Monografia lucianesantos (1)

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Monografia lucianesantos (1)

  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO FEEVALE LUCIANE SALETE DOS SANTOSPLANO DE NEGÓCIOS: ESTUDO DA VIABILIDADE PARA A IMPLANTAÇÃO DE UMA LOJA DE LINGERIE NA CIDADE DE SAPIRANGA-RS Novo Hamburgo, maio de 2007.
  2. 2. LUCIANE SALETE DOS SANTOSPLANO DE NEGÓCIOS: ESTUDO DA VIABILIDADE PARA A IMPLANTAÇÃO DE UMA LOJA DE LINGERIE NA CIDADE DE SAPIRANGA-RS Centro Universitário Feevale Instituto de Ciências Aplicadas Curso de Administração de Empresas Trabalho de Conclusão de Curso Professor Orientador: Ms. José Airton Brutti Novo Hamburgo, maio de 2007.
  3. 3. LUCIANE SALETE DOS SANTOSTrabalho de Conclusão do Curso de Administração – Habilitação Administração deEmpresas, com título PLANO DE NEGÓCIOS: ESTUDO DA VIABILIDADE PARA AIMPLANTAÇÃO DE UMA LOJA DE LINGERIE NA CIDADE DE SAPIRANGA-RS,submetido ao corpo docente do Centro Universitário Feevale, como requisitonecessário para obtenção do grau de Bacharel em Administração de Empresas.Aprovado por:_________________________________Prof. Ms. José Airton BruttiOrientador________________________________Prof. Ms.Banca Examinadora________________________________Prof. Ms.Banca Examinadora________________________________Prof. Ms.Banca Examinadora Novo Hamburgo, maio de 2007.
  4. 4. Dedico este trabalho com todo amor ecarinho aos meus pais, Alzira e Nestor, por todo apoio, dedicação, educação e compreensão que me deram sempre, em todos os momentos da minha vida, e principalmente por acreditarem em mim e na minha capacidade, me incentivando e dando forças através de exemplos de humildade, dignidade, respeito e honestidade.
  5. 5. AGRADEÇO... A Deus, pela fé e pela coragem que tive desde o início, o que me fez acreditar que era capaz e que conseguiria realizar este sonho. Aos meus pais, por acreditarem em mim e na minha capacidade, além da paciência e da compreensão nos meus momentos de angústia, desânimo, estresse e medo. Aos meus amigos e familiares, que sempre torceram por mim e pela conquista do meu ideal, e que também entenderam a minha ausência. Aos professores José Airton Brutti,meu orientador, Alexandre Zeni e César Roth, pela boa vontade ao me ajudar, pelos ensinamentos passados, orientação e paciência, que possibilitaram a realização deste trabalho. Por fim, agradeço a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para a concretização de meu sonho.
  6. 6. RESUMOO presente trabalho tem o objetivo de elaborar um plano de negócios para uma lojade lingeries, situada em Sapiranga. Primeiramente, este estudo buscou verificar apossibilidade de sucesso na implantação do empreendimento. A bibliografiaestudada está focada no Plano de Negócios, Empreendedorismo e o motivo donegócio, ou seja, Moda Íntima. Quanto à Metodologia, utilizou-se a pesquisabibliográfica, descritiva e a pesquisa exploratória. Os dados foram coletados atravésde entrevistas, questionários, além da observação. Com os conhecimentos obtidosatravés dos diversos conceitos formados e informações levantadas, pôde-seelaborar o plano de negócios, que mostrará se há viabilidade de sucesso assimcomo, auxiliará na tomada de decisões e no aproveitamento de quaisqueroportunidades frente ao negócio. Após a elaboração deste plano de negócios,percebe-se que a abertura de uma loja de lingeries na cidade de Sapirangarealmente é viável, com grandes oportunidades de sucesso.Palavras-chave: Empreendedorismo - Plano de Negócios - Moda Íntima -Viabilidade
  7. 7. ABSTRACTThis present work has the purpose to elaborate a business plan for an underwearstore, placed in Sapiranga. At first, this study wanted verifying the possibility tosuccess in the implantation of the undertaking. The bibliography studied is focused tothe Business Plan, Entrepreneurial and the reason of the business, so, IntimateFashion. About the Methodology, used the bibliographic search, descriptive andexploring search. The dates were collected through of interviews, questionnaires,besides observation. With these knowledge obtained through of diverse formedconcepts and lifted up information, could be elaborated the business plan, which willshow if there is possibility of success such will help to make decisions and utilize anyopportunities before the business. Therewith, the elaboration of this business plan, itperceives that the opening of a underwear store in Sapiranga city is true possible,with great opportunities of success.Keywords: Entrepreneurial - Business Plan - Intimate Fashion - Opportunity
  8. 8. LISTA DE QUADROSQuadro n. 1 – Medidas e tamanhos do sutiã............................................................39Quadro n. 2 – Medidas e tamanhos da calcinha ......................................................40Quadro n. 3 – Matriz SWOT .....................................................................................85Quadro n. 4 – Projeção de Vendas ........................................................................100Quadro n. 5 – Preços dos Produtos .......................................................................111Quadro n. 6 – Investimentos Iniciais ......................................................................124Quadro n. 7 – Custo Individual de Mercadoria .......................................................125Quadro n. 8 – Despesas ........................................................................................126Quadro n. 9 – Receitas ..........................................................................................127Quadro n. 10 – Fluxo de Caixa...............................................................................129Quadro n. 11 – Fluxo de Caixa Anual ....................................................................130Quadro n. 12 – TIR e VPL ......................................................................................130Quadro n. 13 – Tempo de Recuperação de Capital ...............................................131Quadro n. 14 – Custos Variáveis............................................................................132
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ..........................................................................................................121 CONTEXTUALIZAÇÃO .........................................................................................16 1.1 Definição do Problema .....................................................................................16 1.1.2 Hipótese Básica .......................................................................................16 1.1.3 Hipóteses Secundárias.............................................................................16 1.2 Justificativa .......................................................................................................17 1.3 Objetivos...........................................................................................................19 1.3.1 Geral..............................................................................................................19 1.3.2 Específicos ....................................................................................................202 REVISÃO DA LITERATURA .................................................................................21 2.1 Moda: Mercado Atual e Futuro .........................................................................21 2.1.2 Moda e Oportunidades de Negócios ........................................................24 2.1.3 História do Lingerie ..................................................................................27 2.1.4 Moda Íntima..............................................................................................37 2.2 Empreendedorismo ..........................................................................................42 2.2.1 Perfil do Empreendedor............................................................................47 2.3 Plano de Negócios............................................................................................51 2.3.1 Situação Jurídica da Empresa..................................................................53 2.3.2 Planejamento Estratégico do Negócio .....................................................53 2.3.3 Plano de Marketing e Vendas ..................................................................57 2.3.4 Descrição do Mercado .............................................................................60 2.3.5 Plano Gerencial........................................................................................61 2.3.6 Plano Operacional de Comercialização ...................................................62 2.3.7 Plano Financeiro ......................................................................................62 2.3.8 Custos ......................................................................................................643 METODOLOGIA ...................................................................................................66 3.1 Pesquisa Bibliográfica ......................................................................................67 3.2 Pesquisa Descritiva ..........................................................................................67 3.3 Pesquisa Exploratória.......................................................................................69
  10. 10. 10 3.4 Coleta de Dados ...............................................................................................70 3.5 Método da Observação ....................................................................................72 3.6 Método da Comunicação..................................................................................73 3.7 Análise de Dados..............................................................................................764 PLANO DE NEGÓCIOS: LOJA DE LINGERIE .....................................................784.1 SITUAÇÃO JURÍDICA DA EMPRESA...............................................................794.1.1 Nome do Empreendimento...............................................................................794.1.2 Endereço ..........................................................................................................794.1.3 Fone/Fax ..........................................................................................................794.1.4 E-mail e Home-page.........................................................................................794.1.5 Pessoa de Contato ..........................................................................................794.1.6 Natureza Jurídica .............................................................................................794.1.7 Porte da Empresa ............................................................................................804.1.8 Ramo de Atividade ...........................................................................................804.1.9 Data da Constituição ........................................................................................804.1.10 Nome dos sócios, cargos, endereços e telefones ..........................................804.2 SUMÁRIO EXECUTIVO......................................................................................804.3 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO NEGÓCIO............................................824.3.1 Negócio da Empresa ........................................................................................824.3.2 Visão da Empresa ............................................................................................824.3.3 Missão da Empresa..........................................................................................834.3.4 Valores .............................................................................................................834.3.5 Análise do Ambiente Externo e Interno (matriz FOFA ou SWOT)....................844.3.6 Objetivos ..........................................................................................................864.3.7 Metas................................................................................................................864.3.8 Formulação da Estratégia ................................................................................874.3.9 Feed-back ou Monitoramento de Resultados...................................................884.4 PLANO DE MARKETING/VENDAS ..................................................................884.4.1 Produto.............................................................................................................894.4.2 Clientes Potenciais ..........................................................................................934.4.3 Diferenciação ...................................................................................................954.4.4 Mercado ...........................................................................................................964.4.5 Vendas .............................................................................................................984.4.6 Situações Sazonais ........................................................................................1014.4.7 Canais de Distribuição....................................................................................1044.4.8 Propaganda....................................................................................................1054.5 DESCRIÇÃO DO MERCADO ..........................................................................1064.5.1 Aceitação........................................................................................................1074.5.2 Segmentação .................................................................................................1074.5.3 Concorrência ..................................................................................................1084.5.4 Preço ..............................................................................................................1104.5.5 Localização ....................................................................................................111
  11. 11. 114.5.6 Empresas Líderes ..........................................................................................1124.6 PLANO GERENCIAL .......................................................................................1124.6.1 Atribuições dos Sócios ...................................................................................1124.6.2 Serviços Terceirizados ...................................................................................1134.6.3 Estrutura Funcional ........................................................................................1134.6.4 Recrutamento e Seleção ................................................................................1144.7 PLANO DE COMERCIALIZAÇÃO ..................................................................1144.7.1 Produto e Comercialização ............................................................................1144.7.2 Capacidade ....................................................................................................1164.7.3 Espaço Físico/Layout .....................................................................................1174.7.4 Tecnologia......................................................................................................1184.7.5 Fornecedores .................................................................................................1184.7.6 Funcionários...................................................................................................1204.8 PLANO FINANCEIRO ......................................................................................1224.8.1 Investimento ...................................................................................................1234.8.2 Despesas e Receitas......................................................................................1264.8.3 Fluxo de Caixa ...............................................................................................1284.9 CUSTOS ...........................................................................................................1324.9.1 Custo Variável ................................................................................................1324.9.2 Custo Fixo ......................................................................................................1324.9.3 Formação de Preço ........................................................................................1334.9.4 Fatores Financeiros Críticos...........................................................................1334.9.5 Resultados Relevantes ............................................................................................ 133CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................134REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................137ANEXOS .................................................................................................................141
  12. 12. INTRODUÇÃO Percebe-se analisando o mercado atual, que o mesmo está cada vez maiscompetitivo, de maneira que abre um espaço cada vez maior para a economiainformal, que cresce rapidamente assim como a busca de negócios próprios, quepossibilitem autonomia, segurança e chances individuais de crescimento profissionale pessoal, fazendo com que cresça consideravelmente o surgimento de novosempreendedores que, muitas vezes, são estimulados pelo desenvolvimentoeconômico e pela busca da auto-realização, já que pesquisas indicam que oempreendedorismo oferece graus elevados de realização pessoal e que a atividadeempreendedora faz com que trabalho e prazer andem juntos. Este crescimento acelerado se dá devido ao fato de muitas empresasestarem reduzindo seus custos com salários baixos oferecidos aos seusempregados e a diminuição de incentivos dos trabalhadores formais. Além disso, oelevado índice de desemprego leva as pessoas à procura de outras alternativas paraa sobrevivência. Por isso é importante que todos sejam pró-ativos e que busquem os seusobjetivos e sonhos, dificuldades sempre existirão, mas o mais importante é o espíritoempreendedor de cada um e a vontade de vencer.
