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  1. 1. MAIO DE 2008 | JORNAL DO SINTUPERJ 1 Cartaz comemorativo ao 1º de Maio no Brasil, em 1913. Cartaz francês com as bandeiras de lutas do 1º de Maio: 8 horas de trabalho, 8 horas de estudo, 8 horas de sono. Foto do ato do 1º de Maio de 1925, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. 1º de MAIO:Em 1891, em Paris, trabalhadores socialistas dos países industrializados da época, reunidos num congresso da Internacional Socialista, consagraram esta data como o dia da luta pelas 8 horas de trabalho. strializados da época, Leia mais sobre o 1º de Maio, na Pág. 8, desta edição. Jornal do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais - RJ Ano III - Nº 15 - Maio de 2008 Campanha Salarial: nem mais um mês sem reajuste! 33 Momentos da luta dos servidores da Uerj nos últimos dois anos. 55 Exerça o seu direito de voto. Participe da eleição do Consun. Em reunião com Sintuperj, Hupe anuncia medidas emergenciais. 66 77
  2. 2. JORNAL DO SINTUPERJ | MAIO DE 20082 EXPEDIENTE: JORNAL DO SINTUPERJ Rua São Francisco Xavier, 524 - sala 1020 D - Maracanã - Rio de Janeiro/RJ CEP: 20.550-013 - Tel: (21) 2587-7126 / 2234-0945 internet: www.sintuperj.org.br / sintuperj@sintuperj.org.br / imprensa@sintuperj.org.br Coordenação de Imprensa: Rosalina Barros Conselho Editorial: Alberto Dias Mendes, Carlos Alberto Crespo, José Arnaldo Gama da Silva, Mirian de Oliveira Pires, Rosalina Barros, Sandro Hilário Jornalista: Claudia Santiago (MTb 14915-RJ) Estagiários: Jessica Santos e Arthur William - Colaboração: Raquel Junia Programação Visual: Claudia Santiago - Diagramação: Daniel Costa Tiragem: 4.000 exemplares - Fechamento: 08/04/2008 M aio: marco da luta dos trabalhado- res, momento histórico no qual se comemora, no mundo inteiro, o dia internacional do trabalho e o aniversário de Karl Marx, grande revolucionário e inte- lectual que lutou por uma sociedade justa e igualitária. Realizar nosso VI congresso neste mês é também uma forma que encon- tramos para homenagear os trabalhadores e trabalhadoras da UERJ e UENF. Na pauta, como tema principal está a discussão sobre “Autonomia Universitá- ria”, agora mais atual ainda, com a queda da Adin – Ação Direta de Inconstituciona- lidade -, que impedia o repasse dos 6% da receita tributária líquida do Estado para a Uerj, expressa no artigo 332 da Constituição Estadual. Diante disso, temos como tarefa primordial neste momento o forta- lecimento de uma luta conjunta com professores e estudantes da UERJ para arrancar do governador Sérgio Cabral o cumpri- mento da constituição. Conforme dados fornecidos pela Secretaria de Fazenda do Estado, o repasse de 6% equi- valeria a cerca de R$ 900 milhões da receita dos tributos estaduais. Cabe ressaltar que o orçamento aprovado pelo Conselho Univer- sitário para o ano de 2008 foi de R$ 1,2 bi. Após os cortes do governo, o orçamento para 2008 destinou para a UERJ minguados R$ 400 milhões. Portanto a luta pelo “CUMPRA-SE” a constituição estadual é fundamental! Com esta vitória daríamos um salto de qualidade nas condições de trabalho e de estudo em nossa universidade. Também seria possível recompor os salários aos tra- balhadores, promover o reajuste das bolsas estudantis e a recuperação estrutural do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Luta na UENF A luta pela autonomia universitária plena na UENF também se faz necessária. Pois, quando da criação da norma consti- tucional ora vigente a universidade pública de Campos ainda não havia sido criada. Passados 13 anos de sua existência, sua consolidação pode ser comprovada na exce- lência da qualidade de serviços oferecidos a sociedade do nosso Estado. Portanto, este também será um tema que deveremos discutir em nosso congresso. A diretoria atu- al do Sintuperj em- penhou todos seus esforços no sentido de garantir