Patologia das estruturas, piso concreto e revestimentos

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Patologia das estruturas, piso concreto e revestimentos

  1. 1. UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ UNOCHAPECÓPATOLOGIA DAS ESTRUTURAS E PISOS DE CONCRETO ARMADO E REVESTIMENTOS Adrian Felipe Sotana Carlos Eduardo Bamberg Thiago Batista da Costa Curso de Engenharia Civil Disciplina de Construção Civil II Chapecó – SC, mar. 2012
  2. 2. 1- PATOLOGIAS DAS ESTRUTURAS A patologia na construção pode ser entendida, como à Ciência Médica, o ramo daengenharia que estuda os sintomas, formas de manifestação, origens e causas das doenças oudefeitos que ocorrem nas edificações. Os problemas patológicos têm suas origens motivadas por falhas que ocorrem durantea realização de uma ou mais das atividades inerentes ao processo comum que se denomina deConstrução Civil, processo este que pode ser dividido em três etapas básicas: Falhas de projeto, execução e de manutenção. O surgimento de problemas patológicosna estrutura indica maneira geral, a existência de falhas durante a execução de uma das etapasda construção, além de apontar para falhas também no sistema de controle de qualidadepróprio de uma ou mais atividades. Os problemas patológicos estão presentes na maioria dasedificações, seja com maior ou menor intensidade, variando o período de aparição e/ou aforma de manifestação. Figura 1: Pilares corroídos.1.1-PATOLOGIAS GERADAS NA ETAPA DE CONCEPÇÃO DA ESTRUTURA -PROJETO Várias são as falhas que podem ocorrer durante a concepção da estrutura,podendo se originar durante os estudo preliminar, na execução do ante-projeto, ou durante aelaboração do projeto de execução. Falhas originadas por um estudo preliminar deficiente, oude anteprojetos equivocados, resultam principalmente no encarecimento do processo deconstrução, ou por transtornos na utilização da obra, já falhas geradas durante a realização doprojeto final de engenharia são responsáveis por problemas patológicos sérios. Uma veziniciada a construção podem ocorrer falhas das mais diversas naturezas, associadas a causas 2
  3. 3. tão diversas como: falta de condições locais de trabalho, não capacitação profissional da mão-de-obra, inexistência de controle de qualidade de execução, má qualidade de materiais ecomponentes, irresponsabilidade técnica e até mesmo sabotagem. Estes inúmeros fatores podem facilmente levar a graves erros em determinadasatividades, como a implantação da obra, escoramento, formas, posicionamento e quantidadede armaduras e a qualidade do concreto, desde sua fabricação até a cura. Muitos dos problemas patológicos tem sua origem na qualidade inadequada nosmateriais e componentes, a menor durabilidade, os erros dimensionais, a presença de agentesagressivos incorporados e a baixa resistência mecânica são apenas alguns dos muitosproblemas que podem ser implantados nas estruturas como conseqüência desta baixaqualidade. Figura 2: Falha na execução do pilar Figura 3: Sinais de patologia 3
  4. 4. 1.2 - PATOLOGIAS GERADAS NA ETAPA DE UTILIZAÇÃO DA ESTRUTURA -MANUTENÇÃO Acabadas as etapas de concepção e de execução com qualidade adequada, asestruturas podem vir apresentar problemas patológicos originados da utilização errônea ou dafalta de um programa de manutenção adequado. Problemas patológicos podem ser evitados informando o usuário sobre aspossibilidades e as limitações da obras como por exemplo em um edifício de alvenariaestrutural, informar ao morador sobre quais são as paredes portantes, para que não se realizemobras de demolição ou aberturas de vãos sem a consulta e assistência de especialistas. Muitos são os casos em que a manutenção periódica pode evitar problemaspatológicos sérios, como a limpeza e a impermeabilização de lajes de cobertura, marquises,piscinas elevadas, que se não forem executadas, possibilitarão a infiltração prolongada deágua, que implicarão na deterioração da estrutura. Problemas comuns do país, onde classifica-se as incidências de acordo com suaorigem de incidência. 4
