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  1. 1. Saiba o que as grandes empresas mais valorizam nos seus funcionários e quais as estratégias utilizadas pelos executivos mais procurados do mercado o dia da caça Filipe Marcel gestão de pessoas 26
  2. 2. falta de resultados, hoje são apontados como os principais responsáveis pelas falhas das companhias. Marcelo Lico, sócio-diretor da consultoria Crowe Horwath no Brasil acre- dita que esse novo perfil de formação, que coloca o líder como mais um colaborador, requer que o profissional aproveite todas as possibilidades de capacitação disponíveis no mercado. “Os velhos parâmetros contam, mas o que vale hoje é a sinergia de ideias e a convergência de metas. A formação em MBA é bastante saudável, mas a experiência, na S erá que existe uma fórmula para ser “caçado” pelos recrutadores e atrair cada vez mais propostas de emprego? Alguns profissionais já experimentaram a sen- sação de receber um telefonema inesperado de um headhunter, seguido de um convite para uma conversa, geralmente já associada a uma oferta de emprego tentadora. Especialistas em executive search apontam que, depen- dendo do tamanho do negócio, leva-se de três a seis semanas para encontrar os candidatos mais adequados para uma vaga. Em média, de cinco a dez no- mes compõem a lista final que é apresentada para a empresa. Mas qual é o segredo daqueles que deixaram as pegadas certas e se transformaram nesse profissional disputado? É claro que a experiência ainda conta muito na hora da contratação, mas o que muita gente não sabe é que exercer funções novas no mercado pode trazer ainda mais visibilidade do que investir preciosos anos em um curso de MBA, por exem- plo. “Assim como o mercado de trabalho tem mudado, o perfil do executivo para atender essas transformações também mudou. Foi-se a época que se buscava executivos com boa capacita- ção técnica, histórico vasto de experiência e habilidade em lín- guas. Nos dias atuais, busca-se o ‘executivo camaleão’. Saber se adaptar ao meio é uma questão de sobrevivência, não apenas para o profissional, como também para a empresa”, afirma Gisélia Curry, Leader Coach pela SLAC. O CEO, aos poucos, tem se tornado o cargo de maior responsabilidade dentro das empresas. E exigido também uma nova postura desses executivos. Presidentes e diretores que sempre agiram de forma au- toritária, julgando seus subordinados pela prática, tem se mostrado a melhor escola para os profissionais da atualidade”. Novo Oeste Hoje é tão comum promover um execu- tivo da própria organização quanto contratar um profissional de fora. Por isso, conhecer as metas da empresa é considerado um tiro certeiro para ambos. O que ainda prevalece é o histórico de experiências, de preferência em diversas áreas, considerado um prato cheio para os recruta- dores. “Sou sempre a favor de valorizar a ‘prata da casa’, pela dedicação e principalmente por- que a curva de aprendizagem, re- lacionada com os valores, cultura e processos será bem menor. Por outro lado, a empresa precisa se oxigenar, inovar, trazer novas ideias, o que às vezes se torna uma tarefa difícil para quem já está há tanto tempo na mesma companhia e limitado ao mes- mo modelo de gestão”, acrecenta Gisélia. Soraya Meszaros, gerente de RH da 2S Inovações Tecno- lógicas, defende que toda pessoa interessada em crescer profissio- nalmente deve manter essa visão ampla do negócio, mas também precisa ser flexível em relação às mudanças, até para conse- guir transformar o seu trabalho de acordo com as demandas da companhia e do cenário econô- mico cada vez mais instável. “Os nossos gestores são orientados a estarem sempre perto do seu time, pois acreditamos que a transparência na comunicação faz com que esse líder alcance seus resultados com mais faci- lidade”, destaca Soraya. “Desafio e novidades são diferentes. Se o profissional busca novidades, tudo bem, mas desafio é o que não falta em qualquer empresa, principalmente com o mercado de 27
  3. 3. trabalho complicado como está”, reforça a Leader Coach. Para ela, o headhunter trabalha como uma espécie de “olheiro do futebol”, que está sempre atrás de novos talentos. Assim, o executivo deve sempre entrar em campo como se fosse o jogo mais importante da sua vida, afinal, nunca se sabe quando um “olheiro” estará por perto. “Todo dia é dia de mostrar suas habilidades e de colocar a mão na massa, de se doar e dar o seu melhor”, finaliza. Entrando na mira Descobertas as novas exigências do mercado, o próximo passo é tentar desvendar outro segredo: como cha- mar a atenção dos recrutadores? Se for por meio de currículo, este tem que estar bem escrito e com o objetivo claro sobre o que o candidato deseja para a sua própria carreira. “Neste cenário de extrema competitivida- de e complexidade que as empresas enfrentam é preciso mostrar que existe disposição de ir além de sua função. Somada a essa visão ampla do negócio, algumas qualidades como liderança, atitude e criatividade têm sido as que mais chamam a atenção entre os profissionais