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O PROFISSIONAL INTELIGENTE EM B.I.
De onde vem? Quem são? Como deve ser um profissional dessa área?
BUSINESS INTELLIGENCE / B.I. / INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIO.
São Paulo 21/12/2015.
Silvio de Melo Liborio³.
om o mercado de Business Intelligence crescendo no Brasil e no mundo as empresas e
profissionais se questionam cada vez mais sobre o papel de uma solução de inteligência
para maximizar cenários favoráveis e minimizar impactos de crises. Dentro desse
ambiente o sucesso ou fracasso passa pelos profissionais a frente da solução. Nesse artigo vamos
abordar a trajetória mais tradicional no mercado de trabalho, bem como os desafios e competências
que um profissional deve dominar, sendo um guia para as empresas que contratam e profissionais
em busca de um direcionamento.
C
Primeiramente obrigado pela leitura. Vamos começar o assunto com uma contextualização
extraída de uma publicação norte-americana sobre o que é inteligência de negócios embora haja
outras, essa é uma visão bem interessante que trata o assunto de maneira envolvente e ampla.
“Inteligência de negócio não é nem um produto nem um sistema. É um termo abrangente que
combina arquiteturas, aplicativos e bancos de dados. Ela permite em tempo real, acesso interativo,
análise e manipulação de informação, a comunidade empresarial.
A Inteligência de negócios analisa as companhias por meio do histórico de dados gerados nas
transações diárias de compras, vendas, etc., ou por outros tipos de atividades empresariais
analisando o passado e o presente, situações de negócios e performances. Com os insights gerados
os decisores podem escolher mais embasados e supridos de informações críticas do negócio,
clientes e/ou parceiros, bem como estarão cientes sobre os comportamentos e tendências de seu
mercado". (SAGE SOFTWARE,2015, TRADUZIDO E ADAPTADO).i
Neste contexto percebemos que a solução proposta é muito maior que um software de mercado,
um banco de dados que armazena informações ou simplesmente produzir relatórios.
Cada vez mais se tem a visão de um guarda-chuva, ou seja, algo que engloba múltiplas etapas,
processos, ferramentas, análise de dados externos e internos a organização, e pessoas para prover a
certa e almejada vantagem competitiva, transformando tudo em conhecimento e insights. Os dados
que foram guardados a sete chaves e até então eram um baú fechado e misterioso, agora se tornam
um precioso tesouro.
Nesse artigo vamos abordar o tipo de profissional mais adequado para estar à frente de uma
solução completa de Business Intelligence.
Sem mais delongas.
O PROFISSIONAL DE B.I. HABILIDADES E ATITUDES
Profissional de B.I. deve navegar entre os mais diversos conhecimentos, sendo assim
obrigatória sua paixão pelo novo, por aprendizado e por negócios corporativos. Nessa
jornada ele transitará pelos mais diversos departamentos, sendo tradutor das
necessidades de cada célula, aquelas que nem sempre são claras e/ou alinhá-las com a regra de
negócio.
O
Gerenciar pessoas que não estão sobre sua hierarquia a movimentarem com eficiência as
engrenagens que fazem parte de uma solução de B.I., dentre elas: ETL, Data Warehouse e Front-
End, também estão a cargo dessa função.
Os problemas de B.I. ao longo da implantação não serão menores quem os encontrados em Big
Data, teremos que lidar com a variedade, o volume, e a velocidade, bem como precisaremos de
valor e veracidade na tratativa das informações.
Objetivamente é importante salientar que o conhecimento gerado pelos dados analisados devem
ser verazes e gerar valor para a empresa, não adianta um lindo Dashboard, relatório, etc. com
informações imprecisas, desalinhadas com as regras de negócio, e/ou desacreditadas pelo usuário.
“… o profissional que atua com B.I. deve ter experiência de negócios e também entender a missão e
os objetivos da empresa em que atua para poder disponibilizar ferramentas e métodos que ofereçam
com mais velocidade e precisão informações chaves para a tomada de decisões. ”ii
Vamos entrar agora em alguns tópicos que nos ajudam a entender melhor como se encaixa o
profissional dentro da empresa.