  5. 5. Manifestação patológica com maior ocorrência nas edificações.1.3 - CORROSÃO DE ARMADURAS NA BASE DE PILARES: ASPECTOSGERAIS  Manchas superficiais de cor avermelhadas;  Fissuras paralelas à armadura;  Redução da seção da armadura;  Descolamento do concreto.1.3.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Alta densidade de armaduras devido a presença de ancoragem não permitindo o cobrimento mínimo exigido;  Cobrimento em desacordo com o projeto;  Falta de homogeneidade do concreto;  Perda de nata de cimento pela junta das fôrmas;  Alta permeabilidade do concreto;  Insuficiência de argamassa para o envolvimento total dos agregados;  Em áreas de garagem, devido à presença de monóxido de carbono que pode contribuir para a rápida carbonatação do concreto. 5
  6. 6. Figura 4: Exemplo de Patologia em Pilar1.4 - CORROSÃO DE ARMADURAS EM VIGAS COM JUNTAS DE DILATAÇÃO:ASPECTOS GERAIS  Manchas superficiais de cor marrom-avermelhadas;  Fissuras paralelas à armadura;  Redução da seção da armadura;  Descolamento do concreto;  Saturação da parte inferior da viga.1.4.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Juntas de dilatação obstruídas e com infiltrações;  Presença de agentes agressivos: águas salinas, atmosferas marinhas, etc.;  Alta densidade de armaduras não permitindo o cobrimento mínimo exigido;  Cobrimento em desacordo com o projeto;  Alta permeabilidade do concreto;  Insuficiência de argamassa para o envolvimento total dos agregados; 6
  7. 7. Figura 5:Exemplo de patologias em uma viga1.5 - CORROSÃO DE ARMADURAS EM LAJES: ASPECTOS GERAIS  Manchas superficiais de cor marrom-avermelhadas;  Corrosão generalizada em todas as barras da armadura;  Redução da seção da armadura;  Descolamento do concreto.1.5.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Falta de espaçadores;  Abertura nas juntas das fôrmas, provocando a fuga de nata de cimento;  Presença de agentes agressivos: águas salinas, atmosferas marinhas, etc.;  Cobrimento em desacordo com o projeto;  Concreto com alta permeabilidade e/ou elevada porosidade; Insuficiência de estanqueidade das fôrmas; Figura 6: Demonstração de patologia em lage 7
  8. 8. 1.6 - CORROSÃO DE ARMADURAS DEVIDO À PRESENÇA DE UMIDADE:ASPECTOS GERAIS  Manchas superficiais (em geral branco-avermelhadas) na superfície do concreto;  Umidade e infiltrações;  Percolação de água;1.6.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Acúmulo de água e infiltrações;  Alta permeabilidade do concreto;  Fissuras na superfície do concreto favorecendo a entrada de água presente.  Juntas de concretagem mal executadas; Presença de ninhos de concretagem. Figura 7: Lage com visivel excesso de umidade Infiltração e presença de limo causado pela fissuração e permeabilidade excessiva da laje de concreto. 8
  9. 9. 1.7-CORROSÃO DE ARMADURAS POR ATAQUE DE CLORETOS:ASPECTOSGERAIS  Manchas superficiais de cor marrom-avermelhadas;  Apresenta corrosão localizada com formação de "pites";1.7.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Presença de agentes agressivos incorporados ao concreto: águas salinas, aditivos à base de cloretos ou cimentos;  Atmosfera viciada: locais fechados com baixa renovação de ar, existindo a intensificação da concentração de gases. Figura 8:Ataque de cloretosApresenta-se formação de pites de corrosão localizada por toda a estrutura e lascamento doconcreto devido a expansão dos produtos de corrosão. 9
  10. 10. 1.8 - NINHOS E SEGREGAÇÕES NO CONCRETO: ASPECTOS GERAIS  Vazios na massa de concreto;  Agregados sem o envolvimento da argamassa;  Concreto sem homogeneidade dos componentes;1.8.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Baixa trabalhabilidade do concreto;  Insuficiência no transporte, lançamento e adensamento do concreto;  Alta densidade de armaduras; Figura 9: Exemplo de segregação Ninhos de concretagem no encontro do pilar com a viga, posteriormente preenchidocom tijolo cerâmico. 10
