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Duplamente cobardes

  1. 1. Delegados Sindicais do SINAPSA na AXA duplamente cobardesJá expressamos a opinião de que vivemos tempos difíceis, para a sociedade, para a economia, para oscidadãos, para o país. São os momentos em que as nações mais carecem de líderes, que mobilizem, quedemonstrem integridade ética e moral, que se sobreponham à corrupção, à ganância, à tentação deinstalar o caos como forma de surripiarem mais do que o fizeram antes. Como todos já percebemos, dascriaturas que rondam, vagueiam ou se servem do poder, não existem tais espécimes, pelo que se assistea uma forma de assalto contínuo e constante aos direitos e aos rendimentos dos cidadãos quetrabalham.É neste clima geral que há cerca de três anos a esta parte a APS decidiu instalar uma espécie de terrorsocial sobre os direitos contratuais dos trabalhadores da actividade seguradora. Começou por se recusara actualizar o valor do trabalho, pelo que hoje, trabalhamos mais e ganhamos menos. De seguida,sentindo a impunidade a rondar-lhe as costas iniciou o assédio ao C.C.T. Durante 15 anos, à APS não lheinteressou dialogar sobre o C.C.T. pese embora as diligências sindicais, as ilegalidades que asadministrações das seguradoras cometiam estavam resguardadas pela impunidade que este estadodemocrático lhes garante, mas no ano 2010, a APS sentiu essa pressa resultante de saber que podeatirar pedras sem necessidade de esconder a mão. É o que a APS está a fazer, a atirar pedras sobrequem trabalha, cria riqueza, e garante os altíssimos rendimentos dessas administrações que secomportam como um exército colonial cujo negócio parece ter deixado de ser seguros, mas antes tráficohumano.A APS utilizou duas organizações como um Efialtes dos nossos tempos para erguer essa farsa negocialque gerou um texto, no qual, o único aspecto moderno que contém é fazer desaparecer direitos dostrabalhadores com dezenas de anos.A APS sabe que as organizações que subscreveram o acordo não representam mais de 30% datotalidade dos trabalhadores, mas brande-o agora perfidamente como obrigação sobre os restantes70%. Foi o seu primeiro acto de cobardia.De seguida, enviou esses mesmos Efialtes pelas seguradoras com a missão de explicarem que o novotexto cozido e encadernado nas suas próprias oficinas, é uma espécie de paraíso na outra esquina.Como o esclarecimento não terá sido suficiente, publicam agora uma nota de esclarecimento e umaficha informativa, onde numa mistura de terror, maldade, arrogância, mentira e hipocrisia procuramassustar os 70% dos trabalhadores que não aceitam o seu poder autocrático e reclamam direitosconstitucionais e respeito.A APS entende que vive só neste país e sente-se no direito de determinar quando cessam os contratosde trabalho, pelo que determinou que o CCT em vigor para 70% dos trabalhadores caducou. Age comose o CCT fosse um contrato de seguro, no qual as seguradoras criam o texto e decidem sobre asomissões enquanto os segurados apenas pagam os Prémios.Há momentos em que as palavras escasseiam para definir a hipocrisia. Quando a APS escreve que assuas associadas, «não abdicam do princípio de modernizar, de forma equilibrada, o quadro reguladordas relações de trabalho no sector», sabe que a palavra modernizar surge como um sofisma e formaequilibrada se encontra no domínio da intrujice. Quando a APS escreve que «o novo CCT privilegia epremeia a competência, o mérito e a formação profissional e que aprofundou a protecção social dos
  2. 2. trabalhadores, ajudando estes a melhor prevenir o futuro», deixa-nos nesse limbo de tentarcompreender se haverá mesmo limites para a estupidez humana.No seu escrito panegírico de si própria, a APS ameaça a esmagadora maioria dos trabalhadores deseguros com longos processos judiciais, alteração às leis laborais a promover pelos figurõesgovernamentais e de reduzir os direitos dos trabalhadores de seguros ao nível do salário mínimo se nãoaceitarem as suas imposições ilegais. Escudando-se na protecção governamental para a sua impunidade,a APS é de novo cobarde. As decisões da APS em relação ao CCT, encontram-se nos termos do Código doTrabalho no âmbito do crime, pelo que a postura desta associação patronal coloca-se no foro daactividade policial.Sente-se, nas palavras da APS e das administrações das suas associadas, bater um coração de Napoleão,mas o que a actividade seguradora de facto necessita, é de pessoas socialmente sérias, civilizadas noscomportamentos, democraticamente responsáveis e educadas no relacionamento com os restantescidadãos deste país.O último paragrafo da sua Ficha Informativa -«Sem prejuízo das reuniões gerais que já se realizaram, aAPS estará disponível para sessões de esclarecimento que entendam promover junto dos vossoscolaboradores,» - leva-nos a fazer um veemente apelo para que promovam junto de nós, pobres tontosdeste reino magnânimo dirigido por esta associação patronal, essas reuniões onde nos venham mostraro paraíso que certamente com tanto sacrifício seu nos presentearam e ingratamente recusamos. Seráum óptimo momento para dialogarmos sobre a organização das empresas, sobre a competitividade, aprodutividade, os contratos a termo e os recibos verdes ilegais, os altos salários dos administradores, osmilhares de horas extraordinárias não pagas, a desregulamentação dos horários de trabalho, as cargas epressões de trabalho, a actualização salarial que nos roubam há três anos. Aguardamos com impaciênciaque a APS agende junto de nós essa sessão de esclarecimento, para ver se de uma vez por todas,percebemos como, perder direitos, desregulamentar as relações de trabalho, torna as empresas deseguros num «sector de actividade mais atractivo, mais justo, mais produtivo e gerador de maior valorpara a sociedade».

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