31 INTRODUÇÃOÁ medida que sociedades fixam território, inicia-se uma vida social mais complexa,onde os grupos sociais pass...
42 DESENVOLVIMENTO2.1 HISTÓRIA DA MOEDANa Antiguidade, com a fixação do homem na terra e o fim do estado de nômade, estepa...
52.2 Conceito da Moeda2.2.1 EtimologicamenteEmbora se remonte a etimologia de moeda, a origem se atribui mais diretamente ...
6outras atividades sejam de lazer ou produtivas. Quando as trocas passam a ser efetivadaspor intermédio da moeda, elimina-...
7troca. As diferentes unidades dessa mercadoria devem, necessariamente, seriguais, homogêneas quanto às suas característic...
8necessidade comum e geral, para que pudessem ser aceitas sem restrições por todos osintegrantes dos grupos envolvidos nas...
9A moeda de ouro, utilizada em grande escala como intermediação de trocas, trazia doisgrandes problemas para os indivíduos...
10A medida que a sociedade evolui, a forma de convivência e os relacionamentoscomerciais vão-se modificando. Além do papel...
11mais ligado ao fato de que são vislumbradas as oportunidades de negócios com ooferecimento de serviços financeiros por m...
12 No sentido literal o termo inflação significa o efeito de inflar ou inchar. Emeconomia é um aumento continuo dos preço...
13intrinsecamente inalterada. Com base nesta comparação o elemento que causa inflaçãonos preços para alguns economistas co...
14produtos, mais a uma alta generalizada, abrangente que envolve praticamente os preçosde todos os fatores e produtos.2.8 ...
152.8.2 Consequências da inflaçãoRelativamente às consequências da inflação, destacam-se a desvalorização da moeda ea dete...
16 Inflação de CustosPode ser associadas a uma inflação tipicamente de oferta.Este tipo de inflação se carateriza basicam...
173.CONCLUSÃONeste trabalho mostramos a mudança no sistema de troca direta de mercadorias pelossistemas monetários, a moed...
18REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASROSSETI,José Paschoal. Economia Monetária. 9º ed. São Paulo,2005.Leite, J.A. Macroeconomia.2ºe...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Trabalho de economia

287 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
287
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Trabalho de economia

  1. 1. 31 INTRODUÇÃOÁ medida que sociedades fixam território, inicia-se uma vida social mais complexa,onde os grupos sociais passam a explorar mais intensamente o solo. Com aespecialização e a divisão social do trabalho, a atividade econômica torna-se maiscomplexa, aumenta o número de bens e serviços demandados pela população parasatisfazer suas vontades, como conseqüência eleva-se a diversificação dos produtosdisponíveis, fazendo com que a troca seja agora fundamental para a sociedade.Para permitir o desenvolvimento das trocas, o escambo, gradativamente, dá lugar aprocessos de troca via pagamentos indiretos. A generalizada aceitação de determinadosprodutos, recebidos como pagamento em transações econômicas com o passar dostempos configuram a origem da moeda. O fundamento dessa aceitação é que essesprodutos, eleitos como equivalente – intermediário das trocas – são aceitos sem grandesrestrições porque todos sabem que ele será aceito por qualquer integrante dasociedade.Dessa maneira a troca deixa de ser direta. Separam-se nitidamente asoperações de compra e venda, intermediada por esses produtos de aceitação geral, queatuam como moeda. A partir da aceitação desses produtos como intermediários das trocas,passa-se a denominar ou medir o valor dos produtos em relação ao produto-moeda ouequivalente. Dessa forma podemos enumerar as funções que deve desempenhar a moedano processo econômico, a saber: intermediário das trocas, medida de valor e reserva devalor.A moeda se torna desvalorizada quando a inflação aumenta o preço de bens e serviçosfazendo com que naquele momento, ou seja, a moeda perde seu poder aquisitivo. Égerada pelo excesso de consumo de serviços que podem se tornar escassos, gasto damoeda superior ao arrecadado pelo Governo, empobrecimento do dinheiro entre outrosfatores.Inflação significa a perda do poder de compra da moeda de um país. Ela se traduz numaalta generalizada dos preços dessa economia (os preços “inflam”, daí o nome). O problemacom a inflação é que ela não ocorre uma vez e acaba; mesmo nesse caso, asconseqüências seriam danosas, mas ela é persistente. Depois de se instalar, é difícil deremover e as políticas Macroeconomiaconhecidas para isso são sacrificantes para boaparte da sociedade.
