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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE
ESTADUAL VALE DO ACARAÚ
Curso de Administração
Disciplina: Contabilidade e Análise de Custos
Profa. Silvane Passos
RAMIFICAÇÕES DA
CONTABILIDADE
 Contabilidade Financeira (Geral)
 Contabilidade de Custos
 Auditoria
 Análise e Interpretação de Balanços
 Controladoria
CONTABILIDADE
FINANCEIRA X GERENCIAL
Contabilidade Financeira (Geral):
 Registra os fatos ocorridos na empresa.
 Atende aos princípios contábeis e as regulamentações legais e fiscais.
Contabilidade Gerencial:
 Como o próprio nome diz, é gerencial.
 Controla as operações e os custos, e soluciona problemas específicos da
empresa.
 É um ponto de apoio fundamental para o administrador da empresa.
 Não atende aos princípios contábeis e as regulamentações legais e fiscais.
 A Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial, e por essa
razão.
UM EFICIENTE SISTEMA DE CUSTOS, POSSIBILITA:
O ADMINISTRADOR:
Ter instrumentos que o auxilie nos controles e nas tomadas de
decisões.
A EMPRESA:
Ter dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras
formas de previsão.
Acompanhar os gastos efetivamente ocorridos e compará-los com os
valores anteriormente definidos.
Estabelecer preços de vendas compatíveis com o mercado em que
atua.
Decidir sobre corte de produtos: opção de compra ou de fabricação.
Reduzir custos.
Determinar o Ponto de Equilíbrio.
Avaliar o desempenho.
CONTROLAR É IMPORTANTE !
 O controle é uma função administrativa que
avalia se o processo de transformação dos
insumos (entradas) está sendo eficiente na
utilização dos recursos e eficaz no alcance dos
objetivos fixados.
 O controle implica em medir o desempenho,
compará-lo aos padrões estabelecidos, avaliá-lo e
efetuar correções, quando necessário.
 O controle tem por finalidade fazer cumprir na
prática o que for determinado no planejamento.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Conceito
– É uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos
dos produtos e/ou serviços.
Função
– Gerar informações confiáveis, rápidas e de fácil entendimento para a
administração e consequentemente para a tomada de decisões.
– É voltada para a análise de gastos da entidade no decorrer de suas
operações.
Principais usuários
– Os próprios donos das empresas
– Os diretores e demais executivos
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMO SURGIU?
Surgiu da Contabilidade Financeira (Geral), pela necessidade de se ter um
controle maior sobre os valores a serem atribuídos aos estoques de
produtos na indústria e, também pela necessidade de tomar decisões
quanto ao quê, como e quando produzir.
Como sabemos, a Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade
Gerencial ou Administrativa e dispõe de técnicas que são aplicadas não
somente as empresas industriais, mas também as outras atividades,
inclusive empresas publicas e entidades sem fins lucrativos, não estando
restrita às formalidades legais da Contabilidade Financeira (Geral).
A Contabilidade de Custos auxilia na determinação dos custos dos fatores de
produção, dos custos de determinado setor da empresa; no controle e
observação dos desperdícios, horas ociosas de trabalho, equipamentos
mal utilizados; na quantificação exata da matéria-prima utilizada, entre
outros.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMO SURGIU?
A Contabilidade de Custos desenvolveu-se com a Revolução Industrial, e teve
que se adaptar à nova realidade econômica, com o surgimento das
máquinas e a consequente produção em grande escala. Tem como sua
principal fonte a Contabilidade Financeira.
Até então, as empresas compravam e revendiam mercadorias, ou apenas
dedicavam-se ao comércio.
O sistema de apuração de custos consistia em determinar os estoques no
inicio do período, adicionando as compras do mesmo período e
deduzindo o que ainda restaria no estoque.
Desta forma, apurava-se o CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA ou seja, o
resultado das operações com mercadorias.
CMV = Estoque Inicial + Compras Líquidas – Estoque Final
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMO SURGIU?
Como as empresas industriais passaram a produzir em grande quantidade,
por meio do uso de máquinas, a apuração do custo do produto vendido
deveria incluir todos os elementos empregados na fabricação do produto.
São componentes do custo industrial:
 Material direto aplicado – MD (matéria-prima, material secundário e
embalagem);
 Mão de obra direta empregada na fabricação do produto – MOD
(incluindo o valor dos salários e encargos sociais);
 Custos indiretos de fabricação – CIF (e demais gastos fabris).
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMO SURGIU?
A fórmula de cálculo do CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (CPV) de uma
empresa industrial é derivada da fórmula usada para apurar o CUSTO DAS
MERCADORIAS VENDIDAS de uma empresa comercial.
CPV = Estoque Inicial + Custos de Produção – Estoque Final
A diferença está nas ENTRADAS. Vejam o que representam:
 Empresas Comerciais: são as COMPRAS LÍQUIDAS.
 Empresas Industriais: são os CUSTOS DE PRODUÇÃO.
Essa diferença se deve às atividades que desempenham esse dois tipos de
empresas, enquanto a empresa comercial se limita a revender
mercadorias, a empresa industrial compra matéria-prima, transforma
essa matéria-prima em produto acabado e depois o vende.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMÉRCIO X INDÚSTRIA
Empresa Comercial Empresa Industrial
Compra
MD
Vend
e
Compra
Vend
e
Transforma
MOD + CIF
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMÉRCIO X INDÚSTRIA
O fato de cada um desses dois tipos de empresa praticar atividades
diferentes faz com que suas demonstrações contábeis apresentem
algumas diferenças. Vejamos:
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO
Empresa Comercial Empresa Industrial
Receita Líquida (vendas) Receita Líquida (vendas)
(-) Custos da Mercadorias Vendidas (-) Custos dos Produtos Vendidos
= Lucro Bruto com Mercadorias = Lucro Bruto com Produtos
(-) Despesas (-) Despesas
Administrativas Administrativas
Vendas Vendas
Financeiras Financeiras
Tributárias Tributárias
= Lucro Líquido Operacional = Lucro Líquido Operacional
CONTABILIDADE DE CUSTOS
COMÉRCIO X INDÚSTRIA
Quanto ao Balanço Patrimonial desses dois tipos de empresas, a diferença é
com relação aos estoques. Na empresa comercial, temos o estoque de
mercadorias que serão revendidas, enquanto na empresa industrial temos
os estoques de matéria-prima, produtos em processo e produtos
acabados. Observe:
BALANÇO PATRIMONIAL
Empresa Comercial Empresa Industrial
Ativo Ativo
Circulante Circulante
Estoque Mercadorias Estoque Produtos Acabados
Outros Estoques Estoque Produtos em Processo
Estoque Matéria-prima
Outros Estoques
BALANÇO PATRIMONIAL E DRE
Custos
Diretos
Indiretos
Estoques
Materiais Diretos
Produtos em Elaboração
Produtos Acabados
Balanço Patrimonial
(+) Receitas
(=) Resultado
(-) Despesas
(-) Custos
Custo Mercadoria Vendida
Custo Produto Vendido
Custo Serviço Prestado
Demonstração de
Resultado do Exercício
CONCEITOS DOS CUSTOS INDUSTRIAIS
A Contabilidade de Custos é a parte da Contabilidade que identifica, registra e
mensura os valores relativos a duas contas: Estoques, que compõem o Balanço
Patrimonial, e Custo dos Produtos Vendidos (CPV), que compõe a DRE, além de
cumprir com a função de prover informação de cunho gerencial para avaliação,
análise e tomada de decisão. (SILVA, 2008)
Os custos são essencialmente medidas monetárias dos sacrifícios com que a
organização tem que arcar para alcançar os seus objetivos: por isso,
desempenham importante papel nas decisões gerencias: a coleta e análise das
informações de custos são problemas fundamentais para os contadores.
