1           A INTELIGÊNCIA HORMONAL NO SETTING PSICOPEDAGÓGICO                                                            ...
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12                                            (Meninos)                                 Meninos no vestiário feminino     ...
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15oriundos de sua revolução hormonal pela qual passa com algum grau de sofrimento.Manifesta metaforicamente ainda uma cert...
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18geral coerente com nossas metas biológicas, pois quando um menino briga comseus amigos ou brinca de videogame está ensai...
19outros elementos, por exemplo: estrógenos e progesterona estão ligados a produçãode endorfinas que tem ação regulamentad...
20Emocional e Hormonal é passo para construção de uma identidade                              estável esaudável, pois agim...
21Goldstein (1995) aponta que se o cérebro masculino estruturasse artificialmentesob o estrogênico, produziria um produto ...
22nunca freqüentara o ginecologista. Pedi a esta mãe que fizesse uma avaliação econsulta da adolescente, que        passou...
23exposto, comercializável porém, ansioso por processos de re-dignificação. É nestesentido que entra o valioso e important...
24                                 REFERÊNCIASARTE - Comportamento - Androgenia. Disponível em: <http://www.cordobes.com>....
25MEDINA, Elaine Cristina; ANDRADE, Márcia Siqueira. A AbordagemPsicopedagógica na Intervenção Fisioterapêutica em Criança...
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  1. 1. 1 A INTELIGÊNCIA HORMONAL NO SETTING PSICOPEDAGÓGICO Simone Núñez Reis1 Maria Beatriz Jaques Ramos2 RESUMO Este texto trata sobre a importância do psicopedagogo perceber o quocienteintelectual hormonal como parte da dualidade, expresso pelo feminino universal,manifesto freqüentemente em questões de aprendizagem pelos pacientes nos maisdiferentes papéis sociais femininos, a serem estudados e tratados pelo campo daPsicopedagogia Clínica e Institucional. Faz referência também, à importância dapesquisa acerca de áreas como neurologia, endocrinologia e feminologia comofundamentais e embasadoras na construção do olhar psicopedagógico. Ilustra esteartigo, trechos de alguns casos pertencentes ao meu estágio no NAEPP-FACED-PUCRS, de 2005 a 2006, período em que pude observar as variantes destaInteligência Hormonal, manifesta pela paciente que apresentava uma biotipologiaandrógena, a qual dei-lhe o codinome: Anna Karenina.Palavras-chave: Duo, Códigos Universais, Mito Feminino, Útero, Neuroendocrinologia, Transdisciplinariedade, Hormônios, Adolescência, Quociente Hormonal, Quociente Emocional, Quociente Intelectual, Hormonograma, Hormoniobiografia.1 Graduanda em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2006. E-mail: sica@cpovo.net2 Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Coordenadora do Curso de Psicopedagogia Clínica e Institucional na mesma universidade, Docente, Psicanalista e Psicopedagoga.
  2. 2. 2 ABSTRACT This text deals with on the importance psicopedagogo to perceive thehormonal intellectual quotient as part of the duality, feminine Express for universal,the manifest one frequently in questions of learning for the patients in the mostdifferent feminine social papers, to be studied and treat for the field to the Clinicaland Institutional Psicopedagogic. It also makes reference, to the importance of theresearch concerning areas as neurology, endocrinology and feminologia as basicand embasadoras in the construction of the psicopedagógic look. It illustrates thisarticle, stretches of some pertaining cases to my period of training in the NAEPP-FACED-PUCRS, of 2005 the 2006, period where I could observe the variants of thisHormonal Intelligence, manifest for the patient who presented a androgenybiotipologie, which I gave codename to it: Anna Karenina.Key-words: Duo, Universals Codes, Feminine Myth, Uterus, Neuroendocrinology, Transdisciplinerity, Hormones, Adolescence, Hormonal Quotient, Emotional Quotient, Intellectual Quotient, Hormonogram, Hormoniobiografic. CONSIDERAÇÕES INICIAIS O presente artigo é fruto de minha inquietação acerca das variadas formasde expressão da inteligência durante minhas observações nos atendimentosrealizados em meu estágio no NAEPP-FACED-PUCRS. Inquietação esta, agregadaà sugestão da temática proposta de modo brilhante e inusitado pela Dra VandaSpiecker (supervisora de estágio anterior) sobre hormonalidade e aprendizagemque, ao discorrer, debater e questionar sobre o surgimento da menarca empacientes adolescentes, motivou-me a querer compreender mais sobre asinteressantíssimas interelações e implicações do desenvolvimento intelectualparalelo ao hormonal em questões de aprendizagem. O ponto de partida desteartigo, fala da embriogênese para então abordar a hormonalidade como matriz denossas futuras decodificações escolares até a teoria da QH ou Inteligência
  3. 3. 3Hormonal. Percorro cadeias conceituais como o duo, mito feminino, útero atéchegar na produção da hormonalidade feminina, que revoluciona padrões eparâmetros comportamentais relacionados às questões cognoscentes. Conhecer ahormonalidade assim como suas funções sobre a inteligência, racionalidade eemocionalidade humanas é libertar a função ignorante sobre nossa própria condiçãoque nos delata e desvela. Relacionar estes conhecimentos teóricos com meuestudo de caso foi tarefa de puro encantamento, pois a transdisciplinariedade meconvoca a mais esta missão psicopedagógica: Ver, Rever e Transver o Outro, sobas variantes lentes da pesquisa psicopedagógica, inserida num milênio tão científicoe tecnológico como novo campo de possibilidade profissional devotado arehumanização planetária. A INTELIGÊNCIA HORMONAL NO SETTING PSICOPEDAGÓGICO Ao assistir o documentário misto de ficção, intitulado Quem Somos Nós? 3reflito sobre a origem humana, seja Bigbangueana ou Darwiniana queconstantemente nos depara perante o conceito do duo, ao deixar diferentes marcasna humanidade, usuária eterna deste duo, através dos infinitos códigos universais,simplesmente tentando entender de onde viemos, para onde vamos, porque criamostais códigos ou estamos sempre a resignificá-los. Em tempos de Códigos Da Vinci 4,verifico tal necessidade como movimento universal, em que pessoas de todas aspartes do mundo rumam ao pretérito remoto buscando decodificações, traduções,versões e explicações ao seu próprio caos existencial. Processo se geralmente dá-se pela via do gênero, pois carecemos de figuras tranferênciais míticas, lendárias,heróicas, fracionadas num imaginário materno/ paterno. Estamos sempre como quebuscando um retorno ao útero, através de personagens históricos tipo: Adão e Evaque codificaram suas sentenças biográficas para humanidade, transmitidas atravésde textos bíblicos traduzidos por instituições denominadas cristãs. Conhecer opretérito, nos remete o pensar em categorias deste duo/dual manifesto emterminologias ou nominalizações como: Masculino / feminino; Beleza / Feiúra;Normalidade / Anormalidade; Códigos Binários, Yn/ Yang ; Certo / Errado; Vida /3 Quem Somos Nós?: Documentário e ficção exibido recentemente nos cinemas brasileiros (legendado, Playarte, 108 min, EUA)4 Código da Vinci: Filme de Suspense (legendado, 115 min EUA).
