Teologia Pós Moderna Médio - Prof Sandro Valentin

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AULA DE TEOLOGIA POS MODERNA

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Teologia Pós Moderna Médio - Prof Sandro Valentin

  1. 1. ETHEMG- ESCOLA DE THEOLOGIA MINAS GERAIS PROF SANDRO VALENTIN Valentin.sandro@gmail.com (31) 8353-9579 / 9581-6544
  2. 2. Introdução 10 II-O histórico da Teologia Pós-Moderna 12 III-Pós-Modernidade e Teologia 18 IV-Um paradigma Pós-Moderno para a Teologia 20 Pós-Modernismo segundo Lyotard 20 V-Método Teológico 22
  3. 3. VI-Contribuições do passado e perspectivas para o futuro na busca por uma teologia da transcendência e imanência 22 VII- A ortodoxia oriental 28 VIII-O feminismo 29 IX- O Pós-Modernismo 31 X- A Teologia da Libertação 35 XI- A Teologia Negra 35
  4. 4. XII- O Pós-Liberalismo 37 XIII-O Evangelicalismo 40 XIV-O movimento carismático e o Pentecostalismo 42 XV- A Teologia dos países em desenvolvimento 43 XVI-O Pluralismo 47 XVII-O pensamento Pós-Moderno no contexto das filosofias pós-hegelianas antimetafísicas 50 XVIII-A teologia Pós-Moderna em relação à diferença 56
  5. 5. XIX-A Pós-modernidade e a sociologia 58 XX- Existe uma sociologia Pós-Moderna? 60 XXI-A sociedade Pós-Moderna 61 XXII-A teologia Moderna – A epistemologia teológica 62 XXIII-A modernidade como desafio 63 XXIV-Teologia Transcendental 64 XXV-Teologia da “Morte de Deus” 65 XXVI-Teologias da Modernidade 66
  6. 6. XXVII-Teologias da História 66 XXVIII-Teologias Políticas 67 XXIX-Teologia da Libertação 67 XXX-Articulação da epistemologia teológica 68 XXXI-Xudítus Fideí: Doutrina Apostólica e depósito da fé 68 XXXII-Concílio Vaticano II e a Pós-Modernidade 69 XXXIII-Avaliando o Concílio Vaticano II 73
  7. 7. XXXIV-Pós-Modernidade e a teologia fundamental 75 Os problemas da Modernidade e a Pós- Modernidade 76 XXXVI-A Pós-modernidade e o serviço à teologia 79 XXXVII-O conflito entre: fé, emocionalismo e teologia fundamental 81
  8. 8. XXXVIII-Teologia Moral e a Pós-Modernidade 81 XXXIX-A teologia em diálogo com a cultura Pós- Moderna 86 Mediação – Ciência, Filosofia e Moral na TeologiaPós-Moderna 88 XLI-A Filosofia dialogando com a teologia Pós- Moderna 90 XLII-Lugar da Teologia Moral 91 XLIII-A finalidade da Teologia Moral 93
  9. 9. XLIV-Teologia com responsabilidade na Pós- Modernidade 94 XLV-Teologia da Esperança no contexto Pós- Moderno 95 XLVI-Teologia da Esperança e Filosofia da Esperança 99 XLVII-Moltmann apresenta quatro pontos do cristianismo que se recusam a assar como herança a um escatologismo ateu 101
  10. 10. XLVIII-Da Teologia da Esperança à Teologia da Cruz 102 XLIX-Teologia da América Latina no tempo chamado Pós-Moderno104 L-A Teologia da Libertação e sua proposta 105 LI-Outro balanço da teologia no Brasil 105 LII-Periodização da Teologia da Libertação 106 LIII-A Teologia da Libertação e os temas mais destacados 109
  11. 11. LIV-A Teologia da Libertação e sua consolidação 109 LV- As comunidades eclesiais de base 111 LVI-Posição de Frei Betto em relação à Teologia da Libertação 112 LVII-Os direitos dos pobres segundo a Teologia da Libertação 113 LVIII-Tese de Clodovis Boff 115 LIX-Análise sócio-políticas e econômicas 117 LX- Principais eixos-teses da sistemática 121
  12. 12. LXI-Centralidade do Reino 122 LXII-O seguimento de Jesus 123 LXIII-A dimensão trinitária 124 LXIV-Ecologia e Teologia 132 LXV-Escatologia e Criação 133 LXVI-Trinta anos de Teologia Latino-Americana 135
  13. 13. LXVII-O desafio da igreja no pluralismo Pós- Modernista 162 LXVIII-Considerações Finais 166 LXIX-Glossário Teológico 171 LXX-Bibliografia 189
  14. 14. Notícia: O garoto Thomas Lobel (foto) da Califórnia – de oito anos de idade, esta sendo motivo de polêmica com a mudança de sexo com direito a tratamento à base de hormônios que tem feito.
  15. 15. O menino que é filho de uma casal de lésbicas iniciou o processo ainda quando tinha apenas 8 anos de idade. Com o apoio e defesa das mães, hoje o menino tem sua identidade como Tammy. As responsáveis dizem que a decisão de começar o processo de mudança de sexo na infância é melhor devido aos casos de transtorno de identidade na puberdade, o que ocasiona muitos suicídios.
  16. 16. Nos encontros e desencontros, nos ditos e não ditos; Nas precisões e imprecisões; Nas indagações e as não respostas; Nas definições e indefinições dos termos Moderno, Pós-Moderno; Modernismo; Pós-Modernismo...
  17. 17. Acredita-se que quando vier a resposta para as indagações, já não discutiremos mais as questões Moderno e Pós-Moderno; Modernismo e Pós-Modernismo, mas já terá surgido outro(s) termo(s).
  18. 18. A disciplina Teologia Pós- Moderna não está isenta dessa:
  19. 19. Pelo contrário ela está impregnada de tudo que acima mencionamos e muito mais.
  20. 20. De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa, moderno é dos tempos atuais ou mais próximos de nós, que está na moda.
  21. 21. Parece que podemos dizer que é tudo que vem depois do moderno. Tudo bem, mas isto é redundante. O que se esperava da mente chamada moderna não se conseguiu.
  22. 22. Entre os pesquisadores do termo pós- moderno há um consenso de que é uma reação antagônica (oposta, contrária) em relação ao tipo de sociedade estabelecida pela modernidade.
  23. 23. Em geral, concebe-se o pós-modernismo como algo relacionado a uma sensibilidade cultural livre de absolutos, de certezas ou de fundamentos fixos, que aprecia o pluralismo e as diferenças, assim como visa à reflexão por meio da "contextualização" radical de todo o pensamento humano.
  24. 24. Sob cada um desses aspectos, pode-se considerá-la como reação consciente e deliberada de oposição à perspectiva iluminista baseada na universalidade.
  25. 25. Fornecer uma definição precisa do pós- modernismo é algo praticamente impossível. Em parte, por não haver um consenso geral sobre a natureza da expressão "modernidade", que o movimento se propõe a substituir ou suceder.
  26. 26. De fato, é plausível a alegação de que a própria expressão. “Pós-modernista" implica que a "modernidade" seja algo tão bem definida e compreendida que qualquer que seja seu significado.
  27. 27. É passível afirmar que já terminou e que foi substituída pela pós-modernidade. 0 problema é especialmente crítico na casa da literatura, em que a expressão "modernista" sempre foi uma noção controvertida.
  28. 28.  Pluralismo: Sistema de Doutrina que admite a coexistência de vários partidos com os mesmos direitos.  Relativismo: O moralmente correto depende das circunstância.
  29. 29.  Hedonismo: Tendência a considerar que o prazer individual e imediato, é a finalidade da vida independente dos meios de alcançá- los.
