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PROP: IVON CORRÊA MUN: GOIANÉSIA-GO 
INSC. RECEITA: 112009301 INSC. INSS 326800045585 
INCRA- 930199015946...
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1.3 Descrição do rebanho e tecnologia adotada 
O rebanho do Sítio Ebenézer está assim constituído: 
CATEGO...
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2. INVENTÁRIO 
2.1. DESCRIÇÃO DOS ESTOQUES DE CAPITAL NATURAL 
2.1.1 Nome: Sítio Ebenézer. 
2.1.2 Localiza...
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Foto 01- Perímetro da propriedade e acesso a partir do Aeroporto de Goianésia
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2.1.3 Condições climáticas 
TEMP 
TU ºC 
TEMP 
MAX ºc 
TEMP 
MIN ºC 
UMI 
% 
EV 
PICH 
E 
ECA 
MM 
PREC 
M...
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2.1.0 Vista aérea da metade Sul da propriedade (tomando como referência a sede)
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1.1.11 Vista aérea da metade Norte da propriedade (tomando como referência a sede)
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2.2 DESCRIÇÃO DOS ESTOQUES DE CAPITAL FÍSICO 
2.2.1 Máquinas e equipamentos 
Descrição do bem 
Aparelho pa...
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2.2.2 Construções e benfeitorias 
2.2.3 Rebanho: 
CATEGORIA MESES QUANTIDADE 
VACAS 
 36 
64 
NOVILHAS 
2...
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2.3 Capital Financeiro 
2.3.1 – Recursos em caixa e em depósitos à vista. 
- Depósito bancário: R$ 12000,...
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2.4.2 Colaborador 01. 
Formação: Analfabeto. 
Cursos afins à atividade: Bovinocultura de leite, Casqueame...
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3. DIAGNÓSTICO 
3.1 Capital natural 
Área (ha) 94,41 
Valor ha (R$) R$ 2.819,62 
Valor da terra R$ 266.20...
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Descrição do bem VA VUR VR DA Seg Man CO CNC 
Aparelho para cerca 
elétrica - 10 km 80 2 10 35 1 1 
Apare...
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3.3 Construções e benfeitorias (diagnóstico) 
BARRACÃO TANQUE RESF, 
RAÇÃO, SAL E OUTROS 
10.000,00 15 10...
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3.6 CUSTO NÃO CAIXA (CNC) 
CNC= Construções e benfeitorias + Animais+ Máquinas e Equipamentos+ Terra 
CNC...
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3.8 DESPESAS (diagnóstico) 
2. Despesas ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 ma...
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ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 
INSEMINAÇÃO 
...
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Nutrição ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 
Bovi...
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3.9 FLUXO DE CAIXA NO DIAGNÓSTICO 
ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 
Entradas 91.749,54 91.749,54 91.7...
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4. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
4.1 MISSÃO 
Produzir e comercializar leite de acordo com as exigências do me...
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. Manter a utilização de BST. 
- Produzir volumoso de qualidade e que atenda a todas as demandas. 
- Qual...
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concentrados). 
Qualidade do leite 
Rebanho ainda sem homogeneidade genética. 
Crédito com fornecedores e...
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Bonificação por qualidade 
Dificuldade em se encontrar mão de obra na região. 
A não existência de labora...
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6. PLANOS DE AÇÃO (elaborados a partir da análise do diagnóstico) Plano de ação 01 O que? 
Adquirir tanqu...
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Plano de ação 03 O que? 
Construir linha de trato de lactantes coberta Quem 
Ivon Como? 
Buscar financiam...
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O que? 
Adquirir um trator MF 275 com implementos. Quem 
Ivon Como? 
Buscar financiamento. Quando? 
Iníci...
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Plano de ação 07 O que? 
Construir uma residência de dois quartos, sala, cozinha e banheiro e área. Quem ...
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Plano de ação 08 O que? 
Buscar um rebanho com padrão genético positivo para a produção de leite. Quem 
I...
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Plano de ação 09 O que? 
Produzir leite com baixa contagem de células somáticas e melhores índices de sól...
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Plano de ação 11 O que? 
Treinar colaboradores. Quem 
O empresário Como? 
Buscar parceria com o Sindicato...
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Plano de ação 13 O que? 
Buscar assistência técnica voltada para os aspectos preventivos para o surgiment...
Página 32 de 57 
7. Engenharia do Projeto 
7-1 Cronograma de desembolso 
Ordem Descrição Valor do 
Investimento 
Data 
pre...
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7.2 Evolução do rebanho 
ANO 01 categoria animal inicio nascimentos compras mortes vendas Abate mudança f...
Página 34 de 57 
ANO 04 categoria animal inicio nascimen 
tos 
compras mortes vendas Abate mudança final U.A. RECEITA 
Bez...
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Índices zootecnicos 
ano 01 ano 02 ano 03 ano 04 ano 05 
Descartes de fêmeas 10 10 10 10 10 
Descarte mai...
Página 36 de 57 
7-3 Custeios da atividade no diagnóstico 
Descrição do custeio no 
diagnóstico 
Quantidade Valor Unitário...
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7.4 Custeios da atividade com o projeto implantado 
Descrição do custeio com o 
projeto implantado 
Quant...
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7.5 Descrição dos custos fixos com projeto implantado 
Descrição dos custos fixos com 
projeto implantado...
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7.6 Matriz de estrutura lógica 
Resumo narrativo 
Indicadores 
Meios de Verificação 
Hipóteses 
Objetivo ...
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Produtos 
1-Sêmen de qualidade. 
2-Inseminador. 
3-Hormônios. 
4-Volumoso. 
5-Concentrado. 
6-Mineral. 
7...
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8. A cadeia de produção do leite 
8.1. Introdução 
Nos dias atuais a produção de leite no Brasil deixou d...
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8.2- Esquema de uma fazenda leiteira 
___________________________________________________________________...
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8.3 Fluxo de produção do leite 
Deixaremos de apresentar o clássico organograma dos atores a jusante e a ...
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A malha é também uma facilitadora para a chegada dos insumos, uma vez que grande parte desses não é produ...
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A maioria esmagadora das rações e concentrados na região é consumida pela bovinocultura leiteira, como so...
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Do exposto, apesar de algumas nuances comum a todos os tipos de negócios, como falta de mão de obra melho...
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9. Gestão ambiental. 
No crepúsculo da primeira década do século XXI, o Brasil e o mundo pareceram acorda...
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- Destino do lixo doméstico: Todo lixo produzido na fazenda é armazenado em um local previamente preparad...
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10. Análise financeira 
10.1 Receitas com venda de leite no projeto 
Receitas 
com leite 
% em 
lactação ...
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R$ 700,00 
R$ 1.800,00 
Novilhas prenhes R$ 2.500,00 
R$ 4.000,00 
R$ 4.000,00 
R$ 1.200,00 
Valor dos an...
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10.4 Descrição dos custeios com o projeto 
Descrição do custeio com 
projeto 
Quantidade Valor Unitário 
...
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10.6 Fluxo de caixa sem o projeto (repetindo o quadro do diagnóstico para 
facilitar análise) 
ano 0 ano ...
Página 53 de 57 
10.7 Fluxo de caixa do projeto 
ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 
Entradas 344.832,00 407.098,60 501.6...
Página 54 de 57 
11. Relação benefício/custo do projeto (B/C) 
ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 
Receitas R$ 344.832,00...
Página 55 de 57 
12. Avaliação legal, política e social do projeto 
12.1 Avaliação legal. 
Do ponto de vista legal a propr...
Página 56 de 57 
A APROLEITE, entidade da qual fazemos parte players ativos, são garantidores de sucesso no que tange à bu...
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14. Conclusão 
O desafio aceito de participar desse treinamento do Programa Empreendedor Rural- PER, que ...
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Planejamento do Sítio Ebenézer, situado em Goianésia, Goiás, com vocação para a atividade leiteira.

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Projeto( per) sítio ebenézer

  1. 1. Página 1 de 57 PROP: IVON CORRÊA MUN: GOIANÉSIA-GO INSC. RECEITA: 112009301 INSC. INSS 326800045585 INCRA- 9301990159460 E-MAILS: tcivon@yahoo.com.br 1. SUMÁRIO EXECUTIVO 1-1 Introdução Catorze anos se passaram desde que o casal Ester de Melo Corrêa e Ivon Corrêa decidiu adquirir uma gleba de terra no Município de Goianésia, Estado de Goiás. O caminho percorrido foi árduo, considerando o fato da total inexperiência nas atividades rurais, principalmente na lida com o gado leiteiro, que por suas características exige uma administração acurada, aliado à total ignorância no tocante à cadeia produtiva, maneiras de negociação da produção, formação de plantel, etc. Desde cedo o gestor, Ivon Corrêa, saiu à busca de ferramentas e de conhecimentos que permitissem a navegação por um mar totalmente hostil e desconhecido. Cursos do SENAR, palestras, seminários, assistência técnica e visitas passaram a ser rotina. Em 2008 fomos apresentados ao Programa do Empreendedor Rural, oportunidade em que pudemos parar para pensar a atividade, definir objetivo, traçar metas. Muito do que foi escrito no projeto naquele longínquo ano foi implementado. Todavia, muito mais foi deixado para trás, por motivos que não cabem aqui discutir. Esta nova de oportunidade de reflexão da atividade, de poder parar para mensurar, definir novos objetivos não pode ser deixada de lado. Sabemos que o PER, conduzido com maestria pelo SENAR/SEBRAE, tem sido determinante para o sucesso de vários empreendimentos similares. Por essa razão abraçamos com denodo essa nova empreitada que, com certeza, colocará o Sítio Ebenézer na vanguarda das propriedades produtoras de leite na região. 1-2 Enunciado do projeto O Sítio Ebenézer está estruturado para a atividade leiteira, realizando o ciclo completo da atividade, ou seja, cria recria e produção leiteira. O foco principal é a produção de leite fluído, o qual é desde 2005 produzido em condições acima das exigidas pela Instrução Normativa n° 51, do Ministério da Agricultura, vigente até o corrente ano, e atendendo com folga os novos desafios impostos pela Instrução Normativa 62, do mesmo ministério. O escopo do presente trabalho é buscar alternativas para o melhoramento da capacidade produtiva de suas matrizes, aumentado verticalmente a produção leiteira com diminuição proporcional do número de vacas, o que exige um acurado melhoramento genético e, consequente eficiência na produção de alimentos para o rebanho, otimização dos equipamentos, bem como um melhor tecnificação de todas as etapas da atividade. S Í T I O E B E N É Z E R Até aqui nos ajudou o Senhor.
