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Citologia
CITOLOGIA
• Tipos de células
• Membrana Plasmática
• Citoplasma  organelas
• Núcleo
Tipos de células
Existem dois tipos de células:
as células PROCARIOTAS, que embora tenham material
genético (DNA e RNA), não apresentam membrana nuclear
(carioteca) e nem organelas citoplasmáticas.
A única estrutura presente no citoplasma dessas células são
os ribossomos, estruturas necessárias para a síntese de
proteínas.
Organismos formados de células procariotas são os
procariontes.
Como exemplo temos todos os organismos pertencentes ao
reino Monera, isto é, bactérias e cianobactérias, antigas
cianofíceas.
As células EUCARIOTAS apresentam material
genético (DNA e RNA), membrana nuclear
(carioteca) e organelas citoplasmáticas.
Organismos formados de células eucariotas
são os eucariontes e dividem-se em célula
animal e célula vegetal.
Como exemplo temos todos os organismos
pertencentes ao reinos Protista, Fungo, Animal
e Plantas.
Eucariontes
membrana plasmática
A membrana plasmática será seleciona as substâncias
que a célula troca com o ambiente externo.
Devido à sua fragilidade, na maioria das vezes
apresenta envoltório externo que lhe dá proteção ou
sustentação física:
*A Membrana celulósica (células vegetais)  proteção.
*O glicocálix (células animais)  composto por
emaranhado de moléculas glicídicas: dá proteção
contra agentes físicos ou químicos externos à célula e
retém nutrientes ou enzimas na sua superfície.
Propriedades e constituição química
A membrana plasmática é invisível ao
microscópio óptico comum, porém sua presença
já havia sido proposta pelos citologistas muito
antes do surgimento do microscópio eletrônico.
É composta de fosfolipídios e proteínas, assim
como todas as membranas que fazem parte das
estruturas membranosas da célula, tais como:
retículos, lisossomos, mitocôndrias, plastos, etc.
Ela apresenta certa elasticidade e permeabilidade
seletiva, isto é, para certos tipos de moléculas ela
é permeável e para outras ela é impermeável.
Estrutura
Atualmente o modelo mais aceito é o MODELO
DO MOSAICO FLUIDO proposto por Singer e
Nicholson.
Segundo esse modelo, a membrana seria
composta por duas camadas de fosfolipídios
onde estão depositadas as proteínas.
Algumas dessas proteínas ficam aderidas à
superfície da membrana, enquanto outras estão
totalmente mergulhadas entre os fosfolipídios;
atravessando a membrana de lado a lado.
A flexibilidade da membrana é dada pelo
movimento contínuo dos fosfolipídios; estes se
desloca sem perder o contato uns com os outros.
Funções
A membrana plasmática contém e delimita o
espaço da célula, mantém condições
adequadas para que ocorram as reações
metabólicas necessárias. Ela seleciona o que
entra e sai da célula (permeabilidade seletiva),
ajuda a manter o formato celular, ajuda a
locomoção e muito mais.
As diferenciações da membrana plasmática
a) Microvilosidades  São dobras da membrana
plasmática, na superfície da célula voltada para a
cavidade do intestino.
Calcula-se que cada célula possui em média 2.500
microvilosidades. Como conseqüência de sua
existência, há um aumento apreciável da superfície
da membrana em contato com o alimento.
b)Desmossomos  São regiões especializadas que
ocorrem nas membranas adjacentes de duas
células vizinhas. São espécies de presilhas que
aumentam a adesão entre uma célula e a outra.
c) Interdigitações  Como os desmossomos também
têm um papel importante na coesão de células
vizinhas.
Permeabilidade: O transporte através da
membrana
Na difusão e na osmose, por processos
puramente físicos, as moléculas tendem a se
deslocar do local de sua maior concentração para
a região de menor concentração.
a) Difusão  as moléculas de soluto e solvente, num
meio líquido, tendem a se distribuir de maneira
homogênea. O movimento das moléculas se dá no
sentido de equilibrar a concentração da solução.
SOLUÇÃO Solvente + Soluto
Concentrada = "muito"soluto e "pouco" solvente.
Diluída = "pouco"soluto e "muito" solvente.
Hipertônico mais soluto.
MEIO
Hipotônico  menos soluto.
b) Osmose
Um caso especial de difusão. Imagine uma
situação em que o tamanho dos poros de uma
determinada membrana permita apenas a
passagem das moléculas de água, porém
impeça a passagem do soluto. Uma membrana
deste tipo é chamada semipermeável.
Osmose é então um caso de difusão do
solvente através de uma membrana
semipermeável. O solvente se difunde em
direção à região em que há menor
concentração de suas moléculas.
c) Difusão Facilitada
A superfície da membrana plasmática possui
proteínas especiais, receptoras ou
permeases, que reconhecem e transporta
(carregadoras) substâncias alimentares de
fora para o interior das células o vice-versa.
É um processo de facilitação que segue o
gradiente de concentração, sem gasto de
energia, como acontece também na osmose.
d) Transporte Ativo
Transporte ativo necessita de um gasto de
energia.
Quando analisamos o conteúdo de uma
hemácia, encontramos nela concentrações de
íons de sódio (Na+) muito menor do que a
concentração de sódio no plasma (solução
aquosa do sangue). Em termos de difusão
entra na célula até que as concentrações fora
e dentro se igualassem.
No entanto, isto não ocorre, enquanto a
hemácia estiver viva, sua concentração
interna de Na+ é baixa.
A explicação para este fenômeno é a seguinte: na
realidade está ocorrendo difusão e íons de Na+ estão
continuamente penetrando na célula. Porém ao
mesmo tempo a membrana está expulsando íons Na+
da célula, sem parar.
Desta forma, a concentração interna de Na+ continua
baixa, porém, às custas de um trabalho constante por
parte da célula.
O K+, por difusão, tende a "fugir" da célula, porém a
membrana o reabsorve constantemente. Ou seja, a
membrana "força" a passagem do K+ de um local de
menor concentração (plasma), para o de maior
concentração gastando energia no processo.
Apesar dos íons Na+ e K+ terem
aproximadamente o mesmo tamanho a
membrana plasmática se comporta de
maneira totalmente diferente em relação a
cada um deles. Aqui se pode falar, sem
dúvida, em permeabilidade seletiva.
Muitas são as situações em que se verifica o
transporte ativo: certas algas marinhas
concentram o iodo em porcentagem centenas
de vezes maior do que existe na água do mar;
as células da tireóide retiram o iodo do
sangue por transporte ativo.
A fagocitose e a pinocitose
A membrana plasmática tem a capacidade de
englobar material externo, levando-o para o
interior das células. Proteínas receptoras
selecionam e se ligam às moléculas que vão
capturar. A membrana se eleva, envolvendo a
partícula que é encerrada numa bolsa e
despregada para o interior do citoplasma da
célula.
Qualquer processo de captura é chamado
endocitose.
Há dois tipos de endocitose:
a) Fagocitose (fago = comer):
Neste processo a célula engloba partículas
sólidas, relativamente grandes.
A célula, entrando em contato com a partícula,
emite pseudópodos que a englobam, formando
um vacúolo alimentar (fagossomo).
A fagocitose é observada principalmente em
células isoladas como amebas e leucócitos. No
caso da ameba, trata-se de um processo nutritivo;
no caso dos leucócitos, é um processo de defesa
contra bactérias que invadem o organismo.
b) Pinocitose (pino = beber):
É um processo mais delicado do que a fagocitose, sendo
difícil sua observação ao microscópio óptico.
