Maria Helena Larcher Caliri

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Conferência: O que precisamos pesquisar sobre cuidados com a pele e tratamento de feridas.

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Maria Helena Larcher Caliri

  1. 1. O que precisamos pesquisar sobre cuidados com a pele e tratamento de feridas? Dra. Maria Helena L. Caliri Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto USP [email_address]
  2. 2. O processo de pesquisa Produção  Comunicação  Utilização
  3. 3. Produção de Pesquisa na Enfermagem <ul><li>Início: </li></ul><ul><li>Florence Nightingale - a produção do conhecimento e a sua utilização foram atividades associadas. </li></ul>
  4. 5. Produção de Pesquisa na Enfermagem <ul><li>Século 20 - </li></ul><ul><li>Primeira metade - Preocupações com a educação e administração em enfermagem </li></ul><ul><li>Décadas 60 e 70 - Início da Pós Graduação (EUA) e dicotomia entre a pesquisa e prática clínica - que assim chegou no Brasil </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Produção do conhecimento centrado na Academia – </li></ul><ul><ul><li>é um requisito para o avanço da ciência; </li></ul></ul><ul><ul><li>para promoção na carreira, </li></ul></ul><ul><ul><li>para formação do enfermeiro (2000) </li></ul></ul><ul><li>Prática clínica pouco vinculada a pesquisa  enfermeiro na função técnica/sistema funcional de assistência; reprodução de práticas sem questionamentos </li></ul>Causas do hiato entre a produção e a utilização da pesquisa da década de 70 em diante:
  6. 7. <ul><li>Brasil - 3 o . SENPE em Florianópolis (Ribeiro, 1984) </li></ul><ul><li>Desejo dos enfermeiros de incorporação de resultados da pesquisa na prática: </li></ul><ul><li>Pesquisa como base para a prática </li></ul><ul><li>Pesquisa daria visibilidade do papel do enfermeiro e seria uma forma de garantir a qualidade da assistência. </li></ul><ul><li>Pesquisa como prioridade profissional, requisito para a transformação da prática e melhoria da qualidade e responsabilidade coletiva da classe... </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Analogia com a prática médica </li></ul><ul><li> (Ribeiro, 1984) </li></ul><ul><li>...um cirurgião poderá permanecer alguns poucos anos como cirurgião mas com o passar do tempo, se não se envolver com a evolução natural e constante da tecnologia e das ciências médicas, passará a ser um simples curandeiro, com técnicas desatualizadas e chegará até a incapacidade de se utilizar dos novos métodos e recursos da medicina”. </li></ul>
  8. 9. O que é pesquisa em enfermagem? <ul><ul><li>É a investigação sistemática que usa métodos para responder ás questões ou resolver os problemas. </li></ul></ul><ul><ul><li>A meta final é desenvolver, refinar ou expandir um corpo de conhecimentos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Polit, Beck, Hungler, 2004 </li></ul></ul>
  9. 10. O que pesquisar? <ul><li>Porque pesquisar? </li></ul><ul><ul><li>Para atender metas de um programa? </li></ul></ul><ul><ul><li>Para dar subsídios para a prática? </li></ul></ul><ul><ul><li>Qual prática? </li></ul></ul>
  10. 11. O processo de pesquisa Produção  Comunicação  Utilização O que temos produzido sobre cuidados com a pele?
  11. 12. Comunicação É um processo onde os participantes criam e compartilham informações uns com os outros para chegarem a uma compreensão mútua.
  12. 13. Comunicação Levantamento bibliográfico na BVS: cuidados com a pele
  13. 20. <ul><li>Curativos biológicos - 58 </li></ul><ul><li>Dermatopatias - 1187 </li></ul><ul><li>Resposta galvânica da pele -17 </li></ul><ul><li>Nevo - 169 </li></ul><ul><li>Anormalidades da pele - 53 </li></ul><ul><li>Neoplasias cutâneas - 1339 </li></ul>LILACS
  14. 21. <ul><li>Fenômenos fisiológicos da pele - 27 </li></ul><ul><li>Síndrome da pele escaldada estafilocócica - 17 </li></ul><ul><li>Pigmentação da pele - 107 </li></ul><ul><li>Envelhecimento da pele - 135 </li></ul><ul><li>Transplante de pele - 179 </li></ul>
  15. 22. <ul><li>Pele artificial -14 </li></ul><ul><li>Higiene da pele – 44 (cuidados com a pele/skin care) </li></ul><ul><li>Neoplasias de anexos e apêndices cutâneos 21 </li></ul><ul><li>Fístula cutânea - 37 </li></ul><ul><li>Testes de irritação da pele - 6 </li></ul><ul><li>Mastocitose cutânea -7 </li></ul>
  16. 23. <ul><li>Promoção da saúde </li></ul><ul><li>Prevenção de Doenças/Problemas </li></ul><ul><li>Tratamentos </li></ul><ul><li>Restauração </li></ul><ul><li>Reabilitação </li></ul>Áreas de atuação Para “CUIDADOS COM A PELE” no ciclo vital
  17. 24. O processo de pesquisa Produção  Comunicação  Utilização  Uso Conceitual/cognitivo  Uso Simbólico/político  Uso Instrumental
  18. 25. Utilização Pesquisa na forma conceitual <ul><li>O uso conceitual ou cognitivo do resultado da pesquisa implica que a utilização ocorre em qualquer momento que este conhecimento é conscientemente usado na prática pelo enfermeiro. </li></ul><ul><li>A aplicação cognitiva ocorre sempre que o conhecimento influencia o pensamento ao invés da ação, levando o profissional a refletir “ como pensa sobre a sua prática ” </li></ul>
  19. 26. Utilização da pesquisa na forma simbólica ou política <ul><li>Para legitimar uma posição ou uma prática; para persuadir outras pessoas a realizarem mudanças nas condições, políticas ou práticas relevantes para os enfermeiros, pacientes ou para a saúde de indivíduos ou grupos. </li></ul>
