Universidade Federal de Mato Grosso Programa de pós-graduação – História Mestrado Disciplina: História das Populações. His...
O autor <ul><li>José de Souza Martins é bacharel e licenciado em Ciências Sociais (1964)  pela  antiga  Faculdade de  Filo...
José de Souza Martins Nascido em São Caetano do Sul em 24 de outubro de 1938
C O N V I T E 3 de outubro de 2009, sábado - 10h30   A Editora Contexto e a Livraria Alpharrabio tem o prazer de convidá-l...
A fronteira na visão de José de Souza Martins <ul><li>Cenário de intolerância, ambição e morte </li></ul><ul><li>Esperança...
Técnicas utilizadas por Martins nos processos da pesquisa <ul><li>Técnicas artesanais de investigação e pesquisa solitária...
Recursos que possibilitaram a pesquisa <ul><li>FAPESP, CNPq, Caronas com funcionários da SUCAM (malária). </li></ul><ul><l...
Capítulo 1 A CAPTURA DO OUTRO O rapto de mulheres e crianças nas fronteiras étnicas do Brasil <ul><li>Realidades sociológi...
O rapto na situação de fronteira <ul><li>Indígenas raptados por “civilizados”  : Normalmente constituem-se exceções num qu...
Helena Valero Nella foto iniziale Helena Valero, in una foto del 1989 con il nipotino figlio di Josè, e Luciana Lorenzetti...
A captura do outro O estranhamento e a recusa da alteridade <ul><li>Definição do raptado como ser “liminar”: Martins ident...
Capítulo 2 A reprodução do capital na frente pioneira  e o renascimento da escravidão <ul><li>Escravidão por dívida ou peo...
O CATIVEIRO NO CAPITALISMO DE FRONTEIRA <ul><li>Programa militar ocupação da Amazônia: “integrar para não entregar”.  GEOP...
Acumulação primitiva no interior da reprodução ampliada de capital <ul><li>Desenvolvimento desigual do capital: As forças ...
EXÉRCITO INDUSTRIAL DE RESERVA FORÇA DE TRABALHO À DISPOSIÇÃO DO CAPITAL <ul><li>Super exploração da força de trabalho: tr...
Produção de capital no interior do processo de reprodução ampliada de capital <ul><li>Conversão de meios não capitalistas ...
A escravidão atual é, no limite, uma variação extrema do trabalho assalariado <ul><li>Disseminação da peonagem fora da fre...
Transição do trabalho do bóia-fria para o sistema de peonagem <ul><li>Necessidade de redução adicional do capital variável...
Mecanismos sociais de gestação da escravidão <ul><li>Trabalhos de curta duração: derrubada de matas </li></ul><ul><li>Vend...
Condições de extremas dificuldades geram mão de obra excedente <ul><li>Membros de famílias de pequenos agricultores pobres...
Origem camponesa alimenta o sistema da peonagem <ul><li>Apesar das denuncias de escravidão a peonagem persiste como sistem...
Uma questão cultural (mentalidade) <ul><li>Persistência de antigas relações de trabalho servis ainda não superadas, em fun...
Capítulo 3 Regimar e seus amigos A criança na luta pela terra e pela vida <ul><li>Trabalho publicado, originalmente, como ...
A criança como testemunha <ul><li>Segundo Martins a informação mais importante que se pode obter numa entrevista é justame...
A criança como testemunha (continuação) <ul><li>A pesquisa que originou esse trabalho é um desafio desse tipo: Compreender...
A criança como testemunha (continuação) <ul><li>Em São Pedro: </li></ul><ul><li>combate entre posseiros e um grileiro com ...
“ O protagonista coletivo” <ul><li>Martins  identifica  “um protagonista coletivo” ,  nas falas das crianças, que se expre...
Localização município de Canarana - MT
Vista aérea da cidade de Canarana foto tirada em setembro/2009 http://3.bp.blogspot.com/_rMgrJyH_bZ4/Sb_n7ptXT2I/AAAAAAAAA...
Recomeçando a família pelo trabalho <ul><li>Crianças de Canarana: Infância concebida como  preparação para o futuro.  O pr...
Recomeçando a família pelo trabalho (continuação) <ul><li>TRABALHO E FAMÍLIA: </li></ul><ul><li>Para muitos a emigração de...
Recomeçando a família pelo trabalho (continuação) <ul><li>O primado do trabalho é o primado da família </li></ul><ul><li>O...
Recomeçando a família pelo trabalho (continuação) <ul><li>Desequilíbrio: empobrecimento das terras do cerrado: </li></ul><...
Preto no branco
O ADULTO NO CORPO DA CRIANÇA <ul><li>As crianças nos povoados de São Pedro da Água Branca e de Floresta no Maranhão vivem ...