(FIGUEIREDO e CAGGIANO , 1997)
Os custos são fruto de tudo que acontece nas fabricações: suprimentos, cadências,
eficiência, produtividades, desperdícios, gastos excessivos, qualidade deficiente,
projeção imperfeita e muitos outros fatores. Todos eles se reúnem no custo. Não
há, nos contextos industriais, índice mais sintético e resolutivo do que o custo: ele
vai dizer se a empresa é ou não competitiva, se ela vai ou não vender, se ela vai ou
não lucrar. (ALLORA, 1985)
Para a fabricação de qualquer produto a empresa é obrigada a fazer uma série de
gastos relativos a itens como matéria-prima, mão de obra, energia elétrica, aluguel
de galpões para a instalação da fábrica etc. Esses gastos são denominados custos
de produção ou simplesmente custos. (KAPLAN & COOPER, 1998)
OBJETIVOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS
Como já foi visto, a Contabilidade de Custos surgiu da necessidade de se conhecer os
custos dos produtos para avaliar e apurar o resultado das indústrias, tornando-se
esse o objetivo principal da Contabilidade de Custos.
No século XX, com a crescente complexidade do mundo empresarial, a contabilidade
de custos tornou-se cada vez mais importante na área gerencial da empresa,
passando a ser utilizada:
 no planejamento;
 controle de custos;
 na tomada de decisões; e
 no atendimento a exigências fiscais e legais.
Preocupa-se em resolver problemas mais complexo de estoques e em registrar
detalhada e convenientemente as informações sobre as operações realizadas pela
empresa, para oportuna composição dessas informações sob diversas formas,
objetivando:
1. Proceder a apuração detalhada dos resultados;
2. Auxiliar o controle dos gastos; e
3. Subsidiar a tomada de decisões.
TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS
 Gastos: é o sacrifício financeiro que a entidade arca para a
obter um produto ou serviço qualquer. Sacrifício esse
representado por entrega ou promessa de entrega de ativos
(normalmente dinheiro). Somente é considerado gasto no
momento que existe o reconhecimento contábil da dívida ou
da redução do ativo dado em pagamento. Gasto é um termo
genérico que pode representar tanto um custo como uma
despesa.
ex: compra de matéria-prima, dispêndio com mão-de-obra, pagamento de telefone, água, energia elétrica, gás, aquisição
móveis e utensílios, máquinas, equipamento, instalações, terrenos .
 Desembolso: é o pagamento resultante da aquisição de um
bem ou serviço. Pode ocorrer antes, durante ou após a
utilidade comprada. É a saída financeira da empresa, entrega
de ativos.
ex¹: Quando o Pgto é à vista, o gasto ocorreu concomitantemente ao desembolso.
ex²: Quando o Pgto é à prazo, o gasto ocorre imediatamente, mas o desembolso só ocorre no pagamento.
TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS
 Investimento: é o gasto ativado em função de benefícios
atribuídos a períodos futuros ou que tem vida útil superior a
um ano. Os investimentos em função da época do retorno se
classificam em Circulantes e Permanentes.
ex¹: CIRCULANTES - Estoques de matéria-prima, produtos para revenda e outros estoques (serão posteriormente
baixados em virtude de seu consumo, sua venda, sua depreciação) e aplicações financeira.
ex²: PERMANENTES - A aquisição de móveis e utensílios, máquinas, equipamentos, instalações, terreno.
 Custos: são gastos relativos a bens ou serviços utilizados na
produção de outros bens ou serviços. O custo é um gasto que
só é reconhecido no custo no momento de sua utilização.
ex¹:utilização da matéria-prima, embalagem, mão-de-obra, energia elétrica, e de todos os outros gastos do processo
produtivo.
ex²: a matéria-prima é classificada como gasto na sua aquisição, imediatamente torna-se um investimento por sua ativação
no estoque da entidade, pois, enquanto estocada nenhum custo foi associado a ela; e só será considerada como custo
quando for utilizada.
TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS
 Despesas: são gastos com bens e serviços não utilizados nas
atividades produtivas e são consumidos direta ou
indiretamente para a obtenção de receitas. Estão associadas
a gastos administrativos, comerciais, financeiros e tributários.
ex: honorários da diretoria, pagamento de salários, encargos sociais, telefone, água, energia elétrica, gás, comissão do
vendedor e outras contas das diversas áreas da organização, excetuando-se a área de produção.
DIFERENÇA ENTRE CUSTOS E DESPESAS
Custos – é o gasto com a fabricação do produto (processo produtivo). O
custo só afetará o resultado da parcela do gasto que corresponde aos
produtos vendidos.
Despesas - é o gasto que não está relacionado ao processo produtivo.
São todos os demais fatores identificáveis na administração, financeiras e
relativas as vendas, que reduzem a receita. A despesa afetará diretamente
o resultado do exercício.
TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS
 Perda: são bens ou serviços consumidos de forma anormais e
involuntários. São gastos não intencionais, acidentais ou da
atividade produtiva normal da empresa. São gastos que
afetam diretamente o resultado do exercício.
ex: gasto com mão-de-obra durante um período de greve, perda com estoque deteriorado, perda com incêndio,
enchentes.
 Desperdício: são gastos que não agregam valor ao produto ou
serviço da empresa, implicando na má utilização dos recursos.
São gastos que afetam diretamente o resultado do exercício.
Na economia atual, manter desperdícios é sinônimo de
prejuízo, pois não poderão ser repassados para os preços.
ex:ociosidade de mão-de-obra, retrabalho decorrente de defeitos de fabricação, estocagem e movimentação
desnecessária de materiais e produtos, relatórios financeiros, administrativos e contábeis sem qualquer utilidade, cargos
intermediários de chefia e supervisão.
FLUXO DOS GASTOS
Custos Despesas
Produtos ou
Serviços
Elaborados
Consumo associado
à elaboração do
produto ou serviço
Consumo
associado
ao período
Investimentos
Gastos
Balanço Patrimonial Demonstrativo de
Resultado do Exercício
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
Custos semivariáveis ou semifixos
Custos diretos Custos indiretos
QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO
Custos fixos Custos variáveis
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
 Custos Diretos – são os que podem ser diretamente (sem
rateio) apropriados aos produtos fabricados, bastando existir
uma medida de consumo (quilo, horas de mão de obra, horas de
máquina etc). De maneira geral, associam-se a produtos e
variam proporcionalmente à quantidade produzida.
 Exemplos:
- Matéria-prima: a empresa sabe exatamente a quantidade de matéria-prima utilizada na fabricação de uma
unidade de determinado produto. Ou seja, conhecendo-se o preço da matéria-prima, o custo decorrente
está associado diretamente ao produto.
- Mão-de-obra direta: são os custos com os funcionários que trabalham diretamente na produção, ou seja,
como se conhece o tempo que cada um trabalhou e preço de sua mão-de-obra, é possível apropriar estes
custos diretamente ao produto.