as melhores condições aos congressistas eleitos para o nosso 6º Congresso, apostando num espaço de discussão democrática onde as divergên- cias de opiniões sirvam para chegarmos a uma síntese que melhor nos conduza ao caminho de importantes vitórias! Bom Congresso a Todos! Saudações Sindicais! Diretoria Executiva No novo tempo, apesar dos perigos Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta... (Novo Tempo, Ivan Lins) Uma luta conjunta para arrancar do governo o cumprimento da Constituição. Seus Direitos O Sintuperj disponibiliza seus advogados para auxiliar os servidores sindicalizados que precisarem de atendimento jurídico. Fique atento aos dias e horários: 2ª FEIRA – Das 13h30 às 17h – Dr. Lenílson SantosÁrea de atuação: Causas Cíveis em Geral. 3ª FEIRA – Das 14 às 18h – Dr. Eduardo MagalhãesÁrea de atuação: Causas Administrativas Individuais, quais sejam, processos administrativos, disciplinares (sindicância ou inquérito) e Causas Trabalhistas Individuais de competência das Varas de Fazenda Pública. 5ª feira – Das 9 às 12h30 – Dr. Leonardo Prudente. Área de atuação: Causas de Família. 6ª feira – Das 10 às 13h30 – Dr. Jorge Braga. Área de atuação: Causas Cíveis em Geral e Causas Trabalhistas Coletivas de competência das Varas de Fazenda Pública. Observações Importantes: 1. O sindicalizado deve SEMPRE fazer o agendamento prévio na Secretaria do Sindicato, através do preenchimento de ficha de atendimento. 2. O atendimento jurídico será feito no Campus Uerj Maracanã/Bloco D/Sala 1019, próxima à sede do Sindicato. 3. Nas causas individuais, o sindicalizado terá assegurado o direito à assistência jurídica em até três ações. Válido para todas as áreas de atuação do Depto. Jurídico. 4. Quantos às causas de competência dos Juizados Especiais (JEC e JEF), ao sindicalizado será dada toda a orientação necessária, através de consulta previamente agendada com o Dr. Leonardo, para que o mesmo se dirija ao primeiro atendimento do respectivo Juizado, onde lhe será dada assistência jurídica para a causa. Sintuperj oferece atendimento jurídico No dia 5 de maio, em alguns lugares do mundo todo, foi lembrado o 190º aniversário de Karl Marx. Marx e sua teoria influenciam, ainda hoje, militantes e pensadores. Suas obras mais conhecidas são o Manifesto Comunista e O Capital. ARQUIVOSINTUPERJ A luta pelo “Cumpra-se” a constituição estadual é para já Nossa Opinião Retratos da Vida
  3. 3. MAIO DE 2008 | JORNAL DO SINTUPERJ 3 Notícias do SINTUPERJ Sintuperj, Asduerj e DCE lançam campanha salarial 2008 A Uerj está toda enfeitada. Mas as ornamentações não são para comemorar nada, elas mostram, sim, que a universidade está unida por uma luta em comum: o reajuste salarial. E no dia 15 de abril, técnico-administrativos, professores e estudantes se juntaram no hall do queijo para o lançamento da campanha unificada. O símbolo da luta pelo reajuste permanece lá. A “Jóia da Coroa” representa a promessa do governa- dor Sérgio Cabral que, após quase um ano, ainda não fez uma contraproposta à Uerj. “A coroa vai ficar aqui até recebermos uma proposta de reajuste salarial do governo”, afirma o coordenador-geral do Sintuperj, José Arnaldo Gama. Enquanto o governo não se mexe, a universidade só piora. O incêndio no final de 2007 e a falta de leitos no são apenas uma parte visível dos inúmeros problemas enfrentados por conta do descaso do governo com a Uerj. A capela ecumênica do campus Maracanã estava lotada. Sentados e em pé, técnico-administrativos, docentes e estudantes participaram de um momento que vai entrar para a história da Uerj. Na manhã da quarta-feira, 30/4, a Comissão de Educação da Alerj, realizou, pela primeira vez, uma audiência pública na Uerj. Na pauta, o orçamento e o reajuste dos salários e bolsas estudantis. Trazer a audiência para a Uerj foi uma vitória dos servidores. A proposta foi feita pelo