Sinergia Organizacional



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Perspectivas Operacionais

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Trecho do livro “Sinergia Fator de Sucesso nas Realizações Humanas”
Sérgio Lins editado pela Campus-Elsevier em 2005

Operação é o ato de processar ou realizar um trabalho de forma ordenada, visando a produção de algo útil. A operação está sujeita a uma direção e responsabilidade, levando em conta o sentido da capacidade de responder por atos e decisões com competência e eficácia.[20] Neste sentido, o trabalho colaborativo exige que cada decisão seja tomada com total independência dos interesses pessoais, visando o aproveitamento da diversidade complementar das competências, de modo a produzir resultados de maneira eficaz.

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Perspectivas Operacionais

  1. 1. Sinergia Organizacional Perspectivas Operacionais Operação é o ato de processar ou realizar um trabalho de forma ordenada, visando a produção de algo útil. A operação está sujeita a uma direção e responsabilidade, levando em conta o sentido da capacidade de responder por atos e decisões com competência e eficácia.[20] Neste sentido, o trabalho colaborativo exige que cada decisão seja tomada com total independência dos interesses pessoais, visando o aproveitamento da diversidade complementar das competências, de modo a produzir resultados de maneira eficaz. Independência dos interesses pessoais De acordo com Peter Drucker, uma decisão é raramente uma escolha entre o certo e o errado. Decidir é julgar, é escolher entre alternativas. Na melhor das hipóteses, decisão é uma escolha entre “o quase certo” e “o provavelmente errado”. Todavia, decidir será sempre a escolha entre duas linhas de ação, em que provavelmente nenhuma delas está mais próxima do acerto do que a outra.[04] Apesar do mito “colaboração requer consenso”, os colaboradores constantemente, discutem e contestam seus argumentos e opiniões. Em muitos casos, deixa-se de saber quem deu origem a um certo argumento, pois, devido a impossibilidade de rastreá-lo, ele perdeu completamente a sua individualidade. Isto acontece principalmente quando os colaboradores enfocam genuinamente as suas áreas de interesse sem qualquer ligação com suas posições pessoais. Diz-se então que os bons colaboradores aprendem a distinguir com clareza os interesses das posições a partir das contestações e refutações de seus argumentos. Os colaboradores discutem exatamente porque eles se questionam a respeito das diferentes perspectivas e fundamentações básicas sobre as quais estão colaborando. Os colaboradores normalmente tendem a concordar com as direções que estão tomando. Quando isto não acontece e eles divergem insistentemente, o próprio processo de colaboração se encarrega de dissolver qualquer divergência, criando um 151
  2. 2. Colaboração Sinergística consenso tácito sobre o que eles concordam ou não concordam.[14] Isto é o que mantém o equilíbrio necessário para criar a sinergia através do equilíbrio confiança-colaboração, possibilitando decisões tomadas com base no consenso sobre os motivos das divergências e não no consenso de opiniões. As decisões emergem do pensamento divergente dos colaboradores. Tudo se passa como se no final a colaboração fosse fruto da cola da afinidade catalisada pela diversidade complementar.1 Em outras palavras, as decisões sinérgicas levam em conta muito mais os interesses complementares do que os interesses mútuos. Diversidade de Competências Competência é a qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto ou fazer determinada coisa com habilidade.[19] Assim, uma colaboração entre incompetentes, mesmo que assíduos ou bem intencionados, não pode obter sucesso. Isto parece óbvio, mas lamentavelmente quando negligenciado, nos leva a seguidas tentativas fracassadas de realização de projetos. Não importa o ramo de atividade em que aconteça a colaboração, é necessário um limite mínimo de competência para que cada um possa realizar a tarefa que lhe cabe. Trabalhando abaixo desse limiar, o todo vai ser inferior à soma das partes.[14] Em muitas situações, de equipes premiadas, diz-se apenas que fulano de tal tem uma sorte danada, mas ninguém ressalta sua competência adquirida com muita disposição e esforço. Conta-se até a piada de um excelente desportista que comentou “quanto mais treino mais sorte tenho”, em resposta ao comentário de um jornalista sobre a “sorte” de ele ter feito muitos pontos num mesmo campeonato. Diz-se então que os colaboradores individuais não precisam ser brilhantes, mas têm que ter um mínimo de competência e disposição para lidar com os problemas sob sua responsabilidade. A partir desse mínimo, o trabalho colaborativo, pela sua natureza, se encarrega de desenvolver a competência num processo de aprendizagem contínua, já que a colaboração por si só traz a reboque:[14] 1. Incentivo para aprender correndo riscos e tomando decisões; 2. Encorajamento para a aceitação das questões difíceis e críticas; 3. Interações com outras equipes para ampliar o escopo do conhecimento; 4. Contínua mudança de atitude, dando tempo para pensar, concordar, agir e avaliar; 5. Constante envolvimento com técnicas e métodos de aprimoramento contínuo; 1 Ver “A diversidade é a fonte do dinamismo na sinergia” no capítulo “Diversidade e Complementaridade”. 152
  3. 3. Sinergia Organizacional 6. Busca do autodesenvolvimento permanente, evitando a obsolescência pessoal. Eficácia na produção de resultados Ser eficaz é fazer com que as coisas sejam feitas pelo discernimento e árduo trabalho sistemático. Apenas a eficácia pode converter inteligência, imaginação e conhecimento em resultados.[04] A eficácia pessoal é conseguida bem depois que nos tornamos independentes.[03] Esta independência é conquistada através da eficiência e da competência para superar isoladamente as vicissitudes, as dificuldades e os desafios do dia-a-dia. Só com essa conquista é que se está apto a participar de um processo colaborativo em que se procura a interdependência, que implica em aprender a superar em conjunto, dificuldades muito maiores do que se conseguiria num processo isolado. Aprende-se que mesmo se usássemos toda nossa capacidade, mesmo se lançássemos mão de toda a nossa eficiência e capacidade pessoal, não conseguiríamos superar desafios tão grandes quanto os que podem ser superados num processo de colaboração. Trecho do livro “Sinergia Fator de Sucesso nas Realizações Humanas” Sérgio Lins editado pela Campus-Elsevier em 2005 Referências [03] COVEY, Stephen R. Os 7 hábitos das pessoas muito eficazes. São Paulo: Editora Best Seller, 1989. [04] DRUCKER, Peter. O Gerente Eficaz. Rio de Janeiro: ZAHAR Editores, 1984. [14] SCHRAGE, Michael. Shared Minds: The New Technologies of Collaboration. New York: Random House, 1990. [19] BARROSO, Ellery Girão. Dicionário Aurélio Eletrônico. Rio de Janeiro: Lacerda & Geiger, 1996. [20] Language Master LM 2200. The Proximity Merriam-Webster Concise Electronic Dictionary. New Jersey: Franklin Electronic Publishers, 1990. Acompanhe - http://twitter.com/teamwrk 153

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