- Material de embalagem
- Depreciação de equipamento, quando o equipamento é utilizado para produzir apenas um tipo de produto,
senão, é custo indireto.
- Energia elétrica consumida pelas máquinas da produção, quando for possível saber quanto foi consumido
na fabricação de cada produto , senão, é custo indireto.
QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos Indiretos – são os que, para serem incorporados,
necessitam da utilização de algum critério de rateio.
Exemplos:
- Materiais indiretos (como cola e verniz consumidos na fabricação de móveis).
- Salários da mão-de-obra indireta (chefia, supervisão, operários que cuidam da manutenção de
equipamentos).
- Demais custos de fabricação (seguros, impostos, aluguel da fábrica).
- Depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto.
- Gastos com a limpeza da fábrica.
- Energia elétrica que não pode ser associada a algum produto.
QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
ALOCAÇÃO DE CUSTOS
DIRETOS E INDIRETOS
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos Fixos – são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao
volume produzido. Os custos são fixos dentro de determinada faixa de
produção e, em geral, não são sempre fixos, podendo variar em função de
grandes oscilações no volume de produção. Quanto mais produzir menor
será o custo por unidade. Ele é fixo no total, mas variável nas unidades
produzidas. Exemplos:
- aluguel do imóvel ocupado por indústria, cujo valor mensal é o mesmo em cada período, independentemente do volume produzido.
- seguro, imposto predial, depreciação.
R$ R$
4,00
20 mil 2,00
1,00
0 5 mil 10 mil 20 mil Qt 0 5 mil 10 mil 20 mil Qt
QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO
Custos fixos total Volume de produção total Variável nas Unidades Produzidas
$ 20.000,00 5.000 unidades $ 4,00
$ 20.000,00 10.000 unidades $ 2,00
$ 20.000,00 20.000 unidades $ 1,00
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos Variáveis – são os que variam proporcionalmente ao volume
produzido. Quanto maior o volume de produção, maior será o custo
variável. Ele é variável no total e fixo nas unidades produzidas.
Exemplos:
- matéria-prima, embalagem, materiais diretos.
R$ CVT R$
15 mil
10 mil 1,00
5 mil
Qt Qt
0 5 mil 10 mil 15 mil 0 5 mil 10 mil 15 mil
QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO
Custos variável total Volume de produção total Fixo na Unidade Produzida
$ 5.000,00 5.000 unidades $ 1,00
$ 10.000,00 10.000 unidades $ 1,00
$ 15.000,00 15.000 unidades $ 1,00
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos Variáveis ou Semifixos – é o custo que varia em função do volume
de produção ou venda, mas não exatamente nas mesmas proporções. São
considerados fixos em determinada parcela, e a partir deste ponto
passam a ser variáveis.
Exemplos:
Energia elétrica da indústria , seguro da fábrica, salário do supervisor da produção, conta de água, aluguel
do shopping, copiadora,
R$ ENERGIA ELÉTRICA DA INDÚSTRIA
500,00
200,00
0 200 1.000 1.500 Qt
QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO
CLASSIFICAÇÕES DE CUSTOS
• Custos Primários ou Diretos: estão associados diretamente à produção;
são incluídos diretamente no cálculo dos produtos sem nenhum rateio ou
divisão; perfeitamente mensuráveis de maneira objetiva.
– Ex: MATERIAIS DIRETOS (matéria prima e material de embalagem) e MÃO DE OBRA DIRETA .
• Custos Indiretos: estão associados à produção, mas para serem incluídos
no cálculo dos produtos precisam do uso de rateio, que consiste na
divisão do valor do custo entre os produtos.
• Custo de Transformação: consistem no esforço empregado pela empresa
no processo de fabricação de um produto, ou seja, é todo o custo com o
processo de transformação de uma matéria-prima em produto acabado.
– Ex: MÃO DE OBRA DIRETA e CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO, ENERGIA, HORAS DE MÁQUINA.
• Custo Total, Contábil ou Fabril: MD + MOD + CIF
• Custo Integral ou Gastos Totais: MD + MOD + CIF + DESPESAS
CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS
MD
Materiais Diretos
Matéria-Prima
Embalagem
MD
Materiais Diretos
Matéria-Prima
Embalagem
MOD
Mão-de-Obra Direta
Mensurada e
identificada de
forma direta
MOD
Mão-de-Obra Direta
Mensurada e
identificada de
forma direta
CIF
Custos Indiretos
de Fabricação
(rateio)
Custos que não são
MD nem MOD
CIF
Custos Indiretos
de Fabricação
(rateio)
Custos que não são
MD nem MOD
DESPESAS
Gastos não
associados
à produção
DESPESAS
Gastos não
associados
à produção
Custo total, contábil ou fabril
Custo de transformação
Custo primário ou direto
Custo integral ou Gastos totais
ADMINISTRATIVAS
COMERCIAIS
FINANCEIRAS
TRIBUTÁRIAS
ADMINISTRATIVAS
COMERCIAIS
FINANCEIRAS
TRIBUTÁRIAS
TRABALHO
1ª AVALIAÇÃO
CUSTOS DIRETOS
 São os custos que podemos apropriar diretamente aos
produtos, variam com a quantidade produzida. Sem ele o
produto não existiria.
 Como são apropriados?
pelo seu custo de aquisição, bastando ter uma medida de consumo, como: kg, horas-máquinas funcionando, horas-homens
trabalhando.
 O que integra o custo de aquisição?
os gastos com transportes, seguros,armazenagem, impostos de importação e gastos alfandegários, impostos não
recuperáveis etc. Todos os gastos incorridos para tornar o material direto disponível para o uso na produção fazem parte
do seu custo. Exemplo: se o comprador tem que retirar o material no fornecedor e arca com gastos com transportes e
seguro, esses gastos tem que ser incorporados ao custo do material. Assim como os gastos com armazenagem, vigilância
também devem ser incorporados. Quando a empresa adquire um material direto, a ser usado na fabricação de produtos, se
os impostos (ICMS e IPI) forem recuperáveis, na escrita fiscal, eles serão deduzidos do valor total da NF de compra, senão,
passarão a fazer parte do custo do material.
FÓRMULA DO CUSTO DO MATERIAL DIRETO:
MD = EI + C – EFMD = EI + C – EF
CUSTOS DIRETOS
• Matéria-Prima – é principal material que entra na composição
do produto final. Ela sofre transformação no processo de
fabricação. É o material que, do pronto de vista da
quantidade, é o mais empregado na produção. As matérias-
primas em estoque serão aplicadas diretamente no produto
e, ao serem transferidas do estoque para o processo
produtivo, transformam-se em custos de produção. Exemplo: o tecido
na fabricação de roupas e a madeira na fabricação de mesas de madeira.
• Material Secundário – é o material direto, de caráter
secundário; não é componente básico na composição do
produto, mas é perfeitamente identificável ao produto. Exemplo:
parafusos na mesa de madeira, botão nas roupas etc. Havendo controle de consumo, serão tratados como custos diretos,
senão, custos indiretos.
• Material de Embalagem – são materiais utilizados para
embalagem do produto ou seu acondicionamento para
remessa. São materiais diretos devido sua fácil identificação
com o produto. Exemplo: papelão onde é acondicionado a mesa, saco plástico onde é colocada a roupa.