  4. 4. 4Morte; Pai / Mãe; Gordo / Magro; Macho/Fêmea; Côncavo / Convexo; Branco /Preto; Positivo / Negativo; Batman / Robin; Romeu / Julieta, Claro / Escuro; Luz /Treva; Bem / Mal; Gêmeos; Xipófogos; Bipolaridade, Dupla Personalidade,Hermafroditismo, Bissexualismo; Sílabas; Números Pares; Duplicação; Dicotomia... Culturalmente somos educados para que sejamos pares e não singulares.Estas terminologias e nominalizações apontam que nossa gênese lingüística vemimpregnada deste duo5, como necessidade vital, pronto a ser decodificado pelainteligência humana. Independentemente de qual gênero pertençamos, viemos dodual cromossômico, produzido por um par, duo/duplicidade a se dicotomizargeneticamente. Em nossa passagem pelo útero materno carregamos esta verdadeembriogênica, matemática e dualística, donde provém a base hormonal dacognição. Útero, concebido como primeiro espaço áulico, objeto dos primeirosestudos de Freud e Charcot6 que buscavam através deste decodificar sintomashistéricos, multiplicados no universo feminino durante o período da revoluçãoindustrial. Nossa empírica sabedoria sobre a mítica do feminino, parte destedualismo, antigo objeto de estudo de civilizações como Judaicas, Greco-Romanas,Indiana e Chinesa, pois grandes filósofos, sábios e profetas abasteciam-se dasábia uterinidade de Thanatus, Psiqué e Hedoné 7, fertilizando ao mundo seusconhecimentos Lógicos, Dialéticos, Hermenêuticos, Propedêuticos, Maiêuticos,Védicos e Tao8 sobre o ato de pensar sobre questões do gênero. Figura 1 - Mandala útero Figura 2 - Útero5 Duo: o mesmo que dueto, que remete a dois, duas partes.6 Freud: Médico e criador da psicanálise, Charcot: Médico e Hipnólogo colega de Freud.7 Thanatus, Psiqué e Hedoné: Deusas da mitologia Grega.8 Lógica, Dialética, Hermenêutica, Propedêutica: Ciências pertencentes às escolas filosóficas: Aristotélica e Socrática que ensinam a raciocinar, pensar, argumentar, interpretar e fazer longas introduções em obras, sobre leis antigas e textos sagrados, Védicos: Livros sagrados dos hindus, escritos em linguagem sânscrita, orações e fórmulas de consagração e expiação, Tao: Doutrina, mandamentos do Taoísmo.
  5. 5. 5 A arte, cinema, literatura, filosofia, antropologia, ontologia, psicanálise,psicologia, psiquiatria, psicopedagogia e pedagogia vêm se constituindo ao longodo tempo de bases femininas protagonizadas, personificadas por divas, deusas,intelectualidades e celebridades contemporâneas como: Simone de Beauvoir, HildaHüst, Anaïs Niin, Melanie Klein, Maria Montessory, Sara Paín, Emília Ferreiro, Nisede Oliveira, Ana Freud, Frida Khalo, Marylin Monroe, Annie Sullivan, Maria Bonita,Joana D’ark, Clarice Lispector, Chiquinha Gonzaga ou Zilda Arns. 9 Elas assim comomuitas outras, inscreveram ou ainda lançam seu olhar feminino sob a esfera dopúblico, conferindo novos paradigmas à história do mundo. Deixaram-nos e aindadeixam seus legados, fruto de seus processos de conhecimento empírico e teórico,que analisado sob a ótica feminina, obedece a um determinismo naturalmentecíclico. O ato de conhecer constitui-se então como rito de passagem pendular donosso hemisfério criativo. Parte do perfil humano é configurada pela ordem dofeminológico como elemento constitutivo e arbitrário em homens e mulheres. Pensaro conhecimento usando esta nossa força dualística, leva-nos a avançar, transitar,recuar, retornar, transpassar, transgredir, regredir, criar, construir, circular,gerar,gerir e evoluir. O evento da menarca é um destes codificadores como a gestaçãoe menopausa são marcos da história hormonal trazidos em nossa sabedoriaexistencial. Pois legitimam o feminino como conhecimento afirmador da identidadesexual da humanidade. Saber que somos oriundos da dualidade, realça estes mitosimaginários e reais de feminilidade tal força que nos cabe entender como taisprocessos mesclam-se às questões universais de aprendizagem, comumentetrazidas ao setting psicopedagógico 10. Conhecimento que nos pede momentos deprofunda reflexão e pesquisa, como psicopedagogos, pois lidamos com inúmerosconceituais da ordem dual, revestidos de fracassos escolares 11, inibições9 Simone de Beauvoir: filósofa, feminista e escritora. Hilda Hüst: Jornalista e romancista. Anaïs Niin: escritora, Melanie Klein: psicanalista, Maria Montessory: pedagoga, Sara Paín: filósofa, psicopedagoga, Emília Ferreiro: pedagoga, Nise de Oliveira: psiquiatra, Ana Freud: psicanalista, Frida Khalo: artista plástica, Marylin Monroe: artista do cinema hollywoodiano, Annie Sullivan: PNEE (portadora de necessidades especiais) escritora, surda, cega e muda, Maria Bonita: heroína do Cangaço nordestino, casada com lampião, Joana D’ark: mártir da história francesa, Clarice Lispector: escritora, Chiquinha Gonzaga: pianista e compositora ou Zilda Arns: criadora da pastoral da criança.10 Setting psicopedagógico: Espaço físico,temporal e psicológico onde se dão os atendimentos psicopedagógicos entre terapeuta (psicopedagogo) e paciente/familiares (sala ou consultório de Clínicas, Hospitais, Escolas, Ong’s, Centros Comunitários, Postos de Saúde, Standes, Ônibus etc...)11 Fracasso escolar: Sintoma, demonstrado pela falta de desejo pela aprendizagem.
