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  1. 1. 1.-Prática do ensino supervisionadoA prática do ensino supervisionado (PES) surge como um momento fundamental enquantoprocesso de transição de professor estagiário (PE), para professor profissionalizado, conjugando-se,nessa ótica, fatores importantes a ter em atenção na formação e desenvolvimento do futuro professor.Os quais se salientam o contacto com a realidade de ensino, mais concretamente da ação educativa doprofessor estagiário e a mediação de todo este processo supervisão/orientação do estagio.A influência da orientação transmitida quer pelo supervisor, quer pelo professor cooperante(PC) no sucesso do desempenho do PE durante a PES é fundamental, ao examinar as perceções dos PEsobre o seu desempenho e alertar para a necessidade do desenvolvimento de competências para lidarcom as diferentes situações, identificando as insuficiências de ensino e suas causas, assim como aprodução de soluções de formação que suportem uma melhoria das competências de ensino do PE.Numa perspetiva geral, supervisão significa, segundo Williams e Pereira (1999), "visão sobre, ver porcima de, ou seja, não é mais do que o ato de exercer um controlo de qualquer processo educativo”. Anível educativo, e porque esse é o âmbito em que vamos desenvolver o nosso trabalho, a supervisãoaparece ligada a institucionalização da educação, surgindo como uma forma de conduzir/guiar osfuturos professores e os já professores no sentido do aperfeiçoamento profissional e da melhoria dassuas práticas de ensino. Na formação inicial surge como um processo de orientação da práticapedagógica.As definições atuais das PES obrigam a uma maior cumplicidade não só entre o PE do mesmonúcleo, mas também, entre o PC. O facto de os PE terem uma turma, pela qual o são responsáveldurante um período de tempo, convida a uma maior participação em todas as atividades letivas daescola e não só nas suas aulas planeando e preparando as atividades.Desta forma, é solicitado um Planeamento a Longo Prazo (Anual), a Medio Prazo (UnidadesDidáticas) e a Curto Prazo (Plano de Aulas).Diversos autores como (Aiarcao & Tavares, 1987; Vieira, 1993; Zeichner,1993; Pieron, 1996;Carreiro da Costa, 1996) salientam a relevância do processo de supervisão pedagógica na PES comofator de importância fundamental na preparação dos futuros professores. Cada PE apresentacaracterísticas, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias,revelando, no essencial, mais ou menos dificuldades em utilizar os conhecimentos teóricosapreendidos na formação inicial nas situações concretas de ensino. Por isso, os objetivos e osprogramas de orientação devem tomar em considerarão a vasta diversidade dessas características enecessidades, de forma a preparar o PE, futuros professores para os desafios e problemas concretos doseu trabalho diário na escola, conduzindo-os no sentido de uma inovação permanente da sua práticapedagógica, evitando, desta forma, a rotina na sua ação pedagógica.
  2. 2. Depois de alguns anos de prática docente, no 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo do ensino básicodespontou um novo objetivo, o de ser professor no ensino secundário. Encontro-me na meta final domeu processo de aprendizagem, mais concretamente, na PES. Para completar essa alegria, faço-o naescola em que já desempenhei funções de docente no 2º ciclo, EB23 Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos(DMPV). É muito bom, poder rever professores daquela altura e poder associar-me a eles novamentecomo colegas de trabalho.A realização da PES vai ser, sem dúvida, o reviver de uma agradável experiência, ao estarrodeado por profissionais, como o Professor José Pereira, Professora Ana, Professora Amância, oProfessor Rui, entre outros. Sei também que será árdua esta etapa final mas, com certeza, gratificantepela experiencia e aprendizagem obtidas.A importância da educação artística2.1. A arte e a educaçãoUma das formas de desenvolver estratégias de apoio aos alunos á através da educaçãoartística. Esta não se deve separar da função que a arte tem na sociedade, da capacidade de observarcom um olhar crítico o meio envolvente, apoiado numa determinada cultura, para adquirirconhecimentos e desenvolver as capacidades criativas do indivíduo na sua relação com o que o rodeia,desta forma possível motivá-lo intrinsecamente indo de encontro às suas necessidades e aos seusgostos.Através da educação artística é possível estimular nos jovens a inteligência, a sensibilidade e aafetividade. O professor não deve condicionar o aluno, mas sim deve motivá-lo para a expressão livre,a expressão dos sentimentos, a criatividade e espontaneidade. A educação artística deve contribuir paraa construção do “eu” na sua plenitude, propiciando a relação entre a criança e o mundo que o envolve(onde parte dele é a escola), de modo a que este se torne um indivíduo integrado, autónomo, crítico ecriativo. Como Alberto Sousa refere, a educação consiste na: “…preparação de cada criança para o seulugar na sociedade, não apenas no seu aspeto vocacional mas também espiritual e mental, então não éde informação que ela necessita: é de sabedoria, equilíbrio, autorrealização, gosto - qualidades queapenas podem provir de um exercício unificado dos sentimentos para a atividade de viver.”2.2. O papel do professor e da escola na Educação ArtísticaO professor já não é aquele que apenas debita saberes numa determinada sala ou espaço, mas ésim aquele que leva os alunos à descoberta de novas experiências e, consequentemente, os leva arefletir sobre as mesmas.
