Sentido da Vida | 1
oderíamos iniciar este trabalho a exemplo do que no Li‑
vro dos Atos dos Apóstolos de Jesus acontece. ...
2 | Sentido da Vida
Penetre neste trabalho com fé e tenha as suas próprias
experiências com Deus. Que você possa entender,...
Sentido da Vida | 3
o meu esposo, filhos e netos, com destaque para a Flávia e o João An-
drade, pela preciosa ajuda prest...
Capítulo I
Mensagem
Divina
Sentido da Vida | 7
or que estou aqui? Por que estamos iniciando este tra‑
balho no segundo dia de julho do ano 2000?
Em 1...
8 | Sentido da Vida
tocando um instrumento musical na igreja. Recordo-me de
ter dito: “Ele não é músico. Deve ser a minha ...
Sentido da Vida | 9
meus olhos, a tarefa é difícil, mas sabemos que nada é difícil
ou impossível para Ele, assim: posso to...
10 | Sentido da Vida
Nasci em Teresópolis - RJ, no ano de 1942. Local belíssi‑
mo, mas muito frio. Meu pai trabalhava nas ...
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Vimos nesta situação a morte dando vida. É necessário
o aproveitamento de todo o tempo. A volta do Se...
12 | Sentido da Vida
Próximo à casa dos meus pais existia um templo da As‑
sembléia de Deus. Aos domingos à tarde, davam‑s...
Sentido da Vida | 13
Tivemos três filhos: Tânia Cristina, João Andrade e Denise.
A Tânia Cristina nasceu em Belo Horizonte...
14 | Sentido da Vida
Assim o fizemos e lá chegando pela manhã, fomos bem
recebidos, e nos disseram que naquele mesmo dia à...
Sentido da Vida | 15
por breve tempo membros da Igreja Congregacional (Evan‑
gélica) no alto de Teresópolis, onde sabiamen...
16 | Sentido da Vida
feito por cristãos que incentivam, nas igrejas, as crianças a es‑
tudarem a Bíblia, a memorizarem alg...
Capítulo II
A conversão
Sentido da Vida | 19
m 1982, eu era funcionária da Embaixada de Portugal, ha‑
via concluído o curso de Direito e o meu cas...
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de separação, aliás, a qualquer modalidade de separação. Diz
a palavra de Deus: O que Deus uniu não s...
Sentido da Vida | 21
então eu disse gemendo: “Socorro, socorro, socorro!” Que me
ajudasse conforme a Sua vontade. Permanec...
22 | Sentido da Vida
eu não entendia, mas ela tinha conhecimento da minha vida
íntima. Continuou ela: “Jesus tem um propós...
Sentido da Vida | 23
A partir do meu encontro com Jesus, desejei profunda‑
mente conhecê‑Lo. Eu havia sido apresentada a u...
24 | Sentido da Vida
loso com a obra de Deus, procurou-nos e mencionou a sua
preocupação: “Será que a sua menina já pode t...
Sentido da Vida | 25
atenciosos conosco. A irmã Vanda e o seu esposo, coronel
Rubem, ambos já estão na glória com o Senhor...
26 | Sentido da Vida
Sempre gostei de cantar e agora eu queria louvar o meu
Senhor. Senti grande desejo de entrar para o c...
Sentido da Vida | 27
Vejamos o que diz o Salmista:
“Esperei confiantemente pelo Senhor; Ele se inclinou
para mim e me ouvi...
Capítulo III
Experiências
no louvor
Sentido da Vida | 31
ecordo‑me de que eu era recém‑convertida quando a
missionária Valnice (ela ainda não era Pastora) foi...
32 | Sentido da Vida
Em outra ocasião, o coro encontrava-se no templo para
ministrar o louvor. Então, vi um anjo chegar ju...
Sentido da Vida | 33
É costume, na nossa igreja, um dos pastores, ou ambos,
orarem com o coro antes da subida ao altar par...
34 | Sentido da Vida
Muitas outras vezes senti forte mover do Espírito. Não
digo visitação, porque creio que o Espírito Sa...
Sentido da Vida | 35
sidente chegou e passei para ele a direção e ele, assumindo
a direção, disse: “vou pedir à irmã Suze ...
36 | Sentido da Vida
Iniciamos o mais rapidamente possível a gravação.
Uma das músicas deste trabalho me foi dada. Assim: ...
Sentido da Vida | 37
A primeira vez que estivemos em Anápolis, pela Adho‑
nep, recebemos um livro de poesias, escrito pela...
38 | Sentido da Vida
de ti, faça outro disco e ajude aos menos privilegiados”. Fize‑
mos então “Doação em Amor”, do qual s...
Sentido da Vida | 39
Quem me dera a fidalguia
De chamá-lo meu irmão,
Partir com ele o meu teto
Meu agasalho, meu pão.
Fazê...
40 | Sentido da Vida
“No outro dia, cheguei quietinha e, Glória a Deus, ele
estava te ouvindo”.
Como fiquei feliz! Sabemos...
Sentido da Vida | 41
Na medida do possível, tentamos ajudar, oramos pelo
casal e retornamos a Brasília.
Enquanto retornáva...
Capítulo IV
tarefas
missionárias
Sentido da Vida | 45
m dia como outro, a mesma rotina de sempre, de re‑
pente o desejo de orar. Tive uma visão, como num r...
46 | Sentido da Vida
Temos o privilégio de há mais de vinte anos trabalhar‑
mos nesta Associação, obedecendo ao ide do Sen...
Sentido da Vida | 47
de uma margem a outra, um tipo de passarela inflada (como
uma bóia), que não conseguia ficar reta nem...
48 | Sentido da Vida
Uma das maiores dificuldades que enfrentei como Pre‑
letora da Adhonep foi quando fomos designados pa...
Sentido da Vida | 49
Sempre que tenho um compromisso para ministrar, pro‑
curo me preparar com jejum e oração, tendo em vi...
50 | Sentido da Vida
Acordei com muita alegria, sabia que o Espírito Santo
estava se agradando, estava naquele negócio. Se...
Sentido da Vida | 51
Preparava-me para fazer a minha primeira preleção na
Adhonep. Pedi a Deus que me desse uma palavra de...
52 | Sentido da Vida
por Jesus em uma de suas preleções, recordo-me até da roupa
que você usava, era um vestido azul, os s...
Sentido da Vida | 53
contemplar as Cataratas, pensava: “se aqui na Terra Ele fez
assim, o que terá feito no céu? ” Ao volt...
54 | Sentido da Vida
Como já mencionei, o meu prazer, após o meu encontro
com Jesus, é estar buscando ao Senhor e costumav...
Sentido da Vida | 55
no avião. Era uma alegria muito grande, afinal, eu não estava
fazendo uma viagem qualquer, era uma vi...
56 | Sentido da Vida
filhas, estava, como nós, na excursão – éramos trinta brasilei‑
ros, alguns do Sul, outros do Norte, ...
Sentido da Vida | 57
Quero dizer que estas coisas aconteceram em 1999, ano
em que Israel havia completado cinqüenta anos d...
58 | Sentido da Vida
espírito, eu mesma não sei como tive coragem de abordar
pessoas que não conhecia e lhes formular um c...
Capítulo V
Sonhos
Sentido da Vida | 61
Logo após a minha conversão, tive um sonho: eu estava
dentro de um poço cheio de lama, quanto mais me...
62 | Sentido da Vida
as igrejas. Assim, parecia que o Senhor queria que eu fizesse
duas igrejas simples. Uma já está pront...
Sentido da Vida | 63
Contei ao meu marido a minha pretensão, mas ele não
quis tomar nenhuma decisão, disse que eu teria de...
64 | Sentido da Vida
semos as nossas bíblias no livro de Atos dos Apóstolos de Je‑
sus, 11:19. No sonho, eu encontrava o v...
Sentido da Vida | 65
Por diversas noites o mesmo sonho: estava em uma pen‑
são, não tinha quem fizesse as refeições, o hor...
66 | Sentido da Vida
chamou dizendo: “Zilda, venha aqui, rápido”. Corri. Ela estava
assustada: “O que é isto, tão próximo ...
Sentido da Vida | 67
acordou e disse: “O Senhor está vindo te visitar”. “Preciso to‑
mar um banho, preparar‑me”, disse‑lhe...
68 | Sentido da Vida
Outro sonho significativo deu-se em um avião. Eu e mui‑
tos membros da IBCB – lembro-me bem da irmã S...
Sentido da Vida | 69
Que coisa linda! A Flávia disse: “Um anjo não, era Jesus. Nin‑
guém amou como Eu amei”. O Gabriel con...
70 | Sentido da Vida
Ninguém amou como eu amei
Ninguém amou como eu amei
Ninguém jamais amou tanto assim
Ninguém amou como...
Sentido da Vida | 71
exame delicado e a assinatura de um termo de responsabili‑
dade, resolvi submeter-me à cirurgia. Mas ...
72 | Sentido da Vida
Neste mundo, não estamos livres das investidas de
Satanás, mas o Senhor de todas nos livra. Aleluia! ...
Sentido da Vida | 73
É mais ou menos como em uma família, quando o pai
ou a mãe dá um pouco mais a um dos filhos, os outro...
74 | Sentido da Vida
tentando movimentar o meu braço. Orientação médica”. Olhei
para ela, senti de imediato um forte calor...
Sentido da Vida | 75
Certo domingo, após a ceia, fui para casa. Eu estava dife‑
rente, uma grande sensação de leveza, quas...
Capítulo VI
Livramento
das raíves de
amargura
Sentido da Vida | 79
oração que Jesus nos deixou nos ensina a perdoar,
observe quando oramos: “(...) perdoa-nos as nossas ...
80 | Sentido da Vida
eu não posso, não tenho estrutura para tanto, definitivamen‑
te, não consigo (...)”.
Percebi que algu...
Sentido da Vida | 81
seres humanos que fraquejaram na carne, que magoaram
uma pessoa especial, digna, honesta, muito queri...
82 | Sentido da Vida
tenha reconciliado, pois estava afastada havia muitos anos
do evangelho, em função de decepção tida c...
Sentido da Vida | 83
Em uma das minhas preleções na Adhonep, no momen‑
to de intercessão, muitas senhoras foram receber or...
84 | Sentido da Vida
e qualquer pessoa que possa por qualquer ato ou omissão
me magoar. É claro que peço a Deus que me liv...
Sentido da Vida | 85
Fui socorrida, cortisona injetável, álcool no pescoço,
tudo voltou ao normal, apenas o sistema nervos...
86 | Sentido da Vida
hoje à noite à minha casa, eu vou atendê-la, já tenho uma
pessoa marcada e atendo apenas a uma pessoa...
Sentido da Vida | 87
as amarras, você está liberta (...)”. Assim foi feito para a honra,
glória e louvor do nome do Senhor...
88 | Sentido da Vida
Costumo fazer, uma vez ao ano, os exames de rotina.
Certa feita, quando fiz a densitometria óssea, fo...
Sentido da Vida
Sentido da Vida
Sentido da Vida
Sentido da Vida
Sentido da Vida
Sentido da Vida
Sentido da Vida
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  1. 1. Sentido da Vida | 1 oderíamos iniciar este trabalho a exemplo do que no Li‑ vro dos Atos dos Apóstolos de Jesus acontece. Verificamos que, nesse Livro, Lucas narra as experiências dos apóstolos com Deus. Outra não é a nossa proposta senão a de compar‑ tilharmos as nossas experiências vividas ao lado do Senhor. O Reino de Deus é formado de coisas simples, peque‑ ninas, mas grandiosas. As narrações aqui contidas não são fictícias, mas verdadeiras; são experiências minhas com Deus, e da mesma forma que ali encontramos Felipe, o Eunuco e a manifestação do Espírito Santo; Paulo e Silas; Pedro em casa de Cornélio e tantas outras experiências dos discípulos de Je‑ sus, aqui encontraremos: Zilda e Terezinha à porta da lixeira; Zilda e turistas às margens do Jordão, bem como outras situ‑ ações criadas pelo Espírito Santo. Não fora a orientação do Senhor para compartilhar, por meio deste livro – uma vez que algumas experiências têm sido compartilhadas para ganhar vidas para Jesus – provavel‑ mente eu as guardaria, egoisticamente, para mim. Cada vez que de qualquer delas me recordo, revivo o momento em que ocorreu. Então, fico cheia de alegria, de satisfação plena, e, novamente, sou envolvida pelo manto do Senhor, estimulada a continuar no caminho. Nota da Autora P
  2. 2. 2 | Sentido da Vida Penetre neste trabalho com fé e tenha as suas próprias experiências com Deus. Que você possa entender, por ter ex‑ perimentado, o que eu tentei transmitir por meio de palavras e dizer como Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42:5), pois outro não é o objetivo deste trabalho. Não trataremos de religião, de seitas, de dogmas ou de filoso‑ fias. Trataremos do Senhor Jesus, o Cristo, o Filho de Deus. Não espere encontrar aqui uma obra literária brilhante, pois, sob este aspecto, o é totalmente despretensioso. An‑ tes, deverá ser discernido espiritualmente; foi feito para a sua alma. Portanto, não se prenda à letra e, se adulto, permita‑se, enquanto o lê, ser criança, assim compreenderá facilmente que poderá, também, ter momentos espirituais inauditos neste mundo material, momentos inesquecíveis nos quais perceberá o sobrenatural de Deus. Aqui você verá como aguçar os ouvidos, os olhos, os sentidos, e perceberá a necessidade de ter intimidade com Deus. Verá que Ele está sempre disponível, está em nós, mas precisamos “ir” a Ele, ter tempo com Ele, aprender a ouvi‑lo. Carecemos das experiências com o Espírito Santo, nosso En‑ sinador, nosso Consolador, e de por Ele sermos convencidos do pecado, da justiça e do juízo, para alcançarmos, assim, a vida eterna, por intermédio de Jesus, o Filho do Homem, o Cristo ressurreto, afinal, isto é o Sentido da Vida.
