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  1. 1. Planejamento Familiar<br />Antônio Aleixo Neto <br />Faculdade de Medicina da UFMG<br />Mestre em Ginecologia e Obstetrícia pela UFMG<br />Mestre em Saúde Pública pela Universidade Harvard<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  2. 2. Aspectos ético-legais<br />LEI No. 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996<br />Normatizou e inseriu na Constituição Federal o Planejamento Familiar<br />Art. 1. O planejamento familiar é direito de todo o cidadão, observado o disposto nesta lei<br />Art. 3. O planejamento familiar é parte integrante do conjunto de ações de atenção à mulher, ao homem ou ao casal, dentro de uma visão de atendimento global e integral à saúde <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  3. 3. Lei N° 9.263<br />Parágrafo único: As instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde, em todos os seus níveis, na prestação das ações previstas no caput, obrigam-se a garantir, em toda sua rede de serviços, no que respeita a atenção à mulher, ao homem ou ao casal, programa de atenção integral à saúde, em todos os seus ciclos vitais, que inclua, como atividades básicas, entre outras:<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  4. 4. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  5. 5. Situação atual do Planejamento Familiar no Brasil<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  6. 6. Prevalência de uso de anticoncepcionais no Brasil – PNDS 2006<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  7. 7. Prevalência de uso de métodos contraceptivos no Brasil - 2006<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  8. 8. Motivos da distribuição desigual de uso de métodos contraceptivos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  9. 9. Aspectos legais da contracepção cirúrgicaPortaria 048 M. Saúde (fevereiro 1999)<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  10. 10. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  11. 11. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  12. 12. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  13. 13. Impacto do Planejamento Familiar na saúde<br />Prevenção da gravidez em idades inadequadas (menos de 18 anos e mais de 35 )<br />Prevenção da paridade excessiva (4 ou mais filhos) <br />Promoção de intervalos mais adequados entre as gestações  <br />Prevenção do aborto clandestino<br />Prevenção da gravidez de alto risco<br />Promoção do bem estar familiar<br />Benefícios não contraceptivos de vários métodos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  14. 14. Contracepção hormonal<br />Anticoncepcionais orais<br />Anticoncepcionais injetáveis<br />Contracepção de emergência<br />Implante<br />Anel vaginal<br />Contraceptivo transdérmico<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  15. 15. Importância do desenvolvimento da pílula<br />Foi um marco na história da ciência com profundas implicações sociais<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  16. 16. Anticoncepcionais orais<br />Combinados<br />Monofásicos<br />Bifásicos<br />Trifásicos<br />Progestínicos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  17. 17. Evolução<br />Menores dosagens do componente estrogênico<br />150mcg  15mcg<br />Desenvolvimento de novos progestágenos, mais fisiológicos<br />Desenvolvimento de novas vias de administração<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  18. 18. Anticoncepcionais oraiscombinados:doishormônios: estrógeno + progestágeno<br />Estrógeno = etinilestradiol<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  19. 19. Anticoncepcionais orais combinadosProgestágenosDerivados da 19-nortestosterona<br />Estranos(derivados da noretindrona):<br /><ul><li>Acetato de noretindrona
  20. 20. Linestrenol
  21. 21. Noretinodrel
  22. 22. Diacetato de etinodiol</li></ul>Gonanos(derivados do norgestrel):<br />Levonorgestrel<br />Progestínicos de 3ª. Geração:<br /><ul><li>Desogestrel
  23. 23. Gestodeno
  24. 24. Norgestimato</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  25. 25. Anticoncepcionais orais combinadosProgestágenos<br />Derivados da 17 hidroxiprogesterona<br />Acetato de medroxiprogesterona<br />Acetato de clormadinona<br />Acetato de ciproterona<br />Acetato de megestrol<br />Derivado da 17 alfa espironolactona<br />Drospirenona<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  26. 26. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  27. 27. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  28. 28. Anticoncepcionais orais combinados<br />Mecanismo de ação<br />Inibição da ovulação<br />Ações periféricas<br />Eficácia<br />Teórica: 0,1 gravidezes/100 mulheres/ano (Índice de Pearl)<br />Prática: 3 – 6 gravidezes<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  29. 29. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  30. 