  2. 2. 42 DESENVOLVIMENTO2.1 HISTÓRIA DA MOEDANa Antiguidade, com a fixação do homem na terra e o fim do estado de nômade, estepassou a produzir (plantar, caçar) e a trocar o excedente do que produzia. Desta forma,surgiu o primeiro conceito de comércio: o escambo, o qual consistia na troca direta demercadorias, especialmente no que diz respeito à passagem de uma economia baseadana troca direta para outra baseada na troca indireta (também chamada de monetária).A moeda surgiu em diversas civilizações, com diversas formas de representação do valormonetário:conchas, gado,o sal, o ouro, a prata etc e como consequência natural desteprocesso de trocas de bens e serviços.Cada sociedade adaptava como moeda os bensrelacionados com a sua atividade principal.Assim, os pescadores utilizavam, como moeda,conchas, peixes ou sal; os pastores, o gado; os agricultores os cereais, etc.eram a moeda-mercadoria.O estabelecimento do uso de moedas foi uma tentativa de organizar e de estabelecerpadrões do comércio de produtos, além desubstituir a simples troca de mercadorias,a qualpredominava.As trocas passaram então, a ser feitas em duas fases: numa primeira fase, o produtortroca o resultado da sua atividade por moeda e, numa segunda fase, troca a moeda peloproduto que pretende adquirir é a chamada troca indireta .A introdução da moeda no atoda troca veio permitir o incremento da atividade comercial e da atividade produtiva, bemcomo do consumo.Cada sociedade adaptava como moeda os bens relacionados com a suaatividade principal.Assim, os pescadores utilizavam, como moeda, conchas, peixes ou sal;os pastores, o gado; os agricultores os cereais, etc.- eram a moeda-mercadoria.
  3. 3. 52.2 Conceito da Moeda2.2.1 EtimologicamenteEmbora se remonte a etimologia de moeda, a origem se atribui mais diretamente ao latimmoneta, " moeda ", metonimia o lugar onde se cunhavam moedas em Roma,o templo JunoMoneta. Tem como conceito unidade representativa de valor aceita como instrumento detroca numa comunidade, a moeda corrente que circula legalmente no país.Moedas fortes são as que têm curso internacional, como instrumento de troca e reservadevalorA moeda corrente e a que circula legalmente num pais. Moedas fortes são as que temcurso internacional, como instrumento de troca e reservas de valor.2.2.2 ConceitualmenteO termo “ moeda” é usado para denominar tudo aquilo que é geralmente aceito comomeios de trocas de bens e serviços.2.3. Funções da MoedaA moeda é geralmente definida pelas suas funções, as quais podem ser agrupadas em trêsgrandes grupos:a)Meio de troca: esta é sem dúvida a principal função da moeda e representa a capacidadeda moeda para ser utilizada como meio de pagamento na aquisição de produtos e serviços.Sem a moeda, a alternativa seria a utilização de outros ativos efetuando a chamada trocadireta com todos os inconvenientes que daí adviriam. O benefício advindo dessa função é afacilitação do processo de produção e de distribuição, ampliando consideravelmente aspossibilidades de especialização produtiva. Em síntese, os benefícios dessa função são:→ Ao funcionar como intermediária das trocas, a moeda torna possível maior grau deespecialização e de divisão social do trabalho. Isso devido à possibilidade que se abre amaior realização de trocas na economia, demandando uma diversidade de produtosmaiores que a existente em uma economia de escambo;→ A utilização da moeda possibilita sensível redução do tempo empregado nastransações. Essa economia de tempo faz com que o tempo economizado seja utilizada em
  4. 4. 6outras atividades sejam de lazer ou produtivas. Quando as trocas passam a ser efetivadaspor intermédio da moeda, elimina-se a necessidade de dupla coincidência de desejos,exigida no escambo. Pois no escambo, a troca se realiza se existe à vontade doscambiantes mútua pelos produtos respectivos.b)Unidade de conta: a função unidade de conta representa a utilização da moeda paramedir o valor das coisas; a utilização da moeda como medida de valor conhecida de todosfacilita imenso toda a atividade económica.c)Reserva de valor: esta função da moeda representa a possibilidade da moeda serutilizada para aforro, isto é, para ser guardada de forma a transferir capacidade deconsumo para o futuro; a sua utilização deve-se ao baixo risco que lhe está associadoembora apresente o inconveniente da perda de valor em contextos de inflação.2. 