Cris Raquel

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Cris Raquel

  1. 1. EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÂO CRISTIANE SCHMALFUSS RAQUEL GUIMARÃES BERTRAN TURMA 126
  2. 2. Conceitos básicos de EAD <ul><li>Há uma conexão conceitual entre educação e aprendizagem: não há educação sem que ocorra aprendizagem. (Ou, invertendo, se não houver aprendizagem, não haverá educação). </li></ul><ul><li>A aprendizagem, por seu lado, pode resultar de um processo &quot;de fora para dentro&quot; (como o ensino) ou de um processo gerado &quot;de dentro para fora&quot; (autoaprendizagem, ou aprendizagem não decorrente do ensino). (Considero pacífico que aprendemos muitas coisas sem que alguém nô-las ensine). </li></ul><ul><li>Tanto o ensino como a aprendizagem são conceitos moralmente neutros. Podemos ensinar e aprender tanto coisas valiosas como coisas sem valor ou mesmo nocivas. </li></ul><ul><li>A educação, porém, não é um conceito moralmente neutro. Educar (alguém ou a si próprio) é, por definição, fazer algo que é considerado moralmente correto e valioso. Usamos outros conceitos para nos referir a processos de certo modo parecidos com a educação mas que não são moralmente aprovados, como, por exemplo, doutrinação. </li></ul><ul><li>A aprendizagem é um processo que ocorre dentro do indivíduo. Mesmo quando a aprendizagem é decorrente de um processo bem-sucedido de ensino, ela ocorre dentro do indivíduo, e o mesmo ensino que pode resultar em aprendizagem em algumas pessoas pode ser totalmente ineficaz em relação a outras. </li></ul>
  3. 3. Conceitos básicos de EAD <ul><li>Por causa disso, e do nexo conceitual entre educação e aprendizagem, tem havido autores que negam (contrariamente ao que afirma o senso comum) que possamos educar uma outra pessoa. Paulo Freire mesmo, em Pedagogia do Oprimido, afirma que &quot;ninguém educa ninguém&quot; – embora acrescente que ninguém se educa sozinho. Segundo essa visão, a educação, como a aprendizagem, de que ela depende, é um processo que ocorre dentro do indivíduo, e, que, portanto, só pode ser gerado pela própria pessoa. </li></ul><ul><li>Mesmo que admitamos, porém, que a educação possa ser decorrente do ensino, a aprendizagem continua sendo algo que se passa dentro da pessoa. </li></ul><ul><li>Por isso, prefiro dizer que o que pode ocorrer a distância é o ensino, não a educação ou a aprendizagem: estas ocorrem sempre dentro do indivíduo e, portanto, não podem ser &quot;remotizadas&quot;. O ensino, entretanto, pode. Daqui para frente, portanto, vou falar apenas em Ensino a Distancia (EAD), nunca em Educação a Distância ou Aprendizagem a Distância, que são expressões que, para mim, não fazem sentido. </li></ul><ul><li>O ensino (presencial ou a distância) é uma atividade triádica que envolve três componentes: aquele que ensina (o ensinante), aquele a quem se ensina (vamos chamá-lo de aprendente), e aquilo que o primeiro ensina ao segundo (digamos, um conteúdo). </li></ul><ul><li>EAD, no sentido fundamental da expressão, é o ensino que ocorre quando o ensinante e o aprendente (aquele a quem se ensina) estão separados (no tempo ou no espaço). No sentido que a expressão assume hoje (vamos chamá-lo de sentido atual), enfatiza-se mais (ou apenas) a distância no espaço e se propõe que ela seja contornada através do uso de tecnologias de telecomunicação e de transmissão de dados, voz (sons) e imagens (incluindo dinâmicas, isto é, televisão ou vídeo). Não é preciso ressaltar que todas essas tecnologias, hoje, convergem para o computador. </li></ul>
  4. 4. O que é EAD <ul><li>Educação a distância (EaD, também chamada de teleducação) é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz. </li></ul>
  5. 5. Histórico da EAD <ul><li>Muitos autores, a exemplo de João Roberto Moreira Alves (1998), datam o surgimento da EAD no mundo no século XV, quando Johannes Guttenberg inventou a imprensa na Alemanha, utilizando caracteres móveis para a composição de palavras. Até aquele momento, a produção de livros era realizada manualmente e era extremamente onerosa, dificultando o acesso ao universo do conhecimento. Em épocas mais recentes, temos citações de uma tentativa de estabelecer um curso por correspondência na Inglaterra, com direito a diploma, em 1880 (Niskier, 1999). Tal idéia foi rejeitada pelas autoridades locais e os autores da proposta foram para os Estados Unidos, encontrando espaço na Universidade de Chicago. Em 1882, surgiu o primeiro curso universitário