SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 74
UNIVERSIDA
DE
PARA TODOS
Josilene
Domingues
Aula Virtual
de Gramática
Comunicação e Intencionalidade
discursiva / Funções Intrínsecas do Texto
• Elementos básicos da comunicação;
•Texto e discurso/ a intenção no
discurso;
•As funções intrínsecas do texto.
Todo ato comunicativo envolve seis componentes
essenciais:
- Emissor(remetente, locutor, codificador, falante);
- Receptor(destinatário, interlocutor, decodificador,
ouvinte);
- Mensagem;
- Código;
- Situação(referente, contexto);
- Canal (contato).
Elementos Básicos da
Comunicação
 emissor / remetente – elemento que emite, codifica a mensagem;
 receptor / destinatário - recebe, decodifica a mensagem;
 mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;
 código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem
 referente – o assunto, a situação que envolve o emissor e o receptor e o
contexto lingüístico;
 canal – meio físico pelo qual circula a mensagem e a conexão psicológica.
Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem
influência sobre a comunicação
Texto
Texto: é uma unidade
lingüística concreta,
percebida pela audição(na
fala) ou pela visão(na
escrita), que tem unidade
de sentido e
intencionalidade
comunicativa.
Texto: é uma unidade
lingüística concreta,
percebida pela audição(na
fala) ou pela visão(na
escrita), que tem unidade
de sentido e
intencionalidade
comunicativa.
Elementos Auxiliares na Construção do
Sentido de um Texto - o contexto discursivo.
• Papel social dos interlocutores;
• O conhecimento de mundo do interlocutor;
• As circunstâncias históricas em que se processa a
comunicação;
• A intenção do locutor.
Discurso
 Discurso: é a atividade
comunicativa capaz de gerar
sentido desenvolvida entre
interlocutores.
Texto + Contexto discursivo.
 Discurso: é a atividade
comunicativa capaz de gerar
sentido desenvolvida entre
interlocutores.
Texto + Contexto discursivo.
Intencionalidade Discursiva
São as intenções, explícitas ou implícitas, existentes
na linguagem dos interlocutores que participam de
uma situação comunicativa.
Atividade: analisar os elementos comunicativos do
texto acima.
Exemplo:
-Por favor! Me joga uma corda que eu estou me afogando!
- E além disso ainda quer se enforcar?
(Jô Soares, Veja, 20/05/92)
Na piada, o locutor, ao pedir uma corda, naturalmente deseja ser
socorrido, prendendo-se a ela. O interlocutor, entretanto, interpreta sua
pergunta como se o locutor desejasse se enforcar.
O humor é extraído do fato de as personagens não levarem em conta um
princípio básico das interações verbais: a intencionalidade discursiva.
Funções da Linguagem:
funções intrínsecas do texto
Funções Da Linguagem
Função Intrínseca Elemento de Destaque
Emotiva Emissor
Conativa Receptor
Referencial Referente
Metalingüística Código
Fática Canal
Poética Mensagem
Função Emotiva
“ Posso te falar dos sonhos, das flores,
de como a cidade mudou...
Posso te falar do medo, do meu desejo,
do meu amor...
Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver no céu a lua
Que um dia eu te dei”.
(A lua que eu te dei/ Ivete Sangalo)
Características:
Também chamada de expressiva, tal função que ocorre
quando o destaque é dado ao emissor. Suas principais
características são:
 verbos e pronomes em primeira pessoa;
 presença comum de ponto de exclamação e interjeições;
 expressão de estados de alma do emissor (subjetividade e
pessoalidade);
 presença predominante em textos líricos, autobiografias,
depoimentos, memórias .
Função Conativa
Características:
Também chamada de apelativa, essa função ocorre
quando o destaque é dado ao receptor. Observe que a
intenção principal do anúncio é estimular o receptor a
adquirir a revista. As principais características dessa
função são:
 verbos no imperativo;
 verbos e pronomes na segunda ou terceira pessoas;
 tentativa de convencer o receptor a ter um determinado
comportamento;
 presença predominante em textos de publicidade e
propaganda;
 Emprego da ambigüidade.
Função Referencial
Portinari: valorização do Brasil e da
arte
Filho de imigrantes italianos,
Cândido Portinari nasceu no dia 30 de
dezembro de 1903, numa fazenda de
café nas proximidades de Brodósqui,
em São Paulo. Com a vocação artística
florescendo logo na infância, Portinari
teve uma educação deficiente, não
completando sequer o ensino primário.
Aos 14 anos de idade, uma trupe de
pintores e escultores italianos que
atuava na restauração de igrejas passa
pela região de Brodósqui e recruta
Portinari como ajudante. Seria o
primeiro grande indício do talento do
pintor brasileiro.
Características:
Função cognitiva ou referencial ou denotativa
É a função que ocorre quando o destaque é dado ao
referente, ou seja, ao contexto, ao assunto. A intenção
principal do autor é informar o leitor sobre a vida do
pintor Portinari.
As principais características desse tipo de texto são:
 Objetividade- linguagem direta, precisa, denotativa;
 Clareza nas idéias;
 finalidade é traduzir a realidade, tal como ela é;
 Presença predominante em textos
informativos,jornalísticos, textos didáticos, científicos;
mapas, gráficos, legendas, recursos representativos.
Função Metalingüística
Alvo. Sm. 1. Ponto a
que se procura atingir
com a arma; mira. 2.
Fim. 3. A cor branca.
Características:
É a função que ocorre quando o destaque é dado ao código.
Numa situação em que um lingüista define a língua, observa-se que,
para conceituar um termo do código, ele usou o próprio código, ou
seja, definiu 'língua' usando a própria língua. Também ocorre
metalinguagem quando o poeta, num texto qualquer, reflete sobre a
criação poética; quando um cineasta cria um filme tematizando o
próprio cinema; quando um programa de televisão enfoca o papel da
televisão no grupo social; quando um desenhista de quadrinhos
elabora quadrinhos sobre o próprio meio de comunicação, etc. Em
todas as situações citadas, percebe-se o uso do código.
O exemplo mais definitivo desse tipo de função são as aulas
de gramática, os livros de gramática e os dicionários da língua.
Função Fática
“- Alô, alô, marciano.
Aqui quem fala é da
Terra.Pra variar
estamos em guerra.”
(Elis Regina)
Características:
Ocorre quando o canal é posto em destaque. O
interesse do emissor ao emitir a mensagem é apenas testar
o canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato
com o receptor, ou testar a eficiência do canal, o que tem
o mesmo valor de um aceno com a mão, com a cabeça ou
com os olhos. Exemplo típico da função fática é a
linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.
Função Poética
Ex1:
“Até onde existe amor
De quem assume esta sina
Viver é um vôo para a felicidade e
a voz da verdade”
(Daqui por diante/ Barão)
Ex2:
“Deus ajuda a quem cedo
madruga”.
Características:
 Ocorre quando a própria mensagem é posta em destaque, ou seja,
chama-se a atenção para o modo como foi organizada a mensagem;
 Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados
pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica.
Valorizam-se as palavras, suas combinações;
 Exemplos de textos poéticos: além dos provérbios e letras de música,
conforme citado, encontramos esse tipo de função em textos escritos
em prosa, em slogans, ditos populares. Logo, não se trata de uma
função exclusivamente encontrada em poesias.
Dica:
• É importante ressaltar
que, em um mesmo
texto, pode coexistir
mais de uma função.
Isso, depende da
intenção do emissor
ao elaborar a
mensagem.
SESSÃO PARA RIR...
Qual das palavras abaixo é
feminina?
• (....) BANDEIRA
• (....) GALINHA
• (....) DIRETORIA
• (....) FARINHA
• (....) MATEMÁTICA
Pensou? Então lá vai a resposta:
• BANDEIRA: Não é feminina porque tem pau.
• GALINHA: Não é feminina porque tem pinto.
• DIRETORIA: Não é feminina porque tem
membro.
• FARINHA: Não é feminina porque tem saco.
• MATEMÁTICA: É a única feminina... PORQUE
TEM REGRAS, TEM PROBLEMAS DEMAIS
E... NINGUÉM ENTENDE!!!
Imagens Divertidas
(Pérolas da língua)
FIGURAS DE PALAVRAS OU
TROPOS
• As figuras de palavras ou tropos consistem
na mudança ou substituição do sentido real
das palavras para o seu sentido figurado.
São figuras de palavras: a comparação, a
metáfora, a catacrese, a metonímia, a
perífrase ou antonomásia e a sinestesia.
METÁFORA
Consiste no emprego de uma palavra fora de seu
sentido próprio, tendo como base uma
comparação subentendida, já que a conjunção
comparativa não aparece claramente:
Em praias de indiferença
Navega o meu coração.
Venho desde a adolescência na mesma
navegação
Cecília Meireles
COMPARAÇÃO
Consiste na comparação entre dois elementos
