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Paulo Querido
Reservados todos os direitos por Centro Atlântico, Lda.
Qualquer reprodução, incluindo fotocópia,só pode ser feita com autorização expressa dos editores da obra.




amizades virtuais, paixões reais
a sedução pela escrita

Colecção: Sociedade da Informação
Autor: Paulo Querido
Direcção gráfica: António José Pedro
Capa: António José Pedro

c Centro Atlântico, Lda., 2005
Av. Dr. Carlos Bacelar, 968 - Esc. 1-A
4764-901 V. N. Famalicão, Portugal
Rua da Misericórdia, 76
1200-273 Lisboa, Portugal
Tel. 808 20 22 21

geral@centroatlântico.pt
www.centroatlantico.pt

Impressão e acabamento: Inova
1ª edição: Outubro de 2005
ISBN: 989-615-017-6
Depósitolegal:




Marcas registadas: todos os termos mencionados neste livro conhecidos como sendo marcas registadas de
produtos e serviços foram apropriadamente capitalizados. A utilização de um termo neste livro não deve
ser encarada como afectando a validade de alguma marca registada de produto ou serviço.
O Editor e o Autor não se responsabilizam por possíveis danos morais ou físicos causados pelas instruções
contidas no livro nem por endereços Internet que não correspondam às Home-Pages pretendidas.
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transcrição das mensagens ou nas suas referências. Por essas, ou por quaisquer outras falhas
eventualmente existentes neste livro, quer o Editor quer o Autor, não assumem qualquer responsabilidade.
Índice >>


     Introdução      11
                11   A cultura da partilha
               16    Relações sociais
               17    Relações profissionais
               19    Relações pessoais


         1ª Parte    23
 Da comunicação
      instantânea
               28    1º capítulo – IRC: tudo ao molho e fé em deus
               29    Como começar
               32    Os canais
               36    O que esperar da PTNet
               36    Cinco sugestões de canais


               40    2º capítulo – A importância (e segurança) do
                     nickname
               41    Regras básicas
               42    Não abuse
               42    Regra(s) número 1 da segurança
               43    Nunca!, mas nunca faça isto


               45    3º capítulo – Vá pelos seus dedos… do teclado
                     até à cama – entrevista a um frequentador do
                     IRC


               50    4º capítulo – MSN: a comunicação segura
                51   Como começar
               56    Iniciar uma conversação
               58    Alargar o diálogo
               60    Alternativas ao MSN Messenger
               60    SapoIM
               61    Google Talk
               62    ICQ
               62    AIM
62   Yahoo! Messenger
             62   Ligações úteis


             63   5º capítulo – O mundo em 160 caracteres
             65   SMSTV: feudo dos tímidos
             66   Concursos, prémios & convites

      2ª Parte    69
Da comunicação
       diferida
             72   6º capítulo – Blogues: a nova ordem social
             73   Para que servem os blogues?
             73   Como criar um blogue
             76   Editando o primeiro post
             80   A nossa lista de favoritos
             82   Utilitários


             84   7º capítulo – A sedução começa na escrita –
                  entrevista ao casal que se conheceu nos
                  blogues


             87   8º capítulo – Case-study: como os bloggers
                  ajudaram na catástrofe de Nova Orleães


             90   9º capítulo – Questões prementes: do plágio
                  ao insulto ao anonimato


             93   10º capítulo – Photoblog.de: socializar com
                  imagens
             95   Como criar um photoblog
             96   Como publicar e fazer uma rede
             98   Outros serviços


            100   11º capítulo – Podcasting: a segunda revolução
                  musical
            103   A primeira coisa a fazer: produzir a gravação
            104   Segundo passo: gravar o ficheiro MP3
            105   Publicar o nosso podcast
            106   Distribuir a informação do podcast
            106   Como subscrever e ouvir podcastings
            108   PodLinks
110    12º capítulo – Videoblog: rumo ao
                   profissionalismo
             111   Por onde começar?
             112   Vloggers de referência
             114   VlogLinks


      3ª Parte     115
Da comunicação
      assistida
            118    13º capítulo – Orkut: socialização por contágio
            120    Como começar
            123    Dicas para ser alguém
            124    Outras boas experiências


