Resenha 3a.aula 23 08-11 babbie cap i-v1

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TRABALHO SEMANAL DA DISCIPLINA < METODOLOGIA DA PESQUISA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO >

RESENHAS – METODOLOGIA DE PESQUISA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO

Texto da 3ª. AULA (23/08/11) – Capítulo I
Conteúdo – Pesquisa e produção do conhecimento / Ciências e Ciências Sociais

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Resenha 3a.aula 23 08-11 babbie cap i-v1

  1. 1. 1 TTRRAABBAALLHHOO SSEEMMAANNAALL DDAA DDIISSCCIIPPLLIINNAA << MMEETTOODDOOLLOOGGIIAA DDAA PPEESSQQUUIISSAA AAPPLLIICCAADDAA ÀÀ AADDMMIINNIISSTTRRAAÇÇÃÃOO >> Resenha (resumo para avaliação individual) do texto indicado para a 3ª. Aula - dia 23 de Agosto de 2011 - deste 2º. Semestre desta disciplina (ministrada toda 3ª. Feira). ALUNO: Antonio Thomaz Pacheco Lessa Neto
  2. 2. 2 Programa de Estudos Pós-Graduados em Administração PUC-SP Professor Dr. Luciano Antonio Prates Junqueira RESENHAS – METODOLOGIA DE PESQUISA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO Antonio Thomaz Pacheco Lessa Neto Texto da 3ª. AULA (23/08/11) – Capítulo I Conteúdo – Pesquisa e produção do conhecimento / Ciências e Ciências Sociais Por Antonio Thomaz Pacheco Lessa Neto Aluno EFETIVO Mestrado Administração PUC-SP E-mail: tplessa@ig.com.br Livro: MÉTODOS DE PESQUISAS DE SURVEY Earl Babbie Belo Horizonte: UFMG, 1999, 519p. Texto: Capítulo I – A Lógica da Ciência A escolha do livro Survey Research Method, de Earl Babbie, para publicação em língua portuguesa, deu- se a partir de uma preocupação compartilhada por alguns sociólogos que, na condiçõa de professores, sentiam falta de um material didático mais completo para o ensino da pesquisa quantitativa nas ciências sociais, em especial o Survey. Assim sendo, o livro visa atender a uma expectativa claramente didática, além de já ter sido avaliado como um bom manual de Survey, justamente por abordar diversos aspectos metodológicos do modelo e conter exemplificações acompanhadas de boa ilustração (gráficos, figuras, tabelas). O trabalho desta tradução, que se oferece ao público de língua portuguesa, representa o resultado de um projeto do Departamento de Sociologia e Antropologia e do Mestrado em Sociologia, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, com financiamento do CAPES, através do Programa PROIN/97, e sob gerenciamento financeiro da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP. Vale ressaltar, também, que o propósito principal dos três (3) primeiros capítulos desta obra é preparar o leitor para o entendimento das bases lógicas subjacentes às competências e técnicas específicas da pesquisa de survey. Em termos mais gerais o autor espera que o leitor adquira um melhor embasamento na lógica da ciência per se, uma vez que isto é particularmente importante, justamente porque toda pesquisa científica é um compromisso entre o ideal e o possível. Principalmente por este motivo, a maior parte deste livro lida exatamente com estes ditos compromissos, iniciando com o exame do que deve ser feito em circunstâncias ideais e considerando, em seguida, quais compromissos são mais apropriados quando o tão perseguido ideal não puder ser alcançadoatingido. Uma vez que o nosso estudo terá como foco única e exclusivamente o Capítulo 1, intitulado A LÓGICA DA CIÊNCIA, cujo conteúdo se inicia com o resumo da imagem de ciência que normalmente é
  3. 3. 3 apresentada aos alunos dos cursos de introdução às ciências, passando, a seguir, ao exame da imagem negativa das ciências tida por algumas pessoas e finalizando com a descrição dos componentes lógicos da ciência tal qual ela é praticada. O primeiro subtítulo do texto aborda A Perspectiva Tradicional, onde o autor fala da perspectiva útil, como ponto de partida, da imagem aparentemente direta, precisa e até rotineira de Ciência, freqüentemente apresentada pelos cursos de introdução às disciplinas científicas. Logo em seguida, já encontramos a primeira subdivisão, deste primeiro subtítulo, intitulada Teoria Científica, que