LIDERANÇA
Deve inspirar pessoas que não são subordinadas a ele a trabalharem em prol de um objetivo que
por vezes foge das tarefas diárias dessas, e pior, da avaliação de desempenho pela qual serão
submetidas pela empresa, ou no cenário tradicional enfrentar o problema de cooperação entre
pessoas. Este que é amplamente conhecido e não é inerente a essa ou aquela empresa, é um
paradigma cultural presente na maior parte delas, sedo um desafio do gerenciador da solução de B.I.
exercer sua influência.
Certa vez, fui convidado para trabalhar em uma companhia cujo presidente estava
muito preocupado com a falta de colaboração entre as pessoas.
– Nosso problema básico, Stephen, é que elas são egoístas
– Falou. – Não desejam cooperar. Sei muito bem que poderíamos produzir muito
mais se as pessoas cooperassem. […] Não importa se você é o porteiro ou o presidente
da companhia, no momento em que passa da independência para a interdependência em
qualquer função que exerça você assume um papel de liderança. Encontra-se em
posição de influenciar outras pessoas. E o hábito da liderança interpessoal eficaz é
Pense Ganha/Ganha.
(Stephen, 2004, 36ª edição, p. 247)iii
Essa passagem do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” vai ao encontro com o
mencionado, precisaremos motivar pessoas a nos ajudarem, mesmo que isso não pareça vantajoso
para elas de imediato.
COACHING
Milaré e Yoshida (2007) dão a seguinte definição do que é ser coach:
Ser um coach significa ser um profissional qualificado a ajudar uma pessoa a
expandir suas competências, levando de um posicionamento a outro, sustentado por
seus princípios e valores, enquanto a expressão coaching é utilizada para designar esse
processo de ajuda” (MILARÉ e YOSHIDA, 2007, p.88).
O coach é um profissional altamente qualificado que dispõe de suficiente
conhecimento sobre a área a ser abordada no processo, seja técnica ou comportamental,
e usa métodos específicos para que o coachee se desenvolva. Salientamos que o
trabalho do coach, na maioria das vezes, concentra-se na esfera comportamental, uma
vez que o conhecimento técnico pode ser obtido por meio de outros métodos de
treinamento.iv
(O Processo De Coaching Como Elemento Potencializador Da
Performance Dos Executivos Nas Organizações, 2010)
Com uma postura voltada para essa filosofia teremos mais sucesso na implantação e nas
atividades que contemplarão o treinamento da equipe técnica na parte de negócios e vice-versa, não
negligenciando o ensinamento aos usuários sobre a maneira adequada de uso das informações,
relatórios, Dashboard e ferramentas de Self-Service B.I. Fazemos aqui o papel do profissional
altamente qualificado proposto que desenvolve seu coachee.
GESTÃO DE PROJETOS
Acompanhar e gerir o projeto desde o escopo até a sua entrega, por vezes será parte de seu dia a
dia, rotina inerente quando estivermos falando de uma consultoria, para tal é importante e um
diferencial mercadológico conhecer algo sobre esse tema, o PMBOK pode lhe ajudar nesse
caminho, bem como outras metodologias e princípios.
FACILITY
Esse deve prover todos os meios e ferramentas para que os envolvidos consigam desempenhar
suas funções da maneira mais produtiva possível. Ele é o ponto focal entre as pessoas que estão na
ponta da extração dos dados e as que estão de fato tomando decisões, com base no conhecimento
proporcionado. Para que esse mecanismo continue sempre fluído, o profissional deve cuidar da
parte burocrática que se levante no processo, manter todos alinhados, com suas necessidades micros
e macros satisfeitas.
A frente desse processo é importante entender o ciclo de produção de conhecimento e aplicar
metodologias como a que propôs o estatístico Edwad Deming no famoso ciclo PDCA já em 1951.
Assim temos que após planejado e desenvolvido checar o plano e retroalimentar a solução com as
melhorias identificadas.