  30. 30.  Efemeridade;  Fragmentaridade;  Alteridade;  Difuso: Longo;  Incontinentemente: Libertino, livre.
  31. 31.  A pós-modernidade é definida pelo filósofo francês Lyotard, em 1979, como sendo uma situação em que as grandes narrativas (os grandes sistemas filosóficos nos quais baseamos nossa consciência e nossa ação) deixam de ter a credibilidade que tinham.
  32. 32.  Pós-modernidade passou a ser, de lá para cá, a situação de crise e perda de legitimidade das meta-narrativas, dos discursos últimos que sustentam discursos menos fundamentais.
  33. 33.  Iluminismo: século XVIII, momento histórico em que se aprofundaram as críticas ao Antigo Regime e em que se propuseram novas formas de organização social, política e econômica. Deus pode ser “acessado” pela razão.
  34. 34.  Revolução Francesa: busca da liberdade igualdade e fraternidade.  Revolução Industrial: A produção passa a ser por máquinas e não manualmente. Produção em grande escala.  Surgimento da Ciência: O homem passa a explicar os fenômenos através do conhecimento cientifico, provado.
  35. 35.  Antropologia: Antropocentrismo. Deus deixa de ser o centro do universo e o homem passa ocupar o lugar central. Todas as coisas passam a ser feitas para satisfazer unicamente os desejos do homem.
  36. 36.  Decepção com a racionalidade: o homem acreditava que a razão dava conta de resolver todos os problemas, a religião de nada adiantava. Porem, nada disso aconteceu.  Movimentos e Protestos: Diante de tantas guerras, mortes, bombas e pobreza começaram a haver diversos movimentos que protestavam a situação e clamavam por melhoras. Podemos citar: movimentos feministas, movimento gospel, rips, etc.
  37. 37.  Avanço da Tecnologia: o mundo virtual foi uma revolução mundial, mudando toda a estrutura.  Cientificidade da Bíblia: Os teólogos do sec 20 queriam explicar racionalmente a Bíblia, os milagres, deixaram de lado a ajuda do Espírito Santo.  Nasce a Teologia Liberal.
  38. 38.  Mundo Virtual;  Aumento das guerras, desolações;  O cristianismo não se “sustenta” como a única religião que leva o homem a Deus.
  39. 39.  Fim do Socialismo:  A idéia de revolução em busca derrubada do sistema e a igualdade de todos foi frustrada.  Enquanto houver pecado haverá sofrimento, desigualdade e morte.
  40. 40.  Queda dos Padrões Morais:  A moral é deixada e passa a valer o hedonismo, a relatividade, porque diziam que os valores engessava o homem, tirando sua liberdade de fazer o querem. (Paulo disse que todas as coisas me são licitas, mas nem todas me convêm I Co 6:12).
  41. 41.  Espaço para uma verdade Subjetiva:  A idéia de que Jesus é o único caminho, que o cristianismo é a verdadeira religião e outras questões passam a ser questionadas porque o homem passa a afirmar que isso depende do ponto de vista de cada um.  Cada um interpreta a Bíblia de um jeito, não há uma verdade única na Bíblia.
  42. 42.  Uma sociedade hierarquicamente centrada na lei;  Processos;  Sistemas com pretensão de atingir a totalidade das aspirações e projetos que anunciavam alternativas;
  43. 43.  O pluralismo religioso – culto das diferenças;  A efemeridade (pouco duradouro; passageiro) – culto das emoções;  A fragmentaridade (parte de um todo; pedaço; fração) – culto das divisões;
  44. 44.  A alteridade (qualidade ou caráter do que é outro) – culto das mudanças;  O desconstrucionismo (desconstrução, destruir o que já está construído; quebra de paradigma) – culto à relatividade;
  45. 45.  A divergência (discordância, afastamento progressivo) – culto à suspeita;  A instantaneidade (momentâneo; que acontece num instante) – culto da superficialidade do momento.
  46. 46. A afirmação da intransitoriedade da revelação de Deus e a validade supra temporal das escrituras; A rejeição do dogmatismo sectarizado evangélico expresso na indagação: a igreja tem algo a aprender e acertos estratégicos a fazer em relação ao pensamento pós- moderno;
  47. 47. As influências negativas da Pós- modernidade no conteúdo da fé protestante - adoção de medidas profiláticas (defensivas). Reafirma o caráter inegociável da doutrina neotestamentária fundamental na ética de Jesus e na doutrina apostólica.
  48. 48. As diferenças gerais entre a modernidade e a pós-modernidade foram sintetizadas em termos de uma série de contrastes, estilísticas, entre eles os que se seguem, sugeridas por Ihab Hassan:
  49. 49.  DIVERSÃO  CASUALIDADE  ANARQUIA  DISPERSÃO  ASSOCIAÇÃO  PROPÓSITO  PLANEJAMENTO  HIERARQUIA  CENTRALIZAÇÃO  SELEÇÃO
  50. 50. Se em outras áreas do conhecimento humano, como a filosofia, a sociologia e a história, é quase impossível elaborar uma definição inteiramente satisfatória e aceitável para todos, assim o é também na Teologia.
  51. 51. Teologia é: "o discurso concernente a Deus; a ciência do sobrenatural; a ciência da religião; o estudo sobre Deus". Paul Tillich define teologia como "a interpretação metódica dos conteúdos da fé cristã".
  52. 52. Já para Karl Barth, teologia é a ciência na qual a Igreja, segundo o estado atual do seu conhecimento, expõe o conteúdo da sua mensagem, criticamente, isto é, avaliando-o por meio das Sagradas Escrituras e guiando- se por seus escritos confessionais.
  53. 53. O tema central da teologia é Deus, mas muitas vezes, o ponto de partida da reflexão teológica é a existência histórica concreta, e às vezes trágica, do ser humano que pensa.
  54. 54. Numa sociedade de cultura pós-moderna, a teologia como "discurso", "estudo", tende a perder significado e importância. A teologia se vê ameaçada com as mudanças que incidem sobre ela e sobre a igreja cristã.
  55. 55. O dogma fundamental da modernidade, que estabelecia o sujeito e a razão crítica como fonte de interpretação, conhecimento e aceitação das verdades, acaba ruindo por excesso dessa mesma razão moderna. Ela sofisticou-se de tal maneira que foge do controle da razão normal das pessoas, deixando em seu lugar a aceitação ou rejeição subjetiva, arbitrária.
  56. 56. Quando se extrema a racionalidade, cai-se na irracionalidade, pois não sendo capaz de acompanhá-la, não nos resta senão aceitá- la ou rejeitá-la também sem razão.
  57. 57. Os desafios à teologia são vários. Hans Küng, ao analisar a teologia no paradigma pós-moderno, escreve:
  58. 58. Uma teologia rigorosamente científica e aberta ao mundo e ao presente, pode justificar seu lugar na universidade ao lado de outras ciências.
  59. 59. Tornando absoluta uma espécie particular de pensamento e discurso teológico. Essa tentação foi extremamente forte na era moderna era típica nos conquistadores, que impuseram sua força e seu pensamento aos demais, sem respeitar as cosmovisões e as culturas conquistadas.
  60. 60. A característica pós-moderna de dizer não às verdade absolutas, procurando relativizar tudo, bate em cheio no absolutismo cristão, chegando a negar todo "mínimo denominador comum" na teologia cristã.
  61. 61. Rorty disse que a pós-modernidade consistirá, sobretudo, em abandonar a pretensão metafísica exigida das relações da razão humana com a natureza das coisas.  Essa crítica implica a negação da possibilidade entendida como a relação entre as idéias e as palavras ou enunciados sobre essa realidade. Já não se pode recorrer a fundamentos ou meta-narrativas.