inicialmente contém a abordagem do autor sobre o interesse, dos cientistas, “por algum aspecto do mundo ao redor”, seguido da identificação de “todos os fenômenos relevantes ao assunto estudado”, inter-relação dos mesmos, baseada no conhecimento disponível, “numa rede de relações causais - quais elementos causam ou influenciam outros elementos -” e assim buscarem o desenvolvimento de “uma teoria (abstrata e geral), um conjunto de proposições lógicas, inter- relacionadas, que explicam a natureza do fenômeno estudado”, mas que precisam ser testadas quanto à sua validade através da derivação de hipóteses (mais específicas, mas ainda abstrata) - que nada mais são do que “predições sobre o que acontecerá em condições especificadas”. Dando continuidade, temos agora a segunda subdivisão, deste mesmo primeiro subtítulo, chamada de Operacionalização, e que nos explica a necessidade das ditas hipóteses serem convertidas - via processo de operacionalização - nas operações concretas para efetivamente testá-las. Continuando, vemos então a terceira subdivisão, do referido primeiro subtítulo, denominada de Experimento e através do qual, se a hipótese for realmente confirmada, teremos, conseqüentemente, validada a teoria geral da qual foi derivada. Por outro lado, caso a dita hipótese não seja confirmada pelo dito experimento, a mesma dita teoria geral será desta feita questionada. A quarta e última subdivisão deste primeiro subtítulo - A Perspectiva Tradicional - é o Resumo onde o autor afirma que as conclusões dos cientistas, baseadas em procedimentos racionais e objetivos, possuem mais qualidade do que as impressões subjetivas e preconceituosas de qualquer leigo. Em seguida, encontramos o segundo subtítulo do texto, intitulado A Desmistificação da Ciência e que traz à tona a discussão da imagem, não só da ciência, mas também dos próprios cientistas, um tanto quanto diversa daquela perspectiva tradicional - visão bem mais negativa - e com as mais variadas dimensões. Segundo o autor, tais “críticas à ciência foram alimentadas por diversas narrativas francas de pesquisas, publicadas nos últimos anos por cientistas de renome” (WATSON, 1968; HAMMOND, 1964; GOLDEN, 1976). Finalizando este tópico o autor comenta que “na prática, a ciência não corresponde exatamente à sua imagem tradicional, mas, ao mesmo tempo, não é tão ruim como argumentam seus críticos mais severos”. Continuando, nos deparamos com o terceiro subtítulo do texto, A Ciência na Prática onde o autor nos mostra que, apesar da perspectiva tradicional sugerir que os cientistas passem diretamente de uma curiosidade intelectual sobre alguns fenômenos para a derivação de uma teoria, na prática isso raramente, talvez nunca, aconteça. Quando muito se pode iniciar com uma observação específica e em seguida se tenta desenvolver um entendimento mais geral de por que isto acontece. Logo, quase nunca teorias resultam de processos totalmente dedutivos, pois, mais comumente, trata-se de resultado final de uma
  4. 4. 4 longa cadeia de dedução e indução. O autor observa também que a operacionalização de conceitos nunca é tão clara e direta como a imagem tradicional da ciência nos sugere, pois, mesmo quando tais conceitos são operacionalizados de forma aceitável, os resultados experimentais muito raramente serão conclusivos em seu sentido absoluto, mesmo com relação a hipóteses específicas. Concluindo o autor nos lembra que “é totalmente incorreta a impressão de que testes empíricos são uma atividade rotineira”. Passamos então ao quarto subtítulo deste Capítulo 1 - denominado O que é Ciência? - e o autor apresenta-nos os três (3) principais componentes que constituem a atividade de toda ciência que pretende entender o mundo ao seu redor: 1. Descrição – cientistas (e não-cientistas também) observam e descrevem objetos e eventos que aparecem no mundo; 2. Descoberta de regularidades - cientistas (e não-cientistas também) procuram descobrir regularidades e ordem no caos por vezes alucinante e estonteante da experiência; 3. Formulação de teorias e leis – cientistas (e não-cientistas