  3. 3. Sentido da Vida | 3 o meu esposo, filhos e netos, com destaque para a Flávia e o João An- drade, pela preciosa ajuda prestada no computador e sugestões. Ao Davi, nesta reedição, pelo apoio. Aos amigos Eládia e ao Professor João Chinelato, pela significativa co- laboração quando da primeira edição, a qual vimos repetida, renovada, nesta segunda edição. À amiga Maria Lúcia Gianvecchio, pelo apoio na tela que originou a primeira capa. Zilda Agradecimentos A
  4. 4. Capítulo I Mensagem Divina
  5. 5. Sentido da Vida | 7 or que estou aqui? Por que estamos iniciando este tra‑ balho no segundo dia de julho do ano 2000? Em 1982, residíamos na super quadra sul cento e oito, bloco G, apartamento quinhentos e cinco, onde tivemos ma‑ ravilhosas experiências com Deus, que usou uma senhora chamada Terezinha. Ela, como eu, residia no bloco “G”. Rara‑ mente nos encontrávamos. Ambas, além das obrigações co‑ muns às donas de casa, tínhamos uma atividade profissional, mas Deus tem os seus propósitos. Ele faz o tempo, a oportu‑ nidade, faz a hora. Assim, vizinhas por alguns anos, eventu‑ almente nos cruzávamos na quadra, embaixo do bloco: “Bom dia, tudo bem? ”. Anos se passavam, tudo igual, mas algo maravilhoso aconteceu àquela senhora, que passou por grande transfor‑ mação. Ela teve um encontro com o Senhor JESUS e recebeu o Dom da Profecia. Assim, em um dos nossos encontros, ra‑ pidamente, foi entregando-me o recado celestial, por meio de três mensagens. Na primeira, eu iria, em pouco tempo, mudar-me para uma casa no Lago Sul; na segunda, eu iria escrever um livro. “Eu? ”, perguntei-lhe surpresa. Respondeu-me: “Sim. Ele vai passar por uma revisão, mas você vai escrevê-lo”; e, na tercei‑ ra mensagem, disse que o Senhor lhe mostrava o meu filho P
  6. 6. 8 | Sentido da Vida tocando um instrumento musical na igreja. Recordo-me de ter dito: “Ele não é músico. Deve ser a minha filha, ela sim é pianista”. Corrigiu-me ela: “Sua filha poderá tocar também”. De fato - a Denise, atualmente, é regente do coral da igreja, compôs uma linda cantata de Natal que já foi apresentada no Natal de 2007 em nossa igreja e este ano será apresentada na Escola de Música de Brasília; compõe lindas músicas, partici‑ pa de um dos grupos de louvor tocando teclado e cantando. Ela é bem envolvida com a música sacra e no seu trabalho secular também. Mas, dizia ela, “ (...) o Senhor mostrou-me o seu filho tocando e, com o avanço tecnológico, enfim, eu não sei como vai ser, mas vai ser (...)”. A primeira profecia cumpriu-se em poucos meses e nos mudamos para uma casa no Lago Sul, onde moramos até hoje. Quanto às outras duas, a segunda cumpre-se com a pu‑ blicação deste trabalho. Recentemente, Deus usou outra mensageira para dizer- me: “O Senhor está me mostrando você escrevendo um livro”. Isso ocorreu enquanto falávamos das coisas divinas, ao tele‑ fone; de repente, ela recebeu Dele a revelação e falou. Eu, do outro lado da linha, fiquei impactada, após 18 anos, o Senhor confirmara a sua vontade. Ela pensou que a ligação tivesse caído, pois eu não falava, quando, finalmente, narrei‑lhe a revelação expondo, também, as minhas dificuldades em es‑ crever por desconhecer o assunto. Expliquei-lhe que várias vezes até tentei, mas não obtive êxito. Concluiu, então, a ami‑ ga Yêda: “O Senhor está dizendo para você escrever as suas experiências com Ele”. “Experiências com Ele. Glória a Deus. Vou iniciar imediatamente”, respondi-lhe. Aqui estou, portanto, na posição de serva, fazendo a vontade do meu Senhor, escrevendo um livro. Tarefa nova, desconhecida para mim, esperando receber Dele a instrução e a inspiração necessárias para tanto. Aos
  7. 7. Sentido da Vida | 9 meus olhos, a tarefa é difícil, mas sabemos que nada é difícil ou impossível para Ele, assim: posso todas as coisas em Cristo, que me fortalece. Com poucos peixinhos e alguns pães me coloco ao dispor do Senhor, esperando que Ele faça a multiplicação; não inicio pensando no que irei receber, mas no que já recebi; não pelo que terei, mas pelo que já tenho; não pelo que serei, mas pelo que sou. Tenho pouco, mas o pouco com Deus é muito e o que tenho está nas mãos do meu Senhor. Você já deve ter percebido que não teria sido possível iniciar este trabalho após a profecia, afinal não tínhamos tido ainda as experiências com Deus. Elas foram ocorrendo no passar destes dezoito anos. O tempo de Deus não é o nosso tempo. Deus nunca se atrasa, não perde a hora. Quanto à terceira profecia: “o seu filho vai tocar na igre‑ ja”. Quando do lançamento deste livro, ainda não havia se cumprido. Hoje, em 2008, o João Andrade toca a sua viola, como ele mesmo diz. Compõe lindas músicas para o nosso Deus e canta no coral da igreja. Deus é fiel! Como é maravilhoso ver os planos de Deus se cumprin‑ do um a um em nossas vidas. Temos apenas que esperar com paciência no Senhor, porque Ele é o dono do tempo. Vimos a primeira profecia se cumprir em menos de um ano, entretan‑ to, as outras duas após dezoito anos. Sabemos que nem um só dos propósitos do Senhor dei‑ xará de ser cumprido, afinal, “... nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas”. (Josué 21:45).
  8. 8. 10 | Sentido da Vida Nasci em Teresópolis - RJ, no ano de 1942. Local belíssi‑ mo, mas muito frio. Meu pai trabalhava nas antigas máquinas movidas a vapor, da Estrada de Ferro Central do Brasil, enfren‑ tando altas temperaturas e, ao sair das máquinas, expunha-se a fortes golpes de ar frio. Desse modo, tornou-se vulnerável a constantes resfriados, pneumonias e, finalmente, ficou tu‑ berculoso. No final dos anos 40, os recursos não eram como os de hoje e, assim, víamos o nosso pai perdendo peso, cor, enfim, definhando. Àquela altura, eu devia estar com seis ou sete anos de idade. Certo dia, correu o boato de que ele havia morrido. Pes‑ soas chegaram em nossa casa com flores. Assim era o costu‑ me na época. Fiquei apavorada, estávamos perdendo o nosso pai e, pela primeira vez, fiz um pedido a Deus, supliquei que não levasse o meu paizinho. Fui atendida e ele, Florisbello Martins da Silva, conhecido por Bilu, com apenas um pulmão, viveu 83 anos. Como já mencionei acima, o meu pai faleceu com 83 anos. Fomos para o sepultamento e, ali, após a ministração da palavra pelo Pastor, fizemos o convite e diversas pessoas se decidiram por JESUS. Graças a Deus. A cura do meu pai Falecimento do meu pai
  9. 9. Sentido da Vida | 11 Vimos nesta situação a morte dando vida. É necessário o aproveitamento de todo o tempo. A volta do Senhor Jesus está próxima. Recomendo a leitura de “Visita Divina”, na pá‑ gina 66 deste livro. Você vai entender melhor o que acabei de dizer. Aos 13 anos de idade, apesar de ser uma criança, ou me‑ lhor, uma adolescente alegre, peralta, quando me punha em frente ao espelho, ficava muito triste por me achar muito feia. Eu já era uma mocinha e continuava feiosinha, sem graça e, certa feita, no banheiro, diante do espelho, pedi a Deus que me desse um pouco de beleza, de graciosidade. Assim, aos 15 anos eu já era outra pessoa. Não que eu me achasse bonita, mas me aceitava e me aceito bem; as pessoas começaram, então, a me elogiar, o que antes jamais acontece‑ ra. Pessoas que me conheceram na adolescência perceberam grande mudança e comentavam que eu havia mudado muito, para melhor. Deus me ouviu, percebeu o quanto era importante para mim, àquela altura, ser mais interessante. Hoje, sei que a beleza interior do que crê transcende a beleza exterior. “Não seja o adorno das esposas o que é exterior (...), seja, porém o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus”. (I Pe. 3:3,4) Adolescente feiosinha
  10. 10. 12 | Sentido da Vida Próximo à casa dos meus pais existia um templo da As‑ sembléia de Deus. Aos domingos à tarde, davam‑se encontros ali. Bastante barulho, alvoroço, quase gritaria. Então eu disse para alguém que estava comigo: “Poderei até vir a ser crente, um dia, mas nunca pentecostal”. Em março de 1984, fui batizada no Espírito Santo, enten‑ di o pentecostes e os nove dons espirituais fazem parte inte‑ gral da minha vida. Porque uma coisa é aprender do homem e outra coisa é aprender do Espírito. Deus é espírito. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo cousas espirituais com espirituais. (1Co2:13). Aos 16 casei‑me com João Baptista. Residimos inicial‑ mente em Belo Horizonte e, após um ano, fomos para São Paulo. Depois, finalmente, viemos para Brasília, onde mora‑ mos até hoje. Nesta capital, vivemos há 48 anos, e o Senhor tem preservado e abençoado o nosso casamento nesses 49 anos. Após as dificuldades, temos usufruído das vitórias. Desta água não beberei Nossa família
  11. 11. Sentido da Vida | 13 Tivemos três filhos: Tânia Cristina, João Andrade e Denise. A Tânia Cristina nasceu em Belo Horizonte, casou-se com o Cláudio e nasceu a Raquel; o João Andrade nasceu em São Paulo, casou-se com Juliana e nasceram Flávia e Gabriel; a Denise nasceu em Brasília, casou-se com o Ciro e nasceram Davi, Sâmara e Natan. Atualmente, o João Andrade está casado com a Jemima, que veio para nos alegrar, para somar. Os filhos são presentes de Deus. Assim, os três presentes que o Senhor nos deu nos de‑ ram seis presentes e estes nos deram quatro presentes. Grande é o privilégio de poder conhecer os filhos dos filhos dos nossos filhos. A Flávia e o Patrício nos deram a Júlia e a Liz (de feliz). O Gabriel e a Juliana (Juju) nos deram a Fernanda e o Felipe. Agradeço ao Pai pela linda família, e a todos abençôo. Que sejam tementes ao Senhor, que tenham a Jesus como salvador e que acima de todas as coisas, amem a Deus e que amem, também, ao próximo, como Jesus nos ensinou. Que sejam honrados, felizes e prósperos. Amém. Fomos convidados por um casal amigo, ou melhor, nos‑ sos afilhados de casamento, para passarmos um final de se‑ mana em Goiânia, após o casamento. Gostamos da idéia, pois ainda não os tínhamos ido visitar. Liberta pela palavra
  12. 12. 14 | Sentido da Vida Assim o fizemos e lá chegando pela manhã, fomos bem recebidos, e nos disseram que naquele mesmo dia à noite ha‑ veria uma festa em uma fazenda nas proximidades. Vai ter um churrasco, hoje à noite, vai ser bem legal, disseram eles. Convidaram-nos a irmos com eles. Concordamos sem pedirmos maiores detalhes sobre a tal festa e, aproximada‑ mente às vinte horas, chegamos ao local. Aparentemente, tudo era comum. Pessoas alegres, bebida alcoólica “rolando”, muita carne, mas, por volta das vinte e duas horas, iniciou-se uma movimentação diferente: algumas pessoas começaram a trocar suas roupas - retornavam ao ambiente com suas capas marrom escuro, pretas, vermelhas - ufa! Comecei a perceber tratar-se de uma festa macabra. O ambiente transformou-se. Afastados da cidade, havíamos adentrado bastante na área rural e não conhecíamos o caminho de volta. Fomos ficando. A certa hora, sacrificaram um animal - um bode - ouvimos urros de dor, era macabro, pavoroso mesmo, até lembrava um filme de terror. Misturaram o sangue do animal com cachaça e foram bebendo, passando de mão em mão; eu rezava todas as rezas que conhecia, pedia a Deus que nos protegesse, pois não estávamos naquele lugar por livre escolha, o acaso nos levara até ali. Eu suplicava a proteção de Deus para mim e para a minha família e que nos tirasse dali a salvo. Finalmente, na alta madrugada, retornamos ao aparta‑ mento dos nossos anfitriões, só então percebi, nas paredes, a existência de muitos colares e símbolos da macumba. No‑ vamente rezei, pedindo proteção. Adormeci e, de madrugada, acordei. Percebi que estava totalmente sem os movimentos do meu corpo, fiquei apavorada, queria pedir ajuda ao João, que estava na mesma cama, entretanto, eu não conseguia mexer nem um dedo, estava paralisada, não tinha voz. Felizmente, a minha mente funcionava. Lembrei-me de quando criança, entre oito e nove anos, os meus pais foram
  13. 13. Sentido da Vida | 15 por breve tempo membros da Igreja Congregacional (Evan‑ gélica) no alto de Teresópolis, onde sabiamente ensinavam às crianças a Palavra de Deus. Recordo‑me de que nos incen‑ tivavam com pequenos presentinhos. Foi quando aprendi o Salmo 23, e, agora, ali, naquela situação, após tantos anos passados –– quase trinta anos –– era o que me vinha à mente: o Salmo vinte e três. Mentalmente, eu o revisava uma, duas, três vezes: O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo: o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre. Amém. Após a terceira vez, comecei a sentir leve formigamen‑ to nos dedos dos pés e continuei meditando no Salmo 23, até que aos poucos fui recuperando todos os movimentos do meu corpo. Já amanhecia. Chamei o João e, ainda muito as‑ sustada, contei o que havia se passado e pedi que saíssemos dali o mais rapidamente possível. Assim o fizemos, demos uma desculpa e partimos. Ao ver alguém em uma cadeira de rodas, fico pensando que poderia estar na mesma situação, caso não tivesse sido liberta pela Palavra de Deus. Não posso deixar de ressaltar a importância do trabalho