CUSTOS DIRETOS
Exemplo ¹:
A indústria comprou 10.000 kg de matéria-prima. Segue dados da nota fiscal:
Total da NF $ 308.000,00
Frete e Seguro $ 10.000,00
Valor do IPI $ 28.000,00 (valor hipotético)
ICMS $ 50.000,00 (valor hipotético)
TAL PROCEDIMENTO DEVE TAMBÉM SER APLICANDO NA COMPRA DE MATERIAIS
SECUNDÁRIOS E EMBALAGENS.
Se IPI e ICMS forem RECUPERÁVEIS Se IPI NÃO FOR RECUPERÁVEL
Total da NF $ 308.000,00 Total da NF $ 308.000,00
(+) Frete e Seguro $ 10.000,00 (+) Frete e Seguro $ 10.000,00
(-) IPI $ 28.000,00 (-) ICMS $ 50.000,00
(-) ICMS $ 50.000,00
Custo do Material $ 240.000,00 Custo do Material $ 268.000,00
CUSTOS DIRETOS
Exemplo ²:
A Indústria de Roupas S.A. calculou custos e lucros em agosto de 20X1, com fase nas seguintes informações:
O custo das vendas foi calculado com base em estoques iniciais ao custo total de $ 120.000,00, compras, a
vista e a prazo, ao preço total de $ 260.000,00 e vendas , a vista e a prazo, no valor de $ 300.000,00,
restando em estoque para balanço o valor de $ 150.000,00. A tributação ocorreu de modo regular, com
ICMS à alíquota de 17%, PIS /faturamento a 1% e COFINS a 3%. Determine o valor do lucro bruto.
SOLUÇÃO D.R.E
VENDA BRUTA $ 300.000,00
(-) ICMS 17% $ 51.000,00
(-) IPI 1% $ 3.000,00
(-) COFINS 3% $ 9.000,00 $ 63.000,00
VENDAS LÍQUIDAS $ 237.000,00
RECEITA BRUTA DE VENDAS
$300.000,00
(-) IMPOSTOS (ICMS,IPI,COFINS) $ 63.000,00
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS $
237.000,00
COMPRAS BRUTAS $ 260.000,00
ICMS 17% $ 44.200,00
COMPRAS LÍQUIDAS $ 215.800,00
(-) CPV $ 185.800,00
LUCRO BRUTO $
51.200,00
ESTOQUE INICIAL $ 120.000,00
COMPRAS LÍQUIDAS $ 215.800,00
ESTOQUE FINAL $ 150.000,00
CPV = E I+ COMPRAS LÍQUIDAS – EF
CPV = 120.000,00+215.800,00-150.000,00
CPV = 185.800,00
CUSTOS DIRETOS
Exemplo ³:
A Indústria de Sabonete S.A. calculou custos e lucros em dezembro de 20X1, com fase nas seguintes
informações: O custo das vendas foi calculado com base em estoques iniciais ao custo total de $
150.000,00, compras, a vista e a prazo, ao preço total de $ 290.000,00 e vendas , a vista e a prazo, no valor
de $ 330.000,00, restando em estoque para balanço o valor de $ 180.000,00. A tributação ocorreu de
modo regular, com ICMS à alíquota de 17%, PIS /faturamento a 1% e COFINS a 3%. Determine o valor do
lucro bruto.
SOLUÇÃO D.R.E
CUSTOS DIRETOS
Como Avaliar os Estoques?
 Como a empresa compra várias unidades em períodos
diferentes, e não os consome na mesma proporção, essas
unidades acabam misturando-se no almoxarifado.
 Para atribuir custos às unidades consumidas, usamos os
mesmos critérios utilizados pela Contabilidade Financeira:
O Sistema de Inventário Permanente e Periódico; e
 Os Métodos de Avaliação de Estoques: PEPS (Primeiro a Entrar e Primeiro a
Sair), CUSTO MÉDIO e UEPES (Último a Entrar e Primeiro a Sair).
CUSTOS DIRETOS
O Sistema de Inventário Permanente e Periódico
 Inventário Periódico: a empresa não mantém um controle
contínuo dos estoques por meio de ficha ou controle
informatizado de estoque, usado quando as vendas são feitas
sem controle, isto é, quando não são controladas mediante
fichas ou controle informatizado e, portanto, obtido após a
contagem física dos estoques, e posterior avaliação de acordo
com os critérios legais. Por isso, o consumo é calculado pela
fórmula:
Consumo de Material Direto = EI + Entradas Líquidas – EFConsumo de Material Direto = EI + Entradas Líquidas – EF
CUSTOS DIRETOS
O Sistema de Inventário Permanente e Periódico
 Inventário Permanente: temos o controle contínuo dos
estoques por meio de fichas ou controle informatizado de
estoque, os estoques (e o CPV) são calculados a qualquer
momento pela Contabilidade. A contagem física é feita, mas
por questões de auditoria e controle interno. O controle físico
e contábil é feito pela ficha ou controle informatizado de
estoque (tanto no almoxarifado como na Contabilidade).
CUSTOS DIRETOS
Métodos de Avaliação de Estoques
 Os métodos de avaliação de estoques objetivam exclusivamente
separar o custo dos produtos entre o que foi vendido e o que
permaneceu em estoque.
 Representa uma parcela extremamente importante no processo
de controle de custos.
 O método de avaliação de estoque engloba os procedimentos
necessários ao registro da movimentação dos estoques. Os mais
comuns são: PEPS, CUSTO MÉDIO e em menor escala, o UEPES.
 As entradas no estoque de determinada matéria-prima,
normalmente a custos diferentes entre si, vão influenciar o valor
das saídas desses estoque, base para o custeio do material
direto aplicado na produção. Para tanto, apresentaremos a
seguir os 4 sistemas de custeio dos estoques:
CUSTOS DIRETOS
Métodos de Avaliação de Estoques
 PEPS: neste sistema, as saídas do estoque obedecem ao critério
de que os primeiros produtos a sair receberão o custo
correspondente ao das primeiras entradas no estoque. Exemplo:
- Dia 1º entrada 100 unidades a $ 10 cada uma, totalizando = $
1.000,00
- Dia 10 entrada 100 unidades a $ 20 cada uma, totalizando = $
2.000,00
Se tivermos uma saída, no dia 15, de 50 unidades, o custo utilizado será o
da primeira entrada, ou seja:
50 unidades X $10 = $ 500,00
 UEPES: esse método indica que as saídas deverão ser custeadas ao
valor das últimas entradas. Utilizando-nos do mesmo exemplo
numérico anterior, teríamos:
Saída, no dia 15, de 50 unidades:
CUSTOS DIRETOS
Métodos de Avaliação de Estoques
 CUSTO MÉDIO ou MÉDIA PONDERADA: consiste em calcular a
cada entrada o novo custo dos produtos em estoque, dividindo
o custo total pela quantidade total. Utilizando-nos do mesmo
exemplo numérico anterior, teríamos:
- Dia 1º entrada 100 unidades X $ 10 = $ 1.000,00
- Dia 10 entrada 100 unidades X $ 20 = $ 2.000,00
- $ 3.000,00
dividindo $ 3.000,00 por 200 unidades, apuramos um custo médio de $
15,00 por unidade. Dessa forma, o custo das saídas seria:
50 unidades X $15 = $ 750,00
Neste método de avaliação, o valor de cada unidade em estoque se
altera pela compra de outras unidades por preço diferente.