  62. 62. Em lugar dos fundamentos e das meta- narrativas, agora se postula o conhecimento "contextual", "pragmático", "funcional" e "relativista".
  63. 63. Dessa perspectiva, é fácil compreender porque os pós-modernos optam pelo pluralismo e o relativismo, em que a verdade se toma "aquilo que é vantajoso crer".
  64. 64. Para os pós-modernos cabe valorizar as narrativas menores como meio didático- pedagógico de transmissão da fé. As meta-narrativas são rejeitadas pelo pós- modernismo como autoritárias porque impõem.
  65. 65. Paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas. (Wikpédia)
  66. 66. A maneira como Küng apoiava-se na racional idade crítica flui para dentro de seu método de reinterpretação da fé cristã para nossos tempos.
  67. 67. Ele argumentava que não apenas a apologética mas também a teologia sistemática devem ser totalmente críticas, para que sejam levadas a sério pela cultura moderna: "Na ciência teológica, em princípio, as regras não são diferentes daquelas que se aplicam a outras ciências.
  68. 68. Nela também a irracionalidade, as reações injustificadas e as decisões subjetivas não são permitidas."
  69. 69. Küng determinou dois pólos básicos, entre os quais o novo paradigma teológico deve estar equilibrado: "a teologia do ponto de vista das origens cristãs e o centro cristão em contraste com o horizonte do mundo de hoje".
  70. 70. Em outras palavras, a teologia deve trabalhar com duas fontes ou normas: De um lado, "o falar revelador de Deus na história de Israel e na história de Jesus" e, de outro, "nosso próprio mundo humano de experiência".
  71. 71. A cada era, a teologia é confrontada com o desafio de articular a visão cristã da natureza de Deus, de maneira que equilibre, afirme e mantenha em tensão criativa as verdades gêmeas da transcendência e imanência divinas.
  72. 72.  O Deus vivo é auto-suficiente e independente do mundo, está acima do universo e che-ga até a criação vindo do além. Mas o Deus da Bíblia também se mostra presente para a criação, ativo dentro do mundo e envolvido nos processos naturais e históricos.
  73. 73. O modelo de um Deus que existia nos altos céus, acima do mundo, já não funciona mais. Se Deus fala, esse discurso divino é a voz imanente presente dentro do universo secular moderno.
  74. 74. Contudo, a tese dos teólogos seculares não marcou o fim da transcendência. Pelo contrário, ela preparou o caminho para uma nova metáfora de Deus e do mundo, a metáfora temporal, introduzida pelos teólogos da esperança.
  75. 75. A tradição bizantina continuou a se desenvolver após a queda de Bizâncio, embora sob formas modificadas. Com a queda de Constantinopla mame da invasão islâmica, os principais centros do pensamento cristão oriental se deslocaram para a Rússia, em particular para as cidades de Kiev e Moscou.
  76. 76. Escritores como A. S. Khomyakov (1804- 1860) e Vladimir Soloviev (1853-1900) muito fizeram em prol da elaboração dos alicerces intelectuais da teologia ortodoxa russa, no século XX. Contudo, as políticas de repressão religiosa, associadas à Revolução Russa, tornaram impossível a continuidade da educação teológica na terra da ortodoxia.
  77. 77. Origem: América Latina Fundadores: Leonardo Boff, Clodovis Boff, O “êxodo”, o Reino de Deus, a esperança devem ser na era presente e se traduz na libertação da opressão política, social e econômica, ecologia. Teologia voltada para os pobres, índios, negros e excluídos socialmente. A igreja x ação social, comunidade, práxis.
  78. 78.  A Teologia Negra é uma forma de teologia de libertação.  Surge com o movimento norte-americano denominado Poder Negro, por volta da década de sessenta.
  79. 79.  Embora, a luta dos negros contra a opressão nas formas da escravidão e do racismo tenha história registrada desde alguns séculos, é na década de sessenta que o movimento se organiza no sentido da realização de conferências e debates, da redação de documentos, do estabelecimento de metas e estratégias, enfim, da busca de uma identificação própria.
  80. 80.  Luther King Jr., é considerado um importante precursor e James H. Cone, o mais profícuo escritor dentro da Teologia Negra.  O fim da escravidão não implicou no fim do racismo e a opressão assumiu novas formas.
  81. 81.  Contudo, ela se distingue da teologia da libertação latino-americana e da teologia feminista ao evitar o uso da análise social- econômica marxista e ao concentrar-se na libertação de uma raça oprimida ao invés de uma classe social-econômica ou de um grupo oprimido por causa de seu sexo.
  82. 82.  Mesmo depois de sua emancipação em 1865, após a Guerra Civil nos EUA, os negros foram submetidos a cem anos de opressão institucionalizada através de leis que defenderam a idéia de instituições “separadas, mas iguais” (um conceito aprovado pelo Tribunal Supremo em 1896, mas derrubado pelo mesmo em 1954). 11
  83. 83.  Conforme este conceito jurídico, os negros não puderam fazer parte das instituições dos brancos, mas, supostamente, tiveram o direito de ter suas próprias instituições, sendo estas iguais em qualidade às dos brancos. Na realidade, isto queria dizer que os negros não podiam morar em certos bairros, não podiam ser membros das “igrejas brancas” ou de seus clubes e não podiam assistir aulas nas escolas públicas com os brancos.
  84. 84.  A. O Movimento dos Direitos Civis (nas décadas dos 50 e 60):  Este foi um movimento popular por meio de métodos não violentos dos próprios negros que visou conseguir para si, exclusivamente, os plenos direitos do cidadão.  O líder principal foi o pastor negro batista Martin Luther King, Jr.
  85. 85.  B. O Livro “Religião Negra” de Joseph Washington (1964):  O estudioso negro Washington argumentou esta religião busca somente a liberdade e igualdade neste mundo, conclui que as congregações negras não são igrejas genuínas, mas meras sociedades religiosas sem teologias cristãs.  A teologia Negra foi criada em parte para combater este pensamento.
  86. 86.  C. O Movimento “Poder Negro”:  Na década dos 60, muitos dos líderes negros mais jovens ficaram desiludidos com o “movimento dos direitos civis,” chefiado por Dr. King, concluindo que era impossível mudar a atitude do homem branco.
  87. 87.  Usando a divisa “poder negro,” ativistas como Stokely Carmichael abandonaram tanto o ideal da integração com os brancos e suas instituições quanto o compromisso de Dr. King com a não-violência.
  88. 88.  Sendo a Teologia Negra uma forma de teologia de libertação, a grande questão em evidência é a salvação e, salvação em teologia, está relacionada à cristologia.  Ou seja, é a leitura da pessoa e da obra de Jesus Cristo que vai dar base à Teologia Negra.
  89. 89.  A evidência que os evangelhos dão a um ministério de Jesus Cristo voltado para os fracos e oprimidos de sua época, vão sustentar a posição teológica negra de que a salvação é algo para ser experimentado na vida presente e não apenas num futuro distante.
  90. 90.  Salvação espiritual, conforme a teologia tradicional, só é capaz de garantir uma vida espiritual eterna para o futuro e nada mais.  Entretanto, o conceito de futuro para a teologia negra é emprestado da teologia da esperança de Jürgen Moltmann que diz, em síntese, que o futuro já é.
  91. 91. Friedrich Schleiermacher – o pai da Teologia Liberal
  92. 92. Alguns dizem que o liberalismo está morto, como movimento acadêmico Histórico e Filosófico, pode ser, isso ninguém contesta. Mas os seus frutos ruins se misturaram e podem ser encontrados hoje...