de EAD naquela instituição, com material enviado pelo correio. Depois, em 1906, a Calvert School , em Baltimore, EUA, tornou-se a primeira escola primária a oferecer cursos por correspondência. </li></ul><ul><li>Segundo Alves (1998), a difusão da EAD no mundo se deve principalmente à França, Espanha e Inglaterra, pois os centros educacionais destes países contribuíram bastante para que outros pudessem adotar os modelos desenvolvidos. Litto (2002) destaca que, ao contrário do que acontece no Brasil, onde há um histórico de controle governamental centralizador sobre a educação superior, em outras nações havia possibilidades de inovação e, assim, o desenvolvimento de cursos e estratégias de ensino ocorreu mais rapidamente. Com esta abertura, temos que a primeira universidade baseada totalmente no conceito de educação à distância foi a Open University (OU), na Inglaterra (www.open.ac.uk). Surgida no final dos anos de 1960, a OU iniciou seus cursos em 1970 e em 1980 já tinha 70.000 alunos, com 6.000 pessoas se graduando a cada ano. Ao longo de seus 35 anos de existência, foram incorporadas todas as novas tecnologias que eram desenvolvidas e popularizadas, como vídeos e computadores pessoais nos anos de 1980, e a Internet nos anos de 1990. A Open University forneceu referências para o surgimento de universidades abertas em vários outros países do mundo, entre as quais podemos citar a Anadoulou University, na Turquia; a Open Polytechnic, na Nova Zelândia; a Indira Ghandi National Open University, na Índia; e a Open Universität Heerlen, na Holanda. </li></ul>
  6. 6. Histórico da EAD <ul><li>Vários países também desenvolveram sistemas de EAD para lidar com suas condições específicas, que freqüentemente apresentam desafios para a educação da população local. Niskier (1999) cita o Canadá, por exemplo, que por ter regiões geladas durante a maior parte do ano, de acesso impossível por terra, foi o primeiro país do mundo a utilizar satélites de telecomunicações só para a educação. Lá surgiu o sistema Schoolnet , utilizando também cabos, Internet e Intranet, e investindo na capacitação e treinamento de professores e especialistas. Outros países gelados, como Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia, têm populações dispersas pelos seus territórios e altíssimos níveis de educação básica. A Noruega, por exemplo, tem experiências com EAD desde 1914, quando foi criada a NKS, que atualmente utiliza videoconferência para aprendizagem à distância. </li></ul><ul><li>Nações com vastas extensões geográficas também encontram na EAD muitas soluções para seus problemas educacionais. Além do Canadá, mencionado acima, temos o exemplo da Austrália, onde aproximadamente 30% da população vive espalhada em grandes áreas. A Universidade de Queensland foi criada em 1910, oferecendo cursos por correspondência. Durante a Primeira Guerra Mundial, estes cursos começaram a chegar nas áreas isoladas do país, e mais tarde, em 1929, teve início o serviço de rádio. Em 1990, surgiu o Consórcio Nacional de Educação à Distância, um órgão criado pelo governo australiano para organizar o ensino pós-secundário. A Espanha apresenta outro exemplo interessante, com a criação da UNED (Universidade Nacional de Educação a Distância), em 1973. Tal projeto &quot;visou romper com a uniformidade dos centros educativos, aceitando a pluralidade e diversificação das instituições&quot; (Niskier, 1999: 227). Portugal tem, assim como a Inglaterra, sua própria Universidade Aberta, que foi criada em 1988. E além do Brasil, outros países da América Latina, como Bolívia e Argentina, têm realizado experiências com EAD. </li></ul><ul><li>A partir dos casos citados, podemos perceber que a EAD teve uma primeira consolidação no início do século XX, e posteriormente, com o desenvolvimento dos meios de comunicação, na segunda metade do mesmo século, houve condições para a ampliação dos projetos existentes e para o surgimento de novos projetos. Atualmente, com a utilização de satélites e da Internet, as barreiras geográficas não são mais impedimentos para a educação. </li></ul>
