoais é real. Além disso, no caso da América Latina, temos o desafio de manter a integridade física dos dispositivos inteligentes, que muitas vezes são instalados em áreas urbanas e sujeitos a vandalismo. Estes riscos terão de ser neutralizados em parte com medidas preventivas e ações conjuntas das equipes de TI e de infraestrutura. Uma investigação fria do relatório Cisco VNI 2016 revela que, apesar de toda a euforia sobre a Internet das Coisas, o consumo de vídeo via internet gera 63% do trafego de dados global. A expectativa é que essa marca chegará a 79% até 2020 e o tráfego de dados gerado por vídeos em Ultra HD subirá de 1.6% para 20.7% do total em 2020. Uma aplicação de Realidade Virtual propicia para a pessoa que está usando, por exemplo, o Oculus, do Facebook, uma visão de 360 graus de uma paisagem virtual. Este cenário nada mais é do que um vídeo de altíssima densidade (HD ou 4K) que, mesmo durando poucos minutos, facilmente atinge o tamanho de um filme de longa metragem em baixa resolução. Um simples vídeo de 15 segundos em formato HD é muito mais pesado do que toda a massa de dados coletadas em uma semana de rastreamento de um caminhão inserido em uma aplicação IoT de monitoramento de frotas. O levantamento Cisco VNI Mobile 2016 mostra que os dispositivos IoT mais simples geram uma quantidade de dados equivalente a 7 vezes o que é produzido por um celular comum (não um smartphone). Demandando pouco das redes de Telecom, os dispositivos IoT entry level não representarão um grande peso para os provedores de infraestrutura na América Latina. Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde os consumidores latino- americanos consumam vídeos 4K e adotem tecnologias de realidade virtual em larga escala. Isso acontece, em parte, por causa das disparidades econômicas da nossa região, que tornam este tipo de tecnologia inacessível para a maioria das pessoas. Outro fator importante é que a transmissão dos arquivos de vídeo via Internet exige muito da infraestrutura de TI e de Telecomunicações. Segundo o relatório The State of Internet 2016, da Akamai, está acontecendo uma corrida entre os países latino-americanos em relação a uma oferta mais generosa de banda de rede. O país melhor colocado na faixa de redes com banda igual ou maior a 15 Mb/s é o Chile – 4,4% de seus serviços de Internet atingem essa marca. Mas, para chegar a essa posição, o Chile investiu pesadamente entre 2014 e 2015, conseguindo crescer 150% de um ano para o outro. O Uruguai fica logo abaixo, com 4,1% de sua Internet na faixa dos 15 Mb/s, e é seguido pelo México, com 4%, e pela Argentina, com 1,7% de sua Internet atuando na faixa dos 15 Mb/s. No Brasil, somente 1,1% dos serviços de Internet atingem essa marca.
  • 8. As empresas que estão liderando o desenvolvimento de aplicações de Realidade Virtual – caso do Facebook, Google e Microsoft – sabem que o sucesso de suas ofertas depende da existência, inclusive na América Latina, de uma infraestrutura capaz de dar vazão ao tsunami de dados provocado por aplicações de vídeo 4K e de realidade virtual e, por isso, têm investido muito em seus data centers locais. Ainda assim, está claro que, no futuro, viveremos imersos num mundo marcado pela proliferação de vídeos em HD e 4K e pela adoção de tecnologias de Realidade Virtual e Aumentada (vide a febre do game Pokémon-Go). Esse novo modo de viver gerará uma quantidade de dados sem precedentes, e esta onda sim colocará os centros de dados e redes de telecomunicação em teste. Os data centers do futuro serão instalados cada vez mais próximos da borda da rede e utilizarão gestão remota e soluções integradas com Rapid Deployment. Podemos esperar, também, sites híbridos com centrais telefônicas e pequenos centros de dados integrados. A demanda gerada pela transmissão de vídeo levará os principais players do setor a avaliar novos paradigmas. Veremos mais data centers de borda. Tratam- se de data centers menores, espalhados geograficamente e voltados para as fases iniciais de processamento dos dados. Os dados processados inicialmente no data center de borda serão eventualmente transferidos para um data center maior que hospeda a camada de aplicações analíticas na nuvem. Afinal de contas, a riqueza da IoT não está no dispositivo em si e sim nos dados gerados e na refinada análise do Personal Data (os dados sobre a pessoa monitorada pelo dispositivo IoT). Esta realidade está levando os principais analistas do mercado a valorizar as soluções DCIM (Data Center Infrastructure Management), que facilitam a gestão de recursos no site ou em uma central remota. Outra tendência ganhando popularidade é o Rapid Deployment de data centers integrados em módulos, abrigados dentro de contêineres. Este tipo de implementação elimina tempo de construção e permite ao cliente plugar os módulos imediatamente após a chegada ao seu destino. Como consumidores, teremos de esperar mais alguns anos antes de ver estas tecnologias realmente deslancharem na América Latina. Como gestores na área de tecnologia, porém, devemos desde já preparar a Infraestrutura de TI dos nossos negócios para esta nova realidade. (*) Tiago Khouri é Diretor de Marketing e de Planejamento da Emerson Network Power América Latina