  2. 2. Página 2 de 57 1.3 Descrição do rebanho e tecnologia adotada O rebanho do Sítio Ebenézer está assim constituído: CATEGORIA MESES QUANTIDADE PERCENTUAL VACAS  36 64 45,7 NOVILHAS 24 a 36 28 20 CATEGORIA 12 a 24 25 17,9 BEZERRAS 04 a 12 11 7,8 BEZERRAS 00 a 04 12 8,6 TOTAL DE FÊMEAS 140 (Dados de 30 de setembro de 2014) Adota-se a técnica de inseminação artificial com a utilização de touros holandeses e girolando. As matrizes em lactação apresentam hoje uma média de 14 litros/dia. A propriedade possui ordenha mecânica de quatro conjuntos, canalizada, e tanque de resfriamento com capacidade para 1300 litros. 1.4 O empreendedor A empresa é gerida pelo proprietário que possui experiência administrativa adquirida ao longo de trinta anos no serviço público, mormente nas áreas de planejamento e treinamento de recursos humanos. Como estreante na atividade leiteira participou de vários cursos SENAR, além de seminários e palestras relativas ao negócio. A nova oportunidade surgida de se navegar pelos conhecimentos oferecidos pelo Programa Empreendedor Rural certamente trará ao gestor uma robusta bagagem na busca do conhecimento e na sedimentação daqueles até aqui adquiridos.
  3. 3. Página 3 de 57 2. INVENTÁRIO 2.1. DESCRIÇÃO DOS ESTOQUES DE CAPITAL NATURAL 2.1.1 Nome: Sítio Ebenézer. 2.1.2 Localização: Região do Quebra-cuia- Município de Goianésia- GO, a uma distância de 3,5 km a partir da Avenida do Contorno, sendo ligada à cidade por uma estrada de terra que se inicia entre o Bairro Amigo e o Aeroporto
  4. 4. Página 4 de 57 Foto 01- Perímetro da propriedade e acesso a partir do Aeroporto de Goianésia
  5. 5. Página 5 de 57 2.1.3 Condições climáticas TEMP TU ºC TEMP MAX ºc TEMP MIN ºC UMI % EV PICH E ECA MM PREC MM CHUVA ANUAL MM JAN 24,2 30,8 21,3 68,5 2,9 4,5 302,6 302,6 FEV 23,1 29,3 20,9 72,7 2,5 3,3 356 658,6 MAR 25,9 31,9 20,2 53,8 6,4 6,7 34,2 692,8 ABR 24,6 32,1 20,1 51,5 5,9 6 66,7 759,5 MAI 23,5 31,6 18,2 47,9 7,4 6 3,5 763 JUN 22,5 31,2 16,8 43,3 7,9 6,2 0 763 JUL 22,8 32 17,3 42,1 8,5 6,7 0,8 763,8 AGO 23,4 32,5 17 29 10,6 8,1 0 763,8 SET 26,8 35,2 20,1 27,2 12 9,3 0 763,8 OUT 27,2 34,1 21 47,2 4,9 8,1 116,8 880,6 NOV 25,5 31,1 20,9 60,8 4,8 5,4 235,2 1115,8 DEZ 24,3 29,8 20,7 67 3,6 4,4 297,1 1415,9 SOMA 293,8 381,6 234,8 611 77,4 74,7 1412,9 MÉDIA 24,48 31,80 19,57 50,92 6,45 6,23 Dados referentes a 2007. Fonte: Jales Machado 2.1.4 Altitudes Máxima: 672 m. Mínima: 625 m. Diferença da cota máxima para a mínima:47 metros, o que significa um desnível de 2,35 centímetros a cada metro. 2.1.5Distância ente a altitude mínima e a máxima: 2000m. 2.1..6 Coordenadas geográficas: 15° 21’ 06,77 S e 49° 09’ 60” O. 2.1.7 Recursos hídricos: 02 Córregos nas divisas leste e oeste, ambos seguindo o curso sul-norte. 2.1.8 Ventos dominantes: Sudeste. 2.1.9 Área: O Sítio abrange uma área de 90,41 hectares assim distribuídos:  1,5 hectares de instalações;  2,5 hectares de quicuio; 20,5 hectares de pasto rotacionado formado em Brachiaria Brizantha;  2,5 hectares de pasto formado em Tanzânia;  63,5 hectares de pastos em Brachiaria Brizantha
  6. 6. Página 6 de 57 2.1.0 Vista aérea da metade Sul da propriedade (tomando como referência a sede)
  7. 7. Página 7 de 57 1.1.11 Vista aérea da metade Norte da propriedade (tomando como referência a sede)
  8. 8. Página 8 de 57 2.2 DESCRIÇÃO DOS ESTOQUES DE CAPITAL FÍSICO 2.2.1 Máquinas e equipamentos Descrição do bem Aparelho para cerca elétrica - 10 km Aparelho para cerca elétrica- 50 km Arado 03 discos Balança para 100 kg Balança tipo prato para 10 kg Bomba costal de 20 litros Bombas para cisterna tipo ANAÇJA (03 unid.) Botijão para sêmen Carreta 02 eixos Roçadeira Costal (01 unid.) Ferramentas diversas Furadeira elétrica Grade 04 discos Lixadeira elétrica Niveladora 08 discos Ordenhadeira mecânica 04 conjuntos Pá carregadeira Misturador de ração Boiler (aquecedor) Roda d'água Tanque de resfriamento de leite marca DEC para 1300 litros Trator Massey Fergusson 65 X, 2800 horas.) Triturador de grão com motor Tronco metálico móvel
  9. 9. Página 9 de 57 2.2.2 Construções e benfeitorias 2.2.3 Rebanho: CATEGORIA MESES QUANTIDADE VACAS  36 64 NOVILHAS 24 a 36 28 CATEGORIA 12 a 24 25 BEZERRAS 04 a 12 11 BEZERRAS 00 a 04 12 TOTAL DE FÊMEAS 140 DESCRIÇÃO BARRACÃO / SALA DE ORDENHA SALA DE ORDENHA BARRACÃO TANQUE RESF, RAÇÃO, SAL E OUTROS SALA DE APOIO/ORDENHADEIRA CASA FUNCIONÁRIO 01 CASA FUNCIONÁRIO 02 CASA SEDE DEPÓSITO DE INSUMOS/ FABRICA DE RAÇÃO COM ESTRUTURA METÁLICA 15X4METROS COCHO COBERTO PARA SAL CURRAL DE ESPERA CONCRETADO GALINHEIRO
  10. 10. Página 10 de 57 2.3 Capital Financeiro 2.3.1 – Recursos em caixa e em depósitos à vista. - Depósito bancário: R$ 12000,00 2.3.2 – Depósitos a prazo e outra aplicações financeiras (inclusive fundos de investimento). - OUROCAP: R$ 18.000,00 2.3.3- Dívidas e outras obrigações da empresa. - Custeio agro pecuário: R$ 190.000 com vencimento em agosto de 2015. - FCO- R$ 36.000 a serem pagas em três prestações nos meses fevereiro nos anos de 1015,2016 e 2017. 2.3.4Estoques de produtos e insumos ( inventário realizado em setembro de 2014). - 20.000 kg de milho (333 sacos de 60 kg). - 330 kg de sal mineral- BOVIPASTO. (10 sacos) - 20 litros de detergente DEOSAN. - 50 litros de Iodo. - medicamentos diversos. - 08 sacos de núcleo Novo BOVIGOLD PLUS. - 02 toneladas de farelo de soja -25 doses de sêmen Holandês. - 20doses de sêmen de Jersey. - 1000 metros de arame para cerca elétrica. -3000 kg de adubo 4-30-10. - 600 kg de adubo 20-000-20. 2.4 Capital humano 2.4.1 Empresário Formação acadêmica: Saneamento Ambiental, UFGo 1976. Cursos afins à atividade: Bovinocultura de leite, Casqueamento, Ordenha mecânica, Inseminação artificial, Qualidade do leite e Planejamento Estratégico.