O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>Vida marcada por constantes migrações: A migração, a constante busca é ...
O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>A POLARIZAÇÃO QUE INDICA O LUGAR DO POBRE NO MUNDO: </li></ul><ul><li>I...
O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>Cercamento das terras para criação de gado:  </li></ul><ul><li>Terra pa...
O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>A humilhação e violência como fatores de expulsão dos posseiros: </li><...
CONCLUSÕES <ul><li>CRIANÇAS DE CANARANA: </li></ul><ul><li>Trabalham para o grande capital </li></ul><ul><li>Possui título...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Fronteira A DegradaçãO Do Outro Nos Confins Do Humano ApresentaçãO Ppt

7.081 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.081
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
29
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
134
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fronteira A DegradaçãO Do Outro Nos Confins Do Humano ApresentaçãO Ppt

  1. 1. Universidade Federal de Mato Grosso Programa de pós-graduação – História Mestrado Disciplina: História das Populações. História, Terra e Trabalho. Considerações acerca da Escravidão por dívida no Brasil Contemporâneo Docente: Prof. Dr. Vitale Joanoni Neto Mestrando: Silvânio Paulo de Barcelos FRONTEIRA. A degradação do Outro nos confins do humano Martins, José de Souza
  2. 2. O autor <ul><li>José de Souza Martins é bacharel e licenciado em Ciências Sociais (1964) pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, onde fez o mestrado (1966) e o doutorado (1970) em Sociologia, onde se tornou livre-docente em 1992 e onde leciona desde 1965. Foi visiting-scholar do Center of Latin American Studies da Universidade de Cambridge, Inglaterra, em 1976 e Visiting Professor da Universidade da Flórida (EUA), em 1983. Em 1992, foi eleito fellow de Trinity Hall (quinto colégio mais antigo, fundado em 1350 pelo Bispo William Baterman de Norwich) e Professor Titular da Cátedra Simón Bolívar da Universidade de Cambridge para o ano acadêmico de 1993/94. Em 1996, o Secretário Geral das Nações Unidas nomeou-o membro, pelas Américas, da Comissão de Curadores do Fundo Voluntário da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravidão para um mandato de três anos. </li></ul>
  3. 3. José de Souza Martins Nascido em São Caetano do Sul em 24 de outubro de 1938
  4. 4. C O N V I T E 3 de outubro de 2009, sábado - 10h30 A Editora Contexto e a Livraria Alpharrabio tem o prazer de convidá-lo(a) para o lançamento do livro de José de Souza Martins, Fronteira – A degradação do Outro nos confins do humano, e para a abertura da exposição fotográfica do autor FRONTEIRA, na Livraria Alpharrabio, seguida com uma conversa do autor com o público presente
  5. 5. A fronteira na visão de José de Souza Martins <ul><li>Cenário de intolerância, ambição e morte </li></ul><ul><li>Esperança: tempo de redenção, justiça, alegria e fartura </li></ul><ul><li>Espaço e o homem:ponto limite de territórios (dinamismo) </li></ul><ul><li>Linha que separa Cultura da Natureza, Homem do Animal, do Humano e do não humano. </li></ul><ul><li>Figura central da fronteira: A vítima (e não o pioneiro) </li></ul><ul><li>Múltiplas fronteiras: fronteira da civilização, espacial, cultural, étnica, histórica e fronteira do humano. </li></ul><ul><li>Fronteira do humano: degradação do outro para viabilizar a existência de quem o domina, subjuga e explora. </li></ul><ul><li>Lugar de renascimento e maquiagem dos arcaísmos desumanizadores. (A fronteira está longe de ser o “lugar do novo”) </li></ul>
  6. 6. Técnicas utilizadas por Martins nos processos da pesquisa <ul><li>Técnicas artesanais de investigação e pesquisa solitária (conflitos). </li></ul><ul><li>Técnicas de inserção pedagógica temporária nos grupos e comunidades estudadas. (professor itinerante). </li></ul><ul><li>Pedagogia investigativa: diferente da pesquisa participante (comunidade pesquisa sobre si mesma), a pedagogia investigativa mostra à comunidade o lado oculto dos processos sociais. </li></ul><ul><li>Mudança de paradigma: O mito do pioneiro X formas arcaicas de dominação, reprodução ampliada do capital, escravidão. </li></ul><ul><li>Percepção de diferentes tempos históricos: Racionalismo e modernidade da acumulação capitalista X concepções de mundo e de vida do camponês = família e comunidade rural voltada para a subsistência e relações de reciprocidade. (Lógica perversa) </li></ul><ul><li>Movimentar-se no interior do conflito e da conflitividade: Guerra confronta visões de mundo e definições do outro. </li></ul>
