Psicopatia. CCP. Apresentação

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Psicopatia. CCP. Apresentação

  1. 1. PSICOPATIA Formadora: Susana Evangelista 05 de Agosto, 2014 06-08-2014 1
  2. 2. OBJETIVOS Objetivo geral: No final da sessão, os formandos devem ser capazes de identificar a presença ou ausência de psicopatia, após uma entrevista ao avaliado. Objetivos específicos: O formando deve conseguir detetar sinais da presença da patologia, durante uma conversa com outros indivíduos; O formando deve distinguir psicopatas primários e secundários, baseando-se no discurso do avaliado. 06-08-2014 2
  3. 3. Como definir um psicopata? 06-08-2014 3
  4. 4. ROBERT HARE Considera a psicopatia o grau máximo das perturbação da personalidade; Todos os psicopatas devem ser considerados antissociais e sociopatas, mas destes nem todos podem ser considerados psicopatas; A psicopatia apresenta, segundo Hare (1991), características que não estão presentes nos antissociais e sociopatas; Interação social desviada dos padrões éticos e morais vigentes (não necessariamente somente atividade criminal); Afetivamente são irritáveis, sem capacidade de criar vínculos emocionais com o outro, não têm capacidade de empatia, culpa ou remorsos; 06-08-2014 4
  5. 5. A MENTE DE UM PSICOPATA Manipuladores, calculistas, mentirosos e narcisistas eles agridem, matam, não se importam com o sofrimento das suas vítimas e ainda sentem prazer com isso. 06-08-2014 5
  6. 6. TIPOLOGIAS A PSICOPATIA COMO UM CONSTRUCTO DIMENSIONAL (HARE, 1991) Fator 1 (características interpessoais e afetivas) Itens: - Superficialidade - Sentido grandioso de si próprio - Falsidade - Ausência de remorsos - Ausência de empatia - Não aceita responsabilidades Fator 2 (Comportamento desviante e anti-social) Itens: - Impulsividade; - Baixo controlo comportamental; - Falta de objetivos; - Irresponsabilidade; - Comportamento adolescente anti-social; - Comportamento Adulto anti-social 06-08-2014 6
  7. 7. Temibilidade Adaptação Social Baixa Adaptação Social Alta Capacidade Criminal Elevada Criminosos de carreira psicopatas: história de reincidência. Perigosidade elevada. Criminosos de colarinho branco. Burlas: reincidentes: perigosidade elevada Capacidade Criminal Baixa Pequenos delinquentes história de reincidência. Perigosidade baixa. Todos os indivíduos (crimes de disputa) perigosidade baixa. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE PERIGOSIDADE CARACTERIZAÇÃO GLOBAL DO FUNCIONAMENTO PSICOLÓGICO E SOCIAL DO INDIVÍDUO 06-08-2014 7
  8. 8. Como detetar um? 06-08-2014 8
  9. 9. A apresentação é superficial e pouco credível A emoção não parece genuína Esforça-se por parecer uma pessoa brilhante Usa linguagem técnica de modo inadequado. A conversação e o comportamento interpessoal não estão interligados. Loquacidade/Encanto Superficial 06-08-2014 9
  10. 10. Mostra segurança e tem uma boa opinião própria. Exagera o seu status social e reputação. Atribui à má sorte os seus insucessos/ Vítima do sistema. Mostra pouca preocupação com o futuro. Sentimento Grandioso de Si Próprio 06-08-2014 10
  11. 11. Necessidade crónica e excessiva para novas e excitantes estimulações. É frequente o uso de vários tipos de drogas; A escola, o trabalho e as relações de longa duração são aborrecidas; Percurso de vida em que são constantes as interrupções e o absentismo; Necessidade de Estimulação/Tendência para o Tédio 06-08-2014 11
  12. 12. Mentir e enganar constitui uma característica típica do seu padrão Histórias elaboradas acerca do seu passado; Perplexos ou embaraçados quando confrontados com a verdade; Identidades falsas ou falsos cúmplices; Mentir Patológico 06-08-2014 12
  13. 13. Utilização de esquemas, embustes, fraudes e outras estratégias manipulativas com o intuito de obter ganhos pessoais Comportamentos de desprezo e sem preocupação pelos seus efeitos nas vítimas Estilo Manipulativo 06-08-2014 13