  • 9. Veículo: Jornal Empresas & Negócios Título: Internet das Coisas será mera tempestade comparada ao tsunami de dados provocado pela Realidade Virtual Data: 28/09/2016 Coluna: Ciência e Tecnologia Pág.: 07 Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/images/edicoes/3232/pagina_0 7_ed_3232.pdf
  • 10. Veículo: Jornal Empresas & Negócios Título: Internet das Coisas será mera tempestade comparada ao tsunami de dados provocado pela Realidade Virtual Data: 28/09/2016 Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/tecnologia/7126- tecnologia-28-09-2016 28/09/2016 Internet das Coisas será mera tempestade comparada ao tsunami de dados provocado pela Realidade Virtual Tiago Khouri* A Internet das Coisas (IoT) é uma tendência tecnológica com tremendo potencial de geração de valor. Algumas de suas aplicações já mostram resultados promissores, como por exemplo, a utilização de sensores Invisible Tracck para identificar e combater o desmatamento da floresta Amazônica. Vale destacar, também, a aplicação desenvolvida pela universidade de Cornell (NY- EUA), que permite o uso de smartphones para medição instantânea de níveis de colesterol. Esse quadro aplica-se também à América Latina aonde segundo o IDC, o mercado de IoT movimentará US$ 41 bilhões em 2016. A primeira onda da IoT na América Latina deve se focar em dispositivos mais simples, fonte de geração de dados numéricos que demandam pouca banda, como por exemplo, aplicações para gestão de frotas. Apesar da IoT multiplicar os pontos de coletas de dados, ainda assim o volume gerado será relativamente pequeno quando comparado com outras aplicações. Isso não significa que a Internet das Coisas não traga seus próprios desafios. Com a multiplicação dos sensores inteligentes, crescem também as portas de entrada para ataques cibernéticos. O risco de hackers controlarem dispositivos industriais, veículos e artigos pessoais é real. Além disso, no caso da América Latina, temos o desafio de manter a integridade física dos dispositivos inteligentes, que muitas vezes são instalados em áreas urbanas e sujeitos a vandalismo. Estes riscos terão de ser neutralizados em parte com medidas preventivas e ações conjuntas das equipes de TI e de infraestrutura. Para detalhes de como reduzir downtime causado por ataques cibernéticos, leiam nosso estudo, construído em parceria com o Ponemon Institute. O mundo digital é repleto de dispositivos
  • 11. Uma investigação fria do relatório Cisco VNI 2016 revela que, apesar de toda a euforia sobre a Internet das Coisas, o consumo de vídeo via internet gera 63% do trafego de dados global. A expectativa é que essa marca chegará a 79% até 2020 e o tráfego de dados gerado por vídeos em Ultra HD subirá de 1.6% para 20.7% do total em 2020. A maior parte do tráfego de dados global é gerado pelo consumo de vídeos Uma aplicação de Realidade Virtual propicia para a pessoa que está usando, por exemplo, o Oculus, do Facebook, uma visão de 360 graus de uma paisagem virtual. Este cenário nada mais é do que um vídeo de altíssima densidade (HD ou 4K) que, mesmo durando poucos minutos, facilmente atinge o tamanho de um filme de longa metragem em baixa resolução. Um simples vídeo de 15 segundos em formato HD é muito mais pesado do que toda a massa de dados coletadas em uma semana de rastreamento de um caminhão inserido em uma aplicação IoT de monitoramento de frotas. O levantamento Cisco VNI Mobile 2016 mostra que os dispositivos IoT mais simples geram uma quantidade de dados equivalente a 7 vezes o que é produzido por um celular comum (não um smartphone). Demandando pouco das redes de Telecom, os dispositivos IoT entry level não representarão um grande peso para os provedores de infraestrutura na América Latina. Os dispositivos Machine-to-Machine Communications (M2M) que suportam a Internet das Coisas geram, na media, dados de menor densidade Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde os consumidores latino- americanos consumam vídeos 4K e adotem tecnologias de realidade virtual em larga escala. Isso acontece, em parte, por causa das disparidades econômicas da nossa região, que tornam este tipo de tecnologia inacessível para a maioria das pessoas. Outro fator importante é que a transmissão dos arquivos de vídeo via Internet exige muito da infraestrutura de TI e de Telecomunicações. Segundo o relatório The State of Internet 2016, da Akamai, está acontecendo uma corrida entre os países latino-americanos em relação a uma oferta mais generosa de banda de rede. O país melhor colocado na faixa de redes com banda igual ou maior a 15 Mb/s é o Chile – 4,4% de seus serviços de Internet atingem essa marca. Mas, para chegar a essa posição, o Chile investiu pesadamente entre 2014 e 2015, conseguindo crescer 150% de um ano para o outro. O Uruguai fica logo abaixo, com 4,1% de sua Internet na faixa dos 15 Mb/s, e é seguido pelo México, com 4%, e pela Argentina, com 1,7% de sua Internet atuando na faixa dos 15 Mb/s. No Brasil, somente 1,1% dos serviços de Internet atingem essa marca. Desigualdades socioeconômicas e a falta de acesso a internet de alta velocidade atrasarão a adoção destas tecnologias na América Latina.