  7. 7. EAD no mundo <ul><li>A Suécia registrou sua primeira experiência em 1833 , com um curso de Contabilidade . Na mesma época, fundou-se na Alemanha em 1856 o primeiro instituto de ensino de línguas por correspondência. O modelo de ensino foi iniciado na Inglaterra em 1840 , e, em 1843 foi criada a Phonografic Corresponding Society . Fundada em 1962 , a Universidade Aberta mantém um sistema de consultoria, auxiliando outras nações a implementar uma educação a distância de qualidade. Também no século XIX , a EaD foi iniciada nos Estados Unidos da América na Illinois Weeleyan University. </li></ul><ul><li>Já no século XX , em 1974 , a Universidade Aberta Allma Iqbal no Paquistão iniciou a formação de docentes via EaD. A partir de 1980 , a Universidade Aberta de Sri Lanka passou a atender setores importantes para o desenvolvimento do país: profissões tecnológicas e formação docente. Na Tailândia , a Universidade Aberta Sukhothiai Thommathirat tem cerca de 400 mil estudantes em diferentes setores e modalidades. </li></ul>
  8. 8. EAD no mundo <ul><li>Criada em 1984 , a Universidade de Terbuka na Indonésia surgiu para atender forte demanda de estudos superiores, e prevê chegar a cinco milhões de estudantes. Já na Índia , criada em 1985, a Universidade Nacional Aberta Indira Gandhi tem objetivo de atender a demanda de ensino superior. </li></ul><ul><li>A Austrália é um dos países que mais investe em EaD, mas não tem nenhuma universidade especializada nesta modalidade. Nas universidades de Queensland, New England, Macquary, Murdoch e Deakin, a proporção de estudantes a distância é maior ou igual à de estudantes presenciais. </li></ul><ul><li>Na América Latina programas existentes incluem o Programa Universidade Aberta, inserido na Universidade Autônoma do México (criada em 1972 ), a Universidade Estatal a Distância da Costa Rica (de 1977 ), a Universidade Nacional Aberta da Venezuela (também de 1977) e a Universidade Estatal Aberta e a Distância da Colômbia (criada em 1983 ). </li></ul>
  9. 9. EAD no Brasil <ul><li>No Brasil , desde a fundação do Instituto Rádio­ Técnico Monitor, em 1939 , o hoje Instituto Monitor , depois do Instituto Universal Brasileiro , em 1941 , e o Instituto Padre Reus em 1974 , várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas, foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. Os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da modalidade de educação a distância no país. Porém, a realidade brasileira já mudou e nosso governo criou leis e estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância em nosso país. </li></ul>
  10. 10. EAD no Brasil <ul><li>Em 1904 , escolas internacionais, que eram instituições privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência. Em 1934 , Edgard Roquette-Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro . Estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Utilizava também correspondência para contato com estudantes. Já em 1939 surgiu em São Paulo (cidade) o Instituto Monitor , na época ainda com o nome Instituto Rádio­ Técnico Monitor. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944 . Entretanto, em 1947 surge a Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC , SESC e emissoras associadas. </li></ul>
  11. 11. EAD no Brasil <ul><li>Durante a década de 1960 , com o Movimento de Educação de Base (MEB), Igreja Católica e Governo Federal utilizavam um sistema radio-educativo: educação, conscientização, politização, educação sindicalista etc.. Em 1970 surge o Projeto Minerva, um convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas. Dois anos mais tarde, o Governo Federal enviou à Inglaterra um grupo de educadores, tendo à frente o conselheiro Newton Sucupira: o relatório final marcou uma posição reacionária às mudanças no sistema educacional brasileiro, colocando um grande obstáculo à implantação da Universidade Aberta e a Distância no Brasil. </li></ul>
  12. 12. EAD no Brasil <ul><li>Na década de 1970 , a Fundação Roberto Marinho era um programa de educação supletiva a distância, para ensino fundamental e ensino médio . Entre as décadas de 1970 e 1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação, com aulas via satélite complementadas por kits de materiais impressos, demarcando a chegada da segunda geração de EaD no país. A maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com o uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990 . Em 1992 , foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior , englobando tanto a graduação como a pós-graduação. Em 1994 , teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. </li></ul>