  7. 7. Recursos que possibilitaram a pesquisa <ul><li>FAPESP, CNPq, Caronas com funcionários da SUCAM (malária). </li></ul><ul><li>20 anos de envolvimento pedagógico com a C P T (cursos sobre situação dos trabalhadores rurais). Aprendizado de mão-dupla. </li></ul><ul><li>“ O principal apoio veio, porém, dos próprios trabalhadores. Com sua habitual generosidade, eles me acolheram e me ajudaram. Em nenhum lugar deixei de encontrar quem me permitisse armar minha rede num canto da casa, num alpendre, numa latada, num paiol de arroz ou num tijupar de roça. E que repartisse comigo a farofa de carne-de-sol com farinha puba, o prato de arroz com feijão, um pouco de alvo beiju, uma lasca de rapadura recém-feita, um punhado de castanha-do-pará, uma porção de laranjas ou um naco de carne de caça: generosa partilha da fartura simples que quase sempre há entre os pobres do campo”. (pp. 22). </li></ul>
  8. 8. Capítulo 1 A CAPTURA DO OUTRO O rapto de mulheres e crianças nas fronteiras étnicas do Brasil <ul><li>Realidades sociológicas nas frentes de expansão de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará, Maranhão, Rondônia, Acre e do Amazonas: </li></ul><ul><li>Concepção dual dos seres humanos: Cristão X Caboclo, Homens X Pagãos, Humanos X Não-humanos. (Discurso que se repete desde o Brasil - Colônia e revela os limites étnicos dos pertencentes e dos não-pertencentes do gênero humano). </li></ul><ul><li>Diferentes tempos históricos: Recente mudança do machado de pedra para o de aço dos Kamayurá, canibalismo ritual dos Rikbátksa ao mesmo tempo que entram na era do avião, máquina fotográfica e da filmadora. </li></ul>
  9. 9. O rapto na situação de fronteira <ul><li>Indígenas raptados por “civilizados” : Normalmente constituem-se exceções num quadro geral de ataques de extermínio. Genocida limpeza de áreas cobiçadas para abertura de novas fazendas. Nesse caso nunca houve incorporação à estrutura das relações sociais dos raptados, sendo eles mantidos à margem como prostitutas (no caso das mulheres) e submetido à condições de servidão (no caso dos homens). </li></ul><ul><li>“ Civilizados” raptados por indígenas: Nesse caso os raptados são incorporados à estrutura social dos raptores, embora sempre na condição de “estrangeiro”. Na sua grande maioria os raptos destinam-se à suprir uma carência de parceiros para a reprodução da tribo. </li></ul><ul><li>Caso Helena Valero: Raptada pelos Yanoama, recebeu nome de Napanhuma (um não-nome: “a estrangeira”). Incorporada como mãe de filhos de homens yanoama. 20 anos após consegue fugir e também foi tratada entre os brancos como não-branca. </li></ul>
  10. 10. Helena Valero Nella foto iniziale Helena Valero, in una foto del 1989 con il nipotino figlio di Josè, e Luciana Lorenzetti. (Foto P.Selva)
  11. 11. A captura do outro O estranhamento e a recusa da alteridade <ul><li>Definição do raptado como ser “liminar”: Martins identifica essa condição de fronteira onde o raptado é reconhecido como o outro, o estrangeiro. </li></ul><ul><li>Tanto de um lado como de outro da fronteira o “outro” expressa uma alteridade problemática: Seria uma espécie de sala de espera do processo de humanização na perspectiva do raptor. </li></ul>
  12. 12. Capítulo 2 A reprodução do capital na frente pioneira e o renascimento da escravidão <ul><li>Escravidão por dívida ou peonagem: O arcaico (extrativismo na Amazônia) e o moderno perpetuando a prática da super exploração da mão-de-obra. </li></ul><ul><li>Empresas modernas que utilizam da escravidão: contradição e irracionalidade ? Ou simples lógica da mais valia? (ler nomes das empresas pp. 82) </li></ul><ul><li>Martins demonstra que o quadro teórico marxista-estruturalista só permite uma única temporalidade, a do tempo linear. </li></ul><ul><li>A escravidão temporária não constitui um modo de produção, mas um dos seus momentos. </li></ul>
