Contabilidade e analise de custos

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Contabilidade e analise de custos

  1. 1. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ Curso de Administração Disciplina: Contabilidade e Análise de Custos Profa. Silvane Passos
  2. 2. RAMIFICAÇÕES DA CONTABILIDADE  Contabilidade Financeira (Geral)  Contabilidade de Custos  Auditoria  Análise e Interpretação de Balanços  Controladoria
  3. 3. CONTABILIDADE FINANCEIRA X GERENCIAL Contabilidade Financeira (Geral):  Registra os fatos ocorridos na empresa.  Atende aos princípios contábeis e as regulamentações legais e fiscais. Contabilidade Gerencial:  Como o próprio nome diz, é gerencial.  Controla as operações e os custos, e soluciona problemas específicos da empresa.  É um ponto de apoio fundamental para o administrador da empresa.  Não atende aos princípios contábeis e as regulamentações legais e fiscais.  A Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial, e por essa razão.
  4. 4. UM EFICIENTE SISTEMA DE CUSTOS, POSSIBILITA: O ADMINISTRADOR: Ter instrumentos que o auxilie nos controles e nas tomadas de decisões. A EMPRESA: Ter dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras formas de previsão. Acompanhar os gastos efetivamente ocorridos e compará-los com os valores anteriormente definidos. Estabelecer preços de vendas compatíveis com o mercado em que atua. Decidir sobre corte de produtos: opção de compra ou de fabricação. Reduzir custos. Determinar o Ponto de Equilíbrio. Avaliar o desempenho.
  5. 5. CONTROLAR É IMPORTANTE !  O controle é uma função administrativa que avalia se o processo de transformação dos insumos (entradas) está sendo eficiente na utilização dos recursos e eficaz no alcance dos objetivos fixados.  O controle implica em medir o desempenho, compará-lo aos padrões estabelecidos, avaliá-lo e efetuar correções, quando necessário.  O controle tem por finalidade fazer cumprir na prática o que for determinado no planejamento.
  6. 6. CONTABILIDADE DE CUSTOS Conceito – É uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos e/ou serviços. Função – Gerar informações confiáveis, rápidas e de fácil entendimento para a administração e consequentemente para a tomada de decisões. – É voltada para a análise de gastos da entidade no decorrer de suas operações. Principais usuários – Os próprios donos das empresas – Os diretores e demais executivos
  7. 7. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? Surgiu da Contabilidade Financeira (Geral), pela necessidade de se ter um controle maior sobre os valores a serem atribuídos aos estoques de produtos na indústria e, também pela necessidade de tomar decisões quanto ao quê, como e quando produzir. Como sabemos, a Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial ou Administrativa e dispõe de técnicas que são aplicadas não somente as empresas industriais, mas também as outras atividades, inclusive empresas publicas e entidades sem fins lucrativos, não estando restrita às formalidades legais da Contabilidade Financeira (Geral). A Contabilidade de Custos auxilia na determinação dos custos dos fatores de produção, dos custos de determinado setor da empresa; no controle e observação dos desperdícios, horas ociosas de trabalho, equipamentos mal utilizados; na quantificação exata da matéria-prima utilizada, entre outros.
  8. 8. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? A Contabilidade de Custos desenvolveu-se com a Revolução Industrial, e teve que se adaptar à nova realidade econômica, com o surgimento das máquinas e a consequente produção em grande escala. Tem como sua principal fonte a Contabilidade Financeira. Até então, as empresas compravam e revendiam mercadorias, ou apenas dedicavam-se ao comércio. O sistema de apuração de custos consistia em determinar os estoques no inicio do período, adicionando as compras do mesmo período e deduzindo o que ainda restaria no estoque. Desta forma, apurava-se o CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA ou seja, o resultado das operações com mercadorias. CMV = Estoque Inicial + Compras Líquidas – Estoque Final
  9. 9. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? Como as empresas industriais passaram a produzir em grande quantidade, por meio do uso de máquinas, a apuração do custo do produto vendido deveria incluir todos os elementos empregados na fabricação do produto. São componentes do custo industrial:  Material direto aplicado – MD (matéria-prima, material secundário e embalagem);  Mão de obra direta empregada na fabricação do produto – MOD (incluindo o valor dos salários e encargos sociais);  Custos indiretos de fabricação – CIF (e demais gastos fabris).