  13. 13. EAD no Brasil <ul><li>Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para educação a distância no ensino superior. As bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional n°9.394, de 20 de dezembro de 1996, regulamentada pelo decreto n°5.622 de 20 de dezembro de 2005, que revogou os decretos n°2.494 de 10/02/98, e n°2.561 de 27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial n°4.361 de 2004. No decreto n°5.622 dita que, ficam obrigatórios os momentos presenciais para avaliação, estágios, defesas de trabalhos e conclusão de curso. Classifica os níveis de modalidades educacionais em educação básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior; Os cursos deverão ter a mesma duração definida para os cursos na modalidade presencial; Os cursos poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados em cursos presenciais, da mesma forma que cursos presenciais poderão aproveitar estudos realizados em cursos à distância. Regulariza o credenciamento de instituições para oferta de cursos e programas na modalidade à distância (básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior). </li></ul>
  14. 14. EAD no Brasil <ul><li>Gerações </li></ul><ul><li>O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época. </li></ul><ul><li>Primeira geração: Ensino por correspondência , caracterizada pelo material impresso iniciado no século XIX . Nesta modalidade, por exemplo, o pioneiro no Brasil é o Instituto Monitor , que, em 1939, ofereceu o primeiro curso por correspondência, de Radiotécnico. Em seguida, temos o Instituto Universal Brasileiro atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa, no país. </li></ul>
  15. 15. EAD no Brasil <ul><li>Gerações </li></ul><ul><li>Segunda geração: Teleducação/Telecursos , com o recurso aos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola , em Portugal , e o Projeto Minerva , no Brasil; </li></ul><ul><li>Terceira geração: Ambientes interativos , com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazernadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações da World Wide Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do século XXI . Hoje os meios disponíveis são: teleconferência , chat , fóruns de discussão , correio eletrônico , weblogs , espaços wiki , plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores. </li></ul>
  16. 16. Números da EAD no Brasil e no Mundo <ul><li>Com o aumento do número de computadores pessoais, a quantidade de pessoas que estão estudando ou sendo treinadas pela web não para de crescer. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinne) , os brasileiros estão comprando um computador a cada três segundos e a venda de desktops e notebooks chegará a 13 milhões de aparelhos no fim deste ano, somos o quinto maior mercado de PCs do mundo, perdendo em vendas apenas para Estados Unidos, China, Japão e Inglaterra. </li></ul><ul><li>O computador conectado a Internet está mudando o padrão de vida educacional e cultural e por isso fomenta esse mercado que ainda é incipiente no País,porém muito promissor. Vejamos alguns dados: </li></ul>
  17. 17. Números da EAD no Brasil e no Mundo <ul><li>De acordo com o anuário (Abra EAD/2008) , mais de 2,54 milhões de brasileiros estudaram por educação à distância em 2007, por meio de cursos credenciados pelo Ministério da Educação ou de grandes projetos nacionais com cursos livres. </li></ul><ul><li>Segundo o mesmo anuário, os investimentos das empresas em métodos de educação a distância tendem a ser cada vez maiores para os próximos anos enquanto que os investimentos em métodos presenciais , tendem a ser cada vez menores. </li></ul><ul><li>De acordo com o Censo da Educação Brasileira, feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e pelo MEC havia 21.873 inscritos em 2003, número que passou para 430.229 em 2006. Com isso, a EAD (Educação a Distância) cresceu quase 20 vezes (1.867%) no Brasil, entre 2003 e 2006. </li></ul><ul><li>Para se ter sucesso nesse mercado, é fundamental entender de educação, tecnologia e não ficar na “vala comum”, é preciso ter um diferencial. Só assim, será possível assegurar sobrevida. </li></ul>
  18. 18. O aluno e o professor em EAD <ul><li>Na EaD, o papel do professor, ou do tutor, é fundamental. Mais do que isso, é fator crucial para o sucesso e a motivação dos alunos distantes. Não é através do texto ou de recursos multimídidáticos que o aluno irá se motivar e dar continuidade ao aprendizado, mas, sim, pela forma como irá se sentir pertencendo ao grupo e da maneira como o professor irá auxiliá-lo na construção de seu conhecimento. </li></ul><ul><li>Com certeza,devem ser feitas alterações e mudanças para melhorar a discussão e manter o grupo unido e motivado até o final. Mas esse é o preço e o desafio de ser pioneiro. </li></ul>