  • 12. As empresas que estão liderando o desenvolvimento de aplicações de Realidade Virtual – caso do Facebook, Google e Microsoft – sabem que o sucesso de suas ofertas depende da existência, inclusive na América Latina, de uma infraestrutura capaz de dar vazão ao tsunami de dados provocado por aplicações de vídeo 4K e de realidade virtual e, por isso, têm investido muito em seus data centers locais. Ainda assim, está claro que, no futuro, viveremos imersos num mundo marcado pela proliferação de vídeos em HD e 4K e pela adoção de tecnologias de Realidade Virtual e Aumentada (vide a febre do game Pokémon-Go). Esse novo modo de viver gerará uma quantidade de dados sem precedentes, e esta onda sim colocará os centros de dados e redes de telecomunicação em teste. Os data centers do futuro serão instalados cada vez mais próximos da borda da rede e utilizarão gestão remota e soluções integradas com Rapid Deployment. Podemos esperar, também, sites híbridos com centrais telefônicas e pequenos centros de dados integrados. A demanda gerada pela transmissão de vídeo levará os principais players do setor a avaliar novos paradigmas. Veremos mais data centers de borda. Tratam- se de data centers menores, espalhados geograficamente e voltados para as fases iniciais de processamento dos dados. Os dados processados inicialmente no data center de borda serão eventualmente transferidos para um data center maior que hospeda a camada de aplicações analíticas na nuvem. Afinal de contas, a riqueza da IoT não está no dispositivo em si e sim nos dados gerados e na refinada análise do Personal Data (os dados sobre a pessoa monitorada pelo dispositivo IoT). Esta realidade está levando os principais analistas do mercado a valorizar as soluções DCIM (Data Center Infrastructure Management), que facilitam a gestão de recursos no site ou em uma central remota. Outra tendência ganhando popularidade é o Rapid Deployment de data centers integrados em módulos, abrigados dentro de contêineres. Este tipo de implementação elimina tempo de construção e permite ao cliente plugar os módulos imediatamente após a chegada ao seu destino. Como consumidores, teremos de esperar mais alguns anos antes de ver estas tecnologias realmente deslancharem na América Latina. Como gestores na área de tecnologia, porém, devemos desde já preparar a Infraestrutura de TI dos nossos negócios para esta nova realidade. *Tiago Khouri é Diretor de Marketing e de Planejamento da Emerson Network Power América Latina
  • 13. Veículo: Jornal Empresas & Negócios Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América Latina Data: 02/09/2016 Coluna: Ciência e Tecnologia Pág.: 07 Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/images/edicoes/3215/pagina_0 7_ed_3215.pdf
  • 14. Veículo: Jornal Empresas & Negócios Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América Latina Data: 02/09/2016 Link:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/tecnologia/6767- tecnologia-02-09-2016 02/09/2016 Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América Latina Tiago Khouri Apesar da crise, os investimentos em data centers e em telecomunicações continuam a crescer na América Latina. Este crescimento resulta da demanda por tráfego de dados e da migração de aplicações para a nuvem. Neste contexto, a adoção de energias renováveis ajuda as empresas a minimizar seu impacto ambiental e otimizar suas operações, reduzindo seu consumo energético, seus custos operacionais e protegendo suas utilidades em um momento de volatilidade nas vendas. Globalmente, 2015 foi um ano no qual os investimentos em energia sustentável alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, um recorde de U$ 329 bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um dos casos mais representativos é da gigante mundial Google, que foi pioneira em realizar investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes. Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com água do mar e água reciclada. A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 Km de distância da costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o superaquecimento dos equipamentos. A agua refrigera o data center e aumenta e produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia. A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de
  • 15. capacidade de produção de energia eólica, a região contabiliza um aumento de 4,5GW ou 42%. A América Latina apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de energias renováveis – isso se explica devido à proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2014, 6 países da região ficaram entre 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para investimentos em energias renováveis. O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar. Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para abastecer 240.000 residências. A Costa Rica, por outro lado, produz 98% de sua energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo, converter-se na capital de data centers verdes do continente. Se o clima da América Latina é tão favorável, porque vemos tão poucos data centers e redes de telecomunicações que usam energia renovável? Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento e exploração de uma matriz energética renovável. Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. No Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de micro-geração, que permite que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia gerada, serão dados créditos futuros, porém as entidades que usam este benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em fontes renováveis. Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem dúvida os governos tem o poder de potencializar a adoção de energias renováveis ao resolver estes problemas. Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações estão investindo na renovação de suas fontes de energia. Este é o caso da Algar Tech, uma empresa brasileira que ganhou um prêmio do Data Center Dynamics por instalar um centro de computação em Minas Gerais com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano. Outro empreendimento significativo foi o da Equinix, que projetou seu novo data center