  11. 11. Página 11 de 57 2.4.2 Colaborador 01. Formação: Analfabeto. Cursos afins à atividade: Bovinocultura de leite, Casqueamento, Ordenha mecânica, Inseminação artificial e Qualidade do leite. 2.4.3 Colaborador 02: Formação: analfabeto. Cursos afins à atividade: Bovinocultura de leite, Ordenha mecânica e Qualidade do leite. 2.4.3 Colaborador 03: Formação: Alfabetizado. Cursos afins à atividade: Bovinocultura de leite, Ordenha mecânica e Qualidade do leite
  12. 12. Página 12 de 57 3. DIAGNÓSTICO 3.1 Capital natural Área (ha) 94,41 Valor ha (R$) R$ 2.819,62 Valor da terra R$ 266.200,00 taxa (%) 6 Custo oportunidade R$ 15.972,00 3.2 Máquinas e equipamentos (diagnóstico)
  13. 13. Página 13 de 57 Descrição do bem VA VUR VR DA Seg Man CO CNC Aparelho para cerca elétrica - 10 km 80 2 10 35 1 1 Aparelho para cerca elétrica- 50 km 180 3 5 58 2 2 5,4 Arado 03 discos 800 5 200 120 8 8 24 Balança para 100 kg 300 10 30 27 3 3 9 Balança tipo prato para 10 kg 100 20 40 3 1 1 3 Bomba costa de 20 litros 500 5 50 90 5 5 15 Bombas para cisterna tipo analja ( 03 unid) 450 3 100 117 5 5 13,5 Botijão para sêmem 1400 5 950 90 14 14 42 Carreta 02 eixos 1800 3 1200 200 18 18 54 Carroça 450 3 200 83 5 5 13,5 Ferramenta diversos 300 10 200 10 3 3 9 Furadeira elétrica 200 8 50 19 2 2 6 Grade 04 discos 850 5 200 130 9 9 25,5 Lixadeira elétrica 250 10 30 22 3 3 7,5 Ordenhadeira mecânica 04 conjuntos 35000 20 4000 1550 350 350 1050 Pá carregadeira 1200 5 300 180 12 12 36 Roda d'água 1300 15 200 73 13 13 39 Tanque de resfriamento de leite marca DEC para 1300 litros 16000 15 5000 733 160 160 480 Trator Massey Fergusson 13000 15 5000 533 130 130 390 Triturador de grão com motor 1200 8 500 88 12 12 36 Tronco metálico móvel 1800 20 100 85 18 18 54 Misturador de ração 600 kg 3500 5 300 640 35 35 105 0 0 TOTAL 80.660 18.665 4.887 807 807 2.417 108.242 Descrição do bem VA VUR VR DA Seg Man CO CNC Onde: VA= Valor atual VUR= Vida Útil Restante VR= Valor Residual DA= Depreciação Anual (DA=(VA-VR)/VUR Seg= Seguro (1%) Man= Manutenção (1%) CO= Custo de Oportunidade CO=VB.J/2 sendo J=6%aa CNC= Custo Não Caixa
  14. 14. Página 14 de 57 3.3 Construções e benfeitorias (diagnóstico) BARRACÃO TANQUE RESF, RAÇÃO, SAL E OUTROS 10.000,00 15 100,00 100,00 666,67 300 CASA FUNCIONÁRIO 1 60.000,00 50 600,00 600,00 1.200,00 1800 CASA FUNCIONÁRIO 2 45.000,00 35 450,00 450,00 1.285,71 1350 CASA SEDE 80.000,00 40 800,00 800,00 2.000,00 2400 DEPÓSITO DE INSUMOS/ FABRICA DE RAÇÃO COM ESTRUTURA METÁLICA 15X4METROS 20.000,00 50 200,00 200,00 400,00 600 COCHO COBERTO PARA SAL 700,00 15 7,00 7,00 46,67 21 Curral de espera concretado 6.000,00 15 60,00 60,00 400,00 180 GALINHEIRO 80.000,00 30 800,00 800,00 2.666,67 2400 SOMA 341.700,00 3.417,00 3.417,00 9.999,05 10.251,00 3.4 Animais (diagnóstico) categoria animal Unidades valor unit. total Bezerras até um ano 20 300 R$ 6.000,00 novilhas 1 - 2 10 1350 R$ 13.500,00 vacas de cria 65 3000 R$ 195.000,00 vacas de descarte 5 2000 R$ 10.000,00 Touros 1 1500 R$ 1.500,00 soma 101 R$ 226.000,00 Custo de Oportunidade R$ 13.560,00 Taxa 6% aa 3.5 Capital humano ( diagnóstico) Descrição Valor Fator total Empresário Prolabore R$ 2.000,00 12 R$ 24.000,00 Colaborador 1 Salário R$ 1.500,00 13,3 R$ 19.950,00 Colaborador 2 Salário R$ 1.200,00 13,3 R$ 15.960,00 Colaborador 3 Salário R$ 666,00 13,3 R$ 8.857,80 Total R$ 5.366,00 R$ 68.767,80
  15. 15. Página 15 de 57 3.6 CUSTO NÃO CAIXA (CNC) CNC= Construções e benfeitorias + Animais+ Máquinas e Equipamentos+ Terra CNC=R$ 341.700,00 +R$ 226.000,00 + R$ 80.660,00 + R$226.700,00 CNC= R$ 875.060,00 3.7 RECEITAS (diagnóstico) ANO (Ago/2013-Ago/2014 VENDA DE LEITE R$ 76.652,14 VENDA DE ANIMAIS R$ 15.048,40 OUTROS SOMA R$ 91.700,54
  16. 16. Página 16 de 57 3.8 DESPESAS (diagnóstico) 2. Despesas ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 2.1 Custeio DESPESAS ADMINISTRATIVAS Aproleite 247,6 249,1 237,3 248,5 264,3 265,3 277,9 261,9 245,5 231,6 235,4 245,6 Contador 98,0 98,0 98,0 98,0 Energia 238,3 356,5 360,0 357,7 357,7 357,0 181,0 181,0 350,0 360,0 365,0 350,0 360,0 4174,2 Fretes diversos 105,0 105,0 105,0 105,0 105,0 105,0 105,0 105,0 Fundo de reserva do tanque 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 51,3 108,6 Impostos 360,0 317,3 353,2 334,7 244,9 328,7 381,6 337,0 Outros 250,0 Anuidade Sindicato 150,0 150,0 Prolabore 113,2 TOTAL DESPESAS ADMINISTRATIVAS 683,9 803,6 1045,3 804,2 722,0 880,3 1195,6 901,0 1143,9 941,5 1034,1 1082,2 802,0 12039,4 MÃO DE OBRA 13 remuneração de férias 13º Salário mão de obra f ixa 1867,0 750,0 750,0 Assistência Técnica 330,0 300,0 300,0 300,0 300,0 Salarários mão de obra f ixa +encargos 3078,0 3078,0 3078,0 3078,0 3434,0 3795,3 3795,3 3795,3 3795,3 3795,3 3795,3 3795,3 3795,3 Serviços diversos 180,0 310,0 50,0 300,0 350,0 TOTAL MÃO DE OBRA 3588,0 3078,0 3388,0 3078,0 3434,0 3795,3 4095,3 3845,3 4095,3 4395,3 3795,3 4145,3 4095,3 48828,5 INSEMINAÇÃO
  17. 17. Página 17 de 57 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 INSEMINAÇÃO Bainhas 17,92 Luvas 28,6 Nitrogênio 70 70 80 100 Sêmen 84 204 426 445 545 566 464 626 518 518 72 TOTAL INSEMINAÇÃO 154 221,92 496 0 473,6 545 566 464 706 518 618 72 0 4834,52 MAERIL DE ORDENHA Filtro pulsador 5 5 2,5 5 Filtro leite 38 76 38 38 37 LQL- FRETE 25,38 2,84 35,53 3,4 65,6 LQL- análise 167,75 41,7 74 37,2 Troca de peças 240 240 472,5 Iodo 153 104,6 152 257 287 348 Óleo lubrificante 78,56 81,2 81,2 78 Outros (Rev. Ord.) 81,2 180,5 20 81,5 Papel toalha- 52 26,25 50 105 23 84 29,95 29,95 59,9 59,9 Sanitizante 70,1 128 TOTAL MATERIAL DE ORDENHA 393,54 346,6 995,55 342,4 419,2 570 480,5 872 392,63 152,29 688,73 568,3 635,2 6856,94 MEDICAMENTOS Antibiotico para MASTITE 131,77 138,65 107 235 170,7 113,8 63 Antibiotico para secar vaca 106,08 110,88 112,8 141,6 309,3 144 Antibioticos diversos 30,87 88,01 60 35,2 35 122,6 228,76 BST 405,5 1251 820,9 241,45 847,75 850 850 425 422,75 845,75 403,2 812,5 Carrapaticida 236,6 172,5 510,5 77 80,2 371 31 DIVERSOS 280,69 30,22 51,65 13,2 201,8 84,85 90,3 15,1 2,2 586 58,5 Hormônios 57,61 318,22 39,9 138,17 40,5 58,5 375,19 142,1 Matabicheira 20,8 23,5 23,65 24 49 Vacinas 30 100,75 178,5 270 Vermífugos 31 Vitaminas 29,5 TOTAL MEDICAMENTOS 646,55 1955,99 319,65 850,9 862,88 1134,2 1715,6 1371,45 709,5 1235,2 2130,04 1424,3 1148,76 15505,02
  18. 18. Página 18 de 57 Nutrição ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 Boviprima granulado ( 5 ) 76,95 249,6 124,8 41,15 41,6 41,6 87 56 Núcleo bezerras Boviprima 256,1 135 Núcleo Novo Bovigold plus 262 326,5 460,52 348 174 285,5 354,75 438,52 358,64 143,2 353,15 565,04 Silagem 450 450 450 450 450 2376 2376 3000 3000 3000 Sal mineral Bovipasto 393,76 597,6 996 199,2 533 426,4 538 538 438,4 1180 1180 1180 Sorgo Sulfato de amônia Uréia- 128 528 351 635 399,25 58,1 119,8 Outros 26 45 10 188,79 4 75,9 TOTAL NUTRIÇÃO 1335,1 2392,38 2273,4 2481,8 2012,2 5152,2 4643,94 2019 3659,09 18585,7 12693,5 10592,3 4462,19 72302,7 TRATOR Combustível 140 310 310 111 80 117 115 230 300 396 Lubri ficantes 150 115 180 Peças 7 160 150 700 790 590 590 Reparos 250 12 300 70 300 TOTAL TRATOR 147 870 322 111 0 230 117 0 1115 300 1090 1401 770 6473 DIVERSOS Compras diversas 52 96 136,09 300 400 77,25 517,9 161 372,8 567 Pagamento Adi iantamento d o lTeoittael de DIVERSOS 52 96 136,09 300 400 77,25 517,9 0 0 161 0 372,8 567 Sub Total despesas 7000,1 9764,49 8976 7968,3 8323,9 12384,2 13331,8 9472,7 11821,4 26289 22049,6 19658,2 12480,4 166840 2.2 Investimentos Manutenção e obras 115 30 450 112 116 300 40 399 586,5 223,5 336,5 600 Compra de animais 480 480 480 480 480 480 480 220 220 970 1554 1554 1554 Sub Total Investimentos 595 510 930 592 480 596 780 260 619 1556,5 1777,5 1890,5 2154 12740,5 Total Das Saídas 7595,1 10274,5 9906 8560,3 8803,9 12980,2 14111,8 9732,7 12440,4 27845,5 23827,1 21548,7 14634,4 179581 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14