  19. 19. O aluno e o professor em EAD <ul><li>As tecnologias avançam dia a dia e as possibilidades de recursos para a área educacional estão cada vez mais reais. Basta usar a criatividade e a inteligência a nosso favor. Ou melhor, a favor do aluno e de sua aprendizagem. Parabéns a todos os professores participantes desta iniciativa. </li></ul><ul><li>Livro organizado por Carmem Maia, Elizabeth Rondelli e Fernanda Furuno, publicado pela Editora Anhembi Morumbi </li></ul>
  20. 20. Como é o aluno em EAD <ul><li>Os 10 mandamentos do aluno de Ead </li></ul><ul><li>1. Acesso à Internet: ter endereço eletrônico e acesso satisfatório a internet  é pré-requisito para a participação nos cursos a distância. </li></ul><ul><li>2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informática é necessário para poder executar as tarefas. </li></ul><ul><li>3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino a distância conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal, dos colegas e dos professores. </li></ul><ul><li>4. Comportamentos compatíveis com a netiqueta: mostrar-se interessado em conhecer seus colegas de turma é muito importante e interessante para tod </li></ul>
  21. 21. Como é o aluno em EAD <ul><li>5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão e a sua recuperação de materiais. </li></ul><ul><li>6. Vontade para realizar as coisas no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e realizá-las em tempo real. </li></ul><ul><li>7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas idéias e inovar sempre. </li></ul><ul><li>8. Flexibilidade e adaptação </li></ul><ul><li>9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é ponto - chave na comunicação pela Internet. </li></ul><ul><li>10. Responsabilidade: Ser responsável por seu próprio aprendizado. </li></ul>
  22. 22. Característica do bom aluno EAD <ul><li>A Educação a Distância exige disciplina e dedicação por parte dos alunos que precisam estar motivados e organizados para cumprirem as atividades. O aluno precisa ser autodidata, e saber sua melhor forma de estudo, para realização de tarefas sem a cobrança de um professor; precisa ser curioso, questionar, trocar informações e dar sugestões. </li></ul>
  23. 23. Papel do professor em EAD <ul><li>Na EAD, o professor deixa de ser supervisor e assume o papel de mediador, que pode potencializar o processo de aprendizagem. Esta é a opinião de Sonia Alegretti, professora doutora de Educação da PUC-SP, que também atua na Coordenação Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da universidade e trabalha com EAD desde 2002. </li></ul><ul><li>“ Sei que há varias modalidades no EAD, mas é na interação, no eixo da participação professor/aluno que acredito”, comenta. Segundo a especialista, que treina professores para atuarem como tutores e docentes em EAD, a eficiência do ensino a distancia depende da seqüência didática e da organização do conteúdo. “ A tecnologia permite criatividade. O aluno não pode ser colocado como consumidor de informação, mas como parte do processo educativo. Quanto maior a interatividade, menor a possibilidade de desistências.” </li></ul>
  24. 24. Papel do professor em EAD <ul><li>Sonia concorda com os especialistas quando afirmam que o aluno tem que ter um perfil especifico para poder acompanhar os cursos de EAD, demonstrar cuidado com a expressão, principalmente na escrita. “Com a descentralização do professor, a colaboração de todos é o que sustenta o ambiente virtual.” A professora explica que um bom curso descreve tudo o que será exigido no inicio. “Os acordos são feitos antes” </li></ul><ul><li>Sobre os pros e os contras da EAD, a professora dispara: “as pessoas não aprendem de uma única forma.A educação é boa quando viável. É justamente esse o ganho proporcionado pelo ensino a distância”. </li></ul><ul><li>A PUC foi chamada pelo Ministério Público para ministrar cursos de 250 horas online com a finalidade de capacitar 10 mil professores. </li></ul>