por meio de suas características comuns.
Normalmente se emprega uma conjunção
comparativa( como, tal qual, assim como,
etc)
“ E na minh´alma o nome iluminou-se
Como um vitral ao sol...” (Florbela
Espanca)
CATACRESE
• Tem-se a catacrese quando, na falta de uma
palavra específica para designar determinado
objeto, utiliza-se uma outra a partir de alguma
semelhança conceitual. Muitos usos da catacrese
já estão integrados na língua, como pé da
mesa,embarcar em avião, cabeça de alho,
barriga da perna, bico da chaleira e
normalmente os falantes nem se dão mais conta
dos mecanismos semânticos que levaram a essas
“soluções” para problemas de designação.
METONÍMIA
• A metonímia ocorre
quando se opta por
utilizar uma palavra em
lugar de outra, para
designar algum objeto no
mundo(em sentido
amplo) que mantém uma
relação de proximidade
com o objeto designado
pela palavra substituída
Há várias situações em que
isso pode ocorrer:
quando se toma a parte
pelo todo(ele tem
duzentas cabeças de
gado); o continente pelo
conteúdo( Danilo é bom
de garfo); o autor pela
obra( Devolva o Neruda
que você tomou
emprestado.); a marca
pelo produto( Você me
empresta o durex?)
SINESTESIA
A sinestesia ocorre pela
associação, em uma mesma
expressão, de sensações
percebidas por diferentes
órgãos do sentido. Ela pode
ser vista como uma forma
específica de metáfora. Essa
figura foi muito usada pelos
poetas simbolistas, ao final
do séc.XIX.
ADORÁVEL VOZ TORTA.
Manchete referindo-se à voz da
cantora Elza Soares
ANTONOMÁSIA OU PERÍFRASE
É o emprego de uma
expressão que identifica
coisa ou pessoa,
salientando suas
qualidades ou um fato
notável pelo qual são
conhecidas.
O país do futebol acredita
em seus filhos. ( Brasil)
A dama do teatro brasileiro
foi indicada para o Oscar.
( Fernanda Montenegro)
FIGURAS DE PENSAMENTO
Caracterizam-se por apresentar idéias
diferentes daquelas que normalmente a
palavra sugere na frase.
As principais figuras de pensamento são: a
antítese, o eufemismo, a ironia, a
hipérbole, a prosopopéia ou
personificação, a gradação, a apóstrofe e o
paradoxo ou oxímoro.
1. ANTÍTESE
• Consiste no emprego de
palavras ou expressões de
sentidos opostos, para realçar o
contraste de idéias.
Observe a antítese:
Infeliz no jogo, feliz no amor.
“Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel.
Quando o poema me anoitece.”
2. EUFEMISMO
Consiste na suavização da
linguagem, evitando-se o
emprego de palavras ou
expressões desagradáveis:
“Era uma estrela divina
Que ao firmamento
voou!”Álvares de
Azevedo
“ Quando a indesejada das
gentes chegar...” Manuel
Bandeira
3. IRONIA
• Consiste em se dizer o
contrário do que se pensa,
normalmente com
intenção sarcástica:
“Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta;
Um amor.” Mário de
Andrade
4. HIPÉRBOLE
Caracteriza-se pelo exagero
da linguagem, para
intensificar uma idéia.
“ O pensamento ferve e é
um turbilhão de lava.”
( Olavo Bilac)
“ Farei que amor a todos
avivente,
Pintando mil segredos
delicados.”
( Camões)
5. PROSOPOPÉIA OU
PERSONIFICAÇÃO
Consiste na atribuição de
características humanas a seres
inanimados ou irracionais. É
também chamada de
animização:
Ex.: “ O mar jaz; gemem em
segredos os ventos
Em Eolo cativos.” (Fernando
Pessoa)
“ O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam
tristíssimas.
As casas também iam bêbadas.”
( C.D.Andrade)
6. GRADAÇÃO
Consiste em organizar uma
seqüência de idéias em sentido
crescente ou decrescente:
“ O primeiro milhão possuído
excita, acirra, assanha
a gula do milionário.” ( Olavo
Bilac)
“ esse coração oculto
Pulsando no meio da noite, da neve,
da chuva
Debaixo da capa, do paletó, da
camisa
Debaixo da pele, da carne.”
( Ferreira Gullar)
7. APÓSTROFE
É a invocação ou chamamento de
alguém ou de alguma coisa.
Corresponde sintaticamente ao
vocativo.
“ Ai Nise amada! Se este meu
tormento,
se estes meus sentidíssimos
gemidos”
( Cláudio Manuel da Costa)
“ Senhor, escutai meu estrondoso
medo.” ( Adélia Prado)
8. PARADOXO ( OU OXÍMORO)
Trata-se de uma antítese, porém
com maior intensidade no
contraste de idéias
antagônicas:
“ Amor é um fogo que arde sem
se ver,
É ferida que dói e não se sente
“ É um não querer mais que
bem querer,
É um andar solitário por entre
a gente.”
( Camões)
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO OU
DE SINTAXE
As figuras de construção ou de sintaxe
caracterizam-se por apresentar determinadas
mudanças na estrutura comum das orações.
São figuras de construção:a anástrofe, o hipérbato, a
elipse, o zeugma, o pleonasmo, o polissíndeto, o
assíndeto, o anacoluto, a anáfora, a aliteração e a
silepse.
1. ANÁSTROFE
É a inversão da ordem normal dos termos da
oração. Trata-se, normalmente, de uma inversão
simples do sujeito e do predicado.
“ Já vinha /a manhã clara.” ( Cláudio Manuel da
Costa)
“ Entre a caatinga tolhida e raquítica,
Entre uma vegetação ruim, de orfanato:
No mais alto, / o mandacaru se edifica.”
( João Cabral de Melo Neto)
1.1 HIPÉRBATO
• Trata-se de uma inversão mais
complexa que a anástrofe, porque a
alteração na ordem dos termos da
oração é mais acentuada.
” Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assi negada a sua pastora.” ( Camões)
Ordem direta: O triste pastor vendo que a sua
pastora lhe fora negada assi com enganos.
Na língua portuguesa, a ordem típica das orações é
sujeito(aadn.)-verbo -complemento (aadn.)-
(aadv.).
“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/de um
povo heróico o brado retumbante.”que , mantida
a ordem típica da língua resultaria em: As
margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado
retumbante de um povo heróico.
2.ELIPSE
É a omissão de uma ou mais palavras, sem
que se comprometa o sentido da frase:
Posso pegar a minha moedinha de volta? ( Eu)
“ Mas o tempo é firme. O boi é só.
No campo imenso ( vê-se) a torre de petróleo.(C.D.A)
“ Em frente do meu leito, em negro quadro
A minha amante dorme.(Ela) É uma estampa
De bela adormecida.” ( Álvares de Azevedo)
3. ZEUGMA
É a omissão de uma ou mais
palavras já expressas
anteriormente na frase.
“ Uma parte de mim
É multidão:
Outra parte ( é) estranheza
E solidão.” ( Ferreira Gullar)
4. PLEONASMO
Consiste na repetição de
um termo, para
realçar seu sentido:
“ Nas tardes da fazenda
há muito azul
demais.” (Vinícius)
“ A mim me enerva o
ardor com que ela
vibra.”
5. POLISSÍNDETO
Consiste na repetição de um
conectivo( geralmente a
conjunção coordenativa
aditiva e) entre termos ou
orações:
“ E a névoa e flores e o doce
ar cheiroso
Do amanhecer na serra
E o céu azul e o manto
nebuloso
Do céu de minha terra.”
6. ASSÍNDETO
Consiste na ausência de conectivo entre
termos ou orações.
“ Erguem os colos, /voltam as cabeças:/
Param o ledo canto:
Move-se o tronco, /o vento se suspende.”
( Tomás Antônio Gonzaga)
7. ANACOLUTO
Consiste na modificação da estrutura regular de
uma oração, em que se introduz uma palavra ou
expressão que fica solta, sem ligação sintática
com os outros termos dessa oração.
“ Essas criadas de hoje, não se pode confiar nelas.”
( Anibal Machado)
“ Eu, não me importa a desonra do mundo.”
( Camilo Castelo Branco)
8.ANÁFORA
À flor da pele
O que será que me dá
Que me bole por dentro,será que
me dá
Que brota à flor da pele, será que
me dá
E que me sobe às faces e me faz
corar
E que me salta aos olhos e me faz
revelar
E que me salta aos olhos a me
atraiçoar
(...)
9. ALITERAÇÃO
Consiste na repetição de um
mesmo fonema para
realçar um determinado
som ou dar ritmo à oração
ou verso:
“ Vozes veladas , veludosas
vozes,
Volúpias de violões, vozes
veladas,
Vagam nos velhos vórtices
velozes
Dos ventos, vivas, vãs,
vulcanizadas.” ( Cruz e Sousa)
10. SILEPSE
Consiste na concordância feita com um
termo que está subentendido, e não
com o que aparece claro na oração.
Há três tipos de silepse: de gênero,
de número e de pessoa
10.1 de gênero
Vossa Reverendíssima parece
apreensivo com os relatos da
pesquisa.
10.2 de número
A turma da faculdade organizou uma
festa e me convidaram para
paraninfo
10.3 de pessoa
Toda a equipe comemoramos o sucesso
das vendas.
11.ITERAÇÃO OU REPETIÇÃO
Consiste na repetição de umtermo como recurso estilístico.
Distingue-se do polissíndeto porreiterarqualquerpalavra e
não apenas a conjunção coordenativa.
QUADRILHA
João amava Teresa, queamava Raimundo queamava
Maria, queamava Joaquim, queamava Lili, quenão
amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o
convento, Raimundo morreu de desastre, Maria
ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com
J.Pinto Fernandes, que não tinha entrado na
história.
Carlos D. de Andrade