Partículas líquidas muito pequenas são capturadas por
esse processo. A membrana plasmática, na região de
contato com a partícula, se invagina, aprofundando-se no
interior do citoplasma, forma-se um canal.
Por fim, a partícula é envolvida por um pedaço da
membrana que solta-se, formando uma vesícula de
pinocitose (pinossomo).
É provável que a maioria das células seja capaz de realizar
a pinocitose; esse processo é então geral, enquanto a
fagocitose se restringe a alguns tipos de células apenas.
Tanto na fagocitose como na pinocitose, as vesículas ou
vacúolos produzidos poderão receber enzimas digestivas,
que degradarão o alimento englobado.
Clasmocitose
Certas células, para a expulsão de materiais,
empregam o método inverso à endocitose.
Uma vesícula formada internamente se liga à
membrana. Nesse ponto, o seu conteúdo é
expelido. O processo é chamado clasmocitose.
c) Osmose em Célula Vegetal
As células vegetais apresentam dois tipos de
membranas:
Membrana celulósica (parede celular):
permeável, composta por celulose
(polissacarídeo) e de grande resistência mecânica.
Aparece externamente à membrana plasmática
oferecendo proteção à célula (como se fosse uma
armadura).
Membrana plasmática (membrana celular):
composição lipoprotéica, elástica e
semipermeável. É responsável pela seletividade
das substâncias que poderão entrar ou sair da
célula.
CITOPLASMA
Também chamado citoplasma fundamental ou
ciclosol, o hialoplasma trata-se de um material
viscoso, amorfo, no qual ficam mergulhados os
orgânulos. Quimicamente, o hialoplasma é formado
por água e moléculas de proteína, formando uma
dispersão que os químicos denominam colóide. A
abundância de água no hialoplasma facilita a
distribuição de substâncias por difusão, como também
a ocorrência de inúmeras reações químicas.
Em algumas células vivas observadas ao microscópio
óptico, percebe-se que a região mais externa do
hialoplasma (ectoplasma) é bastante viscosa (citogel).
A parte interna (endoplasma) já é mais fluida (citosol).
Certos movimentos do hialoplasma podem ser
observados em células vivas, envolvendo
principalmente o endoplasma:
a) Ciclose
A ciclose pode ser facilmente observada em
células vivas, especialmente em células
vegetais; trata-se de uma corrente
citoplasmática que afeta o endoplasma.
A velocidade da ciclose é aumentada pela
elevação da temperatura e pela luz.
Anestésico, temperaturas baixas e ausência de
oxigênio são fatores que retardam ou até
anulam o movimento.
b) Movimento amebóide
Em certas células as correntes citoplasmáticas são
orientadas de tal maneira que elas resultam na
locomoção da própria célula por meio de
pseudópodos. Esse fenômeno é comum em
amebas e leucócitos.
*O endoplasma flui na direção do movimento; ao
chegar na extremidade anterior, ele torna-se mais
viscoso e se agrega às "paredes" de ectoplasma já
existentes, então o ectoplasma "cresce" na parte
interior. Na extremidade posterior, ocorre o
oposto: o ectoplasma (viscoso) transforma-se em
endoplasma que flui para frente. Então, na
extremidade posterior, a parede de ectoplasma
diminui constantemente.
Em conclusão, a célula se move por meio de
um fluxo de endoplasma, enviado pela
extremidade posterior,e que se transforma
em ectoplasma na região anterior da célula.
Ainda no hialoplasma encontramos vários
orgânulos e algumas inclusões.
As inclusões são estruturas sem vida no
citoplasma da célula. Ao conjunto das
inclusões chamamos paraplasma: gotas de
lipídios, grânulos de proteínas e pigmentos,
substâncias cristalizadas (insolúveis).
Organelas
a) Retículo endoplasmático
Estrutura
No citosol das células eucariotas existe uma grande rede de
canais e bolsas formadas por membranas semelhantes à do
plasmalema formando o retículo endoplasmático.
Existem dois tipos de retículos:
O retículo endoplasmático rugoso (RER) é constituído por um
conjunto de bolsas membranosas que apresentam ribossomos
aderidos à sua superfície externa, daí o aspecto granuloso.
O retículo endoplasmático liso (REL), por sua vez, é formado
por um conjunto de túlulos membranosos que, como não
apresenta ribossomos, apresenta um aspecto liso ao
microscópio eletrônico.
O RER e o REL são interligados e a transição de um para outro é
gradual.
Funções
O RE funciona como uma grande rede de distribuição de
substâncias no interior da célula. Tais substâncias podem
percorrer o interior da célula sem se misturarem com o
citosol.
O REL é responsável pela produção de lipídios e
fosfolipídios como os glicerídeos a lecitina. A fabricação
de hormônios esteróides a partir do colesterol, também
é feita no REL (estrógenos, testosterona). Outras funções
do REL estão ligadas a desintoxicação do organismo
(células do fígado) e armazenamento de substâncias:
água, açúcares, pigmentos e sais (regulação osmótica).
O RER por possuir ribossomos é responsável pela síntese
de proteínas da célula, além de executar as funções do
REL. As proteínas produzidas pelo RER são transportadas
até o complexo de Golgi pelo REL.
b) Ribossomos
Estrutura
O ribossomo é composto de RNA do tipo ribossômico e
proteínas. Cada ribossomo é formado por duas
subunidades ligadas entre si, sendo uma delas maior que
a outra. Os ribossomos podem ser encontrados soltos no
citosol ou ligados ao RE. É comum a associação entre
vários ribossomos livres do citosol;quando isso acontece
o conjunto formado chama-se polirribossomo. Os
polirribossomos são formados sempre que está
acontecendo síntese de proteínas.
Funções
Os ribossomos são responsáveis pela síntese de
proteínas, tanto aqueles que estão livres no citosol
quanto aqueles que estão associados ao RE.
c) Aparelho ou complexo de Golgi
Estrutura
Formado por um conjunto de dictiossomos. Cada dictiossomo, por sua
vez, é formado por um conjunto de bolsas membranosas empilhadas. Nas
células animais os dictiossomos estão juntos próximos ao núcleo, enquanto
que nas células vegetais eles estão espalhados pelo citoplasma.
Funções
Nele ocorre o armazenamento, transformação, empacotamento e remessa de
substâncias. Conforme o tipo de substância e sua função, elas poderão ser
eliminadas da célula para o organismo ou permanecer no interior da célula. As
células glandulares possuem o CG bastante desenvolvido. O processo de
eliminação de substâncias que irão atuar fora da célula é chamado de secreção
celular. O CG também elimina substâncias que irão permanecer no interior da
célula; estas são eliminadas no interior de bolsas membranosas e a estrutura
formada recebe o nome de lisossomo.
Além da secreção celular, o CG tem um papel importante na formação do
espermatozóide, pois este durante seu processo de formação perde quase
todas as suas organelas, restando apenas o núcleo e o CG(acrossomo), que
contém as enzimas digestivas necessárias para romper as membranas do
óvulo e permitir a sua fecundação. O complexo de Golgi também pode ter
outras funções bem específicas, dependendo do tipo de célula estudada, como
a formação da lamela média durante a divisão da célula vegetal (fragmoplasto).
Exemplo:
Secreção da célula de ácino pancreático: Os ácinos são pequenas estruturas
glandulares que secretam as enzimas do suco pancreático. Na figura abaixo,
está representado um ácino em corte transversal, sendo que as células ficam
ao redor de um espaço, chamado luz ou lúmen.
