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  1. 1. JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 1 2010 de muitas vitórias! Vem para a luta em 2011! AEDAS do reitor são ameaça ao PCC Orçamento da Uerj para 2011 é insuficiente População sofre com poluição da CSA 33 44 1111 Hupe luta por condições de trabalho 55 Jornal do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais - RJ Ano VI - Nº 32 - janeiro de 2011
  2. 2. JORNAL DO SINTUPERJ | JANEIRO DE 20112 Rua São Francisco Xavier, 524 - sala 1020 D - Maracanã - Rio de Janeiro/RJ - CEP: 20.550-013  Tel/Fax: 2334-0058 - Tels: 2234-0945 /2234-1342  Internet: www.sintuperj.org.br / sintuperj@sintuperj.org. br / imprensa@sintuperj.org.br  Coordenação de comunicação: Sylvio Montenegro e Edivaldo de Moura  Conselho Editorial: Alberto Dias Mendes, Jorge Luis Mattos de Lemos (Gaúcho), César Lopes, Fátima Diniz, Monica Lima, Carlos Crespo e Tania Niskier  Jornalista responsável: Jéssica Santos (MTE 31.757/RJ)  Jornalistas: Mariana Gomes e Jéssica Santos  Estagiários: Priscila Dantas, Fernanda Freire e Rafael Manaia  Designer: Daniel Costa  Tiragem: 4.000 exemplares  Fechamento: 17/01/2011 “A autoridade coerentemente democrática está convicta de que a disciplina verdadeira não existe na estagnação, no silêncio dos silenciados, mas no alvoroço dos inquietos, na dúvida que instiga, na esperança que desperta.” Paulo Freire Inúmeros são os ataques aos servidores da Uerj protagonizados pela reitoria, pelo governo e pela direção do Hupe. Com a categoria fragmentada, com gratificação para uns e diminuição de carga horária para outros, cerca de 4.000 trabalhadores são prejudicados quando estes gestores não respeitam a lei e passam por cima do Plano de Carreira daqueles que trabalham pela Universidade. Passamos por terríveis pesadelos com o risco de privatização do hospital, a possível venda de leitos do SUS para convênios particulares, a falta de um orçamento participativo para as univer- sidades, o desmoronamento de partes da Psiquiatria do Hupe, as medidas repressivas da reitoria com processos contra sindica- Despertar é Preciso listas e jornalistas. E ainda, existem traba- lhadores labutando dentro de contêineres, nossas perdas salariais chegam a 82% e a Uerj, juntamente com o governo do estado, devem aos trabalhadores milhões de reais em ações trabalhistas. Ao lado disso, assistimos perplexos ao demagógico espetáculo midiático da vio- lência urbana do tráfico, à comemoração das vendas no comércio e os mega-eventos de final de ano. Ambos são reveladores da perversidade do sistema capitalista. Todo o dinheiro adquirido pelo trabalhador retor- na para os patrões por meio da indústria cultural e do consumismo indiscriminado. Estamos à mercê do governo, das empre- sas e de seu domínio ideológico, cultural e político que nos explora, cala, pacifica, aliena e escraviza. Segundo Antonio Gramsci, o poder das classes dominantes não reside somente no controle repressivo do Estado. Este poder é garantido pela hegemonia cultural que a classe dominante possui através do contro- le do sistema educacional, das instituições religiosas e dos meios de comunicação. Usando deste controle, a classe dominante educa os dominados para que estes vivam em submissão, inibindo assim sua poten- cialidade revolucionária. Desta maneira ardilosa funciona o capi- talismo. A classe dominante, representada pelos ricos patrões, contando com a mídia corporativista e com governos subalternos ao sistema, faz com que assimilemos sua cultura e suas necessidades. Esta mesma classe gerou e não paga os prejuízos sociais aos desabrigados e mortos de fome que caminham perambulando pelas ruas. A verdade é que Cabral e seus gestores governam para os ricos. Provavelmente porque algumas empresas e bancos finan- ciaram sua campanha. Que tipo de compro- misso assumiu Cabral com estas empresas? Que reais responsabilidades sociais estas empresas terão? Muitas delas, inclusive, patrocinadoras de alas e unidades na Uerj e candidatas a ocuparem espaços também no Hupe, se não lutarmos contra. Este ano haverá eleição para reitoria na Uerj e este governador é parceiro do reitor. Então, cuidado com as promessas que virão! Diante de tanta falta de ética de nossos governantes, o Sintuperj conclama a todos para dar um basta. Reafirmando seu perfil de sindicato transformador, classista e so- cialista, chamamos para a luta por políticas sociais realmente emancipadoras. Precisa- mos nos olhar nos olhos para montar um plano de lutas! É possível fazer como os trabalhadores europeus e impedir que per- camos mais direitos. Unidos e mobilizados, podemos impedir a privatização, a demissão de trabalhadores e garantir moradia, saúde, educação, ampliação de nossos direitos, melhores salários, condições de vida e tra- balho. Por isso só resta um caminho para os trabalhadores da Uerj e as comunidades do Rio de Janeiro: lutar sem medo! Assim, nosso sonho ganha força para acontecer. Como escreveu José Saramago: “O espelho e os sonhos são coisas seme- lhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio”. EXPEDIENTE: JORNAL DO SINTUPERJ Retratos da Vida Greves e manifestaçõesmarcaram a reforma daprevidência na França, realizadapelo presidente Nicolas Sarkozy.Os trabalhadores mostraramnas ruas a sua insatisfação.Segundo a nova lei, ficaprevisto o aumento na idademínima para aposentadoria de60 para 62 anos. Internet/Diárioliberdade Nossa Opinião
  3. 3. JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 3 Trabalhadores da Uerj estão unidos na luta em defesa dos direitos conquis- tados e do Plano de Cargos e Carreira (PCC). Os ataques são constantes e, por isso, temos que ficar atentos às manobras do governo e da reitoria para dividir a nossa categoria. Os Atos Executivos de Decisão Administrativa (AEDA) 34 e 38 são exemplos claros dessa política em que o trabalhador está em último plano. Enquanto o AEDA 34 restringe o acesso ao auxílio excepcional apenas para os trabalhadores da ativa, excluin- do, assim, os aposentados. O AEDA 38 dá gratificações para somente um grupo de trabalhadores. O Sintuperj e a Asduerj uniram-se na mobilização pela manutenção do Acordo para Política Salarial e de Pessoal, também conhecido como Acordo Coletivo (AC), e pela revogação AEDA 34. Com este ato, os trabalhadores que tanto contribuíram com a Uerj perderam seu direito a um benefício conquistado. Além disso, o AEDA 34 deli- mita quem são considerados dependentes. O texto do Acordo Coletivo define de forma ampla quem é considerado dependente, já o AEDA considera como dependente apenas filho menor, cônjuge ou companheiro e menor sob guarda judicial. Pai, mãe, ente- ado ou qualquer parente excepcional que dependa de um técnico-administrativo, fica de fora com a nova redação. O AC também prevê que os aposentados têm os mesmos direitos dos servidores da ativa, no entanto, o AEDA tira