  10. 10. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? A fórmula de cálculo do CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (CPV) de uma empresa industrial é derivada da fórmula usada para apurar o CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS de uma empresa comercial. CPV = Estoque Inicial + Custos de Produção – Estoque Final A diferença está nas ENTRADAS. Vejam o que representam:  Empresas Comerciais: são as COMPRAS LÍQUIDAS.  Empresas Industriais: são os CUSTOS DE PRODUÇÃO. Essa diferença se deve às atividades que desempenham esse dois tipos de empresas, enquanto a empresa comercial se limita a revender mercadorias, a empresa industrial compra matéria-prima, transforma essa matéria-prima em produto acabado e depois o vende.
  11. 11. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMÉRCIO X INDÚSTRIA Empresa Comercial Empresa Industrial Compra MD Vend e Compra Vend e Transforma MOD + CIF
  12. 12. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMÉRCIO X INDÚSTRIA O fato de cada um desses dois tipos de empresa praticar atividades diferentes faz com que suas demonstrações contábeis apresentem algumas diferenças. Vejamos: DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO Empresa Comercial Empresa Industrial Receita Líquida (vendas) Receita Líquida (vendas) (-) Custos da Mercadorias Vendidas (-) Custos dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto com Mercadorias = Lucro Bruto com Produtos (-) Despesas (-) Despesas Administrativas Administrativas Vendas Vendas Financeiras Financeiras Tributárias Tributárias = Lucro Líquido Operacional = Lucro Líquido Operacional
  13. 13. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMÉRCIO X INDÚSTRIA Quanto ao Balanço Patrimonial desses dois tipos de empresas, a diferença é com relação aos estoques. Na empresa comercial, temos o estoque de mercadorias que serão revendidas, enquanto na empresa industrial temos os estoques de matéria-prima, produtos em processo e produtos acabados. Observe: BALANÇO PATRIMONIAL Empresa Comercial Empresa Industrial Ativo Ativo Circulante Circulante Estoque Mercadorias Estoque Produtos Acabados Outros Estoques Estoque Produtos em Processo Estoque Matéria-prima Outros Estoques
  14. 14. BALANÇO PATRIMONIAL E DRE Custos Diretos Indiretos Estoques Materiais Diretos Produtos em Elaboração Produtos Acabados Balanço Patrimonial (+) Receitas (=) Resultado (-) Despesas (-) Custos Custo Mercadoria Vendida Custo Produto Vendido Custo Serviço Prestado Demonstração de Resultado do Exercício
  15. 15. CONCEITOS DOS CUSTOS INDUSTRIAIS A Contabilidade de Custos é a parte da Contabilidade que identifica, registra e mensura os valores relativos a duas contas: Estoques, que compõem o Balanço Patrimonial, e Custo dos Produtos Vendidos (CPV), que compõe a DRE, além de cumprir com a função de prover informação de cunho gerencial para avaliação, análise e tomada de decisão. (SILVA, 2008) Os custos são essencialmente medidas monetárias dos sacrifícios com que a organização tem que arcar para alcançar os seus objetivos: por isso, desempenham importante papel nas decisões gerencias: a coleta e análise das informações de custos são problemas fundamentais para os contadores. (FIGUEIREDO e CAGGIANO , 1997) Os custos são fruto de tudo que acontece nas fabricações: suprimentos, cadências, eficiência, produtividades, desperdícios, gastos excessivos, qualidade deficiente, projeção imperfeita e muitos outros fatores. Todos eles se reúnem no custo. Não há, nos contextos industriais, índice mais sintético e resolutivo do que o custo: ele vai dizer se a empresa é ou não competitiva, se ela vai ou não vender, se ela vai ou não lucrar. (ALLORA, 1985) Para a fabricação de qualquer produto a empresa é obrigada a fazer uma série de gastos relativos a itens como matéria-prima, mão de obra, energia elétrica, aluguel de galpões para a instalação da fábrica etc. Esses gastos são denominados custos de produção ou simplesmente custos. (KAPLAN & COOPER, 1998)
  16. 16. OBJETIVOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS Como já foi visto, a Contabilidade de Custos surgiu da necessidade de se conhecer os custos dos produtos para avaliar e apurar o resultado das indústrias, tornando-se esse o objetivo principal da Contabilidade de Custos. No século XX, com a crescente complexidade do mundo empresarial, a contabilidade de custos tornou-se cada vez mais importante na área gerencial da empresa, passando a ser utilizada:  no planejamento;  controle de custos;  na tomada de decisões; e  no atendimento a exigências fiscais e legais. Preocupa-se em resolver problemas mais complexo de estoques e em registrar detalhada e convenientemente as informações sobre as operações realizadas pela empresa, para oportuna composição dessas informações sob diversas formas, objetivando: 1. Proceder a apuração detalhada dos resultados; 2. Auxiliar o controle dos gastos; e 3. Subsidiar a tomada de decisões.
