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Baixar para ler offline
Por EricA SuzaN MartIns Lima,
EmerSon GonçaLves Dias e EdniLza MaraNhão Dos sAntoS
aMeaçaDos dE eXtinção
mAta aTlânTica dE PernAmbuCo
iLustRado pOr BentO Da SilvA
Sa pos, Jias,
Calangos e Ser pentes
Criação
Erica Suzan Mar�ns Lima e Ednilza Maranhão Dos Santos
Texto
Erica Suzan Mar�ns Lima, Emerson Gonçalves Dias e Ednilza Maranhão Dos Santos
Ilustração e capa
Bento Da Silva
Diagramação e adaptação
Bento Da Silva
Revisor cien�fico
Luiz Augus�nho Menezes da Silva
Jozélia Maria de Sousa Correia
Rafael Sá Leitão Barboza
Recife, 2020
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Sistema Integrado de Bibliotecas da UFRPE
Biblioteca Central, Recife-PE, Brasil
L732s Lima, Erica Suzan Martins
Sapos, jias, calangos e serpentes ameaçados de extinção/
Erica Suzan Martins Lima, Emerson Gonçalves Dias, Ednilza
Maranhão dos Santos. – 1. ed. - Recife: EDUFRPE, 2020.
50 p. : il.
ISBN: 978-85-7946-363-1
1. Biologia – Estudo e ensino 2. Animais 3. Ecologia 4. Ecossistemas
5. Educação ambiental I. Dias, Emerson Gonçalves II. Santos, Ednilza
Maranhão dos III. Título
CDD 574
Criação
Erica Suzan Mar�ns Lima e Ednilza Maranhão Dos Santos
Texto
Erica Suzan Mar�ns Lima, Emerson Gonçalves Dias e Ednilza Maranhão Dos Santos
Ilustração e capa
Bento Da Silva
Diagramação e adaptação
Bento Da Silva
Revisor cien�fico
Luiz Augus�nho Menezes da Silva
Jozélia Maria de Sousa Correia
Rafael Sá Leitão Barboza
Recife, 2020
aMeaçaDos dE eXtinção
mAta aTlânTica dE PernAmbuCo
Sa pos, Jias,
Calangos e Ser pentes
Por EricA SuzaN MartIns Lima,
EmerSon GonçaLves Dias e EdniLza MaraNhão Dos sAntoS
iLustRado pOr BentO Da SilvA
À escola municipal Dr. Manoel Borba e toda sua equipe pela assistência e o espaço para
realização deste incrível trabalho. Em especial, a gestora Célia Oliveira, pela excelente
recepção.
Aos alunos que par�ciparam das a�vidades e fizeram deste trabalho um momento diver�-
do de trocas de conhecimento, além dos desenhos autorais que ficaram extraordinários.
Agradeço a Sr. Gilson pela troca de conhecimento, por nos apresentar de forma muito
gen�l cada canto do Refúgio de Vida Silvestre Matas de Siriji. A Dona Jane e Sr. Rubens pela
recepção e acolhimento da nossa equipe durante os meses de campo. E a David, por ser
nosso guia mirim da mata do Estado.
Aos amigos e monitores, Thais Bezerra, Flávio José e Ana Cris�na, estagiários do Labo-
ratório Interdisciplinar de An�bios e Répteis da Universidade Federal Rural de Pernambu-
co, que pres�giaram as crianças construindo conhecimentos sobre os animais da herpeto-
fauna com muito carinho, paciência e dedicação.
À coleção Didá�ca Zoológica da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, por
ceder os materiais usados na exposição.
À CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente, pela autorização para trabalhar nesta
Unidade de Conservação.
AgraDeciMentO
As crianças têm um papel fundamental na conservação da biodiversidade, acreditamos muito nisso.
Acreditar é uma palavra que tem o significado parecido com esperança, e quando trabalhamos com
crianças, esse sen�mento brota e é inevitável. Isso é bom?! Sim, isso é muito bom, diante de um cenário
atual de desmatamento constante, poluição e falta de respeito com as florestas. Consideramos que o
espaço escolar é o ponto de par�da para trabalhar o “acreditar”, nele o trabalho em grupo, a sensibili-
zação e o pertencimento deve ser explorado, trabalhado entre alunos, professores e comunidade do
entorno. Para isso o tema Biodiversidade deve ser um tema gerador e transversal, principalmente nas
escolas que estão no entorno de uma Unidade de Conservação, uma floresta.
Devido ao cenário de caça, biopirataria, doenças, desmatamento e destruição de habitat, a cada ano
aumentam o número de espécies ameaçadas e muito desse patrimônio natural são fontes de diversos
recursos renováveis, tais como alimentação, remédios, cosmé�cos, entre outros.
Pensando em fazer algo para contribuir com a conservação das florestas e suas espécies ameaçadas, foi
pensado em um Guia de espécies ameaçadas da Mata Atlân�ca em Pernambuco, que se materializou
através das ações educa�vas desenvolvidas em uma escola no entorno do RVS Matas de Siriji, sendo um
momento de aprendizado para ambas as partes.
Esperamos que você, caro leitor, conheça as espécies de an�bios (Sapo e Jia) e répteis (Lagarto e
Serpentes) ameaçados da Mata atlân�ca de Pernambuco e possam ajudar na conservação.
O nosso obje�vo é sensibilizar e es�mular o surgimento de mul�plicadores em defesa do meio ambiente
e das espécies ameaçadas.
Contamos com sua ajuda!!!
ApreSentAção
Introdução
O que é Biodiversidade?.............................
O que são espécies ameaçadas de
ex�nção? ...................................................
Vocês conhecem a Mata Atlân�ca?............
Você conhece os an�bios e répteis?...........
Sapos
Allobates alagoanus...................................
Frostius pernambucensis............................
Jias
Agalychnis granulosa.................................
Chiasmocleis alagoanus.............................
Gastrotheca fissipis....................................
Gastrotheca pulchra...................................
Hypsiboas exastis.......................................
Hypsiboas frecanecae................................
Phyllodytes acuminatus..............................
Phyllodytes edelmoi...................................
Phyllodytes gyrinaethes.............................
Physalaemus caete.....................................
Calangos
Stenolepis ridleyi........................................
Strobilurus torquatus.................................
Serpentes
Bothrops bilineatus....................................
Dipsas sazimai............................................
Drymoluber dichrous..................................
Echinanthera cephalostriata......................
Erythrolamprus reginae.............................
Lachesis muta............................................
Siphlophis compressus...............................
Xenopholis scalaris.....................................
Citações das crianças
Conservação e Preservação........................
Glossário....................................................
Jogos
Caça palavras
Vamos pintar?!
Jogo da memória
SumárIo
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O qUe é BiodIverSidaDe?
O termo biodiversidade que dizer diversidade de espécies, muitas vezes associado aos seres da nature-
za, esquecendo que o homem também faz parte dessa biodiversidade. Somos todos seres vivos e todos
responsáveis pela manutenção da vida no nosso planeta! Então leitores e leitoras precisamos conhecer
mais os outros seres vivos e entender sua importância. Tudo que temos hoje, vem dos recursos da
natureza.
O qUe são eSpécIes aMeaçaDas dE eXtinção?