  3. 3. Da mesma forma a escola, sendo o espaço onde decorre o processo de aprendizagem erefletindo o meio envolvente na qual está inserida, deve ser pensada de modo que faculte aosprofessores a autonomia necessária para a execução de estratégias que possibilitem contribuir para odesenvolvimento da consciência próprio do aluno, fazendo com que este valorize a sociedade em queestá inserido.É essencial a prática de uma ação educativa e integral, através da educação artística, que vaipossibilitar a autonomia, a organização e a inclusão dos alunos na sociedade. Para tal é necessário terem conta que a educação deverá ser sempre encaminhada para o seu carácter global, e o ensino deverácada vez mais promover a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.2.3 A interdisciplinaridade na educação Artística.O professor não deve deixar que os trabalhos escolares se limitem apenas ao suporte de papel,mas sim deve motivar os alunos para a concretização de trabalhos que englobem várias áreas, obtendoassim resultados mais diversificados e criativos. Se o trabalho do aluno for restringido apenas a umadisciplina, a sua criatividade será condicionada, e este fator levará à produção de trabalhosesteticamente mais limitados.O mesmo acontece na criação artística, muitos artistas utilizam a interdisciplinaridade etransdisciplinaridade para a executarem as suas obras, obtendo resultados distintos, originais e maispessoais dos restantes artistas. A interdisciplinaridade possibilita ao artista fazer a união das maisdistintas áreas, explorando situações novas e criativas.3.-Organização e gestão do Ensino da AprendizagemSegundo Bento (2003) "a criatividade do professor significa, abordagem criativa dosprogramas e de outros materiais de planeamento central do ensino".3.4.- Realização do ensinoEnsino não é simplesmente a transmissão e apropriação simples da matéria programática. Édeterminante para o desenvolvimento da personalidade dos alunos, dado que contem em si as basespara o seu comportamento moral, forja o seu pensamento, influencia a sua vontade, os seussentimentos e atuação, bem como a sua disponibilidade para o empenhamento nas tarefas do dia-a-dia.O ensino assume quase um "carater de lei" (Bento, 2003, p.107) e possui um lugar de destaqueno conjunto dos documentos para o planeamento e preparação direta do ensino pelo professor. Oensino consiste na resposta planeada às exigências naturais do processo de aprendizagem, tendo comopressuposto o estabelecer de uma relação entre professor/aluno. Tão importante do que transmitir a
  4. 4. matéria, segundo as leis da didática, é perceber até que ponto o ato de ensino resultou emaprendizagem efetiva.Com o tempo, vamo-nos aproximando dos alunos, conhecendo melhor as suasparticularidades e estabelecendo uma relação de confiança que considero imprescindível na disciplina.4.-Relação PedagógicaNa relação educativa, tudo o que acontece nesta interação de fatores é relevante e passível deanálise. Assim sendo, é pertinente fazer referência ao paradigma da relação pedagógica. Esta não podeser negligenciada, uma vez que esta é facilitadora de aprendizagens, não só académicas, mas tambémsociais e emocionais, contribuindo para o crescimento dos alunos e do professor. Assim, o climaafetivo da sala de aula torna-se uma variável importante no processo de ensino-aprendizagem.Para um clima favorável de aprendizagem, importa não só a afetividade, mas também aordem, a segurança e o respeito mútuo. Todos os alunos para crescerem em harmonia necessitam deconhecer o caminho que pode percorrer e as suas delimitações. Os comportamentos do professor sãoinfluenciados pela especificidade da turma, como o grupo turma é influenciado pelo professor. Estainfluência bidirecional não se reduz só a comportamentos observáveis mas também a atitudes,emoções, valores e aprendizagens.Nos dias de hoje, ser professor implica, ser um bom conhecedor dos conteúdos, mas também,um bom gestor da sala de aula. Segundo Lopes e Rutherford (2001, pág. 129) “um professor, paraensinar eficazmente os seus alunos, tem necessariamente que conhecer a matéria que ensina. Para alémdisso tem que desenvolver estratégias que lhe permitam transmitir os conhecimentos aos alunos.Contudo, tudo isto poderá ser insuficiente se ele não for capaz, em simultâneo, de gerir o grupo-turma,promovendo um ambiente que envolva os alunos nas tarefas escolares e que, por via disso, iniba oaparecimento de comportamentos incompatíveis com o ensino e a aprendizagem”. Um professoratento, que observa constantemente os seus alunos, tem maiores probabilidades de conseguir prevenira indisciplina. Pode-se afirmar que, de acordo com Lopes e Rutherford (2001); Ferreira e Santos(2000), o que marca a diferença entre um professor eficaz e um menos eficaz é a capacidade deprevenção, porque quanto a lidar com a indisciplina têm todas as mesmas dificuldades. “…os bonsprofessores não se distinguem dos professores ineficazes pela forma como lidam com a indisciplina,mas sim pela forma como evitam a sua instauração” (Lopes, pág.173).Observar é um processo orientado por um objetivo terminal ou organizador do próprioprocesso de observação. Este ato implica colocar-se diante de um objeto como servo, escravo e, aomesmo tempo, como dono, para o possuir ou conservar. A observação é fundamental na atividadehumana. A montante da observação encontramos a perceção. Encontramos processos tão complexoscomo a descrição, a análise de situação, a conceptualização, a modelização, o juízo crítico, o cálculo, a