  6. 6. 6cognitivas12, transtornos e outras co-morbidades que orbitam em torno de hipóteses,diagnoses e intervenções13. O psicopedagogo lida com estas forças múltiplas deimagens femininas, através dos diferentes papéis sociais como: cuidadora, mãe,avó, professora, diretora, pedagoga, orientadora, madrinha, tutora, juíza, assistentesocial, tia; trazidos nas biografias dos pacientes. Papéis muitas vezesreconstruídos pelo psicopedagogo através de anamneses, genetogramas,sóciogramas, histórias vitais e intervenções 14. Tenho refletido sobre a importânciado conhecimento por parte do psicopedagogo, acerca das questões neuronais,endocrinológias e feminológicas relacionadas com a ordem do dual feminino edificuldades de aprendizagem. Recentemente, em meu estágio realizado noNAEPP/FACED/PUCRS15, atendendo a crianças, adolescentes e adultos comdificuldades escolares, acadêmicas; recebi uma paciente adolescente comdificuldades em matemática, que também produzia trocas fonético-silábicas empalavras. Adolescente chegara diagnosticada como TDAH 16, atualmente com 13anos, a qual dei-lhe o codinome Anna Karenina (homenagem à heroína do romanceTolstóiano). Menina de aparência andrógena 17, fato que me despertou para apesquisa sobre endocrinologia, desencadeante de estudos paralelos como:fisiologia, neurobiologia, neuroanatomia e feminologia 18. Através de Anna Karenina,pude entender a importância de exames e avaliações interdisciplinares como:hormoniobiografia e hormonograma19 importantíssimos na construção da anamnese.12 Inibição cognitiva: Sintoma que configura um quadro de não aprendizagem, manifesto por comportamentos como: falta de interesse, desatenção, falta de concentração, timidez, silêncio, irritação, sentimento de culpabilidade em relação ao erro, frustração, sensibilidade acentuada causando queda na produtividade epistêmica e escolar do aluno.13 Hipóteses: Suposições de algo possível e impossível para se chegar a uma conclusão, Teoria demonstrável, Diagnoses: Conhecimento das doenças, resultante da observação dos sintomas e Intervenções: tratamento ativo usado em procedimentos pela área clínica.14 Anamnese: Entrevista sobre recordações, eventos de vida, biografia passada e presente do paciente, Genetograma: estudo organizado através de mapa conceitual, legendado, sígneo e pictográfico sobre a estrutura, formação e história da árvore genealógica, familiar, Sóciograma: Estudo através de mapa conceitual pictográfico que mostra as relações sociais, História Vital: Registro de fatos e eventos da historiografia do paciente, realizado através de entrevista estruturada e semi-estruturada.15 NAEPP/FACED/PUCRS: Núcleo de Atendimento e Estudos Psicopedagógicos da Faculdade De Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, coordenado pela Dra, docente, psicopedagoga e psicanalista Maria Beatriz Jaques Ramos e equipe.16 TDAH: Transtorno de Défcit de Atenção e Hiperatividade: distúrbio neurocomportmental mais comum na infância que atinge de 3 a 6 % da população em idade escolar.17 Andrógena: Originada da palavra Androgenia (andros: homem e genos : geração, androgynus: vêm do grego e que participa dos dois sexos).18 Fisiologia: estudo as funções das células e órgãos do corpo humano e animal, Neurobiologia: estudo das células, corpos organizados em cadeias vivas e estruturais pertencentes ao cérebro, Neuroanatomia: estudo da anatomia neurológica e Feminologia: estudo da feminilidade.
  7. 7. 7Figura 3 - Cérebro feminino e masculino Figura 4 - Deusa hindu da sabedoria Figura 5 - Eixo hipotalamo hipófise Figura 6 - Hipófise Figura 7 - Hipotálamo Figura 8 - Puberdade19 Hormoniobiografia: Estudo gráfico com coleta de dados e registro sobre a manifestação hormonal ao longo do desenvolvimento glandular e durante o desenvolvimento e vida do paciente, Hormonograma: gráfico de registros, organizados sobre as fases e sintomas hormonais semanais, mensais e anuais em que se contra o paciente.
  8. 8. 8 Figura 9 - Hormonioluterinizante Constato que a puberdade desta paciente à espera da menarca, seucomportamento e relação com o conhecimento se encontravam relacionadosdiretamente com suas mudanças hormonais. Diagnosticando e respeitando suahormoniedade em questão, pude entender que Anna Karenina não decodificava asrepresentações numéricas, tampouco dominava operações de divisão emultiplicação porque sua feminilidade está ainda unívoca, à espera da confirmaçãobiológica, pelo evento da menarca 20. Fato que a dualizará num futuro próximo e farácom que a partir daí, ela passe a decodificar a si mesma e conseqüentemente àsquestões universais implícitas em sentenças matemáticas. Anna Karenina, aindanão escolheu seu gênero definitivo mas ainda traz em sua matriz sexualreferenciais materno-paternais de modo fuso. Esta matriz, produz a sintomatizaçãosob forma de condutas negativas, baixa-estima, bloqueios e sentimento de ódiopela matemática não absorvida como sistema representativo que faz uso desímbolos e signos. Entender este processo foi tarefa árdua da psicopedagogia, masdesafiadora, porque me desacomodou e surpreendeu-me.Anna Karenina semostrava envolvida por uma rede de influências da ordem do feminino em seu orbepsíquico-social. Desde a professora, orientadora, mãe, avó, madrinha, primas atétias exerciam importantes cobranças e pressões culturais/sociais quanto a seudesempenho intelectual, comportamental e emocional. Anna Karenina trazia ao20 Menarca: primeira menstruação da mulher púbere.
