André Freire

Mino Carta conta tudo à Comissão da Verdade
Págs 6 e 7

JORNAL DOS JORNALISTAS OUTUBRO 2013 número 363

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Editorial

Violência contra jornalistas,
atentado à democracia

UNIDADE OUTUBRO 2013

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Campanha Salarial

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Ação Sindical

Novo proprietário do Diário de SP e
Bom Dia tenta precarizar trabalho
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Ação Sindical

Em estado de greve, jornalistas da TV
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Direitos Humanos

UNIDADE OUTUBRO 2013

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Direitos Humanos

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Jornal Unidade nº 363 - Outubro/2013 - SJSP

  1. 1. André Freire Mino Carta conta tudo à Comissão da Verdade Págs 6 e 7 JORNAL DOS JORNALISTAS OUTUBRO 2013 número 363 VIOLÊNCIA Não! Sindicato combate o aumento de agressões a jornalistas em pleno exercício profissional Pág 9 Campanha Salarial de Jornais e Revistas entra na reta final Pág 3 SJSP na luta contra as demissões em várias redações Págs 4 e 5 Relações perigosas entre os meios de comunicação e a ditadura Pág 8
  2. 2. Editorial Violência contra jornalistas, atentado à democracia UNIDADE OUTUBRO 2013 V 2 ítimas do regime militar que tomou conta do Brasil após o golpe de 1964, jornalistas foram assassinados, torturados, perseguidos, ameaçados, presos ou banidos do país. As redações em que trabalhavam foram ocupadas por agentes da repressão encarregados da censura prévia que manipulava informação e não admitia diferenças de opinião. A verdadeira história da violência contra jornalistas, que arriscaram a vida e encararam a morte na luta pela redemocratização no país vem sendo passada a limpo por várias Comissões da Verdade, especialmente a do SJSP. Passados quase 50 anos do golpe militar, com o Brasil em plena redemocratização, uma cena está virando rotina nas manifestações de rua: profissionais de imprensa são alvo intencional de spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha, sofrem agressões verbais e físicas, recebem voz de prisão de policiais truculentos que agem com o aval de governos despreparados para o convívio democrático. Em São Paulo, essa é a política adotada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que não consegue conter a onda de violência crescente e os altos índices de criminalidade, mas tem uma polícia agressiva contra jornalistas. Infelizmente, esses fatos não são isolados e a prática truculenta não está restrita às manifestações de rua. Quem se incomoda com o clique de uma máquina fotográfica ou com informações de um texto, não hesita em agir com violência. Repórteres fotográficos sofrem com o despreparo dos seguranças em eventos públicos, atos políticos e shows artísticos. Até alguns manifestantes e jovens estudantes agridem profissionais de imprensa e querem impor censura ao exercício profissional, confundindo os trabalhadores com a linha editorial dos donos dos veículos de comunicação. Enfim, vivemos tempos de bana- lização e cultivo da violência exatamente por quem deveria garantir a segurança de profissionais e cidadãos. O forte aparato militar que ainda existe no estado de deveria ser urgentemente desmontado e desmilitarizado. Caso contrário, o jornalista, que sempre esteve no olho do furacão na busca de notícias, continuará se transformando em alvo fácil. A Fenaj, em sua Comissão Nacional de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa, acompanha a situação da violência contra os jornalistas desde 1998, através de relatórios anuais, fazendo uma radiografia da situação brasileira. O próprio SJSP se incumbiu, durante os protestos de junho, em fazer um relatório dos jornalistas feridos e detidos pela PM e agredidos pelos manifestantes. Também a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apontou em levantamento que, de vinte agressões registradas contra jornalistas, 85% foram cometidas pela PM. Em 2012, estudo do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) já apontava que o Brasil ocupava o terceiro lugar nas Américas e o 11º no mundo no ranking de impunidade de crimes praticados contra os profissionais de imprensa. A situação é tão preocupante que, recentemente, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República reconheceu que os ataques recentes da PM a jornalistas são "resquícios da ditadura militar". Mesmo diante de tanta adversidade, os jornalistas de SP têm dado demonstração de força e unidade. É chegada a hora da reação e da discussão necessária para dar um basta aos aparelhos de repressão do Estado que assumem o papel de violadores da liberdade de imprensa e dos direitos humanos. Verdadeiro atentado à democracia. A Direção Órgão Oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo Rua Rêgo Freitas, 530 - sobreloja CEP 01220-010 - São Paulo - SP * Tel: (11) 3217-6299 - Fax: (11) 3256-7191 E-mail: unidade@sjsp.org.br site: www.jornalistasp.org.br Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal ou do Sindicato. Diretoria Executiva Presidente José Augusto de Oliveira Camargo Secretário Geral André Luiz Cardoso Freire Secretária de Finanças Cândida Maria Rodrigues Vieira Secretário do Interior e Litoral Edvaldo Antonio de Almeida Secretária de Cultura e Comunicação Lílian Mary Parise Secretária de Relações Sindicais e Sociais Evany Conceição Francheschi Sessa Secretária de Sindicalização Márcia Regina Quintanilha Secretário Jurídico e de Assistência Paulo Leite Moraes Zocchi Secretária de Ação e Formação Sindical Clélia Cardim Conselho de Diretores Kepler Fidalgo Polamarçuk (adjunto de Sindicalização), Alan Felisberto Rodrigues (secretário adjunto de Cultura e Comunicação), Luis Lucindo de Azevedo, Wladimir Francisco de Miranda Filho, Alessandro Giannini, Claudio Luis Oliveira Soares, Rosemary Nogueira, Fabiana Caramez (secretária adjunta de Interior e Litoral) e José Eduardo de Souza (secretário adjunto de Interior e Litoral) Diretores Regionais ABCD Peter Suzano Silva Bauru Ângelo Sottovia Campinas Agildo Nogueira Júnior Piracicaba Martim Vieira Ferreira Ribeirão Preto Aureni Faustino de Menezes (secretária adjunta do Interior e Litoral) Santos Carlos Alberto Ratton Ferreira São José do Rio Preto Andréia Fuzinelli Sorocaba José Antonio Silveira Rosa Vale do Paraíba, Litoral Norte e Mantiqueira Fernanda Soares Oeste Paulista Tânia Brandão Conselho Fiscal Titulares Sylvio Miceli Jr., James Membribes Rubio, Raul Varassin Suplentes, Manuel Alves dos Santos e Karina Fernandes Praça Comissão de Registro e Fiscalização-, Titulares Douglas Amparo Mansur, José Fernandes da Silva, Vitor Celso Ribeiro da Silva Suplentes José Aparecido dos Santos e Luigi Bongiovani Diretores de Base ABCD Carlos Eduardo Bazilevski Aragão, Vilma Amaro e Sandra Regina Pereira de Moraes. Bauru Luis Victorelli, Ieda Cristina Borges, Luiz Augusto Teixeira Ribeiro e Rita Cornélio Campinas Kátia Maria Fonseca Dias Pinto, Hugo Arnaldo Gallo Mantellato, Edna Madolozzo, Marcos Rodrigues Alves, Djalma dos Santos e Fernanda de Freitas Oeste Paulista Priscila Guidio Bachiega, Geraldo Fernandes Gomes e Altino Oliveira Correa Piracicaba Luciana Montenegro Carnevale, Fabrice Desmonts da Silva, Paulo Roberto Botão, Poliana Salla Ribeiro, Ubirajara de Toledo, Vanderlei Antonio Zampaulo e Carlos Castro Ribeirão Preto Antonio Claret Gouvea, David Batista Radesca, José Francisco Pimenta, Ronaldo Augusto Maguetas, Fabio Lopes, Marco Rogério Duarte e Maria Odila Theodoro Netto Santos Edson Domingos Costa Baraçal, Eraldo José dos Santos, Glauco Ramos Braga, Emerson Pereira Chaves, Dirceu Fernandes Lopez, Ademir Henrique e Reynaldo Salgado São José do Rio Preto Harley Pacola, José Luis Lançoni, Sérgio Ricardo do Amaral Sampaio, Cecília Dionísio e Marcelo Dias dos Santos Sorocaba Adriane Mendes, Fernando Carlos Silva Guimarães, Aldo Valério da Silva, Emídio Marques e Marcelo Antunes Cau, Vale do Paraíba Jorge Silva, Fernanda Soares Andrade e Vanessa Gomes de Paula. Comissão de Ética Denise Fon, Roland Marinho Sierra, Alcides Rocha, Flávio Tiné, Fernando Jorge, Dr. Lúcio França, Sandra Rehder, Antonio Funari Filho e Padre Antonio Aparecido Pereira EXPEDIENTE Diretora responsável: Lílian Parise (MTb 13.522/SP) Editor: Simão Zygband (MTb 12.474/SP) Diagramação: Rubens M. Ferrari (MTb 27.183/SP) Redação: Ana Paula Carrion (MTb 8842/ RS) e Bárbara Barbosa (MTb 60.296/SP) - Foto da capa: Vanessa Carvalho Impressão: Forma Certa Fone (11) 36722727 Tiragem: 8.000 exemplares Conselho Editorial: Jaqueline Lemos, Luiz Carlos Ramos, Laurindo Leal Filho (Lalo), Assis Ângelo, Renato Yakabe e Adunias Bispo da Luz.
