1.1. INTRODUÇÃO
Não existe uma regra básica para aprender Interpretação de Textos. O que fará com que
você se saia bem int...
Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o
que nos leva à conclusão de que o aprendizad...
Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos,
com a ajuda da hipnose e em colaboração com os...
IDÉIAS - NÚCLEO
PRIMEIRO CONCEITO DO TEXTO:
"Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos...
RESPONDA:
x Qual foi a contribuição de Freud para a Psicologia?
x Explique o primeiro método usado por Freud.
x Qual foi o...
14. Ver, perceber, sentir, apalpar o que se pergunta e o que se pede;
15. Cuidado com os vocábulos:
destoa (= diferente de...
Ele morreu faminto
Faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que “ele” se encontrava quando
morreu.
31. Todos os term...
Serve para dividir o texto em pontos menores, tendo em vista os diversos enfoques.
Convencionalmente, o parágrafo é indica...
No início da viagem observamos uma típica agricultura de subsistência bem à
margem da BR-232. Isso provavelmente facilitar...
A seguir um exemplo de texto narrativo:
Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Camborá
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DISSERTAÇÃO OU DISCURSO
FORMAS DE DISCURSO
x Discurso direto;
x Discurso indireto;
x Discurso indireto livre.
DISCURSO DIR...
1.5. ANÁLISE DO TEXTO.
Antes de interpretar um texto o leitor deve entender que tipo de análise está sendo
proposto. Basic...
Tome também cuidado porque não se pedem respostas “morais”, ou seja, não se
leva em conta a sua opinião, e sim o que o aut...
Se dizemos que Maria chegava atrasada às vezes e se dizemos que ela nem
sempre chegava no horário, o significado é basicam...
• ANOTE A IDÉIA GERAL DE CADA PARÁGRAFO
A tendência das bancas examinadoras nos dias de hoje, é de trabalhar textos com ma...
01- Em relação às idéias do texto, assinale a opção que apresenta inferência
incorreta.
a) Um compositor consagrado pode c...
c) Com esse ponto de vista geopolítico, o governo brasileiro apostou num sólido
alinhamento com os Estados Unidos e seu pr...
05- Em relação ao texto, assinale a opção incorreta.
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Os gregos não possuíam textos sagrados nem castas sacerdotais. G...
a) Não há dúvida, porquanto, de que essas principais disputas giraram em torno das
divergências econômicas entre os Estado...
d) 1º, 2º, 5º, 4º, 3º
e) 3º, 1º, 2º, 5º, 4º
8- Em relação às idéias do texto, assinale a opção correta.
“Um tema objeto de...
a) não há mais crença na desaceleração da economia americana.
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01 compreensão e interpretação de textos

  1. 1. 1.1. INTRODUÇÃO Não existe uma regra básica para aprender Interpretação de Textos. O que fará com que você se saia bem interpretando um texto em uma prova de concurso público é a quantidade de leitura que você pratica. Quanto mais você ler, maiores são as condições de entender o que leu. Apesar de não existirem regras escritas, para interpretar um texto você precisa saber os passos a serem dados, ter cuidados com os vícios e conhecer os níveis da leitura. Você sabe ler eficientemente? Identifica as idéias do texto facilmente? Veja a seguir e tire suas dúvidas. O entendimento de um texto, ainda o elemento básico da comunicação humana, implica uma análise: a sua decomposição em partes. Só assim, o seu entendimento é possível. 1.2. COMO LER UM TEXTO - O aprendizado da leitura Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento lingüístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: "As video-locadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. (Folha Sudeste, 6/6/92)" É o conhecimento lingüístico que nos permite reconhecer a ambigüidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão “sem a companhia ou autorização dos pais” permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de freqüentarem motéis. LÍNGUA PORTUGUESA COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Página 1 de 21.
  2. 2. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Três questões básicas Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: I - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto e, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. II - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. III - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das idéias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. IDÉIAS NÚCLEO O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas "idéias básicas ou idéias núcleo", ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto "salte aos olhos" do leitor. Nos atuais concursos públicos, a interpretação de textos tem sido uma parte fundamental das provas de Língua Portuguesa. Exemplifiquemos: "Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana . Sigmund Freud (1859 - 1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o inconsciente e subconsciente. Página 2 de 21.