  9. 9. 9setting Pp, um conflito no qual o fator desencadeante fora o luto paterno, pois haviainternalizado o corpo do pai como objeto transacional 21, relacionando fixamentenesta perda, um deprimir-se de seu próprio existir. Trazia constantemente, questõessobre morte, cadáveres, túmulos,cemitérios, filmes de suspense, terror, vampiros emorcegos; pois sua função ignorante sintomatizara a morte do masculino (parte dodual), como equação ou incógnita existencial, passando a transferi-la comodificuldade de tradução e domínio da linguagem e funções representativas damatemática. Anna karenina trazia inúmeros símbolos fálicos em suas produçõesgráfico-discursivas. Ao longo dos atendimentos presenciei muitas crises daadolescente, em sua rebeldia, agressividade, silêncio profundo, refrações,expressões, movimentos, uso de expressões, melancolia, distração, sentimentosendógenos22, infantilizações, irritação, sensibilidade e carência afetiva. Suaexpressividade foi preservada e respeitada pela ética do setting psicopedagógico.Estive muito atenta à suas manifestações, gestuais, expressões, linguagem discursoe mensagens subliminares assim como suas produções. Anna Karenina passou porperíodos tempestuosos enquanto seu inconsciente decodificava seu ainda não ritode passagem em relação ao dual de morte e vida, como se fosse um pêndulomovendo-se de um extremo ao outro: Do materno (_Tic!) ao paterno (_Tac!), damorte (_Tac!) para a vida (_Tic!). Entender que Anna Karenina trazia obnublaçõesem relação á sua primeira decodificação sígnea, ou seja, da sua própriadiferenciação genérica, foi entender o quanto fora perturbadora sua castraçãosimbólica23, fase a qual enfrentou muitas dúvidas dicotomizantes 24 entre seureferencial masculino oriundo do paterno X feminilidade trazida pelopuberal/hormonal. A cultura, moda, arte e mídia também abordam e exploram a21 Objeto transacional: Símbolo de um aspecto da experiência de um bebê,se define por ser uma posse, um tipo de espólio, mas não qualquer posse escolhida. Objeto que designa a área intermediária da experiência. Segundo Winnicot, o objeto transacional pode ser uma palavra, uma melodia e não existe a necessidade deste encarnar um objeto real.22 Endógeno: elemento anatômico que nasce no interior do órgão que o gera.23 Castração simbólica: É quando ocorre a entrada do terceiro elemento, e o direcionamento do outro para este que entra na relação, até então díade mas passando a ser tríade. Este terceiro traz a marca da diferenciação e do comum, como se fizesse um buraco, furo para o imperfeito, incompleto que só se justifica por outras marcas desejantes no sujeito. Neste furo causado pela entrada do terceiro autorizado, surge o sujeito experimentando a dependência e o desejo deste outro que ocupa tal lugar de código nomeando as diferentes sensações até um certo período de sua vida. Nestas marcas ficam estabelecidas faltas, que mais tarde ecoarão em forma de referências construtoras da identidade sexual deste sujeito.24 Dicotomizante: classificação que divide cada coisa na proposição de duas, subdividindo cada uma destas em outras duas e assim sucessivamente.
  10. 10. 10Androgenidade de modos muito diferentes e criativos, como os trechos citadosabaixo: ...Androgenia, este é o tema da coleção. Tem mulher com carinha de homem, ou homem com carinha de mulher, ou homens e mulheres com carinhas em comum. Para ambos os sexos, cores claras, regatas bem cavadas, roupas que quase não transparecem as formas do corpo de tão soltinhas. Destaque para o sapatênis e para vestidos e saias com abotoamento traseiro. O pano do blazer vira saião, que tem drapeados, texturas e sutis camadas. O tomara que caia vem com texturização, camadas de babados e amarrações. A risca de giz é coqueluche da estação junto a saias balonées de tecidos fininhos, bermudas e cordões feitos do próprio tecido. As calças são curtas, por dobras ou cortes mal acabados... (trecho e imagens extraídas do site de moda www.modaterra.com.br Figura 10 - Menarca Figura 11 - Banda Garbage Figura 12 - Boneca andrógena Figura 13 - Androgenia arte
  11. 11. 11Figura 14 - Maternidade Figura 15 - Moda Androgena Androgenia (Banda Garbage) Quando tudo está errado E você não consegue ver a razão pra continuar... Nada na vida está tem lugar certo, Não há nada que não possa ser mudado. Ninguém quer ficar sozinho, Todo mundo quer amar alguém. Na árvore você poderia pegar uma ameixa Por que todos nós não podemos simplesmente nos dar bem? (Meninos) Meninos no vestiário feminino (Meninas) Meninas no vestiário masculino. Você liberta sua mente em sua androgenia. (Meninos) Meninos no salão. (Meninas) Elas estão ficando mais difíceis Libertarei sua mente em sua androgenia. Você não conseguiria encontrar um sabor mais doce Do que a fruta madura na videira. Nunca houve uma ostra tão divina, Um rio fundo que nunca seca. O que você precisa? Os pássaros e as abelhas cantam juntas Como tesouros que cintilam no sol. Embargue e divirta-se, Pegue o que precisa pra te excitar
  12. 12. 12 (Meninos) Meninos no vestiário feminino (Meninas) Meninas no vestiário masculino. Você liberta sua mente em sua androgenia. (Meninos) Meninos no salão. (Meninas) Elas estão ficando mais difíceis Libertarei sua mente Libertarei sua mente. Libertarei sua mente. Libertarei sua... (Meninos) Por trás das portas fechas e sob as estrelas (Meninas) Não importa onde vocês estão (Meninos) Coletando jóias que chamam atenção (Meninas) Não deixe uma alma gêmea passar por você. Sobre hormonalidade, a neuroendocrinologia 25 diz que possuímosesquematicamente três cérebros: 1. Tronco cerebral Responsável pelos reflexos e automatismos básicos como comer, lutar e reproduzir-se. 2. Sistema límbico Responsável pelas emoções. 3. Sistema néocortex Responsável pela razão e capacidade de ter uma linguagem simbólica, matemática, elaboração de objetos úteis e inúteis e da de si mesmos, do pensamento e elaboração lingüísticos. Segundo Berestein (2001) homens e mulheres possuem estas três estruturasdenominadas de superiores e inferiores, sendo que as são as “superiores” quesempre dominam as “inferiores”, ou seja, nossos reflexos são controlados por nossavontade, racionalidade e estímulos genéticos, ação que se dá pela bioquímica.Nosso sistema nervoso basicamente serve para perceber pelos órgãos do sentido,25 Neuroendocrinologia: Ciência que estuda o sistema nervoso e hormonal assim como as doenças que os cometem.
