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13       No Brasil a realidade era bem diversa. O ensino mútuo, na visão de Hipólito daCosta, viria a suprir as demandas d...
14       No conjunto das idéias sempre objetivadas à ascensão material do Brasil reafirma, atodo o momento, a exposição co...
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  1. 1. 1PERIOTTO, M. R. . O jornal Correio Braziliense: A educação e o desenvolvimentomaterial do Brasil. In: VIII SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS EPESQUISAS- HISTEDBR, 2009, CAMPINAS. História, Educação eTransformação: tendências e perspectivas. Campinas : Ed. Unicamp, 2009. v. 1.p. 21-31.O JORNAL CORREIO BRAZILIENSE (1808-1822): A EDUCAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO MATERIAL DO BRASIL1 Marcília Rosa Periotto UEM/FaE-UFMG/CNPq Este texto antecipa resultados da pesquisa sobre Hipólito da Costa destinada aoEstágio Pós-Doutoral, e cujo pensamento encontra-se proclamado no jornal CorreioBraziliense (1808-1822). A proposição do ensino mútuo, feita pelo jornalista como um dosmeios para se implantar relações materiais progressistas no Brasil é um dos veios para oentendimento das questões defendidas pelo referido jornal, as quais se preocupavam emdemonstrar os caminhos possíveis a um conseqüente desenvolvimento social realizado nosmoldes europeus e amparado pelas idéias liberais inglesas. A análise foi realizada sob os parâmetros da ciência da história, eixo teórico-metodológico que considera os fatos e acontecimentos locais subsumidos ao movimentohistórico mais geral da sociedade e das necessidades que impõe ao seu desenvolvimento.Sendo assim, o pensamento de Hipólito da Costa e as idéias que defendeu ao longo de suavida como jornalista e editor serão vistos pelo crivo da conexão que mantiveram com ocapitalismo e com as exigências oriundas do alargamento dos mercados mundiais e da lutaentre as nações mais avançadas materialmente pela posse e controle dos mesmos. Relacionar o jornal Correio Braziliense e seu fundador com a História daEducação, ambos sabidamente políticos e sem dedicação prioritária com a educação, é fatoque inscreve o estudo numa perspectiva analítica que compreende as relações sociais quepontuaram o Brasil desde o descobrimento como desdobramentos do movimento deconstituição do modo capitalista e, que, nos limites das relações coloniais produziram1 Esta comunicação é parte do estudo Pós-Doutoral em desenvolvimento, realizado na FaE/UFMG sob asupervisão do Prof. Luciano Mendes de Faria Filho e com apoio do CNPq.
  2. 2. 2especificidades as quais se encontram, ainda hoje, presentes na medida em que práticassociais avançadas convivem, lado a lado, com práticas atrasadas. Superar os desafios impostos pelos tempos atuais no que tange ao desenvolvimentomaterial e em correspondência à educação exige-se o retorno ao passado, iniciado para osbrasileiros quando a esquadra de Pedro Álvares Cabral aportou suas naus em terras antesdesconhecidas. No período em que estiveram os brasileiros submetidos à tutela dosportugueses foi-lhes dificultado concluírem ações políticas e econômicas que conduzissemo Brasil a uma sorte de produção que não apenas a agricultura e a extração dos bens danatureza. Em decorrência da exigüidade material dos meios de produção outros aspectos davida social na colônia sofriam também da mesma carência, principalmente no que serelaciona diretamente com a educação. Naqueles séculos primeiros da história brasileira os jovens aquinhoados de fortunamaterial eram enviados a Lisboa ou a Coimbra a fim de educar-se, embora se reconheçaque o domínio da escrita e leitura não se reduzia unicamente ao privilégio da classeabastada já que algumas oportunidades se abriram às camadas da população pobre,inclusive aos escravos, fato que comprova que um propósito educativo esteve semprepresente nas aspirações dos brasileiros, seja a elite ou a população livre e não proprietária. As expectativas que se criam em torno da educação referem-se quase sempre àcrença de que tudo ela pode como ainda hoje é comum observar, fato que vem explicar anecessidade de se resgatar nos escritos dos séculos passados os elementos que venham aconfirmar a longevidade histórica dessa posição ou que a ela se contraponham, de maneiraque a época atual ao menos possa compreender os rumos que a educação toma e asvinculações que mantém com as necessidades oriundas das relações materiais. Nesta perspectiva, a análise dos escritos de Hipólito da Costa expostos no jornalCorreio Braziliense soa extremamente oportuna. Nascido em meio ao avanço espetaculardas forças produtivas sociais libertas pelo capital e diante de forças que oportunamenteteimavam em permanecer obscuras e retrogradas na defesa incessante de uma classe socialjá derrotada em parte do território europeu, ele se dirigiu propositalmente ao povobrasileiro na intenção de contar-lhe sobre as idéias justificadoras do desenvolvimentomaterial presente na Europa e da expansão desses avanços para o novo mundo. No contexto da produção material em franco alargamento a importância da vindada família real e da corte portuguesa para o Brasil é consenso na historiografia brasileira.Potencializou, diz a maioria dos historiadores, as demandas já existentes em gérmen pormaior autonomia política e valorização dos brasileiros, produtores da riqueza do qual
