TAGs: TI | e-Business| m-Business | e–Commerce | s-Commerce | Blog Corporativo | Ciberespaço | Cibernauta



    Versão em...
microblogs pelas empresas podem gerar negócios
                                                            de forma direta...
quando      surgiram   os    primeiros   provedores         palavras não podem ser tratadas como sinônimos.
comerciais.   ...
dessa interconectividade; e, finalmente, o espaço           essas nomenclaturas estão equivocadas, porque
(virtual,  socia...
pré-definido, vivencia processos nômades,               ao smartphone. Essas tecnologias móveis possuem
        desterrito...
desenvolvem-se,   declinam e   morrem.      Esses
                                                             sistemas in...
convencionais de pensamento ou comportamento”.              jornada da internet, melhor, do ciberespaço.
Na área de TI, ho...
Com o ritmo acelerado e fugaz que empresas                  Além disso, o sistema de informação deve permitir
estão invest...
algo   que   já  conhece,    não  há  nenhuma                    A nova onda de serviços desterritorializados
transmissão ...
interesses em comum em um determinado
momento.      Esse    movimento     mercadológico
totalmente fluido, sem natureza só...
retratam a realidade do comportamento do                    dependendo do tipo de categoria de produtos16,
consumidor? Ess...
Um dos motivos que causam o efeito chicote é a               eletrônico; uso de produtos de informação para
miopia dos vár...
multissetorial   reconhecido      internacionalmente.       Marketplace, cuja definição é dada por: locais
LEGEY (2000)   ...
longo prazo. Para AMATO NETO (2000), as                     Todo esse fluxo de informação só é possível
vantagens na forma...
G2G             (government-to-government):
       transações entre governo e governo.




                               ...
utilização da internet como um poderoso canal de
                                                            relacionament...
(datamining27) de acordo com um conjunto de
variáveis transacionais e pesquisa junto ao
consumidor.




     Figura 08: Ár...
Para o campo da informática é qualidade de
                                                             hardware, software...
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber

2.419 visualizações

Publicada em

A década de 1990 é um marco de novas tendências e de um novo ambiente da economia mundial, carregado de mudanças. Essas mudanças afetam, em maior ou menor intensidade, as empresas, e normalmente são rápidas, vorazes e sem aviso prévio, criam incertezas e oportunidades que exigem soluções flexíveis e adequações rápidas. Esse novo cenário caracteriza-se por uma economia globalizada; concentração nos serviços; foco no conhecimento; avanços da tecnologia de comunicação e transportes; valorização da cidadania e do meio ambiente; criação de equipes de trabalho; inglês e informática como linguagem universal dos negócios; empresas voltadas estrategicamente para tecnologias da inteligência e focadas no relacionamento. Dentro desse contexto, as redes de cooperação entre empresas buscam encorajar uma relação de proximidade de interesses e necessidades. Esse fluxo de informação só é possível devido às inovações nas tecnologias de informação, que ampliaram as possibilidades da comunicação e facilitaram a interatividade entre o ambiente interno das empresas e seus parceiros de negócios. Essa nova forma da economia, baseada na conectividade entre empresas pela rápida transferência de informação em tempo real, realça o papel das tecnologias de comunicação, em particular das redes de computação móvel no ambiente empresarial.

Publicada em: Tecnologia
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.419
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
65
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Cibernegócios. Pensou em negócios na rede, pensou ciber

  1. 1. TAGs: TI | e-Business| m-Business | e–Commerce | s-Commerce | Blog Corporativo | Ciberespaço | Cibernauta Versão em Português Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Karen Reis A década de 1990 é um marco de novas tendências e de um novo ambiente da economia mundial, carregado de mudanças. é Mestre em Tecnologias da Inteligência e Essas mudanças afetam, em maior ou menor intensidade, as Design Digital (PUC-SP), MBA em Marketing empresas, e normalmente são rápidas, vorazes e sem aviso (FAAP), Pós-Graduada em Psicanálise prévio, criam incertezas e oportunidades que exigem soluções Transcendental e Bacharel em flexíveis e adequações rápidas. Esse novo cenário caracteriza- Administração de Empresas (UNIP). Tem se por uma economia globalizada; concentração nos serviços; mais de 16 anos de experiência foco no conhecimento; avanços da tecnologia de profissional em Database Marketing, comunicação e transportes; valorização da cidadania e do Customer Relationship Management e Supply Chain Management em empresas meio ambiente; criação de equipes de trabalho; inglês e nacionais e multinacionais. Atualmente, é informática como linguagem universal dos negócios; empresas sócia-diretora da Sautlink, uma empresa voltadas estrategicamente para tecnologias da inteligência e especializada em Cibernegócios B2B e B2C. focadas no relacionamento. Dentro desse contexto, as redes É, também, professora e palestrante em de cooperação entre empresas buscam encorajar uma relação diversas universidades brasileiras. de proximidade de interesses e necessidades. Esse fluxo de informação só é possível devido às inovações nas tecnologias Onde me encontrar de informação, que ampliaram as possibilidades da Website: www.karenreis.com.br comunicação e facilitaram a interatividade entre o ambiente Lattes: lattes.cnpq.br/8040688415669209 interno das empresas e seus parceiros de negócios. Essa Blog: blog.karenreis.com.br nova forma da economia, baseada na conectividade entre Twitter: twitter.com/karen_reis Linkedin: linkedin.com/in/karenreis empresas pela rápida transferência de informação em tempo Youtube: karenreisfigueiredo real, realça o papel das tecnologias de comunicação, em e-Mail: contato@karenreis.com.br particular das redes de computação móvel no ambiente MSN: kpsreis@hotmail.com empresarial. Skype: karenreis.figueiredo Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 1
  2. 2. microblogs pelas empresas podem gerar negócios de forma direta ou indireta. Antes de começar a deslanchar o tema cibernegócios, cibernegócios vamos introduzir um panorama 360° de conceitos e novas tendências para um futuro não tão distante. O advento da internet, do ciberespaço e a imersão em novas tecnologias, dentre elas o uso APRESENTAÇÃO de computação móvel em dispositivos móveis, trouxeram a possibilidade das empresas usufruírem Convido todos os leitores (profissionais, executivos, de uma rede social, construindo nichos com especialistas, universitários, pesquisadores, mestres, necessidades diferentes e, consequentemente, doutores, teóricos, professores, pessoas de estabelecendo estratégias competitivas em diversas áreas do conhecimento, em especial mercados muitas vezes inexplorados ou mal profissionais que atuam nos segmentos industriais) explorados. a participar, dialogar, discutir e criticar este artigo. Este trabalho foi feito para vocês! Antes de adentrarmos em questões ciber, começaremos a definir o conceito de espaço, que Este artigo, intitulado “Cibernegócios – Pensou em há algum tempo tem sido palco de muitas negócios na rede, pensou Ciber”, propõe discussões em várias ciências: cosmologia, física, apresentar uma visão geral de como as empresas matemática, filosofia, teologia, psicologia, estão lidando com todo o aparato tecnológico e sociologia, arte, semiótica. O assunto não poderia com as mudanças substanciais da nova economia faltar na ciência da tecnologia. O que podemos – a economia em rede e móvel. O tema será dizer do espaço? É infinito e ilimitado. O espaço tratado em cinco tópicos. O primeiro a ser nasce, cresce e prolifera. As novas tecnologias e abordado é o aspecto da “Tecnologia da sistemas modificam a antiga trajetória da evolução Informação: um ativo intangível” e como a territorial e introduzem novas lógicas, como as Governança e o Compliance criam valor não tecnologias inseridas na internet. SANTAELLA somente nos processos operacionais, mas também (2003) como fontes maximizadoras de objetivos de estratégia competitiva. Historicamente, desde o seu nascimento pelas necessidades de defesa geradas pela Guerra Fria, No