            126    14º capítulo – LinkedIn: a nova ferramenta de
                   trabalho
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            130    15º capítulo – Cidade da Malta: ponto de
                   encontro dos miúdos
Relações pessoais
Mas a possibilidade de trocarmos fotografias de tanques de guerra
antigos, ou a excelência de encontrar o negócio das nossas vidas num
portal de empreendedores, brilham muito abaixo da intensa estrela da
companhia: as relações pessoais.
                        Conhecer amigos, viver
                                                                         Relações pessoais




tórridos flirts, namorar, conversar, marcar
encontros, engatar, até às derradeiras frontei-
                                                                         Introdução




ras do casamento e do divórcio, a oferta de
possibilidades da Internet é justamente do
tamanho da procura por parte das almas                                   19
aventureiras, ou mais prosaicamente solitá-
rias, que tiram partido das benesses do ciber-
espaço.
No espaço virtual iniciar relações é mais fácil. Podemos estar no chat
(conversar), trocar e-mails, ou contra-argumentar num fórum ou num
blogue e assim ir conhecendo os outros. A aparência pessoal, para dar
                                   um exemplo clássico, é muitas vezes um factor de inibição na hora de
                                   tentar iniciar uma relação. Mas online o factor aparência não é levado
                                   em consideração (pelo menos até à hora, se esta chegar, de levar a rela-
                                   ção para novos patamares de intimidade, mais à real luz do dia). Para
                                   muitos, isto transmite uma sensação de segurança fundamental para
                                   que possam dar, sem receios, o primeiro passo numa aproximação.

                                   No ciberespaço podemos ter uma personalidade diferente da nossa
                                   verdadeira personalidade. Muitos internautas experimentam esta par-
                                   ticularidade da vida online, enquanto outros a rejeitam liminarmente.
                                   À parte comportamentos extremos, em regra tendemos a manter uma
                                   identidade no ciberespaço relativamente próxima, senão muito próxi-
                                   ma, da nossa identidade no mundo dos átomos. Isto porque é menos
                                   esquizofrénico e cansativo. Além disso, e como descobre dolorosamen-
                                   te o newbie (novato) mais descuidado, o nosso nick ou pseudónimo –
                                   que muitas vezes permanece online mesmo quando nós não estamos
                                   disponíveis – torna-se inevitavelmente um avatar, uma representação
                                   de nós, e a sua reputação é a nossa. Deixar cair a reputação de um nick-
                                   name significa perder os laços numa (ou mais) comunidade(s), ou até
                                   ser banido; recomeçar a partir do zero é muitas vezes penoso e pode
                                   demorar muito tempo, precioso tempo.

                                   Muito embora os psicólogos e sociólogos da intimidade estejam preo-
                                   cupados com os efeitos colaterais, a prazo, do abuso de relações virtuais
                                   no nosso comportamento afectivo e amoroso, no imediato a Internet é
Amizades Virtuais, Paixões Reais




                                   estimulante e atraente. Desde o primeiro momento porque nela temos
                                   uma grande liberdade de escolha, podendo optar pela comunidade que
                                   apresente melhores credenciais, que seja de confiança (o boca-a-ouvi-
                                   do é a melhor garantia de credibilidade no mundo online), com a qual
                                   nos sintamos mais confortáveis.
Introdução




                                   O debate sobre as falhas dos encontros na rede vem de sempre. O caso
                                   típico do homem ou mulher casado(a) que nos sites e chats de engate
                                   assume ser livre é o mais apontado. Mas para sermos justos, e ne-
20                                 nhum estudo provou ainda o contrário, os perigos das relações online
                                   não são muito diferentes das suas congéneres offline – excepto prova-
                                   velmente que muitas das complicações do mundo dos átomos não
                                   têm lugar na rede…
                                                É verdade que o leitor, ou
                                   alguém da sua comunidade, pode sair mago-
                                   ado emocionalmente se algo der para o torto
num engate online, mas corre os mesmos ris-
cos de o ser numa relação iniciada no liceu,
no café do bairro ou na discoteca.
Muitos defendem que a vantagem de escrutinar potenciais parceiros
conhecendo-os melhor intelectualmente ANTES de nos envolvermos fisi-
camente, é um argumento de grande peso em favor do engate online.