Espécies ameaçadas de ex�nção são aquelas com elevado risco de desaparecer da natureza. Essa infor-
mação é baseada nas diversas publicações cien�ficas disponível e alerta das ins�tuições que trabalham
com os seres. Os cien�ficistas se reúnem e discutem através de vários estudos sobre a redução e desa-
parecimento de uma espécie, ou seja, eles avaliam a situação com base em parâmetros como baixa den-
sidade, distribuição fragmentada, as pressões antrópicas, a redução populacional, a redução de área de
distribuição, etc. A inclusão de espécies em listas de espécies ameaçadas reflete obrigações e comprom-
issos legais, tanto estaduais, nacionais quanto internacionais, ao mesmo tempo em que gera restrições
de uso, com reflexos não apenas nas três esferas da administração pública, mas também nos mais diver-
sos setores da sociedade civil. Então fica a responsabilidade fornecer uma lista a cada quatro anos das
espécies ameaçadas e o grau de ameaça.
Temos três listas:
Internacional: IUCN
Nacional: ICMBio
Estadual (Pernambuco): SEMAS PE
IntrOdução
7
Vocês cOnheCem a Mata AtlânTica?
O Brasil é considerado um dos países mais diversos em biodiversidade, é lindo de norte a sul com os seus
recursos naturais, diferentes paisagens, ecossistemas e biomas, e um dos mais importantes e ameaça-
dos, principalmente pela sua destruição, é a Mata Atlân�ca.
É lindo de se ver o mosaico do verde das florestas que tantos serviços a nossa vida nos oferece, como o
ar que respiramos, a água que bebemos e a nossa biodiversidade. Tudo isso vem sendo destruído ao
longo de décadas e ainda hoje, mesmo com a legislação que protege esse bioma, ainda assim muitos dos
fragmentos estão sendo subs�tuído por algum empreendimento, pastos e monoculturas. Na região
Nordeste a situação ainda é mais grave e o estado de Pernambuco não fica de fora dessa situação.
Você cOnheCe oS aNfíbIos e répTeis?
Na evolução da vida do Planeta Terra, os an�bios (palavra que significa vida dupla) foram os primeiros
vertebrados a ocupar o ambiente terrestre e apesar de viver nesse ambiente na fase adulta, os an�bios
mantém uma forte ligação com a água, ou seja, uma parte da vida na água, como girinos ou sapo de rabo
e outra na terra. Eles necessitam da água para reproduzir e sobreviver, por isso, geralmente são encon-
trados em ambientes úmidos, nas proximidades de lagoas, riachos, açudes e outras áreas alagadas.
Esses animais possuem pele úmida e são sensíveis as mudanças do ambiente, são nossos indicadores
que algo não vai bem. Dentro do grupo dos an�bios temos os Anuros (palavra que significa animal sem
cauda). E é esse grupo que vamos conhecer aqui nesse livro: Os sapos - Possuem a pele mais rugosa, não
são tão habilidosos com saltos pois suas perninhas são curtas.
8
As jias - São aquelas que a gente encontra nos galhos e folhas empoleiradas, mas também elas podem
ser encontrada no solo. Essa habilidade de estar em substratos ver�cais e horizontais é graças discos
adesivos nas extremidades dos seus dedos. E as rãs ou caçotes - Possuem membros traseiros compridos
que ajuda a dar bons saltos e gostam muito de estar na água ou perto dela.
Os Répteis são animais incríveis! Eles possuem adaptações na pele para se proteger e ajudar a não
perder água pela pele. Uns tem escamas, outros carapaças e outros têm placas dérmicas. Aqui vamos
conhecer alguns que possuem escamas, chamados de escamados, que são os lagartos e as serpentes.
Os lagartos, conhecidos como lagar�xa, calango, briba, iguana ou camaleão, podem ser encontrados na
água, na terra, empoleirados em plantas e rochas, sob o solo e folhas. As serpentes, são animais que
rastejam e são bem lindas! Elas também podem ser encontradas em diversos ambientes e são controla-
doras de ratos e outros animais nocivos. A maioria das serpentes não são peçonhentas e existe muitas
lendas e crendices sobre esses animais.
Você sabia que o Brasil é o pais com maior diversidade de an�bios e o segundo mais diverso em repteis?
Sim, nosso país é megadiverso!!!
Ah! Você sabia que tanto os an�bios como os répteis são animais de sangue frio? A temperatura do
corpo deles variam de acordo com a temperatura do lugar.
RefeRênCias
MAIA, O. B.; FREITAS, T. Livro Vermelho das Crianças. Brasília: Ins�tuto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), 2015. 166p.
PEREIRA, E.; SANTOS, E. M.; RODRIGUES, M. F. Guia dos an�bios do Parque Estadual De Dois Irmãos. Editora da Universidade Federal Rural de Pernambuco,
Recife, 2016. 72p.
SANTOS, E. M.; BARBOSA, V. N.; CORREIA, J. S. Guia de Répteis do Parque Estadual de Dois Irmãos. Editora da Universidade Federal Rural de Pernambuco,
Recife, 2017. 89p.
9
ReFúgIo dE ViDa SiLvesTre maTas dE SIrijI - PErnaMbucO
SapoS
SEMAS PE ICMBio IUCN
AlLobaTes AlagOanuS
(BokeRmanN, 1967)
12
Eu sou um anfíbio que só existo na Mata
Atlântica do Brasil!
Meu lar é nos folhedos que recobrem o
solo da floresta, próximos a ambientes
alagados onde coloco meus ovos.
Ocorro desde o Rio de Janeiro até
Pernambuco, adentrando florestas no
interior da Bahia!
MarcOs DubeUx
MarcOs DubeUx
-
DD
EN
SEMAS PE ICMBio IUCN
FrOstiUs pErnaMbucEnsiS
13
Você já ouviu falar de cuidado parental?
Os machos da minha espécie realizam
esse tipo de cuidado!
Protegemos nossos ovos e girinos recém-
-nascidos em água acumulada em bromé-
lias e buracos de troncos.
Eu fui descoberto em Recife, Pernambuco,
no Parque Estadual de Dois Irmãos e só
sou encontrado na Mata atlântica do
Nordeste, além de Pernambuco, ocoro no
estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e
Paraíba.
(BokeRrnaNn, 1962)
EmerSon Dias
EmerSon Dias
LC
LC
VU
kAio hEnriQue bArboSa
rAyza mIkelLy g. dE oLiveIra
ocorro no
Jias
SEMAS PE ICMBio IUCN
AgAlycHnis gRanuLosa
15
(Cruz, 1969)
EmerSon Dias
cArloS wIlliAn
eDmar
LC
VU VU
Eu sou pernambucana!
Fui descoberta na cidade do Recife, no
Parque Estadual de Dois Irmãos.
Vivo sobre arbustos e árvores próximas a
riachos e lagoas temporárias onde me
reproduzo e coloco meus ovos.
Só sou encontrada na Mata Atlântica dos
estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia!
SEMAS PE ICMBio IUCN
ChIasmOcleIs aLagoAnus
16
Você sabe o que é um animal fossorial? São
animais que vivem praticamente toda vida
embaixo do solo.
Eu sou considerada semi-fossorial, porque
passo a maior parte da minha vida me deslo-
cando e alimentando embaixo dos folhiços e
solo da mata, mas no período chuvoso eu vou
reproduzir e ter meus filhotes em poças
d’águas temporárias que se formam com a
água da chuva.
Só ocorro na Mata atlântica entre Alagoas e
Pernambuco.
(Cruz, CaraMascHi & FreiRe, 1999)
jOão vItor gOmes fIlho
EmerSon Dias
DD DD
EN
SEMAS PE ICMBio IUCN
GaStroThecA fIssiPes
17
(BoulEngeR, 1888)
EdniLza MaraNhÃO
aDeilMa
aNa bEatrIz
LC
DD
VU
Me chamam de perereca“marsupial”!
