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Águas Vivas
Antologia
Volume 4
Poetas Evangélicos Contemporâneos
J.F.Aguiar
Luciano dos Anjos
Maria Isabel Gonçalves
Mar...
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Índice
Apresentação .......................................................................................................
4
Angel de la Muerte (MEMENTO MORI) ................................................................................ 45
De...
5
Teci assim meu viver ......................................................................................................
6
Apresentação
Dois anos se passaram desde o último volume de Águas Vivas, já
seis anos desde o volume inaugural. Antologi...
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J.F.Aguiar
José Fonseca Aguiar nasceu em Ipanguaçu, Rio Grande do Norte, em 23 de abril
de 1951. Por motivos de sobreviv...
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Gota a gota
Aos poucos, gota a gota
Chuva é feita disso
Gota a gota
Os dias são somas
Gotas de olhares
A luz é feita de ...
9
A Fome
Tenho fome da palavra
A palavra exata
Tenho buscado
Ela está no ar
Ela está na terra
Ela está no mar
Quero comê-l...
10
Ceder
Preciso ceder esta minha sede
Já era tempo, há séculos ...
Preciso ceder à sede de muitos...
Aprender o que nunca...
11
Um pouco
Há em nós um pouco do pó
O pó das galáxias, do infinito
Temos um pouco, vejo grãos
Temos pitadas de um muito
D...
12
Nossos dias
O asfalto queima os pés
Há meninos malabaristas
No sinal fechado, limões em mãos
O artista sem máscara
De u...
13
João 3.16
Sempre no mesmo trem
Santa Cruz à Central
Vagões lotados, homens prensados
Cansados, olhares fundos e mudos
A...
14
Incomparável
Nada fora como aqueles dias
Maravilhas, espantos
Não fora em Atenas
Roma, Paris
Não fora em New York
A ete...
15
Ele libertou o homem do pó
Revestindo-o de incorruptibilidade
O sereno, humilde, o amigo
Vendido por trinta moedas
Traí...
16
O nome
Imaginem um povoado...
Bosque, pássaros e flores
Campina e vale
Bela Vista, o povoado!
Faz jus ao nome
Se não fo...
17
Doutrinas que não se calam...
Parem para ouvir...
O que disse Alice:
Em Bela Vista
Só Jesus me vê
Só ele me visita.
18
Invisível
Sou invisível
Me visto de palavras de seda
Não me faço invisível
Sou um invisível vivo
Não um transparente mo...
19
No meio do caminho
No caminho há uma pedra
Drummond nem sonhava
Em Minas, São Paulo até Brasília
Há uma pedra no caminh...
20
Os homens inventam
Pedra da morte
Deus nos deu a Pedra da Vida
Os construtores rejeitaram
Ele se tornou a Pedra princip...
21
Luciano dos Anjos
Luciano dos Anjos é natural de Feira de Santana, Bahia. Filho de uma família
evangélica, foi educado ...
22
Seara dos profetas
Era uma tarde insólita...
O céu amortalhado
Como no dia da crucificação
Minha alma aflita
Como um pá...
23
Curinga
Já fui curinga em noites mórbidas
Acordei o monge
Toquei o sino
Já fui silêncio
Engravidei a lua com mãos de ve...
24
Divino amado
Sei que estais aqui meu vero amigo.
Já sinto tua presença em cada átomo...
Uma brisa fagueira afagou minha...
25
Algoz maior
Sei que tu não eras noite
Eras maestro de miríades nas mansões do alto cimo
As mais inefáveis melodias dima...
26
Meu herói poeta
Seu corpo frágil oscilava na cadeira de balanço...
Seus olhos plácidos com duas pombas fitavam os céus
...
27
História triste
O astro rei estava no auge do seu tálamo
Como no dia que o Senhor apareceu a Abrão
Nos carvalhais de Ma...
28
Suspiro de Primavera
Mais um tronco tombou
Nas artérias de betume
Espraiando sua preciosa seiva pelo chão
O carrasco co...
29
Chamado
Um anjo colocou na minha algibeira
Palavras inauditas...
Depois semeou harpas sobre os ramos
Dos salgueiros dos...
30
Melodia do céu
É inefável a melodia que emana
Do farfalhar das asas dos querubins
Minha alma se nutre de amor
Com cada ...
31
Sonhos de amor
Sigo pelas ruas
Com a cabeça nas nuvens
Escalando estrelas
E plagiando o voo dos pássaros
As pedras que ...
32
Maria Isabel Gonçalves
Maria Isabel Gonçalves é natural de Seabra, Chapada Diamantina, Bahia. Possui
28 anos, é graduad...
33
Cântico maternal
Filho, não vá! Fique aqui...
Um dia você quis ficar em meu colo pra sempre.
Filho meu,
Hoje você engol...
34
Vazios no Poema
Com os cadernos à mão,
E com a poesia que era eu,
Não estou mais ali
Sendo indiferente.
Era somente a d...
35
Releituras
E foi o vento frio
Que me levou ali.
Era o sonho de entregar minha mão,
Respirar sintonia.
Aquele instante s...
36
O que sou é impenetrável,
Em nada no mundo me encontro.
Por aqui só quero lutar pelos abandonados
Plantar um jardim,
Fa...
37
Como pude recriar o passado?
Como pude querer de volta aqueles que não podem mais voltar?
Meu lugar está aqui agora.
Os...
38
E distante assim,
Movo-me em morte achando que estou vivendo,
E a festa é um velório,
Onde não percebo que eu é que est...
39
A inocência de sonhar.
Contando para as estrelas o que estava por vir.
Doce existir...
A espera já era como estar lá.
O...
40
Travessia
Uma casa feita pelo tempo,
Família envolta em um ideal.
No chão um tapete de folhas secas
E os finos galhos n...
41
O ser caído não gosta do amor.
Por isso matou a Cristo.
Por isso não recebe os pés cansados dos que plantam a semente.
...
42
As minhas lágrimas ali,
A minha verdade,
A vida que eu havia ganhado.
Era deserto,
Palavras duras, desprezo jorrando do...
43
Marvin Cross
Marvin Cross é o nome artístico que Marcos Vinícius Borges usa para assinar
seus textos literários. Maranh...
44
CASA SOBRE A ROCHA
Altas montanhas, puro solo rochoso
Ergamos aqui um altar ao Deus Maior
Quão grande templo edificarem...
45
ANGEL DE LA MUERTE (MEMENTO MORI)
Antes do último gole de orgulho
Antes que sorva mais um pingo de altivez
Detenha-te!
...
46
DE PASSAGEM
Peregrino da Alvorada, ei-lo em mim
Fatigado, com as mãos calejadas
Ao passo que sibilo uma canção
A que an...
47
ESPÍRITO HIGH-TECH
Conectados entre milhões de bits e bytes
No tecido emaranhado do universo
De um Criador inteligente
...
48
DEUS DA ARTE
Foi Deus que fez a arte
Essa que eu uso, desuso e abuso
Essa arte que me faz saltar de uma nuvem à outra
E...
49
MULTIFORME
Leve a mensagem
É leve a mensagem
Eleve a mensagem
A mensagem é leve
A mensagem: eleve
É, leve a mensagem
Le...
50
HYGGE
Tu és o meu conforto quando me deito
O meu prazer perfeito
Em ti está o meu bem-estar
O meu clarear
A boa-nova qu...
51
O CANSAÇO DOS DIAS
A cada palpitação, uma esperança
Uma lágrima presa na pupila
E os ombros tesos, rígidos
Hoje não rim...
52
A ROSA VINDOURA
Suave és como bálsamo
Como o bálsamo da cura e da esperança
Como a canção que acalenta a criança
Suas p...
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ANGÚSTIAS NOTURNAS
Ela bebeu da fonte inesgotável das ilusões
Junto com aqueles cujos lábios sorriam gélidos
E cujas mã...
54
Patrícia Costa
Patrícia Costa é carioca. Nascida em 15 de Setembro de 1984. Serva do Deus
Altíssimo, reformada pela lei...
55
Criador
Da minha existência
conheces muito bem.
Livro, páginas,
momentos e circunstâncias.
Autor da Vida
e sabedor do m...
56
Dádiva
No convidativo tapete verdejante
deleito pensamentos
enquanto a brisa acaricia os meus cabelos
e a minha pele.
S...
57
Ao Poeta
Encontro-Te no olhar da criança de pura inocência e gratuidade de
[amor.
Encontro-Te na mãe que abraça o filho...
58
Plantando
Na terra fértil caminho
Levo nas mãos sementes de esperança
Sigo confiante no plantio
A chuva que aduba a ter...
59
Tentativas
A navalha fria da ansiedade
tenta rasgar o peito
e o pensamento
debochando da realidade.
Espalhados
todos os...
60
Folha ávida
Na folha em branco um chamamento
Reconhecido na ponta dos dedos
Que aceita na prontidão do sentir
O ressoar...
61
Refrigério
Azul descomunal pintado no céu
descanso meus horizontes
enquanto contemplo
com serenidade
o plano melhor
Daq...
62
Ao Deus Onipotente
Quando me deito ou quando levanto
Tua misericórdia abraça-me por completo
Doce companhia no riso ou ...
63
Inegociavelmente
A derme dos dias
sente o t e m p o
Que sem explicação ou documento
segue seu rumo.
Quem prende,
perde....
64
Agora
Amanheceu
A Palavra
Inaugurando caminhos,
Feitura milagrosa.
Num voo
Teve comigo
Dentro
Da aurora.
No tempo
A vid...
65
Roberto Celestino
José Roberto Celestino Pedrosa, nascido em Taquaritinga do Norte - PE, em
Janeiro de 1974, iniciou se...
66
A FRONTEIRA ENTRE A VIDA E MORTE
Numa cruz numa beira de estrada
Em um laço no final da corda,
Em um sono que não mais ...
67
Jesus acalma a tempestade.
Mc 4.35.41
Sendo tarde navegou
Pra passar pro outro lado,
E estando ele cansado
Lá no barco ...
68
Liberdade engaiolada
Eu vivo pensando, o que possa eu ter feito
Pois vivo do jeito que vive um bandido,
Embora inocente...
69
Ao ver coleguinhas em volta andando,
Pois que me adianta ter duas asinhas
Se o resto da vida vou viver pulando.
Fico aq...
70
Na estrada dessa vida,
Tudo a gente vai perdendo.
Assim que se inicia
Nessa vida a caminhada,
Começamos a jornada
Logo ...
71
E na nossa impaciência
Em querer logo crescer,
Para aos poucos obter
Dessa vida experiência.
Vai-se embora a inocência
...
72
De nós vão se desprendendo
Suas vidas vão vivendo
E a nossa é ferida.
Na estrada dessa vida,
Tudo a gente vai perdendo....
73
O AMOR.
Ah, o amor! O que é o amor?
O amor não é um conto
De fadas tão perfeito,
Onde tudo é maravilha
Onde não vemos d...
74
Chega para a juventude
Pra ficar pede licença.
Se é paixão sai sem demora
Mas o amor não vai embora
E com o outro vai f...
75
Ao chegar tribulações
Pra ferir os corações
Ele permanecerá.
Por isso que o amor humano
Por si só é incapaz,
De vencer ...
76
ORAÇÃO
Oh! Senhor eu te agradeço
Pois eu sei que não mereço
Teu cuidado teu apreço
Pois sou falho, pecador.
Te agradeço...
77
Pus no mar do esquecimento
As coisas do meu passado.
Mote de Silvano Lyra
Muita coisa eu já fiz
Nesse mundo de meu Deus...
78
Pois é falsa sua luz,
Nos afasta de Jesus
E só traz condenação.
Tome uma decisão
Não se sinta envergonhado,
Abandona o ...
79
SALMO 63
Ó Deus, tu és o meu Deus
Eu te busco intensamente,
Minh’alma sedenta por ti
Busca-te ansiosamente.
Quero conte...
80
Sem medo de confessar.
Mensagem pregada pelo Pr. Pedro Ferreira em 15 de junho de 2014
Texto bíblico João 12.42-43
Ao o...
81
Vejo gente embriagada
E não sentem a vergonha,
Da humilhação tamanha
De dormir numa calçada.
Com a vida fracassada
Pois...
82
TEMPO DE FRUTIFICAR
Observem a semente
Nas mãos do agricultor,
Elas têm muito valor
Pra no campo ser plantado,
Pois ass...
83
Com o fruto do trabalho.
Então sem nenhum empalho
Ele começa a colher,
Suas sacas quer encher
De fava, milho e feijão,
...
84
Pra dar o fruto esperado.
E no tempo da colheita
Tendo Ele retornado,
Pra buscar o esperado
Os frutos de cada um.
Em al...
85
Dia a dia o seu povo.
Que hoje haja um renovo
De fé para te adubar,
Pois o tempo irá chegar
Pode ser nesse minuto,
Que ...
86
Romilda Gomes
Desde a adolescência, Romilda Gomes despertou gosto pela escrita. Mas foi
somente a partir de 2009, já na...
87
Bodas de cedro (acróstico)
B em sei que o Senhor tem-nos guardado,
O s segredos seus – tem-nos revelado.