  25. 25. EAD versus Presencial ou EAD e Presencial <ul><li>O termo EAD &quot;EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA&quot; é sem dúvida muito discutido principalmente, por aqueles que almejam iniciar um curso superior e, que ainda não tem segurança ou informação em optar por um curso desse tipo. Mas, você sabe realmente o que é, e como funciona esta modalidade de ensino? </li></ul><ul><li>Segundo Moran (2002) &quot;é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente&quot;. Atualmente, temos a educação presencial, que é aquela que já estamos acostumados, professores e alunos se encontram sempre numa sala de aula em tempo real. A semipresencial que ocorre parte em sala de aula e outra a distância, mediados pelas tecnologias e a distância. E, a última e não menos importante, a educação a distância que ocorre tanto nos momentos presenciais, com professores e alunos separados fisicamente, como também através das tecnologias de comunicação, como é o caso da internet e a transmissão via satélite. </li></ul>
  26. 26. EAD versus Presencial ou EAD e Presencial <ul><li>Dentre as três modalidades, a educação a distância ainda tem sido vista, negativamente, por muitos profissionais e estudantes acostumados com o ensino convencional. Há aqueles que acreditam que o professor deva ser o detentor de conhecimentos e o aluno, seu mero receptor. Compreensão esta, que está totalmente equivocada e desatualizada, pois um bom profissional será aquele que facilitará a obtenção do conhecimento, através da criação e da participação mútua no processo de ensino/aprendizagem. </li></ul><ul><li>A partir desse contexto, o ensino a distância tem rompido barreiras de preconceitos e demonstrado através da interação contínua entre professor tutor (termo utilizado para o professor Ead) e aluno, uma mudança de posturas. Docentes e principalmente, os acadêmicos da educação a distância, compreendem que o papel do professor deve extinguir com antigos paradigmas, desconstruindo conceitos e tornando o professor não mais aquele que “repassa o conhecimento” mas sim, aquele que propicia a mediação, criando dessa maneira, um intercâmbio de saberes, de forma que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento. </li></ul>
  27. 27. EAD versus Presencial ou EAD e Presencial <ul><li>Compreende-se, que nesta modalidade de ensino não se terá mais o paternalismo existente na educação presencial, ou seja, o acadêmico passa a buscar, por si próprio e de forma mais dinâmica seu aprendizado através de auto-estudo, da elaboração contínua de seu progresso, esforço e reflexões demonstrados pelos portifolios e/ou memoriais, além da utilização e inserção frequente dos recursos tecnológicos no decorrer do seu curso para seu desenvolvimento acadêmico. </li></ul><ul><li>Com essa metodologia de ensino, os cursos superiores a distância têm facilitado a inclusão de muitos acadêmicos trabalhadores e de baixa renda a obterem seu diploma de nível superior em bacharelados, licenciaturas, tecnológicos e nos cursos sequenciais. </li></ul>
  28. 28. EAD versus Presencial ou EAD e Presencial <ul><li>Consequentemente, a compreensão errônea sobre Ead comparado a um &quot;fast-food&quot; em que o aluno se serve de algo pronto, tem sido paulatinamente eliminada. A prática que valoriza as necessidades e habilidades individuais e coletivas seja de forma semipresencial, virtual ou a distância tem sido superada progressivamente. Situação esta, detectada com a implantação, autorização e reconhecimento dos inúmeros cursos superiores, pelo Ministério da Educação, Portaria Nº 4.069 de 29 de novembro de 2005. </li></ul><ul><li>Já existem alguns estudos que demonstram a eficiência da Ead no aprendizado e na formação acadêmica. Os profissionais que obtém certificação seja técnica ou superior possuem o mesmo potencial de concorrência e aptidão com aqueles que obtiveram através do ensino presencial. Não há distinção entre as modalidades de ensino para a comprovação de competência profissional ou pessoal. </li></ul><ul><li>Apesar de sabermos que há algumas instituições e cursos que oferecem um ensino com roupagem moderna, inserindo tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora e que visam apenas lucro e não formação para o mercado de trabalho. </li></ul>
  29. 29. EAD versus Presencial ou EAD e Presencial <ul><li>Por outro lado, existem boas instituições que por sua vez, oferecem cursos com qualidade, propondo a inserção das tecnologias com métodos inovadores, valorizando a aprendizagem e a seriedade na formação do indivíduo para a construção da cidadania e de bons profissionais. </li></ul><ul><li>Enfim, não há dúvidas quanto a eficiência e validade do aprendizado adquirido através da modalidade de ensino a distância (EAD) e das profundas mudanças que vem ocorrendo quanto ao modelo de ensino tanto presencial quanto a distância. Um curso realizado a distância tem o mesmo peso de um curso pela EAD. Caberá ao acadêmico fazer escolhas corretas, buscando instituições que tenham a autorização e vistoria do Ministério da Educação além de seriedade e preocupação com um aprendizado pautado na formação de cidadãos críticos, criativos e aptos a inserirem-se no competitivo mercado de trabalho. </li></ul>