  13. 13. 13 Um empreendimento é algo grandioso, pois além de fazer o empreendedorse realizar e crescer junto com seu negócio, ele pode destacar e promover asociedade onde está situado, portanto, os empreendimentos são imprescindíveispara o crescimento geral do país, gerando empregos e beneficiando investidores eempreendedores, que se dispõe a enfrentar as inúmeras dificuldades e incertezasdo mercado. A realidade nos mostra que a grande maioria dos novos empreendimentosnão sobrevive aos primeiros anos de vida. As causas desse problema são inúmeras,entre elas a falta de conhecimento no mercado de atuação, localização errada,ausência de controle de custos e gestão financeira, pouca qualificação profissional,falta de planejamento operacional e estratégico do negócio, inexistência decompetência gerencial. Estes são apenas alguns dos fatores de risco que podemtransformar-se em causas de fracasso das novas empresas e que devem seratentadas pelo empreendedor. Com um plano de negócios eficiente é possível reduzir os riscos deinsucesso, assim como ter certeza da vontade de implantação do empreendimento,mostrando ou não sua viabilidade. Com essa ferramenta, o empreendedor consegueadministrar as constantes transformações do mercado, daí a importância daelaboração deste trabalho e sua aplicação prática. Os novos empreendimentos que prosperam e seguem em frente,ultrapassando todos os obstáculos, são administrados com base em característicascomo planejamento e controle, tendo como evidência a necessidade de um plano denegócios, que orienta o empreendedor que está iniciando uma nova empresa ouatividade de expansão, a tomar decisões estratégicas acertadas. Empreender semplanejar é um risco muito elevado e que deve ser evitado. Entretanto, pode-se afirmar que o plano de negócios, apesar de ser umaferramenta importante, que diminui os riscos de fracasso, não é garantia de sucesso
  14. 14. 14empresarial, mas, da mesma forma, se não o utilizarmos, as chances desobrevivência da empresa diminuem consideravelmente. Através dele, somos capazes de estruturar as principais concepções ealternativas para uma análise correta de viabilidade do negócio pretendido e assim,avaliarmos a nova idéia, antes de ser colocada em prática, de forma que, elimina oureduz esforços inúteis e desnecessários em projetos que são inviáveis. A importância de um plano de negócios será mostrada ao longo do trabalho,pois esta ferramenta serve também como instrumento para a solicitação deempréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, podendo, ainda, serutilizado na busca de novos sócios e parceiros. Portanto, deve ser aproveitada comovantagem competitiva, uma estratégia de sucesso que poderá significar asobrevivência da empresa no futuro. Genericamente, pode-se afirmar que os empreendedores são pessoasdispostas a se arriscar na criação de novos negócios, inovando e gerandooportunidades e prosperidade, aumentando riquezas e o desenvolvimentoeconômico, promovendo assim o progresso e o bem estar da sociedade em geral. Dessa forma, o objetivo geral deste estudo é o desenvolvimento de um planode negócio para uma Loja de Lingerie, de modo que forneça segurança para a suaimplantação e desenvolvimento. O trabalho é composto por duas etapas, a primeira teórica e a segundaprática; sendo que a primeira é revisão da literatura, feita através de consultas alivros, revistas e Internet, onde são abordados os temas empreendedorismo e planode negócios, bem como busca os mais variados dados e informações sobre modaíntima, que é o foco do trabalho.
  15. 15. 15 Na segunda etapa é desenvolvido o plano de negócios da loja de modaíntima, elaborado a partir da bibliografia estudada e dos resultados das entrevistas equestionários realizados entre os meses de março e abril de 2007, onde futurosclientes e concorrentes potenciais responderam questões consideradas importantespara análise da viabilidade do negócio. Além do método de observação, possibilitadoa partir de visitas a concorrentes e lojas do setor localizadas na cidade, além daobservação direta aos clientes já atendidos, informalmente, pela autora do trabalho. Em sua estrutura, o trabalho está dividido em cinco capítulos: no primeiro,são apresentadas a definição do problema e a sua justificativa, mostrando o porquêda realização do trabalho, e a importância do tema na vida acadêmica e profissional,ou seja, os motivos da escolha do tema específico, além de levantar hipóteses emtorno do tema central do trabalho. Além disso, são esclarecidos o objetivo geral e osespecíficos do trabalho. No segundo capítulo, é feita a revisão da literatura, abordando os temasempreendedorismo, plano de negócios e moda íntima. No terceiro capítulo é mostrada a metodologia utilizada para a elaboração dotrabalho, que é pesquisa bibliográfica, descritiva e exploratória. E, finalmente, o quarto capítulo, apresenta o plano de negócios composto detoda a estrutura necessária para a abertura da loja de moda íntima: PlanejamentoEstratégico do Negócio, Plano de Marketing e Vendas, Descrição do Mercado, PlanoGerencial, Plano de Comercialização, Plano Financeiro e Custos, destacando suaimportância para as pequenas empresas, além de mostrar os resultados quanto àviabilidade, através da análise da coleta de dados obtidos anteriormente.
  16. 16. 1 CONTEXTUALIZAÇÃO1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA Como pode ser viável a abertura de uma loja para revendedoras delingeries? Em que condições? 1.1.2 Hipótese básica Acredita-se que a abertura desta loja é viável, pois todo empreendimentotem riscos, mas com um plano de negócios elaborado de maneira adequada, aschances de insucesso diminuem consideravelmente, ou seja, a elaboração do planode negócios mostrará realmente se o empreendimento é viável ou não. 1.1.3 Hipóteses secundárias O sucesso e o retorno esperados pela empreendedora não chegarão a curtoprazo, por isso esta deve estar consciente e mesmo sendo uma pessoa de grandesenso de urgência ter paciência e perseverança.
  17. 17. 17 Os objetivos e metas mais importantes devem ser identificados, e buscadosde forma ágil e decidida, pois provavelmente a empresa deverá ser muito dinâmicafrente ao mercado de atuação que é bastante amplo e competitivo. É possível que a empresa enfrente problemas de penetração de mercado,pois existem muitos concorrentes formais e informais, portanto o ambiente deve seranalisado e o mercado segmentado de acordo com os objetivos e princípios daempresa. Também existe a possibilidade que a empresa tenha dificuldades junto aosfornecedores, pela falta de poder de barganha e pelo baixo capital de giro inicial daempresa. Possivelmente o desconhecimento do mercado em geral pode afetar osucesso do negócio a curto prazo, mas a experiência obtida no ramo, mesmo que demaneira informal, será decisiva nas primeiras decisões tomadas.1.2 JUSTIFICATIVA A escolha deste tema se dá pela relevância do mesmo, pois permite umamplo conhecimento do mercado e da realidade à qual fazemos parte, além nasoportunidades possibilitadas pelo empreendedorismo. Muitas empresas iniciam suas atividades sem estabelecer e classificar seusobjetivos e desafios mais importantes, resultando numa perda de foco que leva àprejuízos, pois as oportunidades que permitem o alcance dos objetivos não sãopercebidas, muito menos, aproveitadas. A necessidade da empresa em alcançarobjetivos e metas a leva ao crescimento, mas somente planejando suas ações é queela estará orientada para as escolhas certas e as mudanças adequadas.