  11. 11. 1.9 - DESAGREGAÇÕES DO CONCRETO: ASPECTOS GERAIS  Agregados soltos ou de fácil remoção;1.9.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Devido ao ataque químico expansivo de produtos inerentes ao concreto; Baixa resistência do concreto; Figura 10: Desagregação do Concreto2 - LASCAMENTO DO CONCRETO: ASPECTOS GERAIS  Descolamento de trechos isolados do concreto;  Desplacamento de algumas partes de concreto geralmente em quinas dos elementos e em locais submetidos a fortes tensões expansivas;2.1 - CAUSAS PROVÁVEIS  Corrosão das armaduras;  Canos de elementos estruturais sem armadura  Suficiente para absorver os esforços;  Desfôrma rápida. 11
  12. 12. Figura 11: Desagregamento do concretoLascamento do concreto devido à expansão dos produtos de corrosão nas armaduras da laje. 12
  13. 13. 3 - REVESTIMENTOS CERÂMICOS O conhecimento sobre as patologias das edificações é indispensável em maior ou menorgrau, para todos que trabalham na construção (VERÇOZA,1991). As construtoras queremconstruir cada vez mais, com o objetivo de economizar ao máximo, mas apresentando umproduto com qualidade e acima de tudo, confiável. Dentre as patologias que o revestimento cerâmico pode apresentar, pode-se dizer, que estãodistribuidas em relação a origem do processo construtivo, onde parcela dessas patologias, sãooriundas de projetos mau elaborados, seguidos de mau execução e qualidade dos materiaisutilizados. As patologias mais frequentes em cerâmicas são: Patologias quanto as eflorescências; Patologias quanto as trincas, gretamento e fissuras; Patologias quanto ao bolor; Deterioração das juntas; Patologias quanto a expansão por umidade (EPU); Destacamentos de placas???3.1 - EFLORESCÊNCIA Eflorescência são marcas de bolor, decorrentes da infiltração de água. São manchasnormalmente brancas que se formam sobre a superfície alterando a estética dos acabamentos.Isso acontece quando os sais solúveis nos componentes da alvenaria são transportados pelaagua utilizada na construção através dos poros dos revestimentos. As placas cerâmicas possuem vazios em seu interior, onde a água passa por capilaridade oumesmo por força do gradiente hidráulico. Pode-se afirmar que sem a água, não haveria eflorescencia, pois o quadro patológico daeflorescência, tem como fator predominante a presença e a ação da água. Para evitar as eflorescências deve-se utilizar cimento CP IV (pozolânico) ou cimento tipoRS (resistente a sulfatos). Outra forma de conter a eflorescência, é utilizar rejuntesimpermeáveis, e acima de tudo, vazamentos em paredes, visto que, a origem da eflorescência 13
  14. 14. se dá, devido aos vazamentos de canos, umidades de terrenos, ou penetração por meio derejuntes mau aplicados.3.2 - TRINCAS, GRETAMENTOS E FISSURAS Essa patologia, ocorre devido a perda de integridade da superfície da placa cerâmica. As trincas são rupturas causadas por esforços mecânicos, resultando na separação dasplacas, gerando aberturas superiores a 1 m. Já as fissuras, são rompimentos nas placascerâmicas, que não chegam a causar a ruptura nas placas, gerando uma abertura inferior a 1m. O gretamento são aberturas em várias direções, inferiores a 1 m, ocorrendo na superfícieesmaltada das placas. Para evitar essa patologia, deve-se usar argamassas bem dosadas ou colantes. 14
  15. 15. 3.3 - PATOLOGIAS QUANTO AO BOLOR O desenvolvimento de fungos em revestimentos externos causa alteração estética formandomanchas escuras indesejáveis em tonalidades preta, marrom e verde, ou ocasionalmente,manchas claras esbranquiçadas ou amareladas (SHIRAKAWA, 1995). A limpeza de manchas de bolor, gordura ou sujeira pode ser feita com escova ou esponja,utilizando-se produtos de limpeza desengordurantes ou à base de cloro. Não devem ser usadosácidos. Para ambientes que entram em contato direto com a água, o rejunte deve ser impermeável(para impedir que o líquido infiltre por baixo da cerâmica) e antifúngico (para evitar aformação de bolor). 15
