A república em crise

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A república em crise

  1. 1. Alunos: Samuel Soares, José Carlos, Erisson, Antoni, Deyvid.
  2. 2. INTRODUÇÃO:  A crise da República Romana se refere a um longo período, entre 134 a.C. e 27 a.C. de instabilidade política e social que culminou com a transformação da República Romana no Império Romano. As datas exatas das ocorrências destas crises não são totalmente claras porque, "Roma oscilava entre a normalidade e a crise" por muitas décadas. Da mesma forma, as causas e atributos das crises mudaram ao longo das décadas, incluindo as formas de escravidão, bandidagem, guerras internas e externas, reformas agrárias, a invenção de novas formas de punição literalmente cruéis, a expansão da cidadania romana, e até mesmo as mudanças na composição do exército romano.
  3. 3. DESENVOLVIMENTO:  Um período conturbado: Em meados do século II a.C., as conquistas territoriais transformam Roma em uma cidade rica e cosmopolita, onde circulavam produtos vindos de diversas regiões. Elas também contribuíram para modificar a realidade social e política vigente na Republica romana. Com a expansão das atividades comerciais, algumas famílias plebéias enriqueceram e construíram um novo grupo social, a nobreza, que passou a exercer grande influência sobre a sociedade. Membros dessas famílias começaram a ocupas cargos da magistratura antes reservados apenas aos patrícios. Essa ascensão de setores da plebe coincidiu com a perda de poder dos patrícios, enfraquecidos numericamente por ser um grupo muito fechado.
  4. 4. DESENVOLVIMENTO:  Acentua-se a desigualdade social: Enquanto os nobres e cavaleiros concentravam a riqueza, o nível de renda do restante da população caia de forma constante. Além disso, muitos camponeses, ao voltarem da guerra para suas propriedades, não se acostumavam mais com a vida rural. Preferiam mudar-se para as cidades. O mesmo faziam muitos pequenos proprietários que, por causa de dividas com os mais ricos, haviam perdido duas terras. Desse modo, as guerras contribuíram fortemente para a desintegração das camadas médias rurais que, por séculos, haviam sido a base militar e social do Estado romano. Essa desigualdade entre ricos e pobres gerou enorme descontentamento entre as camadas populares, provocando conflitos sociais que começaram a abalar a República. Algumas pessoas argumentavam que para sair da crise seria necessário promover mudanças na sociedade. Entre os defensores desse ponto de vista destacaram – se os irmãos Tibério e Caio Graco.
  5. 5. DESENVOLVIMENTO:  A luta pela reforma agrária: Eleito tributo da plebe em 133 a. C., Tibério Graco lutava por uma reforma agrária que pusesse fim ao êxodo rural e estabelecesse limites à propriedade da terra. Inconformados com a idéia, os senadores – donos dos maiores latifúndios de Roma – promoveram o assassinato de Tibério e de trezentos de seus seguidores. As propostas de Tibério foram retomadas anos depois por seu irmão Caio Graco, eleito tribuno da plebe em 124 a. C. Baseando- se no modelo da democracia ateniense e buscando minar o poder dos ricos, Caio Graco propôs que as principais decisões da República fossem transferidas do Senado para uma assembléia popular. Também defendia a divisão das terras públicas e sua distribuição entre os mais pobres. Sentido seus interesses ameaçados, a aristocracia senatorial mobilizou suas forças contra Caio Graco. Em 121 a. C., o tribuno e seus partidários foram cercados fora de Roma. Sem ter como escapar, Caio Graco pediu a um escravo que o matasse. A isso se seguiria a matança de 3 mil dos que apoiavam.
  6. 6. DESENVOLVIMENTO:  A hora dos generais Procurando desviar a atenção da crise que se abatia sobre a República, a partir do final do século II a. C. o Senado romano passou a estimular campanhas militares no exterior. Graças às vitórias obtidas, cresceu o prestígio dos militares. Assim, entre 107 e 100 a.C. o general Caio Mário elegeu-se cônsul por seis vezes consecutivas. Em 82 a. C., o general Lúcio Cornélio Sila, homem de confiança do Senado, assumiu o governo e foi ditador perpétuo. Era um fato inédito na História da República: pelas leis romanas, o Senado só poderia convocar alguém para a função de ditador em situações de perigo para a sociedade e só pelo prazo de seis meses.
  7. 7.  César: um novo rei? César retornou a Roma em 46 a.C., onde foi recebido triunfalmente. Diante dessa recepção calorosa, os senadores tiveram de conceder a ele o título de ditador vitalício. Senhor da situação, César deu inicio a uma nova fase na política romana: a da personificação do poder. Sem comprometimento com plebeus, senadores, cavaleiros e até mesmo com a instituição republicana, assumiu para si vários cargos e funções, como cônsul, Pontífice Máximo (sumo sacerdote) e supremo comandante militar. Durante seu governo, distribuiu terras a cerca de 80 mil pessoas em colônias além-mar; visando diminuir o desemprego; exigiu que pecuaristas tivessem entre seus empregados pelo menos um terço de homens livres; e estendeu a cidadania romana a praticamente toda a população da península itálica. O texto da seção Passado presente analisa a importância da cidadania para as populações conquistadas por Roma.

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