D a aurora até...
88
Bodas de aventurina
Então dum sofrido cedro, e vitorioso,
Eles partem para caçar as especialidades do verde.
Garimpam n...
89
Cantos de alegria
Há cantos de alegria,
Que esperançam corações no Quilombo...
Vergonhosas tramas sobre corpos
Como se ...
90
Ano novo
O ano novo povoa em mim tanta esperança,
E o Senhor manda-me tirar a ruim lembrança...
Servi-lo-ei, de coração...
91
Oxigênio
Oito elétrons
X-tudo, elemento da vida
Incolor
Gás
Elemento químico do grupo dos calcogênios
No verde presente...
92
O mar
A sinfonia do mar num dia calmo,
Traz prenúncios do céu azul - feliz repouso.
Na tarde langorosa - ainda morna,
D...
93
Teci assim meu viver
Retalhos de alegria guardei,
Sonhos, reais, costurei...
Surgiram buquês de realizações,
Mas depend...
94
Ainda há fartura
Ainda há fartura em teu celeiro,
Lembras, quando te pões em oração quase noites inteiras?
O anjo vem, ...
95
Primavera
A primavera nasce, nasce tão lindamente,
Hortências no meu quintal dão o brado da chegada!
São tantas flores ...
96
Somente assim viver!
Meu pai, me ensinou - santa grei,
Adorar a ti meu Senhor.
Pois me fizeste serva e te amarei,
Nesta...
97
Rosa Leme
Rosa Oliveira da Silva Leme nasceu em 30 de maio de 1965 em Conselheiro
Mairinck, Paraná. Descendente de migr...
98
SER MÃE:
É sentir o coração queimando como fogo.
É cuidar, zelar, se preocupar por outra vida.
É sentir a dor, a ferida...
99
Ser mãe:
É contentar-se com o presente, emocionar.
É se alegrar, chorar, amar...
Sem explicar, ser mãe é ser feliz.
Ser...
100
Ruas de Ouro
Ruas de ouro
Iguais não existem aqui
Como existem lá.
Os anjos cantam
E aos ouvintes encantam
Cidade Sant...
101
Deixe fluir
Deixe fluir esta beleza
Que há dentro de você.
A ira e o ódio
Deixam a mente negra
E a retina turva.
O sem...
102
Nada me separa deste amor.
Nada pode me assustar.
Nem rosas, flores ou espinhos.
Nem insultos, mentiras ou fofocas.
Ne...
103
Esvaziar
Esvaziei-me
Das cargas pesadas,
Das malas intrusas.
Esvaziei-me
Dos sonhos desfeitos,
Dos sonhos fragmentados...
104
Cruz
Todo mundo
Tem a sua cruz.
Já fiz a escalada
Da montanha da vida
removendo pedras
E plantando flores.
Cruz;
Todo ...
105
Mistério conflitante
Como uma semente
Do nada
A gente nasce,
A gente cresce.
Qualquer, sem exceção
Um dia mente.
E sem...
106
Fardo
Manda embora a depressão.
Idade não é fardo.
Maturidade é potencial.
A melhor idade
É motivo
De alegria, e orgul...
107
Jesus é o Capitão
O lar é o porto seguro
Da família.
O leme é Jesus Cristo
Quem guia.
O barco é o diálogo e a união
O ...
108
Doce Som
Voz leve, mansa.
Sua voz é amor,
O som.
Ser mãe é um Dom!
Sua voz,
Sua voz é o canto em verso
É a rima em pro...
109
Baixe outras antologias poéticas:
ÁGUAS VIVAS Volume 1. Uma antologia reunindo textos de 10 poetas
evangélicos contemp...
110
ÁGUAS VIVAS Volume 2. O segundo volume da antologia Águas Vivas, desta vez
reunindo textos de sete poetas evangélicos ...
111
ÁGUAS VIVAS Volume 3 - O Projeto Águas Vivas teve início em 2009. Ele nasceu
com a ideia de divulgar a boa produção de...
112
ANTOLOGIA DE POESIA MISSIONÁRIA Volume 1. Antologia reunindo dezenas
de poemas de, sobre e para Missões, escritos por ...
113
Antologia de Poesia Missionária Volume 2 - Depois do primeiro volume desta
antologia (2010), trazemos agora este novo ...
114
A Poesia do Natal - Antologia - Poetas Evangélicos de ontem e de hoje escrevem
sobre o Natal de Jesus Cristo. É com im...
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Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa. Antologia reunindo poemas
de caráter genuinamente cristão de grandes ...
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Breve Antologia da Poesia Cristã Universal - As 235 páginas deste livro
congregam textos de 110 autores, nomes capitai...
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Teatro Missionário – Peças teatrais e jograis sobre Missões e Evangelização
para igrejas evangélicas - Um novo recurso...
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Águas Vivas volume 4 - Antologia de Poesia Evangélica

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Dois anos se passaram desde o último volume de Águas Vivas, já seis anos desde o volume inaugural. Antologia poética bianual que almeja reunir e proclamar textos de significativos poetas evangélicos da atualidade, Águas Vivas nasceu e manteve-se sempre sob o signo da diversidade, reunindo poetas jovens, iniciantes de voz promissora a outros já experimentados e consagrados; autores oriundos dos mais diversos rincões do Brasil, e ainda de Portugal, e de diferentes filiações denominacionais.
Este quarto volume vem confirmar a vocação pela pluralidade de Águas Vivas: Temos aqui jovens poetas de riquíssima expressão como Patrícia Costa, Marvin Cross, Maria Isabel Gonçalves e Luciano dos Anjos, ao lado de vozes experientes expressas pela força lírica e devocional de Rosa Leme e Romilda Gomes, o doce sotaque cordelístico de Roberto Celestino e a poesia francamente social de J.F.Aguiar.
Paul Celan costumava dizer que “a poesia é uma espécie de regresso a casa.” Outro grande poeta, o espanhol Pedro Salinas, referia a poesia como “uma aventura [rumo] ao absoluto.” Pois esse singelo e aprazível exercício rumo ao Absoluto, onde, por maneiras multifacetadas, cada autor (re)constrói sua trilha e funda(menta) sua singularidade, é o que você encontrará aqui, amigo leitor. E pensar que a poesia, há ainda quem o diga, ‘não tem função’. Mas, sintetizando as opiniões dos referidos poetas, acreditamos que, ao contrário, a ela cabe a função mais nobre: lembrar-nos do Absoluto, sendo a um tempo a ferramenta e o memorial; aproximar-nos de Deus, grande porto de conturbada saída e de graciosa chegada da aventura humana; enfim mapear, com sua cartografia do inefável, nosso retorno ao Lar uma vez perdido.
É sempre com renovada alegria e senso de dever cumprido que trazemos até você, amigo leitor, um pouco da ótima poesia cristã produzida atualmente por nossos irmãos, que têm no verso a expressão de suas almas, a extensão de sua fé.

Sammis Reachers

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Águas Vivas volume 4 - Antologia de Poesia Evangélica

  1. 1. 1
  2. 2. 2 Águas Vivas Antologia Volume 4 Poetas Evangélicos Contemporâneos J.F.Aguiar Luciano dos Anjos Maria Isabel Gonçalves Marvin Cross Patrícia Costa Roberto Celestino Romilda Gomes Rosa Leme Organização e edição de Sammis Reachers 2015
  3. 3. 3 Índice Apresentação .................................................................................................................. 06 J.F.Aguiar .......................................................................................................................... 07 Gota a gota ......................................................................................................................................... 08 A Fome ................................................................................................................................................ 09 Ceder .................................................................................................................................................... 10 Um pouco ........................................................................................................................................... 11 Nossos dias ....................................................................................................................................... 12 João 3.16 ............................................................................................................................................. 13 Incomparável ................................................................................................................................... 14 O nome ................................................................................................................................................ 16 Invisível .............................................................................................................................................. 18 No meio do caminho ..................................................................................................................... 19 Luciano dos Anjos ......................................................................................................... 21 Seara dos profetas ......................................................................................................................... 22 Curinga ............................................................................................................................................... 23 Divino amado ................................................................................................................................... 24 Algoz maior ....................................................................................................................................... 25 Meu herói poeta .............................................................................................................................. 26 História triste ................................................................................................................................... 27 Suspiro de Primavera ................................................................................................................... 28 Chamado ............................................................................................................................................ 29 Melodia do céu ................................................................................................................................ 30 Sonhos de amor .............................................................................................................................. 31 Maria Isabel Gonçalves ............................................................................................... 32 Cântico maternal ............................................................................................................................ 33 Vazios no Poema ............................................................................................................................. 34 Releituras ........................................................................................................................................... 35 O que sou é impenetrável ........................................................................................................... 36 Como pude recriar o passado? ................................................................................................. 37 E distante assim .............................................................................................................................. 38 A inocência de sonhar .................................................................................................................. 39 Travessia ............................................................................................................................................ 40 O ser caído não gosta do amor ................................................................................................. 41 As minhas lágrimas ali ................................................................................................................. 42 Marvin Cross ................................................................................................................... 43 Casa Sobre a Rocha ........................................................................................................................ 44
  4. 4. 4 Angel de la Muerte (MEMENTO MORI) ................................................................................ 45 De Passagem ..................................................................................................................................... 46 Espírito High-Tech ......................................................................................................................... 47 Deus da Arte ..................................................................................................................................... 48 Multiforme ........................................................................................................................................ 49 Hygge ................................................................................................................................................... 50 O Cansaço dos Dias ........................................................................................................................ 51 A Rosa Vindoura …………………………………………………………………………………….…... 52 Angústias Noturnas ……………………………………………..……………………………………… 53 Patrícia Costa ………………………………………………………………………………………… 54 Criador ………………………………………………………………………………………………………. 55 Dádiva ……………………………………………………………………………………………...……….. 56 Ao poeta ............................................................................................................................................. 57 Plantando ........................................................................................................................................... 58 Tentativas .......................................................................................................................................... 59 Folha ávida ........................................................................................................................................ 60 Refrigério ........................................................................................................................................... 61 Ao Deus Onipotente ...................................................................................................................... 62 Inegociavelmente ........................................................................................................................... 63 Agora ................................................................................................................................................... 64 Roberto Celestino ......................................................................................................... 65 A Fronteira Entre a Vida e a Morte ......................................................................................... 66 Jesus acalma a tempestade. ...................................................................................................... 67 Liberdade engaiolada ................................................................................................................... 68 Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. ....................................................... 70 O Amor. .............................................................................................................................................. 73 Oração ................................................................................................................................................. 76 Pus no mar do esquecimento As coisas do meu passado. ........................................... 77 SALMO 63 .......................................................................................................................................... 79 Sem medo de confessar. ............................................................................................................. 80 Tempo de Frutificar ...................................................................................................................... 82 Romilda Gomes .............................................................................................................. 86 Bodas de cedro (acróstico) ........................................................................................................ 87 Bodas de aventurina ..................................................................................................................... 88 Cantos de alegria ............................................................................................................................ 89 Ano novo ............................................................................................................................................ 90 Oxigênio ............................................................................................................................................. 91 O mar ................................................................................................................................................... 92
  5. 5. 5 Teci assim meu viver .................................................................................................................... 93 Ainda há fartura .............................................................................................................................. 94 Primavera .......................................................................................................................................... 95 Somente assim viver! ................................................................................................................... 96 Rosa Leme ........................................................................................................................ 97 Ser Mãe ............................................................................................................................................... 98 Ruas de Ouro ................................................................................................................................. 100 Deixe fluir ....................................................................................................................................... 101 Nada me separa deste amor. .................................................................................................. 102 Esvaziar ........................................................................................................................................... 103 Cruz ................................................................................................................................................... 104 Mistério conflitante .................................................................................................................... 105 Fardo ................................................................................................................................................. 106 Jesus é o Capitão .......................................................................................................................... 107 Doce Som ......................................................................................................................................... 108 Outras antologias ....................................................................................................... 109
  6. 6. 6 Apresentação Dois anos se passaram desde o último volume de Águas Vivas, já seis anos desde o volume inaugural. Antologia poética bianual que almeja reunir e proclamar textos de significativos poetas evangélicos da atualidade, Águas Vivas nasceu e manteve-se sempre sob o signo da diversidade, reunindo poetas jovens, iniciantes de voz promissora a outros já experimentados e consagrados; autores oriundos dos mais diversos rincões do Brasil, e ainda de Portugal, e de diferentes filiações denominacionais. Este quarto volume vem confirmar a vocação pela pluralidade de Águas Vivas: Temos aqui jovens poetas de riquíssima expressão como Patrícia Costa, Marvin Cross, Maria Isabel Gonçalves e Luciano dos Anjos, ao lado de vozes experientes expressas pela força lírica e devocional de Rosa Leme e Romilda Gomes, o doce sotaque cordelístico de Roberto Celestino e a poesia francamente social de J.F.Aguiar. Paul Celan costumava dizer que “a poesia é uma espécie de regresso a casa.” Outro grande poeta, o espanhol Pedro Salinas, referia a poesia como “uma aventura [rumo] ao absoluto.” Pois esse singelo e aprazível exercício rumo ao Absoluto, onde, por maneiras multifacetadas, cada autor (re)constrói sua trilha e funda(menta) sua singularidade, é o que você encontrará aqui, amigo leitor. E pensar que a poesia, há ainda quem o diga, ‘não tem função’. Mas, sintetizando as opiniões dos referidos poetas, acreditamos que, ao contrário, a ela cabe a função mais nobre: lembrar-nos do Absoluto, sendo a um tempo a ferramenta e o memorial; aproximar-nos de Deus, grande porto de conturbada saída e de graciosa chegada da aventura humana; enfim mapear, com sua cartografia do inefável, nosso retorno ao Lar uma vez perdido. É sempre com renovada alegria e senso de dever cumprido que trazemos até você, amigo leitor, um pouco da ótima poesia cristã produzida atualmente por nossos irmãos, que têm no verso a expressão de suas almas, a extensão de sua fé. Sammis Reachers
  7. 7. 7 J.F.Aguiar José Fonseca Aguiar nasceu em Ipanguaçu, Rio Grande do Norte, em 23 de abril de 1951. Por motivos de sobrevivência, seus pais viram-se obrigados a migrar para São Paulo, no mesmo ano de 1951. A família residiu na cidade de São Paulo até completar 10 anos, mudando-se depois para o Guarujá, onde o jovem completou o Ginásio. Data desta época o gosto pela leitura (Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e outros mestres do verso livre) e o início da produção poética. Em 1970 o poeta muda-se para o Rio de Janeiro, onde conclui o Ensino Médio e depois o curso de Letras, na Faculdade de Filosofia de Campo Grande, Rio de Janeiro. Casado com Dona Sônia Maria de Melo de Aguiar, professora aposentada do Estado e do Município do Rio. Três filhas e uma netinha. Membro da Primeira Igreja Batista de Campo Grande desde 1977. Para o poeta seu melhor título, o que lhe orgulha, é ser discípulo do Senhor Jesus, dando a Ele toda honra e toda glória. O autor mantém o blog Virtude Maior.