Representação esquemática de uma das células do ácino
vista ao microscópio eletrônico. Existe bastante
ergastoplasma, o que indica que a célula é eficiente
produtora de proteínas. Repare ainda que as vesículas
brotando do complexo de Golgi, são os grãos de zimógeno.
Nestas vesículas ficam as enzimas que a célula secreta.
Algumas das vesículas despejam seu conteúdo na luz do
ácino. Nesta célula então, a síntese de proteínas ocorre no
ergastoplasma; o complexo de Golgi funciona como
armazenador e empacotador da secreção,que acaba sendo
lançada ao exterior.
Secreção do muco nas células caliciformes do intestino:
existem células especiais em forma de cálice, que produzem
uma soluçãol ubrificante e protetora, chamada muco. O
muco é constituído por proteínas associadas a
polissacarídeos (glicoproteínas).
A seguir o esquema de uma célula caliciforme.
A secreção dos grãos de zimógeno numa célula pancreática.
Observe que do complexo de Golgi brotam
vesículas de muco que, ao chegarem na
superfície superior da célula, eliminam-no na
luz intestinal.
Isto ocorre porque a proteína produzida no
ergastoplasma passa para o complexo de
Golgi, onde ela se associa ao polissacarídeo
pré- fabricado; o material é empacotado em
vesículas ou grãos de muco e lançado para
fora da célula.
d) Lisossomo
Estrutura
Os lisossomos (lise = quebra destruição, soma = corpo) são estruturas compostas por bolsas
membranosas
que contém diversos tipos de enzimas digestivas.
Função
Os lisossomos são responsáveis pela digestão intracelular. As bolsas, com partículas,
formadas pela
fagocitose e pinocitose, fundem-se aos lisossomos dando origem aos vacúolos digestivos,
onde ocorrerá a
digestão intracelular. Conforme essas partículas vão sendo digeridas pelas enzimas presentes
nos
lisossomos, as pequenas moléculas formadas que são úteis à célula atravessam a membrana
do lisossomo e
passam para o citosol, onde serão aproveitadas. Ao final da digestão, resta no interior do
vacúolo somente
resíduos inúteis que deverão ser eliminados da célula. O vacúolo contendo os resíduos passa
a se chamar
vacúolo residual. O processo de eliminação do conteúdo do vacúolo residual para o meio
extracelular
chama-se clasmocitose ou defecação celular.
O processo de digestão de substâncias que entraram na célula por fagocitose ou pinocitose
chama-se
processo heterofágico.
A célula pode usar os lisossomos para digerirem partes de si mesmas num
processo de autofagia, para destruir organelas velhas e desgastadas ou quando
a célula não recebe alimentos suficientes para se manter
viva.
O lisossomo se aproxima da estrutura a ser digerida ou eliminada e se funde com
ela, formando o vacúolo autofágico. Uma célula pode assim destruir e
reconstruir seus componentes centenas de vezes.
As enzimas lisossômicas são produzidas no ergastoplasma, daí passam ao
complexo de Golgi, no qual são empacotadas e liberadas sob a forma de vesículas
(lisossomos primários). Quando uma partícula de alimento é englobada, forma-se
o vacúolo alimentar (fagossomo). Observe a figura a seguir. Um ou mais
lisossomos se fundem ao fagossomo, despejando nele enzimas digestivas: está
formado o vacúolo digestivo ou lisossomo secundário. As pequenas moléculas
provenientes da digestão são absorvidas pelo citoplasma. O vacúolo, agora cheio
de resíduos, é chamado vacúolo residual, que em certas células, por
clasmocitose, expulsa os resíduos para o meio externo.
A célula pode usar os lisossomos para digerirem partes de si mesmas num
processo de autofagia, para destruir organelas velhas e desgastadas ou
quando a célula não recebe alimentos suficientes para se manter viva. O
lisossomo se aproxima da estrutura a ser digerida ou eliminada e se funde
com ela, formando o vacúolo autofágico. Uma célula pode assim destruir e
reconstruir seus componentes centenas de vezes.
As enzimas lisossômicas são produzidas no ergastoplasma, daí passam ao
complexo de Golgi, no qual são empacotadas e liberadas sob a forma de
vesículas (lisossomos primários). Quando uma partícula de alimento é
englobada, forma-se o vacúolo alimentar (fagossomo).
Observe a figura a seguir: Um ou mais lisossomos
se fundem ao fagossomo, despejando nele enzimas digestivas: está formado
o vacúolo digestivo ou lisossomo secundário. As pequenas moléculas
provenientes da digestão são
absorvidas pelo citoplasma. O vacúolo, agora cheio de resíduos, é chamado
vacúolo residual, que em certas células, por clasmocitose, expulsa os
resíduos para o meio externo.
e) Peroxissomos
Vesículas membranosas assemelhadas aos
lisossomos. Diferem destes nos tipos de
enzimas que possuem, as quais digerem
gorduras e degradam aminoácidos.
Armazenam grande quantidade de catalase,
enzima que acelera a decomposição da água
oxigenada (H2O2) resultante do metabolismo
celular. Essa é uma nobre função protetora,
pois a H2O2 é mutagênica no interior das
células, podendo danificar o DNA.
f) Mitocôndrias
Estrutura
As mitocôndrias são estruturas delimitadas por duas membranas
lipoprotéicas, sendo a mais externa lisa e a interna cheia de dobras
denominadas cristas mitocondriais. O seu interior é preenchido
por um fluido que contém diversas enzimas, pequenos ribossomos,
DNA, RNA, etc. Esse fluido chama-se matriz mitocondrial.
Função
As mitocôndrias são responsáveis pela respiração intracelular, isto
é, produção e liberação de energia(ATP) para todas as atividades
celulares.
A respiração intracelular consiste na quebra de moléculas orgânicas
(glicose) em presença de oxigênio e liberação de energia, CO2 e
água. A energia liberada é armazenada em moléculas de adenosina
trifosfato(ATP).
Devido à presença de DNA e RNA as mitocôndrias são capazes de se
autoduplicarem independentemente da duplicação celular, além
disso, são capazes de sintetizar muitas das proteínas necessárias ao
processo respiratório.
g) Plastos
Estrutura
Os plastos são estruturas exclusivas de algas e vegetais. O seu número e
forma varia muito conforme o organismo estudado. Existem basicamente
dois tipos de plastos: cromoplastos e leucoplastos. Os cromoplastos
apresentam pigmentos no seu interior (cromo = cor), os leucoplastos
(leuco = branco), não contém pigmentos. O cromoplasto mais comum nos
vegetais é o cloroplasto.
Cloroplasto
Os cloroplastos apresentam forma discoidal, são envolvidos por uma
membrana externa e uma interna.
Além destas, os plastos apresentam muitas membranas internas que
formam bolsas chatas em forma de disco chamadas tilacóides. Estes, por
sua vez, estão dispostos de modo a formar pilhas, semelhantes a uma
pilha de moedas. A pilha de tilacóides recebe o nome de granum (plural =
grana) . O interior do cloroplasto é preenchido por uma matriz gelatinosa
chamada estroma, onde se encontram DNA, RNA,ribossomos, enzimas,
etc.
Nos tilacóides estão localizadas as moléculas de clorofilas, as quais estão
organizadas de modo a poderem captar a maior quantidade de luz
possível.
Funções
Nos cloroplastos acontece a fotossíntese, processo onde
são fabricadas moléculas orgânicas,principalmente
glicose, usada pelas mitocôndrias na respiração
intracelular.