também) tentam formalizar e generalizar as regularidades descobertas em teorias e leis. Logo depois chegamos ao quinto subtítulo, intitulado Ciência é Lógica, onde o autor nos lembra que a ciência, que deve fundamentar-se na razão lógica, é fundamentalmente uma atividade racional e, sendo assim, as explicações científicas devem fazer sentido. Recorda-nos também que, na dita lógica da ciência, é impossível, tanto um dado objeto ter duas (2) qualidades mutuamente excludentes, quanto um dado evento ter resultados mutuamente excludentes. O autor ainda ressalta a importância de dois (2) sistemas lógicos distintos para a busca científica: 1. Lógica dedutiva (dedução) - perspectiva tradicional da ciência que predominou na filosofia ocidental até os séculos XVI ou XVII e onde se começa com alguma lei geral, que então é aplicada a uma instância particular; 2. Lógica indutiva (indução) - o seu surgimento em vários contextos científicos marcou o nascimento da ciência moderna e onde se inicia com dados observados para então se desenvolver uma generalização que explica a relação entre os objetos observados. Finalizando o autor nos diz que, “na prática, a pesquisa científica envolve tanto o raciocínio indutivo quanto o dedutivo, uma vez que os cientistas vão e vêm incessantemente entre teoria e observações empíricas”. Dando continuidade encontramos o sexto subtítulo - A Ciência é Determinística - para sermos informados que “a ciência se baseia no suposto de que todos os eventos têm causas antecedentes sujeitas à identificação e ao entendimento lógico”. Em seguida chegamos ao sétimo subtítulo A Ciência é Geral onde nos é ressalvado pelo autor que “a ciência busca entendimento geral mais do que explicação de eventos individuais” e que esta característica da ciência está relacionada com seu determinismo probabilístico. Logo, é perfeitamente concebível que possamos explicar completamente as razões de um evento.
  5. 5. 5 Depois o autor nos apresenta o oitavo subtítulo, denominado A Ciência é Parcimoniosa, para nos lembrar, em última análise, que os cientistas tentam otimizar o equilíbrio entre explicação e simplicidade, a fim de conseguir o máximo de explicação com o número mínimo possível de fatores explicativos. Mais adiante alcançamos o nono subtítulo deste Capítulo 1 intitulado A Ciência é Específica onde o autor do texto ressalta a importância de ser preciso nos métodos de medir o conceito ao desenhar, realizar e relatar uma dada pesquisa. Ou seja, “freqüentemente, a generalizabilidade de uma descoberta é alcançada pelo uso de diversas operacionalizações diferentes dos conceitos envolvidos. Logo em seguida atingimos o décimo subtítulo - A Ciência é Empiricamente Verificável - para fixarmos a idéia de “que uma explicação científica deve sujeitar-se ao teste empírico”, ou seja, de “que o pesquisador deve ser capaz de especificar as condições nas quais a teoria seria desaprovada - desconfirmabilidade das teorias”. Chegamos agora ao décimo primeiro subtítulo do capitulo, chamado de A Ciência é Intersubjetiva para entendermos que dois (2) cientistas com orientações subjetivas diferentes podem chegar à mesma conclusão se cada um deles conduzir o mesmo experimento. Embora cientistas muitas vezes discordem entre si e possam oferecer explicações claramente diferentes de um mesmo evento, tais desacordos, em geral, envolvem questões de conceituação e definição. Antes de finalizar temos este décimo segundo subtítulo - A Ciência é Aberta a Modificações - onde aprendemos que “a ciência não busca a verdade definitiva, mas a utilidade” de suas descobertas e teorias. Em outras palavras, “teorias científicas não devem ser julgadas por sua verdade relativa, mas pela medida de sua utilidade em melhorar nosso conhecimento do mundo ao redor”. Finalmente chegamos ao décimo terceiro e último subtítulo deste Capítulo 1 - A LÓGICA DA CIÊNCIA – que o autor chamou de Resumo e nos apresenta um sumário dos assuntos tratados neste dito capítulo que fundamentalmente abordou a ciência em geral.

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