  3. 3. Campanha Salarial O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) discutiu, no final de setembro, o plano de Participação nos Lucros e Resultados da empresa, chamado "Superação" com representantes da Editora Abril. O secretário Jurídico do SJSP, Paulo Zocchi, que participou da reunião, apresentou uma proposta de garantia de pagamento mínimo de R$ 1.000,00, caso não fosse atingida a meta de PLR da empresa. "O Sindicato quer que a cláusula seja estendida aos jornalistas. Os profissionais gráficos da empresa já têm esta garantia no Acordo Coletivo. A ideia é que todos trabalhadores tenham um tratamento igualitário por parte da empresa", disse Zocchi. No final de setembro, o Departamento Jurídico do Sindicato enviou ofício à empresa para solicitar a incorporação da cláusula ao Acordo Coletivo dos jornalistas, propondo a seguinte redação: "Em caso do não atingimento das metas previstas no Superação, a Empresa garantirá ao Empregado o pagamento mínimo de R$ 1.000,00, (hum mil reais) ou o valor estabelecido na Convenção Coletiva a título de multa indenizatória pela não efetuação de programa próprio de PLR, caso esse seja maior.” O SJSP ainda aguarda resposta da empresa Jornais e Revistas da Capital aprovam índices de reajuste com 82% dos votos O s jornalistas de Jornais e Revistas da Capital aprovaram no segundo plebiscito realizado pelo SJSP, a proposta de reajuste de 6,95% para salários até R$11.863,54. Para os vencimentos entre R$ 11.863,55 e R$ 13.740,00, haverá um valor fixo de R$ 824,51. Para os salários acima de R$ 13.740,00, o reajuste será de 6%. Com a aprovação da proposta, o piso salarial para 5 horas de trabalho passará a ser de R$ 2.342,40. O reajuste é retroativo à data base da categoria que é 1º de junho. Na mesa de negociação, as empresas se comprometeram a reajustar o acumulado junto com os salários do mês de outubro (ou seja, até o 5º dia útil de novembro). Nessa data, os jornalistas devem receber o salário de outubro reajustado, a diferença de salário dos quatro meses anteriores (junho, julho, agosto e setembro), além da diferença de férias, se foram gozadas neste período. “A criação da faixa salarial fixa de R$ 824,51 foi uma forma de impedir injustiças, ou seja, que um trabalhador com o salário reajustado em 6,95% passe a ganhar mais do que aquele seu colega que receberá 6%, causando assim distorções no quadro salarial. Acima do valor de R$ 13.740,00, o reajuste de 6% não ocasiona esse problema”, disse o presidente do SJSP, José Augusto Camargo (Guto). “Defendemos até o final a reposição da inflação para todos, mas o índice mínimo de 6% acabou sendo a forma de impedir o reajuste fixo como única forma de correção acima da faixa, o que provocaria um forte achatamento salarial, que as empresas queriam impor”, acrescentou. A Campanha Salarial iniciada em julho foi marcada pela intransigência patronal que, alegando “baixos lucros”, insistiu na proposta de índices abaixo da inflação, ou seja, 6,5%. Só na quarta rodada, eles se renderam aos argumentos do Sindicato e à rejeição da categoria no primeiro plebiscito e concordaram com o reajuste com base no INPC de 6,95% para mais de 80% dos salários. No segundo plebiscito, realizado entre 10 e 14 de outubro, votaram 613 trabalhadores, dos quais 503 pela aprovação (82%) - defendida pela direção do SJSP - e 110 pela rejeição (18%). Votações expressivas Foram cerca de quatro meses de negociação de uma Campanha Salarial na qual os patrões se mostraram irredutíveis em suas propostas, a maioria delas sempre abaixo da inflação. No primeiro plebiscito, realizado no mês passado, os jornalistas rejeitaram os índices que os empresários apresentaram até então, sempre abaixo de UNIDADE OUTUBRO 2013 SJSP discute os critérios da PLR na editora Abril 6,95% para todas as faixas salariais. No último plebiscito da Campanha Salarial há de se destacar a participação expressiva dos jornalistas. Na Editora Abril, 207 trabalhadores votaram a favor e 19 contra, no jornal Valor Econômico, o sim obteve 60 contra 29 para o não. Também houve bom comparecimento às urnas no Estado de S. Paulo, nas editoras Três e Globo, no Valor Econômico e na Globo CondeNast. Maioria aprova e SJSP assina nova Convenção O SJSP já assinou a Convenção Coletiva dos jornalistas de Jornais e Revistas do Interior e Litoral, que aceitaram a proposta negociada na Campanha Salarial de 2013. Por maioria esmagadora os trabalhadores responderam sim ao plebiscito realizado em 12 cidades do Estado. No total, votaram 495 trabalhadores, dos quais 456 optaram em aceitar a proposta (92,12%) e apenas 39 foram contrários (7,88%). Os jornalistas que recebem o piso salarial terão reajuste de 7,01% em seus vencimentos. O menor salário para os profissionais do Interior e Litoral pas- sa a ser de R$ 1.937,00 (jornada de 5 horas) e R$ 3.099,30 (7 horas). Já os salários maiores que o piso e que não ultrapassam R$ 6.200,00 foram corrigidos pelo INPC (6,95%) e para ganhos acima disso, aumento de 6%. Aumentos mais expressivos, entretanto, foram destinados à PLR, no valor de R$ 860,00 (ou 7,5%), vale refeição de R$ 8,00 (o SJSP queria que fossem pagos sobre 26 dias e os patrões só aceitam pagá-lo nos dias efetivamente trabalhados), cesta básica de R$ 180,00 (o que representa um aumento de 9,09%) e as demais cláusulas econômicas como Auxílio Creche, Convênio Médico, Auxílio Funeral, entre outras, reajuste de 6,95%. A direção do SJSP defendeu a aprovação por entender que não havia margem para mais avanços e, que esta beneficia 90% da categoria nas cidades do Interior, Litoral e Grande São Paulo. O presidente do SJSP, José Augusto Camargo, disse que a proposta não foi a ideal, mas a possível. “Foi uma exaustiva negociação, onde as empresas insistiam em apresentar um quadro negativo, apesar dos avanços econômicos dos últimos anos, garantimos a justiça financeira para a grande maioria dos jornalistas do setor”, declarou. 3
  4. 4. Ação Sindical Novo proprietário do Diário de SP e Bom Dia tenta precarizar trabalho assegurou a contratação de todos via CLT. A empresa tinha proposto contratação como PJ. Porém, a empresa está resistindo em sentar novamente com o Sindicato para discutir os termos dessa nova contratação. No dia 7 de outubro, os diretores do SJSP entraram novamente em contato com a direção da Cereja que, desrespeitosamente, afirmou ainda não ter definido quem será o interlocutor da empresa para assuntos sindicais. A entidade recorreu, então, ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O SJSP está em contato permanente Foto: Rede Brasil Atual UNIDADE OUTUBRO 2013 A direção do SJSP está acompanhando a transição de administração que acontece nos jornais Diário de S. Paulo e Bom Dia, antes pertencentes ao grupo Traffic e vendidos recentemente para a Cereja Comunicação Digital. Todos os jornalistas da Rede Bom Dia foram demitidos e cumpriram aviso prévio, encerrado no dia 9 de outubro.. Até o fechamento do Unidade, a Cereja não tinha apresentado uma proposta formal de recontratação dos jornalistas. Numa primeira reunião de negociação com o novo proprietário, o SJSP Assembleia dos trabalhadores na porta da TV Brasil em São Paulo Trabalhadores da TV Brasil iniciam campanha salarial unificada 4 Teve início no dia 2 de outubro, em Brasília, a Campanha Salarial Unificada da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que contou com a participação do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), José Augusto Camargo (Guto) na mesa de negociação. A data base é 1º de novembro. A reivindicação econômica é de reposição da inflação, mais ganho real de R$ 400 para todos trabalhadores da empresa. Além das cláusulas sociais de melhores condições de trabalho e de segurança eles pedem uma atuação específica na organização de trabalho, já que se trata de empresa pública. "Esta é a primeira campanha nacional unificada envolvendo os estados de SP, DF, RJ e MA, onde há sedes da EBC. Esta unidade dará um caráter diferenciado e favorável a negociação, que até então, era feita separadamente por