segundo tópico, teremos em discussão o e- o computador demonstrava um potencial de Business como plataforma de negócios para estabelecer comunicação, já que a informação empresas de diversas naturezas de passou a existir na forma de um movimento relacionamento, com o objetivo de evidenciar contínuo, capaz de sair do computador e se como o e-Business e os e-Marketplaces podem expandir em uma rede de transmissão. Foi nesse minimizar os efeitos flutuantes da demanda de período que se desenvolveu o Semi Automatic produtos na cadeia de valor. Ground Environment (SAGE)1, a primeira rede de O terceiro tópico, “m-Business: mobilidade para informática em escala nacional; posteriormente, no cadeia de valor”, relaciona as práticas do e- âmbito universitário e militar, foi criada a Business com o uso da mobilidade como geração Advanced Research Projects Agency Network de uma nova economia conectada e (ARPANET)2, a ancestral da internet. desterritorializada. A internet desenvolveu-se no final dos anos de Já quarto tópico, “s-Commerce: a nova forma de 1960, a partir da interação entre pesquisa fazer negócios e estabelecer relacionamentos”, científica fundamental e programas militares, aponta como as redes sociais e a comunicação porém foi lançada comercialmente em 1995, eficaz traz para as empresas resultados e fatos reais do comportamento da cadeia de valor com 1 Ver <http://numaboa.org/informatica/internet/502- diferentes interfaces de interatividade. internet?showall=1>. 2 Por fim, no quinto tópico teremos o “Blog ARPANET: rede de longa distância criada a partir de 1965 pela Advanced Research Agency (Agência de Corporativo”: uma imersão em vários cases Pesquisas Avançadas – ARPA, atualmente Defense evidenciando como o uso do blog e dos Advanced Projects Research Agency, ou DARPA). Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 2
  3. 3. quando surgiram os primeiros provedores palavras não podem ser tratadas como sinônimos. comerciais. SANTAELLA (2007:179) O início da implementação da internet no Brasil Para ciberespaço, aqui se valerá a conceituação foi a partir de 1987. Em 1988, com o apoio da de LÉVY (1999:17): “O ciberespaço é o novo meio FAPESP3, as universidades paulistas passaram a se de comunicação que surge da interconexão comunicar por meio da Academic Network at São mundial de computadores.” O termo especifica Paulo (ANSP) para fins de pesquisa, e a partir de não apenas a infraestrutura material de 1995, a internet foi aberta para exploração comunicação digital, mas também o universo comercial. FONTES (2001) oceânico de informações que ele abriga, assim como os seres humanos que navegam e O boom aconteceu somente quatro anos depois, alimentam esse serviço. com a explosão de grandes portais como UOL (1996), Zaz/Terra (1996/1999), IG (2000) e Globo Você deve estar se perguntando: Como surgiu o (2000). De acordo com a pesquisa sobre análise termo ciberespaço? Parece ter um tom de ficção de usuários de internet no Brasil, realizada pelo científica, não dá para imaginar esse termo no IBOPE/NetRatings em julho de 2009, o número de meu dia-a-dia, não é mesmo? Resgatarei um breve internautas residenciais ativos é 36,4 milhões., fato histórico: no início da década de 1980, o Esse número pode chegar a 44,5 milhões de escritor americano William Gibson inventou o usuários, se considerarmos pessoas com acesso à termo ciberespaço para se referir ao ambiente internet a partir de qualquer tipo de ambiente: virtual criado pelas redes de computadores. Dois residência, trabalho, escola, cybercafé, biblioteca. anos depois, publicou seu romance de estreia, Neuromancer,4 que influenciou a trilogia Matrix5 e A pesquisa demonstra que o brasileiro navega na se tornou o trabalho mais conhecido do internet 71 horas e 30 minutos/mês. Em 2008, subgênero da ficção científica, chamado de esse número estava em 48 horas/mês. Os motivos cyberpunk6. FERNANDES (2006) são muitos para explicar esse fenômeno de crescimento, dentre eles, podemos destacar a De acordo com LEÃO7 (2004:9), o ciberespaço é acessibilidade: todo lugar é possível acessar a camaleônico, elástico, ubíquo e irreversível, e não rede de computadores mesmo que seja discada; o se reduz a definições rápidas. Engloba a tríplice: viral das redes sociais, como Orkut e Twitter; e as redes de computadores interligadas no planeta não podemos esquecer dos dispositivos móveis – (incluindo seus documentos, programas e dados); smartphones, cuja infinidade de recursos o torna as pessoas, grupos e instituições que participam um verdadeiro computador de bolso. Antes de prosseguirmos, farei uma breve 4 Neuromancer faz da tecnologia o pano de fundo para a conceituação sobre “internet”. Afinal, a internet é história comum de um herói de poucos escrúpulos que se uma rede de computadores interligados por meio presta a um trabalho de espionagem política para do padrão aberto (não depende de nenhum conseguir uma "recauchutagem" em seu organismo, fabricante) TCP/IP (Transmission Control entupido de drogas sintéticas. Ganhou os prêmios de Protocol/Internet Protocol). Compõe-se de ficção Nebula, Philip K. Dick e Hugo. 5 diferentes recursos que possibilitam a The Matrix é uma produção cinematográfica norte- americana e australiana de 1999, dos gêneros ação e comunicação e o envio de dados entre os ficção científica, realizado pelos irmãos Wachowski e computadores de uma rede. Esses recursos, os protagonizado por Keanu Reeves no papel de Neo. protocolos de aplicação, são conhecidos como 6 O termo cyberpunk designa um movimento literário no ferramentas e serviços. FONTES (2001) gênero da ficção científica nos Estados Unidos, unindo Há uma dúvida que sempre paira nas mentes dos altas tecnologias e caos urbano, considerado como uma narrativa tipicamente pós-moderna. O termo passou a ser internautas em geral: existem diferenças entre usado também para designar os “ciber-rebeldes”, o internet e ciberespaço, já que até este ponto underground da informática, com os hackers, crackers, discutimos somente conceituação técnica sobre a phreakers, cypherpunks, otakus e zippies. Esses seriam os internet? Embora o termo ciberespaço tenha cyberpunks reais. Assim, o termo cyberpunk é, ao mesmo surgido com a explosão da internet, ambas as tempo, emblema de uma corrente da ficção científica e marca dos personagens do submundo da informática. 7 Lucia Leão é professora do programa de pós-graduação 3 FAPESP: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) da São Paulo. Ver: <www.fapesp.br>. PUC-SP. Veja: <http://www.lucialeao.pro.br/bio.htm>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 3
  4. 4. dessa interconectividade; e, finalmente, o espaço essas nomenclaturas estão equivocadas, porque (virtual, social, informacional, cultural e não está envolvido somente infraestrutura e, sim, comunitário) que emerge das inter-relações uma sociedade ativa e reativa a todos esses homens-documentos-máquinas. dispositivos, em especial a atenção a tecnologias móveis, que possibilitam criar fenômenos De acordo com a conceituação de LÉVY de que o desreterritorializantes a partir da interface entre o ciberespaço é “o novo meio de comunicação que espaço físico e o digital, alterando a dinâmica de surge da interconexão mundial de computadores”, viver e conviver em ambientes públicos e privados seria possível identificar a internet como este novo com apenas um toque. meio e estabelecer que “internet” e “ciberespaço” são sinônimos. Mas, como se pode ver, também São muitos os recursos que as tecnologias móveis para Lévy (1999:32), existe uma fundamental movimentam diariamente em nossas vidas. Para diferença a ser considerada: “As tecnologias LEÃO (2004 apud LEMOS 2004), a era da conexão digitais surgiram, então, como a infraestrutura do é a era da mobilidade. As novas formas de ciberespaço, novo espaço de comunicação de comunicação sem fio estão redefinindo o uso do sociabilidade, de organização e de transação, mas espaço de lugar e dos espaços de fluxos. Na também novo mercado de informação e do sociedade contemporânea, o agente dessa conhecimento.” comunicação está em um processo de territorialização e desterritorialização; LÉVY (1999:29) alerta que o ciberespaço fornece reconfiguração de espaços e necessidades suporte e expansão à inteligência coletiva; isso urbanas; e de constituição de uma sociologia da não significa que seja sua fonte de mobilidade. desenvolvimento, mas que propicia o seu próprio desenvolvimento. Além disso, nos casos de Tanto LEMOS quanto outros autores mencionados desenvolvimento