  13. 13. O CATIVEIRO NO CAPITALISMO DE FRONTEIRA <ul><li>Programa militar ocupação da Amazônia: “integrar para não entregar”. GEOPOLÍTICA. </li></ul><ul><li>Espaços vazios: Ideologia. Índios e população camponesa (XVIII) </li></ul><ul><li>Contradição histórica: ocupar espaços com a agropecuária (dispensa mão de obra e esvazia territórios) </li></ul><ul><li>Doação de 75% de capital para as oligarquias tradicionais (bases de sustentação do próprio regime militar), para empreendimentos na região Amazônica. Política anti-reforma agrária. </li></ul><ul><li>Diferente da expansão para o Oeste dos EUA, no Brasil definiu-se num quadro fechado de ditadura, repressão e falta de liberdade. </li></ul><ul><li>Nesse contexto o proprietário de terra (importante aliado do regime) torna-se o “grande senhor” de consciências e de pessoas”. </li></ul><ul><li>Os grandes empresários urbanos alimentaram o sistema do trabalho escravo na figura do capataz (acostumado ao poder pessoal). Hoje o executivo que anda em Jatos particulares substitui a figura do Coronel montado no seu cavalo. (grifo meu) </li></ul>
  14. 14. Acumulação primitiva no interior da reprodução ampliada de capital <ul><li>Desenvolvimento desigual do capital: As forças produtivas se desenvolvem mais depressa do que as relações sociais. </li></ul><ul><li>Assimetria entre realidade econômica e social: No capital a produção é social, mas a apropriação dos resultados da produção é privada. DESCOMPASSO HISTÓRICO ENTRE PROGRESSO MATERIAL E PROGRESSO SOCIAL. </li></ul><ul><li>Trabalho escravo utilizado na “formação da fazenda”: 72,7% dos peões são empregados no desmatamento de florestas, para formação de pastagens. MOMENTO DO PROCESSO DO CAPITAL. </li></ul><ul><li>Casos de denúncia de escravidão acompanham o avanço da frente pioneira: Após a ditadura os casos de denúncia de escravidão no Amazonas salta de 9,8 para 17,7 casos anuais, ou seja de 47,8% em 1970/73 para 63,2% em 1990/93. EVIDÊNCIA DE FORMAS DE UTILIZAÇÃO DE TRABALHO FORA DO PROCESSO USUAL DE PRODUÇÃO CAPITALISTA. ISTO É: ACUMULAÇÃO PRIMITIVA. </li></ul>
  15. 15. EXÉRCITO INDUSTRIAL DE RESERVA FORÇA DE TRABALHO À DISPOSIÇÃO DO CAPITAL <ul><li>Super exploração da força de trabalho: trabalho acima da jornada normal. </li></ul><ul><li>Privação dos meios de produção como terra e ferramentas. </li></ul><ul><li>Super exploração introduz dificuldades: doenças, endividamento e morte. </li></ul><ul><li>Acumulação primitiva: processo histórico mais ou menos lento. </li></ul><ul><li>INCORPORAÇÃO DO TRABALHADOR E/OU SUA FAMÍLIA AO EXÉRCITO INDUSTRIAL DE RESERVA </li></ul>
  16. 16. Produção de capital no interior do processo de reprodução ampliada de capital <ul><li>Conversão de meios não capitalistas em instrumentos de produção capitalista: o que define o processo não é o resultado mas o modo como foi obtido. = O que a peonagem tem promovido na frente pioneira é a “produção de fazendas” e não de “mercadorias”. </li></ul><ul><li>EXEMPLOS: 1) utilização de grande quantidade de trabalhadores para o desmate de florestas virgens para formação de pastagens. Depois de pronto apenas alguns peões mantinham a rotina das fazendas agropecuárias. </li></ul><ul><li>EXEMPLOS: 2) Na época da escravidão negra utilizava-se da mão de obra livre para formação da fazenda, desmatando terrenos e plantando as mudas de café recebendo em troca o direito de cultivarem nas novas terras gêneros alimentícios. Depois de formada a fazenda era utilizada a mão de obra escrava. </li></ul>
  17. 17. A escravidão atual é, no limite, uma variação extrema do trabalho assalariado <ul><li>Disseminação da peonagem fora da frente pioneira. Fenômeno residual e retardatário da passagem da frente pioneira, em áreas já incorporadas à economia nacional. </li></ul><ul><li>Reflorestamento </li></ul><ul><li>Olarias </li></ul><ul><li>Corte da cana-de-açúcar </li></ul><ul><li>Colheita de café </li></ul><ul><li>Colheita de semente de capim para formação de pastos. </li></ul><ul><li>ATIVIDADES SAZONAIS QUE EMPREGAM A MÃO DE OBRA DOS CHAMADOS BÓIAS – FRIAS. </li></ul><ul><li>EXTRAÇÃO DE MAIS-VALIA ALÉM DO LIMITE DETERMINADO PELA REPRODUÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO. </li></ul><ul><li>EXÉRCITO DE RESERVA TORNA O TRABALHADOR “SUBSTITUÍVEL E DESCARTÁVEL”. </li></ul>