BIBLIOGRAFIA
• Curso básico de contabilidade de custos / Silvio Aparecido
Crepaldi – 5. ed. – São Paulo: Atlas. 2010.
• Contabilidade de custos para não contadores / Luís Martins
de Oliveira, José Hernandez Perez Jr. – 4. ed. – São Paulo:
Atlas, 2009.
• Contabilidade de custos / Martins, Eliseu. – 10. ed. – São
Paulo: Atlas, 2010.

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Contabilidade e analise de custos

  • 1. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ Curso de Administração Disciplina: Contabilidade e Análise de Custos Profa. Silvane Passos
  • 2. RAMIFICAÇÕES DA CONTABILIDADE  Contabilidade Financeira (Geral)  Contabilidade de Custos  Auditoria  Análise e Interpretação de Balanços  Controladoria
  • 3. CONTABILIDADE FINANCEIRA X GERENCIAL Contabilidade Financeira (Geral):  Registra os fatos ocorridos na empresa.  Atende aos princípios contábeis e as regulamentações legais e fiscais. Contabilidade Gerencial:  Como o próprio nome diz, é gerencial.  Controla as operações e os custos, e soluciona problemas específicos da empresa.  É um ponto de apoio fundamental para o administrador da empresa.  Não atende aos princípios contábeis e as regulamentações legais e fiscais.  A Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial, e por essa razão.
  • 4. UM EFICIENTE SISTEMA DE CUSTOS, POSSIBILITA: O ADMINISTRADOR: Ter instrumentos que o auxilie nos controles e nas tomadas de decisões. A EMPRESA: Ter dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras formas de previsão. Acompanhar os gastos efetivamente ocorridos e compará-los com os valores anteriormente definidos. Estabelecer preços de vendas compatíveis com o mercado em que atua. Decidir sobre corte de produtos: opção de compra ou de fabricação. Reduzir custos. Determinar o Ponto de Equilíbrio. Avaliar o desempenho.
  • 5. CONTROLAR É IMPORTANTE !  O controle é uma função administrativa que avalia se o processo de transformação dos insumos (entradas) está sendo eficiente na utilização dos recursos e eficaz no alcance dos objetivos fixados.  O controle implica em medir o desempenho, compará-lo aos padrões estabelecidos, avaliá-lo e efetuar correções, quando necessário.  O controle tem por finalidade fazer cumprir na prática o que for determinado no planejamento.
  • 6. CONTABILIDADE DE CUSTOS Conceito – É uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos e/ou serviços. Função – Gerar informações confiáveis, rápidas e de fácil entendimento para a administração e consequentemente para a tomada de decisões. – É voltada para a análise de gastos da entidade no decorrer de suas operações. Principais usuários – Os próprios donos das empresas – Os diretores e demais executivos
  • 7. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? Surgiu da Contabilidade Financeira (Geral), pela necessidade de se ter um controle maior sobre os valores a serem atribuídos aos estoques de produtos na indústria e, também pela necessidade de tomar decisões quanto ao quê, como e quando produzir. Como sabemos, a Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial ou Administrativa e dispõe de técnicas que são aplicadas não somente as empresas industriais, mas também as outras atividades, inclusive empresas publicas e entidades sem fins lucrativos, não estando restrita às formalidades legais da Contabilidade Financeira (Geral). A Contabilidade de Custos auxilia na determinação dos custos dos fatores de produção, dos custos de determinado setor da empresa; no controle e observação dos desperdícios, horas ociosas de trabalho, equipamentos mal utilizados; na quantificação exata da matéria-prima utilizada, entre outros.
  • 8. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? A Contabilidade de Custos desenvolveu-se com a Revolução Industrial, e teve que se adaptar à nova realidade econômica, com o surgimento das máquinas e a consequente produção em grande escala. Tem como sua principal fonte a Contabilidade Financeira. Até então, as empresas compravam e revendiam mercadorias, ou apenas dedicavam-se ao comércio. O sistema de apuração de custos consistia em determinar os estoques no inicio do período, adicionando as compras do mesmo período e deduzindo o que ainda restaria no estoque. Desta forma, apurava-se o CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA ou seja, o resultado das operações com mercadorias. CMV = Estoque Inicial + Compras Líquidas – Estoque Final
  • 9. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? Como as empresas industriais passaram a produzir em grande quantidade, por meio do uso de máquinas, a apuração do custo do produto vendido deveria incluir todos os elementos empregados na fabricação do produto. São componentes do custo industrial:  Material direto aplicado – MD (matéria-prima, material secundário e embalagem);  Mão de obra direta empregada na fabricação do produto – MOD (incluindo o valor dos salários e encargos sociais);  Custos indiretos de fabricação – CIF (e demais gastos fabris).
  • 10. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO SURGIU? A fórmula de cálculo do CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (CPV) de uma empresa industrial é derivada da fórmula usada para apurar o CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS de uma empresa comercial. CPV = Estoque Inicial + Custos de Produção – Estoque Final A diferença está nas ENTRADAS. Vejam o que representam:  Empresas Comerciais: são as COMPRAS LÍQUIDAS.  Empresas Industriais: são os CUSTOS DE PRODUÇÃO. Essa diferença se deve às atividades que desempenham esse dois tipos de empresas, enquanto a empresa comercial se limita a revender mercadorias, a empresa industrial compra matéria-prima, transforma essa matéria-prima em produto acabado e depois o vende.
