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Esclerose Múltipla
Novas realidades e desafios
Carlos Miguel Cheganças Capela
EM’CONTROS
2015
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Introdução
Doença neurológica
Resulta da inflamação no SNC
Afeta vários locais em tempos
diferentes, produzindo uma
vari...
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Introdução
Na maioria dos doentes um curso
lentamente progressivo após uma a
duas décadas do início da doença.
A causa é...
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Epidemiologia
Prevalência
Prevalência mundial
33/100.000
Pico: 50 Anos
Mais prevalente nos caucasianos
América do Norte ...
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Epidemiologia
Incidência
Incidência mundial
2.5/100.000
Pico: 30 Anos
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Epidemiologia
Mais comum no género feminino
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Epidemiologia
Radiação UV e estação
de nascimento
Associação entre baixos níveis de
exposição UVB e desenvolvimento
de E...
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Epidemiologia
Níveis de Vitamina D
Associação entre níveis baixos de
vit D e um grande numero de
doenças, incluindo EM.
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Epidemiologia
Infecção EBV
Associação forte entre MNI e EM
(2x risco).
Parece existir uma relação entre o
titulo de IgG ...
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Epidemiologia
Tabagismo
Risco maior nos fumadores
(passados e actuais).
Associação entre duração e
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Epidemiologia
Migração
Migração entre zonas de elevada e
baixo risco.
>15 anos: risco da zona de origem
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Genética
Ainda não foi identificado um gene
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Risco maior de desenvolver se existir
membros na família.
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Fisiopatologia
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Fisiopatologia
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Fisiopatologia
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Clínica
SCI
EMSR: 65-70%
EMSP: 75% dos RRMS
EMPP: 10-15%
EM benigna: 5-8%
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Clínica
Visual/Oculomotor
Apresentação: 49%
Durante o curso: 100%
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Incoordenação
Apresentação: 23%
Durante o curso: 82%
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Parésia
Apresentação: 43%
Durante o curso: 88%
Parestesias
Apresentação: 41%
Durante o curso: 87%
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Clínica
Genitourinário-Intestinal
Apresentação: 10%
Durante o curso: 63%
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Investigação
RMN
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Investigação
RMN
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Investigação
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Potenciais Evocados
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Tratamento
Surtos
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Tratamento
Sintomático
Espasticidade: baclofeno,
tizanidina, canabinóides, toxina
botulínica.
Fadiga: amantadina, modafi...
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Tratamento
Sintomático
Dor: pregabalina, gabapentina,
tricíclicos, SNRI
Mobilidade: Fisioterapia, ortoteses,
Fampridina
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Tratamento
Modificador da Doença
1ª linha:
Interferões (Avonex, Betaferon,
Extavia, Rebif)
Acetato de glatirâmero (copax...
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Tratamento
Modificador da Doença
1ª linha:
Interferões (Avonex, Betaferon,
Extavia, Rebif)
Acetato de glatirâmero (copax...
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Tratamento
Modificador da Doença
2ª linha:
Natalizumab (Tysabri)
Fingolimod (Gilenya)
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Tratamento
Modificador da Doença
2ª linha:
Natalizumab (Tysabri)
Fingolimod (Gilenya)
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Tratamento
Modificador da Doença
3ª linha:
Alemtuzumab (Lemtrada)
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Tratamento
Emergentes
Células estaminais:
1) Hematopoiéticas (medula óssea)
Bons resultados
Sem ensaios fase III
Reserva...
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Tratamento
Emergentes
Células estaminais:
2) Mesenquimais (medula óssea,
placenta ou tecido adiposo)
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Tratamento
Emergentes
Vitamina D:
Estudos pequenos com resultados
inconsistentes
Aguarda-se resultados do estudo
PrevANZ...
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Grávida
Gravidez – Sim
Amamentação – Sim
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INF, AG e NTZ seguros mas devem ser
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EMcontro SPEM: "Esclerose Múltipla: Novas Realidades e Desafios" - Carlos Capela, Neurologista

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A 7 de Março decorreu o primeiro EMcontro de 2015, sobre “Esclerose Múltipla: Novas Realidades e Desafios”, reunindo 40 participantes na Sede da SPEM, em Lisboa. A sessão foi conduzida pelo Dr Carlos Capela, neurologista, numa abordagem simples e muito abrangente sobre tudo o que hoje se sabe relativamente à doença. Foram abordados vários temas, desde a epidemiologia, influência genética, fisiopatologia, clínica, investigação, tratamentos, até aos cuidados às populações especiais, como o caso das grávidas com EM. Ao longo da sessão, os participantes colocaram dezenas de questões, as quais foram respondidas pelo neurologista, inclusive uma questão recebida via facebook sobre as questões cognitivas na EM.

Fotografias da sessão disponíveis no facebook da SPEM:
www.facebook.com/SPEM.Portugal

A SPEM faz um especial agradecimento ao Dr Carlos Capela pela participação neste EMcontro, revelando uma enorme entrega e conhecimentos tanto sobre a doença como do impacto que ela provoca na vida diária, tranquilizando os doentes e cuidadores presentes. O agradecimento estende-se também a todos os participantes, que no final puderam confraternizar num alegre lanche de convívio.

A 28 de Março vai-se realizar uma nova sessão do projeto EMcontros na Sede da SPEM, desta vez mais prática: EM’Movimento – “Biodanza e Meditação”, pelas 15h00, com a professora Fernanda Pinto. Solicita-se a inscrição, por questões de organização da sessão e do espaço.