dos aposentados o direito ao auxílio excepcional. Unidade fortalece a luta Um dos primeiros passos para a mobili- zação pela revogação do AEDA 34 foi uma plenária conjunta entre as entidades. Nessa plenária, os representantes sindicais leram trechos do Acordo Coletivo e do AEDA 34 para demonstrar as diferenças entre os documentos no que diz respeito ao auxílio excepcional. Uma das questões levantadas pelo Sintu- perj e pela Asduerj diz respeito aos excessos cometidos pelo reitor quando o assunto é retirada de direitos. Para as entidades sin- dicais, está claro que Vieiralves pretende legislar sobre situações já determinadas com o objetivo de retirar direitos dos tra- balhadores da Uerj. Para os sindicatos, o AEDA deve ser revogado imediatamente, AEDAS do Reitor são atentados aos trabalhadores da Uerj Ato executivo 34 corta direitos históricos e o 38 oferece gratificações antes que a prática da retirada de direitos torne-se cada vez mais rotineira. Segregados pela porta blindada novamente Ao final da plenária, os presentes saíram em direção à reitoria. O objetivo era mar- car uma reunião entre os representantes dos sindicatos e o reitor para discutir a questão. A porta blindada foi, novamente, até onde os representantes conseguiram chegar. Após um período de espera, as entidades conseguiram a promessa de que uma reunião seria marcada. A atitude é uma demonstração da queda de braço desnecessária que a reitoria tenta impor. É deprimente ver “ex-sindicalistas” chegarem a cargos importantes e comportarem-se como ditadores! Dias depois, representantes do Sintuperj e da Asduerj foram à Superintendência de Recursos Humanos (SRH) para discutir os problemas do AEDA 34. De acordo com o superintendente Sérgio Correa Marques, Vieiralves já demonstrou intenção de fazer alterações no documento. Essa atitude evidencia que a luta e a mobilização surtiram efeito. A reitoria recuou. Agora, é preciso manter a organização para impedir mais cortes e surpresas desagradáveis. AEDA 38 – Mais um ataque ao Plano de Carreira O AEDA 38 institui gratificação temporária para os advogados da Uerj. Segundo o reitor, este benefício foi oferecido aos advogados do estado pelo governo através de um decreto administrativo. O Sintuperj questio- nou mais uma política de gratificações adotada pela reitoria. Como sabemos as gratificações não são incorporadas ao vencimento e nem entram no cálculo para efeito de aposentadoria. Esta medida é um ataque frontal ao Plano de Cargos e Carreira (PCC). Não queremos bonificações para uns e outros. Queremos reajuste salarial para todos e aperfeiçoamento do PCC com au- mento nos percentuais dos níveis. O sin- dicato também questionou se a retirada do auxílio excepcional dos aposentados e todas essas restrições são a conta à pagar pela gratificação dos advogados. os pr a n a g v p a N ou to m di do e pa JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 3 nte-- quee ficaa bémm moss nto,, o aoo bili- uma essa ram A 34 e os xílio ntu- ssos to é sin- nde adas tra- s, o nte, as uin- 38 dá upo de am-se na do Acordo oal, também etivo (AC), ee te ato, oss mm óricos e o 38 oferece gratificações a Seus direitos
  4. 4. JORNAL DO SINTUPERJ | JANEIRO DE 20114 Fátima Diniz* AComissãoPermanentedePlanejamen- to e Desenvolvimento (CPPD) do Conselho Universitário, composta por professores, técnico-administrativos e estudantes iniciou2010comtrabalhosmaisestrutura- dos. Logo nas primeiras reuniões da comis- são ficou acertado entre todos os membros que, na questão do orçamento para a uni- versidade,teríamoscomotetoomínimode 6% da receita tributária líquida (RTL) do Estado. Depois de acertado esse primeiro detalhe, tivemos como foco a recuperação da nossa autonomia universitária de direi- to e de fato. Assim, foi de certa maneira fácil defender algumas de nossas históri- cas posições no Conselho Universitário. A mais antiga delas é o nosso índice de reajuste dos salários, já que a defasagem no inicio de 2010 estava em 87,61%. A outra questão que não poderíamos deixar de mencionar é o preenchimento dos cargos em sua totalidade, tanto para os técnico-administrativos como para os Trabalhadores e estudantes sofrem na pele, todos os dias, com as condições precá- rias em que se encontra a Uerj. São lâmpa- das queimadas, banheiros quebrados, teto e paredes literalmente caindo aos pedaços, equipamentos de trabalho sem condições de uso, falta de materiais. Além disso, as perdas salariais desvalorizam o servidor que luta por uma vida digna. Para que problemas como os citados acima e muitos outros possam ser resolvidos, um primeiro passo seria o governo destinar à Uerj um orçamento que atendesse às demandas da comunidade universitária. Porém, mais uma vez o governo Cabral nos afronta com um orçamento muito abaixo do que foi aprovado no Conselho Universitário. Isso mostra um descompro- misso com a educação pública de qualidade. É bom lembrar que este dinheiro não é do governo. É da população que paga seus im- postos e precisa receber de volta um serviço público de qualidade. Lutar por um orça- mento que nos tire da lamúria é lutar por uma sociedade mais justa e democrática. Reajuste só para o governador Enquanto trabalhadores do serviço público do Rio sofrem diariamente com os péssimos salários, no “apagar das luzes” de 2010, a Alerj aprovou, em discussão única, o projeto de lei 3.372/10, da Comissão de Orçamento, Fiscalização Financeira e Con- trole, que reajusta os salários do governador, vice-governador e secretários de Estado a partir de janeiro de 2011. Isso significa que Orçamento insuficiente irá prejudicar funcionamento da Uerj em 2011 Mais uma vez Cabral corta verbas para a universidade o salário do Sérgio Cabral passará de R$13,4 mil para R$17,2 mil. Já os secretários e o vice-governador, que atualmente recebem R$10 mil, passarão a ganhar R$12,9 mil. Na Uerj, a situação é gravíssima O Conselho Universitário, instância máxima de deliberação da universidade, aprovou um orçamento superior a R$ 1 bilhão. Para chegar a esse valor, a Comissão Permanente de Planejamento e Desenvol- vimento avaliou os dados encaminhados pela Diretoria de Planejamento e Orçamento (Diplan), que recebeu de todas as unidades acadêmicas suas propostas orçamentárias. Desta forma, é possível perceber as reais necessidades da universidade. Esse valor foi encaminhado ao governo, que cortou boa parte de nossas demandas e enviou para aprovação na Alerj o valor de aproxi- madamente R$650 milhões. De olho nos números Não podemos deixar que números e ter- mos técnicos nos confundam. O orçamento destinado à Uerj em 2011 não será suficiente para atender todas as demandas da univer- sidade. Para os desatentos, estamos falando em um total de 696.342 metros quadrados de área construída, segundo informações do DataUerj. São cerca de 5000 servidores e mais de 26 mil estudantes. A Uerj tem uma estrutura gigantesca