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1
2
Antologia de Poesia
Missionária
Volume 3
Uma seleção de Poemas e Frases
Para inspirar a Igreja em sua Missão
LIVRO GRATUITO
Não pode ser vendido
Organização e edição:
Sammis Reachers
São Gonçalo
2017
3
Em comemoração aos 500 anos
da Reforma Protestante
1517 – 2017
4
ÍNDICE
Apresentação ............................................................................................................... 08
Charles Studd
Antegosto ......................................................................................................................... 10
Sem Justificativas ......................................................................................................... 13
Jesus Somente ................................................................................................................ 16
O Deleite do Cristão, na Terra e nos Céus .......................................................... 21
Só uma vida, que logo vai passar, só o que for pra Cristo irá ficar ......... 26
Mário Barreto França
A Heroína de Craonópolis ........................................................................................ 28
O Brasil para Cristo ..................................................................................................... 34
Prêmio Glorioso ............................................................................................................ 36
Sarah Judson
Cristãos, Venham Ajudar-nos! ................................................................................ 37
Sady Machado
Dedicação... ..................................................................................................................... 39
“Dai-lhes vós de comer...” ......................................................................................... 41
Inteiramente... ............................................................................................................... 43
Myrtes Mathias
O Exemplo de Pedrinho ............................................................................................. 45
Os que ficam ................................................................................................................... 49
Flor de Cacto .................................................................................................................. 51
José Britto Barros
Salvemos o Brasil ......................................................................................................... 52
Missões ............................................................................................................................. 54
Desperta, Nelson! ......................................................................................................... 57
Meditação Missionária ............................................................................................... 60
Meu Brasil, para Jesus ................................................................................................ 62
"Dize que marchem!" .................................................................................................. 65
"Rogai ao Senhor"... .................................................................................................... 70
Vozes do Além ............................................................................................................... 72
Oração Missionária ...................................................................................................... 75
Celso Diniz
Não Vês? ........................................................................................................................... 77
Quem há de ir por nós? .............................................................................................. 78
Seremos Santos ............................................................................................................. 79
Thiago Rocha
Fatal Negligência .......................................................................................................... 80
Jonathas Braga
A oração do servo ......................................................................................................... 81
O cântico da minha esperança ................................................................................ 82
5
Zenas de Resende Vieira
Consagremo-nos a Cristo .......................................................................................... 84
Salvo para Servir .......................................................................................................... 85
Os campos em espigas ............................................................................................... 86
Eis, ó crente, o teu dever ........................................................................................... 87
Livres por Cristo ........................................................................................................... 88
Em busca da consagração ......................................................................................... 90
Proclamemos a Jesus .................................................................................................. 91
Cristo, causa da salvação ........................................................................................... 92
Ide e pregai ..................................................................................................................... 93
Renata Bianca Rodrigues
Ribeirinho ........................................................................................................................ 94
David Gomes
Quem é Ele? .................................................................................................................... 96
Lindolfo Weingärtner
Prece por Mensageiros .............................................................................................. 98
Convertidos do mundo – Convertidos para o mundo .................................. 99
Josué Ebenézer
(Quase) um rondó do discipulado ...................................................................... 101
Revisitas à grande comissão ................................................................................. 102
Não me perguntem ................................................................................................... 106
A missão do discípulo .............................................................................................. 108
Discipuladoramente ................................................................................................. 109
Carrego comigo neste andar… ............................................................................ 110
Terras férteis ............................................................................................................... 111
O discipulado não realizado .................................................................................. 112
As emoções ................................................................................................................... 113
Charles Greenaway
Se Eu Desistir .............................................................................................................. 115
Johnson Gnanabaranam
Testemunho e serviço ............................................................................................. 116
Paul David Tripp
Odeio esperar .............................................................................................................. 117
Luis M. Ortiz
A colheita é muita ...................................................................................................... 120
Porque tão poucos os obreiros? .......................................................................... 121
Avante semeador! ..................................................................................................... 122
Apressa-te a lutar ...................................................................................................... 123
Glória de ser Missionário ....................................................................................... 124
William Vicente Borges
Eu Escolhi Seguir o Chamado ............................................................................... 125
6
Júnior Fernandes
Testamento .................................................................................................................. 126
Alysson Alves
O Homem que Contou Meus Cabelos ................................................................ 127
Jairo de Oliveira
Os que ainda não ouviram ..................................................................................... 129
Régia Viviane Veiga
Leva-me já, ó Senhor! .............................................................................................. 130
Newton Messias
Pescar, semear ............................................................................................................ 131
E. E. Hulbert
A oração do missionário ......................................................................................... 132
Samuel Pinheiro
- IDE ................................................................................................................................. 133
Karla Fernandes
ABA .................................................................................................................................. 134
José Aguiar
João 3.16 ........................................................................................................................ 135
Luís Guerreiro
Beber do Evangelho ................................................................................................. 136
Voz de Encorajamento ............................................................................................ 137
Rany Almeida
Pés que anunciam... Até que Ele venha ............................................................ 138
Alcina Soares da Silva
Por que Missões?! ...................................................................................................... 139
José Carlos Farias Ferreira
Eis-me aqui ................................................................................................................... 142
Roberto Celestino
A Parábola do Semeador ........................................................................................ 143
Eu amo o Brasil ........................................................................................................... 145
É tempo de avançar .................................................................................................. 146
E como ouvirão? ......................................................................................................... 147
Sonia Lodiferle
O Semeador .................................................................................................................. 148
Árvore Infrutífera ...................................................................................................... 149
José Ribamar
A Chamada de Pedro e André .............................................................................. 150
7
Edna das Dores de Oliveira Coimbra
Missionários de Cristo ............................................................................................. 152
O Pão da Vida .............................................................................................................. 153
Amena Brown
Poema da Missão ....................................................................................................... 154
Frances Havergal
Consagração ................................................................................................................. 156
Sammis Reachers
Emissário ...................................................................................................................... 157
Ao Deus dos Missionários ...................................................................................... 158
Carta aos Missionários ............................................................................................ 159
Autores Desconhecidos
Acalme meu passo, Senhor! .................................................................................. 160
Semeador ...................................................................................................................... 162
Nós nos comprometemos... .................................................................................. 164
Pentecostes .................................................................................................................. 165
Não calarei .................................................................................................................... 166
Sua vida é Jesus para alguém ............................................................................... 167
FRASES
Missionais ...................................................................................................................... 168
Motivacionais ............................................................................................................... 213
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 217
ORGANIZADOR ......................................................................................................... 219
8
Apresentação
“A poesia é o idioma mais destilado e mais poderoso”, asseverou a
poeta americana Rita Dove, ciente de que a poesia é a melhor maneira
de comunicar, e comunicar com grandeza, a verdade. E isto é o que
uma heterogênea coletividade de poetas cristãos faz, com rara
felicidade, nas linhas aqui coligidas: empregam sua lírica para versejar
sobre a mais sublime das tarefas dada a um homem – comunicar a
tempo e fora de tempo a Verdade, a Boa-nova de Cristo, e Seu poema
escrito em sangue naquele rude madeiro. Sim, trabalhar em Deus e por
Deus para a obra de salvação dos demais: sobre tal tarefa e sobre
aqueles que a executam se desenvolvem estes versos.
A produção de grandes poetas de saudosa memória como Mário
Barreto França, Mirthes Matias, Jonathas Braga e Celso Diniz une-se à
de poetas de agora, colaboradores que gentilmente enviaram seus
textos para esta seleta. Além de autores pátrios, contamos com textos
de autores de todo o mundo, alguns traduzidos especialmente para
esta obra, caso, dentre outros, dos poemas do exemplar missionário e
verdadeiro herói da fé dos tempos modernos, Charles Studd; de Sarah
Judson, segunda esposa do insigne Adoniran Judson, e do pastor e
grande promotor missionário porto-riquenho Luis M. Ortiz. E ainda
coligimos textos anônimos, alguns cujo conteúdo adaptamos para
vestir-lhes de conotação missionária.
Mas esta é também uma seleta de frases. Sim, muitas: são 48
páginas de frases sobre a missão da igreja, colhidas em livros, revistas,
artigos e ainda por nós traduzidas diretamente do inglês e do espanhol.
E ao lado dessas frases escritas ou proferidas eminentemente em
contexto eclesiástico/missiológico, por aqueles que promovem,
sustentam, pensam e fazem a Missão, reunimos também frases
motivacionais de origem diversa, tudo isso com o objetivo de
ferramentar a igreja para o cumprimento de sua razão de ser terrena, a
qual seja, proclamar a cada povo, língua e nação a boa nova de Cristo.
Assim, após diligente esforço apresentamos aos leitores esta
seleta, neste algo inusitado formato de almanaque literário, já
consagrado no primeiro1 e no segundo2 volumes desta iniciativa, e cujo
motivo de ser e conteúdos visam acima de tudo a despertar e avivar o
ímpeto missionário de cada cristão e igreja ao seu alcance.
Compartilhe esta obra e seus textos das formas que lhe parecerem
oportunas, pois os campos branquejam e os segadores permanecem
1
Primeiro volume publicado em 2010. CLIQUE AQUI para realizar o download gratuito.
2
Segundo volume publicado em 2013. CLIQUE AQUI para realizar o download gratuito.
9
ainda poucos em face da gigantesca seara, cujos meandros de mais
difícil e inseguro acesso esperam a manifestação dos filhos de Deus.
Não temos opção outra senão avançar, até que Ele venha! Maranata!
Sammis Reachers, editor
10
Antegosto3
Charles T. Studd
Tradução de Cesare Turazzi
Quero ser como Jesus,
Ele que do Trono veio a descer
E por pecadores dignos do inferno
Viver, servir e morrer.
Deixando toda Sua glória,
Seu poder deixou de lado;
Seu prato de entrada: ah!, uma manjedoura!
Seu prato principal: crucificado!
Nós, tolos, O rejeitamos
E deixamo-lO,
O único verdadeiro Vitorioso
Que já viu esse mundo de pó.
Por homens, desprezado, rejeitado;
Por demônios, divinizado;
Por amigos, negado, abandonado;
Por anjos, glorificado.
Viverei e morrerei por Jesus,
Batalhando pelo que é direito,
Proclamando a salvação de Cristo
Aos pecadores à esquerda, à direita.
Não serei uma boneca de porcelana,
Vivendo no conforto do lar;
Mas serei um soldado cristão!
Que com Cristo ama andar.
Não me esgueirarei!
Tais palavras reverberam:
“E os seus compatriotas irão
à guerra enquanto vocês aqui ficam?”.
3
N. do T.: Por escolha do editor, dado o intuito-alvo da publicação, os poemas de C. T. Studd aqui
publicados foram traduzidos livremente, sem escansão/metrificação.
11
Antes um incrédulo,
Jamais confessando Seu Nome,
Do que, confessando-O,
Alguém que da batalha some.
Se pregasse e ensinasse
As bênçãos que podemos receber,
Eu não encalharia em Bretanha
Para mero falar e escrever.
Não diria aos demais: “Vão,
Os lobos requerem atenção;
Quanto a mim, agradarei as ovelhinhas
Que frequentam nossas assembleias.”
Eu não teria coragem de criticar
Os guerreiros em epopeia,
Se coragem não tivesse de
Deixar a barra de saia da Sra. Europeia.
Eu não seria um falastrão,
Com substantivos, verbos,
Frases e versos polidos,
Palavras tantas em aliteração.
Tais podem agradar senhoras,
E de ambos os sexos servos;
Um soldado, porém, elas nauseiam,
Irritam e dão nos nervos.
O coração dum soldado é simples,
E veraz, e bravo, e forte;
Não é dado aos sentimentos
Sensíveis de um mote.
As obras de um soldado
São forjadas em obras de ouro,
Ele não cultiva flores,
Ele reputa meras palavras por coisa de tolo.
Suas palavras, poucas e simples:
Ditas num supetão,
12
Chegam a soar como trovão,
Como que um raio do céu, um clarão!
Seus comandos são frios,
E concisos, e sonoros, e ásperos,
Mas movem sua artilharia,
Soldados a cem, a mil!
Seus homens estão fatalmente certos
De que, enviados à batalha,
O comandante não ficará em Bretanha
Com medo do calor da fornalha.
O “vá” do capitão significa “vamos!”,
Ele luta à frente de seus homens;
Nenhum prazer, riqueza mundanos
Seriam motivo para abandoná-los.
Assim Jesus guia o caminho
E protege-nos a retaguarda;
Ele permanece no pior da batalha,
E salva, e socorre, e exorta.
Hei de dar tudo por Jesus,
Como o valente Epafrodito,
Que arriscou a vida por Paulo,
O príncipe do exército de Cristo.
Como melhor viver, sendo Seu,
Do que dando tudo por Cristo,
Que viveu e morreu por pecadores,
Que dos céus desceu?
Viverei e morrerei por Jesus,
Guerreando pela reta justiça;
Proclamarei a salvação de Cristo
A pecadores, noite e dia.
13
Sem Justificativas
Charles T. Studd
Tradução de Cesare Turazzi
Nosso Salvador ordena:
Crendo em nossos corações,
Que preguemos a Salvação
Por toda a terra, a todas as nações.
O mundo está escancarado,
As terras já foram exploradas;
As dores e carências dos ímpios
Pelo Senhor só podem ser saradas.
Nunca tivemos tantos cristãos,
Nunca foram tão ricos e intelectuais;
Nunca se profissionalizaram tanto.
Por que desejamos o mundo mais e mais?
Engordamos de banha feito Jesurum?
Nosso fígado, ou cabeça, inchou?
Tornamos-nos paralíticos?
Ou surdos ao chamado que Cristo nos legou?
Quando navegar seria tão fácil?
De mar a ultramar, entroniza-se paz, paz;
Viajar nunca foi tão simples,
“Vaza-nos”, hoje, impetuosidade assaz.
Como fitaremos nosso Salvador
Quando, em glória, dos céus retornar
E perceber que, negligentes, deixamos
De mesmo sequer a uma tribo pregar?
Se os soldados ou marinheiros de Jorge V.
Fossem comandados a terra subjugar,
Jamais ousariam pestanejar e, furiosos,
Depressa a ordem viriam a abraçar.
Por que os soldados de Jesus
Tardam a obedecer a Sua voz, por sua vez?
14
Depressa! Mãos à obra, rememos.
Precisamos de nada senão fé e intrepidez.
Vamos! Cessemos falatórios vãos sobre tradição,
Os quais invalidam a Santa Palavra do Senhor,
Afoguemos toda nossa pretensão anticristã
No inferno, e preguemos, aqui e no exterior.
Recusemos viver no prazer egoísta,
No acúmulo de bens;
Lutemos ou até morramos para libertar
Os povos para além do mar.
Destruamos nossas barreiras egoístas
E não nos conformemos com a derrota;
Devemos almejar intensas conquistas,
Senão perderemos como sempre.
Cristo foi um bravo guerreiro,
Também foram Paulo e Pedro;
Eles avançaram com tamanho ímpeto
Que o diabo mal aguentava de medo.
Eram dias áureos, não davam lugar ao egoísmo;
Afinal, eles guardavam a retaguarda companheira,
E venciam batalhas impossíveis,
Deixando o diabo sem eira nem beira.
Todo soldado corria visando vitória,
Ninguém engatinhava choramingando;
“O quê?! Parem prum cafezinho”, esse é o falatório
– “Vamos brincar um pouco de ciranda cirandando”.
Eles não vestiam coletes à prova de balas,
Cada um era sem medo e destemido;
Não ansiavam pelo fim do expediente
‘Té que o vencer estivesse garantido.
Se lutássemos assim,
A vitória já não nos teria chegado?
Mas é claro que sim e, assim sendo,
Qualquer pormenor a menos é pecado.
15
Cristo certamente iria conosco;
Cristo por nós velaria;
Cristo não nos deixaria vacilar
‘Té que não houvesse mais ceifar.
Resolvamos duma vez por todas:
Terminemos nosso trabalho ou morramos;
Poderemos o mundo evangelizar,
Se formos homens o suficiente para tentar.
16
Jesus Somente
Charles T. Studd
Tradução de Cesare Turazzi
Sim, eu viverei por Jesus,
Deitarei o mundo fora;
Sim, eu darei a Jesus
Minha vida, tudo, será agora.
Aleluia!, a Ele me entreguei,
E agora oro, e rogo
Para que eu possa, sempre,
Dizer: “somente Teu serei”.
Sou tão e tanto pecador,
Sou um tolo constantemente;
Devo agarrar-me a Jesus
E ser Seu aluno incessante.
Meu coração se encanta,
Mas não sei como viver;
Pelo gozo de pertencer a Jesus
Quem me dera mais me ceder.
Talvez eu imite Levi,
Que serviu um jantar servil,
Ocasião para Jesus
Salvar outro ser vil.
Oh, não será extasiante
Jamais separar-se dEle,
Andar e falar com Jesus,
Todo confiado a Ele?
Jesus, amigo sem igual,
Tão doce, veraz, forte;
Não fosse Sua amizade
Estaria eu sem norte.
Não há ser na criação
Que O possa superar;
17
Quanto mais O conheço
Mais meu próximo hei de amar.
Ah!, a alegria de conhecer a Jesus,
Traz paz e serenidade e calma;
Por amor a Jesus,
Entrego minha vida, de corpo e alma.
Prefiro servi-Lo
Na terra sofrendo perdas,
A ter meu trono em altos céus,
Pois assim não haveria uma cruz.
Amo batalhar por Jesus,
Por Ele corro qualquer risco;
Estivesse o perigo fora de cogitação
Onde estaria a diversão?
Negligenciar o comando de Cristo
De batalhar em terras distantes:
Igualmente é não conhecer o prazer de Jesus
Ao sair em batalha por Ele.
Eu amei o que Cristo ordenou,
É tão singelo e simples;
Perguntas obscuras não perguntou,
Mas simplesmente “Amas-me?”.
Perguntou a Pedro,
Que três vezes O negou;
Depois o comissionou
A pregar o Sacrificado que ressuscitou.
O Evangelho de Cristo salva perfeitamente,
Só Seu Sangue o pecado expia;
O segredo para sair da iniquidade
É olhar, fixo!, para Cristo somente.
O segredo para o poder é simples:
Obedeça a Deus, não a homens;
18
Nada senão tolice seria
Adotar outros planos.
Cristo comissionou Seu Espírito
Para ser o Capitão de Seus santos;
Não preciso de outro guia
Senão Seu Espírito Santo.
Ele não tolerará competição,
Deus é um Deus de ardor;
Cristo venceu e me comprou e por mim velou,
Somente Ele é meu Senhor.
Andarei na bendita liberdade divinal
E O seguirei onde quer que for;
Confiarei em Sua Palavra e presença,
Lutarei sem medo ou temor.
Alguns cristãos me chamam de tolo
O mundo diz que estou “fardado” a morrer;
Esperemos um pouco
E vejamos o que Cristo tem a dizer.
“Ele não tinha habilidades,
Talvez seu falar fosse um breu;
Mas fez o que ordenei,
Ele entregou tudo a Deus.”
Gostaria de ouvir dEle tais palavras,
Embora seja um tanto improvável;
Mas não me importo com a opinião do povo,
Afinal não estou perguntando se sou ou não aprovável.
Alguns permanecem, por bons motivos, em casa,
Já outros ficam sem razão ou causa;
Mas o covarde é o pior tipo, que apunhala
Pelas costas quem foi à guerra.
Cristo foi beijado no jardim
Por um amigo íntimo;
19
Suponho que outros o imitarão
Até que este mundo chegue ao fim.
Alguns são comissionados
Pelo Próprio grande Médico,
Mas recorrem a mãos humanas,
Que os deixam num canto esquecidos.
Como se estas conhecessem melhor do que Ele!
Ou suas palavras fossem de maior valor!
Eles se esquecem de que Jesus
É o lugar mais seguro deste mundo, onde quer que for.
Alguns querem viver longamente,
Como se não pudessem morrer cedo;
Um dia com o Filho vale infinitamente mais
Do que um milhão na Terra ou na Lua.
Jesus é minha vida,
E a morte meu maior quinhão;
No Céu haverá prazer infindo,
Mas na terra a dor é nosso pão.
Se de fato crêssemos
Nas palavras de Jesus
Não temeríamos o futuro,
Pois Ele é Luz.
Quem conhece a Cristo como Professor
É um pessoa maravilhosamente tola;
Ela deixa esse paraíso terrestre
E “foge” logo para a escola!
Conheço pouco de mim mesmo,
Mas Jesus conhece tudo;
De alma exultante, canto e faço oração
Sob Suas asas, Sua proteção.
Maravilhoso é pertencer a Jesus,
Única vida que vale viver;
É gloriosamente divertido, é céu vívido
Quando por Ele só resta morrer.
20
Sem hesitação, avante!
Homens, suas espadas tomem!
Coração e vida a Jesus!
Abram as asas e voem!
Voem na salvação de Cristo
Até alguma nação pagã em trevas;
Não há motivo para pestanejar,
Jesus suas mãos irá segurar.
JESUS É NOSSA MENSAGEM!
JESUS É REI E SALVADOR!
JESUS É NOSSO ÚNICO CAPITÃO!
JESUS É TUDO, É ÚNICO SENHOR!
Avancem, homens em Bretanha,
Sejam bravos na Cruzada santa;
Avante! Tomemos posse
Das terras prometidas pelo Santo.
21
O Deleite do Cristão, na Terra e nos Céus
Charles T. Studd
Tradução de Cesare Turazzi
A ordem por Cristo dada é simples,
E deve ser obedecida;
“Pregai meu Evangelho
Por toda a terra”: Palavra dita e escrita.
Cristo não tem favoritos,
Ele viveu e morreu pela humanidade!
Todos devem conhecer Suas palavras
E ouvir Seu gracioso “Vinde”.
Intempéries encararei
Em terras desconhecidas,
Aonde ninguém jamais fora,
Pregarei Cristo a regiões sombrias.
Deixarei as noventa e nove
E buscarei pela uma que se perdeu;
Retorná-la-ei a Cristo,
Para que dEle ouça: “Você é meu”.
A jornada não será fácil,
A comida pode ter azedado,
O clima ser traiçoeiro,
Os homens uns endiabrados.
Mas e daí? Meu Jesus
Padeceu torturas e a cruz
Por mim, principal dos pecadores,
Para trazer-me à Luz.
Talvez morte e pobreza,
Ou pesar – ou dor – ou vergonha,
Mas e daí? Os mártires viveram
E sofreram sob a mesma sombra.
Não desejaria viver
Senão para lutar
22
Por Jesus Cristo e pecadores,
Sob sol, chuva, luar.
E nalguma batalha feroz,
Eu amaria morrer lutando,
Ver Jesus retornando
Para levar-me aos céus.
E andando nas ruas de ouro,
De vergonha corarei,
E meu rosto esconderei
Até que minha coroa caia.
Coroa que Jesus ganhou e deu
A Seu Filho indigno,
Que tão pouco fez, e fez mal,
Mesmo imitando o Emanuel.
Mas se ela não cair, lançá-la-ei
Aos pés de Jesus,
E correrei e buscarei o lugar
Mais humilde entre os Seus.
E provavelmente chorarei copiosamente
Até que Jesus venha e seque meus olhos,
Pois perceberei a profundidade
De Seu grande sacrifício.
E verei que não posso voltar
E mais uma chance eu ter
Para servi-Lo mais e melhor,
E por Ele sofrer e morrer.
Então exultarei em êxtase
Junto a todos os santos:
“Glória a Deus, o Pai,
Ao Filho e ao Espírito Santo”.
Também a alegria de encontrar
Amados que haviam partido,
E assistir aos demais
Chegando, com gozo exprimido.
23
Oh! Que intimidade
Na família de Deus;
Imagine poder perguntar
O que quiser aos Seus.
Quero ouvir de Jonas
Como foi dentro do peixe grande,
E o quanto João Batista debochou
Ao ver sua cabeça numa estante.
Como Daniel se sentiu
Ao entrar na cova dos leões;
O que Gideão pensou ao sair
Com senão trezentos homens.
O que Nabuco4 pensou quando
Viu os três quase gripados
Ao serem lançados à fornalha
Por não adorarem ouro forjado.
E o que sentiram quando souberam
Que haviam simplesmente
Caminhado ao lado de Jesus,
Que dos céus veio pelos Seus.
Vemos que Nabuco.
Foi pego de surpresa;
Atônito, aumentou o fogo
Para os três fazer de presa.
Precisamos duns homens feito
Sadraque, Mesaque e Abdnego
Para nos fazer uma visita,
E fazer a piedade vista.
Os três nos diriam que estamos atrasados,
E dementes, loucos até não poder mais ver,
Feito o pobre tio Nabuco. esteve
Antes de se arrepender.
4
N. do T.: O autor, no original, utiliza uma abreviação para o nome Nabucodonosor, “Nebby”.
24
Afinal, eis a estátua,
Que agora chega à cidade!
São tantos os devotos
A lhe prestar lealdade.
Ah, e o que Elias pensou no monte Carmelo
Ao enfrentar a poderosa multidão!
Eia!, como ele zombou dos baalins,
Debochando, chamando seu deus de fujão.