4 Caracteristica da MoedaPara o bom desempenho das funções que acabam de ser examinadas, a moeda devereunir uma série de características essenciais. Cabe ressaltar que a crescentecomplexidade das economias monetárias explica, em grande medida, a evolução históricada moeda, no sentido de que os instrumentos monetários em uso nos diferentes estágiosda evolução econômica dos povos pudessem adaptar-se às diferentes exigências que semanifestam em cada etapa, fazendo com que a moeda evolua de formas rudimentarespara formas mais sofisticadas. Em todas as etapas, porém, foram mantidas certascaracterísticas essenciais, sem as quais os diferentes instrumentos monetários utilizadosnão poderiam cumprir as funções básicas que deles sempre se exigiram.As características mais relevantes da moeda, estudadas desde Adam Smith1, são asseguintes: Indestrutibilidade e inalterabilidade: a moeda deve ser suficientemente durável, nosentido de que não se destrua ou se deteriore, à medida que é manuseada naintermediação das trocas. Daí a busca constante de papéis de melhor qualidadepara se imprimirem às notas fiduciárias utilizadas nas transações. Além disso, aindestrutibilidade e a inalterabilidade são obstáculos à sua falsificação, constituindo-se, assim, em elementos de fundamental importância para a confiança do público ea aceitação geral da moeda. Homogeneidade: duas unidades monetárias distintas, mas de igual valor, devemser rigorosamente iguais. Suponhamos o seguinte fato: nos primórdios da evoluçãohistórica da moeda, determinada mercadoria seja tomada como instrumento de
  5. 5. 7troca. As diferentes unidades dessa mercadoria devem, necessariamente, seriguais, homogêneas quanto às suas características intrínsecas. Admitamos, queseja o arroz o instrumento de troca desse período hipotético. No caso de doisindivíduos realizar uma transação onde, o comprador paga a compra com o arrozde baixa qualidade e com grãos quebrados, enquanto o vendedor imagina quereceberá em troca de sua mercadoria grãos inteiros e de boa qualidade. Éjustamente pela possibilidade de ocorrência deste equívoco que se demanda umacaracterística como a homogeneidade. Divisibilidade: a moeda deve possuir múltiplos e submúltiplos em quantidade de talque tanto as transações de grande porte quanto às de pequeno porte possam serrealizadas sem dificuldade. Transferibilidade: diz respeito à facilidade com que deve processar-se suatransferência, de um possuidor para outro. Esta caraterísticas tem a função defacilitar e agilizar o processo de trocas na economia. Facilidade de manuseio e transporte: essa característica deve-se exclusivamente aofato de que a moeda não foi criada para dificultar o processo de troca e sim, facilitá-lo. Se o porte da moeda for dificultado, sua utilização aos poucos seria descartadaou haveria um processo de substituição por uma mercadoria de transporte maisfacilitado.2.5 Estilo de MoedaA moeda pode ser definida como um bem de aceitação generalizada quase utiliza comointermediário nas trocas moeda ao longo da história evoluiu aparecendo sob diferentesformas: Moeda MercadoriaNo princípio, as primeiras moedas eram mercadorias. Estas deveriam sersuficientemente raras (para que fosse imputado valor a elas) e deveriam atender a uma
  6. 6. 8necessidade comum e geral, para que pudessem ser aceitas sem restrições por todos osintegrantes dos grupos envolvidos nas trocas. Desta forma, os primeiros tipos de moedatinham, essencialmente, valor de uso; e, sendo este comum e geral, passavam a ter,concomitantemente, valor de troca.Para melhor compreensão dos conceitos de valor deuso e valor de troca, para quem possuir interesse, aceitação geral estava em seu valor deuso, em sua utilidade, em sua capacidade de atender a uma necessidade comum. Assim, orequisito necessário para que se depositasse confiança na moeda era sua utilidade paratodos ou, pelo menos, maioria da sociedade.As moedas primitivamente usadas tinham sua aceitação fundamentada na utilidade geralque a comunidade encontrava em seu uso, para a satisfação direta de determinadasnecessidades. O valor de uso servia, assim, de garantia para o valor de troca. Ambos, narealidade, acabam por confundir-se, tal a correlações que se estabelecia entre eles. Moeda MetálicaAs necessidades e a criatividade humanas fizeram com que surgisse uma solução queresolvesse a questão da coincidência de desejos, verificada nas trocas diretas, além doproblema da perecibilidade e da divisibilidade. É introduzida, então, a moeda metálicacomo intermediária das trocas. Moeda PapelCédula Francesa de 25 Sols (1792)