  16. 16. 3.4 - DETERIORAÇÃO DAS JUNTAS A deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos, pois asjuntas são responsáveis pela vedação do revestimento cerâmico e por absorver deformações. É possível perceber quando ocorre uma deterioração da junta quando há perda deestanqueidade e envelhecimento do material de preenchimento. No caso da perda daestanqueidade, isso se dá, devido ao mau procedimento de limpeza, logo após a sua execução,que em contato com agentes agressivos, pode causar fissuras. Em situações que os rejuntes apresentam uma quantidade grande de resinas podem ocorrerenvelhecimento e perda de cor no revestimento. Para evitar essa patologia é necessário ter um controle rigoroso da execução dorejuntamento, do preenchimento das juntas e da escolha dos materiais que será utilizados.3.5 - PATOLOGIAS QUANTO A EXPANSÃO POR UMIDADE (EPU) Trata-se de uma propriedade dos materiais cerâmicos que tendem a inchar-se, em maior oumenor grau com o decorrer do tempo, essa expansão associada à ausência de juntas adequadasresultará fatalmente nodescolamento do revestimento por flambagem, ou greteamento efissuras doesmalte.(FIORITO, A.J.S.I 1984). Com a expansão por umidade ocorre o aumento da peça cerâmica devido à absorção deágua, podendo resultar na descolagem da peça da argamassa. Para locais com umidade e que 16
  17. 17. estão diretamente expostos ao sol, deve-se analisar o índice de absorção de água da peça,visando um índice baixo para que não haja expansão.3.6 - DESTACAMENTOS DE PLACAS O destacamento das placas ocorre devido a perda de aderência da cerâmica do substrato,quando as tensões aplicadas ultrapassarem a sua capacidade de aderência das ligações. É possível perceber o destacamento da placa quando ocorrer um som oco na cerâmica, ouquando ocorrer o estufamento da camada de acabamento. Isso ocorre devido a acomodação daconstrução, pela deformação lenta da estrutura de concreto armado, pela ausência de detalhesconstrutivos, quando utilizado cimento colante vencido, mão de obra desqualificada, entreoutras possibilidades. Para solucionar essa patologia, na maioria das vezes, a solução é a retirada total dorevestimento, devido a sua recuperação ser trabalhosa e cara. 17
  18. 18. 4 - REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS Uma patologia ocorre quando o desempenho do produto ultrapassa o seu limite mínimo dedesempenho desejado. Analisando os revestimentos de argamassa, as patologias maisfrequentes são: fissuração e o deslocamento da pintura; a formação de manchas de umidade,com desenvolvimento de bolor; deslocamento da argamassa de revestimento da alvenaria;fissuração da superfície do revestimento; formação de vesículas na superfície dorevestimento; deslocamento entre o reboco e o emboço. A patologia nos revestimentos argamassados ocorre devido a qualidade do materiaisutilizados na execução, do traço da argamassa de cimento, da espessura do revestimento, daaplicação do revestimento, do tipo de pintura, da umidade e da expansão da argamassa deassentamento. A origem para a ocorrência desses problemas estão associados às fases de projeto eexecução desse revestimento, ou seja, pela ausência do projeto do revestimento ou pela máconcepção e pela não conformidade entre o projetado e o executado. Dessa forma, devemos considerar a qualidade dos materiais utilizados, o traço daargamassa, o modo de aplicação, a aderência, a espessura do revestimento, a aplicação daargamassa, pintura, umidade, expansão da argamassa de assentamento e os reparos.4.1 - AGREGADOS A desagregação do revestimento, tem como causa a presença de torrões argilosos, comexcesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. A mica pode também reduzira aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. 18
