O curriculo e a educação ambiental

920 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
920
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
112
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
10
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O curriculo e a educação ambiental

  1. 1. O CURRÍCULO (RE) PENSADO A PARTIR DO FENÔMENO MEIO AMBIENTE NA ESCOLA RENEE MENEZES EM SINOP MT: UMA PROPOSTA MEDIADA PELA FORMAÇÃO CONTINUADA GT- 12Ensino Currículo e Organização escolar Agencia financiadora: Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso FAPEMAT Resumo O currículo precisa refletir as necessidades e as exigências da vida social. O Estado de Mato Grossovem propondo as escolas uma reflexão sobre a organização do currículosugerindo situações de aprendizagem que tirem o aluno da inércia e o leve a sentir necessidade de re-elaborar o conhecimento. Considerando a escola, como responsável pela formação integral de cidadãos e que a mesma tem o dever social de promover as condições adequadas para a produção de conhecimentos, preceitos e valores,surge a necessidade em inserir a Educação Ambiental na formação continuada de educadores e nas práticas escolares, assim emergiu a proposição do projeto Interinstitucional Intervenção Ambiental no Contexto da formação continuada: possibilidades entre a Permacultura e a escola Sustentávelque tem como objetivo promover por meio da formação continuada dos profissionais da educação ações e estratégias de intervenção no ambiente escolar, visando o desenvolvimento de práticas ambientalmente sustentáveis.Com essa finalidade tem-se a necessidade da apropriação dos conceitos pertinentes ao projeto e mapear as ações interventivas no espaço escolar, instigando a reflexão sobre a vivência do educador que se refletirão na prática a cerca da educação ambiental. Partindo do entendimento sobre o que revelaria a pesquisa socioantropológica para a compreensão e a construção coletiva do currículo. Os trabalhos na escola se deram a partir do fenômeno Meio Ambiente, iniciando com os estudos dos conceitos arborização, recreação, horta pedagógica e compostagem por todos os ciclos/anos, os demais serão trabalhados a partir do segundo semestre do corrente ano.Os resultados, ainda que preliminares mostram a possibilidade da construção coletiva de uma proposta curricular levando em consideração seu entorno, e suas peculiaridades na formação de sujeitos conscientes e críticospossibilitando ao educando o entendimento da realidade vivida. Palavras-chave: Currículo, Pratica educativa, Educação Ambiental, Meio Ambiente. Introdução O currículo escolar sempre foi e certamente será pauta de estudos e discussões impulsionadas por um movimento de construção e reconstrução de significados para as inúmeras questões que se referem a ele, percebe-se que os currículos oficiais foram sendo construídos, ao longo da história da educação do Brasil, com base nas normas
  2. 2. ditadas no modelo econômico. E, compreender as mudanças efetivadas, no decorrer dos anos, possibilita um repensar das atuais orientações oficiais em relação ao tema. Mudanças são percebidas desde a década de 80 com a promulgação da Constituição Brasileira, a Declaração Mundial de Educação para Todos (1993) e o Plano Decenal de Educação para Todos (1993-2003), destacando-se a pedagogia crítico social dos conteúdos, objetivando que o domínio dos conteúdos culturais permanentemente fossem reavaliados e o desenvolvimento das competências e das capacidades de trabalhar em grupos como forma de participação ativa e organizada na democratização da sociedade fossem desenvolvidos. Nesse entendimento, o currículo precisa refletir as necessidades e as exigências da vida social, concentrar-se na produção do saber e no desenvolvimento da consciência crítica e valorizar a cultura popular, a experiência e os conhecimentos prévios dos alunos e o saber do senso comum como base para a construção social do conhecimento, ou seja, a aprendizagem. Sacristán (2000) menciona que: “o debate sobre o que ensinar centrou-se na tradição anglo-saxã e o currículo, nesse momento, foi entendido considerando os fins e conteúdos do ensino, ampliando-se seu conceito posteriormente. Salienta também a existência, na história do pensamento científico curricular, de uma corrente dominante que dividiu os temas (conteúdos do ensino) sobre o currículo da instrução (ação para desenvolver os temas, por meio de atividades práticas)”. O tratamento do currículo, na contemporaneidade, pressupõe, segundo Sacristán (2000), que se observe sua problemática a partir da reflexão sobre: que objetivo se pretende atingir, o que ensinar, por que ensinar, para quem são os objetivos, quem possui o melhor acesso às formas legítimas de conhecimento, que processos incidem e modificam as decisões até que se chegue à prática, como se transmite a cultura escolar, como os conteúdos podem ser inter-relacionados, com quais recursos/materiais metodológicos, como organizar os grupos de trabalho, o tempo e o espaço, como saber o sucesso ou não e as consequências sobre esse sucesso da avaliação dominante, e de que maneira é possível modificar a prática escolar relacionada aos temas.