e processos de inteligência por ele em sua pesquisa, como CASTELLS (2007), coletiva, seu principal efeito é o de acelerar cada GRAHAM, MARVIN (1996), WHEELER, AOYAMA vez mais o ritmo da alteração tecnossocial, o que (2000), dentre outros, apontam a relação direta torna ainda mais necessária a participação ativa entre mobilidade e desterritorialização. da cibercultura e, consequentemente, abre espaço As tecnologias de comunicação móveis são tidas para novas derivações do estado “ciber” de viver, como desterritorializantes, instituintes de processos ou seja, o mundo digital como extensão do nômades, justamente por criar deslocamentos de mundo real. corpos e informação. O nômade é o Todavia, em um contexto de sociedade, o mundo desterritorializado absoluto. dos negócios caminha junto com todas essas Essas tecnologias móveis permitem exercer um transformações sócios-culturais-econômicas, com maior controle sobre o espaço e o tempo, agindo um desafio de gestão das novas tecnologias e da também como ferramentas de territorialização. Por informação que circula e flui pela rede. instituir formas de controle, por meio de uma Na era da conexão, da mobilidade, do acesso justaposição do espaço eletrônico e físico, sem fio, a troca de informações envolve cada vez tecnologias móveis criam territorializações e mais os cibernautas, cada um com seus interesses controles informacionais, podendo ou não criar pessoais e/ou profissionais. procedimentos nômades. Refletiremos os exemplos de LEMOS: Cibernauta? Sim, cibernauta. Por que cibernauta? Contextualizando: a internet é a infraestutura Um executivo que viaja constantemente digital; eu, você e outros seres humanos não está em mobilidade, mas controlado pelo podemos nos considerar infraestrutura, então não seu celular, pelo seu laptop ligado à somos internautas, somos cibernautas, internet, pelos percursos pré-determinados. participamos ativamente do ciberespaço, Ele está em mobilidade, mas não é um independentemente dos dispositivos digitais. nômade, já que é territorializado, Concorda? Se não, essa será uma nova roda de controlado e controlador do fluxo de discussões. matéria e informação. No início do século XXI, surge a nova fase da Um cibernauta, por outro lado, que se sociedade da informação como um todo. Alguns tranca em seu quarto e navega por horas intitulam como web 2.0 ou web 3.0. Ao meu ver, por informações mundiais, sem percurso Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 4
  5. 5. pré-definido, vivencia processos nômades, ao smartphone. Essas tecnologias móveis possuem desterritorializantes, sem sair do lugar. seus e-mails, contatos e calendários sincronizados com os servidores corporativos. Dessa forma, o Um usuário de telefone celular, que se processo decisório é otimizado e as informações desloca em um espaço desconhecido e fluem mais rapidamente. acessa um banco de dados, está em movimento, mas territorializado pelo Para SANTAELLA (2007:238), os celulares são tidos controle informacional do espaço físico e como recursos de conexão permanente. O eletrônico. Ele não é um nômade. indivíduo torna- se disponível o tempo todo, seja onde estiver e a hora que for. Estar sempre ao Os exemplos acima mostram como as tecnologias alcance para todos também significa ser sempre digitais podem ser agentes de territorialização e detectável, o que torna o indivíduo mais visível controle, assim como de desterritorialização e de para as organizações de negócios, tendo muitas diminuição de hierarquias, aumentando vezes sua privacidade invadida. mobilidades, instituindo formas nômades. O importante é frisar que as tecnologias da As empresas possuem aplicações e dispositivos cibercultura, principalmente as móveis, podem criar móveis (celulares e smartphones) que interagem processos desterritorializantes, mas esses não com os sistemas de ERP e Supply Chain de estão garantidos pelo simples uso. maneira automática, atualizando e consolidando informações rapidamente e permitindo, como No meio empresarial, os smartphones ganham exemplo, dinamizar o processo de visitação nos cada vez mais espaço. Uma entrevista postada no pontos de venda. TerraTV8 em 14 de julho de 2007, com Adriano Lino da Blackberry, lembra que o mercado de Em suma, as novas tecnologias começaram a smartphone no Brasil representa 5% do mercado descentralizar a comunicação não só fora das de móbile, entretanto, quando o mercado de empresas, mas dentro também. smartphone começou em 2007/2008, tínhamos 16 Antes, a comunicação era restrita somente à área milhões de aparelhos em toda América Latina. em que se atuava. A interlocução era entre baias; Parece pouco, não é? Mas se consideramos que hoje, a aceleração das tecnologias em rede, levamos 15 anos para termos o mesmo montante principalmente o fenômeno dos dispositivos para PC, não há dúvidas de que é um mercado móveis, permite aos usuários maior controle do de exponencial crescimento não só no Brasil, mas fluxo comunicacional. no mundo todo. Em particular para as empresas, essas mudanças Os motores para essa previsão não se limitam trouxeram a busca de mais e maior lucratividade somente à troca de mensagens por e-mails, mas com menor tempo, pelas interconexões eletrônicas, pelo significado desse dispositivo na vida do e a informação passou a ser, para algumas cibernauta. empresas, o ativo importante em seus balanços Os smartphones já começam a ser enxergados anuais. como multiplicadores da produtividade, cujo ganho No dia a dia, a informação em rede facilitou a é estimado em 20%. Não é por menos, com ele é tomada de decisão, e o planejamento ao longo possível se logar em qualquer lugar, estar/sentir- da cadeia de suprimentos tornou-se um recurso se presente em uma rede social. Adriano Lino básico e essencial para a gestão da sociabilidade ressalta que a própria Blackberry possui 29 humana, um canal de compartilhamento de ideias, milhões de usuários e que, desses, 16 milhões pensamentos e experiências. acessam o Facebook regurlamente. A tecnologia está cada vez mais presente na vida dos executivos e funcionários de campo (representantes, vendedores, pesquisadores). Tudo começou com o computador no escritório, avançou mais um pouco com o celular e chegou 8 Ver <http://terratv.terra.com.br/noticias/orbita- 2009/4595-241082/crescimento-do-mercado-de- smartphones-impressiona.htm>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 5
  6. 6. desenvolvem-se, declinam e morrem. Esses sistemas interagem com o ambiente, promovendo mudanças a fim de melhor adaptar-se a ele.. Desde o início do século XXI, a TI deixou de ser uma área estritamente técnica. Foi-se o tempo em TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: que o gestor da área de TI participava de uma reunião para recomendar hardware, software ou UM ATIVO INTANGÍVEL adequações de Six Sigma10. TAGS: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, TI, Agora, a TI, quando bem usada em uma empresa, torna-se um ativo intangível. É estratégica e COMPLIANCE, GOVERNANÇA essencial para a competição em um mercado totalmente globalizado e desterritorializado, ou A sociedade contemporânea é uma sociedade seja, sem fronteiras e com várias línguas e globalizada, centrada no uso e na aplicação da moedas mercadológicas. O risco evidente é o do informação, cuja base material está sendo não alinhamento da TI com a estratégia global do alterada aceleradamente por uma revolução negócio. tecnológica concentrada na Tecnologia da Toda essa mudança de atitude e percepção da TI Informação (TI) e em meio a profundas mudanças vem sendo naturalmente ampliada ao longo do nas relações sociais, nos sistemas políticos e nos tempo. A tecnologia é uma extensão de nossas sistemas de valores. habilidades desde a era primata. O homem Nunca se ouviu tanto falar em TI como na primitivo utilizava do arco e flecha para caça e atualidade, tudo é sintetizado a ela. Se der certo, registrava seus feitos nas cavernas por meio de boa parcela do sucesso deve-se a TI, caso der signos. Nesse breve prólogo já percebemos a errado, boa parcela do fracasso deve-se a TI. tecnologia da informação e comunicação (TICs). Quem não passou por isso ou soube de algum Há quase um consenso entre os especialistas de caso como esse? tecnologia a respeito de TI: mais que saber Uma coisa é certa, a dose de sucesso ou profundamente de infraestrutura, os gestores da fracasso deve-se sim a Governança de TI e área de TI necessariamente precisarão dominar a Compliance9. A Governança pode ser entendida arte de agregar novos aplicativos a estrutura como Gestão de TI, normalmente é utilizada por existente. Adequar processos à conformidade legal gestores de tecnologia que gerenciam, controlam é muito mais importante do que dominar uma e utilizam a tecnologia, de modo a criar valor não linguagem de programação específica; ser só operacional mas também alinhar a objetivos de generalista faz a diferença em tempos de estratégia competitiva. competição desenfreada, porém não se pode deixar de gostar de executar e gerenciar. Os Para STONER e FREEMAN (1999:141), a estratégia gestores de TI precisam valorizar isso a qualquer pode ser definida como um amplo programa para custo. se definir e alcançar as metas de uma organização e mensurar as resposta dessa No início deste século, ocorreram muitas organização no seu ambiente através do tempo. mudanças em várias esferas. Conforme WAGNER III Esse ambiente organizacional pode ser afetado E HOLLENBECK (2004), mudança pode ser definida pela dinâmica do mercado e pelas evoluções como “o ato de variar ou de alterar modos tecnológicas e sociais. 