  7. 7. 9A moeda de ouro, utilizada em grande escala como intermediação de trocas, trazia doisgrandes problemas para os indivíduos: o custo do transporte, dado seu volume, e o riscode assaltos.O risco de assalto foi determinante na decisão de se manterem as moedas em casas decustódia (os ouvires), em troca de certificados de depósito. Progressivamente, essescertificados passaram a ser usados como moeda.O endosso dava a seus titulares o direito de retirar o ouro junto às casas de custódia.Dessa forma, surgia a Moeda-Papel, cuja característica é ser integralmente lastreada emmetal precioso.Em outras palavras, o detentor do certificado podia, a qualquer momento,dirigir-se a casa de custódia e sacar o equivalente no metal que lhe servia de lastro. Essaação de resgatar o papel em metal é conhecida como conversibilidade. PAPEL-MOEDA OU MOEDA FIDUCIÁRIAA experiência de custódia e da conversibilidade levou a percepção de que a reconversãodos recibos de custódia (moeda-papel) em metais preciosos não era solicitada por todos osseus detentores ao mesmo tempo. Além disso, novos depósitos eram semprerealizados.Assim, os custodiantes começaram, paulatinamente, a emitir certificados nãolastreados. A confiança dos comerciantes e da comunidade nos fiéis e honradoscustodiantes dos metais preciosos ensejou a criação do papel-moeda (ou moedafiduciária). Junto com o papel-moeda nascia, também, a atividade bancária.A emissão de certificados em montantes superiores ao estoque de metal preciosopermitia que seus emissores realizassem operações lucrativas, como a aquisição de títulose ações ou, ainda, a concessão de empréstimos que rendiam juros.Quando se adotou essa prática, os recibos passaram a ser fracionariamente conversíveis,situação que evoluiu com o tempo, chegando aos dias atuais, em que a moeda é deemissão privativa do Estado, onde não há conversibilidade. Moeda Escritural
  8. 8. 10A medida que a sociedade evolui, a forma de convivência e os relacionamentoscomerciais vão-se modificando. Além do papel-moeda de emissão privativa do Estado, pormeio de bancos centrais, há o que chamamos de moeda bancária ou moeda escritural.Osbancos comerciais podem criar moeda, assim como os ourives faziam quando emitiammais certificados do que o ouro que mantinham em depósito. Nos bancos, somente umaparte do total de depósitos é utilizada ao mesmo tempo.Em qualquer momento existem pessoas depositando e outras retirando, de tal forma que,balanceando essas operações, somente uma parcela do todo é movimentada.Ao contrário do que muitas vezes se pensa, o depósito é que é moeda, pois é umapromessas de pagar quando lhe for requerido. O cheque, por sua vez, é apenas omecanismo de conversão do depósito em moeda manual, ou seja, nada mais é do que umaordem de transferência de fundos.Como só uma parcela de depósitos é requerida em espécie, pois grande parte retornaaos bancos em forma de novos depósitos, o banco pode fazer promessas de pagar acimado que dispõe e, dessa forma, criar moeda em meio de pagamento, apesar de não poderemitir a moeda que esteja em curso no país (função privativa do Banco Central).Estaquestão de moeda escritural, principalmente com relação à capacidade que os bancosapresentam de multiplicá-la, será retomada adiante no tópico. “Criação / Destruição deMoeda”. Moeda virtualA evolução das formas de moeda está vinculada ao aspecto intrínseco de que novasformas são adotadas por tornarem mais fáceis, as transações entre os agenteseconômicos. Desde seu surgimento até as modalidades hoje existentes, as transformaçõesda moeda estiveram vinculadas ao aspecto da redução dos custos de transação.A moeda na forma digital (mecanismos de pagamento por via eletrônica) implica reduçãosignificativa nos custos de transação. Seu surgimento e desenvolvimento, no entanto, está