Não é despiciendo por outro lado o facto de a rede ser um bom campo
de actuação para as mentalidades rebeldes ou independentes, dada a
forma como reforça as capacidades de entrosamento intelectual e
torna secundários factores (como o aspecto pessoal ou o estatuto na
sociedade) que funcionam geralmente como ruído num início de um
relacionamento.

Graças ao frenesim com que milhões de pessoas têm vindo a experi-
mentar a espantosa oferta de locais de relacionamento pessoal para
todos os gostos, tendências e bolsas, o “mapa” está hoje elaborado e é
relativamente fácil encontrar o local certo para conhecermos as pes-
soas que desejamos – seja para simples “bate-papo” sobre futebol ou
bilhar, sexo sem consequências, engate típico, namoro com todos os
matadores ou “assunto sério” com vista ao casamento. Sim, há casos de
casamentos em que tudo começou na Internet, desde a PTNet (a mais
conhecida rede portuguesa de IRC) até aos recentes blogues – e este
livro apresenta testemunhos reais, sem qualquer colagem a poster
emblemático e panfletário do relacionamento amoroso via Internet.
Até porque também há casos de divórcio – e não são poucos – resultan-
tes de alegadas infidelidades cometidas virtualmente ou… não.
                                                                          Relações pessoais




Em suma: o novo território do ciberespaço exerce um tremendo (e jus-
tificado) fascínio sobre nós, que a ele acorremos crescentemente com
                                                                          Introdução




o objectivo de partilhar e socializar. A divisão lógica das ocupações –
agrupamento de interesses, potenciar o trabalho e ter amigos e enga-
tes – é apenas uma forma de apresentar os assuntos; a realidade dos
internautas é um pouco mais complexa e os interesses, o emprego e o       21
namoro cruzam-se e interpenetram-se numa esfera comunicacional
única. Aliás, é curioso notar que as gerações mais jovens – as que pra-
ticamente nasceram DENTRO do ciberespaço, rodeados de computado-
res, Internet, televisão e telemóveis – desenvolvem comportamentos
diferentes das anteriores gerações. Através dos SMS os adolescentes
estão em permanente contacto com as suas redes de amigos, numa
ubiquidade nunca antes vista. Aquele olhar vago e a resposta distante

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amizades virtuais, paixões reais