  93. 93. Alicerçada no Iluminismo, que apregoava o uso da razão, a Teologia Liberal (ou modernismo teológico) chegou com suas “propostas” para o cristianismo e tem engodado a muitos com suas falácias...(1ª Timóteo 4)
  94. 94. Propondo “reinterpretar a fé cristã”, coloca em dúvida o manual de fé e prática, do cristão, a Bíblia Sagrada. Como toda heresia surge dentro do contexto cristão, esta é hoje a maior ameaça para os crentes...
  95. 95.  A teologia Moderna ou Liberal (liberalismo teológico) surgiu na Alemanha, passou pela Inglaterra e foi inserida nos EUA pelos estudantes seminaristas e chegou ao Brasil com grande aceitação principalmente no meio pentecostal, já que em relação às igrejas históricas (Metodista, Batista e Presbiteriana) o meio pentecostal demorou mais tempo para levar o estudo a sério, não sabendo separar o que deve aceitar do que deve rejeitar.
  96. 96.  Nomes como Friederich Schleiermacher (1768 – 1834), Albrecht Ritschl e Adolf Harnack (1851- 1930) são nomes ligados a essa teologia liberal, morta e mortífera, que ao invés de sustentáculo intelectual da fé, significou seu ocaso.
  97. 97.  Uma exposição resumida do pensamento de Schleiermacher tornará evidente esse fato: “A Bíblia, declarou [Schleiermacher], não é a autoridade absoluta, mas o registro das experiências religiosas das comunidades cristãs primitivas; portanto não fornece um padrão para as tentativas contemporâneas de interpretar a relevância de Jesus Cristo para as circunstâncias históricas específicas. Ela não é sobrenaturalmente inspirada e infalível.”
  98. 98. Pelos frutos, se conhece a árvore: A História registra que, por onde tem passado, a Teologia Liberal tem assolado a fé e destruído as igrejas, muitas fecharam suas portas e o número de crentes só diminui. É só observar a situação da igreja alemã onde o número de católicos hoje ultrapassa os protestantes.
  99. 99.  Nos EUA também é possível sentir seu efeito na frieza e fechamento de igrejas, e também no cristianismo nominal vivido naquele pais, onde ocorriam em 2000 cerca de 4.000 abortos por dia!!!
  100. 100.  Hoje, infelizmente está presente na maioria dos seminários teológicos por todo o mundo e é preciso humildade, submissão a Deus e confiança na plena inspiração da Bíblia para rejeitar suas propostas heréticas.  É o engano mais sutil em nosso meio pois usa linguagem bíblica e atrai pela boa exposição de suas mentiras.
  101. 101.  Percebe-se que os mais influenciados por esta “erva daninha” são os de coração soberbo.  Aqueles que acreditam estarem aprendendo e desvendando mistérios que outros irmãos não conseguem compreender e passam a espalhar esta falácia entre os crentes fiéis, pondo em dúvida a fé pura na Palavra de Deus.
  102. 102.  Ela atrai e engana os curiosos pois traz uma idéia de desmistificar o cristianismo, parecendo revelar grandes mistérios aos curiosos, que não se satisfazem com as afirmações da Bíblia.  Entretanto, nem tudo foi revelado ao homem, devemos entender que há coisas que continuarão ocultas, segundo a vontade e soberania de Deus. Dt 29:29.
  103. 103. Resumidamente, valendo-se do racionalismo a Teologia Liberal questiona: A ressurreição de Jesus Cristo. Os milagres que Ele realizou. A auto auto-consciência divina de Cristo.
  104. 104. A historicidade e validade dos livros da Bíblia e dos relatos bíblicos, como a travessia do Mar Vermelho, Sodoma e Gomorra, a criação e outros. Propõem uma “desmitologização” da Bíblia e dos relatos bíblicos. Procuram explicar eventos sobrenaturais como causas naturais.
  105. 105.  Abraçaram a alta crítica, ou crítica histórica, o método histórico-crítico literário.  Negam a autoria Mosaica do Pentateuco.  Os Teólogos Liberais crêem que a religião judaica foi evolutiva (Teoria Hegeliana).
  106. 106.  Rotulam os que acreditam na fidelidade da Bíblia de bibliólatras, fundamentalistas, atrasados, religiosos, etc.
  107. 107. A proposta mais demente dessa praga de teologia diabólica é tentar reinterpretar Jesus Cristo, em suas muitas buscas do Jesus Cristo histórico: HERMAN SAMUEL REIMAURUS (1694-1768) (Deísta – iluminista) ERNEST RENAN (1823-1892) ALBERT SCHWEITZER (1875-1965) (maçom) RUDOLF BULTMANN (1884-1976)
  108. 108. Breve resumo sobre os efeitos da Teologia Liberal Infelizmente existem inúmeros seminários teológicos neste país, que tem ensinado aos seus alunos conceitos absolutamente anticristãos. Tais seminários contrapondo-se a ortodoxia cristã admitiram em seu rol de professores, pessoas que negam a inerrância da Bíblia além de afirmarem que ela está repleta de mitos e lendas.
  109. 109. Para estes, Adão e Eva não existiram. Na verdade, os liberais ensinam que ambos não passam de um símbolo para ensinar a humanidade que foi criada através da evolução. Se não bastasse isso, tais teólogos crêem que Jesus Cristo não fez milagres literais. Para eles, Jesus Cristo nunca teria andado sobre a água, nem tampouco multiplicado pães e alimentado uma grande multidão.
  110. 110. Quando ensinam a respeito do Espírito Santo o fazem de forma equivocada afirmando que o Espírito do Senhor não é um ser pessoal, mas sim a força e o agir de Deus. Além disso, paganizaram a Trindade Santa atribuindo-lhes gênero e sexualidade, afirmando através de seus ensinos que o Espírito Santo é a parte feminina de Deus.
  111. 111. Ao ensinarem sobre a ressurreição de Cristo, afirmam que tal fato não ocorreu (Paul Tillich), até porque, para estes, a mensagem central da Bíblia é a ressurreição de Jesus Cristo em nossos corações.
  112. 112. Infelizmente o número de pastores que relativizaram as Sagradas Escrituras em detrimento de uma teologia espúria se multiplica a olhos vistos. Sem sombra de dúvidas os conceitos liberais têm adoecido e sufocado o Corpo de Cristo, injetando no coração dos cristãos, valores que se contrapõem aos ensinos bíblicos.
  113. 113. Isto posto, creio que mais do que nunca necessitamos fazer da Palavra de Deus nossa fonte de fé. O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
  114. 114. Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções provocadas pelo liberalismo teológico que tantos males tem feio a Igreja de Cristo.
  115. 115. Como não ser vítima da Teologia Liberal: É preciso assumir que a Bíblia é o crivo de avaliação de qualquer proposta. Se alguma proposta invalida alguma verdade bíblica, ela é que deve ser rejeitada, não a Bíblia. Se as propostas do “erudito” contrariam as escrituras, que deixemos de lado o erudito e fiquemos com a Bíblia!
  116. 116. O feminismo veio a se tornar um importante elemento da cultura ocidental moderna. Em sua essência, representa um movimento global de luta pela emancipação das mulheres.
  117. 117. O feminismo entrou em conflito com o cristianismo (assim como com a maioria das religiões), devido a sua percepção de que as religiões tratam as mulheres como seres humanos de segunda classe, tanto em termos dos papéis que essas religiões destinam às mulheres, como pela forma como concebem a imagem de Deus.
  118. 118. A masculinidade de Deus: O uso constante, por parte da tradição cristã, de pronomes masculinos em relação a Deus tem sido alvo de críticas por muitas escritoras feministas.