  8. 8. 8 Gota a gota Aos poucos, gota a gota Chuva é feita disso Gota a gota Os dias são somas Gotas de olhares A luz é feita de gotas Gotas de raios Mas há muita treva Olho por olho Boca sem dentes Se vão os meninos Pobres inocentes Triste sina mães de Israel Mães da Palestina Muro gotas de cimento Rios de lamentos Sem sabor de leite Sem sabor de mel Cores de algozes Matizes de vítimas Cai sobre nós Sobre nossos filhos Sangue inocente Não se lavam as mãos Terra a quem prometida? Gota a gota escorre ao chão O reino dos homens Gotas de pó...
  9. 9. 9 A Fome Tenho fome da palavra A palavra exata Tenho buscado Ela está no ar Ela está na terra Ela está no mar Quero comê-la Ela é doce na boca Amarga no ventre Os dias são maus Busco ver o bem O mal está à porta Absinto em meu peito Tenho fome de encontrá-la Subirei as nuvens No mais profundo da terra No abissal do oceano A palavra exata Pisada pelos homens Maltratada pelos tolos Desprezada pelos fortes Ele é doce na boca Ela é amarga no ventre É preciso comê-la Ela aproxima Ela nos afasta Ela enxuga Ela traz lágrimas Doce na boca Amarga no ventre Não mais dores Eis a palavra Vida aos corações A quem se fizer de menino
  10. 10. 10 Ceder Preciso ceder esta minha sede Já era tempo, há séculos ... Preciso ceder à sede de muitos... Aprender o que nunca para mim foi lição Sempre bebendo em meu umbigo Cisternas, cacimbas, nunca foram minha sina Preciso ceder esta minha sede Sede de água nas calçadas... Os gritos de muitos por água Sertão e suas promessas Promessas de homens Promessas para os Santos Terra seca, me mande água A sede chegou em outras portas Falta H2O onde nunca poderia faltar Preciso aprender a ceder minha sede Banho sempre foi luxo para muitos... Com sapato apertado não se pode dançar Lembro do meu chinelo velho... Água para matar minhas sedes... Não cedemos nossas bocas A quem mais entende de água e sede Continuar bebendo água de volume morto? - "Quem beber da água que eu lhe ter do seu interior irá fruir um rio de água viva” É preciso ceder ... Ceder nossas sedes, ir de caneco em caneco Ao dono da fonte Há um deserto em nós...
  11. 11. 11 Um pouco Há em nós um pouco do pó O pó das galáxias, do infinito Temos um pouco, vejo grãos Temos pitadas de um muito Da areia que já foi rocha Temos o crepúsculo Um pouco do dia, Um pouco da noite O mesmo de nossa aurora Temos um pouco da visão Temos um pouco da cegueira Um pouco do lobo, Um pouco carneiro Somos reais, ilusões Temos um pouco do saber Um pouco de não saber nada Temos um pouco da vida Temos um pouco da morte Apenas um pó do principio Átomos, moléculas No infinito um navegar... Em torno do sol Dias de luzes, dias de sombras Somos um pouco heróis Somos um pouco bandidos Somos um pouco do amor Somos um pouco dos prazeres Somos pouco em um viver E vivemos muito pouco Um grão de mostarda Abstrato grão de fé Aos poucos... O Eterno nos espera
  12. 12. 12 Nossos dias O asfalto queima os pés Há meninos malabaristas No sinal fechado, limões em mãos O artista sem máscara De uma vida amarga São poucos os segundos Por umas moedas Já me vem um outro Lavar o para-brisa Quem tem carro precisa enxergar Quem tem fome precisa comer Os homens se apressam O coração se fecha Antes que o sinal Não quero, não tenho Outro dia... A fome pode esperar... Limões aos ares não caem ao chão Nem fazem limonada Vida azeda, mais que ácida Muitas mães, muitos irmãos O sinal em atenção Os homens estão fechados Gravitando em seu pensar Bandidos!...Perigo! Não foram os meninos dos sinais Que comeram a merenda das escolas Foi um bicho chamado homem Ele devora as crianças E está solto pelas ruas Distribuindo cestas básicas
  13. 13. 13 João 3.16 Sempre no mesmo trem Santa Cruz à Central Vagões lotados, homens prensados Cansados, olhares fundos e mudos A cada estação um turbilhão Empurrões, palavrões, ufas! Falta assento, falta espaço Os camelôs aos gritos Amendoim torradinho Bala de hortelã Quem vai querer ? Como viaja o pensamento... Os que constroem casas não têm tetos As que fazem sapatos andam de chinelos De repente surge um magrinho Quebrando o sono de todos Porque Deus amou o mundo de tal Maneira que deu seu filho unigênito para que todo Que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna Terminava dizendo João 3:16 Quero dormir, cale a boca! Outros, Aqui não é lugar! Eu não mereço, dá um tempo! O magrinho não calava Repetia as palavras Colocando sua cabeça na bandeja do julgar Risos, deboches silenciosos Uns vendem balas, outros amendoim Eu não vendo nada, trago a resposta Para sua viagem... viagem pro céu Os olhares sem nada entender Todos os dias o magrinho clamava No balanço do trem Acordava alguns para A Vida Com seu João 3:16
  14. 14. 14 Incomparável Nada fora como aqueles dias Maravilhas, espantos Não fora em Atenas Roma, Paris Não fora em New York A eternidade fizera uma vírgula Na pequena Belém Todo o cosmo a indicar É de lá que virá Algo sobrenatural Um coral celestial Presente ao fato Canções do alto Reverência ao pequeno Deus Os homens atemorizados! Uma boa notícia A melhor de todas Nasceu o Salvador Que é o Cristo o Senhor Herodes, Césares, fariseus hipócritas Fora perseguido desde menino Por cuidar das coisas de seu Pai Seu olhar incomodou Os tolos e seus negócios A Virtude Maior confrontando A luz contra as trevas Que mata os desavisados A Virtude Maior contra o pai da mentira A mentira que mata, rouba e destrói O incomparável falou de pão Falou de água e salvação O mar ouviu seu mandar A multidão o seu sermão Se não nascer de novo... O que é carne é carne O que nasce do Espírito é espírito
  15. 15. 15 Ele libertou o homem do pó Revestindo-o de incorruptibilidade O sereno, humilde, o amigo Vendido por trinta moedas Traído com um beijo Trocado por um malfeitor Uma cruz foi seu trono Incomparável, sangue do justo Gota por gota A garganta seca Voz de amor Perdoe pai, eles não sabem o que fazem O sol se apagou... Um brado ecoou Tudo está consumado! A vida estava morta! O deboche, o escárnio e a mentira venceram! Jerusalém, Jerusalém, túmulo vazio! Cidades de todo universo O eterno não morre! O eterno está vivo! O incomparável virá entre as nuvens E todos os olhos o verão De forma incomparável
  16. 16. 16 O nome Imaginem um povoado... Bosque, pássaros e flores Campina e vale Bela Vista, o povoado! Faz jus ao nome Se não fosse o homem... Um riacho e o dizer Água não é boa pra beber No sopé de um dos montes A visão embaça Bela Vista faz jus ao nome Se não fosse o homem... O povoado respira o pó da morte Na velocidade dos seus homens Em seus negócios de drogas Na praça não se brinca Bela Vista faz jus ao nome Se não fosse o homem... Templos e Igreja? Poucos vivendo Muitos morrendo Bela Vista e seus grotões Erosões nos corações dos homens maus Aqui sobrevive Alice Nada de maravilha Vítima da indiferença Transporta em seu frágil corpo Aids na carne, dores na alma Ela e seu filho, um bêbado... Bela Vista faz jus ao nome Se não fosse o homem... Alice não sabe ler As religiões a confundem Rezas, maldição Prosperidade, contribuição Nada de pão só migalhas.
  17. 17. 17 Doutrinas que não se calam... Parem para ouvir... O que disse Alice: Em Bela Vista Só Jesus me vê Só ele me visita.
  18. 18. 18 Invisível Sou invisível Me visto de palavras de seda Não me faço invisível Sou um invisível vivo Não um transparente morto Ser invisível é ser perigoso Quebro prisões Conserto casas Choças, mansões Detenho exércitos Calo canhões Há olhos que não me veem Ouvidos que não me ouvem Muitos enformam É de ouro É de prata É de pedra Outros informam Consumismo mortal Modelo de caos Multiplicação de iniquidade Em muitos o amor se esfriou Me fizeram invisível Quem tiver as marcas dos homens Me faz invisível Muito irão morrer pela boca Nem só de pão vive o homem Como o vento que ninguém vê Eu existo nos olhos de quem crer A boca fala do que o coração está cheio
  19. 19. 19 No meio do caminho No caminho há uma pedra Drummond nem sonhava Em Minas, São Paulo até Brasília Há uma pedra no caminho Pode ser escondida na palma da mão Homens, mulheres e meninos Quem dá dois por uma pedra? Quem tem uma nota de cinco? Em um cachimbo a fumaça Euforia de morte, alucinações A pedra gravada na mente Neurônios sangrando morte Zumbis inquietos Agora ao chão Ratos, baratas Juntos resto de gente Nada que não seja a pedra Parece tocá-los São poucos minutos Viagens ensaios de morte A bolsa do crack a noite inteira Comprando e trocando tudo Salsichas vencidas achadas no lixo Tudo por uma pedra Crianças, vidas marcadas Mulheres grávidas Vivendo com os ratos Nas marquises das ruas Socorro! socorro! Gente bem vestida Tênis da moda Moradores de rua Não existe mais rico Não existe mais pobre Todos rente ao chão Socorro!... Nos socorram!
  20. 20. 20 Os homens inventam Pedra da morte Deus nos deu a Pedra da Vida Os construtores rejeitaram Ele se tornou a Pedra principal Não há salvação em nenhum outro Só Jesus... Só Jesus!
  21. 21. 21 Luciano dos Anjos Luciano dos Anjos é natural de Feira de Santana, Bahia. Filho de uma família evangélica, foi educado na igreja batista fundamentalista até aos dezesseis anos; depois de um hiato de vinte anos longe do evangelho, regressou para Cristo em 2010, e hoje congrega na Assembleia de Deus Cristianismo Sem Fronteiras (Pastor Josué Brandão). Estudante de Psicanálise, poeta, letrista e artista plástico. Colabora com seus trabalhos em jornais, revistas e blogs. Publicou em 2008 o livreto de ‘trava’: Dosanjos e as travas. Em 2009, O Diztravando. Publicou em 2010 o livreto de poemas Vereda Insólita, e no ano de 2011 O argüidor de microcontos. Participou do prêmio Castro Alves de literatura 2011 e do Concurso Brasileiro de poemas 2011 da editora Meira Lopes. Integrou em 2011 uma Antologia Peruana em homenagem ao poeta Cesar Vallejo. Em 2012, a Antologia Espanhola em homenagem ao poeta Miguel Hernández. Participou do Festival de música gospel Vozes da Terra 2012 e teve uma canção em parceria selecionada na Mostra de Música do SESC da Bahia, em 2012. Têm vários livretos publicados. Participou da 22ª Mostra de Poemas em Governador Valadares – MG, no concurso Uma Poesia em Cada Árvore e do Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 2014. Participa ainda da Antologia de Poesia Missionária – Volume 2.