CREDIBILIDADE
As áreas, via de regra, não querem abrir mão de seus segredos, maneiras e métodos de mensurar seu
trabalho.
Nesse ponto estamos lindando com várias questões, medo do colaborador/gestor de ser
substituível, e/ou mal interpretado na maneira com que vem trabalhando. Temos então que passar
confiança e vender a solução como algo que lhe ajudará a ganhar escala e competitividade,
poupando-o de inúmeras horas de atividades rotineiras e básicas ao mesmo tempo que lhe permite
ser estratégico e logo atingir com eficiência dobrada os objetivos de sua área/função.
SIGILOSO
Esse profissional terá que conhecer a fundo, processos, métodos e por vezes os segredos da
organização como um todo. Imagine por exemplo a criação de um Data Mart para o departamento
contábil, esse passa pela abertura do coração financeiro dessa, quando a área for o comercial e
marketing todo o perfil detalhado do cliente será exposto, o mesmo ocorre com a área de risco que
precisará detalhar seu Credit Score, Behavior, ou seja, modelos estatísticos de segmentação de
cliente que sempre são guardados sob sigilo e segurança inimaginável.
Como logo inferimos, confiança, além das inúmeras competências já mencionadas são
premissas desse cargo. O profissional deve estar extremamente alinhado com esse quesito que aflige
as organizações como um todo e para todos os cargos.
Nesse mundo de desconfiança, uma das maiores preocupações das empresas é com as
fraudes internas. Em estudo realizado pela consultoria brasileira KMPG com mil
organizações locais, em 2004, 74% dos respondentes acreditavam que ações de má-fé dos
funcionários podem se tornar um dos maiores problemas a serem administrados pelas
empresas. E uma das maneiras que elas procuram “cortar o mal pela raiz“ é tornar o
processo seletivo, mas minuciosos e detectar quem são os candidatos confiáveis.
(NAVARRO e GASALHA, 2007, 1 edição, p. 49)v
Nesse ponto você deve estar se perguntado qual o caminho de entrada mais comum para essa
área? Então vamos conhecê-lo.
PORTA DE ENTRADA NA ÁREA.
“Algo só é impossível até que alguém duvide e resolva provar ao
contrário. ”
(Albert Einstein)
Trajetória mais comum de ingresso na área de inteligência de negócios é a migração do
especialista técnico em banco de dados, e/ou especialista em alguma área de T.I. para a
inteligência de negócios.AEsse profissional embora profundamente conhecedor da arte de extração, transformação e
apresentação dos dados e em tecnologias, quase sempre é carente da visão de negócios, pensamento
comercial e macro sobre a organização, não pensa em soluções integradas entre as células
departamentais e nos objetivos implícitos nas solicitações, ressalto que “quase sempre”.
Quem desempenhar esse papel deve ser o dono da informação, conhecedor do negócio,
multidisciplinar, capaz de influenciar pessoas, e deve se preocupar não só com a extração dos
dados, mas ser capaz de desvendar as regras de negócio que muitas vezes estão escondidas, e/ou
não são claras dentro da organização. A doutrina denomina esse perfil já mencionado como técnico
funcional.
Nesse sentido cada vez mais o profissional técnico procura aprender sobre o meio empresarial e
os profissionais estratégicos de negócios se veem obrigados e aprender ferramentas e técnicas de
T.I.
PERFIL IDEAL
“O sucesso é construído à “noite”, durante o dia você faz o que todos
fazem. Para ser bem-sucedido você tem que ser especial em tempo integral.
Não se compare a maioria, pois ela não é modelo de sucesso.
(Roberto Shinyashiki)
abe agora um esclarecimento importante, para que o leitor não seja levado a erro. Não, o
profissional especialista de dados não é melhor que o profissional de negócios, tão pouco
a retórica é verdadeira. Um profissional de negócios, não importa a área, ao trabalharC
com B.I. necessariamente deverá conhecer bem da parte técnica, bem como já elucidado o
profissional técnico terá que beber do conhecimento mercadológico corporativo e somente com a
junção dos conhecimentos teremos um todo apto a conquistar resultados inimagináveis,
possibilitando escala de produção para as áreas, descoberta de conhecimento e conquista da tão
almejada vantagem competitiva.