  18. 18. 18 A empresa precisa saber para onde quer ir e como fará para chegar aondedeseja, assim deve identificar sua missão, visão, valores, propósitos, e adotar umapostura estratégica diante das diversas situações que terá que superar. Assim, anecessidade de se fazer um plano de negócios antes da abertura de qualquerempresa se dá pela competitividade do cenário econômico atual, tornando-o umaferramenta importante, indicada para analisar a abertura de uma empresa, quanto asua viabilidade. Cada vez mais precisamos estar preparados para fazer com que onegócio dê certo, crescendo e gerando excelentes resultados, otimizando os lucrose atingindo dessa forma, a satisfação dos clientes e investidores. Para que os resultados sejam bons é necessário adequar-se à prática,levando em consideração as condições internas e externas da empresa,relacionando-as com a evolução esperada; mantendo coerência e decisões firmespara que o plano de negócios tenha bases sólidas com respeito às crenças daempresa e de seu empreendedor. Para Dornelas (2001), o plano de negócios tem a capacidade de explorar ospotenciais da empresa, medindo e concentrando esforços a fim de atingir osobjetivos e metas mais visados, ele é utilizado na tomada de decisões através daanálise de informações; aumentando a competitividade da empresa frente aos seusconcorrentes, fornecedores e assim, conquistando cada vez mais clientes emaximizando lucros, além de prever e contornar as incertezas, que atualmente sãoinúmeras em qualquer mercado de atuação. Portanto, pode-se afirmar que um planode negócios pode se tornar uma vantagem competitiva que no futuro representará asobrevivência da mesma, pois avalia a idéia antes de colocá-la em prática,reduzindo assim as possibilidades de resultados indesejáveis. Academicamente, este tema é muito interessante e rico, pois englobadiversas variáveis que devem ser exploradas para haver uma boa performance doempreendedor nos negócios, reduzindo a possibilidade de sofrer prejuízos. A
  19. 19. 19elaboração de um plano de negócios é muito ampla e dinâmica, possibilitando umextenso aprendizado em áreas diversas, e ao mesmo tempo, interligadas. Da mesma forma, profissionalmente abrirá novos horizontes para que nofuturo exista essa oportunidade de sucesso na vida profissional do empreendedor, jáque o mesmo possui conhecimentos e interesse em trabalhar na área de atuaçãoescolhida, sendo que a mesma aparece como uma forte oportunidade de negócio naatualidade. De acordo com Lakatos e Marconi (2007), o problema escolhido pela autora,é apropriado, pois sendo analisado quanto à sua valoração, ele corresponde quantoa fatores importantes: a) relevância: trazendo conhecimentos novos; b)exeqüibilidade: podendo chegar a uma conclusão válida; c) oportunidade: atendendoa interesses particulares e gerais. Além disso, deve ser analisado o fato de se possuir um perfil empreendedor,fato que torna frustrante a escolha de outro tema frente às suas perspectivas, seussonhos e a realidade competitiva e dinâmica do mercado atual. Diante de taisconsiderações, justifica-se a importância de se realizar este trabalho.1.3 OBJETIVOS1.3.1 GERAL Elaborar um plano de negócios a fim de verificar a viabilidade de abertura deuma loja de lingerie na cidade de Sapiranga - RS, visando os melhores resultados eum considerável retorno ao investidor.
  20. 20. 201.3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Estudar as possibilidades oferecidas pelo mercado, verificando a viabilidade econômica e financeira do projeto. • Analisar o mercado consumidor, suas vontades e características, através de uma pesquisa de campo. • Levantar os custos e investimentos necessários à implantação do projeto. • Conhecer e analisar os fornecedores e os concorrentes. • Identificar e valorizar as vantagens competitivas, com a elaboração do plano estratégico do negócio.
  21. 21. 2 REVISÃO DA LITERATURA2.1 MODA: MERCADO ATUAL E FUTURO A seguir, é abordado um referencial teórico sobre o tema Moda Íntima, assimcomo conceitos de moda no geral, suas perspectivas e a evolução até os dias dehoje, pois há a necessidade de se conhecer sobre o produto que pretendecomercializar dentro de seu empreendimento. Pode-se perceber analisando o comportamento da sociedade atual que olingerie adquiriu características novas nos últimos tempos. Deixou de ser apenaspeça de uso comum e obrigatório, para se destacar fazendo parte do imagináriosensual de mulheres e homens. Para atender esse público, cada vez mais exigente,empresas do setor estão investindo em coleções mais ousadas, com peçasdiferenciadas que brincam com fantasias e fetiches, além de valorizar a mulheraumentando sua auto-estima, segundo Feghali e Dwyer (2004). Com o passar os anos a moda foi evoluindo e se modificando, se tornandomais versátil e flexível, abrindo espaços para novos empreendedores. Portanto,conclui-se que este é um mercado promissor para a criação de novos negócios, jáque está em expansão e possui inúmeras alternativas de investimento.
  22. 22. 22 Conforme as autoras Feghali e Dwyer (2004), o mercado nacional de lingeriemovimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano de faturamento total; e reúne mais de seismil confecções, muitas são empresas de pequeno porte que empregam mais detrinta mil costureiras e fabricam mais de quinhentos milhões de peças por ano. Comesses índices e a cultura mundial de que o Brasil é o país da sensualidade, osegmento de moda íntima tem pleno potencial para e tornar grande exportador, sejacom produtos ou com tendências, devido à eficiência e o desenvolvimento do setor,além disso, possui excelente qualidade e uma boa competitividade de custo dasconfecções e tecidos nacionais. Com isso, percebe-se que a movimentação geraldeste segmento vem crescendo constantemente em números e valores. Com o passar dos séculos, as mudanças na moda passaram a ser tantas etão rápidas, surgindo diferentes tipos de tecidos, que as peças e seu tempo acabamse confundindo, diversas vezes, voltando a moda que já foi utilizada no passado, ouseja, é preciso para trabalhar com sucesso nesse ramo, ser um profissional comagilidade e versatilidade, constantemente qualificado e informado, mantendo-seatualizado e atento às tendências que o mercado apresenta, pois o mesmo ébastante dinâmico, de acordo com a autora do trabalho que vem observando omercado desde os últimos dois anos, percebendo que está em constante mudança,com novas oportunidades surgindo a cada instante. A autora do trabalho percebeuainda que, cada vez mais os clientes estão mais informados e querem novidades,além de valorizarem informações diferenciais e detalhes específicos de cada produtoque compram. De acordo com Feghali e Dwyer (2004), independente da época ou lugar, aroupa sempre foi um diferenciador social, retratando uma comunidade ou classe,sendo que a moda pode revelar o perfil de uma pessoa, podendo também estarvestido para influenciar, impressionar ou seduzir alguém. Mais do que tudo, portanto,a maneira de vestir expressa a personalidade e o status social. De acordo com odesenvolvimento da humanidade, a evolução e a mudança de costumes, estáinserida a história da moda. Estudos feitos na área do vestuário mostram que aindústria têxtil pode ter surgido ainda durante a pré-história (10000 a 5000 a.C.).
  23. 23. 23 Analisando cenário atual, nota-se que a moda já deixou de ser sinônimo defutilidade e improvisação há muito tempo, ela evoluiu e continuará a evoluirparalelamente ao mundo, tornando o supérfluo uma necessidade. Hoje, nessemercado em franco crescimento, tecnologia e profissionalismo são imprescindíveispara o sucesso de qualquer empreendimento, pois os consumidores estão cada vezmais exigentes, uma vez que estão dispostos a pagar preços elevados por produtosde qualidade, segundo sondagem elaborada pela autora do trabalho, durante suasvendas informais. Conforme Feghali e Dwyer (2004, p.139): A moda funciona rapidamente em ciclos semestrais de tendências, e é preciso estar sempre em sintonia com as mudanças. Mas quem pretende trabalhar nessa área e tomar a moda como um negócio deve enxergar além, percebendo as tendências globais do comércio com sensibilidade suficiente para entender em que ponto elas podem exercer influência sobre a moda. Através da observação ao mercado, constatou-se que hoje, asconsumidoras estão arrojadas, exigindo individualismo, imediatismo e valor, eamanhã certamente o grau de exigência aumentará. Esses aspectos precisam serexplorados pelas empresas, nos quais estarão as bases para a tomada de decisõese estratégia. Feghali e Dwyer (2004) apontam algumas tendências do futuro que precisamser analisadas: As compras continuarão a ser vistas como uma atividade de lazer; oconsumo do vestuário continuará a crescer; o consumidor ficará cada vez maisconsciente das marcas, mas sem deixar de guardar o impulso básico de garantirvalor; assim como, a tecnologia será um dos principais impulsos do mercado,agilizando o desenvolvimento do produto e a nova vantagem competitiva será acapacidade de mudar rapidamente com base na resposta do consumidor, e focoserá em funções de valores estratégicos.
  24. 24. 24 2.1.2 Moda e oportunidades de negócios Ano após ano, a economia sempre foi movimentada pela comercialização demercadorias, desde as civilizações mais antigas, mesmo com a oferta e a demandarestritas, através de trocas entre as pessoas e entre comunidades vizinhas. Feghali e Dwyer (2004) afirmam que fazer negócio consiste em agenciar,fazer transação comercial de qualquer espécie, em qualquer tempo. Os negóciosexistem desde a época dos Fenícios, e, embora realizados em dimensões menores,sempre tiveram a visão de se instalar, comprar e vender algo, buscando o lucro. É importante saber sobre o mercado global que cerca o lingerie. Asindústrias têxteis e de confecções estão entre as atividades industriais mais antigasda humanidade e absorvem grande mão-de-obra, conforme foi evoluindo, passou deprodução manual para a confecção industrializada. Segundo Feghali e Dwyer (2004, p.24): No Brasil, o complexo têxtil é composto atualmente de aproximadamente 4.391 indústrias têxteis e 18 mil confecções registradas. No setor de confecções, é grande o número de empresas informais, que de acordo com estimativas extra-oficiais, chegam a superar em quantidade as empresas legalmente constituídas.O faturamento total do setor é de aproximadamente US$ 24 bilhões. A revista Exame afirma que a criatividade nacional para roupas íntimas já foireconhecida no exterior: a modelagem fio dental se consagrou na Europa com nomede calcinha brasileira. Mas ainda são baixas as vendas de lingeries brasileiros foradaqui. Em 2003, as exportações de roupas íntimas responderam por 1,5% do 1,6bilhões de dólares comercializados pelo setor têxtil neste mesmo ano.