  17. 17. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Gastos: é o sacrifício financeiro que a entidade arca para a obter um produto ou serviço qualquer. Sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Somente é considerado gasto no momento que existe o reconhecimento contábil da dívida ou da redução do ativo dado em pagamento. Gasto é um termo genérico que pode representar tanto um custo como uma despesa. ex: compra de matéria-prima, dispêndio com mão-de-obra, pagamento de telefone, água, energia elétrica, gás, aquisição móveis e utensílios, máquinas, equipamento, instalações, terrenos .  Desembolso: é o pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço. Pode ocorrer antes, durante ou após a utilidade comprada. É a saída financeira da empresa, entrega de ativos. ex¹: Quando o Pgto é à vista, o gasto ocorreu concomitantemente ao desembolso. ex²: Quando o Pgto é à prazo, o gasto ocorre imediatamente, mas o desembolso só ocorre no pagamento.
  18. 18. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Investimento: é o gasto ativado em função de benefícios atribuídos a períodos futuros ou que tem vida útil superior a um ano. Os investimentos em função da época do retorno se classificam em Circulantes e Permanentes. ex¹: CIRCULANTES - Estoques de matéria-prima, produtos para revenda e outros estoques (serão posteriormente baixados em virtude de seu consumo, sua venda, sua depreciação) e aplicações financeira. ex²: PERMANENTES - A aquisição de móveis e utensílios, máquinas, equipamentos, instalações, terreno.  Custos: são gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. O custo é um gasto que só é reconhecido no custo no momento de sua utilização. ex¹:utilização da matéria-prima, embalagem, mão-de-obra, energia elétrica, e de todos os outros gastos do processo produtivo. ex²: a matéria-prima é classificada como gasto na sua aquisição, imediatamente torna-se um investimento por sua ativação no estoque da entidade, pois, enquanto estocada nenhum custo foi associado a ela; e só será considerada como custo quando for utilizada.
  19. 19. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Despesas: são gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e são consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Estão associadas a gastos administrativos, comerciais, financeiros e tributários. ex: honorários da diretoria, pagamento de salários, encargos sociais, telefone, água, energia elétrica, gás, comissão do vendedor e outras contas das diversas áreas da organização, excetuando-se a área de produção. DIFERENÇA ENTRE CUSTOS E DESPESAS Custos – é o gasto com a fabricação do produto (processo produtivo). O custo só afetará o resultado da parcela do gasto que corresponde aos produtos vendidos. Despesas - é o gasto que não está relacionado ao processo produtivo. São todos os demais fatores identificáveis na administração, financeiras e relativas as vendas, que reduzem a receita. A despesa afetará diretamente o resultado do exercício.