  19. 19. Página 19 de 57 3.9 FLUXO DE CAIXA NO DIAGNÓSTICO ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 Entradas 91.749,54 91.749,54 91.749,54 91.749,54 1.493.142,77 Venda de leite 76.651,14 76.651,14 76.651,14 76.651,14 76.651,14 Venda de animais 15.098,40 15.098,40 15.098,40 15.098,40 15.098,40 Outros Valor residual do rebanho 413.387,23 Valor residual da terra 830.808,00 Valor residual das benfeitorias 122.768,00 Valor residual máquinas e equipamentos 34.430,00 SAIDAS 919.460,00 179.109,40 179.109,40 179.109,40 179.109,40 179.109,40 Valor inicial do rebanho 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 Valor inicial da terra 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 Valor inicial das benfeitorias 220.200,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 Valor inicial máquinas e equipamentos 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 Mão de obra- salários 48.828,5 48.828,5 48.828,5 48.828,5 48.828,5 Inseminações 4834,52 4834,52 4834,52 4834,52 4834,52 Contador 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 Medicamentos 15.505,00 15.505,00 15.505,00 15.505,00 15.505,00 Nutrição 72.302,70 72.302,70 72.302,70 72.302,70 72.302,70 Trator ( Manutençãoe e combustível ) 6.473,00 6.473,00 6.473,00 6.473,00 6.473,00 Energia 4.174,00 4.174,00 4.174,00 4.174,00 4.174,00 Mão do obra- veterinário 934,78 934,78 934,78 934,78 934,78 Material de ordenha 6.856,90 6.856,90 6.856,90 6.856,90 6.856,90 Volumoso 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00 SALDO ANUAL FLUXO DE CAIXA -919.460,00 -87.359,86 -87.359,86 -87.359,86 -87.359,86 1.314.033,37 VPL -240.248,97 TIR 1%
  20. 20. Página 20 de 57 4. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 4.1 MISSÃO Produzir e comercializar leite de acordo com as exigências do mercado, além de matrizes com genética especializada para a produção leiteira, de maneira sustentável e rentável de modo a trazer satisfação a todos os segmentos envolvidos. 4.2 VISÃO DE FUTURO Ser uma empresa rural lucrativa que traga satisfação e qualidade de vida ao empreendedor, aos colaboradores e aos destinatários de seus produtos. 4.3 VALORES . Respeito aos parceiros do negócio, demonstrado pela maneira honesta e leal no tratamento de seus colaboradores, fornecedores e clientes. . Respeito à legislação vigente no País. . Profissionalismo, evidenciado pela maneira técnica e pelo comprometimento em se buscar níveis de excelência em todas as etapas da atividade. . Compromisso social, explicitado pela forma respeitosa no trato para com seus colaboradores e clientes. . Respeito ao meio ambiente, tratando de maneira sustentável os recursos naturais ao seu dispor, garantindo às gerações futuras a possibilidade de continuar agindo na atividade. 4.4 OBJETIVOS . Incrementar a produção para 1500 litros Dezembro de 2016. - Estabilizar o rebanho em 124 matrizes, sendo 80% em lactação. 4.5 ESTRATÉGIAS . Contratar técnico para controlar o melhoramento reprodutivo e genético do rebanho. . Construir uma nova linha de trato coberta para cem animais .Incrementar a utilização da Inseminação Artificial por Tempo Fixo. - Antecipar as datas de primeiro parto das novilhas.
  21. 21. Página 21 de 57 . Manter a utilização de BST. - Produzir volumoso de qualidade e que atenda a todas as demandas. - Qualificar a mão de obra. 4.6 METAS . Buscar um a taxa de natalidade de 80 % até dez/2015. .Adquirir tanque de resfriamento de 3000 litros até Dez./2015. . Construir linha de trato coberta para cem vacas até Dez de 2016. .Migrar a ordenhadeira de quatro para oito conjuntos até Junho de 2016. - Adquirir um trator MF 275 com implementos até Julho de 2017. _ Adquirir reservatório d’água com capacidade para 5000 litros até Dezembro de 2014. 5. ANÁLISE DOS PONTOS FORTES, DAS OPORTUNIDADES, DOS PONTOS FRACOS E DAS AMEAÇAS (FOFA) PONTOS FORTES PONTOS FRACOS Ser integrante da Aproleite. Oferta limitada de água corrente. Empresário residir na propriedade, permitindo o acompanhamento constante das atividades. Oferta limitada de sombra para o gado. Proximidade da cidade (3,5 km) Predominância de pastagens de Braquiária. Adoção da técnica de inseminação artificial tradicional , bem como a Inseminação Artificial por Tempo Fixo Existência de animais com mastites persistentes. Adoção de assistência técnica especializada nas áreas nutritivas e nutricionais. Incidência média de comprometimento de cascos. Treinamento constante dos colaboradores. Custo alto da alimentação (silagem e
  22. 22. Página 22 de 57 concentrados). Qualidade do leite Rebanho ainda sem homogeneidade genética. Crédito com fornecedores e banco. Sazonalidade (sem variações bruscas). Boas características topográficas da área. Acesso à internet na sede da fazenda, possibilitando acompanhamento do mercado. Fácil acesso. Possibilidade de acompanhamento individual a qualidade do leite pelo LQL. OPORTUNIDADES AMEAÇAS Declínio dos preços dos insumos. Estar localizado em zona não livre de aftosa. Alta procura por matrizes e novilhas leiteiras. Falta de incentivos governamentais. Aumento poder aquisitivo das classes C e D com e consequente aumento da demanda por alimentos. Alta do dólar, aumentando os preços das aquisições de insumos e peças de reposição. Aumento da demanda por alimentos, com ênfase para os lácteos, no cenário internacional. Produção de bio combustível a partir do milho nos EEUU, acarretando consequente alta do produto. Estudos recentes demonstrarem a predominância de cenários promissores no negócio do leite para os próximos anos. Incremento dos preços de adubos e sal mineral. Eleição de bancada com compromissos para com o agronegócio em número significativo. Interdição dos currais do Sindicato Rural de Goianésia, impossibilitando a realização de leilões.
  23. 23. Página 23 de 57 Bonificação por qualidade Dificuldade em se encontrar mão de obra na região. A não existência de laboratórios veterinários de análises clínicas no município . Pouca oferta de mão de obra especializada na região.
  24. 24. Página 24 de 57 6. PLANOS DE AÇÃO (elaborados a partir da análise do diagnóstico) Plano de ação 01 O que? Adquirir tanque de resfriamento com capacidade para 3000 litros. Quem Ivon Como? Buscar financiamento/ vender o atual, de 1300 litros por valor em torno de R$12.000,00. Quando? Início: Novembro de 2015 Término: Dezembro de 2015 Onde? Banco do Brasil/ produtor da Apreleite. Quanto? R$ 34.000,00 (tal quantia será minimizada com a venda do atual com capacidade para 1300 litros) Por quê? Atender as necessidades de armazenamento devido ao incremento na produção de leite. Plano de ação 02 O que? Adquirir gerador de energia Quem Ivon Como? Buscar financiamento. Quando? Início: Novembro de 2015 Término: Dezembro de 2015 Onde? Banco do Brasil Quanto? Por quê? Prevenção contra eventuais falta de energia, o que compromete a saúde dos animais assim como a qualidade do leite.
  25. 25. Página 25 de 57 Plano de ação 03 O que? Construir linha de trato de lactantes coberta Quem Ivon Como? Buscar financiamento. Quando? Início: Julho de 2016 Término: Dezembro de 2016 Onde? Banco do Brasil Quanto? R$ 20.000,00 Por quê? Melhorar o bem estar dos animais, bem como otimizar a logística do trato dos mesmos. Plano de ação 04 O que? Fazer up grade na ordenhadeira de 04 para 08 conjuntos. Quem Ivon. Como? Buscar financiamento junto a instituição financeira Quando? Início: Julho de 2015 Término: Dezembro de 20115 Onde? Banco do Brasil Quanto? R$ 14.000,00 Por quê? Diminuir o tempo de ordenha, melhorando o bem estar dos animais e otimizar o tempo dedicado pelos colaboradores nas atividades. Plano de ação 05
  26. 26. Página 26 de 57 O que? Adquirir um trator MF 275 com implementos. Quem Ivon Como? Buscar financiamento. Quando? Início: Julho de 2017 Término: Dezembro de 2017 Onde? Banco do Brasil Quanto? R$ 90.000,00 Por quê? Atender a crescente demanda de volumoso devido ao incremento do rebanho, diminuindo assim os custos de produção devido terceirização de serviços. Plano de ação 06 O que? Adquirir reservatório d`água com capacidade para 5000 litros Quem Ivon Como? Recurso próprio oriundo de descarte de animais Quando? Início: Novembro de 2014 Término: Dezembro de 2014. Onde? Goiás Material de Construções Quanto? R$ 2.500,00 Por quê? Otimizar a capacidade de fornecimento de água no diversos pasto e piquetes que hoje são alimentados apenas por uma Roda d`Água.
  27. 27. Página 27 de 57 Plano de ação 07 O que? Construir uma residência de dois quartos, sala, cozinha e banheiro e área. Quem Ivon Como? Recurso próprio. Quando? Início: Maio de 2017 Término: Dezembro de 2017 Onde? Quanto? R$ 50.000,00 Por quê? Possibilitar a agregação de mais um funcionário que resida na fazenda.