Isso porque as fêmeas da minha espécie
têm uma camada de pele nas costas que
parece uma bolsa, onde após a fecunda-
ção, os ovos ficam guardados nessa tal
bolsa e os filhotinhos já nascem miniatu-
ras idênticas aos pais.
Eu vivo sobre arbustos, árvores e princi-
palmente em bromélias!
Ocorremos na Mata atlântica ao norte do
rio São Francisco, em Pernambuco e
Alagoas.
SEMAS PE ICMBio IUCN
GaStroThecA PulcHra
18
Eu também sou uma perereca“marsupial”
e é na bromélia que eu faço meu lar!
Sou apenas encontrada na Mata atlântica
dos estados de Pernambuco, Porto Seguro
e Bahia.
(CaraMascHi & RodrIgueS, 2007)
EdniLza MaraNhÃO
LC
CR DD
DaniEl PaulO
SEMAS PE ICMBio IUCN
HyPsibOas ExasTis
19
Eu gosto muito de ambientes alagados
como várzeas, e é nesses ambientes
encharcados que vivo e tenho filhotes.
Sou encontrada na Mata Atlântica do
estado de Pernambuco, Alagoas e Bahia.
(CaraMascHi & RodrIgueZ, 2003)
MarcOs jOsé dA sIlva
IsAbelA
EmerSon Dias
LC DD
EN
SEMAS PE ICMBio IUCN
HyPsibOas FreiCaneCae
20
Sou um anfíbio que vive sobre árvores e
arbustos próximos a riachos e lagoas no
interior da Floresta Atlântica, onde me
reproduzo nesses ambientes aquáticos!
Sou encontrada apenas a Mata Atlântica de
Pernambuco e Alagoas.
(CarnAval & PeixOto, 2004)
EdniLza MaraNhÃO
CarlOs wIlliAn
DD
DD
EN
SEMAS PE ICMBio IUCN
PhYlloDyteS AcumInatUs
21
(BokkErmaNn, 1966)
EdniLza MaraNhÃO
mAria aDrieLe
LC
LC
EN
mAria cLara sAntoS
Sou um anfíbio especialista de bromélias.
Isso porque todo o ciclo da minha vida
acontece dentro de bromélias que acumu-
lam água.
Posso ser encontrado em brejos de altitu-
de na Mata Atlântica de Pernambuco e
Alagoas.
SEMAS PE ICMBio IUCN
PhYlloDyteS EdelMoi
22
Todos os anfíbios que começam com o
nome Phyllodytes, são especialistas de
bromélias. Sendo assim, sem as bromélias
que acumulam água, eu não sou capaz de
sobreviver na mata!
Minha espécie pode ser encontrada em
bromélias da Mata Atlântica de Pernam-
buco, Sergipe e Alagoas.
(PeixOto, CaraMascHi & FreiRe, 2003)
eMysoN
mAria cLara o. dA sIlva
EmerSon Dias
NT DD
EN
Phyllodytes
SEMAS PE ICMBio IUCN
PhYlloDyteS GyriNaetHes
23
(PeixOto, CaraMascHi & FreiRe, 2003)
dAnieLly rEginA dA s. f.
EmerSon Dias
CR DD
EN
Como sou uma Phyllodytes, minha
espécie também depende de bromé-
lias para sobreviver!
Uma característica que me diferencia
das outras Phyllodytes, é que meus
girinos quando nascem possuem
formato do corpo semelhante a uma
guitarra. Minhas bromélias no perío-
do reprodutivo ficam repleta de
guitarrinhas hahahah!
Minha espécie só ocorre na Mata
Atlântica de Alagoas e Pernambuco.
Phyllodytes
Phyllodytes
SEMAS PE ICMBio IUCN
PhYsalAemuS cAete
24
Eu posso ser encontrado no folhedo
que recobre o solo da mata, mas me
reproduzo em ambientes alagados e
poças temporárias que se formam no
interior da Mata Atlântica no período
chuvoso.
Ocorro apenas nos estados de Pernam-
buco e Alagoas. Em Pernambuco, o
registro foi realizado apenas no municí-
pio de Abreu e Lima.
(PombAl & MaduReirA, 1997)
EdniLza MaraNhÃO
rObsoN fReitAs dA sIlva
tHamiRes mAria dA sIlva
CR DD
EN
CalaNgos
SEMAS PE ICMBio IUCN
stEnolEpis rIdleYi
Oi, amigos!
Sou um calango nordestino muito veloz e
minha cor preferida é a cor laranja, que
também é a cor da minha barriga.
Meu lar é nos folhedos que recobrem o
chão da mata. Eu fui descoberto no
município de Igarassu, Pernambuco, mas
posso ser encontrado em outros estados
como Alagoas, Ceará e Paraíba.
Igor J. RobeRto
kAiquE HenrIque B. Galvão
(BoulEngeR, 1887)
-
LC
VU
26
SEMAS PE ICMBio IUCN
stRobiLuruS tOrquAtus
27
EdniLza MaraNhÃO
rObsoN
(WiegMann, 1834)
LC LC
VU
Sou um calango de interior de mata e sou
conhecido pela minha cauda que é bem
diferente!
Minha cauda é curtinha e parece uma
lança com espinhos. Eu acho o máximo!
Posso ser encontrado nas árvores da
Mata atlântica do Espírito Santo até a
Paraíba, com algumas populações isola-
das no Ceará.
SerpEnteS
SEMAS PE ICMBio IUCN
boThroPs bIlinEatuS
29
MarcOs DubeUx
MarcOs DubeUx
Ana cArolIna AndrAde sIlva
(Wied, 1821)
-
LC
VU
EmilLy sAbriNa dA s. oLiveIra
As pessoas me chamam de jararaquinha
verde. Assim como as outras jararacas,
sou uma serpente peçonhenta, ou seja,
produzo veneno que pode ser inoculado
através de minha mordida. Uso minha
peçonha para caçar e capturar meu
alimento.
Vivo tanto nos galhos das árvores como
no chão, posso ser encontrada na Mata
Atlântica do Rio de Janeiro até Pernam-
buco, e também na Amazônia.
SEMAS PE ICMBio IUCN
DiPsas sAzimAi
30
Igor J. RobeRto
Ana cLara dA sIlva
kAio VitoR
(FernAndeS, MarqUes e ArgôlO, 2010)
-
LC
VU
Olá, sou uma serpente pequenininha
que tem hábitos terrestres e arbóreos,
posso ficar no chão ou enrolada nos
galhinhos das árvores.
Não sou peçonhenta e posso ser
encontrada na Floresta atlântica de
vários estados brasileiros, como Rio de
Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas
e em Pernambuco!
SEMAS PE ICMBio IUCN
drYmolUber dIchrOus
31
Oi, sou uma serpente com hábitos terres-
tres, pois é no solo que gosto de ficar.
Não sou peçonhenta e me distribuo pela
Amazônia até o noroeste do Maranhão,
mas também posso ser encontrada na
Mata Atlântica dos estados de Pernam-
buco, Ceará, Bahia, Alagoas, Minas Gerais
e Espírito Santo!
Igor J. RobeRto
(PeteRs, 1863)
-
LC
VU
mAria mAnueLa
NayaRa nUnes dA sIlva
SEMAS PE ICMBio IUCN
ecHinaNtheRa cEphaLostRiatA
32
Olá, sou uma cobrinha da barriga amarela!