30. Modo de uso<br />No primeiromês de uso, iniciar a pílula, de preferência entre o primeiro e o quintodia do ciclo. Istogarantirásuaeficáciajá no primeiromês de uso. <br />Curtis KM et al, Contraception 2006<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  31. 31. Modo de uso <br />A maior parte das pílulasdevem ser tomadasdiariamentepor 21 dias, com pausade setedias. <br />Existemoutras, de micro-dosagemquesãotomadasdurante24 dias, com pausade quatrodias.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  32. 32. Modo de uso – outras opções<br />Uso contínuo: conveniência pessoal, viagens, competições esportivas<br />Pós-parto<br />Pós-aborto<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  33. 33. Esquecimento do uso da pílula<br />O pior esquecimento é o atraso no início de uma nova cartela de pílulas . <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  34. 34. Mitos a se desfazer<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  35. 35. .Muitos dos efeitos colaterais são subjetivos e dependem mais da parte emotiva da mulher, do que a um real efeito metabólico (efeito placebo)<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  36. 36. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  37. 37. Efeitos colaterais mais frequentes<br />Nauseas<br />Irritabilidade<br />Cefaléia<br />Cloasma<br />Mastalgia<br />Diminuição do fluxo<br />Aumento de peso<br />Varizes<br />Depressão<br />Disfunção sexual<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  38. 38. Contraindicações*<br />* Critérios médicos de elegibilidade para uso de métodos anticoncepcionais - OMS<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  39. 39. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />Classificação das categorias da OMS<br />
  40. 40. Interações medicamentosas<br />Drogas que diminuem efeito dos hormônios <br />Drogas que têm efeito diminuído pelos hormônios<br />Rifampicina<br />Griseofulvina<br />Difenil-hidantoína,<br />fenobarbital, <br />carbamazepina, <br />primidona, <br />hypericumperfuratum<br />Anti-hipertensivos<br />Anti-diabéticos<br />Anticoagulantes<br />Antidepressivos<br />Ansiolíticos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  41. 41. Benefícios não contraceptivos das pílulas combinadas<br />Controle do ciclo<br />Diminuição do fluxo<br />Melhorada dismenorréia<br />Diminuição naincidência de DIP porgonococos<br />Diminuição das AFBM<br />Diminuição naincidência de cistosovarianosfuncionantes<br />Tratamentopaliativo das síndromesanovulatórias<br />Diminuição daincidência de câncer do endométrio e do ovário<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  42. 42. Pílula progestínica<br />São aquelas que contem apenas um progestágeno, em dose baixa, na sua composição.<br />(Mini-pílula)<br />Cartelas com 28 ou 35 comprimidos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  43. 43. Progestágenos mais utilizados<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  44. 44. Mecanismo de ação<br />A maioria atua apenas perifericamente, ou seja, no muco cervical e no endométrio, inibindo a ovulação apenas eventualmente, com exceção da pílula com desogestrel, que age como pílula anovulatória.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  45. 45. Eficácia<br />Em decorrência de seu mecanismo de ação, a maioria das pílulas progestínicas têm uma eficácia menor do que as combinadas, no entanto, melhor do que a maioria dos métodos de barreira ou comportamentais.<br />Teórica: 0,5 gravidezes/100 mulheres/ano<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  46. 46. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  47. 47. VantagensPodem ser usadas:<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  48. 48. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  49. 49. Injetáveis combinados<br />Contém em sua formulação um tipo de progesterona eum tipo de estrogênio.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  50. 50. Injetáveis combinados: vantagens<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  51. 51. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  52. 52. *Preg-less, Uni-ciclo, Ciclovular<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  53. 53. Mesigyna e Cyclofemina: modo de uso<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  54. 54. Mesigyna e Cyclofemina: modo de uso<br />Com a continuação do tratamento, as menstruações ocorrerão em geral em intervalos de 30 dias.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  55. 55. Perlutan e similares: modo de uso<br />A 1ª. ampola e as subsequentes, devem ser administradas sempre no 8° dia do ciclo.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  56. 56. Injetáveis combinados (mensais)<br />Eficácia<br />Efeitos colaterais<br />0,3 gravidezes/100 mulheres/ano<br /> Cefaléia <br /> Aumento de peso <br /> Tonturas – vertigens <br />Mastalgia<br /> Alterações no padrão menstrual <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  57. 