setor de Rádio e TV de cada região", disse o presidente do SJSP. A negociação unificada é composta pelos sindicatos dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e do Distrito Federal, dos Radialistas de São Paulo, do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, além Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade e da Comissão de Trabalhadores da EBC. com os trabalhadores e está tomando as medidas cabíveis para proteger os empregos e os direitos dos jornalistas. “Nós exigimos que todos sejam recontratados dentro da lei trabalhista e não como PJ, com carga horária, salário e condições de trabalho adequados. Utilizaremos todos os recursos necessários para garantir o cumprimento da lei”, afirma o secretário de Interior e Litoral do SJSP, Edvaldo Almeida (Ed). Indenização de 2,5 salários O SJSP assegurou o pagamento de 2,5 salários a todos os jornalistas demitidos do Bom Dia a título de indenização pelo acordo assinado pela Traffic de estabilidade até dezembro. As homologações aconteceram no dia 16 e 17 de outubro na capital para os jornalistas do Bom Dia ABC e Jundiaí e nas respectivas Regionais para os jornalistas de Bauru, São José do Rio Preto e Sorocaba. Quanto a “franquia” de Itatiba, o jornal foi fechado e todos os jornalistas demitidos. O proprietário queria parcelar as verbas rescisórias, o que não foi aceito pelo SJSP. As homologações aconteceram no dia 21. Os sete jornalistas demitidos antes das negociações com o Sindicato terão seis meses de convênio médico. Na TVCOM de Sorocaba, jornada de trabalho e direitos são regularizados A direção do SJSP, através da Regional de Sorocaba, realizou negociações com o presidente da TV Comunitária da cidade (TVCOM) e obteve importante vitória para sanar problemas na emissora referentes ao não cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e da legislação trabalhista, como acúmulo de função, indefinição na escala de trabalho, problemas com férias vencidas, assédio moral, utilização de estagiário em desacordo com a lei, entre outros. Nas negociações, a emissora se comprometeu a regularizar situações como apresentar escala de trabalho do mês seguinte na última semana do mês corrente, pagar o adiantamento salarial no dia 20 de cada mês, entregar holerites no prazo e formato determinados pela legis- lação, acabar com o acúmulo de funções, regularizar a situação do estagiário (que foi contratado de maneira irregular) e implantar o adicional por tempo de serviço, como é previsto em lei. O Sindicato também garantiu o pagamento do abono salarial no 5° dia útil de novembro e melhorias nas condições de trabalho. Segundo a diretora adjunta de Interior e Litoral do SJSP, Fabiana Caramez, as conquistas se deveram, sobretudo, à participação dos jornalistas. “Depois de receber as denúncias, efetuamos reuniões com os trabalhadores, onde foram apontados os principais problemas. São vitórias que podemos atribuir, não somente à ação do SJSP, mas também à determinação e unidade da categoria”, disse. Liminar impede demissões na IMESP O SJSP, em conjunto com as outras entidades sindicais que representam os trabalhadores da Imprensa Oficial conseguiram restabelecer os efeitos da liminar que impede a demissão de funcionários, admitidos pelo concurso público de 1995, cuja contratação é contestada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Num processo administrativo que durou de 1997 a 2010, no qual nenhum trabalhador foi ouvido, o TCE considerou irregular a atribuição de pontos por títulos do concurso. Os trabalhadores admitidos apenas seguiram as normas do edital. Os advogados dos sindicatos, incluindo os do Departamento Jurídico do SJSP, recorreram para manter a ação na Justiça do Trabalho e ao mesmo tempo ingressaram com cautelar solicitando o restabelecimento dos efeitos da liminar, que foi conquistado em 24 de setembro. Em agosto, o presidente da Imprensa Oficial comunicou que, caso prevalecesse a posição do TCE, 19 trabalhadores entre os quais duas jornalistas, estariam sob a ameaça de demissão.
  5. 5. Ação Sindical Em estado de greve, jornalistas da TV Alesp garantem a opção ao PDV Assembleia dos trabalhadores da TV Alesp Profissionais no Estado de São Paulo cretária de Relações Sindicais e Sociais, (SJSP) insistirá para que quatro traba- Evany Sessa. Eles acreditam que diante lhadores que foram demitidos antes do das dificuldades ocorridas durante o desinício das negociações sejam também gastante processo de negociação, a adoincorporados ao PDV. ção do PDV foi a única saída encontrada As negociações com a Fundac foram para atenuar as dispensas. “É primeira realizadas pelo presidente da entidade, vez que um programa desta natureza é José Augusto Camargo (Guto) e pela se- implantado como instrumento de res- sarcimento aos trabalhadores demitidos em uma empresa de comunicação, sem que tenha sido necessário recorrer à Justiça do Trabalho”, destacaram os dirigentes do SJSP. Contrato emergencial Há meses os trabalhadores da TV Alesp enfrentavam uma situação angustiante, fruto do descompasso da presidência da Assembleia Legislativa, que conduziu de maneira descoordenada a licitação para a escolha da produtora que sucederia a Fundac, que em um primeiro momento, foi desqualificada para participar do processo licitatório. A empresa recorreu à Justiça e, por possuir o menor preço, foi convidada a realizar um contrato emergencial, mas com valores inferiores aos anteriores. Este foi o principal motivo alegado pela empresa para demitir os trabalhadores, quando parte deles, optou em sair no PDV. Mas o Programa somente foi implantado após os jornalistas decretarem o estado de greve. SJSP negocia e conquista a escala 3x1 para os jornalistas do Portal R7 Comissão da TVT e ABCD Maior conquista mais benefícios a demitidos A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) conquistou importante vitória para os jornalistas que produzem o Portal R7, vinculado à Rede Record. É que eles voltarão a trabalhar na escala 3x1, ou seja, folgam três finais de semana e trabalham um. Anteriormente, cumpriam a 2x1 (folgam dois dias e trabalham um). Esta conquista ocorre em um momento importante em que os redatores e repórteres que trabalham em portais, pois, muitas vezes, não são considerados jornalistas pelas empresas (o que não é o caso do R7). E são vinculados erroneamente ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas e Cursos de Informática (Sindiesp). “É por isso que lutamos pela sindicalização dos jornalistas que trabalham em portais”, diz a secretária de Ação e Formação Sindical, Telê Cardim. A dirigente, que trabalha na Rede Record, A Comissão de jornalistas da TVT e do jornal ABCD Maior, com a intermediação do SJSP, conquistou mais benefícios aos 19 trabalhadores demitidos. Os representantes dos dois veículos aceitaram pagar mais cinco meses de vale - refeição e vale- alimentação, além dos três meses de plano de saúde já acertados anteriormente em negociação. Dos 19 demitidos, 11 eram da TV e 8 do impresso. Em nota oficial, Valter Sanches, presidente da Fundação Comunicação, Cultura e Trabalho, responsável pelos veículos, declarou que as demissões só ocorreram “após diversas tentativas de encontrar uma alternativa financeira que viabilizasse a manutenção da estrutura inicial”. Diante disso, o SJSP em reunião de negociação, reivindicou o pagamento de cinco meses de plano de saúde, vale-refeição e vale-alimentação pelo mesmo período aos jornalistas desligados, para minimizar os efeitos das demissões. UNIDADE OUTUBRO 2013 Andressa Segale A crise na TV Alesp, que já perdurava por mais de seis meses, acabou tendo uma definição, que se não é a definitiva, teve a intenção de atenuar o impacto das demissões, previstas desde o final do contrato entre a Assembleia Legislativa de São Paulo e a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). Todos os trabalhadores, em um total de 22, estavam em aviso prévio e iriam para a rua com nenhum benefício. Após várias assembleias de trabalhadores (que incluiu os radialistas) e diversas negociações, a