UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS
CURSO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS MÓVEIS

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Pintura à têmpera

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Conhecer a composição química dos materiais que
constituem uma pintura permite aos profissionais da
área:
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

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Para a identificação do tipo de aglutinante usado existem técnicas
de coloração e métodos espectroscópicos que permi...
TÊMPERA: O termo têmpera é usado para definir um meio de pintura que
consiste numa mistura de pigmento e aglutinante, onde...
PROTEÍNAS: são polímeros de aminoácidos, unidos por ligações peptídicas.
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COLA ANIMAL:
a cola animal, provavelmente o
aglutinante mais utilizado historicamente, tem sido usada
como aglutinante da ...
PIGMENTOS: são substâncias orgânicas ou inorgânicas, de
origem natural ou artificial, insolúveis no aglutinante, com
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ENVELHECIMENTO ACELERADO x NATURAL
O objetivo principal nas ações de conservação e restauro é
preservar as características...
OS FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR A
OCORRÊNCIA DE ALTERAÇÕES NA ESTRUTURA DAS
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Reações entre proteínas e os outros componentes da mistura
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Caracterização de
aglutinantes proteicos
em obras de arte
A identificação de constituintes orgânicos em pintura, particularmente
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Cromaticidade
A cor de uma superfície é resultado da reflexão seletiva da luz por partículas de
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O espectrofotómetro usado para determinar a cor
de um objeto é um instrumento constituído por
três partes principais: font...
Cromatografia líquida de elevada
eficiência (HPLC)
A cromatografia engloba um conjunto de métodos cujo objetivo é separar
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A cromatografia líquida de elevada eficiência (HPLC) apresenta uma resolução
elevada relativamente à cromatografia tradici...
O esquema do cromatógrafo para HPLC é constituído por um sistema de
bombas ligado a um reservatório de fase móvel, um inje...
Análise de aminoácidos pelo método
Pico-Tag®
A análise de aminoácidos refere-se à metodologia usada para determinar a
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Com este método é possível analisar a quantidade relativa de cada aminoácido
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Diferenças na quantidade relativa dos aminoácidos para as proteínas dos diversos
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Este método não é, no entanto, sempre fácil de aplicar, principalmente na
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Parte experimental
❏ Preparo de filmes e têmperas com diferentes
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❏ Preparo de proteínas teste de vários tip...
Preparo de filmes de têmperas
com vários aglutinantes
• Elaboração de filmes

o Tintas
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 Foram depositados em placa de acrílico com
pincel.
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Foram feitos 4 filmes de cada tinta ou preparação,
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Implementação da técnica Pico-Tag têmperas
proteicas +HPLC para identificação de têmperas
proteicas

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Reagentes

• Foram usados os seguintes padrões:

Solução de padrões de aminoácidos H da
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Aparelhos

Cromatógrafo
600E
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Controlador 600E, Bombas 600E, desgaseificador
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Procedimentos experimentais

• Soluções
• Hidrólise
• Secagem
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• Análise do HPLC
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Envelhecimento acelerado de filmes e
têmperas proteicas
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Câmara climática
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Utilização do EDTA
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5.2 Estudo do envelhecimento de aglutinantes de
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Os cromatogramas obtidos na análise de aminoácidos pelo método PicoTag®+HPLC
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Nestes gráficos é possível verificar que não há uma variação
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No caso dos filmes “têmpera de gema de ovo” verificase um comportamento parecido ao dos filmes “Gema de
ovo” mas não tão a...
Têmpera gelatina

Indicam que esta têmpera é
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Indica que esta preparação é
muito estável.
Preparação Cola + Gesso

Indica que esta preparação é muito
Estável.
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a)Tinta de branco de chumbo + têmpera de
gema de ovo.
b)Tinta de branco de chumbo + têmpera de
gelatina
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i) Tinta de realgar + têmpera de gelatina
j) Tinta de vermelhão + têmpera de gema
de ovo.
k) Tinta de azurite + têmpera de...
Pigmentos branco de chumbo e realgar e
para estudar a sua influência no
envelhecimento das têmperas proteicas.