  18. 18. Transição do trabalho do bóia-fria para o sistema de peonagem <ul><li>Necessidade de redução adicional do capital variável (dispêndios de despesas com salários). </li></ul><ul><li>Acentuação da superexploração do trabalho. </li></ul><ul><li>Dificuldades em contratar empregados (baixo salários) </li></ul><ul><li>Escassez de mão de obra </li></ul><ul><li>Falta de investimentos na modernização dos meios de produção </li></ul><ul><li>PEONAGEM </li></ul><ul><li>ESCRAVIDÃO POR DÍVIDA </li></ul>
  19. 19. Mecanismos sociais de gestação da escravidão <ul><li>Trabalhos de curta duração: derrubada de matas </li></ul><ul><li>Vendas de peões endividados no término da empreitada </li></ul><ul><li>Mecanismo da dívida: mesmo quando o peão tem liberdade de sair garante o seu retorno. QUESTÃO MORAL </li></ul><ul><li>Casos de extremo controle: Fazenda Codeara (peão só saía com salvo-conduto). </li></ul><ul><li>MUNDO DA PEQUENA ACUMULAÇÃO: Traficantes que recrutam trabalhadores, donos de prostíbulos (as prostitutas também são escravizadas), vendedores de roupas e bugigangas, donos de pensões, polícia à serviço dos interesses dos traficantes (peão preso tem que pagar pelo cárcere), pistoleiros e capatazes utilizados no sistema de repressão. </li></ul>
  20. 20. Condições de extremas dificuldades geram mão de obra excedente <ul><li>Membros de famílias de pequenos agricultores pobres são estimulados a aceitar ocupações temporárias fora do lugar onde vivem nos períodos entre o fim da colheita e o início do plantio. FORMA DE NÃO SOBRECARREGAR A ECONOMIA FAMILIAR NO MOMENTO DE DESOCUPAÇÃO OU SUBOCUPAÇÃO. </li></ul><ul><li>Iniciativa própria dos jovens em busca de algum dinheiro próprio que a economia familiar não proporciona. (compra de pequenos luxos: rádio-portátil, roupa vistosa). </li></ul><ul><li>Momento de ruptura dos vínculos entre pai e filhos: início de uma nova unidade familiar ou busca de novas alternativas de vida, poderosa interferência da necessidade de dinheiro para as novas gerações (mídia). </li></ul>
  21. 21. Origem camponesa alimenta o sistema da peonagem <ul><li>Apesar das denuncias de escravidão a peonagem persiste como sistema de recrutamento da mão de obra que as fazendas necessitam: </li></ul><ul><li>Os peões acreditam estar migrando temporariamente para um ganho adicional de dinheiro. </li></ul><ul><li>Nem todos os peões se tornam escravos. (norma da exceção). </li></ul><ul><li>O sistema funciona: nem sempre caem num regime em que se reconheçam como servis. </li></ul><ul><li>As relações de trabalho não são piores do que as que conhece habitualmente. </li></ul><ul><li>O peão só se conscientiza como escravo quando perde a liberdade de ir e vir ou quando pistoleiros ostentam armas e/ou torturam os que tentam escapar sem pagar a dívida. </li></ul>
  22. 22. Uma questão cultural (mentalidade) <ul><li>Persistência de antigas relações de trabalho servis ainda não superadas, em função também da manutenção das condições de reprodução. </li></ul><ul><li>Cultura da servidão e da dependência pessoal que ainda se difundem entre as populações pobres do campo e da cidade. (resquícios da Idade Média = grifo meu) </li></ul><ul><li>Condições da própria sobrevivência do trabalhador o impede de exigir uma melhor remuneração. </li></ul><ul><li>Caráter lúdico do trabalho fora do lugar (longe da vigilância dos pais e esposas). Vulnerabilidade e tolerância com as más condições de trabalho, pouco ganho e violações de direitos trabalhistas. </li></ul>
  23. 23. Capítulo 3 Regimar e seus amigos A criança na luta pela terra e pela vida <ul><li>Trabalho publicado, originalmente, como capítulo do livro de José de Souza Martins (org.), O Massacre dos Inocentes (A criança sem infância no Brasil), Editora Hucitec, São Paulo, 1991, p. 51-80. </li></ul>