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Vozes verbais 8 ano
Vozes verbais 8 anoVozes verbais 8 ano
Vozes verbais 8 ano
 
Regência nominal e verbal
Regência nominal e verbalRegência nominal e verbal
Regência nominal e verbal
 
Uso da vírgula
Uso da vírgulaUso da vírgula
Uso da vírgula
 
Transitividade verbal
Transitividade verbalTransitividade verbal
Transitividade verbal
 
Classes de palavras
Classes de palavrasClasses de palavras
Classes de palavras
 
Figuras de linguagem completo
Figuras de linguagem completoFiguras de linguagem completo
Figuras de linguagem completo
 
Figuras de Linguagem - Ironia
Figuras de Linguagem - IroniaFiguras de Linguagem - Ironia
Figuras de Linguagem - Ironia
 
Regencia verbal (1)
Regencia verbal (1)Regencia verbal (1)
Regencia verbal (1)
 
Verbo
VerboVerbo
Verbo
 
Substantivo
SubstantivoSubstantivo
Substantivo
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Regência Verbal e Nominal
Regência Verbal e NominalRegência Verbal e Nominal
Regência Verbal e Nominal
 
Adjunto adverbial
Adjunto adverbialAdjunto adverbial
Adjunto adverbial
 
Pronomes Relativos.
Pronomes Relativos.Pronomes Relativos.
Pronomes Relativos.
 
