Manaul de serviço cbr1100 xx (1)_(~1998) instruc

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Manaul de serviço cbr1100 xx (1)_(~1998) instruc

  1. 1. CBR1100XX 21. INSTRUÇÕES TÉCNICAS BALANCEIRO DUPLO 21-1 CBS DUPLO (SISTEMA DE FREIOS DUPLO COMBINADO) 21-3 21-1 BALANCEIRO DUPLO Nos motores com alta potência, a eliminação das indesejáveis vibrações de alta freqüência é muito importante. O motor utiliza dois balanceiros que giram em direções opostas pela utilização de uma engrenagem intermediária, eliminando mais do que somente as vibrações secundárias. A localização dos balanceiros, em função da posição de instalação do motor, foi cuidadosamente planejada através de análises por computador. Este sistema com dois balanceiros, combinado com um motor rigidamente instalado, minimiza as vibrações de alta freqüência do motor em altas rotações, resultando em uma resposta mais precisa e segura. 21
  2. 2. CBR1100XX 21-2 INSTRUÇÕES TÉCNICAS ESBOÇO DOS BALANCEIROS BALANCEIRO DIANTEIRO ÁRVORE DE MANIVELAS BALANCEIRO TRASEIRO ENGRENAGEM INTERMEDIÁRIA O primeiro balanceiro (dianteiro) está localizado na parte dianteira da árvore de manivelas e é acionado por engrenagem na direção oposta à rotação da árvore de manivelas. O segundo balanceiro (traseiro) está localizado atrás e acima da árvore de manivelas, onde uma engrenagem intermediária faz com que seja girado na direção oposta à do primeiro balanceiro. A combinação destes dois balanceiros elimina quase que totalmente os efeitos das vibrações secundárias do motor e das vibrações produzidas pelos próprios balanceiros, resultando em um funcionamento suave do motor em qualquer rotação.
  3. 3. CBR1100XX INSTRUÇÕES TÉCNICAS 21-3 CBS DUPLO (SISTEMA DE FREIOS DUPLO COMBINADO) RESUMO O CBS DUPLO (SISTEMA DE FREIOS DUPLO COMBINADO) foi projetado para acionar ambos os freios, dianteiro e traseiro, sempre que o pedal do freio traseiro ou a alavanca do freio dianteiro forem acionados. Este não é simplesmente um sistema que divide a força de frenagem entre o cáliper traseiro e um dos cálipers dianteiro, e sim um sistema composto por um conjunto de cálipers com 3 pistões, conectados a dois sistemas hidráulicos independentes. A combinação destes sistemas proporciona um equilíbrio ideal entre as forças de frenagem dianteira e traseira, sempre que a alavanca e /ou o pedal do freio forem acionados. Sem o auxílio de qualquer tipo de controle eletrônico, o componente chave do sistema hidráulico é um dispositivo mecânico que transmite a força de frenagem do cáliper dianteiro para um cilindro mestre secundário, instalado no garfo dianteiro esquerdo. (1) Cálipers dianteiros (3 pistões) (2) Mecanismo de conexão (3) Cáliper traseiro (3 pistões) (4) Válvula de retardamento Retarda o tempo de acionamento do freio dianteiro para diminuir o mergulho associado à desaceleração, quando são efetuadas pequenas correções na velocidade, utilizando-se somente o pedal do freio. (5) Cilindro mestre secundário Transmite o torque rotacional aplicado no cáliper dianteiro para o cáliper do freio traseiro, através da Válvula de Controle de Proporcionalidade (PCV). (6) Válvula de controle de proporcionalidade (PCV) Regula a pressão hidráulica do cáliper traseiro proveniente do cilindro mestre secundário. ROTA DE ENTRADA DO PEDAL ROTA DE ENTRADA DA ALAVANCA RODA DIANTEIRA ROTA DA REAÇÃO DO TORQUE RODA TRASEIRA
  4. 4. CBR1100XX 21-4 INSTRUÇÕES TÉCNICAS COMPONENTES DO SISTEMA CÁLIPER COM 3 PISTÕES Um conjunto de cálipers com 3 pistões cada é controlado por dois sistemas hidráulicos independentes. O pistão central em cada um dos três cálipers é acionado diretamente pelo pedal do freio. Os dois pistões externos dos cálipers dianteiros são controlados pela alavanca do freio, e os dois pistões do cáliper traseiro são controlados pelo cilindro mestre secundário, acionado por um servo-mecanismo. Esta combinação produz uma variação ampla e facilmente controlada na força de frenagem, independentemente de qual freio seja acionado (alavanca ou pedal) ou se ambos forem acionados. CILINDRO MESTRE DO FREIO DIANTEIRO VÁLVULA DE CONTROLE PROPORCIONALIDADE CÁLIPER TRASEIRO CILINDRO MESTRE DO FREIO TRASEIRO CÁLIPER DIANTEIRO VÁLVULA DE RETARDAMENTO CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO PISTÕES EXTERNOS PISTÃO CENTRAL PISTÕES EXTERNOS PISTÃO CENTRAL
