Instituição      AssuntoFerraz de Vasconcelos        2012                        1
Instituição      nome Nº      PP de Lpl     1º Bimestre                        Esta pesquisa destina-se                   ...
SÚMARIOParte I- Linguagem, língua e fala, Elementos da comunicação, Funções dalinguagem e Denotação e conotação.Parte II- ...
Parte ILINGUAGEM: é todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos decomunicação. Pode ser verbal e nã...
Vejamos alguns níveis de linguagem:    d) NÍVEL FORMAL-CULTO OU PADRÃO: trata-se de uma linguagem mais formal, que       s...
Elementos da ComunicaçãoEmissor – o que emite a mensagem.Receptor – o que recebe a mensagem.Mensagem – o conjunto de infor...
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CHOPIS CENTISEu “di” um beijo nelaE chamei pra passear.A gente fomos no shoppingPra “mode” a gente lanchar.Comi uns bicho ...
No Brasil prevalece a produção poética, mas em outros locais nota-se a forte presença daprosa. A forma mais frequentemente...
Parte - III                                  Figuras de LinguagemEntre os vários modos de se falar uma língua, existe um q...
Parte IVGênero e tipos textuaisCaracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis e dinâmicos.Passemos para uma sim...
QUADRO 1 – Tipos de composição textual:Descrição                    Narração                       Dissertação            ...
Parte V –HífenO Hífen é um sinal utilizado sobre/entre algumas letras/palavras para alterar a pronúncia ouo resultado foné...
Em certas palavras que com o uso adquiriram noção de composiçãoExemplos: Pontapé Girassol Paraquedista       Em algumas pa...
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  1. 1. Instituição AssuntoFerraz de Vasconcelos 2012 1
  2. 2. Instituição nome Nº PP de Lpl 1º Bimestre Esta pesquisa destina-se a obtenção de nota da disciplina (diciplina) (professor).Ferraz de Vasconcelos 2012
  3. 3. SÚMARIOParte I- Linguagem, língua e fala, Elementos da comunicação, Funções dalinguagem e Denotação e conotação.Parte II- Variação linguística e literatura de Cordel.Parte III – Figura de Linguagens.Parte IV – Gêneros e tipos textuais, textos teatrais.Parte V – Uso do Hífen.
  4. 4. Parte ILINGUAGEM: é todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos decomunicação. Pode ser verbal e não verbal.(a). Verbal: aquela cujos sinais são as palavras(b). Não verbal: aquela que utiliza outros sinais que não as palavras. LIBRAS – LinguagemBrasileira de Sinais, o conjunto dos sinais de trânsito, mímica etc. constituem tipos delinguagem não verbal.LÍNGUA: é um tipo de linguagem; é a única modalidade de linguagem baseado em palavras. Oalemão e o português são línguas diferentes.Língua é a linguagem verbal utilizada por um grupo de indivíduos que constitui umacomunidade.FALA: é a realização concreta da língua, feita por um indivíduo da comunidade numdeterminado momento. É um ato individual que cada membro pode efetuar com o uso dalinguagem. NÍVEIS DE LINGUAGEM A linguagem tem normas, princípios que precisam ser obedecidos. Geralmente,achamos que essas regras dizem respeito apenas à gramática normativa. Para a grandemaioria das pessoas, expressar-se corretamente em língua portuguesa significa não cometererros de ortografia, concordância verbal, acentuação etc. Há, no entanto, outro erro, maiscomprometedor do que o gramatical, que é o de inadequação de linguagem ao contexto. Em casa ou com amigos, nós empregamos uma linguagem mais informal do que nasprovas da escola ou em uma entrevista para emprego. Ao conversar com os avós, não convémutilizar algumas gírias, pois eles poderiam ter dificuldades em nos compreender. Numadissertação solicitada num vestibular ou um concurso público já precisamos empregar umvocabulário mais formal. Esses fatos nos levam a concluir que existem níveis de linguagem.