  • 16. SP3 em São Paulo com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo da Liebert e painéis solares, as quais lhe permitem atingir uma PUE inferior a 1,35. A Telefônica levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o Google fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data Center Consultores, quedesenvolveu em seu data center na Costa Rica uma nova unidade de negócios especializada na otimização energética e infraestrutura com soluções de auto geração. Em termos económicos, o uso de energias limpas nos data centers tem um impacto considerável. De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Energy Observatory, um data center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de CO2 ao redor de 2.190 toneladas. A implementação de estruturas que façam uso de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total (cerca de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente 328,5 toneladas de CO2. Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm tecnologias complementares e o retorno dos investimentos serão mais rápidos na região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes desafios, e os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo de amadurecimento na América Latina. A maioria dos países, porém, está indo na direção certa. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de telecomunicações. (*) Tiago Khouri é Diretor de Marketing e Planejamento da Emerson Network Power América Latina
  • 17. Veículo: Home Computerworld Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da AL Data: 24/08/2016 Link:http://computerworld.com.br/sol-vento-e-agua-renovam-matriz-energetica- dos-data-centers-da-al
  • 18. Globalmente, 2015 foi um ano no qual os Veículo: Computerworld Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da AL Data: 24/08/2016 Link:http://computerworld.com.br/sol-vento-e-agua-renovam-matriz-energetica- dos-data-centers-da-al 24/08/2016 Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da AL *Tiago Khouri Apesar da crise, os investimentos em data centers e em telecomunicações continuam a crescer na América Latina. Este crescimento resulta da demanda por tráfego de dados e da migração de aplicações para a nuvem. Neste contexto, a adoção de energias renováveis ajuda as empresas a minimizar seu impacto ambiental e otimizar suas operações, reduzindo seu consumo energético, seus custos operacionais e protegendo suas utilidades em um momento de volatilidade nas vendas. investimentos em energia sustentável alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, um recorde de U$ 329 bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um dos casos mais representativos é da gigante mundial Google, que foi pioneira em realizar investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes. Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de
  • 19. refrigeração com água do mar e água reciclada, um método de armazenagem de energia térmica de data centers. A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 Km de distância da costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o superaquecimento dos equipamentos. A água refrigera o data center e aumenta e produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia. A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de capacidade de produção de energia eólica, a região cresceu significativamente, com um aumento de 4,5GW ou 42%. A região apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de energias renováveis – isso se explica devido à proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2014, 6 países da região ficaram entre 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para investimentos em energias renováveis. É interessante observar que, algumas, vezes países “pequenos” podem assumir a liderança em determinadas tecnologias. O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar. Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para abastecer 240.000 residências. A Costa Rita, por outro lado, produz 98% de sua energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo, converter-se na capital de data centers verdes do continente. Se o clima da América Latina é tão favorável, por que vemos tão poucos data centers e redes de telecomunicações que usam energia renovável? Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento e exploração de uma matriz energética renovável. Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. Entre
  • 20. as medidas, destaca-se a isenção de tributos aduaneiros e a isenção de impostos sobre valor agregado dos bens associados à instalação. No Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de microgeração, que permite que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia gerada, serão dados créditos futuros, porém as entidades que usam este benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em fontes renováveis. Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem dúvida os governos tem o poder de potencializar a adoção de energias renováveis ao resolver estes problemas. Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações estão investindo na renovação de suas fontes de energia. Este é o caso da Algar Tech, uma empresa brasileira que ganhou um prêmio do Data Center Dynamics por instalar um centro de computação em Minas Gerais com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano. Outro empreendimento significativo foi o da Equinix, que projetou seu novo data center SP3 em São Paulo com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo da Liebert e painéis solares, as quais lhe permitem atingir uma PUE inferior a 1,35. A Telefônica levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o Google fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data Center Consultores, que desenvolveu em seu data center na Costa Rica uma nova unidade de negócios especializada na otimização energética e infraestrutura com soluções de auto geração. Que percentual de energia em um data center pode vir de fontes renováveis? Em termos práticos, um data center pode ter 100% de sua energia originária de fontes renováveis. Um exemplo é a Apple, que opera com toda a sua matriz energética renovável. Infelizmente, nem todas as empresas do mundo tem a flexibilidade financeira da Apple para investir em energia limpa. Muitas vezes os data centers estão localizados em áreas urbanas onde não há espaço suficiente para captar a energia renovável necessária. Estima-se que, em média, sejam necessários 9.300 metros quadrados de painéis solares para gerar 1MW de energia, o que representa um espaço grande e caro nos centros urbanos. Uma tecnologia muito interessante que está em processo de desenvolvimento é a captação de energia solar através de membranas solares fotovoltaicas PV.