E o que os apóstolos sentiram e pensaram,
E o que disse a mulher
Quando, pasmados, viram Jesus Cristo
Ressurreto dos mortos, a viver.
Ah, as caretas cômicas dos
Magistrados filipenses
Quando tiveram de pedir perdão
A Paulo e prestar-lhe benesses.
Ah, os pensamentos de Simão
Quando teve as correntes soltas;
Os portões, sacudidos, foram abertos
Feito o rugido de um grande leão.
E por que a pobre Rode pensou
Que seria caçoada, embasbacada,
Por dizer a todos que Pedro estava
À porta, batendo sem parar? Que pena!
Que tal os rostos dos saduceus quando
Dos pescadores escutaram:
“Obedeceremos ao Senhor, não a homens!”.
Ah, seus olhos se reviraram!
Bom, eles sabiam que Pedro
Negara ao Senhor, por medo
De mulheres, mesmo ambas
Nenhuma arma portando.
Eles devem ter se sentido como se
Houvessem comido ovos podres;
25
As pernas bambearam, a boca amargou
Ao ouvirem aquilo de Simão, aquele que negou.
Ah, ao ouvirem Pedro, com olhares de horror!,
Pedindo aos soldados romanos:
“Por gentileza, crucifiquem-me,
Mas não como a meu Senhor!”.
Sim, e como a multidão olhou
João enquanto o óleo fervia,
Mas ele começou a cantar
E ao Senhor só agradecia.
Não haverá diversão no céu?
Ouso declarar a todos
Que jamais haverá tanto riso
Quanto no paraíso.
O prazer será infindo:
Teremos um lar nos altos céus,
A perfeita família do Pai celestial
E o amor dos Seus, em tudo ideal.
Serviremos, entusiasmados,
O Mestre perfeito, e cada servo
Cantará a Cristo Jesus:
“Mais trabalho, para mim e para os Seus!”.
Todo coração resplandecerá ao contemplar
O rosto de Jesus, nossa Salvação;
Cantaremos, sim, a maravilhosa História
Da incomparável graça do Pai, oh Salvação!
26
Só uma vida, que logo vai passar, só o que for pra Cristo irá ficar
Charles T. Studd
Traduzido e adaptado por Mario Persona
Um dia escutei duas linhas, nada mais,
Enquanto viajava ocupado numa vida falaz;
Aquilo, ao coração, trouxe certeza presente,
E nunca mais sairia do pensar de minha mente;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Uma vida só, isto mesmo, apenas só uma.
Cujas horas, fugazes, são como a bruma;
Então estarei com o Senhor no dia previsto,
Ali, em pé, diante do Tribunal de Cristo;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Só uma vida, ecoa uma voz no pensamento,
Rogando: "Escolha o melhor de cada momento";
Insistindo que eu deixe minhas metas egoístas,
E me apegue a Deus, em meus atos e m'ia vista.
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Só uma vida de anos breves na balança,
Cada um com fardos, temores e esperanças;
Todos com vasos que preciso encher,
Do que é de Cristo, ou com o meu querer;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Quando o mundo e miragens vierem me tentar,
E Satanás quiser de minha meta desviar;
Quando um ego inflado quiser tomar o meu ser,
Ajuda-me Senhor, a sempre alegre dizer:
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Dá-me, ó Pai, um só propósito eu ter,
Na alegria ou tristeza, a Tua Palavra viver;
27
Fiel e constante em qualquer tentação,
A Ti somente eu dedicar em missão;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Que Teu amor atice a chama de fervor,
E me leve a fugir deste mundo vil de dor;
Vivendo para Ti, e para Ti somente,
O teu ide seja minha meta frequente;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
Só uma vida eu tenho, sim, só uma, é verdade,
Pra poder dizer, 'Seja feita a Tua vontade';
E quando ouvir Teu chamado, finalmente,
Eu possa dizer que a vivi intensamente;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
. . .
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for pra Cristo irá ficar.
E se eu morrer, quão grande gozo terei ali,
Se minha chama de vida foi consumida só pra Ti.
"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei
tudo para a glória de Deus... remindo o tempo, porque os dias são maus."
1 Co 10:31; Ef 5:16
28
A Heroína de Craonópolis
Mário Barreto França
(Aos pioneiros das Missões Nacionais e à poetisa Stela Câmara Dubois,
em cuja biografia de Noeme Campêlo foram inspirados estes versos.)
I
Na taba dos Craôs. Um grande vozerio
Faz a tribo acordar no altivo desafio
Contra o branco invasor, que tanto os provocava
E em suas possessões, sem ordem, acampava...
Por que essa gente má não os deixa tranquilos
E vive, sem motivo algum, a persegui-los?
Pois que seja maldita a imposição cristã
Que tenta os afastar do grande deus Tupã!...
II
Sentindo o impulso de vingar as dores
Que suportaram seus antepassados
Dos brancos maus e vis perseguidores,
O chefe dos Craôs, em altos brados,
Apertando nas mãos o seu tacape,
Dirige-se aos guerreiros inflamados:
– “Que nenhum branco dessa vez escape
À justiça das nossas próprias mãos!
Que a pedra da vingança, inda hoje, tape
As covas rasas desses maus cristãos!” –
III
Mas eis que a voz dos espias
Alegres notícias nos traz:
“Eles falam nossa língua,
Esses brancos são de paz!”
E o velho cacique espelha
No rosto a felicidade
E diz: – “Eu irei falar-lhes
Na voz da fraternidade.”
29
Seguem, com ele, os guerreiros,
Com ele, também, irá
A sua filha querida,
Sua esbelta Penuá.
Na clareira ensolarada,
Sobre um tronco de palmeira,
Sentada estava uma jovem
De castanha cabeleira...
Tinha nas mãos uma Bíblia
E nos céus fitava o olhar,
Na mais sincera das preces:
– O sertão cristianizar.
Essa jovem dedicada
Era Noeme Campêlo
Que, pelo Brasil caboclo,
Trabalhava com desvelo.
E, ao contemplar a indiazinha
Com seu bonito cocar,
Na simpatia dos santos
Pôs-se com ela a falar:
– “Filha de bravos guerreiros
Por amor de vossa gente
Eu vos trago, de bem longe,
Este livro de presente.
Ó aceitai Jesus Cristo
Que por vós na cruz morreu...”
Mas... da mata veio um silvo,
E a índia pra lá correu.
IV
Quando Noeme ouviu Zacarias Campêlo
Certo dia fazer um comovente apelo
Em favor do sertão, dos índios brasileiros,
Escravizados ainda aos instintos guerreiros
E às vãs superstições que os tornavam ariscos,
E ouvindo-o descrever os perigos e os riscos,
30
Por que passa, na selva, o intrépido cristão
Que lhes queira levar a civilização,
Ela sentiu, nessa hora, a chamada divina
À causa das missões... Era inda tão menina!
Porém, na mais sincera e grata adoração,
A Deus ofereceu seu jovem coração...
E, naquele momento, as suas almas puras
Uniram-se no amor de duas criaturas,
Cujo único desejo e vontade febril
Era pregar Jesus aos índios do Brasil.
Em casa, ao confessar ao pai, o seu desejo,
Sua resolução, seu decidido almejo
De levar o evangelho aos índios, ele disse:
– “Mas que temeridade, ó filha, que tolice!
Nas cidades também se prega, ao moço e ao velho,
As doutrinas de Cristo, e a graça do evangelho.
Fala, então, ao teu noivo e mostra-lhe as vantagens
De não ir ao sertão, nem pregar aos selvagens.”
Ela fala, porém: – “Se ele não mais quisesse
Ir aos índios, então, todo o meu interesse
Por ele findaria... E assegura-lhe, em pranto:
– “Sentirei vossa falta e da mamãe, no entanto,
Eu seria infeliz, se rejeitasse, ó pai,
A chamada de Deus!” –
E ele lhe disse: – “Vai!
Se Deus te consagrou a tão nobre missão,
Bendita seja, enfim, tua resolução!” –
V
Bem ao sul de Carolina,
Atrás de verde colina,
Surge a aldeia dos Craôs,
Circundada de palmeiras,
De copadas mangabeiras,
Entre o abraço dos cipós...
Aquela vida selvagem
Em tão longínqua paragem
Vai, agora, tumultuar;
31
É que Noeme Campêlo,
No mais humano desvelo,
O evangelho vai pregar.
A indolência, os maus costumes,
Lutas, desleixos, queixumes
E a falta de educação
Iriam ser condenados,
Como outros tantos pecados
Contra o Rei da Criação.
E a missão evangelista
Vai, de conquista em conquista,
Restaurando o índio incivil
À fé do cristianismo,
À consciência do civismo,
No coração do Brasil.
E o selvagem, que era triste,
Já sabe que Deus existe,
Que existe a Pátria também;
Já lê na sua cartilha
Tudo o que sabe e o que tem...
Mas esta felicidade,
Por uma fatalidade,
Vai, agora, terminar,
Porque Noeme, depressa,
A Carolina regressa
Para nunca mais voltar...
VI
Longe da esposa amada e do lindo filhinho,
Zacarias Campêlo enfrentava, sozinho,
A inclemência do tempo e a quase indiferença
Com que a tribo escutava a explicação da Crença,
Das lições da cartilha e de como empregar
A foice e a enxada, a fim de a terra cultivar.
Nisto, chega um recado infausto e doloroso:
– “Noeme passa mal!”
O coração do esposo
Palpita de apreensões... Mas era necessário
Iniciar, sem demora, o longo itinerário
32
De volta a Carolina...
A condução faltava...
Iria mesmo a pé... O corpo fraquejava...
Sem dormir, sem comer, apenas se nutria
Das preces que ao Senhor, aflito, dirigia:
– “Dá-me forças, ó Deus, pra vencer a distância;
E livra-me, Jesus, desta mágoa, desta ânsia! ...
Que o peito me asfixia! E concede, Senhor,
Que eu possa suportar esta tão grande dor! ...
Se é de tua vontade, a saúde e a energia
Restaura-lhe, Senhor, para a minha alegria!”...
Procurando vencer a fadiga e o cansaço,
Ao romper da manhã, ele, apressando o passo,
Descortinou ao longe a cidade...
Doirando
O casario, o sol vinha se levantando
No festivo esplendor da sua luz radiosa,
Saudando, em tudo, a vida alegre e majestosa...
Na su’alma, porém, chorava o sofrimento
Na dúvida cruel de um mau pressentimento...
Tinha que percorrer ainda longa estrada;
Mas a imagem da esposa, ingênua e delicada,
Sorrindo na su’alma, as forças lhe animava.
De tarde, chega em casa...
Um bom grupo rodeava
O leito de Noeme... Ajoelha-se, chorando...
Toma-lhe as frias mãos, beija-as, de quando em quando,
Dizendo-lhe: – “Querida, eu tenho orado tanto,
Que Deus há de estancar a fonte do meu pranto!
Em breve estarás boa e viverás contente
Dentro do nosso lar, junto da nossa gente...
E os céus nos sorrirão! ...” –
Ela, porém, responde:
– “Zacarias, eu sei que o teu amor esconde
Minha sorte fatal! Contudo, eu sou feliz
Porque Deus escutou as preces que lhe fiz
E te trouxe a meu lado! Eu sei que vou morrer,
Mas me sinto feliz... cumpri o meu dever! ...
Eu vejo o céu se abrir numa festa de luz
Para me receber, nos braços de Jesus!
33
Não chores! Mas sê forte e continua assim,
Os índios conquistando, em memória de mim...
Vós todos que me ouvis – menino, moço ou velho –
Aceitai, sem demora, a graça do evangelho!
Cantai, cantai comigo, este hino inspirador
De quem confia em Deus, pelo seu grande amor:
“Eu avisto uma terra feliz,
Onde irei para sempre morar
Há mansões nesse lindo país
Que Jesus foi ao céu preparar.
Vou morar, vou morar
Nessa terra celeste porvir!”
E diz: – “Por que chorar as cousas desta terra,
Quando o céu é tão bom e a salvação encerra?” –
E num último esforço ao se extinguir a vida,
Falou: – “Recebe, ó Pai, minha alma agradecida! ...”.
VII
Morta! É morta a primeira e grande missionária,
Resoluta, benquista, altiva, extraordinária,
Que, deixando o conforto e as luzes da cidade
E as várias diversões próprias da mocidade,
Resolveu ir levar as celestes mensagens,
No coração da Pátria, a todos os selvagens,
Pondo acima de tudo o sonho juvenil
De ver cristianizado o sertão do Brasil!
E foi; e se fez mãe, e amiga, e conselheira:
– A primeira mulher que, pela vez primeira,
Catequizando a Cristo os índios do sertão,
Cumpriu a mais gloriosa e esplêndida missão.
Morta! É morta a primeira e grande missionária!
Porém a sua vida excelsa, extraordinária,
Para sempre ficou brilhando como a luz
Do evangelho do Amor, da mensagem da Cruz!
34
O Brasil para Cristo
Mário Barreto França
Levanta o teu olhar, ó mocidade crente!
Até onde puder chegar teu sonho ardente!
E vê todo o esplendor de nossa pátria amada,
Toda a grandeza, toda a fortuna ignorada
Que seriam, no mundo, o máximo luzeiro,
Se as soubesse explorar o povo brasileiro!
Porém tu – mocidade! – aceita o sacrifício
De, com a Bíblia na mão, ir combater o vício,
A miséria, a indolência e o pecado infecundo
Dos que vivem sem fé, chorando pelo mundo...
Desfralda o pavilhão do Evangelho de Cristo
E acorda este país para a Crença, porque isto
É o problema moral de maior relevância
Pra salvar a velhice e restaurar a infância,
Ou para entusiasmar a pobre humanidade
Nas lutas pelo Bem, no amor pela Verdade.
A Crença é que desperta o gosto pelo estudo,
O amor pelo trabalho empreendedor, por tudo
Que representa, em si, o progresso de um povo!
Anuncia, portanto, esse amor sempre novo
Que Cristo nos legou e no qual te iluminas,
Sorvendo a inspiração nas páginas divinas!...
Em ti é que o Brasil descansa o seu futuro!
E o que farás, então, para vê-lo seguro
Na base do progresso e à vanguarda do mundo,
Cristãmente feliz, sabiamente fecundo?
Olha-o, na solidão cruel do extremo norte!
Inculto, sendo rico; estéril, sendo forte!
Contempla-o, no Nordeste, entre as secas tremendas.
Ali, nesses sertões, da crendice e das lendas,
De anônimos heróis ou míseros escravos,
É que a pátria suporta os maiores agravos...
É o Brasil de Goiás, de Minas, Mato Grosso,
35
Do Amazonas, Pará... desse eterno colosso,
Que dorme o sonho vão da força adormecida
E anseia despertar para o esplendor da vida!
É o Brasil infeliz das tribos decadentes,
Expostas à cruel exploração das gentes,
Donas de tanta cousa e sem direito a nada,
No império colossal da mata torturada.
É o Brasil de São Paulo a rir nos cafezais,
Brasil industrial, do garimpeiro audaz;
Brasil do extremo Sul, dos pampas verdejantes
Que, cobertos de bois, vão se perder distantes...
É o Brasil do campônio e do honesto operário,
Dos que arrastam, na vida, o trágico fadário
De ver o seu labor tão mal recompensado,
Mas sempre esperançoso e sempre conformado...
Brasil comercial, ou Brasil idealista,
A tudo – mocidade! – alonga a tua vista,
E desfralda, com fé, a bandeira da paz,
E prega a salvação, e não te cales mais!
Levanta o teu olhar, ó mocidade crente!
Até onde puder chegar teu sonho ardente!
E, a crença a proclamar sob este céu de anil,
Conquista para Cristo o povo do Brasil!
36
Prêmio Glorioso
Mário Barreto França
Mocidade cristã, há um presente régio
Ao que prega o evangelho eterno do perdão,
E oferece, ao que sofre, o grande privilégio
De encontrar em Jesus a sua redenção.
A Igreja do Senhor é o melhor colégio
Onde a Bíblia garante exímia educação,
E onde as lições de fé, dadas por Mestre egrégio
Põem uma enciclopédia em cada coração.
Mas, para isto, é mister muita perseverança.
Fazei da Fé, do Amor e de vossa Esperança
Degraus para a ascensão à Glória do Senhor!
E proclamai ao mundo o Verbo extraordinário
Que fez da expiação suprema do Calvário
O código do Bem, para as sanções do Amor!
37
Cristãos, Venham Ajudar-nos!5
Sarah Judson
Tradução de Cesare Turazzi
Oh, vocês, em quem o glorioso Evangelho
Resplandece com feixes de doce esplendor,
Apiedem-se das nações cegadas por ilusão,
Encobertas por das trevas horrendo torpor.
Oh, vocês, cujos corações ardem
Pelas esperanças que a eles esperam;
Vocês, que conhecem a misericórdia de um Salvador:
Ouçam nossas orações que mui se esmeram!
Vejam-nos, mesmo ao brilho do sol e lua, cegos,
Curvados em seus terríveis santuários;
A loucura está gravada em seus rostos,
Frutos de uma mente sem descanso;
Jamais ouviram sobre Jesus,
Nunca ao Eterno vieram a orar;
Eles andam por trilhas de morte:
Cristãos!, cristãos!, venham ajudar!
Pelo grito lacerante de pavor
Ouvido do cortejo fúnebre ardente;
Pelo festejo ridículo que, seguido, vem em ardor,
E pelo brâmane, como que sorridente;
Pelo choro lancinante do infante
Afogado nas agitações do rio Ganges;
Pelo olhar materno que pesar sente:
Amigos de Jesus, venham salvar essas gentes!
Pelo peregrino, já fraco – a morte chama –
Vagando longe dos amigos e lar,
Buscando por vã e sem fim fama
Na tumba do falso profeta Maomé;
Pela nação, cega e escarnecida,
Que o Filho de Deus veio a matar:
Cristãos, concedam-nos nossa petição,
Antes que a vida venha a nós findar.
5
N. do T.: Por escolha do editor, dado o intuito-alvo da publicação, o poema foi traduzido livremente,
sem escansão/metrificação.
38
Pelas tão miseráveis esperanças da África,
Que, chegada a morte, desvanecer-se-ão:
Pelas lágrimas ferventes que escorrem
Dos olhos fundos do escravo – fundos eles estão;
Pelos terrores do julgamento,
Que selará toda sentença final;
Ouçam nosso sincero lamento,
Oh, Amigos de Jesus, venham!
Pelos sofrimentos e labores dos mártires,
Por seu amor, zelo, paciência;
Pela promessa do Todo-Poderoso,
Do Seu Trono Ele se curva e nos contempla;
Pelo último mandamento, tão precioso,
Pelo ressurreto Deus deixado;
Cristãos: ah, cristãos!, venham ajudar-nos,
Antes que nossa vida torne da terra estrado.
39
DEDICAÇÃO...
Sady Machado
Se eu tivesse mais vidas, Bom Jesus...
Mais vidas te daria...
Todas seriam tuas
Para pregar o Evangelho da Cruz,
Que salva e enche a alma de alegria,
Pela presença da radiante Luz...
Se eu tivesse mais vidas!...
Para cantar bem alto
Um hino que fosse ouvido,
Pelos quadrantes desta nossa terra...
Para ensinar o verdadeiro caminho
A quantos buscam a paz pelas armas da guerra...
Para amparar esse quase imensurável
– mundo sofredor...
Para, mesmo no meio da luta,
Dizer como Davi:
“ – O Senhor é o meu Pastor...”
Para viver!...
Viver intensamente,
Deixando uma estrada que possa ser percorrida...
Para aproveitar o tempo...
Os talentos...
Dedicando-os a ti...
Somente a ti!...
Se eu tivesse mais vidas...
Todas seriam tuas, Bom Jesus!...
Afinal...
O que possuo já é por tua bondade...
O que desejo só alcançarei ao teu lado...
O de que preciso é a tua verdade...
O que me faz exultar é ser por ti amado...
Mas...
40
Quem sou eu para te pedir tanto?...
Certamente por mim, nada de ti mereço...
Teu sangue um dia enxugou meu pranto...
Do que me deste, então, eu te ofereço...
Por isso...
Não preciso outras vidas.
Não.
Esta me basta...
Uma só inteligência...
Uma só alma...
Um só coração...
– modesta flor do teu grande jardim...
Pois, eu bem sei o que queres de mim:
– é lealdade...
– fé...
– consagração...
Impulsionando a minha própria vida...
Na vida inteira da minha profissão...
41
“DAI-LHES VÓS DE COMER...”
Sady Machado
Dai-lhes vós de comer...
– filhos do mesmo Deus
– geração do mesmo Pai...
Dai-lhes vós de comer...
– e haverá mais prazer
– e haverá menos “ai”.
Dai-lhes vós de comer...
– ei-los famintos
– caindo ao longo da jornada...
Dai-lhes vós de comer...
– vós sois maná dos céus
– vós sois a esperança à pobre humanidade
Assim desorientada...
Dai-lhes vós de comer...
– não há quem não precise
Do pão que tendes para oferecer
Sem distinção e em grande abundância...
Dai-lhes vós de comer...
– e hão de nascer flores...
– e há de aparecer o bálsamo divino,
Em todo seu esplendor...
Em toda sua fragrância...
Dai-lhes vós de comer...
– mostrando a luz bendita
Do Evangelho Santo de Jesus;
Dai-lhes vós de comer...
– nas estradas da vida,
– nas agruras da luta,
Ou na glória da cruz...
Dai-lhes vós de comer...
– porque os homens necessitam de pão...
Dai-lhes vós de comer...
– e ensinai-lhes a dizer entre si:
– meu amigo...
– meu próximo...
42
– meu irmão...
Dai-lhes vós de comer...
– levantando aqueles
Que estão caídos à beira do caminho...
Dai-lhes vós de comer...
– num gesto de heroísmo...
– numa aventura de amor...
– num pouco de carinho...
Dai-lhes vós de comer...
– projetando uma réstia de luz
Nas trevas do pecado;
Dai-lhes vós de comer...
– e amareis muito mais,
Mesmo sem ser amados...
Dai-lhes vós de comer...
– com a Bíblia na mão,
Ensinando a verdade...
Dai-lhes vós de comer...
– o pão do sacrifício
Na voz da caridade...
Dai-lhes vós de comer...
– indicando perto ou longe
O albor de outro horizonte...
Dai-lhes vós de comer...
– e todos se saciarão
Em Deus – Eterna Fonte...
Dai-lhes vós de comer...
– refeição regalada na Casa Paternal;
Dai-lhes vós de comer...
– e sarareis a humanidade
Sanando um grande mal...
Dai-lhes vós de comer...
– e haverá abundância de paz e de alegria...
Dai-lhe vós de comer...
E sereis um Eterno sol
Vivendo um eterno Dia...
43
INTEIRAMENTE...
(dedicado ao ministério cristão)
Sady Machado
Inteiramente, Senhor...
Às tuas ordens estou...
E hoje como sempre
– na vida e pela vida afora,
Irei contente, pois, o Senhor mandou...
O que urge fazer, eu o farei...
Dá-me a oportunidade, mostra-me a hora...
E em recompensa, tudo te darei...
Inteiramente, Senhor...
Eis-me aqui para servir-te...
Toma-me, na humildade dos meus dons...
Coloca-me na tua Vinha...
E que nela eu seja, Senhor...
Um operário teu... um semeador...
Inteiramente, Senhor...
Quero viver toda a nobreza do teu grande amor...
– no lar...
– na sociedade...
– na Igreja...
Inteiramente, Senhor...
Desejo combater a sã peleja,
E ser contigo, invicto vencedor...
Inteiramente, Senhor...
Para acompanhar o Cristo Redentor...
– Aquele que veio ao mundo...
E sofreu... sofreu tanto...
Aquele que veio ao mundo,
E amou... amou tanto...
Aquele que veio ao mundo,
E espargiu tanta luz e enxugou tanto pranto...
Que só inteiramente...
Será possível compreendê-lo,
Na sua missão grandiosa,
De tornar este mundo melhor...
44
De fazer esta vida vitoriosa...
Inteiramente, Senhor...
Quero ser teu...
Que a força do teu amor
Suplante em mim o “eu”...
Inteiramente, Senhor...
Para fazer de todo o meu ser,
Todo o meu ministério...
– na palavra que falo cada dia...
– nas ações que pratico a cada instante...
– nas horas de tristeza ou alegria...
– na pobreza e miséria ou fartura abundante...
Inteiramente, Senhor...
Para enfrentar o mal, fazendo o bem...
Para pregar o Evangelho que salva...
Para levar a Paz onde exista discórdia...
Para cobrir as carnes dos desnudos...
Para oferecer o pão a quem tem fome...
Para levantar o que ficou à beira do caminho...
Para iluminar as trevas do pecado...
Para florir o caule onde só dá espinho...
Para exaltar Jesus Crucificado...
Sim, Senhor...
Inteiramente...
Para receber o teu fulgor...
E fazer com que o homem seja gente...
Senhor!... Senhor!...
Inteiramente...
Que onde eu andar, estejas tu presente...
Onde eu baquear, sustente-me tua Mão...
Que assim, Senhor, inteiramente...
Siga eu alegre, viva eu contente,
Unido a ti na fé, pela oração...
Inteiramente, Senhor...
Eis-me aqui...