  24. 24. A criança como testemunha <ul><li>Segundo Martins a informação mais importante que se pode obter numa entrevista é justamente aquela que não é dita. O Silêncio. </li></ul><ul><li>As ciências sociais cultivam a concepção do homem que está permanentemente disposto a enganar os outros, no jogo da sociedade. No limite a vida social é concebida como uma fraude. </li></ul><ul><li>Trabalho do sociólogo: fazer a vítima contar o que não gostaria de revelar, coisas que só tem sentido dentro de uma matriz interpretativa acessível somente ao pesquisador. </li></ul><ul><li>O interesse se desloca para o informante “central” da pesquisa, e descarta os que não falam. </li></ul><ul><li>MAS, Martins identifica importante “filão sociológico” nos que não falam ou que falam por meio dos silêncios. </li></ul>
  25. 25. A criança como testemunha (continuação) <ul><li>A pesquisa que originou esse trabalho é um desafio desse tipo: Compreender o silêncio. </li></ul><ul><li>Maioria das entrevistas era realizada com grandes grupos. </li></ul><ul><li>No meio da platéia um grupo importante que nunca falava mas ouvia muito sempre chamou a atenção do Autor: AS CRIANÇAS. Martins resolve entrevistá-las. </li></ul><ul><li>“ NESTE TEXTO FALO DA FALA DAS CRIANÇAS, QUE POR MEIO DELA ME FALAM (E NOS FALAM) DO QUE É SER CRIANÇA (E ADULTO) NAS REMOTAS REGIÕES DAS FRENTES DE OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO, EM DISTANTES PONTOS DA AMAZÔNIA.” </li></ul><ul><li>O material utilizado aqui foi recolhido na colônia de Canarana e em dois povoados da Pré-amazônia Maranhense: São Pedro da Água Branca (município de Imperatriz) e Floresta (município de Santa Luzia). </li></ul>
  26. 26. A criança como testemunha (continuação) <ul><li>Em São Pedro: </li></ul><ul><li>combate entre posseiros e um grileiro com seus capanga </li></ul><ul><li>Vitória dos posseiros </li></ul><ul><li>Posseiros prendem grupo de soldados PM do Pará que agiam segundo interesses do grileiro. </li></ul><ul><li>Os grileiros revidaram: amarraram um posseiro num formigueiro (formigas-de-fogo). </li></ul><ul><li>Grileiros tentam incendiar a aldeia. O vento sopra o fogo na direção contrária salvando centenas de famílias. </li></ul><ul><li>Em Floresta: </li></ul><ul><li>Um posseiro (chefe de família) é assassinado pouco depois da partida de Martins daquela região. </li></ul><ul><li>TODA ESSA VIOLÊNCIA FOI PRESENCIADA POR ESSAS CRIANÇAS. </li></ul>
  27. 27. “ O protagonista coletivo” <ul><li>Martins identifica “um protagonista coletivo” , nas falas das crianças, que se expressa na fala e nos atos de cada um, de cada família. (Ex. da filha recém-nascida entregue a um casal de posseiros.) = Concepção aldeã de vida. </li></ul><ul><li>Em cada localidade a fala de cada criança é fragmento de um enredo mais amplo, que protagoniza com os outros. </li></ul><ul><li>O espaço de que falam abrangem por vezes centenas de quilômetros. É nesse espaço que circulam idéias sobre “terras livres”, “trabalho”, “lugares bons para um pobre viver”. </li></ul><ul><li>Adultos e crianças raciocinam a partir de uma concepção de totalidade de tempo e de espaço: O tempo se abre na certeza do destino da criança de Canarana e na incerteza do destino das crianças dos povoados do Maranhão. O espaço é utilizado pelo agricultor gaúcho para assegurar o futuro dos filhos contrasta com o espaço do posseiro maranhense em sua constante “caça do destino”. </li></ul>
  28. 28. Localização município de Canarana - MT
  29. 29. Vista aérea da cidade de Canarana foto tirada em setembro/2009 http://3.bp.blogspot.com/_rMgrJyH_bZ4/Sb_n7ptXT2I/AAAAAAAAADQ/ywH5AVNKAOo/s1600-h/Cidade+Canarana+a%C3%A9rea_+(1).jpg
  30. 30. Recomeçando a família pelo trabalho <ul><li>Crianças de Canarana: Infância concebida como preparação para o futuro. O presente em função do futuro. </li></ul><ul><li>Discurso das crianças (perspectiva malthusiana): Alencar Jr. (14 anos): “nós viemos para Canarana atrás de futuro, porque lá no Rio Grande do Sul tínhamos pouca terra: dava só para viver, mas para ajudar um filho não dava...”. Marcos M. (14 anos): “[...] não haveria lugar para todo mundo em um pedaço de terra com a quantia de 25 hectares. Como meus pais queriam dar um futuro melhor aos filhos, viemos para cá”. (pp. 124). </li></ul><ul><li>Não havia futuro no lugar antigo: muita gente, terra insuficiente, secas, geadas. O FUTURO se revelou como preservação de um modo de vida: FAMÍLIA QUE TRABALHA NA AGRICULTURA, PARA SÍ MESMA, QUE NÃO TRABALHA PARA OS OUTROS. </li></ul>