  5. 5. Vejamos alguns níveis de linguagem: d) NÍVEL FORMAL-CULTO OU PADRÃO: trata-se de uma linguagem mais formal, que segue os princípios da gramática normativa. É empregada na escola, no trabalho, nos jornais e nos livros em geral. Observe este trecho de jornal:A polêmica não é nova, nem deve extinguir-se tão cedo. Afinal qual a legitimidade e o limite douso de recursos públicos para salvaguardar a integridade do sistema financeiro? (...) (Folha de São Paulo, 14 de março de 1996, Editorial)b) NÍVEL COLOQUIAL-POPULAR: é a linguagem empregada no cotidiano. Geralmente éinformal, incorpora gírias e expressões populares e não obedece às regras da gramáticanormativa. Veja estes exemplos:“Sei lá! Acho que tudo vai ficar legal. Pra que então ficar esquentando muito? Me parece queas coisas no fim sempre dão certo”.Estou preocupado. (norma culta) To preocupado. (língua popular) To grilado. (gíria, limite da língua popular )c) PROFISSIONAL OU TÉCNICO: é a linguagem que alguns profissionais, como advogados,economistas, médicos, dentistas etc. utilizam no exercício de suas atividades.d) ARTÍSTICO OU LITERÁRIO: é a utilização da linguagem com finalidade expressiva pelosartistas da palavra (poetas e romancistas, por exemplo) alguma gramática já incluem este itemna linguagem culta ou padrão.Dominar uma língua, portanto, não significa apenas conhecer normas gramaticais, mas,sobretudo empregar adequadamente essa língua em várias situações do dia-a-dia: na escola,no trabalho, com os amigos, num exame de seleção, no trabalho.
  6. 6. Elementos da ComunicaçãoEmissor – o que emite a mensagem.Receptor – o que recebe a mensagem.Mensagem – o conjunto de informações transmitidas.Código – a combinação de signos utilizados na transmissão de uma mensagem. Acomunicação só se concretizará, se o receptor souber decodificar a mensagem.Canal de Comunicação – por onde a mensagem é transmitida: TV, rádio, jornal, revista,cordas vocais, ar…Contexto – a situação a que a mensagem se refere, também chamado de referente.Ruído – qualquer perturbação na comunicação. Funções da LinguagemFunção Referencial: também chamada de denotativa ou informativa, é quando o objetivo épassar uma informação objetivas e impessoal no texto. É valorizado o objeto ou a situação deque se trata a mensagem sem manifestações pessoais ou persuasivas.Função expressiva: também chamada de emotiva, passa para o texto marcas de atitudespessoais como emoções, opiniões, avaliações. Na função expressiva, o emissor ou destinadoré o produtor da mensagem. O produtor mostra que está presente no texto mostrando aos olhosde todos seus pensamentos.Função conativa: é quando a mensagem do texto busca seduzir, envolver o leitor levando-o aadotar um determinado comportamento. Na função conativa a presença do receptor estámarcada sempre por pronomes de tratamento ou da segunda pessoa e pelo uso do imperativoe do vocativo.Função fática: é o canal por onde a mensagem caminha de quem a escreve para quem arecebe. Também designa algumas formas que se usa para chamar atenção.Função metalinguística: é quando a linguagem fala de si própria. Predominam em análisesliterárias, interpretações e críticas diversas.
  7. 7. Função poética: é usada para despertar a surpresa e prazer estético. É elaborada de formaimprevista e inovadora. Denotação e conotaçãoA Conotação: é uma palavra que tem significado distinto do original. Exemplo: Hoje estou em um mar derosas.A Denotação: A palavra é usada em seu próprio significado. Ex: O mar e as rosas são lindos.Toda palavra ou signo abrange duas faces:Significado: que é o aspecto conceitual; corresponde a uma imagem mental abstrata.Significante: que é o aspecto concreto; corresponde a imagem acústica ou gráfica.Quando não sabemos o significado de uma palavra, a significação torna-se incompleta, pois sóconhecemos o significante. Ao unir a palavra ao seu significado, ela deixará de ser apenas um conjuntosonoro ou gráfico (significante).Existe uma pluralidade de significados, chamada polissemia, pois podemos atribuir a uma palavra maisde um significado, ou seja, uma palavra pode adquirir sentidos diferentes dependendo do contexto emque é empregada.Ao escrever, utilizamos o significado das palavras para expressar nossas ideias. Quando o propósito forescrever um texto objetivo, devemos usar uma linguagem denotativa, na qual o significado é encontradono dicionário.Quando escrevemos um texto em que pretendemos colocar nossas ideias emotivas e subjetivas,utilizamos a linguagem conotativa, na qual transfere o significado real da palavra para um sentidofigurado.Exemplo:Por causa da chuva o rio da cidade transbordou. (linguagem denotativa)Marina chorou um rio de lágrimas. (linguagem conotativa)
  8. 8. Parte IIVariação linguísticaCompondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedadeslinguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais,culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se:Variações históricas:Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo.Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração apalavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à linguagemdos internautas, a qual se fundamenta pela supressão do vocábulos.Antigamente“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muitoprendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas,mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavamlongos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de AndradeVariações regionais:São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões.Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outrasnomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão ossotaques, ligados às características orais da linguagem.Variações sociais ou culturais:Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau deinstrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e olinguajar caipira.As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantoresde rap, tatuadores, entre outros.Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico.Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área deinformática, dentre outros.Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto:··.Vício na falaPara dizerem milho dizem mioPara melhor dizem mióPara pior pióPara telha dizem teiaPara telhado dizem teiadoE vão fazendo telhados.Oswald de Andrade