Sintuperj na última audiência pública, realizada em março. D urante a audiência, o coordenador- geral do SINTUPERJ, José Arnaldo Gama, foi citado várias vezes pelos deputados em uma demonstração de reconhecimento do trabalho que o sindicato vem realizando desde a posse da nova diretoria. O deputado estadual Marcelo Freixo, utilizou otermo incansá- vel para referir-se às incontáveis vezes que o Sindicato esteve na Alerj e em ou- tros espaços para e reivindicar melhores Coordenador do Sintuperj, José Arnaldo, durante o ato no hall do Queijo Nem mais um mês sem reajuste: 66% JÁ! Audiência pública reúne 300 pessoas na UERJ A luta pelo reajuste salarial ganhou reforços. No lançamento da campanha, além de servidores técnico-administrativos, docentes e alunos, também estiveram pre- sentes representantes do Andes, UNE, CUT, Conlutas e alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade. Sete anos sem reajuste O último reajuste foi concedido em 2001. O governador Sérgio Cabral disse que a Uerj é a “Jóia da Coroa” de sua gestão, mas ainda não respondeu ao pedido de reajuste. O ex-presidente da Asduerj, José Bruno, repetiu, diversas vezes, que este governo tem dinheiro. “Não vamos parar enquanto este governo não tratar a educa- ção, a saúde e a segurança com a dignidade que estas merecem”. Os estudantes também lutam pelo reajuste da bolsa estudantil congelada há 11 anos. O valor atual é de 190 reais. O reitor disse que vai aumentar logo. Vamos ver. Para o coordenador do DCE, Rodrigo Lua, a coroa colocada pelas entidades no hall do queijo representa a indignação da comunidade da Uerj. “O reajuste das bolsas dos estudantes é urgente. Assim como é urgente o reajuste salarial”. O que diz o governo Em reunião com o Sintuperj e a As- duerj, no dia 1º de abril, o secretário da Casa Civil, Régis Fischtner, representando o governador, voltou a dizer “que a situ- ação do Estado ainda não comporta um reajuste ideal para a universidade”. JÉSSICA SANTOS JÉSSICA SANTOS remunerações e condições trabalho. Para Arnaldo, a realização de uma audiência pública na Uerj é uma vitória da comunidade universitária. Ele destacou o apoio que a Comissão de Educação tem dado à luta pela universidade pública, gratuita e qualidade. Em seguida, decla- rou: “o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, tem em sua gaveta, há um ano, a minuta que faz modificações no enquadramento de algumas profissões no Plano de Cargos e Carreira.” Para resolver a pendência, Arnaldo propôs e a Comissão de Educação aceitou convocar o secretário para uma audiência. A presidente da Asduerj, Inalda Pi- mentel, acredita que a perda de docentes e servidores para outras instituições pode ser estancada com o cumprimento da lei que determina o repasse de 6% da receita tributária líquida do Estado à Uerj. Marcelo Freixo (Psol) lembrou de uma importante vitória, quando o governo não conseguiu aprovar, devido à pressão dos trabalhadores, a PEC-03, que acabaria com o regime estatutário e abriria as portas para as Fundações de Direito Privado. Freixo propôs a manutenção da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas, cobrou o reajuste das bolsas de estudo e a abertura do bandejão. Para o parlamentar, todas as audiências públicas sobre a Uerj devem ser realizadas na uni- versidade. A primeira visita da Comissão à universidade se deu quando ocorreu o incêndio. Na ocasião, os parlamentares participaram de reunião no Sintuperj. Regulamentação do ensino superior O deputado Comte Bittencourt (presi- dente da Comissão de Educação) propôs como ponto de pauta de uma futura reunião, a elaboração de um documento com as diretrizes para regulamentar o Sistema Estadual de Educação do Ensino Superior. Comprometeu-se a intermediar a solicitação de uma audiência da co- munidade da Uerj com o governador e também uma reunião com a Secretaria de Fazenda.