  28. 28. Página 28 de 57 Plano de ação 08 O que? Buscar um rebanho com padrão genético positivo para a produção de leite. Quem Ivon Como? Buscar cruzamentos que levem à obtenção de animais de sangue 3x4 a 7x8 holandês, através das técnicas de insemina- ção artificial com a utilização de material genético que atenda ao objetivo. Quando? Início: Desde já Término: Ação continuada. Onde? Quanto? Por quê? Rapidez no alcance do plantel com o perfil desejado.
  29. 29. Página 29 de 57 Plano de ação 09 O que? Produzir leite com baixa contagem de células somáticas e melhores índices de sólidos. Quem Ivon Como? Acompanhamento mensal das análises de amostras de leite junto ao LQL e tomada de decisão imediata. Seleção de animais com aptidão para baixa CCS e positivos para sólidos. Busca de assistência na questão nutricional dos animais. Quando? Início: Término: Onde? Quanto? Plano de ação 10 O que? Diminuir a idade das novilhas no primeiro parto Quem Ivon Como? Investir no desenvolvimento precoce das bezerras e novilhas, através da correta colostragem, pesagens mensais, separação dos animais por lotes uniformes, oferecimento de ração, volumoso e água de qualidade. Quando? Início: Término: Onde? Quanto?
  30. 30. Página 30 de 57 Plano de ação 11 O que? Treinar colaboradores. Quem O empresário Como? Buscar parceria com o Sindicato Rural e outros entes da cadeia do leite. Quando? Início: Término: Onde? A determinar Quanto? Em princípio será a custo zero. Plano de ação 12 O que? Melhorar a produtividade por animal. Quem Ivon Como? Seleção de animais com vocação para a produção leiteira. Selecionar touros que originem fêmeas com lactação persistente. Oferecer ao animal condições ambientais, higiênicas e de conforto Quando? Início: Término: Onde? Quanto?
  31. 31. Página 31 de 57 Plano de ação 13 O que? Buscar assistência técnica voltada para os aspectos preventivos para o surgimento de doenças, bem como da elaboração de dietas alimentares que atendam as demandas dos animais em todas as fases de seu desenvolvimento. Quem Ivon Como? Buscar assistência de veterinário e zootecnista com experiência na atividade leiteira. Quando? Início: Término: Onde? Plano de ação 12 O que? Aumentar a escala de produção para 1500 litros dia. Quem Ivon Como? Acelerar a entrada de novilhas produtivas no plantel Quando? Início: Setembro de 2014 Término: Setembro de 2016 Onde? Por quê? Buscar melhor rentabilidade e melhoria da qualidade de vida do empreendedor e colaboradores.
  32. 32. Página 32 de 57 7. Engenharia do Projeto 7-1 Cronograma de desembolso Ordem Descrição Valor do Investimento Data prevista Origem do recurso 1 Aquisição de um tanque de resfriamento com capacidade para 3000 litros R$ 34.000,00 1/11/15 Financiamento BB 2 Adquirir gerador de energia R$ 6.000,00 1/11/15 Financiamento BB 3 Construir linha de trato coberta R$ 20.000,00 1/6/16 Recurso próprio 4 Fazer up grade na ordenhadeira de 04 para 08 conjuntos. R$ 14.000,00 1/7/15 Descarte de animais 5 Adquirir um trator MF 275 com implementos. R$ 90.000,00 1/12/17 FCO 6 Adquirir reservatório d`água com capacidade para 6000 litros R$ 2.500,00 1/6/15 Recurso próprio 7 Construir uma residência de dois quartos, sala, cozinha e banheiro e área. R$ 50.000,00 1/12/17 Recurso próprio
  33. 33. Página 33 de 57 7.2 Evolução do rebanho ANO 01 categoria animal inicio nascimentos compras mortes vendas Abate mudança final U.A. RECEITA Bezerras até um ano 25 38 1 37 37 9,25 R$ 25.900,00 novilhas 12 - 24 meses 21 1 24 24 12 R$ 43.200,00 Novilhas prenhes 27 4 20 20 20 R$ 50.000,00 vacas adultas 68 1 82 82 82 R$ 328.000,00 Vacas para comecialização 5 5 5 5 5 R$ 20.000,00 Vacas para descarte 0 3 3 3 3,75 R$ 3.600,00 total 146 38 0 3 12 171 171 132 R$ 470.700,00 ANO 02 categoria animal inicio nascimentos compras mortes vendas Abate mudança final U.A. RECEITA Bezerras até um ano 37 40,8 2 38,8 38,8 9,7 R$ 27.160,00 novilhas 12 - 24 meses 24 1 35 35 17,5 R$ 63.000,00 Novilhas prenhes 20 4 23 23 R$ 57.500,00 vacas adultas 82 1 89 89 89 R$ 356.000,00 Vacas para comecialização 5 5 5 5 R$ 20.000,00 Vacas para descarte 3 3 3 3 3,75 R$ 3.600,00 total 171 40,8 0 4 12 193,8 193,8 119,95 R$ 527.260,00 ANO 03 categoria animal inicio nascimentos compras mortes vendas Abate mudança final U.A. RECEITA Bezerras até um ano 38,8 44,8 2 42,8 42,8 10,7 R$ 29.960,00 novilhas 12 - 24 meses 35 0 36,8 36,8 18,4 R$ 66.240,00 Novilhas prenhes 23 4 35 26 13 R$ 65.000,00 vacas adultas 89 1 102 102 102 R$ 408.000,00 Vacas para comecialização 5 3 8 8 R$ 32.000,00 Vacas para descarte 3 2 5 2 2,5 R$ 2.400,00 total 193,8 44,8 0 3 9 229,6 217,6 146,6 R$ 603.600,00
  34. 34. Página 34 de 57 ANO 04 categoria animal inicio nascimen tos compras mortes vendas Abate mudança final U.A. RECEITA Bezerras até um ano R$ 42,80 54,8 2 52,8 52,8 13,2 R$ 36.960,00 novilhas 12 - 24 meses 36,8 0 40,8 40,8 20,4 R$ 73.440,00 Novilhas prenhes 35 5 36,8 26 R$ 65.000,00 vacas adultas 102 1 123 123 123 R$ 492.000,00 Vacas para comecialização 10 5 10 10 R$ 40.000,00 Vacas para descarte 9 3 9 3 3,75 R$ 3.600,00 total 235,6 54,8 0 3 13 272,4 255,6 160,35 R$ 711.000,00 ANO 05 categoria animal inicio nascimentocosmpras mortes vendas Abate mudança final U.A. RECEITA Bezerras até um ano 52,8 63,92 0 63,92 63,92 15,98 R$ 44.744,00 novilhas 12 - 24 meses 40,8 0 52,8 52,8 26,4 R$ 95.040,00 Novilhas prenhes 36,8 15 40,8 26 R$ 65.000,00 vacas adultas 123 0 123,8 123,8 123,8 R$ 495.200,00 Vacas para comecialização 10 12 10 10 R$ 40.000,00 Vacas para descarte 9 9 9 9 11,25 R$ 10.800,00 total 272,4 63,92 0 0 36 300,32 285,52 177,43 R$ 750.784,00
  35. 35. Página 35 de 57 Índices zootecnicos ano 01 ano 02 ano 03 ano 04 ano 05 Descartes de fêmeas 10 10 10 10 10 Descarte mais % 41 0 0 0 0 mortes adultos % 1 1 1 1 1 mortes jovens % 5 5 5 5 5 taxa de natalidade 80 80 80 80 80 Capacidade Animal 56,1 74,8 89,76 100,98 112,2 Área total de pasto 74,8 74,8 74,8 74,8 74,8 U.A./ha 0,75 1 1,2 1,35 1,5 Valor dos animais - R$ bezerras até um ano 700 Novilhas 1 2- 24 meses 1800 Novilhas prenhes 2500 Vacas adultas 4000 Vacas de comercialização 4000
  36. 36. Página 36 de 57 7-3 Custeios da atividade no diagnóstico Descrição do custeio no diagnóstico Quantidade Valor Unitário (mensal) Valor Total sem projeto Custos com mão de obra fixa 03 func. R$ 4.069,00 R$ 48.828,00 Energia Elétrica R$ 348,92 R$ 4.187,00 Combustível para o trator R$ 175,75 R$ 2.109,00 Despesas administrativas menos energia R$ 654,33 R$ 7.852,00 Inseminação 141 animais R$ 402,83 R$ 4.834,00 Medicamentos R$ 1.292,08 R$ 15.505,00 Nutrição R$ 6.025,17 R$ 72.302,00 Material de ordenha R$ 1.292,08 R$ 15.505,00 SOMA R$ 14.260,17 R$ 171.122,00
  37. 37. Página 37 de 57 7.4 Custeios da atividade com o projeto implantado Descrição do custeio com o projeto implantado Quantidade Valor Unitário (mensal) Valor total com projeto (anual) Custos com mão de obra fixa 04 func. R$ 5.425,33 R$ 65.103,96 Energia Elétrica R$ 500,00 R$ 6.000,00 Combustível para o trator R$ 175,75 R$ 2.109,00 Despesas administrativas menos energia R$ 654,33 R$ 7.852,00 Inseminação 263 animais R$ 751,38 R$ 9.016,61 Medicamentos R$ 2.407,17 R$ 28.886,00 Nutrição R$ 11.224,97 R$ 134.699,62 Material de ordenha R$ 1.292,08 R$ 15.505,00 SOMA R$ 22.431,02 R$ 269.172,19
  38. 38. Página 38 de 57 7.5 Descrição dos custos fixos com projeto implantado Descrição dos custos fixos com projeto implantado Quantida de Valor Unitário (mensal) Valor anual com projeto Custos com mão de obra fixa 04 func. R$ 5.425,33 R$ 65.103,96 Prolabore R$ 3.000,00 R$ 36.000,00 Depreciações R$ 833,33 R$ 10.000,00 Custo de oportunidade R$ 592,58 R$ 7.111,00 SOMA R$ 9.851,25 R$ 118.214,96
  39. 39. Página 39 de 57 7.6 Matriz de estrutura lógica Resumo narrativo Indicadores Meios de Verificação Hipóteses Objetivo Geral 1-Aumentar a eficiência produtiva do rebanho com diminuição proporcional do número de vacas. 1-Rebanho maior carga genética de gado holandês. 2-Elevação da produtividade da fazenda quer em volume quer em relação ao rebanho. 3- Diminuição da morbidade do rebanho. 4- Diminuição da idade ao primeiro parto. Acompanhamento continuado dos dados zootécnicos. Propósito Produzir 1500 litros de leite/dia. 1-Aumento da proporção da produção de leite /número de vacas. 2- Aumento da porcentagem de fêmeas nascidas. . 1-Relatórios produzidos mensalmente na fazenda. 2-Notas fiscais do laticínio. 3- Pesagem semanal do leite. 1-Escolha de sêmen sexado de genética melhorada. 2-Aumento do índice de fertilidade. 3-Melhoramento das condições sanitárias do rebanho. 4- Utilização de BST.