  3. 3. 3Portugal era o maior beneficiário ao ter o privilégio de negociá-la internamente e com osdemais países europeus. No entanto, não se permite afirmar que a estadia dos lusitanosfugitivos foi motivo sobranceiro no desiderato político entre colônia e metrópole, masfigura entre as causas da separação com indisfarçável importância. A chegada dos metropolitanos evidenciou a situação de descaso na qual a Colôniavivia desde o início da colonização. Os resultados de um governo displicente com asnecessidades coloniais e de seu povo rapidamente foram sentidos: tido apenas por umgrande centro fornecedor de riquezas sem fim aos portugueses o Brasil nunca desfrutou deum plano mais avantajado de melhorias, as quais, se tivessem sido implantadas juntamentecom uma política de afrouxamento da rígida administração metropolitana, certamenteencerrariam, ou postergariam, os desejos de liberdade de um grupo de indivíduos que,excluídos da nobreza e dos privilégios a ela inerentes, ressentiam-se continuamente com apouca consideração e importância social e política cominadas pelos portugueses. Inúmeras mudanças se operaram na sociedade brasileira de então, mas osustentáculo da produção permaneceu inalterado. A escravidão em nenhum momento foiposta à dura prova da extinção total, sendo o pólo irradiador da riqueza que se concebiarealizada apenas com a exploração da força de trabalho dos negros escravos. As razõeshistóricas dessa permanência se encontram, a principio, na escassez de braços livresdisponíveis e na política imposta pela metrópole à colônia, além do tráfico se revelar umexpediente de grandes lucros e enriquecimento, tornando-se à época uma das atividadescomerciais mais rentáveis a portugueses e holandeses, entre outras nacionalidades. Portugal, por sua vez, não podia praticar a partilha dos recursos naturais com asoutras nações para não arriscar a perda de uma fonte de riqueza inesgotável e sustento dasfinanças portuguesas. Entretanto, ao longo do processo de colonização muitas concessõesforam feitas aos ingleses em troca do apoio e proteção contra as investidas francesas eespanholas, situação que atingiu o ápice nos tratados de 1810 firmados entre D. João VI e aInglaterra, quando essa guardou a esquadra portuguesa fugitiva dos ataques inimigos. O fato é que em 1808 os portugueses que administravam o Brasil à distânciativeram a oportunidade de conhecê-lo de perto e de também verificar as vicissitudes deuma colônia pujante em riquezas naturais, mas pobre em condições melhores de vida. Asprimeiras providências de D. João, logo após o ato de Abertura dos Portos, foram as deadequar minimamente os meios encontrados às necessidades dos forasteiros e deproporcionar melhorias à cidade que serviria de amparo à família real e a corte portuguesa.
  4. 4. 4 Neste quadro, as primeiras ações progressistas só existiram em razão da conturbadarelação entre lusitanos e franceses que, desejosos de assumirem a dianteira de nação maispoderosa do mundo, permitiram aos brasileiros conviver, finalmente, com aqueles que osmantinham submetidos às agruras de um regime colonial que começava a demonstrar a suafalibilidade histórica. Entre a infinidade de soluções necessárias ao progresso material educar osbrasileiros era condição essencial à adoção de costumes mais compatíveis com a produçãocapitalista e, principalmente, com os empenhos solicitados por uma administração que nãoprimava pela envergadura exigida pela extensão dos negócios que concluía, causando maisprejuízos que benefícios aos interesses metropolitanos e coloniais. Uma das causas doproblema advinha do tipo de nomeação que se fazia para a ocupação dos cargos públicos,cujo critério era muito mais o privilégio concedido à nobreza do que mesmo o preparotécnico necessário ao exercício de funções que requeriam um mínimo de conhecimento daspráticas comerciais e de política econômica em vigor nas nações materialmente adiantadas. Hipólito da Costa condenava os privilégios que anulavam uma condução favoráveldos negócios lusitanos, pois que se destinavam aos melhores e mais importantes cargospúblicos indivíduos completamente inaptos para o cumprimento das funçõesadministrativas. As propostas que fez, envidadas em nome de relações econômicas esociais mais adiantadas, incluíram a aplicação do método do ensino mútuo como uma dasformas de alastrar os conhecimentos que permitiam ao Brasil participar do mundocivilizado, constituindo um corpo de saber já praticado na Europa, precisamente osconteúdos que fizeram da Inglaterra a dominadora dos mares e terras e disseminadora daspráticas burguesas pelos novos territórios. A história da imprensa no Brasil mantém com a educação do século XIX umaestreita ligação, observável nos jornais e folhas daquele período na forma de um proveitosodebate direcionado à transmissão dos avanços científicos conquistados pelas nações maisdesenvolvidas, mas, fundamentalmente, as idéias de uma época, as quais se pretendiamdominantes na consciência dos indivíduos. Essa relação está presente com clareza naIntrodução com a qual Hipólito da Costa inaugurou o Correio Braziliense em 1808: Ninguém mais útil, pois, do que aquele que se destina a mostrar, com evidência, os acontecimentos do presente, e desenvolver as sombras do futuro. Tal tem sido o trabalho dos redatores das folhas públicas, quando estes, munidos de uma crítica, e de uma censura adequada, representam os fatos do momento, as reflexões sobre o passado, e as sólidas conjecturas sobre o futuro. (CORREIO BRAZILIENSE, 2001, v. 1, p. 3).