Para viver, vencendo pelo amor...
45
O EXEMPLO DE PEDRINHO
Myrtes Mathias
Tudo começou naquele dia
Em que Pedrinho a conheceu:
Era toda verde,
Os raios brilhantes,
O farol enorme,
– A mais bonita bicicleta da loja.
– “Seu moço, quanto custa?"
O negociante estendeu o lábio com desprezo:
– “Três mil cruzeiros.”
Três mil cruzeiros?!
Pedrinho coça a cabeça desanimado,
Mete a mão no bolso
E tira, envergonhado,
Uma amassada notinha de dois cruzeiros.
Sai da loja,
Sobe o morro
E entra no barraco,
Onde o tio dorme seu sono de ébrio.
Apanha uma lata vazia
E guarda a velha nota.
Era o início da luta:
Engraxa sapatos,
Carrega água,
Guarda carros,
Aluga os bracinhos magros,
Nas feiras de sábado...
Quanto tempo!
Quanto sacrifício!
Quanto pontapé do tio embriagado,
46
Até ao dia em que Pedrinho pôde contar:
– 50, 100, 500, 1.000, 2.000, 3.000 cruzeiros...
Faz um pacote e desce o morro
Para o grande encontro.
Na casa da esquina Pedrinho para.
Havia tanta gente...
Entra...
Um homem de preto está falando:
“Irmãos, grande desgraça na China:
Doença, frio, falta de pão.
Crianças morrem de fome,
Velhos perecem sob a neve...”
Mostra fotografias:
Crianças amarelinhas,
De mãos estendidas,
Os olhos amendoados no rostinho sujo.
Passam uma bandeja pelo auditório
E começam a cair as moedas.
Pedrinho não entende porque dão dinheiro.
As crianças da China querem pão.
Ele não sabe onde é a China,
Nem o que é morrer sob a neve,
Mas sentir fome, ele o sabe bem.
O menino não resiste.
Deixa o auditório, corre à padaria
E começa a comprar muitos,
Muitos pães cobertos de açúcar.
O preço do seu tesouro,
Toda sua economia de longos meses...
Volta curvado sob os pacotes enormes.
O homem de preto interrompe o apelo
E Pedrinho explica:
47
– “Moço, é para as crianças da China.”
A multidão está boquiaberta.
Teria roubado?
Interrogam-no.
E a criança, fazendo força para não chorar,
Piscando para esconder a lágrima teimosa,
Balbucia:
– “É o dinheiro da bi-ci-cle-ta verde...”
Um murmúrio cresce no auditório
De admiração e vergonha
Diante do sacrifício da criança.
Os pães são vendidos por milhares de cruzeiros,
Maravilhosamente multiplicados
Como os cinco pães do menino galileu...
As crianças da China teriam pão
Porque um menino pobre do morro
Dera tudo quanto possuía,
Seu sonho,
Sua bicicleta verde,
Seu primeiro amor...
Talvez pareça um exagero de poeta
Numa tremenda força de expressão.
Mas se sentirmos em toda intensidade
O peso de toda a humanidade
Que geme sem Cristo, o verdadeiro Pão...
Se contemplarmos milhões de mãos crispadas,
De almas revoltadas que suplicam amor.
Milhões de famintos, pobres que morrem de frio
Num mundo vazio – rebanho sem pastor.
Se olharmos através do IDE de Jesus,
O campo enorme que é o mundo sem Deus;
Se sentirmos também de igual maneira,
48
Tudo entregaremos à Obra verdadeira:
De semear na terra, para colher nos céus.
Eu sou, tu és, nós somos responsáveis,
Pelos que perecem sem amor, sem luz.
Que Deus nos arranque do vil comodismo,
Nos faça mártires, se assim for preciso,
Mas que o mundo se dobre ao nome de Jesus.
49
OS QUE FICAM
Myrtes Mathias
Senhor,
por que me convidas?
Por que consultas minha vontade?
Manda-me como um senhor
que dispõe da escrava,
ou o possuidor de um objeto seu.
A luta contra Tua Vontade
cansa, deprime, mata.
Estou cansada de ser
aquela que queria ir,
aquela que fica no porto,
acenando o lenço.
Um dia me apontaste uma estrela,
amarrei nela o meu ideal
e comecei a subida.
Sei que parar é retroceder,
é deslizar
e por isso insisto:
por que me convidas, Senhor?
Por que consultas minha vontade?
Preciso de paz
contigo e comigo.
A gente foge de várias maneiras:
escondendo-se,
mudando,
tomando um navio para Társis.
No fundo apenas esta necessidade
de sintonização contigo,
de submissão absoluta.
Sei que me entendes,
mas sei também que não amas os tímidos,
os covardes,
e isto me faz menor ainda.
Sabes que não sou rebelde
e que Te amo.
Mas que é isto diante
50
da imensa necessidade do Teu reino,
da Tua obra que exige ação?
Por que me convidas, Senhor?
Envia-me como um senhor
que dispõe da escrava
ou o possuidor de um objeto seu...
51
Flor de Cacto
Myrtes Mathias
O Criador plantou-o no deserto,
deu-lhe areia e pedras por companhia.
A água chega-lhe em gotas
esparsas, egoístas,
tão vaidosas de si mesmas
que mal tocam a terra sedenta.
Gotas que ele absorve,
com reconhecimento,
e transforma, sob a luz do sol,
em mensagem de beleza
quando produz a flor.
Flor que faz menos triste o deserto
e quase bela a solidão.
No campo difícil
que Deus te colocou,
tua alegria é uma flor assim.
Pura e verdadeira,
de dentro e do alto,
derramando-se num sorriso
que faz mais belo teu rosto,
e menos triste a vida dos que te cercam,
dos que esperam por ti.
52
SALVEMOS O BRASIL
José Britto Barros
No mar corria uma veloz galera
E o sol brilhante era um esplendor sem par;
Mas, de repente essa real quimera
Se revela tormenta a gargalhar!
Vagas revoltas do oceano enorme
Querem tragar a forte embarcação,
E aquele grupo, já sem fé, disforme,
Soluça e geme e aflige o coração.
Nuvens fatais, horrores, vagalhões,
Tremenda força a lhes ferir sem dó.
E entre esses gritos, raios e trovões
Dormia Jonas, descansado e só.
Chega bem perto alguém que lhe interroga:
"Que tens dormente, vês nossa aflição?
Clama ao teu Deus, sinceramente roga,
Intercede por nossa salvação!"
Brasil querido, estás no mar da vida,
Grande borrasca a te querer tragar,
E o povo crente em lânguida dormida
Nem cogita sequer em despertar!
"Trazei o amor para nos dar ternura,
"Trazei a paz para nos dar prazer,
"Trazei a fé para nos dar ventura,
"Trazei-nos luz para podermos ver!"
Esse é o clamor pungente dos perdidos
Atormentados por paixões carnais,
Por crimes e pecados sacudidos,
Sem nunca ouvir canções angelicais!
Ó brasileiros salvos pela graça,
Ó brasileiros salvos por Jesus,
Vamos salvar a nossa grande raça,
53
Vamos levar o povo ao pé da Cruz!
Meditemos na história desta terra,
Terra de heróis, de honrosas tradições,
Onde a perjura idolatria encerra
Encarcerados tantos corações!
Não fiquemos qual Jonas dormitando,
Enquanto sofre o índio do Brasil,
Enquanto geme o sertanejo andando
Sob a beleza deste céu de anil!
Não deixemos jamais que o comodismo
Venha fazer parar nosso labor,
Vamos levar ao povo em ceticismo
A grande nova do perfeito Amor.
Vamos com o facho ardente da Verdade
Que as negras trevas pode dissipar,
Que pode dar prazer, felicidade,
Que pode ao triste pecador guiar!
Oh, Luz bendita, sejas tu levada
Por nossas mãos sob este céu de anil,
Com raios mil da Graça inigualada
A toda a gente deste meu Brasil!
Abre teu seio, o gigante das selvas,
Deixa raiar a luz do eterno Amor,
Deixa florir na beleza das relvas
Lírio dos vales que te extingue a dor!
Ó meu Brasil, recebe esta grandeza!
Ó meu Brasil, sê salvo pela cruz!
E então maior será tua riqueza,
E mais feliz tua gente com Jesus!
54
MISSÕES
José Britto Barros
Longe, bem longe, em terras bem distantes,
Numa cabana um grupo conversava,
Enquanto a lua, em raios fulgurantes,
Por entre as frestas, na choupana entrava.
Conversações tão rudes e grosseiras
Dos índios nus, da terra da Oceania
Que, obcecados por paixões rasteiras
Se mergulhavam mais na idolatria.
Enquanto o céu tão claro era um esplendor
E a brisa sussurrava uma canção,
Nas almas tristes, um fatal negror
Vinha fazer pulsar o coração.
Aquele povo tão cruel, tão pobre,
Nada sabendo sobre a paz de Deus,
Desconhecia a graça de ser nobre
E ter ventura de gozar nos céus.
Desconhecia que o Senhor da glória,
O Deus de paz, o grande protetor,
Quis conceder o prêmio da vitória
Pela morte cabal do Salvador.
Desconhecia que a tortura imensa
Nada mais era que uma insensatez,
Que a desventura dessa triste crença
Era a desgraça vinda duma vez.
Desconhecia a vida transformada
Pelo poder mirífico da Cruz,
Desconhecia a glória inigualada
De ter a paz, viver bem com Jesus.
A esse povo que o luar doirava
Com raios mil de um brilho encantador,
Maior ventura destinada estava:
55
Era a de ouvir falar do Salvador!
Num dia lindo um barco deixa em terra
O grande Paton, o homem que traria
Ao povo opresso entre a desgraça e a guerra
A Nova eterna que o salvar viria!
Paton pregou, e agora transformados
Os homens vis, os bárbaros cruéis,
Em grupos santos, por terra prostrados,
Não mais são maus, são dignos fiéis!
Missões! – glorioso tema enaltecido!
Anunciação do Cristo Redentor!
Transformação do mundo já perdido!
Missões! Missões! – proclamação do amor!
Vamos, irmãos, pois Cristo nos convida
A, destemidos, seu amor pregar,
Para mostrar à raça pervertida
Que sua graça nos logrou salvar!
Vede esses grupos que conversam rindo?
Têm no peito o câncer da paixão;
Vivem sem ter esse prazer infindo
De desfrutar certeza de perdão!
Sofre misérias, infortúnios, ais,
Mil desventuras e fatais tormentos,
E são levados pelos vendavais
Vivendo em tristes e mortais lamentos!
Não vos comove a dor dilacerante
Dos povos mil por quem Jesus sofreu?
Vamos levar a nova mais radiante,
Essa missão foi Cristo que nos deu!
Missões! – amor de Deus na terra triste!
Missões! – a salvação do pecador!
Missões! – glória sem par de quanto existe!
Missões! – é a voz do eterno Salvador!
56
Missões ao povo do Brasil querido!
Missões a todos que perdidos são!
Missões ao mundo inteiro corrompido!
Missões a quem precisa Salvação!
57
Desperta, Nelson!
José Britto Barros
Murmura o rio-mar sua canção!
Ei-lo valente! No caudal sem par
Leva e agita a fraca embarcação
Do caboclo que pesca sem parar!
Esse é o caboclo forte do Amazonas
Que luta contra a febre e contra tudo
No trabalho sem fim daquelas zonas
Onde o valente da cidade é mudo!
Caboclo que acredita em "mau-olhado"
E que firma sua fé em confusão,
Que vive pelos homens desprezado,
Que não sente prazer no coração!
A esse caboclo, Nelson, muito amaste
Com tu’alma cristã e peregrina
E, para ele, a Nova proclamaste
Na mensagem do amor, joia divina!
Correste os afluentes caudalosos,
Simples regatos e lugares mil;
Nunca os teus dias foram ociosos
Nesse rincão imenso do Brasil!
Vejo-te jovem, quando ali chegaste,
Na longínqua cidade de Belém;
E quando ali teu violino vibraste,
Estavas só, com Deus e mais ninguém!
Vejo-te, sim, quando subiste os rios
Jari, Madeira, Negro e Jacundá,
Nesses lugares ermos e sombrios
Onde esqueceste o gozo de um sofá...
Vejo-te além, singrando o Tapajós,
Vejo outras vezes que tu vais a pé,
Vejo passares furos e igapós
58
No frágil quão valente igarité...
Vejo-te ainda lá por Altamira,
Por Parintins, Manaus e Coari,
Pregando ao "curumim" que te admira
E a "cunhantã” que corre atrás de ti...
Vejo-te em pé, cantando com doçura,
Nessa tua voz tão forte, qual trovão,
Para atrair aquela gente dura
E conquistar-lhe, inteiro, o coração!
Vejo-te forte como a seringueira,
Com firmeza tão grande em tua fé
A trabalhar durante a vida inteira
Singrando um rio ou mesmo igarapé...
Ali viveste a vida de profeta
Que não cessa jamais de combater,
Apregoando a graça mais completa
Que afiança venturas e prazer!
Pregaste com denodo e sem receio;
Mas... um dia teu Mestre te chamou...
E aquela multidão, em triste enleio,
Pelo teu vulto lágrimas chorou!
E chora porque fica abandonada!
Nelson, teu povo sofre por não ter
Quem continue a obra inigualada
Que foi a essência do teu bel viver!
Desperta. Eurico Nelson destemido!
O amazonense pede salvação,
E a mocidade fecha seu ouvido,
Prefere ver tua ressurreição!
Desperta, Eurico, acode o Amazonas!
Outras seitas estão a conquistar
As almas que alcançaste nessas zonas,
Porque, delas, ninguém quis ir cuidar!
59
Desperta, Eurico Nelson, vem e ajuda
Os Obreiros tão poucos da Amazônia,
Pois não há entre os moços quem acuda,
Não querem ir além, “à Macedônia”!
Desperta, Eurico Nelson, vem, acode
O povo sofredor do Marajó;
O moço da cidade, esse não pode...
Quer é descanso, paz e ouro em pó...
Desperta, Eurico Nelson, vem! Levanta
A mocidade que dormindo está,
Que não tem dentro d’alma a seiva santa
De servir ao Senhor aqui e lá...
Desperta, Eurico Nelson, pois é tarde,
Desperta, para logo ver se alguém
Deixa de ser tão fraco e tão covarde
E segue teu exemplo para o bem!
Desperta! Sim, desperta, Nelson Forte!
Mas... vejo que ao silêncio te abandonas...
Ó Senhor, manda alguém àquele Norte,
Envia alguém às terras do Amazonas!
60
Meditação Missionária
José Britto Barros
Por dias sem cessar já se proclama
Ser mister trabalhar com mais fervor!
Ano após ano o povo se conclama
Ao serviço cristão com mais ardor...
E o tempo passa... e a vida continua,
O mundo não cristão vai progredindo...
O homem já chegou até a Lua
E avança mais e mais, sempre subindo.
Nas cidades, no campo o mundo vence
E já muito progresso aconteceu...
E a obra de Missões? Talvez compense
Pensarmos neste assunto, tu e eu!
As Igrejas cresceram? Há mais gente?
Há almas ganhas em progresso igual?
Ou mantemos apenas, tão somente,
Aquele grupo antigo, o original?
O número das almas redimidas
É bem maior? Ou é menor talvez?
As Juntas, Convenções já reunidas
Fazem crescer a Obra mês a mês?
É difícil dizer... mas concluímos
Neste pensar, nesta meditação,
Que o ideal de Deus não atingimos,
Crescemos pouco nessa direção.
E a culpa cabe a quem? Que não foi feito?
Se não crescemos houve uma razão...
Onde estará a falha? Onde o defeito?
É algo que nos punge o coração!
Não são as Juntas, Comissões que falham,
Pois Instituições não vão pregar...
Oh! São os crentes! Quase não trabalham,
61
Eis razão da obra estagnar!
O plano de Jesus é que saiamos,
É que avisemos quem perdido está,
Que ardentemente todos insistamos,
Até a sua casa se plenar!
Sair, eu e você, almas buscando
– Eis o ideal do nosso Salvador!
E o campo imenso, agora branquejando,
Há de ser ganho para o Redentor.
Almas esperam nossa atividade!
Saiamos, pois a difundir a luz,
Pregando a paz, o perdão e a bondade,
Enchendo o céu dos salvos por Jesus.
Leigos, Pastores, Jovens, cada crente
Conseguindo alcançar um pecador,
O milagre haverá, pois muita gente
Será salva por Cristo, o Redentor!
62
Meu Brasil, para Jesus
José Britto Barros
Ó minha terra, ó meu Brasil querido,
Vejo-te belo, sem haver igual,
Vejo-te imenso, neste mundo erguido,
Para ser grande, para ser fanal!
Vejo teus prados de virentes flores,
Vejo tuas matas de riquezas mil,
Vejo teus campos, sonhos multicores,
Vejo teu céu tão lindo, cor de anil!
Vejo tua história legendária e bela,
Feitos heroicos, sem haver iguais,
Vejo tua gente nobre, tão singela,
A realizar grandezas imortais!
Vejo a riqueza que tu tens, tão grande,
Nos seringais, nas matas, no café,
De norte a sul, por onde quer que eu ande,
Vejo que és rico... mas, tu não tens fé!
Tu tens petróleo, ouro, ferro e gesso
Tens borracha, tens coco e tens cacau,
Mas, ao espírito inda estás avesso
E teu povo deleita-se em ser mau!
Tu tens no Paraná muitos pinheiros,
No Rio Grande, os rebanhos sem fim,
Tens Pernambuco, terra dos coqueiros,
Mas, não ouviste ainda o "Vinde a mim!"
Sim, meu Brasil, tens em teu seio tudo!
Podes ser grande, forte e ser feliz!
Mas... o teu Deus, do Corcovado, é mudo,
Nem por tua sorte interessar-se quis!
Vejo-te então perdido no pecado,
Nos candomblés, macumbas, nem sei que...
Vejo teu povo aflito, amargurado,
63
Que periga e sucumbe, pois não crê...
Vejo, nas feiras, quanta gente inculta!
Para operários, quanta ingratidão!
E da cidade, a multidão estulta
Não tem Cristo na vida e coração!
Vejo, nas festas da sociedade
Quantos ultrajes, crimes, bacanais,
E quanta dor, quanta infelicidade,
Depravações, costumes imorais!
Vejo, em cadeia, quantos criminosos,
Vejo, nas ruas, quantos a pedir,
Vejo, nos rostos, sulcos inditosos
Dos que vivem tormentos a carpir!
Ó meus irmãos desta terra querida,
Não vemos o Brasil na perdição?
Oh! Dediquemos toda a nossa vida
Para salvar, inteira, esta Nação!
Oh! Que inda ouçamos o clarim que ecoa!
Oh! Que almejemos sem temor pregar!
Oh! Que mostremos graça que perdoa
E pode nossa gente transformar!
Oh! Caminhemos sem perder minuto,
Pois o abismo do mal tem atração,
E Satanás, é forte, quão astuto,
E quer nosso Brasil na perdição!
Se trabalharmos de qualquer maneira,
Em testemunho, ofertas, oração,
Venceremos do mal quaisquer barreiras,
E este país terá sua redenção!
E assim, meu Brasil, serias forte
E eu te veria com real valor,
Tendo o Cristo Jesus como teu Norte,
E tendo fé, e tendo luz e amor!
64
Ó meu Brasil, não mais fiques dormindo!
Acorda, pois Jesus te quer salvar!
Aceita logo esse ofertar infindo:
O Bem, a Paz, a Graça singular!
65
"DIZE QUE MARCHEM!"
José Britto Barros
"Dize que marchem!" Brado e desafio
Do Deus supremo ao líder de Israel;
É que o povo gemia em calafrio
Julgando vencedor povo infiel.
Em frente ao Mar Vermelho encapelado
Surgiu a ordem para prosseguir,
Marchar avante e nunca estar parado
Para as bênçãos de Deus mais auferir.
"Dize que marchem!" Isto era em verdade
O que Moisés ouvira prescrever;
Marchar para atingir a liberdade
Que o povo de Israel devia ter!
Liberdade gloriosa e desejada
Entre os gemidos mil da escravidão;
E agora, aquela marcha começada
Daria ao povo enfim, libertação!
"Dize que marchem!" Brado de insistência
Do Deus de amor que os fazia sair
Para a marcha feliz da dependência
Do seu amor sem par, do seu agir.
Dependência de Deus entre os perigos,
Dependência de Deus entre aflições,
Dependência de Deus quando inimigos
Contra eles surgissem, quais leões.
Dependência de Deus para o sustento
Pelo deserto triste e aterrador
Marchando sempre, e em qualquer momento
No marchar depender só do Senhor.
"Dize que marchem!" Ordem proferida
Ao líder que devia encorajar
Na marcha para a terra prometida,
66
A Canaã gloriosa e singular.
Marchar e possuir a terra santa
Em a qual Abraão peregrinara,
A terra da promessa, em glória tanta
Como o povo jamais sequer pensara!
"Dize que marchem!" Sim, marchas diversas;
Renúncia, obediência, provações,
Conquistas, feitos tais: hostes dispersas,
Vencidos do opressor os batalhões!
"Dize que marchem!" Sim mostrando ao certo
Os valores sem par dos filhos seus,
Apresentando mesmo no deserto
Os artistas tão hábeis dos hebreus.
"Dize que marchem!" Sim, mas a verdade
É que essa marcha os faria chorar,
Pois iriam marchar sob a saudade
Daqueles que haveriam de tombar!
E foi assim que o povo começou
Nessas marchas de luta e de vitória.
Moisés, o líder, tudo abandonou,
Na renúncia marchando para a glória!
O povo obedeceu de Deus o brado
E saiu de um país para o deserto,
Onde iria, marchando, ser provado
Mas teria, do Pai, cuidado certo.
Marchou concretizando cousas santas:
Pois fez o Tabernáculo sem par;
E marchando, as conquistas foram tantas
Que não se pode em versos enfeixar!
Marchar mostrando ao mundo os seus valores:
Miriam profetiza e musicista;
Os jovens de Israel batalhadores;
Josué que avança na conquista!
67
Valores sim — Arão sacrificando,
Calebe, Josué de fé mais forte,
Bezaleel e artistas operando
Obras de arte de soberbo porte!
Moisés — valor supremo revelado
Nessa marcha sem par do povo hebreu,
Homem jamais na terra comparado,
O maior vulto que tal povo deu!
Seguiu o povo em marcha de saudade
Quando a Miriam em Cades sepultou,
E não foi só; Arão sua atividade
No monte Hor depressa consumou!
E depois é Moisés quem faz o pranto
Nessa marcha atingir todo o Israel,
Pois em Nebo morria aquele santo
Que em toda a vida a Deus fora fiel.
“Dize que marchem!” Esse mesmo brado
Vem alertar os crentes do Brasil,
É o grito que ecoa do passado
Exigindo de nós proezas mil!
Marchemos todos, crentes, brasileiros,
Levando este país à liberdade,
Pois são grilhões terríveis, traiçoeiros,
Os que inda prendem nossa "cristandade".
Marchemos, crentes, conduzindo o povo
Deste Brasil imerso em confusão
Ao sentimento quão sublime e novo
De depender de Deus como Nação!
Marchemos crentes, proclamando a vida
Que os brasileiros podem conseguir
Naquela doce terra prometida
O céu que Cristo quis ao mundo abrir!
Marchemos, crentes, marcha declarada
De renúncia por Cristo e o reino seu
68
Que a mocidade desta pátria amada
O exemplo siga do líder hebreu!
Marchemos, crentes, a marcha bendita
De obediência a Deus, nosso Senhor,
Pregando a Graça à nossa gente aflita
Para salvar nossos irmãos da dor.
Marchemos, crentes, mesmo entre carências,
Desigualdades, mil perseguições,
Mesmo sem ter recursos das ciências,
Marchemos através das provações!
Marchemos crentes marcha de conquistas
Desejando salvar este Brasil,
Marchemos levantando nossas vistas
Como ordenou o Cristo varonil!
Marchemos, crentes, marcha que revela
Os valores que temos entre nós
Da gente culta que o saber excede
Nos versos, no escrever, na linda voz.
Marchemos crentes marcha de saudade
Chorando aqueles que fiéis tombaram;
Consagrando ao Brasil sua mocidade
Exemplo nobre e rico nos legaram.
A marcha da saudade de Noêmia,
Heroína sem par entre os kraós;
De Beatriz, Mary Ruth, alma gêmea
Da incomparável Valdice Queiroz!
A marcha que levou Aminabade,
Dr. Bratcher, amigo do Brasil,
Maria Clementina... ó Mocidade,
Não nos comovem estes prantos mil?
"Dize que marchem!" Povo brasileiro
Urge marchar depressa, enquanto é dia,
Marchar com sentimento verdadeiro
De amor, consagração e fé sadia!
69
"Dize que marchem!" Moços, resolvamos
Nossas vidas gastar neste mister!
Renunciemos tudo! Vamos, vamos,
Mesmo arrostando empecilhos quaisquer!
“Dize que marchem!” Crentes, consagremos
Os nossos bens e as nossas petições,
Suor, lágrima e sangue, tudo demos
Para salvar o povo dos sertões!