  31. 31. Recomeçando a família pelo trabalho (continuação) <ul><li>TRABALHO E FAMÍLIA: </li></ul><ul><li>Para muitos a emigração destinou-se à manter a família unida e próxima. </li></ul><ul><li>Maioria das famílias de Canarana são descendentes de Alemães e Italianos: histórico marcado por migrações periódicas desde finais século XIX. </li></ul><ul><li>O TRABALHO: As próprias crianças admitem que mudaram para trabalhar e muitas estudam à noite, para ajudar na lavoura durante o dia. TRABALHO É MISSÃO, E MISSÃO FAMILIAR. </li></ul><ul><li>Para as crianças melhoria de vida é aumento de condições de trabalho. Trabalho que paga dívidas: financiamentos, máquinas e terras. </li></ul><ul><li>Em Mato Grosso o trabalho é insuficiente para ocupar toda terra existente. O arado e o boi é substituído pela alta tecnologia. EQUILIBRIO. </li></ul>
  32. 32. Recomeçando a família pelo trabalho (continuação) <ul><li>O primado do trabalho é o primado da família </li></ul><ul><li>O trabalho reproduz a família na medida em que garante o futuro dos descendentes com a reserva de terras para o trabalho. (movimento cíclico). </li></ul><ul><li>A riqueza pela riqueza é fator de vergonha, como se fosse ilícita. Pressupões enriquecimento de uma só pessoa e não do grupo o que quebraria o ciclo: a herança deve ser repartida. Uma desacumulação cíclica dos bens do camponês. </li></ul><ul><li>A infância é o período da vida em que a criança se prepara para herdar. Daí a importância do estudo como forma de preparo para o salto social. </li></ul><ul><li>O tempo é circular: O herdeiro se move num tempo finito onde o ponto de chegada ainda é o ponto de partida (o recomeço da agricultura familiar do pai provedor). Porém o ponto de chegada já não é o mesmo: EVOLUÇÃO </li></ul>
  33. 33. Recomeçando a família pelo trabalho (continuação) <ul><li>Desequilíbrio: empobrecimento das terras do cerrado: </li></ul><ul><li>Retorno cíclico à uma nova base para a agricultura familiar. </li></ul><ul><li>O agricultor de Canarana se concebe como trabalhador que é patrão de sí mesmo. Pensa no salário (fruto do excedente produzido por seu trabalho) que o capital (a terra) lhe proporciona. </li></ul><ul><li>O salário aqui está presente num tempo e dimensão cósmica singular. Não constitui-se em parcelas mensais nas relações de produção mas, na subsistência de toda a família e sua permanência na agricultura. </li></ul><ul><li>Ilusão cruel: apesar do sistema criar a possibilidade da criança ser “criança” a ocupa com os encargos do trabalhador e as preocupações do adulto. Uma negação da infância, portanto. </li></ul>
  34. 34. Preto no branco
  35. 35. O ADULTO NO CORPO DA CRIANÇA <ul><li>As crianças nos povoados de São Pedro da Água Branca e de Floresta no Maranhão vivem uma realidade muito diversa: </li></ul><ul><li>Povoados de posseiros e pequeno agricultores sem o título da terra </li></ul><ul><li>Sujeitos ao despejo: ação direta de fazendeiros, pistoleiros via de regra com anuência da polícia. </li></ul><ul><li>Um discurso diferente das crianças de Canarana: mediação do lúdico, brincadeiras e amizades. (sonhos) </li></ul><ul><li>Dura realidade: Antonio P. (11 anos): “nunca fui feliz em minha vida”. Ariston C. (11 anos): “Eu sou um menino pequeno. Eu passo mal porque aqui não tem as coisas que a gente gosta”. Maria de Fátima R. (13 anos): “é uma vida pensativa. Passa uns tempos bons e outros ruins. Mas, dá da gente viver assim mesmo. Porque ser pobre em todo lugar é ruim”. </li></ul><ul><li>O espaço da brincadeira é circunstancial e se apresenta como um intervalo durante o dia. Primeiro trabalham, depois vão à escola e só após brincam, no fim do dia, na boca da noite. A infância é um resíduo do tempo que está acabando. </li></ul>
  36. 36. O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>Vida marcada por constantes migrações: A migração, a constante busca é um dado da vida. Aqui a infância não é definida pela condição de herdeiro. Não há o que herdar. Nascimento B.: “Nós vamos embora, aqui, nós não pode trabalhar. O pobre não pode viver onde não pode trabalhar”. </li></ul><ul><li>Cacarecos e bagulhos: A pobreza facilita a migração. Não há o que carregar. A não ser os apetrechos de sobrevivência, opostos aos bens de raiz que dão sentido ao trabalho do homem do campo. </li></ul><ul><li>POBREZA TRANSFORMADA EM CARÊNCIA MORAL: Núcleo problemático do processo = falta de união e o fim das lealdades básicas. </li></ul><ul><li>O dinheiro (instrumento da trapaça) deixa de ser expressão do trabalho, para constituir na sua negação: </li></ul><ul><li>Abertura e venda de posses de terra (muitas vezes ameaçadas) </li></ul>