  5. 5. 5 No Correio Braziliense verifica-se uma produção crítica vigorosa oposta ao modelode administração português incapaz, na sua visão, de empreender uma política dedesenvolvimento mais conseqüente no aproveitamento das riquezas brasileiras e desolucionar as crises econômicas que aderiam ao território lusitano ininterruptamente. O empreendedorismo comercial e industrial dos americanos conexo ao ideárioliberal em expansão, presenciados na viagem de dois anos que fez aos Estados Unidos -(1798-1799) -, bem como o desenvolvimento material da Inglaterra, vivenciados nosdezessete anos de exílio, fez com que defendesse práticas progressistas a seremimplantadas no Brasil, tuteladas pela ciência em plena revolução. No Correio teve espaçoprivilegiado para expor idéias nascidas da observação da pujança inglesa, secundadas pelaparca economia de Portugal, visão obtida quando lá morou por razões de estudo e fugiu porrazões de sobrevivência. Marisa Saenz Leme (2004, p.42) assinala que Embora tenham numericamente prevalecido no jornal matérias de conteúdo político, os artigos sobre as condições socioeconômicas brasileiras constituíram-se grandemente em exposições bem articuladas dos conceitos que norteavam os posicionamentos do editor da área, configurando-se um “programa para o desenvolvimento do Brasil”, conforme indica o título de um deles, publicado em 1816. O valor do pensamento de Hipólito da Costa e do seu jornal para o advento daindependência é amplamente reconhecido no meio intelectual e suscita um aumentosignificativo de estudos que os analisam nas mais diferentes interpretações e temáticas coma intenção de realizar uma leitura realmente elucidativa das influências que as idéiasproclamadas no Correio legaram ao processo separatista havido entre colônia e metrópole.Entretanto, tal compreensão requer a coligação de “seu pensamento, portanto sua açãopolítica, ao contexto da luta posta em prol do definitivo predomínio da burguesia nos locaisem que ela não havia desenvolvido forças suficientes para dar aos homens a direçãoprópria a sua lógica” (PERIOTTO, 2004, p. 1). No que diz respeito à história da educação as idéias e posicionamentos recolhidosno Correio remetem ao esforço de formar nos “brazilienses” uma visão mais avançadasobre procedimentos que encaminhassem o Brasil ao progresso material, oferecendo-lhesum meritório debate sobre as idéias que haviam contribuído para a Inglaterra alcançar aposição de nação predominante sobre as demais. Para neste objeto ajudarmos as vistas do Governo e contribuirmos da nossa parte para o bem da nação a qual pertencemos, a melhor via nos
  6. 6. 6 parece divulgar, por meio do nosso jornal, os princípios da boa economia política, pela qual se tornam fortes e ricas as nações, e, em direta proporção, respeitáveis e independentes. (CORREIO BRAZILIENSE, 2002, v. 16, p. 338). Deste modo a intenção era habilitar os brasileiros ao exercício do poder político,que incorporassem os fundamentos exigidos na construção de um Estado antípoda aoabsolutismo característico da metrópole portuguesa, na qual predominassem as idéiasliberalizantes capazes de levar o Brasil à modernização econômica e, por extensão, social. Nesse quadro, as proposições feitas à instrução dos cidadãos expressam o papeleducativo incluso na sua obra, as quais propunham levar o Brasil a uma situação deeminente progresso ao se propagarem técnicas novas e variadas de cultivo, aprimorando aagricultura de forma a maximizar o aproveitamento das riquezas naturais e cultiváveis. Sua preocupação com a educação circulou em torno da proposta do ensino mútuo, aqual via como meio para “aumentar a felicidade dos homens” e que, em essência, nãodivergia do propósito geral de sua obra, ao contrário, reafirmava a necessidade de umaeducação política, voltada obviamente para a elite e da qual dependia o sucesso material,político e social do Brasil. Quanto ao povo não era equívoco distribuir-lhe um pouco de instrução naquelaquantidade suficiente para organizar a sociedade sob a ótica da modernização. O Estadoseria o maior interessado numa provável elevação moral e intelectual se, de fato, visasseum governo progressista, já que a realidade demonstrava um enorme despreparo, em todosos sentidos, das camadas inferiores da sociedade: Em toda parte, aonde o povo vive submergido na ignorância, se observa a brutalidade, grosseria e barbaridade ... Esperamos, que alguém lance os olhos a estas linhas; e se mova a pôr em prática na sua terra, o que tem já produzido tanto benefício neste país; e se houverem pessoas, que tenham assaz coragem e perseverança, para afrontar a oposição, que sua vistas benéficas necessariamente hão de encontrar, a posteridade abençoará a sua memória, quando refletir nos bens que são devidos aos seus trabalhos. (HIPÓLITO DA COSTA, 2001, v. 1, p. 347-348). Hipólito da Costa, ao se expressar como um legítimo membro da Ilustração anuía àeducação a condição primeira na realização das mudanças necessárias para o Brasiladentrar ao quadro das nações mais desenvolvidas. O saber, portanto, não poderia serqualquer um e dado com qualquer conteúdo, veiculado sem propósitos e critérios, masdirigido ao objetivo almejado, os indivíduos faltos de conhecimento, e por meio deconteúdos expressivos da nova a ciência da produção.