"Dize que marchem" Que este brado urgente
Em nós fique a vibrar grandezas mil,
E que o desejo enfim de cada crente
Seja ganhar milhares no Brasil!
70
"ROGAI AO SENHOR"...
José Britto Barros
Saiu o Mestre amado ali de Nazaré
Onde o povo outra vez mostrara não ter fé
E logo então começa uma nova jornada
Para as novas levar à raça atribulada.
Percorre a Galileia; em cidades e aldeias
Vai achando o Senhor sinagogas bem cheias
Onde ouvintes estão desejando escutar,
E Jesus apresenta as verdades sublimes
Que podem redimir os homens dos seus crimes
Pela fé nesse amor que lhes vem ofertar.
Ensina com fervor e prega esse Evangelho,
A nova sem igual que pode ao moço e ao velho
Vitória sobre o mal, ao certo conferir,
O Evangelho do Reino, eterno e sacrossanto,
Que faz vencer a dor, estancar todo o pranto
Garantindo, afinal, as glórias do Porvir!
Ensina com poder e prega muito bem,
E aos enfermos concede a virtude que tem:
Os cura do sofrer de moléstias demais
Sanando toda a dor e findando os seus ais.
E vendo a multidão assim tão carecente
O grande amor do Mestre acende prontamente
Num rasgo de ternura e forte compaixão,
Pois vê que todos vão sem qualquer liderança
Ovelhas sem pastor, sem fé, sem esperança,
Errantes, sem ter luz, sem paz, na escravidão...
Então falando ao grupo apostolar ordena:
"Contemplai este quadro e mirai esta cena;
Imensa é a seara, os campos verdadeiros,
Mas pouco são por certo os lídimos ceifeiros!
Rogai pois ao Senhor desta grande seara
Que os ceifeiros envie a esta obra tão cara!"
71
Se Jesus percorresse as terras do Brasil
Como outrora veria os homens, tantos mil,
Sem paz, sem Salvação, sem fé, desiludidos,
Imersos no pecar, errantes e perdidos.
"Ovelhas sem pastor" veria nas jornadas
Nestas plagas que nós dizemos tão amadas
Mas que temos deixado entregues ao pecar...
Amamos, é verdade, em lábios tão somente
Pois Amor qual de Cristo impele qualquer crente
Ao menos ao desejo incontido de orar....
Ceifeiros para a Vinha — o ideal de Jesus
Que perdura através destes dias sem luz!
Roguemos ao Senhor desejosos de ouvir
Sua voz; e obedecer, se mandar-nos seguir!
Roguemos ao Senhor desejando escutar
Sua ordem, se nos diga ofertas entregar!
Roguemos ao Senhor com alma enternecida
Prontos logo entregar-te mesmo a própria vida.
A fim de que a seara tenha obreiros mil;
Roguemos com noss'alma ardendo em santo fogo
Do Espírito de Deus, e é certo que tal rogo
Nos fará trabalhar em prol deste Brasil!
72
VOZES DO ALÉM
José Britto Barros
Escutai!... Não ouvis acaso agora
Vozes do além, constantes a vibrar?
São gemidos do mundo que deplora
O não ter fé, o não sentir e amar!
Sinceras vozes, músicas pungentes
De um mundo atormentado e corrompido
Que se retorce entre os grilhões ardentes
Do terror milenar que o traz prendido.
Altissonantes vozes que se escapam,
De corações cansados de sofrer,
Que entre dores e angústias se esfarrapam
E só "gozam" na vida o desprazer.
Escutai essas vozes doloridas
Das terras do distante Portugal,
Onde o câncer da dor abriu feridas,
Onde não brilha a luz do bel Fanal...
Portugal de conquistas imortais,
Mas de tristes canções, de penitências,
Onde n’alma dos homens fervem ais,
Onde o tormento fere as consciências...
Escutai os apelos procedentes
Dessa terra de heróis, nossos irmãos,
Apelos e penúrias deprimentes
De um povo adorador de deuses vãos!
Escutai da Bolívia a voz dorida:
São soluços, gemidos, confusão...
Terra tão bela, mas também perdida,
Pois não possui Jesus no coração...
E o Paraguai, aqui junto de nós?
Não ouvis seu murmúrio ressentido?
Oh! cabe a mim, a ti e a todos nós
73
Escutar esse célebre pedido.
Pedido que nos deve relembrar
O estado triste em que o infeliz ficou,
Quando a guerra de Osório o fez quebrar,
E quase até sem homens o deixou...
Ouvi... Também lá da África perdida
Vozes e apelos chegam, lancinantes,
Terra de pobres, sempre preferida
Para crimes e horrores aviltantes!
Oh! vitimados desde longas eras,
Os africanos infelizes são...
Seriam nunca bravas feras
Senão devido o crime e a opressão!
Africanos!... Ninguém deles tem pena!...
São negros, dizem, fiquem mesmo assim...
Esquecemos que Cristo nos ordena
Ir levar-lhes depressa o "Vinde a mim!"
E o mundo inteiro a soluçar padece!
Nós escutamos tão penosas queixas,
Mas... ficamos aqui; somente a prece
Não evita jamais tristes endechas!
Ouvi as vozes que do além procedem!
Ouvi com antenas de quem tem amor!
Eles morrem sem paz, eles nos pedem
Lhes mostremos Jesus, o Salvador!
Ouvi... ouvi... Não vos comove a cena?
Não vos punge saber tanta aflição?
Pensai... o Mestre é quem pregar ordena:
“Ide!” e tereis de mim consolação!
Vamos levar a música do amor
Para abafar a orquestra lastimante,
Para que o mundo, envolto em tanta dor
Se volte para Cristo, o Rei triunfante!
74
Mas... Vejo que dormis... Alerta! Sus!
Vamos depressa, vamos trabalhar!
É a ordem suprema de Jesus
O mundo inteiro, sim, ir conquistar!
Conquistar para Cristo: — eis nosso lema —
Os povos que inda vivem sob a dor!
Oh! tomemos da Cruz o lindo emblema,
Vamos levá-lo ao mundo pecador!
75
ORAÇÃO MISSIONÁRIA
José Britto Barros
Jesus de Nazaré; Mestre divino,
Tu que és Amor e perfeição, saber,
Que dás alento e força ao peregrino,
Que tens da vida a chave do prazer.
Tu que és mistério, és vibração, clemência,
Que tens da luz mirífico fulgor,
Tu que és sublime autor desta existência,
Que tens poder e graça, és Salvador.
Tu que criaste o dia ensolarado
E que fizeste a noite assim, sem par
No seu manto celeste, alcandorado,
Cheia de estrelas, de visões, luar.
Tu que fizeste a brisa que murmura,
Tu que me deste a musa que me inspira
Tu que fizeste a eterna formosura
Do horizonte sem fim, cor de safira.
Tu que fizeste as lépidas aragens
E as noites gentis para encantar,
Tu que fizeste o canto das folhagens;
Tu que o orvalho envias sem falhar.
Tu que fizeste a terra de dulçores,
Tu que és o terno e amado Remidor,
Escuta de minh’alma estes clamores
E responde este rogo, meu Senhor!
Concede que esta terra hospitaleira,
Este Brasil, este torrão natal,
Aceite a Nova santa e verdadeira
Que tem poder para o livrar do mal!
Que este povo do mundo transgressor
Mas heroico também e talentoso
Receba teu poder transformador
76
E seja mais feliz, venha a ter gozo!
Que nesta terra o teu poder se alastre
Como é vasto e gigante o céu de anil,
E seja salva do mortal desastre
Toda esta gente deste meu Brasil!
77
Não Vês?
Celso Diniz
Não vês, irmão, que a humanidade sofre
Sem Deus e sem esperança de perdão?
Não vês como caminha para o inferno,
A destino infeliz, sem remissão?
Não vês, irmão, como o Inimigo sabe
Escravizar humanos corações?
Como é capaz de dominar os homens
Que se enganam com suas ilusões?
Tu tens em mãos a solução cabal
Para problema assim, sério, crucial;
Tu sabes o caminho da bonança.
Sai, pois, a campo com a mensagem certa;
Grita ao perdido teu sinal de alerta:
Que Jesus Cristo é a única esperança!
78
Quem há de ir por nós?
Celso Diniz
A sorte deste mundo tenebroso,
Que a iniquidade vive a escravizar,
Um dia, foi problema rigoroso,
Que o Deus do céu buscou solucionar.
Enviaremos quem, para salvar
O mundo, da eternal condenação?
Quem há de ir por nós, a convidar
A humanidade para a redenção?
Acaso os anjos deverão partir
Para tarefa assim, transcendental?
Será missão de nobre querubim?
Foi quando, à indagação: “Quem há de ir?”,
Chegou aos céus resposta original:
“Eis-me aqui, Senhor... Envia-me a mim!”
79
Seremos Santos
Celso Diniz
Pros seus fiéis, Jesus não foi pedindo
Que Deus do mundo mau os retirasse,
Mas pediu que do mal os eximisse.
Não é fugindo do mundo, condenado
Por sua multidão de iniquidades,
Que alguém conseguirá santificar-se.
Não convém isolar-se deste mundo,
Quem de Jesus quer imitar o exemplo
– O Mestre conviveu com pecadores.
Em comunhão com Deus, onde estivermos
Com pecadores comungar devemos,
Para entregar-lhes do perdão a nova.
Assim, o amor iremos praticando,
Do nosso Mestre observando o “Ide”
– Nossa missão com destemor cumprindo.
Seremos “sal”, seremos “luz” pro mundo;
Como foi Sal, como foi Luz o Mestre,
E, como Ele o foi, nós seremos santos!
80
Fatal Negligência
Thiago Rocha
Sonhei num sonho triste, impressionante,
Que um grande amigo me dizia adeus...
Havia dor expressa em seu semblante...
E lágrima a correr dos olhos seus...
O caminho! O caminho? Será distante?
Quem me pode guiar os passos meus?
Ó, meu amigo, parto neste instante,
Sem saber o caminho para Deus...
Foi um aviso, sim, eu bem senti
Que do Evangelho nunca lhe falara...
E ao telefone fui, correndo, para
Levá-lo à decisão por Cristo, ali:
“Onde está, por favor, o amigo meu?”
E do outro lado disse a voz: “Morreu!”
81
A ORAÇÃO DO SERVO
Jonathas Braga
Integra-me, Senhor, no teu serviço
e toma-me na tua mão potente,
para que eu seja sempre diligente
e ao teu divino Espírito submisso.
Afasta-me do mal, encontradiço
quando me vem num ímpeto veemente,
e eu fico exposto à dúvida inclemente
que arruína sempre o coração remisso.
Dá-me o perfume santo da humildade,
para que eu viva cheio da verdade
e me conduza, forte, até ao fim...
E certamente não serei vencido
pela vaidade de te haver servido
como se houvesse méritos em mim.
82
O cântico da minha esperança
Jonathas Braga
Eu quero ver o meu Brasil engrandecido
E o nome de Jesus por todos exaltado:
Este imenso Brasil a Cristo convertido
E por Cristo também um dia transformado.
Eu quero ver a luz do Evangelho brilhando
Por todos os vergéis da terra onde nasci,
E muitos corações a Cristo se entregando,
Num milagre de fé que igual eu nunca vi.
Eu quero ouvir a voz de inúmeras criaturas
Que ergam as mãos aos céus em preces comoventes
E confessem que estão em Cristo salvas, puras,
Cheias do amor de Deus, humildes e contentes.
Eu quero acompanhar esse imenso cortejo
De salvos por Jesus, buscando Canaã...
Parece que num sonho iluminado os vejo,
Na alvorada feliz de uma bela manhã.
Eu quero ouvir a voz de inúmeros cantores,
Desde a Amazônia verde às fronteiras do Prata,
Num coro sem igual, entre risos e flores,
Glorificando a Deus com a mais linda cantata.
Eu lhes quero sentir o gozo transbordante,
Que vibra em cada ser e em cada coração,
E os faz entoar assim a aleluia triunfante
Do Cordeiro de Deus na obra da redenção.
Eu quero então cantar com eles esse canto
Que traz consigo os sons de estranha sinfonia
E sai do coração que não conhece o pranto
E da alma que jamais passou sem alegria.
Eu quer que o Brasil inteiro ouça o meu grito
E atente para a voz que sai dos meus pulmões,
Como se fosse o ecoar de um brado ingente e aflito
83
Querendo converter todos os corações.
Eu quero que Jesus penetre nesses lares
Onde há fome de pão e sede de água viva
E penetre também em todos os lugares
Onde a alma não possui a glória rediviva.
Eu quero ver o meu Brasil feliz um dia,
Poderoso e feliz sob o olhar de Jesus:
Um glorioso Brasil de beleza e poesia,
No divino esplendor do Evangelho da Cruz.
84
Consagremo-nos a Cristo
Zenas de Resende Vieira
Testemunhar de Cristo envolve todo crente;
Dediquemos a vida ao nosso Salvador,
Ele dará poder, poder suficiente,
Se largarmos o mal e todo desamor.
A comovente história, atroz lá do Calvário,
Concernente a Jesus que foi crucificado,
Escrita deve estar no branco vestuário
Do servo que por Cristo fora consagrado.
Se do Ressuscitado vem a redenção,
Devemos o Seu nome ao mundo anunciar,
Recebendo de Deus a farta provisão.
Da santificação convém, convém lembrar,
Sem vera santidade é vã a pregação
E para que pregar, sem antes adorar?
85
Salvo para Servir
Zenas de Resende Vieira
Quem se faz um homem novo
Pela regeneração,
Já faz parte deste povo
Que proclama a salvação.
Quem na vida tem um alvo,
Quem já segue após Jesus,
Quem por Ele já foi salvo
Irradia a Sua luz.
Já publica pela terra
Ser Jesus, o Salvador,
Ser a luz, na qual se encerra
O divino resplendor.
Mui humilde a Cristo adora
Quem O tem por seu Senhor,
Quem do céu já viu a aurora
Do Seu divinal amor.
86
Os campos em espigas
Zenas de Resende Vieira
Eis as searas, crespas, amarelas,
Ei-las dourando os montes, as baixadas,
Eis quantos já sobraçam as gavelas,
Trazendo-as todas já bem amarradas.
Homens fortes, e moços e donzelas,
Formigam pelas áreas cultivadas,
Com as braçadas trêmulas, singelas,
Para serem por carros transportadas.
Ergue-te, tu, ceifeira mocidade,
Povo de Deus, prepara! Sim, desperta!
Os homens induzindo à santidade!
Sem Jesus, caminhar é coisa incerta,
Sem direção, sem vera liberdade;
Só Jesus, do pecado, é Quem liberta!
87
Eis, ó crente, o teu dever
Zenas de Resende Vieira
Eis, ó crente, o teu dever
De anunciar Jesus;
Não há tempo pra perder,
Urge espalhar a luz.
Vamos juntos proclamar
Para todo pecador
Que Quem pode nos salvar,
É Jesus, o Salvador.
Sim, convém anunciar:
Tem Jesus cabal poder
Pra remir, para salvar,
Para os homens converter.
Vale a pena relatar
A mensagem sã da cruz,
Que de Cristo o amor sem par
Em justiça se traduz.
Necessário é divulgar
Que Jesus por nós Se deu,
Que pra nos purificar,
Lá no lenho padeceu.
88
Livres por Cristo
Zenas de Resende Vieira
Livres nós somos agora,
Nosso Senhor é Jesus,
E nos propomos servi-Lo,
Pois o Seu reino é de luz.
Qual ferramenta
Pra ser usada por Deus,
Nos demos nós ao bom Mestre,
Querendo ser servos Seus.
Servir a Deus é servirmos
À nossa causa maior;
Servir a Deus é buscarmos
Dos prêmios, sempre o melhor;
Os pecadores!
Eles esperam por nós;
Santa mensagem de vida
Voe dos remidos na voz.
Seja o Senhor nossa ajuda,
Para fazermos o bem;
Servos fiéis que sejamos,
Cristo depressa já vem.
Crentes em Cristo,
Vamos Seus hinos cantar,
Na gloriosa jornada,
Rumo do Seu santo lar.
Nosso viver tão sofrido,
Enquanto estamos aqui,
Não mais será lembrado
Quando estivermos ali.
Sempre Deus cumpre
Suas promessas sem par:
Todos os crentes em Cristo
Nos céus com Deus vão estar.
Pela justiça de Cristo,
Na cruz pedida em penhor,
89
Ao pecador quebrantado
Fornece Deus Seu favor.
Seja louvado
O bom Cordeiro pascal,
Seja exaltado o Seu nome,
Pois nem existe outro igual.
90
Em busca da consagração
(Dedicado aos verdadeiros servos)
Zenas de Resende Vieira
Senhor, és sempre amigo mui leal,
Tu me defendes com o Teu bordão.
Que eu possa Te servir, tempo integral,
Movido por sincera gratidão.
Lendo o Teu Livro, possa Te servir,
Aprimorando a santificação;
Quando a lavrar, tecer ou a cerzir,
Fazê-lo, à guisa de uma devoção.
Que eu busque ser mais douto sabedor
Dos bens que vêm da Tua oblação;
São os meus feitos pobres, sem valor;
Do lenho vem a minha salvação.
Ó, santifica o meu testemunhar,
Lá onde exerço a minha profissão,
Também que eu possa em qualquer lugar
Mui bem servir na casa de oração.
Se Tu, Senhor, desejas me incumbir
De trabalhar na Argélia ou no Japão...
Que eu seja pronto para Te seguir,
Pois és o meu supremo Capitão.
Possam os Teus servos, homem ou mulher,
Quer na missão ou obra secular,
Melhor servir-Te, quanto for mister,
Tudo fazendo pra se consagrar.
91
Proclamemos a Jesus
Zenas de Resende Vieira
Eis os remos:
Naveguemos,
Conquistando a vastidão!
Nossos mares,
Nossos ares,
Escondidos inda estão.
Nós, os crentes,
Corpos, mentes...
Oh, sirvamos ao Senhor!
Eis os povos,
Velhos, novos,
Sem Jesus, sem Seu favor.
As larguezas
Das riquezas
E conquistas lá da cruz,
Serão dadas
E espalhadas
Pelos servos de Jesus!
Cristãos pobres,
Ricos, nobres,
Juntos falem desta paz,
Desta história,
Desta glória,
Que, de fato, satisfaz!
92
Cristo, causa da salvação
Zenas de Resende Vieira
Lá do madeiro – lenho vil, sangrento,
A vida emerge dentre a escuridão;
Daquele caos de dor e sofrimento,
Deus traz ao mundo eterna redenção!
E foi Jesus, o Filho bem amado,
Que lá na cruz Se fez por nós favor,
E assim, deixou-Se ser crucificado,
Pra Se tornar o nosso Salvador.
Já consumada a obra redentora,
Aberta a porta já, de par em par,
Pra salvação da alma pecadora,
É hora, ó crentes, ide anunciar.
Dizei, depressa, a quem está perdido,
Fiado em obras vãs e religião,
Que, tendo Cristo outrora padecido,
Fez-Se Ele a causa dessa redenção.
Deus deu Seu Cordeiro imaculado
Por sacrifício para a salvação;
Seu sangue purifica do pecado
A quem aceita a Sua expiação.
93
Ide e pregai
Zenas de Resende Vieira
Ó vós, que tendes já as vossas mentes
Esclarecidas por divina luz;
Vós que sois salvos, que já sois bons crentes,
Pregai ao mundo o nome de Jesus.
Dentre os que sois de Deus adoradores
E enchestes já de glória o coração,
Sim, dentre vós, Deus tira os pregadores
Que, no Seu Nome, a todo o mundo vão.
Ainda que o mundo inteiro zangue,
Falai de Cristo e seu excelso amor,
Falai também acerca do Seu sangue,
Da Sua cruz, da Sua grande dor.
Dizei aos povos deste mundo inteiro
Que Jesus Cristo é Salvador e Deus;
Falai depressa, sim, falai ligeiro,
Que Jesus salva a nobres e plebeus.
Fazei saber nos falsos santuários
Que Jesus Cristo salva o pecador;
Dizei da pátria aos muitos dignatários
Que não há outro Rei, nem Salvador.
Fazei saber de Deus o grande empenho
De convencer, ganhar e redimir;
Dizei que Cristo foi até o lenho
A fim de abrir as portas do porvir.
94
Ribeirinho
Renata Bianca Rodrigues
Ribeirinho que nasce da pesca
Ribeirinho que vê o sol nascer
Ribeirinho que sonha acordado
Ribeirinho da farinha
Ribeirinho madeira
Cor de canela
Ribeirinho do amor
Que vive em pé
Trabalhando sol a sol
Com esperança no olhar
Que vive da água do rio
Do lado do rio distante
Procurando você
Você que está longe,
O Senhor vem te socorrer
Seja de avião
Seja de barco
Em cada coração
A vida do ribeirinho conhecer
Alegria e esperança
Tranquilidade,
Transmitindo o amor do Criador
Poucos conhecem
Poucos só ouviram falar
Quem é esse o Criador, que diz que me ama e morreu por mim?
Passamos por paisagens, árvores e pássaros
Tudo que está ali
Foi Deus quem criou
Cada amor vem do Pai,
Deparamos com e realidade
Logo de cara
Vimos o sorriso
Enfim, chegamos lá.
Ribeirinho você está perto de mim
Você vem com o aperto de mão
E eu com um abraço apertado
Cheio do amor de Deus para oferecer
Cheio da palavra para compartilhar.
95
Ribeirinho hoje e amanhã
Quem é esse ribeirinho?!
96
QUEM É ELE?
David Gomes
Mas, que é esse de jeito assim cansado
que a sorrir percorre o nosso povoado?
Quem é ele que leva na viagem
um cofo com seu rancho
e a Bíblia com a mensagem?
Já o vi pelos rios, navegando alegre
e o encontro outras vezes em pensões de margem
com o povo bom, com o povo incréu
ele é sempre o mesmo, apontando o céu...
Quanta vez mal chegou e vai seguir além
levando seus tratados, com a mensagem do bem.
Canta e ensina ao povo, chora ao ver a dor
combate o pecado, mas transborda em amor!
Deixou atrás sua gente e o conforto alegre
da cidade festiva, cativante e viva
e veio ao nosso encontro
sem gáudio
nem comendas,
a viver nosso drama, a desfazer nossa lenda...
De Deus nos fala e que autoridade!
De amor ensina o ideal que anima.
Quem é ele, afinal, conhece-lhe o sinal?
Uma Junta o mandou, dizem uns
outros protestam, pois contam sua vinda
como oferta de Deus, risonha e linda...
E ele vai feliz, abrindo seu caminho
escola veio dar,
remédio receitar,
e prega o Salvador
que liberta o mesquinho!
Distância ele não vê, calor jamais reclama.
Encarna em sua calma, o Deus bom que proclama,
97
a pergunta, no entanto, ainda está no ar:
Mas quem é esse de jeito assim cansado
que a sorrir percorre o nosso povoado?
É o missionário, amigo, a luz que o céu proclama
o arauto que o sertão veio tirar da chama,
sacando ao pecado, as almas vis, perdidas,
por Cristo, Salvador, Reconstrutor de vidas!
Bendito sejas,
MISSIONÁRIO!
98
Prece por Mensageiros
Lindolfo Weingärtner
Se não houver quem profetize,
Quem fale aos homens com poder:
Senhor, o que será da terra,
Se teu juízo a surpreender?
Se não houver quem diga ao mundo
Que só em ti há salvação:
Por falsos deuses enganado,
Perecerá na escuridão.
Cidade, que sem atalaia,
A espada não verá chegar:
Acordará desprevenida,
O seu destino a lamentar.
Ó Deus, nos faze mensageiros
Da boa nova de Jesus!
No mundo inquieto e conturbado
Ergamos o sinal da cruz!
Sinal de alerta e de esperança,
Sinal de juízo e de perdão:
Ao mundo inteiro o anunciemos
Que em Cristo há paz e salvação!
99
Convertidos do mundo – Convertidos para o mundo
Lindolfo Weingärtner
Nos teus caminhos terrenos,
Tu convidaste, Senhor,
Os aflitos e os carregados
A lançar sobre ti sua dor.
Aos discípulos teus disseste:
Quem em mim permanecer,
Qual vide ligada à videira,
Muito fruto haverá de trazer.
Nós ouvimos o teu chamado,
Pelos tempos a ressoar;
Refúgio em ti buscamos
Das ondas revoltas do mar.
Do mundo impiedoso fugimos,
Atraídos por teu amor.
As costas voltamos às trevas,
Convertidos a ti, Senhor.
Mas agora, ó Cristo, nos lembras
Que na busca da tua paz
Não nos cabe fugir do mundo,
Pois tu mesmo no mundo estás!
Não o queres deixar nas trevas,
Pois vieste a ser sua luz,
Sua única esperança –
Tu amas o mundo, Jesus!
Por isso o teu povo conclamas:
Fazei-vos ao alto mar!
Só deixando do porto a bonança,
Podereis minha rede lançar.
Meus discípulos – ide ao mundo –
A boa nova pregai!
Erguei os sinais da graça –
Entre os povos meu nome anunciai!
Há muitos a errar pela terra,
Sem rumo nem direção:
100
Convidai-os à minha mesa –
Parti com eles o pão!