Eu possuo hábitos terrestres e não sou
peçonhenta!
Eu posso ser encontrada na Mata atlântica
do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco.
EmerSon Dias
(Di BernArdo, 1996)
-
- LC
aRthuR lUiz
SEMAS PE ICMBio IUCN
ErYthrOlamPrus rEginAe
33
Oi, pode me chamar de Jabutibóia.
Não sou peçonhenta e tenho hábitos
terrestres e posso ser encontrado em
todos os estados do Brasil!
BentO dA sIlva
(AmarAl, 1935)
-
LC
VU
BentO dA sIlva
SEMAS PE ICMBio IUCN
laChesIs mUta
34
Você conhece a maior serpente peçonhenta
da América Latina? Prazer, eu mesma!
hahaha.
Eu posso chegar até 3.5m de comprimento!
Vivo no solo das florestas! Posso ser encon-
tradas na Mata Atlântica do Rio de Janeiro à
Paraíba. Também ocorro no Ceará e por toda
a região amazônica.
Igor J. RobeRto
(LinnAeus, 1766)
LC VU
VU
mAria vItórIa dA sIlva aLves
dAnieLly rEginA
SEMAS PE ICMBio IUCN
SiPhloPhis cOmprEssuS
35
Sou conhecida como falsa coral e não
sou peçonhenta!
Vivo tanto no solo quanto em árvores
e arbustos das florestas.
Ocorro por toda a Mata atlântica de
São Paulo até o Nordeste do Brasil, e
na região amazônica também!
(DaudIn, 1803)
LC
LC
VU
BentO dA sIlva
eMersOn Dias
SEMAS PE ICMBio IUCN
XeNophOlis sCalaRis
36
Também sou conhecida como falsa coral
e não sou peçonhenta!
Tenho hábitos terrestres, ocupando o
solo de florestas.
Posso ser encontrada com distribuição
ampla por toda a Amazônia, mas na Mata
atlântica só ocorro em Pernambuco e
Bahia.
(WuchErer, 1861)
LC LC
VU
Igor J. RobeRto
BentO dA sIlva
CitaçõeS dAs cRiançaS
“Estudar os animais ajudam as pessoas a conviver melhor com eles.”
“Muito legal saber que esses bichos são muito importantes para a Mata Atlân�ca!”
“Precisamos conservar a natureza e os animais.”
“Compaixão com os animais, não brigue com eles nunca mais!”
“Proteja os animais pois precisamos deles para sobreviver.”
“Nunca despreze os animais, eles são muito importante para nós e para a natureza.”
“CUIDAR É AMAR!”
ConsErvação e PresErvação
CecílIa dA SilvA, 12 aNos
HubiSon
VictOr dE AbreU
AndeRson
Ana BeatRis
João VitoR FilhO
Kaio VinícIus AndrAde, 12 aNos
37
Dados deficientes (DD): A espécie estudada não possui dados suficientes para avaliar seu nível de
conservação.
Pouco preocupante (LC): As espécies classificadas como pouco preocupantes não apresentam muitos
riscos de ex�nção.
Quase ameaçado (NT): Espécie que necessita de medidas de conservação para que não se torne vulne-
rável à ex�nção.
Vulnerável (VU): A espécie vulnerável é aquela que apresenta alguns riscos de entrar em ex�nção na
natureza.
Em perigo (EN): A espécie apresenta um risco elevado de entrar em ex�nção em seu habitat natural.
Cri�camente em perigo (CR): Espécie que corre um risco extremamente alto de ser ex�nta da natureza.
Ex�nto na natureza (EW): A espécie não é mais encontrada em seu habitat natural, exis�ndo apenas em
ca�veiros.
Ex�nto (EX): A espécie analisada não existe mais na natureza ou em ca�veiros.
GlosSárIo
38
Animal Silvestre - É todo animal que não é domes�cado, vivendo em ambientes naturais.
Antrópico - É um termo usado em Ecologia que se refere à tudo aquilo que resulta da atuação humana.
Biodiversidade - É a variedade das formas de vida, animais e vegetais, que habita nos mais diferentes
ambientes. (Terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquá�cos).
Cien�sta - É aquele ser que dedica a ciência. Estuda para encontrar melhorias para si e para o mundo.
Ex�nção - É o desaparecimento total de diversas espécies, como animais, plantas, e pode ocorrer por
diversas causas, algumas inevitáveis e outras com uma causa específica.
Marsupial - Animal cujos filhotes são criados em uma bolsa do corpo da mãe.
Mata Atlân�ca - Mata atlân�ca é um bioma tropical, composto por uma diversidade de formações
vegetais e que está presente em grande parte do litoral brasileiro.
Peçonha - Secreção ou substância venenosa produzida por algumas espécies.
Remanescente - Aquilo que remanesce, que sobra ou resta.
39
JogoS
Vamos brincar de Caça palavras?!
L N T O L O S L W O F T E O E P E O
U N A N Y R I H S E R P E N T E Y O
N C Y P R E S E R V A R A N E D M T
R C R E O C O E I E T I T E I S D R
P P M A T A A T L Â N T I C A L É C
B A I D H S E L C E D E A O R P S O
A Y O O T N I S A P O E E C T C H H
S I O I C E R A A N F Í B I O E A S
E N L T L A F I S S G U L I A N T S
N M H W A M E A Ç A D O M N C E H R
G E X T I N Ç Ã O O N I W U A U R A
O M S C O N S E R V A Ç Ã O H I A T
AMEAÇADO
ANFÍBIO
CALANGO
CONSERVAÇÃO
EXTINÇÃO
MATAATLÂNTICA
PRESERVAR
RÉPTIL
SAPO
SERPENTE
vAmos bRincAr dE cAça pAlavRas?
Instruções:
1. O jogo pode ser jogado por um ou mais jogadores.
Como jogar:
1. Encontre e circule as palavras listadas no quadro de letras o mais rápido possível;
vAmos bRincAr dE Jogo dA mEmórIa?
GaStroThecA
fIssiPes
HyPsibOas
FreiCaneCae
PhYsalAemuS
cAete
ChIasmOcleIs
aLagoAnus
ChIasmOcleIs
aLagoAnus
GaStroThecA
fIssiPes
HyPsibOas
FreiCaneCae
PhYsalAemuS
cAete
PhYlloDyteS
AcumInatUs
PhYlloDyteS
AcumInatUs
Instruções:
1.Recorte as cartas para ter o jogo.
2.O jogo da memória pode ser jogado por um ou mais jogadores.
Como jogar:
1. Coloque todas as cartas viradas para baixo sobre uma super�cie;
2. O jogador deve virar duas cartas para que todos os jogadores vejam;
3. Se o jogador virar duas cartas que não correspondem, ambas as cartas
devem ser virados para baixo novamente no mesmo local;
4. Se o jogador virar um par de cartas que coincidem em uma jogada,
o jogador fica com as cartas e recebe outra chance de jogar;
5. O obje�vo do jogo é virar o maior número de pares de cartas possível.
sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes
aMeaçaDos dE eXtinção
mAta aTlânTica dE PernAmbuCo
Jogo dA mEmórIa
sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes
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Jogo dA mEmórIa
sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes
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Jogo dA mEmórIa
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*verso das cartas do jogo da memória
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cEphaLostRiatA
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Jogo dA mEmórIa
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Jogo dA mEmórIa
*verso das cartas do jogo da memória
EmerSon GonçaLves Dias
Licenciado em Ciências Biológicas
na Universidade Federal Rural de
Pernambuco - UFRPE. Mestrando
em Biodiversidade e Conservação
- UFRPE/UAST e estagiário do
Laboratório Interdisciplinar de
An�bios e Répteis da UFRPE.