  14. 14. 16 | Sentido da Vida feito por cristãos que incentivam, nas igrejas, as crianças a es‑ tudarem a Bíblia, a memorizarem algumas porções preciosas como, por exemplo, o salmo vinte e três. Que Deus abençoe e reanime a todos os que ensinam. Meu esposo, quando foi funcionário da Presidência da República, convidou um amigo para ir à nossa casa. Era um Pastor que nos falou de Jesus e nos convidou para irmos à igreja, a fim de a conhecermos, mas eu disse que não iria. Estava presa às vaidades, às futilidades. Preferi, naquela altu‑ ra, o mundo e as suas atrações. Desconhecia, à época, a im‑ portância de colocar Deus acima de todas as coisas. Não foi pequeno o preço que paguei por não ter sabido fazer a melhor escolha. Preferi as ofertas mundanas. Hoje, compreendo a “Paz que excede todo entendimento huma- no” e que cada pessoa tem a chave do seu coração e ele só se abre por dentro. Lamento profundamente os anos perdidos com futilidades, longe do “sentido da vida”, certamente, foi a pior escolha... A pior escolha
  15. 15. Capítulo II A conversão
  16. 16. Sentido da Vida | 19 m 1982, eu era funcionária da Embaixada de Portugal, ha‑ via concluído o curso de Direito e o meu casamento havia falido. Eu e o João estávamos separados do leito conjugal ha‑ via, aproximadamente, um ano. Queríamos, rapidamente, a separação judicial, a fim de legalizarmos o que já era de fato. Então, marcamos uma reunião para tratarmos dos termos da petição inicial. Recordo-me de que era um sábado do mês de outubro de 1982. Nossos filhos haviam saído, ficamos apenas nós dois, começamos a tratar dos termos da separação. Os filhos fica‑ riam comigo no apartamento, no qual residíamos, a fim de não lhes causar maiores problemas. Íamos muito bem, como pessoas civilizadas, tratando de item por item dos termos da petição inicial, até chegarmos à separação de bens. Quando nos casamos, nada tínhamos. Ambos havíamos trabalhado muito e o pequeno patrimônio que formamos havia sido con‑ seguido com muito sacrifício. Assim, nenhum dos dois queria perder nada, queria, sim, tirar proveito da situação e ficar com a melhor parte. Não conseguimos chegar a um acordo quan‑ to à partilha e minhas esperanças de resolver rapidamente a situação constrangedora em que vivíamos, mediante uma se‑ paração consensual, chegaram ao fim. Sem acordo, teríamos de partir para a separação litigiosa – tenho ojeriza a este tipo E
  17. 17. 20 | Sentido da Vida de separação, aliás, a qualquer modalidade de separação. Diz a palavra de Deus: O que Deus uniu não separe o homem. Moisés permitiu a separação por causa da dureza dos corações. Como advogada, atuei em legalizações de poucas sepa‑ rações judiciais. Os casais já estavam separados há alguns anos, já tinham novos companheiros, atuei, por exemplo, em um divórcio, onde o marido havia abandonado o lar há dezes‑ sete anos. Um outro exemplo foi o de um casal de anciãos que há trinta anos estavam separados e em situação análoga. Recusei-me, no entanto, a atuar na separação de uma colega da Embaixada de Portugal, que, quando me procurou, ainda estava morando no mesmo imóvel com o marido e fi‑ lhos. Havia ainda esperança de uma reconciliação. Um outro colega, também da Embaixada de Portugal, me procurou, eu os encaminhei ao gabinete pastoral e eles tiveram uma expe‑ riência pessoal e maravilhosa com Deus. Recentemente, os encontrei em uma Convenção. Estavam felizes com o casa‑ mento restaurado. Fiquei desesperada por não ter uma solução imediata para a nossa situação, teríamos de esperar anos, tendo em vista a morosidade da Justiça, até que as nossas vidas fossem resolvidas por um homem. Diante do impasse, formou-se for‑ te discussão e, felizmente, o João optou por sair de casa ba‑ tendo fortemente a porta, se foi. Comecei a chorar, não tinha ninguém para chorar comigo, sempre fui muito reservada, não gosto de contar meus problemas. Pensei em telefonar para os parentes no Rio de Janeiro, mas não quis assustá-los com os meus problemas, afinal, eles não poderiam me ajudar, não poderiam fazer nada por mim. No meu quarto, chorando, lembrei-me de que, quando criança, diante de alguma dificuldade, minha mãe me manda‑ va pedir ajuda a Deus. Joguei-me ao chão e pedi a Deus que me ajudasse, como Ele quisesse, eu não sabia o que pedir,
  18. 18. Sentido da Vida | 21 então eu disse gemendo: “Socorro, socorro, socorro!” Que me ajudasse conforme a Sua vontade. Permaneci no chão, total‑ mente vencida, penso que por uns quarenta minutos, até que me sobreveio o desejo de ir à banca de jornal e revistas. Era como se eu tivesse um compromisso com hora marcada. Não pensei em nenhuma revista em especial, aliás, não tenho o costume de ir à banca, pois fazemos assinatura de jornais e revistas de nossa preferência, mas era algo imperativo, uma força me impulsionava. Levantei-me, tomei um banho rápido, me vesti. Meu rosto estava inchado, então, dirigi-me ao eleva‑ dor social, mas ele não funcionava. O João havia utilizado alguns minutos atrás aquele ele‑ vador, mas agora ele já não funcionava (já era a atuação do Senhor). Fui para o elevador de serviço e quando ali cheguei, che‑ gava, no mesmo momento, uma outra moradora do quinto andar. Eu residia num extremo, ela no outro, do longo cor‑ redor. Às vezes, passávamos anos sem nos encontrarmos. Quando a vi, fiquei surpresa. Pensei que ela tinha feito uma plástica, estava tão diferente, mais magra, mais bonita, tinha uma fisionomia tranqüila, de paz. Não pude evitar, perguntei o que ela havia feito e obtive uma resposta surpreendente: “Zilda, o que você vê e o que você não pode ver quem fez na minha vida foi Jesus. Ele me salvou, me curou, me batizou no Espírito Santo, me deu o dom de línguas. Recentemente fui a Anápolis, onde Deus curou um leproso, salvou meu marido, minha filha, meu genro, meus netos”,... E foi narrando as ma‑ ravilhas que Jesus tinha feito em sua vida. Eu, parada dian‑ te dela, só ouvia. Ela continuou dizendo: “Neste momento, Deus está me mostrando o teu sofrimento. Ele te ama e quer te ajudar, restaurar o teu casamento”. Estremeci. Como ela sabe que tenho problemas no casamento? ”Isso me chamou a atenção. Começou a falar da minha intimidade – como já disse, eu e o meu marido sempre fomos muito reservados –
  19. 19. 22 | Sentido da Vida eu não entendia, mas ela tinha conhecimento da minha vida íntima. Continuou ela: “Jesus tem um propósito em tua vida, Ele quer te usar, te salvar”. De repente, senti um forte zumbido nos meus ouvidos que quase me impedia de ouvi‑la. Coloquei as mãos nos ou‑ vidos. “Esqueça o zumbido, o inimigo quer atrapalhar, preste atenção no recado do Senhor. Jesus quer ajudar, mas, para isso, é necessário dizer se aceita ou não aceita a ajuda. Você aceita Jesus em seu coração? ” Ali mesmo dei o meu SIM a Je‑ sus, ajoelhei‑me e recebi a oração de fé, de poder e, naquele momento, nos céus, eu fui religada, fui atada com laços de amor, tive o meu novo nome escrito no Livro da Vida. Esta é a mesma mulher de Deus que mencionamos no início deste trabalho, a Profetisa usada por Deus há 26 anos, dizendo que escreveríamos um livro. Em novembro de 1982, João chegou em casa, à tardinha, com duas passagens e me convidou para uma viagem ao Nor‑ deste. Para minha surpresa, eu aceitei o convite. Viajamos e, lá, o Senhor restaurou o nosso casamento. Assim, estamos casados há quarenta e oito anos, neste ano de dois mil e sete, quando preparamos a segunda edição deste trabalho. “O que Deus uniu não separe o homem.” (Marcos 10:9) Restauração do casamento Em novembro de 1982, João chegou em casa, à tardinha, com duas passagens e me convidou para uma viagem ao Nor‑
  20. 20. Sentido da Vida | 23 A partir do meu encontro com Jesus, desejei profunda‑ mente conhecê‑Lo. Eu havia sido apresentada a um Jesus vivo, que fazia tantas coisas; Ele não estava morto na cruz. Passei a freqüentar lugares indicados pela Profetisa e em janeiro de 1983 fui à Igreja Batista Central de Brasília ‑ IBCB, aliás, a in‑ dicação para que visitássemos a IBCB foi do irmão Paulo, es‑ poso dela. Foi onde confirmei a minha fé, chorando. Quando foi feito o apelo, fui à frente, todo o meu corpo tremia, foi uma confirmação, estava ali, assumindo um compromisso com o meu Senhor. Eu queria fazer tudo conforme a vontade Dele, assim, pedi que confirmasse o lugar onde eu deveria servi‑lo e, numa quarta‑feira à tarde, fui à IBCB, com a minha filha De‑ nise ‑ na época adolescente ‑ ali, e pela primeira vez tive uma visão: vi, envolvendo o Pastor Vilarindo, uma cor alaranjada brilhante. Fiquei deslumbrada! Ao sair da igreja, falei com a Denise e nos abraçamos; ela tivera a mesma visão. A minha filha decidiu‑se logo a seguir “O Caminho”, como ela diz: “Não pela dor, mas pelo amor”. No dia 4 de abril do mesmo ano, fui batizada; recordo‑me de que o hoje Pastor Ricardo, neto do Pastor Vilarindo, à épo‑ ca, adolescente, estava na mesma classe de preparação para o batismo que freqüentei, mas foi batizado com outro grupo. A minha filha Denise logo se preparou, também, para o batismo. Firmou‑se nos caminhos do Senhor. Era uma adoles‑ cente alegre, feliz. Ela sempre diz: “Optei por Jesus por amor, não pela dor”. Passou a colaborar nos ensaios do coral Shalon, e even‑ tualmente, tocava aos domingos. Então o irmão Jairson, ze‑ Confirmando
  21. 21. 24 | Sentido da Vida loso com a obra de Deus, procurou-nos e mencionou a sua preocupação: “Será que a sua menina já pode tocar na igreja, fazendo parte do coral? Não seria cedo demais? ” Ele tinha re‑ ceio de que ela não fosse digna. Na época, estava com a pele bronzeada, o cabelo muito claro, roupas num estilo hippie, enfim, ele olhou para o exterior. Respondi-lhe: “Irmão, procu‑ re aproximar-se dela, conhecê-la, você vai ver o tesouro que está ali”. Ele agiu assim e logo veio se desculpar comigo pelo julgamento precipitado. Compreendi que, por ter zelo pela obra do Senhor, agira assim. Amamos muito o irmão, e a De‑ nise e o Ciro o convidaram para cantar no casamento deles. O irmão, carinhosamente, fez uma letra especial, uma adap‑ tação para eles, na música “Laços de Amor”. Assim, casou-se a Denise com o Ciro, servo de Deus, conhecedor da Palavra de Deus, rapaz responsável, em breve será um Pastor, foi mais um filho que ganhamos. Ao chegar à nova igreja, não conhecia ninguém. Certa fei‑ ta, aproximou-se de mim uma jovem bonita e me disse: “Irmã, o Senhor me mandou te dar um beijo”. Ela me beijou e se afastou. Futuramente, soube o seu nome: Maria Auxiliadora. Outras pessoas que nos acolheram e nos deram as boas vindas, nos colocaram a par da programação da igreja, foram Ósculo Santo Receptividade
  22. 22. Sentido da Vida | 25 atenciosos conosco. A irmã Vanda e o seu esposo, coronel Rubem, ambos já estão na glória com o Senhor, percebe‑ ram que éramos recém‑chegados e foram acolhedores, cari‑ nhosos. Novamente estava eu, à tarde, no mesmo lugar, quando o Homem de Deus, que estava à frente dirigindo os traba‑ lhos, disse: “Encontra‑se no nosso meio uma jovem senhora que sofre de uma infecção crônica no rim direito. Jesus quer curá‑la”. Levantei‑me, recebi a oração e recebi também um rim novo. Por dez anos eu sofri de infecção crônica no rim direito e tinha crises horríveis. Praticamente duas vezes ao ano eu era obrigada a ingerir cerca de 120 comprimidos de Wintomilon. Quando passava o efeito do medicamento, vinha outra crise. As urografias eram terríveis. Foi um período bas‑ tante difícil, não foi fácil, e ali, num abrir e fechar de olhos, Jesus deu um basta, me deu um rim novinho. Já são passados 26 anos e nunca mais, para glória de Deus, eu tive qualquer problema renal, toda glória a Ele. Obrigada Jesus! Uma das missões delegadas por Jesus aos discípulos foi a de curar: “E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal”. (Mt. 10:1) Cura
  23. 23. 26 | Sentido da Vida Sempre gostei de cantar e agora eu queria louvar o meu Senhor. Senti grande desejo de entrar para o coral da igreja. Na época, existia apenas o coral Shalon, mas não me achava digna de tamanha honra, assim, pensei comigo, só irei se tiver a confirmação do Senhor. Quero três confirmações: a primeira veio por intermédio da irmã Frutuosa, que me convidou, num domingo de manhã, na Escola Dominical, para entrar para o coro; a seguir, a irmã Irene, na época regente do Shalon, tam‑ bém me convidou e a terceira pessoa não me recordo, mas sei que recebi o terceiro convite, e, de imediato, fui para o coro, onde permaneci por uns 10 anos. Atualmente, perten‑ ço ao coro Maranatha, apenas vozes femininas. Afastei-me do Shalon por incompatibilidade de horário dos ensaios aos sábados, uma vez que recebi o Chamado para trabalhar na Adhonep – Associação de Homens de Negócios do Evange‑ lho Pleno, uma Associação que faz eventos para ganhar vidas para Jesus. Os chás acontecem quase sempre aos sábados à tarde, no mesmo horário dos ensaios do coro. Como disse o salmista, Deus me salvou, me curou, me libertou. Concedeu-me dons, colocou nos meus lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus. Levita
  24. 24. Sentido da Vida | 27 Vejamos o que diz o Salmista: “Esperei confiantemente pelo Senhor; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus: muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor.” (SL. 40, 1:3)
  25. 25. Capítulo III Experiências no louvor