  25. 25. 25 Nos últimos anos, grandes mudanças ocorreram e geraram odesenvolvimento da moda no Brasil, hoje é empregada a inovação nos acabamentose nos materiais que obedecem as normas técnicas estabelecidas, além disso,máquinas modernas são importadas, padronizando a qualidade dos produtos,afirmam Feghali e Dwyer (2004). A elaboração de um plano de negócios para uma loja de lingerie, se dá peloconhecimento no ramo, com o trabalho na venda informal há cerca de dois anos.Este tipo de vendedora é conhecido popularmente como sacoleira. As sacoleiras ganham cada vez mais espaço no concorrido ramo de vendasde lingeries, a demanda é grande, mas o número de sacoleiras vem crescendosignificativamente, daí a necessidade de se ter um diferencial para competir com asconcorrências formal e informal. Elas são vendedoras ambulantes que atuam numtipo de comércio totalmente informal e adquirem somente roupas totalmente prontaspara vender. Seu atendimento é feito de modo exclusivo. Cada caso é um caso e cada cliente é diferente, ou seja, única, por isso épreciso vender não apenas lingerie, mas sim conforto, glamour, sedução, encanto,auto-estima, e todas essas características dentro de um preço competitivo. Conheceprofundamente os seus clientes, suas características e seus desejos, porconseguinte, passa a oferecer as peças adequadas ao estilo e ao gosto de cada um,depois de um primeiro contato, onde descobre o que cada cliente espera, suaspreferências e necessidades. Oferece um serviço personalizado, que em geral, aslojas não conseguem oferecer, outra vantagem é a flexibilidade de horário de quedispõem, que pode ser ajustada de acordo com os horários disponíveis da clientela. As sacoleiras têm que ser versáteis e ágeis para aproveitar a grandedemanda do mercado atual e atender incansavelmente o máximo de clientespossível, para tanto, em suas sacolas, carregam as mais variadas opções para os
  26. 26. 26mais diversos estilos e tamanhos, além de cores diversas, e ainda, precisam estarsempre atentas às novidades a fim de satisfazer as clientes mais exigentes. A aparência e o charme da sacoleira, sem dúvidas, são fundamentais nomomento de expor os produtos e no fechamento da venda, é imprescindíveldemonstrar seriedade, segurança, conhecimento, além de muito bom humor esimpatia. Apesar do dia a dia corrido, a sacoleira sempre tem que estar de bem coma vida, bem vestida e alegre, isso é necessário para passar uma boa impressão paraas clientes, pois as atendendo da melhor maneira possível conquistará admiração efidelidade, sendo até mesmo indicada para novas clientes. A experiência da empreendedora como sacoleira será muito importante parao sucesso do negócio, pois apesar de ser uma atividade informal, é complexa comouma loja formal, pois a sacoleira compra, mostra, troca, encomenda, vende, cobra,recebe e paga os fornecedores, precisa estar constantemente buscando novosclientes, da mesma forma que é necessário manter e fidelizar os antigos. Para ser eficiente, a sacoleira precisa ser organizada e responsável, eladeve cadastrar todas as clientes, planejar visitas, agendar horários de venda e decobrança, ou seja, administrar o seu tempo, além de fazer o seu planejamentofinanceiro, organizando seu caixa, e suas contas a pagar e a receber. Entretanto, muitas vezes, é uma atividade discriminada e que sofrepreconceitos, apesar de ser um trabalho digno e honesto. Mas sem dúvida, é umtrabalho extremamente gratificante, que envolve muito entusiasmo, onde se vencemmuitos desafios com a possibilidade de lucros consideráveis.
  27. 27. 27 2.1.3 História do lingerie Vestir a calcinha ou o sutiã é algo normal. Naturalmente nem paramos parapensar que o lingerie tem uma história. As peças que usamos hoje só existemgraças ao desenvolvimento de roupas íntimas criadas há séculos, na Antigüidade. Aevolução do lingerie ao longo da História é um fenômeno interessante, que mostrauma trajetória de desconforto e sensualidade. A seguir será descrito todo umhistórico do tema moda íntima. Uma história bem antiga Segundo o site http://www.lucitex.com.br, a história do lingerie começa porvolta do segundo milênio antes de Cristo. Em Creta, as mulheres usavam umcorpete simples que sustentava a base do busto, projetando os seios nus. Na Antigüidade, as egípcias não usavam nada por baixo de suas túnicas delinho. Já em Atenas, na Grécia Antiga, as mulheres tomavam banho nas fontes ecobriam o púbis com o que é considerada a primeira tanga: um tecido em forma detriângulo preso por fios amarrados nos quadris. Conforme o site http://www.delrio.com.br, no período da Idade Média, paraevitar o contato da pele com os tecidos ásperos e pesados da época, as mulherespassaram a usar uma longa camisola de mangas compridas, além de uma espéciede corpete amarrado atrás ou nas laterais, somente no final deste período, asmulheres nobres passaram a usar um longo cinto sob o busto que, além desustentar os seios, eles pareciam mais volumosos. Durante a Renascença no Século XV, o lingerie passa por transformaçõespara acompanhar a evolução do vestuário. Os ingleses passam a dar muita
  28. 28. 28importância ao modo de vestir. As mulheres se enfeitavam para ostentar a riquezada família e do homem que pagava suas contas. O volume das saias passou asignificar riqueza e então surgiram os saiotes. As mulheres do povo, em sua maioriacamponesa, precisavam de liberdade de movimento e não usavam a armação. Nofinal do período renascentista já se observava o uso de meias de algodão ou lãpresas por ligas de lã, conforme o site http://www.delrio.com.br O desconforto do espartilho A roupa feminina ficou mais rígida, surgindo um corpete que apertava oventre, afinava a cintura e deixava os seios com aspecto de cones, esta peça eraconstruída com uma haste, que era feita de madeira e havia ainda uma hastecentral, que em alguns modelos chegava a pesar até um quilo. Essa peça acabouobrigatória para mulheres, sendo que começaram a causar polêmica entre osmédicos esclarecidos, pois comprimiam órgãos internos, causando entrelaçamentode costelas, não raros desmaios, e até a morte. De acordo com o site http://www.lucitex.com.br, no século XVII surgiu naEspanha o famoso espartilho, feito de tecido rígido que cobria apenas o abdômencom o objetivo de disfarçar as formas. Cada vez mais apertado para modelar ocorpo, provocando desconforto. Os modelos que enclausuravam a mulher,achatando o busto, se consagraram nesse período. Uma longa camisa rendadaisolava do corpo o corpete, era uma verdadeira armadura que moldava o corpofeminino. Somente no século XVIII, as hastes de madeira e metal foram substituídaspelas barbatanas de baleia, os decotes aumentaram e os corseletes passaram a serconfeccionados para comprimir a base do busto, deixando os seios em evidência.
  29. 29. 29 No século XIX, anáguas e calçolas completavam o vestuário feminino e ocorselete continuou na moda, ganhando sofisticação com bordados e laços. O espartilho submeteu as mulheres a quatro séculos de sacrifício em nomeda beleza. Cordões bem apertados forçavam os seios para cima e aceleravam arespiração, em uma época na qual as mulheres se sujeitavam a problemasrespiratórios, digestivos e circulatórios para terem seios sensuais. Neste período, os homens dominavam a indústria de lingerie, e estimulavamo uso do corpete para garantirem a "beleza das mulheres" e também os seus lucros. Finalmente, em 1914, o espartilho foi substituído pela cinta, pois com o inícioda Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas e isso fez comque ela precisasse de um novo lingerie que lhe permitisse movimentação. A história do sutiã De acordo com o site http://www.lucitex.com.br, há milênios as mulheresvinham procurando uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a leida gravidade e sustentasse os seios. Referências revelam que em 2000 a.C., na Ilhade Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregaspassaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram umafaixa para diminuí-los. O sutiã apareceu para libertar a mulher do uso do espartilho. Um modelo semelhante ao conhecido sutiã de hoje, de algodão e seda, foidesenvolvido em 1912, e em 1914 o sutiã foi devidamente reconhecido e patenteadonos Estados Unidos. Era feito com dois lenços, um pedaço de fita cor-de-rosa e umpouco de cordão. Ele foi vendido e patenteado a uma fábrica de roupas femininas
  30. 30. 30por 15 mil dólares na época. Era o início da industrialização do lingerie, porém haviapouca opção de tamanho. Somente na década de 30 é que os diferentes tamanhos e formatos dosseios passaram a ser considerados na hora de produzir uma peça, e começaram aser fabricados sutiãs em tamanhos que variavam de A a D. A partir daí, o sutiãganha novos materiais, modelos e passa a ter uma ligação com o comportamento damulher diante da sociedade, conforme o site http://www.valisere.com.br Com a escassez da seda provocada pela Segunda Guerra Mundial (1939 a1945), a indústria têxtil precisou buscar novos materiais. Surgem as fibras sintéticas,que davam aos sutiãs elasticidade e resistência. O artigo de sustentação dos seiossofreu várias alterações, acompanhando a anatomia dos bustos generosos dasestrelas da época. Convencidas de que o sutiã era o principal símbolo da repressão sexualmasculina, feministas queimam sutiãs em praça pública, incentivando as mulheres aabolirem o uso da peça. O protesto aconteceu em 1958, logo após o surgimento dalycra, que permitia mais movimento e conforto. Era o início da revolução sexual dos anos 60, momento no qual as mulheresse mostravam cada vez mais soltas. São os tempos de valorização dos seiospequenos e de sutiã mais delicados e livres de costuras, com diversos tipos demodelagens. Porém, alguns anos depois, as mulheres passam a perceber que o sutiã,além de acessório sedutor, tem a função de sustentar os seios, e o sutiã volta a serusado.