  • 11. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMÉRCIO X INDÚSTRIA Empresa Comercial Empresa Industrial Compra MD Vend e Compra Vend e Transforma MOD + CIF
  • 12. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMÉRCIO X INDÚSTRIA O fato de cada um desses dois tipos de empresa praticar atividades diferentes faz com que suas demonstrações contábeis apresentem algumas diferenças. Vejamos: DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO Empresa Comercial Empresa Industrial Receita Líquida (vendas) Receita Líquida (vendas) (-) Custos da Mercadorias Vendidas (-) Custos dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto com Mercadorias = Lucro Bruto com Produtos (-) Despesas (-) Despesas Administrativas Administrativas Vendas Vendas Financeiras Financeiras Tributárias Tributárias = Lucro Líquido Operacional = Lucro Líquido Operacional
  • 13. CONTABILIDADE DE CUSTOS COMÉRCIO X INDÚSTRIA Quanto ao Balanço Patrimonial desses dois tipos de empresas, a diferença é com relação aos estoques. Na empresa comercial, temos o estoque de mercadorias que serão revendidas, enquanto na empresa industrial temos os estoques de matéria-prima, produtos em processo e produtos acabados. Observe: BALANÇO PATRIMONIAL Empresa Comercial Empresa Industrial Ativo Ativo Circulante Circulante Estoque Mercadorias Estoque Produtos Acabados Outros Estoques Estoque Produtos em Processo Estoque Matéria-prima Outros Estoques
  • 14. BALANÇO PATRIMONIAL E DRE Custos Diretos Indiretos Estoques Materiais Diretos Produtos em Elaboração Produtos Acabados Balanço Patrimonial (+) Receitas (=) Resultado (-) Despesas (-) Custos Custo Mercadoria Vendida Custo Produto Vendido Custo Serviço Prestado Demonstração de Resultado do Exercício
  • 15. CONCEITOS DOS CUSTOS INDUSTRIAIS A Contabilidade de Custos é a parte da Contabilidade que identifica, registra e mensura os valores relativos a duas contas: Estoques, que compõem o Balanço Patrimonial, e Custo dos Produtos Vendidos (CPV), que compõe a DRE, além de cumprir com a função de prover informação de cunho gerencial para avaliação, análise e tomada de decisão. (SILVA, 2008) Os custos são essencialmente medidas monetárias dos sacrifícios com que a organização tem que arcar para alcançar os seus objetivos: por isso, desempenham importante papel nas decisões gerencias: a coleta e análise das informações de custos são problemas fundamentais para os contadores. (FIGUEIREDO e CAGGIANO , 1997) Os custos são fruto de tudo que acontece nas fabricações: suprimentos, cadências, eficiência, produtividades, desperdícios, gastos excessivos, qualidade deficiente, projeção imperfeita e muitos outros fatores. Todos eles se reúnem no custo. Não há, nos contextos industriais, índice mais sintético e resolutivo do que o custo: ele vai dizer se a empresa é ou não competitiva, se ela vai ou não vender, se ela vai ou não lucrar. (ALLORA, 1985) Para a fabricação de qualquer produto a empresa é obrigada a fazer uma série de gastos relativos a itens como matéria-prima, mão de obra, energia elétrica, aluguel de galpões para a instalação da fábrica etc. Esses gastos são denominados custos de produção ou simplesmente custos. (KAPLAN & COOPER, 1998)
  • 16. OBJETIVOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS Como já foi visto, a Contabilidade de Custos surgiu da necessidade de se conhecer os custos dos produtos para avaliar e apurar o resultado das indústrias, tornando-se esse o objetivo principal da Contabilidade de Custos. No século XX, com a crescente complexidade do mundo empresarial, a contabilidade de custos tornou-se cada vez mais importante na área gerencial da empresa, passando a ser utilizada:  no planejamento;  controle de custos;  na tomada de decisões; e  no atendimento a exigências fiscais e legais. Preocupa-se em resolver problemas mais complexo de estoques e em registrar detalhada e convenientemente as informações sobre as operações realizadas pela empresa, para oportuna composição dessas informações sob diversas formas, objetivando: 1. Proceder a apuração detalhada dos resultados; 2. Auxiliar o controle dos gastos; e 3. Subsidiar a tomada de decisões.
  • 17. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Gastos: é o sacrifício financeiro que a entidade arca para a obter um produto ou serviço qualquer. Sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Somente é considerado gasto no momento que existe o reconhecimento contábil da dívida ou da redução do ativo dado em pagamento. Gasto é um termo genérico que pode representar tanto um custo como uma despesa. ex: compra de matéria-prima, dispêndio com mão-de-obra, pagamento de telefone, água, energia elétrica, gás, aquisição móveis e utensílios, máquinas, equipamento, instalações, terrenos .  Desembolso: é o pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço. Pode ocorrer antes, durante ou após a utilidade comprada. É a saída financeira da empresa, entrega de ativos. ex¹: Quando o Pgto é à vista, o gasto ocorreu concomitantemente ao desembolso. ex²: Quando o Pgto é à prazo, o gasto ocorre imediatamente, mas o desembolso só ocorre no pagamento.
  • 18. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Investimento: é o gasto ativado em função de benefícios atribuídos a períodos futuros ou que tem vida útil superior a um ano. Os investimentos em função da época do retorno se classificam em Circulantes e Permanentes. ex¹: CIRCULANTES - Estoques de matéria-prima, produtos para revenda e outros estoques (serão posteriormente baixados em virtude de seu consumo, sua venda, sua depreciação) e aplicações financeira. ex²: PERMANENTES - A aquisição de móveis e utensílios, máquinas, equipamentos, instalações, terreno.  Custos: são gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. O custo é um gasto que só é reconhecido no custo no momento de sua utilização. ex¹:utilização da matéria-prima, embalagem, mão-de-obra, energia elétrica, e de todos os outros gastos do processo produtivo. ex²: a matéria-prima é classificada como gasto na sua aquisição, imediatamente torna-se um investimento por sua ativação no estoque da entidade, pois, enquanto estocada nenhum custo foi associado a ela; e só será considerada como custo quando for utilizada.
  • 19. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Despesas: são gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e são consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Estão associadas a gastos administrativos, comerciais, financeiros e tributários. ex: honorários da diretoria, pagamento de salários, encargos sociais, telefone, água, energia elétrica, gás, comissão do vendedor e outras contas das diversas áreas da organização, excetuando-se a área de produção. DIFERENÇA ENTRE CUSTOS E DESPESAS Custos – é o gasto com a fabricação do produto (processo produtivo). O custo só afetará o resultado da parcela do gasto que corresponde aos produtos vendidos. Despesas - é o gasto que não está relacionado ao processo produtivo. São todos os demais fatores identificáveis na administração, financeiras e relativas as vendas, que reduzem a receita. A despesa afetará diretamente o resultado do exercício.
  • 20. TERMINOLOGIA EM CUSTOS INDUSTRIAIS  Perda: são bens ou serviços consumidos de forma anormais e involuntários. São gastos não intencionais, acidentais ou da atividade produtiva normal da empresa. São gastos que afetam diretamente o resultado do exercício. ex: gasto com mão-de-obra durante um período de greve, perda com estoque deteriorado, perda com incêndio, enchentes.  Desperdício: são gastos que não agregam valor ao produto ou serviço da empresa, implicando na má utilização dos recursos. São gastos que afetam diretamente o resultado do exercício. Na economia atual, manter desperdícios é sinônimo de prejuízo, pois não poderão ser repassados para os preços. ex:ociosidade de mão-de-obra, retrabalho decorrente de defeitos de fabricação, estocagem e movimentação desnecessária de materiais e produtos, relatórios financeiros, administrativos e contábeis sem qualquer utilidade, cargos intermediários de chefia e supervisão.