  3. 3. E nessa perspectiva o Estado de Mato Grosso, amparado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96, pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs e mais recentemente com a publicação das Orientações Curriculares da Educação Básica (Mato Grosso, 2010), vem propondo as escolas uma reflexão sobre a organização do currículo propondo situações de aprendizagem que tirem o aluno da inércia e o leve a sentir necessidade de re-elaborar o conhecimento, construindo suas próprias conceituações, mesmo que ainda na superficialidade e depois confrontá-las com outros conhecimentos, até que se construam conhecimentos com a profundidade teórica esperada da escola. No sentido de desenvolver um movimento na educação com a pretensão de resgatar os princípios da “formação humana” e re-significá-los em face do contexto atual, construindo conceitos e valores identificados com a valorização do ser humano, com uma ordem moral, ética e política, democrática e inclusiva, comprometida com os ideais emancipatórios e com a formação humana. Constituindo assim um desafio aos educadores, a sua concretização implica em intensivo trabalho coletivo dos profissionais da educação que atuam em todas as suas etapas especificidades e modalidades e na implementação de políticas públicas que objetivem a formação humana, na perspectiva da inclusão social (MATO GROSSO, 2010, p. 28). Nesta perspectiva o trabalho pedagógico com princípios interdisciplinares e transdisciplinares substituirão o enfoque disciplinar respondendo assim a diferentes lógicas de aprendizagem. Isso significa que o currículo contextualizado com o seu entorno vem contemplando uma organização vertical e horizontal composta por disciplinas unidas por um eixo transversal de natureza transdisciplinar que tomará questões que mobilizem o interesse dos alunos. Em consonância com as Orientações Curriculares que argumentam a práxis enquanto processo resultante do contínuo movimento entre teoria e prática, entre pensamento e ação, entre velho e novo, entre sujeito e objeto, entre razão e emoção, entre homem e humanidade, produz conhecimento e por essa razão revoluciona o que está dado, transformando a realidade (MATO GROSSO, 2010, p.33). E é em harmonia com esse pensamento que as ações na Escola Renee Menezes têm sido desenvolvidas.
  4. 4. A formação continuada na escola Para o entendimento e desenvolvimento do currículo nesta perspectiva é necessário um olhar para a formação continuada em serviço a qual visa a reflexão sobre a prática docente, juntamente com seus pares, a partir dos desafios da unidade escolar e amparados por uma política de estado que é o Projeto Sala de Educador cujo objetivo principal é “fortalecer a Escola como espaço formativo, com o comprometimento coletivo na busca da superação das fragilidades e consequentes construção das aprendizagens” (MATO GROSSO, 2010). Este Projeto traz ainda em seu bojo: A “criação de espaço de formação, de reflexão, de inovação, de pesquisa, de colaboração, de afetividade, etc., para que os profissionais docentes e funcionáriospossam,de modo coletivo, tecer redes de informações, conhecimentos, valores e saberes apoiados por um diálogo permanente, tornando-se protagonistas do processo de mudança da sua prática educativa” (MATO GROSSO, 2010 p. 21-22). Neste sentido é no cotidiano escolar que se encontra subsídios pertinentes e coesivos para a elaboração e estruturação de novas práticas no ambiente de ensino aprendizagem, propiciando a re-configuração deste contexto e permitindo o surgimento de concepções e metodologias que proporcionem um desempenho satisfatório por parte de educadores e estudantes favorecendo o percurso de novos caminhos no campo do conhecimento para uma pedagogia mais concisa e elaborada de acordo com as necessidades educacionais contemporâneas. Imbernón (2006) sugere a formação permanente ou continuada como instrumento capaz de compreender, perceber e valorizar a formação como possibilidade de aliar teoria e prática, o autor compreende ainda a importância da construção coletiva neste processo e aponta para o modelo “indagativo de pesquisa” com fins de viabilizar esta modalidade de formação. A Formação Continuada de fato desloca-se dos espaços acadêmicos para o espaço da educação básica, que segundo Nóvoa (1998) este modelo de formação permite a valorização do saber docente, tendo em vista que considera o contexto no qual o docente está inserido. Candau (1999) corrobora com o pensamento de que a escola deve