  26. 26. Sentido da Vida | 31 ecordo‑me de que eu era recém‑convertida quando a missionária Valnice (ela ainda não era Pastora) foi convidada para uns dias de ensino na nossa igreja. O Coro Shalon – na época era o único coral da igreja‑ preparou‑se para a semana especial com a missionária – recordo‑me de que a igreja es‑ tava lotadíssima, pessoas pelas escadas, corredores, laterais, todos os espaços ocupados. O anexo ainda não existia, a un‑ ção era muito forte, um mover vigoroso do Espírito Santo. A certa altura, comecei a ver fumaça dentro do templo e pensei: “será que tem gente fumando no templo? Não é possível, tan‑ ta fumaça, de onde vem? ” Ao meu lado, estava o irmão Emer‑ son, hoje Pastor; perguntei‑lhe baixinho o que era aquilo, ele me respondeu: “Você está vendo a Glória de Deus, como nar‑ rou Salomão. Posteriormente, encontrei passagens bíblicas endossando o ensinamento do irmão. Vejamos o que nos diz Ezequiel 10:4: “Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim indo para entrada da casa; a casa encheu-se de nuvem e o átrio, da resplandecência da glória do Senhor”. A presença do Senhor era real, visível. Jamais esque‑ cerei. R
  27. 27. 32 | Sentido da Vida Em outra ocasião, o coro encontrava-se no templo para ministrar o louvor. Então, vi um anjo chegar junto à pessoa que se assentava no extremo à direita e fazer-lhe a entrega de um ramalhete de flores brancas; o ramalhete ia passando de mão em mão, por todos os coristas. Enquanto o conjunto de jovens fazia o louvor, o Senhor mostrou-me que havia um deles com uma mancha no pul‑ mão. Orei, pedindo a Deus para curá-lo. Quando o Senhor, de alguma forma, através de visão, re‑ velação, enfim, os meios são Dele, nos mostra alguma coisa, o nosso dever é orar, repreender, enfim, agir conforme a dire‑ ção do Espírito Santo. Assim o fizemos. A atuação é Dele. grupo de Louvor Ramalhete de flores brancas
  28. 28. Sentido da Vida | 33 É costume, na nossa igreja, um dos pastores, ou ambos, orarem com o coro antes da subida ao altar para a celebração do louvor nos cultos. Lá vinha o Pastor Vilarindo, o Pastor Élcio e alguns diáconos. Naquele domingo oramos próximo aos bebedouros. De repente, tive a visão de uma enorme seta preta, lembrando uma enorme seta de trânsito, como aquelas que indicam um desvio na estrada.Estava direcionada para o pastor Vilarindo. Falei com o Pastor Élcio e ele disse: “Des‑ canse filha, vou repreender”. Aqui também fizemos a nossa parte, o mais é com o Espírito Santo. Ensaio comum, aquecimento da voz, vocalize. Algo dife‑ rente, um calor ardente, as lágrimas rolando na minha face, o ambiente envolvente e a visão de um coração enorme, apenas um coração enorme, onde cabia o coração de cada uma das coristas Maranatha. Coração enorme Seta direcionada
  29. 29. 34 | Sentido da Vida Muitas outras vezes senti forte mover do Espírito. Não digo visitação, porque creio que o Espírito Santo vive em mim, portanto, não pode me visitar o que já está comigo, mas, às vezes, ele se move mais fortemente, é mais envolvente, sin‑ to mais forte a sua presença e, nestes momentos, as forças do corpo quase desaparecem, é muito forte, as lágrimas vêm, não posso contê-las, lágrimas de alegria, não dá para explicar muito bem o que se passa. Às vezes, a pessoa que de mim está mais próxima me pergunta o que está acontecendo, não dá para falar, a gente só quer ficar recebendo aquele fluir, afi‑ nal, não tem muita explicação, é espiritual e, portanto, discer‑ nido apenas espiritualmente. No Coro Shalon, era eu a vice-presidente e tendo o ir‑ mão Eduardo – presidente do Coro – tido um imprevisto, pe‑ diu-me que fizesse a devocional. Assim, estava eu dirigindo, quando pensei em pedir à Suze para orar, entretanto, o pre‑ A direção é do Espírito Santo Momentos de maior comunhão
  30. 30. Sentido da Vida | 35 sidente chegou e passei para ele a direção e ele, assumindo a direção, disse: “vou pedir à irmã Suze que nos eleve a Deus em oração”, conclui então: “... a direção é Tua, verdadeiramen‑ te, Tu nos diriges, o Espírito é Um...”. Quando o corpo de Cristo está em sintonia, tudo flui na‑ turalmente. Fui convidada para, com mais dois irmãos, fazer uma gravação. O temor a Deus não me permitiu dar uma resposta imediata. Então, consultei ao Senhor. Assim, pedi a Ele que, na sua palavra, me falasse, de maneira clara, sem qualquer dúvida, confirmando ou não sobre a gravação. Deu‑me o Se‑ nhor o texto contido em Cantares de Salomão, 2:10‑14: Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas das rochas escarpadas, mostra-me o teu rosto, faz-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce e o teu rosto amável. Os céus e os seus a glória de Deus proclamam
  31. 31. 36 | Sentido da Vida Iniciamos o mais rapidamente possível a gravação. Uma das músicas deste trabalho me foi dada. Assim: Em uma tarde, recordo-me de que não fui trabalhar por estar com forte gripe. Acamada, comecei a ler o livro de Isaías no seu capítulo 58. Veio a inspiração e surgiu: Como Manancial Como manancial, cujas águas não faltam serás Como jardim regado e florido serás Guiar-te-á continuamente E a tua alma fartará Se observares e cumprires a sua Lei. Desliga-te da impiedade E desfaças as ataduras do jugo Deixes livres os quebrantados E repartas o teu pão E então verás o que Jesus fará por ti, CORO Clamarás, te responderá; gritarás, te ouvirá. Se ouvires e cumprires a sua Lei Clamarás, te responderá; gritarás, te ouvirá. E a sua luz contigo sempre estará.
  32. 32. Sentido da Vida | 37 A primeira vez que estivemos em Anápolis, pela Adho‑ nep, recebemos um livro de poesias, escrito pela irmã Jose‑ fina Dantas. Dentre as belas poesias ali escritas, escolhemos “Divagando”. Pedimos à Denise para escrever a música e ela abre o nosso segundo disco: “Doação em amor”. Esta música aborda a dureza dos nossos corações em relação aos nossos semelhantes. Como é difícil SER um cristão; falar é fácil! Mas SER, vi‑ ver o cristianismo é um desafio para gigantes. Um mundo de paz, de amor, um mundo harmônico. Por isso que o Evangelho é pregado pelos vencedores. Sabemos que o homem, por si só, não poderia, neste mundo tenebroso, ser um cristão, mas como não estamos sós, Cristo vive em nós, temos conosco o nosso Ensinador. Assim, o que seria impossível acontecer, acontece, porque temos a ajuda de Deus e somos por ele estimulados a não nos confor‑ marmos com este mundo. Estávamos nos dirigindo à Convenção da Adhonep em Orlando – Flórida, quando, no vôo, o Espírito Santo me disse: “Já estás com quase meio século, até aqui tenho eu cuidado Motivação Doação em amor
  33. 33. 38 | Sentido da Vida de ti, faça outro disco e ajude aos menos privilegiados”. Fize‑ mos então “Doação em Amor”, do qual só tirei as despesas e toda a renda foi direcionada ao Lar da Criança Betel. Inicialmente, adquirimos seis máquinas de costura, ga‑ nhamos mais uma e montamos um salão de costura, visando ensinar uma profissão às crianças. Tiveram professores ingle‑ ses que, além de lhes ensinarem a costurar, ensinaram-lhes um pouquinho de inglês. A primeira música deste trabalho chama-se Divagando – letra da irmã Josefina de Anápolis e música de Denise Reis, que diz assim: DIVAGANDO Chovia, e a chuva fria. Meus pensamentos prendiam em série, divagação. Primeiro, lembrou-me o trigo E o trigo tornou-se pão A mesa farta a alegria E a gente rica comia Sem ter preocupação Mas na enxurrada da vida Pés descalços, mãos vazias, O menor estende a mão O menor estende a mão
  34. 34. Sentido da Vida | 39 Quem me dera a fidalguia De chamá-lo meu irmão, Partir com ele o meu teto Meu agasalho, meu pão. Fazê-lo com a simpatia, Como Jesus o faria Sem ostentação Como é difícil meu Mestre, Como é difícil meu Mestre, Ser um cristão Um cristão Chovia... É tão bom quando os irmãos nos procuram para com‑ partilhar a bênção recebida. Muitas vezes, sequer sabemos o nome do irmão ou irmã, tendo em vista o grande número de membros da nossa igreja. Alegramo-nos com a alegria dos ir‑ mãos e assim foi quando fui abordada por uma jovem com as palavras: “Irmã, tenho as suas fitas. Percebi que o meu irmão, dependente de drogas, quando eu saio de casa, pega as suas fitas, hoje CDs, para ouvir”. O louvor libera
  35. 35. 40 | Sentido da Vida “No outro dia, cheguei quietinha e, Glória a Deus, ele estava te ouvindo”. Como fiquei feliz! Sabemos que o louvor liberta e, da‑ quela forma, Deus estava agindo naquela mente enferma, restaurando-a. Amém. Outra experiência semelhante: contou-me um irmão: “O aparelho de som do meu irmão estragou, então ele foi lá para a minha casa ouvir música e colocamos o seu CD. Logo ele ficou emocionado, chorou e disse: “Vou me reconciliar com Jesus’’. Toda glória seja para o Senhor, mas a alegria é nossa. Se nada mais tivesse acontecido, já me sentiria feliz por essas duas vidas, afinal, para Deus, uma só vale mais que o mundo. Aleluia! Uma das coristas do coral Shalon estava passando por forte crise conjugal, problemas de adaptação. Eu e uma ami‑ ga e irmã em Cristo, chamada Osvaldiva (Diva), fomos visitá- la na cidade vizinha, chamada Núcleo Bandeirante. Levamos o nosso carinho, a nossa experiência e a Palavra de Deus. Como me tornei solista Reconciliação
  36. 36. Sentido da Vida | 41 Na medida do possível, tentamos ajudar, oramos pelo casal e retornamos a Brasília. Enquanto retornávamos, no carro, resolvi colocar uma música e estava ali uma fita, que havia gravado a título de treinamento, nos gravadores domésticos. Recordo-me de que a música que eu estava cantando era Shalon (paz). Quando a Diva ouviu, foi dizendo: “Vou falar com a Irene, você é uma solista”. De fato, a Irene me ouviu e passou a me escalar para os solos na igreja (na época, ela era diretora de música na Igreja Batista Central de Brasília).
  37. 37. Capítulo IV tarefas missionárias
  38. 38. Sentido da Vida | 45 m dia como outro, a mesma rotina de sempre, de re‑ pente o desejo de orar. Tive uma visão, como num relâmpago, o mapa do Brasil, nada entendi, pois eu não estava orando pelo Brasil, não entendi de imediato. À tarde, uma ligação telefônica de uma irmã, residente na cidade de Jacundá-PA, convidando-me para fazer uma preleção lá. Disse-me ela: “eu e as demais irmãs da ADHONEP daqui estávamos orando e pedindo a Deus para indicar a pessoa que iríamos convidar e você foi a indicada”. Lá estivemos e o Senhor nos honrou, muitas vidas se de‑ cidiram por Jesus. Estivemos, também, em Tucuruí, Parauo‑ pebas-PA, fazendo a pescaria que Jesus nos mandou. Nessa época, eu já era Preletora da Adhonep, mas só ministrava em Brasília e cidades vizinhas. Após a visão, os convites começaram a chegar de diversos pontos do Brasil. A propósito, a ADHONEP é uma Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno, não é igreja, não é seita. É uma as‑ sociação internacional, fundada em 1952 nos EUA. Sua sede própria está em Niterói-RJ. É presidida pelo empresário bra‑ sileiro Custódio Rangel Pires e o seu objetivo é reunir ami‑ gos, autoridades, profissionais liberais, homens de negócios, enfim, diversas pessoas em eventos e com elas compartilhar experiências de vitória, vitória dada sempre por Jesus. U
  39. 39. 46 | Sentido da Vida Temos o privilégio de há mais de vinte anos trabalhar‑ mos nesta Associação, obedecendo ao ide do Senhor. A asso‑ ciação dá oportunidade. “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura, aquele que crer será salvo”. (Mr. 16:15‑16). A Imperatriz – MA fomos três vezes, e ali tivemos uma experiência diferente. Muito bem recebida, fui hospedada na casa da irmã Sirene e irmão Zacarias, pais de Maria Amélia. Eles têm um quarto reservado para os servos de Deus e gu‑ loseima de frutas típicas, em especial de cupuaçu. À noite, fomos a uma lanchonete e depois saímos orando em alguns pontos estratégicos da cidade. Retornamos à casa dos nossos anfitriões e tivemos uma excelente noite de sono. Acordei às sete horas e trinta minutos, ajoelhei‑me ao lado da cama, li um trecho bíblico e orei. Fui tomada por profundo sono, não sei como. Sonhei que estava diante de um largo e turbulento rio, e não tinha outra opção senão atravessá‑lo, só que não existia ponte. Foi então lançado, Mistérios de Deus
  40. 40. Sentido da Vida | 47 de uma margem a outra, um tipo de passarela inflada (como uma bóia), que não conseguia ficar reta nem firme, era meio flutuante, de forma que, ao iniciar a travessia, verifiquei que teria de me arrastar, caso contrário, não conseguiria atra­ vessar. O rio era bastante largo e a correnteza fortíssima. Eu fui me arrastando e, depois de muito tempo, consegui chegar à outra margem. Local lindo! Um jardim como Bush Gardens da Disney. Ali estava e não via ninguém, apenas um prédio lin‑ do, como um castelo. Fui para a porta, que estava apenas en‑ costada. Entrei. Não havia ninguém naquela sala. Passavam por mim figuras humanas, carregando em uma das mãos algo como uma pequena prancheta, poucas figuras, pareciam se‑ res humanos, mas não se comunicavam entre si nem comi‑ go. Passei, então, para a segunda sala; ali também não havia ninguém, apenas um pequeno quadro na parede, onde se lia João V. Acordei. Abri de imediato a Bíblia. O livro de João em seu capítulo V nos narra a história do paralítico de Betesda. Naquele mesmo dia, à noite, iríamos orar por um jovem para‑ lítico. Pensei que o sonho fosse uma preparação para me dar mais confiança, mais fé. Pensei que o paralítico fosse andar. À noite, fomos e oramos, mas nada de especial, que pudésse‑ mos ver de imediato, aconteceu ali. Até hoje não entendi o que se passou naquela manhã. Eu havia dormido muito bem durante toda a noite. Não me sentia cansada e ser tomada, repentinamente, por sono tão profundo, logo pela manhã? Nunca coisa semelhante me acontecera. Espero que o Espírito Santo ainda me possa re‑ velar, me dar discernimento da tal experiência.