Tinta de t...
Tinta de tempera de gema
de ovo + Realgar

Ao longo do envelhecimento da têmpera de
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5.3 Utilização do EDTA como inibidor de
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Conclusão
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Estudo do envelhecimento de aglutinantes em têmperas proteicas por cromatografia líquida de elevada eficiência
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A técnica para identificação de têmperas proteicas (gema de ovo, gelatina e caseína) baseada na metodologia Pico-Tag® e cromatografia líquida de elevada eficiência (HPLC) foi implementada no Laboratório de Conservação e Restauro José de Figueiredo (LCR). Trabalho apresentado na aula de Métodos e Análise em materiais e obras de arte

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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS MÓVEIS ESTUDO DO ENVELHECIMENTO DE AGLUTINANTES EM TÊMPERAS PROTEICAS POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ELEVADA EFICIÊNCIA Diuli Taciane Rosangela Pelotas, janeiro de 2014
  2. 2. Pintura à têmpera O termo têmpera é usado para é usado para definir um meio de pintura que consiste numa mistura de pigmento e aglutinante.
  3. 3. Conhecer a composição química dos materiais que constituem uma pintura permite aos profissionais da área: • Dar indicações sobre a proveniência dos objetos • Auxiliar o estudo da técnica do artista •Aprimorar a conservação/restauração Na preparação das tintas são usados muitas vezes aglutinantes proteicos, numa técnica conhecida por têmpera. A identificação dos aglutinantes proteicos como a têmpera de ovo, cola ou gelatina e caseína, aplicadas em camadas ou como misturas, pode, revelar a intenção do artista, facultando a compreensão de sua técnica ou proporcionar o entendimento do porquê às superfícies são afetadas diferentemente ao longo do tempo.
  4. 4.   Para a identificação do tipo de aglutinante usado existem técnicas de coloração e métodos espectroscópicos que permitem a identificação de proteínas, mas são específicas para cada tipo de proteína. Assim, as técnicas adequadas para identificação de têmperas proteicas são as técnicas cromatrográficas, como cromatografia gasosa (GC) ou líquida de elevada eficiência (HPLC) No laboratório de Conservação e Restauro José de Figueiredo foi implementada para o estudo em questão a metodologia PICOTAC e Cromatografia Líquida de Elevada Eficiência (HPLC).
  5. 5. TÊMPERA: O termo têmpera é usado para definir um meio de pintura que consiste numa mistura de pigmento e aglutinante, onde este mantém as partículas de pigmento em suspensão numa tinta. AGLUTINANTES PROTEICOS: Os aglutinantes são substâncias capazes de: • Cobrir cada partícula de pigmento e mantê-la em suspensão; • Aderir a camada de tinta ao substrato; • Conceder propriedades ópticas que intensificam a cor natural ; • Proteger as partículas de pigmentos de eventuais danos ambientais.
  6. 6. PROTEÍNAS: são polímeros de aminoácidos, unidos por ligações peptídicas. Os aminoácidos são formados por cadeias carbonadas com uma função ácido carboxílico unida a uma função amina, conforme esquema abaixo:
  7. 7. COLA ANIMAL: a cola animal, provavelmente o aglutinante mais utilizado historicamente, tem sido usada como aglutinante da pintura a têmpera e como adesivo e consolidante, sozinha ou misturada com amidos. GELATINA: é muito semelhante à cola, porém um material mais puro, pois sua fabricação sofre condições de processamento e controle mais rigoroso que as colas . GEMA DE OVO: o termo têmpera é um termo geral para tintas à base de água, mas normalmente refere-se a tintas cujo aglutinante é a gema de ovo (têmpera de ovo) CASEÍNA: refere-se a um grupo de várias proteínas que se encontram no leite, 80% das quais são realmente caseína.
  8. 8. PIGMENTOS: são substâncias orgânicas ou inorgânicas, de origem natural ou artificial, insolúveis no aglutinante, com o qual formam a tinta. O principal objetivo deste estudo era analisar a influência dos pigmentos nos aglutinantes proteicos. Sendo assim,foram escolhidos 12 pigmentos naturais no Laboratório de Conservação e Restauro José Figueiredo