  3. 3. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das 'livres associações' de idéias e de sentimentos, estimuladas pelo terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual." (Salvatore D'Onofrio) GLOSSÁRIO: Neurologista - médico especializado em curar doenças do sistema nervoso; Psique - mente, espírito, alma; Inconsciente - o conjunto dos processos e fatos psíquicos que atuam sobre o comportamento do indivíduo, mas que escapam ao âmbito da racionalidade e esta não pode ser trazida pela vontade ou pela memória, aflorando nos sonhos, atos falhos e nos estados neuróticos; Subconsciente - processos e fatos psíquicos latentes no indivíduo, influenciando sua conduta e, por vezes, aflorando à consciência; Anômalo - anormal; Patológico - doentio; Hipnotismo - processos físicos ou psíquicos destinados a gerar um estado mental semelhante ao sono, no qual o indivíduo continua capaz de obedecer às ordens do hipnotizador; Terapeuta - médico; Trauma - choque violento capaz de desencadear perturbações físicas ou psíquicas; Onírico – relativo aos sonhos; Vigília - estar acordado, desperto. Página 3 de 21.
  4. 4. IDÉIAS - NÚCLEO PRIMEIRO CONCEITO DO TEXTO: "Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana . Sigmund Freud (1859 - 1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o inconsciente e subconsciente". O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o inconsciente e subconsciente. SEGUNDO CONCEITO DO TEXTO: "Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das 'livres associações' de idéias e de sentimentos, estimuladas pelo terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais". A segunda idéia - núcleo mostra que Freud deu início à sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das "livres associações de idéias e de sentimentos". TERCEIRO CONCEITO DO TEXTO: "Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília". Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia. QUARTO CONCEITO DO TEXTO: "Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual." Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Página 4 de 21.
  5. 5. RESPONDA: x Qual foi a contribuição de Freud para a Psicologia? x Explique o primeiro método usado por Freud. x Qual foi o seu segundo método de análise? x Em que Freud é original quanto à explicação da neurose? 1.3. DICAS PARA INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Não só os alunos afirmam gratuitamente que a interpretação depende de cada um. Na realidade, isto é para fugir a um problema que não é de difícil solução por meio de sofisma (= argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e – que supõe má fé por parte de quem o apresenta). Podemos, tranqüilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de um texto Para isso, devemos observar o seguinte: 1. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto; 2. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente; 3. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes ou mais; 4. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 5. Esclarecer o vocabulário; 6. Entender o vocabulário; 7. Viver a história; 8. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor; 9. Interpretar o que o autor escreveu e não o que você pensa; 10. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) do texto correspondente; 11. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafos, partes) do texto correspondente; 12. Ative sua leitura; 13. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão; Página 5 de 21.
  6. 6. 14. Ver, perceber, sentir, apalpar o que se pergunta e o que se pede; 15. Cuidado com os vocábulos: destoa (= diferente de...) , não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras... palavras que aparecem nas perguntas e que às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. 16. Quando duas alternativas lhe parecem corretas ou certas, procurar a mais exata ou a mais completa; 17. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas; 18. Quando o autor apenas sugerir idéia, procurar um fundamento de lógica objetiva; 19. Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas; 20. As perguntas são fáceis, dependendo de quem lê o texto ou como o leu; 21. Cuidado com as opiniões pessoais, elas não existem; 22. Sentir, perceber a mensagem do autor; 23. Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto; 24. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais; 25. Não se deve procurar a verdade exata dentro da resposta, mas a opção que melhor enquadre no sentido do texto; 26. Às vezes, a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta; 27. Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele; 28. Procurar estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem; 29. O autor defende idéias e você deve percebê-las; 30. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto; Exemplo: Ele morreu de fome. de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= a causa da morte dele) Página 6 de 21.
  7. 7. Ele morreu faminto Faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. 31. Todos os termos da análise sintática, cada termo tem seu valor, sua importância. 32. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias estão coordenadas entre si. 33. Todas as orações subordinadas têm oração principal e as idéias se completam. 34. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado 1.4. TIPOS DE TEXTO E FORMAS DE DISCURSO Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de leitura: x Informativa e de reconhecimento; x Interpretativa. A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se preparando para a leitura interpretativa. Durante a interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; tente ligar uma palavra à idéia-central de cada parágrafo. A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas e opções de respostas. Marque palavras com NÃO, EXCETO, RESPECTIVAMENTE, etc, pois fazem diferença na escolha adequada. Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. Leia a frase anterior e posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor. 1.4.1. ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E IDÉIA CENTRAL Um texto para ser compreendido deve apresentar idéias seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela idéia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão do texto. Podemos desenvolver um parágrafo de várias formas: x Declaração inicial; x Definição; x Divisão; x Alusão histórica. Página 7 de 21.