e é por isso que a luta por um orçamento que garanta o bom funcionamento de toda a universi- dade precisa ser intensificada ano a ano. Notícias do Sintuperj Audiência Pública da Comissão de Educação sobre orçamento Orçamento é necessário para o pleno funcionamento da Uerj Valor aprovado pelo Conselho Universitário para o governo Valor autorizado pelo governo à Alerj Valor das emendas apresentadas para a recuperação do orçamento R$ 1.503.574.505,00 R$ 650.686.386 R$ 940.378.840,00 professores. Conseguimos que o Conselho entendesse que essa era a hora de se posi- cionar para o bem de toda a comunidade da Uerj. Assim, depois de aprovado o pa- recer da comissão no Conselho, partimos para o segundo round. No dia 16 de no- vembro tivemos na audiência pública com a Comissão de Educação e lá entregamos a nossa proposta conjunta das entidades sobre as emendas para o orçamento 2011. Este foi um momento importantíssimo pela defesa de nossa autonomia univer- sitária, pois lá defendemos não só como conselheiros universitários, mas como di- rigentes sindicais. No dia 20 de dezembro, a Alerj votou a Lei Orçamentária Anual. Todas as emendas propostas pela Comis- são de Educação foram aprovadas. Agora, esperamos que o governo faça o mesmo. *Coordenadora de Formação do Sintuperj e membro da Comissão Permanente de Planejamento e Desenvolvimento do Conselho Universitário (Consun) Veja as emendas apresentadas  Restauração do item referente a pessoal e encargos sociais aporte de R$909.732.520,00, visando garantir a manutenção da folha de pagamentos, a implantação definitiva dos planos de cargos e salários, reajuste salarial de todos os servidores e concursos públicos sob o regime estatutário.  Restauração do item referente à recuperação e modernização do Hospital Universitário Pedro Ernesto, o que representa um aporte de R$ 15.519.000,00, para garantir o atendimento de qualidade à população do estado do Rio de janeiro;  Restauração do item referente a ampliação e reequipamento da Uerj, com um aporte de R$14.927.320,00, com o objetivo de garantir a manutenção de nossos prédios, bem como os projetos de interiorização, assegurando a qualidade nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Preste atenção na diferença entre os valores JéssicaSantos
  5. 5. JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 5 O setor de psiquiatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) inaugurou em dezembro três novos espaços. A reforma foi resultado da luta dos trabalhadores, que há tempos pressionam por condições dignas de trabalho e atendimento. Agora, o se- tor conta com o espaço de atividades e convivência Nise da Silveira, com sala de terapia ocupacional José Luiz Monteiro e uma ala destinada a tra- tamento de pessoas com alcoolismo. Em outubro de 2009, o setor de Psiquiatria do Hupe solicitou ajuda ao Sintuperj para denunciar as péssi- mas condições em que se encontrava a unidade e cobrar soluções para os problemas enfrentados. Uma comis- são formada pelos coordenadores do sindicato comprovou de perto uma triste realidade. As condições em que se encontravam as áreas hoje reformadas eram as piores possí- veis: tetos desabando, instalações elétricas precárias e infiltrações são alguns exemplos do descaso com a saúde pública que quase resultou em grave acidente e obrigou o serviço a diminuir o número de atendimentos. Havia um processo de degradação, tanto por questões econômicas, como políticas. Naquelas condições, o serviço estava comprometido. Hoje, depois de muita pressão, temos a recuperação de um espaço de ensino que presta um serviço público de referência , declarou Paulo Pavão, chefe do setor de Psiquiatria do Hupe. Para Regina Souza, coordenadora de Segurança e Saúde do Trabalha- dor do Situperj, a luta precisa conti- nuar. ”É sempre bom ver o resultado de uma luta. Mas temos que avançar. Não podemos deixar que este espaço reformado se transforme em um ‘navio-fantasma’. Temos que lutar para que seja realizado concurso público para ocupar esses postos de trabalho”, afirmou. As batalhas para que os trabalhadores do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) tenham condições de trabalho e salário digno estão se intensificando. No final de 2010, o Plano de Cargos e Carreira (PCC) dos técnico-administrativos sofreu mais um ataque. As gratificações, que tanto favorecem certos grupos em detrimento de toda uma categoria, não passam de um dos métodos divisionistas do governo. Em mo- mento algum, na esfera administrativa da universidade, fala-se em valorização do PCC, com a melhoria nos percentuais dos níveis. O Sintuperj recebeu denúncias de que um grupo estaria sendo beneficiado com políticas da direção do Hupe. Em reunião com o sindicato, o diretor do hospital, Rodolfo Acatauassú, afirmou que houve uma ”mudança de paradigma” em relação à carga horária dos anestesistas. Segundo o reitor da Uerj, Ricardo Vieiral- ves, foi aberta uma sindicância para apurar o assunto, após denúncia do conselheiro da bancada dos técnico-administrativos no Conselho Universitário e coordenador geral do Sintuperj, Jorge Gaúcho , durante uma sessão do Consun. A comissão que executará esta sindicância já está formada, porém sem paridade, visto que a mesma se constitui de quatro docentes e um técnico- administrativo. A comunidade acadêmica aguarda esclarecimentos, certa de que o plano de carreira será respeitado. Condições de trabalho no Hupe No que diz respeito às condições de tra- balho dos funcionários do Hupe, encontra- mos o situação absurda. Em muitos setores há colchões rasgados, armários quebrados, ar-condicionado inutilizável, falta de jane- las e ventilação, higiene precária. Segundo a delegacia sindical do Sintuperj no Hupe, a situação de precarização já dura muitos anos e há falta de vontade política para resolver esses problemas. Um exemplo vivo deste descaso é a situ- ação que estão submetidos os trabalhadores da manutenção. A história é antiga. Em 2008, o prédio que abrigava o setor foi demolido. Os cerca de 100 trabalhadores fo- ram alocados em 21 containeres, de 2,44m de largura e 6m de comprimento, revestidos em ferro. No verão, o calor é insuportável. Parte dos equipamentos ficou do lado de fora, pois eram grandes demais para o container. Trabalhar nessas condições é degradante. De acordo com as promessas feitas aos trabalhadores, a mudança seria temporária. No entanto, mais um ano se inicia e nada mudou, aliás, só piorou. Enquanto servidores trabalham em situação degradante, há um grande des- Hupe resiste a ataques Trabalhadores lutam para que a maior Unidade da Uerj continue sendo sinônimo de excelência em atendimentos perdício de dinheiro e uma clara lógica de privatização. Por quanto tempo mais os trabalhadores do Hupe serão obrigados a trabalhar em condições tão precárias? O Sintuperj continua na luta para reverter esse quadro de precarização do