  4. 4. JORNAL DO SINTUPERJ | MAIO DE 20084 JORNAL DO SINTUPERJ | MAIO DE 2008 Veja alguns bons momentos de luta d DEZEMBRO DE 2006. Uma forte batalha contra a PEC 03 proposta pelo governo Sérgio Cabral. O objetivo era permitir a contratação pela CLT, quebrar a estabilidade e ficar livre para demitir. O Sintuperj reagiu juntamente com os outros servidores públicos: reuniões, atos públicos, protestos. A PEC não passou. Ela abriria o caminho para a privatização da Uerj. JULHO DE 2007. Sintuperj promove festa julina. Foi o Arraiá “Cadê o meu, Cabrá?” DEZEMBRO DE 2006. Uma grande festa em homenagem à garra dos servidores da Uerj. JANEIRO DE 2007. Sintuperj protesta no aniversário de um ano do desabamento na Uerj MARÇO DE 2008. Sintuperj comemora maior índice de aprovação no vestibular dos alunos do Pré mantido pelo Sindicato ABRIL DE 2008. Na UENF, a conquista do pagamento das dívidas trabalhistas. SAMUEL TOSTA ARQUIVO SINTUPERJ ARQUIVO SINTUPERJ ARQUIVO SINTUPERJ ARQUIVO SINTUPERJ SAMUEL TOSTA
  5. 5. MAIO DE 2008 | JORNAL DO SINTUPERJ 5MAIO DE 2008 | JORNAL DO SINTUPERJ do Sintuperj nos últimos dois anos DE 2006 a 2008. Distribuição do Kit-educação, reaproximação com a Fasubra, negociação com a Comissão de Educação da Alerj, pagamento do precatório, do atrasadinho, atendimento jurídico, jornais para manter todo mundo informado sobre o que acontece no Sindicato, luta pelo Hupe. Luta no Conselho Universitário pelo PCC. Tudo isto fez do Sintuperj um Sindicato respeitado, que é ouvido e dialoga dentro e fora da universidade. O Sindicato se impôs frente à reitoria e, hoje, os servidores são ouvidos. O Sintuperj abriu o canal de negociação que estava fechado com o Governo do Estado. Assim, os trabalhadores conquistaram o PCC e vão conquistar muito mais. A conquista do PCC é fruto do trabalho dos técnico-administrativos no Conselho. O Plano de Carreira é uma conquista histórica, resultado do sonho de muitos na ativa ou já aposentados. MARÇO DE 2008. Momento emocionante do ano de 2008. Debate sobre a participação das mulheres na luta contra a ditadura militar com a participação das professoras Lená Medeiros (UERJ/SR-1) e Cecília Scmubsky (Pré-vestibular do Sintuperj), a médica Iná Meireles (Hupe/Asduerj) e Luiza Miriam, do Fórum Feminista. OUTUBRO DE 2007. O incêndio na UERJ é símbolo da degradação e abandono da universidade. Como resposta da comunidade universitária foi criado o Fórum de resistência contra as fundações de direito privado. Depois, veio a Frente parlamentar em Defesa das Universidades Estaduais. ARQUIVO SINTUPERJ ARQUIVO SINTUPERJ JÉSSICA SANTOS ARQUIVO SINTUPERJ
  6. 6. JORNAL DO SINTUPERJ | MAIO DE 20086 Vote nas eleições para o CONSUN De 13 a 15 de maio, serão realizadas as próximas eleições para o Conselho Universitário. Irão concorrer chapas, com titular e suplente, lotados em suas respectivas unidades acadêmicas. É importante a participação de todos para que façamos valer os nossos direitos. Apesar de ser o órgão máximo de deliberações da universidade, o Conselho Universitário possui uma representação Por dentro da UERJ Servidor, faça valer o seu direito! desigual entre os segmentos que o com- põem. Professores têm 70% dos represen- tantes de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Os 30% restantes devem ser divididos entre estudantes e técnico-administrativos. Na Uerj, o con- selho tem oito representantes estudantis, oito técnico-administrativos e 40 profes- sores, logo, um espaço que se propõe a ser democrático, se configura como injusto a partir da sua composição. Também fazem parte do Conselho os membros natos (reitor, vice-reitor, sub- reitores e diretores do Centro Setorial). As outras cadeiras são ocupadas por membros eleitos por dois anos. O mandato dos representantes dos estudantes é de um ano. O candidato a conselheiro universi- tário concorre à vaga juntamente com um suplente que pode vir a substituí-lo em possíveis