EricA sUzan mArtiNs lIma
Bacharel em Ciências biológicas
com ênfase em Ciências ambientais
na Universidade Federal de
Pernambuco - UFPE e estagiária do
Laboratório Interdisciplinar de
An�bios e Répteis da UFRPE.
Contato: esuzan20@gmail.com
bEnto dA sIlva
Bacharel em Design na Universidade
Federal de Pernambuco - UFPE
Contato: bentodasilva42@gmail.com
EdniLza MaraNhão dOs SantOs
Profª Draª na Universidade Federal
Rural de Pernambuco. Pesquisadora
do Laboratório Interdisciplinar de
An�bios e Répteis da UFRPE.
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  • 1. Por EricA SuzaN MartIns Lima, EmerSon GonçaLves Dias e EdniLza MaraNhão Dos sAntoS aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo iLustRado pOr BentO Da SilvA Sa pos, Jias, Calangos e Ser pentes
  • 2.
  • 3. Criação Erica Suzan Mar�ns Lima e Ednilza Maranhão Dos Santos Texto Erica Suzan Mar�ns Lima, Emerson Gonçalves Dias e Ednilza Maranhão Dos Santos Ilustração e capa Bento Da Silva Diagramação e adaptação Bento Da Silva Revisor cien�fico Luiz Augus�nho Menezes da Silva Jozélia Maria de Sousa Correia Rafael Sá Leitão Barboza Recife, 2020 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Sistema Integrado de Bibliotecas da UFRPE Biblioteca Central, Recife-PE, Brasil L732s Lima, Erica Suzan Martins Sapos, jias, calangos e serpentes ameaçados de extinção/ Erica Suzan Martins Lima, Emerson Gonçalves Dias, Ednilza Maranhão dos Santos. – 1. ed. - Recife: EDUFRPE, 2020. 50 p. : il. ISBN: 978-85-7946-363-1 1. Biologia – Estudo e ensino 2. Animais 3. Ecologia 4. Ecossistemas 5. Educação ambiental I. Dias, Emerson Gonçalves II. Santos, Ednilza Maranhão dos III. Título CDD 574 Criação Erica Suzan Mar�ns Lima e Ednilza Maranhão Dos Santos Texto Erica Suzan Mar�ns Lima, Emerson Gonçalves Dias e Ednilza Maranhão Dos Santos Ilustração e capa Bento Da Silva Diagramação e adaptação Bento Da Silva Revisor cien�fico Luiz Augus�nho Menezes da Silva Jozélia Maria de Sousa Correia Rafael Sá Leitão Barboza Recife, 2020
  • 4. aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Sa pos, Jias, Calangos e Ser pentes Por EricA SuzaN MartIns Lima, EmerSon GonçaLves Dias e EdniLza MaraNhão Dos sAntoS iLustRado pOr BentO Da SilvA
  • 5. À escola municipal Dr. Manoel Borba e toda sua equipe pela assistência e o espaço para realização deste incrível trabalho. Em especial, a gestora Célia Oliveira, pela excelente recepção. Aos alunos que par�ciparam das a�vidades e fizeram deste trabalho um momento diver�- do de trocas de conhecimento, além dos desenhos autorais que ficaram extraordinários. Agradeço a Sr. Gilson pela troca de conhecimento, por nos apresentar de forma muito gen�l cada canto do Refúgio de Vida Silvestre Matas de Siriji. A Dona Jane e Sr. Rubens pela recepção e acolhimento da nossa equipe durante os meses de campo. E a David, por ser nosso guia mirim da mata do Estado. Aos amigos e monitores, Thais Bezerra, Flávio José e Ana Cris�na, estagiários do Labo- ratório Interdisciplinar de An�bios e Répteis da Universidade Federal Rural de Pernambu- co, que pres�giaram as crianças construindo conhecimentos sobre os animais da herpeto- fauna com muito carinho, paciência e dedicação. À coleção Didá�ca Zoológica da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, por ceder os materiais usados na exposição. À CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente, pela autorização para trabalhar nesta Unidade de Conservação. AgraDeciMentO
  • 6. As crianças têm um papel fundamental na conservação da biodiversidade, acreditamos muito nisso. Acreditar é uma palavra que tem o significado parecido com esperança, e quando trabalhamos com crianças, esse sen�mento brota e é inevitável. Isso é bom?! Sim, isso é muito bom, diante de um cenário atual de desmatamento constante, poluição e falta de respeito com as florestas. Consideramos que o espaço escolar é o ponto de par�da para trabalhar o “acreditar”, nele o trabalho em grupo, a sensibili- zação e o pertencimento deve ser explorado, trabalhado entre alunos, professores e comunidade do entorno. Para isso o tema Biodiversidade deve ser um tema gerador e transversal, principalmente nas escolas que estão no entorno de uma Unidade de Conservação, uma floresta. Devido ao cenário de caça, biopirataria, doenças, desmatamento e destruição de habitat, a cada ano aumentam o número de espécies ameaçadas e muito desse patrimônio natural são fontes de diversos recursos renováveis, tais como alimentação, remédios, cosmé�cos, entre outros. Pensando em fazer algo para contribuir com a conservação das florestas e suas espécies ameaçadas, foi pensado em um Guia de espécies ameaçadas da Mata Atlân�ca em Pernambuco, que se materializou através das ações educa�vas desenvolvidas em uma escola no entorno do RVS Matas de Siriji, sendo um momento de aprendizado para ambas as partes. Esperamos que você, caro leitor, conheça as espécies de an�bios (Sapo e Jia) e répteis (Lagarto e Serpentes) ameaçados da Mata atlân�ca de Pernambuco e possam ajudar na conservação. O nosso obje�vo é sensibilizar e es�mular o surgimento de mul�plicadores em defesa do meio ambiente e das espécies ameaçadas. Contamos com sua ajuda!!! ApreSentAção
  • 7. Introdução O que é Biodiversidade?............................. O que são espécies ameaçadas de ex�nção? ................................................... Vocês conhecem a Mata Atlân�ca?............ Você conhece os an�bios e répteis?........... Sapos Allobates alagoanus................................... Frostius pernambucensis............................ Jias Agalychnis granulosa................................. Chiasmocleis alagoanus............................. Gastrotheca fissipis.................................... Gastrotheca pulchra................................... Hypsiboas exastis....................................... Hypsiboas frecanecae................................ Phyllodytes acuminatus.............................. Phyllodytes edelmoi................................... Phyllodytes gyrinaethes............................. Physalaemus caete..................................... Calangos Stenolepis ridleyi........................................ Strobilurus torquatus................................. Serpentes Bothrops bilineatus.................................... Dipsas sazimai............................................ Drymoluber dichrous.................................. Echinanthera cephalostriata...................... Erythrolamprus reginae............................. Lachesis muta............................................ Siphlophis compressus............................... Xenopholis scalaris..................................... Citações das crianças Conservação e Preservação........................ Glossário.................................................... Jogos Caça palavras Vamos pintar?! Jogo da memória SumárIo 12 13 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 7 7 8 8 26 27 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