  20. 20. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Perda: são bens ou serviços consumidos de forma anormais e involuntários. São gastos não intencionais, acidentais ou da atividade produtiva normal da empresa. São gastos que afetam diretamente o resultado do exercício. ex: gasto com mão-de-obra durante um período de greve, perda com estoque deteriorado, perda com incêndio, enchentes.  Desperdício: são gastos que não agregam valor ao produto ou serviço da empresa, implicando na má utilização dos recursos. São gastos que afetam diretamente o resultado do exercício. Na economia atual, manter desperdícios é sinônimo de prejuízo, pois não poderão ser repassados para os preços. ex:ociosidade de mão-de-obra, retrabalho decorrente de defeitos de fabricação, estocagem e movimentação desnecessária de materiais e produtos, relatórios financeiros, administrativos e contábeis sem qualquer utilidade, cargos intermediários de chefia e supervisão.
  21. 21. FLUXO DOS GASTOS Custos Despesas Produtos ou Serviços Elaborados Consumo associado à elaboração do produto ou serviço Consumo associado ao período Investimentos Gastos Balanço Patrimonial Demonstrativo de Resultado do Exercício
  22. 22. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS Custos semivariáveis ou semifixos Custos diretos Custos indiretos QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO Custos fixos Custos variáveis
  23. 23. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS  Custos Diretos – são os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos fabricados, bastando existir uma medida de consumo (quilo, horas de mão de obra, horas de máquina etc). De maneira geral, associam-se a produtos e variam proporcionalmente à quantidade produzida.  Exemplos: - Matéria-prima: a empresa sabe exatamente a quantidade de matéria-prima utilizada na fabricação de uma unidade de determinado produto. Ou seja, conhecendo-se o preço da matéria-prima, o custo decorrente está associado diretamente ao produto. - Mão-de-obra direta: são os custos com os funcionários que trabalham diretamente na produção, ou seja, como se conhece o tempo que cada um trabalhou e preço de sua mão-de-obra, é possível apropriar estes custos diretamente ao produto. - Material de embalagem - Depreciação de equipamento, quando o equipamento é utilizado para produzir apenas um tipo de produto, senão, é custo indireto. - Energia elétrica consumida pelas máquinas da produção, quando for possível saber quanto foi consumido na fabricação de cada produto , senão, é custo indireto. QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
  24. 24. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Indiretos – são os que, para serem incorporados, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: - Materiais indiretos (como cola e verniz consumidos na fabricação de móveis). - Salários da mão-de-obra indireta (chefia, supervisão, operários que cuidam da manutenção de equipamentos). - Demais custos de fabricação (seguros, impostos, aluguel da fábrica). - Depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. - Gastos com a limpeza da fábrica. - Energia elétrica que não pode ser associada a algum produto. QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
  25. 25. ALOCAÇÃO DE CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS
  26. 26. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Fixos – são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Os custos são fixos dentro de determinada faixa de produção e, em geral, não são sempre fixos, podendo variar em função de grandes oscilações no volume de produção. Quanto mais produzir menor será o custo por unidade. Ele é fixo no total, mas variável nas unidades produzidas. Exemplos: - aluguel do imóvel ocupado por indústria, cujo valor mensal é o mesmo em cada período, independentemente do volume produzido. - seguro, imposto predial, depreciação. R$ R$ 4,00 20 mil 2,00 1,00 0 5 mil 10 mil 20 mil Qt 0 5 mil 10 mil 20 mil Qt QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO Custos fixos total Volume de produção total Variável nas Unidades Produzidas $ 20.000,00 5.000 unidades $ 4,00 $ 20.000,00 10.000 unidades $ 2,00 $ 20.000,00 20.000 unidades $ 1,00
  27. 27. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Variáveis – são os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Quanto maior o volume de produção, maior será o custo variável. Ele é variável no total e fixo nas unidades produzidas. Exemplos: - matéria-prima, embalagem, materiais diretos. R$ CVT R$ 15 mil 10 mil 1,00 5 mil Qt Qt 0 5 mil 10 mil 15 mil 0 5 mil 10 mil 15 mil QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO Custos variável total Volume de produção total Fixo na Unidade Produzida $ 5.000,00 5.000 unidades $ 1,00 $ 10.000,00 10.000 unidades $ 1,00 $ 15.000,00 15.000 unidades $ 1,00