  41. 41. 48 | Sentido da Vida Uma das maiores dificuldades que enfrentei como Pre‑ letora da Adhonep foi quando fomos designados para irmos a São Luís, no Maranhão. Tivemos tantos problemas que na véspera liguei para o coordenador desistindo. Não tinha condição física para falar, cantar, viajar, me sentia muito, muito fraca. Pedi que me substituíssem, e aquele homem de Deus disse: “Nada disso; você foi escolhida por Deus para esta missão, ela não é de homens. Certamente você irá em nome de Jesus. Orou e me explicou que, lá, todos os dias pela manhã, um homem descalço dava a volta na cidade ministrando coisas demoníacas, tentando ganhar a cidade para o guia dele. Daí, tantas lutas para levar àquele lugar a Palavra de Deus. Lá estivemos e nenhuma pessoa que adentrou ao local do evento saiu dali sem reconhecer a Jesus Cristo como o Filho de Deus. Foi maravilhosa a atuação do Espírito Santo. Em São Luis do Maranhão
  42. 42. Sentido da Vida | 49 Sempre que tenho um compromisso para ministrar, pro‑ curo me preparar com jejum e oração, tendo em vista a gran‑ de responsabilidade para com as pessoas que não conhecem ao Senhor. Sabemos que o inimigo de nossas vidas fará todo o possível para tirar‑lhes a oportunidade de receberem a sal‑ vação. Assim, quando Deus nos confia a ministração com fins evangelísticos, maior é a nossa responsabilidade. Sabemos que quem convence é o Espírito Santo de Deus, mas, a nós, não a anjos ou arcanjos, confiou o Senhor o falar do amor Dele mediante seu Filho. No texto a seguir, verificamos a atuação de um anjo aju‑ dando na salvação, dizendo como agir para ouvir do homem palavras de salvação: “E contou-nos como vira em pé um anjo em sua casa, e lhe dissera: envia homens a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa”. (At. 11:13;14). Assim, às vésperas de uma preleção, sonhei que sobre o meu ombro pousava uma linda pombinha branca. Em forma de pomba o Espírito Santo pousou sobre mim
  43. 43. 50 | Sentido da Vida Acordei com muita alegria, sabia que o Espírito Santo estava se agradando, estava naquele negócio. Senti de ime‑ diato a unção do Senhor sobre mim, haveria salvação. Fiz en‑ tão este poema: Pombinha Branca Em sonho te vi chegar, sobre o meu ombro pousar Sei que ainda permaneces e te convido a ficar Imploro-te mesmo, não te vá, quero que fiques comigo, Nesta casa a mim emprestada, quero que faças morada Para comigo estar, me ajudar e me ensinar a adorar ao Pai, ao Filho e a Ti, o Espírito Santo! E assim me levar as Boas Novas proclamar Sendo uma contigo, compreendendo o aqui estar Entendendo que do Senhor é o querer e o realizar E que o teu mover nos dá forças, vigor, por favor, Pombinha não se vá. Olha, sem Ti não sei caminhar. Posso até mesmo tropeçar, cair, me machucar, mas se estiveres em mim, como tão bela te vi Tudo será diferente, pois serei firme, forte, contente, Como Tu és ... ó Pombinha Branca, Sobre o meu Senhor há dois milênios pousastes, Tu és a paz, a luz, a força, a esperança, és o amor, ó Espírito consolador, Ajuda-me a não Te entristecer, pois assim sei que em mim irás permanecer, Como em sonho te vi, Por favor, Pombinha Branca não te afastes de mim.
  44. 44. Sentido da Vida | 51 Preparava-me para fazer a minha primeira preleção na Adhonep. Pedi a Deus que me desse uma palavra de poder, uma palavra especial. Disse-me o Espírito Santo: “Diga que você morava na Super Quadra Sul Cento e Oito”. “Só isso? ” Pensei. Esta palavra é tão simples... Não a desprezei, fiquei atenta para não me esquecer e na hora lembrei-me, lancei-a. Ao terminar a preleção, fiz o convite e veio correndo e chorando, uma senhora que me abraçou e disse: “Eu moro na Super Quadra Sul Cento e Oito. Quando você disse que mora‑ va lá, tive vontade de vir correndo, na mesma hora tive de me segurar, fui muito tocada”. Nem sempre costumamos dar a devida importância às pequeninas coisas, quando são elas, na maioria das vezes, que fazem a diferença. Ainda sobre as pequeninas coisas, recentemente, em um evento da ADHONEP, encontramo-nos com uma amiga chamada Marli Buccos – sempre sorridente – nos abraçamos e em seguida ela externou o desejo de que fizéssemos uma preleção no Capítulo da Adhonep no qual ela está como Co‑ ordenadora, e disse: “Nunca me esqueço de que me decidi A glória é sempre d’Ele Palavra de poder
  45. 45. 52 | Sentido da Vida por Jesus em uma de suas preleções, recordo-me até da roupa que você usava, era um vestido azul, os seus cabelos estavam presos, em trança, e sempre me recordo do seu testemunho, do elevador social que não funcionou, e, em função disto, você teve o mais importante encontro da sua vida”. Como é bom saber que fomos úteis para despertar o amor de Deus em um coração adormecido, acender a cha‑ ma apagada, ajudar para que o propósito de Deus na vida da Marli e, por tabela, na vida de muitos familiares dela, se cumprisse. Vendo o brilho naquele rosto alegre, aquela pes‑ soa cheia de entusiasmo, trabalhando, agora, na divulgação do “Caminho”. Fiquei bastante feliz, afinal, como já dissemos: Para Deus, uma vida vale mais que o mundo. Fizemos um passeio a Porto Seguro por volta de 1990 e ali tivemos uma forte decepção. Ao chegarmos em Brasília, notei a minha filha muito abatida, tristonha. Queria ajudar, mas não sabia como. Tive a idéia de fazermos uma outra via‑ gem, fiquei confusa, acabáramos de chegar de Porto Seguro, seria mesmo isto o melhor? Perguntei ao Senhor e, na sua Palavra, mostrou-me a passagem em Ezequiel 1:20: (...) Para onde o espírito queria ir, ia, pois o espírito os impelia; as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas havia o espírito dos seres viventes. Assim, fomos nós duas, eu e a Tânia, a Foz de Iguaçu. Foi uma viagem linda! Muito divertida. As Cataratas do Iguaçu são um dos mais lindos lugares deste Brasil maravilhoso. Ao As rodas levam o Espírito
  46. 46. Sentido da Vida | 53 contemplar as Cataratas, pensava: “se aqui na Terra Ele fez assim, o que terá feito no céu? ” Ao voltarmos, tudo havia pas‑ sado, a Tânia estava recuperada. Voltou a sorrir. Deus é bom. A Bíblia diz que: “Olhos não viram, ouvidos não ouviram, nem se passou pela mente humana as maravilhas que Deus preparou para aqueles que amam a sua vinda”. (I Cor. 2:9). Em uma das preleções nos chás da Adhonep, a irmã Nunciata convidou a sua filha Bruna para participar. Poste‑ riormente, a Bruna contou-me da resistência que teve para aceitar o convite, afinal, pensava ela, “ (...) vai ser um chá para mulheres maduras, acho que não vai ter ninguém da minha idade, não vai ser nada interessante (...)”. Para não contrariar a mãe, acabou indo a contragosto. Disse-me que quando entrei, toda a resistência foi que‑ brada, afinal, a Preletora era jovem, moderna, ficou bem sa‑ tisfeita e grande foi a surpresa. Ao ouvir o meu testemunho, constatou que estava enganada, Deus havia me dado uma aparência jovial, afinal eu já era avó, mas a resistência foi que‑ brada e ela tornou-se sócia da ADHONEP e, posteriormente, viemos a viajar juntas a serviço do Senhor. Ainda que venhamos a envelhecer, certamente nosso es‑ pírito não envelhece, ele se renova a cada dia e somente atra‑ vés de nosso espírito podemos falar com Deus. Deus sabe o que você precisa
  47. 47. 54 | Sentido da Vida Como já mencionei, o meu prazer, após o meu encontro com Jesus, é estar buscando ao Senhor e costumava, muito mais que hoje, ir às vigílias com freqüência. Certa feita, estava em uma delas, no entorno de Brasília, na Cidade Ocidental, em uma chácara pertencente a um membro da igreja em que congregávamos. Lá pelas três horas da madrugada, um profe‑ ta do Senhor aproximou-se de mim e disse: “Minha serva, eis que te levarei à terra onde o meu filho nasceu. Prepare a tua mala e receba o dom da profecia”. No dia seguinte, arrumei a minha mala e comecei a pro‑ curar possíveis excursões para Israel. Nada encontrando, en‑ trei em contato com a equipe da então missionária Valnice, em São Paulo, que sempre conduz grupos a Israel. Fui, então, informada de que haveria uma excursão, mas já não era pos‑ sível qualquer adesão, estava fechada. Comentei com o meu marido e ele me disse: “(...) se não há nenhuma excursão no momento, desfaça a mala (...)”. Na mesma hora pensei e res‑ pondi: “Quem me mandou arrumar a mala não foi homem para que minta”. Foram essas as minhas palavras, mantive arrumada a minha bagagem. Passadas algumas semanas, recebemos, em nossa casa, uma carta-convite para irmos, eu e o João, a Israel. Uma pro‑ moção fantástica para o casal, não apenas para mim, com ex‑ tensão ao Egito, incluindo Lúxor, Grécia e Itália. Rapidamente, nos preparamos. Durante os preparativos, colocou o Senhor o desejo no meu coração de aprender uma música chama‑ da Andei por onde Cristo Andou. Escrevi a letra e fui aprendendo Viagem a Israel
  48. 48. Sentido da Vida | 55 no avião. Era uma alegria muito grande, afinal, eu não estava fazendo uma viagem qualquer, era uma viagem segundo os propósitos do Senhor, uma viagem preparada por Ele. Ao chegarmos a Tel Aviv, iniciando a nossa estada em Is‑ rael, não pude conter as lágrimas, o ônibus ia percorrendo os lugares e as lágrimas iam descendo no meu rosto. A cada dia as emoções se renovavam. Só de lembrar que o meu Senhor, há dois mil anos, passara por ali, eu era envolvida por uma emoção gostosa, uma enorme gratidão a Deus pelo privilégio de estar ali. Na véspera da nossa ida ao Rio Jordão, estávamos eu e mais três senhoras em uma mesa fazendo um lanche – João estava em outro grupo – então, uma delas disse estar encon‑ trando dificuldades para memorizar os nomes dos lugares, tendo em vista ser tudo bastante corrido. Então, me lembrei da música que estava aprendendo, porque ela menciona mui‑ tos dos lugares que estávamos conhecendo. A música pode‑ ria ajudá-la, pensei. Mencionei e cantei baixinho para as companheiras de viagem. A que estava com dificuldades de memorização pediu-me a letra da música. No dia seguinte, a caminho do Jordão, ela disse: “Zilda, cante para nós a música que você cantou ontem à noite”. Levantei-me – estávamos em um pe‑ queno ônibus – tomei o microfone e cantei com os olhos fe‑ chados – é a maneira que canto, na maioria das vezes, para não me dispersar – atenta à letra, ligada ao dono do louvor. Ao terminar, abri os olhos e fui surpreendida, porque algumas pessoas estavam chorando. Voltei ao meu lugar e logo o mo‑ torista anunciou: estamos chegando ao Jordão. Apressei-me e adentrei no rio onde um dia o meu Se‑ nhor havia sido batizado. Agradecia a Deus pelo privilégio de estar ali. O senhor Vasco, um gaúcho com sua esposa e duas
  49. 49. 56 | Sentido da Vida filhas, estava, como nós, na excursão – éramos trinta brasilei‑ ros, alguns do Sul, outros do Norte, do Centro-Oeste, enfim, de todas as Regiões do Brasil. Perguntou-me se Deus aceita‑ ria o seu batismo ali, no Rio Jordão. Na mesma hora, o Espírito Santo me fez lembrar de Fi‑ lipe e o Eunuco (At.8; 26 a 39), (...) seguindo eles caminho afora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o Eunuco: Eis aqui água, que impede que seja eu batizado? Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o Eunuco. (...)” Então, lhe respondi que Deus aceitaria, se ele cresse que Jesus Cristo é o filho de Deus e o nosso único e suficiente Salvador. Ele disse: “Sim, eu creio. Então o batizei em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A seguir, vieram as duas jovens – filhas dele – e disseram que também queriam ser batizadas. Fiz-lhes a mesma pergunta. Após a confirmação de que reconheciam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, batizei-as e o mesmo foi-se dando com as demais pessoas que, como eles, quiseram ali ser batizadas. O último foi o meu esposo, que a tudo assistia assentado em uma pedra. Ali, ele também disse ter Jesus em seu coração e foi batizado como as demais pessoas. Nada foi preparado por homens, tudo preparado pelo Espírito Santo. Nunca tal coisa me ocorreu, que um dia pu‑ desse ser usada para batizar pessoas no Rio Jordão. O Senhor nos dá muito além daquilo que pedimos ou pensamos. Real­ mente, Ele tem surpresas maravilhosas para nós, contemplou o desejo do meu coração e acrescentou medida sacudida, transbordante em todos os sentidos. Aleluia! A viagem foi toda maravilhosa, gostei muito de ter podido conhecer outros países, mas não tenho vontade de retornar a nenhum deles, com exceção de Israel. Procuro sempre ter em mente que o Senhor fez estas coi‑ sas e, assim, tenho renovada a alegria!