  13. 13. 13organizar estas percepções, elaborá-las e utilizá-las para agir e mover-se, o quedenominamos Psicomotricidade26. Na concepção de GOFF (1985) nossospensamentos e emoções produzem reflexos no tônus muscular, gerando tensões,variações, digestão, reprodução. Pensar então influi em todas nossa funçõesorgânicas. A Hormonioterapia27 vem então revolucionar novos desígneos e caminhospara solucionar problemas da humanidade neste sentido. Vejamos no quadroabaixo um exemplo de hormonograma que pode servir de excelente material paraqualificarmos a anamnese e diagnose de nossos pacientes adolescentes e adultosno setting Pp clínico. Circunstâncias Restritivas Hormônios Sociais Motivação Positiva Sociais Progesterona Gestar Anticoncepção Maternar Produzir Cooperar Preservar Competir Depredar Estrógenos Feminilizar Masculinizar Amar Possuir Intuir Racionalizar Subjetivar Objetivar Sonhar Realizar Analisar Sintetizar Andrógenos Virilizar Seduzir Possuir Conquistar Violar Pedir Atalhar Curtir Prolactina Amamentar Enfrentar Cuidar do outro Cuidar de si Acarinhar Ser acarinhado Instrospectar-se Socializar-se Priorizar o bebê Conquista profissional Gratificação subjetiva Deveres objetivos Tempo biológico Tempo cronológico No caso de ausência da feminilidade em Anna Karenina observada noprimeiro semestre dos atendimentos Pps, pude acompanhar intensamente suas26 Psicomotricidade: Ciência eu estuda a cinestesia ou movimento do corpo humano e suas relações com a psiqué.27 Hormonioterapia: Terapia de reposição hormonal que faz uso de hormônio naturais e sintéticos objetivando a cura de doenças e ou estética corporal.
  14. 14. 14transformações hormonibiográficas. Atualmente repetindo a 4ª série na mesmaescola estadual, fora envolvida num novo contexto relacionado á sua melhora deavaliação em sua vida escolar, da ordem do feminino: A troca de professora, fatoque lhe trouxe alegria e qualidade nas relações como: mais autonomia, expectativae auto-estima manifestas pelos colegas, família, amigos inclusive no setting Pp.Anna Karenina antes de começar os atendimentos Pp clínicos, quase não possuíaamizades do sexo feminino e sua relação com mãe e era conflituosa, assim comoseu modo de vestir tendia para um estilo esportivo, composto por peças devestuário em sua maioria unissex 28 tendendo para um padrão mais masculinizado,geralmente sem nada de adornagens, perfumes, acessórios, maquilagens que adiferenciasse de meninos. Com o avançar dos atendimentos psicopedagógicos,Anna Karenina possui seu estojo de maquiagem, usa acessórios como: tiaras eanéis e telefona para avó intencionando saber combinações entre cores de roupase tons de acessórios. Segundo relatos da mãe, anda imitando ídolos femininos damúsica, games, esportes, desenhos, minisséries e personagens da tv. Suas ídolaspreferidas são as personagens da novela Rebeldes 29 Anaí e Michele, exibida peloSBT. Aos poucos, vem exercendo sua feminilidade passo a passo rumo à menarca.Fato que tem aproximado Anna Karenina da linguagem matemática, e influenciadopara que suas notas nesta disciplina, aumentassem significativamente. Nestesemestre ficou com nota 8,3 e Português 6, 5, numa escola que adota média 5, 0.Anna Karenina tem recebido elogios da nova professora e sua mãe encontra-sesatisfeita com a filha, hoje mais carinhosa, bem humorada, até nos atendimentospsicopedagógicos. A leitura que faço neste caso é a de que, Anna Kareninaapropriou-se de sua capacidade decodificadora experiênciando o luto traumáticocomo ruptura necessária rumo ao dual. Após, conseguiu livrar-se do sentimento deculpa catarseado em sua má relação com o conhecimento normativo, regrado esistematizado da matemática e português. Sua função ignorante, já transita pelocognocere30 como se bebesse um saboroso milk-shake com sua mais recenteamiga: A matemática. O caso de Anna Karenina fez-me levantar algunsquestionamentos devido sua rápida transformação corporal, aumento de peso,estatura, medidas, etapas, flutuações de humor, aumento da sensibilidade, apetite,28 Unissex: Estilo de moda que serve para ambos os sexos, com ênfase nas peças de vestuário masculino (calças, bermudas, camisas, camisetas, jaquetas, abrigos, tênis).29 Rebeldes: Novela exibida pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão, canal 5).30 Cognocere: Ato de adquirir o conhecimento, epistemologia do desejo aprendente.
  15. 15. 15oriundos de sua revolução hormonal pela qual passa com algum grau de sofrimento.Manifesta metaforicamente ainda uma certa dor relacionada à perda do seu corpoinfantil. As repercussões deste processo influem em sua problemática deaprendizagem, fazendo com que, como futura psicopedagoga, eu sentissenecessidade de estar mais bem preparada teoricamente, para identificar suasações e contextualizá-las em seus momentos hormonais, tão difíceis em seudesenvolvimento.Vejamos no quadro abaixo um exemplo de hormonobiografia: Medicação ou Fenômeno QI QE QH paliativo em Físico uso Muco cervical Escola Tesão Estrógenos Champagne, Pele boa Estress Andrógenos cerveja, vinho, Carência Progesteron suco de a maracujá, chás, Saudades fitoterápicos Inchaço Preguiça Expectativa Estrógeno Chocolate Dor nos seios X Escola Irritação Progesteron Agitação a Andrógenos Cólicas Férias Calma Estrógenos Analgésico Repouso Introspecção Progesteron Ler a Berenestein (2001) nos alerta que se moléculas podem influenciar nossamente e nossos sentimentos, nossos pensamentos e ações podem influenciar asnossas moléculas, pois os hormônios dos quais somos constituídos, são produzidospelas glândulas adrenais, tiróide, pâncreas, fígado, baço e rins a circularem pelocorpo possuindo missões distintas: dar manutenção ao peso e controlar nossocrescimento e defesas imunológicas31.Toda substância hormonal é um mensageirobioquímico que parte de seu local de origem através da corrente sanguínea emdireção a um tecido ou célula que necessite de sua ação. Produzimos mais de 400tipos de hormônios que interferem nas mais diferentes funções de outros órgãospara manter o equilíbrio ou executar tarefas específicas a pedido do nosso corpo. Os31 Imunológicas: Defesas naturais e celulares do organismo em combate às doenças infecto– contagiosas.
