JORNALISMO DE MODA
A importância do Jornalismo de Moda para a indústria brasileira
Qual o faturamento brasileiro com a ind...
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Outro ponto importante neste setor são os números apontados pela ABIT – Associação da
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Um outro ponto importante debatido entre os profissionais da área de moda é que nós
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JORNALISMO DE MODA(USP2012)

  1. 1. JORNALISMO DE MODA A importância do Jornalismo de Moda para a indústria brasileira Qual o faturamento brasileiro com a indústria da moda, tanto no que se refere à exportação como o turismo. Silvane Passos Nos últimos dois anos o que mais se ouve é que o Brasil está moda, que é a bola da vez e que o mundo quer conhecê-lo melhor. Pois bem, a nossa fama pode ser que venha por termos a primeira mulher eleita para o cargo de presidente, por temos grandes jogadores de futebol, por algum escandâlo político e também no campo da moda, sendo que o primeiro chamariz para esta área foi a über model Gisele Bündchen, que mostrou toda a sua “ginga” nas passarelas e abriu espaços para outras, como também aguçou a curiosidade sobre nós. Passado um tempo, alguns estilistas começaram a “exportar” suas experiências, suas roupas para os grandes centros urbanos, aqueles que “ditam” referências fashions – Nova York, Londres e até Japão. Mas acho que ainda estamos devendo bons e criativos estilistas que coloquem a nossa marca no cenário mundial. SegundoAvant-Garde, em recente entrevista para uma revista de um grande shopping paulistano sobre as possíveis tendências (ou influências!?) impressas por nós - “as pessoas lá fora têm uma ideia do País como uma miragem: paisagens cheias de beleza, corpos bonitos. Um estilo de vida muito despojado. E isso é a marca Brasil”. Outra pessoa ligada ao mundo da moda, a editora responsável de uma publicação voltada ao mercado de luxo, tem uma visão bem parecida sobre a falta de uma identidade nacional, a falta de profissionalização do setor e de áreas relacionadas. Não temos mão de obra qualificada, a carga tributária é altíssima, sem falar da infraestruta logística, que é ruim. Os meios de escoamento da produção ainda são basicamente através de transporte rodoviário, ocasionado altos preços. Com estes requisitos, fica difícil competirmos em pé de igualdade com as marcas estrangeiras, que aportaram com seus produtos de qualidade nos centros de luxo das principais cidades brasileiras.
  2. 2. Foto: by internet Outro ponto importante neste setor são os números apontados pela ABIT – Associação da Indústria Têxtil e de Confecção que diz que a moda brasileira no setor têxtil é a segunda maior cadeia de empregos; maior produtor de seda in natura (exportamos para a marca francesa Hermès); mais de 100 escolas e faculdades de moda; faturamento referente ao ano de 2011 da cadeia têxtil e de confecção gira em torno de US$ 67 bilhões e isso é 5,6% do PIB – Produto Interno Bruto; as importações (sem a fibra de algodão) giram em torno de US$ 1,42 bilhões, enquanto as exportações (sem a fibra de algodão) ficam em média de US$ de 6,17 bilhões. Ressaltamos ainda a grande quantidade de eventos no setor, as chamadas semanas de moda em todo o País, como também as feiras onde são apresentados novos produtos, os tecidos, os maquinários, as tendências em vestuários, gerando muitos contratos e a vinda de mais de 130 jornalistas de moda que visitam o Brasil a cada ano. O jornalismo de moda é mais uma especialização que o profissional de comunicação pode atuar nas diversas áreas – redação, cobertura de eventos, mas segundo alguns profissionais mais experientes faltam candidatos hábeis para as vagas existentes; estes são despreparados, não possuem embasamento profundo sobre a cadeia de valor de moda e em sua maioria fazem comentários superficiais sobre “o brinco que combina com a blusa x e com a cor tal” com opiniões que nem sempre são corretas. Não possuem um olhar mais apurado e técnico. O profissional da área de moda Carlos Simões em uma explanação aos alunos do curso de extensão de jornalismo de moda, da Universidade de São Paulo, mencionou que o jornalista de moda precisa conhecer a fundo como funciona a indústria têxtil, o quanto ela gera em faturamento, quem são os países que fazem concorrência frente ao Brasil.
  3. 3. Um outro ponto importante debatido entre os profissionais da área de moda é que nós brasileiros não exportamos nenhum produto com valor agregado, as matérias-primas – as commodities; Israel exporta mais que a gente; alguns países da América do Sul como Chile, Argentina, Peru e Colômbia possuem um mercadofashion aquecidíssimo, e este último tem na cidade de Medellín seu principal polo. Nem em moda praia a gente exporta; “ditamos” apenas o tal do lyfestyle. O podemos concluir é que a indústria fashion brasileira ainda é tanto “despreparada” para atingir degraus maiores, pois algumas possuem estruturas domésticas, seus profissionais sem tanto traquejos ou sem informações apropriadas não sabem lidar com os desafios ou demandas. Fica a dica para que nossos profissionais se aperfeiçoem o mais rápido possível; as nossas leis sejam mais brandas na aplicação de encargos e os profissionais de jornalismo de moda também sejam mais bem informados, pois acredito que através desta ponte, o Brasil pode se apresentar de forma mais agressiva e atuante no mundo da moda.

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