ausências. O Conselho Universitário (Consun) tem duas funções principais: deliberar sobre assuntos que digam respeito aos interesses da Uerj e fiscalizar as ações da administração vigente. O órgão deveria ser, portanto, a expressão da comunidade universitária que é composta pelos três segmentos que fazem parte da universidade mais o público externo. Devemos ocupar as nossas cadeiras no Consun sempre com o horizonte de democratizá-lo. A eleição para os repre- sentantes técnico-administrativos no Con- selho será por meio de chapas. Haverá vo- tação nas unidades acadêmicas, no centro administrativo e no Hupe. Os servidores lotados na administração poderão votar em duas chapas, já os servidores lotados tanto nas unidades acadêmicas, quanto no Hupe poderão votar em três chapas. São nove chapas concorrentes pelas unidades acadêmicas, cinco pela administração central e sete pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto. O Sintuperj deseja a todos um bom VI Congresso SINTUPERJ em São Gonçalo SINTUPERJ na manutenção SINTUPERJ com os aposentados O VI Congresso dos Trabalhadores da UERJ e da UENFacontece nos dias 6, 7 e 8 de maio. Após dois anos, o congresso volta a ser realizado e traz como tema central AutonomiaUniversitária e o Papel do Movimento Sindical.No mês de abril, a diretoria do Sindicato percorreu váriasunidades da Uerj para conversar com os trabalhadoressobre questões específicas de cada local de trabalho e participar da eleição de delegados para o Congresso. Cada conjuntode dez trabalhadores tem direito a um delegado nocongresso, de acordo com o estatuto do sindicato.O prazo terminou no dia 30 de abril. Outras informações sobre o Congresso, você podeacompanhar na página do Sintuperj: www.sintuperj.org.br FOTOS:JÉSSICASANTOS
  7. 7. MAIO DE 2008 | JORNAL DO SINTUPERJ 7 Notícias do SINTUPERJ Os participantes do 6º Congresso do Sintuperj foram surpreendidos, durante o debate de abertura do evento, com a notícia de que o Laboratório Central do Hospital Pedro Ernesto acabara de ser terceirizado. Imediatamente, a direção do Sindicato propôs que todos se dirigissem para o Hupe, no intervalo do almoço, a fim de cobrar uma posição do diretor Rodolfo Acatauassú Nunes. O s funcionários que trabalham no tur- no da manhã do laboratório central levaram um tremendo choque mati- nal na terça-feira, 6 de maio. Viram empre- gados de um laboratório particular instalar máquinas dentro do setor. Foi quando sou- beram que parte do trabalho havia sido ter- ceirizada. Justamente, a maior parte: aque- la responsável pelos exames provenientes do atendimento ambulatorial, que repre- senta 70% da demanda do laboratório. “Foi como se tivessem tirado a gente da nossa própria casa. Estamos sendo tra- tados como inúteis, como se não fôssemos capazes de realizar o serviço que sempre fizemos”, afirmou uma servidora que pre- feriu não se identificar, durante o protes- to coordenado pelo Sindicato em frente à sala do diretor do Hupe. A colega Rosemeri fez coro: “somos totalmente contra o que está acontecendo. O Estado paga a gente para trabalhar e estão tirando o nosso trabalho. Vão deixar a gente à disposição. Não faz sentido terceirizar um setor que é tão importante e já foi referên- cia. A gente está achando uma atitude to- talmente arbitrária e sem justificativa”. O Sintuperj denuncia o acontecimen- to e alerta para o risco de isto se transfor- mar em um processo lento e gradual de privatização dos serviços básicos dentro do Hospital. Mais uma vez o caminho da terceirização substitui a luta pelo repasse dos recursos estaduais, quebrando a tão defendida “autonomia universitária”. O que diz o diretor RodolfoAcatauassúNunesreconheceu que errou ao não comunicar a nova medida aos funcionários do setor. Mas defendeu a terceirização. Em reunião com Sintuperj, Fasubra e representantes dos trabalhadores do laboratório, Acatauassú e o vice-diretor, Maurílio de Carvalho, disseram