  5. 5. ser de fato lócus de formação continuada, valorização do saber docente e discente, mais que isso, argumenta que durante estes momentos de formação sejam considerados aspectos fundamentais, como os diferentes ciclos de vida profissional e ciclos de vida dos estudantes. Meio Ambiente na formação continuada Nesse movimento é que se pensou na inserção da Educação Ambiental nos espaços de formação, pois como afirma Reigota (1994), “é consenso entre a comunidade internacional que a Educação Ambiental deve estar presente em todos os espaços que dotam os cidadãos de aprendizado seja formal, não formal ou informal”. Considerando a escola, como responsável pela formação integral de cidadãos a mesma tem o dever social de promover as condições adequadas para a produção de conhecimentos, preceitos e valores que construam a conduta e fundamentem o comportamento próprio de proteção do meio ambiente. Da preocupação em inserir a Educação Ambiental na formação continuada de educadores e nas práticas escolares é que emerge a proposição do projeto Interinstitucional Intervenção Ambiental no Contexto da formação continuada: possibilidades entre a Permacultura e a escola Sustentável1 que tem como objetivo promover por meio da formação continuada dos profissionais da educação ações e estratégias de intervenção no ambiente escolar, visando o desenvolvimento de práticas ambientalmente sustentáveis baseadas na metodologia da Permacultura. Com essa finalidade tem-se a necessidade da apropriação dos conceitos pertinentes ao projeto, conhecer a percepção ambiental que os mesmos possuem para à partir deste mapear as ações interventivas no espaço escolar, instigando a reflexão sobre a vivência do educador que se refletirão na prática a cerca da educação ambiental. Essas ações só serão viabilizadas quando se tem uma flexibilidade na organização curricular, o que a nosso ver é bastante pertinente através da organização do currículo por complexo temático, o que comunga com a proposta de formação humana na escola, proposta esta 1 Aprovado através do EDITAL UNIVERSAL/FAPEMAT – Nº. 009/ 2011, tendo como Instituição executorao Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica – CEFAPRO/Sinop/MT em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT e Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT.
  6. 6. que tem evoluído nos últimos anos especialmente no estado de Mato Grosso por conta do trabalho com esta concepção. Estes estudos apontam para o entendimento de que as transformações que deverão ocorrer nas escolas superam mudanças metodológicas, pois apontam para uma transformação e entendimento de uma nova concepção de educação baseado nos pressupostos teóricos de Pistrak (1981) e de Rocha (1996) que faz uma releitura desta concepção para as escolas municipais de Porto Alegre com a denominação de Complexos Temáticos. As Orientações Curriculares em Mato Grosso trazem uma releitura desta forma de como organizar o currículo, partindo de uma investigação socioantropológica que consiste em uma entrevista que os educadores realizam com a comunidade e no seu entorno. Os dados coletados são sistematizados e as falas mais significativas contituirão em um núcleo denominado fenômeno e em torno deste outras falas significativas constituirão o campo conceitual, tendo assim então um real diagnóstico que subsidiará a unidade escolar a delinear sua proposta pedagógica a qual organizará seus planejamentos de área e seus programas de aulas tendo como objetivos o desenvolvimento das capacidades para cada ciclo/ano. Esta prática estimula o trabalho coletivo e interdisciplinar e possibilita que as questões concretas da comunidade apareçam na linguagem e no conteúdo escolar conferindo significados aos processos de aprendizagem (MATO GROSSO, 2010, p.52.). Como ganhou vida na escola Durante a semana pedagógica, realizada no início do corrente ano a equipe gestora organizou um momento com todos os profissionais da escola para que juntos delinearama proposta curricular para o ano letivo, para tanto, num processo de formação dialogaram sobre o currículo e a interdisciplinaridade e nesta oportunidade os docentes tiveram a oportunidade de construir a organização curricular da escola. Partindo do entendimento sobre o que revelaria a pesquisa socioantropológica para a compreensão e a construção do currículo e tendo a escola firmado parceria com o Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica, juntamente com