10 MORGAN (1998) classifica as organizações como Seis Sigma ou Six Sigma (em inglês) é um conjunto de "sistemas vivos" que nascem, crescem, práticas originalmente desenvolvidas pela Motorola para melhorar sistematicamente os processos ao eliminar defeitos. Um defeito é definido como a não conformidade 9 No âmbito institucional e corporativo, Compliance é o de um produto ou serviço com suas especificações. Seis conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas Sigma também é definido como uma estratégia gerencial legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes para promover mudanças nas organizações, fazendo com estabelecidas para o negócio e para as atividades da que se chegue a melhorias nos processos, produtos e instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar serviços para a satisfação dos clientes. Fonte: qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Seis_Sigma>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 6
  7. 7. convencionais de pensamento ou comportamento”. jornada da internet, melhor, do ciberespaço. Na área de TI, houve uma reformulação nos Gerenciar o conhecimento pode ser mais real do papéis de seus profissionais, podendo ser que imaginamos, mais próximo do que pensamos; identificados a seguir: toda ação que desempenhamos por meio da internet pode ser mapeada e acompanhada on- COO (Chief Operating Officer) é line, sem limites, fronteiras ou barreiras de responsável por gestão de operações, idiomas para isso. controle e entrega de resultados operacionais. Se analisarmos atentamente e desprendidos de fatores pessoais, tudo o que se produz em uma CIO (Chief Information Officer) é empresa é da empresa. Você é remunerado por responsável por gestão de assuntos isso. funcionais de TI, ou seja, Governança, processos, arquiteturas e softwares. Entretanto, o gerenciamento do conhecimento parte da premissa de que todo conhecimento CTO (Chief Technology Officer) é existente na empresa, ou seja, na cabeça das responsável pela infraestrutura, hardware, pessoas, na veia dos processos e no coração dos conectividade, segurança. departamentos, pertence à empresa. Para que isso CKO (Chief Knowledge Officer) é se torne factível, esse Conhecimento deve se responsável pela gestão do conhecimento, tornar uma rotina, um processo, um modelo mas ainda é pouco usual nas empresas. saindo da cabeça de um indivíduo e tornar-se Essa função ainda é recente, nasceu com utilizável e reutilizável por outras pessoas. o uso das redes sociais, a web 2.0. (DOMENEGHETTI, MEIR, 2009:221) Uma das poucas certezas que temos hoje em dia, Não é difícil perceber que a TI interfere no no que diz respeito a reorganização, normatização ambiente das organizações: todas elas utilizam e padronização de processos, é que estas serão alguma tecnologia para executar suas operações, feitas a partir do ciberespaço. seja rudimentar ou sofisticada, tradicional ou É nesse ponto que as Tecnologias, sejam elas da moderna (ROBBINS, 2004:206). Auxiliam e aceleram Informação ou da Inteligência, só têm a contribuir de alguma forma o desenvolvimento do indivíduo para a convergência e a mobilidade de várias e da empresa, propiciando o Conhecimento aplicações e modelos como o SOA11, virtualização, Aplicado, que por sua vez pode ser considerado web services,12 web 2.0 e passam a compor uma um ativo intangível, assim como a marca, a espécie de arquitetura orientada ao conhecimento. inovação, o modelo de negócios, a Governança e a cultura corporativa. Sobre a agregação de valor de TI ao negócio, 11 Service-Oriented Architecture (SOA), pode ser traduzido SCHROEDER (2002:16) enfatiza em seu estudo: “A como arquitetura orientada a serviços e é um estilo de arquitetura de software, cujo princípio fundamental TI deve ser vista como uma prestadora de preconiza que as funcionalidades implementadas pelas serviços de alta qualidade, colocando na mão de aplicações devem ser disponibilizadas na forma de seus clientes internos (usuários de sua empresa) e serviços. Frequentemente esses serviços são conectados externos (clientes, fornecedores e parceiros de sua por meio de um "barramento de serviços" (enterprise empresa) informações que ‘agreguem valor' service bus, em inglês) que disponibiliza interfaces ou tornando a cadeia mais competitiva.” contratos, acessíveis por meio da web services ou outra forma de comunicação entre aplicações. A arquitetura Uma tendência daqui para frente é o SOA é baseada nos princípios da computação distribuída gerenciamento do conhecimento, mas como se faz e utiliza o paradigma request/reply para estabelecer a isso? É possível? Se o conhecimento é a comunicação entre os sistemas clientes e os sistemas que expressão de experiências individuais e coletivas, implementam os serviços. Fonte: como mapear o conhecimento? <http://pt.wikipedia.org/wiki/>. 12 Web service é uma solução utilizada na integração de Até este ponto falamos a todo momento de sistemas e na comunicação entre aplicações diferentes. mudanças, evoluções, transições... Não podemos Com essa tecnologia, é possível que novas aplicações esquecer no meio de toda essa jornada da TI possam interagir com aquelas que já existem e que sempre tivemos e de que estamos presenciando a sistemas desenvolvidos em plataformas diferentes sejam compatíveis. Os web services são componentes que Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 7
  8. 8. Com o ritmo acelerado e fugaz que empresas Além disso, o sistema de informação deve permitir estão investindo em Tecnologias do Conhecimento, a uma organização perceber seu ambiente, não demorará muito para que aplicações sejam detectar desafios e necessidades e riquezas de desenvolvidas em instantes. informação. Bom exemplo na área dos novos negócios “eletrônicos ou virtuais” são os portais Esse fenômeno já acontece para delírio dos e-Business, com base na internet, que por certo profissionais da Ciência da Computação, devido à terão nos próximos anos uma representação evolução gradual e significativa das linguagens de garantida no motor da economia, em especial a programação, atualmente open source (código economia móvel. aberto), que ganha admiradores e facilita muito a entrega de demandas geradas pelas outras áreas Vivemos na era pós-digital, da portabilidade, do da empresa, em especial, as áreas comerciais, de chip, dos sistemas orientados a objeto, da marketing e de produto. consolidação da web 2.0 como ferramenta e instrumento de captação, integração e Um dos motores para os desenvolvedores de disseminação de conteúdos midiáticos que saltam aplicativos são os widgets. Um widget é um de páginas em páginas hipertextuais, muita vezes pequeno aplicativo que fornece funcionalidades acessadas por meio de dispositivos móveis. específicas e que, normalmente, possui uma interface gráfica de fácil nível de interatividade. É Um dos muitos exemplos de setores que usufruem considerado um oásis para os desenvolvedores, do potencial do ciberespaço é o setor aéreo. As porque reúne diversos componentes de softwares companhias aéreas criaram o modelo low cost de distribuídos pela web que atendem uma negócios que integram vendas, reservas, determinada demanda, permitindo que esses programas de milhagem, agentes de viagens, entre profissionais priorizem a modelagem da aplicação, outros, e até hoje são um exemplo do que diminuindo consideravelmente o tempo de significa o e-business. desenvolvimento. Outro exemplo é o setor industrial, que desde a Com isso, todo o fluxo