  5. 5. CBR1100XX INSTRUÇÕES TÉCNICAS 21-5 VÁLVULA DE RETARDAMENTO A válvula de retardamento está posicionada entre o cilindro mestre do freio traseiro e os pistões centrais dos cálipers dianteiros. Primeiro, a válvula aciona somente o cáliper dianteiro esquerdo, reduzindo efetivamente a força de frenagem inicial da roda dianteira (Fig.1-2). Com o aumento na pressão do pedal, a válvula de retardamento introduz pressão no cáliper dianteiro direito, a qual aumenta para se equalizar com a pressão do cáliper dianteiro esquerdo, até um nível pré-determinado (Fig.3). O resultado é uma sensação de conforto, mesmo quando a desaceleração começa pela parte traseira, com pouco mergulho frontal, que ocorre quando os freios dianteiros são aplicados repentinamente. CÁLIPER DIANTEIRO DIREITO CÁLIPER DIANTEIRO ESQUERDO CÁLIPER TRASEIRO VÁLVULA DE RETARDAMENTO CILINDRO MESTRE DO FREIO TRASEIRO ENTRADA (proveniente do cilindro mestre do freio traseiro) SAÍDA 2 (para o cáliper dianteiro direito) SAÍDA 1 (para o cáliper dianteiro esquerdo) ABERTO FECHADO Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 FECHADO FECHADO FECHADO ABERTO Saída 1 (Cáliper dianteiro esquerdo Saída 2 (Cáliper dianteiro direito) Pressão de entrada Saída 2 Linha A - B: Fig. 1 Linha B - C: Fig. 2 Linha C- D: Fig. 2 e 3 alternadas Linha D: Fig. 3 Saída 1 Pressãodesaída(Pa) Diagrama do sistema Funcionamento
  6. 6. CBR1100XX 21-6 INSTRUÇÕES TÉCNICAS MECANISMO DE CONEXÃO / CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO O servo-mecanismo do sistema usa o torque rotacional gerado nos cálipers dianteiros quando estes são utilizados para acionar o cilindro mestre secundário. Em seguida, aplica uma quantidade de pressão correspondente no cáliper do freio traseiro. VÁLVULA DE CONTROLE DE PROPORCIONALIDADE (PCV) A PCV, instalada entre o cilindro mestre secundário e os pistões externos do cáliper traseiro, regula a pressão nos três estágios do funcionamento. Inicialmente, a pressão de saída da PCV aumenta em proporção direta ao aumento da pressão de entrada originada no cilindro mestre secundário (Fig.1). Com o aumento na pressão de entrada, o pistão de corte é ativado, fechando a válvula e fazendo com que a pressão de saída seja mantida (Fig. 2). Um outro aumento na pressão de entrada força o pistão de descompressão para baixo, o qual expande uma câmara secundária e conduz a pressão para o lado de saída da PCV (Fig. 3). Rota da reação de torque HASTE DE ACIONAMENTO CÁLIPER DIANTEIRO ESQUERDO CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO Pistão de compressão Pistão de corte ABERTO Entrada (proveniente do cilindro mestre secundário) Saída (para o cáliper traseiro) FECHADO Para baixo FECHADOFig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Pressão de entrada (Pa) Pressãodesaída(Pa) Linha A - B: Fig. 1 Linha B - C: Fig. 2 Linha C - D: Fig. 3
  7. 7. CBR1100XX INSTRUÇÕES TÉCNICAS 21-7 FUNCIONAMENTO DO CBS Quando o freio dianteiro é aplicado: Na operação inicial, o freio dianteiro funciona como qualquer sistema de freio dianteiro convencional de motocicletas. O acionamento da alavanca aplica uma pressão no cilindro mestre que transmite sua pressão hidráulica aumentada para os dois pistões externos dos cálipers dianteiros, fazendo com que uma força de frenagem equivalente seja aplicada na roda dianteira. Em resposta a força de frenagem aplicada pelo cáliper dianteiro no rotor do freio o cáliper é movido para a direção de rotação da roda, ao redor de sua articulação inferior. Este movimento de avanço do cáliper também atua na haste de acionamento, a qual está conectada ao cilindro mestre secundário. Esta pressão direta sobre o cilindro mestre secundário é regulada pela PCV que então transmite a pressão hidráulica para os pistões externos do cáliper traseiro. DIREITO PCV HASTE DE ACIONA- MENTO ESQUERDO CILINDRO MESTRE SECUNDÁ- RIO ALAVANCA DO FREIO CÁLIPER DIANTEIRO ESQUERDO (Pistões externos) CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO PCV (Pressão Reguladora) CÁLIPER TRASEIRO (Pistões externos) CÁLIPER DIANTEIRO DIREITO (Pistões externos) CILINDRO MESTRE DIANTEIRO Haste de acionamento direta