  9. 9. 11mais ligado ao fato de que são vislumbradas as oportunidades de negócios com ooferecimento de serviços financeiros por meio de cartões, Internet, etc.Essas novas formas de dinheiro eletrônico ganharam impulso com a criação da Internet,que permite a realização de compras via computador, debitando-se os respectivos custosem cartões de crédito ou diretamente na conta bancária do usuário.Com o desenvolvimento dos meios de comunicação e da transferência eletrônica de dados,há ainda campo aberto para a criatividade humana encontrar novas formas de intermediaras trocas de aquisição de bens e serviços.O que podemos perceber também é que a dificuldade de averiguar exatamente ondeuma transação ocorre dificultará, ainda mais, a ação dos governos, tanto em definirpolíticas e fiscalizar essa nova forma de moeda, como em tributar as transações dessaforma originadas.2.6 Inflação e seus conceitosO conceito de inflação, diferentemente com que ocorre com a discussão de suas causas eefeitos, é pouco controvertido e facilmente assimilável. Em virtude de sua temíveisconsequências políticas, sociais e econômicas.A inflação tornou-se um assunto amplamente discutido e debatido, que seu conceito hojeé conhecido pela maioria das pessoas com instrução.Dentre as principais teses temos: É um conceito econômico que representa um aumento generalizado de preços dosprodutos de um determinado país ou região, durante um período de tempo. Enesse processo inflacionário o poder de compra da moeda cai.
  10. 10. 12 No sentido literal o termo inflação significa o efeito de inflar ou inchar. Emeconomia é um aumento continuo dos preços, bens e serviços, isto é, o aumentodos preços é verificado na grande maioria dos bens e não somente em alguns. Háuma acentuada diminuída do poder de compra devido a vários fatores tais como: Orendimento salarial que não sofre alteração.A inflação causa graves problemas ao funcionamento da economia, destacando-se osseguintes:a) altas de preços generalizadas produzem distorções econômicas, porque os preços nãosobem todos ao mesmo tempo, há uma dispersão dos preços relativos: a relação entre ospreços sofre mudanças pulverizadas e eles deixam de ser referências válidaspara decisões dos agentes econômicos.b) a inflação causa concentração de renda, porque os mais pobres têm maioresdificuldades de se defender, enquanto os ricos podem reajustar suas rendas, ganhar nomercado financeiro, dolarizar seus ativos, etc.c) ambientes de alta inflação, ao dificultar o cálculo de ganhos, perdas e comparações, etambém por atiçar ganhos especulativos e levar a altas taxas de juros como meio dedefesa do governo, inibem o investimento produtivo, causando impasse no crescimentoeconômico.2.7Alguns aspectos que contribuem para o índice inflacionário2.7.1Natureza do fenômenoA palavra inflação sugere ideia de inchação. Uma analogia que geralmente se recorrepara uma ideia aproximada a de um balão inflado. Aparentemente torna-se maior quantomais cheio de ar é, não obstante da matéria em si que é constituída, permanece
  11. 11. 13intrinsecamente inalterada. Com base nesta comparação o elemento que causa inflaçãonos preços para alguns economistas com Arnold Harberger e contrapartida da inflação.Logo sem injeção de ar não se infla o balão e sem injeção monetária não se terá inflação.Nessa condição é preciso aceitar que a inflação é um fenômeno essencialmente denatureza monetária.2.7.2A magnitude da taxa de elevação de preçoUm segundo aspecto diz respeito à determinação da magnitude a partir da qual a taxa daexpansão geral de preços realmente caracteriza um processo inflacionário.Se considerarmos o conceito básico de inflação, qualquer variação para mais no nível dopreço pode ser chamada inflação. No entanto alguns autores só admitem e existência deum processo inflacionário típico, a partir da dada taxa de elevação de preço ao longo deum determinado período de tempo.Quando isso ocorre é denominado “sopro de alta”. A variação media de preço não seriasuficientemente alta para se caracterizar um processo inflacionário.2.7.3A dimensão