  7. 7. 7 A educação no Brasil no início do século XIX em grande parte era prerrogativa daelite, ainda que nem todos os que a ela pertenciam dispusessem do domínio da escrita e daleitura. Por sua vez entre o povo e escravos encontravam-se alguns letrados, apesar deserem em número muito inferior aos da camada dominante. Esse panorama corriqueiro eraum empecilho ao deslanchar de uma mentalidade apegada aos fazeres realmenteprogressistas, na medida em que a ausência do saber elementar – ler, escrever e contar -impedia a maior parte dos indivíduos de conhecerem os grandes avanços científicos quetransformavam as matérias primas rapidamente em mercadorias, sem o tempo e esforçoexigido na forma de produção anterior. Em relação à situação educacional do Brasil nas décadas iniciais do século XIX éde se notar que também Portugal apresentava um mesmo quadro insatisfatório quando aausência de uma instrução maior e extensiva às camadas intermediárias da sociedaderefletia-se no tipo de administradores a que o governo português era obrigado a recorrer,como o caso do Conselho de Estado, composto por sujeitos despreparados e escolhidosentre os da classe fidalga sem, no entanto, confirmarem a capacidade exigida para o cargo: Um dos maiores defeitos de administração interna, nas colônias Portuguesas, foi sempre a falta de responsabilidade eficaz, nas pessoas que exercitam autoridade; e isto procede não de que as leis, em teoria, os não façam responsáveis; mas pela distância das colônias à metrópole; por não haver liberdade de imprensa, que publique os abusos dos que governam pela falta de assembléias ou conselhos coloniais independentes da Coroa, que sirvam de contrabalançar o poder dos Governadores. [...]. (CORREIO BRAZILIENSE, 2001, v. 5, p. 123). A educação inglesa serviu de modelo quando projetou uma proposta de instruçãopara o Brasil, na qual indivíduos, que por muitas razões serviriam ao governo, desde cedodeveriam ser educados para exercerem cargos administrativos, o que, certamente,garantiria a manutenção da forma de governo estabelecida: “Naquele país [a Inglaterra]todos os nobres se aplicam de tenra idade às letras, a maior parte deles vai àsUniversidades obter graus acadêmicos e entram em concorrência para os lugares da maiorimportância” (CORREIO BRAZILIENSE, v. 1 2001, p. 50). A participação na administração do reino na Inglaterra, diferentemente de Portugal,exigia da nobreza, tanto quanto dos comuns, o domínio das regras que conduziam osnegócios, da jurisprudência que legislava sobre os interesses de qualquer ordem e dadisposição sempre presente para defender os princípios de liberdade que encimavam aspráticas sociais daquele povo. Desta feita, a educação para Hipólito da Costa se constituía
  8. 8. 8na veiculação do saber que, juntamente com “os costumes, a ilustração do espírito nospovos, são as únicas garantias da perpetuação da Constituição, e da conservação daliberdade civil” (CORREIO BRAZILIENSE, v.2, 2001, p. 623). Alcançar um patamar dedesenvolvimento no qual todos pudessem desempenhar as atividades progressistas semmaiores obstáculos, explicita a compreensão que se tinha de que instruir elevaria as naçõesa um alto grau de civilidade, pois que [...] só a prosperidade do povo é quem faz a prosperidade do Governo, que quando se põem obstáculos, e entraves ao progresso, e propagação das ciências, devem ficar tão raros os homens sábios, que quando o Governo precisa deles, de repente, não os acha; e vê-se obrigado ou a lançar mão de um homem instruído, mas sem boa moral; ou de um homem bom, mas estúpido ou ignorante, e quanto menor é o número de gente instruída, menos probabilidade há de que o Estado seja servido por homens virtuosos e sábios (CORREIO BRAZILIENSE, v. 1, 2001, p.237). A partir de 1808 verifica-se certa preocupação com a educação, motivada pelagarantia de oferta dos serviços necessários a aristocracia que acompanhava os monarcasem nome da formação dos quadros administrativos. Entretanto a oferta de instrução a todosnão era questão a ser enfrentada porquanto não entendida como necessidade, fato que arestringiu apenas ao ensino