  30. 30. e-learning <ul><li>Sua chegada repentina adicionou novos significados para o treinamento e fez explodir as possibilidades para difusão do conhecimento e da informação para os estudantes e, em um compasso acelerado, abriu um novo mundo para a distribuição e o compartilhamento de conhecimento, tornando-se também uma forma de democratizar o saber para as camadas da população com acesso às novas tecnologias, propiciando a estas que o conhecimento esteja disponível a qualquer tempo e hora e em qualquer lugar. </li></ul><ul><li>A fim de apoiar o processo, foram desenvolvidos os LMS’s ( Learning Management System ), sistemas de gestão de ensino e aprendizagem na web. Softwares projetados para atuarem como salas de aula virtuais, gerando várias possibilidades de interações entre os seus participantes. Com o desenvolvimento da tecnologia na web, os processos de interação em tempo real passaram a ser uma realidade, permitindo com que o aluno tenha contato com o conhecimento, com o professor e com outros alunos, por meio de uma sala de aula virtual. </li></ul>
  31. 31. e-learning <ul><li>A interatividade disponibilizada pelas redes de Internet , intranet , e pelos ambientes de gestão, onde se situa o e-learning, segundo a corrente sócio-interacionista, passa a ser encarada como um meio de comunicação entre aprendizes, orientadores e estes com o meio. Partindo dessa premissa, é capaz de proporcionar interação nos seguintes níveis: </li></ul><ul><li>Aprendiz/Orientador; </li></ul><ul><li>Aprendiz/Conteúdo; </li></ul><ul><li>Aprendiz/Aprendiz; </li></ul><ul><li>Aprendiz/Ambiente. </li></ul><ul><li>Uma definição simples para e-learning seria o processo pelo qual o aluno aprende através de conteúdos colocados no computador e/ou Internet e em que o professor, se existir, está à distância utilizando a Internet como meio de comunicação (síncrono ou assíncrono) podendo existir sessões presenciais intermédias. </li></ul>
  32. 32. e-learning <ul><li>e-Learning síncrono X assíncrono </li></ul><ul><li>Existem dois meios distintos de ensinar através do e-Learning: Síncrono e Assíncrono. Síncrono é quando professor e aluno estão em aula ao mesmo tempo. Exemplos de recursos síncronos: Telefone, Chat, Vídeo Conferência, Web conferência. Através da Web conferência o professor ministrará a aula e os alunos, via WEB, irão ouvir sua palestra e ver suas transparências. Podendo realizar perguntas e discussões. Este modelo é o que mais se assemelha ao ensino presencial. Principalmente na estrutura de custos, desenvolvimento e atualização de conteúdo. Com a grande ampliação dos recursos de comunicação por voz ( VOIP ) na WEB, exemplo o sistema Skype , e os mensageiros como um todo. Este meios tem ganho muita importância. </li></ul><ul><li>Já no e-Learning Assíncrono, professor e alunos não estão em aula ao mesmo tempo. Exemplos de recursos assíncronos: e-mail e fórum. No e-Learning corporativo, muitos projetos não tem professor, são o auto-treinamento na sua essência. O aluno inscreve-se quando quiser, participa quando quiser e termina quando quiser. </li></ul>
  33. 33. e-learning <ul><li>O que representa um curso com pouco custo variável, ou seja, custo baixo para grande número de alunos. No e-learing assíncrono com professor, este irá responder dúvidas, participar de discussões em momentos diferentes do tempo. Exemplo: o aluno publica uma pergunta as 9h00 e o professor responde as 17h00. A grande diferença no assíncrono é que o tempo é “elástico” – o oposto de rígido, no síncrono – e cada aluno pode fazer o curso em seu tempo, hora, velocidade. Pode pensar, estudar e pesquisar antes de escrever sua atividade. Cada aluno poderá ter seu tempo de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Antes do advento da informática, o EaD era possível somente de duas formas: &quot;um para muitos&quot; (tv,rádio) e &quot;um para um&quot; (ensino por correspondência). Após a chegada da internet mais uma possibilidade foi acrescentada, &quot;muitos para um&quot;.por esse motivo fica difícil falarmos em ensino à distância, sem a internet. </li></ul>

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