  19. 19. 4.2 - CAL Se for utilizada logo após a fabricação, ocorrerá aumento de volume, causando danos aorevestimento, mais precisamente na camada de reboco. Existindo óxido de cálcio livre, naforma de grãos grossos, a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e oefeito é o de formação de vesículas, podendo ser observados já nos primeiros meses deaplicação do reboco.4.3 - CIMENTO Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento, mas sim, quanto à finura que regularáos níveis de retração por secagem. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pelaretenção de água que, sendo proporcional ao teor de finos. Mas, em idades, maiores, aretração aumenta com o teor de finos. Para resolver o problema, costuma-se adicionar aditivoincorporador de ar à argamassas de cimento, ou adicionar cal hidratada para que aumente oteor de finos, melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. 19
  20. 20. 4.4 – TRAÇO DA ARGAMASSA DE CAL O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. Dessa forma, a resistência daargamassa é função de uma proporção adequada de areia, cal e de condições favoráveis àpenetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada.Considera-se argamassa rica a que contém proporção calareia, em massa superior a 1:3.4.5 - TRAÇO DA ARGAMASSA DE CIMENTO A primeira camada do revestimentoé o emboço, regularizando a superfície da base. Paraque essa camada seja elástica, deve conter cal e cimento em proporções adequadas. Quandoessa camada for rica em cimento, pode-se observar fissuras e deslocamente, condiçãoagravada quando aplicada em espessura superior a 2 cm.4.6 - ADERÊNCIA À BASE Uma camada do revestimento aplicada sobre outra, impedindo a penetração da nata doaglomerante, pode apresentar problemas de aderência. O revestimento mantém-se aderentenos locais correspondentes às juntas do assentamento. Sendo a área dessas juntas pequenas, orevestimento acaba sendo descolado sob o efeito do seu próprio peso. É essencial que existamcondições de aderência do revestimento à base. 20
  21. 21. 4.7 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA Se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes daaplicação da camada superior, a retração que acompanha a secagem da camada inferior gerafissuras na camada superior.4.8 - ESPESSURA DO REVESTIMENTO Em casos em que há um traço rico de cimento, acaba não permitindo que o revestimentoacompanhe a movimentação da estrutura, deslocando-se. No reboco, o efeito observado é dedesagregação por falta de carbonatação. Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento deparedes e tetos com argamassas: materiais, preparo, aplicação e manutenção", a espessura doemboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 m.4.9 - TIPO DE PINTURA As tintas a óleo e epóxi promovem uma camada impermeável, dificultando a difusão do aratmosférico através da argamassa de revestimento. Se a pintura for aplicada prematuramente,o grau de carbonatação não será suficiente para dar resistência suficiente a camada de reboco,gerando um deslocamento do emboço com desagregação. 21
  22. 22. 4.10 - UMIDADE A infiltração de água acaba gerando manchas, acompanhadas pela formação deeflorescência ou vesículas. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento,com pulverulência ou formação de bolor em locais onde não há incidência com o sol.4.11 - EXPANSÃO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entreos constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos oublocos que compõem a alvenaria, ocorrendo no sentido vertival, podendo ser identificada porfissuras horizontais no revestimento. Isso ocorre devido a reação de sulfato do meio ambienteou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa e pela hidratação retardada dacal dolomitica usada na argamassa de assentamento.4.12 - REPAROS Sempre que surgir danos na edificação, é necessário que sejam feitos reparos para evitaque o fenômeno alastre-se progressivamente, solicitando um reparo constante. Por issomesmo, é necessária a identificação das causas e da extensão do dano para procurar solicioná-los o mais rapido possível. 22