Fundac, após a decretação de estado de greve pelos trabalhadores, aceitou abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que garante o pagamento de dois pisos salariais para os demitidos. O prazo para adesão ao PDV foi encerrado no último dia 16 de outubro, quando onze jornalistas optaram por aderir ao Programa, que prevê ainda 11 meses de manutenção do plano de saúde nas mesmas condições atuais. A direção do Sindicato dos Jornalistas representou o Sindicato na negociação com o R7 que garantiu a escala 3x1. “É importante que estes profissionais se sindicalizem ao SJSP, pois somente desta maneira se fortalece a luta e se obtém conquistas, não somente dentro da Record, como na categoria como um todo”, avalia a dirigente. TV Record Telé Cardim disse ainda que a direção do SJSP está empenhada também em negociar a escala 3x1 para os trabalhadores da TV Record, que ainda efetuam a 2x1. A direção do SJSP tem negociado com a Rede Record a contratação dos jornalistas em carteira assinada, acabando a modalidade de trabalhadores contratados como Pessoa Jurídica (PJ). A Record firmou o compromisso com o SJSP de que, a partir de janeiro, todos os PJs serão contratados com vínculo empregatício. Vamos cobrar! E entidade reivindicou ainda a realização de reuniões mensais com as Comissões de Jornalistas dos dois veículos, junto com o SJSP, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Fundação. O objetivo é garantir uma negociação permanente e a manutenção da relação de transparência entre as partes. Além disso, a Fundação assumiu o compromisso de priorizar os jornalistas desligados para recontratações e de não promover mais demissões. "É preciso que os veículos alternativos de comunicação tenham o mesmo tratamento na destinação das verbas publicitárias que os órgãos de governos destinam a grande mídia. Desta forma, estariam garantidas a isonomia na distribuição das verbas e a sobrevivência dos veículos de comunicação popular e sindical, que abordam os temas de interesse da classe trabalhadora", disse o secretário geral da entidade, André Freire, que acompanhou as negociações com a Fundação que mantém os dois veículos. 5
  6. 6. Direitos Humanos UNIDADE OUTUBRO 2013 A Comissão da Verdade do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) colheu no dia 30 de setembro de 2013 o depoimento do jornalista Mino Carta, que no período da ditadura militar e da “distensão” foi o responsável pela criação da revista Veja e do Jornal da Tarde. D etentor de muitas informações que permearam a imprensa naquele período, Mino foi ouvido pelos membros da Comissão da Verdade dos Jornalistas, Audálio Dantas (coordenador), José Augusto Camargo (presidente do SJSP), André Freire (secretário geral da entidade), Vilma Amaro (diretora de base do ABCD), Silvério Rocha, Miguel Varene (Tortura Nunca Mais/SP) e Priscila Chandretti. Rose Nogueira, que também compõe a Comissão, enviou suas perguntas por e-mail. Além de Veja e JT, Mino foi também criador da revista Quatro Rodas, Jornal da República e editor da Istoé. Atualmente dirige Carta Capital. Veja os principais trechos de seu depoimento: 6 Mino Carta fala na Comissão d Sobre a censura – Ajudei a criar o Jornal da Tarde, que sofreu uma censura indireta antes da decretação do AI-5. Dentro do grupo Estado passei quase quatro anos. No JT fomos submetidos a uma espécie de censura. Não sei de que misteriosíssima caverna chegava pelo telefone uma voz que dizia: não falem disso, não falem daquilo. Era uma falsa e hipócrita censura. Quem recebia as orientações era o chefe de reportagem, Ulisses Alves de Souza. A certa altura surgiu em cena um senhor chamado Liz Monteiro, que era homem da polícia. Sentava no meio da redação e ficava olhando a rapaziada trabalhar. Deitava olhares especiais sobre o Luiz Merlino, que trabalhava lá e teve a vida impiedosamente ceifada. Já era início dos anos 70. A censura por telex - Já estávamos na época do telex. Aquela voz acabou se transformando em telex, que chegava dizendo o que poderia ou não ser noticiado. E, tempo depois, essa prática criou situações grotescas, por que eu descobri que havia uma guerrilha no Araguaia por que eles diziam “não falem da Guerrilha do Araguaia”. Na Veja - Deixei o Estadão no início de 68 e fui fazer estágios fora do Brasil para analisar as revistas semanais. A Abril me chamou, disseram se queria trabalhar lá e eu disse que poderia ser, desde que eles não interferissem na pauta, que não impusessem nenhum tipo de censura. A revista poderia ser discutida após a sua saída. Nada que precedesse a feitura da revista. olhares para o Merlino, mas para outros também. Ele deveria estar desconfiado de muita gente, o que era um tanto precipitado, por que no caso do Merlino, ainda se justificava. Mas em relação aos outros, eram bons meninos que tinham sonhos, ideiais, mas não creio que representassem um perigo. Aliás, nem mesmo o Merlino representava. A voz - Nunca fiquei sabendo de onde vinha aquela voz. Era uma ditadura que se pretendia fingir de democracia. Manteve o Congresso aberto para poder fechá-lo quando bem entendesse. Havia o bipartidarismo. O MDB nasceu com a Arena para fazer uma oposição de mentirinha e subitamente começou a fazer oposição de verdade. Isso com o Ulysses Guimarães, que teve seus méritos. Então aconteceram cassações, rapas brutais, mandaram embora do país um monte de gente. Suscetibilidades - A Veja foi lançada finalmente após um longo processo de gestação, em 8 de setembro de 68. A editora Abril tinha um diretor responsável, Edgar de Silvio Farias, que tinha acesso às matérias para cuidar que elas não ferissem suscetibilidades, fardadas ou não. Eu não aceitei este tipo de fiscalização. Eu não aceitei que eles interferissem a priori, mas a posteriori, sim. Mas, na quinta edição, Veja foi apreendida em banca. Ela tinha a cobertura do Congresso da UNE, com a manchete: Todos Presos. A apreensão em banca era o hábito na época. Uma operação capilar, infer- Ideiais - No JT, tinha o Liz Monteiro, que se sentava no meio da redação, com
  7. 7. - nal, por que englobava o país todo. Trato - A Abril não tomou nenhuma medida (contra a apreensão). Por um longo período, eles respeitaram o trato comigo, que me dava uma autonomia grande, uma liberdade de vôo que eu não tivera no Estadão. Mas eu também não reivindicava isso, por que quando se trabalha com os Mesquitas você sabe com quem está lidando. Muito embora, no JT, eles me dessem liberdade de fazer um jornal diferente do Estado mas, do ponto de vista político, ele foi monitorado constantemente pelo Ruy Mesquita, que ditava as regras políticas. Torturas fatais - No dia 13 de dezembro de 68 desaba sobre o país o AI-5. Vieram ainda duas edições de Veja apreendidas em bancas. Entramos em um ano terrível, o de 69, ano em que adoece Costa e Silva e entra a Trempa, o terceto fardado. Há os sequestros dos embaixadores, a situação está muito tensa. O divisor de águas foi uma edição especial, no final de 69, sobre tortura. O Raimundo Pereira comandou uma equipe de sete repórteres, que partiram para um longo levantamento que durou meses, muito sólido em informações, que contavam três casos de tortura fatais e arrolavam mais 150 casos de tortura. Então, surge em cena o Médici. Queríamos inventar um ardil sutilíssimo. Fizemos uma capa em que a Estátua da Justiça, em pose estranhíssima e a chamada era: Médici não admite tortura. E a proibição já veio na terça-feira. Não se podia falar de tortura. Na noite de sexta, a revista fechava no fim da tarde de sábado, veio aquele telefonema proibindo falar de tortura. Eu fingi que não tinha recebido o telefonema, mandei desligar os telefones e saímos com a capa de tortura. Foi um Deus nos acuda. Censores civis e militares - Eu só posso dizer que se eu tivesse que escolher entre os censores militares e os civis, que depois eu tive a oportunidade de conhecer, eu preferiria os militares que, por incríveis que pareça, eram mais seguros. Eles não se metiam em nada que não fosse política e economia. Eles não interferiam na