  • 21. FLUXO DOS GASTOS Custos Despesas Produtos ou Serviços Elaborados Consumo associado à elaboração do produto ou serviço Consumo associado ao período Investimentos Gastos Balanço Patrimonial Demonstrativo de Resultado do Exercício
  • 22. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS Custos semivariáveis ou semifixos Custos diretos Custos indiretos QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO Custos fixos Custos variáveis
  • 23. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS  Custos Diretos – são os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos fabricados, bastando existir uma medida de consumo (quilo, horas de mão de obra, horas de máquina etc). De maneira geral, associam-se a produtos e variam proporcionalmente à quantidade produzida.  Exemplos: - Matéria-prima: a empresa sabe exatamente a quantidade de matéria-prima utilizada na fabricação de uma unidade de determinado produto. Ou seja, conhecendo-se o preço da matéria-prima, o custo decorrente está associado diretamente ao produto. - Mão-de-obra direta: são os custos com os funcionários que trabalham diretamente na produção, ou seja, como se conhece o tempo que cada um trabalhou e preço de sua mão-de-obra, é possível apropriar estes custos diretamente ao produto. - Material de embalagem - Depreciação de equipamento, quando o equipamento é utilizado para produzir apenas um tipo de produto, senão, é custo indireto. - Energia elétrica consumida pelas máquinas da produção, quando for possível saber quanto foi consumido na fabricação de cada produto , senão, é custo indireto. QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
  • 24. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Indiretos – são os que, para serem incorporados, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: - Materiais indiretos (como cola e verniz consumidos na fabricação de móveis). - Salários da mão-de-obra indireta (chefia, supervisão, operários que cuidam da manutenção de equipamentos). - Demais custos de fabricação (seguros, impostos, aluguel da fábrica). - Depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. - Gastos com a limpeza da fábrica. - Energia elétrica que não pode ser associada a algum produto. QUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOSQUANTO A APROPRIAÇÃO AOS PRODUTOS
  • 26. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Fixos – são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Os custos são fixos dentro de determinada faixa de produção e, em geral, não são sempre fixos, podendo variar em função de grandes oscilações no volume de produção. Quanto mais produzir menor será o custo por unidade. Ele é fixo no total, mas variável nas unidades produzidas. Exemplos: - aluguel do imóvel ocupado por indústria, cujo valor mensal é o mesmo em cada período, independentemente do volume produzido. - seguro, imposto predial, depreciação. R$ R$ 4,00 20 mil 2,00 1,00 0 5 mil 10 mil 20 mil Qt 0 5 mil 10 mil 20 mil Qt QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO Custos fixos total Volume de produção total Variável nas Unidades Produzidas $ 20.000,00 5.000 unidades $ 4,00 $ 20.000,00 10.000 unidades $ 2,00 $ 20.000,00 20.000 unidades $ 1,00
  • 27. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Variáveis – são os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Quanto maior o volume de produção, maior será o custo variável. Ele é variável no total e fixo nas unidades produzidas. Exemplos: - matéria-prima, embalagem, materiais diretos. R$ CVT R$ 15 mil 10 mil 1,00 5 mil Qt Qt 0 5 mil 10 mil 15 mil 0 5 mil 10 mil 15 mil QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO Custos variável total Volume de produção total Fixo na Unidade Produzida $ 5.000,00 5.000 unidades $ 1,00 $ 10.000,00 10.000 unidades $ 1,00 $ 15.000,00 15.000 unidades $ 1,00
  • 28. CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS • Custos Variáveis ou Semifixos – é o custo que varia em função do volume de produção ou venda, mas não exatamente nas mesmas proporções. São considerados fixos em determinada parcela, e a partir deste ponto passam a ser variáveis. Exemplos: Energia elétrica da indústria , seguro da fábrica, salário do supervisor da produção, conta de água, aluguel do shopping, copiadora, R$ ENERGIA ELÉTRICA DA INDÚSTRIA 500,00 200,00 0 200 1.000 1.500 Qt QUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃOQUANTO AO NÍVEL DE PRODUÇÃO
  • 29. CLASSIFICAÇÕES DE CUSTOS • Custos Primários ou Diretos: estão associados diretamente à produção; são incluídos diretamente no cálculo dos produtos sem nenhum rateio ou divisão; perfeitamente mensuráveis de maneira objetiva. – Ex: MATERIAIS DIRETOS (matéria prima e material de embalagem) e MÃO DE OBRA DIRETA . • Custos Indiretos: estão associados à produção, mas para serem incluídos no cálculo dos produtos precisam do uso de rateio, que consiste na divisão do valor do custo entre os produtos. • Custo de Transformação: consistem no esforço empregado pela empresa no processo de fabricação de um produto, ou seja, é todo o custo com o processo de transformação de uma matéria-prima em produto acabado. – Ex: MÃO DE OBRA DIRETA e CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO, ENERGIA, HORAS DE MÁQUINA. • Custo Total, Contábil ou Fabril: MD + MOD + CIF • Custo Integral ou Gastos Totais: MD + MOD + CIF + DESPESAS
  • 30. CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS MD Materiais Diretos Matéria-Prima Embalagem MD Materiais Diretos Matéria-Prima Embalagem MOD Mão-de-Obra Direta Mensurada e identificada de forma direta MOD Mão-de-Obra Direta Mensurada e identificada de forma direta CIF Custos Indiretos de Fabricação (rateio) Custos que não são MD nem MOD CIF Custos Indiretos de Fabricação (rateio) Custos que não são MD nem MOD DESPESAS Gastos não associados à produção DESPESAS Gastos não associados à produção Custo total, contábil ou fabril Custo de transformação Custo primário ou direto Custo integral ou Gastos totais ADMINISTRATIVAS COMERCIAIS FINANCEIRAS TRIBUTÁRIAS ADMINISTRATIVAS COMERCIAIS FINANCEIRAS TRIBUTÁRIAS
  • 32. CUSTOS DIRETOS  São os custos que podemos apropriar diretamente aos produtos, variam com a quantidade produzida. Sem ele o produto não existiria.  Como são apropriados? pelo seu custo de aquisição, bastando ter uma medida de consumo, como: kg, horas-máquinas funcionando, horas-homens trabalhando.  O que integra o custo de aquisição? os gastos com transportes, seguros,armazenagem, impostos de importação e gastos alfandegários, impostos não recuperáveis etc. Todos os gastos incorridos para tornar o material direto disponível para o uso na produção fazem parte do seu custo. Exemplo: se o comprador tem que retirar o material no fornecedor e arca com gastos com transportes e seguro, esses gastos tem que ser incorporados ao custo do material. Assim como os gastos com armazenagem, vigilância também devem ser incorporados. Quando a empresa adquire um material direto, a ser usado na fabricação de produtos, se os impostos (ICMS e IPI) forem recuperáveis, na escrita fiscal, eles serão deduzidos do valor total da NF de compra, senão, passarão a fazer parte do custo do material. FÓRMULA DO CUSTO DO MATERIAL DIRETO: MD = EI + C – EFMD = EI + C – EF
  • 33. CUSTOS DIRETOS • Matéria-Prima – é principal material que entra na composição do produto final. Ela sofre transformação no processo de fabricação. É o material que, do pronto de vista da quantidade, é o mais empregado na produção. As matérias- primas em estoque serão aplicadas diretamente no produto e, ao serem transferidas do estoque para o processo produtivo, transformam-se em custos de produção. Exemplo: o tecido na fabricação de roupas e a madeira na fabricação de mesas de madeira. • Material Secundário – é o material direto, de caráter secundário; não é componente básico na composição do produto, mas é perfeitamente identificável ao produto. Exemplo: parafusos na mesa de madeira, botão nas roupas etc. Havendo controle de consumo, serão tratados como custos diretos, senão, custos indiretos. • Material de Embalagem – são materiais utilizados para embalagem do produto ou seu acondicionamento para remessa. São materiais diretos devido sua fácil identificação com o produto. Exemplo: papelão onde é acondicionado a mesa, saco plástico onde é colocada a roupa.