  23. 23. 5 - PATOLOGIAS MAIS COMUNS NOS PISOS CIMENTADOS O piso de concreto é definido a partir da sua utilização final nos seguintes itens:acabamento, resistências, espessura, tipo de concreto, tipo de estrutura, processo deconcretagem e acabamento. A variedade de solicitações a que estes revestimentos podem serexpostos faz necessário delimitar os valores mínimos de resistência exigidos em função dotipo de utilização, a determinação das condições do substrato (concreto novo ou piso jáutilizado), a definição de metodologias e procedimentos adequados de preparo e tratamentodo substrato e a especificação de detalhes de projeto a serem obedecidos. O uso de matérias de qualidade contribui fortemente no sentido de minimizar asocorrências de patologias, no entanto, sem eliminar por completo tais eventos. As patologias dos pisos cimentados agrupam-se em três grandes divisões: fissuras,desgastes e esborcinamento de juntas, porém sem excluir outros registros como problemas decoloração e delaminação. Frequentemente relacionam-se patologias ligadas à execução,causadas por atraso no corte das juntas, cura inadequada, armaduras mal posicionadas eproblemas de acabamento. As patologias relativas ao preparo de subleito e sub-base, decorrentes de mácompactação do solo, repercutem em fissuras de caráter estrutural, assim denominadas pelosprejuízos causados à estabilidade e à capacidade de carga do piso, podendo ser prevenidasatravés da realização de ensaios do solo. Após o aparecimento da fissura, indica-se a remoção e recompactação do solo, ouainda o estaqueamento do piso, responsável pela melhor distribuição das tensões no piso. A dosagem correta do concreto contribui para o bom acabamento ao piso efacilitando sai execução, sobretudo através da boa dosagem de finos. A cura inadequada pode resultar em fissuras e empenamentos, até baixasresistências à abrasão. O uso de mantas para cura úmida pode contribuir como solução,permitindo a transferência gradual e homogênea da água para o concreto. A saturação do arpor vaporizadores é aplicável nos casos em que a umidade relativa do ar é baixa, mas torna-seinviável em áreas externas. Os reparos devem ser executados observando-se vários cuidados, como a aberturade cavidades regulares para perfeito encaixe do material de reparo, total remoção de materialsolto ou desagregado, limpeza eficiente e prévia saturação de base. No caso de desagregaçõesmuito superficiais e formação de poeira, podem ser aplicados os endurecedores de superfície, 23
  24. 24. em geral silicato de sódio ou de cálcio. No caso de desarranjos gerais, executa-se ofresamento geral do piso e sua total recomposição.5.1- DESGASTE SUPERFICIAL Patologia relativamente comum, relacionada a fatores como baixa qualidade dosmateriais empregados, traço inadequado do concreto, exsudação, acabamento inapropriado,ausência do procedimento de cura, excesso de carregamento, dentre outros. A superfície ficacomprometida em termos de resistência e, com a solicitação por abrasão e impacto, ocorre odesgaste, ocasionando quebras das bordas das juntas, excesso de formação de poeira e todosos danos e prejuízos decorrentes deste processo. Figura 1: Desgaste por abrasão. Fonte: Portal PI – Pisos Industriais Figura 2: Desgaste acentuado. Fonte: Portal PI – Pisos Industriais 24