  22. 22. 22 Seara dos profetas Era uma tarde insólita... O céu amortalhado Como no dia da crucificação Minha alma aflita Como um pássaro de asas partidas Que mirou a amplidão sem poder voar Em casa, colocaram-me no final da fila Como fizeram com Davi Risos sarcásticos mandaram-me Para a terra de Lo-debar Procurei os amigos, houve um grande silêncio... Solitário como um eremita Fui para o campo em busca de guarida O vento saudou-me em sua carruagem Ventilando seu véu místico cheio de presságio Povoando com seus insights a seara dos profetas Olhei para o céu com os olhos sem luz Parei absorto... Contemplei o crepúsculo O sopro do espírito tilintou a lira Despertando o pássaro inaudito na gaiola invisível Convertendo tudo em claridade exata.
  23. 23. 23 Curinga Já fui curinga em noites mórbidas Acordei o monge Toquei o sino Já fui silêncio Engravidei a lua com mãos de veludo Já chorei com as pedras Vendo rios infindos Desaguando no âmago do ser Hoje, depois de muitos Crepúsculos Reverberou o farol No porto dos meus anseios A dama ausente desintegrou-se Em tardes insólitas Restituindo as cinzas Dos escombros do pretérito.
  24. 24. 24 Divino amado Sei que estais aqui meu vero amigo. Já sinto tua presença em cada átomo... Uma brisa fagueira afagou minha alma Despetalando teus verbos No âmago do meu silêncio... Nessa tarde plácida Vestida de nuvens alegóricas Sinto tua fragrância etérea Elevando-me a mundos vindouros. Com a alma quebrantada e cheia de alegria Entrego a ti os tesouros do meu coração.
  25. 25. 25 Algoz maior Sei que tu não eras noite Eras maestro de miríades nas mansões do alto cimo As mais inefáveis melodias dimanavam dos teus lábios Como revoada de pombos Mas tu quiseste mais Almejaste um trono além das estrelas E te faltaram asas E sucumbiste nos calabouços da dor. Agora vives como lobo revel Perseguindo os mortais Todo solo que tu pisas vira infecundo Teus dias mais claros são noite densa, indevassável... Tuas palavras são como navalhas ferindo a carne das almas Nos escombros do pretérito Fizeste-me pássaro da tua gaiola funerária Naufragaste meus nobres sentimentos No iceberg da desesperança Mas uma luz divinal rompeu os tentáculos da noite Iluminando sóis e mundos e nas catedrais do meu ser Acendeu uma chama sacrossanta: O calor do seu fulgor Tu jamais aplacará.
  26. 26. 26 Meu herói poeta Seu corpo frágil oscilava na cadeira de balanço... Seus olhos plácidos com duas pombas fitavam os céus Como alguém que vislumbrava uma nova vida cheia de luz e poesia. Seus lábios trêmulos da ferrugem dos dias solfejavam um louvor: “Noite lá, noite lá não haverá, não, não há, não, não há...” Homem de fé inabalável! Grandes lições escreveu nas páginas dos dias Sempre aos pés de Cristo reverenciando seu nome santo Suas palavras afáveis temperadas com temor Ensinou-me as coisas belas da vida: ” Fé, esperança, amizade e amor...” Pai... Na mesa tem uma cadeira vazia E o barco da saudade em meu peito atracou abarrotado de [lembranças... Pai... Perdoa-me pelas madrugadas insones que larapiei tua paz... É que o vento da incredulidade levou-me por caminhos sombrios E meus ouvidos túmidos ficaram indiferentes à voz do coração. Pai... Rios de pranto lavaram a poeira da minha alma E quebrantado regressei aos pés do Divino Agora sigo palmilhando as trilhas da verdade a cantar suas boas novas [de paz Quando o sublime dia chegar nos encontraremos no alto cimo da [glória Para recomeçar nosso lindo sonho que tombou.
  27. 27. 27 História triste O astro rei estava no auge do seu tálamo Como no dia que o Senhor apareceu a Abrão Nos carvalhais de Manre Quando em minha porta ele tombou Com os olhos obesos de decepção. Suas mãos trêmulas da escassez Mendigavam o pão cotidiano Ofertei-o com liberalidade Suas vestes andrajosas que embrulhavam Seu corpo raquítico e cheio de chagas Foram trocadas por vestes limpas... Depois despediu-se cheio de gratidão Refletindo no espelho dos seus olhos O filme do meu pretérito imperfeito Quando pelas ruas da boemia Eu caminhava com um andar prolixo Namorando a morte... E naquele instante eu reconheci A obra maravilhosa que Deus fez em minha vida E cai de joelhos com as mãos erguidas para ao céus E minhas retinas começaram a chover Molhando o terreno árido do meu coração Uma flor de cristal brotou das pedras E suas pétalas se espalharam pelos ares e viraram pássaros Desintegrando-se nas constelações.
  28. 28. 28 Suspiro de Primavera Mais um tronco tombou Nas artérias de betume Espraiando sua preciosa seiva pelo chão O carrasco com seu rosto iracundo Olhou-me com a serra na mão Nada pude fazer para evitar a barbárie. O sanhaço pousou Meio ressabiado em cima do poste E fitou o vazio com seus olhos marejados Depois se despediu com um canto choroso Degolaram o velho ipê Que ornamentava a Rua Barão de Cotegipe Com as flores da poesia Que nas tardes de infanto Quando eu seguia a caminho da grei Ofertava um banquete às minhas pobres retinas. Até hoje sinto sua fragrância inefável Afagando minhas narinas Quantos versos me ofertou Nos dias de silêncio e solidão Quando o mundo me desterrava Nas terras de Lo-Debar. A primavera chegou ao som dos violinos Mas só encontrou as flores da saudade Na calçada vazia do meu pobre coração E o vento hibernal dimanando um cheiro de morte.
  29. 29. 29 Chamado Um anjo colocou na minha algibeira Palavras inauditas... Depois semeou harpas sobre os ramos Dos salgueiros dos meus jardins de infanto Deu-me uma lâmpada e alparcas de nuvens Para perscrutar um céu remoto E se foi com olhar etéreo Descortinando horizontes vastos Depois daquele dia Nunca mais recusei o poema... Cada folha que cai nasce um verso Cada verso acordo um novo sonho Ascendo voo para as plagas etéreas.
  30. 30. 30 Melodia do céu É inefável a melodia que emana Do farfalhar das asas dos querubins Minha alma se nutre de amor Com cada acorde reverberando. Na orla do manto do Mestre Branco com a neve do Himalaia As sombras da minha cabeça Viram pássaros migradores. Quando Ele vem com seus passos de veludo Como ladrão no meio da noite Sussurrando palavras com gosto de céu Meu coração se derrama como rio silencioso Querendo desaguar no mar de seu amor.
  31. 31. 31 Sonhos de amor Sigo pelas ruas Com a cabeça nas nuvens Escalando estrelas E plagiando o voo dos pássaros As pedras que me ofertam Transformo em poesia Na foz do meu silêncio Nasce sempre um novo salmo Meu coração é um menino Só quer falar de amor.
  32. 32. 32 Maria Isabel Gonçalves Maria Isabel Gonçalves é natural de Seabra, Chapada Diamantina, Bahia. Possui 28 anos, é graduada em Letras e estudante de Filosofia. Segundo Isabel, a poesia entrou em sua vida “desde muito cedo, em meu encanto pelas maravilhas, já era um olhar poético para ver o mundo. Mas considero o meu início na poesia aos 17 anos, em um momento singular em que me sentei num banquinho da praça com um caderninho em branco para me tornar poeta. E de lá pra cá foram muitos rabiscos, sem ainda me contentar em ter conseguido o êxito de fazer poesia. Continuo tentando... Ao abrir os olhos para Jesus, tudo o que venho escrevendo, passou a refletir a sua graça, o grande encontro que fez tudo mudar. Vejo poesia em todo lugar, e é uma maneira de adentrar os sentidos de existir, é minha conversa com Deus. Ele me fala por poesia e eu tento transcrever.”
  33. 33. 33 Cântico maternal Filho, não vá! Fique aqui... Um dia você quis ficar em meu colo pra sempre. Filho meu, Hoje você engole fumaça, Aspira veneno, Tem por perto os que irão te matar. Filhinho, Eu conheço você, Tenho aqui o abraço. Volte correndo, E te farei um chá. E sempre há mais lágrimas em mim, Dentro de uma mãe há um rio.
  34. 34. 34 Vazios no Poema Com os cadernos à mão, E com a poesia que era eu, Não estou mais ali Sendo indiferente. Era somente a dor que escrevia: - Quero deitar num leito esquecido Pra que também eu seja esquecida Dentro da vida inútil. - Quero não sentir quando os meus pés Tocarem o fogo também inútil Nesse imenso vazio a flutuar. Até ver a prova do céu. Hoje encontrei minhas letrinhas E uma menina que não se acostumava... Mergulhava perplexa Com medo da água e do sangue Com a culpa de ser humana. Leio as pegadas para voltar no tempo Leio todas as linhas para ver o que faltou E para celebrar o que ganhei enfim.
  35. 35. 35 Releituras E foi o vento frio Que me levou ali. Era o sonho de entregar minha mão, Respirar sintonia. Aquele instante se tornando uma vida. Mas o frio nada pôde fazer, O meu coração nada sabia... O sol aparece e revela as cores do engano. Lágrimas de não saber viver, São os poemas da dor, Escritos no diário de uma vida sem Deus. Era a Solidão que gritava. Era a Serpente que levava... Escrevi o meu cuidado: - Por que tens medo de se entregar a vida? Cadê a tua voz? Mas o medo era meu, Nada ali estava certo. E eu corri para me esconder. Queria agora perdão para renascer. Sonhava com o dia que poderia dizer: - Busque em mim, algo para confortar! O dia em que as ondas viriam num leve toque, Todo o meu ser marcado em amor.
  36. 36. 36 O que sou é impenetrável, Em nada no mundo me encontro. Por aqui só quero lutar pelos abandonados Plantar um jardim, Fazer jorrar o amor de Deus. Porque o que sou é espera, Uma resposta me virá nas nuvens, Face a face verei.
  37. 37. 37 Como pude recriar o passado? Como pude querer de volta aqueles que não podem mais voltar? Meu lugar está aqui agora. Os meus filhos estão por toda parte. Como pude viver morrendo em cada instante? Pintar outra face, Rejeitar um amor assim tão grande Que me faz essência, indivisível. Dá-me eternidade, Põe verdade em mim. Todo o tempo será precioso agora. Levanto-me criança, Para anunciar. Porque um Amigo vai tomando a minha dor, Toma o meu peso e me dá algo leve pra levar O amor é leve, me lava e me leva.
  38. 38. 38 E distante assim, Movo-me em morte achando que estou vivendo, E a festa é um velório, Onde não percebo que eu é que estou indo embora. E fugindo assim, Tento organizar as coisas E não me deito em paz para dormir. E acredito que conseguirei construir uma vida leve. E esta dor continuo a carregar... Até que tudo o que sou não tem mais razão de ser E ali vejo brilhar o caminho que eu nunca consegui prever Revelado por meu Pai O Sacrifício de amor, vida a jorrar da cruz.
  39. 39. 39 A inocência de sonhar. Contando para as estrelas o que estava por vir. Doce existir... A espera já era como estar lá. O coração saltava aos olhos, E ninguém poderia saber Somente o que era luz na noite. Mas um dia o que brilhava desapareceu, A noite logo se despedia Amargo amanhecer... O que me viria? Era necessário atravessar a floresta para entender, Ouvir a música que chamava... Haveria o Bem guardado em algum lugar, Guardado pra mim.
  40. 40. 40 Travessia Uma casa feita pelo tempo, Família envolta em um ideal. No chão um tapete de folhas secas E os finos galhos não tapavam o sol. E veio o salto para o sonho... Mas nossas mãos por todo lugar carregam espinhos, Ferem as raízes ao tocar o novo chão.
  41. 41. 41 O ser caído não gosta do amor. Por isso matou a Cristo. Por isso não recebe os pés cansados dos que plantam a semente. Por isso que inventaram um outro Cristo, Um Cristo indiferente. Que não se assenta com o maltrapilho na esquina, E ouve seu coração. Um Cristo rico que distribui ouro E faz todos "belos"... E por tudo isso eu não sei onde estou agora. E eu ando olhando para a luz enganosa. Do amor, pouco sei agora. Das mãos furadas de Cristo, nem sei falar. Sou Noiva, mas não espero que o Noivo chegue agora. Sou Igreja, mas estou em pedaços...
  42. 42. 42 As minhas lágrimas ali, A minha verdade, A vida que eu havia ganhado. Era deserto, Palavras duras, desprezo jorrando dos olhos E eu só pude responder com as lembranças de minha missão Vendo passar as faces daqueles que ganhei para cuidar. E ao partir, eu só sabia chorar... Porque foi também em lágrimas o meu pedido para ter um sentido [neste mundo, Ser uma carta do Pai àqueles que nunca entenderam. Inacreditável o amor em meio à tragédia.