pauta. Eles interferiam no texto. Podiam vetar uma foto ou cortar parte dos textos. Várias vezes os censores sugeriam apenas uma mudança de palavra. No governo Médici, os censores militares foram substituídos pelos censores da Polícia Federal. E esses eram muito piores: eles liam tudo, rasuravam fotos, metiam a tesoura pra valer. Nunca nenhum deles chegou e disse: troca esta palavra que está tudo bem. Eu sentia neles muita insegurança. Eram apenas bagrinhos que executavam tarefa. se: vai sair do Estadão e da Veja. Então, em março de 74, o Geisel empossado, Armando Falcão me chama em Brasília e diz: vocês estão livres de censura. Acabada a censura, extrai da gaveta uma matéria sobre os exilados. Tinha uma foto do Brizola no Uruguai. Esta edição foi recebida muito mal. A segunda edição foi sobre o aniversário da Redentora. Esta matéria caiu pior ainda. Na terceira edição, já nas bancas, o Vitor Civita me chama na sala e diz: a censura voltou. A revista foi apreendida novamente nas bancas. Isso foi um divisor de águas. Os militares odiaram uma charge do Millôr Fernandes. Da sala do Civita, eu liguei para o Golbery. Ele me disse tínhamos exagerado. Na noite seguinte, liguei para o Golbery e ele me convidou para conversar. Estranhamente, o Civita estava na ante-sala do Golbery. Ele queria entrar comigo. Eu aceitei, desde que ele não fizesse nenhuma intervenção. “Golbery me disse que Golbery - Quando co- havíamos meçaram as negociações para levar Ernesto Geisel à presidência da Repúbli- exagerado” ca, eu tive muito acesso a informações. O Golbery do Couto e Silva havia virado uma fonte minha e ele estava brigado com os militares em geral e, mesmo sendo militar, tinha uma aversão pelo Médici. Ele era um homem de direita, mas uma figura extraordinária. Ele teve um papel determinante no golpe e depois, ao desfazer o golpe. Ele fez um plano que previa eleições diretas em 85, que deveria ter como adversários Paulo Maluf e o Tancredo Neves. Estava previsto. Ele havia traçado todas as etapas. Armando Falcão - Eu almocei duas vezes com o Ministro da Justiça, Armando Falcão, no Rio de Janeiro, para tratar da retirada dos censores da Veja. Ele dis- Prisões - Eu devo ter prestado mais de 40 depoimentos. Fui preso duas vezes. Uma vez no período Médici, quando Veja publicou as cartas do (Carlos) Lamarca. Fui levado ao quartel general do 2º Exército, mas logo fui liberado por um coronel. Na segunda vez, fui preso pelo Fleury em pessoa. O Fleury que matou o Toledo. No “aparelho” do Toledo eles encontraram material que eram dos arquivos de Veja. Eles me prenderam para saber como aquilo tinha chegado no aparelho do Toledo. No Dops, fiquei numa sala junto com alguns torturados. Fleury entrou e me disse que, se ele quisesse, fecharia a Veja. Reconheci que o material possivelmente seria do arquivo de Veja e ele me liberou. Sacrifício - Eu fui sacrificado pela editora Abril para o pagamento de uma dívida de U$ 50 milhões. Havia um empréstimo que seria realizado pela Caixa Econômica Federal para sanar a dívida. Armando Falcão dizia que não poderia liberar um empréstimo para a Abril que tinha uma revista inimiga do governo. Roberto Civita foi negociar com Falcão, que pediu a minha cabeça e de outros colaboradores como o Plínio Marcos. Eles me informaram sobre esta condição e, então, eu me demiti. UNIDADE OUTUBRO 2013 fala sobre a censura o da Verdade Vladimir Herzog - Dom Paulo Evaristo Arns me mandou para Santos à procura do coronel Erasmo Dias. Ele tinha conseguido falar com o governador Paulo Egydio, na manhã de sábado, 25 de outubro de 75, no dia da prisão do Vlado. Ele me ligou e disse: ele pede que você vá a Santos, à Vila Belmiro, que lá está o coronel Erasmo Dias. É para ele voltar imediatamente a São Paulo e assumir o controle da situação. Eu disse: Dom Paulo, desculpe, se eu for a Santos é capaz que ele me prenda. Não. Você vai sim por que este foi o recado que recebi. Fui, então, com o Paulo Totti e com minha mulher. Erasmo Dias não estava. O pessoal da Vila Belmiro me disse que ele vinha de vez em quando, mas possivelmente estava na casa do Carlos Caldeira (um dos sócios da Folha de S. Paulo). Aí liguei para a casa do Caldeira e eles me enchotaram. Então, voltei a São Paulo e estava comendo uma pizza com o Totti, quando fui comunicado pelo Juca de Oliveira (que era casado com a filha do Fernando Faro) da morte do Vlado. FHC e Lula - Carta Capital foi perseguida pelo governo Fernando Henrique. Nunca investiu um único centavo em publicidade na revista. Nem no atual governo. O Caetano Veloso disse que Carta Capital é a Veja do Lula. Mas, não é verdade. Pergunte para a dona Helena Chagas, que é uma empregada da TV Globo e instalada para tomar decisões da publicidade governista. Ou o Paulo Bernardo, que também é funcionário da Globo. Folha de S. Paulo - A Folha teve uma série de contribuições especiais em certos momentos. O Cláudio Abramo foi decisivo para botar a Folha como um jornal importante em São Paulo. Ela viveu alguns momentos aparentemente difíceis. Por exemplo, no episódio do Lourenço Diaféria. Golbery me disse que os problemas na Folha aconteceram principalmente por conta da disputa interna no comando do Exército. 7
  8. 8. Direitos Humanos UNIDADE OUTUBRO 2013 Deputado petista que preside a Comissão da Verdade de São Paulo denuncia: “a maior derrota que sofremos com a ditadura foi a criação dos grandes impérios de comunicação, que continuam ditando a agenda política do país” 8 Unidade: A Comissão da Verdade de São Paulo "Rubens Paiva" apurou o envolvimento dos meios de comunicação com os interesses do regime militar? Adriano Diogo: O Globo até divulgou um editorial fazendo auto crítica por ter participado e apoiado o golpe. Embora ele tenha sido militar, teve apoio fantástico das empresas jornalísticas. Para se ter uma ideia, no 31 de março e 1 de abril, todas as rádios criadas pelo regime entraram em rede nacional. A rádio Eldorado não precisou entrar por que era do Estadão. Como ela apregoou o golpe praticamente um mês antes, ficou isenta de entrar na cadeia de rádio, que chamavam de cadeia da legalidade. Tal era o grau de envolvimento, de adesão pela delação, pela prisão de pessoas. Os jornais na época foram unânimes. U: Eles respondem algum processo pela participação? AD: Ninguém no Brasil que apoiou a ditadura, que torturou, que matou sofreu alguma consequência. Ao contrário, enriqueceram. Há indícios de que a mudança do Grupo TimeLife no Brasil foi uma ação organizada para intervir no país. Acho que nem se colocássemos todos economistas do mundo poderíamos mensurar a quantia envolvida. Isso sem falar que o dinheiro não foi o maior problema porque mesmo com o "fim" da ditadura nada mudou. Tudo que eles avançaram no tempo da ditadura permanece intacto até hoje. U: Como era articulação a ação entre militares e os meios de comunicação? AD: Existem estudos acadêmicos sobre a forma de atuação deles, mas o que sabemos de fato foi quem resistiu, que foi a chamada imprensa alternativa. Agora essa história do monopólio nacional das principais famílias brasileiras do ramo de comunicação, Marinho, Frias, Mesquita, Saad e Silvio Santos construíram impérios de comunicação e todas as concessões, que são políticas, foram para aqueles que apoiaram o golpe e até hoje é assim. O Sarney, Antonio Carlos Magalhães, os Bornhausen foram beneficiados. Hoje, com a internet, está se tentando mudar. U: Algum jornal de grande circulação na época conseguiu resistir e não aderiu ao golpe? AD: Sim. Teve o Última Hora, que era o jornal mais à esquerda de grande circulação na época. U: E os chamados informativos clandestinos foram eficazes dentro do quadro de censura que se vivia? AD: Sim, as gráficas dos partidos eram as mais visadas, mais que o comitê central. Qualquer publicação clandestina ou alternativa tinha um efeito multiplicador impressionante. Inclusive, contra os jornais dos sindicatos a repressão foi brutal. Os Diários Associados de Chateaubriand parou o centro de São Paulo, a rua 7 de abril, para fazer uma campanha