  16. 16. 16hormônios são controlados por mecanismos de feedback 32 ou retroalimentação. Nósmulheres, produzimos o estradiol, através das células dos ovários que necessitamdo estímulo do ciclo menstrual para produzir o FSH (Hormônio Folículo Estimulante)numa primeira fase. Numa segunda fase produzimos o LH (Hormônio Luteinizante)ambos produzidos pela hipófise33, localizada sob a face inferior do nosso cérebro.Também produzimos o estrogênio 34 que cria o estro, ou seja um ambientador doaparelho reprodutivo interno da mulher. Os efeitos internos dos hormônios podemser vistos externamente nas mulheres como mostra o quadro abaixo: 1- Pele sedosa ou pele oleosa 2- Presença ou ausência de pêlos 3- Cabelos 4- Mamas 5- Genitais 6- Tom de voz 7- Emoções 8- Pensamento feminino - Ações femininas que denotam a feminilidade ou não No caso de Anna karenina, o que se manifestava era um biótipo de pelesedosa, traços femininos, mamas em recente crescimento, mas ações epensamento pendendo para o masculino. Anna Karenina desenhava figurashumanas de Bad Boys 35, lutadores36, Samurais37 e em seus momentos lúdicos sógostava de jogar futebol ou games virtuais com meninos. Sua matéria preferida naescola é Ciências com ênfase ao estudo do corpo humano. Os androgênios 38também encontrados nas mulheres e influenciados pela hipófise, produzem desde32 Feedback: processo de retorno/resposta comunicativa, compreensão e emissão de uma resposta relacionada a comunicabilidade em questão.33 Hipófise: Glândula localizada no cérebro que produz os hormônios do crescimento e desenvolvimento corporal.34 Estrogênio: Hormônio responsável pela produção do lado anatômico, celular comportamental feminino, produz a ciclicidade da menstruação, conhecido como estradiol.35 Bad Boys: nome, apelido dado aos adolescentes que brigam nas ruas e praticam artes marciais e fisioculturismo, cultuam brigas de cães da raça pittbull e vestem-se com roupas justas mostrando exibindo seus músculos.36 Lutadores: guerreiros soldados personagens históricos membros dos exércitos de grandes reinados.37 Samurais: lutadores orientais que serviam para a defesa dos imperadores chineses, mongóis.38 Androgênios: Hormônios que definem os múltiplos aspectos da masculinidade.
  17. 17. 17nossa vida uterina o impulso chamado de Libido 39, que no decorrer da infância vaisendo moldado pela educação, experiências de vida e meio ambiente até aproximar-se da puberdade daí toma a forma de sensualidade. No caso Anna Karenina sualibido direcionada á intelectualização estava bloqueada por questões emocionaisrelacionadas ao luto paterno. A relação de Anna Karenina com a professora anteriorera de temor e submetimento ao conteúdismo opressor. O desejo cognoscente deAnna karenina esteve adormecido por alguns semestres. Figura 16 - TPM Figura 17 - Neocortex Polaino (2004) salienta que a sensualidade é que gera nossa consciênciada auto-imagem e cria nossa imagem pública do ser sensual que somos. Nesta fasenossos hormônios exercem comandos de ação inteligente. Na puberdade 40 de AnnaKarenina por exemplo, manifestada em seu comportamento sexual, a cada dia vaise definindo através de sua identidade hormonal, reforçada pelo grupo de apoio decolegas da mesma idade. Pollack (1998) afirma que desde a concepção do bebê,somos diferenciados pelos cromossomos XX e XY, para recebemos então nossosexo gonádico41 feminino ou masculino, no caso de Anna Karenina, recebeu ovários.Segundo Gallatin (1978) uma menina aos três anos de idade já é influenciada peloshormônios estrogênicos ao exercitar, cuidar de suas bonecas, função que executarámais tarde, quando adulta, ao gestar e amamentar. Nosso comportamento é em39 Libido: Desejo, pulsão, impulso sexual, instinto nato ou bioquímico.40 Puberdade: Período da vida humana no qual se produzem mudanças físicas as quais torna possível a reprodução.41 Gonádico: Originado do termo Gônadas, pois com 5 dias de idade já apresentamos as células germinativas primordiais que lá pelos 22-24 dias de gestação migrarão para a crista genital do feto, associando-se ao tecido mesonéfrico formando nossa gônadas indiferenciadas que se desenvolverão na puberdade.
  18. 18. 18geral coerente com nossas metas biológicas, pois quando um menino briga comseus amigos ou brinca de videogame está ensaiando o futuro. Conforme Levisky(1998) memórias comportamentais, trazidas por moléculas imperam nossas ações.A Inteligência Hormonal ou (QH) influencia nossa QI (Quociente Intelectual) 42, quepor conseguinte a QE (Quociente Emocional)43 que Freud se referia ao falar sobre osimperativos bioquímicos. Através do estudo do caso Anna Karenina e dasintervenções psicopedagógicas concomitantes com pesquisas na busca de umacompreensão mais holística44, menos focada; tenho tentado fazer alinhavosinterdisciplinares, processo que tem sido gratificante. Desde que passei a entenderos efeitos hormonais sobre nossa inteligência racional e emocional, pelo simplesfato de que nosso cérebro se encontra mergulhado em hormônios concretamente,tenho apostado nesta visão das diferenças físicas e biológicas, encontrando ricamanifestação dos gêneros. Em Anna Karenina, o banho hormonal de seu cérebrome permitiu pensar em fatores tipo qual a fase da vida a adolescente se encontra eem qual ciclo se encontra. Anna Karenina não pertença mais à infância, onde osestrógenos estão em níveis baixos, mas à puberdade, onde provavelmente após suamenarca ainda não ocorrida, devido à imaturidade do eixo hipotálamo 45 - hipófise -ovário eclodirão. Toda mulher possui este eixo neuroendócrino (sistema nervoso/ hormonal)que controla suas funções femininas e desativa o freio estabelecido na região dohipotálamo. Na puberdade de Anna Karenina, este freio vem sendo desativadolentamente, tornando-se ativo até sua produção de progesterona ser regularizadatrazendo o acontecimento da menarca. Como psicopedagogos devemos ter estacompreensão acerca de cada caso em atendimento no setting clínico, poishormônios como estrógenos afetam funções cognitivas diretamente implicadas nosProblemas de não-aprendizagem tais como: memória, cognição, organização,expressão, ritmo biológico e psicológico típicos da feminilidade. As atividadeslúdicas, corporais e esportivas tão utilizadas em nossas intervençõespsicopedagógicas podem repercutir positivamente na tarefa de integrar hormônios a42 QI: Quociente Intelectual.43 QE: Quociente Emocional.44 Holístico: Pensamento filosófico que acredita que tudo no mundo existencial está relacionado entre si.45 Hipotálamo: Órgão que governa a expressão das emoções, medindo aproximadamente o tamanho de uma ervilha, localiza-se sobre a região do Tálamo ajustando o organismo a variações externas.