  • 8. O qUe é BiodIverSidaDe? O termo biodiversidade que dizer diversidade de espécies, muitas vezes associado aos seres da nature- za, esquecendo que o homem também faz parte dessa biodiversidade. Somos todos seres vivos e todos responsáveis pela manutenção da vida no nosso planeta! Então leitores e leitoras precisamos conhecer mais os outros seres vivos e entender sua importância. Tudo que temos hoje, vem dos recursos da natureza. O qUe são eSpécIes aMeaçaDas dE eXtinção? Espécies ameaçadas de ex�nção são aquelas com elevado risco de desaparecer da natureza. Essa infor- mação é baseada nas diversas publicações cien�ficas disponível e alerta das ins�tuições que trabalham com os seres. Os cien�ficistas se reúnem e discutem através de vários estudos sobre a redução e desa- parecimento de uma espécie, ou seja, eles avaliam a situação com base em parâmetros como baixa den- sidade, distribuição fragmentada, as pressões antrópicas, a redução populacional, a redução de área de distribuição, etc. A inclusão de espécies em listas de espécies ameaçadas reflete obrigações e comprom- issos legais, tanto estaduais, nacionais quanto internacionais, ao mesmo tempo em que gera restrições de uso, com reflexos não apenas nas três esferas da administração pública, mas também nos mais diver- sos setores da sociedade civil. Então fica a responsabilidade fornecer uma lista a cada quatro anos das espécies ameaçadas e o grau de ameaça. Temos três listas: Internacional: IUCN Nacional: ICMBio Estadual (Pernambuco): SEMAS PE IntrOdução 7
  • 9. Vocês cOnheCem a Mata AtlânTica? O Brasil é considerado um dos países mais diversos em biodiversidade, é lindo de norte a sul com os seus recursos naturais, diferentes paisagens, ecossistemas e biomas, e um dos mais importantes e ameaça- dos, principalmente pela sua destruição, é a Mata Atlân�ca. É lindo de se ver o mosaico do verde das florestas que tantos serviços a nossa vida nos oferece, como o ar que respiramos, a água que bebemos e a nossa biodiversidade. Tudo isso vem sendo destruído ao longo de décadas e ainda hoje, mesmo com a legislação que protege esse bioma, ainda assim muitos dos fragmentos estão sendo subs�tuído por algum empreendimento, pastos e monoculturas. Na região Nordeste a situação ainda é mais grave e o estado de Pernambuco não fica de fora dessa situação. Você cOnheCe oS aNfíbIos e répTeis? Na evolução da vida do Planeta Terra, os an�bios (palavra que significa vida dupla) foram os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre e apesar de viver nesse ambiente na fase adulta, os an�bios mantém uma forte ligação com a água, ou seja, uma parte da vida na água, como girinos ou sapo de rabo e outra na terra. Eles necessitam da água para reproduzir e sobreviver, por isso, geralmente são encon- trados em ambientes úmidos, nas proximidades de lagoas, riachos, açudes e outras áreas alagadas. Esses animais possuem pele úmida e são sensíveis as mudanças do ambiente, são nossos indicadores que algo não vai bem. Dentro do grupo dos an�bios temos os Anuros (palavra que significa animal sem cauda). E é esse grupo que vamos conhecer aqui nesse livro: Os sapos - Possuem a pele mais rugosa, não são tão habilidosos com saltos pois suas perninhas são curtas. 8
  • 10. As jias - São aquelas que a gente encontra nos galhos e folhas empoleiradas, mas também elas podem ser encontrada no solo. Essa habilidade de estar em substratos ver�cais e horizontais é graças discos adesivos nas extremidades dos seus dedos. E as rãs ou caçotes - Possuem membros traseiros compridos que ajuda a dar bons saltos e gostam muito de estar na água ou perto dela. Os Répteis são animais incríveis! Eles possuem adaptações na pele para se proteger e ajudar a não perder água pela pele. Uns tem escamas, outros carapaças e outros têm placas dérmicas. Aqui vamos conhecer alguns que possuem escamas, chamados de escamados, que são os lagartos e as serpentes. Os lagartos, conhecidos como lagar�xa, calango, briba, iguana ou camaleão, podem ser encontrados na água, na terra, empoleirados em plantas e rochas, sob o solo e folhas. As serpentes, são animais que rastejam e são bem lindas! Elas também podem ser encontradas em diversos ambientes e são controla- doras de ratos e outros animais nocivos. A maioria das serpentes não são peçonhentas e existe muitas lendas e crendices sobre esses animais. Você sabia que o Brasil é o pais com maior diversidade de an�bios e o segundo mais diverso em repteis? Sim, nosso país é megadiverso!!! Ah! Você sabia que tanto os an�bios como os répteis são animais de sangue frio? A temperatura do corpo deles variam de acordo com a temperatura do lugar. RefeRênCias MAIA, O. B.; FREITAS, T. Livro Vermelho das Crianças. Brasília: Ins�tuto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), 2015. 166p. PEREIRA, E.; SANTOS, E. M.; RODRIGUES, M. F. Guia dos an�bios do Parque Estadual De Dois Irmãos. Editora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2016. 72p. SANTOS, E. M.; BARBOSA, V. N.; CORREIA, J. S. Guia de Répteis do Parque Estadual de Dois Irmãos. Editora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2017. 89p. 9
  • 11. ReFúgIo dE ViDa SiLvesTre maTas dE SIrijI - PErnaMbucO
  • 12. SapoS
  • 13. SEMAS PE ICMBio IUCN AlLobaTes AlagOanuS (BokeRmanN, 1967) 12 Eu sou um anfíbio que só existo na Mata Atlântica do Brasil! Meu lar é nos folhedos que recobrem o solo da floresta, próximos a ambientes alagados onde coloco meus ovos. Ocorro desde o Rio de Janeiro até Pernambuco, adentrando florestas no interior da Bahia! MarcOs DubeUx MarcOs DubeUx - DD EN
  • 14. SEMAS PE ICMBio IUCN FrOstiUs pErnaMbucEnsiS 13 Você já ouviu falar de cuidado parental? Os machos da minha espécie realizam esse tipo de cuidado! Protegemos nossos ovos e girinos recém- -nascidos em água acumulada em bromé- lias e buracos de troncos. Eu fui descoberto em Recife, Pernambuco, no Parque Estadual de Dois Irmãos e só sou encontrado na Mata atlântica do Nordeste, além de Pernambuco, ocoro no estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Paraíba. (BokeRrnaNn, 1962) EmerSon Dias EmerSon Dias LC LC VU kAio hEnriQue bArboSa rAyza mIkelLy g. dE oLiveIra ocorro no
  • 15. Jias
  • 16. SEMAS PE ICMBio IUCN AgAlycHnis gRanuLosa 15 (Cruz, 1969) EmerSon Dias cArloS wIlliAn eDmar LC VU VU Eu sou pernambucana! Fui descoberta na cidade do Recife, no Parque Estadual de Dois Irmãos. Vivo sobre arbustos e árvores próximas a riachos e lagoas temporárias onde me reproduzo e coloco meus ovos. Só sou encontrada na Mata Atlântica dos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia!