  8. 8. CBR1100XX 21-8 INSTRUÇÕES TÉCNICAS Quando o freio traseiro é aplicado: Quando o pedal do freio é pressionado, a pressão hidráulica proveniente do cilindro mestre traseiro é conduzida através de duas linhas. Uma das linhas está diretamente conectada ao cáliper traseiro e atua no pistão central. A outra linha segue para os pistões centrais dos cálipers dianteiros, através da válvula de retardamento, que por sua vez diminui a atuação do freio dianteiro para minimizar o mergulho associado à ação de frenagem. Como no funcionamento do freio dianteiro, a pressão hidráulica proveniente do cilindro mestre secundário passa através da PCV e atua nos pistões externos do cáliper traseiro. Como a pressão hidráulica do cilindro mestre traseiro também é aplicada pelo pistão central do cáliper traseiro, a força de frenagem aplicada à roda traseira é maior do que a força aplicada quando é utilizada somente a alavanca do freio. DIREITO ESQUERDO CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO VÁLVULA DE RETAR- DAMENTO PEDAL DO FREIO PCV VALVULA DE RETARDAMENTO CÁLIPER DIANTEIRO DIREITO (Pistões externos) CÁLIPER DO FREIO DIANTEIRO ESQUERDO (Pistões externos) CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO PCV (Pressão Reguladora) CÁLIPER TRASEIRO (Pistão central) (Pistões externos) CILINDRO MESTRE TRASEIRO LINHA DE DERIVAÇÃO PARA SANGRIA DO AR Haste de acionamento direta
  9. 9. CBR1100XXINSTRUÇÕES TÉCNICAS 21-0 NOTAS
  10. 10. INFORMAÇÕES GERAIS CHASSI/CARENAGEM /SISTEMA DE ESCAPAMENTO MANUTENÇÃO SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO SISTEMA DE ARREFECIMENTO REMOÇÃO/INSTALAÇÃO DO MOTOR CABEÇOTE/VÁLVULAS EMBREAGEM/SELETOR DE MARCHAS ALTERNADOR/EMBREAGEM DE PARTIDA CARCAÇA DO MOTOR/PISTÃO/CILINDRO ÁRVORE DE MANIVELAS/TRANSMISSÃO/ BALANCEIRO RODA DIANTEIRA/SUSPENSÃO/SISTEMA DE DIREÇÃO RODA TRASEIRA/SUSPENSÃO FREIO HIDRÁULICO BATERIA/SISTEMA DE CARGA SISTEMA DE IGNIÇÃO PARTIDA ELÉTRICA LUZES/INDICADORES/INTERRUPTORES DIAGRAMA ELÉTRICO INSTRUÇÕES TÉCNICAS DIAGNOSE DE DEFEITOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 22 21 CBR1100XX INFORMAÇÕES GERAIS COMO USAR ESTE MANUAL Este manual descreve os procedimentos de serviço para a motocicleta CBR1100XX. Siga as recomendações da Tabela de Manutenção (Capítulo 3) para assegurar que o veículo esteja em perfeitas condições de funcionamento. A realização da primeira manutenção programada é extremamente importante. O desgaste inicial que ocorre durante o período de amaciamento será compensado. Os capítulos 1 e 3 aplicam-se para toda a motocicleta. O capítulo 2 descreve os procedimentos de remoção/ instalação dos componentes necessários para possibilitar os serviços dos capítulos a seguir. Os capítulo 4 a 19 descrevem as peças da motocicleta, agrupadas de acordo com sua localização. Encontre o capítulo desejado nesta página e consulte a tabela de índice na primeira página do capítulo. A maioria dos capítulos apresenta inicialmente a ilustração de um conjunto ou sistema, informações de serviço e diagnose de defeitos para aquele capítulo. As páginas seguintes apresentam procedimentos detalhados. Consulte no capítulo 21 as instruções técnicas de funcionamento para familiarizar-se com esta motocicleta. Se não houver conhecimento sobre a causa do problema, consulte o capítulo 22 "Diagnose de Defeitos". MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA. Departamento de Serviços Pós-Venda Setor de Publicações Técnicas TODAS AS INFORMAÇÕES, ILUSTRAÇÕES, INSTRUÇÕES E ESPECIFICAÇÕES INCLUÍDAS NESTA PUBLICAÇÃO SÃO BASEADAS NAS INFORMAÇÕES MAIS RECENTES DISPONÍVEIS NA OCASIÃO DA APROVAÇÃO DA IMPRESSÃO DO MANUAL. A MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA SE RESERVA O DIREITO DE ALTERAR AS CARACTERÍSTICAS DA MOTOCICLETA A QUALQUER MOMENTO E SEM PRÉVIO AVISO, NÃO INCORRENDO, ASSIM, EM OBRIGAÇÕES DE QUALQUER ESPÉCIE. NENHUMA PARTE DESTA PUBLICAÇÃO PODE SER REPRODUZIDA SEM AVISO PRÉVIO. ESTE MANUAL FOI ELABORADO PARA PESSOAS QUE TENHAM CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE A MANUTENÇÃO DAS MOTOS HONDA. ÍNDICE GERAL SISTEMA ELÉTRICO CHASSIMOTORETRANSMISSÃO

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