Ótimo, entendi o que é, como se porta, qual o papel, mas por onde começo?
Não existe uma receita de bolo para quem deseja entrar na área, não é algo que possamos
classificar com clareza, todavia apontaremos direções que lhe ajudarão, comecemos pela parte
técnica.
Estude ao menos uma ferramenta de B.I. como QlikView, Pentaho, Tableau, Microstrategy,
Birst etc. São algumas das mais famosas e solicitadas. Entender muito bem de modelagem de banco
de dados multidimensional, ferramentas de ETL, Phyton , Java, despontam como requisitos na
maioria das oportunidades de trabalho oferecidas no mercado. Agora sem sobra de dúvida, é
praticamente impossível não conhecer algo de SQL, busque aprender NoSql também, mas entenda
o máximo possível de funções tabulares, views, triggers e o básico de junção de tabelas.
Na parte de negócios, comece com a literatura sobre o funcionamento e história das empresas,
como era o mercado empresarial na época da revolução industrial, como é hoje e as tendências.
Livros e artigos sobre a teoria geral da administração serão de grande valia nesse regresso histórico.
Na parte de liderança procure por algo que aborde a postura de um líder, “O MONGE E O
EXECUTO, James C. Hunter”, “A AZEITONA DA EMPADA, Carlos Alberto C. filho”, “A
MAGIA DOS GRANDES NEGOCIADORES, Carlos Alberto Júlio”, “O PODER DA
PERSUASÃO, Robert B. Cialdini”, entre outros são espetaculares e o mercado literário sobre esse
tema é vasto, então vamos deixá-los à vontade para se deleitar sobre o tema e buscar conhecimento
não só nessas obras.
Para entender o nascimento de uma empresa pela ótica de uma pessoa comum o livro “O
SEGREDO DE LUIZA, Fernando Dolabela” é uma maravilhosa obra e de fácil leitura.
Não deixe de buscar mais artigos, temos muitos assuntos ainda para abordar e visões para
compartilhar. Você conhece mesmo de visualização de dados? Sábia que B.I. e Big Data caminham
para ser a mesma área e já compartilham inúmeras ferramentas, métodos, filosofias, problemas,
etc.? Encontre essas e outras inúmeras respostas, nos outros artigos, até lá.
SILVIO DE MELO LIBORIO
Pós-Graduado - MBA em Gestão de Pessoas.
Graduado - Comércio Exterior.
Graduado – Gestão Empreendedora.
Profissional, estudante e escritor na área de Business Intelligence.
Mais de 7 anos de experiência em negócios e soluções de B.I.
iv
AVILA; MEDEIROS; AULER; FURTADO;SOUZA;MOURA, O PROCESSO DE COACHING COMO
ELEMENTO POTENCIALIZADOR DA PERFORMANCE DOS EXECUTIVOS NAS ORGANIZAÇÕES,
2010, ARTIGO.
v
NAVARRO,LEILA;GASALHA M. JOSÉ, Confiança a chave para o sucesso pessoal, 1 edição, São Paulo, 2007,
i
No original: “BI is neither a product nor a system. It is an umbrella term that combines
architectures, applications, and databases. It enables the real-time, interactive access, analysis, and
manipulation of information, which provides the business community with easy access to business data.
BI analyzes historical data—the data businesses generate through transactions or by other kinds of
business activities—and helps businesses by analyzing the past and present business situations and
performances. By giving this valuable insight, BI helps decision-makers make more informed decisions
and supplies end-users with critical business information on their customers or partners, including
information on behaviors and trends.”
SAGE SOFTWARE. Understand Business Intelligence and Your Bottom Line.
ii
(A IMPORTÂNCIA DA BUSINESS INTELLIGENCE BI
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/a-importancia-da-business-intelligence-
bi/65084/ acessado em 17/12/2015 . Bruno Lima Prado)”
iii
STEPHEN R.COVEY, Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes,36 edição, São Paulo, 2004 editora, Best
Seller.