que a medi- da é emergencial e provisória. De acordo com suas palavras, o con- trato tem duração de seis meses. Disse, ainda, que nenhuma máquina particular Sintuperj protesta contra terceirização de parte do laboratório central será instalada no hospital Pedro Ernesto. Justificou a medida como necessária para suprir falta de elementos necessários para o processamento de exames, enquanto não se conclui o processo de licitação para compras no setor. Sintuperj reivindica o diálogo com servidores do hospital O Sintuperj cobra dos diretores do hos- pital que as medidas que venham a ser im- plementadas pela nova administração sejam amplamente debatidas com os servidores do hospital e que estes sejam os protagonistas das mudanças que venham a ocorrer. E que este diálogo e participação comece já, com os servidores do laboratório central que já estão sofrendo com as mudanças. O diretor se comprometeu a atender as exigências feitas pelo Sintuperj no sen- tido de reunir-se com os trabalhadores do Laboratório e o sindicato para maiores es- clarecimentos sobre essa questão. Seminário de Gestão No dia 29 de abril, o Hupe promoveu o 1º Seminário Avaliação da Gestão e Pers- pectivas. Foram mostradas duas experiên- cias de hospitais universitários: o da UFMG e o da Unicamp. Na universidade mineira, os problemas do HU foram sanados atra- vés de uma democratização da gestão, am- pliando a participação de todos os setores por meio de fóruns colegiados de decisão. Falta de funcionários é principal problema A Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Uerj é a única unidade acadêmica pública do município de São Gonçalo. Hoje, conta com sete cursos de graduação, seis de pós-graduação e diversos projetos de extensão. Apesar da extrema importância que tem para a região, ainda enfrenta antigos problemas como falta de estrutura e de funcionários. Por Jéssica Santos R epresentantes do Sintuperj se reuniram com servidores da Facul- dade de Formação de Professores da Uerj (FFP), em São Gonçalo, no dia 14 de abril. No encontro, foram esclarecidos pontos sobre o Plano de Cargos e Car- reira (PCC) e apontado o principal pro- blema da unidade: o reduzido número de funcionários em todos os setores. Sintuperj se reúne com servidores em São Gonçalo Na ocasião, servidores elegeram os seus representantes para o 6º Congresso do Sintuperj. A FFP tem, hoje, cerca de 40 servi- dores técnico-administrativos. Enquanto o número de alunos e professores pratica- mente triplicou desde que a faculdade foi incorporada à Uerj, em 1987, o número de servidores técnico- administrativos caiu pela metade. Secretaria de Graduação Entre os setores afetados está a Secre- taria de Graduação, ór- gão da unidade que faz o acompanhamento da vida acadêmica dos três mil estudantes. O setor é o responsável pela execução dos serviços gerais administrativos e de todos os atos escolares. Conta hoje com apenas nove funcionários divididos em dois turnos. “Como não temos funcionários suficientes acaba que todo mundo fica muito sobre- carregado”, afirma o chefe da Secretaria, Ailton José da Silva. A biblioteca setorial, ligada à Rede Sirius, atende às áreas de Pedagogia, Letras, História, Geografia, Matemática e Biologia è a comunidade externa. No total, apenas oito funcionários quando o ideal seria de no mínimo 12. Falta de pessoal “A falta de pessoal é um problema em todas as bibliotecas da Rede. Aqui nós precisaríamos de, pelo menos, mais dois bibliotecários e dois agentes administra- tivos. Como a biblioteca ficou em obra por dois anos, o processamento técnico está com o trabalho todo acumulado”, conta a chefe da biblioteca, Rejane Rosa do Amaral. O Relatório Diagnóstico FFP/UERJ feito em 2006 pela direção da Unidade já evidenciava o problema de falta de pessoal. De acordo com a pesquisa, nun- ca houve um concurso para técnico- administrativos na FFP, com exceção de um biólogo, em 1999 e um pedagogo, em 2002. “Se não houve uma diminuição maior do número de servidores nesta unidade nos últimos anos, é porque ser- vidores de outros setores e unidades da Uerj se transferiram para cá.” Enquanto o número de alunos e professores praticamente triplicou desde que a faculdade foi incorporada à Uerj, em 1987, o número de servidores técnico- administrativos caiu pela metade. JÉSSICA SANTOS Sintuperj e trabalhadores protestam contra a terceirização no Hupe