  8. 8. Serve para dividir o texto em pontos menores, tendo em vista os diversos enfoques. Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico frasal, ou seja, a idéia central extraída de maneira clara e resumida. Atentando-se para a idéia principal de cada parágrafo, asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do texto. 1.4.2. OS TIPOS DE TEXTO Basicamente existem três tipos de texto: x Texto narrativo; x Texto descritivo; x Texto dissertativo. Cada um desses textos possui características próprias de construção. DESCRIÇÃO Descrever é explicar com palavras o que se viu e se observou. A descrição é estática, sem movimento, desprovida de ação. Na descrição o ser, o objeto ou ambiente são importantes, ocupando lugar de destaque na frase o substantivo e o adjetivo. O emissor capta e transmite a realidade através de seus sentidos, fazendo uso de recursos lingüísticos, tal que o receptor a identifique. A caracterização é indispensável, por isso existe uma grande quantidade de adjetivos no texto. Há duas descrições: x Descrição denotativa x Descrição conotativa. DESCRIÇÃO DENOTATIVA Quando a linguagem representativa do objeto é objetiva, direta sem metáforas ou outras figuras literárias, chamamos de descrição denotativa. Na descrição denotativa as palavras são utilizadas no seu sentido real, único de acordo com a definição do dicionário. Exemplo: Saímos do campus universitário às 14 horas com destino ao agreste pernambucano. À esquerda fica a reitoria e alguns pontos comerciais. À direita o término da construção de um novo centro tecnológico. Seguiremos pela BR-232 onde encontraremos várias formas de relevo e vegetação. Página 8 de 21.
  9. 9. No início da viagem observamos uma típica agricultura de subsistência bem à margem da BR-232. Isso provavelmente facilitará o transporte desse cultivo a um grande centro de distribuição de alimentos a CEAGEPE. DESCRIÇÃO CONOTATIVA Em tal descrição as palavras são tomadas em sentido figurado, ricas em polivalência. Exemplo: João estava tão gordo que as pernas da cadeira estavam bambas do peso que carregava. Era notório o sofrimento daquele pobre objeto. Hoje o sol amanheceu sorridente; brilhava incansável, no céu alegre, leve e repleto de nuvens brancas. Os pássaros felizes cantarolavam pelo ar. NARRAÇÃO Narrar é falar sobre os fatos. É contar. Consiste na elaboração de um texto inserindo episódios, acontecimentos. A narração difere da descrição. A primeira é totalmente dinâmica, enquanto a segunda é estática e sem movimento. Os verbos são predominantes num texto narrativo. O indispensável da ficção é a narrativa, respondendo os seus elementos a uma série de perguntas: Quem participa nos acontecimentos? (personagens); O que acontece? (enredo); Onde e como acontece? (ambiente e situação dos fatos). Fazemos um texto narrativo com base em alguns elementos: O quê? – Fato narrado; Quem? – personagem principal e o anti-herói; Como? – o modo que os fatos aconteceram; Quando? – o tempo dos acontecimentos; Onde? – local onde se desenrolou o acontecimento; Por quê? – a razão, motivo do fato; Por isso: – a conseqüência dos fatos. No texto narrativo, o fato é o ponto central da ação, sendo o verbo o elemento principal. É importante só uma ação centralizadora para envolver as personagens. Deve haver um centro de conflito, um núcleo do enredo. Página 9 de 21.
  10. 10. A seguir um exemplo de texto narrativo: Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Camborá entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava num alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. (Um certo capitão Rodrigo – Érico Veríssimo) A relação verbal emissor – receptor efetiva-se por intermédio do que chamamos discurso. A narrativa se vale de tal recurso, efetivando o ponto de vista ou foco narrativo. Quando o narrador participa dos acontecimentos diz-se que é narrador-personagem. Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa. Exemplo: Parei para conversar com o meu compadre que há muito não falava. Eu notei uma tristeza no seu olhar e perguntei: - Compadre por que tanta tristeza? Ele me respondeu: - Compadre minha senhora morreu há pouco tempo. Por isso, estou tão triste. Há tanto tempo sem nos falarmos e justamente num momento tão triste nos encontramos. Terá sido o destino? Já o narrador-observador é aquele que serve de intermediário entre o fato e o leitor. É o foco narrativo de 3ª pessoa. Exemplo: O jogo estava empatado e os torcedores pulavam e torciam sem parar. Os minutos finais eram decisivos, ambos precisavam da vitória, quando de repente o juiz apitou uma penalidade máxima. O técnico chamou Neco para bater o pênalti, já que ele era considerado o melhor batedor do time. Neco dirigiu-se até a marca do pênalti e bateu com grande perfeição. O goleiro não teve chance. O estádio quase veio abaixo de tanta alegria da torcida. Aos quarenta e sete minutos do segundo tempo o juiz finalmente apontou para o centro do campo e encerrou a partida. Página 10 de 21.
  11. 11. DISSERTAÇÃO OU DISCURSO FORMAS DE DISCURSO x Discurso direto; x Discurso indireto; x Discurso indireto livre. DISCURSO DIRETO É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa. Podemos enumerar algumas características do discurso direto: - Emprego de verbos do tipo: afirmar, negar, perguntar, responder, entre outros; - Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos, travessão e vírgula. Exemplo: O juiz disse: - O réu é inocente. DISCURSO INDIRETO É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras, aquilo que escutou ou leu de outra pessoa. No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que, se, como, etc. Exemplo: O juiz disse que o réu era inocente. DISCURSO INDIRETO LIVRE É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas. Exemplo: Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois e cavalos, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando”. (Graciliano Ramos). Página 11 de 21.