  5. 5. medida, o diagnóstico, a avaliação, a tomada de decisão, etc. - processos ao serviço do qual se coloca aobservação.A sala de aula é um “espaço” onde ocorrem múltiplos acontecimentos e comportamentos quenem sempre são previsíveis e passíveis de análise e intervenção fácil.Por vezes estes acontecimentos/comportamentos destabilizam a sala de aula “criando” adesordem e diminuindo o tempo de ensino. Partindo do pressuposto torna-se muito importante, naprática docente a reflexão diária (com o intuito de nos questionarmos e formularmos hipótesesexplicativas), bem como o conhecimento da Teoria da Análise Aplicada do Comportamento, que nospode ajudar na compreensão e explicação dos comportamentos da sala de aula.5.-Avaliação do EnsinoNo decurso da vida profissional, um professor "leciona" mais de 20000 aulas. Estas aulasexigem uma boa preparação, devendo estimular os alunos no seu desenvolvimento. Devem ser,também, “horas felizes” para o professor, proporcionando-lhe alegria e satisfação renovadas na suaprofissão. Sempre que um docente fala de sucesso ou insucesso do seu trabalho pensa, antes de mais,em determinado momento: - "Hoje, a aula correu-me bem"; “ Nesta ou naquela naquela aula não fuieficaz".Uma aula significa, quarenta e cinco ou noventa minutes de atenção centrada no aluno.Requer emprego da capacidade volitiva para atingir o sucesso naquilo que foi planeado, mas, também,mobilidade, flexibilidade de reação e adaptação rápida a novas situações (Bento, 2003).·O processo de avaliação, para além do carácter avaliativo, tem também um papel regulador detoda a atividade do professor e aluno, na medida em que fornece feedbacks acerca do processo ensino-aprendizagem, permitindo pontualmente, reajustes, contribuindo para um maior sucesso do mesmo. Aavaliação formativa advém da constante interação professor/aluno e deve potenciar novas aquisições.Pressupõe também a auto e heteroavaliação.Este processo ocorrerá em três momentos distintos mas complementares:1. Inicialmente, o processo de avaliação e controlo dos módulos será efetuado através de umaavaliação de carácter diagnóstica;2. Durante o decorrer dos módulos será realizada uma avaliação de carácter formativa;3. No final dos módulos será efetuada urna avaliação de carácter sumativa contendo os mesmoscritérios utilizados na avaliação diagnóstica (coerência na avaliação).
  6. 6. 5.1.-Avaliação diagnósticaSerá efetuada na primeira aula de cada módulo, através de um questionário oral e de umaficha. Os dados recolhidos, permitirão verificar o nível da turma, de forma a reajustar os objetivoscomportamentais terminais, caso seja necessário.5.2.-Avaliação formativaDomínio cognitivo (capacidade/competências)Domínio sócio afetivo (atitudes e valores)A avaliação formativa assume um papel muito importante pois permite ao professor não sóacompanhar todo o processo de ensino aprendizagem, como também fornecer referências aos alunosdos seus progressos e possíveis dificuldades. Assim, é possível controlar não só a atividade dos alunosmas também a do professor de modo a possibilitar o reajustamento das estratégias de ensino ao ritmode aprendizagem.Esta forma de avaliação torna o processo mais justo e criterioso, uma vez que os dados sãorecolhidos em todos os momentos de ensino/aprendizagem (em cada conteúdo do módulo).As informações recolhidas em todos os domínios serão feitas de uma forma direta através deuma grelha própria onde se registará todo e qualquer comportamento do aluno.No final de cada aula, será feito um balanço final, onde serão recolhidas informaçõesindividuais que auxiliarão a avaliação. Esta grelha de observação de aula encontra-se em anexo.5.3.-Avaliação SumativaA avaliação sumativa retém a qualidade do processo de ensino e de aprendizagem,sintetizando num juízo globalizante o grau de desenvolvimento dos conhecimentos, competências,capacidades e atitudes do aluno no final de um período de ensino e aprendizagem. Para nosapercebermos da evolução do aluno na disciplina, serão realizadas provas com carácter prático/testes,localizadas no tempo, segundo o critério do professor. Estas provas/testes terão um peso igual aostrabalhos realizados num determinado período de tempo.Esta avaliação realizar-se-á no fim de cada Unidade Didática, através de uma ficha/dossiê deavaliação, podendo verificar o nível médio da turma, de forma a detetar a evolução (verificada emrelação à avaliação diagnóstica).Os dados classificativos recolhidos ao longo do ano, nos vários domínios (prático, cognitivo esócio afetivo), através da avaliação formativa, serão sujeitos a tratamento ponderado, de forma apoderem ser sintetizados e resumidos numa nota final global.

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