  • 17. SEMAS PE ICMBio IUCN ChIasmOcleIs aLagoAnus 16 Você sabe o que é um animal fossorial? São animais que vivem praticamente toda vida embaixo do solo. Eu sou considerada semi-fossorial, porque passo a maior parte da minha vida me deslo- cando e alimentando embaixo dos folhiços e solo da mata, mas no período chuvoso eu vou reproduzir e ter meus filhotes em poças d’águas temporárias que se formam com a água da chuva. Só ocorro na Mata atlântica entre Alagoas e Pernambuco. (Cruz, CaraMascHi & FreiRe, 1999) jOão vItor gOmes fIlho EmerSon Dias DD DD EN
  • 18. SEMAS PE ICMBio IUCN GaStroThecA fIssiPes 17 (BoulEngeR, 1888) EdniLza MaraNhÃO aDeilMa aNa bEatrIz LC DD VU Me chamam de perereca“marsupial”! Isso porque as fêmeas da minha espécie têm uma camada de pele nas costas que parece uma bolsa, onde após a fecunda- ção, os ovos ficam guardados nessa tal bolsa e os filhotinhos já nascem miniatu- ras idênticas aos pais. Eu vivo sobre arbustos, árvores e princi- palmente em bromélias! Ocorremos na Mata atlântica ao norte do rio São Francisco, em Pernambuco e Alagoas.
  • 19. SEMAS PE ICMBio IUCN GaStroThecA PulcHra 18 Eu também sou uma perereca“marsupial” e é na bromélia que eu faço meu lar! Sou apenas encontrada na Mata atlântica dos estados de Pernambuco, Porto Seguro e Bahia. (CaraMascHi & RodrIgueS, 2007) EdniLza MaraNhÃO LC CR DD DaniEl PaulO
  • 20. SEMAS PE ICMBio IUCN HyPsibOas ExasTis 19 Eu gosto muito de ambientes alagados como várzeas, e é nesses ambientes encharcados que vivo e tenho filhotes. Sou encontrada na Mata Atlântica do estado de Pernambuco, Alagoas e Bahia. (CaraMascHi & RodrIgueZ, 2003) MarcOs jOsé dA sIlva IsAbelA EmerSon Dias LC DD EN
  • 21. SEMAS PE ICMBio IUCN HyPsibOas FreiCaneCae 20 Sou um anfíbio que vive sobre árvores e arbustos próximos a riachos e lagoas no interior da Floresta Atlântica, onde me reproduzo nesses ambientes aquáticos! Sou encontrada apenas a Mata Atlântica de Pernambuco e Alagoas. (CarnAval & PeixOto, 2004) EdniLza MaraNhÃO CarlOs wIlliAn DD DD EN
  • 22. SEMAS PE ICMBio IUCN PhYlloDyteS AcumInatUs 21 (BokkErmaNn, 1966) EdniLza MaraNhÃO mAria aDrieLe LC LC EN mAria cLara sAntoS Sou um anfíbio especialista de bromélias. Isso porque todo o ciclo da minha vida acontece dentro de bromélias que acumu- lam água. Posso ser encontrado em brejos de altitu- de na Mata Atlântica de Pernambuco e Alagoas.
  • 23. SEMAS PE ICMBio IUCN PhYlloDyteS EdelMoi 22 Todos os anfíbios que começam com o nome Phyllodytes, são especialistas de bromélias. Sendo assim, sem as bromélias que acumulam água, eu não sou capaz de sobreviver na mata! Minha espécie pode ser encontrada em bromélias da Mata Atlântica de Pernam- buco, Sergipe e Alagoas. (PeixOto, CaraMascHi & FreiRe, 2003) eMysoN mAria cLara o. dA sIlva EmerSon Dias NT DD EN Phyllodytes
  • 24. SEMAS PE ICMBio IUCN PhYlloDyteS GyriNaetHes 23 (PeixOto, CaraMascHi & FreiRe, 2003) dAnieLly rEginA dA s. f. EmerSon Dias CR DD EN Como sou uma Phyllodytes, minha espécie também depende de bromé- lias para sobreviver! Uma característica que me diferencia das outras Phyllodytes, é que meus girinos quando nascem possuem formato do corpo semelhante a uma guitarra. Minhas bromélias no perío- do reprodutivo ficam repleta de guitarrinhas hahahah! Minha espécie só ocorre na Mata Atlântica de Alagoas e Pernambuco. Phyllodytes Phyllodytes
  • 25. SEMAS PE ICMBio IUCN PhYsalAemuS cAete 24 Eu posso ser encontrado no folhedo que recobre o solo da mata, mas me reproduzo em ambientes alagados e poças temporárias que se formam no interior da Mata Atlântica no período chuvoso. Ocorro apenas nos estados de Pernam- buco e Alagoas. Em Pernambuco, o registro foi realizado apenas no municí- pio de Abreu e Lima. (PombAl & MaduReirA, 1997) EdniLza MaraNhÃO rObsoN fReitAs dA sIlva tHamiRes mAria dA sIlva CR DD EN
  • 27. SEMAS PE ICMBio IUCN stEnolEpis rIdleYi Oi, amigos! Sou um calango nordestino muito veloz e minha cor preferida é a cor laranja, que também é a cor da minha barriga. Meu lar é nos folhedos que recobrem o chão da mata. Eu fui descoberto no município de Igarassu, Pernambuco, mas posso ser encontrado em outros estados como Alagoas, Ceará e Paraíba. Igor J. RobeRto kAiquE HenrIque B. Galvão (BoulEngeR, 1887) - LC VU 26
  • 28. SEMAS PE ICMBio IUCN stRobiLuruS tOrquAtus 27 EdniLza MaraNhÃO rObsoN (WiegMann, 1834) LC LC VU Sou um calango de interior de mata e sou conhecido pela minha cauda que é bem diferente! Minha cauda é curtinha e parece uma lança com espinhos. Eu acho o máximo! Posso ser encontrado nas árvores da Mata atlântica do Espírito Santo até a Paraíba, com algumas populações isola- das no Ceará.
  • 30. SEMAS PE ICMBio IUCN boThroPs bIlinEatuS 29 MarcOs DubeUx MarcOs DubeUx Ana cArolIna AndrAde sIlva (Wied, 1821) - LC VU EmilLy sAbriNa dA s. oLiveIra As pessoas me chamam de jararaquinha verde. Assim como as outras jararacas, sou uma serpente peçonhenta, ou seja, produzo veneno que pode ser inoculado através de minha mordida. Uso minha peçonha para caçar e capturar meu alimento. Vivo tanto nos galhos das árvores como no chão, posso ser encontrada na Mata Atlântica do Rio de Janeiro até Pernam- buco, e também na Amazônia.
  • 31. SEMAS PE ICMBio IUCN DiPsas sAzimAi 30 Igor J. RobeRto Ana cLara dA sIlva kAio VitoR (FernAndeS, MarqUes e ArgôlO, 2010) - LC VU Olá, sou uma serpente pequenininha que tem hábitos terrestres e arbóreos, posso ficar no chão ou enrolada nos galhinhos das árvores. Não sou peçonhenta e posso ser encontrada na Floresta atlântica de vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas e em Pernambuco!