informacional conduzido bolha da internet vem investindo em plataformas por sistemas de informação traz uma nova de negócios, também conhecidos e-Marketplaces. perspectiva – portabilidade informacional. Essa Os e-Marketplaces são espaços privados onde gama de conhecimento corporativo passa ser um empresas estabelecem relações comerciais, ou ativo da empresa, e não mais um suporte à seja, é uma plataforma de relacionamento, na tomada de decisão. cadeia de produtiva ou nos stakeholders13. A empresa passa a competir sem fronteiras e sem Para DOMENEGHETTI, MEIR (2009:224), vivemos na amarras para captar e disseminar conhecimento economia das redes, na era do interligado, do em toda sua cadeia de valor. interconectado, das trocas incessantes. Trocamos, a todo momento, informações, recursos, Um sistema de informação é um conjunto de impressões, sensações, experiências, ideias, processos e informações que se utilizam de opiniões... Influenciamos e somos influenciados recursos automatizados (ou não) que processam, diuturnamente por nossos semelhantes. O fator armazenam e recuperam informações que são relacionamento assume cada vez mais o peso da utilizadas por pessoas para se conduzirem em economia no equilíbrio das forças mercadológicas, processos administrativos, de forma destacada os uma vez que temos muito mais informações, decisórios. GONÇALVES, JAMIL e TAVARES acesso e, portanto, capacidade de formar opinião (2002:22) e ler realidades. Conforme JAMIL (2001), as organizações precisam Todo esse oceano de informações merece uma de sistemas de informação que tenham conceituação teórica. Para SHANNON (1948), capacidade de funcionar com controle e eficácia, informação é sempre algo novo; se alguém lhe diz que possam detectar com rapidez as emergências e nos dê a capacidade de tomar decisões rápidas. 13 Stakeholder (em português, parte interessada ou interveniente) é um termo usado em administração que permitem às aplicações enviar e receber dados em refere-se a qualquer pessoa ou entidade que afeta ou é formato XML. Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/>. afetada pelas atividades de uma empresa. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 8
  9. 9. algo que já conhece, não há nenhuma A nova onda de serviços desterritorializados transmissão de informação nesse diálogo. Dados são Cloud Computing ou computação em ou fatos, para se transformarem informação, nuvem. O Cloud Computing14 é a opção de TI devem solucionar alguma incerteza. Enquanto os de muitas empresas. São um conjunto de dados e os fatos ocupam a memória, a serviços acessíveis pela internet que visam informação preenche o intelecto. fornecer os mesmos serviços de um sistema operacional. Essa tecnologia consiste de DIENER (1977) desenvolveu uma teoria dividindo a compartilhar ferramentas computacionais pela informação de sentido amplo em três categorias: interligação de sistemas cuja organização é (1) dados, (2) informação em sentido escrito e (3) semelhante às nuvens no céu, em vez de ter conhecimento. Os dados se referem a fenômenos essas ferramentas localmente (mesmo nos conceituais e, portanto, estão associados ao nível servidores internos). O uso desse modelo cognitivo de percepção. (ambiente) é mais viável que o uso de MORINISHI (2005) cita algumas características da unidades físicas. informação: Um problema originado dentro das informação pode ser substituída por outros corporações é o alto custo com TI. “As recursos econômicos; organizações de TI gastam hoje 80% de seu informação é um bem intangível e por isso tempo com a manutenção de sistemas e não não pode ser destruída; é seu objetivo de negócio manter dados e aplicativos em operação. É dinheiro jogado informação se expande pelo uso, e em fora, o que é inaceitável nos dias de hoje”, algumas situações é considerada como um defende Clifton Ashley, diretor do Google para bem público; a América Latina. informação pode ser condensada; Dentro desse contexto, o PC será apenas um informação tende a se propagar; chip ligado à internet, a "grande nuvem" de computadores. Não há necessidade de informação pode ser transportada instalação de programas, serviços e rapidamente e a baixo custo por meio de armazenamento de dados, mas apenas os tecnologias de telecomunicação; dispositivos de entrada (teclado, mouse) e informação é custosa para se produzir, saída (monitor) para os usuários. mas barata para se reproduzir; Em um sistema operacional disponível na avaliar informação é um problema internet, pode-se, a partir de qualquer paradoxal: para que a informação seja computador, em qualquer lugar, ter acesso às avaliada, pressupõe-se que ela já seja informações, arquivos e programas em um conhecida, pois para o desconhecido e sistema único, independente da plataforma (o não testado é impossível de se avaliar. No requisito mínimo é um computador compatível entanto, se a informação foi com os recursos disponíveis na internet). suficientemente compreendida para ter sua Uma arquitetura em nuvem é muito mais que qualidade julgada, então o conhecimento já apenas um conjunto (embora massivo) de está em posse do comprador, que não computadores. Ela deve dispor de uma precisará adquiri-lo; infraestrutura para gerenciamento, que inclua o intercâmbio de informação reduz a sua funções como aprovisionamento de recursos exclusividade: o receptor adquire um novo computacionais, equilíbrio dinâmico do conhecimento (valor adicional). workload e monitoração do desempenho. A informação é recurso básico da nova economia. Esse mercado 2.0, dinâmico e apto a novas A economia das redes de informação – que antes interações, faz de cada nova interação um novo ficavam confinadas em espaços físicos gelados e patamar, um novo nível de relações, que não são próximos de suas sedes, territórios restritos – necessariamente sólidas e duradoras, mas têm agora são globais e totalmente desterritorializadas por conta da internet. 14 Ver: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Computa%C3%A7%C3%A3o_e m_nuvem>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 9
  10. 10. interesses em comum em um determinado momento. Esse movimento mercadológico totalmente fluido, sem natureza sólida e estática, traz uma nova forma de ver comportamentos, primeiramente, não donos, somente atores. O equilíbrio das forças deriva diretamente do E-BUSINESS poder de cada ator e do poder doa grupos (permanentes ou temporários) formados por esses ESTRATÉGIA PARA CADEIA DE VALOR atores que representam interesses diversos, modus vivendi e modus operandi. Por isso é tão dinâmico TAGS: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, TI, EDI, INFORMAÇÃO e tão mais potencialmente democrático. E-BUSINESS, E-MARKETPLACE, E-COMMERCE (DOMENEGHETTI, MEIR, 2009:225) Este espetáculo pó-digital, onde nós, eu e você, atuamos ora como protagonista ora como Desde o boom da internet em 2000 e da coadjuvante ora como figurante, nos leva a massificação da world wide web (www) por todos participar de alguma forma direta ou indiretamente os cantos do mundo, algumas empresas do momento real de transição, uma transição que apostaram e continuam apostando em portais de não se limita somente a megabytes, gigabytes, e-Business, por sua inovação, tecnologia e terabytes, mas, sim, à humanidade, como integração, que ao longo do tempo são atributos sociedade realmente globalizada economicamente, determinantes para a sustentabilidade com uma série de oportunidades, fraquezas e mercadológica. emergências imensuráveis. KALAKOTA, ROBINSON (2002) define e-Business Ultimamente, nunca tivemos tantos questionadores, como todas as aplicações tecnológicas e de opinadores e reclamões, entretanto nos falta processos de negócios que capacitam a empresa atitude para executar e gerenciar nossas ações, a fazer uma transação de e-Commerce ou ainda a sejam elas no âmbito pessoal ou no profissional. fazer uma leitura mercadológica dos canais de Talvez um dos grandes feitos do homem é marketing. acreditar e investir na ciência da tecnologia, na Os antecessores do e-Business são o e- descoberta, nas reconsiderações, nas verdades e Commerce, que definimos como a compra e a nos fatos. venda de produtos e serviços pela web, e o EDI, Estes fatos são turbinados por essas novas que são transações de dados por meio de lay tecnologias da informação, em especial, pelas outs pré-definidos; tais assuntos serão tratados novas tecnologias comunicacionais que surfam de logo mais. rede em rede estabelecendo conexões, relações e Entretanto, a maioria dos e-Business é composta tendências. por empresas de grande porte ou multinacionais, uma das justificativas que podemos levantar é o fato de possuírem budget anual destinado a investimentos tecnológicos e cultura de centralização de toda operação da cadeia de suprimentos, pois é conhecida a dificuldade em minimizar os efeitos da flutuação da demanda de produtos causados por inúmeras variáveis, sejam elas controláveis ou não. O que leva essas empresas a participarem dessa nova forma de conjuntura econômica e tecnológica é ter em mãos informações on line e ainda desfrutar de tudo o que se passa em relação ao comportamento da demanda de seus produtos e minimizar eventuais perdas. Para qualquer executivo, há cenário melhor que esse? Quem não gostaria de ter informações que Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 10