Durante a fotossíntese a clorofila capta a energia luminosa
que será transformada em energia química (ATP). Essa
energia será usada na fabricação de glicose a partir de
água e gás carbônico.
Cloroplastos ou leucoplastos podem armazenar o excesso
de glicose produzida em forma de amido(polissacarídeo).
Esses reservatórios são os amiloplastos.
Como as mitocôndrias, os cloroplastos são capazes de se
auto duplicar independentemente da duplicação celular e
sintetizar alguns tipos de proteínas.
ORIGEM DE CLOROPLASTOS E
MITOCÔNDRIAS
Algumas evidências levaram alguns estudiosos a
propor a Teoria da endossimbiose.
Essa teoria diz que num passado distante cloroplastos
e mitocôndrias deveriam ser bactérias de vida livre,
que passaram a viver no interior de células eucariotas
em busca de proteção, dando em troca alimento e
energia para a célula. A estrutura dessas organelas é
muito semelhante à estrutura de algumas bactérias
atuais, além do fato dessas organelas apresentarem
seu próprio DNA, RNA, ribossomos e poderem se auto
duplicar.
h) Centríolos
Os centríolos estão presentes na maioria dos
organismos eucariontes, com exceção das plantas
Angiospermas.
Cada célula possui um par de centríolos (diplossomo)
que ficam localizados em uma região chamada
centrossomo ou centro celular. Cada centríolo do par é
formado por 9 triplas de microtúbulos dispostos de
modo a formar um cilindro. Os dois centríolos do par
estão dispostos perpendicularmente um em relação ao
outro.
Possuem DNA próprio com capacidade de
autoduplicação, a qual executam antes da divisão
celular.Os centríolos originarão cílios e flagelos
responsáveis por várias formas de movimentação.
Funções  Estão envolvidos com a divisão celular.
i) Cílios e Flagelos
Estrutura
São prolongamentos finíssimos que crescem a partir da superfície
da célula. Sua estrutura interna chama-se axonema e é formada
por 9 pares de microtúbulos dispostos de forma cilíndrica e um par
central (haste). Embora tenham a mesma estrutura interna, cílios e
flagelos diferem entre si da seguinte forma; cílios são curtos e
numerosos, flagelos são longos e pouco numerosos.
Na base de cada cílio e flagelo encontramos uma estrutura
semelhante a um centríolo chamado cinetossomo ou corpo basal,
pois essas estruturas crescem a partir do centríolo. No corpo
basal,diferentemente da haste, há 9 túbulos triplos e não apresenta
o par central.
Funções
Cílios e flagelos têm funções de locomoção celular (algas,
protozoários, espermatozóides), captura de alimentos (esponjas),
limpeza do organismo (epitélio traqueal nas vias respiratórias), etc.
Citoesqueleto
O interior do citoplasma da célula eucariota possui uma
rede de finíssimos tubos e filamentos interligados
chamada de citoesqueleto.
Estrutura
O citoesqueleto é formado por microtúbulos, compostos
de uma proteína chamada tubulina e microfilamentos,
constituídos de uma proteína contráctil chamada actina.
Funções
O citoesqueleto é responsável pela forma, organização e
movimentos da célula eucariota (pseudópodos),
movimentos citoplasmáticos (ciclose) além de formar
estruturas importantes para o funcionamento celular
(deslocamento de orgânulos).
NÚCLEO
Estrutura do Núcleo
Geralmente as células apresentam um núcleo único aproximadamente
esférico e mais ou menos central.
Entretanto, há aquelas que têm dois ou mais núcleos, alguns de formato
iregular ou ainda deslocados para a periferia, junto da membrana plasmática.
O núcleo apresenta uma membrana nuclear ou carioteca, suco nuclear ou
cariolinfa, cromatina e nucléolos.
a) CARIOTECA
A carioteca é dupla, sendo constituída por uma membrana interna e outra
externa. Ribossomos podem estar presentes na carioteca, ao lado do
hialoplasma.
A carioteca é porosa, lipoprotéica e a cada divisão celular ela se desorganiza
e se reconstitui nas células-filhas.
b) Suco Nuclear
Também chamado nucleoplasma e cariolinfa.
É um gel protéico no qual ficam mergulhados
os componentes do núcleo.
Nessa solução as enzimas catalisam
importantes reações químicas.
Sabe-se que no suco nuclear pode ocorrer
síntese de ATP, substância "armazenadora" de
energia, através da glicólise.
c) Nucléolos
O nucléolo tem um aspecto corpuscular esponjoso, sem
membrana envoltória e cujas cavidades ficam preenchidas
pelo suco nuclear.
Pode haver mais de um nucléolo por núcleo. Quimicamente,
o nucléolo é muito rico em RNAribossômico, que agregado à
proteína forma os ribossomos.
No início da divisão celular, os nucléolos se desintegram,
provavelmente espalhando-se pelo citoplasma sendo
distribuídos para as células filhas. No fim da divisão, eles são
novamente sintetizados nas células-filhas por um
cromossomo especial (organizador do nucléolo).
d) Cromatina
Numa célula em intérfase (período anterior à divisão celular) a cromatina
aparece como uma massa filamentosa emaranhada, mais ou menos
homogênea no interior do núcleo.
Durante a intérfase cada cromossomo é constituído por um filamento de
DNA extremamente fino, enrolado em grânulos de proteínas histonas,
chamado cromonema. A cromatina interfásica é então constituída pelo
conjunto de cromonemas emaranhadas no interior do núcleo.
O filamento de cromatina (DNA + histonas) cromossômica, na intérfase,
apresenta regiões mais condensadas (heterocromatina) e menos
espiralizadas (eucromatina). Antes da célula dividir-se o cromossomo vai
ficando mais condensado e curto, devido ao frouxo enrolamento da
eucromatina; cada cromossomo apresenta-se duplicado, porém os dois
filamentos (cromátides) estão unidos num único ponto: o centrômero,
que é uma região heterocromática (constricção primária). Todas as outras
constricções do mesmo cromossomo serão secundárias.
O número de cromossomos é fixo dentro de uma mesma espécie:
o homem possui 46 cromossomos;
a drosóphila possui 8;
o milho possui 20.
Na maioria dos organismos, apresentam-se aos pares,
constituindo os cromossomos homólogos (cariótipo).
Assim, os 46 cromossomos são 23 pares de homólogos, cada
núcleo tem dois conjuntos semelhantes de cromossomos (2
genomas), sendo por isso, diplóide (2n = 46).
Ao longo de cada cromossomo, aos segmentos de DNA
codificadores das diferentes proteínas (enzimas anticorpos, etc),
chamaremos de genes. Lado a lado, em cromossomos homólogos,
estão os genes alelos codificando cada característica hereditária.
A forma dos cromossomos depende da relação de tamanho entre seus
braços, determinada pela posição dos centrômeros. Apresenta 4 tipos:
Metacêntricos: o centrômero ocupa a posição média do cromossomo,
deixando dois braços com mesmo comprimento.
Submetacêntricos: tendo o centrômero um pouco deslocado para uma das
extremidades, formadois braços com diferentes tamanhos.
Acrocêntricos: estando o centrômero bastante deslocado para uma das
extremidades. Apresentaráum dos braços bem mais comprido que o
outro.
Telocêntricos: o centrômero está numa das extremidades, deixando um só
braço cromossômico.