  31. 31. 31 Nos anos 80 o lingerie para os seios passa a ser um grande aliado dasmulheres que aderiram à moda aeróbica. Em 1982, a evolução continua, surgindo asrendas com lycra. Conforme a revista Época, a moda sempre impôs seu estilo à beleza e vice-versa. Até o início do século XX, a mulher sofreu muito em nome dos padrõesestéticos, além de se submeterem aos espartilhos, com o sutiã surge uma novaexpectativa: ao contrário da função que exerce hoje, deixar o corpo da mulher maisbonito e sexy, era usado para achatar os seios e empurrá-los para baixo. Após décadas de seios camuflados, os anos 90 trazem a valorização dobusto como referência de feminilidade. Junto de novos tecidos e cores, surgemmodelos para realçar ou aumentar os seios. A ciência passa a ser mais umaferramenta da indústria para garantir a satisfação das mulheres com o sutiã. De acordo com o site http://www.valisere.com.br, neste quase um século deexistência, ele se tornou o amigo do peito e exerceu as mais diferentes funções:aumentou o seio, diminuiu-o, escondeu-o, exibiu-o. Transformou a coadjuvanteroupa de baixo em protagonista do figurino da mulher com lingeries sensuais. Antesescondido, hoje é usado até como roupa de cima. Surgem os bojos de enchimento eas estruturas de metal para aumentar os seios. Virou um aliado na busca da beleza,do conforto e da sedução. Por ser uma peça de contato muito íntimo, o sutiã precisa ser trocadodiariamente para ficar livre de suor. Já a limpeza exige certos cuidados para garantirsua durabilidade. É preciso lavá-lo sempre a mão se conter bojo e aro, casocontrário, poderá ser lavado na máquina de lavar, junto com roupas delicadas.
  32. 32. 32 Para guardar os sutiãs com bojo, é necessário inverter os bojos de formaque fiquem um dentro do outro, como uma concha, colocando-os numa gaveta comaltura suficiente para que eles não sejam amassados. Conforme a revista Terra Mulher, atualmente, o mercado oferece diferentesformas de sutiãs, para todos os gostos e necessidades, desde os que apenaslevantam ou dão sustentação até os que aumentam o volume dos seios. Cada umdeles tem características específicas que garantem esses resultados. Seios fartos: se a mulher tem seios grandes e não gosta deste volume, oideal são sutiãs com aro, sem bojo e, preferencialmente, de copa inteira. Este tipo depeça irá auxiliar no "disfarce" do volume. Agora se a mulher gostar de ostentar ovolume do seu peito, deve procurar sutiãs com aro, bojo e que tenham o decotepronunciado, expondo seu colo. Seios flácidos: a questão não é o seio ser flácido ou não, mas o tamanho doseio. De um modo geral, os seios flácidos pedem pela dupla: aro e bojo. Seios pequenos: o sutiã push-up é a melhor opção. Ele possui fechamentofrontal, levanta e junta os seios. Seios normais: optar por um modelo que faça a mulher se sentir melhor,mais segura e que lhe traga liberdade e conforto. Seios de lactantes: mulheres que estão amamentando precisam manter osseios no lugar com sutiãs que sejam de sustentação, com aro e alças mais largaspara poder suportar o peso da mama e o distribuir regularmente nos ombros,diminuindo o impacto deste peso na coluna. Outra sugestão é usar peças comabertura no bojo para facilitar a amamentação e escolher sempre tecidos de fibras
  33. 33. 33naturais ou de microfibras, que possuem tratamento hidrófilo para evitar a retençãoda transpiração, proporcionando conforto e higiene. Evolução do lingerie Segundo a revista Época, ao longo dos anos, existe uma considerávelevolução do lingerie, caracterizada por movimentos significativos que vêmacontecendo há muitos anos até os dias de hoje. Desde os modelos, até ocomportamento das mulheres formulam um histórico interessante que explica ocomportamento atual do mercado. De acordo com o site http://www.tialingerie.com.br, dentro das peças íntimasmais sensuais deve-se citar a cinta-liga, que foi um acessório sensual muito usadona década de 20, criada para segurar as meias 7/8, nessa década, as roupasíntimas ainda eram formadas por um conjunto de cintas, saiotes, calcinhas,combinações e espartilhos bem mais flexíveis, e o lingerie passou a ter outras cores,além do tradicional branco. Ainda nos anos 30, a cinta-liga era o único acessório disponível para prenderas meias das mulheres, que só tiveram as meias-calças à sua disposição a partir dadécada de 40, com a invenção do náilon em 1935. Conforme o site http://www.valisere.com.br, na década de 60, as feministasqueimaram sutiãs em praça pública para expressar a necessidade de mudança dopapel da mulher na sociedade, iniciando o período em que prevalecia a imagem damulher masculinizada, necessária para a entrada no mercado de trabalho. As roupasque a tornavam invisível sexualmente, acentuando, em vez disso, a suacompetência profissional, dominaram os anos 70.
  34. 34. 34 Mas, no início dos anos 80, com o inicio do culto ao corpo e de ummovimento de modificação da relação feminina com o lingerie, a inspiraçãoromântica tomou conta da moda, cinta-liga, meias 7/8 e corseletes, sem a antigamodelagem apertada, voltaram à moda, com rendas, laços e tecidos delicadosenfeitando calcinhas e sutiãs. Conforme o site http://www.manequim.com.br, há forte influência da cantoraMadonna, que recriou a moda-fetiche usando em seus shows roupas altamentesensuais, e consagrou a exposição do lingerie, usando sutiãs, corpetes e cintas-ligascomo roupas, e não mais como underwear (roupa de baixo). O público femininoadotou a idéia e a explora até hoje. A indústria de lingeries, por sua vez, elaboramodelos cada vez mais sensuais e de materiais confortáveis. Transparênciaspassaram a revelar belos sutiãs e corseletes, usados até mesmo em ocasiõesformais. Perto do ano 2000, as alças dos sutiãs são propositalmente deixadas àmostra. Revelando que as roupas íntimas estão longe de servir apenas para mantera higiene e conforto das mulheres, mas fazer parte da moda e do seu arsenal desedução. Espartilhos, meias de seda 7/8, ligas avulsas presas às cintas, continuaramsendo usados por muitas mulheres, mas não mais por uma imposição ou falta deopções, mas por uma questão de estilo ou fetiche, já que esses acessórios setornaram símbolos de erotismo e sensualidade na sociedade ocidental. A mulher ideal deveria ter êxito profissional e pessoal, ter o corpo bonito,mas não poderia deixar de lado a sensualidade e o erotismo. E é esta a idéia queprevalece no século XXI, as mulheres progrediram social e profissionalmente,tornaram-se cada vez mais independentes e respeitadas, e de símbolo da opressãofeminina, o sutiã tornou-se item indispensável para a sedução e beleza. Conforme o site http://www.fiquelinda.com.br, o mercado está atento àsnecessidades da mulher moderna, as confecções de lingerie investiram no
  35. 35. 35desenvolvimento e design de tecidos. A evolução tecnológica possibilitou osurgimento de novos materiais e já estão disponíveis no mercado calcinhasaromáticas, anticelulite, que diminuem a barriga ou que levantam o bumbum, esutiãs que aumentam e modelam os seios. No Brasil, o mercado de lingerie está emplena expansão. O Pólo de Moda Íntima de Nova Friburgo e Região reúnem mais de900 empresas de confecção de lingerie, moda praia e fitness, na região serrana doRio de Janeiro, é um exemplo do sucesso do setor. O faturamento das empresasque formam o Pólo chega a R$ 600 milhões e o volume das exportações não párade crescer: em 2004, foram US$ 4,6 milhões. As peças produzidas no Pólo de ModaÍntima já podem ser encontradas em países como Espanha, Portugal, Canadá,Alemanha, França, Inglaterra e Estados Unidos. Personagens da TV usam lingerie como item de destaque no figurino. Comoa novela no Brasil reflete e influencia mudanças de comportamento e as peças estãocada vez mais bonitas, pode-se prever que esta peça do vestuário dará mais umpasso na evolução da sua história na moda nacional, mostrando a influência damídia na escolhas e nas compras das mulheres. A indústria têxtil está constantemente criando. Agora é a vez dos tecidoscom adição de substâncias similares às utilizadas em cosméticos. Trata-se de umaespécie de tratamento complementar, mas não se comparam com cremes oudesodorantes nem os substituem. Segundo a revista Veja, a quantidade de lançamentos indica o quão évalorizada a tecnologia neste segmento de mercado e que não é apenas modapassageira, realmente as clientes se preocupam com o que realmente o lingeriepode oferecer. Está para ser lançado um sutiã no mercado, com forro que recebemicro cápsulas de aloe vera, de ação hidratante, e vitamina E, um antioxidante queajuda a prevenir o envelhecimento das células da pele. O princípio ativo resiste acerca de trinta lavagens.
  36. 36. 36 Outro exemplo é que existem modelos de calcinhas com forro antibacterianode algodão. O tecido recebe tratamento com o mesmo ingrediente encontrado emalguns cremes dentais, com a quantidade de lavagens não interferindo na ação doproduto. Há ainda outros modelos de calcinhas feitas com microfibra que contémmicro cápsulas com elementos que ajudam a combater a celulite, como cafeína,chitosan, mentol e retinol A e o efeito resiste a cerca de vinte lavagens. Sensualidade explorada Concordando com o site http://www.lucitex.com.br, os primeiros registrosque mostram modelos de calcinhas datam do ano 40 A.C., em Roma. Pedaços dealgodão, linho ou lã eram amarrados ao corpo como fraldas. Faixas de pano tambémeram amarradas na altura dos seios. O uso de uma espécie de calção, inspirado nosculotes masculinos, foi introduzido no século XVI, utilizado para montar a cavalo. Apartir desse século, a roupa íntima feminina, mais elaborada e produzida comtecidos claros, começou a distinguir-se mais da masculina, apertando mais a cinturae os seios, dando a impressão de quadris bem largos. Segundo o site http://www.delrio.com.br, mais tarde, surge o fio-dental, omodelo de calcinha que foi a grande revolução em matéria de lingerie. Praticamenteinvisível esse modelo é confeccionado com pequenos cortes de rendas e tecidoselásticos. A minúscula calcinha é cômoda de ser usada e acrescenta uma forte dosede erotismo como lingerie ou biquíni.