  9. 9. CHOPIS CENTISEu “di” um beijo nelaE chamei pra passear.A gente fomos no shoppingPra “mode” a gente lanchar.Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.Até que “tava” gostoso, mas eu prefiroaipim.Quanta gente,Quanta alegria,A minha felicidade é um crediário nasCasas Bahia.Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.Pra levar a namorada e dar uns“rolezinho”,Quando eu estou no trabalho,Não vejo a hora de descer dos andaime.Pra pegar um cinema, ver SchwarznegerE também o Van Damme.(Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 1995.) Literatura de CordelLiteratura de Cordel é uma modalidade impressa de poesia, original do Nordeste do Brasil, quejá foi muito estigmatizada mas hoje em dia é bem aceita e respeitada, tendo, inclusive, umaAcademia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar despreocupado, regionalizadoe informal utilizado para a composição dos textos essa modalidade de literatura nem sempre foirespeitada, e já houve até quem declarasse a morte do cordel, mas ainda não foi dessa vez.A cada dia os textos são mais valorizados por todo o Brasil e pelo mundo. Os textos sãopublicados em livretos fabricados praticamente de forma manual pelo próprio autor. Eles têmgeralmente 8 páginas mas podem ter mais, variando entre 8 e 32. As páginas medem 11x16cme são comercializadas pelos próprios autores. Há alguns livros publicados, mas no geral avenda acontece dessa maneira. Leandro Gomes de Barros e João Martins de Atahyde são doisdentre os primeiros poetas; e estes já possuem livretos publicados por editoras, sendovendidos e reeditados constantemente. Não há como contar a quantidade de exemplares, poisa cada tiragem milhares de exemplares são vendidos.Assim como muitos itens dos que compõem a nossa cultura, a literatura de cordel tem origemem Portugal. Os autores das poesias se denominam trovadores e geralmente quando asdeclamam são acompanhados por uma viola, que eles mesmos tocam.Este tipo de literatura marcou também a cultura francesa, espanhola e portuguesa, através dostrovadores. Estes eram artistas populares que compunham e apresentavam poesiasacompanhadas de viola e muitas vezes com melodia. Se apresentavam para o povo e falavamda cultura popular da localidade, dos acontecimentos mais falados nas redondezas, de amor,etc. Assim como no trovadorismo, movimento literário que abriga essa prática, hoje é aliteratura de cordel. Até mesmo as competições entre dois trovadores, com suas violas, épresenciada hoje por nós e já foi muito praticada nos três países citados, especialmente emPortugal.
  10. 10. No Brasil prevalece a produção poética, mas em outros locais nota-se a forte presença daprosa. A forma mais frequentemente utilizada é a redondilha maior, ou seja, o verso desete sílabas poéticas. A estrofe mais comum é a de seis versos, chamada sextilha. E oesquema de rimas mais comum é ABCBDB.Os temas são os mais variados, indo desde narrativas tradicionais transmitidas pelo povooralmente até aventuras, histórias de amor, humor, ficção, e o folheto de caráter jornalístico,que conta um fato isolado, muitas vezes um boato, modificando-o para torná-lo divertido. Aomesmo tempo em que falam de temas religiosos, também falam de temas profanos. Escrevemde maneira jocosa, mas por vezes retratam realidades desesperadoras. Outra característica éo uso de recursos textuais como o exagero, os mitos, as lendas, e atualmente o usode ironia ou sarcasmo para fazer críticas sociais ou políticas. Usar uma imagem estereotipadacomo personagem também é muito comum, às vezes criticando a exclusão social e opreconceito, às vezes fazendo uso dos mesmos através do humor sarcástico. Além dos temas“engajados”, se assim podemos chamá-los, há também cordéis que falam de amor,relacionamentos pessoais, profissionais, cotidiano, personalidades públicas, empresas,cidades, regiões, etc.Uma das características desse tipo de produção é a manifestação da opinião do autor arespeito de algo dentro da sua sociedade. Os cordéis não tem a característica de seremimpessoais ou imparciais, pelo contrário, na maioria das vezes usam várias técnicas depersuasão e convencimento para que o leitor acate a ideia proposta.Ai! Se sêsse!…Autor: Zé da LuzSe um dia nós se gostasse;Se um dia nós se queresse;Se nós dois se impariásse,Se juntinho nós dois vivesse!Se juntinho nós dois morasseSe juntinho nós dois drumisse;Se juntinho nós dois morresse!Se pro céu nós assubisse?Mas porém, se acontecessequi São Pêdo não abrisseas portas do céu e fosse,te dizê quarqué toulíce?E se eu me arriminassee tu cum insistisse,prá qui eu me arrezorvessee a minha faca puxasse,e o buxo do céu furasse?…Tarvez qui nós dois ficassetarvez qui nós dois caíssee o céu furado arriassee as virge tôdas fugisse!!!