57. Injetáveis combinados (mensais)Contraindicações: mais atenuadas do que nas usuárias de AOC<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  58. 58. Injetável progestínico (trimestral)<br />Contém apenas o progestágeno acetato de medroxiprogesterona depósito, (AMPD) 150 mg<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  59. 59. Injetável progestínico<br />Modo de uso<br />Eficácia<br />Primeira dose: entre o 1° e 7° dia do ciclo, IM profunda, repetindo a cada 90 dias ± 7.<br />Pós-parto: iniciar na 6ª. semana (± 42 dias)<br />0,3 gravidezes/ 100 mulheres/ ano<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  60. 60. Injetável progestínico<br />Efeitos colaterais<br />Contraindicações<br />Alteração do padrão menstrual<br />Amenorréia<br />Demora do retorno à fertilidade<br />Aumento de peso<br />Depressão<br />Cefaléia<br />Diminuição da densidade óssea<br />Mais atenuadas devido à ausência do componente estrogênico<br />Similares às da pílula progestínica<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  61. 61. Injetável progestínicoBenefícios não contraceptivos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  62. 62. Outros métodos hormonais<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  63. 63. Contracepção por vias alternativas -aspectos gerais<br />Embora a pílula combinada seja o método reversível mais utilizado no Brasil, milhares de gravidezes não desejadas podem ser atribuídas à falha deste método, seja por uso incorreto ou inconsistente, seja por interrupção de seu uso devido a efeitos colaterais. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  64. 64. Falhas das pílulas anticoncepcionais<br />*Blumental, P. 2004.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  65. 65. Racional para o desenvolvimento de novos contraceptivos hormonais<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  66. 66. Contraceptivo transdérmico<br />O contraceptivo transdérmico (Evra ®) consiste num sistema adesivo de liberação diária de 150 mg de norelgestromina  (progestágeno) e 20 mg de etinil-estradiol (estrógeno), que são absorvidos pela pele.  <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  67. 67. Contraceptivo transdérmico<br />Cada adesivo de contraceptivo transdérmico de 20 cm2 contém um total de 6 mg de norelgestromina e  0,60 mg de etinilestradiol. São destinados a serem utilizados por períodos de sete dias cada. A norelgestromina é o metabólito principal do norgestimato. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  68. 68. Locais de aplicação<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  69. 69. Modo de uso<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  70. 70. Adesivo x AOC: curvas farmacocinéticas<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  71. 71. Efeitos colaterais<br />Alergia local<br />Descolamento do adesivo<br />Spotting<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  72. 72. Adesivo - eficácia<br />Falha total: 0,8 gravidezes/ 100 mulheres/ ano<br />Falha do método: 0,6 gravidezes/ 100 mulheres/ ano<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  73. 73. Anel vaginal<br />Consiste num anel flexível de evatane que libera 15µg de etinil-estradiol e 120µg de etonogestrel por dia, para absorção intra-vaginal. O etonogestrel é o metabólito ativo do desogestrel, utilizado em anticoncepcionais orais. <br />Nuvaring ®<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  74. 74. Anel vaginal: modo de uso<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  75. 75. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  76. 76. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  77. 77. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  78. 78. Farmacocinética<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  79. 79. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  80. 80. Eficácia<br />Índice de Pearl<br />0,65 gravidezes/100 mulheres / ano<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  81. 81. Implante<br />O implante disponível no Brasil é denominado Implanon ®  e consiste num bastonete não-biodegradável de 4 cm de comprimento por 2 mm de espessura, contendo no seu interior 68 mg de etonogestrel disperso numa matriz de etileno-vinil-acetato (EVA).<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  82. 82. Implante<br />O perfil da taxa de liberação "in vitro" deste implante é de aproximadamente 60-70 µg/dia de etonogestrel durante a semana 5-6, diminuindo para aproximadamente 35-45 µg/dia no final do primeiro ano, 30-40 µg/dia no final do segundo ano e 25-30 µg/dia no final do terceiro ano.<br />Duração: 3 anos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  83. 83. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  84. 