  • 21. Estas lâminas cobertas de células solares são películas finas que ficam em cima de materiais de construção sem acabamento, nas fachadas ou até em cima das janelas de vidro. As membranas solares fotovoltaicas PV destacam-se por sua flexibilidade, adaptabilidade e variedade de tamanhos. Dentre estas novas fontes de energia solar, existem diferentes tipos de formatos como as telhas fotovoltaicas planas (BIPV), os painéis de revestimento, as membranas impermeabilizantes fotovoltaicas (TEPV) e os PV flexíveis. Outra forma eficiente de aumentar o percentual do data center energizado por fontes renováveis é obviamente diminuir o consumo de energia internamente. Neste sentido, a adoção de tecnologias de climatização do tipo “free-cooling” indireto é uma modalidade que está em processo de ampla difusão na América Latina. O artigo técnico Energy Logic 2.0 da Network Power informa uma série de medidas que as empresas podem adotar para reduzir o consumo energético de seus data centers em até 70%. Em termos econômicos, o uso de energias limpas nos data centers também tem um impacto considerável. De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Energy Observatory, um data center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de CO2 ao redor de 2.190 toneladas. Por outro lado, a implementação de estruturas que façam uso de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total (cerca de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente 328,5 toneladas de CO2. Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm tecnologias complementares e o retorno dos investimentos serão mais rápidos na região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes desafios, e os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo de amadurecimento na América Latina. A maioria dos países, porém, está indo na direção certa. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de telecomunicações. *Tiago Khouri é diretor de marketing e planejamento da Emerson Network Power América Latina.
  • 22. Veículo: Home CIO Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers Data: 29/08/2016 Link:http://cio.com.br/tecnologia/2016/08/29/sol-vento-e-agua-renovam-a-matriz- energetica-dos-data-centers/
  • 23. Veículo: CIO Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers Data: 29/08/2016 Link:http://cio.com.br/tecnologia/2016/08/29/sol-vento-e-agua-renovam-a-matriz- energetica-dos-data-centers/ 29/08/2016 Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers Tiago Khouri nas vendas. Apesar da crise, os investimentos em data centers e em telecomunicações continuam a crescer na América Latina. Este crescimento resulta da demanda por tráfego de dados e da migração de aplicações para a nuvem. Neste contexto, a adoção de energias renováveis ajuda as empresas a minimizar seu impacto ambiental e otimizar suas operações, reduzindo seu consumo energético, seus custos operacionais e protegendo suas utilidades em um momento de volatilidade Globalmente, 2015 foi um ano no qual os investimentos em energia sustentável alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, um recorde de U$ 329 bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um dos casos mais representativos é da gigante mundial Google, que foi pioneira em realizar investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes. Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com água do mar e água reciclada. A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 Km de distância da costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o superaquecimento dos equipamentos. A agua refrigera o data center e aumenta e produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia.