  119. 119. Alega-se que o uso de pronomes femininos é, no mínimo, tão lógico quanto o uso de seus correspondentes masculinos e pode, de certa forma, corrigir uma ênfase excessiva sobre os modelos masculinos que se atribuem a Deus.
  120. 120. A natureza do pecado: Muitas autoras feministas têm sugerido que certas noções de pecado como o orgulho, a ambição e o amor-próprio excessivo possuem uma orientação essencialmente masculina.
  121. 121. Conforme alegam, isso não corresponde à experiência das mulheres, que possuem uma tendência de conhecer o pecado sob a forma da falta de orgulho, da falta de ambição e da falta de amor-próprio.
  122. 122. A Pessoa de Cristo: Várias escritoras feministas, principalmente Rosemary Radford Ruether em seu livro Sexism and God- ralie [Sexismo e discursos sobre Deus], sugerem que a cristologia é o maior motivo para a existência de tanto sexismo dentro do cristianismo.
  123. 123. Elizabeth Johnson, em sua obra, Consida Jesus: waves of renewal in Christology [Considere Jesus: ondas de renovação na cristologia] (1990), analisou a forma pela qual a masculinidade de Jesus tem sido objeto de abusos teológicos, sugerindo as correções que julgava apropriadas.
  124. 124. A tentativa dos pós-modernistas é de desmantelar todos os sistemas construídos anteriormente. Todos os paradigmas do passado têm que ser destruídos. Aquilo que era central tem que ir para a periferia e as coisas periféricas do passado têm que estar no centro.
  125. 125. No pós-modernismo as minorias têm tido a prioridade. Agora é o tempo dos direitos de todos os marginalizados pelo pré-modernismo teológico e ético. Agora é a vez daqueles que têm sido vítimas da opressão, isto é, os terceiro-mundistas, os negros, os "gays," as feministas, etc.
  126. 126. Agora é a vez deles mostrarem o seu poder, que até agora esteve nas mãos daqueles que controlaram a ética e a moral. Em outras palavras: os cristãos da ortodoxia estão sendo questionados na sua verdade.
  127. 127. Agora, outras "verdades" do "cristianismo marginalizado" anteriormente (oprimidos, negros, mulheres e outras minorias) estão aparecendo.
  128. 128. Há muitos pastores evangélicos que não estão percebendo o grande perigo da inconsistência teológica, que é produto direto do pluralismo em que vivemos. Como não podemos dizer que existe uma verdade absoluta, temos que conviver com várias "verdades" na mesma comunidade.
  129. 129. Não é difícil encontrar pastores que ensinam a doutrina calvinista em suas igrejas e, ao mesmo tempo, ensinam ou não fazem nenhuma objeção que se ensine nas mesmas igrejas os princípios do arminianismo. Eles não vêem nenhum problema com isso.
  130. 130. Esta é o resultado da primeira. Alguns pós-modernistas mais honestos conseguem perceber uma inconsistência ética no seu comportamento. É comum vermos pós-modernistas negando a verdade absoluta e, ao mesmo tempo, lutando pelos "direitos
  131. 131. humanos" ou pelo estabelecimento da "justiça," especialmente nos países do terceiro mundo. Os pós-modernistas acabam caindo na inconsistência de aceitar verdades universais para resolver situações específicas.
  132. 132. Não mais verdade, mas realização — não mais aquela pesquisa que conduz à descoberta de fatos verificáveis, mas aquela espécie de pesquisa que funciona melhor, onde o funcionamento melhor significa produzir mais...
  133. 133. O pragmatismo vem estreitamente ligado à experiência que funciona. O perigo do pragmatismo é que a experiência funciona para os outros também.
  134. 134. Geralmente, em jantares de homens de negócios ou em chás promovidos por mulheres cristãs, sempre alguém é convidado para testificar de como Jesus funciona para nós e como tem sido muito gostoso ter uma experiência com Jesus. A testemunha diz: "Jesus foi uma experiência muito boa para mim. Funcionou para mim.“
  135. 135. Uma pessoa não cristã presente no auditório, pode perfeitamente afirmar: "As experiências da Nova Era para mim foram extraordinárias. Funcionaram para mim.”
  136. 136. Quando isto acontece, ninguém poderá contestar, porque o paradigma é a experiência que funciona. Nenhum cristão pode convencer alguém de que a experiência com Cristo é melhor do que a da Nova Era, ou de outra religião qualquer.
  137. 137. Como a razão foi a medida de todas as coisas no modernismo, o sentimento tem sido a medida neste nosso tempo pós- moderno. O sentimento das pessoas tem sido o parâmetro para as resoluções a serem tomadas. Não há mais a ênfase no juízo da razão.
  138. 138. O "sentir" é a força que tem impulsionado a tomada de decisões na vida. Com o abandono das verdades absolutas, não há parâmetros objetivos a serem seguidos.
  139. 139. Quando a verdade objetiva e absoluta não existe mais, as teologias e liturgias passam a refletir o gosto do tempo presente. A teologia acompanha as filosofias vigentes. É curioso notar que, após a entrada do período pós-moderno,
  140. 140. muitas teologias e liturgias têm surgido no cenário religioso, uma após outra, como os produtos de um supermercado. Há uma sede de novidade quase incontrolável. Não há nada que dura para sempre. Por que? Porque não há verdade absoluta.
  141. 141. O perigo do consumismo teológico trouxe este outro. As palavras na teologia vêm perdendo o seu significado, justamente por causa da mudança constante das teologias.
  142. 142.  Cada uma delas dá uma conotação diferente aos termos teológicos tradicionais, ou usam novos termos para expressar os seus conceitos. O grande postulado do pós-modernismo: mudar os conceitos mudando as palavras.
  143. 143. Ao invés de pregar a redenção que há em Cristo Jesus levando as pessoas ao arrependimento de seus pecados e à fé em Cristo, os pregadores entregam mensagens cujo objetivo é fazer com que seus ouvintes sintam-se bem, expressando a religião de uma cultura terapêutica.
  144. 144. A tônica do nosso tempo é fazer com que as pessoas sintam-se psicologicamente bem, satisfeitas consigo mesmas. O importante é o bem-estar, não a verdade.
  145. 145. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. (Amós 5:23)
  146. 146.  As letras das musicas e das mensagens não mais expressam a soberania de Deus e a dependência do homem da graça e misericórdia do Senhor, o centro dessas letras é a imanência.
  147. 147.  Buscam exaltar o homem como sendo filhos de Deus e obrigatoriamente por isso reivindicam bênçãos não aceitando nenhum tipo de provação sobre si.  A palavra de Deus nos diz que somos pó e cinza, pecadores, Paulo afirma ser o mais pecador de todos, e não merecemos nada que nos foi ofertado por Deus.
  148. 148.  Por isso devemos ser pobres de espíritos (vazios de nosso ego, orgulho, fama e desejos) e nos submetermos à vontade de Deus, seja ela qual for.  Não temos mérito algum para afrontar ou reivindicar Deus.
  149. 149. Essa mudança no foco da pregação tem sido o resultado de uma mudança ainda maior chamada de "mega-mudança" devido à sua enorme influência no pós- modernismo. É a mudança da pregação do protestantismo clássico do pré- modernismo
  150. 150. para a pregação do pós-modernismo, dando origem a um entendimento totalmente diferente do que realmente significa o evangelho de Cristo. Michael Horton explica essa mega- mudança através de uma série de contrastes nos dois cristianismos: o pré- moderno e o pós-moderno:
  151. 151. Enquanto o cristianismo pré-moderno enfatiza a transcendência de Deus e sua imutabilidade, onipotência e onisciência, o modelo do cristianismo pós-modernista enfatiza a imanência de Deus, que é dinâmica, capaz de mudança, e em parceria com a sua criação.