  11. 11. Parte - III Figuras de LinguagemEntre os vários modos de se falar uma língua, existe um que se institui como língua-padrão ecorresponde ao modo de falar das pessoas de mais prestígio dentro do grupo social. É a partirdesse uso que a Gramática determina as normas daquilo que seria “falar corretamente” umalíngua.Essas normas, estabelecidas pelo uso das pessoas de prestígio e explicitadas pela Gramática,estão sujeitas ao que a própria Gramática chama de “desvios”, podendo ocorrer pelodesconhecimento que o falante tem das normas. Isso a Gramática considera como “errolinguístico” ou “vício de linguagem”.Entretanto, há quem use esse suposto desvio de maneira intencional. Ou seja, ofalante conhece as regras da Gramática, mas desvia-se delas com o intuito de imprimirexpressividade ao seu discurso. A esse recurso denominamos figuras.O ramo da Linguística que estuda essa expressividade é a Estilística. Leo Spitzer, linguista,define como seu objeto de estudo “a organização verbal da obra literária e o modo como oescritor usa a língua para realizar uma obra de arte”.As figuras de linguagem são divididas em três tipos pela Gramática:1. Figuras de palavras ou tropos – ocorre quando um vocábulo adquire um significado novo,diferente daquele comumente conhecido.2. Figuras de construção – ocorre quando a lógica da organização frasal é alterada.3. Figuras de pensamento – ocorre no campo das ideias, imprimindo um sentido novo àqueleconvencional.Em outras palavras, figura de linguagem é uma forma de expressão que consiste no empregode palavras ou expressões no sentido figurado, isto é, assumem um sentido diferente daqueleem que são normalmente empregados.
  12. 12. Parte IVGênero e tipos textuaisCaracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis e dinâmicos.Passemos para uma simples observação histórica do surgimento dos gêneros que revela umconjunto limitado dos mesmos. Após a invenção da escrita alfabética por volta do século VIIA.C., multiplicam-se os gêneros, surgindo os tipos da escrita; os gêneros expandem-se com osurgimento da cultura impressa e atualmente a fase denominada cultura eletrônica,particularmente computador (internet) aparece como uma explosão de novo gênero e forma decomunicação, tanto na oralidade como na escrita.Os gêneros textuais caracterizam-se muito mais por suas funções comunicativas; cognitivas einstitucionais, do que por suas peculiaridades linguísticas e estruturais.Este artigo trás estudos sobre três gêneros textuais relacionados ao meio de comunicação eanalisa-os em sua funcionalidade, apontando aspectos de interesse do educador e doeducando. DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADE.Muito se tem falado sobre a diferença entre “tipos textuais” e “gêneros textuais”.Alguns teóricos denominam narração; descrição e dissertação como “modos de organizaçãotextual”, diferenciando-os das terminologias que são considerados “gêneros textuais”.Partindo desse pressuposto e pautando-se no estudo de Marcuschi definimos a seguir:Tipos textuais: sequencia definida pela natureza linguística de sua composição (narração,descrição e dissertação);Gêneros textuais: são os textos encontrados no nosso cotidiano e apresentam característicassócio-comunicativas (carta pessoal ou comercial, diários, agendas, e-mail, Orkut, lista decompras, cardápio entre outros).Com referência a Bakhtin (1997), concluímos que é impossível se comunicar verbalmente anão ser por um texto e obriga-nos a compreender tanto as características estruturais (como eleé feito) como as condições sociais (como ele funciona na sociedade). TIPOS TEXTUAIS VOLTADOS PARA AS FUNÇÕES SOCIAIS DOS TEXTOS.Informativos;Expositivos;Numerados;Prescritivos;Literário;Argumentativo.Segundo Bakhtin (1997), os gêneros são tipos relativamente estáveis de enunciadoselaborados pelas mais diversas esferas da atividade humana. Por essa relatividade a que serefere o autor, pode-se entender que o gênero permite certa flexibilidade quanto à suacomposição, favorecendo uma categorização no próprio gênero, isto é, a criação de umsubgênero. TIPOS TEXTUAIS COMO FERRAMENTA.Para Bakhtin (1997), quando um indivíduo utiliza a língua, sempre o faz por meio de um tipo detexto ainda que possa não ter consciência dessas, ou seja, a escolha de um tipo é um dospassos- se não o primeiro- a ser seguido no processo de comunicação.Por isso, os tipos textuais podem ser uma ferramenta que está a disposição do falante, sendopor ele escolhidos da maneira que melhor lhe convém para, no processo de comunicação,auxiliá-lo na sua expressão linguística.Tomar um tipo textual como uma estrutura básica normalmente usada em uma determinadasituação o torna uma valiosa “ferramenta” que o falante procura, guia e controla para poderexpressar a função maior da linguagem que é atingir uma comunicação, em maior ou menorgrau argumentativo, ou seja, uma comunicação cujo objetivo é efetivamente alcançado econcretizado; daí dizer que a argumentação está inscrita no uso da língua.