  8. 8. JORNAL DO SINTUPERJ | MAIO DE 20088 JORNAL DO SINTUPERJ | MAIO DE 2008 Por Claudia Santiago SINTUPERJ: Porque escolheu o Hupe para trabalhar? Jorge Augusto: O Hupe era muito va- lorizado e oferecia um vasto campo de aprendizagem. Tínhamos excelentes condições de trabalho. Era como se fosse a minha casa. Quando a gente falava que era funcionário do Hupe, da Uerj era respeitado. Quem trabalhava no Hupe era um profissional gabaritado. Isso nos enchia de orgulho. SINTUPERJ: Qual foi o momento mais emocionante que viveu no Hupe? Jorge Augusto: Um dos momentos que mais me marcaram foi quando recebi uma placa de um grupo de companheiros em reconhecimento pelo trabalho desenvol- vido no movimento sindical. Na época, era presidente da Asupe. SINTUPERJ: E qual foi o momento mais triste? Jorge Augusto: Momentos de uma crise que não poderia dizer exatamente quan- do começou e que a gente não consegue ver um fim. Crise no funcionamento, na administração. A gente não consegue ver uma luz no fim do túnel. Não consegue ver o hospital emergir desta crise da saúde que acabou atingindo o Hupe. É um momento triste. Infelizmente, é um momento que não passa. SINTUPERJ: Qual a principal luta travada no hospital que o senhor participou? Jorge Augusto: Primeiramente, o início da organização dos servidores, nos anos 80. Rompemos barreiras. Fizemos com que os técnico-administrativos, que eram muito subordinados, tivessem voz. Transformamos uma associação que existia apenas com cunho assistencial em uma entidade com cunho político, aguerrida. Nos impusemos. Tenho o orgulho de ter sido um dos precursores desta luta. Um outro momento foi o I Congresso da Uerj, em 1983, quando a comunidade conseguiu estabelecer um marco que foi o ponto de partida para muitas conquistas dentro da universidade. A partir daquele congresso, inclusive, passou a ser permitido aos alunos freqüentar a universidade de bermudas. E o mais importante: o Congresso apontou para a elaboração de uma estatuinte para a universidade. Isto aconteceu mas acabou sendo boicotado pela administração, na época. Não foi aprovado pelo Consun. SINTUPERJ: A estatuinte é, ainda hoje, uma bandeira de luta? Jorge Augusto: É atual e necessária. O estatuto da universidade tem que ser mu- dado através da luta e não através de atos executivos. SINTUPERJ: O que precisa mudar no atual estatuto, na sua opinião? Jorge Augusto: A paridade no Conselho Universitário é ponto de partida para di- versas outras coisas. SINTUPERJ: O senhor falou que seriam três vitórias importantes. Jorge Augusto: A outra grande vitória foi a fundação do nosso Sindicato. Um sonho antigo que conseguimos realizar em 2000 com a fusão das duas associações. SINTUPERJ: A crise a que o senhor se refere afeta a saúde dos servidores do Hupe? Jorge Augusto: É insegurança constante, Aposentado no trabalho, mas ativo na luta Entrevista com Jorge Augusto Quem é Jorge Augusto de Almeida? Carioca, 60 anos, técnico de enfermagem aposentado, casado. Tem filhos e netos. Torce pelo Flamengo e desfila na Portela. Esses seriam motivos sufi- cientes para o Jornal do Sintuperj dedicar a ele uma página inteira no seu jornal que comemora o 1º de Maio? Poderia até ser. Mas não é. Jorge Augusto trabalhou no Hospital Universitário durante 33 anos, onde teve e, mesmo aposentado continua tendo, ativa militância sindical. Começou sua atuação política na Associação dos Servidores do Hupe. Foi presidente da Associação por quatro