  43. 43. 43 Marvin Cross Marvin Cross é o nome artístico que Marcos Vinícius Borges usa para assinar seus textos literários. Maranhense de nascimento e criado no Amapá, é formado em Letras- Inglês pela Universidade Federal do Amapá. Leciona Língua Inglesa e gosta de ler e escrever no tempo livre, de contos e poemas a romances e artigos. Autor do livro de poesia cristã 'Missão Poesia', trabalha em alguns projetos literários com pretensão de publicá-los futuramente. Mantém dois blogs na Internet, o que dá nome ao seu primeiro livro, MISSÃO POESIA, e um sobre textos diversificados, o MARVIN CROSS. É casado desde Novembro/2014 com a musicista Cássia Monteiro e frequenta a igreja Assembleia de Deus Filadélfia.
  44. 44. 44 CASA SOBRE A ROCHA Altas montanhas, puro solo rochoso Ergamos aqui um altar ao Deus Maior Quão grande templo edificaremos Quanto louvor aqui teremos! Hoje haverá banquete na Casa Santa De toda nossa alma, venha a bela música Rendamos graça e bendigamos ao Seu Nome Santo, Santo, Santo! Das altas montanhas, contemplemos: Inúmeras estrelas despontando no céu Incontáveis brinquedos divinais irradiando luz E revelando o Deus no controle Até alta madrugada, adoremos E pela manhã despertemos Com o coração exultante e renovado Hosana! Aleluia! Doce Cristo Ressuscitado
  45. 45. 45 ANGEL DE LA MUERTE (MEMENTO MORI) Antes do último gole de orgulho Antes que sorva mais um pingo de altivez Detenha-te! O preço não vale a pena Lembra-te da tua condição Lembra-te que haverá juízo Nada foi/será em vão Nada que podes agora entender, talvez Mas não te embriagues, mais, amigo Da inconsequência, do culto ao eu doente Não conheces o que guarda teu amanhã Lembra-te que és mortal E o tempo não é amigo senão de si mesmo Não serve a ti e a teus devaneios O sangue pinga da cruz ainda Ou da ampulheta que rege todos os mortais Lembra-te que és um deles Apenas guarda a recordação...
  46. 46. 46 DE PASSAGEM Peregrino da Alvorada, ei-lo em mim Fatigado, com as mãos calejadas Ao passo que sibilo uma canção A que anseia pela Jerusalém espiritual A planta dos pés toca esta terra ferida Eu não pertenço a este lugar, todavia Meus dias estão contados, um por um Como cada folha que cai sob a onisciência do Rei Eu só estou de passagem, veja bem Não armarei tenda perpétua neste solo Não matarei minha sede nestas águas turvas E nem cearei com meus filhos nesta selva escura Conto as horas como quem aguarda ansioso Por uma chegada há tanto prometida Um reencontro; um velho amigo por rever E vou deixando a casa limpa pra lhe receber Eu só estou de passagem, queira desculpar Não há nada que eu mais possa ansiar Do que o regresso ao meu lar original Ao seio infinito da Morada Celestial
  47. 47. 47 ESPÍRITO HIGH-TECH Conectados entre milhões de bits e bytes No tecido emaranhado do universo De um Criador inteligente Quando, às primeiras horas da manhã, Juntamo-nos fragmentados no HD Para, só então inebriados De pura identidade digital Cruzarmo-nos com um bom-dia cordial É a pós-moderna sinergia De nossos espíritos high-tech Que de ti emana tal energia Curtocircuita todo meu progresso Um beijo de despedida, meu amor Para o doce reencontro noturno Quando mirados por flashes Encasulados um no outro, outro no um O que se segue, depois, é só reboot
  48. 48. 48 DEUS DA ARTE Foi Deus que fez a arte Essa que eu uso, desuso e abuso Essa arte que me faz saltar de uma nuvem à outra Essa arte que nas veias corre solta Foi Deus que cantou a canção Na qual encontrei amor, força e perdão Segunda e terceira chance de redenção Deus aquarelou esse mundo nosso de cada dia É de Deus que vem toda inspiração Onde prevalece a doçura das poesias O dom dos sons, em fúria ou calmaria A tecelagem cerebral das ideias, até mesmo as confusas Somos imagem e semelhança do Mestre das Artes Um Deus criativo, multiforme, de toda versatilidade Deus que do barro fez da arte um milagre Que respira, caminha, pensa e... faz arte Foi Deus que acendeu a chama genial O pulsar de teus atributos que ninguém tem igual Foi Deus, esse mesmo que os mares fez E pôs a arte transbordando entre vocês
  49. 49. 49 MULTIFORME Leve a mensagem É leve a mensagem Eleve a mensagem A mensagem é leve A mensagem: eleve É, leve a mensagem Leve a mensagem leve Eleve a mensagem leve A mensagem eleve É a mensagem leve A mensagem, leve A mensagem? É leve. É leve Eleve Leve
  50. 50. 50 HYGGE Tu és o meu conforto quando me deito O meu prazer perfeito Em ti está o meu bem-estar O meu clarear A boa-nova que vem a galope Ou pelo vento que sopra nas folhas Tu és a roda de violão com os amigos Sobre a relva fresca no fim da tarde Tu és cada sorriso decorado Com sonhos a se preservar E cada riso incontido Do que jaz nos corações Tu és o alívio, o remédio O bálsamo que refresca e refrigera Aquele bom momento que nem toda língua traduz O som doce que a clarineta produz À meia-luz, na penumbra da alma necessitada Aquela resposta há muito esperada Tu és o piquenique, o luau e o sarau A confluência das artes A união das partes Meu natural transmigrado para o sobrenatural O pranto e o perdão A celebração da união Tu és alguma coisa que nessas fracas palavras Da minha humilde linguagem Ecoa na língua do amor, a língua da verdade Que se traduz no calor do abraço teu Meu Deus
  51. 51. 51 O CANSAÇO DOS DIAS A cada palpitação, uma esperança Uma lágrima presa na pupila E os ombros tesos, rígidos Hoje não rimarei os versos Que em si só, controversos, Carregam o cansaço dos dias No aguardo para o descanso Debaixo das asas prometidas Delineia-se meu sossego Esta noite, tal qual um pequenino Oro no silêncio, no escuro Para que me arrebates a dor Da arte de dar sem receber E ainda assim, todas as manhãs Não desistir de acreditar Dependo de um Pai amoroso E busco a cura do cansaço Que se enrosca entre meus dedos A Ti, ó Altíssimo, o que tenho! Minhas palavras de alma partida Que em teu véu anseia se cobrir...
  52. 52. 52 A ROSA VINDOURA Suave és como bálsamo Como o bálsamo da cura e da esperança Como a canção que acalenta a criança Suas pétalas percorrem minhas feridas Enquanto correm os dias apressados Eu aqui, ainda bem, esperei confiado E a rosa finalmente se mostra no horizonte Sinto de longe teu suave perfume Obrigado, que mais poderia dizer? Vejo com tanta fé o teu aparecer E prossigo em passos calmos até você Doce rosa vindoura, futuro a brilhar Voz do Cristo sofrido, que sofreu em meu lugar Voz do Cristo vitorioso, coroado não com glórias Sigo rumo a esse imenso amor Tão cálido, tão puro, tão forte Que não é uma questão de sorte É a vida que reluz mais que o nobre ouro Partirei a descobrir desse tesouro E enfeitarei meus caminhos com rosas de um futuro bom!
  53. 53. 53 ANGÚSTIAS NOTURNAS Ela bebeu da fonte inesgotável das ilusões Junto com aqueles cujos lábios sorriam gélidos E cujas mãos estavam pálidas em semivida Ela bebeu até escorrer queixo abaixo Ela havia entrado por portas escancaradas Onde sofismas a arrebataram como sedutores vampiros Foram sugando suas energias e lhe injetando orgulho Viciada ela ficou, envolta em sonhos e suspiros Lavaram sua mente com veneno de serpentes Enquanto matava a sede dos homens em seus braços E as angústias noturnas a mantém presa como fantoche Há vontade de fugir, mas não consegue dar dois passos Ela não tem nome, não tem sequer um rosto Ao menos uma face que se possa distinguir nas trevas Ela ergueu muralhas gigantescas a proteger o coração Onde eu deveria estar e nem mesmo posso entrar Se ao menos ela escutasse o que eu dissera Seus dias poderiam ser quase uma quimera Mas o inverno em sua alma nunca passa, frio eterno Toda noite eu a vejo desejar o inferno E muitos existem tornados como a donzela Perdidos em fumaça de falsas promessas seculares Minha espera revela que existe uma chance Eu simplesmente ainda espero por seus olhares...
  54. 54. 54 Patrícia Costa Patrícia Costa é carioca. Nascida em 15 de Setembro de 1984. Serva do Deus Altíssimo, reformada pela leitura, apaixonada pela escrita, amante da fotografia e num processo contínuo de maturação da alma. Formanda em Letras*Português-Literatura. Mantém um caso de amor com as palavras. Escreve para degustar, para se libertar, para ler suas esperanças, para lembrar suas conquistas, para abraçar os de longe, brindar os de perto, para proclamar a Vida, celebrar a existência e reverenciar a Poesia do Criador. Na escrita eterniza os seus dias, finda suas dores e coloca a roupagem que quer em seus sentimentos.
  55. 55. 55 Criador Da minha existência conheces muito bem. Livro, páginas, momentos e circunstâncias. Autor da Vida e sabedor do meu silêncio. Balanceia a minha pena ao soprar a Tua inspiração. Acarinha meus olhos ao contemplar a Tua criação. Quando as intempéries invadiram o meu peito nos teus braços de Amor descansei. A Tua misericórdia respirei. Numerosos salmos habitam o meu coração. Sou pó que vagueia no bafejo do vento. Efêmero. O tempo está em Tuas mãos. Delas, o favor imerecido. Pecador. Andarilho. Alcançado por tua Graça. Como retribuir os teus benefícios?
  56. 56. 56 Dádiva No convidativo tapete verdejante deleito pensamentos enquanto a brisa acaricia os meus cabelos e a minha pele. Silente não arrisco nenhuma palavra acostumada que acelere o tempo ou desfaça a inteireza do plácido momento. Deixo-me nesse terno acontecimento de sorver o milagre da esperança em cada particularidade presenteada pelo GRANDE TAPECEIRO.
  57. 57. 57 Ao Poeta Encontro-Te no olhar da criança de pura inocência e gratuidade de [amor. Encontro-Te na mãe que abraça o filho, envolve e protege num ninho [de repouso. Encontro-Te no dia que nasce quando meus olhos se abrem e o sol já [raiou. Encontro-Te no beijo da vida quando a misericórdia recebida envolve [o meu corpo. Encontro-Te no canto dos pássaros, na doce melodia da chuva que [num ósculo a terra regou. Encontro-Te no casulo, na metamorfose ou no voo que o ser alçou. Encontro-Te nas estações que bailam e nas tantas nuances da flor. Encontro-Te no arrebol espetáculo que incendeia o meu coração de [louvor. Encontro-Te nas muitas cores, seres e lugares; todas elas a Tua [Palavra em mim versejou. Encontro-Te em terra, céu, mar e pessoas, doce Poeta, que escreve a poesia da Vida numa Carta de Amor.
  58. 58. 58 Plantando Na terra fértil caminho Levo nas mãos sementes de esperança Sigo confiante no plantio A chuva que aduba a terra me comunica fartança. Frutos desta colheita interior Maturação e aprendizado Que retirados do chão da vida Proporcionam-me um edificante resultado. Com as ervas daninhas não me engano Não me impedirão de florescer Sei em Quem tenho crido Não me deixarei esmorecer. A cada semente plantada Cuido da terra com um punhado de afeto No peito, levo uma certeza comigo Tudo tem o seu tempo certo.
  59. 59. 59 Tentativas A navalha fria da ansiedade tenta rasgar o peito e o pensamento debochando da realidade. Espalhados todos os motivos. No cerne só o que pode me dar esperança. n'Ele lançadas todas as minhas ansiedades. Venço um tanto de arrastadas horas. — Confiança é o que vivencio quando permito minh'alma descansar em Deus.
  60. 60. 60 Folha ávida Na folha em branco um chamamento Reconhecido na ponta dos dedos Que aceita na prontidão do sentir O ressoar interno do ser Marcada pelo rabisco do lápis Desvela memórias, sangra histórias, Intensifica acordes harmônicos e dissonantes, Desnuda a tez Já não sou mais eu Quem a tenho em minhas mãos Envolta à candência das palavras Entrego-me. Corpo, alma e coração. Faminta. Devora-me no arroubo de suas linhas Incansável pede-me sempre mais: Poesia.
  61. 61. 61 Refrigério Azul descomunal pintado no céu descanso meus horizontes enquanto contemplo com serenidade o plano melhor Daquele que verseja me amar. Nas asas de um pensamento trago o que pode me dar esperança. Quando a fraqueza rodeia a sala, o quarto, meu chão Teu Amor mostra-me o tamanho da minha força e o medo não dita regras. Dentro Tua doce Voz reside e ecoa: NÃO TEMAS!!!
