Merenda Escolar

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  • EXPLICAÇÃO DOS TOPICOS!
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    1. 1. INTRODUÇÃO Por volta de 1940, quando algumas escolas começaram a se organizar montando as “caixas escolares”, que tinham como objetivo arrecadar dinheiro para fornecer a alimentação aos estudantes, enquanto permaneciam na escola. Nesse período, o Governo Federal ainda não participava dessas ações, mas observando o resultado dessa iniciativa, notou a importância da alimentação escolar para a permanência dos estudantes nas escolas, bem como para a redução da desnutrição infantil no país.
    2. 2. PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), implantado em 1955, contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional. Os beneficiados ao programa são: alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas e filantrópicas. O PNAE apresenta alguns princípios:  A universalidade;  A equidade;  A sustentabilidade e a continuidade;  Respeito aos hábitos alimentares e as práticas tradicionais;  Responsabilidade de educação alimentar e nutricional;  Participação da comunidade.
    3. 3. RESOLUÇÃO Ministério da Educação. Fundo Nacional de desenvolvimento da educação conselho deliberativo. resolução/CD/FNDE N-38, DE 16 DE JULHO DE 2006. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE.
    4. 4. CONTROLE DE QUALIDADE O controle de qualidade dos alimentos é realizado pela SES, por meio de Termo de Cooperação Técnica, visando assegurar a qualidade dos produtos oferecidos aos alunos. Após a entrega dos gêneros alimentícios não-perecíveis, a SES recolhe amostras para submetê-las à análise laboratorial e emite os laudos contendo resultados que apontam se o alimento é próprio (laudo favorável) ou impróprio (laudo condenatório) para o consumo. Se o laudo for favorável, o alimento é liberado para o consumo. Se não, é submetido à reanálise, a pedido do fornecedor. O fornecedor poderá requerer a substituição do produto, o qual será submetido à análise laboratorial e passará pelos procedimentos de praxe. Persistindo o laudo condenatório, a compra é cancelada, o produto é apreendido pela Vigilância Sanitária e a SEDF aplica multa à empresa fornecedora. Os alimentos perecíveis e semiperecíveis são submetidos à análise sensorial a ser realizada como rotina pela instituição educacional responsável pelo seu recebimento, por se tratar de gênero alimentício com prazo de validade curto. Pode, também, ser submetido à análise laboratorial, por amostragem, quando necessário.
    5. 5. PROCESSAMENTO LEIS DA ALIMENTAÇÃO: Lei da Quantidade Lei da Qualidade Lei da Harmonia Lei da Adequação MANIPULADORES DE ALIMENTOS: 1- Sempre usar touca; 2- Com as mãos sempre limpas; 3- Com as unhas sempre aparadas, limpas e sem esmalte; 4- Sem barba e/ou sem bigode; 5- Com uniformes sempre limpos; 6- Sem qualquer tipo de adorno (ex: alianças, anéis, pulseiras, colares); 7- Sempre usando sapatos fechados; NÃO É PERMITIDO AO MANIPULADOR: 1- Falar, tossir ou espirrar sobre os alimentos; 2- Manusear dinheiro e/ou fumar sem que as mãos sejam devidamente higienizadas;
    6. 6. CARDÁPIO Cardápio é o conjunto de alimentos variados que deve ser servido diariamente durante as principais refeições. Os cardápios são importantes porque foram balanceadas por técnicas especializados, para atender às necessidades nutricionais diárias. Siga corretamente o planejamento dos mesmos. Os cardápios da alimentação escolar deverão ser elaborados pelo nutricionista responsável, com utilização de gêneros alimentícios básicos, respeitando-se as referências nutricionais, os hábitos alimentares, a cultura alimentar da localidade, pautando-se na sustentabilidade e na diversificação agrícola da região e na alimentação saudável e adequada. Os cardápios deverão ser diferenciados para cada faixa etária dos estudantes e para os que necessitam de atenção específica, e deverão conter alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura, tradições e hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento dos alunos e para a melhoria do rendimento escolar.