  50. 50. Sentido da Vida | 57 Quero dizer que estas coisas aconteceram em 1999, ano em que Israel havia completado cinqüenta anos do seu reco‑ nhecimento como Estado. O governo de Israel – agradecido ao Brasil, pois foi o Embaixador Oswaldo Aranha, diplomata brasileiro que, na época, representava o nosso país junto a ONU, que concedeu o Voto de Minerva para o reconhecimento de Israel como Na‑ ção – resolveu facilitar a 30 brasileiros uma viagem a Israel. Eu e o João fomos premiados. Aleluia! Marcamos uma reunião em minha residência, com al‑ gumas amigas da Adhonep, no dia 23/10/2001, às 15h30. Tive algumas dificuldades e só consegui contatar três vizinhas. A primeira estaria viajando, a segunda ia alugar a casa e já havia marcado hora para concretizar o negócio, e a terceira estava recebendo parentes do Rio de Janeiro e pretendia mostrar- lhes a cidade. Então, me veio a Parábola dos Convidados (Lc.14:15-24) onde vemos que os convidados estavam todos ocupados, não puderam comparecer à festa. Então, o anfi‑ trião mandou chamar o povo na rua. Assim o fiz, saí fazendo uma caminhada, pela manhã, e fui convidando as pessoas, e na hora do encontro lá estavam algumas delas. Ficaram emocionadas, agradeceram o convi‑ te, disseram que foi muito bom que eu as tivesse convidado. Chorando, me abraçaram e me perguntaram por que as tinha convidado. Jamais nos víramos antes, como tinha sido isto? Expliquei-lhes que estas coisas só acontecem no mundo do Pescaria no asfalto
  51. 51. 58 | Sentido da Vida espírito, eu mesma não sei como tive coragem de abordar pessoas que não conhecia e lhes formular um convite. Não é uma coisa muito fácil, só agimos assim quando deixamos de lado o nosso eu e olhamos para Jesus, a manei‑ ra como se expôs, por nós, despido, maltratado, humilhado. Ali estava Ele. Por que nós não podemos nos expor? Ao ver aquelas pessoas se decidindo por Jesus, a alegria em suas fa‑ ces, enfim, eu estava bastante recompensada, o objetivo fora alcançado. Glória a Deus! Nessa mesma reunião, a irmã Nunciata disse-me que ha‑ via convidado uma cantora e, ao me dar algumas referências sobre ela, disse que era filha de Roberto Levy. “Meu Deus!”, disse-lhe eu; “então é neta da irmã Terezinha, o nome dela é Renata? ” “Sim”, disse-me ela. “Acho que a última vez que a vi foi há dezoito anos”, disse-lhe. Com enorme alegria, recebemos a Renata em nossa casa para cantar no encontro e, por sinal, ela canta muito, muito bem. Deus tem sempre um presente especial para nós.
  52. 52. Capítulo V Sonhos
  53. 53. Sentido da Vida | 61 Logo após a minha conversão, tive um sonho: eu estava dentro de um poço cheio de lama, quanto mais me esforçava para sair mais afundava. Veio então um anjo que colocou uma escada na qual subi, saindo, assim, daquele poço de lama. Passei por debaixo de uma cerca divisória e adentrei em nos‑ sa propriedade. Assim ocorreu na minha vida. “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos”. (Sl.40:2). Outro sonho significativo repetiu‑se por três noites con‑ secutivas: eu subia num monte altíssimo, como o Pão de Açú‑ car, com muitas dificuldades e, quando estava lá em cima, um anjo me mandava fazer dois castiçais simples. Eu dizia que não sabia fazer trabalhos manuais e ele respondia que era só tocar na rocha, pegar uma porção e fazer dois castiçais simples. Ao compartilhar com a irmã Rodhi o sonho repetido por três noites, ela disse que na Bíblia os castiçais significavam Poços de lama Dois castiçais simples
  54. 54. 62 | Sentido da Vida as igrejas. Assim, parecia que o Senhor queria que eu fizesse duas igrejas simples. Uma já está pronta. Foi construída no Distrito Federal, Lago Oeste, Rua 15 – na propriedade men‑ cionada no testemunho anterior. Certo domingo, fui às nossas terras e encontrei um pe‑ queno grupo orando e louvando ao Senhor em um barraqui‑ nho. Eram irmãos cristãos que haviam pedido permissão ao meu marido para reunir ali algumas pessoas para adorarem a Deus. Quando os vi, meu coração ardeu e o Espírito Santo me disse: “Eis aí o lugar para ser erguido o primeiro castiçal”. Falei com o meu filho arquiteto e ele, de imediato, disse: “Eu sempre quis construir uma igreja”. Preparou uma planta sim‑ ples e construímos o pequeno templo, e o entregamos aos ir‑ mãos da Assembléia de Deus, tendo em vista terem sido eles que iniciaram, ali, o trabalho. Quanto ao outro castiçal, estou aguardando, no Senhor, a indicação do local e do tempo do Senhor. Em 1990, o Senhor me mandou deixar a Embaixada de Portugal. Não obedeci de imediato, pois estava apegada àquele lugar, afinal, fora o meu primeiro local de trabalho, após o casamento. Era agradável trabalhar com a diplomacia portuguesa, o salário era em dólar, bom ambiente, gostava dos colegas, dos diplomatas, todos os anos eu trocava o meu carro novo por um zero km, enfim, eram muitas vantagens. Deixar a Embaixada de Portugal
  55. 55. Sentido da Vida | 63 Contei ao meu marido a minha pretensão, mas ele não quis tomar nenhuma decisão, disse que eu teria de me deci‑ dir, afinal, ninguém podia tomar a decisão por mim. Resis‑ tindo, deu-me o Senhor um sonho: “ (...) estava eu em um lu‑ gar como uma ilha, todas as pessoas que ali se encontravam construíam um barco, pois sabiam que a ilha seria inundada e todos teriam de sair dali a certa altura. Cada barco tinha o nome da pessoa. Chegou o dia fatídico, todos tomaram o seu barco e partiram. A equipe escalada para fazer o censo dos que haviam chegado dizia: ”A Zilda não conseguiu chegar, ela estava muito cansada”. No dia seguinte, compartilhei este so‑ nho com o Presidente do Shalon – na época, o irmão Roberto – que me disse: “Eu, no seu lugar, não hesitaria”. Assim, no dia seguinte, preparei-me para o expediente e, ao chegar à Embaixada, fui diretamente ao Serviço Adminis‑ trativo pedir a minha demissão. Foi surpresa para todos, até mesmo para mim. Foi-me dado um prazo para que eu recon‑ siderasse, afinal, não havia nenhum motivo aparente para tal procedimento, pois já estava lá havia quase 20 anos. Obedeci ao meu Senhor. Ele sabia, porque até hoje nunca me arrepen‑ di. Jamais me faltou o dinheiro necessário para trocar, anual­ mente, o meu carro seminovo por um novo; se não o faço, é porque já não sou como era. Meu alvo agora é outro, troco quando preciso trocar. O Senhor é fiel. Ele é o dono de todas as coisas, do ouro e da prata, Jeová Jiré, o Provedor. Poderia ter sido apenas um simples sonho, mas não foi. Encontrava-me em uma igreja e o pastor mandou que abrís‑ Sonho profético
  56. 56. 64 | Sentido da Vida semos as nossas bíblias no livro de Atos dos Apóstolos de Je‑ sus, 11:19. No sonho, eu encontrava o versículo, levantava‑me e o lia. Ali, o pastor fazia um comentário sobre o tema. Uns dois anos se passaram, num domingo pela manhã, mês de agosto, o Pastor Rosivaldo visitava a nossa igreja e no púlpito disse: “Eu havia preparado uma mensagem no li‑ vro de Apocalipse, mas o Senhor me mandou, agora, mudar para o livro de Atos dos Apóstolos de Jesus. Fiquei, imediata‑ mente, como que “ligada a uma tomada de energia elétrica”. Peguei a minha Bíblia e abri, rapidamente, no capítulo 11:19. Eu sabia o que iria acontecer e ele complementou: “Vamos ler no capítulo 11 apenas o versículo 19”. Eu estava bastante emocionada e não tinha estrutura para me colocar de pé e ler como fizera no sonho. O próprio pastor o fez, até porque não é costume na nossa igreja, isso não seria bem visto, também eu não tinha condições de fazê‑lo. Dali discorreu ele, como no sonho, sobre a primeira vez que os discípulos foram chama‑ dos cristãos. Este foi um sonho profético, cumpriu‑se na íntegra. Creio que o Senhor me deu essa experiência para me treinar, para me preparar para outras ocasiões semelhantes, para que aprendesse a dominar as emoções, desenvolver os sentidos, o autocontrole e saber que o Senhor, através de sonhos mui‑ tas das vezes, continua se comunicando conosco. “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estevão caminharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus”. (At.11;19)
  57. 57. Sentido da Vida | 65 Por diversas noites o mesmo sonho: estava em uma pen‑ são, não tinha quem fizesse as refeições, o horário do almoço se aproximando, alguém sugeriu que eu preparasse a refei‑ ção. Rapidamente, tomei um pouco de carne moída, macar‑ rão, ovos, farinha, verduras, legumes e preparei uma saborosa macarronada à bolonhesa, farta salada, farofa de ovos, legu‑ mes cozidos e, assim, todos nos fartamos. Outras situações em que eu tinha de preparar alimento, situações de emergên‑ cia, foram-me concedidas em sonho, chamou-me a atenção por se repetir tantas vezes. Algumas semanas se passaram e a irmã Edir me ligou para convidar-me a levar uma palavra no culto em sua casa. A pessoa convidada tivera um problema e, assim, estivemos lá com os ir‑ mãos. Outros convites de substituição chegaram e eu entendi os sonhos, eu precisava preparar um alimento rápido, trivial. Deus manda e garante, Ele nos avisa e nos honra. Amém. Este foi um daqueles sonhos que nos deixam flutuando o dia todo: sonhei que estava com a minha irmã Zuleida em um local muito bonito, uma casa simples, mas muito acolhe‑ dora, um gramado perfeito lembrava um enorme tapete ver‑ de. Ao acordarmos, bem cedinho, ainda estava escuro, ela me Trivjial simples Estrela da manhã
  58. 58. 66 | Sentido da Vida chamou dizendo: “Zilda, venha aqui, rápido”. Corri. Ela estava assustada: “O que é isto, tão próximo de nós”? Era lindo! Um brilho maravilhoso! Então lhe disse: “Não temas, é a estrela da manhã”. “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas cousas às igrejas”. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhan‑ te Estrela da Manhã.” (Ap.22;16) Assim que o nosso Senhor está hoje, não morto no ma‑ deiro, mas vivo! Brilhante! Glorioso! em todo o seu resplen‑ dor, concedendo a sua graça a todo aquele que o busca de todo o coração. Não por força nem por violência, não por condição ou qualquer preço. É pela graça de Jesus, é de graça, como bem claro deixa o próprio nome. Basta crer que Jesus Cristo é o filho de Deus, o nosso Justificador, o nosso Salvador. Ao que crer, o Espírito Santo ajudará a andar na luz, em amor, em alegria, bondade e gratidão. O Santo Espírito nos ensinará, intercederá por nós com gemidos inexprimíveis, para que a cada dia possamos entender e aceitar a maravilho‑ sa graça de Jesus. Sejamos, portanto, gratos a Deus por nos conceder a Graça de Jesus e no-la revelar pelo seu Santo Espírito. Amém. Encontrava-me em um quarto, com três portas, deitada em uma cama confortável. Entrou correndo um anjo, que me Visita Divina
