Nos Caminhos
do Pão
Nos Caminhos do Pão
“Nos caminhos do Pão” é uma viagem
ilustrada que nos conduz pelas searas, em
direção ao moinho e daí a casa da senhora
Mar...
Carlos

Afonso

Paixão

Lopes

nasceu

em

Carapito, Aguiar da beira, em 25 de julho de 1959 e
reside em Sátão, onde exerc...
Carlos Paixão

Nos Caminhos do
Pão
desenhos de Joaquim
Lopes

Palimage Editores
A Imagem e A Palavra
- Olá, bom dia!
O sol brilhante já começa a despertar a aldeia de
Moinhos do Rio.
O tio Manuel da moleira já carregou o burro com o
cereal que vai moer hoje.
ano.

E na seara, lá está, madurinha, a colheita para este

O trigo, o centeio e, mais tarde, o milho serão
colhidos, malh...
…até que o grão encha as taleigas e carregue o burro do tio
Manuel.
- Que delícia! – vai provando o jerico.
- Então lá vamos até ao moinho!
- Água ainda vai havendo no rio das Bouças, pois sem
ela não há farinha.
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CUBO
CANELO
RODÍZIO
MÓS

- Entrem, meninos, entrem!... As taleigas ponho-as
aqui no chão e agora vou encher a moega...
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MOEGA
QUELHA
CHAMADOURO
REGULADOR
FARINHA

Começa a ouvir-se o barulho das mós no seu
rodopiar constante e a farin...
- Esta já dá para uma carrada. Agora é preciso ir fazer a
entrega.
Não faltará pão em Moinhos do Rio, no Castelo, no
casal e na casa da comadre Maria.
No dia seguinte, logo de manhãzinha, o Quim corre
a pegar na peneira e dá uma ajuda à mãe a troco de um
bolito.
A D.ª Maria caldeia a farinha com a água a ferver, a
que vai juntar o fermento.
O Tareco espreita….e espera…
Toc…Toc… - Então, não sobra nada para mim?
- Ainda tens de esperar porque a minha mãe ainda
demora a amassar.
Fez-se a reza e agora já a massa repousa bem
agasalhada para que finte mais depressa.
Mas a D.ª Maria não descansa muito. É tempo de
tender, dar forma ao pão.
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RODOURO
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No forno, já o Zé Parafuso prepara a lenha a que vai
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O rodoiro gira nas mãos do forneiro que não se
cansa de aliviar a lenha. O forno quer-se bem quente e sem
fumo.
Com o vassouro faz-se a limpeza. A D.ª Maria já
chegou com os pães no tabuleiro e agora é um ver se te
avias a meter no fo...
Cá fora cresce a água na boca do Zé.
- Que cheirinho!
E à hora do almoço toda a gente vai provar da
fornada.
O tio Manuel da moleira, a D.ª Maria, o Zé e as
vizinhas deliciam-s...
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Nos caminhos do pão

  1. 1. Nos Caminhos do Pão
  2. 2. Nos Caminhos do Pão
  3. 3. “Nos caminhos do Pão” é uma viagem ilustrada que nos conduz pelas searas, em direção ao moinho e daí a casa da senhora Maria e ao forno do Zé, até que nos sentemos à mesa e saboreemos o delicioso pão que mãos habilidosas amassaram a tenderam. “Nos Caminhos do Pão” é uma chama acesa na memória, num tempo que se apaga. As mós irão girando enquanto estes homens e mulheres o forem, enquanto houver gente que saiba do bom governo do pão, enquanto o rodoiro girar e da boca enegrecida do forno sair o pão nosso de todos os dias.
  4. 4. Carlos Afonso Paixão Lopes nasceu em Carapito, Aguiar da beira, em 25 de julho de 1959 e reside em Sátão, onde exerce funções docentes. É diplomado pela Escola do Magistério Primário de Viseu e Licenciado em História pela Universidade de Coimbra. Fez o curso de património Histórico- Artístico, Natural e Etnográfico do Centro Nacional de Cultura e Formação Pedagógica em Didática de Educação Física do 1º ciclo do Ensino Básico. É coautor, com o seu irmão, Tó-Zé Paixão, Contos, e “Aguiar da beira – Roteiro Turístico”. Recebeu o 2º Prémio do SPRC Coimbra, 2001, com o conto: “A Cerca”; o 2º Prémio do Concurso Literário Dr. João Isabel 2002, com o Conto: “Santo António” e em 2003 com o Conto: “O Rei da Feira”.
  5. 5. Carlos Paixão Nos Caminhos do Pão desenhos de Joaquim Lopes Palimage Editores A Imagem e A Palavra
  6. 6. - Olá, bom dia! O sol brilhante já começa a despertar a aldeia de Moinhos do Rio.
  7. 7. O tio Manuel da moleira já carregou o burro com o cereal que vai moer hoje.
  8. 8. ano. E na seara, lá está, madurinha, a colheita para este O trigo, o centeio e, mais tarde, o milho serão colhidos, malhados e arrumados…
  9. 9. …até que o grão encha as taleigas e carregue o burro do tio Manuel. - Que delícia! – vai provando o jerico.
  10. 10. - Então lá vamos até ao moinho! - Água ainda vai havendo no rio das Bouças, pois sem ela não há farinha.
  11. 11. 1234- CUBO CANELO RODÍZIO MÓS - Entrem, meninos, entrem!... As taleigas ponho-as aqui no chão e agora vou encher a moega com o grão.
  12. 12. 12345- MOEGA QUELHA CHAMADOURO REGULADOR FARINHA Começa a ouvir-se o barulho das mós no seu rodopiar constante e a farinha vai-se amontoando no soalho.
  13. 13. - Esta já dá para uma carrada. Agora é preciso ir fazer a entrega.
  14. 14. Não faltará pão em Moinhos do Rio, no Castelo, no casal e na casa da comadre Maria.
  15. 15. No dia seguinte, logo de manhãzinha, o Quim corre a pegar na peneira e dá uma ajuda à mãe a troco de um bolito.
  16. 16. A D.ª Maria caldeia a farinha com a água a ferver, a que vai juntar o fermento. O Tareco espreita….e espera…
  17. 17. Toc…Toc… - Então, não sobra nada para mim? - Ainda tens de esperar porque a minha mãe ainda demora a amassar.
  18. 18. Fez-se a reza e agora já a massa repousa bem agasalhada para que finte mais depressa.
  19. 19. Mas a D.ª Maria não descansa muito. É tempo de tender, dar forma ao pão.
  20. 20. 1234567- CARUMA VIDES RAMOS DE MIMOSA RODOURO VASSOURO PÁ FORNO No forno, já o Zé Parafuso prepara a lenha a que vai chegar o lume.
  21. 21. O rodoiro gira nas mãos do forneiro que não se cansa de aliviar a lenha. O forno quer-se bem quente e sem fumo.
  22. 22. Com o vassouro faz-se a limpeza. A D.ª Maria já chegou com os pães no tabuleiro e agora é um ver se te avias a meter no forno.
  23. 23. Cá fora cresce a água na boca do Zé. - Que cheirinho!
  24. 24. E à hora do almoço toda a gente vai provar da fornada. O tio Manuel da moleira, a D.ª Maria, o Zé e as vizinhas deliciam-se com o pão de Moinhos do Rio. O Quim devora o seu bolito…e o gato? - Não viram o Tareco? Debaixo da mesa não se perdem as migalhas.

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