  40. 40. Página 40 de 57 Produtos 1-Sêmen de qualidade. 2-Inseminador. 3-Hormônios. 4-Volumoso. 5-Concentrado. 6-Mineral. 7-Ectoparasitas /endoparasitas 1-Incremento de 40% do volume de leite no primeiro ano e 60% no segundo ano. 2-Diminuição no número de repetições de cios. 3-Aumento da média das vacas 17 litros/dia. 4-Diminuição da incidência de doenças causadas por ectoparasitas e endoparasitas. 1-Análise dos boletos de coleta de leite. 2-Análise das planilhas de controle zootécnico. 3-Análise dos relatórios de pesagens quinzenais de leite. 1- Melhoria nos índices zootécnicos. 2- Aumento na produção de leite. 3- .Aumento da margem de lucro. 4- Maior participação do descarte de animais na composição das receitas. INSUMOS 1-Adquirir sêmen sexado de qualidade. 2-Treinar Inseminador. 3-Adquirir hormônio. 4-Potencializar a capacidade da área de produção de volumosos. 5-Produzir concentrado de alta qualidade. 6-Adquirir mineral de empresa idônea. 7-Controlar ectoparasitas e endoparasitas. 1-Aquisição de sêmen sexado. 2-Aumentar os índices de aproveitamento das inseminações. 3-Implementar a utilização de hormônios que melhorem os índices produtivos e reprodutivos. 4-Buscar financiamento para (custeio pecuário) para produção de volumoso. 1-Notas de pedido fornecimento de sêmen. 2-Inseminador matriculado no Curso de Treinamento de Inseminador do SENAR. 3-Pedido de hormônio realizado. 4-Proposta de financiamento de custeio pecuário protocolado no banco. 1-Sêmen sexado de qualidade adquirido. 2- Inseminador treinado. 3- Hormônios para sincronização de cio e estimuladores de produção leiteira adquiridos. 4- Plantio do forrageira a ser ensilada. 5-Concentrado de qualidade adquirido. 6-Sal mineral de qualidade adquirido 7-Ectoparasitas e endoparasitas controlados
  41. 41. Página 41 de 57 8. A cadeia de produção do leite 8.1. Introdução Nos dias atuais a produção de leite no Brasil deixou de ser uma atividade de subsistência familiar, baseada no empirismo, mas tem avançado na busca de novas tecnologias e na profissionalização dos segmentos envolvidos, principalmente o produtor, cujo perfil tem migrado do homem de botinas que estava no curral de madrugada para ordenhar umas vaquinhas magras para empreendedores que tem inserido tecnologias modernas na atividade. O profissional liberal, principalmente, descobriu o grande negócio que é a produção leiteira. Num momento em que o mundo passa por sérias crises em seus estoques de alimentos em razão da crescente demanda por proteínas e pela mudança de hábitos alimentares em diversos países, o Brasil se apresenta como alternativa para saciar a fome que grassa no mundo. Contudo a atividade não é um mar de rosas, a carência de mão de obra qualificada, que vai desde a figura do encarregado pela ordenha até a ausência de bons técnicos focados na atividade, é um gargalo que necessita ser desobstruído para uma melhor eficiência do negócio. Os insumos, máquinas e equipamentos, além dos softwares para controle da atividade experimentam grandes e pesadas variações de preços o que leva o produtor não preocupado na análise desses fatores a constantes perdas. A atividade leiteira caracteriza-se também por propiciar milhares de empregos por esses rincões brasileiros, fixando o homem a terra além de propiciar uma melhor distribuição de renda. Pelos motivos acima expostos iniciaremos uma breve análise da cadeia de produção do leite, focando a região de Goianésia, município sede de nossa empresa, com o objetivo de racionalizar as ações a ser desenvolvidas, principalmente nos fatores a jusante da atividade para elaboração de um diagnóstico do negócio.
  42. 42. Página 42 de 57 8.2- Esquema de uma fazenda leiteira ___________________________________________________________________________ Legenda Alimentos Leite Animais __________________________________________________________________________ Fonte (Assis, 2000). M E R C A D O VACAS LEITEIRAS Pasto Silagem Feno Concentrado PRODUÇÃO DE LEITE PRODUÇÃO DE ALIMENTOS CRIA RECRIA PRODUÇÃO DE ANIMAIS M E R C A D O
  43. 43. Página 43 de 57 8.3 Fluxo de produção do leite Deixaremos de apresentar o clássico organograma dos atores a jusante e a montante na cadeia produtiva do leite por entendermos que serviria apenas para tornar o trabalho esteticamente mais atraente, o que não é o caso. Faremos uma breve descrição da atividade na região do Vale do São Patrício, área geográfica em que está contido o município de Goianésia. 8.4 Cenário na região geoeconômica de Goianésia. No ano de 2006, data dos últimos dados do IBGE, Goianésia possuía 9617vacas em regime de ordenha apresentando uma receita anual bruta de 5.398 mil reais. Neste ano de 2014 apenas a Associação dos Produtores de Leite de Goianésia e Região, com um quadro de 46 associados, produz um volume de 1.300 mil litros de leite ao mês, sendo estimada para seus produtores uma receita bruta de entorno de 16.536 mil reais. Tais valores colocam região como importante player na produção leiteira de Goiás Observou-se que nos últimos tempos houve uma significativa diminuição do rebanho de corte e aumento do gado leiteiro. Tal fato se deu devido ao aumento das fronteiras da produção de cana de açúcar e seringueira, diminuindo as áreas para pastagens. Com isso passou a predominar o rebanho leiteiro, que exigem menores áreas desde que o produtor se prepare para intensificar a oferta de volumosos através das variadas técnicas existentes para tal. 8.5 Facilitadores da atividade na região. 8.5.1-Captação da produção A região é aquinhoada com boas estradas, que facilitam a coleta do produto, e seu consequente transporte aos laticínios que atuam na área. PRODUÇÃO PROCESSAMENTO VAREJO CONSU- MIDOR FLUXO DE PRODUÇÃO ADIÇÃO DE VALOR AGREGAÇÃO DE VALOR
  44. 44. Página 44 de 57 A malha é também uma facilitadora para a chegada dos insumos, uma vez que grande parte desses não é produzida no município, que não tem tradição na produção de grãos. A maior parte da demanda é atendida pelos municípios de Anápolis e Rio Verde, dentre ouros. No primeiro município encontramos a presença da Granol, líder na atividade de esmagamento de soja e também comercializa milho e no segundo a presença da Comigo, que além da oferta de grãos é forte produtora de concentrados. 8.5.2-Produtos Veterinários Uma boa rede de estabelecimentos de produtos agropecuários, cerca de quinze, supre satisfatoriamente as demandas dos produtores. Passaremos elencar os principais: -Casa do Fazendeiro; -Terra Nossa; -Terra Forte; -Shopping da Fazenda; -Paiol da Roça -Mercado Rural; -Agrobovis; -Minersal; -Solução Agronegócios; -Casa da Roça; -Agrofazenda; -A Pecuarista; - A Fortaleza. 8.5.3-Rede Bancária A região é ricamente irrigada com bons serviços bancários, tendo a presença do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica e Rede SICOOB e HSBC. A busca por oferta de recursos para as demandas anuais não se apresenta dificultosa, uma vez que os representantes do sistema bancário apresentam-se sempre solícitos aos atendimentos, quando provocados. 8.5.4 Associações e Cooperativas Quanto às associações e cooperativas citamos a CAGEL, cooperativa que capta boa parte da produção leiteira da região e assiste a pequenos produtores, além da APROLEITE, que veio trazer uma nova visão de produção leiteira, adoção de manejo sanitário mais eficiente e, principalmente, ensinado ao empresário que a negociação em grupo é mais eficiente que a solitária. 8.5.5 Rações e Concentrados Quanto ao fornecimento de rações e concentrados, a maioria não prepara na própria fazenda, à exceção dos associados da APROLEITE, contudo existem representantes de grandes fabricantes na cidade, além da Saluti que possui um fábrica em Goianésia.