intitulada "Dê ouro para o bem do Brasil". As pessoas iam diante das câmeras de televisão da TV Tupi para doar seus pertences como correntes, anel, aliança de ouro para ter fundos financeiros para combater o comunismo. Isso em rede nacional durante uma semana com participação dos atores e artistas que também faziam contribuições e pronunciamentos. Havia uma histeria contra o comunismo. Era um clima de guilhotina, de morte aos comunistas. E foi o Assis Chateaubriand quem fez essa campanha. U: Como presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, Rubens Paiva, o que chamou mais chamou a sua atenção nos depoimentos? AD: É que ainda existe gente interessada neste assunto. Ainda tem gente com os olhos bem abertos. Ela gerou uma reação muita interessante e como a política que veio depois do golpe, foi a política do esquecimento, da conciliação e gerou estruturas partidárias nojentas como essas que temos Assessoria Adriano Diogo Para Adriano Diogo, empresários de comunicação se beneficiaram da ditadura AD: Gerou uma enorme reação popular. Eles não esperavam por isso. Eles não esperavam a manifestação dos núcleos de consciência política, criado pelos familiares dos presos desaparecidos e por outras pessoas que não deixaram morrer, não deixaram apagar esta história. Lógico que isso traz um incomodo na agenda política, Adriano Diogo: “ainda tem gente interessada no assunto” porque ela é do hoje, tem muito gente interessada em esquecimento, da conciliação, do perdão. saber a história da ditadura para saber É muito difícil fazer uma Comissão da quem foram os caras que deram o golpe Verdade num pais da mentira. Você fala e qual a representação políticas e o poder de escravidão e ninguém sabe o que foi o que esses caras têm até hoje. Quilombo dos Palmares e, tem como verE, porque os partidos com estruturas dade que foi a princesa Isabel que acabou progressistas que resistiram ao golpe se com ela. aliaram a estes golpistas? Aqui no Brasil U: Como você definiria hoje a ditadura tem um problema ao contrário da Argen- militar? tina e da África do Sul. Aqui a ditadura AD: A revelação da ditadura só é defennão perdeu militarmente. Ela perdeu po- dida hoje por quem usufruiu, por quem liticamente, ou seja, ela não foi derrota- ganhou poder e dinheiro com ela e, neste da no campo dela. O que houve foi uma contexto, podemos citar principalmente, vitória democrática que os derrotou. os grandes meios de comunicação. Mas tudo que eles tinham permaneceu. Para mim a maior derrota que sofreÉ como se a gente tivesse derrotado os mos com a ditadura foi a criação destes nazistas na segunda guerra mundial mas grandes impérios, que continuam fazennenhum julgamento pudesse ter sido do a agenda política do país. Ainda são feito e nenhuma estrutura pudesse ser eles que elegem e tiram presidentes. mexida. Eles têm um poder absurdo e ninguém Aqui a ditadura não foi derrotada poli- mexe com eles. No meu entender, faltou ticamente e nem militarmente. Foi feito a visão de que não se negocia, não se faz um acordo de transição expresso em do- acordo com torturadores. Tinha que ter cumentos como a Lei da Anistia e a pró- havido um período de transição jurídica pria Constituição de 88, que é um acordo e não uma conciliação. com os ditadores e com os golpistas. E São Paulo tem 154 casos dos 540 mordepois, sucessivas vezes, principalmente tos e desaparecidos no Brasil e a nossa na interpretação da Lei de Anistia que o missão é saber quem os matou. Supremo deu que os torturadores não podem ser incomodados, nem processados. Então, a ditadura aqui foi perdoada. Adriano Diogo é deputado estadual U: Que avaliação você faz da reação da (PT/SP), líder da Minoria na Assembleia população com a instalação da Comissão da Legislativa paulista e presidente da ComisVerdade? são Estadual da Verdade "Rubens Paiva"
  9. 9. Violência contra trabalhadores A Gabriela Batista violência contra jornalistas tem sido alvo de preocupação por parte da direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Os episódios se sucedem e se transformaram em epidemia de violência contra profissionais de imprensa, o que fez com que o tema justificasse a realização de um Seminário Internacional dentro da programação do 35º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que contou com a participação dos diretores do SJSP. Agredido por PMs O repórter fotográfico Yan Boechat, que presta serviços para várias publicações, foi espancado covardemente nos protestos ocorridos no dia 15 de outubro, em São Paulo. Yan, que é jornalista profissional há Yan Boechat foi atacado por PMs que queriam impedir a cobertura Segurança quase mata repórter fotográfico por estrangulamento Punição aos agressores "Serão tomadas medidas judiciais ao caso do William, para que tamanho desrespeito contra os profissionais de Truculência virou rotina nas coberturas de imprensa no estado de SP imagem não se perpetue. No mesmo mês foram registradas outras ocorrências de agressão a repórteres fotográficos em outros locais", disse o presidente da ARFOC/SP, Inácio Teixeira. O repórter fotográfico chegou a procurar a empresa de segurança, que se recusou a divulgar o nome do funcionário agressor, em uma clara e inaceitável atitude de conivência com o desrespeito ao profissional. O SJSP e ARFOC/SP realizam no dia 11 de novembro, às 19 horas, no auditório Vladimir Herzog do Sindicato, a primeira do Ciclo de Palestras “Papo de Repórter”, com a participação dos jornalistas Jorge Araujo e Douglas Pina. A direção do SJSP tem se pronunciado contra as agressões sofridas pelos profissionais de imprensa em todo o estado. Um deles, Adílson Oliveira foi agredido por estudantes durante cobertura fotográfica que realizava em escola estadual, no Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Eles tirava fotos para jornais locais, quando ocorreu um acidente durante um número de malabarismo com tochas de fogo realizado por uma aluna. Por registrar o fato, ele foi cercado e ameaçado por cerca de 10 alunos que exigiam que ele inutilizasse o material. Diante da recusa, foi espancado por eles com chutes e socos. Vanessa Carvalho O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (ARFOC/SP) repudiaram a agressão sofrida pelo repórter fotográfico, William Volcov, da Brasil Foto Press, durante cobertura do Festival das Cores (Holi), ocorrido no final de agosto, no Parque Villa Lobos, na capital. "Fui impedido de fazer meu trabalho mesmo com identificação”, relata Volcov. Questionei com quem eu poderia falar para fazer a liberação. Ele falou: "não interessa". Imediatamente, eu pedi a identificação dele, que disse não ser obrigado a apresentar. Como tinha número na camisa, continuei fotografando o evento. Ele pediu para parar e ameaçou me agredir. Tentei fotografar a identificação dele e ele me deu uma gravata (golpe de estrangulamento). Perdi o fôlego e quase desfaleci. Por sorte, algumas pessoas presenciaram a cena e o fizeram parar". William imobilizado com uso de força 15 anos, foi agredido com chutes, socos e golpes de cassetetes por um grupo de 13 policiais militares por que tentava registrar a violência realizada pelos PMs contra os manifestantes. Ele costuma utilizar capacetes para impedir que se machuque, já que as agressões por parte da polícia têm sido constantes nos protestos. “Fui agredido pela única razão de estar com uma câmera na mão registrando o abuso de poder dos PMs. Minha carteira da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que ampliei e colei em uma antiga credencial para evidenciar minha condição de jornalista não foi suficiente para inibir a agressão”, conta. A direção do SJSP está à disposição de qualquer jornalista que tenha sua integridade física ou moral ameaçada por atos que violem o pleno exercício da profissão, sejam eles ocasionados por por agentes do estado ou mesmo pelas empresas de comunicação. UNIDADE OUTUBRO 2013 Cada vez mais, jornalistas são alvo de agressão durante exercício profissional rência sobre a violência policial. Metrô News Nas manifestações do dia 15 de outubro, o repórter fotográfico Guilherme Kastner, do jornal Metrô News, foi agredido por policiais militares com golpes de cassetetes nas costas. O jornalista procurou o comando da PM em São Paulo com o intuito de localizar o agressor e lavrou um Boletim de Ocor- Rio Preto A Regional Rio Preto do SJSP repudiou a agressão contra o jornalista e repórter fotográfico Thiago Passos, do jornal DHoje Interior. A violência ocorreu durante evento da 52ª Expô Rio Preto, no Recinto de Exposições “Alberto Bertelli Lucatto” e foi provocada por seguranças. Ação contra Alckmin O repórter fotográfico Sérgio Andrade da Silva, que perdeu a visão no olho esquerdo após ter sido atingido por um tiro de bala de borracha disparado por PMs durante uma manifestação em São Paulo, ingressou com ação indenizatória contra o governo de Geraldo Alckmin. A ação pede R$ 800 mil por dano moral, R$ 400 mil por dano estético e pensão mensal de R$ 2.034,00, além do reembolso dos cuidados médicos já pagos. No total, o pedido de tutela antecipada ficou em R$ 3.894,67.00. 9