  19. 19. 19outros elementos, por exemplo: estrógenos e progesterona estão ligados a produçãode endorfinas que tem ação regulamentadora da temperatura do nosso corpo (rubor,calor e frio) atuantes sobre o sistema vascular e respiratório. São ativadoras datranspiração, aliviam dores e interferem no humor e atividade locomotora. Asendorfinas também reduzem o estresse, aumentam a ingestão de alimentos e água,diminuem psicoses e alucinações esquizofrênicas. Na falta das endorfinas podemosobservar sintomas como insônia, ansiedade, depressão, nervosismo, irritabilidade edores musculares e nas articulações. Com os andrógenos, categoria da qual oprincipal hormônio é a progesterona são estimulados comportamentos como: uso dalógica, sensatez, sintetismo, belicismo, bom humor e irritação. Os androgêniosmelhoram a cognição e estimulam a fantasia, novidade e autoconfiança. No caso daGonadotrofina Coriônica, só é produzido se a mulher estiver grávida e produzcomportamentos como: não rejeitar a presença de outro ser em seu organismo,sensibilidade, cooperação, defender a fragilidade da criança, enjôos, intolerânciaao fumo, drogas e álcool. Já a falta deste hormônio pode produzir aborto. AProlactina, produzida pela Hipófise produz comportamentos como: melhora daperformance sexual, inibição da lubrificação feminina, leva a depressão, fadiga ediminuição de atenção. No caso da adrenalina que é um neurotrnasmissor, podeapresentar: distúrbio de sono, enfartes agudos. Fadiga crônica, estresse. Já aSerotonina produz euforia, desejo de comer doce, modula o desejo sexual, inibindoseu impulso, aumento de virilidade ou feminilidade, comportamentos instáveis. AOcitocina hormônio ligado ao contato físico, ao toque no momento do parto, coito eamamentação, abraço e carinho com pessoas que amamos, caso contrário nãoproduziremos Ocitocina. Quanto aos ferormônios, são responsáveis pela rede decomunicação química silenciosa e distante entre os seres vivos. Pois as fêmeasproduzem e emitem ferormônios que viajam a milhares de quilômetros de distância,induzindo os machos em direção a fonte emissora, como um atrativo sexual, estasubstância é liberada para demarcar território, emitir sinais de alarme e outros tiposde mensagens, regula o mecanismo neuroendócrino de receptores determinando-lhes comportamentos sutis, produzem atração ou repulsa pelo parceiro e seu odor eé um importante componente da inteligência hormonal, pois produz atratividadebioquímica.Compreendendo mais profundamente estes conceituais pude construirhipótese de que nossos hormônios produzem nossos comportamentos edesenvolvimento sóciopsicossomático, pois equilibrar as 3 inteligências: Racional,
  20. 20. 20Emocional e Hormonal é passo para construção de uma identidade estável esaudável, pois agimos impulsionados por hormônios de forma razoável ou coerente.Ao cursarmos a disciplina de Psicologia da Vida Adulta, ministrada pelo professorJuan José Mouriño Mosquera, aprendi a importância da construção doautoconhecimento da subjetividade como processo a ser estimulado, ou senão umdos mais ricos materiais da intervenção psicopedagógica. O professor nos fala quese auxiliarmos nossos pacientes a auto-conhecerem-se, necessitaremos usar asferramentas do saber fisiológico, neurológico e endocrinológico para uma educaçãodo 3º milênio. Neste processo orientador e condutor psicopedagógico, encontrarmosetapas como: reconhecimento da auto-imagem e da auto-estima, em sintonia com ouso equilibrado da racionalidade e emocionalidade por crianças, adolescentes eadultos jovens e maduros. Naisbitt (1993) tem chamado a atenção de que aciclicidade hormonal na mulher também pode vir acometida de aciclicidades queestão ligadas ao sistema nervoso central. Questões como infertilidade 46,anovulação47, pré-menopausa48, menopausa49 e climatério50 poderão seridentificados pelo psicopedagogo que tiver este conhecimento acerca doscomportamentos trazido pelos papéis femininos ao setting psicopedagógico clínicopelos pacientes adolescentes, adultos, adultos maduros e da 3ª idade. STEINER(1998) acredita que se o terapeuta, conhecer estas situações fisiológicas pertinentesde cada caso clínico, terá maior amplitude do olhar clínico sobre as sintomáticasfemininas, principalmente quanto ao uso de suas inteligências racional, emocional ehormonal,que não se prejudicam mas administram-se impulsionadas pelasexperiências, aprendizagens e conhecimento ao longo dos anos de vida feminina.Conhecer a inteligência hormonal segundo Charbonneau (apud BERENSTEIN,2001) conduz-nos a uma harmonização destas três inteligências que terão produtosmentais (emoções, pensamentos e impulsos) constituídos conscientemente mascaracterizados por cada hormônio. Ou seja, que o modo de pensar, agir e serelacionar com o mundo de cada mulher estará relacionado ao seu perfil hormonal.46 Infertilidade: Masculina ou feminina. Caracteriza-se pela dificuldade reprodutiva sexual manifesta sem o uso de anticonceptivos.47 Anovulação: Repetidas falhas na ovulação, por estado disfuncional, caracterizado por alterações menstruais. Tem origem no SNC (Sistema Nervoso Central), Hipotálamo e Hipófise.48 Pré-menopausa: Fase que anteceda a menopausa.49 Menopausa: Fase em que a mulher para definitivamente de menstrual devido a baixa da produção hormonal.50 Climatério: Período da vida da mulher em que os ovários começam a deixar de produzir quantidades adequadas de hormônios por volta dos 40 a 45 anos de idade.