  20. 27. Utilização Pesquisa na forma instrumental <ul><li>transforma o conhecimento advindo da pesquisa em atividades da prática; </li></ul><ul><li>Estabelece as atividades necessárias para planejar, implementar e avaliar os efeitos da pesquisa na prática pelo uso de protocolos por ex. </li></ul>
  21. 28. O que pesquisar para dar subsídios para a nossa prática? <ul><ul><li>Depende da finalidade específica: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Identificação de fenômenos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descrição </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Exploração </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Explicação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Previsão e controle </li></ul></ul></ul>
  22. 29. Problemas de pesquisa <ul><li>Envolve uma situação enigmática, inquietante ou perturbadora. </li></ul><ul><li>O problema é articulado em uma questão ou objetivo da pesquisa que o pesquisador deseja responder. </li></ul><ul><li>Os problemas originam-se do interesse e da curiosidade dos pesquisadores </li></ul>
  23. 30. Fontes de problemas de pesquisa <ul><li>Experiência clínica, educacional, administrativa </li></ul><ul><li>Literatura de enfermagem </li></ul><ul><li>Aspectos sociais </li></ul><ul><li>Teorias </li></ul><ul><li>Idéias de fontes externas – revisão de prioridades de pesquisas </li></ul>
  24. 31. Crítica do significado de um problema de pesquisa <ul><li>Implicações para a prática de enfermagem: qual diferença vai fazer para a prática? </li></ul><ul><li>Contribuição para a base do conhecimento já existente </li></ul><ul><li>Desenvolvimento da teoria </li></ul>
  25. 32. Crítica do significado de um problema de pesquisa <ul><li>Correspondência com as prioridades de pesquisa para o país, região estabelecidas por organismos nacionais e internacionais (OPS, OMS, MS, CNPq, ABEn, SOBENDE) </li></ul>
  26. 33. <ul><li>As prioridades em pesquisa em saúde e em enfermagem não podem ser indicativas do pensamento único e isolado de um pesquisador mas sim resultado de um processo de interação entre diferentes atores sociais que tem interesse no tema e nos seus resultados </li></ul><ul><li>Sena, RR, 2006 </li></ul>
  27. 35. Vitiligo – Quais são as prioridades em pesquisa? <ul><li>Vitiligo é a mais frequente desordem de despigmentação da pele e é psicológicamente devastadora. </li></ul><ul><li>Uma recente revisão sistemática sobre intervenções terapêuticas mostrou que existem poucas evidências provenientes de pesquisa, tornando difícil fazer recomendações para a prática clinica. </li></ul>
  28. 36. Resultados de uma parceria para estabelecimento de prioridades: <ul><ul><li>Associação Britânica de Dermatologistas </li></ul></ul><ul><ul><li>Associação de Vitiligo </li></ul></ul><ul><ul><li>Centro de Dermatologia Baseada em Evidências </li></ul></ul><ul><ul><li>Associação Britânica de Camuflagem de Pele </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupo de Enfermagem Dermatológica Britânica </li></ul></ul>
  29. 37. Estabelecimento de prioridades relacionadas a incertezas do tratamento <ul><ul><li>Eficácia dos imunossupressores sistêmicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficácia de terapia com ultravioleta B combinada com cremes </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficácia de intervenções psicológicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficácia da adição de intervenções psicológicas para pacientes usando camuflagem cosmética na melhora da qualidade de vida </li></ul></ul>
  30. 38. No Brasil quais são os problemas que necessitam soluções? <ul><li>Doenças negligenciadas </li></ul><ul><li>Prevalecem em condições de pobreza e ainda contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade pois representam entraves ao desenvolvimento dos países </li></ul>
  31. 39. Doenças negligenciadas <ul><li>O conhecimento produzido não se reverte em avanços terapêuticos pelo baixo interesse da indústria farmacêutica por ex. já que o potencial de retorno lucrativo é reduzido </li></ul>
  32. 40. Então o que fazer? <ul><li>Investir na comunicação dos resultados de pesquisa para que sejam utilizados pelos estudantes e enfermeiros e promovam novos questionamentos, </li></ul><ul><li>Investir no uso das evidências para embasamento da prática de enfermagem em qualquer local de atuação </li></ul>
  33. 42. Referências <ul><li>Eleftriadou V et al. Future research into the treatment of vitiligo:where should our priorities lie? British Journal of dermatologists v.164, ppS30-S36, 2011 </li></ul><ul><li>Ministério da Saúde. Departamento de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Doenças negligenciadas: estratégias do Ministério da Saúde. Rev. Saúde Pública vol.44, n.1, pp. 200-202, 2010, . </li></ul><ul><li>Polit, DF; Beck, CT; Hungler, BP Fundamentos de pesquisa em Enfermagem. Métodos, avaliação e utilização. 5ª Ed. Porto Alegre. Artmed, 2004 </li></ul><ul><li>Sena, RR Prioridades de pesquisa em saúde e Enfermagem (Editorial) Revista Mineira de Enfermagem, v.10, n. 4, out/dez 2006 </li></ul>

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