do fator tempoOutro problema que transparece no conceito adotado diz respeito à dimensão do períodode tempo que satisfaz a condição fundamental de expansão geral de preço pode serconsiderada persistente, continuada ou prolongada. Quanto a este aspecto cabe indagarse dada elevação de preço durante um curto período de tempo pode ser consideradainflação. Não havendo continuidade no fenômeno as alterações verificadas no nível geralde preços não podem ser atribuídas a fatores tipicamente inflacionários, mais a oscilaçõesreais de mercado.2.7.4Abrangência do FenômenoA inflação como é casualmente conceituada, caracteriza-se como um fenômenomacroeconômico, por quanto se refere e uma considerável e persistente elevação geralnos preços.O que queremos agora é realçar que a elevação geral de preços não se limita a umproduto ou a uma dada fração de bens e serviços que resultam da esfera social de
  12. 12. 14produtos, mais a uma alta generalizada, abrangente que envolve praticamente os preçosde todos os fatores e produtos.2.8 Causas e consequências da inflação2.8.1 CausasNormalmente, são apontadas como principais causas da inflação o excesso de moeda emcirculação, o aumento dos custos de produção e as expectativas dos agenteseconômicos.Podemos citar as seguintes causas da inflação: Excesso de gasto. Ocorre quando consumidores e empresários aumentam gastosrapidamente, provavelmente com base em crédito, sem que haja quantidade suficientede bens e serviços disponível. Os compradores passam a competir pela oferta, que éescassa.Aumento de salários mais rápido do que da produtividade. Fica mais caro para aempresa produzir cada unidade e, ainda que o aumento seja justo, ela pode quererrepassá-lo aos preços para não perder lucro. Isso pode ser mais fácil se não houverconcorrentes. Aumento dos lucros. Se a concorrência diminuir na economia, empresas podemaumentar os preços sem perder clientes. Aumento nos preços das matérias-primas, especialmente quando elas são muitousadas como insumos, como é o caso do petróleo. Como as causas, em geral, sãomundiais, é muito difícil que um país consiga contornar esse tipo de inflaçãoindividualmente. Inércia. Em uma economia já tomada pela inflação ela pode se alimentar. É o queocorre quando cada um tenta se proteger dela: trabalhadores exigem aumento salarial,empresas tentam garantir o lucro, etc. Expectativas dos agentes económicos:As previsões relativas ao aumento dos preços provocam nos agentes económicos umconjunto de comportamentos que contribuem para o agravamento do próprioprocessoinflacionário: os consumidores antecipam o seu consumo;os trabalhadoresreivindicam aumentos salariais; os bancos aumentam as taxas de juro; etc.
  13. 13. 152.8.2 Consequências da inflaçãoRelativamente às consequências da inflação, destacam-se a desvalorização da moeda ea deterioração do poder de compra da população.• Desvalorização da moeda:O aumento dos preços provoca a depreciação do valor da moeda pois os consumidores,com a mesma quantidade de moeda, compram cada vez menos bens e serviços.• Deterioração do poder de compra:Quando os preços sobem, se não se verificar um aumento proporcional dos rendimentosdas famílias, verificar-se-á uma deterioração do seu poder de compra. De uma formageral, a inflação provoca a deterioração das condições de vida dos cidadãos, em especialdaqueles que auferem rendimentos fixos, como pensões e reformas.2.9 Tipos de InflaçãoExistem basicamente em uma economia, três tipos de inflação. Na verdade, geralmente,um desses tres tipos é mais preponderante em uma determinada economia, entretanto,dificilmente existirá somente um tipo de inlfação na economia. Os tipos de inflaçãotambém mantém uma certa relação com a estrutura de mercado (oligopolista,monopolista, monopsonista, etc.) onde esteja ocorrendo. Os tipos de inflação seclassificam portanto em: Inflação de DemandaRefere-se ao excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens eserviços.A Inflação de Demanda é acarretada basicamente por uma certa defasagementre a quantidade ofertada e a quantidade demandada, sendo esta ultima bem maior doque a primeira, causando dessa forma, uma pressão nos preços em função de um certopatamar de demanda reprimida.