  21. 21. 21Goldstein (1995) aponta que se o cérebro masculino estruturasse artificialmentesob o estrogênico, produziria um produto mental feminilizado, e se e generaistivessem a progesterona, demonstrariam influências afetivas, cooperativas eprotetoras e possivelmente não existiriam guerras como ainda temos. Em minhapesquisa acerca dos fenômenos neuroendócrinos descobri que as questõeshormonais exercem muita influencia nas questões de aprendizagem, pois amenstruação sempre deve ser identificada e pontuada como relevante durante aanamnese ou história vital de nossa pacientes. Co-morbidades e transtornosreconhecidos pelo DSM e CID 1051 como: TPM52, depressão, blues puerperal53,obsesidade54, alcoolismo55, bipolaridade56, déficit de atenção, hipotireodismo 57,hipertireodismo58, diabetes59 são trazidos ao setting psicopedagógico clínico,revestidos de sintomas relacionados aos transtornos e aprendizagem. Conhecer ociclo sexual humano, em destaque o feminino, desde a libido produzida por açõesandrógenas estrógenas, como observar o grau de sensualidade erotismo,gratificações implicadas nas relações destes pacientes com o mundo é necessárioem nosso olhar psicopedagógico transdisciplinar. Em 2004 eu atendi noNAEPP/FACED/PUCRS uma adolescente, aluna da rede pública estadual,que alémdo quadro de comprometimento neurológico, apresentava pêlos faciais espessosnas regiões do buço,queixo, sobrancelhas, braços e pernas em sintomas doHirsutismo60. A jovem sentia-se muito constrangida e inferiorizada em sala de aula.Apelidada de bigoduda, sintomatizou um processo de Inibição Cognitiva aodesinteressar-se, distrair-se e querer faltar aulas. Após conversar com sua mãe eperguntar-lhe se a garota já havia menstruado, obtive a informação de que a jovem51 DSM e CID 10: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais e Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados.52 TPM: Tensão pré-menstrual ou depressão: conjunto de sintomas físicos, psíquicos e comportamentais que acometem a mulher em sua fase de vida reprodutiva.53 Blues Puerperal: Também conhecida como depressão pós-parto, estado nostálgico e depressivo que caracteriza intensa crise feminina nos momentos e dias que seguem ao nascimento da criança.54 Obsesidade: excesso de peso, que pode trazer outras complicações de saúde.55 Alcoolismo: compulsão comportamental, vício por substâncias de teor alcoólico.56 Bipolaridade:Transtorno de personalidade oscilante entre humor e estados melancólicos depressivos.57 Hipotireodismo: Doença causada por níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue. Apresenta sinais e sintomas como; sede, urinar muitas vezes, perda de peso, fome exagerada.58 Hipertireodismo: é um funcionamento excessivo da glândula tireóide, causando profusão dos olhos (exoftalmo) e lesões na pele. Pode ser desencadeada por estress.59 Diabetes: baixa ou ausente função pancreática na produção de insulina.60 Hirsutismo: Distúrbio hormonal causador de crescimento de pêlos em excesso, na face, mamas, braços, pernas, axilas e virilhas.
  22. 22. 22nunca freqüentara o ginecologista. Pedi a esta mãe que fizesse uma avaliação econsulta da adolescente, que passou por prescrição médica passou a receberhormônio(sob forma de pílula) reduzindo consideravelmente a quantidade dos pêlosfaciais. A garota durante tratamento hormonal passou ter melhor desempenho ecomportamento na escola, recuperando sua auto-estima, auto-imagem e bomhumor em relação aos colegas e professores. Por conseguinte conseguiu umnamorado e os apelidos maldosos cessaram. Graças ao conhecimento a respeito doQH desta adolescente, seu caso teve êxito ao passar por um olhar psicopedagógicomais apurado. Desde então a temática da QH, ou Inteligência hormonal tem meinquietado e mobilizado para a pesquisa transdisciplinar. Fato que muito temsomado para minhas variantes experimentações acadêmicas, mas que formamnovas bases solidificantes em minha profissionalização. CONSIDERAÇÕES FINAIS Quando escolhi a temática deste artigo acredito que estou democratizandoum modesto mas bem intencionado conhecimento sobre Inteligência Hormonal,beneficiando estudantes, leigos, cientistas, políticos, professores e demaisprofissionais, pois usando estas informações já consagradas em benefício daqualidade de vida e saúde da mulher, por conseguinte esta saúde se expandiráatravés das futuras gerações de ambos os gêneros. Como psicopedagogia apuromeu olhar fisiológico diante do feminino, modulado por hormônios,aplacando partede um vazio existencial humano, pois o que assistimos é a exploração demasiada eprecoce do erotismo, da sexualidade infantil nesta atualidade. Creio ter a função oupapel de orientar, divulgar, mediar, sedimentar, ajustar, conjugar parte destasociedade na qual vivemos, sobre tais manifestações relacionadas com asexualidade humana. Acredito que todos possuímos tal tarefa: A de aprendermosa aprender pelo viés corporal e orgânico. Importante passo de aquisição deracionalidade saudável, diante do caótico e erótico frenesi midiático. Busco construirnestes espaços discursivos, via artigo, objetivando mais reconstrução eharmonização planetária. Escolho esta temática, ousando semear minhas hipótesesao mundo, afim de que produzam algum efeito homeostático, mesmo quesilencioso, desejante de incidir sob universo feminino tão violento, marginalizado,
  23. 23. 23exposto, comercializável porém, ansioso por processos de re-dignificação. É nestesentido que entra o valioso e importante papel psicopedagógico: De qualificadoresde vida transeuntes nas instituições escolares e familiares, como interlocutoresdeste desconhecimento ou função ignorante em relação ás demandas do duohumano. Transformar esta dualidade em autoconhecimento desejante, configura-senum karma epistemológico resultante na produção de um saber legitimado, livre eautônomo. Este artigo é somente a fruição, como diria nosso Rubem Alves, derealizações pessoais conquistadas pelos estudos casuísticos. Neste sentidocontribuo à profissionalização e dignificação de nossa classe e espaço de trabalho,vislumbrando novas perspectivas acerca da pluralizantes e diversificantesmanifestações da inteligência. Acredito na psicopedagogia! Principalmente defizermos desta uma ciência voltada para o mundo! Neste término, já sinto o quesou, ou posso ainda ser: o exato fio, a vislumbrar outros fios, na surpreendente teiada vida. Fio texturizado e tingido pelas cores da Psicopedagogia Clínica eInstitucional, que a cada novo dia, vestirá de magnitude a epistemologia humana!
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