Apresentação Adverbios
Apresentação AdverbiosApresentação Adverbios
Apresentação Adverbios
 
Pronomes
Pronomes Pronomes
Pronomes
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
 
Oracoes Coordenadas
Oracoes CoordenadasOracoes Coordenadas
Oracoes Coordenadas
 
Sujeito. Predicado
Sujeito. PredicadoSujeito. Predicado
Sujeito. Predicado
 
TIPOS DE VERBOS
TIPOS DE VERBOSTIPOS DE VERBOS
TIPOS DE VERBOS
 

Destaque

Figura de pensamento
Figura de pensamentoFigura de pensamento
Figura de pensamentodensron
 
[c7s] Figuras de Linguagem
[c7s] Figuras de Linguagem[c7s] Figuras de Linguagem
[c7s] Figuras de Linguagem7 de Setembro
 
Linguagem e pensamento 2 ano
Linguagem e pensamento 2 anoLinguagem e pensamento 2 ano
Linguagem e pensamento 2 anoOver Lane
 
Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento Rosana Leite
 
Jornal português irado edição 55
Jornal português irado edição 55Jornal português irado edição 55
Jornal português irado edição 55Antônio Fernandes
 
Personalidades negras
Personalidades negrasPersonalidades negras
Personalidades negrasheloribeiro
 
Variação e preconceituos linguístico
Variação e preconceituos linguísticoVariação e preconceituos linguístico
Variação e preconceituos linguísticoSadrak Silva
 
Prova portugues - medio
Prova  portugues - medioProva  portugues - medio
Prova portugues - medioLucianoLLC
 
Projeto com o gênero bate papo no computador
Projeto com o gênero bate papo no computadorProjeto com o gênero bate papo no computador
Projeto com o gênero bate papo no computadorpaulocesar2011
 
Oficina de redação_do_benê
Oficina de redação_do_benêOficina de redação_do_benê
Oficina de redação_do_benêdehfaria
 
Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...
Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...
Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...Ana Paula Cecato
 
Figuras de-linguagem
Figuras de-linguagemFiguras de-linguagem
Figuras de-linguagemPedro Barros
 
Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideias
Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideiasCaderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideias
Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideiasSilvia Cintra
 

Destaque (20)

Figura de pensamento
Figura de pensamentoFigura de pensamento
Figura de pensamento
 
[c7s] Figuras de Linguagem
[c7s] Figuras de Linguagem[c7s] Figuras de Linguagem
[c7s] Figuras de Linguagem
 
Aula 01
Aula 01Aula 01
Aula 01
 
Linguagem e pensamento 2 ano
Linguagem e pensamento 2 anoLinguagem e pensamento 2 ano
Linguagem e pensamento 2 ano
 
Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento
 
Jornal português irado edição 55
Jornal português irado edição 55Jornal português irado edição 55
Jornal português irado edição 55
 
Personalidades negras
Personalidades negrasPersonalidades negras
Personalidades negras
 
Variação e preconceituos linguístico
Variação e preconceituos linguísticoVariação e preconceituos linguístico
Variação e preconceituos linguístico
 
Prova portugues - medio
Prova  portugues - medioProva  portugues - medio
Prova portugues - medio
 
Projeto com o gênero bate papo no computador
Projeto com o gênero bate papo no computadorProjeto com o gênero bate papo no computador
Projeto com o gênero bate papo no computador
 
Figuras literarias
Figuras literariasFiguras literarias
Figuras literarias
 
Ler em todas as áreas
Ler em todas as áreasLer em todas as áreas
Ler em todas as áreas
 
Figuras sintáticas
Figuras sintáticasFiguras sintáticas
Figuras sintáticas
 
Figuras fonéticas
Figuras fonéticasFiguras fonéticas
Figuras fonéticas
 
Oficina de redação_do_benê
Oficina de redação_do_benêOficina de redação_do_benê
Oficina de redação_do_benê
 
5 Maneiras De Sentir O Mundo
5 Maneiras De Sentir O Mundo5 Maneiras De Sentir O Mundo
5 Maneiras De Sentir O Mundo
 
Arte pré histórica
Arte pré históricaArte pré histórica
Arte pré histórica
 
Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...
Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...
Projeto de leitura na EMEF Maria Gusmão Britto (São Leopoldo) - Profª Neusa P...
 
Figuras de-linguagem
Figuras de-linguagemFiguras de-linguagem
Figuras de-linguagem
 
Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideias
Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideiasCaderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideias
Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideias
 

Semelhante a Figuras de-linguagem

Revisão sobre funções da linguagem para Enem
Revisão sobre funções da linguagem para EnemRevisão sobre funções da linguagem para Enem
Revisão sobre funções da linguagem para EnemRogério Souza
 
Figuras de-linguagem
Figuras de-linguagemFiguras de-linguagem
Figuras de-linguagemBovary16
 
funesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdf
funesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdffunesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdf
funesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdftatianesouza923757
 
Funções de linguagem
Funções de linguagemFunções de linguagem
Funções de linguagemLilian Lima
 
Funções da linguagem - Professor Jason lima
Funções da linguagem - Professor Jason limaFunções da linguagem - Professor Jason lima
Funções da linguagem - Professor Jason limajasonrplima
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagemnixsonmachado
 
Funções da Linguagem para alunos de ensino médio
Funções da Linguagem para alunos de ensino médioFunções da Linguagem para alunos de ensino médio
Funções da Linguagem para alunos de ensino médiodasmargensaocentro
 
Figuras de Linguagem - figura de linguagem
Figuras de Linguagem - figura de linguagemFiguras de Linguagem - figura de linguagem
Figuras de Linguagem - figura de linguagemMarlaGomes8
 
10.funções da linguagem
10.funções da linguagem10.funções da linguagem
10.funções da linguagemAna Castro
 