84. Implante<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  85. 85. Contracepção de emergência<br />Os anticoncepcionais de emergência são métodos que podem ser usados após a relação sexual para prevenir uma gravidez indesejada. São aprovados pela FEBRASGO, pelo Ministério da Saúde e pelo CFM, para uso esporádicoem situações de emergência, tais como: violência sexual (estupro), relação sexual desprotegida, uso inadequado de método anticoncepcional, nos casos de possível falha de um método.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  86. 86. RESOLUÇÃO No1.811, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 (publicada no Diário Oficial da União dia 17 de janeiro de 2007) <br /><ul><li>O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em janeiro de 2007 no Diário Oficial da União a resolução n° 1.811 estabelecendo normas éticas para o uso da contracepção de emergência, aprovando como método alternativo para a prevenção da gravidez.</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  87. 87. Resolução 1811- CFM 2007<br />CONSIDERANDO que o objetivo da Anticoncepção de Emergência é evitar a gravidez e que mesmo nos raros casos de falha do método não provoca danos à evolução da gestação; <br />CONSIDERANDO que a Anticoncepção de Emergência poderá contribuir para a diminuição da gravidez indesejada e do aborto provocado; <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  88. 88. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  89. 89. Contracepção de emergência<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  90. 90. 18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  91. 91. Eficácia<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  92. 92. Pílula de emergência – efeitos colaterais mais frequentes<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  93. 93. Pílula de emergência Contra-indicações<br />Devido sua ação por curto período de tempo, não existem riscos sistêmicos associados ao uso esporádico da pílula de emergência. Segundo a OMS*, a única contra-indicação para a contracepção hormonal de emergência é uma gravidez já estabelecida.<br />*Critérios Médicos de Elegibilidade do Uso de Métodos Contraceptivos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  94. 94. Contracepção intra-uterina<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  95. 95. Dius de cobre<br />T de cobre 380 A<br />É o DIU de cobre mais utilizado no mundo<br />Comprimento: 36mm<br />Largura: 32mm<br />Dois fios brancos<br />Tubo insertor + embolo<br />Melhor custo/benefício<br />Duração 10 anos<br />Eficácia: 99,3%<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  96. 96. T de cobre 380 AMarcas<br />Cepeó – fabricado nos EUA<br />Optima – fabricado no Brasil<br />Pregna – fabricado na Índia<br />Data de validade<br />A data de validade indicada na embalagem mostra até quando o dispositivo pode ser inserido. É o prazo de duração da esterilização. A duração de uso é contada à partir da inserção.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  97. 97. Multiload 375<br />Fabricado na China e distribuído pela Organon.<br />Cinco anos de duração<br />A haste vertical já vem acondicionada dentro do tubo de inserção. Não tem embolo.<br />Fios pretos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  98. 98. Multiload 375Tamanhos<br />SL (small)- pequeno<br />ST (standard) - normal<br />Dimensões: haste de 30mm<br />Indicado para nuligestas e mulheres com útero entre 5 e 8 cm.<br />Dimensões: haste de 35mm<br />Indicado para úteros medindo entre 6 e 9 cm.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  99. 99. Safe Cu 300<br />Dimensões: 30mm comprimento x 23 mm envergadura<br />Não tem embolo<br />Um fio incolor<br />Fabricado na Holanda<br />Cinco anos de duração<br />Especialmente indicado para nuligestas e úteros pequenos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  100. 100. Principais características dos DIUs de cobre<br />Altamente eficazes <br />Melhor custo benefício<br />Não interferem com a atividade sexual<br />Praticidade<br />Longa duração<br />Retorno rápido à fertilidade<br />Sem efeitos sistêmicos<br />Altas taxas de continuidade<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  101. 101. Inserção do DIU<br />Obedecer criteriosamente os procedimentos de prevenção de infecção<br />Épocas de inserção<br /><ul><li>Menstruação
  102. 102. Pós-parto imediato
  103. 103. Puerpério tardio (30 – 42 dias)
  104. 104. Pós-aborto
  105. 105. Amenorréia</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  106. 106. Etapas da inserçãoSeguir as instruções de cada modelo<br /><ul><li>Toque bi-manual
  107. 107. Antissepsia
  108. 108. Pinçamento do colo uterino (lábio anterior)
  109. 109. Histerometria
  110. 110. A distância obtida do orifício externo do colo até o fundo do útero será utilizada para regular a guia ou anel do tubo insertor.