  9. 9. ENVELHECIMENTO ACELERADO x NATURAL O objetivo principal nas ações de conservação e restauro é preservar as características originais da obra e para isso é necessário o conhecimento detalhado da degradação física e química dos materiais. A degradação dos materiais pode ser causada por agentes intrínsecos, extrínsecos, impostos e antropológicos. O envelhecimento natural é um processo muito lento que, no caso de obras de arte, pode levar centenas de anos, sendo impossível de estudar um tempo de vida útil.
  10. 10. OS FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR A OCORRÊNCIA DE ALTERAÇÕES NA ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS SÃO: Processo de secagem- durante o processo de secagem a proteína perde água continuamente até atingir um equilíbrio de umidade, rearranjando a sua estrutura, podendo desnaturar total ou parcialmente. Oxidação Induzida pela radiação- os aglutinantes aplicados numa obra de arte estão sujeitos à oxidação induzida pela luz visível e ultravioleta e este mecanismo de oxidação envolve a formação de radicais livres.
  11. 11. Reações entre proteínas e os outros componentes da mistura de têmpera- as proteínas, numa têmpera, podem reagir com outros componentes da mistura como lipídios ou hidratos de carbono. Efeitos deteriorantes dos agentes químicos - agentes químicos como solventes e ácidos podem também acelerar a degradação das proteínas. * Em algumas condições de umidade, as proteínas são vulneráveis ao ataque de microorganismos que utilizam os aminoácidos ou outros constituintes da tinta.
  12. 12. Caracterização de aglutinantes proteicos em obras de arte
  13. 13. A identificação de constituintes orgânicos em pintura, particularmente aglutinantes proteicos, continua a ser um desafio para os químicos pelos seguintes motivos: ❏são normalmente materiais complexos; ❏com o envelhecimento; ❏várias substâncias orgânicas naturais ou sintéticas; ❏podem estar presentes também compostos de degradação, formados durante o envelhecimento, tratamentos de restauro ou poluição; ❏nas amostras heterogêneas de pinturas.
  14. 14. Cromaticidade A cor de uma superfície é resultado da reflexão seletiva da luz por partículas de pigmentos na superfície, sendo a cromaticidade uma medida da qualidade colorimética. A Colorimetria é a ciência e a tecnologia usada para quantificar e descrever fisicamente a percepção humana da cor. O método mais completo de medir a cor é a reflexão da superfície como função do comprimento de onda, é com o auxilio de um espectofotómetro.
  15. 15. O espectrofotómetro usado para determinar a cor de um objeto é um instrumento constituído por três partes principais: fonte de luz, sistema monocromador, e detector e medidor. A fonte de luz para comprimentos de onda da região do visível é, normalmente, uma lâmpada de tungsténio ou halogénio tungsténio, ou uma lâmpada flash-tube de xénon. A medição efetuada por um espectrofotómetro de absorção é a razão entre a luz refletida, ou transmitida, pela amostra e a refletida, ou transmitida, por um padrão de referência.
  16. 16. Cromatografia líquida de elevada eficiência (HPLC) A cromatografia engloba um conjunto de métodos cujo objetivo é separar componentes de uma mistura, distribuindo-os em duas fases (estacionária e móvel). A separação é conseguida se os componentes de uma amostra apresentarem diferentes coeficientes de distribuição, o que se traduz em diferenças na velocidade de arrastamento ao longo da fase estacionária.
  17. 17. A cromatografia líquida de elevada eficiência (HPLC) apresenta uma resolução elevada relativamente à cromatografia tradicional pelo fato de utilizarem partículas de dimensão reduzida. Como este tipo de fase estacionária oferece grande resistência à passagem da fase móvel, é necessário aplicar pressão elevada para que o eluente passe na coluna com um caudal razoável. Quando a coluna utilizada é menos polar que os eluentes denomina-se HPLC por fase reversa (RP-HPLC). O cromatograma permite a análise qualitativa e quantitativa dos solutos, sendo que na primeira se determinam os tempos de retenção (tR), e na segunda as áreas dos picos.
  18. 18. O esquema do cromatógrafo para HPLC é constituído por um sistema de bombas ligado a um reservatório de fase móvel, um injetor de amostra, uma coluna e, finalmente, um detector e um registador. Esquema de um sistema básico de HPLC.