  25. 25. 5.2 - Delaminação É considerada uma patologia comum ao pisos de concreto, sendo caracterizada pelodestacamento da lâmina superficial do piso, e uma de suas conseqüências é a grandediminuição de resistência do piso. Na maioria das vezes é causada pelo polimento precoce dopiso, procedimento que sela o concreto e deixa a superfície menos permeável, impedindo apassagem da água de exsudação. Figura 3: Delaminação. Fonte: Portal PI – Pisos Industriais Figura 4: Delaminação causada por incorporação de ar, excesso de materiais finos, excesso de água ou condições climáticas durante a execução. Fonte: portal PI – Pisos Industriais 5.1 - Esborcinamento Em um piso de concreto, as juntas são pouco resistentes a impactos, podendo estarsujeitas ao esborcinamento (quebra das bordas). Como as causas mais comuns, podemos citaros erros de projeto, como a adoção de barras de transferência de diâmetro inadequado ouespecificação incorreta de materiais de preenchimento. A remoção das barras de transferência 25
  26. 26. para facilitar a desenforma também contribui para o enfraquecimento das juntas, e erro deposicionamento das barras de transferência das juntas (eixo inadequado) podem criar fissuraspróximas a estes locais). Figura 5: Esborcinamento. Fonte: Revesprim 5.2 - Empenamento Esta patologia é provocada pelas baixas espessuras do pavimento, alta retração esubarmação (pequena taxa de aço) do piso. Figura 6: Empenamento causado por retração hidráulica diferencial da pplaca de concreto. Fonte: Revista Téchne Nenhuma entrada de sumário foi encontrada. 5.3 - Fissuras Podem ser consideradas como a patologia característica das estruturas de concreto.A caracterização da fissuração depende sempre da origem, intensidade e magnitude do quadrode fissuração existente. Para serem definidas as causas da fissuração, é necessário a elaboração domapeamento das fissuras e sua classificação, definindo sobre a atividade ou não das mesmas(uma fissura é dita ativa, quando a causa responsável por sua geração ainda atua sobre a 26
  27. 27. estrutura, sendo inativa, sempre que sua causa se tenha feito sentir durante um determinadotempo, e então deixado de existir). As principais causas de fissuras são: 1. Retração plástica: quando a água se desloca para fora de um corpo poroso não totalmente rígido, ocorre uma contração deste corpo. Logo após o adensamento e acabamento da superfície do concreto, pode-se observar o aparecimento de fissuras em sua superfície, facilmente eliminadas pelo alisamento superficial ou por revibração. Esta retração plástica é devida à rápida perda de água de amassamento, seja por evaporação ou por absorção das formas ou dos agregados. Figura 7: Fissuras de retração plástica do concreto. Fonte: RIPPER, 1996. Assentamento plástico do concreto: após o lançamento do concreto, os sólidos da mistura começam a sedimentar, deslocando água e o ar aprisionado. A exsudação e a sedimentação continuam até o endurecimento do concreto. Figura 8: Fissuras de assentamento em piso de concreto. Fonte: Portal PI – Pisos Industriais. 27
  28. 28. Movimentação de Formas e/ou do subleito: os recalques do subleito ou mau escoramento das fôrmas podem causar trincas no concreto durante a fase plástica. Tais movimentos podem ser causados por deformação das formas, por mau posicionamento, por falta de fixação inadequada, pela existência de juntas mal vedadas ou de fendas, uso impróprio ou excessivos dos vibradores. Retração hidráulica: após a pega, é devida à perda por evaporação de parte da água de amassamento para o ambiente, de baixa umidade relativa. A retração após a pega manifesta-se muito mais lentamente do que a retração plástica. Figura 9: Junta de construção terminando em junta serrada, gerando trinca alinhada com a junta de construção. Fonte: LM Brasil 5.4 - Manchas no concreto As mais comuns são originárias dos processo de hidratação do cimento ecarbonatação do concreto, responsáveis pela formação de manchas que se destacam da corpadrão do concreto aplicado no piso. Existem três causas básicas para o seu aparecimento. Aprimeira, mais grave e mais comum, ocorre devido a pega diferenciada do concreto, ocorridapor um atraso no processo de concretagem. O segundo tipo, é causado pelo posicionamentodos agregados graúdos muito próximos a superfície. Nesse caso, a causa do problema podereferir-se a falta de argamassa ou vibração insuficiente. Por fim, o terceiro tipo é causado pelamá aplicação das mantas de cura. Caso não fiquem perfeitamente em contato com a superfíciede concreto, formam bolsões de ar, escurecendo o concreto nestas regiões e possibilitando aidentificação de frisos e dobras do tecido mal posicionado. 28