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Gestao do conhecimento: Produtividade e Competitividade
 

O PROFISSIONAL INTELIGENTE EM B.I. De onde vem? Quem são? Como deve ser um profissional dessa área?

  • 1. O PROFISSIONAL INTELIGENTE EM B.I. De onde vem? Quem são? Como deve ser um profissional dessa área? BUSINESS INTELLIGENCE / B.I. / INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIO. São Paulo 21/12/2015. Silvio de Melo Liborio³. om o mercado de Business Intelligence crescendo no Brasil e no mundo as empresas e profissionais se questionam cada vez mais sobre o papel de uma solução de inteligência para maximizar cenários favoráveis e minimizar impactos de crises. Dentro desse ambiente o sucesso ou fracasso passa pelos profissionais a frente da solução. Nesse artigo vamos abordar a trajetória mais tradicional no mercado de trabalho, bem como os desafios e competências que um profissional deve dominar, sendo um guia para as empresas que contratam e profissionais em busca de um direcionamento. C Primeiramente obrigado pela leitura. Vamos começar o assunto com uma contextualização extraída de uma publicação norte-americana sobre o que é inteligência de negócios embora haja outras, essa é uma visão bem interessante que trata o assunto de maneira envolvente e ampla. “Inteligência de negócio não é nem um produto nem um sistema. É um termo abrangente que combina arquiteturas, aplicativos e bancos de dados. Ela permite em tempo real, acesso interativo, análise e manipulação de informação, a comunidade empresarial. A Inteligência de negócios analisa as companhias por meio do histórico de dados gerados nas transações diárias de compras, vendas, etc., ou por outros tipos de atividades empresariais analisando o passado e o presente, situações de negócios e performances. Com os insights gerados os decisores podem escolher mais embasados e supridos de informações críticas do negócio, clientes e/ou parceiros, bem como estarão cientes sobre os comportamentos e tendências de seu mercado". (SAGE SOFTWARE,2015, TRADUZIDO E ADAPTADO).i Neste contexto percebemos que a solução proposta é muito maior que um software de mercado, um banco de dados que armazena informações ou simplesmente produzir relatórios. Cada vez mais se tem a visão de um guarda-chuva, ou seja, algo que engloba múltiplas etapas, processos, ferramentas, análise de dados externos e internos a organização, e pessoas para prover a certa e almejada vantagem competitiva, transformando tudo em conhecimento e insights. Os dados que foram guardados a sete chaves e até então eram um baú fechado e misterioso, agora se tornam um precioso tesouro.
  • 2. Nesse artigo vamos abordar o tipo de profissional mais adequado para estar à frente de uma solução completa de Business Intelligence. Sem mais delongas. O PROFISSIONAL DE B.I. HABILIDADES E ATITUDES Profissional de B.I. deve navegar entre os mais diversos conhecimentos, sendo assim obrigatória sua paixão pelo novo, por aprendizado e por negócios corporativos. Nessa jornada ele transitará pelos mais diversos departamentos, sendo tradutor das necessidades de cada célula, aquelas que nem sempre são claras e/ou alinhá-las com a regra de negócio. O Gerenciar pessoas que não estão sobre sua hierarquia a movimentarem com eficiência as engrenagens que fazem parte de uma solução de B.I., dentre elas: ETL, Data Warehouse e Front- End, também estão a cargo dessa função. Os problemas de B.I. ao longo da implantação não serão menores quem os encontrados em Big Data, teremos que lidar com a variedade, o volume, e a velocidade, bem como precisaremos de valor e veracidade na tratativa das informações. Objetivamente é importante salientar