  14. 14. Aparenta não ter capacidade para assumir a culpa, não tem consciência. Não aparenta sinceridade quando mostra remorsos. Demonstra pouca emoção no que diz respeito a valores de ordem emocional. Preocupa-se mais com o próprio sofrimento, do que com o sofrimento dos outros Ausência de Remorsos 06-08-2014 14
  15. 15. Incapacidade de experienciar emoções e afetos a um certo nível de profundidade. Inconsistência entre expressões emocionais e respetivos comportamentos. Superficialidade Afetiva 06-08-2014 15
  16. 16. Frio e insensível. Indiferente com os sentimentos dos outros. Incapaz de avaliar as consequências emocionais das suas ações. As expressões de emoção são superficiais e inconstantes. As expressões verbais e não verbais são inconsistentes Insensibilidade/Ausência de Empatia 06-08-2014 16
  17. 17. Adoção de estilo de vida em que “viver à custa dos outros” é normal Evitam empregos certos Não têm meios de suporte ou rendimentos visíveis e sustentar-se meramente através da atividade criminosa Excessiva dependência de outros Estilo de Vida Parasita 06-08-2014 17
  18. 18. Frustra-se e zanga-se com facilidade, especialmente quando embriagado. É muitas vezes abusivo física e verbalmente. Os abusos podem ser repentinos e sem provocação. Tem explosões de raiva de curta duração. Deficiente Controlo Comportamental 06-08-2014 18
  19. 19. Relacionamentos casuais, impessoais e triviais. Existência frequente de casos de uma noite, numa seleção indiscriminada de parceiros sexuais. Infidelidades constantes/Recurso à prostituição. Facilidade em participar em vários tipos de atividade sexual Comportamento Sexual Promíscuo 06-08-2014 19
  20. 20. Comportamento Delinquente Precoce Abuso de substâncias; Pequenos delitos (pela “pica”); Destruição de propriedade. 06-08-2014 20
  21. 21. Vivem em função do dia-a-dia e a mudar com frequência os seus planos Não se preocupam ou pensam acerca do futuro Ausência de Objetivos a Longo Prazo Incapacidade ou falta de vontade para formular planos ou objetivos realistas a longo prazo Têm objetivos irrealistas 06-08-2014 21
  22. 22. Têm comportamentos que causam sofrimento ou colocam os outros em risco. Incapazes ou nunca dispostos a aceitar a responsabilidade pessoal pelas suas próprias ações e as consequências. Apresentam desculpas para o seu comportamento que incluem a atribuição de culpas a outros. Negam as acusações que lhe são feitas Não Acatamento de Responsabilidades pelas suas Ações 06-08-2014 22
  23. 23. Falta de cumprimento nos compromissos com as relações. Deficiente relação com as crianças. Comportamento inadequado no emprego: absentismo, etc. Irresponsabilidade na gestão do dinheiro; Irresponsabilidade 06-08-2014 23 Incumprimento nos empréstimos, cartões de crédito, etc.
  24. 24. Versatilidade Criminal Cadastro Criminal de acusações e condenações em numerosos e diferentes tipos de ofensas; 06-08-2014 24
  25. 25. PREVALÊNCIA 1% na população geral; População prisional: • Sem psicopatia :47%; • Leve psicopatia: 37%; • Com psicopatia: 16%. (Portugal : n=150), (Gonçalves, 1999). 06-08-2014 25
  26. 26. QUAIS SÃO OS MAIS BEM SUCEDIDOS? Primário Secundário 06-08-2014 26
  27. 27. CONCLUINDO… • Nem todos os psicopatas se tornam assassinos em série, alguns nunca chegam a matar. 06-08-2014 27
  28. 28. Obrigada pela atenção!!! Formadora: Susana Evangelista Email: susana.evangelista@gmail.com 06-08-2014 28
  29. 29. Referências: Blackburn, R. (1978). Psychopathy, arousal and the need for stimulation. In R. D. Hare & D. Schaling (Eds.), Psychopathic Behavior: Approaches to Research (pp. 157-164). New York: Wiley. Cleckley, H. The mask oh sanity. St. Louis, MO: Mosby, 1988. Gonçalves, R. A. (1999b). Personalidade: O lado anti-social. Psychologica, 22, 83-101. Hare, R. D. (1991). The Hare Psychopathy Checklist-Revised. Toronto: Multi Health Systems. Hare, R. D. Psychopathy and Antisocial Personality Disorder: a case of diagnostic confusion. Psychiatric Times, v. 13, n. 2, p. 39- 40, 1996. 06-08-2014 29

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