  12. 12. 1.5. ANÁLISE DO TEXTO. Antes de interpretar um texto o leitor deve entender que tipo de análise está sendo proposto. Basicamente existem dois tipos de análise: SUBJETIVA Nesse tipo de análise pede-se que o leitor responda o que ele pensou, sua opinião e deduções sobre o texto. A margem de acerto é mais elástica, sendo permitida uma variação maior nas respostas, mas por ser também mais difícil de corrigir devido à sua subjetividade é pouco freqüente o encontrarmos em provas importantes, como vestibular ou concursos públicos. Costuma ser mais empregado no primeiro ou segundo graus, quando a meta a ser atingida é que o aluno aprenda a escrever e ordenar idéias, ou aprender figuras de linguagem e emprego de vocabulário mais rico. Nesse tipo de análise existem questões como: Quando o autor diz “sentado à beira do caminho”, o que você acha que ele quis dizer? Como se vê, é pedida uma conclusão ou opinião do leitor, o que é comum nesse tipo de análise. Esse tipo de análise pode ser apresentado como múltipla escolha ou dissertativo. OBJETIVA Esse é o tipo de análise mais usado hoje em provas oficiais, pede-se que seja citado exatamente o que constava do texto, explícita ou implicitamente. Exemplo: No texto consta: “Maria costumava chegar atrasada no início da semana.” Questão: Qual era o problema de Maria? Nesse caso a resposta pode estar EXPLÍCITA se a alternativa correta for “chegar atrasada no início da semana” ou IMPLÍCITA se for “chegar atrasada às segundas”. Apesar de a segunda hipótese (chegar atrasada às segundas) não estar literalmente contida no texto, ela está implícita, uma vez que segunda-feira é o início da semana. Tome cuidado nesse tipo de análise para citar exatamente o que está no texto. Muitas alternativas são semelhantes, mas escolha sempre aquela que mais se aproxima ao texto em significado. Na análise objetiva de um texto científico sobre assunto específico, cite apenas o que está no texto. Análises sobre assuntos muito debatidos e atuais costumam prejudicar o leitor porque muitas vezes há alternativas com elementos que não estão no texto, mas são informações que o aluno já tinha anteriormente sobre o assunto. Página 12 de 21.
  13. 13. Tome também cuidado porque não se pedem respostas “morais”, ou seja, não se leva em conta a sua opinião, e sim o que o autor escreveu. Se o texto é sobre o aborto e lá constar que “o aborto é a melhor solução quando a mãe é de uma família de baixa renda” é isso que você deve colocar como resposta na questão: “Segundo o autor, qual a melhor solução para grávidas de famílias de baixa renda?” Não importa o que você acha, o que importa é apenas interpretar o texto, portanto se você é contra o aborto, nada de marcar outra resposta que não seja “o aborto“. 1.5.1. ERROS COMUNS NA INTERPRETAÇÃO OBJETIVA 1- EXCESSO – algumas alternativas vão além do que está no texto, induzindo o leitor desatento ao erro. No texto: “Maria estava muito triste.” Resposta incorreta: “Maria estava muito triste e chorou”. Note que no texto não se disse que ela chorou. O fato de o início da frase ser semelhante à frase do texto induz o leitor ao erro, pois ele lê apenas o começo da frase, não percebendo que o final “e chorou” é uma informação não contida no texto. 2- FALTA DE ELEMENTOS IMPORTANTES – o leitor assinala uma resposta incompleta em relação ao que está sendo pedido. No texto: “Maria costumava chegar atrasada ao trabalho às segundas” Resposta incorreta: “Maria costumava se atrasar às segundas.” Antes de assinalar essa resposta, veja se não há outra especificando que ela chegava atrasada ao trabalho, pois o texto não sugere que ela chegue atrasada a outros lugares, apenas ao trabalho. 3- SEMELHANÇA – por conter muitas palavras semelhantes ao texto o leitor assinala respostas cujo sentido é um pouco ou totalmente divergente do que está escrito. No texto: “Maria às vezes chegava atrasada ao trabalho.” Resposta incorreta: “Maria sempre chegava atrasada ao trabalho.” Nesse tipo de questão costuma haver uma alternativa, que mesmo não contendo exatamente as mesmas palavras do texto, é semelhante em seu sentido. A resposta correta poderia ser, por exemplo: “Maria nem sempre chegava ao trabalho no horário.” Página 13 de 21.