superior. Criaram-se cursos superiores nas áreas de maiorurgência, ou seja, em 1808 foi criado a Academia Real da Marinha e os Cursos Médicosprimeiramente para a defesa territorial contra invasões estrangeiras e para o atendimentodos integrantes da Marinha e da elite brasileira. Foram abertos também a Academia RealMilitar, em 1810, e o de Direito quando o Brasil já havia consumado a separação política evisava formar indivíduos para a administração do país. Na argumentação de Seco (2004, p. 110) se depreende que mesmo com a iniciativade D. João VI de colocar em prática um plano direcionado à escola pública, seu projeto nãoobteve sucesso devido à falta de condições e recursos e até mesmo dos ideais defendidospela metrópole, que se opunha a qualquer manifestação de cunho mais liberal. Medidasque interferissem na manutenção de seus interesses eram totalmente rejeitadas,perpetuando assim a falta de conhecimento da grande maioria da população que,distanciada das letras, permanecia na ignorância. Portanto o século XIX se abriria para o Brasil como uma época em que faltavamescolas, mas, fundamentalmente, um plano de escolarização sistemático que favorecesse aelevação de todos. A educação da elite brasileira apresentava quase sempre caráter
  9. 9. 9doméstico, com as crianças instruídas no âmbito dos lares. Faria Filho (2000, p.140)assinala que as poucas escolas existentes até a independência funcionavam, “na maioriadas vezes, nas casas dos professores ou, sobretudo, nas fazendas, em espaços precários e[...] seguiam o método individual de ensino”. Nesse quadro pensar a educação como resposta a um possível progresso constituía-se em tarefa de difícil concretização. Restava aos projetos de nação traçar objetivos quemirassem a expansão da ciência produzida pela humanidade como “luzes” a difundir,compromissos assumidos quando da inauguração do Correio Braziliense em 1808: O primeiro dever do homem em sociedade é ser útil aos membros dela; a cada um deve segundo suas forças físicas e morais, administrar, em benefício da mesma, os conhecimentos, ou talentos, que a natureza, a arte, ou a educação lhe prestou. O indivíduo, que abrange o bem geral duma sociedade, vem a ser o membro mais distinto dela: as luzes, que ele espalha, tiram das trevas, ou da ilusão, aqueles, que a ignorância precipitou no labirinto da apatia, da inépcia, e do engano. (CORREIO BRAZILIENSE, v. 1, 2001, p. 1). O ensino mútuo seria uma luz a iluminar as trevas que encobriam a colônia. Se nemtodos os brasileiros poderiam obter um conhecimento mais elaborado, propalado emescolas destinadas a esse fim, o caminho mais plausível era a adoção de um método quelevasse a instrução a um número maior de indivíduos, mesmo que não significasse ocaminho das letras e, sim, o dos fazeres avançados trazidos ao país pelos imigrantes quehaveriam de chegar seguidamente, tal qual sugeria para superar o atraso material. Percebe-se que a proposta de ensino mútuo a todos sem acesso à educação ou sempossibilidade de lá chegar por inúmeros motivos, tal como a exigüidade de instituições deensino, vinculava-se ao conselho que dava aos governantes para estimularem osestrangeiros por meio de uma série de medidas favoráveis, a virem se estabelecer noterritório brasileiro. Trariam na bagagem, certamente, o avançado conhecimento técnicodesconhecido no Brasil, seja nas atividades industriosas ou agriculturáveis. O objetivo de se permitir estrangeiros, desejosos de recomeçaram a vida sobcondições distintas das vividas na Europa, revelava a opinião de que a escravidão era umóbice ao desenvolvimento material e comprometia o estabelecimento do progresso social.Entretanto, é preciso considerar o ambiente em que essa conjectura teve origem, ou seja,uma sociedade de trabalhadores livres, vendedores de força de trabalho submetidos àsdemandas do mercado. A Inglaterra, mais uma vez era seu eixo, contudo as condições derealização da riqueza encontradas no Brasil não dispensavam a escravidão como molamestra. Assinala Periotto (2004, p. 16) que Hipólito,