  10. 10. S Moagem ão destaques desta edição do Moagem, entre outros, José Occhiuso, David Friedlanger, Decio Trujilo, Ediana Balleroni, Flávia Vigio e Costábile Nicoletta. A edição também destaca novidades no Fantástico, que ganhou uma nova dupla de apresentadores, e na Cultura FM, que tem de volta à grade de programação o Diário da Manhã, com Salomão Schwartzman, e a transferência de Alexandre Machado para o De volta pra casa, no período da tarde. Boa leitura! UNIDADE OUTUBRO 2013 Televisão O FANTÁSTICO, da Rede Globo, tem nova dupla de apresentadores: Tadeu Schmidt, que já participava do programa, assumiu o posto principal, tendo ao seu lado Renata Vasconcellos, que deixou a bancada do Bom Dia, Brasil e ali foi substituída por Ana Paula Araújo. Zeca Camargo e Renata Ceribelli, que pilotavam o dominical, têm novas incumbências. Camargo foi vai para o Vídeo Show a partir de novembro e Ceribelli segue para Nova York, como repórter exclusiva do mesmo Fantástico. JOSÉ OCCHIUSO trocou São Paulo por Brasília, e ali assumiu a Chefia de Redação da sucursal do SBT. Entrou no lugar de Cecília Maia, que saiu. JOSÉ DONIZETE, que estava desde abril na reportagem da TV Gazeta, concluiu seu período contratual e deixou o canal. Ainda por lá, Karina Zasnicoff começou como repórter. ANAPAULA ZIGLIO começou na CNT como repórter e produtora dos telejornais da casa. Rádio 10 Eduardo Ribeiro MUDANÇAS na Cultura FM: no horário matinal, de 8h às 9h, sai o Começando o dia, com Alexandre Machado, e volta o Diário da Manhã, com Salomão Schwartzman; e no horário vespertino, de 18h às 19h, acaba o Estúdio Cultura, que era apresentado por Gilson Monteiro, e entra o De volta pra casa, com Alexandre Machado, tendo ao seu lado o próprio Gilson Monteiro. A RÁDIO ESTADÃO estreou, exclusivamente na web e como opção à Voz do Brasil, o programa Estadão Online (www.estadao.radio.com.br), que traz diariamente, das 19h às 20h, os assuntos mais comentados na rede. A apresentação é de Roxane Ré e Cley Scholz. MIRIAM RAMOS estreou na Rádio 9 de Julho (AM 1.600) no programa Falando com você, produzido por Wellington Trindade. Jornal DAVID FRIEDLANDER deixou o Estadão e regressou à Folha de S.Paulo, como repórter da Secretaria de Redação. GUILHERME WALTENBERG deixou o Grupo Estado, onde ultimamente estava na cobertura de Macroeconomia. Revista ARMANDO ANTENORE e Marcelo Zorzanelli passaram a integrar o time de colunistas da VIP, na Abril. NATÁLIA FLACH e Ana Paula Machado começaram na IstoÉ Dinheiro, respectivamente como editora-assistente de Finanças e Investimentos e repórter de Negócios. Entraram nas vagas der Patrícia Alves e Rafael Freire, que saíram. Outra novidade por lá foi a promoção de Ralphe Manzoni Jr. a diretor de Conteúdo Digital na vaga antes ocupada por Clayton Melo. MARIO CICCONE foi contratado como redator-chefe e publisher da The President, da Custom Editora. FILIPE SERRANO começou como editor da revista Info (Abril). Assessoria FLÁVIA VIGIO, que era vice-presidente de Comunicação Corporativa da Arcos Dourados (McDonald’s América Latina) foi contratada como diretora executiva da multinacional de RP GolinHarris, para atuar nos Estados Unidos, onde passa a morar. EDIANA BALLERONI assumiu a Diretoria de Comunicação Corporativa da Telefônica Latinoamérica. JULIA SALCE é a nova coordenadora de Comunicação no Brasil da Poöyry, empresa finlandesa de consultoria e serviços de engenharia. DIANA FERREIRA NETO e Alan de Faria são os novos assessores de imprensa da Rede Record. Substituem a Milena Murno, que passa à função de assessora de Gestão Artística, e Mauricio Storelli, agora como gerente de Relacionamento da agência Spokesman. ANNINHA GUERRA começou na Assessoria de Comunicação da Discovery. CASSIO NEVES chega à Textual para assumir o cargo de gerente de Novos Negócios no escritório da agência em São Paulo. JULIANA ROCHA e Carla Gullo fundaram a Primeira Palavra Comunicação (www. primeirapalavra.com.br), para atuar na produção de conteúdo, inovação e RP. Os novos contatos são 11-3807-8466 / 8451 e e-mails formados por nome@ primeirapalavra.com. QUEM também partiu para novos projetos pessoais foi Marcello Pimentel (ex-Nextel), com a Rapporto, consultoria com foco na construção da reputação de empresas e profis- sionais liberais. O novo contato dele é marcello.pimentel@rapporto.com.br. TAMBÉM Janaína Freitas e Surama Chaul decidiram empreender e fundaram a Mix (www.mixcomunica.com.br), para atuar na área de comunicação empresarial e geração de conteúdo. Os contatos são 113644-3717 e atendimento@mixcomunica.com.br. Midias Digitais A EDITORA ABRIL fechou parceria com o Huffington Post para lançar a edição brasileira do já consagrado portal de notícias, que tem sede nos EUA. No Brasil, terá o nome de Brasil Post e sua estreia está prevista para o começo de novembro. Ricardo Anderaos será o diretor de Redação. ESTREOU na rede a revista eletrônica Dedução (www.deducao.com.br), focada nos cerca de 500 mil contadores registrados nos conselhos da categoria no País. Seu objetivo é mostrar como a contabilidade pode contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. A publicação é editada pela De León Comunicações e nasce com periodicidade mensal, com a perspectiva de se transformar em quinzenal. Além da revista eletrônica, o projeto contará, no mesmo endereço, com um portal com atualização diária de conteúdos úteis ao dia a dia dos profissionais que atuam no mundo contábil e aos empresários que se utilizam dos seus serviços. Costábile Nicoletta é o diretor de Redação. Integram a equipe a publisher Lenilde Plá De León, o editor colaborador Luciano Feltrin e os repórteres Danielle Ruas, Débora Luz, Ka- Interior DECIO TRUJILO, que deixou o Estadão de abril, assumiu a recém-criada Diretoria de Redação do Diário da Região, de São José do Rio Preto. A editora executiva Rita Magalhães deixou o jornal e o cargo foi extinto. myla Cardoso, Paloma Minke e Paulo Prendes, com projeto gráfico e diagramação de Dênia Oliveira. E-mails formados por nome@deducao.com.br. ALBERTO VILLAS estreou o Villanews, blog em que aborda música, política, literatura, curiosidades, modernidades, jornalismo, fotografia e “coisas do fundo do baú”. O endereço é http://albertovillas.com.br. A EDITORA Letras& Lucros, de Mara Luquet, está de site novo no endereço www.letraselucros.com. É dedicado a finanças pessoais. FERNANDO OLIVEIRA despediu-se do iG e foi para o R7, ali assumindo a coluna Mundo da TV. Daniel Castro, que era do R7, saiu para montar o site Notícias da TV (www.noticiasdatv.com.br). BETH CALÓ começou como editora da Gold, empresa que produz conteúdo impresso (livros) e digital (plataformas como smartphone e e-book). ELIANE BRUM despediu-se de Época online, onde manteve por quatro anos um dos mais concorridos blogs do País. O JORNAL DO CARRO, que migrou para o Estadão desde o fechamento do Jornal da Tarde, ganhou um site próprio no endereço www.jornaldocarro.com. BRUNA LENCIONI é a nova editora de Conteúdo da Elemidia.