Elementos da comunicação e funções da linguagem
Elementos da comunicação e funções da linguagemElementos da comunicação e funções da linguagem
Elementos da comunicação e funções da linguagemjulilp10
 
funções DE LINGUAGEM.pdf
funções DE LINGUAGEM.pdffunções DE LINGUAGEM.pdf
funções DE LINGUAGEM.pdfaldyvip
 
Funções da Linguagem
Funções da LinguagemFunções da Linguagem
Funções da Linguagemborges15
 

Semelhante a Figuras de-linguagem (20)

Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Revisão sobre funções da linguagem para Enem
Revisão sobre funções da linguagem para EnemRevisão sobre funções da linguagem para Enem
Revisão sobre funções da linguagem para Enem
 
Figuras de-linguagem
Figuras de-linguagemFiguras de-linguagem
Figuras de-linguagem
 
funcoes da linguagem.pdf
funcoes da linguagem.pdffuncoes da linguagem.pdf
funcoes da linguagem.pdf
 
funesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdf
funesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdffunesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdf
funesdalinguagem-profbauru-140122181935-phpapp01.pdf
 
figuras de linguagem.ppt
figuras de linguagem.pptfiguras de linguagem.ppt
figuras de linguagem.ppt
 
Funções de linguagem
Funções de linguagemFunções de linguagem
Funções de linguagem
 
Funções da linguagem - Professor Jason lima
Funções da linguagem - Professor Jason limaFunções da linguagem - Professor Jason lima
Funções da linguagem - Professor Jason lima
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Funções da Linguagem para alunos de ensino médio
Funções da Linguagem para alunos de ensino médioFunções da Linguagem para alunos de ensino médio
Funções da Linguagem para alunos de ensino médio
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Figuras de Linguagem - figura de linguagem
Figuras de Linguagem - figura de linguagemFiguras de Linguagem - figura de linguagem
Figuras de Linguagem - figura de linguagem
 
10.funções da linguagem
10.funções da linguagem10.funções da linguagem
10.funções da linguagem
 
FUNÇÕES DA LINGUAGEM (1).ppt
FUNÇÕES DA LINGUAGEM (1).pptFUNÇÕES DA LINGUAGEM (1).ppt
FUNÇÕES DA LINGUAGEM (1).ppt
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Funções da linguagem 1º.pptx
Funções da linguagem 1º.pptxFunções da linguagem 1º.pptx
Funções da linguagem 1º.pptx
 
Vanguardas europeias
Vanguardas europeiasVanguardas europeias
Vanguardas europeias
 
Elementos da comunicação e funções da linguagem
Elementos da comunicação e funções da linguagemElementos da comunicação e funções da linguagem
Elementos da comunicação e funções da linguagem
 
funções DE LINGUAGEM.pdf
funções DE LINGUAGEM.pdffunções DE LINGUAGEM.pdf
funções DE LINGUAGEM.pdf
 
Funções da Linguagem
Funções da LinguagemFunções da Linguagem
Funções da Linguagem
 

Mais de Sadrak Silva

Texto violência contra a mulher
Texto violência contra a  mulherTexto violência contra a  mulher
Texto violência contra a mulherSadrak Silva
 
Roteiro violência contra a mulher
Roteiro violência contra a mulherRoteiro violência contra a mulher
Roteiro violência contra a mulherSadrak Silva
 
Concordancia%20verbal[1]
Concordancia%20verbal[1]Concordancia%20verbal[1]
Concordancia%20verbal[1]Sadrak Silva
 
A linguagem da propaganda
A linguagem da propagandaA linguagem da propaganda
A linguagem da propagandaSadrak Silva
 
A estrutura das palavras
A estrutura das palavrasA estrutura das palavras
A estrutura das palavrasSadrak Silva
 
2 novo acordo - sílvia
2 novo acordo - sílvia2 novo acordo - sílvia
2 novo acordo - sílviaSadrak Silva
 
2 acentuação gráfica
2  acentuação gráfica2  acentuação gráfica
2 acentuação gráficaSadrak Silva
 
1 variedades linguisticas[1]
1  variedades linguisticas[1]1  variedades linguisticas[1]
1 variedades linguisticas[1]Sadrak Silva
 
6 texto enem 2014 l.l.r.
6   texto enem 2014 l.l.r.6   texto enem 2014 l.l.r.
6 texto enem 2014 l.l.r.Sadrak Silva
 
Variedades linguisticas Pt. 1
Variedades linguisticas Pt. 1Variedades linguisticas Pt. 1
Variedades linguisticas Pt. 1Sadrak Silva
 
Estrutura das palavras
Estrutura das palavrasEstrutura das palavras
Estrutura das palavrasSadrak Silva
 
Regência nominal e verbal 2
Regência nominal e verbal 2Regência nominal e verbal 2
Regência nominal e verbal 2Sadrak Silva
 
Orações sub. adverbiais
Orações sub. adverbiaisOrações sub. adverbiais
Orações sub. adverbiaisSadrak Silva
 
Novo acordo ortográfico
Novo acordo ortográficoNovo acordo ortográfico
Novo acordo ortográficoSadrak Silva
 
Homônimos e parônimos
Homônimos e parônimosHomônimos e parônimos
Homônimos e parônimosSadrak Silva
 
Acentuação gráfica
Acentuação gráficaAcentuação gráfica
Acentuação gráficaSadrak Silva
 
Novo acordo ortográfico
Novo acordo ortográficoNovo acordo ortográfico
Novo acordo ortográficoSadrak Silva
 

Mais de Sadrak Silva (20)

Texto violência contra a mulher
Texto violência contra a  mulherTexto violência contra a  mulher
Texto violência contra a mulher
 
Roteiro violência contra a mulher
Roteiro violência contra a mulherRoteiro violência contra a mulher
Roteiro violência contra a mulher
 
Crase
CraseCrase
Crase
 
Concordancia%20verbal[1]
Concordancia%20verbal[1]Concordancia%20verbal[1]
Concordancia%20verbal[1]
 
A linguagem da propaganda
A linguagem da propagandaA linguagem da propaganda
A linguagem da propaganda
 
A estrutura das palavras
A estrutura das palavrasA estrutura das palavras
A estrutura das palavras
 
2 novo acordo - sílvia
2 novo acordo - sílvia2 novo acordo - sílvia
2 novo acordo - sílvia
 
2 acentuação gráfica
2  acentuação gráfica2  acentuação gráfica
2 acentuação gráfica
 
1 variedades linguisticas[1]
1  variedades linguisticas[1]1  variedades linguisticas[1]
1 variedades linguisticas[1]
 
1 linguagem[1]
1  linguagem[1]1  linguagem[1]
1 linguagem[1]
 
6 texto enem 2014 l.l.r.
6   texto enem 2014 l.l.r.6   texto enem 2014 l.l.r.
6 texto enem 2014 l.l.r.
 