Inscrições: eventos@spem.pt | 218 650 480 | 934 386 910

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EMcontro SPEM: "Esclerose Múltipla: Novas Realidades e Desafios" - Carlos Capela, Neurologista

  1. 1. + Esclerose Múltipla Novas realidades e desafios Carlos Miguel Cheganças Capela EM’CONTROS 2015
  2. 2. + Introdução Doença neurológica Resulta da inflamação no SNC Afeta vários locais em tempos diferentes, produzindo uma variedade de sintomas e sinais. Nos estádios iniciais existem períodos de surtos e remissão.
  3. 3. + Introdução Na maioria dos doentes um curso lentamente progressivo após uma a duas décadas do início da doença. A causa é desconhecida, mas a desregulação do sistema imune é central na fisiopatologia da doença.
  4. 4. + Epidemiologia Prevalência Prevalência mundial 33/100.000 Pico: 50 Anos Mais prevalente nos caucasianos América do Norte 140/100.000 Europa 108/100.000 Portugal 60/100.000
  5. 5. + Epidemiologia Incidência Incidência mundial 2.5/100.000 Pico: 30 Anos
  6. 6. + Epidemiologia Mais comum no género feminino 2-3:1
  7. 7. + Epidemiologia Radiação UV e estação de nascimento Associação entre baixos níveis de exposição UVB e desenvolvimento de EM No Hemisfério Norte aqueles nascidos na Primavera (Abril) tem um maior RR de desenvolver EM do que os nascidos nos meses de Inverno (Outubro).
  8. 8. + Epidemiologia Níveis de Vitamina D Associação entre níveis baixos de vit D e um grande numero de doenças, incluindo EM. Níveis elevados de vit D associados com menor risco de surtos.
  9. 9. + Epidemiologia Infecção EBV Associação forte entre MNI e EM (2x risco). Parece existir uma relação entre o titulo de IgG e o risco. Potenciar ou desencadear a EM?
  10. 10. + Epidemiologia Tabagismo Risco maior nos fumadores (passados e actuais). Associação entre duração e intensidade do tabagismo. Risco H>M.
  11. 11. + Epidemiologia Migração Migração entre zonas de elevada e baixo risco. >15 anos: risco da zona de origem <15 anos: risco da zona de migração
  12. 12. + Genética Ainda não foi identificado um gene causador da EM. Risco maior de desenvolver se existir membros na família. População geral: 1/1000 Primos: 7/1000 Irmão ou Irmã: 35/1000 Gémeo monozigótico: 270/1000
  13. 13. + Fisiopatologia
  14. 14. + Fisiopatologia
  15. 15. + Fisiopatologia
  16. 16. + Clínica SCI EMSR: 65-70% EMSP: 75% dos RRMS EMPP: 10-15% EM benigna: 5-8%
  17. 17. + Clínica Visual/Oculomotor Apresentação: 49% Durante o curso: 100%
  18. 18. + Clínica Incoordenação Apresentação: 23% Durante o curso: 82%
  19. 19. + Clínica Parésia Apresentação: 43% Durante o curso: 88% Parestesias Apresentação: 41% Durante o curso: 87%
  20. 20. + Clínica Genitourinário-Intestinal Apresentação: 10% Durante o curso: 63%
  21. 21. + Investigação RMN
  22. 22. + Investigação RMN
  23. 23. + Investigação RMN
  24. 24. + Investigação LCR
  25. 25. + Investigação Potenciais Evocados
  26. 26. + Diagnóstico
  27. 27. + Tratamento Surtos MP
  28. 28. + Tratamento Sintomático Espasticidade: baclofeno, tizanidina, canabinóides, toxina botulínica. Fadiga: amantadina, modafinil Bexiga: oxibutinina, cateterização Intestino: laxantes
  29. 29. + Tratamento Sintomático Dor: pregabalina, gabapentina, tricíclicos, SNRI Mobilidade: Fisioterapia, ortoteses, Fampridina Epilepsia: Anti-convulsivantes Humor: Antidepressivos
  30. 30. + Tratamento Modificador da Doença 1ª linha: Interferões (Avonex, Betaferon, Extavia, Rebif) Acetato de glatirâmero (copaxone) DMF (Tecfidera) Teriflunomida (Aubagio)
  31. 31. + Tratamento Modificador da Doença 1ª linha: Interferões (Avonex, Betaferon, Extavia, Rebif) Acetato de glatirâmero (copaxone) DMF (Tecfidera) Teriflunomida (Aubagio)
  32. 32. + Tratamento Modificador da Doença 2ª linha: Natalizumab (Tysabri) Fingolimod (Gilenya)
  33. 33. + Tratamento Modificador da Doença 2ª linha: Natalizumab (Tysabri) Fingolimod (Gilenya)
  34. 34. + Tratamento Modificador da Doença 3ª linha: Alemtuzumab (Lemtrada)
  35. 35. + Tratamento Emergentes Células estaminais: 1) Hematopoiéticas (medula óssea) Bons resultados Sem ensaios fase III Reservado para doentes refratários a todas as terapêuticas disponíveis
  36. 36. + Tratamento Emergentes Células estaminais: 2) Mesenquimais (medula óssea, placenta ou tecido adiposo) Resultados antiinflamatórios e neuroprotetores em modelos animais Ensaios fase I/II – sem reações adversas Desconhece-se a capacidade de estas células se diferenciarem em tecido neural funcional
  37. 37. + Tratamento Emergentes Vitamina D: Estudos pequenos com resultados inconsistentes Aguarda-se resultados do estudo PrevANZ (SCI vs placebo)
  38. 38. + Populações Especiais Grávida Gravidez – Sim Amamentação – Sim DMDs: INF, AG e NTZ seguros mas devem ser suspensos assim que confirmada a gravidez. FNG e DMF sem dados. Devem ser suspensos antes da concepção. TFN é potencialmente teratogénica e deve ser eliminada do organismo

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