  13. 13. QUADRO 1 – Tipos de composição textual:Descrição Narração Dissertação (é um texto de defesa de um(é um texto narrativo com (texto narrativo em 1ª ou 3ª argumento “tese” que possuipredomínio de verbos de pessoa que contém enredo, introdução, desenvolvimento eligação que retratam conflito, cenário, tempo e conclusão; a linguagem é objetivadetalhadamente espaço com predomínio de prevalecendo à denotação; ele podepersonagens, ambientes e verbos de ação, portanto o ser expositivo ou argumentativo deobjetos). diálogo direto é frequente). caráter científico).Retrato de pessoas, Relato de fatos; Defesa de um argumento;ambientes, objetos; Presença de narrador, Apresentação de uma tese que seráPredomínio de atributos; personagens, enredo, cenário, defendida; tempo;Uso de verbos de ligação; Desenvolvimento ou a argumentação; Apresentação de um conflito;Frequente emprego de Fechamento:metáforas, comparações e Uso de verbos de ação;outras figuram de Predomínio da linguagem objetiva;linguagem; Geralmente, é mesclada de descrições; PrevaleceTem como resultado aimagem física e psicológica. O diálogo direto é frequente. Denotação. Textos TeatraisO texto teatral assemelha-se ao narrativo quanto às características, uma vez que o mesmose constitui de fatos, personagens e história (o enredo representado), que sempre ocorre emum determinado lugar, dispostos em uma sequência linear representada pela introdução (ouapresentação), complicação, clímax e desfecho.A história em si é retratada pelos atores por meio do diálogo, no qual o objetivo maior pauta-sepor promover uma efetiva interação com o público expectador, onde razão e emoçãose fundem a todo momento, proporcionando prazer e entretenimento.Pelo fato de o texto teatral ser representado e não contado, ele dispensa a presença donarrador, pois como anteriormente mencionado, os atores assumem um papel de destaque notrabalho realizado por meio de um discurso direto em consonância com outros recursos quetendem a valorizar ainda mais a modalidade em questão, como pausas, mímica, sonoplastia,gestos e outros elementos ligados à postura corporal.A questão do tempo difere-se daquele constituído pelo narrativo, pois o tempo da ficção, ligadoà duração do espetáculo, coincide com o tempo da representação.
  14. 14. Parte V –HífenO Hífen é um sinal utilizado sobre/entre algumas letras/palavras para alterar a pronúncia ouo resultado fonético.O que mudou com o novo acordo ortográfico Quando a palavra termina vogal e o segundo termo começa com “r” ou “s”, passa-se a duplicar as consoantes.Exemplo: Interreligioso Minissaia Microssistema Quando o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo termo começa com vogal diferente, não se usa o hífen.Exemplo: Extraescolar Coeducação Autoestrada Nas palavras que contem os prefixos dês – e in – e o segundo elemento perdeu o “h” inicial:Exemplos: Desumano – (Dês-Humano) Inábil – (In-Hábil) Desabilitar (Des-Habilitar) Nas palavras com o prefixo co-, mesmo quando o 2º palavra começar com a letra “o”Exemplos: Cooperação – (Co-operação) Coobrigação – (Co-obrigação) Coordenar – (Co-ordenar)
  15. 15. Em certas palavras que com o uso adquiriram noção de composiçãoExemplos: Pontapé Girassol Paraquedista Em algumas palavras com o advérbio “bem”.Exemplos: Benquerer Benquerido

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