  59. 59. Sentido da Vida | 67 acordou e disse: “O Senhor está vindo te visitar”. “Preciso to‑ mar um banho, preparar‑me”, disse‑lhe eu. “Não dá tempo”, respondeu‑me o anjo, “Ele já está chegando”. Saiu o anjo, cor‑ rendo, por uma das portas, entrou o Senhor pela mesma por‑ ta que o anjo havia entrado, manso, tranqüilo, aproximou‑se da minha cama e disse: “Eu te justifico, te salvo, te perdôo”. Apenas essas três palavras. Eu estava como muda, nada pude falar. O Senhor saiu pela terceira porta, não pela que o anjo havia saído. Não me recordo da sua aparência. O anjo era como um homem comum. Jamais me esquecerei deste lindo sonho, que me foi dado logo após a minha conversão. Recentemente, compreendi que somos justos. Foi bas‑ tante difícil para eu admitir esta justiça, afinal, sempre fui informada, pela própria Palavra, que na terra não existe um justo sequer, que a justiça do homem é comparada a trapos de imundícia. Como, agora, aceitar me convencer de que fui justificada? Ora, não existe contraditória, Jesus Cristo me justificou, logo sou justa. Não pelas obras, mas porque o Senhor res‑ suscitou por causa da minha, da nossa justificação. Resisti por muito tempo a receber essa justificação, ”não sou jus‑ ta” dizia eu, “pratico tantas injustiças como ser humano que sou”. Até que consegui entender que imerecidamente sou justa, porque Jesus me concedeu a justificação, assim como me concedeu o perdão pelos pecados e a salvação. Pela fé sou salva, pela fé sou justificada e tenho paz com Deus. A maravilhosa graça do Senhor é abundante, é imensurável e nos basta. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 5:1)
  60. 60. 68 | Sentido da Vida Outro sonho significativo deu-se em um avião. Eu e mui‑ tos membros da IBCB – lembro-me bem da irmã Sissi, do ir‑ mão Almeida, da irmã Marta, estes estavam próximos a mim – estávamos todos em pé, dentro de um transporte como um avião. Não havia poltronas, estávamos todos em pé. Não ha‑ via espaço para mais ninguém, estava lotado. As paredes e o teto eram de vidro transparente, tínhamos ampla visão de tudo lá fora, um maravilhoso arco-íris, o toque da trombeta e o Senhor vindo sobre as nuvens. Você pode imaginar como eu estava ao acordar? Nas nuvens. Certa feita, em férias na praia, lembro-me ter sonhado com uma voz belíssima, forte. Era uma voz masculina, um excelente tenor, cantava assim: “Ninguém amou como eu amei, ninguém amou como eu amei, ninguém jamais amou tanto assim, ninguém amou como eu amei”. Acordei. Aquele cântico ainda ressoava nos meus ouvidos. Dois dos meus netos, Flávia e Gabriel, estavam comigo e ali, ainda na mi‑ nha cama, eu cantei para eles a música e disse: “Um anjo estava cantando esta música”. Eu ainda não tinha acordado direito, aquela linda voz ainda ressoava nos meus ouvidos. Nas nuvens Ninguém amou como Eu
  61. 61. Sentido da Vida | 69 Que coisa linda! A Flávia disse: “Um anjo não, era Jesus. Nin‑ guém amou como Eu amei”. O Gabriel confirmou: “É mes‑ mo”. Tiveram mais discernimento do que eu. Glória a Deus. Posteriormente, por não me recordar de toda a letra comple‑ mentamos assim: O MAIOR AMOR Enviado pelo Pai eu fui Para pecadores resgatar E para os transformar no Israel de Deus Em maldição me deixei tornar Ninguém amou como eu amei Ninguém amou como eu amei Ninguém jamais amou tanto assim Ninguém amou como eu amei Entenda, agora, o que aconteceu. Naquela cruz quando morri por ti Doenças, culpas, tudo carreguei E a morte ali eu derrotei Curado liberto já estais E preço não tem que pagar A vida eterna de graça eu te dou Ninguém amou como eu amei
  62. 62. 70 | Sentido da Vida Ninguém amou como eu amei Ninguém amou como eu amei Ninguém jamais amou tanto assim Ninguém amou como eu amei. Se abrires a porta do teu coração Nele entrarei e contigo cearei Corpo celeste como o meu, um dia te darei. E às mansões celestiais eu te conduzirei. Tive um problema nas juntas: o líquido que as lubrifica‑ va secou – capsulite adesiva – ombro congelado etc. O fato é que fiquei com o braço colado, sem movimentos, não podia mais dirigir. Qualquer movimento com o braço, por mais leve que fosse, a dor era terrível. Vivia tomando medicamentos controlados para combater a dor. Lembro-me de que precisei ir ao shopping e lá levei um leve escorregão; ao tentar me equilibrar, ergui o braço instintivamente e quase desmaiei de tanta dor. Uma vez, fui puxar o cinto da calça e a experiência não foi diferente. Fiz diversos tratamentos nas clínicas espe‑ cializadas de Brasília, tudo o que havia de mais moderno, não obtive êxito. Foi indicada a cirurgia. Consultei o Doutor Egino Sarto e ele recomendou que eu não operasse, uma vez que se um pedacinho do osso fos‑ se quebrado, eu ficaria aleijada. Como eu já havia feito um Capsulite adesiva
  63. 63. Sentido da Vida | 71 exame delicado e a assinatura de um termo de responsabili‑ dade, resolvi submeter-me à cirurgia. Mas deixaram romper uma cápsula e a dor foi quase insuportável, comparada a de um parto. Não deu certo. Tudo estava preparado, a sala, má‑ quinas especiais, estudantes de medicina e os profissionais. Nem sequer pediram-me desculpas e ficou tudo por isso mes‑ mo. Decidi, então, seguir a orientação do conceituado médico e não mais operei, esperando em Deus a cura. Um casal de amigos nossos, Diva e Valter, estava em Vila Velha, onde o marido teve um sonho e contou-o à esposa, dizendo: “Diva, eu sonhei com a irmã Zilda, ela se encontrava em uma estrada, junto ao meio fio e pedia carona. Vinha, en‑ tão, uma ambulância e a levava”. O casal retornou a Brasília e estava incomodado com o sonho, pensando que eu estivesse passando por dificuldades financeiras, por estar pedindo carona; enfim, foram à minha casa. Ao chegarem, verificaram alguns carros nas garagens. Tiveram vontade de voltar. A Diva falou: “Olha, Valter, isso é coisa da nossa cabeça. Ela tem vários carros na garagem...” “já estamos aqui, vamos chegar”, disse o marido. Tocaram a campainha. Fui atendê-los e eles começaram a narrar o so‑ nho. Comecei a chorar, afinal, o meu Senhor não tinha me abandonado, estava comigo, sabia de tudo o que eu estava passando e assim o permitia. Agora era tudo diferente, eu sabia que o meu sofrimento não era em vão. Os irmãos oraram por mim, eu estava con‑ victa de que seria curada, sabia que o meu Senhor estava me curando. Continuei o tratamento que vinha fazendo e em poucos dias já via grande melhora. O braço foi descolando e logo consegui os primeiros movimentos. Chorei muito, agra‑ decendo a Deus a cura, quando pude, finalmente, erguer o meu braço e agradecer ao Senhor, louvá-lo e glorificá-lo. Foi uma grande vitória, grande livramento: Grandes coisas fez o Se- nhor por nós, por isto estamos alegres.
  64. 64. 72 | Sentido da Vida Neste mundo, não estamos livres das investidas de Satanás, mas o Senhor de todas nos livra. Aleluia! Glória a Deus. Lembro-me de que, em uma das sessões de fisioterapia, durante o tratamento da capsulite adesiva, existia um biom‑ bo ao lado da maca onde eu recebia a orientação do fisiotera‑ peuta. O meu corpo refletia-se naquele biombo – todo o cor‑ po parado, toda a atenção era voltada para aquele membro enfermo, apenas o braço doente recebia cuidados, atenção do médico e/ou do técnico, dia após dia, horas de dedicação. Toda paciência era pouca, não podia haver pressa, o braço não aceitava, tinha de ser um trabalho ultralento, sensível. Fi‑ cava eu ali, em dedicação exclusiva, horas, trabalhando ape‑ nas naquele membro. Ao ver o meu corpo inerte refletido naquele biombo, o Espírito Santo me fez lembrar de uma amiga que, vendo que eu tinha, freqüentemente, experiências com Deus, disse: “Não sei por que essas coisa só acontecem com você. Eu não tenho visões nem arrepios, nada dessas coisas acontecem comigo e eu também sou serva de Deus. Por que só acontecem com você?” Na hora, fiquei com pena, eu queria que ela também tivesse experiências. Não soube o que lhe dizer, mas percebi que ela estava triste, pois gostaria de ter, também, experiên‑ cias semelhantes. O enfermo necessita de mais cuidado
  65. 65. Sentido da Vida | 73 É mais ou menos como em uma família, quando o pai ou a mãe dá um pouco mais a um dos filhos, os outros re‑ clamam. Não soube o que dizer àquela amiga. E, agora, em frente ao biombo, o Espírito Santo me ensinava: “Todo o seu corpo está parado, você está trabalhando apenas o membro doente, ele precisa de toda a sua atenção, cuidados, carinho. Os demais órgãos estão funcionando normalmente, não ne‑ cessitam de atenção agora”. Não pude evitar a emoção. Eu até pensara que eu era mais amada; agora, eu sabia que eu precisava receber mais, não por ser mais amada, antes, mais necessitada. Assim como a mãe cuida mais do filho recém- nascido, deixando os mais velhos, cuida do filho enfermo, deixando os sãos, dando sempre mais ao mais necessitado. Eu estava assim, mais carente, precisava de mais cuidados, de mais atenção. Obrigada, Espírito Santo; obrigada, Shekiná! O Senhor nos tem levado a passar férias na Praia do Morro em Guarapari-ES. São aproximadamente quatro km de praia. Gosto de, diariamente, percorrê-la. Muito calor, eventu‑ almente, dou um mergulho para me refrescar. No verão, temos ali cerca de sessenta mil turistas, além da população local. A praia fica lotada, quase não se encontra um lugar para ficar. Em um dos meus passeios, ao entrar no mar para me refrescar, deparei-me com uma jovem senhora que ali estava, no meio de tantas outras, com um pedaço de isopor tentando mover, levemente, o braço. Sorriu para mim e disse: “Estou Encontro no mar
  66. 66. 74 | Sentido da Vida tentando movimentar o meu braço. Orientação médica”. Olhei para ela, senti de imediato um forte calor, perguntei-lhe: “O que você tem?” “Uma doença esquisita, não sei o nome, secou o líquido lubrificante da junta”, respondeu-me. “Meu Deus!”, pensei eu e perguntei-lhe: “por acaso é capsulite adesiva?” Ela disse: “é isto mesmo, como você sabe?” Comecei a narrar a minha experiência e como Deus me havia curado. Ao terminar a narração, eu lhe disse: “Da mesma forma que o Espírito de Deus mandou aquele casal à minha casa, providenciou para que hoje, nesta praia superlotada, nos encontrássemos, no meio desta multidão. Ele te ama muito, quer te curar, como a mim curou”. Perguntei se conhecia Jesus e ela respondeu que sim. Orei por ela, nos abraçamos e sei que o Senhor a curou, Ele não é Deus de coincidência, mas é Deus de providência. Logo após a minha conversão, sonhei que deveria fre‑ qüentar as aulas de estudo bíblico ministradas na igreja que freqüentávamos, às quintas-feiras, pelo Pastor Élcio. Assim o fiz durante alguns anos.Nesta mesma noite, disse-me ainda o Senhor: “Não te preocupes com as tuas vestes”. Eu não sabia mais o que usar, estava confusa em relação às roupas, ficava um bom tempo pensando se o traje seria ou não adequado. Com relação à Trindade, disse-me: “Pense na Melita (café) – água, três em um – café”. Nas aulas que passei a freqüentar sempre ouvia o pastor Élcio dizer: “Deus fala”. Nunca conse‑ guia entender. “Como será isto: Deus fala?” Eu queria saber como era. Deus fala
  67. 67. Sentido da Vida | 75 Certo domingo, após a ceia, fui para casa. Eu estava dife‑ rente, uma grande sensação de leveza, quase flutuando, que‑ ria muito ir para a cama e não perder aquela sensação gosto‑ sa com nada nem por nada. Pensei como seria bom poder ir para o meu quarto e continuar em comunhão com o Senhor. Queria tanto ficar só ainda mais um pouco, mas preciso ter‑ minar o almoço, pensei. O Espírito Santo falou: “Podes ir para o teu quarto”. Relutei. Não. Caso contrário, vão dizer: “agora que é crente, está relaxando com a casa por causa da igreja”. O Espírito Santo falou, novamente: “Podes ir para o quarto”. Pensei “isso é coisa da minha cabeça”. Fui para a cozinha, peguei a panela. Enquanto isso, o interfone tocou. Morávamos ainda na Super Quadra Sul Cen‑ to e Oito. Eram os meus filhos me avisando que não iriam almoçar em casa. O meu marido estava na fazenda. Entendi. Fui correndo para o quarto e, agora, já conhecia uma das ma‑ neiras como Deus se comunica conosco.