  37. 37. O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>A POLARIZAÇÃO QUE INDICA O LUGAR DO POBRE NO MUNDO: </li></ul><ul><li>Inexistência de terra para o pobre botar roça. </li></ul><ul><li>Em São Pedro os “donos da terra não deixam trabalhar”. É só alguém começar uma roça e eles chegam e mandam parar. </li></ul><ul><li>“ Os polícias não querem deixar os lavradores botarem roça” João. </li></ul><ul><li>Em Floresta “os mineiros querem tomar as terras dos lavradores” Maria N. (13 anos). </li></ul><ul><li>O não ter terra para trabalhar não deriva do sentido de propriedade, deriva do advento do “dono” (que também não é proprietário) que se interpôs entre o “lavrador” e a “livre liberação da terra”. USO DA FORÇA NA IMPOSIÇÃO DA AUTORIDADE DO PODER PESSOAL </li></ul><ul><li>É na violência do “dono” que as crianças se reconhecem como pobres. Uma degradação do homem pela mediação do dono. </li></ul>
  38. 38. O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>Cercamento das terras para criação de gado: </li></ul><ul><li>Terra para cercar é uma negação da terra para trabalhar (na visão das crianças): “Gado sem arroz ninguem come”. </li></ul><ul><li>O arroz é a comida do trabalho. A carne é a comida do ócio, da festa. </li></ul><ul><li>Arroz sem carne tem sentido, Carne sem arroz não o tem. </li></ul><ul><li>A comida não é supérflua na vida do posseiro: Ela é também o limite. O “ter” se reduz ao “ter o que se pode comer”. REALIDADE. </li></ul><ul><li>Assim o arroz simboliza a própria vida, recurso do limite da sobrevivência. </li></ul><ul><li>O capital deteriorou as relações no campo: O “ganhar” substitui em importância a “união de antes”. </li></ul>
  39. 39. O adulto no corpo da criança (continuação) <ul><li>A humilhação e violência como fatores de expulsão dos posseiros: </li></ul><ul><li>Bater e colocar no formigueiro </li></ul><ul><li>Uso da palmatória (instrumento de castigo de escravos e crianças) </li></ul><ul><li>Forte simbolismo de classe. Da classe que manda, que tem o poder. </li></ul><ul><li>“ levar bolos na mão é castigo que se inflige a quem está na condição de menor e subalterno, a quem não tem direito de ter a própria vontade, a quem está obrigado a obedecer. </li></ul><ul><li>A pequena Regimar F. ao falar de sua vida de adulta e criança demarcou o espaço agora duplicado, o dos pobres e o dos donos, numa carta geográfica imaginária, em que toda a força do mundo que se acaba, e que foi subjugado, ganha contorno de esperança na aventura de uma nova migração. Só que Já não se trata de buscar terra livre, mas de escapar da cerca e da humilhação. </li></ul>
  40. 40. CONCLUSÕES <ul><li>CRIANÇAS DE CANARANA: </li></ul><ul><li>Trabalham para o grande capital </li></ul><ul><li>Possui título das terras que ocupam </li></ul><ul><li>Vivem a ilusão da autonomia na coesão da família: Não percebem que o capital transformou a família em capataz de adultos e crianças. </li></ul><ul><li>CRIANÇAS DE SÃO PEDRO E FLORESTA: </li></ul><ul><li>Posseiros não tem a propriedade da terra </li></ul><ul><li>Agricultura de subsistência. Sua relação com o capital, apesar de tênue, é insidiosa e corrosiva: dívidas e carências que, no limite, forçam os pobres a comer tudo que tem. EXPULSÃO, GRILAGEM E VIOLÊNCIA. </li></ul><ul><li>O posseiro é um obstáculo ao uso capitalista da terra. É a reprodução do capital que está em jogo e não a reprodução do trabalhador e da família. </li></ul><ul><li>EM AMBOS OS CASOS: </li></ul><ul><li>As crianças já nascem para o trabalho. No caso dos colonos a infância já foi incorporada pelo trabalho, no caso dos posseiros, foi marginalizada pelo trabalho. </li></ul><ul><li>Ambas as crianças pensam a vida em termos de futuro, concebido através do passado como fonte de esperança, a matriz da utopia. </li></ul>

×