  14. 14. 16 Inflação de CustosPode ser associadas a uma inflação tipicamente de oferta.Este tipo de inflação se carateriza basicamente por uma majorada exógena dedeterminados componentes do produto, tais como matéria prima, salários, impostos,combustíveis, etc. Nestes casos o comportamento da demanda não é um fator muitodeterminante do preço final das mercadorias.Um ótimo exemplo deste tipo de inflaçãopode ser verificado no setor automobilístico, que é fortemente oligopolizado (formadopor cartéis). Neste setor mesmo em períodos nos quais as vendas baixemsignificativamente, os preços não seguiram essa tendência.A inflação de custos exprime-se também por meio da mudança de posição da curvade oferta agregada: partindo da situação inicial, os produtores só estarão dispostos amanter o mesmo quantum de oferta agregada a níveis mais altos de preços.Independentemente do que possa acontecer com a demanda agregada, a curva deoferta agregada movimenta-se para cima, de tal forma que, mantido o nível de plenoemprego, o aumento do lucro implicará a elevação do nível geral de preços, apósdecorrido o intervalo de tempo necessário para que a expansão dos custos de vida aesse aumento indutor se estenda a toda a economia Inflação InercialÉ o processo automático de realimentação de preços. Ou seja, a inflação correntedecorre da inflação passada, perpetuando-se uma inércia ou memória inflacionária.Ainércia inflacionária pode ser entendida como se fosse um efeito de manutenção dataxa inflacionária. Entre todos os agentes de determinado segmento de mercado ouaté mesmo da economia como um todo existe um efeito psicológico tendendo aorepasse das expectativas de inflação do momento para os preços de seus produtos.Isso provoca a manutenção da taxa de inflação em um determinado patamar ou atémesmo um crescimento acentuado tendendo para a hiperinflação.
  15. 15. 173.CONCLUSÃONeste trabalho mostramos a mudança no sistema de troca direta de mercadorias pelossistemas monetários, a moeda percorreu em sua evolução um longo caminho, deimportância fundamental para o desenvolvimento econômico das diferentes sociedades. Aotransformar-se no primeiro grande meio de pagamento, por ser uma mercadoria facilmentetrocável nas transações internas ou externas de uma comunidade, o gado bovino afastouas várias outras que funcionavam como moeda. Devido ao volume, à dificuldade detransporte e ao fato de ser perecível, entre outras desvantagens, o gado bovino cedeulugar aos metais como ferro, cobre alumínio e, mais tarde, aos metais preciosos, como aprata e o ouro. Além do grande valor, os metais apresentavam maior facilidade de manejo.A evolução das funções desempenhadas pela moeda é uma decorrência do crescimentoda produção mercantil. A moeda não é um bem de consumo, pois embora não satisfaçadiretamente as necessidades humanas, compra coisas que têm esse poder; não é um bemde produção, pois se não for empregada como investimento de capital a rentabilidade deseus depósitos é nula.Seu valor reside nas funções que desempenha como meio de pagamento, ouinstrumento de troca; como reserva de valor; e como medida comum de valores.Com a realização deste trabalho sobre a Inflação concluí que ao abordar todos estestemas do ponto de vista econômico temos uma percepção totalmente diferente destesassuntos, que tratam a desigualdade de situações econômicas.Todos os fatores econômicos são essênciais para uma boa percepção da economia etambém essênciais para o decorrer desta ciência econômica.
  16. 16. 18REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASROSSETI,José Paschoal. Economia Monetária. 9º ed. São Paulo,2005.Leite, J.A. Macroeconomia.2ºed. São Paulo:Atlas,2000.Capítulos 4 e 7.Carvalho, Fernando et al. Economia Monetária e Financeira. Rio de Janeiro.2001.Capítulo 1História de Tudo. História da Moeda. Disponível em:http:www.históriadetudo.com.br/moeda.html. Acesso em:25 de maio de 2013Mueller,Antony P. Causas e Consequências da Inflação. Disponivelem:hhtp:www.ordemlivre.org.2011/05/inflação,causas e consequências. Acessoem:10.mai.2013Cerqueira,Sara.Causas e Consequências da Inflação.Disponivel em:hhtp:economia-ablogspol.com.br. Acesso em:05 de maio de 2013DORNBUSCH, Rudiger, FISCHER, Stanley. Macroeconomia. 5ª ed. São Paulo:MakronBooks, 1991. 930 p.LOPES, João do Carmo, ROSSETTI, José Paschoal. Economia Monetária. 6ª ed.São Paulo: Atlas, 1992. 368 p.MARINHO, Henrique. Política Monetária no Brasil: da teoria à prática. 4ª ed. Riode Janeiro: Campus, 1996. 197 p.MAYER, Thomas, DUESENBERRY, James S., ALIBER, Robert. Moedas, Bancos eaEconomia. 4ª ed. americana. Rio de Janeiro: Campus, 1993. 681 p.

×