  • 34. CUSTOS DIRETOS Exemplo ¹: A indústria comprou 10.000 kg de matéria-prima. Segue dados da nota fiscal: Total da NF $ 308.000,00 Frete e Seguro $ 10.000,00 Valor do IPI $ 28.000,00 (valor hipotético) ICMS $ 50.000,00 (valor hipotético) TAL PROCEDIMENTO DEVE TAMBÉM SER APLICANDO NA COMPRA DE MATERIAIS SECUNDÁRIOS E EMBALAGENS. Se IPI e ICMS forem RECUPERÁVEIS Se IPI NÃO FOR RECUPERÁVEL Total da NF $ 308.000,00 Total da NF $ 308.000,00 (+) Frete e Seguro $ 10.000,00 (+) Frete e Seguro $ 10.000,00 (-) IPI $ 28.000,00 (-) ICMS $ 50.000,00 (-) ICMS $ 50.000,00 Custo do Material $ 240.000,00 Custo do Material $ 268.000,00
  • 35. CUSTOS DIRETOS Exemplo ²: A Indústria de Roupas S.A. calculou custos e lucros em agosto de 20X1, com fase nas seguintes informações: O custo das vendas foi calculado com base em estoques iniciais ao custo total de $ 120.000,00, compras, a vista e a prazo, ao preço total de $ 260.000,00 e vendas , a vista e a prazo, no valor de $ 300.000,00, restando em estoque para balanço o valor de $ 150.000,00. A tributação ocorreu de modo regular, com ICMS à alíquota de 17%, PIS /faturamento a 1% e COFINS a 3%. Determine o valor do lucro bruto. SOLUÇÃO D.R.E VENDA BRUTA $ 300.000,00 (-) ICMS 17% $ 51.000,00 (-) IPI 1% $ 3.000,00 (-) COFINS 3% $ 9.000,00 $ 63.000,00 VENDAS LÍQUIDAS $ 237.000,00 RECEITA BRUTA DE VENDAS $300.000,00 (-) IMPOSTOS (ICMS,IPI,COFINS) $ 63.000,00 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS $ 237.000,00 COMPRAS BRUTAS $ 260.000,00 ICMS 17% $ 44.200,00 COMPRAS LÍQUIDAS $ 215.800,00 (-) CPV $ 185.800,00 LUCRO BRUTO $ 51.200,00 ESTOQUE INICIAL $ 120.000,00 COMPRAS LÍQUIDAS $ 215.800,00 ESTOQUE FINAL $ 150.000,00 CPV = E I+ COMPRAS LÍQUIDAS – EF CPV = 120.000,00+215.800,00-150.000,00 CPV = 185.800,00
  • 36. CUSTOS DIRETOS Exemplo ³: A Indústria de Sabonete S.A. calculou custos e lucros em dezembro de 20X1, com fase nas seguintes informações: O custo das vendas foi calculado com base em estoques iniciais ao custo total de $ 150.000,00, compras, a vista e a prazo, ao preço total de $ 290.000,00 e vendas , a vista e a prazo, no valor de $ 330.000,00, restando em estoque para balanço o valor de $ 180.000,00. A tributação ocorreu de modo regular, com ICMS à alíquota de 17%, PIS /faturamento a 1% e COFINS a 3%. Determine o valor do lucro bruto. SOLUÇÃO D.R.E
  • 37. CUSTOS DIRETOS Como Avaliar os Estoques?  Como a empresa compra várias unidades em períodos diferentes, e não os consome na mesma proporção, essas unidades acabam misturando-se no almoxarifado.  Para atribuir custos às unidades consumidas, usamos os mesmos critérios utilizados pela Contabilidade Financeira: O Sistema de Inventário Permanente e Periódico; e  Os Métodos de Avaliação de Estoques: PEPS (Primeiro a Entrar e Primeiro a Sair), CUSTO MÉDIO e UEPES (Último a Entrar e Primeiro a Sair).
  • 38. CUSTOS DIRETOS O Sistema de Inventário Permanente e Periódico  Inventário Periódico: a empresa não mantém um controle contínuo dos estoques por meio de ficha ou controle informatizado de estoque, usado quando as vendas são feitas sem controle, isto é, quando não são controladas mediante fichas ou controle informatizado e, portanto, obtido após a contagem física dos estoques, e posterior avaliação de acordo com os critérios legais. Por isso, o consumo é calculado pela fórmula: Consumo de Material Direto = EI + Entradas Líquidas – EFConsumo de Material Direto = EI + Entradas Líquidas – EF
  • 39. CUSTOS DIRETOS O Sistema de Inventário Permanente e Periódico  Inventário Permanente: temos o controle contínuo dos estoques por meio de fichas ou controle informatizado de estoque, os estoques (e o CPV) são calculados a qualquer momento pela Contabilidade. A contagem física é feita, mas por questões de auditoria e controle interno. O controle físico e contábil é feito pela ficha ou controle informatizado de estoque (tanto no almoxarifado como na Contabilidade).
  • 40. CUSTOS DIRETOS Métodos de Avaliação de Estoques  Os métodos de avaliação de estoques objetivam exclusivamente separar o custo dos produtos entre o que foi vendido e o que permaneceu em estoque.  Representa uma parcela extremamente importante no processo de controle de custos.  O método de avaliação de estoque engloba os procedimentos necessários ao registro da movimentação dos estoques. Os mais comuns são: PEPS, CUSTO MÉDIO e em menor escala, o UEPES.  As entradas no estoque de determinada matéria-prima, normalmente a custos diferentes entre si, vão influenciar o valor das saídas desses estoque, base para o custeio do material direto aplicado na produção. Para tanto, apresentaremos a seguir os 4 sistemas de custeio dos estoques:
  • 41. CUSTOS DIRETOS Métodos de Avaliação de Estoques  PEPS: neste sistema, as saídas do estoque obedecem ao critério de que os primeiros produtos a sair receberão o custo correspondente ao das primeiras entradas no estoque. Exemplo: - Dia 1º entrada 100 unidades a $ 10 cada uma, totalizando = $ 1.000,00 - Dia 10 entrada 100 unidades a $ 20 cada uma, totalizando = $ 2.000,00 Se tivermos uma saída, no dia 15, de 50 unidades, o custo utilizado será o da primeira entrada, ou seja: 50 unidades X $10 = $ 500,00  UEPES: esse método indica que as saídas deverão ser custeadas ao valor das últimas entradas. Utilizando-nos do mesmo exemplo numérico anterior, teríamos: Saída, no dia 15, de 50 unidades:
  • 42. CUSTOS DIRETOS Métodos de Avaliação de Estoques  CUSTO MÉDIO ou MÉDIA PONDERADA: consiste em calcular a cada entrada o novo custo dos produtos em estoque, dividindo o custo total pela quantidade total. Utilizando-nos do mesmo exemplo numérico anterior, teríamos: - Dia 1º entrada 100 unidades X $ 10 = $ 1.000,00 - Dia 10 entrada 100 unidades X $ 20 = $ 2.000,00 - $ 3.000,00 dividindo $ 3.000,00 por 200 unidades, apuramos um custo médio de $ 15,00 por unidade. Dessa forma, o custo das saídas seria: 50 unidades X $15 = $ 750,00 Neste método de avaliação, o valor de cada unidade em estoque se altera pela compra de outras unidades por preço diferente.
  • 43. BIBLIOGRAFIA • Curso básico de contabilidade de custos / Silvio Aparecido Crepaldi – 5. ed. – São Paulo: Atlas. 2010. • Contabilidade de custos para não contadores / Luís Martins de Oliveira, José Hernandez Perez Jr. – 4. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. • Contabilidade de custos / Martins, Eliseu. – 10. ed. – São Paulo: Atlas, 2010.