hospital. Ainda este ano, o Sintuperj posicionou- se veementemente contra a implantação das fundações estatais de direito privado. Para bancada de luta dos técnico-adminis- trativos no Consun, a minuta apresentada pela reitoria na época, embora não utili- zasse o termo fundação estatal de direito privado e nem mencionasse o Projeto de Lei Complementar (PLC) 45/2010, que permite a venda de leitos dos SUS nos hospitais públicos para os planos de saúde, tentou preparar todo o campo político e jurídico para surgimento dessa prática privatista. Mas o Sintuperj e a comunidade univer- sitária foram à luta, e impediram tamanha atrocidade com mais um hospital público, o Hupe. O Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal já estão sendo acionados nas questões inconstitucionais da venda dos leitos do SUS e das Organizações So- ciais. No nosso entendimento, além da mo- bilização nacional, estes órgãos precisam ser acionados também para rever a questão das Fundações Estatais de Direito Privado e outras formas de privatização da saúde. Ronda nos Campi Coordenadores do Sintuperj em reunião com direção do Hupe reformado se transforme em um ‘navio-fantasma’. Temos que lutar para que seja realizado concurso público para ocupar esses postos de trtrababalalhoho”,, aafifirmrmouou.. Psiquiatria do Hupe inaugura alas para atendimento
  6. 6. JORNAL DO SINTUPERJ | JANEIRO DE 20116 Os servidores da Uerj iniciaram o ano de 2010 em estado de greve, primeiro passo para fortalecer a campanha por reajuste salarial. A partir daí foram muitas lutas. Contra a privatização do Hupe, pela de- mocracia na Uerj, eleições para o Conselho Universitário (Consun) e para o próprio sindicato, posse da nova diretoria. Ufa! Fo- ram muitas batalhas e também muitas con- quistas. Com muita pressão, conquistamos o importante reajuste, mesmo que em 12 vezes. Após 22 anos de espera, finalmente saiu o primeiro “atrasadão” para o Hupe, já que um dos precatórios foi pago. Vitória da pressão e da mobilização. O Sintuperj comemorou seus 10 anos de existência, os 12 anos do Pré-Vestibular Comunitário e chamou os servidores para a luta mais uma vez. Na Uenf, os trabalhado- res também se destacaram pela garra. Lá, os servidores encerraram o ano em greve que ainda não tem dia certo para acabar. Em 2011, ainda teremos muito o que construir e, com certeza, muito para comemorar! Luta pelos 6% da RTL para a Uerj Este foi mais um ano de batalhas na Comissão Permanente de Planejamento e Desenvolvimento (CPPD) e no Consun para garantir um mínimo de investimen- tos digno para a universidade. Sintuperj, Retrospectiva 2010: muitas luta Com mobilização os trabalhadores podem conquistar muita Notícias do Sintuperj Asduerj e movimento estudantil se manti- veram firmes na defesa pela garantia dos 6% da Receita Tributária Líquida (RTL) do estado para a Uerj. O governador Sérgio Cabral reeditou, em 2008, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que cassa este direito, impedindo, mais uma vez, a garantia da autonomia da Uerj. O Sintuperj realizou assembleias e para- lisações em defesa de investimentos decen- tes para a universidade. Com mobilização, a comunidade da Uerj conseguiu aprovar no Conselho a defesa de 6% da RTL como mínimo a ser investido, e não como teto, como defendia o reitor. Contra a privatização do Hupe! O fantasma das Fundações de Direito Privado rondou o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) em 2010. Logo no início do ano, a comunidade já estava atenta à minuta elaborada pela reitoria que visava conceder autonomia plena ao Hupe. Em outras palavras, a minuta des- vinculava da Uerj todos os procedimentos administrativos e financeiros do hospital. Assim, além de amargar enormes perdas de recursos, o risco real da implantação de um modelo privatista estaria próximo. Setores inteiros do Hupe dirigiram-se ao Consun para protestar contra a minuta. Servidores do Hupe, da Uerj e estudantes lotaram o Conselho para exigir que o reitor retirasse da pauta de votação esta proposta. E o resultado foi a vitória: Vieiralves foi obrigado a retirar a proposta. Processos contra lideranças sindicais: a democracia venceu Com o objetivo de mobilizar os servi- dores na luta contra a minuta do Hupe, o Sintuperj distribuiu diversos materiais so- bre o assunto. Com a categoria informada e mobilizada, a vitória era questão de tempo. Sentindo de perto a ameaça representada pela mobilização dos trabalhadores e estu- dantes da Uerj, o reitor resolveu, mais uma vez, mostrar suas garras. Em uma atitude autoritária, processou o sindicalista Jorge “Gaúcho” e a então jornalista do Sintuperj, Silvana Sá. Entretanto, após a circulação de um manifesto que contou assinaturas de pessoas do Brasil inteiro e uma bela manifestação no Consun, o reitor retirou o processo. Mais uma vitória da mobilização dos trabalhadores! Ano de eleições Em 2010, os técnico-administrativos escolheram seus representantes na Uerj. Em maio, foram realizadas eleições para o Conselho Universitário. Embora não seja paritária, ou seja, a representação dos setores seja diferenciada dentro do pró- prio Consun, os trabalhadores mostraram sua importância e a vontade de continuar a luta por uma universidade pública de qualidade. O Hupe mais uma vez mostrou sua força nas urnas e elegeu três chapas do coletivo “Sempre na Luta”. Nas Unida- des Acadêmicas, os servidores escolheram como representantes pessoas comprome- tidas com a luta dos trabalhadores e que fazem oposição ao reitor e à sua política de precarização. Já na Administração Central, a máquina do poder prevaleceu e duas as chapas formadas pelos assessores do reitor venceram as eleições. Nos meses de agosto e setembro foi a hora de escolher a nova diretoria do sindi- cato. Foram duas chapas concorrendo à Di- retoria Executiva, uma ao Conselho Fiscal, uma à Delegacia Hupe e duas à Delegacia Uenf. A Chapa 1 – “Ousar e Lutar” venceu as eleições na Uerj e na Uenf com 64% dos vo- tos, e tomou posse no dia 24 de setembro. E 2010 não foi um ano apenas de eleições internas. O país também passou pelo processo eleitoral para escolha do presidente, dos governadores, senadores e deputados estaduais e federais. Atento à repercussão da campanha eleitoral dentro da Uerj, o Sintuperj se manifestou contra a