  37. 37. 37 Essa peça foi vista pela primeira vez como traje dos indígenas masculinos.Depois, durante muitos anos permaneceu oculta até que as brasileiras puseram-naem moda nas praias. Esse modelo provoca discussões entre as mulheres quequerem se afastar do lingerie convencional e as que preferem os modelos maistradicionais. Conforme a revista Malu, a escolha certa do lingerie faz a diferença na horade criar um clima especial. É importante estar atenta às cores das peças. O tomcerto pode valorizar ainda mais o visual. - Branco: é sempre bem vindo especialmente se tiver detalhes em renda. Cores claras conferem um ar de pureza e ficam ainda melhor com a pele bronzeada. - Preto: é clássico e chique. Não precisa de muitos detalhes para valorizar a peça, são sensuais em todas as ocasiões e ajudam a esconder as imperfeições do corpo. - Vermelho: é o tom da paixão. Com rendas, sutiãs e calcinhas dessa cor são ainda mais femininos. 2.1.4 Moda Íntima Existem diversos fatores que são importantes no que se refere ao lingerie.Dentre eles estão: a escolha do tamanho adequado até os cuidados que devem sertomados ao longo de seu uso. Tamanho do Lingerie
  38. 38. 38 Segundo o site http://www.lucitex.com.br, o lingerie sempre deve ser dotamanho certo, seja qual for o seu modelo, pois quando apertado, é deselegante edeforma a silhueta. Vestir um sutiã de tamanho inferior não aumenta o busto,apenas prejudica a postura, assim como calcinha menor não é mais sensual, aocontrário, marca a roupa e acentua as "sobrinhas laterais". A escolha do lingerie mais adequado é importante para ficar de acordo comas roupas que serão vestidas. O elástico da calcinha só pode aparecer nas peças desenvolvidas com esseobjetivo. É o caso das calcinhas de elásticos com frases ou figuras divertidas, umafebre do público teen. Se a pele ficar marcada, é sinal de que não se está usando o tamanho oumodelo adequado. Em geral, deve-se optar pelo tamanho maior e regular as alças afim de delinear melhor o decote. As tangas são mais indicadas para bumbuns pequenos. Caso o bumbumseja avantajado, deve-se optar por modelos mais largos nas laterais, tipo short,evitando assim, a divisão no quadril e modelando melhor a silhueta. O site http://www.lucitex.com.br mostra como tomar as medidascorretamente: 1 - Abaixo do busto - Passar a fita métrica abaixo das axilas e abaixo dobusto, sem apertar. 2 - Busto - Passar a fita métrica abaixo das axilas e sobre o ponto maissaliente do busto, sem apertar. 3 - Cintura - Contornar a cintura com a fita métrica.
  39. 39. 39 4 - Quadril - Passar a fita métrica ao redor da parte mais saliente dosquadris, na altura das nádegas. Sutiã Tamanho Medida Brasil FR Europa US Abaixo do Busto Busto 36 75 60 28 58 a 62 cm 74 a 78 cm 38 80 65 30 63 a 67 cm 79 a 83 cm 40 85 70 32 68 a 72 cm 84 a 88 cm 42 90 75 34 73 a 77 cm 88 a 92 cm 44 95 80 36 78 a 82 cm 92 a 96 cm 46 100 85 38 83 a 87 cm 96 a 100 cm 48 105 90 40 88 a 92 cm 100 a 104 cm 50 110 95 42 93 a 97 cm 106 a 110 cm 52 115 100 44 98 a 102 cm 110 a 118 cm Quadro n. 1: Medidas e tamanhos do sutiã Fonte: Adaptado pelo autor do site http://www.lucitex.com.br Calcinha Tamanho Medidas Brasil FR Europa US Cintura Quadril PP 1 36 XS 58 a 64 cm 82 a 90cm P 2 38 S 64 a 72 cm 90 a 94 cm M 3 40 M 72 a 80 cm 96 a 102 cm G 4 42 L 80 a 88 cm 104 a 112 cm GG 5 44 XL 88 a 100 cm 114 a 122 cm Quadro n. 2: Medidas e tamanhos da calcinha Fonte: Adaptado pelo autor do site http://www.lucitex.com.br
  40. 40. 40 Cuidados especiais com o Lingerie De acordo com o site http://www.lucitex.com.br, são necessários algunscuidados para prolongar a vida útil do lingerie. - Lavar preferencialmente as peças à mão, com água no máximo a 40º C e sabão neutro (Obs.: sabões em pó, de coco e sabonetes não são neutros). - Se não puder evitar a lavagem na máquina, usar um saquinho de tecido permeável, bem fechado. Há saquinhos próprios para irem à máquina com peças delicadas, mas também pode usar uma fronha. - Não usar produtos alvejantes ou removedores de manchas. Além da coloração, a elasticidade do fio pode ser comprometida. - Não guardar o lingerie molhado e não deixar de molho. - Deixar secar à sombra e evitar secagem em máquina. - As peças não devem ser colocadas em contato com produtos cosméticos (como cremes, óleos e bronzeadores) ou produtos químicos, para evitar manchas e desgaste antecipado do fio elastano. - Evitar o contato do tecido com áreas ásperas, para que não ocorra rompimento do fio. Por serem peças delicadas, devem ser respeitado os avisos e dicas de usocontidas nas etiquetas, como: - Lavar à Mão - A peça somente deve ser lavada à mão. - Lavar à Máquina Delicadamente - A peça pode ser lavada na máquina no programa de roupa delicada.
  41. 41. 41 - Cloro - Não usar cloro - Não secar à Máquina - A peça não deve secar na máquina. - Secar à Máquina - A peça pode secar na máquina. - Não Passar a Ferro - A peça não deve ser passada a ferro. - Passar a Ferro - A peça pode ser passada a ferro. - Não Limpar a Seco - A peça não deve ser limpa a seco. - Limpar a Seco - A peça pode ser limpa a seco. Produtos Inovadores Conforme o site http://www.fiquelinda.com.br as indústrias de lingerieinvestem cada vez mais em tecnologia, para tornar os produtos mais confortáveis,bonitos e duráveis. Um exemplo disso é o desenvolvimento de novos fios e tecidos,como a Lycra e o Tactel. A realidade da maioria das mulheres é que não possuem um corpo perfeito,sempre há imperfeições em suas silhuetas causadas por diversos fatores. Pensandonelas, as fabricantes criaram vários modelos que ajudam a esculpir o corpo, são oschamados lingeries estéticos: Sutiãs: existe um modelo para cada tipo de seios. Os modelos comenchimento que elevam levemente os peitos, de modo que um se aproxime do outro,conferindo volume aos seios - é ideal para seios separados e caídos. Há ainda osmodelos com gel de silicone no bojo que aumentam e valorizam os peitos. Para osseios grandes, o modelo top diminui o volume sem deixá-los achatados, pois contacom uma costura que separa os peitos.
  42. 42. 42 Corseletes: valorizam os seios e modelam a cintura. Calcinhas: há diversos tipos e utilidades no mercado. Podem ajudar aesconder a barriga, definir cintura, aumentar as nádegas, enrijecer o bumbum, entreoutras. Shorts: parecem meias-calças com as pernas cortadas, mas possuemdiferentes tipos de tensão e elasticidade nas regiões da barriga, dos culotes e dasnádegas. Calças: são confeccionadas para proporcionar, assim como o shorts, umacamuflagem das irregularidades da silhueta das pernas, principalmente a celulite. Bodies: há modelos com ou sem pernas. Ajudam a modelar o corpo e sãoideais para serem usados sob vestidos justos, pois modelam a silhueta. A busca de conhecimento através dos estudos realizados em relação aotema lingerie possibilitou um maior entendimento desse assunto, o qual seráutilizado na posterior construção do plano de negócios. O tema empreendedorismo também é de extrema relevância, pois somentecom atitudes empreendedoras é que pode ser construído um plano de negócioseficaz.2.2 EMPREENDEDORISMO
  43. 43. 43 Empreender significa correr riscos, mas riscos calculados, previsíveis emensurados. A maioria das pessoas fracassa por medo, o qual paralisa a razão,desencoraja a iniciativa e leva à incerteza do objetivo; para que possamosempreender é preciso deixar a criatividade fluir, é preciso sonhar e sentir-se lá,mesmo estando aqui, é, sobretudo, ter a coragem de tirar um projeto do papel ecolocá-lo em prática, correndo riscos e assumindo responsabilidades, concordandocom as idéias de Dornelas (2001). A ação empreendedora se dá através da combinação de fatores pessoais,ambientais e sociais que motivam a criação de um novo negócio. Segundo Dolabela (1999), pesquisas indicam que o empreendedorismooferece graus elevados de realização pessoal, ou seja, afirma que a atividadeempreendedora faz com que trabalho e prazer andem juntos. Atualmente, é precisose diferenciar no mercado, desenvolvendo um perfil empreendedor, e não se podeestar sujeito à capacidade de se adaptar à mudança, mas sim de iniciá-la, o maisimportante é o nível de autonomia de cada um. Conforme Timmons (1990): O empreendedorismo é uma revoluçãosilenciosa, que será para o século XXI mais do que a revolução industrial foi parapara o século XX. De acordo com Dolabela (2001), o empreendedorismo conduz aodesenvolvimento econômico, gerando e distribuindo riquezas e benefícios àsociedade, com isso, o empreendedor evolui, estando constantemente diante donovo, num processo interativo de tentativa e erro, avançando através de suasdescobertas, como formas de comercialização, vendas e gestão de pessoas. Dobabela (1999) enfatiza a importância do empreendedorismo, uma vez queo mesmo promove a sensibilização das forças da sociedade para a importância da
  44. 44. 44pequena empresa, atua de forma comunitária, onde sociedades desfavorecidasarticulam para enfrentar a adversidade, provoca a geração do auto-emprego,possibilita a identificação, criação e busca de oportunidades para empresasexistentes e novas, promove o desenvolvimento econômico local e faz com queexista a criação novas empresas. Filion (2000) nos diz que é preciso criar oportunidades diante das tendênciasde mercado, como exemplo, o enxugamento das empresas que leva a existência detrabalhos autônomos, informais e ao próprio empreendedorismo, diante disso, aimportância de se empreender se reflete no crescimento econômico de uma cidadeou região. A escolha deste tema certamente envolve a idéia de empreender algo novo,buscando otimizar resultados para a própria empreendedora e para a sociedade daqual faz parte. Dolabela (1999) afirma que o empreendedor cria e aloca valores erecursos para a sociedade, ou seja, é fator de inovação tecnológica e crescimentoeconômico. Conforme Filion (2000), as oportunidades devem seguir as necessidades domercado, identificando, acima de tudo, os desejos do empreendedor, que devetrabalhar com prazer e se realizar plenamente na escolha da empresa que cria, épreciso ter paixão pelo que faz, pois só assim terá entusiasmo e vontade deaprender e evoluir para conquistar o sucesso futuramente. É inviável colocar o lucroà frente da vocação, para evitar o desânimo e a desistência com o passar dos anos.Também é necessário que se faça um minucioso estudo de mercado e possuir certoconhecimento no ramo. Segundo Dolabela (1999), o empreendedorismo estimula a economia,agindo com inovação em meio à mudanças, sendo capaz de desencadear ocrescimento econômico, ou seja, acredita-se que através da atividadeempreendedora, a comunidade possa ter a iniciativa de liderar e coordenar o esforço