que o conhecimento gerado pelos dados analisados devem ser verazes e gerar valor para a empresa, não adianta um lindo Dashboard, relatório, etc. com informações imprecisas, desalinhadas com as regras de negócio, e/ou desacreditadas pelo usuário. “… o profissional que atua com B.I. deve ter experiência de negócios e também entender a missão e os objetivos da empresa em que atua para poder disponibilizar ferramentas e métodos que ofereçam com mais velocidade e precisão informações chaves para a tomada de decisões. ”ii Vamos entrar agora em alguns tópicos que nos ajudam a entender melhor como se encaixa o profissional dentro da empresa. LIDERANÇA Deve inspirar pessoas que não são subordinadas a ele a trabalharem em prol de um objetivo que por vezes foge das tarefas diárias dessas, e pior, da avaliação de desempenho pela qual serão submetidas pela empresa, ou no cenário tradicional enfrentar o problema de cooperação entre pessoas. Este que é amplamente conhecido e não é inerente a essa ou aquela empresa, é um paradigma cultural presente na maior parte delas, sedo um desafio do gerenciador da solução de B.I. exercer sua influência. Certa vez, fui convidado para trabalhar em uma companhia cujo presidente estava
  • 3. muito preocupado com a falta de colaboração entre as pessoas. – Nosso problema básico, Stephen, é que elas são egoístas – Falou. – Não desejam cooperar. Sei muito bem que poderíamos produzir muito mais se as pessoas cooperassem. […] Não importa se você é o porteiro ou o presidente da companhia, no momento em que passa da independência para a interdependência em qualquer função que exerça você assume um papel de liderança. Encontra-se em posição de influenciar outras pessoas. E o hábito da liderança interpessoal eficaz é Pense Ganha/Ganha. (Stephen, 2004, 36ª edição, p. 247)iii Essa passagem do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” vai ao encontro com o mencionado, precisaremos motivar pessoas a nos ajudarem, mesmo que isso não pareça vantajoso para elas de imediato. COACHING Milaré e Yoshida (2007) dão a seguinte definição do que é ser coach: Ser um coach significa ser um profissional qualificado a ajudar uma pessoa a expandir suas competências, levando de um posicionamento a outro, sustentado por seus princípios e valores, enquanto a expressão coaching é utilizada para designar esse processo de ajuda” (MILARÉ e YOSHIDA, 2007, p.88). O coach é um profissional altamente qualificado que dispõe de suficiente conhecimento sobre a área a ser abordada no processo, seja técnica ou comportamental, e usa métodos específicos para que o coachee se desenvolva. Salientamos que o trabalho do coach, na maioria das vezes, concentra-se na esfera comportamental, uma vez que o conhecimento técnico pode ser obtido por meio de outros métodos de treinamento.iv (O Processo De Coaching Como Elemento Potencializador Da Performance Dos Executivos Nas Organizações, 2010) Com uma postura voltada para essa filosofia teremos mais sucesso na implantação e nas atividades que contemplarão o treinamento da equipe técnica na parte de negócios e vice-versa, não negligenciando o ensinamento aos usuários sobre a maneira adequada de uso das informações, relatórios, Dashboard e ferramentas de Self-Service B.I. Fazemos aqui o papel do profissional altamente qualificado proposto que desenvolve seu coachee. GESTÃO DE PROJETOS Acompanhar e gerir o projeto desde o escopo até a sua entrega, por vezes será parte de seu dia a dia, rotina inerente quando estivermos falando de uma consultoria, para tal é importante e um diferencial mercadológico conhecer algo sobre esse tema, o PMBOK pode lhe ajudar nesse caminho, bem como outras metodologias e princípios.