  45. 45. Página 45 de 57 A maioria esmagadora das rações e concentrados na região é consumida pela bovinocultura leiteira, como soe acontecer no restante do Paí,s onde 73% da ração ofertado para o rebanho bovino vão para esta atividade. 8.5.6 Calcário Existem dois grandes fornecedores de calcário, um no próprio município, e outro em Vila Propicio e a demanda pelo produto é grande, uma vez que é notória a preocupação com a correção das terras pobres do cerrado. 8.5.7 Volumoso Dada a característica climática regional, como bem pode se observar no quadro referente ao clima no início do presente trabalho, existe uma clara definição na região, que é dividida em período seco e período chuvoso. Existe, portanto, a necessidade de se preparar parar o estoque de volumoso para o período seco. A preferência local é pela silagem de sorgo, seguida pela silagem de milho e cana hidrolisada. Além da produção na própria fazenda existem empresários especializados no fornecimento de silagem, principalmente a de sorgo. 8.5.8 Sementes, adubos e defensivos A oferta de sementes, adubos e defensivos pode ser considerada muito boa, uma vez que os estabelecimentos citados no item 8.5.2.2 oferecem boas opções de escolha. Portanto, a busca por ração, medicamentos, minerais e aditivos, em qualquer época do ano não se apresenta como um problema. 8.5.9-Genética O avanço do melhoramento genético na região salta aos olhos, predomina o gado girolando, nos quais são empregados sêmens de qualidade de centrais idôneas. A par das técnicas de inseminação já existem produtores realizando a coleta de fertilização in vitro, com coleta de oócitos nas propriedades. 8.5.10-Vacas e Novilhas A partir do ano de 2006, oportunidade em que o mercado passou a sinalizar com sinais mais alvissareiros e que os cenários futuros apontam para um caminho cada vez mais sólido, o mercado de animais na região, a exemplo do que ocorre no restante do País, apresenta-se bastante inflacionado. Hoje é uma boa opção ter para ofertar ao mercado local boas matrizes ou novilhas. O que é, também, uma alternativa para a renovação de rebanho ao produtor já consolidado, ou para o neófito, em alcançar desde pronto um avanço genético que lhe proporcionará retorno de investimentos em um prazo mais curto. 8.6- Conclusão
  46. 46. Página 46 de 57 Do exposto, apesar de algumas nuances comum a todos os tipos de negócios, como falta de mão de obra melhor especializada, o que tem sido contemporizado principalmente através de cursos oferecidos pelo SENAR e de diversas palestras e encontros, a atividade da pecuária leiteira na região é altamente promissora, com um rebanho predominante de gado cruzado e adaptado às condições climáticas do cerrado e boas ofertas de áreas para expansão da atividade, apesar e graças à atividade sucroalcooleira. A demanda mundial por proteínas, aliada aos problemas climáticos ora existentes nos países da Oceania e o denodo com que o povo americano tem se imiscuído com a atividade do biodiesel, que a nosso ver representará um encolhimento em sua produção de leite no longo prazo, nos dão a certeza de que o negócio do leite no Brasil hoje é uma das atividades mais promissoras e a região de Goianésia, através de seus produtores, tem buscado o alcance da eficiência através do estudo e da adoção de técnicas e meios modernos de produção. Um dos óbices que tem se apresentado nos últimos meses, e não é privilégio somente de Goianésia, é a alta inflação que tem experimentado os insumos, que deverá onerar em muito a próxima safra de grãos e o preparo de pastagens e volumoso de inverno. Acreditamos que, em breve, a região estará consolidada como bacia leiteira, daí a necessidade de estar o produtor preparado para os novos tempos e antenado nos acontecimentos no cenário global.
  47. 47. Página 47 de 57 9. Gestão ambiental. No crepúsculo da primeira década do século XXI, o Brasil e o mundo pareceram acordar para responsabilidade sócio ambiental e partem para a adoção de medidas que visam a, muito mais que proteger, patrocinar o resgate das condições do meio ambiente e adotar procedimentos que levem a uma melhor qualidade de vida no planeta. O aquecimento global é fato, as intempéries e as catástrofes naturais potencializaram sua ação nos últimos tempos de maneiras nunca dantes vistas. A natureza tem cobrado de maneira cada vez mais implacável os dividendos nefastos da ação humana contra a mesma. O que vemos hoje é uma dificuldade cada vez maior para a obtenção, ou produção de alimentos. A escassez de água é notória, um exemplo clássico “é o caso do desvio dos rios Amu Darya e Syr Darya, que afluíam para o Mar Aral (que já foi o quarto maior corpo d’água interno) reduziu-se a 15% do seu volume normal. O desvio, para irrigar plantações de algodão na Ásia Central, reduziu-o de 1090 Km² para 17 km² em 2000, salinizou suas águas restantes e, além disso, a aplicação sistemática de produtos tóxicos nas plantações de algodão do Uzbequistão envenenou a população de Karakalpakstan.” Selene HerculanoUFF/ICHF-LACTA. No Brasil vivenciamos a falência do Sistema Cantareira que coloca em cheque a qualidade de vida dos paulistanos, o sofrimento dos habitantes do Vale do Jequitinhonha e o Polígano da Seca. . A Constituição Federal reza em seu artigo 225 que “Todos tem direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para a atual e futuras gerações”. Nós, no Sítio Ebenézer entendemos que não há que se esperar por ações globais para a resolução dos problemas ambientais. Havemos que ser proativos em nossas ações, uma vez que muitos dos gargalos existentes na fazenda, como a mastite clinica, mal de umbigo, verminoses em humanos e animais, controle de ectoparasitas, etc. podem ser minimizados com ações simples e baratas, desde que respeitadas a limitações do meio ambiente. 9.1 Ações em desenvolvimento No Sítio Ebenézer levam-se a efeito as seguintes ações com o objetivo de melhor gerir a questão ambiental:
  48. 48. Página 48 de 57 - Destino do lixo doméstico: Todo lixo produzido na fazenda é armazenado em um local previamente preparado e é, de tempos em tempos, deixado na sede do município nos contêineres disponibilizados pela Prefeitura, devidamente embalado para ser conduzido ao aterro sanitário. - Lixo oriundo de frascos e vasilhames para defensivos agrícolas: Após a tríplice lavagem é conduzido ao deposito sanitário da prefeitura, conforme preceitua a lei. - Esterco produzido pelos animais: É coletado e distribuído nos pastos, com a finalidade de manter a qualidade do solo. - Emprego de defensivos para ectoparasitas: São utilizados de acordo com as recomendações específicas para diminuir a resistência dos parasitas. - Imunização do rebanho: Realiza-se a adoção das vacinas obrigatórias previstas para a região, obedecendo-se rigorosamente os calendários. - Reposição de árvores: Anualmente são plantadas árvores com o objetivo de minimizar os danos outrora produzidos por antigos proprietários. - Banimento dos procedimentos de queimadas para preparo de pastagens. 9.2 Ações a serem desenvolvidas -Aquisição e implantação, em médio prazo, de um biodigestor com o fim de tratar os dejetos para a produção de adubo tratado e de contribuir para o decréscimo do uso de energia oriundo das hidroelétricas. - Reposição de mata ciliar. - Implementação de aquecimento de águas para fins diversos com utilização de energia solar. - Colocação de placas com as inscrições: “Proibido caça e pesca”. _ Adoção das técnicas de boas práticas - Trabalho de conscientização ambiental dos funcionários. - Adotar a coleta seletiva de lixo. - Construção de uma trincheira para depósito de animais que entrarem em óbito e outros detritos orgânicos.
  49. 49. Página 49 de 57 10. Análise financeira 10.1 Receitas com venda de leite no projeto Receitas com leite % em lactação Nº Vacas em lactação Média animal (KG) Volume mensal Receita anual de leite Ano zero 63 45 14 18900 R$ 229.068,00 Ano 1 70 58 15 26100 R$ 316.332,00 Ano 2 75 67 15,5 31155 R$ 377.598,60 Ano 3 80 82 16 39360 R$ 477.043,20 Ano 4 80 98 16,5 48510 R$ 587.941,20 Ano 5 80 100 17 51000 R$ 618.120,00 Obs. Consideramos um crescimento anual do percentual numérico de vacas em lactação, até atingir um ideal de oitenta por cento, assim como na melhoria na média de desempenho individual dos animais. Não utilizamos médias produtivas mais arrojadas com a finalidade de não superestimar os ganhos com projeto. Ao final do ano 01 deveremos rever essas metas e realizar os necessários ajustes. 10.2 Receitas com vendas de animais no projeto Venda de animais Vacas de comércio Vacas abate (descarte) Novilhas prenhes Receita anual de animais Ano Zero Ano 1 4 5 3 R$ 29.500,00 Ano 2 4 5 3 R$ 29.500,00 Ano 3 4 3 2 R$ 24.600,00 Ano 4 5 5 3 R$ 3.600,00 Ano 5 15 12 9 R$ 96.900,00 Onde foram aplicados os seguintes preços praticados hoje na região:
  50. 50. Página 50 de 57 R$ 700,00 R$ 1.800,00 Novilhas prenhes R$ 2.500,00 R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 R$ 1.200,00 Valor dos animais - R$ bezerras até um ano Novilhas 1 2- 24 meses Vacas adultas Vacas de comercialização Vacas de descarte 10.3 Descrição dos custeios sem o projeto Descrição do custeio sem projeto Quantidad e Valor Unitário (mensal) Valor Total sem projeto Custos com mão de obra fixa 03 func. R$ 4.069,00 R$ 48.828,00 Energia Elétrica R$ 348,92 R$ 4.187,00 Combustível para o trator R$ 175,75 R$ 2.109,00 Despesas administrativas menos energia R$ 654,33 R$ 7.852,00 Inseminação 141 animais R$ 402,83 R$ 4.834,00 Medicamentos R$ 1.292,08 R$ 15.505,00 Nutrição R$ 6.025,17 R$ 72.302,00 Material de ordenha R$ 1.292,08 R$ 15.505,00 SOMA R$ 14.260,17 R$ 171.122,00