O cariótipo indica número, tamanho, forma e características dos
cromossomos de uma espécie. Os cromossomos homólogos numa célula
diplóide:
As células reprodutoras ou gametas dos organismos diplóides, por sua
vez, têm um único conjunto de cromossomos (genoma) sendo, por
isso haplóides (n).
Citologia

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  • 2. CITOLOGIA • Tipos de células • Membrana Plasmática • Citoplasma  organelas • Núcleo
  • 3. Tipos de células Existem dois tipos de células: as células PROCARIOTAS, que embora tenham material genético (DNA e RNA), não apresentam membrana nuclear (carioteca) e nem organelas citoplasmáticas. A única estrutura presente no citoplasma dessas células são os ribossomos, estruturas necessárias para a síntese de proteínas. Organismos formados de células procariotas são os procariontes. Como exemplo temos todos os organismos pertencentes ao reino Monera, isto é, bactérias e cianobactérias, antigas cianofíceas.
  • 4. As células EUCARIOTAS apresentam material genético (DNA e RNA), membrana nuclear (carioteca) e organelas citoplasmáticas. Organismos formados de células eucariotas são os eucariontes e dividem-se em célula animal e célula vegetal. Como exemplo temos todos os organismos pertencentes ao reinos Protista, Fungo, Animal e Plantas.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14. membrana plasmática A membrana plasmática será seleciona as substâncias que a célula troca com o ambiente externo. Devido à sua fragilidade, na maioria das vezes apresenta envoltório externo que lhe dá proteção ou sustentação física: *A Membrana celulósica (células vegetais)  proteção. *O glicocálix (células animais)  composto por emaranhado de moléculas glicídicas: dá proteção contra agentes físicos ou químicos externos à célula e retém nutrientes ou enzimas na sua superfície.
  • 15. Propriedades e constituição química A membrana plasmática é invisível ao microscópio óptico comum, porém sua presença já havia sido proposta pelos citologistas muito antes do surgimento do microscópio eletrônico. É composta de fosfolipídios e proteínas, assim como todas as membranas que fazem parte das estruturas membranosas da célula, tais como: retículos, lisossomos, mitocôndrias, plastos, etc. Ela apresenta certa elasticidade e permeabilidade seletiva, isto é, para certos tipos de moléculas ela é permeável e para outras ela é impermeável.
  • 16. Estrutura Atualmente o modelo mais aceito é o MODELO DO MOSAICO FLUIDO proposto por Singer e Nicholson. Segundo esse modelo, a membrana seria composta por duas camadas de fosfolipídios onde estão depositadas as proteínas. Algumas dessas proteínas ficam aderidas à superfície da membrana, enquanto outras estão totalmente mergulhadas entre os fosfolipídios; atravessando a membrana de lado a lado. A flexibilidade da membrana é dada pelo movimento contínuo dos fosfolipídios; estes se desloca sem perder o contato uns com os outros.
  • 17.
  • 18. Funções A membrana plasmática contém e delimita o espaço da célula, mantém condições adequadas para que ocorram as reações metabólicas necessárias. Ela seleciona o que entra e sai da célula (permeabilidade seletiva), ajuda a manter o formato celular, ajuda a locomoção e muito mais.
  • 19. As diferenciações da membrana plasmática a) Microvilosidades  São dobras da membrana plasmática, na superfície da célula voltada para a cavidade do intestino. Calcula-se que cada célula possui em média 2.500 microvilosidades. Como conseqüência de sua existência, há um aumento apreciável da superfície da membrana em contato com o alimento. b)Desmossomos  São regiões especializadas que ocorrem nas membranas adjacentes de duas células vizinhas. São espécies de presilhas que aumentam a adesão entre uma célula e a outra. c) Interdigitações  Como os desmossomos também têm um papel importante na coesão de células vizinhas.
  • 20.
  • 21. Permeabilidade: O transporte através da membrana Na difusão e na osmose, por processos puramente físicos, as moléculas tendem a se deslocar do local de sua maior concentração para a região de menor concentração.
  • 22. a) Difusão  as moléculas de soluto e solvente, num meio líquido, tendem a se distribuir de maneira homogênea. O movimento das moléculas se dá no sentido de equilibrar a concentração da solução. SOLUÇÃO Solvente + Soluto Concentrada = "muito"soluto e "pouco" solvente. Diluída = "pouco"soluto e "muito" solvente. Hipertônico mais soluto. MEIO Hipotônico  menos soluto.
  • 23. b) Osmose Um caso especial de difusão. Imagine uma situação em que o tamanho dos poros de uma determinada membrana permita apenas a passagem das moléculas de água, porém impeça a passagem do soluto. Uma membrana deste tipo é chamada semipermeável. Osmose é então um caso de difusão do solvente através de uma membrana semipermeável. O solvente se difunde em direção à região em que há menor concentração de suas moléculas.
  • 24.
  • 25. c) Difusão Facilitada A superfície da membrana plasmática possui proteínas especiais, receptoras ou permeases, que reconhecem e transporta (carregadoras) substâncias alimentares de fora para o interior das células o vice-versa. É um processo de facilitação que segue o gradiente de concentração, sem gasto de energia, como acontece também na osmose.
  • 26.
  • 27.
  • 28. d) Transporte Ativo Transporte ativo necessita de um gasto de energia. Quando analisamos o conteúdo de uma hemácia, encontramos nela concentrações de íons de sódio (Na+) muito menor do que a concentração de sódio no plasma (solução aquosa do sangue). Em termos de difusão entra na célula até que as concentrações fora e dentro se igualassem. No entanto, isto não ocorre, enquanto a hemácia estiver viva, sua concentração interna de Na+ é baixa.
  • 29.
  • 30. A explicação para este fenômeno é a seguinte: na realidade está ocorrendo difusão e íons de Na+ estão continuamente penetrando na célula. Porém ao mesmo tempo a membrana está expulsando íons Na+ da célula, sem parar. Desta forma, a concentração interna de Na+ continua baixa, porém, às custas de um trabalho constante por parte da célula. O K+, por difusão, tende a "fugir" da célula, porém a membrana o reabsorve constantemente. Ou seja, a membrana "força" a passagem do K+ de um local de menor concentração (plasma), para o de maior concentração gastando energia no processo.
  • 31.
  • 32. Apesar dos íons Na+ e K+ terem aproximadamente o mesmo tamanho a membrana plasmática se comporta de maneira totalmente diferente em relação a cada um deles. Aqui se pode falar, sem dúvida, em permeabilidade seletiva. Muitas são as situações em que se verifica o transporte ativo: certas algas marinhas concentram o iodo em porcentagem centenas de vezes maior do que existe na água do mar; as células da tireóide retiram o iodo do sangue por transporte ativo.
  • 33.
  • 34. A fagocitose e a pinocitose A membrana plasmática tem a capacidade de englobar material externo, levando-o para o interior das células. Proteínas receptoras selecionam e se ligam às moléculas que vão capturar. A membrana se eleva, envolvendo a partícula que é encerrada numa bolsa e despregada para o interior do citoplasma da célula. Qualquer processo de captura é chamado endocitose. Há dois tipos de endocitose:
  • 35. a) Fagocitose (fago = comer): Neste processo a célula engloba partículas sólidas, relativamente grandes. A célula, entrando em contato com a partícula, emite pseudópodos que a englobam, formando um vacúolo alimentar (fagossomo). A fagocitose é observada principalmente em células isoladas como amebas e leucócitos. No caso da ameba, trata-se de um processo nutritivo; no caso dos leucócitos, é um processo de defesa contra bactérias que invadem o organismo.