  62. 62. 62 Ao Deus Onipotente Quando me deito ou quando levanto Tua misericórdia abraça-me por completo Doce companhia no riso ou no pranto Acalma minh'alma com o Teu afeto Ainda que pelas dores eu seja ameaçada Tua destra sempre envia a provisão Vivo o escape e sou amparada Com um cântico de agradecimento no coração Fui alcançada pelo Teu grande amor E sobre a Tua fidelidade a minha pena escreve Tudo que sou vibra contente Enquanto oferto mais uma poesia Sincera e leve Ao Majestoso Deus Onipotente.
  63. 63. 63 Inegociavelmente A derme dos dias sente o t e m p o Que sem explicação ou documento segue seu rumo. Quem prende, perde. Quem solta, veste. E é como o vento que corre o mundo desobedecendo calendários e estações.
  64. 64. 64 Agora Amanheceu A Palavra Inaugurando caminhos, Feitura milagrosa. Num voo Teve comigo Dentro Da aurora. No tempo A vida é nova E o meu instante, Agora.
  65. 65. 65 Roberto Celestino José Roberto Celestino Pedrosa, nascido em Taquaritinga do Norte - PE, em Janeiro de 1974, iniciou seus estudos na Escola José Bezerra de Andrade, e posteriormente estudou na Escola Estadual Severino Cordeiro de Arruda, ambas nessa cidade. Desde os primórdios de sua vida escolar, gostava da leitura, e a ela dedicava-se na medida em que crescia. Amante da poesia, em especial a poesia popular nordestina, dedicou-se a escrever Literatura de Cordel, valorizando e promovendo nossa rica e bela cultura, sem desprezar, no entanto a literatura culta. Hoje com mais de 30 (trinta) títulos de Cordéis, gravou um CD de poesias e escreveu seu primeiro livro, Poesias e Cordéis - Flor de Maracujá, livro lançado no mês de Junho 2015. Cristão evangélico, membro da PIB em Taquaritinga do Norte, atua na área de missões e evangelismo e é integrante do Ministério de Louvor Átrius como músico saxofonista. Atualmente cursa Licenciatura em Letras, Língua Portuguesa pela UFPE, visando ampliar seus conhecimentos sobre a língua.
  66. 66. 66 A FRONTEIRA ENTRE A VIDA E MORTE Numa cruz numa beira de estrada Em um laço no final da corda, Em um sono que não mais acorda Numa bala que foi deflagrada. Em um parto onde começa a vida Em um leito onde a vida é quem parte, Desenhada está em qualquer parte Uma linha onde finda a corrida. Na doença que causa a dor, Em um lago que a vida afogou Numa faca que causa um corte. Ela existe embora não vemos Muito embora também passaremos, Na fronteira, entre a vida e a morte.
  67. 67. 67 Jesus acalma a tempestade. Mc 4.35.41 Sendo tarde navegou Pra passar pro outro lado, E estando ele cansado Lá no barco se deitou, E no sono agarrou E enquanto ele dormia, Tempestade se erguia E o barco balançava, Aos discípulos assustava, E a água o barco enchia. Estando atemorizados Pediram que ele acordasse, Pois era de admirar-se Ter um sono tão pesado, Mas enquanto eram tragados Pelo mar com seu furor, Jesus Cristo levantou Ordenando para o mar, Que viesse se acalmar E este logo se aquietou. Aos discípulos pediu Que usassem mais a fé, Eles mal ficavam em pé O temor os invadiu. Pois ali nunca se viu Algo assim tão grandioso, Que um mar tão furioso Transformasse em bonança Parecendo uma criança Diante do Deus Poderoso.
  68. 68. 68 Liberdade engaiolada Eu vivo pensando, o que possa eu ter feito Pois vivo do jeito que vive um bandido, Embora inocente eu fui condenado Viver afastado do campo querido. Desejam ouvir o meu canto de açoites De dia ou de noite na minha gaiola, Meu canto é tristeza é de puro lamento Sem contentamento ele não me consola. Olho a portinhola da minha prisão Lamento por não saber como a abrir, Me vejo fadado a uma prisão eterna Aqui se encerra o sonho de partir. Eu posso sentir no meu sonho saudoso, Quanto era gostoso eu poder voar, Vivia a explorar esse mundo inteiro Sem ser prisioneiro de tempo ou lugar. Sementes eu tinha para me fartar Matar minha sede sempre consegui, Banhava-me em poças de águas tão claras Nada se compara com isso daqui. Aqui nunca mudam a minha ração Pois sempre me dão uma porção de alpiste, A água que eu bebo quase sempre é morna Tudo aqui se torna em vida em tão triste. Será que existe maior injustiça? Pois isso atiça o meu lamentar, Minha liberdade tão morta eu vejo Mas vive o desejo de ainda voar. Sou como criança sem suas perninhas
  69. 69. 69 Ao ver coleguinhas em volta andando, Pois que me adianta ter duas asinhas Se o resto da vida vou viver pulando. Fico aqui pensando em como será Quando então chegar a idade avançada, Já mudo e doente irão me soltar Dizendo que eu já não sirvo pra nada. Em algum telhado eu vou ser liberto E ver de tão perto o que sempre sonhei Percebo que o tempo na minha gaiola Foi minha degola e voar já não sei. Sem rumo e com fome enfim morrerei Por fim cumprirei minha triste sentença, Mas no céu das aves, eu sei voarei Pois fui condenado, na minha inocência.
  70. 70. 70 Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Assim que se inicia Nessa vida a caminhada, Começamos a jornada Logo no primeiro dia. Nove meses de estadia No ventre da mãe vivendo, E nos tiram mesmo sendo Seu ventre nossa guarida Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. E já como bebezinho Só de colo a viver, Muito mimo a receber E também muito carinho. Mas, se acaba o colinho Quando a gente vai crescendo, Então vamos percebendo Outra fase é perdida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. E no tempo de criança O que vem nos preocupar, Só o ato de brincar Como é doce essa lembrança. Mas se vai nossa infância Entre os dedos escorrendo, Cada dia ela vai sendo Para mais longe banida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo.
  71. 71. 71 E na nossa impaciência Em querer logo crescer, Para aos poucos obter Dessa vida experiência. Vai-se embora a inocência Pouco a pouco esmaecendo, A malícia aparecendo Já não vive escondida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Chega à fase do amor De viver enamorado, Coração apaixonado Vive cheio de fervor. Mas também vem o terror Quando um deles vem dizendo, Que o amor está morrendo Vê-se ali a despedida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Quando vem o casamento É tão grande a alegria, Duas vidas irradia Com aquele sentimento. Depois um esfriamento Ao casal vai envolvendo Se não forem combatendo Esse frio os dilapida Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Da bendita união Recebemos nossos filhos, Que nos trazem novo brilho Pra viver, nova razão. Mas eles também se vão
  72. 72. 72 De nós vão se desprendendo Suas vidas vão vivendo E a nossa é ferida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Grandes são as amizades Que na vida construímos, E mão delas não abrimos Até chegar a idade, Que arranca sem piedade A ferir de modo horrendo Ver um amigo morrendo Dando adeus em sua partida Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Nessa vida os nossos pais Vivem para nos amar, E eu venho destacar Que é a mãe que ama mais. Mas acaba a nossa paz Ao vê-los envelhecendo, Pois já ficamos temendo A hora mais dolorida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo. Tudo o que nós conquistamos Tudo vamos nós perder, Ao final nós vamos ver Nossa vida definhando. Cada vez se aproximando O final nós vamos vendo Para à cova ir descendo O que se ganhou na lida. Na estrada dessa vida, Tudo a gente vai perdendo.
  73. 73. 73 O AMOR. Ah, o amor! O que é o amor? O amor não é um conto De fadas tão perfeito, Onde tudo é maravilha Onde não vemos defeito, Onde só se vê beleza E não se encontra tristeza A dor ou decepção. Não é sempre fogo ardente O amor é diferente O amor não é paixão. A paixão se apaixona Pelo que se tem pra dar, Pela beleza aparente Que se pode contemplar. Pela jovem corpanzil Pelo jovem varonil A paixão se apaixona. Quando isso se esvai A paixão também se vai E o coração abandona. O amor suporta tudo Não se vai tão facilmente, O amor é respeitoso Se porta decentemente. Quando se vai a beleza O amor mostra a grandeza, Fiel ele permanece. A beleza é vaidade O amor fidelidade Com isso não desvanece. O amor se mostra quando A velhice e a doença,
  74. 74. 74 Chega para a juventude Pra ficar pede licença. Se é paixão sai sem demora Mas o amor não vai embora E com o outro vai ficar. E resiste pois é forte No amor somente a morte Ao casal vai separar. O amor não se aborrece Com coisas do dia a dia, Que perturbam ao casal Quer roubar-lhes a alegria. O amor tudo supera E quem ama sempre espera Em vencer a tempestade. Quem ama sabe também Que o amor só quer o bem No amor não há maldade. O amor é paciente Tudo sofre, tudo crê, Vêm as crises, as tristezas Mas o amor irá vencer. Quando vem tribulação Que tenta jogar no chão O que fora construído Quem ama irá lutar Para o amor reconquistar Mesmo que saia ferido. Assim vemos que o amor Das histórias encantadas, Muitas vezes vai se ver Entre cruzes e espadas. Mas o verdadeiro amor Que também é sofredor A tudo resistirá.
  75. 75. 75 Ao chegar tribulações Pra ferir os corações Ele permanecerá. Por isso que o amor humano Por si só é incapaz, De vencer a tudo isso Pois tão fácil se desfaz. É preciso que esse amor Venha unir-se ao Senhor Para a tudo suportar. Só assim nós venceremos Só assim nos amaremos Até ele nos chamar
  76. 76. 76 ORAÇÃO Oh! Senhor eu te agradeço Pois eu sei que não mereço Teu cuidado teu apreço Pois sou falho, pecador. Te agradeço pelo dia Que tua mão me prestigia E assim com poesia Vou falar do teu amor. Muito tens me abençoado De tudo sou abastado Isso é fruto do cuidado Do Deus que cuida de mim. Sou pecador redimido Pois em Cristo tenho crido Então fui absolvido Pelo sangue carmesim. És a minha inspiração De qualquer composição Poesia e canção De tudo que eu produzir. Quero sempre agradecer Por tudo me conceder Venho aqui oferecer Minha gratidão a ti. E que meu Senhor Jesus Seja sempre a nossa luz Essa luz que nos conduz Para a nossa salvação. Oh Senhor eu te agradeço Por que tu pagaste um preço Permitindo um recomeço Dado pelo teu perdão.
  77. 77. 77 Pus no mar do esquecimento As coisas do meu passado. Mote de Silvano Lyra Muita coisa eu já fiz Nesse mundo de meu Deus, Gastei muitos dias meus Com coisas que não condiz. Hoje me sinto feliz Por Deus ter me perdoado, Pois Jesus por meu pecado Se deu como pagamento. Pus no mar do esquecimento As coisas do meu passado. Eu sou nova criatura Pois de novo eu nasci, Em Jesus eu revivi Pois a Bíblia me assegura. Quanto à minha vida escura Tudo já foi clareado, Pois por Cristo fui lavado Do pecado tão nojento. Pus no mar do esquecimento As coisas do meu passado. Hoje vivo pro Senhor Sou a Ele agradecido, Por ter Ele socorrido Este imundo pecador. Pois com sangue me comprou Eu que estava condenado Pra no fogo ser lançado No eterno sofrimento. Pus no mar do esquecimento As coisas do meu passado. Esse mundo é escuridão
  78. 78. 78 Pois é falsa sua luz, Nos afasta de Jesus E só traz condenação. Tome uma decisão Não se sinta envergonhado, Abandona o pecado Mostrando arrependimento. Põe no mar do esquecimento As coisas do teu passado.
  79. 79. 79 SALMO 63 Ó Deus, tu és o meu Deus Eu te busco intensamente, Minh’alma sedenta por ti Busca-te ansiosamente. Quero contemplar-te no santuário Teu poder, tua glória avistar, Amo-te mais que minha vida Meus lábios põem-se a te exaltar. Sim, enquanto eu viver Teu nome bendirei, E em teu louvor SENHOR, Minhas mãos levantarei. Como em um rico banquete Satisfeita minh’alma está O júbilo se apoderou de meus lábios Minha boca apressa-se a te louvar. Quando me deito penso em ti Se me acordo sei que estás comigo, Pois sei que na sombra de tuas asas Tenho o mais seguro abrigo. A minha alma se apega a ti A tua mão me tem sustentado, Aqueles que atentam contra mim Serão pelo mal assolados. Mas o rei se alegrará em Deus E todo o que nEle tem confiado, Mas quem empresta a boca à mentira Terá seus lábios calados.