  29. 29. Figura 10: Manchas no concreto. Fonte: Revista Téchne 5.5 - Bolhas Geralmente, a formação de bolhas antecede o fenômeno de deslocamento dosrevestimentos. Pequenas formações na superfície começam a aparecer, e aos poucos, vão setornando maiores e numerosas. Quando o piso nesse estado é submetido a tráfego maisintenso, aparecem as primeiras rupturas, expondo sua base ou suas camadas intermediárias.Dentre as causas mais comuns estão o acumulo de líquidos ou gases vindos da sub-base, basee do próprio revestimento, em decorrência de falhas durante a catalise dos materiais. Figura 11: Bolhas no concreto. Fonte: Revista Téchne 29
  30. 30. CONCLUSÃO Os problemas patológicos podem ser motivados por falhas que ocorrem na execuçãodas atividades inerentes ao processo comum. As falhas que são as principais causadoras daspatologias na construção civil, podem ser divididas em três etapas básicas: falha no projeto,na execução e na manutenção. Os problemas patológicos estão presentes ma ,aioria dasedificações, seja com maior ou menor intensidade, variando o período de manifestação ouforma de aparição. A questão de tornar a obra mais barata utilizando materiais de baixa qualidade compreços mais acessíveis e soluções mais práticas também podem contribuir para oaparecimento de patologias. Contudo concluímos que para evitarmos problemas futuros, é necessário elaborar umprojeto bem detalhado e com embasamento técnico, além de um acompanhamento maisminucioso na execução da obra, tentando evitar ao máximo a ocorrência de problemasindesejados. 30
  31. 31. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASVERÇOZA, Ênio José. Patologia das edificações. 1. ed. Porto Alegre: Sagra, 1991 CAMARGO, Maria de Fátima Santos. Pisos à base de cimento:caracterização, execução e patologias. Monografia apresentada ao Curso deEspecialização em Construção Civil da Escola de Engenharia UFMG. BeloHorizonte, Janeiro de 2010. REFERÊNCIAS WEBSITES PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES – Bruna Maidel – Francielle Almeida –Julia Lidani – Sandra Regina Flach - http://pt.scribd.com/doc/53340108/patologiasPATOLOGIAS CERÂMICAS - Gisele Cichinelli -http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/116/artigo35346-2.aspPATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS - http://demilito.com.br/10-Patologia%20dos%20revest-rev.pdfPATOLOGIA DOS REVESTIMENTOS – Vicente Vieira -http://www.ebah.com.br/content/ABAAABj8AAD/10-patologia-dos-revest-revRECOMENDAÇÕES PARA A EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS DEARGAMASSA PARA PAREDES DE VEDAÇÃO INTERNAS E EXTERIORES ETETOS - Luciana L. Maciel - Mércia M. S. Bottura Barros - Fernando H. Sabbatinihttp://pcc2436.pcc.usp.br/Textost%C3%A9cnicos/Revestimentos%20verticais/aula%205%202005%20texto%20argamassa.PDFOVAGHIMIAN, Levon Hagop. Concreto: Recuperação no chão. Revista TéchneOnline – Disponível em: http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/154/artigo159921-2.asp. Acesso em 18 de março de 2012.LM Brasil: http://www.lmbrasil.com.br/comentarios_tecnicos/juntas_industriais.htmlPortal PI – Pisos Industriais: http://www.pisosindustriais.com.br/revista/index.aspRevesprim: http://revesprim.com.br/images/revicol_argamassa.jpgRipper, 1996: http://patologiaestrutura.vilabol.uol.com.br/processos.htm 31

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