  14. 14. Se dizemos que Maria chegava atrasada às vezes e se dizemos que ela nem sempre chegava no horário, o significado é basicamente o mesmo. ATENÇÃO Da próxima vez em que for analisar um texto, lembre-se de não incorrer nesses erros e preste muita atenção ao que está sendo pedido, pois algumas questões costumam ser fatais se você não ler o enunciado. São comuns enunciados como abaixo: x Assinale o que não foi citado no texto. x Segundo o texto, o que é falso. Veja que nesse tipo de questão você terá que encontrar exatamente o contrário do que está no texto. 1.6. COMO INTERPRETAR UM TEXTO EM OUTRA LÍNGUA Selecionamos algumas dicas que poderão ser muito úteis a você na hora de ler e interpretar um texto em língua estrangeira. Leia-as com atenção: elas podem ajudá-lo a conseguir sua APROVAÇÃO. • LEIA O TEXTO PRIMEIRO Não se preocupe com as perguntas antes de ler o trecho escolhido até o fim. Elas podem acabar dirigindo o seu raciocínio. Melhor é tentar entender o significado do texto, sem se deixar influenciar por elas. • FUJA DAS TRADUÇÕES AO PÉ DA LETRA Leia o trecho apresentado em seu contexto e procure raciocinar na língua em que foi escrito. Não queira traduzir palavra por palavra: além de muito lento, o método não lhe dá uma idéia geral do texto. • TENTE ADIVINHAR O QUE NÃO ENTENDEU Se você não entender algumas palavras, não se preocupe: trate de adivinhar o sentido do vocabulário desconhecido, prestando atenção no contexto geral da obra. • SUBLINHE DADOS ESPECÍFICOS Datas, nomes, locais e números podem ajudá-lo a reunir indícios sobre o texto como um todo. Use-os para fazer marcações no texto: essas referências visuais o ajudarão a responder a algumas perguntas dirigidas. Página 14 de 21.
  15. 15. • ANOTE A IDÉIA GERAL DE CADA PARÁGRAFO A tendência das bancas examinadoras nos dias de hoje, é de trabalhar textos com mais de um parágrafo. Faça anotações ao lado de cada um deles: isso o ajudará a ganhar tempo, pois muitas vezes a pergunta se refere a um parágrafo específico. • VEJA AS PERGUNTAS POR ÚLTIMO Depois de ter lido o texto e feito suas anotações, dê uma olhada nas perguntas e, por fim, faça uma última escaneada no texto. Responda uma por uma, com muita calma. Boa sorte! QUESTÕES DE CONCURSOS Leia o texto para responder às questões 01 e 02. 5 10 15 20 O que leva um compositor popular consagrado, uma glória da MPB, a escrever romances? Para responder a essa pergunta, convém lembrarmos algumas características da personalidade de Chico Buarque de Holanda. Primeiro, a forte presença de um pai que, além de ser um historiador notável, era um fino crítico literário. Depois, o fato de Chico ter se dado conta de que sua genial produção musical não bastava para dizer tudo que ele tinha a nos dizer. Não se pode dizer que o que o Chico nos diz nos romances não tem nada a ver com o que ele passa aos seus ouvintes através das suas canções. No recém-lançado Budapeste, por exemplo, eu, pessoalmente, vejo um clima de bem-humorada resignação do personagem com suas limitações, um clima que me parece que encontrei, em alguns momentos, na sua obra musical. Uma coisa, porém, são as imagens sugestivas das canções; outra é a complexa construção de um romance. A distância entre ambas talvez pudesse ser comparada àquela que vai das delicadas e rústicas capelas românicas às imponentes catedrais góticas. Chico Buarque percorreu esse caminho com toda a humildade de quem queria aprender a fazer melhor, mas também com a autoconfiança de quem sabia que podia se tornar um mestre romancista. Valeu a pena. A autodisciplina lhe permitiu mergulhar mais fundo na confusão da nossa realidade, nas ambigüidades do nosso tempo. A ficção, às vezes, possibilita uma percepção mais aguda das questões em que estamos todos tropeçando. No caso deste romance mais recente de Chico Buarque, temos um rico material para repensarmos, sorrindo, o problema da nossa identidade: quem somos nós, afinal? (Leandro Konder, Jornal do Brasil, 18/10/2003) Página 15 de 21.