  7. 7. JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 7 s e vitórias. Que venha 2011! as vitórias aparição pública do reitor, Ricardo Vieiral- ves, na campanha de Jorge Picciani, candi- dato ao senado. Vieiralves não deu sorte ao candidato, que perdeu as eleições, mesmo estando bem posicionado nas pesquisas. Já o resultado das eleições presidenciais teve um significado histórico: uma mulher, perseguida política na época da ditadura, foi eleita e é a primeira a ocupar o cargo de Presidente da República. Resta saber agora o significado político com as medidas que serão tomadas, se a favor ou contra os trabalhadores. Campanha salarial unificada As mobilizações em torno da campanha pelo reajuste salarial começaram logo em janeiro. Na primeira assembleia do ano, foram traçadas as metas do Plano de Lutas para o primeiro semestre. A unidade entre as categorias marcou 2010. Em assembleia lotada realizada em abril de 2010, foi lan- çada a Campanha Salarial Unificada, em conjunto com a Asduerj e Aduenf. Tanto a Uerj quanto a Uenf sofrem com o suca- teamento e a desvalorização do servidor público. A unidade foi necessária para enfrentar o inimigo comum: um governo do Estado que achata salários e tem como política a precarização dos serviços pú- blicos e a consequente para privatização. Depois de muitas mobilizações, pressão na reitoria, paralisações, idas à Secretária de Ciência e Tecnologia e à Alerj e ações como a ocupação de cerca de 50 servidores da Uerj na Secretaria de Estado de Planeja- mento e Desenvolvimento (Seplag); a luta dos trabalhadores, felizmente, obteve resul- tado. Em junho, os técnico-administrativos da Uerj e da Uenf conquistaram um reajuste salarial, dividido em 12 parcelas mensais. Esse percentual é muito baixo se comparado aos 82% de perdas salariais, mas, ainda assim, representou uma vitória. Só não podemos esquecer que a luta por salários dignos e melhores condições de trabalho continua e só com mobilização poderemos conquistar ainda mais vitórias! Ano de comemorações no Sintuperj Em 2010, o Sintuperj e a Asduerj come- moraram juntas o dia do Servidor Público, 28 de outubro. Neste dia, as entidades organizaram um grande ato político pelo aniversário de 10 anos do Sintuperj. O Sintuperj foi fundado no dia 31 de ou- tubro de 2000 após a fusão das Associações de Servidores Asuerj, Ashupe e Asfenorte. Mesmo sendo um sindicato relativamente jovem, o Sintuperj carrega em sua história grandes vitórias para a categoria técnico- administrativa. Uma delas é o Plano de Car- gos e Carreira, aprovado por lei, e fruto do trabalho e mobilização dos trabalhadores. Mas muita luta ainda está por vir! Os festejos também aconteceram por conta dos 12 anos do Pré-Vestibular Co- munitário do Sintuperj. Com altos índices de aprovação, é um dos maiores projetos de formação do Sintuperj. O curso tem como missão promover a conscientização política dos estudantes e conta com altos índices de aprovação nos vestibulares das universidades públicas. Uenf encerra o ano em greve! Na Uenf foram realizadas inúmeras paralisações em luta por salários dignos e melhores condições de trabalho. O descaso do governo com a universidade fez com que os servidores entrassem em estado de greve por mais de uma vez. Os técnico- administrativos lutam pela recomposição salarial, uma vez que as perdas acumulam 82%, pela manutenção da isonomia salarial dos servidores, aumento dos auxílios creche e alimentação, auxílio excepcional para os filhos de servidores com necessidades espe- ciais e realização de concursos. Após várias assembleias comunitárias, a Uenf tomou as ruas de Campos em um ato público para chamar a atenção da população para os problemas da universidade. Sem possibili- dade de negociação, não restou alternativa aos trabalhadores senão deflagrar a greve. Continuamos apostando no dialogo e que as autoridades se sensibilizem e apresen- tem uma proposta que faça a universidade retomar o seu pleno funcionamento. Relação com a Alerj O Sintuperj manteve uma relação cordial com a Assembleia Legislativa e participou ativamente de várias audiências públicas sobre a Uerj e Uenf. Mais do que isso, trouxe a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades à Uerj para denunciar o descaso a que estamos submetidos. Dentre as diversas audiências, destacamos as que tiveram como tema a reivindicação dos precatórios, o combate à privatização do hospital, condições de trabalho nas univer- sidades públicas e reajuste salarial. Sintuperj nos Campi O sindicato foi às unidades regionais para ouvir os trabalhadores. As demandas são semelhantes e o sentimento de aban- dono é corrente. O afastamento do espaço que é o Centro do Poder parece relegar nossos trabalhadores ao esquecimento. Vamos continuar na luta para reverter essa situação e lutar por uma maior valorização dessas unidades e servidores. Trabalhadores lotam escadaria da Alerj na luta por reajuste. Coordenadores do Sintuperj em reunião com trabalhadores da manutenção. Mobilização no Hupe contra a minuta do reitor. Trabalhadores do Hupe lotam Consun em defesa do hospital contra a minuta do reitor e Uenf dá visibilidade à greve em manifestação nas ruas de Campos Fotos: Imprensa Sintuperj
  8. 8. JORNAL DO SINTUPERJ | JANEIRO DE 20118 Quem esteve na Uerj no dia 21 de de- zembro se deparou com salas e corredores vazios. As aulas já haviam sido encerradas e boa parte dos setores parecia ter ante- cipado o recesso. Porém, ao apagar das luzes, a última sessão de 2010 do Conselho Universitário (Consun) foi realizada. Na pauta, a votação do projeto de resolução que estabelece sanções disciplinares para atos de discriminação praticados dentro da Uerj, entre outros assuntos. A sessão do Consun foi uma sucessão de incoerências. A começar pela atitude do rei- tor Ricardo Vieiralves, que propôs o projeto de resolução, mas, em plena discussão das questões de ordem levantadas, realiza o primeiro ato de discriminação ao tecer um infeliz comentário discriminando o estado do Rio Grande do Sul e a região Nordeste do país. O reitor declarou saber “porque cer- tas pessoas oriundas do Sul e do Nordeste se abstêm em certas votações”. Ou seja, o próprio gestor da universidade declara publicamente seu preconceito em relação a pessoas vindas dessas regiões. A fala foi dirigida ao conselheiro da bancada dos técnico-administrativos, Jorge Luiz “Gaú- cho”, que solicitava explicações sobre como seria o encaminhamento da votação. Após veementes protestos vindos da assistência e do próprio conselheiro, o reitor reconheceu o deslize e se desculpou. A pergunta que não quer calar é: se a resolução já estivesse em vigor, qual seria a punição para o reitor? Constrangeu até o convidado O infeliz comentário de Vieiralves e sua inabilidade na condução do debate constrangeu inclusive o próprio convidado, Claudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio. Por encaminhamento do reitor, a participação do superintende foi votada e aprovada pelos conselheiros. Ao iniciar sua fala, Claudio declarou ser “negro, gay e nordestino” e, por isso, vítima de inúmeros preconceitos. Para ele, a resolução é importante “por reconhecer minorias sociais e políticas e tornar visíveis as suas demandas”. Logo após a exposição de Claudio Nascimento, iniciou-se uma discussão de como seria a votação. Um dos problemas colocados foi a ausência dos conselheiros da bancada estudantil que não tiveram os seus mandatos prorrogados e não puderam par- ticipar da sessão. Membros