  7. 7. a Universidade Federal de Mato Grosso e a Universidade do Estado de Mato Grosso no desenvolver do projeto Intervenção Ambiental no contexto da formação continuada: possibilidades entre a permacultura e a escola sustentável é que se pode evidenciar o fenômeno em questão que é Meio Ambiente e a partir deste, desencadear outros sub conceitos que constituirão os chamados campos conceituais conforme está representada no organograma abaixo (Figura 1). Figura 1 - Organograma da Organização do Currículo por Complexo Temático Como pode ser observado, o fenômeno Meio Ambiente é o propulsor do currículo, tendo seus conceitos sendo desencadeados dele e para cada conceito têm-se as áreas do conhecimento, as quais têm suas ferramentas e suas metodologias de trabalho. Esta ação levou o desenvolvimento dos planejamentos de área e de aula para o primeiro semestre. O inicio dos trabalhos na escola se deram a partir do fenômeno Meio Ambiente, iniciando com os estudos dos conceitos arborização, recreação, horta pedagógica e compostagem, sendo que os conceitos arborização e recreação foram trabalhados no primeiro semestre por todos os ciclos/anos, os demais serão trabalhados a partir do segundo semestre do corrente ano. Para o entendimento desta forma de implementação do currículo tornou-se necessário um aprofundamento teórico dos seguintes temas: currículo, planejamento coletivo, sustentabilidade, complexo temático, pesquisa sócio antropológica, inter e
  8. 8. transdisciplinaridade, os quais se constituíram temas de estudo do Projeto Sala de Educador da escola. A partir do ano de 2012 está sendo desenvolvido no Sala de Educador o Tema meio ambiente com o Projeto intervenção ambiental no contexto da formação continuada: possibilidades na interface entre a permacultura e escola, que trouxe discussões e reflexões importantes para o trabalho em sala de aula, como também, o engajamento de todos os profissionais da escola. Com esses estudos, alguns aspectos contribuíram para a construção do conhecimento profissional e as reflexões a respeito do ambiente escolar e as possíveis intervenções de melhorias que poderão ser realizadas. Dando continuidade dentro de uma forma organizada dos princípios da Permacultura, foi discutido no encontro de planejamento pedagógico, o currículo para 2013, sendo os conceitos a serem trabalhados: A Horta Pedagógica é um conceito em que se pretende trabalhar os conhecimentos disciplinares, como também utilizar os produtos dela fornecidos para complementar a alimentação escolar. Este conceito ainda em estagio inicial de desenvolvimento tem mobilizado professores e alunos e transformado hábitos na escola, o que fica evidente pelo depoimento da professora “A” “desde que começamos a trabalhar com a horta como recurso pedagógico a gente vê que o aluno passa a ter mais interesse pela aula, sem falar que ele também passa a se alimentar dos produtos da horta e isso é muito bom”. Com o projeto Recreação, pretende-se com esta ação resgatar as brincadeiras antigas, valorizar as diferentes culturas, a busca do conhecimento através do lúdico e ter atividades recreativas para os alunos que vem do transporte escolar e que permanecem na escola por um tempo maior em virtude dos horários dos ônibus, bem como a construção de brinquedos com materiais reaproveitados uma vez que a escola já desenvolvia em outros momentos o projeto recreação e pelo depoimento da professora “B” fica visível a interação aluno conhecimento “desta forma valorizamos o conhecimento que o aluno traz consigo sobre o tema, [...] professores e alunos trabalham e aprendem juntos, motivando dessa maneira o aluno para assuntos condizentes com o dia a dia”. O estudo e desenvolvimento deste conceito proporcionam aos educadores e educandos a
  9. 9. reflexão sobre o consumo, descarte, reaproveitamento, reutilização e reciclagem, como podem ser observadas nas Figuras 2 e 3. Figura 2: Professora e alunos desenvolvendo Figuira 3: Alunos confeccionando materiais para atividades com material reaproveitado. Serem utilizados no parquinho. Os estudos sobre Arborização na escola tornam-se necessário, pois a mesma dispõe de um espaço amplo que poderá ser utilizado para criação de ambientes sombreados o qual poderá ser utilizados em diferentes atividades extraclasses, uma vez que o clima da região favorece atividades dessa natureza, com isso, criar ambientes de sombras, pomares e cercas vivas que protegerão a escola contra ventos e possíveis contaminações de agrotóxicos oriundos das plantações de monoculturas no entorno da escola. O conceito Compostagem favorecerá o entendimento de como melhor aproveitar os resíduos orgânicos e inorgânicos produzidos pela escola e a melhor forma de aproveitálos como forma de adubação, sendo utilizado na arborização e na horta pedagógica. Todos esses conceitos foram considerados no momento de planejamento das atividades pedagógicas de toda a escola, por área do conhecimento, buscando a partir das capacidades a serem desenvolvidas em cada ciclo/série, os conteúdos curriculares das disciplinas o que favorece a inserção da Educação Ambiental no currículo da escola, de maneira a não se constituir enquanto disciplina específica, mas em uma perspectiva inter multi e transdisciplinar, com foco na sustentabilidade, levando o estudante a ampliar suas percepções a partir de uma abordagem local, pois conforme Leff (2001) “a partir do ser e de ser no mundo” abrindo possibilidades de construção de novos saberes e de viver em