  45. 45. 45no sentido do seu próprio crescimento econômico, acredita-se ser possível mudar aestagnação econômica e social induzindo atividades inovadoras, capazes deagregar valores econômicos e sociais. Para Hisrich e Peters (2004), o empreendedorismo é o processo dinâmicode gerar mais riqueza, com a criação de algo novo com valor, dedicando tempo eesforço, assumindo riscos financeiros, psíquicos e sociais com relação à patrimônio,tempo e comprometimento com a carreira; por outro lado, recebe-se comorecompensas a satisfação e a independência econômica e pessoal. De acordo com Dolabela (1999), muitas pessoas ainda não valorizam ascaracterísticas empreendedoras, pois não têm a capacidade de analisar o mercado einserir-se profissionalmente da maneira mais adequada, com o aproveitamento desuas habilidades pessoais, devido a fatores sociais, como a “síndrome doempregado”, o que faz com que as pessoas se comportem de maneira contrária aoempreendedor, ou seja, não sendo pró-ativo, sem criatividade, não analisa omercado como um todo, e não se preocupa em buscar novas oportunidades. Assim,acaba se tornando um profissional dependente do mercado e não de suas própriasações, sempre necessitando que alguém crie e lhe ofereça condições para quedesenvolva seu trabalho, sem nenhuma auto-suficiência. É de extrema importância, que antes de decidir abrir um negócio, aspessoas verifiquem se existem ou não características empreendedoras em seuperfil. Falando em empreendedorismo no Brasil, é preciso atentar para o fato deque o brasileiro tem mostrado sua força e criatividade mais para resistir àadversidade do ambiente do que para modificá-lo e adequá-lo a seus sonhos enecessidades, revelando atitudes de sobrevivência passivas e não pró-ativas. Assimcomo há a descrença de que o indivíduo possa mudar sua realidade com seu
  46. 46. 46esforço e determinação, uma vez que a sociedade brasileira vê seus indivíduoscomo seres reativos, de acordo com Dolabela (1999). Necessariamente, os empreendedores, devem identificar suascaracterísticas especiais, como autoconfiança e liderança, podendo assim usufruí-las para alcançar seu sucesso e realização pessoal, direcionando seus esforçospara atividades que lhe tragam resultados prazerosos futuramente. Conforme Hisrich e Peters (2004), os empreendedores possuem senso decontrole, têm necessidade de independência, geralmente com dificuldade detrabalhar para os outros; além de buscar a realização pessoal, através de atitudescomo assumir responsabilidade individual para resolver problemas, estabelecermetas e atingi-las com seu próprio esforço, aceitando riscos. Para Dolabela (1999), sem dúvidas, os valores de nossa sociedade,impactam na formação de uma cultura empreendedora, devido aos grandescontrastes sócio-econômicos da sociedade brasileira, como má distribuição de rendae dificuldades de acesso à educação. Normalmente o sucesso financeiro e pessoaldos indivíduos, é atribuído à sorte, à herança ou mesmo à atividades pouco lícitas,de modo que o espírito empreendedor individual não é percebido, tampoucovalorizado. Segundo os autores Hisrich e Peters (2004), a educação é importante nacriação do empreendedor, não só no nível educacional obtido, mas também no fatode que continua a desempenhar um papel importante, auxiliando o empreendedor aresolver os problemas que vir a enfrentar. Além disso, são apontados valorespessoais, como ética nos negócios e a crença na própria vitória, como condição paraque ele realmente vença, sendo diferenciais de sucesso do perfil dosempreendedores.
  47. 47. 47 Segundo Dolabela (1999, p.61): Portanto, é fundamental que busquemos entender nossas origens e a estrutura de valores dentro da qual nos desenvolvemos como sociedade, pois é a partir do conhecimento da realidade que criamos as condições para mudá-la. Conforme Hisrich e Peters (2004), as pessoas que se sentem confortáveis eseguros em uma situação de emprego, têm o apoio da família e preferem seu atualestilo de vida e seu tempo livre razoavelmente previsível, quase nunca assumem osriscos associados ao empreendedorismo, somente a motivação própria doempreendedor é que o faz suportar as frustrações e adversidades, idealizandooportunidades, realização pessoal com o trabalho, satisfação e dinheiro. 2.2.1 Perfil do empreendedor Antes de empreender um negócio, é importante perceber se existemcaracterísticas do perfil empreendedor em si próprio, procurando evitar frustraçõesfuturas com relação ao trabalho e atividades que envolvem a ação empreendedora. O empreendedor é aquele que faz com que as coisas aconteçam, seantecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização, não tem medo de searriscar e geralmente tem uma visão otimista dos fatos. São necessárias criatividadee persistência, entretanto, não basta apenas sonhar, deve-se transformar o sonhoem ações concretas, reais e mensuráveis, conforme Dornelas (2001). Segundo Dolabela (1999): Um empreendedor é uma pessoa que imagina,desenvolve e realiza visões. Não é indispensável que ele possua os meiosnecessários à criação de sua empresa e sim deve ser capaz de atrair tais recursos,comprovando que tem condições de tornar seu projeto uma realidade mostrando oseu valor.
  48. 48. 48 Conforme Filion (2000), a atividade principal do empreendedor é descobriroportunidades de negócio. O empreendedor transforma idéias gerais e abstratas, emoportunidades que representam uma possibilidade concreta, voltada a suarealização na prática, de ocupar um nicho no mercado. É necessário que envolvauma ação, que represente algo novo e diferente: criação de novos produtos/serviçosou melhorar os já existentes, agregando valor para o consumidor através dasatisfação de uma necessidade ainda não percebida pelo mercado. Desta forma, o empreendedor transforma as necessidades dos clientes emoportunidades de sucesso, explorando-as em seu empreendimento. Dentro donegócio escolhido pela autora do trabalho, serão supridas necessidadesconsideradas primárias, ou seja, necessidades básicas à sobrevivência de todos,que é o caso da vestimenta. No caso deste trabalho, a oportunidade a ser exploradaé a abertura da loja de Lingerie. Para Dornelas (2001), o empreendedor tem a capacidade de enxergarobjetivos com clareza e traçar planos para atingi-los em prazos preestabelecidos,além da predisposição para aceitar riscos, o que exige tolerância às frustrações emotivação diante de desafios, assim como muita iniciativa, persistência e atitude pró-ativa para transformar oportunidades em realidade de sucesso. O empreendedoridentifica oportunidades, através de sua curiosidade e está atento a todo tipo deinformações constantemente. Existem vários tipos de empreendedores em nossa sociedade; muitos ficamna economia informal, motivados pela falta de capital, pelo excesso de impostos epelas altas taxas de juros, como as revendedoras autônomas de lingerie. A função essencial do empreendedor é perguntar; conseguir a resposta é atarefa necessária, porque significa criatividade e inovação, portanto, o ato deprocurar respostas às questões que não domina é o instrumento fundamental na
  49. 49. 49prospecção da realidade e na construção do seu projeto, de acordo com Dolabela(2000). Dornelas (2001) nos diz que nem todo empreendedor é empresário e nemtodo empresário é empreendedor. O empreendedor é aquele que tem boas idéias,não só na abertura da empresa, mas em toda sua trajetória, sabe transformá-las emprojetos e implementá-los com sucesso. Já aquele que é apenas dono da empresadeve ser chamado de empresário, são aqueles que herdam os negócios dos pais ouparentes e que dão continuidade a empresas criadas há décadas, sendo que, muitasvezes, apenas seguem o rumo de seus antecessores, portanto não se podeconsiderar empreendedor aquele que somente gerencia o negócio, sem inovar eampliar o que já está obsoleto, na maneira de vender, produzir ou tratar os clientes. O empreendedor precisa saber exatamente o que deseja fazer, e quais osseus reais conhecimentos na área em que se pretende atuar, e ainda, identificarquais são os conhecimentos que não possui e que precisará buscá-los, afinal,nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir. Segundo o autor Dornelas (2001), atualmente, são feitas muitas pesquisasem todo o mundo sobre o perfil do empreendedor, que mostram que este é umfenômeno regional, ou seja, existem cidades, países e regiões maisempreendedoras que outras; e cultural, isto é, aquele que empreende se originainfluenciado pelo meio em que vive, da época e do lugar, das suas necessidades eda cultura que está inserido, mas acima de tudo são pessoas que apresentamcaracterísticas e atitudes diferenciadas, que arriscam, que questionam, que queremalgo mais, algo diferente, são visionários que fazem acontecer, fazendo a diferença,além disso, são apaixonadas pelo que fazem e portanto têm motivação singular. Embora se formando como administradores são muitas as diferenças entreadministrador e empreendedor, sendo que todo administrador de sucesso precisaempreender constantemente em seu dia-a-dia. O trabalho do administrador
  50. 50. 50concentra-se em planejar, organizar, dirigir e controlar. Para Dornelas (2001), oempreendedor de sucesso, possui características extras, além dos atributos doadministrador, e alguns atributos pessoais, que somados ao ambiente e asociedade, permitem o nascimento de uma nova empresa. Sobretudo, é importanteressaltar, que todo empreendedor necessariamente, deve ser um bom administradorpara obter sucesso. Conforme Dornelas (2001), podemos citar como características dosempreendedores de sucesso, que são indivíduos que sabem tomar decisões; sabemexplorar ao máximo as oportunidades; assumem riscos calculados; criam valor paraa sociedade; são determinados e dinâmicos; são dedicados, organizados eotimistas; são independentes e constroem o próprio destino; são líderes eformadores de equipes; são bem relacionados; planejam muito, possuemconhecimento e normalmente ficam ricos, mas para o empreendedor ficar rico não éo seu principal objetivo, ele acha que o dinheiro é o resultado de seu trabalho, ouseja, conseqüência do sucesso dos seus negócios. Conforme Hisrich e Peters (2004), houve um aumento significativo nonúmero de mulheres trabalhando por conta própria, atualmente iniciando novosempreendimentos três vezes mais que os homens. Existem hoje mais de 8,5 milhõesde pequenas empresas, que empregam mais de 17 milhões de pessoas, guiadaspor mulheres, significando mais de 70 % de todos os novos negócios. O processo empreendedor é algo complexo, para Dornelas (2001), envolveo processo de criação de algo inovador e de valor, além disso, requercomprometimento de tempo e o esforço necessário para a empresa crescer, acimade tudo envolve ousadia e devoção, e que se tomem decisões críticas e que não sedesanime com as falhas e erros.