  10. 10. 10 Na melhor tradição do liberalismo anglo-saxão expressivo do começo do século XIX, condenou o trabalho escravo por se constituir num entrave ao livre desenvolvimento das forças produtivas, ou seja, ao progresso social e econômico. Esta visão, movida principalmente pelos interesses expansionistas do capital inglês, fez com que Hipólito construísse um repositório de idéias que serviriam tanto para justificar a necessidade do fim gradual da escravidão como para apresentar alternativas ao processo de trabalho. No apoio à extinção do tráfico e ao fim da escravidão, ainda que lenta egradualmente, centrava-se no tratado do comércio firmado entre o Brasil e a Inglaterra em1810, que poderia comprometer o comércio externo brasileiro e exigir uma demanda maiordo esforço produtivo de seus habitantes causando aumento no preço dos escravos, carestiade mão de obra e aumento no valor dos produtos (PERIOTTO, 2004, p. 16). Em vistadesses perigos aconselhava que se introduzissem máquinas [...] em todos os trabalhos aonde elas podem suprir o emprego dos homens; outro é a imigração de gente daquelas partes da Europa, aonde a população tem pouco emprego. A Inglaterra, a França e os Estados Unidos abundam em Engenheiros-Civis e maquinistas; eis aqui, pois, uma classe de gente, que se faz sumamente importante no Brasil; e que deve servir para fomentar o primeiro método, que temos proposto; assim como também a introdução das novas invenções de arados e outros instrumentos de agricultura, que diminuam o uso da enxada, tão comum no Brasil, pelo mau uso do sistema de roças, e em que se empregam mais braços do que seria necessário, adotando-se os instrumentos de agricultura, que diariamente se estão inventando na Europa. (COSTA, 1977, p. 133-4). O quadro econômico e político da colônia brasileira representavam um desafio àqualquer proposta de melhoramento econômico e social, ainda mais quando a agriculturasofria reveses por falta de indivíduos capacitados, cujos trabalhadores eram“absolutamente ignorantes dos princípios científicos da agricultura; e o Governo em coisanenhuma tem ajudado a promover a instrução nestes países, onde poucas pessoas sabem lere escrever, e aonde apenas há uma ou duas escolas de primeiras letras” (COSTA, 1977, p.65). O incentivo à permissão de estabelecimento de colonos europeus das mais diversasnacionalidades, por sua vez, ofereceria ao Brasil novos conhecimentos sobre as técnicas decultivo predominantes em seus países de origem reforçando a imagem de uma prática ondetodos aprendiam com todos e, ao final do processo educativo, ganharia o Brasil com aqueleaumento qualitativo do conhecimento: Quando a pobreza de território de uma nação, a sua posição geográfica no mundo, o gênio e disposição de seus habitantes, fazem com que o
  11. 11. 11 comércio não possa prosperar, nem ir além de uma certa meta, não há mais do que conformarem-se os homens com os decretos da Providência, que em sua incompreensível sabedoria distribui os bens do mundo, naquela proporção que lhe apraz; mas seguramente não se devem os homens conformar, com a mesma submissa resignação, às desvantagens que visivelmente procedem de uma má administração do Governo; é este um mal moral proveniente da maldade ou da ignorância do homem; e todos temos o direito de procurar remediá-lo. (CORREIO BRAZILIENSE, 2001, v. 8, p. 152). O remédio benfazejo seria estimular entre os estrangeiros a troca de saberes numadinâmica que incluísse além do cambiar de experiências uma comunhão entre os sujeitosde nacionalidades diversas, promovendo o aumento da população e a criação de umacamada social e espiritualmente mais elevadas: Temos por várias vezes indicado a necessidade que há de procurar ao Brasil uma população tirada das nações européias; e isto para fins morais, políticos e físicos; porque a não se obrar assim, a raça portuguesa se estragará totalmente com a mistura, tão comum no Brasil, com os negros africanos, cuja compleição e figura vicia o físico das gerações mistas [...] Da Irlanda, Escócia e Holanda se podem obter excelentes agricultores; da Inglaterra e França, artistas; da Alemanha, mineiros; dos Estados Unidos, colônias inteiras de pescadores, principalmente dos Estados de Conecticut, Rhode Island e Massachussets; homens sábios de todo o mundo; e este grande e precioso aumento de população se pode obter, sem a menor despesa da parte do Governo (COSTA, 1977, p.89;157). A aplicação do ensino mútuo teria esse caráter: contribuir para a miscigenaçãoentre os que o adotariam por pátria, de purificação, tanto nos aspectos físicos e morais dasraças que já se encontravam misturadas quanto no político, em busca de um indivíduo maiseuropeizado, mas, principalmente, de reter os conhecimentos dessa babel de povos quetraria, cada um deles, os conhecimentos faltantes ao desenvolvimento social no Brasil: O agricultor alemão, escocês, italiano, irlandês, húngaro, holandês; cada um edificaria a sua casa à maneira de sua pátria e cultivaria a terra da maneira e com a semente que mais se usasse em seu país; assim no fim de dois ou três anos a combinação de todos estes diferentes experimentos mostraria a toda a colônia qual era o método mais vantajoso ao clima e ao terreno; e todos seriam, para assim dizer, mestres uns dos outros, e o que fosse mais bem sucedido, esse seria o mais imitado por seus vizinhos (COSTA, 1977, p. 70).