  • 24. A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de capacidade de produção de energia eólica, a região contabiliza um aumento de 4,5GW ou 42%. A América Latina apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de energias renováveis – isso se explica devido à proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2014, 6 países da região ficaram entre 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para investimentos em energias renováveis. O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar. Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para abastecer 240.000 residências. A Costa Rica, por outro lado, produz 98% de sua energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo, converter-se na capital de data centers verdes do continente. Se o clima da América Latina é tão favorável, porque vemos tão poucos data centers e redes de telecomunicações que usam energia renovável? Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento e exploração de uma matriz energética renovável. Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. No Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de micro-geração, que permite que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia gerada, serão dados créditos
  • 25. futuros, porém as entidades que usam este benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em fontes renováveis. Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem dúvida os governos tem o poder de potencializar a adoção de energias renováveis ao resolver estes problemas. Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações estão investindo na renovação de suas fontes de energia. Este é o caso da Algar Tech, uma empresa brasileira que ganhou um prêmio do Data Center Dynamics por instalar um centro de computação em Minas Gerais com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano. Outro empreendimento significativo foi o da Equinix, que projetou seu novo data center SP3 em São Paulo com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo da Liebert e painéis solares, as quais lhe permitem atingir uma PUE inferior a 1,35. A Telefônica levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o Google fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data Center Consultores, quedesenvolveu em seu data center na Costa Rica uma nova unidade de negócios especializada na otimização energética e infraestrutura com soluções de auto geração. Em termos económicos, o uso de energias limpas nos data centers tem um impacto considerável. De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Energy Observatory, um data center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de CO2 ao redor de 2.190 toneladas. A implementação de estruturas que façam uso de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total (cerca de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente 328,5 toneladas de CO2. Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm tecnologias complementares e o retorno dos investimentos serão mais rápidos na região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento
  • 26. de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes desafios, e os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo de amadurecimento na América Latina. A maioria dos países, porém, está indo na direção certa. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de telecomunicações. (*) Tiago Khouri é Diretor de Marketing e Planejamento da Emerson Network Power América Latina
  • 27. Veículo: Home Portal Datacenter Dynamics Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América Latina Data: 29/08/2016 Link:http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2016/08/sol-vento-e- %C3%A1gua-renovam-matriz-energ%C3%A9tica-dos-data-centers-da- am%C3%A9rica-latina
  • 28. Veículo: Portal Datacenter Dynamics Título: Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América Latina Data: 29/08/2016 Link:http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2016/08/sol-vento-e- %C3%A1gua-renovam-matriz-energ%C3%A9tica-dos-data-centers-da- am%C3%A9rica-latina 29/08/2016 Sol, vento e água renovam a matriz energética dos data centers da América Latina *Tiago Khouri Apesar da crise, os investimentos em data centers e em telecomunicações continuam a crescer na América Latina. Este crescimento resulta da demanda por tráfego de dados e da migração de aplicações para a nuvem. Neste contexto, a adoção de energias renováveis ajuda as empresas a minimizar seu impacto ambiental e otimizar suas operações, reduzindo seu consumo energético, custos operacionais e a proteger suas utilidades, em um momento de volatilidade nas vendas. Globalmente, 2015 foi um ano no qual os investimentos em energia sustentável alcançaram, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance,um recorde de U$ 329 Bilhões. Na indústria de tecnologia, diversas empresas renomadas implementaram fontes de energia renovável em suas operações. Um dos casos mais representativos é da gigante mundial Google, pioneira em realizar investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes. Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com água do mar e reuso de água. A Microsoft, por sua vez, foi a primeira empresa a submergir um data center no oceano, a 10 metros de profundidade e a 1 km de distância da costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir de forma eficiente o superaquecimento dos equipamentos. A água refrigera o data center e aumenta e produtividade dos servidores, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia.
  • 29. A América Latina também teve um ano brilhante: em 2015, aumentou sua capacidade de geração de energia solar em 1,4GW, ou 166%. Em termos de capacidade de produção de energia eólica, a região contabiliza um aumento de 4,5GW ou 42%. A América Latina apresenta muito potencial e condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de energias renováveis, isso se explica devido à proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar, o que faz com que alguns países da região sejam uma opção natural para retornos de investimento muito atrativos. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo Banco Interamericano de de Desenvolvimento em 2014, 6 países da 6 países da região ficaram entre 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para investimentos em energias renováveis. O Chile, por exemplo, recebe investimentos massivos na área de energia solar. Atualmente, está sendo construída uma planta fotovoltaica no Deserto de Atacama, chamada “El Romero”. Trata-se de um projeto ambicioso, previsto para entrar em operação em 2017 e que, quando pronto, será o maior da América Latina, com uma capacidade de geração de 493 GWh, o suficiente para abastecer 240.000 residências. A Costa Rita, por outro lado, produz 98% de sua energia através de fontes renováveis e pretende, em médio ou longo prazo, converter-se na capital de data centers verdes do continente. Se o clima da América Latina é tão favorável, porque vemos tão poucos data centers e redes de telecomunica ções que usam energia