Variedades linguisticas Pt. 1
Variedades linguisticas Pt. 1Variedades linguisticas Pt. 1
Variedades linguisticas Pt. 1
 
Estrutura das palavras
Estrutura das palavrasEstrutura das palavras
Estrutura das palavras
 
Regência nominal e verbal 2
Regência nominal e verbal 2Regência nominal e verbal 2
Regência nominal e verbal 2
 
Orações sub. adverbiais
Orações sub. adverbiaisOrações sub. adverbiais
Orações sub. adverbiais
 
Crase
CraseCrase
Crase
 
Novo acordo ortográfico
Novo acordo ortográficoNovo acordo ortográfico
Novo acordo ortográfico
 
Homônimos e parônimos
Homônimos e parônimosHomônimos e parônimos
Homônimos e parônimos
 
Acentuação gráfica
Acentuação gráficaAcentuação gráfica
Acentuação gráfica
 
Novo acordo ortográfico
Novo acordo ortográficoNovo acordo ortográfico
Novo acordo ortográfico
 

Último

Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaIlda Bicacro
 
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.pptAula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.pptParticular
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...Manuais Formação
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é precisoMary Alvarenga
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfssuserbb4ac2
 
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptxTIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptxMarceloMonteiro213738
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaCludiaRodrigues693635
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroBrenda Fritz
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxIlda Bicacro
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....LuizHenriquedeAlmeid6
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisIlda Bicacro
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaHenrique Santos
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteLeonel Morgado
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfssuser06ee57
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdfdanielagracia9
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Rosana Andrea Miranda
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptxlucioalmeida2702
 

Último (20)

Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
 
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.pptAula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
 
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptxTIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sociedade_Cultura_e_Contemporaneidade_(ED70200).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sociedade_Cultura_e_Contemporaneidade_(ED70200).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Sociedade_Cultura_e_Contemporaneidade_(ED70200).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sociedade_Cultura_e_Contemporaneidade_(ED70200).pdf
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
 