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  • 3. amizades virtuais, paixões reais >> a sedução pela escrita Paulo Querido
  • 4. Reservados todos os direitos por Centro Atlântico, Lda. Qualquer reprodução, incluindo fotocópia,só pode ser feita com autorização expressa dos editores da obra. amizades virtuais, paixões reais a sedução pela escrita Colecção: Sociedade da Informação Autor: Paulo Querido Direcção gráfica: António José Pedro Capa: António José Pedro c Centro Atlântico, Lda., 2005 Av. Dr. Carlos Bacelar, 968 - Esc. 1-A 4764-901 V. N. Famalicão, Portugal Rua da Misericórdia, 76 1200-273 Lisboa, Portugal Tel. 808 20 22 21 geral@centroatlântico.pt www.centroatlantico.pt Impressão e acabamento: Inova 1ª edição: Outubro de 2005 ISBN: 989-615-017-6 Depósitolegal: Marcas registadas: todos os termos mencionados neste livro conhecidos como sendo marcas registadas de produtos e serviços foram apropriadamente capitalizados. A utilização de um termo neste livro não deve ser encarada como afectando a validade de alguma marca registada de produto ou serviço. O Editor e o Autor não se responsabilizam por possíveis danos morais ou físicos causados pelas instruções contidas no livro nem por endereços Internet que não correspondam às Home-Pages pretendidas. Apesar de terem sido tomadas todas as precauções, podem ter existido falhas humanas ou técnicas na transcrição das mensagens ou nas suas referências. Por essas, ou por quaisquer outras falhas eventualmente existentes neste livro, quer o Editor quer o Autor, não assumem qualquer responsabilidade.
  • 5. Índice >> Introdução 11 11 A cultura da partilha 16 Relações sociais 17 Relações profissionais 19 Relações pessoais 1ª Parte 23 Da comunicação instantânea 28 1º capítulo – IRC: tudo ao molho e fé em deus 29 Como começar 32 Os canais 36 O que esperar da PTNet 36 Cinco sugestões de canais 40 2º capítulo – A importância (e segurança) do nickname 41 Regras básicas 42 Não abuse 42 Regra(s) número 1 da segurança 43 Nunca!, mas nunca faça isto 45 3º capítulo – Vá pelos seus dedos… do teclado até à cama – entrevista a um frequentador do IRC 50 4º capítulo – MSN: a comunicação segura 51 Como começar 56 Iniciar uma conversação 58 Alargar o diálogo 60 Alternativas ao MSN Messenger 60 SapoIM 61 Google Talk 62 ICQ 62 AIM
  • 6. 62 Yahoo! Messenger 62 Ligações úteis 63 5º capítulo – O mundo em 160 caracteres 65 SMSTV: feudo dos tímidos 66 Concursos, prémios & convites 2ª Parte 69 Da comunicação diferida 72 6º capítulo – Blogues: a nova ordem social 73 Para que servem os blogues? 73 Como criar um blogue 76 Editando o primeiro post 80 A nossa lista de favoritos 82 Utilitários 84 7º capítulo – A sedução começa na escrita – entrevista ao casal que se conheceu nos blogues 87 8º capítulo – Case-study: como os bloggers ajudaram na catástrofe de Nova Orleães 90 9º capítulo – Questões prementes: do plágio ao insulto ao anonimato 93 10º capítulo – Photoblog.de: socializar com imagens 95 Como criar um photoblog 96 Como publicar e fazer uma rede 98 Outros serviços 100 11º capítulo – Podcasting: a segunda revolução musical 103 A primeira coisa a fazer: produzir a gravação 104 Segundo passo: gravar o ficheiro MP3 105 Publicar o nosso podcast 106 Distribuir a informação do podcast 106 Como subscrever e ouvir podcastings 108 PodLinks
  • 7. 110 12º capítulo – Videoblog: rumo ao profissionalismo 111 Por onde começar? 112 Vloggers de referência 114 VlogLinks 3ª Parte 115 Da comunicação assistida 118 13º capítulo – Orkut: socialização por contágio 120 Como começar 123 Dicas para ser alguém 124 Outras boas experiências 126 14º capítulo – LinkedIn: a nova ferramenta de trabalho 127 Como ligar 130 15º capítulo – Cidade da Malta: ponto de encontro dos miúdos
  • 8. Relações pessoais Mas a possibilidade de trocarmos fotografias de tanques de guerra antigos, ou a excelência de encontrar o negócio das nossas vidas num portal de empreendedores, brilham muito abaixo da intensa estrela da companhia: as relações pessoais. Conhecer amigos, viver Relações pessoais tórridos flirts, namorar, conversar, marcar encontros, engatar, até às derradeiras frontei- Introdução ras do casamento e do divórcio, a oferta de possibilidades da Internet é justamente do tamanho da procura por parte das almas 19 aventureiras, ou mais prosaicamente solitá- rias, que tiram partido das benesses do ciber- espaço. No espaço virtual iniciar relações é mais fácil. Podemos estar no chat (conversar), trocar e-mails, ou contra-argumentar num fórum ou num