  • 4. FACILITY Esse deve prover todos os meios e ferramentas para que os envolvidos consigam desempenhar suas funções da maneira mais produtiva possível. Ele é o ponto focal entre as pessoas que estão na ponta da extração dos dados e as que estão de fato tomando decisões, com base no conhecimento proporcionado. Para que esse mecanismo continue sempre fluído, o profissional deve cuidar da parte burocrática que se levante no processo, manter todos alinhados, com suas necessidades micros e macros satisfeitas. A frente desse processo é importante entender o ciclo de produção de conhecimento e aplicar metodologias como a que propôs o estatístico Edwad Deming no famoso ciclo PDCA já em 1951. Assim temos que após planejado e desenvolvido checar o plano e retroalimentar a solução com as melhorias identificadas. CREDIBILIDADE As áreas, via de regra, não querem abrir mão de seus segredos, maneiras e métodos de mensurar seu trabalho. Nesse ponto estamos lindando com várias questões, medo do colaborador/gestor de ser substituível, e/ou mal interpretado na maneira com que vem trabalhando. Temos então que passar confiança e vender a solução como algo que lhe ajudará a ganhar escala e competitividade, poupando-o de inúmeras horas de atividades rotineiras e básicas ao mesmo tempo que lhe permite ser estratégico e logo atingir com eficiência dobrada os objetivos de sua área/função. SIGILOSO Esse profissional terá que conhecer a fundo, processos, métodos e por vezes os segredos da organização como um todo. Imagine por exemplo a criação de um Data Mart para o departamento contábil, esse passa pela abertura do coração financeiro dessa, quando a área for o comercial e marketing todo o perfil detalhado do cliente será exposto, o mesmo ocorre com a área de risco que precisará detalhar seu Credit Score, Behavior, ou seja, modelos estatísticos de segmentação de cliente que sempre são guardados sob sigilo e segurança inimaginável. Como logo inferimos, confiança, além das inúmeras competências já mencionadas são premissas desse cargo. O profissional deve estar extremamente alinhado com esse quesito que aflige as organizações como um todo e para todos os cargos. Nesse mundo de desconfiança, uma das maiores preocupações das empresas é com as fraudes internas. Em estudo realizado pela consultoria brasileira KMPG com mil organizações locais, em 2004, 74% dos respondentes acreditavam que ações de má-fé dos funcionários podem se tornar um dos maiores problemas a serem administrados pelas empresas. E uma das maneiras que elas procuram “cortar o mal pela raiz“ é tornar o
  • 5. processo seletivo, mas minuciosos e detectar quem são os candidatos confiáveis. (NAVARRO e GASALHA, 2007, 1 edição, p. 49)v Nesse ponto você deve estar se perguntado qual o caminho de entrada mais comum para essa área? Então vamos conhecê-lo. PORTA DE ENTRADA NA ÁREA. “Algo só é impossível até que alguém duvide e resolva provar ao contrário. ” (Albert Einstein) Trajetória mais comum de ingresso na área de inteligência de negócios é a migração do especialista técnico em banco de dados, e/ou especialista em alguma área de T.I. para a inteligência de negócios.AEsse profissional embora profundamente conhecedor da arte de extração, transformação e apresentação dos dados e em tecnologias, quase sempre é carente da visão de negócios, pensamento comercial e macro sobre a organização, não pensa em soluções integradas entre as células departamentais e nos objetivos implícitos nas solicitações, ressalto que “quase sempre”. Quem desempenhar esse papel deve ser o dono da informação, conhecedor do negócio, multidisciplinar, capaz de influenciar pessoas, e deve se preocupar não só com a extração dos dados, mas ser capaz de desvendar as regras de negócio que muitas vezes estão escondidas, e/ou não são claras dentro da organização. A doutrina denomina esse perfil já mencionado como técnico funcional. Nesse sentido cada vez mais o profissional técnico procura aprender sobre o meio empresarial e os profissionais estratégicos de negócios se veem obrigados e aprender ferramentas e técnicas de T.I. PERFIL IDEAL “O sucesso é construído à “noite”, durante o dia você faz o que todos fazem. Para ser bem-sucedido você tem que ser especial em tempo integral. Não se compare a maioria, pois ela não é modelo de sucesso. (Roberto Shinyashiki) abe agora um esclarecimento importante, para que o leitor não seja levado a erro. Não, o profissional especialista de dados não é melhor que o profissional de negócios, tão pouco a retórica é verdadeira. Um profissional de negócios, não importa a área, ao trabalharC