  11. 11. retratam a realidade do comportamento do dependendo do tipo de categoria de produtos16, consumidor? Esse é o verdadeiro olho mágico! Ter demografia17, geografia18, aspecto temporal e informações censitárias que retratam a realidade sazional19, ou até mesmo em ocasiões de de consumo, porém isso só é possível por meio lançamento de produtos. Nesta última ocasião, é do uso de tecnologias da inteligência no comum a sobrecolocação de produtos nos pontos ciberespaço – cibernegócios. de venda e a definição de seu comportamento padrão de demanda após alguns meses de Outro ponto a ressaltar é que a produção observação. normalmente é baseada em previsões de demanda: só se produz se há demanda, contudo, Estamos na era da informação, da gestão do inevitavelmente é estabelecido um relacionamento conhecimento e da corrida para antever prováveis de médio a longo prazo junto aos canais de oscilações em um mercado tão volátil. Tudo distribuição, visto que é um elo importantíssimo acontece não mais em questão de anos ou na cadeia de suprimentos. meses, mas praticamente em tempo real20. Para piorar ainda mais a situação, a realidade dos segmentos industriais brasileiros sofre com ações EFEITO CHICOTE (BULLWHIP EFFECT) comerciais que ajudam a amplificar esse efeito. Uma delas é a prática dos distribuidores Na era pós-industrial, as empresas que atuam no concentrarem suas compras nos últimos dias de segmento industrial têm dificuldade em mapear e cada mês. acompanhar a flutuação da demanda de seus produtos ao longo da cadeia produtiva. Essa Uma das justificativas para isso é que os flutuação da demanda, também conhecida como vendedores dos fabricantes têm suas bonificações efeito chicote ou bullwhip effect, no idioma inglês, atreladas a metas mensais. Assim, alguns apresenta uma distorção no comportamento da compradores dos grandes distribuidores os demanda ao longo da cadeia de suprimentos, ou mantêm na expectativa do não atingimento das seja, os pedidos emitidos pelos fornecedores têm metas até momentos antes do fechamento do uma variância diferente das vendas dos mês, levando a uma maior “disposição” para compradores. ceder a solicitações de descontos em troca de compras que os ajudem a atingir suas metas. 16 Categoria de produto é um conjunto de produto reunido por sua natureza, especificação, padrão, forma, finalidade e derivações. Por exemplo, categoria de sabão em pó, formado pelos produtos Omo®, Ace®, Amazon®, Brilhante®, Minerva®, dentre outros. 17 Demografia é uma área da ciência geográfica que estuda a dinâmica populacional humana. A análise demográfica centra-se também nas características de uma sociedade ou um grupo específico, definido por critérios como educação, nacionalidade, religião e pertença étnica. Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Demografia>. (Acessado em 10/12/2008). 18 Geografia é o estudo da superfície terrestre e a Figura 01: Direção do fluxo de demanda e direção do fluxo de produto. distribuição espacial de fenômenos geográficos, frutos da relação recíproca entre homem e meio ambiente. Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia>. (Acessado em 10/12/2008). Esse comportamento flutuante da demanda pode 19 Aspecto temporal é um conjunto cronológico de ser acentuado para cima ou para baixo (outliers15), observações e variações sazonais que ocorrem regularmente dentro do período de um ano. 20 O termo “praticamente em tempo real” não significa, 15 O termo outliers está associado ao dado que foge ao necessariamente, que os dados publicados no ciberespaço padrão usual de comportamento. condizem 100% com a realidade. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 11
  12. 12. Um dos motivos que causam o efeito chicote é a eletrônico; uso de produtos de informação para miopia dos vários elos da cadeia. Cada elo “vê” auxiliar na elaboração de planejamento ou planos apenas a demanda de seu cliente imediato. de cunho estratégico, tático e operacional; tracking de campanhas de marketing disparados Essa demanda, por sua vez, é distorcida pelas em diversos veículos – impresso/digital; fluidez na políticas de estoque de todos os elos da rede, comunicação entre diferentes áreas), são poucas que foram definidas de forma independente e não as empresas que usufruem desse tipo de necessariamente adequada a um melhor tecnologia. desempenho da rede como um todo. São muitos os motivos que ainda não É importante atentar que, independentemente de o despertaram a utilização desses portais, mesmo produto ser oriundo de um lançamento, de um assim podemos elencar alguns: relançamento, de um reposiocionamento de marca ou mesmo ser considerado pela matriz BCG21 (a) desconhecimento desse tipo de como commodity22 ou estrela23, pode sofrer um tecnologia; estado de outlier em um determinado momento, (b) decisões feitas por meio da observação influenciado por uma ação de marketing da e da experiência (é comum ouvir, própria empresa ou da concorrência, tal como principalmente de gestores, “sempre foi campanhas publicitárias; crises ou especulações assim, há mais de 20 anos”); econômicas; mudanças de comportamento de consumidores, que têm hoje um apelo de (c) receio de compartilhar informações; consciência (pensamento verde); novos entrantes (d) há poucas empresas que gastam diretos ou indiretos, com novas possibilidades de energia e investem financeiramente atender uma demanda muitas vezes mal atendida nesses portais e na formação e ou inexplorada. capacitação de pessoal para criar e A pergunta é: Como minimizar o impacto da manter esse core business. flutuação da demanda de produtos na cadeia de suprimentos por meio de tecnologias da inteligência? Uma saída é o uso de portais de e- Business, que criam e possibilitam uma rede de ELETRONIC DATA INTERCHANGE (EDI) NTERCHANGE cooperação entre empresas, utilizando recursos de O EDI foi uma das primeiras formas de comércio tecnologias da inteligência no ciberespaço. eletrônico, e pode ser definido como ferramenta de comunicação que permite a troca de Esses portais de e-Business, também conhecidos informação em formato eletrônico e padronizado comercialmente como e-Marketplaces, surgiram na entre computadores de diferentes empresas. década de 1990 com a massificação e a MORINISHI (2005 apud ALBERTIN, 2004). populariazação da world wide web (www), porém, apesar da sua plataforma tecnológica e de suas Quando o EDI surgiu, foram desenvolvidos alguns possibilidades transacionais (prática de comércio formatos proprietários que visavam atender necessidades específicas das transações de cada 21 setor econômico ou empresa. A matriz BCG (Boston Consulting Group) é um modelo para análise de portfolio de produtos ou de unidades de Com o tempo, esses padrões proprietários se negócio baseada no conceito de ciclo de vida do tornaram barreiras para a ampla adoção do produto. Consulte: <http://www.bcg.com/>. mercado, pois os problemas relacionados à troca 22 Commodity é um termo da língua inglesa que, como o de mensagens entre diferentes setores e empresas seu plural commodities, significa mercadoria e é utilizado passaram a limitar o uso do EDI. nas transações comerciais de produtos de origem primária, como referência aos produtos de base de Então, novas iniciativas para promover a matérias-primas ou com pequeno grau de industrialização, compatibilidade das mensagens foram de qualidade quase uniforme, produzidos em grandes desenvolvidas, dentre elas destaca-se o Eletronic quantidades e por diferentes produtores. Fonte: Data Interchange for Administration, Commerce <http://pt.wikipedia.org/wiki/Commodity>. (Acessado em and Transport (EDIFACT)24, um padrão 10/12/2008) 23 Os produtos estrela são aqueles que possuem alta 24 participação em mercados em crescimento. Consulte: O EDIFACT é um padrão internacional, elaborado pelas <http://www.planodenegocios.com.br/>. Nações Unidas, que surgiu devido à globalização e ao Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 12