  • 9. blogue e assim ir conhecendo os outros. A aparência pessoal, para dar um exemplo clássico, é muitas vezes um factor de inibição na hora de tentar iniciar uma relação. Mas online o factor aparência não é levado em consideração (pelo menos até à hora, se esta chegar, de levar a rela- ção para novos patamares de intimidade, mais à real luz do dia). Para muitos, isto transmite uma sensação de segurança fundamental para que possam dar, sem receios, o primeiro passo numa aproximação. No ciberespaço podemos ter uma personalidade diferente da nossa verdadeira personalidade. Muitos internautas experimentam esta par- ticularidade da vida online, enquanto outros a rejeitam liminarmente. À parte comportamentos extremos, em regra tendemos a manter uma identidade no ciberespaço relativamente próxima, senão muito próxi- ma, da nossa identidade no mundo dos átomos. Isto porque é menos esquizofrénico e cansativo. Além disso, e como descobre dolorosamen- te o newbie (novato) mais descuidado, o nosso nick ou pseudónimo – que muitas vezes permanece online mesmo quando nós não estamos disponíveis – torna-se inevitavelmente um avatar, uma representação de nós, e a sua reputação é a nossa. Deixar cair a reputação de um nick- name significa perder os laços numa (ou mais) comunidade(s), ou até ser banido; recomeçar a partir do zero é muitas vezes penoso e pode demorar muito tempo, precioso tempo. Muito embora os psicólogos e sociólogos da intimidade estejam preo- cupados com os efeitos colaterais, a prazo, do abuso de relações virtuais no nosso comportamento afectivo e amoroso, no imediato a Internet é Amizades Virtuais, Paixões Reais estimulante e atraente. Desde o primeiro momento porque nela temos uma grande liberdade de escolha, podendo optar pela comunidade que apresente melhores credenciais, que seja de confiança (o boca-a-ouvi- do é a melhor garantia de credibilidade no mundo online), com a qual nos sintamos mais confortáveis. Introdução O debate sobre as falhas dos encontros na rede vem de sempre. O caso típico do homem ou mulher casado(a) que nos sites e chats de engate assume ser livre é o mais apontado. Mas para sermos justos, e ne- 20 nhum estudo provou ainda o contrário, os perigos das relações online não são muito diferentes das suas congéneres offline – excepto prova- velmente que muitas das complicações do mundo dos átomos não têm lugar na rede… É verdade que o leitor, ou alguém da sua comunidade, pode sair mago- ado emocionalmente se algo der para o torto
  • 10. num engate online, mas corre os mesmos ris- cos de o ser numa relação iniciada no liceu, no café do bairro ou na discoteca. Muitos defendem que a vantagem de escrutinar potenciais parceiros conhecendo-os melhor intelectualmente ANTES de nos envolvermos fisi- camente, é um argumento de grande peso em favor do engate online. Não é despiciendo por outro lado o facto de a rede ser um bom campo de actuação para as mentalidades rebeldes ou independentes, dada a forma como reforça as capacidades de entrosamento intelectual e torna secundários factores (como o aspecto pessoal ou o estatuto na sociedade) que funcionam geralmente como ruído num início de um relacionamento. Graças ao frenesim com que milhões de pessoas têm vindo a experi- mentar a espantosa oferta de locais de relacionamento pessoal para todos os gostos, tendências e bolsas, o “mapa” está hoje elaborado e é relativamente fácil encontrar o local certo para conhecermos as pes- soas que desejamos – seja para simples “bate-papo” sobre futebol ou bilhar, sexo sem consequências, engate típico, namoro com todos os matadores ou “assunto sério” com vista ao casamento. Sim, há casos de casamentos em que tudo começou na Internet, desde a PTNet (a mais conhecida rede portuguesa de IRC) até aos recentes blogues – e este livro apresenta testemunhos reais, sem qualquer colagem a poster emblemático e panfletário do relacionamento amoroso via Internet. Até porque também há casos de divórcio – e não são poucos – resultan- tes de alegadas infidelidades cometidas virtualmente ou… não. Relações pessoais Em suma: o novo território do ciberespaço exerce um tremendo (e jus- tificado) fascínio sobre nós, que a ele acorremos crescentemente com Introdução o objectivo de partilhar e socializar. A divisão lógica das ocupações – agrupamento de interesses, potenciar o trabalho e ter amigos e enga- tes – é apenas uma forma de apresentar os assuntos; a realidade dos internautas é um pouco mais complexa e os interesses, o emprego e o 21 namoro cruzam-se e interpenetram-se numa esfera comunicacional única. Aliás, é curioso notar que as gerações mais jovens – as que pra- ticamente nasceram DENTRO do ciberespaço, rodeados de computado- res, Internet, televisão e telemóveis – desenvolvem comportamentos diferentes das anteriores gerações. Através dos SMS os adolescentes estão em permanente contacto com as suas redes de amigos, numa ubiquidade nunca antes vista. Aquele olhar vago e a resposta distante