da bancada dos técnico-administrativos argumentaram não estarem contemplados, sem a presença dos estudantes, em votar algo tão importante, que atinge diretamente as três categorias da universidade. A solução apresentada por Vieralves, portanto, foi a de votar a necessidade da existência de uma resolução sobre tema tão relevante. O texto da resolução não foi votado. Ou seja, os conselheiros aprova- ram continuar a discussão sobre o tema. Última sessão do Consun de 2010 é marcada por fala preconceituosa do reitor Bancada técnico-administrativa também denunciou a estratégia de Vieiralves em dividir a categoria Cobranças Logo no expediente foram denunciadas as estratégias de divisão da categoria com gratificações para algumas carreiras, como é o caso da AEDA 38. “Não temos nada o que comemorar. Só estamos vendo mano- bras para ‘apagar incêndio localizado’ e não resolver os problemas. Os investimentos no Plano são pouquíssimos. Temos duas minutas no governo que não andam. O nível superior acumula 30% em perdas. Alguns profissionais, como os médicos, olham o baixo salário que se paga aqui e vão embora. Temos o que comemorar?”, questionou Jorge “Gaúcho. Durante a sessão, o conselheiro técnico- administrativo e também coordenador geral do Sintuperj, César Lopes cobrou solução para um processo que está tramitando na Direto- ria Jurídica há quase 12 anos. Trata-se de um grupo de trabalhadores que querem passar para regime estatutário, mas depois de todo esse tempo, ainda não obtiveram respostas. Reitor faz fala preconceituosa em último Consun de 2010 JéssicaSantos Notícias do Sintuperj
  9. 9. JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 9 Seminário Nacional da Frente de Luta Contra a Privatização da Saúde é realizado na Uerj RaquelJunia-EPSJV/Fiocruz Este ano foi marcado pelo esforço de diversos movimentos sociais de todo o país para construir a luta contra a privatização da saúde. Diversos estados articularam reuniões, seminários e plenárias para unir todos esses fóruns em uma frente nacio- nal. No Rio, muitas reuniões aconteceram, inclusive, na Uerj, e contaram com a par- ticipação do Sintuperj. Articulação nacional A Frente Contra a Privatização da Saúde realizou nos dias 22 e 23 de novembro, no Campus Maracanã da Uerj, o 1º Seminário Na- cional da Frente de Luta Contra a Privatização da Saúde, com o tema “20 anos de SUS: lutas sociais contra a privatização e em defesa da saúde pública estatal”. Participaram traba- lhadores, estudantes, representantes de mo- vimentos sociais e de centrais sindicais, além de militantes de diversos estados. Na mesa de abertura, a professora da Faculdade de Serviço Social da Uerj, Maria Inês Bravo, explicou que o objetivo do seminário era o de somar forças contra o processo de privatização da saúde. Ao final do seminário, os participantes elegeram uma coordenação nacional com- posta por diversas entidades e aprovaram propostas de fortalecimento da Frente e ati- vidades de mobilização e formação política. A luta contra a privatização da saúde A Frente Nacional contra a Privatiza- ção do SUS, formada por entidades liga- das à saúde e movimentos sociais, foi à Brasília nos meses de outubro e novembro com o objetivo de sensibilizar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgarem procedente a Ação Direta de In- constitucionalidade (ADI) que derruba a Lei 9.637/98, que cria as Organizações Sociais. Saúde x privatização: entre a vida e o dinheiro Movimentos sociais se unem em defesa da saúde pública e de qualidade De acordo com Monica Lima, coordenadora de formação do Sintuperj, os movimentos sociais e sindicais precisam estar atentos aos sucessivos ataques à saúde pública e se organizar para a luta. “Soubemos que grupos que defendem as OS estavam visitando os ministros do STF diariamente, e que a estes grupos foi dado direito de defesa das OS no dia da votação da procedência da ADI. Então, a Frente reivindicou judicialmente também seu direito a fala, para acusar as OS. A resposta foi favorável”, afirmou Monica. Até o fechamento desta edição, a Frente realizou audiência com seis, dos 11 minis- tros. Foi entregue aos magistrados uma Brasil As Organizações Sociais foram cria- das por meio de uma Medida Provisória em 1997. No projeto neoliberal das OS, qualquer organização não governa- mental (ONG) ou Associação de usuá- rios pode se habilitar a administrar um estabelecimento de saúde, desde que tenham no estatuto as regras impostas pela Medida Provisória. Mesmo sendo “sem fins lucrativos”, a proposta é Como funcionam as OS na saúde? que essas organizações sejam de “direito privado”, o que abre portas para a priva- tização da saúde. Tais entidades recebem dinheiro público para realizar suas atividades, mesmo sendo de “direito privado” e prestam serviços péssimos à população. Podem fazer compras e contratos sem nenhum tipo de fiscaliza- ção do governo, ou seja, não há licitações para aquisição de materiais. Dessa forma, o superfaturamento é um problema corri- queiro. Além disso, as entidades podem prestar serviços para terceiros, criando um abismo entre os que podem pagar e os que utilizam o Sistema Único de Saúde. E para completar, podem contratar pessoal sem concurso público, adotando a CLT. O desrespeito aos direitos dos trabalhadores também é prática comum das OS. O mais recente ataque ocorreu em São Paulo com aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 45/10, que permite as OS a venda de 25% dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), para planos privados de saúde e hospitais particulares. Temos que ficar atentos, pois esta política privatista já ronda os hospitais públicos do Rio de Janeiro e precisamos lutar contra este modelo. série de documentos para embasá-los na hora de decidir sobre seus votos. Entre eles está o “Relatório Analítico de Prejuízos à Sociedade, aos Trabalhadores e ao Erário por parte das OS: Contra Fatos não há argumen- tos que sustentem as Organizações Sociais no Brasil”. Esse documento comprova, por meio de dados e reportagens publicadas em diversos veículos de comunicação, os inúmeros danos causados ao Serviço Pú- blico, especialmente à Saúde Pública, pelo modelo privatista das Organizações Sociais. Nele também consta uma cópia do abaixo- assinado em defesa da procedência da ADIN 1.923/1998, com mais de 4.200 assinaturas. No apagar das luzes de 2010, mais um ataque. O ex-presidente Lula assinou uma medida provisória (MP 520) que cria a EBSH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. “Devido a resistência dos movimentos sociais e sindicais à proposta das fundações, na cala- da do dia 31 de dezembro, no último dia de sua gestão, o governo implementa um novo subterfúgio, sem nenhum debate com a so- ciedade organizada, para privatizar a gestão do SUS e atacar o funcionalismo público. É necessário mais do que nunca que estejamos fortes contra as Fundações e articulemos uma resposta coletiva que faça o novo go- verno recuar da MP 520/2010”, disse Monica. ddddee qqqqqqqqqqqqqqqqqquuuuuaaaaallllllllliiiiiiiiiiiiiiiiddddddddddddddddddaaaaaaaaaaaaaaadddddddddddeeeeeeeee JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 9