  • 36.
  • 37.
  • 38. b) Pinocitose (pino = beber): É um processo mais delicado do que a fagocitose, sendo difícil sua observação ao microscópio óptico. Partículas líquidas muito pequenas são capturadas por esse processo. A membrana plasmática, na região de contato com a partícula, se invagina, aprofundando-se no interior do citoplasma, forma-se um canal. Por fim, a partícula é envolvida por um pedaço da membrana que solta-se, formando uma vesícula de pinocitose (pinossomo). É provável que a maioria das células seja capaz de realizar a pinocitose; esse processo é então geral, enquanto a fagocitose se restringe a alguns tipos de células apenas. Tanto na fagocitose como na pinocitose, as vesículas ou vacúolos produzidos poderão receber enzimas digestivas, que degradarão o alimento englobado.
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  • 40.
  • 41. Clasmocitose Certas células, para a expulsão de materiais, empregam o método inverso à endocitose. Uma vesícula formada internamente se liga à membrana. Nesse ponto, o seu conteúdo é expelido. O processo é chamado clasmocitose.
  • 42. c) Osmose em Célula Vegetal As células vegetais apresentam dois tipos de membranas: Membrana celulósica (parede celular): permeável, composta por celulose (polissacarídeo) e de grande resistência mecânica. Aparece externamente à membrana plasmática oferecendo proteção à célula (como se fosse uma armadura). Membrana plasmática (membrana celular): composição lipoprotéica, elástica e semipermeável. É responsável pela seletividade das substâncias que poderão entrar ou sair da célula.
  • 43.
  • 44.
  • 45. CITOPLASMA Também chamado citoplasma fundamental ou ciclosol, o hialoplasma trata-se de um material viscoso, amorfo, no qual ficam mergulhados os orgânulos. Quimicamente, o hialoplasma é formado por água e moléculas de proteína, formando uma dispersão que os químicos denominam colóide. A abundância de água no hialoplasma facilita a distribuição de substâncias por difusão, como também a ocorrência de inúmeras reações químicas. Em algumas células vivas observadas ao microscópio óptico, percebe-se que a região mais externa do hialoplasma (ectoplasma) é bastante viscosa (citogel). A parte interna (endoplasma) já é mais fluida (citosol). Certos movimentos do hialoplasma podem ser observados em células vivas, envolvendo principalmente o endoplasma:
  • 46. a) Ciclose A ciclose pode ser facilmente observada em células vivas, especialmente em células vegetais; trata-se de uma corrente citoplasmática que afeta o endoplasma. A velocidade da ciclose é aumentada pela elevação da temperatura e pela luz. Anestésico, temperaturas baixas e ausência de oxigênio são fatores que retardam ou até anulam o movimento.
  • 47.
  • 48. b) Movimento amebóide Em certas células as correntes citoplasmáticas são orientadas de tal maneira que elas resultam na locomoção da própria célula por meio de pseudópodos. Esse fenômeno é comum em amebas e leucócitos. *O endoplasma flui na direção do movimento; ao chegar na extremidade anterior, ele torna-se mais viscoso e se agrega às "paredes" de ectoplasma já existentes, então o ectoplasma "cresce" na parte interior. Na extremidade posterior, ocorre o oposto: o ectoplasma (viscoso) transforma-se em endoplasma que flui para frente. Então, na extremidade posterior, a parede de ectoplasma diminui constantemente.
  • 49.
  • 50. Em conclusão, a célula se move por meio de um fluxo de endoplasma, enviado pela extremidade posterior,e que se transforma em ectoplasma na região anterior da célula. Ainda no hialoplasma encontramos vários orgânulos e algumas inclusões. As inclusões são estruturas sem vida no citoplasma da célula. Ao conjunto das inclusões chamamos paraplasma: gotas de lipídios, grânulos de proteínas e pigmentos, substâncias cristalizadas (insolúveis).
  • 52. a) Retículo endoplasmático Estrutura No citosol das células eucariotas existe uma grande rede de canais e bolsas formadas por membranas semelhantes à do plasmalema formando o retículo endoplasmático. Existem dois tipos de retículos: O retículo endoplasmático rugoso (RER) é constituído por um conjunto de bolsas membranosas que apresentam ribossomos aderidos à sua superfície externa, daí o aspecto granuloso. O retículo endoplasmático liso (REL), por sua vez, é formado por um conjunto de túlulos membranosos que, como não apresenta ribossomos, apresenta um aspecto liso ao microscópio eletrônico. O RER e o REL são interligados e a transição de um para outro é gradual.
  • 53.
  • 54. Funções O RE funciona como uma grande rede de distribuição de substâncias no interior da célula. Tais substâncias podem percorrer o interior da célula sem se misturarem com o citosol. O REL é responsável pela produção de lipídios e fosfolipídios como os glicerídeos a lecitina. A fabricação de hormônios esteróides a partir do colesterol, também é feita no REL (estrógenos, testosterona). Outras funções do REL estão ligadas a desintoxicação do organismo (células do fígado) e armazenamento de substâncias: água, açúcares, pigmentos e sais (regulação osmótica). O RER por possuir ribossomos é responsável pela síntese de proteínas da célula, além de executar as funções do REL. As proteínas produzidas pelo RER são transportadas até o complexo de Golgi pelo REL.
  • 55.
  • 56. b) Ribossomos Estrutura O ribossomo é composto de RNA do tipo ribossômico e proteínas. Cada ribossomo é formado por duas subunidades ligadas entre si, sendo uma delas maior que a outra. Os ribossomos podem ser encontrados soltos no citosol ou ligados ao RE. É comum a associação entre vários ribossomos livres do citosol;quando isso acontece o conjunto formado chama-se polirribossomo. Os polirribossomos são formados sempre que está acontecendo síntese de proteínas. Funções Os ribossomos são responsáveis pela síntese de proteínas, tanto aqueles que estão livres no citosol quanto aqueles que estão associados ao RE.
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  • 58. c) Aparelho ou complexo de Golgi Estrutura Formado por um conjunto de dictiossomos. Cada dictiossomo, por sua vez, é formado por um conjunto de bolsas membranosas empilhadas. Nas células animais os dictiossomos estão juntos próximos ao núcleo, enquanto que nas células vegetais eles estão espalhados pelo citoplasma. Funções Nele ocorre o armazenamento, transformação, empacotamento e remessa de substâncias. Conforme o tipo de substância e sua função, elas poderão ser eliminadas da célula para o organismo ou permanecer no interior da célula. As células glandulares possuem o CG bastante desenvolvido. O processo de eliminação de substâncias que irão atuar fora da célula é chamado de secreção celular. O CG também elimina substâncias que irão permanecer no interior da célula; estas são eliminadas no interior de bolsas membranosas e a estrutura formada recebe o nome de lisossomo. Além da secreção celular, o CG tem um papel importante na formação do espermatozóide, pois este durante seu processo de formação perde quase todas as suas organelas, restando apenas o núcleo e o CG(acrossomo), que contém as enzimas digestivas necessárias para romper as membranas do óvulo e permitir a sua fecundação. O complexo de Golgi também pode ter outras funções bem específicas, dependendo do tipo de célula estudada, como a formação da lamela média durante a divisão da célula vegetal (fragmoplasto).
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  • 62. Exemplo: Secreção da célula de ácino pancreático: Os ácinos são pequenas estruturas glandulares que secretam as enzimas do suco pancreático. Na figura abaixo, está representado um ácino em corte transversal, sendo que as células ficam ao redor de um espaço, chamado luz ou lúmen.