E não penseis que sozinhos
A tarefa havereis de enfrentar:
Eu mesmo estarei convosco
Até este mundo acabar.
101
(QUASE) UM RONDÓ DO DISCIPULADO
Josué Ebenézer
Eu olho este meu sonho
de viver o discipulado
e o meu ideal é tamanho
que lanço mão do arado.
E passo a olhar o estranho,
e o outro que está ao lado,
com olhar nada enfadonho:
é o amor de Deus revelado!
E a vida, então, acompanho
do discípulo que me foi dado
pra de seu ser, vil estanho,
em ouro ser transformado.
E com leveza eu apanho
a mensagem do crucificado
e a levo feliz no meu sonho.
102
REVISITAS À GRANDE COMISSÃO
Josué Ebenézer
1
Ir por todo o mundo
mas primeiro ir
ao mundo interior
e ficar parado
por um tempo
ouvindo a voz de Deus
2
Pregar o evangelho
antes, porém, falar
consigo mesmo
conversar com a alma
dialogar com Deus
ouvir a voz do coração
3
Ir à própria casa
antes de ir
à casa dos outros
falar com a esposa
conversar com filhos
conquistar a família
ser feliz
4
Não ter pressa pra falar –
melhor que falar é viver –
conte com seus gestos
relate com suas ações
que o Cristo lá da cruz
ganhou vida em você
5
Mostre a nova vida
há uma nova criatura
ganhando corpo em você
deixe o velho homem
103
eis que tudo se faz novo
não há tempo a perder
6
Seja sal da terra
descubra o seu sabor
o tempero de Cristo
dá paladar a vida
e preserva a humanidade
da deterioração
7
Seja luz do mundo
ilumine corações
dar à luz
pode ser mais
que um bebê chegando
pode ser o brilho do Cristo
luzindo na escuridão
8
Se queres seguir a Cristo
primeiro, negue-se a si mesmo
como o próprio Cristo fez
sendo Deus, esvaziou-se
ficando na altura dos homens
para elevá-los, depois
às alturas de Deus
9
Para seguir a Cristo
também é necessário
tomar a cada dia a cruz
carregar o compromisso
da morte do eu permanente
pra não ser permanecente
a vontade pessoal
10
Só consegue seguir a Cristo
ouvindo o “siga-me” dele
aquele que sem embaraços
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  • 1. 1
  • 2. 2 Antologia de Poesia Missionária Volume 3 Uma seleção de Poemas e Frases Para inspirar a Igreja em sua Missão LIVRO GRATUITO Não pode ser vendido Organização e edição: Sammis Reachers São Gonçalo 2017
  • 3. 3 Em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante 1517 – 2017
  • 4. 4 ÍNDICE Apresentação ............................................................................................................... 08 Charles Studd Antegosto ......................................................................................................................... 10 Sem Justificativas ......................................................................................................... 13 Jesus Somente ................................................................................................................ 16 O Deleite do Cristão, na Terra e nos Céus .......................................................... 21 Só uma vida, que logo vai passar, só o que for pra Cristo irá ficar ......... 26 Mário Barreto França A Heroína de Craonópolis ........................................................................................ 28 O Brasil para Cristo ..................................................................................................... 34 Prêmio Glorioso ............................................................................................................ 36 Sarah Judson Cristãos, Venham Ajudar-nos! ................................................................................ 37 Sady Machado Dedicação... ..................................................................................................................... 39 “Dai-lhes vós de comer...” ......................................................................................... 41 Inteiramente... ............................................................................................................... 43 Myrtes Mathias O Exemplo de Pedrinho ............................................................................................. 45 Os que ficam ................................................................................................................... 49 Flor de Cacto .................................................................................................................. 51 José Britto Barros Salvemos o Brasil ......................................................................................................... 52 Missões ............................................................................................................................. 54 Desperta, Nelson! ......................................................................................................... 57 Meditação Missionária ............................................................................................... 60 Meu Brasil, para Jesus ................................................................................................ 62 "Dize que marchem!" .................................................................................................. 65 "Rogai ao Senhor"... .................................................................................................... 70 Vozes do Além ............................................................................................................... 72 Oração Missionária ...................................................................................................... 75 Celso Diniz Não Vês? ........................................................................................................................... 77 Quem há de ir por nós? .............................................................................................. 78 Seremos Santos ............................................................................................................. 79 Thiago Rocha Fatal Negligência .......................................................................................................... 80 Jonathas Braga A oração do servo ......................................................................................................... 81 O cântico da minha esperança ................................................................................ 82
  • 5. 5 Zenas de Resende Vieira Consagremo-nos a Cristo .......................................................................................... 84 Salvo para Servir .......................................................................................................... 85 Os campos em espigas ............................................................................................... 86 Eis, ó crente, o teu dever ........................................................................................... 87 Livres por Cristo ........................................................................................................... 88 Em busca da consagração ......................................................................................... 90 Proclamemos a Jesus .................................................................................................. 91 Cristo, causa da salvação ........................................................................................... 92 Ide e pregai ..................................................................................................................... 93 Renata Bianca Rodrigues Ribeirinho ........................................................................................................................ 94 David Gomes Quem é Ele? .................................................................................................................... 96 Lindolfo Weingärtner Prece por Mensageiros .............................................................................................. 98 Convertidos do mundo – Convertidos para o mundo .................................. 99 Josué Ebenézer (Quase) um rondó do discipulado ...................................................................... 101 Revisitas à grande comissão ................................................................................. 102 Não me perguntem ................................................................................................... 106 A missão do discípulo .............................................................................................. 108 Discipuladoramente ................................................................................................. 109 Carrego comigo neste andar… ............................................................................ 110 Terras férteis ............................................................................................................... 111 O discipulado não realizado .................................................................................. 112 As emoções ................................................................................................................... 113 Charles Greenaway Se Eu Desistir .............................................................................................................. 115 Johnson Gnanabaranam Testemunho e serviço ............................................................................................. 116 Paul David Tripp Odeio esperar .............................................................................................................. 117 Luis M. Ortiz A colheita é muita ...................................................................................................... 120 Porque tão poucos os obreiros? .......................................................................... 121 Avante semeador! ..................................................................................................... 122 Apressa-te a lutar ...................................................................................................... 123 Glória de ser Missionário ....................................................................................... 124 William Vicente Borges Eu Escolhi Seguir o Chamado ............................................................................... 125
  • 6. 6 Júnior Fernandes Testamento .................................................................................................................. 126 Alysson Alves O Homem que Contou Meus Cabelos ................................................................ 127 Jairo de Oliveira Os que ainda não ouviram ..................................................................................... 129 Régia Viviane Veiga Leva-me já, ó Senhor! .............................................................................................. 130 Newton Messias Pescar, semear ............................................................................................................ 131 E. E. Hulbert A oração do missionário ......................................................................................... 132 Samuel Pinheiro - IDE ................................................................................................................................. 133 Karla Fernandes ABA .................................................................................................................................. 134 José Aguiar João 3.16 ........................................................................................................................ 135 Luís Guerreiro Beber do Evangelho ................................................................................................. 136 Voz de Encorajamento ............................................................................................ 137 Rany Almeida Pés que anunciam... Até que Ele venha ............................................................ 138 Alcina Soares da Silva Por que Missões?! ...................................................................................................... 139 José Carlos Farias Ferreira Eis-me aqui ................................................................................................................... 142 Roberto Celestino A Parábola do Semeador ........................................................................................ 143 Eu amo o Brasil ........................................................................................................... 145 É tempo de avançar .................................................................................................. 146 E como ouvirão? ......................................................................................................... 147 Sonia Lodiferle O Semeador .................................................................................................................. 148 Árvore Infrutífera ...................................................................................................... 149 José Ribamar A Chamada de Pedro e André .............................................................................. 150
  • 7. 7 Edna das Dores de Oliveira Coimbra Missionários de Cristo ............................................................................................. 152 O Pão da Vida .............................................................................................................. 153 Amena Brown Poema da Missão ....................................................................................................... 154 Frances Havergal Consagração ................................................................................................................. 156 Sammis Reachers Emissário ...................................................................................................................... 157 Ao Deus dos Missionários ...................................................................................... 158 Carta aos Missionários ............................................................................................ 159 Autores Desconhecidos Acalme meu passo, Senhor! .................................................................................. 160 Semeador ...................................................................................................................... 162 Nós nos comprometemos... .................................................................................. 164 Pentecostes .................................................................................................................. 165 Não calarei .................................................................................................................... 166 Sua vida é Jesus para alguém ............................................................................... 167 FRASES Missionais ...................................................................................................................... 168 Motivacionais ............................................................................................................... 213 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 217 ORGANIZADOR ......................................................................................................... 219
  • 8. 8 Apresentação “A poesia é o idioma mais destilado e mais poderoso”, asseverou a poeta americana Rita Dove, ciente de que a poesia é a melhor maneira de comunicar, e comunicar com grandeza, a verdade. E isto é o que uma heterogênea coletividade de poetas cristãos faz, com rara felicidade, nas linhas aqui coligidas: empregam sua lírica para versejar sobre a mais sublime das tarefas dada a um homem – comunicar a tempo e fora de tempo a Verdade, a Boa-nova de Cristo, e Seu poema escrito em sangue naquele rude madeiro. Sim, trabalhar em Deus e por Deus para a obra de salvação dos demais: sobre tal tarefa e sobre aqueles que a executam se desenvolvem estes versos. A produção de grandes poetas de saudosa memória como Mário Barreto França, Mirthes Matias, Jonathas Braga e Celso Diniz une-se à de poetas de agora, colaboradores que gentilmente enviaram seus textos para esta seleta. Além de autores pátrios, contamos com textos de autores de todo o mundo, alguns traduzidos especialmente para esta obra, caso, dentre outros, dos poemas do exemplar missionário e verdadeiro herói da fé dos tempos modernos, Charles Studd; de Sarah Judson, segunda esposa do insigne Adoniran Judson, e do pastor e grande promotor missionário porto-riquenho Luis M. Ortiz. E ainda coligimos textos anônimos, alguns cujo conteúdo adaptamos para vestir-lhes de conotação missionária. Mas esta é também uma seleta de frases. Sim, muitas: são 48 páginas de frases sobre a missão da igreja, colhidas em livros, revistas, artigos e ainda por nós traduzidas diretamente do inglês e do espanhol. E ao lado dessas frases escritas ou proferidas eminentemente em contexto eclesiástico/missiológico, por aqueles que promovem, sustentam, pensam e fazem a Missão, reunimos também frases motivacionais de origem diversa, tudo isso com o objetivo de ferramentar a igreja para o cumprimento de sua razão de ser terrena, a qual seja, proclamar a cada povo, língua e nação a boa nova de Cristo. Assim, após diligente esforço apresentamos aos leitores esta seleta, neste algo inusitado formato de almanaque literário, já consagrado no primeiro1 e no segundo2 volumes desta iniciativa, e cujo motivo de ser e conteúdos visam acima de tudo a despertar e avivar o ímpeto missionário de cada cristão e igreja ao seu alcance. Compartilhe esta obra e seus textos das formas que lhe parecerem oportunas, pois os campos branquejam e os segadores permanecem 1 Primeiro volume publicado em 2010. CLIQUE AQUI para realizar o download gratuito. 2 Segundo volume publicado em 2013. CLIQUE AQUI para realizar o download gratuito.
  • 9. 9 ainda poucos em face da gigantesca seara, cujos meandros de mais difícil e inseguro acesso esperam a manifestação dos filhos de Deus. Não temos opção outra senão avançar, até que Ele venha! Maranata! Sammis Reachers, editor
  • 10. 10 Antegosto3 Charles T. Studd Tradução de Cesare Turazzi Quero ser como Jesus, Ele que do Trono veio a descer E por pecadores dignos do inferno Viver, servir e morrer. Deixando toda Sua glória, Seu poder deixou de lado; Seu prato de entrada: ah!, uma manjedoura! Seu prato principal: crucificado! Nós, tolos, O rejeitamos E deixamo-lO, O único verdadeiro Vitorioso Que já viu esse mundo de pó. Por homens, desprezado, rejeitado; Por demônios, divinizado; Por amigos, negado, abandonado; Por anjos, glorificado. Viverei e morrerei por Jesus, Batalhando pelo que é direito, Proclamando a salvação de Cristo Aos pecadores à esquerda, à direita. Não serei uma boneca de porcelana, Vivendo no conforto do lar; Mas serei um soldado cristão! Que com Cristo ama andar. Não me esgueirarei! Tais palavras reverberam: “E os seus compatriotas irão à guerra enquanto vocês aqui ficam?”. 3 N. do T.: Por escolha do editor, dado o intuito-alvo da publicação, os poemas de C. T. Studd aqui publicados foram traduzidos livremente, sem escansão/metrificação.
  • 11. 11 Antes um incrédulo, Jamais confessando Seu Nome, Do que, confessando-O, Alguém que da batalha some. Se pregasse e ensinasse As bênçãos que podemos receber, Eu não encalharia em Bretanha Para mero falar e escrever. Não diria aos demais: “Vão, Os lobos requerem atenção; Quanto a mim, agradarei as ovelhinhas Que frequentam nossas assembleias.” Eu não teria coragem de criticar Os guerreiros em epopeia, Se coragem não tivesse de Deixar a barra de saia da Sra. Europeia. Eu não seria um falastrão, Com substantivos, verbos, Frases e versos polidos, Palavras tantas em aliteração. Tais podem agradar senhoras, E de ambos os sexos servos; Um soldado, porém, elas nauseiam, Irritam e dão nos nervos. O coração dum soldado é simples, E veraz, e bravo, e forte; Não é dado aos sentimentos Sensíveis de um mote. As obras de um soldado São forjadas em obras de ouro, Ele não cultiva flores, Ele reputa meras palavras por coisa de tolo. Suas palavras, poucas e simples: Ditas num supetão,
  • 12. 12 Chegam a soar como trovão, Como que um raio do céu, um clarão! Seus comandos são frios, E concisos, e sonoros, e ásperos, Mas movem sua artilharia, Soldados a cem, a mil! Seus homens estão fatalmente certos De que, enviados à batalha, O comandante não ficará em Bretanha Com medo do calor da fornalha. O “vá” do capitão significa “vamos!”, Ele luta à frente de seus homens; Nenhum prazer, riqueza mundanos Seriam motivo para abandoná-los. Assim Jesus guia o caminho E protege-nos a retaguarda; Ele permanece no pior da batalha, E salva, e socorre, e exorta. Hei de dar tudo por Jesus, Como o valente Epafrodito, Que arriscou a vida por Paulo, O príncipe do exército de Cristo. Como melhor viver, sendo Seu, Do que dando tudo por Cristo, Que viveu e morreu por pecadores, Que dos céus desceu? Viverei e morrerei por Jesus, Guerreando pela reta justiça; Proclamarei a salvação de Cristo A pecadores, noite e dia.
  • 13. 13 Sem Justificativas Charles T. Studd Tradução de Cesare Turazzi Nosso Salvador ordena: Crendo em nossos corações, Que preguemos a Salvação Por toda a terra, a todas as nações. O mundo está escancarado, As terras já foram exploradas; As dores e carências dos ímpios Pelo Senhor só podem ser saradas. Nunca tivemos tantos cristãos, Nunca foram tão ricos e intelectuais; Nunca se profissionalizaram tanto. Por que desejamos o mundo mais e mais? Engordamos de banha feito Jesurum? Nosso fígado, ou cabeça, inchou? Tornamos-nos paralíticos? Ou surdos ao chamado que Cristo nos legou? Quando navegar seria tão fácil? De mar a ultramar, entroniza-se paz, paz; Viajar nunca foi tão simples, “Vaza-nos”, hoje, impetuosidade assaz. Como fitaremos nosso Salvador Quando, em glória, dos céus retornar E perceber que, negligentes, deixamos De mesmo sequer a uma tribo pregar? Se os soldados ou marinheiros de Jorge V. Fossem comandados a terra subjugar, Jamais ousariam pestanejar e, furiosos, Depressa a ordem viriam a abraçar. Por que os soldados de Jesus Tardam a obedecer a Sua voz, por sua vez?
  • 14. 14 Depressa! Mãos à obra, rememos. Precisamos de nada senão fé e intrepidez. Vamos! Cessemos falatórios vãos sobre tradição, Os quais invalidam a Santa Palavra do Senhor, Afoguemos toda nossa pretensão anticristã No inferno, e preguemos, aqui e no exterior. Recusemos viver no prazer egoísta, No acúmulo de bens; Lutemos ou até morramos para libertar Os povos para além do mar. Destruamos nossas barreiras egoístas E não nos conformemos com a derrota; Devemos almejar intensas conquistas, Senão perderemos como sempre. Cristo foi um bravo guerreiro, Também foram Paulo e Pedro; Eles avançaram com tamanho ímpeto Que o diabo mal aguentava de medo. Eram dias áureos, não davam lugar ao egoísmo; Afinal, eles guardavam a retaguarda companheira, E venciam batalhas impossíveis, Deixando o diabo sem eira nem beira. Todo soldado corria visando vitória, Ninguém engatinhava choramingando; “O quê?! Parem prum cafezinho”, esse é o falatório – “Vamos brincar um pouco de ciranda cirandando”. Eles não vestiam coletes à prova de balas, Cada um era sem medo e destemido; Não ansiavam pelo fim do expediente ‘Té que o vencer estivesse garantido. Se lutássemos assim, A vitória já não nos teria chegado? Mas é claro que sim e, assim sendo, Qualquer pormenor a menos é pecado.
  • 15. 15 Cristo certamente iria conosco; Cristo por nós velaria; Cristo não nos deixaria vacilar ‘Té que não houvesse mais ceifar. Resolvamos duma vez por todas: Terminemos nosso trabalho ou morramos; Poderemos o mundo evangelizar, Se formos homens o suficiente para tentar.
  • 16. 16 Jesus Somente Charles T. Studd Tradução de Cesare Turazzi Sim, eu viverei por Jesus, Deitarei o mundo fora; Sim, eu darei a Jesus Minha vida, tudo, será agora. Aleluia!, a Ele me entreguei, E agora oro, e rogo Para que eu possa, sempre, Dizer: “somente Teu serei”. Sou tão e tanto pecador, Sou um tolo constantemente; Devo agarrar-me a Jesus E ser Seu aluno incessante. Meu coração se encanta, Mas não sei como viver; Pelo gozo de pertencer a Jesus Quem me dera mais me ceder. Talvez eu imite Levi, Que serviu um jantar servil, Ocasião para Jesus Salvar outro ser vil. Oh, não será extasiante Jamais separar-se dEle, Andar e falar com Jesus, Todo confiado a Ele? Jesus, amigo sem igual, Tão doce, veraz, forte; Não fosse Sua amizade Estaria eu sem norte. Não há ser na criação Que O possa superar;
  • 17. 17 Quanto mais O conheço Mais meu próximo hei de amar. Ah!, a alegria de conhecer a Jesus, Traz paz e serenidade e calma; Por amor a Jesus, Entrego minha vida, de corpo e alma. Prefiro servi-Lo Na terra sofrendo perdas, A ter meu trono em altos céus, Pois assim não haveria uma cruz. Amo batalhar por Jesus, Por Ele corro qualquer risco; Estivesse o perigo fora de cogitação Onde estaria a diversão? Negligenciar o comando de Cristo De batalhar em terras distantes: Igualmente é não conhecer o prazer de Jesus Ao sair em batalha por Ele. Eu amei o que Cristo ordenou, É tão singelo e simples; Perguntas obscuras não perguntou, Mas simplesmente “Amas-me?”. Perguntou a Pedro, Que três vezes O negou; Depois o comissionou A pregar o Sacrificado que ressuscitou. O Evangelho de Cristo salva perfeitamente, Só Seu Sangue o pecado expia; O segredo para sair da iniquidade É olhar, fixo!, para Cristo somente. O segredo para o poder é simples: Obedeça a Deus, não a homens;
  • 18. 18 Nada senão tolice seria Adotar outros planos. Cristo comissionou Seu Espírito Para ser o Capitão de Seus santos; Não preciso de outro guia Senão Seu Espírito Santo. Ele não tolerará competição, Deus é um Deus de ardor; Cristo venceu e me comprou e por mim velou, Somente Ele é meu Senhor. Andarei na bendita liberdade divinal E O seguirei onde quer que for; Confiarei em Sua Palavra e presença, Lutarei sem medo ou temor. Alguns cristãos me chamam de tolo O mundo diz que estou “fardado” a morrer; Esperemos um pouco E vejamos o que Cristo tem a dizer. “Ele não tinha habilidades, Talvez seu falar fosse um breu; Mas fez o que ordenei, Ele entregou tudo a Deus.” Gostaria de ouvir dEle tais palavras, Embora seja um tanto improvável; Mas não me importo com a opinião do povo, Afinal não estou perguntando se sou ou não aprovável. Alguns permanecem, por bons motivos, em casa, Já outros ficam sem razão ou causa; Mas o covarde é o pior tipo, que apunhala Pelas costas quem foi à guerra. Cristo foi beijado no jardim Por um amigo íntimo;
  • 19. 19 Suponho que outros o imitarão Até que este mundo chegue ao fim. Alguns são comissionados Pelo Próprio grande Médico, Mas recorrem a mãos humanas, Que os deixam num canto esquecidos. Como se estas conhecessem melhor do que Ele! Ou suas palavras fossem de maior valor! Eles se esquecem de que Jesus É o lugar mais seguro deste mundo, onde quer que for. Alguns querem viver longamente, Como se não pudessem morrer cedo; Um dia com o Filho vale infinitamente mais Do que um milhão na Terra ou na Lua. Jesus é minha vida, E a morte meu maior quinhão; No Céu haverá prazer infindo, Mas na terra a dor é nosso pão. Se de fato crêssemos Nas palavras de Jesus Não temeríamos o futuro, Pois Ele é Luz. Quem conhece a Cristo como Professor É um pessoa maravilhosamente tola; Ela deixa esse paraíso terrestre E “foge” logo para a escola! Conheço pouco de mim mesmo, Mas Jesus conhece tudo; De alma exultante, canto e faço oração Sob Suas asas, Sua proteção. Maravilhoso é pertencer a Jesus, Única vida que vale viver; É gloriosamente divertido, é céu vívido Quando por Ele só resta morrer.
  • 20. 20 Sem hesitação, avante! Homens, suas espadas tomem! Coração e vida a Jesus! Abram as asas e voem! Voem na salvação de Cristo Até alguma nação pagã em trevas; Não há motivo para pestanejar, Jesus suas mãos irá segurar. JESUS É NOSSA MENSAGEM! JESUS É REI E SALVADOR! JESUS É NOSSO ÚNICO CAPITÃO! JESUS É TUDO, É ÚNICO SENHOR! Avancem, homens em Bretanha, Sejam bravos na Cruzada santa; Avante! Tomemos posse Das terras prometidas pelo Santo.
  • 21. 21 O Deleite do Cristão, na Terra e nos Céus Charles T. Studd Tradução de Cesare Turazzi A ordem por Cristo dada é simples, E deve ser obedecida; “Pregai meu Evangelho Por toda a terra”: Palavra dita e escrita. Cristo não tem favoritos, Ele viveu e morreu pela humanidade! Todos devem conhecer Suas palavras E ouvir Seu gracioso “Vinde”. Intempéries encararei Em terras desconhecidas, Aonde ninguém jamais fora, Pregarei Cristo a regiões sombrias. Deixarei as noventa e nove E buscarei pela uma que se perdeu; Retorná-la-ei a Cristo, Para que dEle ouça: “Você é meu”. A jornada não será fácil, A comida pode ter azedado, O clima ser traiçoeiro, Os homens uns endiabrados. Mas e daí? Meu Jesus Padeceu torturas e a cruz Por mim, principal dos pecadores, Para trazer-me à Luz. Talvez morte e pobreza, Ou pesar – ou dor – ou vergonha, Mas e daí? Os mártires viveram E sofreram sob a mesma sombra. Não desejaria viver Senão para lutar
  • 22. 22 Por Jesus Cristo e pecadores, Sob sol, chuva, luar. E nalguma batalha feroz, Eu amaria morrer lutando, Ver Jesus retornando Para levar-me aos céus. E andando nas ruas de ouro, De vergonha corarei, E meu rosto esconderei Até que minha coroa caia. Coroa que Jesus ganhou e deu A Seu Filho indigno, Que tão pouco fez, e fez mal, Mesmo imitando o Emanuel. Mas se ela não cair, lançá-la-ei Aos pés de Jesus, E correrei e buscarei o lugar Mais humilde entre os Seus. E provavelmente chorarei copiosamente Até que Jesus venha e seque meus olhos, Pois perceberei a profundidade De Seu grande sacrifício. E verei que não posso voltar E mais uma chance eu ter Para servi-Lo mais e melhor, E por Ele sofrer e morrer. Então exultarei em êxtase Junto a todos os santos: “Glória a Deus, o Pai, Ao Filho e ao Espírito Santo”. Também a alegria de encontrar Amados que haviam partido, E assistir aos demais Chegando, com gozo exprimido.