  80. 80. 80 Sem medo de confessar. Mensagem pregada pelo Pr. Pedro Ferreira em 15 de junho de 2014 Texto bíblico João 12.42-43 Ao ouvir Jesus pregar Muitos nEle até criam, Mas também se escondiam Sem querer testemunhar, Por medo de declarar A Jesus como Senhor. Já eu falo sem temor E bem alto vou gritar, Sem medo de confessar Nosso amado Salvador. Vejo muito valentão Pegar sapo, pegar cobra, Não tem medo se desdobra Luta até com um leão. Nada com um tubarão, Mas não é um lutador Pra falar que o amor De Deus pode transformar. Tem medo de confessar Nosso amado Salvador. Gente que conta vantagem Pelo grande homem que é, Mas se veste de mulher Pra viver na sacanagem. Quando ouvem a mensagem Da boca do pregador, Com poder transformador Tendem a se envergonhar. Tem medo de confessar Nosso amado Salvador.
  81. 81. 81 Vejo gente embriagada E não sentem a vergonha, Da humilhação tamanha De dormir numa calçada. Com a vida fracassada Pois ninguém lhe dá valor Se envergonham do Senhor E não querem o aceitar. Tem medo de confessar Nosso amado Salvador. Gente que se diz cristão E que vive na igreja, Mas demonstra uma peleja Pra falar da salvação. Tem medo de rejeição No mundo tá seu amor, Já eu falo com fervor E não vou me envergonhar, Sem medo de confessar Nosso eterno Salvador.
  82. 82. 82 TEMPO DE FRUTIFICAR Observem a semente Nas mãos do agricultor, Elas têm muito valor Pra no campo ser plantado, Pois assim pro seu roçado Sai alegre pra plantar, Planta e fica a esperar Alguns dias para ver, Tudo que plantou nascer Para ele se alegrar. Vem visitar o roçado Ver se tudo ali nasceu, Pouca coisa se perdeu Uma ou outra sementinha. Outras nasceram fraquinhas E o sol logo as queimou, Ele viu que não vingou E ali logo morreram, Outras se desenvolveram Alegrando o agricultor. Mas as plantas que vingaram Ele tratou com cuidado, Pois aquele seu roçado Dava muita alegria, Lá estava todo dia Do seu campo a cuidar, Tinha mato pra limpar E xaxar sua lavoura, Pois a safra era vindoura Se alegrava só em pensar. E por fim chega o tempo Esperado da colheita, Só de ver já se deleita
  83. 83. 83 Com o fruto do trabalho. Então sem nenhum empalho Ele começa a colher, Suas sacas quer encher De fava, milho e feijão, Melancia e melão E tudo que possa ter. Mas tem algo que o entristece Pois ali observou, Que nem tudo o que plantou Um bom fruto ofereceu. Teve planta que não deu Nada mais que folha e vara, E andando na seara Essas ele arrancou, Num montão ele ajuntou Pra queimá-las na coivara. Mas nas que frutificaram Muito ele se alegrou, Pois foi nessas que ele achou O que sempre procurava, Nessas sempre se achava Algo mais para colher, Por isso vieram a ser A menina dos seus olhos, Que frutificavam aos molhos Nestas tinha seu prazer. Nós também somos sementes Escolhidas do Senhor, Que no campo semeou E esperou pra germinar. Depois veio visitar O que Ele havia plantado, Viu que tinha germinado Quando aqui nos encontrou, Um a um de nós cuidou
  84. 84. 84 Pra dar o fruto esperado. E no tempo da colheita Tendo Ele retornado, Pra buscar o esperado Os frutos de cada um. Em alguns achou nenhum E ficou entristecido, Tendo ele investido No roçado tanto tempo, Pro seu descontentamento Pouco ali foi produzido. E como um agricultor Que vê o roçado perdido, Pela seca consumido Onde pouco se aproveita, Ele volta da colheita Levando só a tristeza, Pois pensava na grandeza Da fartura que teria, Pois sonhava todo dia Que a veria com certeza. Tome o lugar dessa planta No roçado do Senhor, Pois foi Ele quem plantou Você pra frutificar. O que tens pra apresentar Quando Ele vier a ti, Tu farás Ele sorrir Com grande satisfação, Ou será a decepção Que O Senhor irá sentir? Frutifique sem demora Pois o tempo é chegado, O Senhor tem visitado
  85. 85. 85 Dia a dia o seu povo. Que hoje haja um renovo De fé para te adubar, Pois o tempo irá chegar Pode ser nesse minuto, Que o Senhor te pede um fruto Se não tens, irás queimar. Que o fruto do Espírito Nós possamos produzir E saber nos conduzir Dando fruto sendo luz, O evangelho de Jesus Deve ser nossa semente Pra levar a toda gente Sem fazer a distinção E esses frutos estarão Com o Senhor, eternamente.
  86. 86. 86 Romilda Gomes Desde a adolescência, Romilda Gomes despertou gosto pela escrita. Mas foi somente a partir de 2009, já na idade adulta, que começou mesmo a escrever de forma regular, transitando entre variados estilos, do soneto às poesias infantis. É membro da igreja evangélica Assembleia de Deus, ministério Belém, corista desde seus 15 anos de idade, e exerce o ministério de visitação há alguns anos. Pretende gravar um CD solo. Está presente no site de poesias Recanto das Letras, e também escreve poesias para o jornal Mundo Jovem. Enquanto ela viver, deixará que a poesia a motive pelos dias que lhe restam...
  87. 87. 87 Bodas de cedro (acróstico) B em sei que o Senhor tem-nos guardado, O s segredos seus – tem-nos revelado. D a aurora até o crepúsculo, A sua misericórdia tem nos alcançado! S e nas vagas há saídas a nós reservadas, D a sua mão não nos apartamos nunca. E le vela com fidelidade, C arinho, proteção tem nos guiado! E manam de sua presença - alegrias, D o rio da vida promana nossa paz, e salvação. R aiando no horizonte prometido, O céu, se de mãos dadas sempre estivermos!
  88. 88. 88 Bodas de aventurina Então dum sofrido cedro, e vitorioso, Eles partem para caçar as especialidades do verde. Garimpam na oração, o brilho dos dias, E acham a esperança nos joelhos... Calejados de tanto clamor, avistam tesouros, Um brilho nos olhos, diferente... Os chama ao jardim... São os dias azuis que voltam Numa nuance esperançosa! Mas ainda há tanto que caçar: - Verdes tons, frescor que dá o brilho nos pequenos gestos, Que festejam o caminhar dos dois... E surge nas cavernas, e descidas acentuadas, o brilho da aventurina, Olham-na e despertam para mais um ano de garimpar... - São as bodas de aventurina que se aproximam!
  89. 89. 89 Cantos de alegria Há cantos de alegria, Que esperançam corações no Quilombo... Vergonhosas tramas sobre corpos Como se fossem comércio apenas, Sem Deus, sem nome... Mas cantos primaveris ouvia este povo, Saiu dum coração bondoso, Lei Áurea a dinamitar... Salve o negro, povo lindo, que viera esta terra honrar. Princesa Isabel, deixara Este edito pra os dar, Liberdade toda - a glória, Que merece este povo, alegrias sem par!
  90. 90. 90 Ano novo O ano novo povoa em mim tanta esperança, E o Senhor manda-me tirar a ruim lembrança... Servi-lo-ei, de coração e alma mansa. Ele me conhece, por isto me silencio! Meu coração é novo, todo dia, Pois lindos arrebóis Ele logo vem me dar. E suas palavras me trazem alegria, E a cada dissabor, sabe me consolar. Rompe a aurora, e cercada de meus entes A presença do meu Rei, sinto, celeste... Pois Ele é sempre meu abrigo, minha sombra e o meu sol... Em qualquer ano, mas especialmente neste, Me mostrou sua graça - sua âncora - mão que me salvou!
  91. 91. 91 Oxigênio Oito elétrons X-tudo, elemento da vida Incolor Gás Elemento químico do grupo dos calcogênios No verde presente, resultado da fotossíntese Inodoro O (é o seu símbolo químico)
  92. 92. 92 O mar A sinfonia do mar num dia calmo, Traz prenúncios do céu azul - feliz repouso. Na tarde langorosa - ainda morna, Deixa-me assim tão bonançosa a alma! E ri se o vento, que no verão traz tanto alento, Despe-se de seu cenário - sonolento, cochila, Cai a noite, soturna, nenhum vento, E o verão gotas cristalinas - destila! E o gigante calmo agora, recebe do céu presente, E tudo vai ficando fresco - despede-se o dia, E a agonia passa - brisas de verão - acortinam a praia, Dorme, dorme querido amigo, que nos dias quentes, É feliz abrigo ao viandante - que um amigo procura, E eu... viajo em ti - quando te contemplo!
  93. 93. 93 Teci assim meu viver Retalhos de alegria guardei, Sonhos, reais, costurei... Surgiram buquês de realizações, Mas dependeram muito de minhas ações! Num linho puro, minhas vestes, Com bordados de humildade, enfeitei. Lágrimas em rococó, virente cipreste, Mananciais de alento ganhei, Tudo - dádivas boas de meu REI! Teci assim meu viver, Apresentei o trabalho ao jardineiro. Ele me disse com doce olhar: - Continua neste caminhar!
  94. 94. 94 Ainda há fartura Ainda há fartura em teu celeiro, Lembras, quando te pões em oração quase noites inteiras? O anjo vem, recolhe tuas lágrimas, e as guarda no odre, E Deus, deixando no memorial, procurando quem o adore, Envia suas bênçãos, e transbordam as eiras! Ainda há fartura em teu celeiro, O amor pode isto te dizer: - Nunca negaste comida, nem água ao necessitado, E visitaste quem precisava de uma palavra pra sobreviver! Ainda há fartura em teu celeiro, Trabalhaste o ano inteiro. Saúde Deus te dará, pra continuares, Te consolará de todos os pesares, Pois é teu melhor companheiro. Caminha com esta provisão, Mas continue a trabalhar. Na seara do Senhor, sempre haverá lugar, Para quem está disposto ao seu próximo amar!
  95. 95. 95 Primavera A primavera nasce, nasce tão lindamente, Hortências no meu quintal dão o brado da chegada! São tantas flores que em pendões me saúdam, E eu extasiada, já estou enamorada! Chegam, engalanam minha casa, Casais nos campos em doce flerte, Também recebem a primavera, Sentidos de euforia - dão-lhes asas! É primavera a estação primeva Que mudou a história, Pois o menino Deus veio trazer mais sentido, Sim - foi na primavera, que Ele nasceu!
  96. 96. 96 Somente assim viver! Meu pai, me ensinou - santa grei, Adorar a ti meu Senhor. Pois me fizeste serva e te amarei, Nesta senda linda – a do AMOR! Se eu não der minha rendição, Onde estará meu prazer? Na minha vida aprendi tantas lições, Cantarei a ti Senhor – somente assim viver! Seja na dor ou alegria, É tudo que quero fazer... Meu Rei de noite ou de dia, Contemplando a lua ou o sol, Na manhã, – não posso me entristecer, Pois no crepúsculo, me revelas todo este AMOR!
  97. 97. 97 Rosa Leme Rosa Oliveira da Silva Leme nasceu em 30 de maio de 1965 em Conselheiro Mairinck, Paraná. Descendente de migrantes mineiros. Graduada bacharel em Teologia, é professora de educação infantil, faz parte do ministério da Igreja do Evangelho Quadrangular atuando como pastora aspirante, auxiliar de tempo integral. Casada com Valdecir Leme com quem tem dois filhos, Admilson Leme e Andressa Leme. Em 2005 deu sua arrancada poética, fazendo mensagens poéticas para a igreja, de onde resultou o livro 'Deus é Fiel!' lançado em 2005. Seu segundo livro, 'Decolando nas Asas do Vento' foi lançado em 2007. ‘Uma Rosa Para Você’ é lançado em março de 2012, seguido por ‘Rosa de Sarom’ lançado em julho de 2014. Seus livros foram lançados com o incentivo de amigos e da sua família. Em 2009, Rosa foi contemplada com o seu conto O Maestro Noturno, em um evento realizado pela a Fundação Cultural de Curitiba com análise e criação literária. O jornal foi lançado em 29 de março de 2010 no aniversário da cidade de Curitiba. Participação no livro “Livro Carne” 2014 com fotografia e texto. Livro produzido no processo da oficina excrita: fluxo e montagem, mediada por Ricardo Corona. Rosa é associada dos Poetas Del Mundo, movimento mundial. Rosa participa também de oficinas de literatura da Fundação Cultural de Curitiba, escreve poesias em datas comemorativas para a comunidade e em sites de relacionamento na internet. Participa em De Sarau, ação cultural itinerante onde a arte popular curitibana encontra espaço em bairros da cidade. Participa do projeto no teatro Tuc, Cutucando a Inspiração com poesia e performance, e é ainda uma das integrantes do grupo das Meninas que Escrevem em Curitiba. A autora mantém o blog Poesias de Rosa Leme - http://poesiasderosaleme.blogspot.com.br/
  98. 98. 98 SER MÃE: É sentir o coração queimando como fogo. É cuidar, zelar, se preocupar por outra vida. É sentir a dor, a ferida que está no filho. Ser mãe: É contentar– se, estando triste. É sorrir com dor. “É também contentar-se de contente.” É sentir a dor, que fere sem doença, sem ferida. Ser mãe: É aceitar o desafio de dar a vida. É andar só em meio a multidão, esperando o retorno do filho, ou a vinda do filho querido. Ser mãe: É cuidar de outra vida e se descuidar, É passar a noite em claro. É ser sentinela, atalaia. É deixar o amor se esparramar. Ser mãe: É presenciar o nascer do sol, o seu clarear. É desfrutar da luz clareando o dia. É ver o dia ir embora e ver a noite chegar. É deixar o amor como vertente transbordar. Ser mãe: É ver o véu da noite descer e saber que na madrugada o berço vai embalar. É outro ser aconchegar, e sentir frio no aconchego do lar. Ser mãe: É estar presa a um coração por toda sua existência. É ganhar um presente, é dar e receber. É aprender, ser persistente, ensinar e ter paciência. É um elo, uma aliança que estará sempre na sua consciência.