  • 63. Representação esquemática de uma das células do ácino vista ao microscópio eletrônico. Existe bastante ergastoplasma, o que indica que a célula é eficiente produtora de proteínas. Repare ainda que as vesículas brotando do complexo de Golgi, são os grãos de zimógeno. Nestas vesículas ficam as enzimas que a célula secreta. Algumas das vesículas despejam seu conteúdo na luz do ácino. Nesta célula então, a síntese de proteínas ocorre no ergastoplasma; o complexo de Golgi funciona como armazenador e empacotador da secreção,que acaba sendo lançada ao exterior. Secreção do muco nas células caliciformes do intestino: existem células especiais em forma de cálice, que produzem uma soluçãol ubrificante e protetora, chamada muco. O muco é constituído por proteínas associadas a polissacarídeos (glicoproteínas). A seguir o esquema de uma célula caliciforme.
  • 64. A secreção dos grãos de zimógeno numa célula pancreática.
  • 65. Observe que do complexo de Golgi brotam vesículas de muco que, ao chegarem na superfície superior da célula, eliminam-no na luz intestinal. Isto ocorre porque a proteína produzida no ergastoplasma passa para o complexo de Golgi, onde ela se associa ao polissacarídeo pré- fabricado; o material é empacotado em vesículas ou grãos de muco e lançado para fora da célula.
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  • 67. d) Lisossomo Estrutura Os lisossomos (lise = quebra destruição, soma = corpo) são estruturas compostas por bolsas membranosas que contém diversos tipos de enzimas digestivas. Função Os lisossomos são responsáveis pela digestão intracelular. As bolsas, com partículas, formadas pela fagocitose e pinocitose, fundem-se aos lisossomos dando origem aos vacúolos digestivos, onde ocorrerá a digestão intracelular. Conforme essas partículas vão sendo digeridas pelas enzimas presentes nos lisossomos, as pequenas moléculas formadas que são úteis à célula atravessam a membrana do lisossomo e passam para o citosol, onde serão aproveitadas. Ao final da digestão, resta no interior do vacúolo somente resíduos inúteis que deverão ser eliminados da célula. O vacúolo contendo os resíduos passa a se chamar vacúolo residual. O processo de eliminação do conteúdo do vacúolo residual para o meio extracelular chama-se clasmocitose ou defecação celular. O processo de digestão de substâncias que entraram na célula por fagocitose ou pinocitose chama-se processo heterofágico.
  • 68. A célula pode usar os lisossomos para digerirem partes de si mesmas num processo de autofagia, para destruir organelas velhas e desgastadas ou quando a célula não recebe alimentos suficientes para se manter viva. O lisossomo se aproxima da estrutura a ser digerida ou eliminada e se funde com ela, formando o vacúolo autofágico. Uma célula pode assim destruir e reconstruir seus componentes centenas de vezes. As enzimas lisossômicas são produzidas no ergastoplasma, daí passam ao complexo de Golgi, no qual são empacotadas e liberadas sob a forma de vesículas (lisossomos primários). Quando uma partícula de alimento é englobada, forma-se o vacúolo alimentar (fagossomo). Observe a figura a seguir. Um ou mais lisossomos se fundem ao fagossomo, despejando nele enzimas digestivas: está formado o vacúolo digestivo ou lisossomo secundário. As pequenas moléculas provenientes da digestão são absorvidas pelo citoplasma. O vacúolo, agora cheio de resíduos, é chamado vacúolo residual, que em certas células, por clasmocitose, expulsa os resíduos para o meio externo.
  • 69. A célula pode usar os lisossomos para digerirem partes de si mesmas num processo de autofagia, para destruir organelas velhas e desgastadas ou quando a célula não recebe alimentos suficientes para se manter viva. O lisossomo se aproxima da estrutura a ser digerida ou eliminada e se funde com ela, formando o vacúolo autofágico. Uma célula pode assim destruir e reconstruir seus componentes centenas de vezes. As enzimas lisossômicas são produzidas no ergastoplasma, daí passam ao complexo de Golgi, no qual são empacotadas e liberadas sob a forma de vesículas (lisossomos primários). Quando uma partícula de alimento é englobada, forma-se o vacúolo alimentar (fagossomo). Observe a figura a seguir: Um ou mais lisossomos se fundem ao fagossomo, despejando nele enzimas digestivas: está formado o vacúolo digestivo ou lisossomo secundário. As pequenas moléculas provenientes da digestão são absorvidas pelo citoplasma. O vacúolo, agora cheio de resíduos, é chamado vacúolo residual, que em certas células, por clasmocitose, expulsa os resíduos para o meio externo.
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  • 71. e) Peroxissomos Vesículas membranosas assemelhadas aos lisossomos. Diferem destes nos tipos de enzimas que possuem, as quais digerem gorduras e degradam aminoácidos. Armazenam grande quantidade de catalase, enzima que acelera a decomposição da água oxigenada (H2O2) resultante do metabolismo celular. Essa é uma nobre função protetora, pois a H2O2 é mutagênica no interior das células, podendo danificar o DNA.
  • 72. f) Mitocôndrias Estrutura As mitocôndrias são estruturas delimitadas por duas membranas lipoprotéicas, sendo a mais externa lisa e a interna cheia de dobras denominadas cristas mitocondriais. O seu interior é preenchido por um fluido que contém diversas enzimas, pequenos ribossomos, DNA, RNA, etc. Esse fluido chama-se matriz mitocondrial. Função As mitocôndrias são responsáveis pela respiração intracelular, isto é, produção e liberação de energia(ATP) para todas as atividades celulares. A respiração intracelular consiste na quebra de moléculas orgânicas (glicose) em presença de oxigênio e liberação de energia, CO2 e água. A energia liberada é armazenada em moléculas de adenosina trifosfato(ATP). Devido à presença de DNA e RNA as mitocôndrias são capazes de se autoduplicarem independentemente da duplicação celular, além disso, são capazes de sintetizar muitas das proteínas necessárias ao processo respiratório.
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  • 74. g) Plastos Estrutura Os plastos são estruturas exclusivas de algas e vegetais. O seu número e forma varia muito conforme o organismo estudado. Existem basicamente dois tipos de plastos: cromoplastos e leucoplastos. Os cromoplastos apresentam pigmentos no seu interior (cromo = cor), os leucoplastos (leuco = branco), não contém pigmentos. O cromoplasto mais comum nos vegetais é o cloroplasto. Cloroplasto Os cloroplastos apresentam forma discoidal, são envolvidos por uma membrana externa e uma interna. Além destas, os plastos apresentam muitas membranas internas que formam bolsas chatas em forma de disco chamadas tilacóides. Estes, por sua vez, estão dispostos de modo a formar pilhas, semelhantes a uma pilha de moedas. A pilha de tilacóides recebe o nome de granum (plural = grana) . O interior do cloroplasto é preenchido por uma matriz gelatinosa chamada estroma, onde se encontram DNA, RNA,ribossomos, enzimas, etc. Nos tilacóides estão localizadas as moléculas de clorofilas, as quais estão organizadas de modo a poderem captar a maior quantidade de luz possível.
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  • 77.