  • 23. 23 Oh! Que intimidade Na família de Deus; Imagine poder perguntar O que quiser aos Seus. Quero ouvir de Jonas Como foi dentro do peixe grande, E o quanto João Batista debochou Ao ver sua cabeça numa estante. Como Daniel se sentiu Ao entrar na cova dos leões; O que Gideão pensou ao sair Com senão trezentos homens. O que Nabuco4 pensou quando Viu os três quase gripados Ao serem lançados à fornalha Por não adorarem ouro forjado. E o que sentiram quando souberam Que haviam simplesmente Caminhado ao lado de Jesus, Que dos céus veio pelos Seus. Vemos que Nabuco. Foi pego de surpresa; Atônito, aumentou o fogo Para os três fazer de presa. Precisamos duns homens feito Sadraque, Mesaque e Abdnego Para nos fazer uma visita, E fazer a piedade vista. Os três nos diriam que estamos atrasados, E dementes, loucos até não poder mais ver, Feito o pobre tio Nabuco. esteve Antes de se arrepender. 4 N. do T.: O autor, no original, utiliza uma abreviação para o nome Nabucodonosor, “Nebby”.
  • 24. 24 Afinal, eis a estátua, Que agora chega à cidade! São tantos os devotos A lhe prestar lealdade. Ah, e o que Elias pensou no monte Carmelo Ao enfrentar a poderosa multidão! Eia!, como ele zombou dos baalins, Debochando, chamando seu deus de fujão. E o que os apóstolos sentiram e pensaram, E o que disse a mulher Quando, pasmados, viram Jesus Cristo Ressurreto dos mortos, a viver. Ah, as caretas cômicas dos Magistrados filipenses Quando tiveram de pedir perdão A Paulo e prestar-lhe benesses. Ah, os pensamentos de Simão Quando teve as correntes soltas; Os portões, sacudidos, foram abertos Feito o rugido de um grande leão. E por que a pobre Rode pensou Que seria caçoada, embasbacada, Por dizer a todos que Pedro estava À porta, batendo sem parar? Que pena! Que tal os rostos dos saduceus quando Dos pescadores escutaram: “Obedeceremos ao Senhor, não a homens!”. Ah, seus olhos se reviraram! Bom, eles sabiam que Pedro Negara ao Senhor, por medo De mulheres, mesmo ambas Nenhuma arma portando. Eles devem ter se sentido como se Houvessem comido ovos podres;
  • 25. 25 As pernas bambearam, a boca amargou Ao ouvirem aquilo de Simão, aquele que negou. Ah, ao ouvirem Pedro, com olhares de horror!, Pedindo aos soldados romanos: “Por gentileza, crucifiquem-me, Mas não como a meu Senhor!”. Sim, e como a multidão olhou João enquanto o óleo fervia, Mas ele começou a cantar E ao Senhor só agradecia. Não haverá diversão no céu? Ouso declarar a todos Que jamais haverá tanto riso Quanto no paraíso. O prazer será infindo: Teremos um lar nos altos céus, A perfeita família do Pai celestial E o amor dos Seus, em tudo ideal. Serviremos, entusiasmados, O Mestre perfeito, e cada servo Cantará a Cristo Jesus: “Mais trabalho, para mim e para os Seus!”. Todo coração resplandecerá ao contemplar O rosto de Jesus, nossa Salvação; Cantaremos, sim, a maravilhosa História Da incomparável graça do Pai, oh Salvação!
  • 26. 26 Só uma vida, que logo vai passar, só o que for pra Cristo irá ficar Charles T. Studd Traduzido e adaptado por Mario Persona Um dia escutei duas linhas, nada mais, Enquanto viajava ocupado numa vida falaz; Aquilo, ao coração, trouxe certeza presente, E nunca mais sairia do pensar de minha mente; Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Uma vida só, isto mesmo, apenas só uma. Cujas horas, fugazes, são como a bruma; Então estarei com o Senhor no dia previsto, Ali, em pé, diante do Tribunal de Cristo; Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Só uma vida, ecoa uma voz no pensamento, Rogando: "Escolha o melhor de cada momento"; Insistindo que eu deixe minhas metas egoístas, E me apegue a Deus, em meus atos e m'ia vista. Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Só uma vida de anos breves na balança, Cada um com fardos, temores e esperanças; Todos com vasos que preciso encher, Do que é de Cristo, ou com o meu querer; Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Quando o mundo e miragens vierem me tentar, E Satanás quiser de minha meta desviar; Quando um ego inflado quiser tomar o meu ser, Ajuda-me Senhor, a sempre alegre dizer: Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Dá-me, ó Pai, um só propósito eu ter, Na alegria ou tristeza, a Tua Palavra viver;
  • 27. 27 Fiel e constante em qualquer tentação, A Ti somente eu dedicar em missão; Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Que Teu amor atice a chama de fervor, E me leve a fugir deste mundo vil de dor; Vivendo para Ti, e para Ti somente, O teu ide seja minha meta frequente; Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. Só uma vida eu tenho, sim, só uma, é verdade, Pra poder dizer, 'Seja feita a Tua vontade'; E quando ouvir Teu chamado, finalmente, Eu possa dizer que a vivi intensamente; Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. . . . Só uma vida, que logo vai passar Só o que for pra Cristo irá ficar. E se eu morrer, quão grande gozo terei ali, Se minha chama de vida foi consumida só pra Ti. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus... remindo o tempo, porque os dias são maus." 1 Co 10:31; Ef 5:16
  • 28. 28 A Heroína de Craonópolis Mário Barreto França (Aos pioneiros das Missões Nacionais e à poetisa Stela Câmara Dubois, em cuja biografia de Noeme Campêlo foram inspirados estes versos.) I Na taba dos Craôs. Um grande vozerio Faz a tribo acordar no altivo desafio Contra o branco invasor, que tanto os provocava E em suas possessões, sem ordem, acampava... Por que essa gente má não os deixa tranquilos E vive, sem motivo algum, a persegui-los? Pois que seja maldita a imposição cristã Que tenta os afastar do grande deus Tupã!... II Sentindo o impulso de vingar as dores Que suportaram seus antepassados Dos brancos maus e vis perseguidores, O chefe dos Craôs, em altos brados, Apertando nas mãos o seu tacape, Dirige-se aos guerreiros inflamados: – “Que nenhum branco dessa vez escape À justiça das nossas próprias mãos! Que a pedra da vingança, inda hoje, tape As covas rasas desses maus cristãos!” – III Mas eis que a voz dos espias Alegres notícias nos traz: “Eles falam nossa língua, Esses brancos são de paz!” E o velho cacique espelha No rosto a felicidade E diz: – “Eu irei falar-lhes Na voz da fraternidade.”
  • 29. 29 Seguem, com ele, os guerreiros, Com ele, também, irá A sua filha querida, Sua esbelta Penuá. Na clareira ensolarada, Sobre um tronco de palmeira, Sentada estava uma jovem De castanha cabeleira... Tinha nas mãos uma Bíblia E nos céus fitava o olhar, Na mais sincera das preces: – O sertão cristianizar. Essa jovem dedicada Era Noeme Campêlo Que, pelo Brasil caboclo, Trabalhava com desvelo. E, ao contemplar a indiazinha Com seu bonito cocar, Na simpatia dos santos Pôs-se com ela a falar: – “Filha de bravos guerreiros Por amor de vossa gente Eu vos trago, de bem longe, Este livro de presente. Ó aceitai Jesus Cristo Que por vós na cruz morreu...” Mas... da mata veio um silvo, E a índia pra lá correu. IV Quando Noeme ouviu Zacarias Campêlo Certo dia fazer um comovente apelo Em favor do sertão, dos índios brasileiros, Escravizados ainda aos instintos guerreiros E às vãs superstições que os tornavam ariscos, E ouvindo-o descrever os perigos e os riscos,
  • 30. 30 Por que passa, na selva, o intrépido cristão Que lhes queira levar a civilização, Ela sentiu, nessa hora, a chamada divina À causa das missões... Era inda tão menina! Porém, na mais sincera e grata adoração, A Deus ofereceu seu jovem coração... E, naquele momento, as suas almas puras Uniram-se no amor de duas criaturas, Cujo único desejo e vontade febril Era pregar Jesus aos índios do Brasil. Em casa, ao confessar ao pai, o seu desejo, Sua resolução, seu decidido almejo De levar o evangelho aos índios, ele disse: – “Mas que temeridade, ó filha, que tolice! Nas cidades também se prega, ao moço e ao velho, As doutrinas de Cristo, e a graça do evangelho. Fala, então, ao teu noivo e mostra-lhe as vantagens De não ir ao sertão, nem pregar aos selvagens.” Ela fala, porém: – “Se ele não mais quisesse Ir aos índios, então, todo o meu interesse Por ele findaria... E assegura-lhe, em pranto: – “Sentirei vossa falta e da mamãe, no entanto, Eu seria infeliz, se rejeitasse, ó pai, A chamada de Deus!” – E ele lhe disse: – “Vai! Se Deus te consagrou a tão nobre missão, Bendita seja, enfim, tua resolução!” – V Bem ao sul de Carolina, Atrás de verde colina, Surge a aldeia dos Craôs, Circundada de palmeiras, De copadas mangabeiras, Entre o abraço dos cipós... Aquela vida selvagem Em tão longínqua paragem Vai, agora, tumultuar;
  • 31. 31 É que Noeme Campêlo, No mais humano desvelo, O evangelho vai pregar. A indolência, os maus costumes, Lutas, desleixos, queixumes E a falta de educação Iriam ser condenados, Como outros tantos pecados Contra o Rei da Criação. E a missão evangelista Vai, de conquista em conquista, Restaurando o índio incivil À fé do cristianismo, À consciência do civismo, No coração do Brasil. E o selvagem, que era triste, Já sabe que Deus existe, Que existe a Pátria também; Já lê na sua cartilha Tudo o que sabe e o que tem... Mas esta felicidade, Por uma fatalidade, Vai, agora, terminar, Porque Noeme, depressa, A Carolina regressa Para nunca mais voltar... VI Longe da esposa amada e do lindo filhinho, Zacarias Campêlo enfrentava, sozinho, A inclemência do tempo e a quase indiferença Com que a tribo escutava a explicação da Crença, Das lições da cartilha e de como empregar A foice e a enxada, a fim de a terra cultivar. Nisto, chega um recado infausto e doloroso: – “Noeme passa mal!” O coração do esposo Palpita de apreensões... Mas era necessário Iniciar, sem demora, o longo itinerário
  • 32. 32 De volta a Carolina... A condução faltava... Iria mesmo a pé... O corpo fraquejava... Sem dormir, sem comer, apenas se nutria Das preces que ao Senhor, aflito, dirigia: – “Dá-me forças, ó Deus, pra vencer a distância; E livra-me, Jesus, desta mágoa, desta ânsia! ... Que o peito me asfixia! E concede, Senhor, Que eu possa suportar esta tão grande dor! ... Se é de tua vontade, a saúde e a energia Restaura-lhe, Senhor, para a minha alegria!”... Procurando vencer a fadiga e o cansaço, Ao romper da manhã, ele, apressando o passo, Descortinou ao longe a cidade... Doirando O casario, o sol vinha se levantando No festivo esplendor da sua luz radiosa, Saudando, em tudo, a vida alegre e majestosa... Na su’alma, porém, chorava o sofrimento Na dúvida cruel de um mau pressentimento... Tinha que percorrer ainda longa estrada; Mas a imagem da esposa, ingênua e delicada, Sorrindo na su’alma, as forças lhe animava. De tarde, chega em casa... Um bom grupo rodeava O leito de Noeme... Ajoelha-se, chorando... Toma-lhe as frias mãos, beija-as, de quando em quando, Dizendo-lhe: – “Querida, eu tenho orado tanto, Que Deus há de estancar a fonte do meu pranto! Em breve estarás boa e viverás contente Dentro do nosso lar, junto da nossa gente... E os céus nos sorrirão! ...” – Ela, porém, responde: – “Zacarias, eu sei que o teu amor esconde Minha sorte fatal! Contudo, eu sou feliz Porque Deus escutou as preces que lhe fiz E te trouxe a meu lado! Eu sei que vou morrer, Mas me sinto feliz... cumpri o meu dever! ... Eu vejo o céu se abrir numa festa de luz Para me receber, nos braços de Jesus!
  • 33. 33 Não chores! Mas sê forte e continua assim, Os índios conquistando, em memória de mim... Vós todos que me ouvis – menino, moço ou velho – Aceitai, sem demora, a graça do evangelho! Cantai, cantai comigo, este hino inspirador De quem confia em Deus, pelo seu grande amor: “Eu avisto uma terra feliz, Onde irei para sempre morar Há mansões nesse lindo país Que Jesus foi ao céu preparar. Vou morar, vou morar Nessa terra celeste porvir!” E diz: – “Por que chorar as cousas desta terra, Quando o céu é tão bom e a salvação encerra?” – E num último esforço ao se extinguir a vida, Falou: – “Recebe, ó Pai, minha alma agradecida! ...”. VII Morta! É morta a primeira e grande missionária, Resoluta, benquista, altiva, extraordinária, Que, deixando o conforto e as luzes da cidade E as várias diversões próprias da mocidade, Resolveu ir levar as celestes mensagens, No coração da Pátria, a todos os selvagens, Pondo acima de tudo o sonho juvenil De ver cristianizado o sertão do Brasil! E foi; e se fez mãe, e amiga, e conselheira: – A primeira mulher que, pela vez primeira, Catequizando a Cristo os índios do sertão, Cumpriu a mais gloriosa e esplêndida missão. Morta! É morta a primeira e grande missionária! Porém a sua vida excelsa, extraordinária, Para sempre ficou brilhando como a luz Do evangelho do Amor, da mensagem da Cruz!
  • 34. 34 O Brasil para Cristo Mário Barreto França Levanta o teu olhar, ó mocidade crente! Até onde puder chegar teu sonho ardente! E vê todo o esplendor de nossa pátria amada, Toda a grandeza, toda a fortuna ignorada Que seriam, no mundo, o máximo luzeiro, Se as soubesse explorar o povo brasileiro! Porém tu – mocidade! – aceita o sacrifício De, com a Bíblia na mão, ir combater o vício, A miséria, a indolência e o pecado infecundo Dos que vivem sem fé, chorando pelo mundo... Desfralda o pavilhão do Evangelho de Cristo E acorda este país para a Crença, porque isto É o problema moral de maior relevância Pra salvar a velhice e restaurar a infância, Ou para entusiasmar a pobre humanidade Nas lutas pelo Bem, no amor pela Verdade. A Crença é que desperta o gosto pelo estudo, O amor pelo trabalho empreendedor, por tudo Que representa, em si, o progresso de um povo! Anuncia, portanto, esse amor sempre novo Que Cristo nos legou e no qual te iluminas, Sorvendo a inspiração nas páginas divinas!... Em ti é que o Brasil descansa o seu futuro! E o que farás, então, para vê-lo seguro Na base do progresso e à vanguarda do mundo, Cristãmente feliz, sabiamente fecundo? Olha-o, na solidão cruel do extremo norte! Inculto, sendo rico; estéril, sendo forte! Contempla-o, no Nordeste, entre as secas tremendas. Ali, nesses sertões, da crendice e das lendas, De anônimos heróis ou míseros escravos, É que a pátria suporta os maiores agravos... É o Brasil de Goiás, de Minas, Mato Grosso,
  • 35. 35 Do Amazonas, Pará... desse eterno colosso, Que dorme o sonho vão da força adormecida E anseia despertar para o esplendor da vida! É o Brasil infeliz das tribos decadentes, Expostas à cruel exploração das gentes, Donas de tanta cousa e sem direito a nada, No império colossal da mata torturada. É o Brasil de São Paulo a rir nos cafezais, Brasil industrial, do garimpeiro audaz; Brasil do extremo Sul, dos pampas verdejantes Que, cobertos de bois, vão se perder distantes... É o Brasil do campônio e do honesto operário, Dos que arrastam, na vida, o trágico fadário De ver o seu labor tão mal recompensado, Mas sempre esperançoso e sempre conformado... Brasil comercial, ou Brasil idealista, A tudo – mocidade! – alonga a tua vista, E desfralda, com fé, a bandeira da paz, E prega a salvação, e não te cales mais! Levanta o teu olhar, ó mocidade crente! Até onde puder chegar teu sonho ardente! E, a crença a proclamar sob este céu de anil, Conquista para Cristo o povo do Brasil!
  • 36. 36 Prêmio Glorioso Mário Barreto França Mocidade cristã, há um presente régio Ao que prega o evangelho eterno do perdão, E oferece, ao que sofre, o grande privilégio De encontrar em Jesus a sua redenção. A Igreja do Senhor é o melhor colégio Onde a Bíblia garante exímia educação, E onde as lições de fé, dadas por Mestre egrégio Põem uma enciclopédia em cada coração. Mas, para isto, é mister muita perseverança. Fazei da Fé, do Amor e de vossa Esperança Degraus para a ascensão à Glória do Senhor! E proclamai ao mundo o Verbo extraordinário Que fez da expiação suprema do Calvário O código do Bem, para as sanções do Amor!
  • 37. 37 Cristãos, Venham Ajudar-nos!5 Sarah Judson Tradução de Cesare Turazzi Oh, vocês, em quem o glorioso Evangelho Resplandece com feixes de doce esplendor, Apiedem-se das nações cegadas por ilusão, Encobertas por das trevas horrendo torpor. Oh, vocês, cujos corações ardem Pelas esperanças que a eles esperam; Vocês, que conhecem a misericórdia de um Salvador: Ouçam nossas orações que mui se esmeram! Vejam-nos, mesmo ao brilho do sol e lua, cegos, Curvados em seus terríveis santuários; A loucura está gravada em seus rostos, Frutos de uma mente sem descanso; Jamais ouviram sobre Jesus, Nunca ao Eterno vieram a orar; Eles andam por trilhas de morte: Cristãos!, cristãos!, venham ajudar! Pelo grito lacerante de pavor Ouvido do cortejo fúnebre ardente; Pelo festejo ridículo que, seguido, vem em ardor, E pelo brâmane, como que sorridente; Pelo choro lancinante do infante Afogado nas agitações do rio Ganges; Pelo olhar materno que pesar sente: Amigos de Jesus, venham salvar essas gentes! Pelo peregrino, já fraco – a morte chama – Vagando longe dos amigos e lar, Buscando por vã e sem fim fama Na tumba do falso profeta Maomé; Pela nação, cega e escarnecida, Que o Filho de Deus veio a matar: Cristãos, concedam-nos nossa petição, Antes que a vida venha a nós findar. 5 N. do T.: Por escolha do editor, dado o intuito-alvo da publicação, o poema foi traduzido livremente, sem escansão/metrificação.
  • 38. 38 Pelas tão miseráveis esperanças da África, Que, chegada a morte, desvanecer-se-ão: Pelas lágrimas ferventes que escorrem Dos olhos fundos do escravo – fundos eles estão; Pelos terrores do julgamento, Que selará toda sentença final; Ouçam nosso sincero lamento, Oh, Amigos de Jesus, venham! Pelos sofrimentos e labores dos mártires, Por seu amor, zelo, paciência; Pela promessa do Todo-Poderoso, Do Seu Trono Ele se curva e nos contempla; Pelo último mandamento, tão precioso, Pelo ressurreto Deus deixado; Cristãos: ah, cristãos!, venham ajudar-nos, Antes que nossa vida torne da terra estrado.
  • 39. 39 DEDICAÇÃO... Sady Machado Se eu tivesse mais vidas, Bom Jesus... Mais vidas te daria... Todas seriam tuas Para pregar o Evangelho da Cruz, Que salva e enche a alma de alegria, Pela presença da radiante Luz... Se eu tivesse mais vidas!... Para cantar bem alto Um hino que fosse ouvido, Pelos quadrantes desta nossa terra... Para ensinar o verdadeiro caminho A quantos buscam a paz pelas armas da guerra... Para amparar esse quase imensurável – mundo sofredor... Para, mesmo no meio da luta, Dizer como Davi: “ – O Senhor é o meu Pastor...” Para viver!... Viver intensamente, Deixando uma estrada que possa ser percorrida... Para aproveitar o tempo... Os talentos... Dedicando-os a ti... Somente a ti!... Se eu tivesse mais vidas... Todas seriam tuas, Bom Jesus!... Afinal... O que possuo já é por tua bondade... O que desejo só alcançarei ao teu lado... O de que preciso é a tua verdade... O que me faz exultar é ser por ti amado... Mas...
  • 40. 40 Quem sou eu para te pedir tanto?... Certamente por mim, nada de ti mereço... Teu sangue um dia enxugou meu pranto... Do que me deste, então, eu te ofereço... Por isso... Não preciso outras vidas. Não. Esta me basta... Uma só inteligência... Uma só alma... Um só coração... – modesta flor do teu grande jardim... Pois, eu bem sei o que queres de mim: – é lealdade... – fé... – consagração... Impulsionando a minha própria vida... Na vida inteira da minha profissão...
  • 41. 41 “DAI-LHES VÓS DE COMER...” Sady Machado Dai-lhes vós de comer... – filhos do mesmo Deus – geração do mesmo Pai... Dai-lhes vós de comer... – e haverá mais prazer – e haverá menos “ai”. Dai-lhes vós de comer... – ei-los famintos – caindo ao longo da jornada... Dai-lhes vós de comer... – vós sois maná dos céus – vós sois a esperança à pobre humanidade Assim desorientada... Dai-lhes vós de comer... – não há quem não precise Do pão que tendes para oferecer Sem distinção e em grande abundância... Dai-lhes vós de comer... – e hão de nascer flores... – e há de aparecer o bálsamo divino, Em todo seu esplendor... Em toda sua fragrância... Dai-lhes vós de comer... – mostrando a luz bendita Do Evangelho Santo de Jesus; Dai-lhes vós de comer... – nas estradas da vida, – nas agruras da luta, Ou na glória da cruz... Dai-lhes vós de comer... – porque os homens necessitam de pão... Dai-lhes vós de comer... – e ensinai-lhes a dizer entre si: – meu amigo... – meu próximo...
  • 42. 42 – meu irmão... Dai-lhes vós de comer... – levantando aqueles Que estão caídos à beira do caminho... Dai-lhes vós de comer... – num gesto de heroísmo... – numa aventura de amor... – num pouco de carinho... Dai-lhes vós de comer... – projetando uma réstia de luz Nas trevas do pecado; Dai-lhes vós de comer... – e amareis muito mais, Mesmo sem ser amados... Dai-lhes vós de comer... – com a Bíblia na mão, Ensinando a verdade... Dai-lhes vós de comer... – o pão do sacrifício Na voz da caridade... Dai-lhes vós de comer... – indicando perto ou longe O albor de outro horizonte... Dai-lhes vós de comer... – e todos se saciarão Em Deus – Eterna Fonte... Dai-lhes vós de comer... – refeição regalada na Casa Paternal; Dai-lhes vós de comer... – e sarareis a humanidade Sanando um grande mal... Dai-lhes vós de comer... – e haverá abundância de paz e de alegria... Dai-lhe vós de comer... E sereis um Eterno sol Vivendo um eterno Dia...
  • 43. 43 INTEIRAMENTE... (dedicado ao ministério cristão) Sady Machado Inteiramente, Senhor... Às tuas ordens estou... E hoje como sempre – na vida e pela vida afora, Irei contente, pois, o Senhor mandou... O que urge fazer, eu o farei... Dá-me a oportunidade, mostra-me a hora... E em recompensa, tudo te darei... Inteiramente, Senhor... Eis-me aqui para servir-te... Toma-me, na humildade dos meus dons... Coloca-me na tua Vinha... E que nela eu seja, Senhor... Um operário teu... um semeador... Inteiramente, Senhor... Quero viver toda a nobreza do teu grande amor... – no lar... – na sociedade... – na Igreja... Inteiramente, Senhor... Desejo combater a sã peleja, E ser contigo, invicto vencedor... Inteiramente, Senhor... Para acompanhar o Cristo Redentor... – Aquele que veio ao mundo... E sofreu... sofreu tanto... Aquele que veio ao mundo, E amou... amou tanto... Aquele que veio ao mundo, E espargiu tanta luz e enxugou tanto pranto... Que só inteiramente... Será possível compreendê-lo, Na sua missão grandiosa, De tornar este mundo melhor...
  • 44. 44 De fazer esta vida vitoriosa... Inteiramente, Senhor... Quero ser teu... Que a força do teu amor Suplante em mim o “eu”... Inteiramente, Senhor... Para fazer de todo o meu ser, Todo o meu ministério... – na palavra que falo cada dia... – nas ações que pratico a cada instante... – nas horas de tristeza ou alegria... – na pobreza e miséria ou fartura abundante... Inteiramente, Senhor... Para enfrentar o mal, fazendo o bem... Para pregar o Evangelho que salva... Para levar a Paz onde exista discórdia... Para cobrir as carnes dos desnudos... Para oferecer o pão a quem tem fome... Para levantar o que ficou à beira do caminho... Para iluminar as trevas do pecado... Para florir o caule onde só dá espinho... Para exaltar Jesus Crucificado... Sim, Senhor... Inteiramente... Para receber o teu fulgor... E fazer com que o homem seja gente... Senhor!... Senhor!... Inteiramente... Que onde eu andar, estejas tu presente... Onde eu baquear, sustente-me tua Mão... Que assim, Senhor, inteiramente... Siga eu alegre, viva eu contente, Unido a ti na fé, pela oração... Inteiramente, Senhor... Eis-me aqui... Para viver, vencendo pelo amor...