  51. 51. 51 Finalmente, é necessária a busca pelo conhecimento do tema plano denegócios, por se tratar de um tema amplo e complexo, que engloba inúmerasvariáveis.2.3 PLANO DE NEGÓCIOS O tema plano de negócios, muito discutido atualmente, tem sua importânciadentro de um contexto de minimização de riscos e maximização de resultados,conforme Dornelas (2001), o índice de mortalidade das micro e pequenas empresasbrasileiras, nos primeiros anos de existência, atinge o percentual de 70% ou mais,dentre as possíveis causas desse índice assustador estão: localização errada,expansão inexplicada, difícil obtenção de crédito, entre outros. Dá-se dessa maneira,a devida importância de um plano de negócios, pois assim procura-se evitarfrustrações indesejadas no futuro. Conforme Hisrich e Peters (2004), o plano de negócio é um documentodescrevendo todos os elementos e estratégias internos e externos relevantes parase iniciar um empreendimento, permitindo ao empreendedor um melhorentendimento de todas as características relevantes do negócio, em relação aomercado, aos produtos, à sua forma de comercialização, à equipe administrativa eàs necessidades financeiras que necessita o empreendimento. Para a elaboração de um plano de negócios é necessária muita criatividade,mas o empreendedor tem como característica ser criativo. Segundo Filion (2000,p.33): “Para uma pessoa criativa, um problema se transforma em oportunidade”. Segundo Dolabela (2000), o plano de negócios não é apenas uminstrumento técnico, pois existe um vínculo inseparável com o seu criador, queinsere suas características pessoais e determina como se dará a criação daempresa em si, sendo que este é um processo essencialmente humano.
  52. 52. 52 Plano de negócio é, antes de tudo, o processo de validação de uma idéia, que o empreendedor realiza através do planejamento detalhado da empresa, o qual mostrará elementos para decidir se deve ou não abrir a empresa que imaginou, lançar um novo produto, ou mesmo realizar uma expansão. Qualquer atividade empresarial, por mais simples que seja, deveria se fundamentar em um plano de negócios (DOLABELA, 2000, p. 164). Conforme Hisrich e Peters (2004), o plano de negócios pode ser lido pelosfuncionários, investidores, fornecedores, clientes e consultores. Sua importância sedá à medida que determina a viabilidade do empreendimento em um mercadoespecífico, além de orientar o empreendedor no planejamento do negócio. “Umnegócio bem planejado terá mais chances de sucesso que aquele semplanejamento, na mesma igualdade de condições” (DORNELAS, 2001, p.91). Conforme Hisrich e Peters (2004) é preciso atentar para as possíveis causasde fracasso dos planos de negócios, como metas estabelecidas não mensuráveis,falta de comprometimento do empreendedor, falta de experiência no negócioplanejado, falta de conhecimento quanto às possíveis ameaças e pontos fracos donegócio, assim como, ignorar as necessidades dos clientes. De acordo com Dornelas (2001), o plano de negócio precisa serconstantemente avaliado, pois é uma ferramenta dinâmica, que deve ser atualizada.É uma hipótese a respeito de coisas que estão em fluxo constante – a sociedade, osmercados, os clientes, a tecnologia. Portanto, a teoria do negócio deve ter acapacidade para mudar a si mesma, uma vez que o ato de planejar é dinâmico ecorresponde a um processo cíclico. Essa ferramenta de gestão pode e deve ser usada por todo e qualquer empreendedor que queira transformar seu sonho em realidade, ou seja, o plano de negócios é parte fundamental do processo empreendedor, seguindo o caminho lógico e racional que se espera de um bom administrador (DORNELAS, 2001, p.95).
  53. 53. 53 Dessa forma, para Hisrich e Peters (2004), o plano de negócio éfundamental, sendo que nele são descritos todos os elementos externos e internosrelevantes que envolvem a criação de um empreendimento, abrangendo as áreas demarketing, finanças, produção e recursos humanos, inclusive, pode ser utilizadojunto à busca de recursos financeiros, quando se fizer necessário. Concordando com as idéias de Dornelas (2001), a elaboração do plano denegócios envolve um processo de aprendizado e auto-conhecimento, além depermitir ao empreendedor situar-se no seu ambiente de negócios. As informaçõesnele contidas devem ser claras e precisas, transmitindo uma sensação de otimismoe entusiasmo, levando uma mensagem positiva e interessante, contudo, se houverexcesso de sentimentalismo, as pessoas não levarão o plano a sério. 2.3.1 Situação Jurídica da Empresa O futuro empreendimento que caracteriza este trabalho será consideradouma firma individual. Para Gitman (2001), uma firma individual é um negócio quepertence a uma pessoa, que o opera para seu próprio lucro, significam em torno de75% de todas as empresas, se caracteriza por ser um pequeno negócio, onde oproprietário opera o negócio. 2.3.2 Planejamento Estratégico do Negócio Dentro do plano de negócios, será descrito o planejamento estratégico donegócio, onde são definidos os rumos da empresa, apresentadas a visão e missão,sua situação atual, as potencialidades e ameaças externas, suas forças e fraquezas,suas metas e objetivos. Conforme Vasconcelos e Pagnoncelli (2001) utiliza-se oplanejamento estratégico na tomada de decisões, visando a garantia de sucesso daempresa em seu ambiente futuro. A partir do planejamento estratégico, se definem
  54. 54. 54os conceitos de negócio, visão, missão e valores, que auxiliam a empresa a formularestratégias, estipular metas e alcançar os objetivos esperados. Primeiramente, é importante a definição do negócio da empresa, ou seja, énecessário identificar o benefício que seu produto/serviço proporciona ao cliente,este é o negócio e não o produto ou serviço propriamente dito. Para VasconcelosFilho e Pagnoncelli (2001), o negócio é o entendimento do principal benefícioesperado pelo cliente. A sua correta definição traz inúmeros benefícios à empresa,como: definir o diferencial competitivo, orientar os investimentos e o posicionamentoestratégico, identificar os concorrentes, conquistar o mercado, dentre outros. Segundo Ambrosio (1999), na definição do negócio são estabelecidos ospropósitos como: o ramo de atuação, os produtos oferecidos ao mercado e asnecessidades dos clientes que pretende atender. Dentro de seu negócio, a empresa assume um papel, que é a sua missão.As mudanças e tendências do mercado devem ser refletidas na missão, que deveser atualizada, para que não se torne obsoleta. A missão descreve a filosofia da empresa, seus propósitos e a razão de sua existência, através dela a empresa é orientada sobre as decisões e ações a serem tomadas, depois de iniciadas suas atividades, é fundamental que todos os colaboradores da empresa percebam claramente a importância de sua contribuição para que a missão seja alcançada (DOLABELA, 1999, p.169). Para Ambrosio (1999), é através da missão, que a empresa mostra comoespera obter lucro, ou seja, por meio de um produto ou prestação de um serviço útile desejável. É necessário que a empresa tenha uma visão definida, para guiar suasatividades de forma coerente.
  55. 55. 55 Ambrosio (1999) afirma que na fase de definição da visão dentro doplanejamento estratégico é onde se estabelece a visão de futuro da empresa, damaneira mais precisa possível, procurando determinar elementos que a ajudem acontrolar o próprio destino. A empresa precisa ter valores, nos quais acredita, tendo-os como base paraguiar suas ações corretamente, evitando descrença em meio a problemas edificuldades. É fundamental que os funcionários conheçam e se identifiquem com osvalores da empresa. Segundo Vasconcelos Filho e Pagnoncelli (2001), são osvalores que definem a empresa, servindo como base para a tomada de decisõescom êxito a longo prazo, pois são eles que definem o que é ou não importante paraa empresa, desde que sejam coerentes. Com a definição dos conceitos da empresa, deve-se analisar o mercado,dentro do cenário onde a empresa irá atuar, prevendo estratégias para umaconsiderável atuação futura neste mercado, prevendo fatores que influenciam oupodem influenciar o desempenho da empresa, afirma Ambrosio (1999). Conforme Vasconcelos Filho e Pagnoncelli (2001), a análise do ambientedinamiza o processo de planejamento estratégico e sintoniza a empresa com ofuturo respondendo quem são os clientes, os concorrentes e todo o público relevanteque a cerca. De acordo com Ambrosio (1999), é importante uma análise externa, que éuma atividade de levantamento e análise dos fatores ambientais que afetam aempresa, assim como análise interna, onde se busca um conhecimento profundo daprópria empresa e do seu ambiente, por parte dos envolvidos na sua atividade

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