  28. 28. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Variáveis ou Semifixos – é o custo que varia em função do volume de produção ou venda, mas não exatamente nas mesmas proporções. São considerados fixos em determinada parcela, e a partir deste ponto passam a ser variáveis. Exemplos: Energia elétrica da indústria , seguro da fábrica, salário do supervisor da produção, conta de água, aluguel do shopping, copiadora, R$ ENERGIA ELÉTRICA DA INDÚSTRIA 500,00 200,00 0 200 1.000 1.500 Qt QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO
  29. 29. CLASSIFICAÇÕES DE CUSTOS • Custos Primários ou Diretos: estão associados diretamente à produção; são incluídos diretamente no cálculo dos produtos sem nenhum rateio ou divisão; perfeitamente mensuráveis de maneira objetiva. – Ex: MATERIAIS DIRETOS (matéria prima e material de embalagem) e MÃO DE OBRA DIRETA . • Custos Indiretos: estão associados à produção, mas para serem incluídos no cálculo dos produtos precisam do uso de rateio, que consiste na divisão do valor do custo entre os produtos. • Custo de Transformação: consistem no esforço empregado pela empresa no processo de fabricação de um produto, ou seja, é todo o custo com o processo de transformação de uma matéria-prima em produto acabado. – Ex: MÃO DE OBRA DIRETA e CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO, ENERGIA, HORAS DE MÁQUINA. • Custo Total, Contábil ou Fabril: MD + MOD + CIF • Custo Integral ou Gastos Totais: MD + MOD + CIF + DESPESAS
  30. 30. CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS MD Materiais Diretos Matéria-Prima Embalagem MD Materiais Diretos Matéria-Prima Embalagem MOD Mão-de-Obra Direta Mensurada e identificada de forma direta MOD Mão-de-Obra Direta Mensurada e identificada de forma direta CIF Custos Indiretos de Fabricação (rateio) Custos que não são MD nem MOD CIF Custos Indiretos de Fabricação (rateio) Custos que não são MD nem MOD DESPESAS Gastos não associados à produção DESPESAS Gastos não associados à produção Custo total, contábil ou fabril Custo de transformação Custo primário ou direto Custo integral ou Gastos totais ADMINISTRATIVAS COMERCIAIS FINANCEIRAS TRIBUTÁRIAS ADMINISTRATIVAS COMERCIAIS FINANCEIRAS TRIBUTÁRIAS
  31. 31. TRABALHO 1ª AVALIAÇÃO
  32. 32. CUSTOS DIRETOS  São os custos que podemos apropriar diretamente aos produtos, variam com a quantidade produzida. Sem ele o produto não existiria.  Como são apropriados? pelo seu custo de aquisição, bastando ter uma medida de consumo, como: kg, horas-máquinas funcionando, horas-homens trabalhando.  O que integra o custo de aquisição? os gastos com transportes, seguros,armazenagem, impostos de importação e gastos alfandegários, impostos não recuperáveis etc. Todos os gastos incorridos para tornar o material direto disponível para o uso na produção fazem parte do seu custo. Exemplo: se o comprador tem que retirar o material no fornecedor e arca com gastos com transportes e seguro, esses gastos tem que ser incorporados ao custo do material. Assim como os gastos com armazenagem, vigilância também devem ser incorporados. Quando a empresa adquire um material direto, a ser usado na fabricação de produtos, se os impostos (ICMS e IPI) forem recuperáveis, na escrita fiscal, eles serão deduzidos do valor total da NF de compra, senão, passarão a fazer parte do custo do material. FÓRMULA DO CUSTO DO MATERIAL DIRETO: MD = EI + C – EFMD = EI + C – EF
  33. 33. CUSTOS DIRETOS • Matéria-Prima – é principal material que entra na composição do produto final. Ela sofre transformação no processo de fabricação. É o material que, do pronto de vista da quantidade, é o mais empregado na produção. As matérias- primas em estoque serão aplicadas diretamente no produto e, ao serem transferidas do estoque para o processo produtivo, transformam-se em custos de produção. Exemplo: o tecido na fabricação de roupas e a madeira na fabricação de mesas de madeira. • Material Secundário – é o material direto, de caráter secundário; não é componente básico na composição do produto, mas é perfeitamente identificável ao produto. Exemplo: parafusos na mesa de madeira, botão nas roupas etc. Havendo controle de consumo, serão tratados como custos diretos, senão, custos indiretos. • Material de Embalagem – são materiais utilizados para embalagem do produto ou seu acondicionamento para remessa. São materiais diretos devido sua fácil identificação com o produto. Exemplo: papelão onde é acondicionado a mesa, saco plástico onde é colocada a roupa.