  19. 19. Análise de aminoácidos pelo método Pico-Tag® A análise de aminoácidos refere-se à metodologia usada para determinar a composição em aminoácidos ou o conteúdo de proteínas ou péptidos, e pode ser usada para:  quantificar proteínas e péptidos;  identificar proteínas ou péptidos com base na sua composição em aminoácidos;  suportar a análise estrutural de proteínas e péptidos;  avaliar estratégias de fragmentação para o mapping dos péptidos;  detectar aminoácidos atípicos que possam estar presentes numa proteína ou péptido.
  20. 20. Com este método é possível analisar a quantidade relativa de cada aminoácido e obter os vários tipos de aglutinantes proteicos. Os resultados obtidos com este método, para os várias tipos de têmperas (gelatina ou cola animal, caseína e gema de ovo) Cromatograma obtido por HPLC de 40 ml de padrão de aminoácidos (2,4 mmol/ml de cada aminoácido) antes da hidrólise. A composição de amostras desconhecidas é posteriormente comparada com amostras conhecidas.
  21. 21. Diferenças na quantidade relativa dos aminoácidos para as proteínas dos diversos aglutinantes proteicos (Quantidades relativas de aminoácidos obtidas pelo método PicoTag®+HPLC) Aglutinantes Ovo Gelatina e Cola Caseína Proteína Albumina Colagénio Caseína Quantidade relativa dos aminoácidos - 2:1 serina: glicina - 2:1 alanina:prolina - 1:1 ác.glutâmico:ác. aspártico - grandes quantidades de ác. glutâmico e ác. spártico, valina, leucina, isoleucina e fenilalanina - baixa quantidade de glicina e prolina - Presença de hidroxiprolina - > 30% de glicina - >10% de prolina - 3:1glicina:hidroxiprolina - 1:8 serina:glicina - 1:1 alanina:prolina - baixa quantidade de valina, fenilalanina e leucina - 3:1 ác. glutâmico:ác. aspártico - grandes quantidades de ácido glutâmico, prolina, leucina e lisina
  22. 22. Este método não é, no entanto, sempre fácil de aplicar, principalmente na distinção entre caseína e ovo. Implantou-se estão outro esquema para identificação de proteínas. Este novo esquema incorpora tabelas de concentração (composição, em aminoácidos, de cada proteína) publicadas e matrizes de correlação. Com esta ferramenta é possível correlacionar valores padrão e experimentais de têmperas proteicas e avaliar o seu grau de correlação: quanto mais próximo de 1 é a correlação entre os valores experimentais e os valores padrão para uma determinada proteína, maior a probabilidade de ambas serem o mesmo tipo de proteína. Esquema básico de identificação de aglutinantes proteicos.
  23. 23. Parte experimental
  24. 24. ❏ Preparo de filmes e têmperas com diferentes aglutinantes.(Secos) ❏ Pico-Tag®; ❏ Preparo de proteínas teste de vários tipos de envelhecimento; ❏ Estudo da possibilidade de utilização do EDTA como inibidor da influencia dos pigmentos nas têmperas.
  25. 25. Preparo de filmes de têmperas com vários aglutinantes
  26. 26. • Elaboração de filmes o Tintas o Preparações  Foram depositados em placa de acrílico com pincel.
  27. 27. 35 filmes  4 aglutinantes: gema de ovo, têmpera de gema de ovo, têmpera de gelatina e     têmpera de caseína; 2 preparações: têmpera de cola com gesso e cré. 12 tintas de têmpera de gema de ovo: Têmpera de gema de ovo com os pigmentos branco de chumbo, bindheimite, hematite, ouropigmento, goetite, realgar, vermelhão, azurite, ultramarino, malaquite, terra verde e crisocola; 12 tintas de têmpera de gelatina: Têmpera de gelatina com os pigmentos branco de chumbo, bindheimite, hematite, ouropigmento, goetite, realgar, vermelhão, azurite, ultramarino, malaquite, terra verde e crisocola; 5 filmes de tintas de têmpera de caseína: Têmpera de caseína com os pigmentos azurite, ultramarino, malaquite, terra verde e crisocola. Na têmpera de caseína só se usaram os pigmentos azuis e verdes porque são os mais usados neste tipo de aglutinante, em pintura mural.
  28. 28. Foram feitos 4 filmes de cada tinta ou preparação, para os vários tipos de envelhecimento. Deixou-se estes filmes secarem durante 22 dias no escuro antes de serem sujeitos aos diversos tipos de envelhecimento.