  10. 10. uma nova racionalidade, permitindo as atuais e futuras gerações maneiras sustentáveis de se relacionar com o mundo (MATO GROSSO, 2010). E neste contexto que as Orientações Curriculares para a Educação Básica contempla a Educação Ambiental apresentando às escolas possibilidades de implementação da mesma por meio de: Práticas pedagógicas significativas nas quais se enfoque o cotidiano de vivências dos estudantes para que este se perceba integrante de sua comunidade e, portanto, corresponsável pelas condições ambientais que o cercam (Mato Grosso, 2010 p. 58). Essa proposta de trabalho vem amparada desde os Parâmetros Curriculares NacionaisPCNs que refletem a visão de que a: “aprendizagem de valores e atitudes é pouco explorada pelo ponto de vista pedagógico. Há estudos que apontam a importância da informação como fator de transformação de valores e atitudes. Conhecer os problemas ambientais e saber de suas conseqüências desastrosas para a vida humana é importante para promover uma atitude de cuidado e atenção a essas questões, valorizar ações preservacionistas e aquelas que proponham a sustentabilidade como princípio para a construção de normas que regulamentem as intervenções econômicas (MEC, 1996). Abordar a dimensão ambiental no sistema educativo exige um novo modelo de professor e a formação é a chave da mudança que se propõe, tanto pelos novos papéis que os professores terão que se desempenhar no seu trabalho, como pela necessidade de que sejam os agentes transformadores de sua própria prática (MEDINA, 2003). E é nesse sentido que o projeto Intervenção Ambiental no contexto da Formação continuada vem desenvolvendo suas ações na e com a escola. Considerações Finais Reinventar o currículo na escola exige um exercício lento e muito delicado, pois há a necessidade de rever toda uma construção com o tempo, passando pela formação inicial de cada educador, por sua prática que muitas vezes vem sendo repetida há anos
  11. 11. consecutivamente sem uma reflexão sobre a mesma, e essa reflexão é necessária, pois muitas mudanças ocorrem no âmbito da escola e da sociedade. Os resultados certamente não serão imediatos, mas coma possibilidade da escola construir sua proposta curricular levando em consideração seu entorno, suas peculiaridades na formação de sujeitos conscientes, críticos. Tendo a Educação Ambiental como uma práxis educativa e social que tem por finalidade a construção de valores, conceitos, habilidades e atitudes que possibilitem o entendimento da realidade da vida e a atuação lúcida e responsável de atores sociais individuais e coletivos no ambiente a qual busca uma harmonia entre homem-natureza e que essa relação se estenda além dos muros da escola. Referências BRASIL.Parâmetros Curriculares Nacionais. Ministério da Educação, 1996. CANDAU, Vera Maria e LELIS, Isabel Alice. A relação teoria - prática na formação do educador. In: CANDAU, Vera Maria (org.). Rumo a uma nova didática. 3. ed., Petrópolis: Vozes, 1999. IBERNÓN, F. Formação docente e profissional: Formar-se para a mudança e a incerteza.6 ed. São Paulo, Cortez, 2006. LEF, Enrique. Saber ambiental, Sustentabilidade, racionalidade, complexidade e Poder. Petropolis: Vozes, 2001. MATO GROSSO, Secretaria de Estado de Educação. Política de Formação dos Profissionais da Educação Básica de estado de Mato Grosso. 2010. MEDINA, Naná Mininni; SANTOS, Elizabeth da Conceição. Educação Ambiental: uma metodologia participativa de formação. Petrópolis, RJ, Vozes, 2003. NÓVOA, António (org.). Profissão professor. Porto. Porto Editora. 2ªedição. 1992. PISTRAK, M. M. Fundamentos da escola do trabalho. Tradução Daniel Aarão Reis Filho.São Paulo: editora Brasiliense, 1981. REIGOTA, Marcos.O que é Educação Ambiental. São Paulo: Brasiliense, 1.994.
  12. 12. ROCHA, Silvio (Org.). Ciclos de formação: a proposta político-pedagógica da escola cidadã. Cadernos Pedagógicos, n. 9. Porto Alegre: SMED, 1996. SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo – uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre, Artmed. 2000.

×