    7. 7. CARDÁPIO Alimento PC FT Quant (g/ml) Carb. (g) Lip. (g) Ptn. (g) Prot.liq. (g) Gord.Trans A. G sat Vit.A (ug) Vit.C (mg) Sódio (g) Cálcio (mg) Ferro (mg) Leite (tipo C) 100 -24 100 4,630 3 3,34 2,34 0 0 11,63 0 48,8 119 0,14 Carne (coxão mole) 30 0,8 24 0,000 2,3 8,1 5,67 0 1,01 0 0 73,12 1,9 0,83 Frango(coxa e sobrecoxa) 40 0,6 24 0,000 0,94 4,72 3,3 0 0,13 4,8 0 20,64 2,4 0,25 Feijão de caldo 20 3 60 8,160 0,3 2,88 1,73 0 0 0 0 0,12 16,2 0,78 Cenoura 6 0,9 5,4 0,600 0 0,06 0 0 0,016 132,57 0,12 3,56 1,67 0,03 Pimentão 20 0,9 18 1,210 0,036 0,16 0 0 0,06 10,66 16,07 0,36 1,68 0,08 Repolho 10 0 10 0,610 0,02 0,17 0 0 0,006 1 0 0 4,3 0,07 Alface 10 0 10 0,351 0,33 0,13 0 0 0 0 1,8 0,9 6,8 0,14 Tomate 20 0 20 0,620 0,04 0,22 0 0 0,01 0 4,24 0,2 0,14 0,04 Banana 30 0 30 7,800 0 0,3 0 0 0,06 0 0 0,12 2,4 0,12 Maçã 20 0 20 3,060 0,072 0,038 0 0 0,01 1,06 1,14 0 1,4 0,036 Suco de Uva diluido 15 100 10,500 0 0 0 0,1 0 0 0 9,5 0 0 Arroz 60 2 120 30,560 1,42 2,78 0 0 0,24 0 0,62 331,04 149,2 1,64 Farinha 10 0 10 8,640 0,03 0,17 0 0 0 0 1,4 0 6,1 0,31 Ovo 12,5 0 12,5 0,120 3,51 1,22 0,854 0 0,39 18,64 0 87,97 4,83 0,14 Pão de Queijo 50 0 50 18,030 5,45 4,25 2,97 0 0,86 26,54 0,059 212,29 123,91 0,473 Bolo de Cenoura (cobertura de chocolate) 30 0 30 15,150 5,35 1,24 0 0 0,63 138,75 0,44 9,81 5,29 0,38 Bolo formigueiro 30 0 30 15,730 4,43 1,61 0 0 0 0,09 0,64 35,66 9,6 0,5 Neston 5 0 5 3,840 0,11 0,59 0,29 0 0 0 2,25 0 27,5 0,62 Molho de tomate 3 0 3 0,480 0,03 0,06 0 0 0 0 0 19,2 0 0 Óleo 1 - 1 0,000 1 0 0 0 0,43 0 0 0 0 0 Alho 3 - 3 0,990 0,02 0,19 0 0 0,003 0 0,93 0,51 5,43 0,05 Sal 3 - 3 0,000 0 0 0 0 0 0 0 1162,64 0,72 0,003 Açúcar 8 - 8 8,000 0 0 0 0 0 0 0 0,08 0,08 0,005 TOTAL 139,08 28,39 32,23 17,15 0,10 3,86 345,74 29,71 2016,52 490,55 6,64 Kcal 556,3 255,51 128,92
    8. 8. CÁLCULOS/RESULTADOS VET VET= 556,32 + 255,51 + 128,92 VET= 940,75 kcal CARBOIDRATO Carb = 139,08g Acima do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 1 a 3 anos, (114,9g) 4 a 5 anos, (154,4g) PROTEÍNA PTN = 32,23g Acima do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 1 a 3 anos, (21,9g) 4 a 5 anos, (29,7g) LIPÍDIOS Lip = 28,39g Acima do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 1 a 3 anos, (17,5g) 4 a 5 anos,( 23,8g) GORDURA TRANS Trans = 0 A quantidade diária de gordura trans está dentro do recomendado segundo a resolução 38 que preconiza 1% (um por cento) da energia total proveniente de gordura trans. ACIDOS GRAXOS SATURADOS AG.Sat = 3,86 % AG.Sat = 0,41% A porcentagem de gorduras está dentro do recomendado pela resolução 38 que é de no máximo 10% (dez por cento) da energia total proveniente de gordura saturada. VITAMINA A Vit. A = 345,74ug Acima do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 1 a 3 anos, (210ug) 4 a 5 anos, (280ug) VITAMINA C Vit. C = 29,70mg Acima do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 1 a 3 anos, (12mg) 4 a 5 anos, (19mg) CÁLCIO Ca = 490,55mg Acima do recomendado segundo a resolução 38 Criança: 1 a 3 anos, (350mg) Abaixo do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 4 a 5 anos, (560mg) FERRO Fe = 6,64,mg Acima do recomendado segundo a resolução 38 Crianças: 1 a 3 anos, (4,9mg) Abaixo do recomendado segundo resolução 38 Crianças: 4 a 5 anos, (7,0mg) Sódio Na= 2,02g Acima do recomendado pela Dietary Reference Intakes (DRI): Recommended Dietary Allowances and Adequate Intakes Elements (RDA) que é de 1,0g crianças de 1 a 3 anos e 1,2g para crianças de 4 a 8 anos. PROTEÍNA LÍQUIDA NDPcal%= 7,29% Segundo o autor PLATT et al. (1961) o percentual de proteína líquida está abaixo do preconizado que é de ≥ 9% do VET para grupos vulneráveis.
    9. 9. CONCLUSÃO A alimentação um assunto de suma importância, este deve ser explorado desde a infância, pois é nesse período que os escolares irão formar seus hábitos alimentares, contribuindo para um bom desenvolvimento físico, psíquico e motor. Sendo assim, com o surgimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar os alunos passaram a ter acesso a chamada “Merenda Escolar”, com o objetivo de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de práticas alimentares saudáveis, evitando a propagação de fatores ocasionais de intoxicações alimentares e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como Diabetes, Hipertensão e Obesidade, resultantes da transição nutricional. O cardápio elaborado pelo nutricionista, deve estar de acordo com a Resolução/CD/FNDE nº38, de 16 de julho de 2009.
    10. 10. REFERÊNCIAS FNDE, Alimentação Escolar (PNAE). Disponível em: <http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar/alimentacao-escolar-apresentacao> Acesso em: 16 de novembro de 2014 CHAVES. G. L e BRITO. R. R. Merenda Escolar. Políticas de Alimentação Escolar. Brasília, 2006. BRASIL. Ministério Da Educação Fundo Nacional De Desenvolvimento Da Educação Conselho Deliberativo. Resolução/Cd/Fnde Nº 38, De 16 De Julho De 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE. Brasília, DF, 2009. PNAE. Programa Nacional de Alimentação Escolar, 1979.

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