  12. 12. 12 Propagado por Joseph Lancaster, o Método Lancasteriano2 dirigia-se à massa dehomens pobres, cuja primeira experiência em solo inglês3 realizou-se na escola fundadapara atender os filhos de operários, primeiramente organizada pela iniciativa particular, decaráter religioso. Tinha por ocupação atender a exigência de escolarização requerida peloproletariado e da população pobre que, intuitivamente, percebia no domínio das letras, umachance de ascender a melhores condições de vida. Era um método conveniente ao governoinglês: politicamente contemplava a reivindicação da classe trabalhadora sem gastosdesmesurados, já que não se contratavam muitos professores nem se gastava tempocertamente confiscado do trabalho. Fátima Maria Neves (2003, p. 115) entende que Para as elites governantes era apropriado, e coerente com seus interesses, defender a implantação de um método pedagógico para as classes de primeiras letras, destinado aos segmentos das classes subalternas, que enfatizasse a defesa da ordem, ao mesmo tempo em que inibia a preguiça e a ociosidade (p. 197). Portanto o poder disciplinar por meio do Método Lancasteriano vai incidir, gerenciar e controlar a ação dos homens que não estão ajustados à ordem social. Nos objetivos da adoção do método do ensino mútuo na Inglaterra encontram-se asdiferenças quando da sua proposição ao Brasil como método pedagógico. Lá a questão erao atendimento das reivindicações proletárias e da população pobre por uma escolarizaçãoredentora que os subtraísse das condições de vida aviltantes, causadas pela exploraçãomáxima da força de trabalho. A produção burguesa, nesse momento, parecia prescindirabsolutamente de uma classe trabalhadora educada formalmente em escolas, confirmandoa opinião pronunciada por Adam Smith (1996) de que precisavam ao menos recebernoções elementares da escrita, leitura e aritmética como forma de atenuar as deformaçõesde toda espécie causadas pela jornada incessante de trabalho a que estavam submetidosdesde a mais jovem idade, já que o aumento da produção manufatureira realizava-se sem oauxílio da educação.2 Segundo Ricardo Pires Almeida, o ensino mútuo era conhecido na Europa desde o século XVI, e sepropagou pela França, Rússia e Suíça a partir de 1814 (ALMEIDA, 2000, p. 51).3 No Brasil, o ensino mútuo só foi empregado nas escolas de primeiras letras em 1823. “Na Fala do Trono,lida na Assembléia Constituinte, em 3 de maio de 1823 [...], fizera menção o imperador à criação de umaescola onde estava sendo aplicado o método denominado de ensino mútuo” (NISKIER, 1996, p.102). Mas écom a lei de 15 de outubro de 1827 que se torna oficial. Já Faria Filho (2009, p. 31) afirma que “O intensotrabalho de propaganda do método mútuo, que teve como suporte, além dos textos jornalísticos, as viagens,os cursos de formação de professores, a tradução e comercialização de livros, resultou, no Brasil, napublicação, em 1827, da primeira (e única) lei geral de instrução “primária” válida para todo o Império doBrasil”.