  152. 152. Enquanto o cristianismo pré-moderno vê o problema do homem como tendo origem na queda de Adão, tendo como resultado a culpa e a conseqüente corrupção, e o pecado como sendo uma condição, o cristianismo pós-modernista nega a queda universal.
  153. 153. Os homens não são culpados por causa da queda de Adão. O pecado não é uma condição, mas um ato simplesmente.
  154. 154. Enquanto o cristianismo pré-moderno ensina que a morte expiatória de Cristo é uma morte substitutiva para mostrar como Deus nos ama, enviando alguém de si próprio para morrer em nosso lugar, o cristianismo pós-modernista ensina que a morte de Cristo não foi um sacrifício substitutivo, mas um exemplo para nós.
  155. 155. Morrendo, Jesus mostrou como devemos amar uns aos outros. Quanto mais percebemos o seu sofrimento na cruz, mas podemos sentir o amor de Deus por nós. Isto muda as nossas vidas e nos faz amar uns aos outros, segundo o pensamento pluralista.
  156. 156. Enquanto o cristianismo pré-moderno ensina que não há salvação à parte da obra expiatória de Cristo e sua conseqüente fé nele, o cristianismo pós-modernista postula que muitos serão salvos à parte de Cristo, e que o Espírito Santo poderá trazer salvação mesmo aos que não conhecem a Cristo.
  157. 157. O cristianismo pós-moderno ensina que Deus não pode lançar o homem na condenação, pois é um Deus de amor, e não lançará na condenação aqueles que são ignorantes da fé cristã. O cristianismo pré-moderno ensina que o eterno estado dos homens é no céu ou no inferno.
  158. 158. O pós-modernista ensina que todos vão para o céu ou que, no mínimo, os ímpios serão aniquilados.
  159. 159.  O que pensar sobre a questão da prosperidade material tão largamente pregada em nossos dias e como estabelecer um equilíbrio entre a vida material e os propósitos eternos de Deus para nós?
  160. 160.  Surgida após a Segunda Guerra nos Estados Unidos, popularizou-se mundialmente na década de 90.  Muito comum no ramo neo-pentecostal evangélico.  É sistematicamente criticada por diversas vertentes cristãs, considerada uma teologia antiética, materialista e exploradora.
  161. 161.  A doutrina é baseada principalmente nas seguintes passagens bíblicas: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. (Malaquias 3:10)
  162. 162. Antes te lembrarás do SENHOR teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia. (Deuteronômio 8:18) O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim p ara que tenham vida, e a tenham com abundância. (João 10:10).
  163. 163. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. (3 João 2-4).
  164. 164.  O texto sem contexto e os versículos “isolados”. Ex.: “tudo posso naquele que me fortalece” (Fp. 4.13).  O plano de redenção eterna dá lugar à busca da satisfação imediata, principalmente financeira.
  165. 165.  Elementos tais como a salvação do perdido, a missão da igreja como “a voz que clama no deserto”, a denúncia sobre o pecado e as promessas espirituais já não são tão importantes.
  166. 166.  Elimina toda e qualquer possibilidade de aceitar que o nosso caráter pode ser transformado através das lutas e dificuldades.  Nos faz esquecer a sensação de passarmos por lutas e termos o Senhor ao nosso lado nos fortalecendo e nos capacitando.  Inverte os papéis: Eu não sirvo a Deus, Ele é quem me serve!
  167. 167.  Por causa dos tempos difíceis: Crises, desemprego, enfermidades, violência, etc.  Muitos líderes tem cedido à tentação de pregar aquilo que enche as igrejas.  A busca desenfreada pelo bem estar.  Muitas pessoas vêem nisso, uma chance de conseguir realizar seus desejos materiais sem precisar lutar, investir, economizar, estudar, etc.
  168. 168.  Pessoas acabam por entender que Deus não age, por que as promessas que lhe foram feitas, são falsas.  Igrejas doentes por causa do materialismo.  Pessoas que se dizem crentes mas nunca desfrutaram de um relacionamento íntimo com Deus.
  169. 169.  A falta desse relacionamento, gera o pecado que, por sua vez, esfria o amor. Mt. 24.12;  Uma relação de barganha com Deus;  Não se fala mais em agradar a Deus, santificação, vida de oração ou estudo da palavra, mas em vitória, dinheiro, bens, conquistas, etc.
  170. 170.  O evangelho da prosperidade não faz as pessoas louvarem a Cristo, mas louvar a prosperidade.  Quem não quer receber um Jesus que resolve todos os seus problemas e realiza todos os seus desejos?  Qualquer um receberia a Jesus se fosse convencido de que o pagamento é certo!
  171. 171.  Sim. Vamos ver alguns textos: 1. Sl. 37.25 2. Mt. 6.25-34 3. Mt. 10.29-31 4. Fp. 4.19
  172. 172.  Em primeiro lugar, cada um desses versículos está relacionado em seu contexto, com pelo menos um elemento que nos remete à eternidade. Ex.: Em Salmos, temos a referência à herança dos justos, em Mateus encontramos a relação com o reino ou mesmo a importância de não perdermos a nossa alma e em Filipenses, Paulo reconhece que o que ele recebeu foi fruto de corações que queriam agradar a Deus.
  173. 173.  A Teologia da prosperidade quase nunca está relacionada com a eternidade ou glorificação do nome do Senhor.  A única coisa que a Teologia da Prosperidade olha na eternidade são as “ruas de ouro”.  O consenso geral na Bíblia é de que a vida que vivemos aqui é uma preparação para entrarmos na Glória do nosso Deus.
  174. 174.  A Teologia da Prosperidade olha apenas para o que se pode conseguir aqui.  Quando a Teologia da Prosperidade exalta o valor que devemos dar a essa vida, ela vai contra um princípio básico ressaltado pelo apóstolo Paulo em 1 Tim 6.17-19, que não devemos depositar nossa esperança em coisas instáveis mas em Deus.
  175. 175.  A Teologia da Prosperidade inverte os papéis e faz com o que o crente seja induzido a cobrar de Deus, “expremendo-o” na parede para conseguir o que quer. Instiga a revolta para conseguir bênçãos.  Santidade e temor são deixados de lado e Deus é tratado como um grande gênio da lâmpada disposto a satisfazer todos os seus caprichos.
  176. 176.  A Teologia da Prosperidade inverte os papéis e faz com o que o crente seja induzido a cobrar de Deus, “expremendo-o” na parede para conseguir o que quer. Instiga a revolta para conseguir bênçãos.  Santidade e temor são deixados de lado e Deus é tratado como um grande gênio da lâmpada disposto a satisfazer todos os seus caprichos.
  177. 177.  O interesse desenfreado pelas coisas desse mundo consiste em idolatria e, portanto pecado.  Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. (I Jo.2.15)
  178. 178.  Devemos olhar para o mundo e a sociedade, contemplar a necessidade de Deus e oferecer o plano da salvação que consiste em arrependimento, perdão dos pecados, vida de comunhão com Deus e Salvação.
  179. 179. Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra. (Deuteronômio 15:11)
  180. 180. Por verdade objetiva, queremos dizer um código de leis sob o qual o ser humano tem que pautar a sua vida. Todavia, que não seja um código de leis nascido nos próprios interesses ou na subjetividade do ser humano.
  181. 181. Esse código tem que ser o de Alguém que possui supremacia sobre o homem — o Criador-Redentor-Rei. Esta é a primeira grande coisa que foi perdida nesta nossa sociedade pluralista.
  182. 182. Muitos dos nossos jovens cristãos estão sendo acuados pelo caos teológico em que vivem, ao ponto de não terem coragem de assumir a verdade do cristianismo em face das pressões que sofrem em nossa sociedade pluralista.