  • 30. renovável? Parte do desafio está relacionado às regras e incentivos para o desenvolvimento e exploração de uma matriz energética renovável. Na América Latina, o debate sobre a integração da política energética e climática está em processo de consolidação. Na Colômbia, por exemplo, estão sendo aprovados incentivos tributários para o uso deste tipo de fontes de energia. No Brasil, em 2015 foi aprovada a regulamentação de micro-geração, que permite que a energia solar excedente que não tenha sido utilizada vá para a rede elétrica para poder ser usada por outros consumidores. Em troca desta economia gerada, serão dados créditos futuros, porém as entidades que usam este benefício pagam impostos duplicados, na compra e na venda de energia. Na Argentina, o governo de Maurício Macri está abrindo um modelo de inclusão de energia limpa: o país conta com um estado que usa 100% de energia solar e espera, em médio prazo, que 8% da matriz energética nacional seja baseada em fontes renováveis. Estes desafios legais e fiscais precisam ser superados, e sem dúvida os governos tem o poder de potencializar a adoção de energias renováveis ao resolver estes problemas. Brasil Apesar dos desafios, algumas operadoras de data centers e de telecomunicações estão investindo na renovação de suas fontes de energia. Este é o caso da Algar Tech, empresa brasileira, que obteve o reconhecimento da DatacenterDynamics pela instalação de um centro de computação em Minas Gerais, com capacidade de geração de energia solar de 466MW/h por ano. Outro empreendimento significativo, é o da Equinix, que projetou seu novo data center SP3, em São Paulo, com tecnologias de “free cooling” indireto evaporativo da Liebert e painéis solares, o que possibilitou atingir uma PUE inferior a 1,35. Já a Telefônica, levou sua rede 3G para as bordas do Rio Amazonas, utilizando energia solar para energizar suas estações de rádio base. No Chile, o Google fechou um acordo para começar a abastecer seu data center com energia renovável a partir de 2017. Outro caso importante em nível regional é o da Data Center Consultores, que desenvolveu em seu data center na Costa Rica uma nova unidade de negócios,
  • 31. especializada na otimização energética e infraestrutura com soluções de auto geração. Em termos econômicos, o uso de energias limpas nos data centers tem um impacto considerável. De acordo com pesquisas realizadas pelo "Global Energy Observatory", um data center de médio porte consome cerca de 500 quilowatts-hora. Este consumo representa um custo de aproximadamente U$ 438.000 ao ano e emissões de CO2 ao redor de 2.190 toneladas. A implementação de estruturas, que façam uso de energias renováveis geraria uma economia de 15% no consumo total (cerca de U$ 65.700 ao ano) e uma redução de emissões de aproximadamente 328,5 toneladas de CO2. Em resumo, os segmentos de data centers e de telecomunicações se encontram em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também estão crescendo em um ritmo acelerado. Estes segmentos claramente têm tecnologias complementares e o retorno dos investimentos, serão mais rápidos na região, onde o clima é um dos principais aliados. É claro que o desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética vem acompanhado de importantes desafios, os avanços na regulamentação e incentivos ainda estão em processo de amadurecimento na América Latina. Mas a maioria dos países está indo na direção certa. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de telecomunicações. *Tiago Khouri é diretor de Marketing e Planejamento da Emerson Network Power América Latina.
  • 32. JULIO  Medio: Energía & Negocio  Fecha: 25/07/2016  Tema: Eficiencia Operacional
  • 33. 1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI Posted By Mario Augusto Beroes Ríos - 7 octubre, 2016 723 Comentarios desactivadosen Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI El IoT es una tendencia tecnológica con un inmenso potencial para generar valor. Por: Tiago Khouri, Director, Marketing y Planning de Emerson Network Power Latin America
  • 34. 1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT Sus aplicaciones demostraron resultados alentadores como la utilización de sensores Invisible Tracck para identificar y combatir la deforestación del bosque amazónico. Es importante destacar, también, la aplicación desarrollada por la Universidad de Cornell, que permite el uso de teléfonos inteligentes para realizar la medición instantánea de niveles de colesterol. Ese panorama se aplica también a América Latina donde según el IDC, el mercado de IoT va a mover $ 41.000 millones en 2016. La primera ola del IoT en América Latina debe enfocarse en dispositivos más sencillos, los cuales serán fuente de generación de datos numéricos que demandan poca banda como, por ejemplo, aplicaciones para gestión de flotas. A pesar de que el IoT multiplica los puntos de recolecta de datos, el volumen generado va a ser relativamente pequeño comparado con otras aplicaciones. Eso no significa que el Internet de las cosas no traiga sus propios desafíos. Con la multiplicación de los sensores inteligentes, crecen también las puertas de entrada para ataques cibernéticos. El riesgo de que los hackers puedan controlar dispositivos industriales, vehículos y artículos personales es real. Además de eso, como es el caso de América Latina, tenemos el desafío de mantener la integridad física de los dispositivos inteligentes que muchas veces son instalados en áreas urbanas y están sujetos al vandalismo. Estos riesgos tendrán que ser neutralizados en parte con medidas preventivas y acciones conjuntas de los equipos de TI y de infraestructura. Para obtener detalles sobre cómo reducir la caídas causadas por ataques cibernéticos puede acceder a nuestro estudio, generado en alianza con el Ponemon Institute.