  10. 10. JORNAL DO SINTUPERJ | JANEIRO DE 201110 Rio de Janeiro Segurança pública deve promover a paz e não a violência Entre o fim do mês de novembro e o início de dezembro, o Rio de Janeiro viveu momentos de terror. A desconfiança da população para com o poder público e o medo disseminado pela mídia, fez com que qualquer atitude fosse justificada. Foi então que os governos do estado e federal decidiram promover uma ação conjunta para invadir os conjuntos de favelas da Vila Cruzeiro e do Alemão. Exército, Marinha e Polícias Civil e Militar resolveram mostrar todo o seu poder, lançando fogo contra criminosos, famílias, casas, jovens, idosos, crianças. A política de segurança pública do governo do estado vem sendo questionada por intelectuais, militantes e moradores de favelas, mas não pela mídia. O Jornal do Sintuperj reuniu trechos de textos que ajudarão à reflexão sobre o tema. ImprensaSintuperj ArquivoPessoalMarianaGomes Temos no Rio de Janeiro, de um lado, as elites enclausuradas em resorts e condomínios de luxo, e de outro a população pobre e excluída. As atrocidades propagandeadas têm origem social, política e econômica, associadas ao sistema desumano, injusto e cruel que é o capitalismo. E também é sabido que o capital cria as condições de sua própria degeneração. É o que está acontecendo. (Alberto Dias Mendes – Coordenador geral do Sintuperj) JorgeL.Campos/ObservatóriodeFavelas O Jornal Nacional definiu o caos no Rio de Janeiro, salpicado de cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória: o dia em que as polícias ocuparam a Vila Cruzeiro. Ou eu sofri um súbito apagão mental e me tornei um idiota contumaz e incorrigível ou os editores do JN sentiram-se autorizados a tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas. Ou se começa a falar sério e levar a sério a tragédia da insegurança pública no Brasil, ou será pelo menos mais digno furtar-se a fazer coro à farsa. (Luiz Eduardo Soares, antropólogo e cientista político) Apesar deste quadro absurdo, o governo do estado do Rio de Janeiro tenta mais uma vez esvaziar e desviar o debate, transformando um momento de crise em um momento triunfal das armas do Estado. Nem as denúncias que chegaram às páginas de jornais – como, por exemplo, as que apontam para a fuga facilitada de chefes do tráfico – foram respondidas e investigadas. Independente disso, os relatos que saem do Alemão e da Vila Cruzeiro escancaram um fato que jamais pode ser ignorado na discussão sobre segurança pública no Rio de Janeiro: as forças policiais exercem um papel central nas engrenagens do crime. Qualquer análise feita por caminhos fáceis e simplificadores é, portanto, irresponsável. E muitas vezes, sem perceber, escorregamos para estas saídas. (Manifesto Público de Organizações de Direitos Humanos sobre os acontecimentos no Alemão e na Vila Cruzeiro: Justiça Global; Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência; Conselho Regional de Psicologia/RJ; Grupo Tortura Nunca Mais/RJ; Instituto de Defensores de Direitos Humanos; Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis) Mente quem diz que a luta contra a desigualdade, pelos direitos humanos, é ultrapassada. E não será até que se possa afirmar que existe a liberdade com a garantia do acesso livre para todo cidadão aos direitos estabelecidos em comum acordo por muitos países das mais diversas culturas. Precisamos fazer a nossa parte na construção, se não do mundo, de um Rio de Janeiro menos sangrento, mais azul e em paz, quem sabe, a melhor cidade da América do Sul, mas para todos, não só para alguns. (Marcelo Freixo, deputado estadual - PSOL) Moradores vivem anos de opressão, e não querem mais sofrer com a criminalização da pobreza. Não sabem a quem denunciar tantas violações que estão sofrendo, não confiam em quem os oprimem todos os dias. A mídia espetaculariza os fatos, dando a ideia de que chegou a paz, mas não comenta sobre os abusos sofridos pelos moradores. Não questiona a entrada da polícia nas casas dessas pessoas, não questiona se a UPP resolve o problema do tráfico, já que não é dentro da favela que os financiadores estão. (Gizele Martins, estudante e moradora da favela da Maré)
  11. 11. JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 11 A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), localizada em Santa Cruz, zona oeste do Rio, está prejudicando a saúde de moradores da região. Fruto de uma parceria entre o grupo alemão ThyssenKrupp e a brasileira Vale, a CSA foi inaugurada em julho do ano passado e com cerca de um mês em operação, começou a expelir uma fuligem durante a fabricação do aço que poluiu o ar no entorno da usina. Na época, a Secretaria Estadual do Ambiente multou a companhia em R$ 1,8 milhão. No entanto, a multa não foi o suficiente para a siderúrgica resolver o problema, uma vez que as emissões de material particulado, gases tóxicos e me- tais continuam, apesar da empresa afirmar que é só grafite. Em coletiva de imprensa realizada no dia 5 de janeiro de 2011, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou que uma nova multa ficou estipulada em R$2,8 milhões. Ainda de acordo com o secretário, R$14 milhões de- verão ser pagos imediatamente pela CSA em medidas compensatórias, que serão conver- tidas integralmente à região de Santa Cruz. ParaCSA,emissõesnãoagridemasaúde Em nota divulgada pela CSA, a empresa classifica as emissões como um “incomodo gerado” aos vizinhos e garante que elas não provocam danos à saúde. De acordo com a empresa, o grafite é inerte e não tóxico e que sua poeira forma flocos de grandes dimensões, que não chegam aos pulmões. No entanto, o pneumologista Hermano de Castro, chefe do ambulatório de Doenças Pul- monares Ambientais e Ocupacionais da Esco- la Nacional de Saúde Pública (ENSP), ligada à Fiocruz, alerta que o material pode conter outros metais que podem provocar câncer a longo prazo. “Poeira de siderurgia pode não ser só grafite. A literatura de vazamento de siderurgias revela que, em geral, há uma composição de metais variados, como zinco e cromo, que podem ser mais graves à saúde. Também precisamos avaliar o percentual de fração respirada pela população”, afirmou Castro, em entrevista à Agência Brasil. Ainda de acordo com o pneumologista, mesmo que a fuligem seja formada apenas por grafite, ainda há riscos à saúde, uma vez que principalmente crianças e idosos podem ter quadros de asma e bronquite agravados. “Mesmo que seja só grafite, as pessoas não devem respirar grafite, as pes- soas não vivem respirando grafite achando que isso é inerte”, acrescentou Castro. Denúncias chegarão à Alemanha