  99. 99. 99 Ser mãe: É contentar-se com o presente, emocionar. É se alegrar, chorar, amar... Sem explicar, ser mãe é ser feliz. Ser mãe: É ser abençoada, privilegiada, agradecida por ser agraciada, a escolhida. Deus a escolheu para conceber, conceder a vida.
  100. 100. 100 Ruas de Ouro Ruas de ouro Iguais não existem aqui Como existem lá. Os anjos cantam E aos ouvintes encantam Cidade Santa Onde Seus muros São de puro jaspe. Eu vou passear Nas ruas de Ouro e cristal. Neste dia em paz com os anjos Vou aplaudir com alegria Uma grande multidão Que vem cantando alegre Por terem vencido a tribulação. Quero lavar meu rosto No rio da vida. Quero me iluminar com a força Dos raios da sua luz. Quero nadar no rio Cujas margens juncadas são De rosas e lírios. Quero passear no belo jardim Cuidado pelo jardineiro Chamado Jesus.
  101. 101. 101 Deixe fluir Deixe fluir esta beleza Que há dentro de você. A ira e o ódio Deixam a mente negra E a retina turva. O semblante fica tenso. O antídoto contra a ira É a alegria. O sorriso espanta o ódio. Demonstre a sua simpatia. Dentro de você há uma fonte Que jorra paz sem cessar. Há uma fonte jorrando ternura. Deixe fluir A harmonia que há dentro de você! Deixe fluir o amor. O ódio excita contendas; Mas o amor cobre todas as transgressões. (Provérbios 10:12).
  102. 102. 102 Nada me separa deste amor. Nada pode me assustar. Nem rosas, flores ou espinhos. Nem insultos, mentiras ou fofocas. Nem a partida e nem a chegada. Nem o plantar e nem o derribar. Nem os que ficam e nem os que vão. Nem a guerra e nem a morte. Nada me separa deste amor. Nada me separa de Jesus. Nem a tribulação ou a angústia. Nem a perseguição ou a fome ou a nudez. Nem o perigo. Nem a espada ou o rifle. Sou todos os dias como ovelha A caminho do matadouro. Mas eu não desisto desse amor. Nada me separa de Jesus. Nem a morte, nem a vida, nem os anjos. Nem os principados, Nem as potestades, nem o presente nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, Nem alguma outra criatura... Nada pode me separar do amor de Deus. Moro em terra estranha, Mas tenho um Deus que me ama.
  103. 103. 103 Esvaziar Esvaziei-me Das cargas pesadas, Das malas intrusas. Esvaziei-me Dos sonhos desfeitos, Dos sonhos fragmentados, Das esperanças quebradas. Esvaziei-me Dos desesperos, camuflados, Dos desejos reprimidos, Dos sorrisos escondidos. Esvaziei-me Das saudades assassinas, Da fidelidade fingida, Das alegrias contidas. Súplicas ao meu Deus eu fiz. Ninguém pode me parar. Agora sou livre! Sem parar... Eu vou voar... Para sempre vou amar.
  104. 104. 104 Cruz Todo mundo Tem a sua cruz. Já fiz a escalada Da montanha da vida removendo pedras E plantando flores. Cruz; Todo mundo Tem a sua cruz. Cruz. Todo mundo Tem a sua cruz. Cruz: Todo mundo Tem a sua cruz. A vida me ensinou que cruz pesada, Pés feridos não são motivo para desistir E deixar de amar.
  105. 105. 105 Mistério conflitante Como uma semente Do nada A gente nasce, A gente cresce. Qualquer, sem exceção Um dia mente. E sem querer a gente Simplesmente consente. A gente seduz, perverte, aspira, Respira e conspira. A gente às vezes parece demente! A gente mente, torce, distorce. Constrói, mói e destrói. Por mais que a gente seja eloquente, Por mais que a gente apareça, Um dia a gente desaparece! Que mistério conflitante É este da gente ser gente! Será? Somos simplesmente gente? Mas quem aceita beber Da fonte divina Após a morte vive eternamente...
  106. 106. 106 Fardo Manda embora a depressão. Idade não é fardo. Maturidade é potencial. A melhor idade É motivo De alegria, e orgulho. Os cabelos neves prateadas Simbolizam uma coroa De honra obtida Por uma vida justa. O justo florescerá Como a palmeira, Crescerá como o cedro do Líbano; Plantados na seara divina, Ainda darão frutos, Serão vistosos, e florescerão. (Salmo 92:12-14)
  107. 107. 107 Jesus é o Capitão O lar é o porto seguro Da família. O leme é Jesus Cristo Quem guia. O barco é o diálogo e a união O combustível é a oração A sabedoria soma com a paciência, É a coragem para os servos Passarem pelas provações. Aprendi sempre que saudações Trazem emoções. Uma palavra amiga Dilata o amor nos corações. Com Jesus no barco A paz toma conta da tripulação Em paz a longa viagem será sempre serena Tanto faz o destino Se é para o sul ou para o norte. Jesus é o capitão Tranquilos todos vão... Em paz eu simplesmente voo... Meditação: "Com a ajuda de Deus realizaremos grandes feitos." (1 Cor 4:20)
  108. 108. 108 Doce Som Voz leve, mansa. Sua voz é amor, O som. Ser mãe é um Dom! Sua voz, Sua voz é o canto em verso É a rima em prosa... Sua voz transmite amor, Sua voz é leve como o toque Da fina neblina nas pétalas da flor... Como sua voz é formosa! Sua voz é suave, cheirosa Como o desabrochar de uma rosa. Sua voz, É como o grito sem eco, Como a essência do silêncio... Como a meiguice da paz. Sua voz, Sua voz é deleite... É como o sussurrar lento E suave do vento... Sua voz é divina! Cheia de graça... Sua calma traz sossego Traz paz na minha alma. (Provérbios 31:29) Muitas filhas têm procedido virtuosamente, Mas tu és, de todas, a mais excelente!
  109. 109. 109 Baixe outras antologias poéticas: ÁGUAS VIVAS Volume 1. Uma antologia reunindo textos de 10 poetas evangélicos contemporâneos, apresentando autores relativamente pouco conhecidos ao lado de outros já consagrados, como o Pr. Israel Belo de Azevedo, Pr. Josué Ebenézer e o Prof. Noélio Duarte, membros Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), e o bardo português João Tomaz Parreira, entre outros. Para baixar, Clique Aqui. Para ler online, Clique Aqui.
  110. 110. 110 ÁGUAS VIVAS Volume 2. O segundo volume da antologia Águas Vivas, desta vez reunindo textos de sete poetas evangélicos contemporâneos, sendo quatro brasileiros e três lusitanos. Um rico manancial e panorama da poesia cristã produzida atualmente em nossa língua portuguesa. Para baixar, Clique Aqui. Para ler online, Clique Aqui.
  111. 111. 111 ÁGUAS VIVAS Volume 3 - O Projeto Águas Vivas teve início em 2009. Ele nasceu com a ideia de divulgar a boa produção de poetas evangélicos contemporâneos, do Brasil e de Portugal, estreitando os laços entre autores e leitores, através da democratização do conhecimento que o livro eletrônico e gratuito proporciona. E ainda incentivar a produção, a um tempo insuflando conteúdo e ampliando o espaço de publicação, tão escasso na seara literária evangélica, notadamente em sua vertente dedicada à ars poetica. E agora em 2013, dando voz e continuidade à doce fruição de águas vivas que é a poesia, chegamos ao terceiro volume desta antologia. Reunimos aqui a literatura de oito autores: os brasileiros Francisco Carlos Machado, George Gonsalves, Heloísa Zachello, John Lennon da Silva, Julia Lemos, Silvino Netto e Sol Andreazza, e o lusitano Manuel Adriano Rodrigues. Para leitura online ou download no site Scribd, CLIQUE AQUI. Para download pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
  112. 112. 112 ANTOLOGIA DE POESIA MISSIONÁRIA Volume 1. Antologia reunindo dezenas de poemas de, sobre e para Missões, escritos por mais de 15 poetas cristãos das mais diversas denominações. O livro conta ainda com um Apêndice reunindo uma grande seleção de Frases sobre Missões e Evangelismo. Para baixar, Clique Aqui. Para ler online, Clique Aqui.
  113. 113. 113 Antologia de Poesia Missionária Volume 2 - Depois do primeiro volume desta antologia (2010), trazemos agora este novo volume, reunindo as obras de alguns de nossos maiores poetas evangélicos, como Myrtes Mathias (1933 – 1996) e Mário Barreto França (1909 – 1983), ao lado de novas e pulsantes vozes. Esta antologia cumpre um duplo papel. Podemos dizer que ela é um devocional e uma ferramenta. Devocional em seu objetivo de despertar, reforçar ou reavivar no indivíduo e na igreja o amor e o ardor missionários, sem os quais ambos, o indivíduo e a coletividade de indivíduos comungantes, não são igreja. E também uma ferramenta, por seu conteúdo útil para promotores de Missões, missionários, pregadores, escritores... Mesmo que particularmente você não aprecie poesia, lembre-se que esta é uma antologia também de frases. São 28 páginas de citações de teólogos, missiólogos, missionários e outros servos de Cristo cuja opinião e conhecimento são dignos de nota – autores do Brasil e do mundo, de ontem e de hoje. Para ler o livro online, ou baixá-lo pelo site Scribd, CLIQUE AQUI. Para baixar o livro pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
  114. 114. 114 A Poesia do Natal - Antologia - Poetas Evangélicos de ontem e de hoje escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo. É com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos. Nas 213 páginas deste e-book estão presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos. Para baixar, Clique Aqui. Para ler online, Clique Aqui.
  115. 115. 115 Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa. Antologia reunindo poemas de caráter genuinamente cristão de grandes nomes da literatura lusófona, desde Camões até os dias atuais, passando por escritores e poetas como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Alexandre Herculano e muitos e muitos outros. Poemas de mais de 80 autores, dentre brasileiros, portugueses e africanos. Para baixar, Clique Aqui. Para ler online, Clique Aqui.
  116. 116. 116 Breve Antologia da Poesia Cristã Universal - As 235 páginas deste livro congregam textos de 110 autores, nomes capitais de suas literaturas nacionais. Pode-se dizer, grosso modo, que este livro inicia-se em Aurélio Prudêncio, primeiro grande poeta da cristandade, indo até Ernesto Cardenal, talvez o mais importante poeta vivo da Latinoamérica. Os textos avançam desde os primórdios da poesia cristã latina, passando por versos de pais da igreja, das três maiores epopeias cristãs (A Divina Comédia, a Jerusalém Libertada e o Paraíso Perdido), e indo a períodos em que a poesia do cristianismo atingiu alguns de seus ápices, como por exemplo durante o Siglo de Oro espanhol, com os metafísicos ingleses, e na poesia cristã francesa do século XX. Para baixar o livro, CLIQUE AQUI. Para ler o livro online, CLIQUE AQUI.
  117. 117. 117 Teatro Missionário – Peças teatrais e jograis sobre Missões e Evangelização para igrejas evangélicas - Um novo recurso está disponível para as igrejas e grupos teatrais evangélicos: é o livro Teatro Missionário – Peças teatrais e jograis sobre Missões e Evangelização para igrejas evangélicas. Com 246 páginas e mais de 50 textos, o livro é uma antologia de peças e jograis evangélicos versando somente sobre os temas de Missões e Evangelização. Organizado por Sammis Reachers e Vilma Aparecida de Oliveira Pires, o objetivo do livro é suprir uma lacuna e servir aos esforços de avivamento e promoção missionária de todas as igrejas evangélicas do Brasil e de outros países lusófonos, pois trata-se de um livro gratuito. Isso mesmo, você pode baixar gratuitamente o livro, ou até mesmo fazer a leitura online. Para baixar o livro no site 4Shared (em formato PDF),CLIQUE AQUI. Para baixar o livro no site 4Shared (em formato Word), CLIQUE AQUI. Para leitura online ou download pelo site Scribd, CLIQUE AQUI. Mais livros de poesia e outros recursos gratuitos você pode encontrar na Biblioteca de Poesia Evangélica, AQUI.

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