  13. 13. 13 No Brasil a realidade era bem diversa. O ensino mútuo, na visão de Hipólito daCosta, viria a suprir as demandas de uma sociedade que tinha na mão de obra escrava aforma de trabalho produtora da riqueza e, ainda na condição de colônia submetida àsimperiosidades do interesse egoísta português, não participara de nenhum momentorealmente progressista e autônomo, com um incipiente desenvolvimento material que nãoavançava além dos limites da exportação de matéria-prima e dos recursos naturais e dealguns manufaturados como, por exemplo, o açúcar, o charque e fumo. Com a independência, a nova realidade passou a requerer indivíduos habilitadospara compor a estrutura administrativa, já que não se podia mais facilmente recolhê-losentre os portugueses, mas, esse fato não incentivou o poder público a oferecer um tipo deeducação mais elevada, bastavam os conhecimentos elementares, suficientes para aordenação do Estado e a obediência estrita ao novo governo imperial: “Nessa perspectiva,a instrução como um mecanismo de governo permitiria não apenas indicar os melhorescaminhos a serem trilhados por um povo livre, mas também evitaria que esse mesmo povose desviasse do caminho traçado” (FARIA FILHO, 2000, p.137). Entre os vários motivos que explicitam a proposição do método Lancasteriano aoBrasil, os senões existentes no fraco quadro educacional o referendavam como apropriadona medida em que eram exíguos os recursos de toda a ordem, fato que o alçou à condiçãode método ideal, pois se passava a contar com o auxílio dos alunos mais adiantados,resolvendo assim o problema do baixo número de mestres e do alto custo querepresentavam: Compreende-se muito bem esta preferência da lei pelo método de ensino mútuo, quando se sabe que, por este sistema, duzentas, trezentas crianças ou mais podem receber a instrução primária suficiente, sem que haja necessidade de mais que dói ou três professores. Durante as horas de aula para as crianças, o papel do professor limitou-se à supervisão ativa de círculo em círculo, de mesa em mesa, cada círculo e cada mesa tendo à sua frente um monitor, aluno mais avançado, que ficava dirigindo. Fora destas horas, os monitores recebiam, diretamente dos professores, uma instrução mais completa (ALMEIDA, 2000, p. 54). É preciso reafirmar, entretanto, que no debate realizado por Hipólito da Costa aeducação não se punha como o eixo principal no quadro desenvolvimentista que traçavapara o Brasil, mas também não a rejeitava como um dos momentos mais importantes dessarealização, até porque a entendia como um dos meios fundamentais para a formação deindivíduos em reais condições de entender as necessidades do Brasil e de adotar asmedidas coerentes a essa realidade.
  14. 14. 14 No conjunto das idéias sempre objetivadas à ascensão material do Brasil reafirma, atodo o momento, a exposição com que iniciou seu jornal: “O indivíduo que abrange o bemgeral duma sociedade, vem a ser o membro mais distinto dela: as luzes, que ele espalha,tiram das trevas, ou da ilusão, aqueles, que a ignorância precipitou no labirinto da apatia,da inépcia, e do engano” (CORREIO BRAZILIENSE, v. 1, p.1). Sabedor das causas que seopunham ao desenvolvimento do Brasil perseverava na divulgação dos conhecimentosmais avançados para a elevação da instrução do povo brasileiro e na qual a proposição doensino mútuo despontaria como um dos componentes do projeto civilizador que dedicouaos brasileiros do século XIX.BIBLIOGRAFIAALMEIDA, Ricardo Pires. Instrução Pública no Brasil (1500-1889): História eLegislação. Tradução de Antônio Chizzotti. 2 ed. São Paulo: Educ, 2000.COSTA, Hipólito da. Correio Braziliense. In: LIMA SOBRINHO, Barbosa (Org.)Antologia do Correio Braziliense. Rio de Janeiro: Cátedra: Brasília: MEC, 1977.CORREIO BRAZILIENSE OU ARMAZÉM LITERÁRIO. São Paulo: Imprensa Oficial doEstado; Brasília, DF: Correio Braziliense, 2001-2003. Edição fac-similar. Encadernado em31 volumes.FARIA FILHO, Luciano Mendes. Instrução Elementar no século XIX. In: LOPES, ElianeMarta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VIEIRA, Cynthia Greive Veiga.(Orgs.). 500 anos de Educação no Brasil. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.FARIA FILHO, Luciano Mendes. Os projetos de Brasis e a questão da instrução nonascimento do Império. In: VAGO, Tarcísio M: INÁCIO, Marcilaine S: HAMDAN,Juliana C: SANTOS, Hércules P dos. Intelectuais e Escola Pública no Brasil – SéculosXIX e XX. Belo Horizonte: Mazza, 2009. (Coleção Pensar a Educação, Pensar o Brasil-Série Seminários)LEME, Marisa Saenz. Hipólito da Costa e a Construção da Independência no Brasil. In:Intérpretes do Brasil: cultura e identidade. Orgs. Gunter Axt e Fernando Schüller. PortoAlegre, RS: Artes e Ofícios, 2004, p. 37-48.NEVES, Fátima Maria. O Método Lancasteriano e o Projeto de Formação Disciplinadordo Povo (São Paulo, 1808-1889). Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Ciências eLetras de Assis: Assis-SP, 2003.NISKIER, Arnaldo. Educação Brasileira: 500 anos de História, 1500-2000. Rio deJaneiro: Consultor, 1996.PERIOTTO, Marcília Rosa. O papel da imprensa no processo de construção da nação: a“vocação pedagógica” do Correio Braziliense. REVISTA HISTEDBR On-line.UNICAMP. Campinas, n. 16, p. 61-83, dez. 2004.SECO, Ana Paula. História do Brasil: O olhar dos Viajantes Ingleses para a Educação(1808- 1889). Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Educação de Campinas:Campinas-SP, 2004.SMITH. Adam. A Riqueza das Nações: Investigação sobre sua natureza e suas causas. V.I e II. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

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