  13. 13. multissetorial reconhecido internacionalmente. Marketplace, cuja definição é dada por: locais LEGEY (2000) virtuais onde múltiplos compradores e fornecedores realizam negócios através da Normalmente no EDI tradicional, as empresas internet. MORINISHI (2005 apud BLOCH, PIGNEUR E utilizam uma infraestrutura especial para o tráfego SEGEV, 1996). de informação, denominada rede de valor adicionado, popularmente conhecido pelo pessoal Os e-Marketplaces podem ser classificados em de TI como VANS (Value Added Networks). verticais e horizontais. Os verticais são realizados por compradores e vendedores pertencentes a um As VANS atuam como intermediárias no tráfego e segmento da indústria em particular, por exemplo, no armazenamento confiável de mensagens de um o setor de farmacêutico. Os mercados horizontais ou mais sistemas de EDI, oferecendo também o concentram recursos utilizados por todos os tipos serviço de conversão de protocolos e tradutores de segmento industrial, por exemplo, serviços de mensagens, permitindo integração de diferentes financeiros e serviços terceirizados de recursos parceiros, mesmo que eles possuam sistemas humanos. internos heterogêneos. Segundo MORINISHI (2005 apud PORTO, BRAZ, PLONSKI, 2000), a integração pelo EDI confere às empresas que o utilizam maiores vantagens estratégicas do que operacionais. Para o nível operacional, existe a melhora na eficiência da organização, pois há uma rápida transferência de dados entre empresas que minimiza os custos relacionados com papéis, mão de obra e outros custos administrativos. Entretanto, os maiores benefícios estão associados à vantagem competitiva em virtude de enriquecer a tomada de decisão, por meio de maior previsibilidade e pelo aumento da qualidade da informação processada com menor margem de erro. Figura 02: Comunidades horizontais versus comunidades verticais. Adaptado por KALAKOTA e ROBINSON (2002). E-MARKETPLACE: UMA REDE DE COOPERAÇÃO COOPERAÇÃO ENTRE EMPRESAS Esses locais virtuais de transação comercial A utilização do correio eletrônico e o aumento de realçam o conceito de redes de cooperação. usuários da web têm chamado a atenção de Cooperação, como o próprio nome diz, é o ato pesquisadores nas universidades e também nas de contribuir para algo. Se não houver empresas. cooperação de todos os envolvidos, dificilmente Dentro do contexto do relacionamento entre uma rede desse porte sobreviverá. empresas e da perspectiva integrada do modelo Segundo BRITTO (2002:347), o conceito de rede de comércio eletrônico, as soluções baseadas na de cooperação é definido como: internet trouxeram mudanças que permitiram sua utilização em todas as fases de uma transação “arranjos inter-organizacionais baseados em comercial. vínculos sistemáticos – muitas vezes de caráter cooperativo – entre empresas Dentre as formas que potencializam o formalmente independentes, que dão relacionamento entre empresas destaca-se o e- origem a uma forma particular de coordenação das atividades econômicas”. consequente relacionamento entre diferentes países e Dentro desse contexto, as redes de cooperação economias. Fonte: de empresas, buscam encorajar uma relação de <http://www.anfavea.com.br/edifact.html>. (Acessado em proximidade de interesses e necessidades em 10/10/2008). Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 13
  14. 14. longo prazo. Para AMATO NETO (2000), as Todo esse fluxo de informação só é possível vantagens na formação das redes de cooperação devido às inovações nas tecnologias de são: informação (TI), que ampliaram as possibilidades da comunicação e facilitaram a interatividade combinar competências e utilizar o entre o ambiente interno das empresas e seus conhecimento técnico de outras empresas; parceiros de negócios. LEGEY (2000) dividir o ônus da realização de pesquisas Complementando, CASTELLS (2007) acredita que tecnológicas; um dos motivos em uma economia global na qual partilhar riscos e custos de explorar novas a formação e a expansão das redes de empresas oportunidades; deverão ser pelo poder da informação propiciado oferecer uma linha de produtos de pelo paradigma tecnológico. qualidade superior e mais diversificada; Essa nova forma da economia, baseada na exercer maior pressão no mercado; conectividade entre empresas pela rápida transferência de informação em tempo real, realça fortalecer o poder de compra; o papel das tecnologias de comunicação, em atuar conjuntamente em mercados particular das redes de computadores no ambiente internacionais; e empresarial. possibilitar maior transferência de O comércio eletrônico é a mais nova forma de informação e tecnologia. comprar e vender. Para MARTIN (1999:1), “O comércio eletrônico envolve a compra e venda de Segundo BRITTO (2002), nas redes de cooperação produtos, informações e serviços pela Net”, ou verifica-se a existência de fluxos tangíveis e seja, o comércio on line mantém todas as intangíveis. Os fluxos tangíveis têm base na características de troca entre os vendedores e transferência de insumos de produtos entre os compradores, mas ampara-se totalmente na agentes. Simultaneamente a essa movimentação estrutura de rede para existir. de recursos físicos, existem os fluxos intangíveis, que se referem ao intercâmbio de informação Segundo TAKAHASHI (2001), o comércio eletrônico entre empresas integradas na rede. abrange diversos tipos de transação comercial que envolvem governo, empresas e consumidores. Dentro do contexto de redes de cooperação, a Acompanhe as relações possíveis do comércio troca de informação entre empresas torna-se eletrônico na figura 03 e na descrição a seguir. ainda mais complexa, se considerarmos a possibilidade de cooperação de empresas B2B (business-to-business): transações concorrentes. entre empresas, tais como EDI e portais verticais de negócios; Por isso, o compromisso assumido por esses participantes deve ser respeitado e seguido à B2C/C2B (business-to-consumer e risca, a fim de evitar qualquer desconforto ou consumer-to-business): transações entre desconfiança em relação à determinada rede de empresas e consumidores, tais como: lojas cooperação. e shoppings virtuais; As informações só poderão ser compartilhadas B2G/G2B (business-to-government e quando todas as empresas dessa rede estiverem government-to-business): transações de acordo com o compartilhamento de envolvendo empresas e governo, tais como: informações e com os níveis de análise destas. EDI, portais e compras; Tais redes de empresas exigem que as trocas de C2C: (consumer-to-consumer): transações informação sejam cada vez mais frequentes e entre consumidores finais, tais como: imediatas à necessidade. leilões e classificados on line; Essas informações podem ser desde simples G2C/C2G (government-to-consumer e transações comerciais, como um pedido de consumer-to-government): transações compra, até informações estratégicas sobre um envolvendo governo e consumidores finais, lançamento de um produto. tais como: pagamento de impostos e serviços de comunicação; Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 14
  15. 15. G2G (government-to-government): transações entre governo e governo. Figura 04: Portal TIVIT – PHARMADIS (https://www.pharmadis.com.br). Figura 03: Tipos de comércio eletrônico. TAKAHASHI ASSIST (2001) (www.assist.com.uy): é uma empresa uruguaia que possui operações em toda a América Latina (exceto Brasil) desde 1998 para todos Segundo BAKOS (1998), a centralização de os segmentos industriais. Seu portal faz uso fornecedores num e-Marketplace permite a de práticas de e-Commerce e de análises redução dos custos do comprador em realizar estatísticas a partir de uma ferramenta de cotações e obter informações sobre as Business Intelligence – BI25 (PowerStreet) características dos produtos, diminui a necessidade de deslocamento físico e permite assistência técnica diretamente pela própria rede. Para o vendedor, o e-Marketplace propicia um meio eficiente para publicidade e redução dos custos de suas operações comerciais e financeiras. A partir dessa análise, é possível observar que o mercado eletrônico traz benefícios tanto para fornecedores quanto para compradores, entretanto o grau de benefícios pode ser tornar desigual, pois o e-Marketplace, com seus mecanismos comparativos de ofertas (como leilão), aumenta a competitividade entre fornecedores, pressionando os preços para baixo; assim, enquanto os compradores se beneficiam com essa redução, os vendedores poderão ser prejudicados. Abaixo, três exemplos de portais e-Marketplace B2B que utilizam tecnologias de inteligência para Figura 05: Portal ASSIST (www.assist.com.uy). integração da cadeia produtiva: TIVIT – PHARMADIS 25 O termo Business Intelligence (BI), que pode ser (https://www.pharmadis.com.br): é uma empresa traduzido como Inteligência de negócios, refere-se ao brasileira que atua somente no mercado processo de coleta, organização, análise, farmacêutico., cujas operações são compartilhamento e monitoramento de informações que administradas pelo Grupo Votorantim desde oferecem suporte a gestão de negócios. Fonte: 2000. <http://pt.wikipedia.org/wiki/>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 15