  • 32. SEMAS PE ICMBio IUCN drYmolUber dIchrOus 31 Oi, sou uma serpente com hábitos terres- tres, pois é no solo que gosto de ficar. Não sou peçonhenta e me distribuo pela Amazônia até o noroeste do Maranhão, mas também posso ser encontrada na Mata Atlântica dos estados de Pernam- buco, Ceará, Bahia, Alagoas, Minas Gerais e Espírito Santo! Igor J. RobeRto (PeteRs, 1863) - LC VU mAria mAnueLa NayaRa nUnes dA sIlva
  • 33. SEMAS PE ICMBio IUCN ecHinaNtheRa cEphaLostRiatA 32 Olá, sou uma cobrinha da barriga amarela! Eu possuo hábitos terrestres e não sou peçonhenta! Eu posso ser encontrada na Mata atlântica do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. EmerSon Dias (Di BernArdo, 1996) - - LC aRthuR lUiz
  • 34. SEMAS PE ICMBio IUCN ErYthrOlamPrus rEginAe 33 Oi, pode me chamar de Jabutibóia. Não sou peçonhenta e tenho hábitos terrestres e posso ser encontrado em todos os estados do Brasil! BentO dA sIlva (AmarAl, 1935) - LC VU BentO dA sIlva
  • 35. SEMAS PE ICMBio IUCN laChesIs mUta 34 Você conhece a maior serpente peçonhenta da América Latina? Prazer, eu mesma! hahaha. Eu posso chegar até 3.5m de comprimento! Vivo no solo das florestas! Posso ser encon- tradas na Mata Atlântica do Rio de Janeiro à Paraíba. Também ocorro no Ceará e por toda a região amazônica. Igor J. RobeRto (LinnAeus, 1766) LC VU VU mAria vItórIa dA sIlva aLves dAnieLly rEginA
  • 36. SEMAS PE ICMBio IUCN SiPhloPhis cOmprEssuS 35 Sou conhecida como falsa coral e não sou peçonhenta! Vivo tanto no solo quanto em árvores e arbustos das florestas. Ocorro por toda a Mata atlântica de São Paulo até o Nordeste do Brasil, e na região amazônica também! (DaudIn, 1803) LC LC VU BentO dA sIlva eMersOn Dias
  • 37. SEMAS PE ICMBio IUCN XeNophOlis sCalaRis 36 Também sou conhecida como falsa coral e não sou peçonhenta! Tenho hábitos terrestres, ocupando o solo de florestas. Posso ser encontrada com distribuição ampla por toda a Amazônia, mas na Mata atlântica só ocorro em Pernambuco e Bahia. (WuchErer, 1861) LC LC VU Igor J. RobeRto BentO dA sIlva
  • 38. CitaçõeS dAs cRiançaS “Estudar os animais ajudam as pessoas a conviver melhor com eles.” “Muito legal saber que esses bichos são muito importantes para a Mata Atlân�ca!” “Precisamos conservar a natureza e os animais.” “Compaixão com os animais, não brigue com eles nunca mais!” “Proteja os animais pois precisamos deles para sobreviver.” “Nunca despreze os animais, eles são muito importante para nós e para a natureza.” “CUIDAR É AMAR!” ConsErvação e PresErvação CecílIa dA SilvA, 12 aNos HubiSon VictOr dE AbreU AndeRson Ana BeatRis João VitoR FilhO Kaio VinícIus AndrAde, 12 aNos 37
  • 39. Dados deficientes (DD): A espécie estudada não possui dados suficientes para avaliar seu nível de conservação. Pouco preocupante (LC): As espécies classificadas como pouco preocupantes não apresentam muitos riscos de ex�nção. Quase ameaçado (NT): Espécie que necessita de medidas de conservação para que não se torne vulne- rável à ex�nção. Vulnerável (VU): A espécie vulnerável é aquela que apresenta alguns riscos de entrar em ex�nção na natureza. Em perigo (EN): A espécie apresenta um risco elevado de entrar em ex�nção em seu habitat natural. Cri�camente em perigo (CR): Espécie que corre um risco extremamente alto de ser ex�nta da natureza. Ex�nto na natureza (EW): A espécie não é mais encontrada em seu habitat natural, exis�ndo apenas em ca�veiros. Ex�nto (EX): A espécie analisada não existe mais na natureza ou em ca�veiros. GlosSárIo 38
  • 40. Animal Silvestre - É todo animal que não é domes�cado, vivendo em ambientes naturais. Antrópico - É um termo usado em Ecologia que se refere à tudo aquilo que resulta da atuação humana. Biodiversidade - É a variedade das formas de vida, animais e vegetais, que habita nos mais diferentes ambientes. (Terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquá�cos). Cien�sta - É aquele ser que dedica a ciência. Estuda para encontrar melhorias para si e para o mundo. Ex�nção - É o desaparecimento total de diversas espécies, como animais, plantas, e pode ocorrer por diversas causas, algumas inevitáveis e outras com uma causa específica. Marsupial - Animal cujos filhotes são criados em uma bolsa do corpo da mãe. Mata Atlân�ca - Mata atlân�ca é um bioma tropical, composto por uma diversidade de formações vegetais e que está presente em grande parte do litoral brasileiro. Peçonha - Secreção ou substância venenosa produzida por algumas espécies. Remanescente - Aquilo que remanesce, que sobra ou resta. 39
  • 41. JogoS
  • 42. Vamos brincar de Caça palavras?! L N T O L O S L W O F T E O E P E O U N A N Y R I H S E R P E N T E Y O N C Y P R E S E R V A R A N E D M T R C R E O C O E I E T I T E I S D R P P M A T A A T L Â N T I C A L É C B A I D H S E L C E D E A O R P S O A Y O O T N I S A P O E E C T C H H S I O I C E R A A N F Í B I O E A S E N L T L A F I S S G U L I A N T S N M H W A M E A Ç A D O M N C E H R G E X T I N Ç Ã O O N I W U A U R A O M S C O N S E R V A Ç Ã O H I A T AMEAÇADO ANFÍBIO CALANGO CONSERVAÇÃO EXTINÇÃO MATAATLÂNTICA PRESERVAR RÉPTIL SAPO SERPENTE vAmos bRincAr dE cAça pAlavRas? Instruções: 1. O jogo pode ser jogado por um ou mais jogadores. Como jogar: 1. Encontre e circule as palavras listadas no quadro de letras o mais rápido possível;
  • 43.
  • 44.
  • 45.
  • 46. vAmos bRincAr dE Jogo dA mEmórIa? GaStroThecA fIssiPes HyPsibOas FreiCaneCae PhYsalAemuS cAete ChIasmOcleIs aLagoAnus ChIasmOcleIs aLagoAnus GaStroThecA fIssiPes HyPsibOas FreiCaneCae PhYsalAemuS cAete PhYlloDyteS AcumInatUs PhYlloDyteS AcumInatUs Instruções: 1.Recorte as cartas para ter o jogo. 2.O jogo da memória pode ser jogado por um ou mais jogadores. Como jogar: 1. Coloque todas as cartas viradas para baixo sobre uma super�cie; 2. O jogador deve virar duas cartas para que todos os jogadores vejam; 3. Se o jogador virar duas cartas que não correspondem, ambas as cartas devem ser virados para baixo novamente no mesmo local; 4. Se o jogador virar um par de cartas que coincidem em uma jogada, o jogador fica com as cartas e recebe outra chance de jogar; 5. O obje�vo do jogo é virar o maior número de pares de cartas possível.
  • 47. sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa *verso das cartas do jogo da memória
  • 49. sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa sApos, Jias, cAlanGos e sErpeNtes aMeaçaDos dE eXtinção mAta aTlânTica dE PernAmbuCo Jogo dA mEmórIa *verso das cartas do jogo da memória
  • 50. EmerSon GonçaLves Dias Licenciado em Ciências Biológicas na Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE. Mestrando em Biodiversidade e Conservação - UFRPE/UAST e estagiário do Laboratório Interdisciplinar de An�bios e Répteis da UFRPE. EricA sUzan mArtiNs lIma Bacharel em Ciências biológicas com ênfase em Ciências ambientais na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e estagiária do Laboratório Interdisciplinar de An�bios e Répteis da UFRPE. Contato: esuzan20@gmail.com bEnto dA sIlva Bacharel em Design na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE Contato: bentodasilva42@gmail.com EdniLza MaraNhão dOs SantOs Profª Draª na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de An�bios e Répteis da UFRPE.