  34. 34. CUSTOS DIRETOS Exemplo ¹: A indústria comprou 10.000 kg de matéria-prima. Segue dados da nota fiscal: Total da NF $ 308.000,00 Frete e Seguro $ 10.000,00 Valor do IPI $ 28.000,00 (valor hipotético) ICMS $ 50.000,00 (valor hipotético) TAL PROCEDIMENTO DEVE TAMBÉM SER APLICANDO NA COMPRA DE MATERIAIS SECUNDÁRIOS E EMBALAGENS. Se IPI e ICMS forem RECUPERÁVEIS Se IPI NÃO FOR RECUPERÁVEL Total da NF $ 308.000,00 Total da NF $ 308.000,00 (+) Frete e Seguro $ 10.000,00 (+) Frete e Seguro $ 10.000,00 (-) IPI $ 28.000,00 (-) ICMS $ 50.000,00 (-) ICMS $ 50.000,00 Custo do Material $ 240.000,00 Custo do Material $ 268.000,00
  35. 35. CUSTOS DIRETOS Exemplo ²: A Indústria de Roupas S.A. calculou custos e lucros em agosto de 20X1, com fase nas seguintes informações: O custo das vendas foi calculado com base em estoques iniciais ao custo total de $ 120.000,00, compras, a vista e a prazo, ao preço total de $ 260.000,00 e vendas , a vista e a prazo, no valor de $ 300.000,00, restando em estoque para balanço o valor de $ 150.000,00. A tributação ocorreu de modo regular, com ICMS à alíquota de 17%, PIS /faturamento a 1% e COFINS a 3%. Determine o valor do lucro bruto. SOLUÇÃO D.R.E VENDA BRUTA $ 300.000,00 (-) ICMS 17% $ 51.000,00 (-) IPI 1% $ 3.000,00 (-) COFINS 3% $ 9.000,00 $ 63.000,00 VENDAS LÍQUIDAS $ 237.000,00 RECEITA BRUTA DE VENDAS $300.000,00 (-) IMPOSTOS (ICMS,IPI,COFINS) $ 63.000,00 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS $ 237.000,00 COMPRAS BRUTAS $ 260.000,00 ICMS 17% $ 44.200,00 COMPRAS LÍQUIDAS $ 215.800,00 (-) CPV $ 185.800,00 LUCRO BRUTO $ 51.200,00 ESTOQUE INICIAL $ 120.000,00 COMPRAS LÍQUIDAS $ 215.800,00 ESTOQUE FINAL $ 150.000,00 CPV = E I+ COMPRAS LÍQUIDAS – EF CPV = 120.000,00+215.800,00-150.000,00 CPV = 185.800,00
  36. 36. CUSTOS DIRETOS Exemplo ³: A Indústria de Sabonete S.A. calculou custos e lucros em dezembro de 20X1, com fase nas seguintes informações: O custo das vendas foi calculado com base em estoques iniciais ao custo total de $ 150.000,00, compras, a vista e a prazo, ao preço total de $ 290.000,00 e vendas , a vista e a prazo, no valor de $ 330.000,00, restando em estoque para balanço o valor de $ 180.000,00. A tributação ocorreu de modo regular, com ICMS à alíquota de 17%, PIS /faturamento a 1% e COFINS a 3%. Determine o valor do lucro bruto. SOLUÇÃO D.R.E
  37. 37. CUSTOS DIRETOS Como Avaliar os Estoques?  Como a empresa compra várias unidades em períodos diferentes, e não os consome na mesma proporção, essas unidades acabam misturando-se no almoxarifado.  Para atribuir custos às unidades consumidas, usamos os mesmos critérios utilizados pela Contabilidade Financeira: O Sistema de Inventário Permanente e Periódico; e  Os Métodos de Avaliação de Estoques: PEPS (Primeiro a Entrar e Primeiro a Sair), CUSTO MÉDIO e UEPES (Último a Entrar e Primeiro a Sair).