  29. 29. Implementação da técnica Pico-Tag têmperas proteicas +HPLC para identificação de têmperas proteicas • • • • As amostras são hidrolisadas em ácido e derivatizadas com fenilisotiocianato (PITC). A hidrólise dos aminoácidos leva a que os grupos amino fiquem menos reativos ao PITC. Antes da derivatização, é necessário secar as amostras após adição da solução de secagem, seguido de vácuo para remover o líquido. Resultando em aminas desprotonadas que reagem rapidamente com o PITC da solução.
  30. 30. Reagentes • Foram usados os seguintes padrões: Solução de padrões de aminoácidos H da Pierce17 o coleção de 24 padrões de aminoácidos para cromatografia de papel e camada fina da BDH o Aminoácidos para fins comparativos cromatográficos da Merck. o
  31. 31. Aparelhos Cromatógrafo 600E da Waters (módulos Controlador 600E, Bombas 600E, desgaseificador In-Line Degasser da Waters e Injector de amostras 717 plus Autosampler). Cromatógrafo Alliance 2795 da Waters e forno de coluna da Waters.
  32. 32. Procedimentos experimentais • Soluções • Hidrólise • Secagem • Derivatização • Análise do HPLC • Apresentação dos resultados
  33. 33. Envelhecimento acelerado de filmes e têmperas proteicas • • • • Temperatura ambiente Câmara UV-Visível Câmara climática Câmaras UV-Visível e temperatura umidade Câmara temperatura e umidade Câmara UV visível
  34. 34. Utilização do EDTA
  35. 35. 5.Apresentação e Discussão dos Resultados Utilização da Técnica Pico-Tag + Cromatografia líquida de elevada eficiência (HPLC) para identificação de têmperas Inicialmente foi efetuada a análise de têmperas proteicas puras, não envelhecidas artificialmente, onde foi obtido os seguintes resultados :
  36. 36. É possível verificar que o aminoácido hidroxiprolina só aparece na têmpera de gelatina, tornando fácil e rápida a identificação de tintas à base de gelatina ou preparações à base de cola (assinalado na Figura 14 b) . A distinção entre têmperas à base de ovo ou caseína não é tão rápida, mas é possível com ferramentas como o coeficiente de correlação. Assim, começou-se a correlação entre estas amostras (cuja composição foi determinada no LCR) e amostras cuja composição se encontra publicada (Anexo 1), obtendo-se os resultados apresentados na Tabela 5.
  37. 37. Como seria de esperar, a correlação de dados é maior quando se verifica o mesmo tipo de têmpera (áreas sombreadas na tabela anterior). A correlação para as têmperas à base de cola é excelente, (r>0,97); no entanto a correlação para as têmperas à base de gema de ovo e caseína, apesar de ser razoável, não é tão boa. Isto deve-se, provavelmente, ao fato da resolução de alguns picos, nomeadamente Arg, Thr, Ala e Pro não ser muito boa, o que perturba a determinação da quantidade relativa dos aminoácidos e, consequentemente, os valores do coeficiente de correlação.
  38. 38. O ideal seria utilizar este método em amostras reais, extraídas de pinturas. No entanto, a maioria das amostras que são extraídas de pinturas provêm de tons verde e azul, contendo pigmentos azurite e malaquite que contêm cobre. Este metal influencia a identificação dos aglutinantes proteicos pelo método implementado , pelo que se verificou não ser possível testar este método em amostras reais. No entanto, no LCR existe um conjunto de filmes, preparados em 1976, pela Eng. Isabel Ribeiro cuja composição é conhecida, e onde não existem pigmentos à base de cobre. Assim, decidiu-se testar o método Pico-tag +HPLC implementado neste conjunto de amostras. Os cromatogramas obtidos e a composição em aminoácidos podem ser consultados no Anexo 3. A correlação destes valores com os padrões pode ser analisada na Tabela 6.
  39. 39. Como é possível verificar pela análise dos dados anteriores, em todos os casos há uma correspondência entre a têmpera usada no filme e a identificada pelo método Pico-Tag +HPLC, independentemente dos padrões de têmperas escolhidos .Nota-se ainda que este método não permite a distinção entre têmperas de gema de ovo e têmperas de clara de ovo, visto a proteína detectada (albumina) ser a mesma em ambos os casos. Caso se pretenda diferenciar estes dois tipos de têmperas será necessário recorrer a outros métodos, chamados de identificação de ácidos graxos. Na gema de ovo verifica-se a presença de palmitato e estearato e a ausência de azelato enquanto que na clara de ovo não há ácidos graxos.