  • 45. 45 O EXEMPLO DE PEDRINHO Myrtes Mathias Tudo começou naquele dia Em que Pedrinho a conheceu: Era toda verde, Os raios brilhantes, O farol enorme, – A mais bonita bicicleta da loja. – “Seu moço, quanto custa?" O negociante estendeu o lábio com desprezo: – “Três mil cruzeiros.” Três mil cruzeiros?! Pedrinho coça a cabeça desanimado, Mete a mão no bolso E tira, envergonhado, Uma amassada notinha de dois cruzeiros. Sai da loja, Sobe o morro E entra no barraco, Onde o tio dorme seu sono de ébrio. Apanha uma lata vazia E guarda a velha nota. Era o início da luta: Engraxa sapatos, Carrega água, Guarda carros, Aluga os bracinhos magros, Nas feiras de sábado... Quanto tempo! Quanto sacrifício! Quanto pontapé do tio embriagado,
  • 46. 46 Até ao dia em que Pedrinho pôde contar: – 50, 100, 500, 1.000, 2.000, 3.000 cruzeiros... Faz um pacote e desce o morro Para o grande encontro. Na casa da esquina Pedrinho para. Havia tanta gente... Entra... Um homem de preto está falando: “Irmãos, grande desgraça na China: Doença, frio, falta de pão. Crianças morrem de fome, Velhos perecem sob a neve...” Mostra fotografias: Crianças amarelinhas, De mãos estendidas, Os olhos amendoados no rostinho sujo. Passam uma bandeja pelo auditório E começam a cair as moedas. Pedrinho não entende porque dão dinheiro. As crianças da China querem pão. Ele não sabe onde é a China, Nem o que é morrer sob a neve, Mas sentir fome, ele o sabe bem. O menino não resiste. Deixa o auditório, corre à padaria E começa a comprar muitos, Muitos pães cobertos de açúcar. O preço do seu tesouro, Toda sua economia de longos meses... Volta curvado sob os pacotes enormes. O homem de preto interrompe o apelo E Pedrinho explica:
  • 47. 47 – “Moço, é para as crianças da China.” A multidão está boquiaberta. Teria roubado? Interrogam-no. E a criança, fazendo força para não chorar, Piscando para esconder a lágrima teimosa, Balbucia: – “É o dinheiro da bi-ci-cle-ta verde...” Um murmúrio cresce no auditório De admiração e vergonha Diante do sacrifício da criança. Os pães são vendidos por milhares de cruzeiros, Maravilhosamente multiplicados Como os cinco pães do menino galileu... As crianças da China teriam pão Porque um menino pobre do morro Dera tudo quanto possuía, Seu sonho, Sua bicicleta verde, Seu primeiro amor... Talvez pareça um exagero de poeta Numa tremenda força de expressão. Mas se sentirmos em toda intensidade O peso de toda a humanidade Que geme sem Cristo, o verdadeiro Pão... Se contemplarmos milhões de mãos crispadas, De almas revoltadas que suplicam amor. Milhões de famintos, pobres que morrem de frio Num mundo vazio – rebanho sem pastor. Se olharmos através do IDE de Jesus, O campo enorme que é o mundo sem Deus; Se sentirmos também de igual maneira,
  • 48. 48 Tudo entregaremos à Obra verdadeira: De semear na terra, para colher nos céus. Eu sou, tu és, nós somos responsáveis, Pelos que perecem sem amor, sem luz. Que Deus nos arranque do vil comodismo, Nos faça mártires, se assim for preciso, Mas que o mundo se dobre ao nome de Jesus.
  • 49. 49 OS QUE FICAM Myrtes Mathias Senhor, por que me convidas? Por que consultas minha vontade? Manda-me como um senhor que dispõe da escrava, ou o possuidor de um objeto seu. A luta contra Tua Vontade cansa, deprime, mata. Estou cansada de ser aquela que queria ir, aquela que fica no porto, acenando o lenço. Um dia me apontaste uma estrela, amarrei nela o meu ideal e comecei a subida. Sei que parar é retroceder, é deslizar e por isso insisto: por que me convidas, Senhor? Por que consultas minha vontade? Preciso de paz contigo e comigo. A gente foge de várias maneiras: escondendo-se, mudando, tomando um navio para Társis. No fundo apenas esta necessidade de sintonização contigo, de submissão absoluta. Sei que me entendes, mas sei também que não amas os tímidos, os covardes, e isto me faz menor ainda. Sabes que não sou rebelde e que Te amo. Mas que é isto diante
  • 50. 50 da imensa necessidade do Teu reino, da Tua obra que exige ação? Por que me convidas, Senhor? Envia-me como um senhor que dispõe da escrava ou o possuidor de um objeto seu...
  • 51. 51 Flor de Cacto Myrtes Mathias O Criador plantou-o no deserto, deu-lhe areia e pedras por companhia. A água chega-lhe em gotas esparsas, egoístas, tão vaidosas de si mesmas que mal tocam a terra sedenta. Gotas que ele absorve, com reconhecimento, e transforma, sob a luz do sol, em mensagem de beleza quando produz a flor. Flor que faz menos triste o deserto e quase bela a solidão. No campo difícil que Deus te colocou, tua alegria é uma flor assim. Pura e verdadeira, de dentro e do alto, derramando-se num sorriso que faz mais belo teu rosto, e menos triste a vida dos que te cercam, dos que esperam por ti.
  • 52. 52 SALVEMOS O BRASIL José Britto Barros No mar corria uma veloz galera E o sol brilhante era um esplendor sem par; Mas, de repente essa real quimera Se revela tormenta a gargalhar! Vagas revoltas do oceano enorme Querem tragar a forte embarcação, E aquele grupo, já sem fé, disforme, Soluça e geme e aflige o coração. Nuvens fatais, horrores, vagalhões, Tremenda força a lhes ferir sem dó. E entre esses gritos, raios e trovões Dormia Jonas, descansado e só. Chega bem perto alguém que lhe interroga: "Que tens dormente, vês nossa aflição? Clama ao teu Deus, sinceramente roga, Intercede por nossa salvação!" Brasil querido, estás no mar da vida, Grande borrasca a te querer tragar, E o povo crente em lânguida dormida Nem cogita sequer em despertar! "Trazei o amor para nos dar ternura, "Trazei a paz para nos dar prazer, "Trazei a fé para nos dar ventura, "Trazei-nos luz para podermos ver!" Esse é o clamor pungente dos perdidos Atormentados por paixões carnais, Por crimes e pecados sacudidos, Sem nunca ouvir canções angelicais! Ó brasileiros salvos pela graça, Ó brasileiros salvos por Jesus, Vamos salvar a nossa grande raça,
  • 53. 53 Vamos levar o povo ao pé da Cruz! Meditemos na história desta terra, Terra de heróis, de honrosas tradições, Onde a perjura idolatria encerra Encarcerados tantos corações! Não fiquemos qual Jonas dormitando, Enquanto sofre o índio do Brasil, Enquanto geme o sertanejo andando Sob a beleza deste céu de anil! Não deixemos jamais que o comodismo Venha fazer parar nosso labor, Vamos levar ao povo em ceticismo A grande nova do perfeito Amor. Vamos com o facho ardente da Verdade Que as negras trevas pode dissipar, Que pode dar prazer, felicidade, Que pode ao triste pecador guiar! Oh, Luz bendita, sejas tu levada Por nossas mãos sob este céu de anil, Com raios mil da Graça inigualada A toda a gente deste meu Brasil! Abre teu seio, o gigante das selvas, Deixa raiar a luz do eterno Amor, Deixa florir na beleza das relvas Lírio dos vales que te extingue a dor! Ó meu Brasil, recebe esta grandeza! Ó meu Brasil, sê salvo pela cruz! E então maior será tua riqueza, E mais feliz tua gente com Jesus!
  • 54. 54 MISSÕES José Britto Barros Longe, bem longe, em terras bem distantes, Numa cabana um grupo conversava, Enquanto a lua, em raios fulgurantes, Por entre as frestas, na choupana entrava. Conversações tão rudes e grosseiras Dos índios nus, da terra da Oceania Que, obcecados por paixões rasteiras Se mergulhavam mais na idolatria. Enquanto o céu tão claro era um esplendor E a brisa sussurrava uma canção, Nas almas tristes, um fatal negror Vinha fazer pulsar o coração. Aquele povo tão cruel, tão pobre, Nada sabendo sobre a paz de Deus, Desconhecia a graça de ser nobre E ter ventura de gozar nos céus. Desconhecia que o Senhor da glória, O Deus de paz, o grande protetor, Quis conceder o prêmio da vitória Pela morte cabal do Salvador. Desconhecia que a tortura imensa Nada mais era que uma insensatez, Que a desventura dessa triste crença Era a desgraça vinda duma vez. Desconhecia a vida transformada Pelo poder mirífico da Cruz, Desconhecia a glória inigualada De ter a paz, viver bem com Jesus. A esse povo que o luar doirava Com raios mil de um brilho encantador, Maior ventura destinada estava:
  • 55. 55 Era a de ouvir falar do Salvador! Num dia lindo um barco deixa em terra O grande Paton, o homem que traria Ao povo opresso entre a desgraça e a guerra A Nova eterna que o salvar viria! Paton pregou, e agora transformados Os homens vis, os bárbaros cruéis, Em grupos santos, por terra prostrados, Não mais são maus, são dignos fiéis! Missões! – glorioso tema enaltecido! Anunciação do Cristo Redentor! Transformação do mundo já perdido! Missões! Missões! – proclamação do amor! Vamos, irmãos, pois Cristo nos convida A, destemidos, seu amor pregar, Para mostrar à raça pervertida Que sua graça nos logrou salvar! Vede esses grupos que conversam rindo? Têm no peito o câncer da paixão; Vivem sem ter esse prazer infindo De desfrutar certeza de perdão! Sofre misérias, infortúnios, ais, Mil desventuras e fatais tormentos, E são levados pelos vendavais Vivendo em tristes e mortais lamentos! Não vos comove a dor dilacerante Dos povos mil por quem Jesus sofreu? Vamos levar a nova mais radiante, Essa missão foi Cristo que nos deu! Missões! – amor de Deus na terra triste! Missões! – a salvação do pecador! Missões! – glória sem par de quanto existe! Missões! – é a voz do eterno Salvador!
  • 56. 56 Missões ao povo do Brasil querido! Missões a todos que perdidos são! Missões ao mundo inteiro corrompido! Missões a quem precisa Salvação!
  • 57. 57 Desperta, Nelson! José Britto Barros Murmura o rio-mar sua canção! Ei-lo valente! No caudal sem par Leva e agita a fraca embarcação Do caboclo que pesca sem parar! Esse é o caboclo forte do Amazonas Que luta contra a febre e contra tudo No trabalho sem fim daquelas zonas Onde o valente da cidade é mudo! Caboclo que acredita em "mau-olhado" E que firma sua fé em confusão, Que vive pelos homens desprezado, Que não sente prazer no coração! A esse caboclo, Nelson, muito amaste Com tu’alma cristã e peregrina E, para ele, a Nova proclamaste Na mensagem do amor, joia divina! Correste os afluentes caudalosos, Simples regatos e lugares mil; Nunca os teus dias foram ociosos Nesse rincão imenso do Brasil! Vejo-te jovem, quando ali chegaste, Na longínqua cidade de Belém; E quando ali teu violino vibraste, Estavas só, com Deus e mais ninguém! Vejo-te, sim, quando subiste os rios Jari, Madeira, Negro e Jacundá, Nesses lugares ermos e sombrios Onde esqueceste o gozo de um sofá... Vejo-te além, singrando o Tapajós, Vejo outras vezes que tu vais a pé, Vejo passares furos e igapós
  • 58. 58 No frágil quão valente igarité... Vejo-te ainda lá por Altamira, Por Parintins, Manaus e Coari, Pregando ao "curumim" que te admira E a "cunhantã” que corre atrás de ti... Vejo-te em pé, cantando com doçura, Nessa tua voz tão forte, qual trovão, Para atrair aquela gente dura E conquistar-lhe, inteiro, o coração! Vejo-te forte como a seringueira, Com firmeza tão grande em tua fé A trabalhar durante a vida inteira Singrando um rio ou mesmo igarapé... Ali viveste a vida de profeta Que não cessa jamais de combater, Apregoando a graça mais completa Que afiança venturas e prazer! Pregaste com denodo e sem receio; Mas... um dia teu Mestre te chamou... E aquela multidão, em triste enleio, Pelo teu vulto lágrimas chorou! E chora porque fica abandonada! Nelson, teu povo sofre por não ter Quem continue a obra inigualada Que foi a essência do teu bel viver! Desperta. Eurico Nelson destemido! O amazonense pede salvação, E a mocidade fecha seu ouvido, Prefere ver tua ressurreição! Desperta, Eurico, acode o Amazonas! Outras seitas estão a conquistar As almas que alcançaste nessas zonas, Porque, delas, ninguém quis ir cuidar!
  • 59. 59 Desperta, Eurico Nelson, vem e ajuda Os Obreiros tão poucos da Amazônia, Pois não há entre os moços quem acuda, Não querem ir além, “à Macedônia”! Desperta, Eurico Nelson, vem, acode O povo sofredor do Marajó; O moço da cidade, esse não pode... Quer é descanso, paz e ouro em pó... Desperta, Eurico Nelson, vem! Levanta A mocidade que dormindo está, Que não tem dentro d’alma a seiva santa De servir ao Senhor aqui e lá... Desperta, Eurico Nelson, pois é tarde, Desperta, para logo ver se alguém Deixa de ser tão fraco e tão covarde E segue teu exemplo para o bem! Desperta! Sim, desperta, Nelson Forte! Mas... vejo que ao silêncio te abandonas... Ó Senhor, manda alguém àquele Norte, Envia alguém às terras do Amazonas!
  • 60. 60 Meditação Missionária José Britto Barros Por dias sem cessar já se proclama Ser mister trabalhar com mais fervor! Ano após ano o povo se conclama Ao serviço cristão com mais ardor... E o tempo passa... e a vida continua, O mundo não cristão vai progredindo... O homem já chegou até a Lua E avança mais e mais, sempre subindo. Nas cidades, no campo o mundo vence E já muito progresso aconteceu... E a obra de Missões? Talvez compense Pensarmos neste assunto, tu e eu! As Igrejas cresceram? Há mais gente? Há almas ganhas em progresso igual? Ou mantemos apenas, tão somente, Aquele grupo antigo, o original? O número das almas redimidas É bem maior? Ou é menor talvez? As Juntas, Convenções já reunidas Fazem crescer a Obra mês a mês? É difícil dizer... mas concluímos Neste pensar, nesta meditação, Que o ideal de Deus não atingimos, Crescemos pouco nessa direção. E a culpa cabe a quem? Que não foi feito? Se não crescemos houve uma razão... Onde estará a falha? Onde o defeito? É algo que nos punge o coração! Não são as Juntas, Comissões que falham, Pois Instituições não vão pregar... Oh! São os crentes! Quase não trabalham,
  • 61. 61 Eis razão da obra estagnar! O plano de Jesus é que saiamos, É que avisemos quem perdido está, Que ardentemente todos insistamos, Até a sua casa se plenar! Sair, eu e você, almas buscando – Eis o ideal do nosso Salvador! E o campo imenso, agora branquejando, Há de ser ganho para o Redentor. Almas esperam nossa atividade! Saiamos, pois a difundir a luz, Pregando a paz, o perdão e a bondade, Enchendo o céu dos salvos por Jesus. Leigos, Pastores, Jovens, cada crente Conseguindo alcançar um pecador, O milagre haverá, pois muita gente Será salva por Cristo, o Redentor!
  • 62. 62 Meu Brasil, para Jesus José Britto Barros Ó minha terra, ó meu Brasil querido, Vejo-te belo, sem haver igual, Vejo-te imenso, neste mundo erguido, Para ser grande, para ser fanal! Vejo teus prados de virentes flores, Vejo tuas matas de riquezas mil, Vejo teus campos, sonhos multicores, Vejo teu céu tão lindo, cor de anil! Vejo tua história legendária e bela, Feitos heroicos, sem haver iguais, Vejo tua gente nobre, tão singela, A realizar grandezas imortais! Vejo a riqueza que tu tens, tão grande, Nos seringais, nas matas, no café, De norte a sul, por onde quer que eu ande, Vejo que és rico... mas, tu não tens fé! Tu tens petróleo, ouro, ferro e gesso Tens borracha, tens coco e tens cacau, Mas, ao espírito inda estás avesso E teu povo deleita-se em ser mau! Tu tens no Paraná muitos pinheiros, No Rio Grande, os rebanhos sem fim, Tens Pernambuco, terra dos coqueiros, Mas, não ouviste ainda o "Vinde a mim!" Sim, meu Brasil, tens em teu seio tudo! Podes ser grande, forte e ser feliz! Mas... o teu Deus, do Corcovado, é mudo, Nem por tua sorte interessar-se quis! Vejo-te então perdido no pecado, Nos candomblés, macumbas, nem sei que... Vejo teu povo aflito, amargurado,
  • 63. 63 Que periga e sucumbe, pois não crê... Vejo, nas feiras, quanta gente inculta! Para operários, quanta ingratidão! E da cidade, a multidão estulta Não tem Cristo na vida e coração! Vejo, nas festas da sociedade Quantos ultrajes, crimes, bacanais, E quanta dor, quanta infelicidade, Depravações, costumes imorais! Vejo, em cadeia, quantos criminosos, Vejo, nas ruas, quantos a pedir, Vejo, nos rostos, sulcos inditosos Dos que vivem tormentos a carpir! Ó meus irmãos desta terra querida, Não vemos o Brasil na perdição? Oh! Dediquemos toda a nossa vida Para salvar, inteira, esta Nação! Oh! Que inda ouçamos o clarim que ecoa! Oh! Que almejemos sem temor pregar! Oh! Que mostremos graça que perdoa E pode nossa gente transformar! Oh! Caminhemos sem perder minuto, Pois o abismo do mal tem atração, E Satanás, é forte, quão astuto, E quer nosso Brasil na perdição! Se trabalharmos de qualquer maneira, Em testemunho, ofertas, oração, Venceremos do mal quaisquer barreiras, E este país terá sua redenção! E assim, meu Brasil, serias forte E eu te veria com real valor, Tendo o Cristo Jesus como teu Norte, E tendo fé, e tendo luz e amor!
  • 64. 64 Ó meu Brasil, não mais fiques dormindo! Acorda, pois Jesus te quer salvar! Aceita logo esse ofertar infindo: O Bem, a Paz, a Graça singular!
  • 65. 65 "DIZE QUE MARCHEM!" José Britto Barros "Dize que marchem!" Brado e desafio Do Deus supremo ao líder de Israel; É que o povo gemia em calafrio Julgando vencedor povo infiel. Em frente ao Mar Vermelho encapelado Surgiu a ordem para prosseguir, Marchar avante e nunca estar parado Para as bênçãos de Deus mais auferir. "Dize que marchem!" Isto era em verdade O que Moisés ouvira prescrever; Marchar para atingir a liberdade Que o povo de Israel devia ter! Liberdade gloriosa e desejada Entre os gemidos mil da escravidão; E agora, aquela marcha começada Daria ao povo enfim, libertação! "Dize que marchem!" Brado de insistência Do Deus de amor que os fazia sair Para a marcha feliz da dependência Do seu amor sem par, do seu agir. Dependência de Deus entre os perigos, Dependência de Deus entre aflições, Dependência de Deus quando inimigos Contra eles surgissem, quais leões. Dependência de Deus para o sustento Pelo deserto triste e aterrador Marchando sempre, e em qualquer momento No marchar depender só do Senhor. "Dize que marchem!" Ordem proferida Ao líder que devia encorajar Na marcha para a terra prometida,
  • 66. 66 A Canaã gloriosa e singular. Marchar e possuir a terra santa Em a qual Abraão peregrinara, A terra da promessa, em glória tanta Como o povo jamais sequer pensara! "Dize que marchem!" Sim, marchas diversas; Renúncia, obediência, provações, Conquistas, feitos tais: hostes dispersas, Vencidos do opressor os batalhões! "Dize que marchem!" Sim mostrando ao certo Os valores sem par dos filhos seus, Apresentando mesmo no deserto Os artistas tão hábeis dos hebreus. "Dize que marchem!" Sim, mas a verdade É que essa marcha os faria chorar, Pois iriam marchar sob a saudade Daqueles que haveriam de tombar! E foi assim que o povo começou Nessas marchas de luta e de vitória. Moisés, o líder, tudo abandonou, Na renúncia marchando para a glória! O povo obedeceu de Deus o brado E saiu de um país para o deserto, Onde iria, marchando, ser provado Mas teria, do Pai, cuidado certo. Marchou concretizando cousas santas: Pois fez o Tabernáculo sem par; E marchando, as conquistas foram tantas Que não se pode em versos enfeixar! Marchar mostrando ao mundo os seus valores: Miriam profetiza e musicista; Os jovens de Israel batalhadores; Josué que avança na conquista!
  • 67. 67 Valores sim — Arão sacrificando, Calebe, Josué de fé mais forte, Bezaleel e artistas operando Obras de arte de soberbo porte! Moisés — valor supremo revelado Nessa marcha sem par do povo hebreu, Homem jamais na terra comparado, O maior vulto que tal povo deu! Seguiu o povo em marcha de saudade Quando a Miriam em Cades sepultou, E não foi só; Arão sua atividade No monte Hor depressa consumou! E depois é Moisés quem faz o pranto Nessa marcha atingir todo o Israel, Pois em Nebo morria aquele santo Que em toda a vida a Deus fora fiel. “Dize que marchem!” Esse mesmo brado Vem alertar os crentes do Brasil, É o grito que ecoa do passado Exigindo de nós proezas mil! Marchemos todos, crentes, brasileiros, Levando este país à liberdade, Pois são grilhões terríveis, traiçoeiros, Os que inda prendem nossa "cristandade". Marchemos, crentes, conduzindo o povo Deste Brasil imerso em confusão Ao sentimento quão sublime e novo De depender de Deus como Nação! Marchemos crentes, proclamando a vida Que os brasileiros podem conseguir Naquela doce terra prometida O céu que Cristo quis ao mundo abrir! Marchemos, crentes, marcha declarada De renúncia por Cristo e o reino seu
  • 68. 68 Que a mocidade desta pátria amada O exemplo siga do líder hebreu! Marchemos, crentes, a marcha bendita De obediência a Deus, nosso Senhor, Pregando a Graça à nossa gente aflita Para salvar nossos irmãos da dor. Marchemos, crentes, mesmo entre carências, Desigualdades, mil perseguições, Mesmo sem ter recursos das ciências, Marchemos através das provações! Marchemos crentes marcha de conquistas Desejando salvar este Brasil, Marchemos levantando nossas vistas Como ordenou o Cristo varonil! Marchemos, crentes, marcha que revela Os valores que temos entre nós Da gente culta que o saber excede Nos versos, no escrever, na linda voz. Marchemos crentes marcha de saudade Chorando aqueles que fiéis tombaram; Consagrando ao Brasil sua mocidade Exemplo nobre e rico nos legaram. A marcha da saudade de Noêmia, Heroína sem par entre os kraós; De Beatriz, Mary Ruth, alma gêmea Da incomparável Valdice Queiroz! A marcha que levou Aminabade, Dr. Bratcher, amigo do Brasil, Maria Clementina... ó Mocidade, Não nos comovem estes prantos mil? "Dize que marchem!" Povo brasileiro Urge marchar depressa, enquanto é dia, Marchar com sentimento verdadeiro De amor, consagração e fé sadia!
  • 69. 69 "Dize que marchem!" Moços, resolvamos Nossas vidas gastar neste mister! Renunciemos tudo! Vamos, vamos, Mesmo arrostando empecilhos quaisquer! “Dize que marchem!” Crentes, consagremos Os nossos bens e as nossas petições, Suor, lágrima e sangue, tudo demos Para salvar o povo dos sertões! "Dize que marchem" Que este brado urgente Em nós fique a vibrar grandezas mil, E que o desejo enfim de cada crente Seja ganhar milhares no Brasil!
  • 70. 70 "ROGAI AO SENHOR"... José Britto Barros Saiu o Mestre amado ali de Nazaré Onde o povo outra vez mostrara não ter fé E logo então começa uma nova jornada Para as novas levar à raça atribulada. Percorre a Galileia; em cidades e aldeias Vai achando o Senhor sinagogas bem cheias Onde ouvintes estão desejando escutar, E Jesus apresenta as verdades sublimes Que podem redimir os homens dos seus crimes Pela fé nesse amor que lhes vem ofertar. Ensina com fervor e prega esse Evangelho, A nova sem igual que pode ao moço e ao velho Vitória sobre o mal, ao certo conferir, O Evangelho do Reino, eterno e sacrossanto, Que faz vencer a dor, estancar todo o pranto Garantindo, afinal, as glórias do Porvir! Ensina com poder e prega muito bem, E aos enfermos concede a virtude que tem: Os cura do sofrer de moléstias demais Sanando toda a dor e findando os seus ais. E vendo a multidão assim tão carecente O grande amor do Mestre acende prontamente Num rasgo de ternura e forte compaixão, Pois vê que todos vão sem qualquer liderança Ovelhas sem pastor, sem fé, sem esperança, Errantes, sem ter luz, sem paz, na escravidão... Então falando ao grupo apostolar ordena: "Contemplai este quadro e mirai esta cena; Imensa é a seara, os campos verdadeiros, Mas pouco são por certo os lídimos ceifeiros! Rogai pois ao Senhor desta grande seara Que os ceifeiros envie a esta obra tão cara!"