  111. 111. Inserção do DIU</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  112. 112. Inserção – aspectos práticos<br />80 a 90% dos casos – inserções fáceis (mulheres com filhos, até 40 anos, colo pérvio, puerpério tardio);<br />10-20% - inserções difíceis (nuligestas, cesariadas, climatério).<br />Uso prévio de analgésicos<br />Anestesia paracervical e endocervical<br />Laminária<br />Emla®(lidocaína + prilocaína) – A própria paciente pode aplicar (usar aplicadores de cremes vaginais) uma hora antes da inserção<br />Misoprostol<br />Analgesia<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  113. 113. Laminária<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  114. 114. T Cu 380 A - inserção<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  115. 115. Multiload 375 - inserção<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  116. 116. Dispositivos intra-uterinosMitos a desfazer - pacientes<br /><ul><li>Não são abortivos
  117. 117. Não causam infertilidade
  118. 118. Não causam desconforto ao parceiro
  119. 119. Não migram para outras partes do corpo
  120. 120. Não causam má-formação em caso de gravidez
  121. 121. Não causam infecção
  122. 122. Na prática, são mais eficazes que a pílula</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  123. 123. Efeitos colaterais<br />Aumento do fluxo menstrual<br />Cólicas (principalmente na inserção)<br />Dores pélvicas<br />Tratamento<br />AINEs (cetoprofeno, naproxeno, ibuprofeno, diclofenaco, etc)<br />Anti-fibrinolíticos (ácido tranexâmico)<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  124. 124. Complicações<br /><ul><li>Menorragia/hipermenorréia
  125. 125. Investigar possibilidade de miomas, adenomiose, DIP
  126. 126. Gravidez – retirar o DIU se os fios estiverem visíveis, antes da 10ª. semana
  127. 127. Expulsão – (3-10%)
  128. 128. DIP
  129. 129. Fios perdidos
  130. 130. Anemia
  131. 131. Perfuração – 1/2000
  132. 132. Reflexo vagal</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  133. 133.
  134. 134. Procedimento para retirar DIU com fios perdidos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />Pinça de “Jacaré” (Mathieu)<br />
  135. 135. Mecanismo de ação<br />Ação espermaticida, afetando a capacitação e interferindo na motilidade dos espermatozóides<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  136. 136. Barreiras médicas para o uso de contraceptivos<br />São práticas derivadas pelo menos em parte, de uma lógica médica, sem evidência científica, que resultam num impedimento para o uso – temporário ou permanente -- de determinado método de contracepção por uma paciente. Estas barreiras incluem: desconhecimento dos critérios de elegibilidade, preconceitos médicos, limitações pessoais, contra-indicações inexistentes, exigências descabidas, etc.<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  137. 137. Barreiras médicas para o uso de contraceptivos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  138. 138. Dispositivos intra-uterinosMitos a desfazer - médicos<br /><ul><li>Exceto no primeiro mês, não aumenta a incidência de DIP
  139. 139. A nuliparidade não é contra-indicação ao uso do DIU - OMS
  140. 140. Não há necessidade de US de rotina após a inserção do DIU* - **
  141. 141. Não há necessidade de seguimento constante***
  142. 142. * Petta CA, Faundes D, Pimentel E & Diaz J - 1996
  143. 143. ** Aleixo Neto – 1994
  144. 144. *** Neuteboom K, deKroon CD, Roorda MD & Jansen FW - 2003</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  145. 145. Contraindicações*<br />Gravidez <br />Sangramento vaginal suspeito<br />Hipermenorréia<br />Câncer do colo e endométrio<br />Estenose cervical<br /> DIP aguda ou crônica<br />Cervicite purulenta<br />*OMS<br />Mulher com alto risco de contrair DST<br />AIDS<br />Miomatose sintomática<br />Tuberculose pélvica<br />Dismenorréia acentuada <br />Endometriose<br />Gravidez ectópica prévia<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  146. 146. Sistema intra-uterino (Endoceptivo<br />Mirena®<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  147. 147. Endoceptivo<br />Estrutura plástica em forma de "T" de 32 mm de comprimento com um cilindro contendo uma mistura de polidimetilsiloxano e 52 mg de levonorgestrel. Este cilindro é revestido por uma mebrana de polidimetilsiloxano que regula a liberação do hormônio. A estrutura do "T" está impregnada com sulfato de bário, tornando o endoceptivo visível ao RX. <br />Dois fios pretos<br />Duração: 5 anos<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  148. 148. Endoceptivo<br />Após sua inserção, o progestágeno (levonorgestrel), é liberado em doses de 20 µg por dia. Difere dos outros DIUs medicados com cobre pelo fato da ação hormonal local inibir a proliferação endometrial e espessar o muco cervical. Como conseqüência dessa ação endometrial, o endoceptivo tende a diminuir o fluxo menstrual e a dismenorréia. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  149. 149. Mecanismo de ação<br />Forte influência local do progestágeno:<br /><ul><li>Muco cervical: espesso e viscoso, dificultando a migração espermática
  150. 150. Endométrio: principal ação
  151. 151. Atrofia e reação decidual do estroma