  183. 183. Devido ao pluralismo religioso admitido em nossa sociedade pós-moderna, alguns grupos religiosos têm a tendência de se isolarem em suas verdades. O cristianismo não tem fugido à regra.
  184. 184. Muitas comunidades cristãs genuínas se isolam em seu casulo com medo de serem invadidas.
  185. 185. Se o cristianismo quer ser a melhor opção para o homem pós-moderno, ele tem que voltar às suas origens históricas. Primeiramente, às Escrituras e, conseqüentemente, à Reforma do século XVI.
  186. 186. É necessário que as igrejas cristãs históricas voltem a ter uma fé ortodoxa, viva e piedosa; Uma fé que dê lugar ao intelecto e aos sentimentos: uma fé racional, mas não racionalista, com emoções, mas não emocionalista; Uma é baseada na verdade de Deus como revelada nas Santas Escrituras.
  187. 187. Como desde o princípio, o adversário de nossas almas. Satanás está manipulando as cosmovisões para enganar e levar o mundo do ocultismo das religiões primitivas ao ocultismo das religiões modernas.
  188. 188. Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo- Poderoso.
  189. 189. (Eis que venho como vem o ladrão. Bem- aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.) Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom. Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! (Apocalipse 16:13-17).
  190. 190. Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo. Apocalipse 20:1-3)
  191. 191. É o conjunto de ideologias, (quer sejam estas verdadeiras ou falsas, conscientes ou inconscientes, consistentes ou inconsistentes) que um individuo mantém como guia para nortear as suas escolhas e interpretar o mundo que o rodeia.
  192. 192. A cosmo visão funciona como um sistema de computador, M-DOS, Windows. Este permite fazer uso dos softwares que for instalado no seu computador, com o objetivo de ler, interpretar, entender, produzir, analisar, pesquisar, etc. informações, decisões, cultura, valores sobre o mundo que te rodeia.
  193. 193. Esta modelou o Ocidente desde o quarto século a.C. até a queda do Império Romano (+-410, Arianismo), e novamente influencia a teologia Católica da Idade Média (508) até a Revolução Francesa (1798).
  194. 194. Sócrates Aristóteles Platão
  195. 195. Idealismo - Platão (Sócrates) Realismo - Aristóteles
  196. 196. Desde os primórdios da História Ocidental o teismo foi a cosmovisão predominante no Ocidente. Esta visão do mundo foi modelado pelos padrões platônicos na teologia e aristotelianos na ciência.
  197. 197. Paganismo__________Clovis__ 538_____1260 anos______1798___2008 Politeismo (508d.C.) Revolução Francesa
  198. 198. É o ramo da filosofia que estuda a natureza da realidade, isto é “o que é a realidade primordial, o que é real.”
  199. 199. Origem, natureza e desenvolvimento do universo. Existe Deus? Um, dois, mais?
  200. 200. O que é o ser humano? Estuda a existência, o ser.
  201. 201. É o ramo da filosofia que estuda a natureza, fontes e a validade do conhecimento. Esta procura responder “o que é a verdade” e “como podemos obter tal conhecimento da verdade.”
  202. 202. A realidade pode ser conhecida? Há verdade? Se existir, é relativa ou absoluta? Conhecimento é subjetivo ou objetivo? Existe verdade à parte da experiência humana? A priori? A posteriori?
  203. 203.  É o ramo da filosofia que procura responder “o que é de valor.”  Ética:  Estudo dos valores morais e conduta.  Estética:  Princípios que governam a beleza e a arte. Esta é relacionada com a imaginação e criatividade.
  204. 204. Os sentidos; Revelação; Autoridade; Razão; Intuição.
  205. 205. A conclusão do dilema da metafísica e epistemologia é: cada individuo vive pela fé nas crenças básicas que ele escolheu crer. “Já decidi, não me confunda com os fatos.”
  206. 206. No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.
  207. 207. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia. E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento.
  208. 208. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia. Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez. À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom.
  209. 209. Do latim scholasticus, e este por sua vez do grego σχολαστικός [que pertence à escola], instruído. Foi o método de pensamento crítico dominante no ensino nas universidades medievais européias de cerca de 1100 a 1500.
  210. 210.  Não tanto uma filosofia ou uma teologia, como um método de aprendizagem, a escolástica nasceu nas escolas monásticas cristãs para tentar conciliar a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega.  Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência, e resolver contradições.
  211. 211.  Valorizavam mais a figura dos Pais Apostólicos, do que propriamente os seus ensinos.  A obra-prima de Tomás de Aquino, Summa Theológica, é freqüentemente vista como exemplo maior da escolástica.
  212. 212.  O escolasticismo originou-se com as ordens monásticas. Estes não procuravam novas verdades, mas buscavam provar as verdades já estabelecidas através do processo racional. A essência desta visão é o racionalismo. O Neo-escolasticismo da uma ênfase maior na razão humana.
  213. 213. O Nesta época surgem varias formas de pensar (ideologias) baseadas nas filosofias Gregas, porém diversificadas. O teismo não mais seria a visão predominante do Ocidente.
  214. 214.  Humanismo  Deísmo  Naturalismo  Niilismo  Materialismo  Existencialismo  Pos-Modernismo  Nova Era  Espiritismo Moderno  Relativismo  Secularismo  Pragmatismo
  215. 215. Republicanismo; Democracia; Comunismo;
  216. 216. Revolução Industrial; Socialismo; Capitalismo; Fascismo; Globalização.
  217. 217. A razão humana é suprema.
  218. 218. Deus é um relojoeiro que deu cordas ao relógio, foi-se embora e nunca voltará. Substitui Aristóteles como autoridade da ciência e a Deus como autoridade da teologia, e coloca puramente a razão (nos moldes humanista) no lugar deles. Ainda reconhece a Deus como criador, mas não como mantenedor.
  219. 219.  O Deísmo é a ponte entre Teísmo e Naturalismo.  O conceito de Deus: no Teísmo Deus é criador e mantenedor. No Deísmo Deus é reduzido apenas a criador. No naturalismo Deus perde a Sua própria existência (ateísmo).
  220. 220. A teologia era a rainha das ciências na Idade Média. Mas as discussões se tornaram infindas na teologia. Esta já não trazia a resposta que os seres humanos buscavam.
  221. 221. A teologia Platônica: a matéria não é boa portanto o estudo desta nos levará a ser como ela é. A teologia Aristoteliana: a matéria é boa pois foi criada por Deus. Portanto podemos estudá-la para conhecê-lo.
  222. 222. René Descartes (1596-1650) teísta professo preparou o cenário ao conceber o universo como um mecanismo gigantesco de matéria que as pessoas compreendem pela mente. John Locke (1632-1714) teísta acreditava que a razão era a que determinava o que era revelado por Deus.
  223. 223. Julien Offray de La Mettrie (1709-1751) ateu para os seus contemporâneos. Mas ele dizia “não que eu questione a existência de um ser supremo; pelo contrário, a mim me parece que o mais alto grau de probabilidade está a favor desta crença,” ele continua “esta é uma verdade teórica com pouco valor prático.” Deísta teórico e naturalista na prática.
  224. 224. a) Humanismo Secular (capitalismo) b) Marxismo: Carl Marx (1818-1883) Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770- 1830): Idealista, Deus ou “espírito absoluto” não era distinto do mundo, mas uma realidade progressiva entendida em si mesma no mundo real. Este processo era a dialética.
  225. 225. Ludwig Feuerbach (1804-1872): materialista, para ele “os seres humanos são o que eles comem.”
  226. 226. a) Humanismo Secular (capitalismo) b) Marxismo: Carl Marx (1818-1883) Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770- 1830): Idealista, Deus ou “espírito absoluto” não era distinto do mundo, mas uma realidade progressiva entendida em si mesma no mundo real. Este processo era a dialética.