  16. 16. 01- Em relação às idéias do texto, assinale a opção que apresenta inferência incorreta. a) Um compositor consagrado pode considerar sua produção musical insuficiente para expressar suas idéias. b) A convivência com pessoas que produzem obras importantes na história e na crítica literária pode contribuir para estimular a escrita de romances. c) Chico Buarque não precisou aprender a escrever romances, pois isso já fazia parte de sua vida como compositor e como herdeiro de um talento familiar. d) Algumas características da obra musical de Chico Buarque permanecem em sua obra romanesca. e) A construção romanesca é muito mais complexa que a elaboração de canções da música popular. 02- Em relação ao texto, assinale a opção correta. a) A pergunta inicial contém o pressuposto de que, para o senso comum, uma pessoa consagrada como compositor deve sempre se aventurar a escrever romances. b) Da expressão “seus ouvintes”(l.9) no segundo parágrafo, infere-se que o autor do texto lê os romances, mas não ouve as músicas de Chico Buarque. c) O sinal indicativo de crase em “àquela que vai das delicadas...” (l.15) é opcional. d) Em “autodisciplina lhe”(l.20) o pronome é fator de coesão textual que se refere a “tempo”(l.21). e) A literatura pode desvelar de forma mais esclarecedora algumas questões complexas da nossa realidade. 03- Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o texto abaixo: “Não há dúvida de que a grande mudança ocorreu no início da década de 60, com a política externa independente inaugurada pelo governo Jânio Quadros, responsável pelas novas relações do Brasil com América Latina, Ásia e África, mas também com o mundo socialista e com o Movimento dos Países Não-Alinhados. Consolidou-se uma estratégia mais autônoma em relação aos Estados Unidos, mais aberta aos países do mundo e mais combativa no plano das negociações comerciais e financeiras do país, como ficou claro no apoio à criação da Alalc e na participação brasileira na Unctat e no Grupo dos 77, nas décadas de 60 e 70.” (Adaptado de José Luís Fiori “O Brasil no mundo: o debate da política externa”) a) Essa posição foi mantida, em grandes linhas, pela política externa de quase todos os governos militares, a despeito do seu alinhamento ferrenho em torno da causa anticomunista, e, também, depois da redemocratização, com a política externa do governo Sarney. b) Por causa dessa vitória americana na Guerra Fria, a nova utopia da globalização e mais uma onda de liquidez internacional criaram as bases materiais e ideológicas da nova virada liberal das elites e do Estado brasileiro. Página 16 de 21.
  17. 17. c) Com esse ponto de vista geopolítico, o governo brasileiro apostou num sólido alinhamento com os Estados Unidos e seu projeto de globalização liberal, aceitando a internacionalização dos centros de decisão brasileiros e a fragilização do Estado, em troca de um projeto de governança global rigorosamente utópico. d) Esse Plano Marshall para a América Latina impediu que o Brasil se transformasse numa experiência original de desenvolvimento acelerado e “excludente”, sob a liderança desses investimentos estatais e desse capital privado estrangeiro, proveniente de quase todos os países do núcleo central do sistema capitalista. e) Tais momentos importantes desta nova trajetória como as propostas da Operação Pan-americana, em 1958, e da Operação Brasil-Ásia, nos anos 1959-60, ao mesmo tempo de uma maior aproximação da Europa e da África Negra. No mesmo momento, o governo brasileiro também revia suas relações econômicas internacionais, rompendo seu acordo com o FMI. Leia o texto para responder às questões 04. 5 10 A felicidade, que em si resultaria de um projeto temporal, reduz-se hoje ao mero prazer instantâneo derivado, de preferência, da dilatação do ego (poder, riqueza, projeção pessoal etc.) e dos "toques" sensitivos (ótico, epidérmico, gustativo etc.). A utopia é privatizada. Resume-se ao êxito pessoal. A vida já não se move por ideais nem se justifica pela nobreza das causas abraçadas. Basta ter acesso ao consumo que propicia excelente conforto: o apartamento de luxo, a casa na praia ou na montanha, o carro novo, o kit eletrônico de comunicações (telefone celular, computador etc.), as viagens de lazer. Uma ilha de prosperidade e paz imune às tribulações circundantes de um mundo movido a violência. O Céu na Terra – prometem a publicidade, o turismo, o novo equipamento eletrônico, o banco, o cartão de crédito etc. (Frei Betto) 04- Assinale a opção que está de acordo com a direção argumentativa do texto. a) O prazer instantâneo derivado da dilatação do ego é decorrente de um projeto temporal. b) A felicidade para o mundo contemporâneo prescinde dos toques sensitivos. c) Substitui-se, hoje, um projeto temporal, que envolveria causas e ideais nobres, pelo prazer instantâneo. d) O êxito pessoal resulta de uma utopia privatizada que é conseqüência de um projeto temporal. e) O ideais e a nobreza das causas levam ao consumo, à prosperidade e à paz, o que torna o ser humano imune à violência. Página 17 de 21.