  16. 16. utilização da internet como um poderoso canal de relacionamento. Genexis.com A e-bit possui um sistema de avaliação que reúne (www.genexis.com): é uma empresa brasileira informações sobre comércio eletrônico, coletadas com fundo de investimento estrangeiro que dos consumidores após realizarem compras em atua para diferentes segmentos industriais. aproximadamente 2.000 lojas virtuais. Por isso, os associados da e-bit que acessam as lojas virtuais têm à sua disposição uma lista completa de lojas divididas por categorias de produtos. As lojas conveniadas ao bitConsumidor sistema bitConsumidor, de pesquisas da e-bit onde o cliente relata sua experiência de compra no momento em que a conclui, são classificadas por meio de medalhas de bronze, prata, ouro ou diamante, conforme a opinião de seus próprios clientes. Tudo isso de forma rápida e transparente. Para estimular a participação de seus associados Figura 06: Portal Genexis.com (www.genexis.com). nas pesquisas, a e-bit criou uma moeda virtual que permite aos seus associados participar de sorteios de produtos na seção aposte em prêmios. Com a aceleração da globalização e o avanço da Quanto mais bits o consumidor apostar, “desmaterialização” da economia, um caminho sem volta e de proporções ainda desconhecidas é A e-bit dispõe de produtos e serviços essenciais o uso de tecnologias de inteligência na rede de às empresas que utilizam ou pretendem utilizar a computadores, que representa um terreno fértil. internet como um poderoso canal de relacionamento. Por exemplo, pesquisas de A cada instante, acontecem reorganizações e mercado sob encomenda, investigações de reconstruções com novas características e usabilidade e consultoria para a construção de definições no modo das empresas pensarem e websites, envio de e-mails em alta escala, agirem estrategicamente, seja no espaço dito consultoria e marketing direto pela internet. como real e/ou virtual. Outro exemplo, de uma empresa que nasceu como um portal de comércio eletrônico junto à bolha da internet mas que conseguiu transitar da web 1.0 para web 2.0, é o portal e-bit26. A e-bit Informação, fundada em 1999, foi pioneira na realização de pesquisas sobre hábitos e tendências de e-Commerce no Brasil. Desde o início, a e-bit conta com o apoio de parceiros conveniados. São cerca de 2.000 lojas virtuais nacionais, que asseguram credibilidade e qualidade nos serviços prestados. Figura 07: Portal e-bit (www.ebit.com.br). Ao mesmo tempo em que busca oferecer aos consumidores uma opção rápida, segura e divertida para fazer suas compras, a e-bit também Na home do Portal e-bit você encontra um painel e- oferece meios para auxiliar empresas a atrair, completo por categorias de fabricantes manter e rentabilizar seus clientes, alavancando a (associados), classificados em diamante, ouro, prata e bronze. Esses critérios de classificação são resultado de um modelo estatístico 26 Ver: <http://www.ebit.com.br/>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 16
  17. 17. (datamining27) de acordo com um conjunto de variáveis transacionais e pesquisa junto ao consumidor. Figura 08: Área restrita a bitsócio (www.ebit.com.br). Figura 10: Área restrita a bitsócio – extrato de bits (www.ebit.com.br). Uma vez bitsócio (ou seja, associado ao site), diariamente tem-se contado com uma série de campanhas de e-Marketing (marketing na internet A dinâmica dessa rede social demonstra a ou marketing digital) que o portal produz para evolução do e-Commerce para o s-Commerce (ou estimular o comércio eletrônico. Social Commerce), que será tratado mais adiante. Antes, discutiremos o papel da nova etapa do e- Business, assim como todo estado cibercultural e locativo da prática de negócios em rede, que também migrou para a portabilidade, o chamado m-Business. Figura 09: Área restrita a bitsócio – Quiz (www.ebit.com.br) Além de e-mail marketing o portal oferece um quiz: se você acertar, ganhará mais bits – moeda virtual – que gerará descontos ou prêmios. 27 Datamining ou Mineração de Dados é um processo analítico projetado para explorar grandes quantidades de dados (tipicamente relacionados a negócios, mercado ou pesquisas científicas), na busca de padrões consistentes e/ou relacionamentos sistemáticos entre variáveis e, então, validá-los aplicando os padrões detectados a novos subconjuntos de dados. O processo consiste basicamente em 3 etapas: exploração; construção de modelo ou definição do padrão; e validação/verificação. Ver: <http://www.cce.puc- rio.br/informatica/dataminingcentro.htm>. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 17
  18. 18. Para o campo da informática é qualidade de hardware, software ou de qualquer de seus elementos, que lhes permite serem utilizados em qualquer computador de mãos portadores de tecnologia wi-fi ou em celulares com tecnologia 3G M-BUSINESS: mediante acesso à banda larga. ALVERGA, RAMOS (2004) A mobilidade não significa MOBILIDADE PARA OBILIDA CADEIA DE VALOR dizer que o equipamento tenha sempre uma “conexão ligada”. Dados uma série de aspectos e padrões tecnológicos ainda em desenvolvimento, é TAGS: ECONOMIA MÓVEL, SOCIEDADE possível se observar duas formas da conexão entre CONECTADA, CANAIS MÓVEIS, SMARTPHONES, SMARTPHONES um usuário em um local remoto e a sua empresa, por exemplo: on line (sempre conectado) e off line CONVERGÊNCIA DE APARELHOS, APARELHOS (conectado quando solicitado). MINIATURIZAÇÃO, INTERFACE DE VOZ, O entendimento dessas duas situações possíveis DOCOMO será primordial para se projetar a aplicação de m- Business e até entender limitações e possibilidades de expansão dessas aplicações. A nova fase da sociedade da informação tem o desafio da gestão informacional e comunicacional. Muitas empresas até sem expertise no ramo da Iniciada com a popularização do personal computer telefonia móvel vêm investindo cifras consideráveis (PC) e da microinformática, com a entrada da para atender a demanda real e emergente de internet nos lares na década de 1980 e com a equipamentos e aplicações para m-Business. É uma transformação do PC em um computador coletivo verdadeira corrida ao ouro. Nesse garimpo encontra- (CC), radicalizada com o desenvolvimento da se grandes empresas como Microsot, Google, Apple, computação sem fio para massificação do uso de Nokia, dentre outras. computadores coletivos móveis (CCM). O CCM estabelece-se com a telefonia celular 3G28, com as redes wi-fi, com as etiquetas RFID29 e com as redes por tecnologia bluetooth30. Esses dispositivos criam fenômenos desterritorializantes a partir da interface entre o espaço físico e o espaço eletrônico, alterando a dinâmica do mundo que conhecemos. A mobilidade relaciona-se à portabilidade. Segundo o dicionário Aulete: “A portabilidade é qualidade ou condição do que é portável, do que pode ser Figura 11: Microsoft mobile. portado, carregado, levado de um lugar a outro.” 28 3G é a mais nova rede de telefonia celular, que nada mais é que internet móvel com altíssima velocidade, ou seja, os atuais celulares fabricados possuem banda larga. 29 RFID é a sigla para Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência. Trata-se de uma tecnologia em ascensão que foi desenvolvida pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, e que utiliza ondas eletromagnéticas para acessar dados armazenados em um microchip. 30 Bluetooth é uma tecnologia que permite uma comunicação simples, rápida, segura e barata entre computadores, smartphones, telefones celulares, mouses, teclados, fones de ouvido, impressoras e outros Figura 12: Google mobile. dispositivos, utilizando ondas de rádio no lugar de cabos. Cibernegócios | Pensou em negócios na rede, pensou Ciber. Página 18

×