  227. 227. A religião é uma invenção humana. Deus é uma projeção da potencialidade humana uma expressão dos nossos ideais não realizados. A religião tem uma função perniciosa, uma vez que inventamos a Deus, devotamo-nos a nós mesmos para agradar nossa invenção. Marx era materialista.
  228. 228. Niilismo (do latim nihil, nada) é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais,ética e moral). É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”.
  229. 229. 1) É um sentimento mais do que uma cosmo visão. 2) É a negação de tudo: ética, beleza, verdade, realidade, moral, conhecimento. 3) Nenhuma declaração tem validade, nada tem sentido, tudo é gratuito, dispensável, isto é, apenas existe.
  230. 230. 4) É o filho natural do naturalismo. 5) O ser humano evoluiu de um macaco, como pois posso confiar na minha mente, moral, valores, realidades e verdades?
  231. 231. 6) O ser humano está dentro de uma caixa fechada, mas ele não sabe disto e não o pode saber pois somente alguém de fora poderá revelá-lo (neste caso Deus, mas ele não existe). 7) Não há obrigatoriedade no naturalismo.
  232. 232.  Ter é existir. Não ter é inexistência.
  233. 233.  Existencialismo Ateísta: aceita todas as pressuposições do naturalismo. O maior interesse do existencialismo está em nossa humanidade, e em como podemos ser significativo num mundo sem significado, razão, propósito.  Jean Paul Sartre. // Albert Camus.
  234. 234.  Existir é divertir-se, relacionar-se, entreter- se.  Existência sem entretenimento é inexistência
  235. 235.  Não há nenhuma verdade absoluta, tudo é relativo;  (Permissividade).
  236. 236.  A Nova Ordem Mundial;  Espiritismo Oriental;
  237. 237.  No curso do pensamento ocidental finalmente chegamos em um impasse.  O naturalismo leva ao niilismo, e este é difícil de transcender, nos termos que o mundo ocidental deseja aceitar.
  238. 238.  O existencialismo ateísta é uma tentativa, mas esta apresenta sérios problemas.  O teísmo é uma opção mas não é muito convidativo para um naturalista.  Portanto, o naturalista acha difícil deixar sua cosmo visão mas sabe que algo falta nela para suprir o vazio que esta deixa dentro do ser humano.
  239. 239.  Assim decidem olhar mais uma vez a onde está o erro.  E decidem que a razão não deve ser confiável.  Portanto, não devemos discutir doutrinas divergentes, idéias que levem à guerras e divisões.  Deixa que as coisas aconteçam, entre no místico do Oriente.
  240. 240.  Assim decidem olhar mais uma vez a onde está o erro.  E decidem que a razão não deve ser confiável.  Portanto, não devemos discutir doutrinas divergentes, idéias que levem à guerras e divisões.  Deixa que as coisas aconteçam, entre no místico do Oriente.
  241. 241.  É um termo literário e filosófico que significa simplificadamente a narrativa contida dentro ou além da própria narrativa.
  242. 242.  É um termo que tomou o centro dos debates ao final do século XX pelo filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998), pois este considerava que se estabeleceria o fim da grandes narrativas.  Um exemplo das grandes narrativas presentes nos discursos, segundo Lyotard seriam o iluminismo, o idealismo e o marxismo.
  243. 243.  O prefixo met(a)- tem sentido de "além de; no meio de, entre; atrás, em seguida, depois".
  244. 244. • Emanuel Kant • Friedrich Nietzche • Michel Foucault • Richard Rorty • Jean François Lyotard • Jacques Derrida
  245. 245.  Todas estas ideologias aplicadas na vida de um individuo.  Esta ideologia é sem Deus, mas não exige que o seu adepto seja ateu.  Esta é sem religião, mas não exige que seu adepto se apostate da sua fé.
  246. 246.  Esta ideologia somente exige que seu adepto seja morno nas suas crenças, e relativista na prática (Apocalipse 3, Laodicéia).
  247. 247.  Todas estas ideologias aplicadas na vida de um individuo.  Esta ideologia é sem Deus, mas não exige que o seu adepto seja ateu.  Esta é sem religião, mas não exige que seu adepto se apostate da sua fé.
  248. 248. Animismo Ocultismo Paganismo Religião natural Misticismo Experiência Pós-modernismo sentimentalismo Emoções Entretenimento Misticismo Experiência
  249. 249.  Paganismo = Pós-modernismo = ocultismo Genesis 3.4-5: Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.
  250. 250. 1) Imortalidade da alma, misticismo (ocultismo). 2) Deixareis de ser ignorantes, só a revelação é incompleta (Filosofias humanas). 3) Sereis como Deus (Nova Era). 4) Conhecerés o que é certo e errado independentemente de Deus e Sua revelação (ética humanística secular).
  251. 251. 1) O reconhecimento da morte de Deus é o principio da sabedoria no pós- modernismo. Este não é apenas “pós” mas sim a última cosmovisão.
  252. 252. 2) Agora mais de 100 anos desde Nietzch a noticia da morte de Deus chega até os ouvidos dos homens. Os limites se definiam pelo contraste com a existência possível de Deus. 3) O centro que nos assegurava um centro no cosmo desapareceu. Nossa era vem se tornando um monte de possibilidade sem absolutos e sem propósito em nada. Um futuro de anarquia cultural é inevitável.
  253. 253. 4) Todas as verdades são igualmente válidas, mas não necessariamente corretas. 5) Correto é aquilo que funciona e produz o resultado procurado. 6) Moral e ética é aquilo que uma comunidade específica estipulou como sendo algo válido para a sua sobrevivência neste cosmo.
  254. 254. 7) Verdade só é verdade se ela possibilita a sobrevivência do seu crente. Do contrário o crente morre e a verdade desaparece. 8) Incredulidade voltada às todas as metanarrativas, todas as histórias.
  255. 255. Amor  Ódio
  256. 256.  O homem moderno distanciou-se de Deus, e ao distanciar-se perdeu também seus valores éticos, e conseqüentemente teve que partir em busca de uma nova moralidade. É esse novo conjunto de valores do homem moderno que nós denominamos ética situacional.
  257. 257.  Com raízes que penetram os princípios éticos de homens como Karl Barth, Rudolf Bultmann e Paul Tillich, com princípios teológicos mais existencialistas que puritanos, mais neo-ortodoxos do que propriamente ortodoxos.
  258. 258.  O movimento chamou a atenção da opinião publica em 1966, quando o Dr. Joseph Fletcher, professor de ética social no Seminário Episcopal de Cambridge, Massachusetts, publicou o livro Situation Ethics.  O livro de Robinson, Honest to God, também ajudou a propagar as idéias do movimento.
  259. 259.  A popularidade da ética situacional como sistema teológico não teve tanta influência nos seminários teológicos protestantes do Brasil, embora como sistema filosófico, suas idéias tenham sido rapidamente implantadas nas universidades brasileiras. Quanto aos pressupostos da ética situacional, Fletcher definiu esses pressupostos como sendo:
  260. 260.  Pragmatismo – Doutrina segundo a qual o valor da verdade é determindado pela funcionabilidade.  Relativismo – Conceito filosófico segundo o qual a verdade é um valor subjetivo, não havendo imposição moral absoluta.
  261. 261.  Positivismo – Segundo essa cosmovisão, as declarações de fé são voluntaristas e não racionais.  Existencialismo – Filosofia que coloca o homem no centro do universo. O importante não são os valores objetivos, mas a maneira como o ser humano experimenta esses valores.
  262. 262. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.
  263. 263. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida. (Ap 22:12-17)

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