  152. 152. Causa um afinamento das paredes arteriais
  153. 153. Supressão das arteríolas espirais
  154. 154. Trombose capilar
  155. 155. Mudanças afetam a viabilidade e transporte espermático</li></ul>18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  156. 156. Benefícios não-contraceptivos do endoceptivo<br />Pacientes com distúrbios catameniais<br />Menorragia idiopática*<br />Redução acentuada da perda sangüínea (+ de 80%). Muitas usuárias entram em amenorréia<br />AINE: redução de 20-50%<br />Anti-fibrinolíticos: redução de 45-55%<br />Ablação endometrial<br />Histerectomia<br />Dismenorréia e TPM<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />* Sturridge & Guillebaud, DrugSafety, 1996;<br />
  157. 157. Redução do sangramento menstrual em mulheres com menorragia após 3 e 12 meses do uso do Mirena®*<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  158. 158. Benefícios não-contraceptivos do endoceptivo<br />Diminuição da incidência e crescimento de miomas<br /><ul><li>Diminuição no sangramento menstrual
  159. 159. Redução no volume uterino
  160. 160. Aumento na concentração de hemoglobina
  161. 161. Obs: segundo a OMS, o endoceptivo é contra-indicado em miomas que distorçam a cavidade uterina</li></ul>Soysal, 2004; Grigorieva, 2003; Fong e Singh, 1999<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  162. 162. Benefícios não-contraceptivos do endoceptivo<br />Melhora da dor pélvica crônica na endometriose, em mulheres que não desejam conceber**<br />*Gardner, Lancet 2000; 356:1711-17<br />** Petta, HumanReproduction 2005<br />Tratamento de menorragias em mulheres com distúrbios hemostáticos<br />28 pacientes<br />43% melhora acentuada após a inserção do 1º SIU<br />Schaedel, AJOG 2005<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  163. 163. Diafragma<br />Consiste numa membrana de látex ou silicone, em forma de uma cúpula, circundado por um anel mais rígido, que, colocado na cavidade vaginal, forma uma barreira mecânica que impede a passagem dos espermatozóides para o interior do útero. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  164. 164. Diafragma<br />O diafragma deve ser inserido na hora da relação sexual ou até uma hora antes. Primeiramente deve ser colocado espermaticida nas bordas e no lado côncavo do diafragma. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  165. 165. Diafragma<br />Inserir na vagina – de acordo com a técnica apropriada – e conferir se está cobrindo o colo do útero. <br />Deixá-lo, no mínimo, por seis horas após o coito. No caso de outra relação sexual, deve ser colocada outra dose do espermaticida, sem retirar o diafragma. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  166. 166. Diafragma<br />Vantagens<br />Desvantagens<br />Permite à própria mulher o controle da sua fertilidade<br /> Diminui parcialmente o contágio das DST<br /> Dura muito anos, se bem cuidado<br />A sua colocação demanda certo tempo, podendo prejudicar o prelúdio do ato sexual<br /> Eficácia muito variável, dependendo do uso correto por parte da mulher<br /> Exige instruções adequadas por parte do profissional de saúde e a capacidade de entendimento por parte da mulher<br /> Aumenta a incidência de infecções do trato urinário<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  167. 167. Contraindicações<br />Alergia ao látex ou silicone (muito raro) <br />Prolapso genital avantajado<br /> Retocistocele acentuada<br /> Infecção urinária ativa ou recorrente<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  168. 168. Preservativo feminino<br />Consiste numa bolsa de poliuretano com dois anéis de plástico em cada ponta. O anel interno é usado para inserir o condom dentro da vagina e mantê-lo no lugar. O anel externo cobre parcialmente a área vulvar e mantém o condom aberto. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  169. 169. Preservativo feminino<br />Vantagens<br />Desvantagens<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  170. 170. Preservativo feminino - inserção<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  171. 171. Preservativo masculino<br />Vantagens<br />Desvantagens<br />Disponível sem prescrição médica<br /> Oferece proteção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis<br /> Fácil de ser usado<br /> Recomendado em casos de ejaculação precoce<br /> Permite a participação do homem na contracepção<br />Custo moderado/elevado, em caso de uso freqüente<br /> Necessita de manipulação durante o ato sexual<br /> Pode diminuir a sensibilidade do pênis<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  172. 172. Preservativo masculino<br />Importante<br />Nas situações em que o preservativo é o único método anticoncepcional utilizado, orientar o/a paciente da possibilidade de uso da contracepção de emergência como opção eficaz para o caso de ruptura ou deslocamento do mesmo. <br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  173. 173. Tabela (método rítmico)<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  174. 174. Tabela (método rítmico)<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />
  175. 175. FIM<br />18/11/2009<br />Aleixo Neto, A<br />

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