que investem na carreira executiva”, avalia Paulo Lot Junior, consultor formado pela SLAC, que hoje atende multinacio- nais no treinamento de líderes e re- tenção de talentos. O especialista alerta que não adianta enviar inúmeros currículos para várias ofertas, de forma mecânica, levando em conta somente suasexperiênciaseformação.Paraele, é necessário passar aos recrutadores os diferenciais para ser contratado e qual valor o candidato finalmente irá agregar. “Por meio de ferramentas de Assessment temos conseguido identificar os pontos fortes, gostos, atitudes, competências, e tudo aquilo que faz a pessoa ser um profissional diferente dos demais. Isso é fundamental nos dias de hoje, pois com tudo isso é possível trabalhar exatamente os diferenciais, seja para galgar novas posições, assumir projetos, reposicionar sua carreira, ou para atrelá-la aos seus valores fundamentais para conquistar mais equilíbrio pessoal e profissional”, afirma Lot. Na hora da contratação, após verificar as experiências, qualificações e know-how do profissional, também deve ser avaliada a postura ética, visão do mercado, modo de se comportar e até de se vestir. Some- se a isso as informações que podem ser coletadas nas redes sociais. Para se ter uma ideia, somente no LinkedIn, são cerca de 70 mil empresas e mais de 25 milhões de profissionais disputando diariamente algumas vagas – isso apenas no Brasil. “Em relação ao público executivo, a melhor maneira de chamar a atenção de recrutadores ainda é por meio de networking e, em alguns casos, por rede social específica, como o LinkedIn. Por ser um perfil mais seleto, os executivos, geralmente, são contratados por indicação ou por proposta feita após pesquisa prévia de perfil. Também é importante a participação presencial em associações e órgãos de classe”, ressalta Carlos Vítor Strougo, diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ). Dessa forma, uma pessoa que possui talento e competência sufi- cientes para exercer sua atividade, praticando e aperfeiçoando cons- tantemente o seu marketing pesso- al, pode chegar rapidamente ao topo dos seus objetivos profissionais, elevando o seu nível de notoriedade e obtendo recompensas por esse fato. Nesse quesito, o que mais vale é a impressão que a pessoa conse- gue causar. “O mais importante no contexto do marketing pessoal é fazer-se notado! Não simplesmente chamar a atenção, mas ser reconhe- cido por suas qualidades, habilida- des e competências. A pessoa tem que ser um profissional reconhecido pelo mercado como alguém que vem para agregar e trazer resultados. Desde que seja ético, honesto, e com razoável capacidade de lidar com as pessoas, todo o resto é secundário”, completa Strougo. Com o suporte do coaching, o profissional que busca ocupar uma posição mais sólida no mercado de trabalho, seja de alto escalão ou não, terá um início, meio e fim extremamente claros e bem definidos para auxilia-lo. gestão de pessoas 28
  4. 4. Durante este processo, é comum que seja identificada também a necessidade de um novo comportamento, que precisa ser aprimorado até alcançar a sua meta. O ambiente corporativo exige mudanças em cada vez menos tempo, obrigando o profissional a se desenvolver e a se adaptar rapidamente ao novo contexto. Isso explicaria o aumento da busca pelo coaching, especialmente entre os executivos. Com tudo isso, se o headhunter ainda não bateu à sua porta, saiba que o coaching pode ajudar a aperfeiçoar a sua capacidade de ouvir, melhorar sua flexibilidade diante de crises e novos desafios, além de melhorar a produtividade no dia a dia. Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas mostrou que 80% dos executivos que investiram neste processo começaram a se mostrar mais abertos às mudanças organizacionais, sendo que cerca de 70% deles conseguiram melhorar o ambiente e os relacionamentos no trabalho. Agora só falta escolher a sua meta. Confira quatro dicas dos especialistas para você se destacar no mercado de trabalho: Os chamados bancos de talentos podem funcionar como vitrine, mas é preciso manter o currículo otimizado para uma busca completa, ou seja, é preciso entender o mercado e utilizar as palavras mais buscadas pelos recrutadores. Ter bons relacionamentos nas redes sociais garante pontos extras nos processos seletivos de hoje. Invista nas palavras-chaves do momento e siga os perfis das empresas que mais têm a ver com o seu perfil de trabalho. Convidar um headhunter para um almoço é algo bastante comum, mas esteja preparado para causar uma boa impressão. Bons candidatos fazem isso para entrar no banco de dados das empresas de headhunting. Ainda que faça muito tempo que você se formou, sua universidade pode ser uma excelente área de relacionamento. Muitos headhunters buscam candidatos nas próprias instituições educacionais. marcelo lico Sócio-diretor da consultoria Crowe Horwath no Brasil a experiência, na prática, tem se mostrado a melhor escola para os profissionais da atualidade 1 2 3 4 S 29

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