  • 71. 71 Se Jesus percorresse as terras do Brasil Como outrora veria os homens, tantos mil, Sem paz, sem Salvação, sem fé, desiludidos, Imersos no pecar, errantes e perdidos. "Ovelhas sem pastor" veria nas jornadas Nestas plagas que nós dizemos tão amadas Mas que temos deixado entregues ao pecar... Amamos, é verdade, em lábios tão somente Pois Amor qual de Cristo impele qualquer crente Ao menos ao desejo incontido de orar.... Ceifeiros para a Vinha — o ideal de Jesus Que perdura através destes dias sem luz! Roguemos ao Senhor desejosos de ouvir Sua voz; e obedecer, se mandar-nos seguir! Roguemos ao Senhor desejando escutar Sua ordem, se nos diga ofertas entregar! Roguemos ao Senhor com alma enternecida Prontos logo entregar-te mesmo a própria vida. A fim de que a seara tenha obreiros mil; Roguemos com noss'alma ardendo em santo fogo Do Espírito de Deus, e é certo que tal rogo Nos fará trabalhar em prol deste Brasil!
  • 72. 72 VOZES DO ALÉM José Britto Barros Escutai!... Não ouvis acaso agora Vozes do além, constantes a vibrar? São gemidos do mundo que deplora O não ter fé, o não sentir e amar! Sinceras vozes, músicas pungentes De um mundo atormentado e corrompido Que se retorce entre os grilhões ardentes Do terror milenar que o traz prendido. Altissonantes vozes que se escapam, De corações cansados de sofrer, Que entre dores e angústias se esfarrapam E só "gozam" na vida o desprazer. Escutai essas vozes doloridas Das terras do distante Portugal, Onde o câncer da dor abriu feridas, Onde não brilha a luz do bel Fanal... Portugal de conquistas imortais, Mas de tristes canções, de penitências, Onde n’alma dos homens fervem ais, Onde o tormento fere as consciências... Escutai os apelos procedentes Dessa terra de heróis, nossos irmãos, Apelos e penúrias deprimentes De um povo adorador de deuses vãos! Escutai da Bolívia a voz dorida: São soluços, gemidos, confusão... Terra tão bela, mas também perdida, Pois não possui Jesus no coração... E o Paraguai, aqui junto de nós? Não ouvis seu murmúrio ressentido? Oh! cabe a mim, a ti e a todos nós
  • 73. 73 Escutar esse célebre pedido. Pedido que nos deve relembrar O estado triste em que o infeliz ficou, Quando a guerra de Osório o fez quebrar, E quase até sem homens o deixou... Ouvi... Também lá da África perdida Vozes e apelos chegam, lancinantes, Terra de pobres, sempre preferida Para crimes e horrores aviltantes! Oh! vitimados desde longas eras, Os africanos infelizes são... Seriam nunca bravas feras Senão devido o crime e a opressão! Africanos!... Ninguém deles tem pena!... São negros, dizem, fiquem mesmo assim... Esquecemos que Cristo nos ordena Ir levar-lhes depressa o "Vinde a mim!" E o mundo inteiro a soluçar padece! Nós escutamos tão penosas queixas, Mas... ficamos aqui; somente a prece Não evita jamais tristes endechas! Ouvi as vozes que do além procedem! Ouvi com antenas de quem tem amor! Eles morrem sem paz, eles nos pedem Lhes mostremos Jesus, o Salvador! Ouvi... ouvi... Não vos comove a cena? Não vos punge saber tanta aflição? Pensai... o Mestre é quem pregar ordena: “Ide!” e tereis de mim consolação! Vamos levar a música do amor Para abafar a orquestra lastimante, Para que o mundo, envolto em tanta dor Se volte para Cristo, o Rei triunfante!
  • 74. 74 Mas... Vejo que dormis... Alerta! Sus! Vamos depressa, vamos trabalhar! É a ordem suprema de Jesus O mundo inteiro, sim, ir conquistar! Conquistar para Cristo: — eis nosso lema — Os povos que inda vivem sob a dor! Oh! tomemos da Cruz o lindo emblema, Vamos levá-lo ao mundo pecador!
  • 75. 75 ORAÇÃO MISSIONÁRIA José Britto Barros Jesus de Nazaré; Mestre divino, Tu que és Amor e perfeição, saber, Que dás alento e força ao peregrino, Que tens da vida a chave do prazer. Tu que és mistério, és vibração, clemência, Que tens da luz mirífico fulgor, Tu que és sublime autor desta existência, Que tens poder e graça, és Salvador. Tu que criaste o dia ensolarado E que fizeste a noite assim, sem par No seu manto celeste, alcandorado, Cheia de estrelas, de visões, luar. Tu que fizeste a brisa que murmura, Tu que me deste a musa que me inspira Tu que fizeste a eterna formosura Do horizonte sem fim, cor de safira. Tu que fizeste as lépidas aragens E as noites gentis para encantar, Tu que fizeste o canto das folhagens; Tu que o orvalho envias sem falhar. Tu que fizeste a terra de dulçores, Tu que és o terno e amado Remidor, Escuta de minh’alma estes clamores E responde este rogo, meu Senhor! Concede que esta terra hospitaleira, Este Brasil, este torrão natal, Aceite a Nova santa e verdadeira Que tem poder para o livrar do mal! Que este povo do mundo transgressor Mas heroico também e talentoso Receba teu poder transformador
  • 76. 76 E seja mais feliz, venha a ter gozo! Que nesta terra o teu poder se alastre Como é vasto e gigante o céu de anil, E seja salva do mortal desastre Toda esta gente deste meu Brasil!
  • 77. 77 Não Vês? Celso Diniz Não vês, irmão, que a humanidade sofre Sem Deus e sem esperança de perdão? Não vês como caminha para o inferno, A destino infeliz, sem remissão? Não vês, irmão, como o Inimigo sabe Escravizar humanos corações? Como é capaz de dominar os homens Que se enganam com suas ilusões? Tu tens em mãos a solução cabal Para problema assim, sério, crucial; Tu sabes o caminho da bonança. Sai, pois, a campo com a mensagem certa; Grita ao perdido teu sinal de alerta: Que Jesus Cristo é a única esperança!
  • 78. 78 Quem há de ir por nós? Celso Diniz A sorte deste mundo tenebroso, Que a iniquidade vive a escravizar, Um dia, foi problema rigoroso, Que o Deus do céu buscou solucionar. Enviaremos quem, para salvar O mundo, da eternal condenação? Quem há de ir por nós, a convidar A humanidade para a redenção? Acaso os anjos deverão partir Para tarefa assim, transcendental? Será missão de nobre querubim? Foi quando, à indagação: “Quem há de ir?”, Chegou aos céus resposta original: “Eis-me aqui, Senhor... Envia-me a mim!”
  • 79. 79 Seremos Santos Celso Diniz Pros seus fiéis, Jesus não foi pedindo Que Deus do mundo mau os retirasse, Mas pediu que do mal os eximisse. Não é fugindo do mundo, condenado Por sua multidão de iniquidades, Que alguém conseguirá santificar-se. Não convém isolar-se deste mundo, Quem de Jesus quer imitar o exemplo – O Mestre conviveu com pecadores. Em comunhão com Deus, onde estivermos Com pecadores comungar devemos, Para entregar-lhes do perdão a nova. Assim, o amor iremos praticando, Do nosso Mestre observando o “Ide” – Nossa missão com destemor cumprindo. Seremos “sal”, seremos “luz” pro mundo; Como foi Sal, como foi Luz o Mestre, E, como Ele o foi, nós seremos santos!
  • 80. 80 Fatal Negligência Thiago Rocha Sonhei num sonho triste, impressionante, Que um grande amigo me dizia adeus... Havia dor expressa em seu semblante... E lágrima a correr dos olhos seus... O caminho! O caminho? Será distante? Quem me pode guiar os passos meus? Ó, meu amigo, parto neste instante, Sem saber o caminho para Deus... Foi um aviso, sim, eu bem senti Que do Evangelho nunca lhe falara... E ao telefone fui, correndo, para Levá-lo à decisão por Cristo, ali: “Onde está, por favor, o amigo meu?” E do outro lado disse a voz: “Morreu!”
  • 81. 81 A ORAÇÃO DO SERVO Jonathas Braga Integra-me, Senhor, no teu serviço e toma-me na tua mão potente, para que eu seja sempre diligente e ao teu divino Espírito submisso. Afasta-me do mal, encontradiço quando me vem num ímpeto veemente, e eu fico exposto à dúvida inclemente que arruína sempre o coração remisso. Dá-me o perfume santo da humildade, para que eu viva cheio da verdade e me conduza, forte, até ao fim... E certamente não serei vencido pela vaidade de te haver servido como se houvesse méritos em mim.
  • 82. 82 O cântico da minha esperança Jonathas Braga Eu quero ver o meu Brasil engrandecido E o nome de Jesus por todos exaltado: Este imenso Brasil a Cristo convertido E por Cristo também um dia transformado. Eu quero ver a luz do Evangelho brilhando Por todos os vergéis da terra onde nasci, E muitos corações a Cristo se entregando, Num milagre de fé que igual eu nunca vi. Eu quero ouvir a voz de inúmeras criaturas Que ergam as mãos aos céus em preces comoventes E confessem que estão em Cristo salvas, puras, Cheias do amor de Deus, humildes e contentes. Eu quero acompanhar esse imenso cortejo De salvos por Jesus, buscando Canaã... Parece que num sonho iluminado os vejo, Na alvorada feliz de uma bela manhã. Eu quero ouvir a voz de inúmeros cantores, Desde a Amazônia verde às fronteiras do Prata, Num coro sem igual, entre risos e flores, Glorificando a Deus com a mais linda cantata. Eu lhes quero sentir o gozo transbordante, Que vibra em cada ser e em cada coração, E os faz entoar assim a aleluia triunfante Do Cordeiro de Deus na obra da redenção. Eu quero então cantar com eles esse canto Que traz consigo os sons de estranha sinfonia E sai do coração que não conhece o pranto E da alma que jamais passou sem alegria. Eu quer que o Brasil inteiro ouça o meu grito E atente para a voz que sai dos meus pulmões, Como se fosse o ecoar de um brado ingente e aflito
  • 83. 83 Querendo converter todos os corações. Eu quero que Jesus penetre nesses lares Onde há fome de pão e sede de água viva E penetre também em todos os lugares Onde a alma não possui a glória rediviva. Eu quero ver o meu Brasil feliz um dia, Poderoso e feliz sob o olhar de Jesus: Um glorioso Brasil de beleza e poesia, No divino esplendor do Evangelho da Cruz.
  • 84. 84 Consagremo-nos a Cristo Zenas de Resende Vieira Testemunhar de Cristo envolve todo crente; Dediquemos a vida ao nosso Salvador, Ele dará poder, poder suficiente, Se largarmos o mal e todo desamor. A comovente história, atroz lá do Calvário, Concernente a Jesus que foi crucificado, Escrita deve estar no branco vestuário Do servo que por Cristo fora consagrado. Se do Ressuscitado vem a redenção, Devemos o Seu nome ao mundo anunciar, Recebendo de Deus a farta provisão. Da santificação convém, convém lembrar, Sem vera santidade é vã a pregação E para que pregar, sem antes adorar?
  • 85. 85 Salvo para Servir Zenas de Resende Vieira Quem se faz um homem novo Pela regeneração, Já faz parte deste povo Que proclama a salvação. Quem na vida tem um alvo, Quem já segue após Jesus, Quem por Ele já foi salvo Irradia a Sua luz. Já publica pela terra Ser Jesus, o Salvador, Ser a luz, na qual se encerra O divino resplendor. Mui humilde a Cristo adora Quem O tem por seu Senhor, Quem do céu já viu a aurora Do Seu divinal amor.
  • 86. 86 Os campos em espigas Zenas de Resende Vieira Eis as searas, crespas, amarelas, Ei-las dourando os montes, as baixadas, Eis quantos já sobraçam as gavelas, Trazendo-as todas já bem amarradas. Homens fortes, e moços e donzelas, Formigam pelas áreas cultivadas, Com as braçadas trêmulas, singelas, Para serem por carros transportadas. Ergue-te, tu, ceifeira mocidade, Povo de Deus, prepara! Sim, desperta! Os homens induzindo à santidade! Sem Jesus, caminhar é coisa incerta, Sem direção, sem vera liberdade; Só Jesus, do pecado, é Quem liberta!
  • 87. 87 Eis, ó crente, o teu dever Zenas de Resende Vieira Eis, ó crente, o teu dever De anunciar Jesus; Não há tempo pra perder, Urge espalhar a luz. Vamos juntos proclamar Para todo pecador Que Quem pode nos salvar, É Jesus, o Salvador. Sim, convém anunciar: Tem Jesus cabal poder Pra remir, para salvar, Para os homens converter. Vale a pena relatar A mensagem sã da cruz, Que de Cristo o amor sem par Em justiça se traduz. Necessário é divulgar Que Jesus por nós Se deu, Que pra nos purificar, Lá no lenho padeceu.
  • 88. 88 Livres por Cristo Zenas de Resende Vieira Livres nós somos agora, Nosso Senhor é Jesus, E nos propomos servi-Lo, Pois o Seu reino é de luz. Qual ferramenta Pra ser usada por Deus, Nos demos nós ao bom Mestre, Querendo ser servos Seus. Servir a Deus é servirmos À nossa causa maior; Servir a Deus é buscarmos Dos prêmios, sempre o melhor; Os pecadores! Eles esperam por nós; Santa mensagem de vida Voe dos remidos na voz. Seja o Senhor nossa ajuda, Para fazermos o bem; Servos fiéis que sejamos, Cristo depressa já vem. Crentes em Cristo, Vamos Seus hinos cantar, Na gloriosa jornada, Rumo do Seu santo lar. Nosso viver tão sofrido, Enquanto estamos aqui, Não mais será lembrado Quando estivermos ali. Sempre Deus cumpre Suas promessas sem par: Todos os crentes em Cristo Nos céus com Deus vão estar. Pela justiça de Cristo, Na cruz pedida em penhor,
  • 89. 89 Ao pecador quebrantado Fornece Deus Seu favor. Seja louvado O bom Cordeiro pascal, Seja exaltado o Seu nome, Pois nem existe outro igual.
  • 90. 90 Em busca da consagração (Dedicado aos verdadeiros servos) Zenas de Resende Vieira Senhor, és sempre amigo mui leal, Tu me defendes com o Teu bordão. Que eu possa Te servir, tempo integral, Movido por sincera gratidão. Lendo o Teu Livro, possa Te servir, Aprimorando a santificação; Quando a lavrar, tecer ou a cerzir, Fazê-lo, à guisa de uma devoção. Que eu busque ser mais douto sabedor Dos bens que vêm da Tua oblação; São os meus feitos pobres, sem valor; Do lenho vem a minha salvação. Ó, santifica o meu testemunhar, Lá onde exerço a minha profissão, Também que eu possa em qualquer lugar Mui bem servir na casa de oração. Se Tu, Senhor, desejas me incumbir De trabalhar na Argélia ou no Japão... Que eu seja pronto para Te seguir, Pois és o meu supremo Capitão. Possam os Teus servos, homem ou mulher, Quer na missão ou obra secular, Melhor servir-Te, quanto for mister, Tudo fazendo pra se consagrar.
  • 91. 91 Proclamemos a Jesus Zenas de Resende Vieira Eis os remos: Naveguemos, Conquistando a vastidão! Nossos mares, Nossos ares, Escondidos inda estão. Nós, os crentes, Corpos, mentes... Oh, sirvamos ao Senhor! Eis os povos, Velhos, novos, Sem Jesus, sem Seu favor. As larguezas Das riquezas E conquistas lá da cruz, Serão dadas E espalhadas Pelos servos de Jesus! Cristãos pobres, Ricos, nobres, Juntos falem desta paz, Desta história, Desta glória, Que, de fato, satisfaz!
  • 92. 92 Cristo, causa da salvação Zenas de Resende Vieira Lá do madeiro – lenho vil, sangrento, A vida emerge dentre a escuridão; Daquele caos de dor e sofrimento, Deus traz ao mundo eterna redenção! E foi Jesus, o Filho bem amado, Que lá na cruz Se fez por nós favor, E assim, deixou-Se ser crucificado, Pra Se tornar o nosso Salvador. Já consumada a obra redentora, Aberta a porta já, de par em par, Pra salvação da alma pecadora, É hora, ó crentes, ide anunciar. Dizei, depressa, a quem está perdido, Fiado em obras vãs e religião, Que, tendo Cristo outrora padecido, Fez-Se Ele a causa dessa redenção. Deus deu Seu Cordeiro imaculado Por sacrifício para a salvação; Seu sangue purifica do pecado A quem aceita a Sua expiação.
  • 93. 93 Ide e pregai Zenas de Resende Vieira Ó vós, que tendes já as vossas mentes Esclarecidas por divina luz; Vós que sois salvos, que já sois bons crentes, Pregai ao mundo o nome de Jesus. Dentre os que sois de Deus adoradores E enchestes já de glória o coração, Sim, dentre vós, Deus tira os pregadores Que, no Seu Nome, a todo o mundo vão. Ainda que o mundo inteiro zangue, Falai de Cristo e seu excelso amor, Falai também acerca do Seu sangue, Da Sua cruz, da Sua grande dor. Dizei aos povos deste mundo inteiro Que Jesus Cristo é Salvador e Deus; Falai depressa, sim, falai ligeiro, Que Jesus salva a nobres e plebeus. Fazei saber nos falsos santuários Que Jesus Cristo salva o pecador; Dizei da pátria aos muitos dignatários Que não há outro Rei, nem Salvador. Fazei saber de Deus o grande empenho De convencer, ganhar e redimir; Dizei que Cristo foi até o lenho A fim de abrir as portas do porvir.
  • 94. 94 Ribeirinho Renata Bianca Rodrigues Ribeirinho que nasce da pesca Ribeirinho que vê o sol nascer Ribeirinho que sonha acordado Ribeirinho da farinha Ribeirinho madeira Cor de canela Ribeirinho do amor Que vive em pé Trabalhando sol a sol Com esperança no olhar Que vive da água do rio Do lado do rio distante Procurando você Você que está longe, O Senhor vem te socorrer Seja de avião Seja de barco Em cada coração A vida do ribeirinho conhecer Alegria e esperança Tranquilidade, Transmitindo o amor do Criador Poucos conhecem Poucos só ouviram falar Quem é esse o Criador, que diz que me ama e morreu por mim? Passamos por paisagens, árvores e pássaros Tudo que está ali Foi Deus quem criou Cada amor vem do Pai, Deparamos com e realidade Logo de cara Vimos o sorriso Enfim, chegamos lá. Ribeirinho você está perto de mim Você vem com o aperto de mão E eu com um abraço apertado Cheio do amor de Deus para oferecer Cheio da palavra para compartilhar.
  • 95. 95 Ribeirinho hoje e amanhã Quem é esse ribeirinho?!
  • 96. 96 QUEM É ELE? David Gomes Mas, que é esse de jeito assim cansado que a sorrir percorre o nosso povoado? Quem é ele que leva na viagem um cofo com seu rancho e a Bíblia com a mensagem? Já o vi pelos rios, navegando alegre e o encontro outras vezes em pensões de margem com o povo bom, com o povo incréu ele é sempre o mesmo, apontando o céu... Quanta vez mal chegou e vai seguir além levando seus tratados, com a mensagem do bem. Canta e ensina ao povo, chora ao ver a dor combate o pecado, mas transborda em amor! Deixou atrás sua gente e o conforto alegre da cidade festiva, cativante e viva e veio ao nosso encontro sem gáudio nem comendas, a viver nosso drama, a desfazer nossa lenda... De Deus nos fala e que autoridade! De amor ensina o ideal que anima. Quem é ele, afinal, conhece-lhe o sinal? Uma Junta o mandou, dizem uns outros protestam, pois contam sua vinda como oferta de Deus, risonha e linda... E ele vai feliz, abrindo seu caminho escola veio dar, remédio receitar, e prega o Salvador que liberta o mesquinho! Distância ele não vê, calor jamais reclama. Encarna em sua calma, o Deus bom que proclama,
  • 97. 97 a pergunta, no entanto, ainda está no ar: Mas quem é esse de jeito assim cansado que a sorrir percorre o nosso povoado? É o missionário, amigo, a luz que o céu proclama o arauto que o sertão veio tirar da chama, sacando ao pecado, as almas vis, perdidas, por Cristo, Salvador, Reconstrutor de vidas! Bendito sejas, MISSIONÁRIO!
  • 98. 98 Prece por Mensageiros Lindolfo Weingärtner Se não houver quem profetize, Quem fale aos homens com poder: Senhor, o que será da terra, Se teu juízo a surpreender? Se não houver quem diga ao mundo Que só em ti há salvação: Por falsos deuses enganado, Perecerá na escuridão. Cidade, que sem atalaia, A espada não verá chegar: Acordará desprevenida, O seu destino a lamentar. Ó Deus, nos faze mensageiros Da boa nova de Jesus! No mundo inquieto e conturbado Ergamos o sinal da cruz! Sinal de alerta e de esperança, Sinal de juízo e de perdão: Ao mundo inteiro o anunciemos Que em Cristo há paz e salvação!
  • 99. 99 Convertidos do mundo – Convertidos para o mundo Lindolfo Weingärtner Nos teus caminhos terrenos, Tu convidaste, Senhor, Os aflitos e os carregados A lançar sobre ti sua dor. Aos discípulos teus disseste: Quem em mim permanecer, Qual vide ligada à videira, Muito fruto haverá de trazer. Nós ouvimos o teu chamado, Pelos tempos a ressoar; Refúgio em ti buscamos Das ondas revoltas do mar. Do mundo impiedoso fugimos, Atraídos por teu amor. As costas voltamos às trevas, Convertidos a ti, Senhor. Mas agora, ó Cristo, nos lembras Que na busca da tua paz Não nos cabe fugir do mundo, Pois tu mesmo no mundo estás! Não o queres deixar nas trevas, Pois vieste a ser sua luz, Sua única esperança – Tu amas o mundo, Jesus! Por isso o teu povo conclamas: Fazei-vos ao alto mar! Só deixando do porto a bonança, Podereis minha rede lançar. Meus discípulos – ide ao mundo – A boa nova pregai! Erguei os sinais da graça – Entre os povos meu nome anunciai! Há muitos a errar pela terra, Sem rumo nem direção:
  • 100. 100 Convidai-os à minha mesa – Parti com eles o pão! E não penseis que sozinhos A tarefa havereis de enfrentar: Eu mesmo estarei convosco Até este mundo acabar.
  • 101. 101 (QUASE) UM RONDÓ DO DISCIPULADO Josué Ebenézer Eu olho este meu sonho de viver o discipulado e o meu ideal é tamanho que lanço mão do arado. E passo a olhar o estranho, e o outro que está ao lado, com olhar nada enfadonho: é o amor de Deus revelado! E a vida, então, acompanho do discípulo que me foi dado pra de seu ser, vil estanho, em ouro ser transformado. E com leveza eu apanho a mensagem do crucificado e a levo feliz no meu sonho.
  • 102. 102 REVISITAS À GRANDE COMISSÃO Josué Ebenézer 1 Ir por todo o mundo mas primeiro ir ao mundo interior e ficar parado por um tempo ouvindo a voz de Deus 2 Pregar o evangelho antes, porém, falar consigo mesmo conversar com a alma dialogar com Deus ouvir a voz do coração 3 Ir à própria casa antes de ir à casa dos outros falar com a esposa conversar com filhos conquistar a família ser feliz 4 Não ter pressa pra falar – melhor que falar é viver – conte com seus gestos relate com suas ações que o Cristo lá da cruz ganhou vida em você 5 Mostre a nova vida há uma nova criatura ganhando corpo em você deixe o velho homem
  • 103. 103 eis que tudo se faz novo não há tempo a perder 6 Seja sal da terra descubra o seu sabor o tempero de Cristo dá paladar a vida e preserva a humanidade da deterioração 7 Seja luz do mundo ilumine corações dar à luz pode ser mais que um bebê chegando pode ser o brilho do Cristo luzindo na escuridão 8 Se queres seguir a Cristo primeiro, negue-se a si mesmo como o próprio Cristo fez sendo Deus, esvaziou-se ficando na altura dos homens para elevá-los, depois às alturas de Deus 9 Para seguir a Cristo também é necessário tomar a cada dia a cruz carregar o compromisso da morte do eu permanente pra não ser permanecente a vontade pessoal 10 Só consegue seguir a Cristo ouvindo o “siga-me” dele aquele que sem embaraços