Pesquisadores, ambientalistas, institui- ções e moradores estão em uma intensa mo- bilização para denunciar as irregularidades socioambientais cometidas pela CSA. Segun- do a bióloga Mônica Lima, coordenadora de formação do Sintuperj e integrante do grupo multidisciplinar de especialistas que está acompanhando o impacto da siderúrgica em Santa Cruz, um documento está sendo pre- parado para comprovar os danos provocados à saúde dos moradores e ao meio-ambiente. O objetivo é entregar o dossiê para autori- dades brasileiras, representantes da Alemanha (onde fica da sede da ThyssenKrupp) e para sócios e acionistas da Vale em vários países. De acordo com Mônica, os documentos recebidos por órgãos ambientais e acionistas alemães não mostravam as comunidades vizinhas à empresa. “Eles indicavam que não havia moradores próximos”, afirma a coordenadora. Todos na luta! Instituições como a Fundação Oswaldo Cruz e a Uerj também estão na luta em defe- sa da população. A Fiocruz aguarda o laudo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) com a análise da fuligem expelida no fim de dezembro pela CSA e iniciou uma investiga- Companhia Siderúrgica do Atlântico polui e prejudica saúde da população Especialistas da UERJ e Fiocruz se mobilizam para denunciar poluição da CSA no Brasil e no exterior ção dos impactos socioambientais na região. Algumas amostras entregues por moradores já estão sendo analisadas. Já na Uerj, o Conselho Universitário e o Projeto Políticas Públicas em Saúde, juntamente com a Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, aprovaram duas moções de solidariedade aos moradores da região e repúdio à insta- lação e permanência da CSA em Santa Cruz. “A Fiocruz, através da Escola Nacional de Saúde Pública, e a Uerj, através do Hospital Universitário Pedro Ernesto, estão atendendo os moradores e emitirão um laudo médico co- letivo que constará no dossiê de denúncia in- ternacional”, declara Mônica. Eles passam por uma avaliação diagnóstica em diferentes especialidades, tais como dermatologia, oftal- mologia, pneumologia e pediatria, e passam por exames clínicos. “Espera-se que em breve seja possível uma avaliação global, ainda que com caráter de amostragem, sobre as condi- ções de saúde daquela população, como forma de facilitar o acesso ao tratamento necessário e, igualmente, servir como fundamento para denúncias a respeito das consequências da permanência da TKCSA naquela região. Vale ressaltar que os moradores passam por sérias ameaças, que vêm impedindo o aces- so à rede local de saúde”, afirma Mônica. Rio de Janeiro JANEIRO DE 2011 | JORNAL DO SINTUPERJ 11
  12. 12. JORNAL DO SINTUPERJ | JANEIRO DE 201112 O servidor técnico-administrativo José Maria Ferreira, o famoso Ferreirinha, é o entrevistado desta edição do Jornal do Sintuperj. Ferreira viveu mais da metade de sua vida na Uerj. Aos 46 anos, é chefe de secretaria do IFCH e está há 20 anos nesta função. Ferreira entrou na Uerj como agente administrativo e foi um dos que recebeu em 2010 a medalha de 25 anos de universidade. Em entrevista ao Jornal do Sintuperj, Ferreira falou um pouco sobre a homenagem que recebeu, suas impressões sobre a atual situação da Uerj e suas perspectivas para 2011. Sintuperj: Recentemente, você recebeu a medalha de 25 anos de Uerj. O que essa medalha representa em termos de valorização profissional? Ferreira: A gente se dedica como todos se dedicam. É uma atitude muito bacana, pois é uma forma de reconhecer esse esforço. São 25 anos de dedicação e muito trabalho. A Uerj é como a nossa segunda casa, já que ficamos mais tempo aqui do que com a nossa família. Aqui foi meu segundo emprego. Entrei em 1º de abril de 1985. Tenho um bom relacio- namento de trabalho e de amizade aqui dentro da universidade. São fundamentais essas amizades que se constroi. E isso não só na universidade em geral, como também no pró- prio setor. Isso facilita, você ajuda, é ajudado, aprende, ensina. É uma troca muito boa. Sintuperj: Porque escolheu a Uerj para trabalhar? Ferreira: Eu nunca tive planos de trabalhar na universidade. Passava próximo e pen- sava: “Nossa, que universidade bacana”. Então surgiu a oportunidade e eu abracei. Agora estou aqui e quero sair só quando me aposentar. Sintuperj: Como você vê o descaso do governo do estado com a universidade? Ferreira: A universidade já teve uma fase muito boa. Hoje a situação é triste. Eu não penso que devo ganhar uma fortuna. Quero ganhar no “conjunto da ópera”. Tem que ter uma estrutura para atender aos alunos, para atender aos professores que são nossos colegas de trabalho. Tem que ter uma estrutura boa para atender todas as demandas, inclusive o público externo que chega para saber informações sobre cursos. Esse des- caso do governo fez cair a qualidade da universidade. Ela viveu uma fase tão boa e isso deixa a gente muito triste. Mas com certeza vamos conseguir recuperar. Sintuperj: Se pudesse transformar a homenagem que recebeu em algo para a Uerj, o que faria? Ferreira: Daria total autonomia à universidade, em termos de recursos financeiros. A Uerj não recebe os recursos que estão aprovados pela lei. Isso é uma coisa muito triste porque a Uerj poderia ser muito melhor. Acho que a universidade cresceu muito, vem crescendo e infelizmente o governo não reconhece isso. Nossos governantes não são fa- voráveis à educação. Na área de saúde também há um descaso muito grande. Nós temos um hospital que já foi, e ainda é de referência, que tinha uma emergência sensacional. Peguei toda essa fase do Hupe, em que tinha uma boa estrutura para se trabalhar. Temos ótimos profissionais, isso é inegável e por isso temos um hospital de referência. Tanto a educação como a saúde são muito pouco valorizadas pelo governo do estado. Sintuperj: Qual o momento mais marcante que já viveu aqui na Uerj? Ferreira: Eu tenho muitos momentos marcantes na Uerj. Posso dizer que essa ho- menagem de 25 anos vai ficar marcada, foi muito legal. Não só para mim, mas para todos que foram homenageados. Sintuperj: Tem alguma mensagem para deixar para os trabalhadores da Uerj? Ferreira: A mensagem é que temos que fazer a nossa parte e, na medida do possível, cobrar do governo para que a Uerj tenha novamente toda a sua estrutura, bem mais amparada do que está acontecendo atualmente. Sintuperj: Depois de 25 anos de casa, que mensagem você mandaria para o gover- nador em nome dos servidores da Uerj? Ferreira: Que o governo procure melhorar as nossas condições e dar mais valor aos servidores da universidade. De modo geral, que melhore as condições dos servidores do estado que também estão passando por essa fase triste, sem apoio do governo. A gente tem que fazer nossa parte do jeito que sempre fizemos, e torcer para que se consiga recuperar todas essas perdas. Entrevista 25 anosde dedicação à Uerj MarianaGomes

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