  40. 40. 5.2 Estudo do envelhecimento de aglutinantes de têmperas proteicas No decorrer dos diferentes tipos de envelhecimento, foi estudada a variação da cor e da composição em aminoácidos para os vários filmes: envelhecimento das têmperas puras; envelhecimento das preparações de cré e gesso; envelhecimento das tintas;
  41. 41. Os cromatogramas obtidos na análise de aminoácidos pelo método PicoTag®+HPLC
  42. 42. Variação da quantidade relativa dos aminoácidos ao longo de cada tipo de envelhecimento para os filmes “Gema de ovo” a) na câmara de UV-Visível; b) na câmara climática; c) nas câmaras UV-Visível e climática.
  43. 43. Nestes gráficos é possível verificar que não há uma variação homogênea em qualquer um dos aminoácidos, qualquer que seja o tipo de envelhecimento. No entanto, numa análise mais minuciosa verifica-se, uma diminuição progressiva da quantidade relativa de alguns aminoácidos
  44. 44. No caso dos filmes “têmpera de gema de ovo” verificase um comportamento parecido ao dos filmes “Gema de ovo” mas não tão acentuado, continuando a verificar-se uma ligeira diminuição na correlação entre os valores experimentais e padrão, principalmente nas primeiras horas após a utilização da câmara climática. a)na câmara de UV-Visível; b) na câmara climática; c) nas câmaras UV-Visível e climática.
  45. 45. Têmpera gelatina Indicam que esta têmpera é muito estável, visto estes valores serem praticamente constantes.
  46. 46. Têmpera Caseína Indica que esta preparação é muito estável.
  47. 47. Preparação Cola + Gesso Indica que esta preparação é muito Estável.
  48. 48. Tintas a)Tinta de branco de chumbo + têmpera de gema de ovo. b)Tinta de branco de chumbo + têmpera de gelatina c)Tinta de bindheimite + têmpera de gema de ovo. d)Tinta de bindheimite + têmpera de gelatina. e)Tinta de hematite + têmpera de gema de ovo. f)Tinta de ouropigmento + têmpera de gelatina g)Tinta de goetite + têmpera de gema de ovo h)Tinta de realgar + têmpera de gema de ovo
  49. 49. i) Tinta de realgar + têmpera de gelatina j) Tinta de vermelhão + têmpera de gema de ovo. k) Tinta de azurite + têmpera de gema de ovo. l) Tinta de azurite + têmpera de gelatina. m) Tinta de azurite + têmpera de caseína n) Tinta de malaquite + têmpera de gema de ovo o) Tinta de malaquite + têmpera de gelatina p) Tinta de malaquite + têmpera de caseína
  50. 50. Pigmentos branco de chumbo e realgar e para estudar a sua influência no envelhecimento das têmperas proteicas. Tinta de tempera de gema de ovo + branco de chumbo Conclui-se que o branco de chumbo dificulta a identificação de têmperas à base de gema de ovo.
  51. 51. Tinta de tempera de gema de ovo + Realgar Ao longo do envelhecimento da têmpera de gema de ovo, na presença de realgar, verificase, no entanto, uma ligeira diminuição da quantidade de Ser, Lys, His e Arg.
  52. 52. 5.3 Utilização do EDTA como inibidor de pigmentos sob têmpera proteica • • • “Tinta de branco de chumbo + têmpera de gema de ovo” “Tinta de azurite + têmpera de gema de ovo”. Foram adicionadas diversas quantidades de solução de EDTA 0,2 M e em várias etapas do processo.
  53. 53. Conclusão Houveram mudanças cromáticas nos testes de envelhecimento, tais como: esmaecimento da cor, amarelamento e escurecimento. Têmperas de cola e caseína parecem ser mais estáveis que as de gema de ovo sob condições de envelhecimento acelerado idênticas. As têmperas de gelatina e caseína não verifica-se alterações significativas comparando com as temperas à base de ovo que mostraram ligeiras alterações, porém não muito significativas. Alguns pigmentos, como o branco de chumbo, podem dificultar a identificação das têmperas, especialmente têmperas envelhecidas, pois o pigmento acelera a degradação de alguns aminoácidos. Em suma os resultados não foram satisfatórios devido as baixas variações cromáticas entre as têmperas e tintas durante os procedimentos pelo motivo que a têmpera a ovo foi a única a passar pela analise da câmara de UV-Visível, o restante passou só pela câmara climática.
  54. 54. Refêrencia VARGAS, Helena V. Estudo do envelhecimento de aglutinantes em têmperas proteicas por cromatografia líquida de elevada eficiência. Dissertação. Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa. 2008

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