mandatos. Aliás, foi, também, o primeiro servidor da Uerj liberado para o exercício de um mandato sindical. Além disso, jun- tamente com um grupo de companheiros fundou o Sintuperj e foi o primeiro coordenador geral do Sindicato. Exerceu o cargo por dois mandatos. Neste momento importante para os servidores da Uerj, quando acontece o 6º Congresso do Sintuperj, fomos recebidos por Jorge Augusto no domingo, dia 4, poucas horas antes de o seu time querido ganhar o título de bi-campeão carioca. Ao lado de Jorge, sua outra paixão: a companheira Vera, também servidora da UERJ. Aqui, nesta entrevista, você vai saber o que pensa um dos mais importantes dirigentes sindicais da Uerj sobre a situação do Hupe, as lutas na universidadej, o Congresso, a estatuinte, o Consun e a atualidade do 1º de Maio. desgaste físico e emocional. Ansiedade de querer prestar melhor assistência e não poder. Trata-se da vida de seres humanos. Não poder atender bem, adoece. SINTUPERJ: Se o senhor tivesse uma varinha mágica, quais as três coisas que mudaria no Hupe? Jorge Augusto: Primeiramente, temos que ter uma administração que se envolva com questões que visem à melhoria do atendi- mento. Para isso, é preciso uma forte arti- culação política com os setores estaduais e federais. Um outro fator, é a necessidade de os trabalhadores se envolverem com as questões do hospital. O movimento Sindical precisa identificar os problemas do hospi- tal, questioná-lo e apresentar propostas de mudanças. Precisamos sair da inércia. SINTUPERJ: Qual a função de um hospi- tal universitário na sua opinião? Jorge Augusto: Não é igual aos outros hospitais da rede pública. Tem atividades de ensino, pesquisa e extensão. O atendimento tem de ser de excelência. O nosso hospital não tem emergência. As pessoas não podem se formar sem passar pela emergência. SINTUPERJ: Qual o principal desafio deste VI Congresso? Jorge Augusto: Discutir bem a questão a que ele se propõe: autonomia universi- tária. Vamos discutir com profundidade e apresentar propostas claras. Na questão sindical, precisamos fazer com que se evi- dencie que o Sindicato conseguiu avançar bastante nesta gestão. Para além do debate sobre autonomia, precisa ficar estabelecido a que a direção sindical deve estar volta- da para a sua base e para os interesses da comunidade universitária, sem cunho político partidário. Somos simpatizantes de partidos mas devemos dissociar uma coisa da outra. SINTUPERJ: Qual será a tarefa priori- tária da bancada dos técnico-adminis- trativos no novo Consun? Jorge Augusto: Atuação em conjunto com a direção do Sindicato e com a base. As questões apresentadas têm que ser amplamente discutida com a base e têm que sair dali com o aval da base. Assim, uma idéia pode ser aperfeiçoada ou rechaçada. Uma atuação em comunhão com a base, em sintonia com a direção do sindicato e livre de qualquer atrelamento com a administração. SINTUPERJ: Nas origens do 1º de Maio, está a luta pela redução da jornada de trabalho. Qual a questão central da luta da classe trabalhadora, hoje? Jorge Augusto: Condições de trabalho e política salarial concreta, na qual o trabalhador tenha uma data-base e que isto funcione de fato e que, naquela data, o trabalhador tenha a recomposição de perdas salariais e possamos, até, voltar a falar em aumento salarial. O 1º de maio deve continuar como dia célebre e fundamental para a luta. SINTUPERJ: Uma mensagem final? Jorge Augusto: A luta é constante, tem ser constante. Não podemos arrefecer jamais. Vamos fazer um excelente congresso. Com uma discussão produtiva, sem picuinhas. Precisamos dar conta da pauta e tirar reso- luções que fortaleçam a nossa luta. Outra questão é que ser aposentado não significa se afastar da luta. Sobra mais tempo para lutar mais em prol da sua categoria, sua base, sua instituição, seu sindicato. Apo- sentado no trabalho, mas ativo na luta.

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