  38. 38. CUSTOS DIRETOS O Sistema de Inventário Permanente e Periódico  Inventário Periódico: a empresa não mantém um controle contínuo dos estoques por meio de ficha ou controle informatizado de estoque, usado quando as vendas são feitas sem controle, isto é, quando não são controladas mediante fichas ou controle informatizado e, portanto, obtido após a contagem física dos estoques, e posterior avaliação de acordo com os critérios legais. Por isso, o consumo é calculado pela fórmula: Consumo de Material Direto = EI + Entradas Líquidas – EFConsumo de Material Direto = EI + Entradas Líquidas – EF
  39. 39. CUSTOS DIRETOS O Sistema de Inventário Permanente e Periódico  Inventário Permanente: temos o controle contínuo dos estoques por meio de fichas ou controle informatizado de estoque, os estoques (e o CPV) são calculados a qualquer momento pela Contabilidade. A contagem física é feita, mas por questões de auditoria e controle interno. O controle físico e contábil é feito pela ficha ou controle informatizado de estoque (tanto no almoxarifado como na Contabilidade).
  40. 40. CUSTOS DIRETOS Métodos de Avaliação de Estoques  Os métodos de avaliação de estoques objetivam exclusivamente separar o custo dos produtos entre o que foi vendido e o que permaneceu em estoque.  Representa uma parcela extremamente importante no processo de controle de custos.  O método de avaliação de estoque engloba os procedimentos necessários ao registro da movimentação dos estoques. Os mais comuns são: PEPS, CUSTO MÉDIO e em menor escala, o UEPES.  As entradas no estoque de determinada matéria-prima, normalmente a custos diferentes entre si, vão influenciar o valor das saídas desses estoque, base para o custeio do material direto aplicado na produção. Para tanto, apresentaremos a seguir os 4 sistemas de custeio dos estoques:
  41. 41. CUSTOS DIRETOS Métodos de Avaliação de Estoques  PEPS: neste sistema, as saídas do estoque obedecem ao critério de que os primeiros produtos a sair receberão o custo correspondente ao das primeiras entradas no estoque. Exemplo: - Dia 1º entrada 100 unidades a $ 10 cada uma, totalizando = $ 1.000,00 - Dia 10 entrada 100 unidades a $ 20 cada uma, totalizando = $ 2.000,00 Se tivermos uma saída, no dia 15, de 50 unidades, o custo utilizado será o da primeira entrada, ou seja: 50 unidades X $10 = $ 500,00  UEPES: esse método indica que as saídas deverão ser custeadas ao valor das últimas entradas. Utilizando-nos do mesmo exemplo numérico anterior, teríamos: Saída, no dia 15, de 50 unidades:
  42. 42. CUSTOS DIRETOS Métodos de Avaliação de Estoques  CUSTO MÉDIO ou MÉDIA PONDERADA: consiste em calcular a cada entrada o novo custo dos produtos em estoque, dividindo o custo total pela quantidade total. Utilizando-nos do mesmo exemplo numérico anterior, teríamos: - Dia 1º entrada 100 unidades X $ 10 = $ 1.000,00 - Dia 10 entrada 100 unidades X $ 20 = $ 2.000,00 - $ 3.000,00 dividindo $ 3.000,00 por 200 unidades, apuramos um custo médio de $ 15,00 por unidade. Dessa forma, o custo das saídas seria: 50 unidades X $15 = $ 750,00 Neste método de avaliação, o valor de cada unidade em estoque se altera pela compra de outras unidades por preço diferente.
  43. 43. BIBLIOGRAFIA • Curso básico de contabilidade de custos / Silvio Aparecido Crepaldi – 5. ed. – São Paulo: Atlas. 2010. • Contabilidade de custos para não contadores / Luís Martins de Oliveira, José Hernandez Perez Jr. – 4. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. • Contabilidade de custos / Martins, Eliseu. – 10. ed. – São Paulo: Atlas, 2010.

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