  11. 11. Moagem AUDALIO DANTAS, expresidente de nosso Sindicato, foi eleito Intelectual do Ano pela UBE – União Brasileira de Escritores, pelo lançamento em 2012 de As duas guerras de Vlado Herzog. O título valeu também o Troféu Juca Pato e o Prêmio Jabuti. GAUDÊNCIO TORQUATO é o mais novo integrante da Academia Paulista de História, ocupando a cadeira nº 7 cujo patrono é Alexandre de Gusmão e que foi ocupada anteriormente por Samuel Pfromm Netto. PEDRO LUIZ RONCO completou em setembro 40 anos de Grupo Bandeirantes. O INSTITUTO Internacional de Ciências Sociais (IICS) está com inscrições abertas para o Programa de Jornalismo de Dados e Visualização, que será promovido nos dias 4 e 5/11 e 16 e 17/12. Inscrições pelo http:// migre.me/g23J5. O FOTÓGRAFO Sebastião Salgado apresenta até 1º/12, no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, 1.000), a exposição Gênesis, focada em questões sociais e ambientais e fruto de viagens que fez para várias partes do mundo. São 245 fotografias, divididas em cinco seções geográficas, feitas entre 2004 e 2011. A curadoria é de sua mulher, Lélia Wanick Salgado. De 4ª a sábado, das 10h às 21h, e domingos das 10h às 19h30. APÓS quatro anos, o MEC homologou recentemente as novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo. O próximo passo será solucionar dúvidas dos professores da área e acompanhar o processo de transição das novas medidas. Elaborada em 2009 por uma comissão de especialistas composta por José Marques de Melo (que a presidiu), Alfredo Vizeu, Carlos Chaparro, Luiz Gonzaga Motta, Lucia Araújo, Sergio Mattos, Sônia Virgínia Moreira e Eduardo Meditsch, a proposta foi formulada a partir de consulta pela internet e de três audiências públicas que contaram com a participação da comunidade acadêmica, profissionais, empresas do setor e representantes de entidades da sociedade civil. A FUNDAÇÃO Padre Anchieta e a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão assinaram um termo de cooperação inédito no Brasil. Inspirado no Canadian Broadcasting Co., o acordo estabelece algumas formas de coprodução entre a emissora e produtores independentes. A REVISTA Brasileiros lançou o caderno Literatura, editado por Daniel Benevides. Livros ARLETE SALVADOR com Como escrever para o EnemRoteiro para uma redação nota 1.000 (Contexto), destinado a jovens que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio. BERNARDO CARVALHO com Reprodução (Companhia das Letras) romance que tem como protagonista um estudante de chinês. CARLOS MOTTA com o ebook O riso frouxo do home insignificante. A obra está disponível para download em pdf no blog do autor (contosdomotta. blogspot.com.br). CLÁUDIO FRAGATA e Raquel Matsushita com Alfabeto Escalafobético – Um abecedário poético, obra infantil em que as letras são representadas por poemas. DIRCEU FERREIRA com Máximas de Dirceu (Gutenberg), coletânea de frases ácidas sobre a sociedade atual. EDSON ARAN com O amor é outra coisa (Jardim dos Livros), em que reúne pensamentos sobre a dor da existência, os descaminhos da humanidade e a busca da felicidade. EDUARDO NEIVA com o Dicionário Houaiss de Comunicação e Multimídia (Publifolha), que traz 7.435 verbetes com informações sobre publicidade, internet, fotografia, artes gráficas, sociolinguística, entre outros temas. HENRIQUE FREITAS com o e-book O gato da vizinha lança (Amazon), com contos. LIGIA TEREZINHA com Serviço de Escuta – O que é e como implantá-lo? (Editora Ave-Maria), que busca fornecer instruções para incentivar a implantação dessa atividade solidária em igrejas, organizações e público em geral. MARCOS LINHARES com Cartas ao poeta dormindo – João Cabral de Melo Neto (Thesaurus), obra que reúne textos de Arnaldo Niskier, Heródoto Barbeiro, Miriam Leitão, Cristovam Buarque, José Pacheco, Miguel Sousa Tavares e outras personalidades brasileiras e lusitanas. Orlando Duarte com Paixão – O Brasil de todos os mundiais (aBooks), obra em que conta a trajetória do Brasil nos campeonatos mundiais, dados estatísticos e outras curiosidades. Registros PAULO FREITAS O repórter fotográfico, residente em Santos, foi assassinado em Itanhaém, litoral paulista, onde havia ido para vender um imóvel. Ele ficou desaparecido por quatro dias até seu corpo ser localizado na noite do dia 3 de outubro, em uma vala, às margens da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega. Freitas trabalhou em A Tribuna por 27 anos. A Regional de Santos do SJSP cobrou da polícia uma rápida definição sobre o desaparecimento de Paulo. O corpo foi velado e sepultado no dia 4, no Memorial Necrópole Ecumênica de Santos. MARCO ANTONIO SOUTO MAIOR, em 29/9, aos 66 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações pulmonares. Conhecido pelo texto marcante, foi um dos primeiros profissionais a atuar na mídia especializada sobre caminhões no Brasil, quando, no começo dos anos 1970, editou a revista O Carreteiro, na época ainda pela Editora Abril. Pelo vasto conhecimento do setor, foi escolhido para ser um dos consultores da TV Globo para a primeira temporada da série Carga Pesada. Conheça os premiados do Vladimir Herzog O SJSP e a FENAJ fizeram parte da escolha dos ganhadores do Prêmio Vladimir Herzog . O presidente do Sindicato, José Augusto Camargo (Guto), representou a entidade e a diretora do Departamento de Relações Institucionais, Márcia Quintanilha, a FENAJ. A cerimônia de premiação ocorreu no dia 22 de outubro, no Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina. Confira quais foram os premiados em 2013: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos) Vencedor: Comissão da Verdade – Angeli (Jornal Folha de S.Paulo) Menção Honrosa: A vulnerabilidade e a força das mulheres negras - Kleber Soares de Sales (Jornal Correio Braziliense) Fotografia Vencedor: Depósito Humano – Jefferson Botega (Jornal Zero Hora) Menção Honrosa: Nota 0 – Allan Douglas Costa Pinto (Jornal Tribuna do Paraná) Reportagem de TV Vencedor: Adoção irregular – José Raimundo e equipe (TV Globo) Menção Honrosa:: SOS Criança – Marcelo Canellas e equipe (TV Globo) Documentário de TV Vencedor: Carne osso: o trabalho em frigoríficos - Carlos Juliano Barros e equipe Repórter Brasil (GloboNews) Menção Honrosa: Carandiru, a marca da intolerância – Bianca Vasconcellos e equipe (TV Brasil / EBC) Rádio Vencedor: Voz Guarani- Kaiowá – Marilu Cabanãs e equipe (Rádio Brasil Atual) Menção Honrosa: Dores do parto – Anelize Moreira e equipe (Rádio Brasil Atual) Jornal Vencedor: Os Suruí e a Guerrilha do Araguaia – Ismael Soares Machado e equipe (Jornal Diário do Pará) Menção Honrosa:: Os arquivos ocultos da ditadura – Rubens Valente Soares e equipe (Jornal Folha de S.Paulo/DF) Revista Vencedor: O primeiro vôo do condor – Wagner Willian Knoeller (Revista Brasileiros) Menção Honrosa: Caderno Especial: Subsídios para uma Comissão da Verdade da USP – Pedro Pomar e equipe (Revista Adusp – Associação dos Docentes da USP) Em busca da verdade – Fausto Salvadori Filho (Apartes – Revista da Câmara Municipal de São Paulo ) Internet Vencedor: Pelo menos um – Julliana de Melo Correia de Sá e Ciara Núbia de Carvalho Alves (Portal NE10) Menção Honrosa: Infâncias devolvidas – Edcris Ribeiro da Silva Wanderley (Site Diário de Pernambuco) Categoria Especial “Violências e agressões físicas e morais contra jornalistas e contra o direito à informação ”Vencedores: - Jornalistas assassinados no Vale do Aço – Mateus Parreiras de Freitas e equipe (Jornal Estado de Minas) - Existe terror em SP: o dia em que PMs atiraram ante aplausos e pedidos de não violência – Janaina de Oliveira Garcia (Portal UOL) UNIDADE OUTUBRO 2013 Telegráficas
  12. 12. Imagem UNIDADE OUTUBRO 2013 Antonio Bertazzo Djalma Maranhão David Capistrano Edmur Péricles Camargo Gilberto Olimpio Maria Ieda dos Santos Delgado 12 Hiran de Lima Preira Jane Vanini Jayme Amorim Miranda Joaquim Câmara Ferreira “Vítimas da Ditadura ou Heróis da Resistência” O SJSP, que após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog ganhou relevante papel na defesa dos Direitos Humanos, homenageia nesta edição os jornalistas assassinados durante o regime militar. Diante de tantas vítimas fatais e de tantas outras torturadas e perseguidas pelo regime de exceção, os jornalistas formaram a sua própria Comissão da Verdade para apurar torturas e mortes de profissionais de imprensa, exigir punição aos algozes da repressão e da censura e contribuir para reescrever verdadeira história do Brasil. Dos 25 jornalistas assassinados não foram encontrados registros fotográficos de Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto, Wanio José de Mattos, Lincoln Cordeiro Oest, Nestor Vera e Sidney Fix Marques dos Santos. Os outros 20 estão com seus rostos estampados nesta página, não como fizeram os ditadores em cartazes, chamando-os de terroristas, mas como heróis combatentes da ditadura. Que a verdade prevaleça! José Roberto Spiegner Luís Eduardo Merlindo Luiz Guilhardini Luiz Ignácio Maranhão Mario Alves Maurício Grabois Orlando Bonfim Jr. Pedro Pomar Rui Osvaldo Vladimir Herzog

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