Figuras de-linguagem

  • 2. Comunicação e Intencionalidade discursiva / Funções Intrínsecas do Texto • Elementos básicos da comunicação; •Texto e discurso/ a intenção no discurso; •As funções intrínsecas do texto.
  • 3. Todo ato comunicativo envolve seis componentes essenciais: - Emissor(remetente, locutor, codificador, falante); - Receptor(destinatário, interlocutor, decodificador, ouvinte); - Mensagem; - Código; - Situação(referente, contexto); - Canal (contato).
  • 4. Elementos Básicos da Comunicação  emissor / remetente – elemento que emite, codifica a mensagem;  receptor / destinatário - recebe, decodifica a mensagem;  mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;  código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem  referente – o assunto, a situação que envolve o emissor e o receptor e o contexto lingüístico;  canal – meio físico pelo qual circula a mensagem e a conexão psicológica. Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação
  • 5. Texto Texto: é uma unidade lingüística concreta, percebida pela audição(na fala) ou pela visão(na escrita), que tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa. Texto: é uma unidade lingüística concreta, percebida pela audição(na fala) ou pela visão(na escrita), que tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa.
  • 6. Elementos Auxiliares na Construção do Sentido de um Texto - o contexto discursivo. • Papel social dos interlocutores; • O conhecimento de mundo do interlocutor; • As circunstâncias históricas em que se processa a comunicação; • A intenção do locutor.
  • 7. Discurso  Discurso: é a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvida entre interlocutores. Texto + Contexto discursivo.  Discurso: é a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvida entre interlocutores. Texto + Contexto discursivo.
  • 8. Intencionalidade Discursiva São as intenções, explícitas ou implícitas, existentes na linguagem dos interlocutores que participam de uma situação comunicativa. Atividade: analisar os elementos comunicativos do texto acima.
  • 9. Exemplo: -Por favor! Me joga uma corda que eu estou me afogando! - E além disso ainda quer se enforcar? (Jô Soares, Veja, 20/05/92) Na piada, o locutor, ao pedir uma corda, naturalmente deseja ser socorrido, prendendo-se a ela. O interlocutor, entretanto, interpreta sua pergunta como se o locutor desejasse se enforcar. O humor é extraído do fato de as personagens não levarem em conta um princípio básico das interações verbais: a intencionalidade discursiva.
  • 10. Funções da Linguagem: funções intrínsecas do texto
  • 11. Funções Da Linguagem Função Intrínseca Elemento de Destaque Emotiva Emissor Conativa Receptor Referencial Referente Metalingüística Código Fática Canal Poética Mensagem
  • 12. Função Emotiva “ Posso te falar dos sonhos, das flores, de como a cidade mudou... Posso te falar do medo, do meu desejo, do meu amor... Posso falar da tarde que cai E aos poucos deixa ver no céu a lua Que um dia eu te dei”. (A lua que eu te dei/ Ivete Sangalo)
  • 13. Características: Também chamada de expressiva, tal função que ocorre quando o destaque é dado ao emissor. Suas principais características são:  verbos e pronomes em primeira pessoa;  presença comum de ponto de exclamação e interjeições;  expressão de estados de alma do emissor (subjetividade e pessoalidade);  presença predominante em textos líricos, autobiografias, depoimentos, memórias .
  • 15. Características: Também chamada de apelativa, essa função ocorre quando o destaque é dado ao receptor. Observe que a intenção principal do anúncio é estimular o receptor a adquirir a revista. As principais características dessa função são:  verbos no imperativo;  verbos e pronomes na segunda ou terceira pessoas;  tentativa de convencer o receptor a ter um determinado comportamento;  presença predominante em textos de publicidade e propaganda;  Emprego da ambigüidade.
  • 16. Função Referencial Portinari: valorização do Brasil e da arte Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu no dia 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café nas proximidades de Brodósqui, em São Paulo. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, uma trupe de pintores e escultores italianos que atuava na restauração de igrejas passa pela região de Brodósqui e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro.
  • 17. Características: Função cognitiva ou referencial ou denotativa É a função que ocorre quando o destaque é dado ao referente, ou seja, ao contexto, ao assunto. A intenção principal do autor é informar o leitor sobre a vida do pintor Portinari. As principais características desse tipo de texto são:  Objetividade- linguagem direta, precisa, denotativa;  Clareza nas idéias;  finalidade é traduzir a realidade, tal como ela é;  Presença predominante em textos informativos,jornalísticos, textos didáticos, científicos; mapas, gráficos, legendas, recursos representativos.
  • 18. Função Metalingüística Alvo. Sm. 1. Ponto a que se procura atingir com a arma; mira. 2. Fim. 3. A cor branca.
  • 19. Características: É a função que ocorre quando o destaque é dado ao código. Numa situação em que um lingüista define a língua, observa-se que, para conceituar um termo do código, ele usou o próprio código, ou seja, definiu 'língua' usando a própria língua. Também ocorre metalinguagem quando o poeta, num texto qualquer, reflete sobre a criação poética; quando um cineasta cria um filme tematizando o próprio cinema; quando um programa de televisão enfoca o papel da televisão no grupo social; quando um desenhista de quadrinhos elabora quadrinhos sobre o próprio meio de comunicação, etc. Em todas as situações citadas, percebe-se o uso do código. O exemplo mais definitivo desse tipo de função são as aulas de gramática, os livros de gramática e os dicionários da língua.
  • 20. Função Fática “- Alô, alô, marciano. Aqui quem fala é da Terra.Pra variar estamos em guerra.” (Elis Regina)
  • 21. Características: Ocorre quando o canal é posto em destaque. O interesse do emissor ao emitir a mensagem é apenas testar o canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal, o que tem o mesmo valor de um aceno com a mão, com a cabeça ou com os olhos. Exemplo típico da função fática é a linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.
  • 22. Função Poética Ex1: “Até onde existe amor De quem assume esta sina Viver é um vôo para a felicidade e a voz da verdade” (Daqui por diante/ Barão) Ex2: “Deus ajuda a quem cedo madruga”.
  • 23. Características:  Ocorre quando a própria mensagem é posta em destaque, ou seja, chama-se a atenção para o modo como foi organizada a mensagem;  Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações;  Exemplos de textos poéticos: além dos provérbios e letras de música, conforme citado, encontramos esse tipo de função em textos escritos em prosa, em slogans, ditos populares. Logo, não se trata de uma função exclusivamente encontrada em poesias.
  • 24. Dica: • É importante ressaltar que, em um mesmo texto, pode coexistir mais de uma função. Isso, depende da intenção do emissor ao elaborar a mensagem.
  • 26. Qual das palavras abaixo é feminina? • (....) BANDEIRA • (....) GALINHA • (....) DIRETORIA • (....) FARINHA • (....) MATEMÁTICA
  • 27. Pensou? Então lá vai a resposta: • BANDEIRA: Não é feminina porque tem pau. • GALINHA: Não é feminina porque tem pinto. • DIRETORIA: Não é feminina porque tem membro. • FARINHA: Não é feminina porque tem saco. • MATEMÁTICA: É a única feminina... PORQUE TEM REGRAS, TEM PROBLEMAS DEMAIS E... NINGUÉM ENTENDE!!!
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44. FIGURAS DE PALAVRAS OU TROPOS
  • 45. • As figuras de palavras ou tropos consistem na mudança ou substituição do sentido real das palavras para o seu sentido figurado. São figuras de palavras: a comparação, a metáfora, a catacrese, a metonímia, a perífrase ou antonomásia e a sinestesia.
  • 46. METÁFORA Consiste no emprego de uma palavra fora de seu sentido próprio, tendo como base uma comparação subentendida, já que a conjunção comparativa não aparece claramente: Em praias de indiferença Navega o meu coração. Venho desde a adolescência na mesma navegação Cecília Meireles
  • 47. COMPARAÇÃO Consiste na comparação entre dois elementos por meio de suas características comuns. Normalmente se emprega uma conjunção comparativa( como, tal qual, assim como, etc) “ E na minh´alma o nome iluminou-se Como um vitral ao sol...” (Florbela Espanca)