  18. 18. 05- Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. 5 10 Os gregos não possuíam textos sagrados nem castas sacerdotais. Graças à literatura de Homero, produzida oito séculos antes de Cristo, os gregos se apropriaram de uma ferramenta epistemológica que, ainda hoje, nos dá a impressão de que eles intuíram todos os conhecimentos que a ciência moderna viria a descobrir. O que seria de nossa cultura sem a matemática de Pitágoras, a geometria de Euclides, a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles? O que seria da teoria de Freud sem o teatro de Sófocles, Eurípedes e Ésquilo? Os hebreus imprimiram ao tempo, graças aos persas, um caráter histórico e uma natureza divina. E produziram uma literatura monumental – a Bíblia –, que inspira três grandes religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Tira-se o livro dessas tradições religiosas e elas perdem toda a identidade e o propósito. (Frei Betto) a) As orações interrogativas do texto correspondem às seguintes afirmações: x Para a formação da nossa cultura foram imprescindíveis a matemática de Pitágoras, a geometria de Euclides, a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles. x O teatro de Sófocles, Eurípedes e Ésquilo foi imprescindível para a configuração da teoria de Freud. b) O trecho focaliza como direção argumentativa principal a idéia de que o livro de natureza literária é inadequado para o empreendimento epistemológico, ou seja, para o estudo dos postulados, conclusões e métodos das teorias e práticas em geral, avaliadas em sua validade cognitiva e em suas relações com a sociedade e a história. c) O emprego da primeira pessoa em “nos dá” (l.5 e 6) e em “nossa cultura”(l.8) confere ao trecho um aspecto interativo em relação ao leitor, inserindo-o no texto. d) Mantém-se a correção gramatical do texto substituindo-se o ponto-final após “divina”(l.15) por vírgula e colocando-se a conjunção aditiva subseqüente em minúscula. e) Conforme a informação original do texto, subentende-se após a primeira conjunção “e” (l.19) a idéia expressa por qualquer uma das seguintes expressões: em conseqüência, em decorrência disso, então, por causa disso, imediatamente. 6- Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o texto abaixo. “Até aqui, o governo se dedicou a expor seu ponto de vista e começou a mover suas pedras no tabuleiro, a partir de sua opção pela prioridade sul- americana e do Mercosul. Estabeleceu, em seguida, uma série de pontes e alianças possíveis com a África e a Ásia, como aconteceu com o G21, na reunião de Cancun da OMC, e como está acontecendo nas negociações do G3, com a África do Sul e com a Índia. Ou ainda, como vem ocorrendo nas novas parcerias tecnológicas com a Ucrânia, a Rússia, a China, ou com os projetos infra-estruturais com a Venezuela, a Bolívia, o Peru e a Argentina.” (Adaptado de José Luís Fiori) Página 18 de 21.
  19. 19. a) Não há dúvida, porquanto, de que essas principais disputas giraram em torno das divergências econômicas entre os Estados Unidos e o Brasil, em particular as negociações da OMC, FMI e ALCA. b) O que se vê é a afirmação de uma nova política externa, ativa, presente, baseada no interesse nacional brasileiro e na afinidade histórica e territorial do Brasil com o resto da América do Sul, bem como na sua afinidade de interesses com os demais “grandes países em desenvolvimento”. c) E do outro lado, naquele momento, estarão os grupos econômicos e as forças sociais, intelectuais e políticas que sempre lutaram por um projeto de desenvolvimento para o Brasil. d) E aqui, não há como se enganar sobre as forças que esta batalha despertava, dentro e fora do governo: de um lado estarão, como sempre estiveram, os grupos de interesse que defendem uma relação subserviente com os Estados Unidos, em troca de um acesso mais favorecido ao mercado interno americano. e) Orientando-se pelos interesses nacionais do povo e não apenas pelos interesses imediatos e particulares do seu agrobusiness, e dos seus grupos financeiros defendidos e acobertados pela retórica diletante e pela política escandalosamente subserviente dos “diplomatas descalços”. 7- Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os e, em seguida, assinale a seqüência correta correspondente. ( ) Nem tinham estabelecido relações entre si que permitissem falar na existência de um sistema estatal ou de um sistema econômico americano. ( ) O Brasil foi um dos pioneiros na experimentação dessa estratégia proposta por Adam Smith e seus discípulos. Primeiro, foram os Tratados de Comércio, assinados pela Coroa Portuguesa com a Inglaterra, em 1806 e 1810, e com a França, em 1816; e, logo depois da Independência, os Tratados assinados pelo Império Brasileiro com a Inglaterra, em 1827, com a Áustria e a Prússia, no mesmo ano de 1827, e com a Dinamarca, os Estados Unidos e os Países Baixos, em 1829. ( ) Esse dinamismo surgiu depois de se integrarem como produtores especializados do sistema internacional de divisão do trabalho, articulado pelas necessidades da industrialização inglesa e pelos famosos Tratados Comerciais, preconizados pela economia política clássica e impostos ao mundo pela Inglaterra e demais países europeus. ( ) Ao lado dos Estados Unidos, o Brasil e demais países latino-americanos foram os primeiros Estados a nascer fora da Europa. Mas, na hora da sua independência, nenhum deles dispunha de verdadeiras estruturas políticas e econômicas nacionais. ( ) Pelo contrário, os Estados latinos só lentamente foram monopolizando e centralizando o uso da força, e suas economias só adquiriram dinamismo no século XIX. (Adaptado de José Luís Fiori, “ O Brasil no mundo: o debate da política externa”) a) 2º, 5º, 4º, 1º, 3º b) 4º, 3º, 5º, 2º, 1º c) 5º, 4º, 1º, 3º, 2º Página 19 de 21.