  • 35. 1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT Una investigación fría del informe Cisco VNI 2016 revela que, a pesar de toda la euforia sobre el Internet de las cosas, el consumo de vídeo vía internet genera el 63% del tráfico de datos global. La expectativa es que esa marca llegará al 79% en 2020 y el tráfico de datos generado por videos en Ultra HD subirá del 1,6% al 20,7% del total en 2020. Una aplicación de realidad virtual proporciona a la persona que la está usando un paisaje virtual, por ejemplo, el Oculus de Facebook que brinda visión de 360 grados. Este escenario es un video de altísima densidad (HD ó 4K) que, aun con solo una extensión de pocos minutos, logra fácilmente el tamaño de una película de largometraje en baja resolución. Un simple video de 15 segundos en formato HD es mucho más pesado que toda la masa de datos recolectados en una semana de rastreo de un camión en una aplicación IoT de monitoreo de flotas. El levantamiento Cisco VNI Mobile 2016 muestra que los dispositivos IoT más sencillos generan una cantidad de datos equivalente a 7 veces lo que produce un celular común (no un teléfono inteligente). Al exigir poco de las redes de telecomunicaciones, los dispositivos IoT de nivel inicial no van a representar un gran peso para los proveedores de infraestructura en América Latina. Los dispositivos de comunicaciones máquina a máquina (M2M) que respaldan el Internet de las cosas generan, en promedio, datos de menor densidad Aún estamos muy lejos de una realidad en la cual los consumidores latinoamericanos consuman videos 4K y adopten tecnologías de realidad virtual a larga escala. Eso sucede, en parte, por causa de las disparidades económicas de nuestra región, las cuales hacen que este tipo de tecnología sea inaccesible para la gran mayoría de las personas. Otro factor importante es que la transmisión de los archivos de video vía Internet exige mucho de la infraestructura de TI y de telecomunicaciones. Según el informe The State of Internet 2016, de Akamai, en los países latinoamericanos existe una competencia para ofrecer bandas de red rápidas. El país mejor colocado en el rango de redes con banda igual o mayor a 15 Mb/s es Chile, en el cual un 4,4% de sus servicios de Internet logran esa marca. Pero, para llegar a esa posición, Chile invirtió mucho entre 2014 y 2015, y por consiguiente logró crecer un 150% de un año a otro. Uruguay tiene el siguiente lugar con un 4,1% de su Internet en el rango de los 15 Mb/s; lo sigue México, con un 4%; después, Argentina, con un 1,7% de su Internet en el rango de los 15 Mb/s. En Brasil, solamente 1,1% de los servicios de Internet logran esa marca. Las desigualdades socioeconómicas y la falta de acceso a Internet de alta velocidad van a atrasar la adopción de estas tecnologías en América Latina. Las empresas que están liderando el desarrollo de aplicaciones de Realidad Virtual, como es el caso de Facebook, Google y Microsoft, saben que el éxito de sus ofertas depende de la existencia, incluso en América Latina, de una infraestructura capaz de dar salida al tsunami de datos provocado por aplicaciones de vídeo 4K y de realidad virtual. Por eso, han invertido mucho en sus centros de datos locales. Aun así está claro que en el futuro vamos a vivir inmersos en un mundo marcado por la proliferación de vídeos en HD y 4K y por la adopción de tecnologías de Realidad Virtual y Aumentada (véase la fiebre del juego Pokémon-Go). Ese nuevo modo de vivir generará una cantidad de datos sin precedentes y esta ola pondrá los centros de datos y redes de telecomunicación a prueba.
  • 36. 1/28/2017 Realidad virtual y 4K: verdaderos desafíos en TI - CIOAL The Standard IT Los centros de datos del futuro van a instalarse cada vez más cerca del borde de la red y utilizarán gestión remota y soluciones integradas con instalaciones rápidas. Podemos esperar también sitios híbridos con centrales telefónicas y pequeños centros de datos integrados. La demanda generada por la transmisión de video llevará a los principales participantes del sector a evaluar nuevos paradigmas. Vamos a ver más centros de datos al extremo de la red. Se trata de centros de datos más pequeños, esparcidos geográficamente y centrados en las fases iniciales del procesamiento de datos. Los datos procesados al principio en el centro de datos en el extremo de la red van a ser eventualmente transferidos a un centro de datos más grande que hospeda la camada de aplicaciones analíticas en la nube. A fin de cuentas, la riqueza del IoT no está en el dispositivo mismo sino en los datos generados y en el refinado análisis de los datos personales (los datos sobre la persona monitoreada por el dispositivo IoT). Esta realidad, está llevando a los principales analistas del mercado a valorar las soluciones de la gestión de infraestructura del centro de datos (DCIM) que facilitan la gestión de recursos en el sitio o en una central remota. Otra tendencia que ha ganado popularidad es la implementación rápida de centros de datos integrados en módulos, albergados en contenedores Este tipo de implementación elimina el tiempo de construcción y permite al cliente conectar los módulos inmediatamente después de la llegada a su destino. Como consumidores, tendremos que esperar algunos años más antes de ver estas tecnologías desencadenarse realmente en América Latina. Como gestores en el área de tecnología, sin embargo, debemos desde ya preparar la Infraestructura de TI de nuestros negocios para esta nueva realidad.