  • 78. Funções Nos cloroplastos acontece a fotossíntese, processo onde são fabricadas moléculas orgânicas,principalmente glicose, usada pelas mitocôndrias na respiração intracelular. Durante a fotossíntese a clorofila capta a energia luminosa que será transformada em energia química (ATP). Essa energia será usada na fabricação de glicose a partir de água e gás carbônico. Cloroplastos ou leucoplastos podem armazenar o excesso de glicose produzida em forma de amido(polissacarídeo). Esses reservatórios são os amiloplastos. Como as mitocôndrias, os cloroplastos são capazes de se auto duplicar independentemente da duplicação celular e sintetizar alguns tipos de proteínas.
  • 79. ORIGEM DE CLOROPLASTOS E MITOCÔNDRIAS Algumas evidências levaram alguns estudiosos a propor a Teoria da endossimbiose. Essa teoria diz que num passado distante cloroplastos e mitocôndrias deveriam ser bactérias de vida livre, que passaram a viver no interior de células eucariotas em busca de proteção, dando em troca alimento e energia para a célula. A estrutura dessas organelas é muito semelhante à estrutura de algumas bactérias atuais, além do fato dessas organelas apresentarem seu próprio DNA, RNA, ribossomos e poderem se auto duplicar.
  • 80.
  • 81. h) Centríolos Os centríolos estão presentes na maioria dos organismos eucariontes, com exceção das plantas Angiospermas. Cada célula possui um par de centríolos (diplossomo) que ficam localizados em uma região chamada centrossomo ou centro celular. Cada centríolo do par é formado por 9 triplas de microtúbulos dispostos de modo a formar um cilindro. Os dois centríolos do par estão dispostos perpendicularmente um em relação ao outro. Possuem DNA próprio com capacidade de autoduplicação, a qual executam antes da divisão celular.Os centríolos originarão cílios e flagelos responsáveis por várias formas de movimentação. Funções  Estão envolvidos com a divisão celular.
  • 82.
  • 83. i) Cílios e Flagelos Estrutura São prolongamentos finíssimos que crescem a partir da superfície da célula. Sua estrutura interna chama-se axonema e é formada por 9 pares de microtúbulos dispostos de forma cilíndrica e um par central (haste). Embora tenham a mesma estrutura interna, cílios e flagelos diferem entre si da seguinte forma; cílios são curtos e numerosos, flagelos são longos e pouco numerosos. Na base de cada cílio e flagelo encontramos uma estrutura semelhante a um centríolo chamado cinetossomo ou corpo basal, pois essas estruturas crescem a partir do centríolo. No corpo basal,diferentemente da haste, há 9 túbulos triplos e não apresenta o par central. Funções Cílios e flagelos têm funções de locomoção celular (algas, protozoários, espermatozóides), captura de alimentos (esponjas), limpeza do organismo (epitélio traqueal nas vias respiratórias), etc.
  • 84.
  • 85. Citoesqueleto O interior do citoplasma da célula eucariota possui uma rede de finíssimos tubos e filamentos interligados chamada de citoesqueleto. Estrutura O citoesqueleto é formado por microtúbulos, compostos de uma proteína chamada tubulina e microfilamentos, constituídos de uma proteína contráctil chamada actina. Funções O citoesqueleto é responsável pela forma, organização e movimentos da célula eucariota (pseudópodos), movimentos citoplasmáticos (ciclose) além de formar estruturas importantes para o funcionamento celular (deslocamento de orgânulos).
  • 86.
  • 87. NÚCLEO Estrutura do Núcleo Geralmente as células apresentam um núcleo único aproximadamente esférico e mais ou menos central. Entretanto, há aquelas que têm dois ou mais núcleos, alguns de formato iregular ou ainda deslocados para a periferia, junto da membrana plasmática. O núcleo apresenta uma membrana nuclear ou carioteca, suco nuclear ou cariolinfa, cromatina e nucléolos. a) CARIOTECA A carioteca é dupla, sendo constituída por uma membrana interna e outra externa. Ribossomos podem estar presentes na carioteca, ao lado do hialoplasma. A carioteca é porosa, lipoprotéica e a cada divisão celular ela se desorganiza e se reconstitui nas células-filhas.
  • 88.
  • 89.
  • 90. b) Suco Nuclear Também chamado nucleoplasma e cariolinfa. É um gel protéico no qual ficam mergulhados os componentes do núcleo. Nessa solução as enzimas catalisam importantes reações químicas. Sabe-se que no suco nuclear pode ocorrer síntese de ATP, substância "armazenadora" de energia, através da glicólise.
  • 91. c) Nucléolos O nucléolo tem um aspecto corpuscular esponjoso, sem membrana envoltória e cujas cavidades ficam preenchidas pelo suco nuclear. Pode haver mais de um nucléolo por núcleo. Quimicamente, o nucléolo é muito rico em RNAribossômico, que agregado à proteína forma os ribossomos. No início da divisão celular, os nucléolos se desintegram, provavelmente espalhando-se pelo citoplasma sendo distribuídos para as células filhas. No fim da divisão, eles são novamente sintetizados nas células-filhas por um cromossomo especial (organizador do nucléolo).
  • 92. d) Cromatina Numa célula em intérfase (período anterior à divisão celular) a cromatina aparece como uma massa filamentosa emaranhada, mais ou menos homogênea no interior do núcleo. Durante a intérfase cada cromossomo é constituído por um filamento de DNA extremamente fino, enrolado em grânulos de proteínas histonas, chamado cromonema. A cromatina interfásica é então constituída pelo conjunto de cromonemas emaranhadas no interior do núcleo. O filamento de cromatina (DNA + histonas) cromossômica, na intérfase, apresenta regiões mais condensadas (heterocromatina) e menos espiralizadas (eucromatina). Antes da célula dividir-se o cromossomo vai ficando mais condensado e curto, devido ao frouxo enrolamento da eucromatina; cada cromossomo apresenta-se duplicado, porém os dois filamentos (cromátides) estão unidos num único ponto: o centrômero, que é uma região heterocromática (constricção primária). Todas as outras constricções do mesmo cromossomo serão secundárias.
  • 93.
  • 94. O número de cromossomos é fixo dentro de uma mesma espécie: o homem possui 46 cromossomos; a drosóphila possui 8; o milho possui 20. Na maioria dos organismos, apresentam-se aos pares, constituindo os cromossomos homólogos (cariótipo). Assim, os 46 cromossomos são 23 pares de homólogos, cada núcleo tem dois conjuntos semelhantes de cromossomos (2 genomas), sendo por isso, diplóide (2n = 46). Ao longo de cada cromossomo, aos segmentos de DNA codificadores das diferentes proteínas (enzimas anticorpos, etc), chamaremos de genes. Lado a lado, em cromossomos homólogos, estão os genes alelos codificando cada característica hereditária.
  • 95.
  • 96. A forma dos cromossomos depende da relação de tamanho entre seus braços, determinada pela posição dos centrômeros. Apresenta 4 tipos: Metacêntricos: o centrômero ocupa a posição média do cromossomo, deixando dois braços com mesmo comprimento. Submetacêntricos: tendo o centrômero um pouco deslocado para uma das extremidades, formadois braços com diferentes tamanhos. Acrocêntricos: estando o centrômero bastante deslocado para uma das extremidades. Apresentaráum dos braços bem mais comprido que o outro. Telocêntricos: o centrômero está numa das extremidades, deixando um só braço cromossômico.
  • 97.
  • 98. O cariótipo indica número, tamanho, forma e características dos cromossomos de uma espécie. Os cromossomos homólogos numa célula diplóide:
  • 99. As células reprodutoras ou gametas dos organismos diplóides, por sua vez, têm um único conjunto de cromossomos (genoma) sendo, por isso haplóides (n).