  20. 20. d) 1º, 2º, 5º, 4º, 3º e) 3º, 1º, 2º, 5º, 4º 8- Em relação às idéias do texto, assinale a opção correta. “Um tema objeto de alguns painéis no recém encerrado Fórum Econômico Mundial foi a desigualdade na distribuição de renda no mundo globalizado, mesmo durante o processo em que milhões de pessoas saíram da pobreza na última década nas diversas partes do mundo emergente, da China à Rússia e à América Latina. Muito além dos aspectos puramente econômicos, o tema foi tratado como uma questão política, assim como cultural e mesmo “emocional”, já que a percepção de distribuição injusta seria mais importante do que uma medida puramente econômica. Se não for atacada, a questão da pobreza pode se transformar, segundo alguns especialistas, em uma crise mundial. Como exemplo, foi lembrado que a previsão é que a população do globo vai ser de 12 bilhões por volta de 2100 e, se nada for feito, cerca de metade pode estar na pobreza, o que seria “insustentável”. A melhora social propiciada pelo crescimento econômico generalizado, se por um lado demonstra as vantagens da economia globalizada, por outro estimula o aumento do consumo por populações que estavam fora desse circuito, o que traz problemas na cadeia de distribuição de alimentos, e estimula o justo desejo por maior participação nos frutos do desenvolvimento, exacerbando a percepção da injustiça na distribuição de renda, tanto entre países quanto entre cidadãos.” (Merval Pereira, O Globo, 31/01/2008.) a) O Fórum Econômico Mundial ignora a desigualdade na distribuição de renda no mundo globalizado. b) Na última década, uma parcela insignificante da população mundial saiu da linha de pobreza. c) A inserção de parcela antes excluída das vantagens do desenvolvimento promove problemas na cadeia de distribuição de alimentos. d) O desejo de maior participação nos frutos do desenvolvimento atenua a injustiça na distribuição da renda. e) As vantagens da economia globalizada são disfarçadas pela melhora social propiciada pelo crescimento econômico. 9- “Se havia alguma dúvida sobre a forte desaceleração no ritmo de atividade da economia americana, os mais recentes pronunciamentos das autoridades monetárias — entre as quais o próprio presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke — e dados estatísticos deixaram claro que é preciso ficar muito atento para o comportamento dos mercados nos Estados Unidos este ano. Um dos alertas foi a baixa geração de empregos em dezembro. As autoridades estão preocupadas com o risco de recessão e isso já se reflete nos programas dos pré-candidatos dos partidos Republicano e Democrata à Casa Branca.” (O Globo, 15/01/2008 – Editorial) Subentende-se das idéias e informações do texto que: Página 20 de 21.
  21. 21. a) não há mais crença na desaceleração da economia americana. b) a baixa geração de emprego em dezembro reforça a idéia da desaceleração da economia americana. c) os dados estatísticos reforçam a idéia da aceleração da economia americana. d) os políticos não se preocupam com a situação recessiva da economia americana. e) as autoridades não deixam dúvidas de que será forte, este ano, o ritmo de atividade da economia americana. 10- Assinale a opção que reproduz corretamente as idéias contidas no trecho abaixo. “Estudo feito por cientistas dinamarqueses revelou que pessoas que bebem moderadamente e são fisicamente ativas têm menor risco de morte por doenças cardiovasculares do que aquelas que não bebem e são inativas. Esta é a primeira pesquisa a avaliar a influência combinada de atividades físicas e de ingestão regular de álcool.” a) Indivíduos que não bebem nem se exercitam têm risco menor de apresentar doenças cardiovasculares do que os bebedores moderados fisicamente ativos. b) A ingestão moderada de álcool combinada com atividades físicas mostrou-se mais eficaz para a saúde do coração do que a abstenção alcoólica somada à inatividade. c) Manter-se fisicamente ativo e beber moderadamente causam mais riscos na redução de risco de doenças do coração do que abster-se de álcool mas freqüentar academias de ginástica. d) Estudo dinamarquês revelou que a combinação de álcool, independentemente da quantidade ingerida, com exercitação física causa menos risco à saúde do que a não- ingestão somada à inatividade. e) Combinar atividade física com álcool apresenta maior perigo para a saúde do coração do que a exercitação moderada somada à abstenção alcoólica. GABARITO 01 - C 02 - E 03 - A 04 - C 05 - B 06 - B 07 - A 08 - C 09 - B 10- B Página 21 de 21.

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