  51. 51. Página 51 de 57 10.4 Descrição dos custeios com o projeto Descrição do custeio com projeto Quantidade Valor Unitário (mensal) Valor Total com projeto Custos com mão de obra fixa 04 func. R$ 5.425,33 R$ 65.103,96 Assisstência técnica R$ 600,00 R$ 7.200,00 Energia Elétrica R$ 500,00 R$ 6.000,00 Combustível para o trator R$ 300,00 R$ 3.600,00 Despesas administrativas R$ 654,33 R$ 7.852,00 Inseminação 263 animais R$ 751,38 R$ 9.016,61 Medicamentos R$ 2.407,17 R$ 28.886,00 Nutrição R$ 11.224,97 R$ 134.699,62 Material de ordenha R$ 1.292,08 R$ 15.505,00 SOMA R$ 23.155,27 R$ 277.863,19 Note bem: É importante salientar que para se atribuir esses valores dos custeios com o projeto estimamos custos proporcionais, ao final de cinco anos, proporcionais aos da realidade de hoje tanto no tocante ao rebanho almejado quanto ao número de colaboradores necessários. O mesmo raciocínio se aplica aos custos fixos. 10.5 Descrição dos custos fixos com projeto Descrição dos custos fixos com projeto Quantida de Valor Unitário (mensal) Valor Total com projeto Custos com mão de obra fixa 04 func. R$ 5.425,33 R$ 65.103,96 Prolabore R$ 4.000,00 R$ 48.000,00 Depreciações R$ 833,33 R$ 10.000,00 Custo de oportunidade R$ 592,58 R$ 7.111,00 SOMA R$ 10.851,25 R$ 130.214,96
  52. 52. Página 52 de 57 10.6 Fluxo de caixa sem o projeto (repetindo o quadro do diagnóstico para facilitar análise) ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 Entradas 91.749,54 91.749,54 91.749,54 91.749,54 1.493.142,77 Venda de leite 76.651,14 76.651,14 76.651,14 76.651,14 76.651,14 Venda de animais 15.098,40 15.098,40 15.098,40 15.098,40 15.098,40 Outros Valor residual do rebanho 413.387,23 Valor residual da terra 830.808,00 Valor residual das benfeitorias 122.768,00 Valor residual máquinas e equipamentos 34.430,00 SAIDAS 919.460,00 179.109,40 179.109,40 179.109,40 179.109,40 179.109,40 Valor inicial do rebanho 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 Valor inicial da terra 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 Valor inicial das benfeitorias 220.200,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 Valor inicial máquinas e equipamentos 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 Mão de obra- salários 48.828,5 48.828,5 48.828,5 48.828,5 48.828,5 Inseminações 4834,52 4834,52 4834,52 4834,52 4834,52 Contador 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 Medicamentos 15.505,00 15.505,00 15.505,00 15.505,00 15.505,00 Nutrição 72.302,70 72.302,70 72.302,70 72.302,70 72.302,70 Trator ( Manutençãoe e combustível) 6.473,00 6.473,00 6.473,00 6.473,00 6.473,00 Energia 4.174,00 4.174,00 4.174,00 4.174,00 4.174,00 Mão do obra- veterinário 934,78 934,78 934,78 934,78 934,78 Material de ordenha 6.856,90 6.856,90 6.856,90 6.856,90 6.856,90 Volumoso 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00 SALDO ANUAL FLUXO DE CAIXA -919.460,00 -87.359,86 -87.359,86 -87.359,86 -87.359,86 1.314.033,37 VPL -240.248,97 TIR 1%
  53. 53. Página 53 de 57 10.7 Fluxo de caixa do projeto ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 Entradas 344.832,00 407.098,60 501.643,20 603.039,60 1.511.544,37 Venda de leite 315.332,00 377.598,60 477.043,20 587.941,20 76.651,14 Venda de animais 29.500,00 29.500,00 24.600,00 15.098,40 33.500,00 Outros Valor residual do rebanho 413.387,23 Valor residual da terra 830.808,00 Valor residual das benfeitorias 122.768,00 Valor residual máquinas e equipamentos 34.430,00 SAIDAS 919.460,00 340.084,19 340.084,19 340.084,19 340.084,19 340.084,19 Valor inicial do rebanho 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 392.400,00 Valor inicial da terra 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 226.200,00 Valor inicial das benfeitorias 220.200,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 341.700,00 Valor inicial máquinas e equipamentos 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 80.660,00 Mão de obra- salários 65.104,0 65.104,0 65.104,0 65.104,0 65.104,0 Inseminações 9016,61 9016,61 9016,61 9016,61 9016,61 Contador 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 Medicamentos 28.886,00 28.886,00 28.886,00 28.886,00 28.886,00 Prolabore 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 Nutrição 134.699,62 134.699,62 134.699,62 134.699,62 134.699,62 Trator ( Manutençãoe e combustível) 6.473,00 6.473,00 6.473,00 6.473,00 6.473,00 Energia 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 Assistencia técnica 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 Material de ordenha 15.505,00 15.505,00 15.505,00 15.505,00 15.505,00 Volumoso 35.000,00 35.000,00 35.000,00 35.000,00 35.000,00 SALDO ANUAL FLUXO DE CAIXA -919460 4747,81 67014,41 161559,01 262955,41 1171460,18 VPL R$ 292.368,04 TIR 13% OBSERVAÇÃO: É importante notar que lançamos os valores das receitas provenientes da venda de leite e de animais considerando a evolução do rebanho, conforme item 7.2 , bem como a expectativa de produção devido a ela.
  54. 54. Página 54 de 57 11. Relação benefício/custo do projeto (B/C) ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 Receitas R$ 344.832,00 R$ 407.098,60 R$ 501.643,20 R$ 603.039,60 R$ 1.511.544,37 SAIDAS 919460 R$ 357.084,19 R$ 357.084,19 R$ 357.084,19 R$ 357.084,19 R$ 357.084,19 Saldo -R$ 12.252,19 R$ 50.014,41 R$ 144.559,01 R$ 245.955,41 R$ 1.154.460,18 B/C 0,97 1,14 1,40 1,69 4,23 <1 >1 >1 >1 >1 Prejuízo Lucro Lucro Lucro Lucro Dos dados acima podemos afirmar que a partir do segundo ano do projeto implantando, estendendo-se ao horizonte temporal, o projeto é viável e rentável. O valor negativo no primeiro ano é justificado pelos investimentos planejados e pelo fato de ainda o rebanho estar distante de alcançar a estabilidade numérica almejada, aliado ainda à baixa produtividade por animal e à pouca disponibilidade de matrizes e novilhas prenhes a serem comercializadas, o que começa a ser potencializado a partir do ano 02. Concluindo: o projeto é financeiramente viável. R$ 0,00 R$ 200.000,00 R$ 400.000,00 R$ 600.000,00 R$ 800.000,00 R$ 1.000.000,00 R$ 1.200.000,00 R$ 1.400.000,00 R$ 1.600.000,00 ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 Receitas SAIDAS
  55. 55. Página 55 de 57 12. Avaliação legal, política e social do projeto 12.1 Avaliação legal. Do ponto de vista legal a propriedade está na maioria dos aspectos perfeitamente enquadrada. Nenhum colaborador exerce suas atividades sem estar devidamente registrado, desde o primeiro dia de acordo com a legislação trabalhista do País. É respeitado o descanso semanal remunerado, sendo que ao menos uma vez no mês a folga é gozada aos domingos. No tocante ao destino de vasilhames de material tóxico e respeito à carência dos medicamentos é tudo rigorosamente executado, uma vez que a propriedade pratica a metodologia de Boas Técnica na Fazenda. 12.2 Avaliação política A propriedade não sofre nenhuma pressão grupos de pressão social, como MST e outros e, até o momento não é alvo de interesse de projetos governamentais em seu perímetro, apesar de cerca de vinte hectares estarem situados dentro da zona urbana do município. 12.3 Avaliação social O Sítio Ebenézer, por suas atividade é instrumento de fixação de homem no campo, uma vez que hoje mantem em seus quadros três colaboradores, com previsão crescer para quatro. Tal fato garante trabalho, moradia digna e salários justos para quatro famílias. Além disso os proprietários residem na fazenda. Quanto aos empregos indiretos, o que contribui para a distribuição de renda, fica difícil descrever, dada a complexidade da cadeia produtiva do leite. 13. Sustentabilidade do projeto Vários são os stakeholders (SKH) envolvidos e decisivos para o sucesso e garantia da sustentabilidade da implantação do projeto no Sítio Ebenézer. A presença física e constante dos gestores, casal de proprietários, é um SKH fundamental para o sucesso, uma vez que a fiscalização e a tomada de decisões oportunas e pontuais são, muitas vezes fatores decisivos para o sucesso ou fracasso de uma meta traçada.
  56. 56. Página 56 de 57 A APROLEITE, entidade da qual fazemos parte players ativos, são garantidores de sucesso no que tange à busca incessante de informações, de busca de novas tecnologias, de negociações em conjunto na busca de melhores preços nos produtos ofertados além de facilitar a diminuição dos custos de produção. É um SKH determinante para o sucesso. Os índices de retorno descritos no Item 11 demonstram a boa expectativa de uma saúde financeira desejável para a empresa. Quanto ao rebanho, STK central, procurou-se definir um número de animais que não levem a terra ao exaurimento, que não comprometam o lençol freático ou causem outros desequilíbrios ambientais. Enfim, podemos afirmar com segurança que o projeto é, sob todos os aspectos, sustentável.
  57. 57. Página 57 de 57 14. Conclusão O desafio aceito de participar desse treinamento do Programa Empreendedor Rural- PER, que trás consigo as chancelas do SENAR, CNA e SEBRAE, sob a orientação segura do Zootecnista Élmer Dihil Oliveira, foi uma oportunidade de parar para pensar as possibilidades e limitações da atividade leiteira do Sítio Ebenézer assim como sua viabilidade. Os ensinamentos adquiridos, e outros reforçados, durante o desenvolvimento dos objetivos instrucionais propostos foi um momento de aprofundar conhecimentos e de alargar horizontes. Se tínhamos certas incertezas quanto ao sucesso futuro na atividade as mesmas foram dissipadas. A atividade leiteira, a fazenda leiteira, deve ser gerida como empresa que é. Um sonho sonhado é apenas um sonho. Um sonho que se coloca no papel, do qual se estabelecem objetivos a seres atingidos, metas intermediárias, etc. consolidam um plano. Foi isso que o PER proporcionou: a possibilidade de transformar sonhos em planos, através do utilização das diversas ferramentas apresentadas. Fica o agradecimento a todos esses stakeholders do agronegócio brasileiro, os quais tem se dedicado a mudar a mentalidade do produtor e facilitar sua sobrevivência na atividade, atividade esta que é a grande locomotiva da economia brasileira. Ivon Corrêa Gestor do Sítio Ebenézer

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