  • 48. CATACRESE • Tem-se a catacrese quando, na falta de uma palavra específica para designar determinado objeto, utiliza-se uma outra a partir de alguma semelhança conceitual. Muitos usos da catacrese já estão integrados na língua, como pé da mesa,embarcar em avião, cabeça de alho, barriga da perna, bico da chaleira e normalmente os falantes nem se dão mais conta dos mecanismos semânticos que levaram a essas “soluções” para problemas de designação.
  • 49. METONÍMIA • A metonímia ocorre quando se opta por utilizar uma palavra em lugar de outra, para designar algum objeto no mundo(em sentido amplo) que mantém uma relação de proximidade com o objeto designado pela palavra substituída Há várias situações em que isso pode ocorrer: quando se toma a parte pelo todo(ele tem duzentas cabeças de gado); o continente pelo conteúdo( Danilo é bom de garfo); o autor pela obra( Devolva o Neruda que você tomou emprestado.); a marca pelo produto( Você me empresta o durex?)
  • 50. SINESTESIA A sinestesia ocorre pela associação, em uma mesma expressão, de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Ela pode ser vista como uma forma específica de metáfora. Essa figura foi muito usada pelos poetas simbolistas, ao final do séc.XIX. ADORÁVEL VOZ TORTA. Manchete referindo-se à voz da cantora Elza Soares
  • 51. ANTONOMÁSIA OU PERÍFRASE É o emprego de uma expressão que identifica coisa ou pessoa, salientando suas qualidades ou um fato notável pelo qual são conhecidas. O país do futebol acredita em seus filhos. ( Brasil) A dama do teatro brasileiro foi indicada para o Oscar. ( Fernanda Montenegro)
  • 52. FIGURAS DE PENSAMENTO Caracterizam-se por apresentar idéias diferentes daquelas que normalmente a palavra sugere na frase. As principais figuras de pensamento são: a antítese, o eufemismo, a ironia, a hipérbole, a prosopopéia ou personificação, a gradação, a apóstrofe e o paradoxo ou oxímoro.
  • 53. 1. ANTÍTESE • Consiste no emprego de palavras ou expressões de sentidos opostos, para realçar o contraste de idéias. Observe a antítese: Infeliz no jogo, feliz no amor. “Escrevo porque amanhece. E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel. Quando o poema me anoitece.”
  • 54. 2. EUFEMISMO Consiste na suavização da linguagem, evitando-se o emprego de palavras ou expressões desagradáveis: “Era uma estrela divina Que ao firmamento voou!”Álvares de Azevedo “ Quando a indesejada das gentes chegar...” Manuel Bandeira
  • 55. 3. IRONIA • Consiste em se dizer o contrário do que se pensa, normalmente com intenção sarcástica: “Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta; Um amor.” Mário de Andrade
  • 56. 4. HIPÉRBOLE Caracteriza-se pelo exagero da linguagem, para intensificar uma idéia. “ O pensamento ferve e é um turbilhão de lava.” ( Olavo Bilac) “ Farei que amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados.” ( Camões)
  • 57. 5. PROSOPOPÉIA OU PERSONIFICAÇÃO Consiste na atribuição de características humanas a seres inanimados ou irracionais. É também chamada de animização: Ex.: “ O mar jaz; gemem em segredos os ventos Em Eolo cativos.” (Fernando Pessoa) “ O dia nascia atrás dos quintais. As pensões alegres dormiam tristíssimas. As casas também iam bêbadas.” ( C.D.Andrade)
  • 58. 6. GRADAÇÃO Consiste em organizar uma seqüência de idéias em sentido crescente ou decrescente: “ O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” ( Olavo Bilac) “ esse coração oculto Pulsando no meio da noite, da neve, da chuva Debaixo da capa, do paletó, da camisa Debaixo da pele, da carne.” ( Ferreira Gullar)
  • 59. 7. APÓSTROFE É a invocação ou chamamento de alguém ou de alguma coisa. Corresponde sintaticamente ao vocativo. “ Ai Nise amada! Se este meu tormento, se estes meus sentidíssimos gemidos” ( Cláudio Manuel da Costa) “ Senhor, escutai meu estrondoso medo.” ( Adélia Prado)
  • 60. 8. PARADOXO ( OU OXÍMORO) Trata-se de uma antítese, porém com maior intensidade no contraste de idéias antagônicas: “ Amor é um fogo que arde sem se ver, É ferida que dói e não se sente “ É um não querer mais que bem querer, É um andar solitário por entre a gente.” ( Camões)
  • 61. FIGURAS DE CONSTRUÇÃO OU DE SINTAXE As figuras de construção ou de sintaxe caracterizam-se por apresentar determinadas mudanças na estrutura comum das orações. São figuras de construção:a anástrofe, o hipérbato, a elipse, o zeugma, o pleonasmo, o polissíndeto, o assíndeto, o anacoluto, a anáfora, a aliteração e a silepse.
  • 62. 1. ANÁSTROFE É a inversão da ordem normal dos termos da oração. Trata-se, normalmente, de uma inversão simples do sujeito e do predicado. “ Já vinha /a manhã clara.” ( Cláudio Manuel da Costa) “ Entre a caatinga tolhida e raquítica, Entre uma vegetação ruim, de orfanato: No mais alto, / o mandacaru se edifica.” ( João Cabral de Melo Neto)
  • 63. 1.1 HIPÉRBATO • Trata-se de uma inversão mais complexa que a anástrofe, porque a alteração na ordem dos termos da oração é mais acentuada. ” Vendo o triste pastor que com enganos Lhe fora assi negada a sua pastora.” ( Camões) Ordem direta: O triste pastor vendo que a sua pastora lhe fora negada assi com enganos.
  • 64. Na língua portuguesa, a ordem típica das orações é sujeito(aadn.)-verbo -complemento (aadn.)- (aadv.). “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/de um povo heróico o brado retumbante.”que , mantida a ordem típica da língua resultaria em: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.
  • 65. 2.ELIPSE É a omissão de uma ou mais palavras, sem que se comprometa o sentido da frase: Posso pegar a minha moedinha de volta? ( Eu) “ Mas o tempo é firme. O boi é só. No campo imenso ( vê-se) a torre de petróleo.(C.D.A) “ Em frente do meu leito, em negro quadro A minha amante dorme.(Ela) É uma estampa De bela adormecida.” ( Álvares de Azevedo)
  • 66. 3. ZEUGMA É a omissão de uma ou mais palavras já expressas anteriormente na frase. “ Uma parte de mim É multidão: Outra parte ( é) estranheza E solidão.” ( Ferreira Gullar)
  • 67. 4. PLEONASMO Consiste na repetição de um termo, para realçar seu sentido: “ Nas tardes da fazenda há muito azul demais.” (Vinícius) “ A mim me enerva o ardor com que ela vibra.”
  • 68. 5. POLISSÍNDETO Consiste na repetição de um conectivo( geralmente a conjunção coordenativa aditiva e) entre termos ou orações: “ E a névoa e flores e o doce ar cheiroso Do amanhecer na serra E o céu azul e o manto nebuloso Do céu de minha terra.”
  • 69. 6. ASSÍNDETO Consiste na ausência de conectivo entre termos ou orações. “ Erguem os colos, /voltam as cabeças:/ Param o ledo canto: Move-se o tronco, /o vento se suspende.” ( Tomás Antônio Gonzaga)
  • 70. 7. ANACOLUTO Consiste na modificação da estrutura regular de uma oração, em que se introduz uma palavra ou expressão que fica solta, sem ligação sintática com os outros termos dessa oração. “ Essas criadas de hoje, não se pode confiar nelas.” ( Anibal Machado) “ Eu, não me importa a desonra do mundo.” ( Camilo Castelo Branco)
  • 71. 8.ANÁFORA À flor da pele O que será que me dá Que me bole por dentro,será que me dá Que brota à flor da pele, será que me dá E que me sobe às faces e me faz corar E que me salta aos olhos e me faz revelar E que me salta aos olhos a me atraiçoar (...)
  • 72. 9. ALITERAÇÃO Consiste na repetição de um mesmo fonema para realçar um determinado som ou dar ritmo à oração ou verso: “ Vozes veladas , veludosas vozes, Volúpias de violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” ( Cruz e Sousa)
  • 73. 10. SILEPSE Consiste na concordância feita com um termo que está subentendido, e não com o que aparece claro na oração. Há três tipos de silepse: de gênero, de número e de pessoa 10.1 de gênero Vossa Reverendíssima parece apreensivo com os relatos da pesquisa. 10.2 de número A turma da faculdade organizou uma festa e me convidaram para paraninfo 10.3 de pessoa Toda a equipe comemoramos o sucesso das vendas.
  • 74. 11.ITERAÇÃO OU REPETIÇÃO Consiste na repetição de umtermo como recurso estilístico. Distingue-se do polissíndeto porreiterarqualquerpalavra e não apenas a conjunção coordenativa. QUADRILHA João amava Teresa, queamava Raimundo queamava Maria, queamava Joaquim, queamava Lili, quenão amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J.Pinto Fernandes, que não tinha entrado na história. Carlos D. de Andrade