  • 6. com B.I. necessariamente deverá conhecer bem da parte técnica, bem como já elucidado o profissional técnico terá que beber do conhecimento mercadológico corporativo e somente com a junção dos conhecimentos teremos um todo apto a conquistar resultados inimagináveis, possibilitando escala de produção para as áreas, descoberta de conhecimento e conquista da tão almejada vantagem competitiva. Ótimo, entendi o que é, como se porta, qual o papel, mas por onde começo? Não existe uma receita de bolo para quem deseja entrar na área, não é algo que possamos classificar com clareza, todavia apontaremos direções que lhe ajudarão, comecemos pela parte técnica. Estude ao menos uma ferramenta de B.I. como QlikView, Pentaho, Tableau, Microstrategy, Birst etc. São algumas das mais famosas e solicitadas. Entender muito bem de modelagem de banco de dados multidimensional, ferramentas de ETL, Phyton , Java, despontam como requisitos na maioria das oportunidades de trabalho oferecidas no mercado. Agora sem sobra de dúvida, é praticamente impossível não conhecer algo de SQL, busque aprender NoSql também, mas entenda o máximo possível de funções tabulares, views, triggers e o básico de junção de tabelas. Na parte de negócios, comece com a literatura sobre o funcionamento e história das empresas, como era o mercado empresarial na época da revolução industrial, como é hoje e as tendências. Livros e artigos sobre a teoria geral da administração serão de grande valia nesse regresso histórico. Na parte de liderança procure por algo que aborde a postura de um líder, “O MONGE E O EXECUTO, James C. Hunter”, “A AZEITONA DA EMPADA, Carlos Alberto C. filho”, “A MAGIA DOS GRANDES NEGOCIADORES, Carlos Alberto Júlio”, “O PODER DA PERSUASÃO, Robert B. Cialdini”, entre outros são espetaculares e o mercado literário sobre esse tema é vasto, então vamos deixá-los à vontade para se deleitar sobre o tema e buscar conhecimento não só nessas obras. Para entender o nascimento de uma empresa pela ótica de uma pessoa comum o livro “O SEGREDO DE LUIZA, Fernando Dolabela” é uma maravilhosa obra e de fácil leitura. Não deixe de buscar mais artigos, temos muitos assuntos ainda para abordar e visões para compartilhar. Você conhece mesmo de visualização de dados? Sábia que B.I. e Big Data caminham para ser a mesma área e já compartilham inúmeras ferramentas, métodos, filosofias, problemas, etc.? Encontre essas e outras inúmeras respostas, nos outros artigos, até lá. SILVIO DE MELO LIBORIO Pós-Graduado - MBA em Gestão de Pessoas.
  • 7. Graduado - Comércio Exterior. Graduado – Gestão Empreendedora. Profissional, estudante e escritor na área de Business Intelligence. Mais de 7 anos de experiência em negócios e soluções de B.I. iv AVILA; MEDEIROS; AULER; FURTADO;SOUZA;MOURA, O PROCESSO DE COACHING COMO ELEMENTO POTENCIALIZADOR DA PERFORMANCE DOS EXECUTIVOS NAS ORGANIZAÇÕES, 2010, ARTIGO. v NAVARRO,LEILA;GASALHA M. JOSÉ, Confiança a chave para o sucesso pessoal, 1 edição, São Paulo, 2007,
  • 8.
  • 9. i No original: “BI is neither a product nor a system. It is an umbrella term that combines architectures, applications, and databases. It enables the real-time, interactive access, analysis, and manipulation of information, which provides the business community with easy access to business data. BI analyzes historical data—the data businesses generate through transactions or by other kinds of business activities—and helps businesses by analyzing the past and present business situations and performances. By giving this valuable insight, BI helps decision-makers make more informed decisions and supplies end-users with critical business information on their customers or partners, including information on behaviors and trends.” SAGE SOFTWARE. Understand Business Intelligence and Your Bottom Line. ii (A IMPORTÂNCIA DA BUSINESS INTELLIGENCE BI http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/a-importancia-da-business-intelligence- bi/65084/ acessado em 17/12/2015 . Bruno Lima Prado)” iii STEPHEN R.COVEY, Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes,36 edição, São Paulo, 2004 editora, Best Seller.