  68. 68. Capítulo VI Livramento das raíves de amargura
  69. 69. Sentido da Vida | 79 oração que Jesus nos deixou nos ensina a perdoar, observe quando oramos: “(...) perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt. 6:12)”, quantas vezes repetimos esta frase sem percebermos a profundidade do seu conteúdo? Existe uma condição: se não perdoarmos aos nos‑ sos devedores, não seremos, também, perdoados. Dificilmente nos damos conta do que oramos, do que pedimos a Deus. De fato, é muito difícil agir como o Senhor JESUS nos ensinou. Estamos sempre nos deparando com pessoas usadas por Deus, que pregam o cristianismo, mas não o praticam. Assim, também eu, com uns dois anos de convertida, achava que estava tudo bem, que eu não precisava nem pensar naquelas pessoas que um dia me tinham feito tanto mal. Elas estavam distantes de mim a uns mil km e isso era bastante conveniente, pois eu não precisava conviver com elas, vê-las, nem pensar que elas existiam. Era muito fácil ignorá-las. O Espírito Santo começou a me incomodar sobre este assunto. A todo o lugar que eu ia, a mensagem, o cerne da mensagem era o mesmo, o perdão. Alguns preletores esmiu‑ çavam o assunto e aquilo ia lá no fundo da minha alma, in‑ comodava-me profundamente. Eu conversei com o Espírito Santo: “(...) se verdadeiramente eu preciso perdoar, me ajuda, A
  70. 70. 80 | Sentido da Vida eu não posso, não tenho estrutura para tanto, definitivamen‑ te, não consigo (...)”. Percebi que algum progresso havia feito quando em ora‑ ção consegui falar o nome da pessoa que muito me magoara. Agradeci a Deus, Ele estava me ajudando e, posteriormen‑ te, pensei: “consegui, já perdoei”. Mas o Senhor é perfeito e queria ainda um pouco mais. Agora, a todo o lugar que eu ia, o assunto era o amor e que Jesus nos ensinava a amar aos nossos inimigos, aos que nos tivessem ofendido, pois amar as pessoas boas e perfeitas era fácil. Isso para mim foi muito difícil, eu já havia perdoado, achava que o resultado já era muito bom, mas para o Senhor não estava bem ainda. Novamente me prostei diante do Espírito Santo e pedi: “ajuda-me Espírito Ensinador. Sozinha sei que não vou con‑ seguir”, é novo processo, novo trabalho. Lembro-me de que, muitas vezes, servos de Deus foram usados em (Mt. 5:43-48); Ouviste que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publi- canos também o mesmo? E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste... Recordo-me de que no mês de outubro de 1985, o meu pai iria completar setenta anos no dia 20 e, um dia antes, senti grande desejo de abraçá-lo, de perdoá-lo. Havia uns dez anos eu não o fazia, mas pensei: “para estar com o meu pai te‑ rei de estar com a mulher dele, será que poderei enfrentar tal situação? Já estarei pronta?” Jejuei, orei e fui, graças a Deus o Espírito Santo me sustentou e consegui vencer quando resol‑ vi orar por eles, pois quando conseguimos orar pelos nossos inimigos é sinal de que conseguimos perdoá-los. Consegui abraçá-los, perdoá-los, aceitá-los, sabendo que eram apenas
  71. 71. Sentido da Vida | 81 seres humanos que fraquejaram na carne, que magoaram uma pessoa especial, digna, honesta, muito querida, que foi a minha saudosa mãe, Holda Barbosa da Silva. Posso dizer que o meu pai foi bom, enquanto pai. Dentro das suas possibilidades, sempre supriu a casa em todas as necessidades. Como pertencentes à classe média baixa, nada nos deixava faltar; ele era carinhoso, atencioso, ensinava-nos a tempo. Eu, pessoalmente, tenho gratas recordações do tem‑ po de criança, quando ele me colocava assentada no seu colo, me dava comida na boca, me aconselhava, ajudava a minha mãe nos modelos dos meus vestidos, opinava nos detalhes. Recordo-me de muitas vezes ter adormecido com o meu ros‑ to no seu peito. Pouco antes do meu casamento, conversou comigo, me deu orientações básicas sobre o procedimento de uma esposa, etc. Sempre amei muito o meu pai e, como filha, não posso me queixar. Entretanto, não pude ver nele a figura de bom marido, muito pelo contrário, sofreu a minha pobre mãe por ter um marido a quem muito amava, que era carinhoso com ela, mas era fraco com as mulheres. Não foi possível mudar, durante o casamento, tal procedimento. Assim, a minha mãe, após perder as esperanças de ter um marido fiel, viveu sob a esperança de que ele, na velhice, viveria só para ela, só para a família. Os anos se passaram e o meu pai tinha um programa de calouros em um clube social, e ali, aos cinqüenta e oito anos, envolveu-se com uma jovem quase quarenta anos mais nova do que ele. Quando a minha mãe tomou conhecimento adoeceu, foi hospitalizada e não saiu viva da Casa de Saúde. Após a sua morte, foram encontrados comprimidos que ela embrulhava nos guardanapos, não os ingeria, toda a esperan‑ ça se fora, ela não queria mais viver, não teve forças para lutar (tenho a esperança de que um desses grupos de cristãos que visitam os hospitais tenha falado de Jesus para ela e que se
  72. 72. 82 | Sentido da Vida tenha reconciliado, pois estava afastada havia muitos anos do evangelho, em função de decepção tida com o meu pai e uma “irmã” da igreja). Grande foi a tristeza que se apossou de mim e dos meus irmãos, uma pessoa tão bonita como ela ter tido um fim tão triste. Foi muito doído. Afastamo-nos de nosso pai, e para mim, a mil quilômetros de distância, não era tão difícil. Mal tinha a minha mãe falecido, ele marcou o casamento, escrevi- lhe pedindo que não se casasse com aquela moça, que esco‑ lhesse qualquer outra, poderia ser até mesmo uma prostituta, eu a aceitaria, mas não aquela. Ele me respondeu dizendo que não poderia me atender, porque a moça estava grávida de al‑ guns meses. Assim, nos tornamos distantes por uns dez anos, mas, após a minha conversão, não pude mais permanecer na mesma situação e, como expus acima, foi feito um trabalho em mim pelo Espírito Santo de Deus. Após esta tomada de posição, pedi a Deus que o meu pai se reconciliasse com Ele e fui atendida. Também a esposa Marlene e o filho Júnior se decidiram. O meu pai, em pouco tempo foi consagrado Pres‑ bítero, testemunhou em muitas igrejas e ganhou muitas vidas para Cristo. A Marlene tornou-se levita do Senhor. A nossa luta não é contra a carne ou o sangue, mas con‑ tra as potestades. Como vemos em Efésios 6:12 ”Porque não te- mos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.
  73. 73. Sentido da Vida | 83 Em uma das minhas preleções na Adhonep, no momen‑ to de intercessão, muitas senhoras foram receber oração, mas uma delas, enquanto eu intercedia, o Senhor disse: “(...) Per‑ dão. Ela precisa perdoar (...).” Então, transmiti-lhe o recado e na mesma hora, a senhora começou a chorar compulsivamen‑ te. Falou da dificuldade que tinha em perdoar, do sofrimento que havia passado. Enfim, oramos por ela, ministramos se‑ gundo a orientação recebida e sei que o Senhor a ajudou, da mesma forma que a mim. As raízes de amargura são responsáveis pelo impedi‑ mento dos frutos e “toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo”. (Mt. 7:19). O Espírito Santo, nosso Ensinador, recentemente, mara‑ vilhosa estratégia deu-me, ensinando-me a perdoar por ante‑ cipação. É muito simples, você viu nos capítulos anteriores a grande dificuldade que já tive para perdoar. Precisei trabalhar, durante bastante tempo, no mundo espiritual, para conseguir liberar o perdão. Posteriormente, consegui perdoar no ato da ofensa e agora me ensinou o Santo Espírito a fazê-lo por an‑ tecipação. Antes de sofrer a afronta já liberei o perdão a toda Novamente o perdão Estratégia para perdoar
  74. 74. 84 | Sentido da Vida e qualquer pessoa que possa por qualquer ato ou omissão me magoar. É claro que peço a Deus que me livre de todo o mal desnecessário, aqueles que vêm e nada acrescentam, só diminuem. Se o sofrimento não vem com um propósito, não tem fundamento, é desnecessário, é inútil. Mas recomendo que você experimente esta estratégia divina. Libere, no mundo espiritual, o perdão às pessoas que eventualmente poderão feri-lo, magoá-lo. Isto é simplesmen‑ te fantástico. Produz uma sensação de bem estar incrível. Um alívio. Você jamais correrá o risco de ser picado pelo veneno do rancor, da mágoa, do ódio. Estará imunizado, vacinado. Graças a Deus. Esta foi uma das piores experiências que já passei em minha vida. Não gostava sequer de me lembrar, por deter‑ minado tempo fiquei traumatizada. Hoje, felizmente, não me causa qualquer sensação de medo ou temor, antes me alegro no Senhor pelo livramento. “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”. (Salmo 34.19). De repente, em um dia como outro qualquer, uma sensa‑ ção de inchaço na garganta. Ela vai fechando, fechando e o ar desaparece e você imagina estar morrendo. O socorro tem de ser imediato, ultra-rápido. Era o que acontecia comigo, emer‑ gência, muitas vezes fui parar no Pronto Socorro neste esta‑ do. Na primeira vez, pensei mesmo ter chegado o fim e orei em pensamento ao Senhor, entregando-lhe o meu espírito. Livramento da bruxaria
  75. 75. Sentido da Vida | 85 Fui socorrida, cortisona injetável, álcool no pescoço, tudo voltou ao normal, apenas o sistema nervoso abalado pela sensação sufocante, tantas vezes experimentada. Pro‑ curamos diversos médicos, especialidades diferentes, um mandava para o outro e nada. Fiquei fragilizada. Quando chegava a hora de dormir tinha medo de ser atacada du‑ rante o sono, o que aconteceu muitas vezes. Passei então a colocar muitos travesseiros para manter a cabeça bem alta, enfim, procurava usar os recursos humanos. O paliativo foi andar sempre com uma ampola de cortisona injetável e a seringa na bolsa. Tinha diversos compromissos com igrejas, estava lan‑ çando o meu disco, não podia cantar. Passei a dublar e, não cancelei nenhum compromisso, eu sabia que era o inimigo e não queria lhe ceder a vitória. Recordo-me de ter ido a uma igreja no Cruzeiro, o pales‑ trante da noite era o irmão Joanes. Quando convidada para cantar, apenas dublei. Na hora das despedidas, ele estava à porta e me disse: “(...) O Senhor mostrou-me a sua garganta fechada, enquanto você cantava. Ninguém pode cantar na‑ quele estado. (...)”. Contei-lhe resumidamente o que vinha acontecendo comigo. Ali não era possível narrar a situação, os pastores, os irmãos da igreja queriam conversar conosco, ambos éramos visitantes, enfim, eu falava baixo e devagar, em face das dificuldades que vinha enfrentando. Ele me convidou a passar no consultório dele na se‑ gunda-feira, assim o fiz. Estava certa de que sairia dali com‑ pletamente curada. Lá chegamos. Dr. Joanes estava muito preocupado. Naquele dia, fora anunciado o Plano Collor e ele, como empresário, tinha muitas coisas a resolver. Mesmo assim, me atendeu muito bem e me receitou alguns medica‑ mentos. Iniciei o tratamento confiante e, para minha surpre‑ sa, tive outra crise fortíssima. Meu Deus! Foi horrível. Entrei em contato com o irmão e Doutor Joanes, que me disse: “Vá
  76. 76. 86 | Sentido da Vida hoje à noite à minha casa, eu vou atendê-la, já tenho uma pessoa marcada e atendo apenas a uma pessoa por noite, mas vou atendê-la”. Lá fomos nós, na hora marcada, eu e o João. A outra pes‑ soa que ele iria atender também já estava lá. O atendimento dela iniciou-se. Ele fez a ministração e começou a ouvi-la, e ela começou a contar as feitiçarias que fazia, nas roupas das pessoas, bainhas das calças costuradas com cabelo, lençol branco bordado nas encruzilhadas, etc. Meu Deus! eu pre‑ cisava ouvir aquelas coisas para saber que existem pessoas que as fazem, que horror! Estávamos atentos. Finalmente, o irmão Joanes a conduziu ao arrependimento, orou com ela desfazendo todas aquelas coisas e ela se foi. Chegara a minha vez, ele nos convidou, nos assentamos à mesa, começou a orar, ele e a esposa Kaliop oraram. Em seguida, por um período, só orava na língua dos anjos e, na seqüência, começou calmamente a dizer: “(...) Irmãzinha, o Senhor está mostrando, que por meio de uma fotografia sua, você foi desenhada no chão, em um local onde fazem traba‑ lhos do mau. Nas suas pernas uma fita vermelha atando-as, nas suas mãos a mesma coisa, na sua cintura e no seu pesco‑ ço também, você está toda amarrada com fita vermelha, vejo o nome do lugar e mencionou-o. Vejo uma mulher de meia idade – descreveu-a – que é a responsável por tudo isso, ela é apaixonada pelo seu marido. Inveja tudo em você, gostaria de ter o seu marido, a sua casa, os seus filhos, cantar como você, tudo em você é desejado por ela, ela quer matá-la, para ocupar o seu lugar(...)”. Descreveu a pessoa, me perguntou se eu a conhecia, eu disse que não me ocorria ninguém; perguntou ao João e ele disse que a conhecia, mas não quis me dizer quem era. O irmão Joanes continuou, “(...) ela não é correspondida, o seu marido não se interessa por ela. Hoje termina o seu sofrimen‑ to, os anjos do Senhor estão cortando todos os laços, todas
  77. 77. Sentido da Vida | 87 as amarras, você está liberta (...)”. Assim foi feito para a honra, glória e louvor do nome do Senhor. Toda a honra a Ele. Recomendou-me que, mesmo sem saber quem seria a pessoa que queria me matar, eu orasse por ela. Assim o fiz e, até hoje, quando me lembro, oro por ela, para que Deus tenha misericórdia da sua alma, para que conheça a Jesus de Nazaré. Pelo tempo, já deve ter tido o seu encontro com o Se‑ nhor. Eu já a perdoei, aliás, naquele mesmo dia a perdoei; repito, quando podemos orar pela pessoa é sinal de que a perdoamos. Sofri demais ao passar por essa experiência, por não sa‑ ber que, como qualquer pessoa, também estaria sujeita a tal coisa. Eu me achava imune, assim como se gozasse de imuni‑ dade total, como a imunidade diplomática, qualquer tipo de macumba, bruxaria ou coisa semelhante não me alcançaria, não me via vulnerável a esse tipo de coisa. Por isso, sofria muito, não conseguia entender o que estava acontecendo co‑ migo, mas está escrito: “No mundo tereis aflições. Eu venci o mundo, tende bom ânimo”. (João 16:33) Lembrei-me de Jó. Se conhecermos a Palavra de Deus, essas coisas não nos surpreenderão, antes, a tudo entende‑ remos, a luta me foi permitida. Não teriam tantos servos de Deus, no passado, sofrido por causa da inveja? Quanto so‑ freu José por seus irmãos o invejarem? Abel perdeu a vida por causa da inveja de Caim, Sansão foi perseguido por ser invejado. Mas o Senhor me livrou, isso é o que importa, a vitória é nossa. Jesus já pagou o preço, a sua maravilhosa graça está sobre nós.
  78. 78. 88 | Sentido da Vida Costumo fazer, uma vez ao ano, os exames de rotina. Certa feita, quando fiz a densitometria óssea, foi detectada a osteoporose. Fiquei muito triste, pois conheço as conseqüên‑ cias de tal fraqueza nos ossos. Iniciei de imediato o tratamen‑ to médico, mas, lendo a Palavra de Deus, comecei a observar diversos versículos que mencionavam os ossos e passei a se‑ pará-los e a atentar para o que ensinavam e a praticar, a viver segundo o ensinamento contido. Assim, passado um ano, re‑ fiz o exame e, para glória do nome do Senhor, o resultado foi normal. Amém. A seguir, transcrevo alguns dos versículos que me foram dados pelo Senhor. A propósito, possuo os resultados das densitometrias e, narrando esta experiência para um médico, ele duvidou e disse: “Eu gostaria de ver estas radiografias”. Só quem é espiritual pode entender o que é espiritual. “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava de dia e de noite sobre mim; e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei- te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: Confes- sarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.” (Sl. 32:3-7); (Sl. 31:10), e, ainda, o (Sl 6:2): “Tem compaixão de mim, Senhor, porque eu me sinto debilitado; sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão abalados;” e agora posso dizer como o salmista: “O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor acolhe a minha oração.” Osteoporose e a Palavra de Deus

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